quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Executivo diz que Duque e Costa ficaram com parte da propina paga por empreiteiras

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Indicado pelo ex-ministro mensaleiro José Dirceu para a Diretoria de Serviços da Petrobras, Renato Duque era o responsável direto por negociar a cobrança de propina com as empreiteiras que tinham contratos com a estatal. As revelações constam do depoimento do executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da empresa Toyo Setal, que firmou um acordo de delação premiada para revelar detalhes do esquema do petrolão em troca de possíveis benefícios judiciais. Ao lado do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque recebia listas manuscritas com o acordo feito pelas empreiteiras e sabia previamente quais empresas deveriam ser convidadas para participar das licitações da Petrobras.
Mais: todas as construtoras que participavam dos acertos tinham conhecimento prévio do valor da extorsão que tanto Costa quanto Duque pretendiam cobrar para oficializar a empresa vencedora: a propina a Costa seria de 1% por contrato, e de Duque outros 2%, embora cada empresa negociava diretamente com os diretores, em uma espécie de barganha de propina. No caso da Toyo Setal, por exemplo, Duque recebeu 1,3% de propina por contrato celebrado com a Petrobras, enquanto Costa recebeu 0,6%.
Cabia ao presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, repassar a Duque os detalhes do acerto prévio do chamado “Clube do Bilhão”, o cartel de empresas que partilhavam os contratos da Petrobras.
Na noite desta terça-feira, o ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão preventiva de Duque, que deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) nesta quarta.
“Existia um acerto de comissões entre as empresas do Clube do Bilhão vencedoras das licitações da Petrobras e os diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque”, revelou Mendonça Neto. “Era importante que os dois diretores [Duque e Costa] soubessem a lista das empresas que seriam convidadas”, completou. Em alguns casos, disse o executivo em depoimento de delação premiada. Em alguns casos, 3% em comissão poderiam representar até 50% do lucro que seria auferido pela empresa vencedora. “O impacto financeiro da propina nos contratos era bastante significativo”, resumiu o empresário, que detido ao lado dos executivos das principais empreiteiras do país na sétima fase da Operação Lava Jato, no dia 14 de novembro.
Além de ter dado detalhes do esquema criminoso de pagamento de propina e fraude em licitações na Petrobras, Mendonça Neto explicou a profissionalização do “clube de empreiteiras” e disse que, para organizar o cartel e garantir que as empreiteiras saíssem vitoriosas nos contratos de seu interesse, havia um regulamento semelhante a de um campeonato de futebol. “As regras do Clube ao longo do tempo foram aprimoradas e chegaram a ser escritas como se fossem um regulamento de campeonato de futebol”, disse. A partir das reuniões do Clube, o coordenador do grupo, Ricardo Pessoa, elaborava a lista e a entregava a Renato Duque, mencionando quais as empresas que deveriam ser convidadas pela Petrobras para o certame específico. As mesmas listas foram entregues a Paulo Roberto Costa. O Clube estabeleceu uma relação direta com o então diretor de Engenharia Renato Duque para que as empresas convidadas para cada certame fossem as indicadas previamente.
O Clube era formado por Márcio Faria, da Odebrecht, Ricardo Pessoa, da UTC, João Auler, da Camargo Correa, Elton Negrão, da Andrade Gutierrez, um interlocutor citado como Vilaça, em nome da Mendes Junior. Pessoa, presidente da UTC, era o “meio de campo” e “intermediário” com Renato Duque e mandava mensagens de texto para cada representante das empresas para agendar as reuniões do Clube. “As reuniões do Clube tinham o propósito de analisar o programa de obras da Petrobras, somando as informações de todos os participantes porque, apesar do programa de obras da Petrobras ser algo anunciado pela própria estatal, a forma como os pacotes seriam divididos  e quando eles seriam efetivamente licitados eram informações que dependiam de relacionamento diário com as áreas da Petrobras”, relatou o executivo ao descrever a atuação criminosa dos empreiteiros.
Por Reinaldo Azevedo

A GRANDE PERGUNTA – “Se eu for pega na blitz não posso alterar a lei para me beneficiar. Por que a Dilma pode?”

