quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Índice do BC aponta queda no 4º tri e contração de 0,12% no Brasil em 2014


Por Camila Moreira
SÃO PAULO (Reuters) - A atividade econômica brasileira recuou 0,55 por cento em dezembro e encerrou o quarto trimestre e 2014 com contração, mostraram dados do Banco Central nesta quinta-feira.
O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do BC --considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB)-- apontou que o quarto trimestre fechou com queda de 0,15 por cento em relação aos três meses anteriores segundo dados dessazonalizados, depois de alta de 0,48 por cento no terceiro trimestre sobre o segundo, de acordo com os números do BC.
Assim, para todo o ano de 2014, o indicador indicou que a economia brasileira registrou retração de 0,12 por cento.
O resultado de dezembro do IBC-Br destaca a debilidade da atividade no final do ano passado, ao mostrar enfraquecimento em relação ao dado mensal de novembro, apesar de ter sido um pouco melhor do que a mediana das 21 expectativas em pesquisa da Reuters de queda de 0,8 por cento.
O cenário do final de 2014 fica ainda pior com a revisão pelo BC do número mensal de novembro para estagnação, após variação positiva de 0,04 por cento divulgada anteriormente.
Na comparação com dezembro de 2013, o IBC-Br teve queda de 0,12 por cento, também em dados dessazonalizados.
A economia brasileira patinou durante 2014, afetada pela confiança baixa tanto de empresários quanto de consumidores diante do cenário de inflação alta, crescimento baixo e juros elevados.
A indústria exerceu um dos maiores pesos sobre a atividade, tendo fechado 2014 com queda de 3,2 por cento, o pior resultado em cinco anos e com forte debilidade dos investimentos, após recuo de 2,8 por cento em dezembro.
O varejo também enfrentou um ano complicado. Embora tenha terminado 2014 com crescimento nas vendas de 2,2 por cento, este foi o desempenho mais fraco em 11 anos e com queda recorde de 2,6 por cento em dezembro sobre novembro.
Pesquisa Focus do BC mostra que a expectativa do mercado é de que, em 2014, a expansão do PIB tenha sido de 0,07 por cento. Para este ano a projeção é ainda pior, de variação zero para o PIB.
O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos.
O IBGE divulga os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre e de 2014 fechado no dia 27 de março.
No terceiro trimestre, segundo os cálculos do IBGE, o país cresceu apenas 0,1 por cento na comparação com os três meses anteriores, saindo da recessão técnica pela margem mínima, mas esse número ainda pode ser revisado.
(Edição de Alexandre Caverni)

Delator detalha R$ 1,2 bi em propina para PT e executivos.


Editoria de arte: Folhapress
Os 89 maiores contratos da Petrobras foram a fonte para um volume total de propina que chega a R$ 1,2 bilhão, segundo valores contidos em planilha entregue aos procuradores da Operação Lava Jato por Pedro Barusco, ex-gerente da petroleira, e corrigidos pela inflação do período.
Os contratos listados por Barusco somam R$ 97 bilhões. O suborno equivale a 1,3% deste valor. Em depoimento que prestou após acordo de delação premiada, o ex-gerente citou que a propina variava de 1% a 2% do valor contratado.
A tabela de cinco páginas detalha em que acertos houve propina, quem pagou, o nome do intermediário, em que data e como o dinheiro foi dividido entre o PT, o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Serviços, Renato Duque, e o próprio Barusco.
Duque ocupou o cargo por indicação do PT, o que seus advogados negam.
No acordo que assinou, Barusco se comprometeu a devolver US$ 97 milhões que recebera de suborno.
De acordo com a planilha, o PT ficou com a maior parte dos recursos: R$ 455,1 milhões, equivalente hoje a US$ 164 milhões. O partido nega ter recebido doações ilegais.
No depoimento aos procuradores, Barusco disse que a parte do suborno que ficara com o PT era de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões.
A empreiteira que mais pagou propina, segundo a lista de Barusco, é a Engevix. A empresa ocupa essa posição porque conquistou o maior contrato citado pelo ex-gerente na planilha, de R$ 9 bilhões, para a construção de cascos de navio para a exploração do pré-sal.
Nesse caso, detalha Barusco, a propina foi de 1% do valor do contrato (R$ 90 milhões), dividida em partes iguais entre o PT e a diretoria de Serviços da estatal.
Os pagamentos listados ocorreram entre maio de 2004 e fevereiro de 2011, nos governos Lula e Dilma Rousseff.
Os dados mostram que a maior parte da propina foi paga em 2010, ano da primeira eleição de Dilma. De acordo com a tabela, foram embolsados R$ 374 milhões. Desse total, o PT teria ficado com R$ 120 milhões.
METÓDICO
O material apresentado por Barusco é organizado ao ponto de apresentar os centavos de obras bilionárias da Petrobras. Onze agentes que intermediavam a propina são mencionados, entre os quais Julio Camargo –ligado à empresa Toyo Setal e também delator do esquema– e Idelfonso Colares, presidente da Queiroz Galvão até 2013.
Já na coluna sobre a divisão do suborno, Barusco usa códigos: "part" para Partido dos Trabalhadores, "PR" para Paulo Roberto Costa e "casa" para identificar a diretoria de Serviços.
Em alguns casos, a divisão da "casa" aparece detalhada. Em uma obra na refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, por exemplo, há a indicação "(0,6MW 0,4Sab)" ao lado do registro de uma propina de 1% para a diretoria.
"MW" é uma referência a Renato Duque, a quem Barusco se referia como "My Way", título de canção interpretada por Frank Sinatra. "Sab" identifica o próprio ex-gerente da Petrobras, numa alusão a Sabrina, nome de uma ex-namorada, segundo ele relatou à Polícia Federal.
Assim, só nesse contrato Duque levou R$ 7,9 milhões e Barusco, R$ 5,3 milhões.
*MARIO CESAR CARVALHO E GABRIELA TERENZI, DE SÃO PAULO, NA FOLHA.- DO M.FORTES

