sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ação de Delcídio é a prova de que a compra da refinaria de Pasadena foi uma grossa sem-vergonhice

DELCIDIO
Se o senador, que era pouco mais do que zé-mané em 2006, levou US$ 1,5 milhão em propina, quanto se pagou a quem realmente decidia?


Nós, da imprensa, estamos dando pouco destaque a uma questão da maior relevância. Querem ver?

Por que é que um senador então respeitado, como Delcídio do Amaral, com trânsito no PT e na oposição, líder do governo no Senado, paparicado pela imprensa — e, de fato, ele sempre foi um homem cordial —, se mete a planejar uma operação da pesada, criminosa (e não é coisa leve), arriscando-se a ser, como foi, desmoralizado?
Bem, é a lógica dos apostadores, não é? Jogou alto porque o prêmio era grande. Ou, vá lá, é a lógica dos apostadores no lado escuro da sorte: jogou alto porque, a verdade vindo à tona, ele teria muito a perder.
O que pesava contra Delcídio, então?
A acusação de Fernando Baiano, segundo a qual ele levara entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão de propina na compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena.

Era só Fernando Baiano falando? Pois é… Ocorre que Nestor Cerveró, o homem que comandou a compra da sucata de Pasadena, estava fechando o seu acordo de delação premiada. E Delcídio viu o perigo crescer à sua frente — daí a necessidade de tirar do Brasil o “Nestor”, como ele chama, cheio de intimidade, o ex-diretor da Petrobras.
Vamos ser claros? Se alguém ainda tinha alguma dúvida de que a compra da refinaria de Pasadena foi, independentemente de qualquer outra coisa, um escândalo monumental, agora não precisa ter mais. Vamos ser ainda mais claros? Vocês acham que Delcídio iria se meter nesse pântano se Baiano estivesse mentindo?
E agora entro na segunda questão relevante. Ora, quem era Delcídio, na ordem das coisas, quando a primeira metade de Pasadena foi comprada, em 2006? Um mero senador em busca de expressão. Disputou o governo do Mato Grosso do Sul naquele ano e perdeu. A propina teria servido para financiar sua campanha, diga-se.
Se Delcídio, que era quase nada, recebeu US$ 1,5 milhão de propina, quanto terá recebido quem realmente comandava a sem-vergonhice? Só para lembrar números: em 2005, os belgas da Astra Oil compraram a refinaria inteira por US$ 42,5 milhões. No ano seguinte, venderam 50% à Petrobras por US$ 360 milhões — US$ 170 milhões diziam respeito a estoque de petróleo. Mesmo assim, os belgas transformaram, então, em um ano, US$ 21,25 milhões em US$ 190 milhões.
Petrobras e Astra Oil se desentenderam. Dadas as cláusulas do contrato, numa negociação conduzida por Cerveró, a estatal brasileira foi obrigada a comprar os outros 50% da refinaria. Tentou resistir e recorreu à Justiça americana. Perdeu. Em 2012, teve de pagar mais US$ 820,5 milhões pelos 50% restantes da sucata. A presidente do Conselho, em 2006, era a senhora Dilma Rousseff. Em 2012, ela já presidia a República.
Os números são tão chocantes, tão estupefacientes, tão absurdos que parecia mesmo impossível não ter havido safadeza da pesada. Mesmo assim, um petista que ainda flana por aí, como José Sérgio Gabrielli, então presidente da Petrobras quando se fez o negócio, defende a compra. Aqui e ali se dizia: “Só pode ter havido corrupção…”.
Pois e… O que o caso Delcídio demonstra? Que foi corrupção da pesada! Se até ele, que não passava à época de um quase zé-mané, levou entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão em propina, a gente pode imaginar o que foi aquilo.
“Ah, quem diz que ele levou foi Fernando Baiano… Dá para acreditar?” Bem, ainda que eu tivesse um fio de desconfiança, ele teria acabado. Afinal, a gravação flagra um Delcídio do Amaral tentando organizar o roteiro de fuga de um prisioneiro para tentar se livrar de um homem que também o incriminava e que comandou a compra da refinaria.
Essa é ainda uma história muito mal contada. 27/11/2015

Ai Jesus! A MAIS NOVA PÉROLA DA PRESIDANTA: "ALGO QUE A HUMANIDADE DESENVOLVEU QUANDO SE TORNOU HUMANA" !