Por Isabel Braga, no Globo:
Os manifestantes que estão na entrada do Congresso nesta quarta-feira afirmam que a mobilização para o protesto aconteceu por meio de redes sociais. Com um megafone na mão, Chicão criticava os políticos que passavam de carro no local, perguntando por quanto tinham se vendido. “Mais uma excelência passando aqui (de carro). Tem que encarar o povo na rua. Está se vendendo por quanto? Esse é o Luiz Henrique (senador do PMDB de Santa Catarina), esse não se vende não”, provocava o empresário, com o megafone.
Chicão disse que é empresário, dono de imobiliária em Brasília, e que vê indignado a “roubalheira” no país e lojas fechando. “As lojas estão fechando, a mídia está quebrada e agindo como Diário Oficial. Isso aqui vai ficar igual à Venezuela! Vim para a vigília de segunda-feira, vim hoje para protestar. Quem chamou essas pessoas foi o professor Josemar, que organizou pela internet a vigília. Fale com ele”, disse Chicão.
Josemar Dorilêo, de 35 anos, diz que é economista, mas dá aula de filosofia e atualidades em um cursinho para estudantes de concurso em Brasília. Ele tem uma página no Facebook e diz que idealizou uma vigília “pela moralidade na política”, nesta semana, como forma de protesto: “O Brasil está corrompido. Não sou filiado, sou apartidário. Não votei em ninguém porque meu título é de Salvador (BA). Mas atualmente estou insatisfeito com a política do PT. Lancei o Movimento Brasil Despertou. Seteenta por cento dos que estão aqui hoje são desvinculados de partido”.
João Carlos Oliveira disse ser empresário e ter uma produtora de vídeo, e veio de São Paulo para Brasília nesta quarta-feira. Ele disse que é um dos criadores do movimento Brasilianos (BR +) e entende que a aprovação do projeto que reduz a meta do governo federal abrirá brecha para que governos estaduais também façam isso. “Vim para cá por minha conta, com minhas filhas, depois que vi o que aconteceu ontem no plenário. Se o PT estiver usando dinheiro sujo para fazer campanha, tem que ser extinto.”
(…)
A arquiteta Maiara Cavalcanti, 26 anos, disse que estava assistindo a sessão pela TV Câmara, ficou indignada e decidiu, por conta própria, vir ao Congresso protestar: “Essa lei é um absurdo, é pisar no brasileiro. Foi criada para dar brecha para ela (Dilma) conseguir a meta fiscal dela. Fazer uma lei para isso? Se eu for pega na blitz não posso alterar a lei para me beneficiar. Por que ela pode?”, criticou a arquiteta.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

Chantagem por decreto

EstadaoEditorial - O Estado de S.Paulo
A sutileza não é mesmo o forte da presidente Dilma Rousseff. Se essa inaptidão se manifestasse apenas no seu, digamos, estilo, o problema se restringiria ao trato pessoal, como sabem todos quantos arcam com a servidão de serem seus subordinados. A questão muda de figura quando a sua predileção pela borduna, em lugar do florete, transborda para a esfera institucional. É o que cabe dizer, antes de mais nada, do decreto curto e grosso assinado por ela na última sexta-feira e publicado em edição extraordinária do Diário Oficial. O documento trata da ampliação dos gastos públicos previstos pelo Ministério do Planejamento. Já no primeiro de seus cinco artigos, autoriza o desbloqueio de R$ 10,032 bilhões previstos no Orçamento de 2014. A maior parte desse montante irá para educação e saúde.

Milagres acontecem.