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Propinobras, frevo inspirado no Petrolão, é mais um sinal de que o Brasil começou a debelar a epidemia de mansidão bovina


O vídeo acima agrupa animadoras evidências de que o Brasil vai enfim debelando a epidemia de mansidão bovina que começou em 2003. De lá para cá, a pátria da ironia, do sarcasmo e da mordacidade foi desfigurada por manifestações de sabujice coletiva. O viveiro de cartunistas a favor, por exemplo, transformou em espécie virtualmente extinta o humorista sem patrão. Havia mais de mil veríssimos para cada Millôr.
Descontados os raríssimos sinais de vida inteligente, entre os quais figuram as composições de Luiz Trevisani, os farsantes no poder foram tratados com docilidade pelo País do Carnaval que antes não poupava ninguém. Em vez de ser devidamente eternizado num Samba do Mensalão, Lula virou enredo da Gaviões da Fiel. Nem deu as caras na avenida, é verdade. Mas a escola escapou da vaia merecidíssima.
A impunidade acabou, avisa o frevo “Propinobras”, em que Elinaldo Barbosa desanca os quadrilheiros do Petrolão. Os gatunos não terão mais sossego, informam as charges que rimam esplendidamente com a letra. O Brasil decente já sabe o que cantar no Carnaval deste ano. DO A.NUNES

A volta de Mangabeira Unger e a nomeação de Miriam Belchior para a Caixa provam que ninguém no mundo escolhe o que há de pior tão bem quanto Dilma Rousseff

mangabeira_unger “Um perigo a menos na Amazônia: o sotaque perdido na selva vai embora”, resumiu o título do post de junho de 2009 que saudou a partida para os Estados Unidos de Roberto Mangabeira Unger, a estranha figura que chefiava, com status de ministro, a Secretaria de Assuntos Estratégicos. Cinco anos e meio depois, sempre inexplicavelmente, Dilma Rousseff recolocou no mesmíssimo cargo o único baiano que fala português com sotaque de diplomata americano que chegou ao Brasil faz meia hora.
O texto republicado na seção Vale Reprise decifra o mistério surgido no momento em que nasceu a extravagância: para que serve, afinal, uma Secretaria de Assuntos Estratégicos? Serve para mostrar que ninguém no mundo nomeia o que há de pior tão bem quanto Dilma Rousseff. Com Mangabeira Unger, a presidente completou a montagem do mais bisonho primeiro escalão de todos os tempos. E pôde dedicar-se à difícil tarefa de reprisar a conquista com o segundo escalão.
Dilma mostrou-se à altura da missão ao substituir Graça Foster por Aldemir Bendine. Nesta terça-feira, garantiu o troféu com a entrega da presidência da Caixa Econômica Federal a Miriam Belchior. Faz sentido: ex-mulher do prefeito Celso Daniel, a companheira é especialista em caixa-preta. DO A.NUNES-REV VEJA

Caminhe, Dilma, sorrindo para o abismo! Agora, consta, ela vai pedir socorro a Lula, que solapa a sua credibilidade. Meu conselho é que rompa com o PT


Por Reinaldo Azevedo
Pois é… Eu já estava aqui a esfregar os dedos para escrever um texto em que apontaria um caminho para a presidente Dilma. No programa Os Pingos nos Is, que ancoro na Jovem Pan — entre 18h e 19h —, até brinquei com aquela musiquinha de Leandro e Leonardo: “Dilma, liga pra mim, não liga pra ele”. Eu me referia precisamente a Lula. Hoje, ele é uma das peças que, nos bastidores, concorrem para solapar a credibilidade da presidente.
Não custa lembrar: ele já autorizou que seu nome seja lançado para a disputa presidencial de 2018. Isso transforma Dilma, como afirmei ontem na VEJA.com (ver vídeo), numa pata manca.
E qual era a minha sugestão para Dilma, dado o desastre de opinião pública que já é o seu governo, sempre lembrando que há motivos para crer que a crise que ela enfrenta está só no começo e na sua fase mais amena?
Simples: que ela pedisse a desfiliação do PT e se declarasse uma sem-partido. De tal sorte a crise que se avizinha é grave que a suprema mandatária, com os poderes quase imperiais de que dispõe um presidente no Brasil, deveria dizer, como Cazuza: “O meu partido, agora, é um coração partido”. E tentaria estabelecer uma agenda mínima para o país. Hoje, o PT é um armário muito difícil de carregar, com aquela pilha gigantesca de esqueletos. E muito mais coisa pode vir — e virá — por aí.
É inútil fazer de conta que Dilma está imune a uma denúncia por crime de responsabilidade. Sabem o que vai determinar a viabilidade disso? O tamanho e o ritmo da crise. Em vez de participar de convescotes petistas, em companhia de João Vaccari Neto, ela deveria se guardar. Deveria assumir o lugar que cabe aos magistrados em momentos como esse.
Até aqui, as elites políticas do país, gostem dela ou não, podem até considerá-la omissa “no que se refere”, como ela diria, ao submundo petista. Mas poucos a veem como desonesta. A percepção do povo brasileiro, no entanto, começa a ser outra: 47% dos que responderam a pesquisa Datafolha lhe pespegaram essa pecha também.
Muito bem! Dilma deveria, então, se afastar de Lula e da marquetagem vigarista que garantiu a sua reeleição. Ninguém mais suporta aqueles truques. Está na cara que eles eram mentirosos. Desta feita, não terá farrinha de consumo para mitigar a roubalheira. Mas Dilma, a estar certa reportagem da Folha, vai fazer justamente o contrário: segundo informam Natuza Nery e Mariana Haubert, ela decidiu pedir socorro a Lula e ao marqueteiro João Santana.
Os lulistas espalham a lorota de que parte das dificuldades enfrentadas pela soberana se deve ao fato de que ela e Lula andam meio afastados, o que estaria deixando o Babalorixá de Banânia irritado. Sabem como é… O homem acredita que dar um truque no povo brasileiro é fácil. Ele vem fazendo isso há muitos anos, com sucesso. Vejam o esquema vigente na Petrobras, envolvendo empreiteiras — e por que seria diferente nos demais setores do governo? Tudo isso estava em curso enquanto Lula discursava contra as elites, contra o capital, contra o empresariado, contra os ricos… Se há pessoa “nestepaiz” que nunca perdeu nem poder nem dinheiro apostando na ignorância e na credice alheias, essa pessoa é Luiz Inácio Lula da Silva.
Dilma sabe que é refém daquela máquina e ensaiou alguns passos de independência. Parece que se julga fraca para enfrentá-la e decide, agora, se render. Lula lançou a sua candidatura para 2018 porque quer assustar Dilma e tomar de volta o governo já em 2015, no berro.
Se Dilma ligasse pra mim, ela dava a volta por cima; declarava a sua independência; enfrentaria a máquina; passaria por turbulências, mas teria alguma chance de ver robustecer a sua biografia. A se confirmar a notícia da Folha — e ela me parece, em princípio, verossímil —, a presidente vai se conformar com o papel de boneco de mamulengo. Eis o PT: essa gente não dá a menor bola para o país. Hoje, a companheirada está empenhada em garantir o poder da máquina e resolveu engolfar a presidente em sua sanha.
10/02/2015-DO R.DEMORATICA