DEPUTADO SOCIALISTA QUER CPI PARA INVESTIGAR BANQUEIRO ANDRÉ ESTEVES. É TIRO N'ÁGUA. DEPOIS QUE ALIVIARAM A BARRA DO FILHO DO LULA TERMINARAM DE DESMORALIZAR O CONGRESO.

O mega banqueiro André Esteves levado no camburão da polícia para a prisão de Bangu, no Rio de Janeiro. A foto é do site Diário do Poder by Fábio Motta. Clique sobre a imagem para vê-la ampliada.
A coluna de Cláudio Humberto informa que vem por aí mais uma CPI, desta feita para investigar o BTG Pactual, do mega banqueiro André Esteves, que está preso e foi transferido para o presídio de Bangu, no Rio de Janeiro. 
Diz a nota de Humberto, que quem iniciou a coleta de assinaturas para constituir a CPI foi o deputado JHC, do PSB - Partido Socialista Brasileiro. de Alagoas. Acrescenta que a prisão do banqueiro deixou assustados não apenas a turma do PT, mas também de outros partidos, incluindo o PSDB.

MEU COMENTÁRIO: O diabo é que esse tal JHC pertence a um partido socialista que sempre esteve aliado ao PT, integra o Foro de São Paulo e faz parte da combalida “base aliada” que sustenta o governo do PT.

Depois que aliviaram a barra do filho do Lula na CPI do CARF, essas comissões parlamentares de inquérito foram completamente desmoralizadas. Essa do CARF foi presida por aquela deputada comunista do Ceará.

A verdade é que o Congresso Nacional está bichado. Os senadores mantiveram a prisão de Delcídio Amaral por temer a óbvia reação dos cidadãos eleitores já esboçada ad nauseam e de forma ameaçadora pelas redes sociais. A internet está demolindo a classe política que fazia até pouco tempo o que bem entendia.

O efeito corrosivo das redes sociais, blogs e portais independentes está fazendo picadinho da malta de picaretas, salvo raras exceções, que povoa o Poder Legislativo. Esta é a verdade.

Por isso as CPIs perderam qualquer viés de credibilidade. Esse moço socialista está querendo ser descoberto pelos holofotes. No entanto, está dando tiro n’água. Não fosse a Operação Lava Jato a tal base aliada da qual ele participa, estaria intacta como intacta estaria a corrupção e a ladroagem escandalosa dos cofres públicos. Se bem que o troço ainda continua, claudicante mas continua, até que a Operação Lava Jato chegue ao topo quando não haverá mais o recurso da delação premiada, se é que me entendem. DO ALUIZIOAMORIM

BEM QUE TEORI ZAVASCKI AVISOU QUE O PIOR AINDA ESTÁ POR VIR…

 