Aleluia!!!!!!
A tucanada, segundo informa a Coluna Painel da Folha de São Paulo, já escolheu a turminha que vai auditar as fraudáveis urnas de Tófoli.
Demoraram bastante, mas o suficiente para que as urnas sejam "limpas".
São eles:
Amilcar Brunazo Filho e o escritório Opice Blum que trabalhou na campanha do novo e vigoroso líder da oposição.
Quanto ao Amilcar trata-se de alguém que vem sentando o cacete nas maquininhas da Diebold.
Quanto ao Ópice........

Bunda-lêlê na Casa da Mãe Renan.

Zaralho ontem no Congresso diante da tentativa de Renan de transformar o Congresso Nacional na Casa da Mãe Renan.
Uma vergonha!
Do Estadão:
Parlamentares afirmam que vão prestar queixa contra Renan
Daniel Carvalho e Isadora Peron - O Estado de S. Paulo

Pobre do Janot!!!!!

Depois de tentar agir como advogado das empreiteiras enroscadas na Operação Lava-jato, Rodrigo Janot, o engavetador geral do PT, resolveu "endurecer" com elas.
Pobre Janot.
Do Estadão:
Procuradoria rejeita acordão das empreiteiras do cartel
Por Fausto Macedo e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

De papel passado

dora-kramerDora Kramer Gazeta do Povo
Era líquido e certo que custaria caro ao Planalto convencer a maioria governista no Congresso a salvar o Executivo de transgressão à lei no manejo das contas públicas, tornando extinta a meta de superávit fiscal para 2014. Até aí, nada de novo.
Inclusive porque nesse aspecto não se pode acusar a presidente Dilma Rousseff de ter tido comportamento contraditório na campanha eleitoral. Foi a única a não prometer mudar a metodologia das relações com o Legislativo, não falar em nova política nem impor reparos ao loteamento partidário da administração pública. Questionada, desviava-se do assunto. Portanto, nesse ponto já se sabia que continuaria tudo como dantes.

No lixo, a intenção da Zavasckada.

Quer saber a verdade sobre algumas coisas relacionadas diretamente aos interesses da quadrilha em assuntos que são importantes para todos os brasileiros?
VISITEM O ESGOTO PETRALHA.
Teori resolveu dar uma recaída para cometer nova Zavasckada. O Motivo?
Ora, está estampada na página do principal esgoto da quadrilha.
Espera-se uma reação de Moro.
Teori-RenatoDuque-Lava-jato
A INTENÇÃO É CLARA:
SACANEAR O DR SÉRGIO MORO E PROTEGER A PETRALHADA.
QUE ZAVASCKADA, HEIM, TEORI?
DO GENTEDECENTE

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

URGENTE! TUMULTO PARALISA VOTAÇÃO DA LDO! POVO REAGE CONTRA O GOLPE COMUNISTA DO PT-FORO DE SÃO PAULO! RENAN SUSPENDE TUDO E MARCA PARA ESTA QUARTA-FEIRA ÀS 10 HORAS.

Uma cena de tumulto poucas vezes vista no Congresso Nacional paralisou a votação das mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nesta terça-feira. A confusão fez com que a sessão fosse suspensa até às 10h de quarta-feira. Parlamentares se exaltaram depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou impedir o acesso de manifestantes às galerias durante a sessão em que o Parlamento pode votar a manobra fiscal que extingue o superávit primário de 2014. O deputado petebista Arnaldo Faria de Sá chegou a trocar empurrões e sopapos com seguranças e teve de ser contido. Faria de Sá queria impedir que seguranças retirassem manifestantes contrários à aprovação da LDO do Plenário da Câmara. Houve troca de xingamentos entre governistas e oposição.
MANIFESTANTE LEVOU CHOQUE