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Datafolha 1 – Só 23% aprovam governo Dilma, 44% o rejeitam; para 54%, presidente é desonesta, além de falsa. Mas ela foi apagar velinha do PT, junto com Lula, na festa em que Vaccari brilhou. Só não é o Baile da Ilha Fiscal porque não há mar em BH e porque D. Pedro 2º era um homem honrado

Olhem esta foto, de Ricardo Bastos, do “Hoje em Dia”.

Dilma, Lula e Rui Falcão sopram as velinhas dos 35 anos do PT; à esquerda, José Nobre, o líder do governo na Câmara. É aquele cujo assessor usava a cueca como casa de câmbio...
Dilma, Lula e Rui Falcão sopram as velinhas dos 35 anos do PT; à esquerda, José Nobre, o líder do governo na Câmara. É aquele cujo assessor usava a cueca como casa de câmbio…
Agora vejam o gráfico com a popularidade da presidente Dilma, segundo dados de pesquisa Datafolha, publicados na Folha Online  e que devem ser detalhados na edição do jornal deste domingo.
Avaliação - Dilma 2.2015
É claro que poderia ser ainda pior para a presidente… Sempre pode. Ela, no entanto, atingiu o seu pior. Dilma tem hoje apenas 23% de ótimo e bom, contrastando com 44% de ruim e péssimo. É uma devastação. Nem nos momentos extremos da crise de 2013 ela chegou tão baixo. O saldo negativo é de espantosos 21 pontos. A raiz do problema? A roubalheira.
O prefeito Fernando Haddad (PT) — haverá um post só pra ele — e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) — idem — também veem cair sua popularidade: o tucano está com 38% de ótimo e bom e com 24% de ruim e péssimo, e o petista com 44% de ruim e péssimo e 20% de ótimo e bom. Daí que me pareça desafiar os fatos e o bom senso a afirmação que faz Marcelo Leite na Folha, a saber: “A queda abrupta de popularidade arrasta a presidente Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), juntos, para a vala comum da rejeição”. Leite ache o que quiser, mas é bobagem. Os números provam.
“Vala comum” é vala comum, não é? Os cadáveres não se distinguem. Dilma certamente trocaria seus 23% de ótimo e bom e 44% de ruim e péssimo pelos apenas 24% de ruim e péssimo e 38% de ótimo e bom de Alckmin, não é, Leite? Mas garanto que o tucano não aceitaria o convite. Da mesma sorte, o prefeito permutaria os seus apenas 20% de ótimo e bom e 44% de ruim e péssimo com os índices do governador. Mas, de novo!, acho que o tucano não toparia. As palavras fazem sentido. Se Leite diz que os três estão na “vala comum”, tanto faz ser rejeitado por 44% ou por 24%; não há diferença entre ser aprovado por 20%, 23% ou 38%. Quando uma opinião contraria a matemática, é o caso de fazer um “erramos”. Mas sigamos adiante. Publico também os gráficos referentes a Alckmin e Haddad, mas escreverei posts específicos sobre cada um.
Avaliação - ALckmin 2.2015
Avaliação - Haddad 2.2015
Corrupção
Dilma foi eleita faz três meses. Não vi a edição impressa do jornal e não sei se o Datafolha, desta feita, fez aquela “pesquisa-recall” que já fez com Alckmin. Três semanas depois da eleição, o instituto quis saber se ele ainda seria reeleito. Seria. No primeiro turno. Não se fez o mesmo em relação a Dilma. Acho que, hoje, ela não seria reeleita.
A resposta a algumas perguntas dá as pistas. Apesar do descalabro, a corrupção ainda não aparece em primeiro lugar entre os problemas, segundo os entrevistados: a saúde está na ponta, com 26% das citações. A roubalheira vem em segundo lugar: 21%. Mas esperem. Há pouco mais de três meses, os hospitais públicos já não eram tão miseráveis como hoje, e o atendimento, uma lástima? Sim! Mas o que já é muito ruim fica parecendo muito pior quando as pessoas sabem que estão sendo assaltadas de maneirainédita, como “nunca antes na história deste país”, para lembrar o chavão de Dom Lulone, o Poderoso Chefão do PT.
Datafolha - Problemas 1
Pois é. Afirmam ter tomado conhecimento das informações do petrolão 86% dos entrevistados, e 30% se dizem bem informados. Avaliam que a presidente sabia da roubalheira 77%; 52% consideram que ela sabia e deixou rolar; só 25% acreditam que, sabendo, ela nada poderia ter feito. Magros 14% a tomam como a pomba lesa, que a tudo ignorava. Inexpressivos 8% opinam que a corrupção é irrelevante para a estatal, contra 82% que concluem o óbvio: a empresa está sendo prejudicada — para 45%, um malefício que vai durar muito tempo, pondo em risco o futuro da gigante decadente.
Datafolha - Problemas 2
Estelionatos
Não é só a corrupção a manchar a reputação da presidente. A sua impressionante coleção de estelionatos eleitorais também está pegando. Seis em cada dez entrevistados afirmam que Dilma mentiu na campanha eleitoral: 46% opinam que ela disse mais mentiras do que verdades, e 14%, só mentiras. Quando a governanta foi reeleita, só 6% acreditavam que a sua própria situação econômica iria piorar; agora, são 23%.
Desonesta
Até havia pouco, a imagem pessoal de Dilma era um tanto descolada dos desastres de seu governo. Eu mesmo cansei de ouvir, em todas as camadas sociais: “É, ela não é boa, mas é honesta”. A pesquisa detecta um outro sentimento: Dilma é desonesta, além de falsa, para 54%; 50% a tomam por indecisa. Entre os petistas, 15% apontam desonestidade, e 19%, falsidade.
De volta ao bolo
E olhem que os dissabores da operação Lava Jato, até agora, só atingiram os empreiteiros, apontados pela imprensa, pela Justiça e pelo Ministério Público como os grandes vilões. Ainda falta a cota que cabe aos políticos. Há quem diga que, nesse caso, a carga sobre os ombros de Dilma vai diminuir. Pois é… Acho que vai aumentar.
Ainda não li a edição impressa do jornal e não sei se há lá mais dados para satisfazer a minha curiosidade. Seria interessante saber se a população, hoje, aprovaria o impeachment da presidente — sempre lembrando que, se a deposição atingir também o vice antes de dois anos, a Constituição exige que se realizem novas eleições em 60 dias. Também gostaria de saber se Dilma seria reeleita caso a disputa fosse hoje.
Dilma apagando velinha nos 35 anos do PT, ao lado de Lula, com João Vaccari Neto na plateia? Não é o Baile da Ilha Fiscal porque não há mar em Belo Horizonte e porque, afinal, Dom Pedro 2º era um homem honrado.
Por Reinaldo Azevedo-REV VEJA