Tribuna da Internet
Quando o ministro Teori Zavascki saiu de sua costumeira discrição para avisar que “o pior ainda está por vir”, ele sabia exatamente o que estava falando. E certamente o relator dos inquéritos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal não se referia apenas ao senador Delcídio Amaral, que recentemente passou a assinar “do Amaral” por questões numerológicas, para ver se dava sorte, e o resultado foi desastroso. É claro que Zavascki não estava se referindo a um ou outro peixes gordos prestes a cair na rede, mas a um cardume deles.
O fato é que, de agora em diante, a Justiça passará a ser ainda mais rigorosa, com a Segunda Turma do Supremo em pé de guerra pelas suspeitas lançadas pelo líder do governo nas gravações obtidas pelo jovem Bernardo Cerveró, que trabalha como ator, mas tem talento especial também para a função de operador de áudio. Além disso, acostumado a conviver com o pai, sabe enxergar com um olho no padre e o outro na missa, se é que vocês me entendem, como dizia o genial jornalista Maneco Muller.
Nestor Cerveró custou a conseguir a delação premiada. Foi uma dificuldade. Nada do que relatava aos procuradores da força-tarefa da Lava jato era considerado “novidade”. A negociação foi se prolongando por meses a fio. Até que o filho Bernardo entrou na jogada da criação de um “fato novo” capaz de motivar a delação. Como se viu esta semana, o jovem ator teve um desempenho excepcional e merece, pelo menos, o Oscar de Efeitos Especiais.
A partir do sensacional envolvimento de Delcídio Amaral, a Lava Jato muda por completo, porque fica completamente afastada a suposta possibilidade de que nas instâncias superiores haja anulação de provas, como aconteceu com o banqueiro Daniel Dantas na malograda operação Satiagraha, que também investigava justamente desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro, vejam que nem sempre a História pode se repetir como farsa. Nenhum tribunal vai dar moleza a esses criminosos do colarinho branco. Habeas corpus, medida cautelar, mandado de segurança? Nem pensar.
Outra consequência inevitável é que muitos executivos e empresários vão seguir o exemplo de Nestor Cerveró e pedir o benefício da delação premiada. O primeiro da fila é o ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, grande colecionador de obras de arte. Há meses tenta fazer delação premiada, mas os procuradores dizem que ele não tem provas materiais. Pode ser que agora Duque enfim encontre como comprovar as acusações.
A grande dúvida é Marcelo Odebrecht, o arrogante delfim dos empreiteiros. Na CPI da Petrobras ele descartou qualquer hipótese de fazer acordo, vangloriando-se de ensinar as filhas a não delatarem os malfeitos das outras e ironizando quem trai os cúmplices para se livrar da pena. Ele está prestes a ser condenado. Dizem que a primeira sentença sai antes do Natal.
Quando Marcelo foi preso, o patriarca Emilio Odebrecht deu declarações ameaçadoras, recomendando que o governo deveria construir três celas, uma para ele próprio, as outras para Lula e Dilma. Como se dizia antigamente, promessa é dívida. De toda forma, com ou sem delação da família Odebrecht, vai se confirmar o vaticínio de Zavascki. O pior ainda está mesmo por vir. DO HORACIOCB

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

FURANDO A GRANDE MÍDIA: MAIORIA DOS JORNALISTAS BRASILEIROS É COMPARSA DOS COMUNISTAS ASSASSINOS E CONTINUA MENTINDO E DISTORCENDO INFORMAÇÕES RELEVANTES.