Um jovem manifestante chegou a levar choque dos seguranças. Alguns parlamentares de oposição se reuniram nas galerias do Congresso para impedir a retirada dos que protestavam. Entre eles estavam Ronaldo Caiado (DEM-GO), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Fernando Francischini (Solidariedade). Não é a primeira vez que a sessão foi interrompida porque os parlamentares estão com os nervos à flor da pele. Na semana passada, depois de ter a fala interrompida e ouvir um 'cale a boca' de Renan, o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, dirigiu-se ao senador com o dedo em riste e deu um tapa em seu microfone. A troca de farpas incendiou o Plenário.Do site de Veja
DO ALUIZIOAMORIM

PETROLÃO – E-mail revelado por VEJA foi encomendado pela Casa Civil, diz Costa

Por Marcela Mattos e Laryssa Borges, na VEJA.com:
Delator do maior propinoduto da história brasileira, Paulo Roberto Costa afirmou nesta terça-feira na sessão da CPI mista da Petrobras que a Casa Civil da Presidência da República, então chefiada por Dilma Rousseff, encomendou a ele o envio do e-mail no qual informava que o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendava a paralisação de obras da diretoria de Abastecimento por ter flagrado irregularidades em contratos. O envio da mensagem foirevelado por VEJA na edição de 26 de novembro.
Paulo Roberto Costa disse que, na época, o então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, estava ciente da comunicação e que, portanto, ele não teria desrespeitado a hierarquia da empresa – ele era diretor de Abastecimento e o e-mail foi enviado diretamente para a Casa Civil em 29 de setembro de 2009.
“Quando foi passado, esse e-mail era de conhecimento do presidente da Petrobras e foi pedido pela Casa Civil para que eu o mandasse para a presidente Dilma. Não houve atropelo de hierarquia”, afirmou Paulo Roberto Costa.
O ex-diretor da Petrobras disse ainda que, na época, “estava enojado” com o processo de sangria da estatal e que, portanto, deseja alertar o governo dos problemas e não conseguir apoio político para a manutenção do propinoduto. A afirmação foi uma resposta a trechos da reportagem de VEJA, segundo os quais Costa estaria empenhado em impedir que o esquema corrupto que gerenciava fosse desmontado.
Em outras palavras, ele atribui ao governo o interesse em manter o petrolão ativo. “Às vezes você entra em um processo e não tem como sair. Mas eu saí. Saí em 2012, mas o processo continuava.”
Outro momento forte do depoimento foi quando Costa desmentiu a presidente da República sobre sua saída da empresa. Durante a campanha, Dilma martelou que foi ela quem demitiu o ex-diretor. No entanto, sua versão é que deixou a estatal em 2012 a pedido.
Por Reinaldo Azevedo

O país da piada e do trocadilho prontos: Rêgo será vital para enterrar o caso Petrobras também no TCU. E arrumou um empregão até 2033! É um escárnio!

 
Por Reinaldo Azevedo
A indicação do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), já aprovada pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) evidencia como o Brasil está longe ainda de ser uma República digna desse nome. Vamos ver por quê. O homem preside as duas CPIs que, em tese, apuram irregularidades na Petrobras: a do Senado e a Mista. Nem uma nem outra chegarão a lugar nenhum.
A primeira foi instalada para servir de ringue ao governismo, que tentou negar a roubalheira na estatal. A segunda ameaçou alguma independência, mas sucumbiu à maioria governista. A Petrobras tem muito mais receio da investigação feita pela SEC — o órgão dos EUA que regula a atuação de empresas nas bolsas daquele país — do que das duas apurações conduzidas pelo Parlamento brasileiro. Isso deveria ser considerado uma humilhação. Mas só sente a sua honra ofendida quem tem honra a defender.
A indicação para o TCU do presidente das CPIs da Petrobras que não chegam a lugar nenhum— e isso no momento em que o país se defronta com o maior escândalo da sua história, que tem justamente a estatal como epicentro — é, por si, um escárnio, ainda que ele venha a se mostrar um homem independente, o que é pouco provável. A questão não é pessoal, mas institucional.
O tribunal é composto de nove membros: três são indicados pela Câmara; três, pelo Senado; um, pela Presidência da República, e dois são escolhidos entre auditores e membros do Ministério Público que atuam no tribunal. Vital do Rêgo está sendo indicado pela cota do Senado, sob as bênçãos de Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa. É aquele que detém também, sabe-se lá por quê, a prerrogativa de indicar o presidente da Transpetro, também sob investigação.
Vital do Rêgo já foi aprovado por unanimidade pela CAE, em meio a elogios e rapapés. Não terá dificuldade nenhuma em ser aprovado pelo plenário da Casa. Ele tem as bênçãos de Renan, mas também as do Planalto. Vai herdar o caso Petrobras, que estava sob os cuidados de José Jorge, que vinha causando severos incômodos ao governo e à direção da estatal. Assim como foi um diligente coveiro da apuração nas duas CPIs, Rego pode ser vital — foi inevitável o trocadilho — para fazer com que tudo termine numa farsa também no TCU.
Ah, sim: o homem tem 51 anos. Ficará no TCU nos próximos 19, até 2033. Isso é que é vida, Vital. O país que se dane!
02/12/2014 - DO R.DEMOCRATICA