Consultor-apontado-como-operador do esquema de pagamento de propinas da petrobras se entrega

 Mário Goes, segundo o delator Pedro Barusco, atuava como operador das empresas UTC, MPE, OAS, Mendes Júnior, Andrade Gutierrez, Schahin, Carioca e Bueno Engenharia

SÃO PAULO - O consultor Mário Goes, apontado como um dos operadores do esquema de pagamento de propina dentro da Petrobras, se apresentou neste domingo à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Ele teve a prisão preventiva decretada na última quinta-feira, pela Justiça do Paraná, e era considerado foragido desde então. Na ocasião, dentro da nona fase da operação Lava-Jato, a PF tentou cumprir mandado de prisão contra Goes no Rio, mas ele não foi localizado.
De acordo com a assessoria de comunicação da PF em Curitiba, Mário Goes se apresentou pouco antes do meio-dia e foi encaminhado para a carceragem do órgão. Ele não havia sido ouvido até o fim da tarde deste domingo.
Segundo o delator Pedro Barusco, ex-gerente executivo da Petrobras, Goes atuava como operador das empresas UTC, MPE, OAS, Mendes Júnior, Andrade Gutierrez, Schahin, Carioca e Bueno Engenharia. Mário Goes, de acordo com Barusco, lhe entregava regularmente mochilas com valores entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, que ele buscava pessoalmente na residência do consultor, na Estrada das Canoas, em São Conrado.
Goes é um dos onze operadores citados em uma planilha de Barusco que atuaram em 87 obras da estatal. Juntas, essas obras somaram R$ 47 bilhões no Brasil e US$ 11 bilhões em contratos no exterior. Em depoimento ao Ministério Público, o ex-gerente executivo da Petrobras disse que as propinas variavam entre 1% e 2% dos valores dos contratos firmados entre 2003 e 2014 na Petrobras e eram divididas entre partidos e dirigentes da estatal.
Barusco disse que Mário Goes, seu amigo há 15 anos, tem uma empresa chamada Rio Marines há pelo menos 20 anos e é engenheiro naval. Segundo o ex-gerente executivo da Petrobras, a propina em nome de várias construtoras no Brasil e no exterior muitas vezes era paga por Goes em dinheiro vivo.
O policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, que transportava dinheiro do doleiro Alberto Youssef, já havia citado um homem chamado Mário em seu depoimento e a localização da casa dele, mas não indicou o sobrenome do consultor. 
O policial, na ocasião, disse: "Levei dinheiro do Youssef para uma pessoa chamada Mário, que trabalha com navios off-shore. Entreguei para ele no escritório, próximo à UTC, e na casa dele, em São Conrado. Passando pela Rocinha, antes de sair de São Conrado, pega à direita na padaria. É um condomínio que fica à esquerda, na casa 2. Fui lá umas duas vezes".
Na planilha de Barusco, é possível identificar quem em cada empresa ficou responsável por negociar o esquema de corrupção com os dirigentes da Petrobras. Parte das pessoas citadas está presa na carceragem da PF em Curitiba desde novembro. A planilha ainda detalha o percentual de propina em cada obra, e a quem o dinheiro foi destinado.
O alvo da Polícia Federal na nona fase da Operação Lava-Jato é a BR Distribuidora, além da Diretoria de Serviços da Petrobras, que era comandada pelo ex-diretor Renato Duque. Em Santa Catarina foi identificada a empresa Arxo, de grande porte, fabricante de tanques de combustíveis e caminhões para abastecimento de aeronaves, que teria sido usada para distribuição de propina e lavagem de dinheiro no esquema da distribuidora. DO O GLOBO