O que fará o Brasil em relação aos crimes políticos praticados pelo governo ditador da Venezuela? O governo petista vai endossar mais um assassinato?  É preciso expulsar imediatamente a Venezuela do Mercosul. A morte do secretário-geral do partido Ação Democrática, Luis Manuel Díaz, não pode ficar impune. Ele foi assassinado com um tiro na cabeça ontem à noite durante um evento para apoiar Rumi Olivo. A esposa de Leopoldo López, Lilian Tintori, também estava lá. Não podemos aceitar milícias, nem as vermelhas aqui, nem os chavistas lá. Espia!
Posted by Joice Hasselmann on Quinta, 26 de novembro de 2015
Mais um crime político praticado pelos esbirros do Foro de São Paulo na Venezuela. Os jornalistas brasileiros se limitam a dar apenas a notícia seca por meio de agências internacionais que, como os jornalões, são dominadas pelos comunistas e seus homólogos.
Dos jornalistas com altuação na grande mídia brasileira por enquanto apenas Joice Hasselmann teve a coragem de dizer a verdade em vídeo que postou na sua página do Facebook onde está exercitando a sua profissão de jornalista depois que foi despedida do site da revista Veja. Até agora nem a ABI, nem a Fenaj e nenhum sindicato de jornalistas se manifestou sobre o caso. Nem sequer uma notinha de solidariedade. E sabem por que? Porque todas as entidades representativas dos jornalistas brasileiros estão completamente aparelhadas, todas elas sem exceção estão há anos nas mãos da pelegada sindical ligada ao PT, CUT, MST e demais organizações comunistas fora da lei. Essas organizações todas que dizem "representar" jornalistas são todas aparelhos comunistas.
Eu tenho mais de 40 anos de carreira jornalística. E eu sei tudo e mais um pouco e eles sabem que eu sei, eles sabem que eu nunca usei a profissão para pregar mentiras em nome de projetos totalitários de poder e muito menos para cavar pixulecos.
É portanto uma vergonha que nenhuma dessas entidades representantes da categoria dos jornalistas se manifeste sobre esse turbilhão de iniquidades chocante e aterrador que se derrama sobre o Brasil e toda a América Latina, agora com mais um assassinato de um líder opositor.
Chegou-se a um tal ponto de controle de toda a mídia pelos comunistas do PT e seus homólogos que as maiores iniquidades praticadas pelos esbirros do Foro de São Paulo são escamoteadas, quando não são relativizadas na maior cara de pau por esse bando de psicopatas que opera em todo o território latino-americano.
Por enquanto apenas a voz solitária de Joice Hasselmann, ao nível da grande mídia, se levanta e representa todos os brasileiros e brasileiras indignados contra o assalto à Nação pela pelegada comunista do PT.
Além do vídeo em sua página do Facebook, Joice também escreveu:
"O que fará o Brasil em relação aos crimes políticos praticados pelo governo ditador da Venezuela? O governo petista vai endossar mais um assassinato? É preciso expulsar imediatamente a Venezuela do Mercosul. A morte do secretário-geral do partido Ação Democrática, Luis Manuel Díaz, não pode ficar impune. Ele foi assassinado com um tiro na cabeça ontem à noite durante um evento para apoiar Rumi Olivo. A esposa de Leopoldo López, Lilian Tintori, também estava lá. Não podemos aceitar milícias, nem as vermelhas aqui, nem os chavistas lá."
Compartilhem amplamente este post. Espalhem nas rede sociais.DO ALUIZIOAMORIM

O CIRCO PEGA FOGO: PARA CONCLUIR O SERVIÇO, SENADO AGORA TEM DE CASSAR O MANDATO DE DELCÍDIO AMARAL.

Delcídio Amaral fica na cadeia. Renan Calheiros e o PT caem do cavalo. Senado mantém prisão do petista por 59 a 13! O...
Posted by Joice Hasselmann on Quarta, 25 de novembro de 2015


Concordo integralmente com Joice Hasselmann. Neste vídeo postado na sua página do Facebook ela comenta o resultado da votação do Senado que manteve Delcídio Amaral no xilindró. Como já havia comentado em post mais abaixo, Joice também constata que pressão popular é grande e os políticos estão sob severa vigília dos cidadãos. E isso ficou muito evidente em seus pronunciamentos ao longo da histórica sessão desta quarta-feira.

E, coomo afirma Joice Hasselmann, agora os senadores têm de concluir o serviço cassando o mandato de Delcídio Amaral.