DEM vai ao STF contra chantagem do Planalto por manobra fiscal

Governo Dilma condicionou, via 'Diário Oficial', repasse de 444 milhões de reais para os parlamentares à aprovação da mudança da LDO
Marcela Mattos, de Brasília
Veja.com
Meta fiscal: governo condiciona elevação de verba para emendas à aprovação da LDO (Evaristo Sa/AFP)
O DEM informou que vai ingressar, na tarde desta terça-feira, com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo pela suspensão dos efeitos do decreto número 8.367, editado pela presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira. O ato, publicado em edição extra do Diário Oficial, condiciona a liberação de emendas parlamentares – que, por lei, é obrigatória – à aprovação da mudança na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que autoriza o governo a descumprir a meta fiscal deste ano.
Por meio do decreto, o governo anunciou a liberação de 444 milhões de reais em emendas parlamentares – verbas exclusivas para deputados e senadores injetarem em seus redutos eleitorais. No entanto, a liberação desses recursos está atrelada à aprovação da LDO, que altera a meta de economia do governo para o pagamento da dívida pública, o chamado superávit primário.
Embora a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que torna a execução das emendas obrigatória ainda esteja em tramitação no Congresso Nacional, a LDO deste ano já traz a medida, o que obriga governo a liberar os recursos prometidos na íntegra.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) classificou de “abuso” o decreto da presidente Dilma. “Para legitimar a fraude fiscal que tenta impor ao Congresso, Dilma assinou esse decreto que eleva de 7,8 bilhões para 10 bilhões de reais a liberação de recursos, com um aumento de 444 milhões de reais para as emendas parlamentares individuais.
E, com um agravante, condiciona a liberação dos recursos à aprovação do PLN 36 [que altera a meta de superávit]. Se o PLN 36 tivesse sido aprovado e Dilma baixasse o decreto, serial algo questionável, mas dentro da lei. Agora baixar decreto sem existir lei, é no mínimo inconstitucional”, disse o deputado.
O DEM vai ingressar com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) pedindo pela suspensão dos efeitos do decreto. Em um último esforço para conseguir a aprovação da mudança do superávit, que vai à votação nesta terça, a presidente chamou líderes da base aliada para uma reunião na noite de segunda-feira no Palácio do Planalto.
Ao longo de duas horas, defendeu a importância da manobra com o argumento de que o mal resultado das contas públicas deste ano é uma exceção, em parte graças ao cenário externo, e que a alteração na LDO é essencial para a recuperação das finanças. No encontro, os aliados também discutiram as medidas para driblar as estratégias da oposição para impedir a aprovação da matéria.- DO R.DEMOCRATICA

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Comprando o Congresso?