“Máscara” e popularidade da mentirosa e arrogante Dilma Rousseff caíram de uma só vez

dilma_rousseff_450 (reuters)Hora da verdade – A queda abrupta na popularidade da presidente Dilma Rousseff é resultado da implosão inevitável da farsa elaborada para reeleger a petista, que cumprindo ordens de seu marqueteiro, João Santana, mentiu de forma acintosa durante a corrida presidencial de 2014, ocasião em que aos eleitores incautos foi vendida a ideia de que o Brasil é a versão tropical, moderna e corrupta do País de Alice, aquele das maravilhas.É o que avalia o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), ao analisar os números da pesquisa Datafolha divulgada neste fim-de-semana.
A avaliação de Dilma Vana Rousseff caiu de 42% de ótimo/bom, em dezembro para, 23% neste mês, de acordo com levantamento realizado pelo Datafolha. Por outro lado, 44% dos entrevistados disseram que o governo da petista é ruim ou péssimo. Em dezembro, esse contingente era de 23% dos entrevistados
A popularidade no rumo da ladeira abaixo ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Lava-Jato, que como antecipou o UCHO.INFO está em seus primeiros capítulos, e ao envolvimento de graduados petistas no Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história moderna do planeta. Esse ingrediente complicador decorre do fato de que João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, é investigado por ter recebido em nome do partido US$ 200 milhões em propinas, valor que pode ser muito maior, como sinaliza um dos delatores da Lava-Jato, Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços da estatal.
Crise fora de controle
Não bastasse o estrago produzido pelo escândalo da Petrobras, a popularidade de Dilma caiu na esteira de problemas extras, como o tarifaço, o fim de benefícios sociais e trabalhistas, além do acirramento da crise econômica, o que comprometeu sobremaneira a confiança dos brasileiros em relação ao futuro.
Líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR) é implacável ao analisar a queda na popularidade de Dilma Rousseff, cada vez mais encurralada e reclusa. A presidente da República, que enfrenta uma crise institucional sem precedentes, já não ouve os assessores mais próximos e toma decisões isoladas e absurdas.
“Caiu a máscara de Dilma. Esta queda na avaliação é resultado do estelionato eleitoral, já que a petista da campanha disse que não ia ter aumento de impostos, de energia, dos juros e que ninguém ia mexer no direito dos trabalhadores”, comentou o líder do PPS.
Rubens Bueno acredita que a situação tende a se agravar, pois nem mesmo as mirabolantes estratégias de marketing que imperam no Palácio do Planalto serão capazes de salvar a imagem da presidente. O parlamentar paranaense lembra que a própria base governista está rebelada, o que mostra a dificuldade crescente da presidente da República em fazer política. Tanto é assim, que o ministro da Defesa, Jaques Wagner, foi chamado pelo núcleo duro do governo para ajudar na relação com os partidos no Congresso Nacional.
Remendo palaciano
No momento em que o ministro da Defesa é chamado para conter uma rebelião no Poder Legislativo, há algo errado no seio do governo. Fora isso, tal situação, a de apelar ao ex-governador da Bahia, o governo da “companheira” Dilma dá mostras de fraqueza política e de incompetência na escolha dos ministros. Afinal, essa tarefa de afinar a sintonia com o Parlamento é dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Relações Institucionais). Acontece que Mercadante é incompetente, além de arrogante, enquanto Vargas é um despreparado conhecido.
A escolha de Pepe Vargas para ocupar a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência encontra explicação no plano de Dilma de transformar o petista gaúcho em forte candidato ao governo do Rio Grande do Sul em 2018. Até porque, a fragorosa derrota de Tarso Genro na eleição de 2014, quando o petista tentou a reeleição ao governo do Rio Grande do Sul, deixou o PT em péssima situação política em um dos mais importantes estados da federação.
Pepe Vargas foi prefeito de Caxias do Sul, importante cidade gaúcha, que também foi administrada pelo peemedebista José Ivo Sartori, atual inquilino do Palácio Piratini. DO UCHO.INFO

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Dilma e Lula têm de deixar de lado a covardia e defender a roubalheira de peito aberto. Ou: Coragem, petistas! Ganhem as ruas em defesa do assalto à Petrobras. Não se esqueçam de pedir o apoio de Marcola, do PCC!

Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva são dois covardes. Deveriam ter a coragem de defender, de peito aberto, a roubalheira na Petrobras. Deveriam deixar claro que os “nossos (deles) ladrões” são diferentes dos ladrões dos outros. Deveriam ser didáticos e explicar ao povo brasileiro que, quando o PT assalta os cofres públicos, está fazendo um bem ao país e à humanidade. Mas não! Preferem sair atacando inimigos imaginários. Nesta sexta, o partido fez em Belo Horizonte a festa dos seus 35 anos. Estava todo mundo lá, incluindo João Vaccari Neto. Um mínimo de bom senso, só um pouquinho, recomendaria que, durante o discurso da presidente ao menos, o tesoureiro do partido se retirasse do salão. Mas ele ficou. Todos al, inclusive Dilma, conhecem o trabalho de Vaccari…
Comento primeiro a fala da presidente. Segundo ela, os que erraram têm de pagar. Não me diga! Mas, em seguida, engatou a ladainha habitual: haveria um movimento golpista no país. É mesmo? Onde ele está? Quais são as forças de que dispõe? A que instrumentos recorreria? A quais armas? Não há golpismo nenhum! A presidente está é com medo.
Dilma sabe que a Lei 1.079, que define os crimes de responsabilidade — também chamada de Lei do Impeachment —, está à espreita. A esta altura, se ainda faltam, se é que faltam, evidências da atuação dolosa da presidente no escândalo da Petrobras, a atuação culposa está escancarada. Nesta sexta, publiquei um vídeo de 2009, em que Dilma ataca a criação de uma CPI para investigar a Petrobras e assegura a excelência do sistema contábil da empresa. Como chefe da Casa Civil, ministra do PAC e presidente do Conselho da Petrobras, a sua obrigação funcional era mandar investigar as denúncias, parte delas nascida de relatórios do TCU que apontavam, por exemplo, superfaturamento na refinaria Abreu e Lima. Republico o vídeo:

Não é que Dilma apenas tenha deixado de atuar. Não! Já na Presidência da República, recontratou Nestor Cerveró, que havia deixado a Petrobras. Golpe, minha senhora, foi ter esmagado a CPI em 2009 e, mais duas vezes, em 2014. Para que nada fosse investigado. Golpe é dilapidar o patrimônio do povo brasileiro. Aplicar uma lei democrática é só exercício do estado de direito.
Lula
O falastrão, que andava sumido, deu as caras na festança. Contou, como de hábito, uma mentira clamorosa: disse que o PT está ficando igual aos outros partidos. Errado! Nunca houve nada igual na República. Exercitando um cinismo asqueroso, voltou seu dedo acusador contra a oposição e a imprensa. Disparou: “Não se incomodam com o prejuízo que causaram à Petrobras e ao Brasil. Eles vão prestar contas à história”.
Uau! Viram só? Não é seu amigo “Paulinho” (Paulo Roberto Costa) quem causa prejuízo à Petrobraas. Não é José Sérgio Gabrielli. Não é Renato Duque. Não é a quadrilha que se instalou na estatal em sua gestão. Segundo o Babalorixá de Banânia, prejudicam a Petrobras os que pretendem que os ladrões sejam enviados à cadeia.
E, ora, ora… Ele expressou a sua indignação com a forma como Vaccari foi levado para depor. Lula continua fiel a esta máxima: “Aos amigos tudo, menos a lei; aos inimigos, nada; nem a lei”. E conclamou que os “companheiros” saiam às ruas. É???
Coragem, petistas! Organizem uma manifestação na Avenida Paulista em defesa dos assaltantes. Convoquem uma passeata em apoio aos bandidos. Não se esqueçam de pedir apoio ao PCC. Se é que o partido do crime aceita se misturar com o partido do crime.
Por Reinaldo Azevedo

Como Dilma ajudou a impedir que se investigasse a Petrobras e concorreu para o naufrágio da empresa; pior: ignorou crimes reais e apontou os que não existiam. Ou: O vídeo da impostura

Corria o ano da graça de 2009, e a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já pré-candidata à Presidência, foi a público, no dia 22 de maio, vituperar contra a CPI da Petrobras. Fazia ainda o tratamento contra o câncer, razão de estar com peruca.  Felizmente — e quem me conhece sabe que não brinco nem ironizo —, ela se curou. A Petrobras, ao contrário, agoniza.
Vamos ver o que disse Dilma. Vejam o vídeo. Transcrevo depois a fala para que possa ser reproduzida sites e blogs afora.

“Eu acredito que a Petrobras é uma empresa tão importante do ponto de vista estratégico, no Brasil, mas também por ser a maior empresa, a maior empregadora, a maior contratadora de bens e serviços e a empresa que, hoje, vai ocupar cada vez mais, a partir do pré-sal, espaço muito grande, né?, ela é uma empresa que tem de ser preservada. Acho que você pode, todos os objetos, pelos menos os que eu vi da CPI, você pode investigar usando TCU e o Ministério Público. Essa história de falar que a Petrobras é uma caixa- preta… Ela pode ter sido uma caixa-preta em 97, em 98, em 99, em 2000. A Petrobras de hoje é uma empresa com um nível de contabilidade dos mais apurados do mundo. Porque, caso contrário, os investidores não a procurariam como sendo um dos grandes objetos de investimento. Investidor não investe em caixa-preta desse tipo. Agora, é espantoso que se refiram dessa forma a uma empresa do porte da Petrobras. Ninguém vai e abre ação na Bolsa de Nova York e é fiscalizado pela Sarbanes-Oxley e aprovado sem ter um nível de controle bastante razoável”.
Nota: Sarbanes-Oxley é o nome de uma lei dos EUA (formado a partir dos respectivos sobrenomes de um senador e de um deputado), de 2002, que estabelece mecanismos de transparência contábil para as empresas que operam na Bolsa dos EUA.
Embora a fala esteja vazada em búlgaro antigo, dá para entender o que ela quer dizer. Notem ali o tom de indignação, como se investigar a Petrobras correspondesse a apelar ao nefando, a violar o espaço do sagrado. Sim, temos a então ministra e presidente do Conselho a assegurar a superioridade dos mecanismos de controle da Petrobras. Não se esqueçam de que, àquela altura, os descalabros da Pasadena já tinham acontecido, e Dilma os conhecia muito bem. Ora, ora… Cerveró foi demitido. Ela, já presidente, o recontratou para a diretoria financeira da BR Distribuidora.
Eis aí. Não apenas Dilma queria matar a CPI — reitero que falava como ministra, presidente do Conselho e virtual candidata à Presidência da República — como fazia acusações genéricas contra o governo passado. Fez tábula rasa das evidências já escandalosas de irregularidades que havia na gestão petista, mirando seu canhão contra os adversários, a troco de nada.
Lembro: a CPI criada no Senado em maio e instalada só em julho de 2009 investigava manobras contáveis da empresa para driblar o fisco, irregularidades em patrocínios  e, atenção!, superfaturamento na construção de plataformas e na obras de Abreu e Lima. A maioria governista, claro!, esmagou a investigação. A oposição abandonou a comissão em sinal de protesto. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator, concluiu o seu texto em dezembro, de acordo com as vontades de Lula, do PT e de Dilma. Escreveu lá: “O conjunto de indícios de irregularidades apontados pelo TCU nas obras da Refinaria Abreu e Lima, depois da análise empreendida pela CPI, mostrou-se inconsistente.”
É bem verdade que Jucá chegou a identificar a atuação de uma quadrilha. Está escrito: “Diante das apresentações dos convidados ficou demonstrada a formação de uma quadrilha envolvendo funcionários da Petrobras em conluio com alguns representantes de empresas. Constatou-se que a fraude não foi maior devido ao trabalho conjunto do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Petrobras”. Viram só? Na Petrobras, teriam colaborado nesse trabalho meritório de identificação da quatrilha Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Nestor Cerveró…
Com a devida vênia, num país sério, toda essa gente estaria em maus lençóis. Lamento, Dilma! O conjunto da obra constitui crime de responsabilidade.
Por Reinaldo Azevedo

O canalha reapareceu em grande estilo.