Como Joice Hasselmann não está mais na TVEJA, vou postando os vídeos dela aqui no bloguinho. Os estimados leitores concordam? DO ALUIZIOAMORIM

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

TEMENDO A PUNIÇÃO NAS URNAS E O EFEITO CORROSIVO E IMPLACÁVEL DA INTERNET, MAIORIA DOS SENADORES DECIDIU RATIFICAR A PRISÃO DE DELCÍDIO AMARAL

Renan Calheiros e seus sequazes bem que tentaram impedir a manutenção da prisão preventiva de Delcídio Amaral. Mas parlamentar que no passado temia o povo na rua, hoje teme o povo na internet, nas redes sociais e blogs independentes.
Em votação aberta, a maioria dos senadores decidiu que Delcídio Amaral permanecerá preso. O placar foi de 59 a 13, com uma abstenção.
Endosso o comentário de O Antagonista: "Muito doloroso aguentar o blá-blá-blá dessa gente pitoresca querendo aparecer na TV Senado."
Deve-se acrescentar um dado fundamental: as redes sociais e os blogs e sites independentes já conseguiram encurralar a maioria dos parlamentares que já fogem da execração pública como o diabo foge da cruz.
E isto ficou muito claro nesta votação. Aos poucos o povo brasileiro vai deixando de lado as grandes redes de televisão e os jornalões viveiros de comunistas que estavam acostumados a dominar a opinião pública. Estão levando uma porrada atrás da outra. E isso ainda é o começo. Todavia não deixa de ser lamentável que grandes revistas, jornais e televisões irão desaparecer. A comunicação no geral e o jornalismo no particular passam por uma transformação radical. Isto está apenas no começo.
Mas quem acompanhou os discursos dos senadores nesta votação de hoje, quarta-feira, pôde notar como estavam preocupados com a reação dos cidadãos eleitores. É o efeito Facebook, Twitter, blogs e sites jornalísticos independentes. 
Que assim seja! 
DO ALUIZIOAMORIM

“Tá com o Fachin? Eu tô precisando fazer uma visita pra ele lá hein!”

A fala é de Delcídio Amaral, petista do MS e líder do Governo Dilma no Senado. "Fachin", no caso, é Edson Fachin, Ministro do STF nomeado por Dilma em maio deste ano. Pois é.

Mesmo acostumados com os descalabros petistas e as cada vez mais frequentes prisões da Lava Jato (sempre acompanhadas de fartura documental e provas a rodo), ainda assim nos assustamos com a capacidade dessa gente de sempre passar dos limites da falta de ética e de escrúpulos.
O Ministério Público Federal, em seu site, divulgou os documentos que serviram de base para a prisão do senador petista – bem como as de seu chefe de gabinete e seu advogado. Já falamos aqui, por exemplo, da Venezuela aparecer como rota de fuga (Delcídio ofereceu isso em troca do silêncio de Nestor Cerveró, delator da Lava Jato).
Mas confiram agora estes trechos:
Fachin 01
Fachin 02
É fundamental que Luiz Fachin, afinal de contas um Ministro do STF, instância máxima do Poder Judiciário, deixe claro que tudo seja alusão do senador (agora presidiário). E que o STF mostre ainda mais rigor no julgamento de todos os políticos implicados na Lava Jato, sem aliviar para ninguém.
Porque a conversa do LÍDER DO GOVERNO DILMA NO SENADO (e foi Dilma quem escolheu e nomeou Fachin ao STF) é aterradora para a democracia e para a civilidade. O STF precisa dar um basta, na prática, à galhofa de que seria “puxadinho do PT”. DO IMPLICANTE