Decreto do governo condiciona nova liberação de emendas a alteração na LDO. Mudança garantirá R$ 748 mil para cada um dos 594 parlamentares.
Às vésperas da votação da proposta que muda a meta fiscal de 2014, o governo editou decreto condicionando uma nova liberação de R$ 444,7 milhões para as emendas individuais à aprovação da proposta que muda a meta fiscal de 2014. O decreto da presidente Dilma Rousseff amplia em R$ 10,032 bilhões os gastos de toda a máquina pública este ano, sendo uma cota diretamente destinada aos parlamentares. 
Os R$ 444,7 milhões garantirão uma fatia de R$ 748 mil para cada um dos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores). 

No ano, os parlamentares terão R$ 6,9 bilhões para a totalidade das emendas individuais, sendo que cada um fechará 2014 com uma cota de R$ 11,6 milhões

DO MARIOFORTES  

Coletiva Aécio Neves - Florianópolis (SC) 01/12/14 - Corrupção na Petrobras


sábado, 29 de novembro de 2014

Um anônimo rebelde português muda nomes de ruas para resumir o prontuário do homenageado. Isaltino Morais, por exemplo, é ‘Corrupto, Criminoso, Político’


isaltinopt
jose socrates
A imprensa portuguesa batizou de Artista dos Azulejos o anônimo amante da verdade que, com duas obras, subverteu radicalmente as regras que orientam a denominação de lugares públicos. Tradicionalmente, a inscrição numa placa de metal mostra uma data histórica ou o nome de algum morto ilustre e recente, incluindo eventualmente a atividade profissional em que se destacou.
As imagens acima comprovam que o misterioso rebelde lusitano não simpatiza com farisaísmos. Ele prefere montar paineis com azulejos decorados com motivos típicos em azul e amarelo. Em vez de gente que se foi, prefere pais-da-pátria que continuam por aqui, vivos até demais. E sempre constrange o alvejado pela homenagem com um prontuário resumido em substantivos que rimam com casos de polícia.
Em outubro de 2011, ele surpreendeu os moradores do Porto com o trabalho que fez o Largo de Mompilher virar “Eng. José Sócrates”, o chefe de governo que acabara de deixar o poder. O painel com seis azulejos qualificou Sócrates de “Mentiroso, Corrupto, Incompetente, Primeiro-ministro de Portugal 2005-2011”. O que parecia ofensa ficou com cara de profecia: preso há uma semana, Sócrates é acusado de fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro.
(O ex-primeiro-ministro vai continuar na gaiola até encontrar explicações convincentes para os muitos milhões de euros que andou embolsando. E o destino impediu que fosse consolado pela visita dos três parceiros que promoveu a amigos do peito. O venezuelano Hugo Chávez só tem aparecido neste mundo em forma de passarinho. O líbio Muammar Khadafi, nem isso. E o brasileiro Lula tem problemas demais em casa para tratar de aflições alheias).
Em janeiro de 2012, pouco depois da estreia no Porto, o segundo ataque clandestino surpreendeu os moradores de Oeiras, vila situada nos arredores de Lisboa. Dois azulejos bastaram para transformar a Rua 7 de Junho de 1759 em Rua Isaltino Morais, o presidente da Câmara de Oeiras. Condenado a uma temporada na cadeia, Isaltino continuava em liberdade. Uma situação intolerável, garantiram as três palavras que ergueram um monumento à objetividade entre parênteses: “corrupto, criminoso e político“.
Até um guido mantega é capaz de adivinhar que, daqui a alguns anos, ruas, avenidas, praças e mesmo  rodovias estarão ostentando placas em louvor aos incontáveis delinquentes que espancam o Código Penal disfarçados de servidores da nação. É preciso convocar de novo o timaço de comentaristas: mirem-se no exemplo do guerrilheiro urbano de Portugal. E mãos à obra.
Sem o uso de termos impublicáveis, como ensina o pai da ideia, que tal contarmos num punhado de sílabas o que são e o que fazem um Lula, uma Dilma, um Gilberto Carvalho, um Mercadante, um Jucá, um Renan e tantos outros colossos da Era da Mediocridade? Ao teclado, amigos.
DO A.NUNES