LuLLa reapareceu à portas fechadas, sem a presença da mídia terrorista, bem no seio de seu Partido-Quadrilha que completa hoje 35 anos de intensa e produtiva roubalheira da grana pública e, como de costume, deitou falação.
LuLla que seus traficantes de grana ocupando as ruas para defender o indefensável. A Operação Lava-jato vai mostrando, CHEIA DE DOCUMENTOS, que LuLLa é o grande chefe de uma quadrilha de assaltantes cínicos que fizeram da Petrobrás um paraíso de ladrões.
LuLLa está apavorado. Dona Dilma está apavorada. Todo o Partido está apavorado diante do que ainda pode vir da Lava-jato.
LuLLa sabe que será enfiado na lama da Petrobrás. Dona Dilma sabe que será enfiada na sujeira que ocorreu, por 12 anos, debaixo da saia que cobre seu roliço corpinho. O Partido-Quadrilha de LuLLa sabe que, desta vez, o bicho vai pegar, como recentemente vaticinou uma padrequinho safado.
LuLla quer a militância na rua, enquanto se esconde da imprensa e do povinho, até aqui babaca, que glorificou este meliante contumaz. Dona Dilma quer Bendini na Petrobrás achando que não será atropelada por este tsunami chamado Operação Lava-jato.
Em 2005 a oposição de merda que tínhamos e ainda temos, não teve coragem para pedir a cassação do Registro desta quadrilha de vagabundos, mesmo LuLLa tendo assumido o crime de Caixa 2, que Carmem Lúcia num rasgo de senso de dever classificou como crime grave, direto de Paris naquela entrevista maluca concedida para um reporter que nunca tinha publicado uma miserável reportagem, denunciando uma farsa bem montada pelo miserável falecido bastos.
Desta vez a coisa será um tiquinho diferente. Existem provas, aos montes, que o Partido-Quadrilha de LuLLa assaltou a Petrobrás. Existem provas suficientes que Dona Dilma, essa Anta Maldita, sabia de toda a roubalheira ocorrida na Petrobrás. Existem provas concretas de que LuLLa também sabia de tudo e, em alguns casos, negociou pessoalmente a propina que seria paga diretamente ao seu partido-Quadrilha de LuLLa e, ANOTEM EM SUAS AGENDAS:
EXISTEM PROVAS DE QUE TANTO LULLA, QUANTO DONA DILMA, SE BENEFICIARAM PESSOALMENTE DA ROUBALHEIRA.
LuLLa está se cagando de medo. Dona Dilma está com a calcinha, tamanho 280, cheia do recheio comum ao medo incontrolável e o Partido-Quadrilha de LuLLa está desnorteado por que sabe que terá seu registro cassado POR ROUBO.
LuLLa sempre conduziu o PT com mãos de ferro, mas nunca, como agora, o PT tinha dotado a cara de LuLLa. Os modos de LuLLa, O jeito de LuLLa. A vulgaridade de LuLLa. O lado ladrão de LuLLa.
Hoje sim. LuLLa é o PT e o PT, finalmente, É LULLA.
Uma quadrilha com a cara de seu chefão.

Raciocínio lógico.

Baruscão disse que o roubo na Petrobrás, transformada em PTRROUBRÁS POR LULLA, DILMA/PT começou em 2003, portanto o primeiro ano do governo LuLLa.
Nessa época o tesoureiro do PT era Delúbio e não Vaccari. Delúbio sabia de tudo. Certo?
Mais uma.
Nessa mesma época o chefão todo-poderoso do governo LuLLa era Zé, o ladrão do povo brasileiro. o Zé Dirceu, então, também sabia de tudo.
Estariam certos estes dois raciocínios?
Mais outra:
Renato Duque, homem do Zé na então Petrobrás e hoje acusado de roubo, estava na Petrobrás, no mesmo posto que ocupava até a operação Lava-jato, então eLLe, Delúbio e Zé poderiam ser os responsáveis pelo nacimento da roubalheira da PTRROUBRÁS. Tá certo pensar assim?
A Operação Lava-jato quebrou os sigilos fiscais do Zé a partir de 2009. Errado.
Deveria quebrar a partir de 2003.

Regrinha de 3.

Pedro Barusco disse que o Partido-Quadrilha de LuLLa embolsou a bagatela de 200 milhões de DÓLARES de propina na PTRROUBRÁS.
Sabe-se que a propina era calculada em cima do preço cobrado a mais nas obras e contratos da PTRROUBRÁS.
Numa regrinha de 3 simples, chega-se à conclusão de que o prejuízo causado pelo roubo direto do Partido-Quadrilha de LuLLa, tenha causado um prejuízo, prestem atenção, de:
6.7 bilhões de dólares.
O PT é ou não é a cara de LuLLa?

Se fosse em outros tempos......

Responde aí: Você gostaria de ser PRESIDENTE DA PETROBRÁS, antes amada e admirada?
Se você for um idiota completo responderia que NÃO.
Refaço a pergunta: Você aceitaria o convite para presidir a PTRROUBRÁS DE LULLA/DILMA/PT?
ocê for um idiota completo responderia que SIM.
Pois essa foi a resposta de TODOS OS CONVIDADOS PARA SENTAR NESSE GIGANTESCO PEPINO.
NINGUÉM SÉRIO, DE REPUTAÇÃO ILIBADA, QUE FOI CONVIDADO PELA ANTA ACEITOU.
Sobrou para Bendini, um capacho enrolado, mais um, do petismo canalha de LuLLa.
Andaram dizendo por aí que LuLLa queria Meirelles e a dona Dilma queria outro.
MENTIRA!
Os dois queriam Bendini. Por que?
Por que Bendini é um Vaccari, um Delúbio, capaz de enlamear a própria reputação para esconder as responsabilidades de LuLLa e Dilma.
NÃO VAI DAR CERTO. A Operação Lava-jato vai atropelar os três.