TORPEDO POLÍTICO FERE DE MORTE O LULISMO

Lula e Delcído Amaral, amigos de fé e camaradas...
Para medir o grau de pavor que tomou conta do Palácio do Planalto com a prisão do líder do PT no Senado, Delcídio Amaral e do banqueiro do lulismo, André Esteves, basta ler o site da Folha de S. Paulo, por razões que a própria razão conhece. Fica-se sabendo também que por conselho de uma numeróloga Delídio decidiu alterar o próprio nome passando a assinar Delcídio “do” Amaral. Numerologias à parte, isto nos faz lembrar das missas negras nos porões da Casa da Dinda de Collor, onde animais eram sacrificados em rituais esotéricos, conforme foi noticiado à época que precedeu o impeachment.
E para se ter uma ideia do que está rolando no submundo petista, transcrevo um artigo de Igor Gielow, diretor da sucursal da Folha em Brasília, num texto típico desse jornal esquerdista e de alinhamento ao PT e de todas as iniciativas bundalelês. O título original do artigo é: Dano potencial de prisão de senador petista ao governo não é só de imagem. Leiam:
A prisão do senador Delcídio do Amaral (PT­MS) caiu como uma bomba no Palácio do Planalto. Os temores são múltiplos, não apenas pelo desastre de imagem de ver o líder do governo no Senado preso acusado de bolar um plano para tirar um suspeito de crime do país. 
O líder do governo no Senado foi preso nesta quartafeira (25) no âmbito da Operação Lava Jato por tentar conturbar as investigações. Ele teria oferecido uma mesada de R$ 50 mil ao ex­diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada com os investigadores. Além disso, queria que Cerveró fugisse do país.
Antes de tudo, as condições da prisão do senador e do banqueiro André Esteves. O governo avalia que o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, não autorizaria operação de tal impacto se a contrapartida não fosse forte o suficiente: não apenas o plano de fuga oferecido a Nestor Cerveró, mas também a possibilidade de que a revelação dele seja parte da negociação da delação premiada do ex­diretor da Área Internacional da Petrobras.
Especulada e negada há meses, a delação de Cerveró, que agora foi fechada, é um dos pesadelos do governismo e do petismo, mas não só, já que o ex­diretor era uma indicação sustentada pelo PMDB –mais especificamente, apesar das negativas, do grupo do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), que oficialmente nega isso. 
E há o senador preso. Delcídio, que adotou o "do" no sobrenome ano passado por dica de uma numeróloga, é um dos políticos com melhor trânsito na área de energia –foi rapidamente ministro do setor no governo Itamar Franco e ocupou a diretoria de Gás da Petrobras. Mais que isso, tinha pés em todas as canoas políticas relevantes. 
Foi tucano e deixou o partido em 2001, aliando­-se ao grupo do ex­governador Zeca do PT (MS). No Senado desde o início do governo Lula, em 2003, Delcídio ganhou fama de habilidoso operador político.
Agora, tudo isso pode voltar­se contra ele. A ser confirmado tudo o que se diz nos meios judiciais nesta manhã em Brasília, Delcídio poderá se ver sem mandato e na cadeia por um bom tempo, o que levaria à questão da delação premiada. 
Em um exercício de especulação, Delcídio poderia então falar sobre os meandros de diversas negociações potencialmente danosas ao governo e ao PT. 
Ele foi, por exemplo, presidente da CPI dos Correios (2005), que investigou o mensalão –abundam insinuações, na oposição, de que ele ajudou a evitar a citação ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no texto final do relator Osmar Serraglio (PMDB­PR). Ele sempre negou.
Além disso, Delcídio tinha a área internacional da Petrobras como uma de seus campos de influência na estatal, sendo co­patrocinador da indicação de Cerveró para a diretoria.
É sob esta área que ocorreu a obscura compra da refinaria de Pasadena (EUA), sob investigação na Lava Jato e que esbarra em decisões do Conselho de Administração da estatal, presidido então por Dilma Rousseff. DO ALUIZILAMORIM