DO GENTEDECENTE

Vaccari, o homem da mochila - O PT desviou meio bilhão de reais dos cofres da Petrobras ao longo de dez anos

Daniel Pereira e Robson Bonin - Veja

O dinheiro foi usado, entre outras coisas, para financiar as campanhas eleitorais do partido de 2010 e 2014

CODINOME MOCH - João Vaccari: homem de confiança do ex-presidente Lula, o tesoureiro era o elo financeiro entre os corruptos e os corruptores que atuavam na Petrobras
CODINOME MOCH - João Vaccari: homem de confiança do ex-presidente Lula, o tesoureiro era o elo financeiro entre os corruptos e os corruptores que atuavam na Petrobras      (VEJA)
Em outubro passado, os investigadores da Operação Lava-Jato, reunidos no quartel-general dos trabalhos em Curitiba, olhavam fixamente para uma fotografia pregada na parede. A investigação do maior esquema de corrupção da história do país se aproximava de um momento decisivo. Delator do petrolão, o ex-diretor Paulo Roberto Costa já havia admitido que contratos da Petrobras eram superfaturados para enriquecer servidores corruptos e abastecer o cofre dos principais partidos da base governista. 
Na foto afixada na parede, Paulo Roberto aparecia de pé, na cabeceira de uma mesa de reunião, com um alvo desenhado a caneta sobre sua cabeça. Acima dela, uma anotação: “dead” (morto, em inglês). Àquela altura, a atenção dos investigadores estava voltada para os outros personagens da imagem. 
Era necessário pegá-los para fechar o enredo criminoso. Em novembro, exatamente um ano depois de a antiga cúpula do PT condenada no mensalão ter sido levada à cadeia, o juiz Sergio Moro decretou a prisão de executivos das maiores empreiteiras brasileiras, muitos dos quais aparecem abraçados a Paulinho, sorridentes, na fotografia estampada no Q.G. da Lava-Jato. A primeira etapa da missão estava quase cumprida.
Entre os alvos listados na foto, apenas um ainda escapava aos investigadores. Justamente o elo da roubalheira com o partido do governo, o personagem que, sabe-se agora, comprova com cifras astronômicas como o PT — depois de posar como vestal nos tempos de oposição — assimilou, aprimorou e elevou a níveis inimagináveis o que há de mais repugnante na política ao conquistar o poder. 
Na quinta-feira passada, agentes da Polícia Federal chegaram à casa do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, com uma ordem judicial para levá-lo à delegacia a fim de prestar esclarecimentos sobre seu envolvimento no petrolão. Vaccari recusou-se a abrir o portão. Os agentes pularam o muro para conduzi-lo à sede da PF em São Paulo. 
Eles também apreenderam documentos, aparelhos de telefone celular e arquivos eletrônicos. Esse material não tinha nada de relevante. Vaccari, concluíram os agentes, já limpara o terreno. Num depoimento de cerca de três horas, o tesoureiro negou as acusações e jurou inocência. Nada que abalasse o ânimo dos investigadores. No Q.G. da Lava-Jato, um “dead” já podia ser escrito sobre a cara carrancuda do grão-petista.
A nova fase da operação foi um desdobramento de depoimentos prestados pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, em novembro, como parte de um acordo de delação premiada. Barusco conquistou um lugar de destaque no panteão da corrupção ao prometer a devolução de 97 milhões de dólares embolsados como propina, uma quantia espantosa para um servidor de terceiro escalão. 
Ao falar às autoridades, ele disse que o PT arrecadou, entre 2003 e 2013, de 150 milhões a 200 milhões de dólares em dinheiro roubado de noventa contratos da Petrobras. Segundo Barusco, o principal operador do PT no esquema nos últimos anos era Vaccari, chamado por ele de “Mochila”, por andar sempre com uma mochila a tiracolo. 
Barusco contou que o tesoureiro — identificado como “Moch” nas planilhas que registravam o rateio do butim surrupiado — participou pessoalmente das negociações, por exemplo, para a cobrança de propina de estaleiros contratados pela Petrobras. Descendo a detalhes, Barusco narrou ainda uma história que, apesar de envolver um valor bem mais modesto, tem um potencial político igualmente explosivo.
O ex-gerente declarou que, em 2010, o então diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, solicitou ao representante da empresa holandesa SBM no Brasil, Júlio Faerman, 300 000 dólares para a campanha petista daquele ano, “provavelmente atendendo a pedido de João Vaccari Neto, o que foi contabilizado pelo declarante à época como pagamento destinado ao Partido dos Trabalhadores”. 
Em 2010, Dilma Rousseff disputou e conquistou o primeiro de seus dois mandatos presidenciais. A situação do tesoureiro do PT deve se agravar nos próximos dias com o avanço das negociações para o acordo de delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC. Pessoa coordenava “o clube do bilhão”, o grupo das empreiteiras que desfalcava a Petrobras. Vaccari recorria a ele com frequência para resolver os problemas de caixa do PT. Os dois conversaram várias vezes no ano eleitoral de 2014. 
Num desses encontros, segundo integrantes da investigação que já ouviram uma prévia das histórias pouco edificantes prometidas por Pessoa, Vaccari negociou com a UTC o recebimento de 30 milhões de reais em doações eleitorais. Cerca de 10 milhões de reais seriam destinados à campanha à reeleição de Dilma Rousseff. Os 20 milhões restantes, distribuídos por Vaccari ao PT e aos partidos da base aliada.     
Leia a continuação dessa reportagem em Veja
DO J.TOMAZ