O que pesa contra Delcídio Amaral e outros presos

Gravações
Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo
O filho de Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, gravou duas reuniões em que Delcídio, o advogado Edson Ribeiro e o banqueiro André Esteves negociavam pagamento de propina à família e ao advogado do ex-diretor da Petrobras em troca de ele não assinar acordo de delação premiada. Ou, se assinasse, que não mencionasse nada contra Delcídio ou Esteves
Depoimentos
Foto: Jorge William / Agência O Globo
Bernardo Cerveró confirmou ao Ministério Público Federal a tentativa de Delcídio de silenciar Nestor Cerveró mediante pagamento de propina.
“Venda” de ministros
Foto: STF
Nas reuniões com o advogado de Cerveró, Delcídio prometeu que conseguiria um habeas corpus no STF para libertar seu cliente. Ele disse que conversou com Dias Toffoli e com Teori Zavascki. Prometeu conversar também com Fachin. E disse que convenceria Michel Temer e Renan Calheiros a interceder por Cerveró perante Gilmar Mendes.
Fuga pelo Paraguai
Foto: André Coelho / Agência O Globo
Também nas reuniões, Delcídio ajudou a montar a rota de uma eventual fuga de Cerveró, caso ele conseguisse habeas corpus no STF. A ideia era mandá-lo para a Espanha, porque ele tem cidadania espanhola. A rota seria pelo Paraguai – porque, segundo o senador, seria mais seguro.
Organização criminosa
Foto: André Coelho / Agência O Globo
Pela Constituição Federal, um parlamentar só pode ser preso depois de condenado em sentença definitiva. A exceção é para crimes inafiançáveis cometidos em flagrante. O caso se aplica para a suspeita de que Delcídio integrava organização criminosa, prática prevista em lei.
O que pesa contra André Esteves
Foto: Pablo Jacob/10-12-2013 / O Globo
O dono do banco BTG-Pactual teria pago R$ 50 mil ao filho de Nestor Cerveró, em troca de seu pai não mencionar seu nome em delação premiada. Prometeu ainda pagar R$ 4 milhões ao advogado de Cerveró e também mesada de R$ 50 mil a outros integrantes da família Cerveró em troca do silêncio.
O que pesa contra Edson Ribeiro
Foto: André Coelho / Agência O Globo
O advogado do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró teria sido contratado por R$ 4 milhões para defendê-lo. No entanto, acabou cooptado por Delcídio Amaral e André Esteves, que prometeram a ele o pagamento de outros R$ 4 milhões. Em troca, precisaria convencer o cliente a não prestar depoimento incriminando a dupla.
O que pesa contra Diogo Ferreira
Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo/20-03-2014
O chefe de gabinete de Delídio Amaral teria defendido os interesses do parlamentar em reuniões nas quais era discutido o pagamento de propina a familiares de Cerveró em troca do silêncio do depoente. Ferreira também teria participado de reuniões para tratar de eventual fuga de Cerveró para a Espanha, caso o STF concedesse a ele um habeas corpus. 25.11.2015 DO O GLOBO

Exclusivo: relatório de Janot confirma delação de Cerveró




Brasil
O Antagonista
O Antagonista obteve com exclusividade o relatório do procurador-geral Rodrigo Janot enviado ao ministro Teori Zavascki com o pedido de prisão de Delcídio Amaral e André Esteves. Nele, Janot conta que o MPF firmou com Nestor Cerveró um acordo de colaboração premiada, cujos termos foram submetidos a Teori para homologação.
No anexo, há o relato do filho de Cerveró, Bernardo, sobre a tentativa de Delcídio de dissuadir o ex-diretor da Petrobras a firmar o acordo. O senador petista queria evitar qualquer depoimento contra ele e André Esteves. Como já mostramos mais cedo, o acordo previa o pagamento mensal de R$ 50 mil e tentativas de interferir no Poder Judiciário em benefício de Cerveró.
A delação será homologada. Lula também será preso.
25.11.15

Trecho do despacho da Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, ao confirmar a prisão do senador Delcídio Amaral, líder do PT no Senado.

"Na história recente da nossa pátria houve um momento em que a maioria de nós brasileiros acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo.
Depois nos deparamos com a ação penal 470 [mensalão] e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança.
Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo.
O crime não vencerá a Justiça.
Aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção.
Não passarão sobre os juízes.
Não passarão sobre a Constituição do Brasil."
Cármen Lúcia, Ministra do STF.