PT repete “mensalão” e trata suspeito do “petrolão” como herói injustiçado

Vaccari. Fonte: GLOBO
Quem repete por aí que todos são iguais, banalizando os infindáveis escândalos de corrupção da era lulopetista, ignora ao menos duas diferenças básicas: primeiro, a magnitude da coisa, que atingiu patamares nunca antes vistos na história deste país; segundo, a reação do próprio PT, que se nega a cobrar investigações e punir os seus corruptos.
Foi assim no “mensalão”, quando mesmo depois de julgados e condenados em última instância, os corruptos da alta cúpula partidária foram tratados como heróis injustiçados, e a própria Justiça foi alvo de duros ataques, principalmente o ministro Joaquim Barbosa. O PT fez sua escolha oficial: José Dirceu é o “guerreiro do povo brasileiro”, e Barbosa o “inimigo do povo”. Agora, com o “petrolão”, tudo já indica que a postura do PT será a mesma.
No epicentro do escândalo, acusado com várias evidências de ser o operador do PT dentro do esquema de desvio na Petrobras, está o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. E qual a reação do partido diante disso? Cobra investigações? Pede punições caso comprovados os desvios? Só rindo. O partido recebe o suspeito com aplausos efusivos. Isso mesmo: Vaccari foi ovacionado em evento do PT:
Um dos alvos da Operação Lava-Jato, que investiga desvios bilionários na Petrobras, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, foi blindado pelo partido e ovacionado pelos integrantes do Diretório Nacional, nesta sexta-feira, durante reunião em Fortaleza. O desagravo e as palmas, puxadas pelo presidente do PT, Rui Falcão, aconteceram no encontro que, mais tarde, teve a participação da presidente Dilma Rousseff.
Ao falar sobre as finanças do PT, em encontro fechado em um hotel de Fortaleza, Vaccari se disse injustiçado e aproveitou para se defender das acusações de que seria um dos beneficiários do esquema de recebimento de propinas da Petrobras e de empreiteiras que mantêm negócios com a estatal.
O tesoureiro afirmou aos integrantes do Diretório Nacional: “Nunca fiz nada de errado”. Vaccari disse não ter “nada a temer” e alegou que vem sendo alvo sistemático de “injustiças”. Ele explicou aos petistas que seus sigilos bancário, fiscal e telefônico estão abertos desde 2000 e que nunca ninguém encontrou nada que o desabonasse.
Ou seja, fez aquilo que os petistas mais fazem: apelou para a vitimização, colocou-se como um pobre injustiçado, alvo de calúnias. Pelo visto, os membros do partido ali presentes, a começar por seu presidente, Rui Falcão, ficaram muito satisfeitos com as “explicações”, e ponto final. O homem é um herói nacional, praticamente um santo, e por suas virtudes é atacado por golpistas da oposição.
Com esse tipo de postura, partindo do próprio comando do PT, ninguém poderá reclamar depois quando os petistas forem acusados de cúmplices. Não há mais como sustentar a ignorância. O PT não tem mais membros por afinidade ideológica, apenas parceiros do crime, sócios do butim, cúmplices que aceitam os métodos obscuros e corruptos como legítimos.
Gente que valoriza princípios iria cobrar investigações e lutar para expurgar do partido os criminosos. Mas o único princípio do PT é não ter princípios. É possível dizer sem medo de errar: o PT não é mais sequer um partido, e sim um ajuntamento mafioso que toma a corrupção dos seus como um método aceitável para seu fim “nobre”, qual seja, a eterna permanência no poder. São todos coniventes!
Rodrigo Constantino

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Operação Lava Jato: procuradores do MPF prevêem muitas prisões de políticos e até fechamento de partidos.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho de Assis (foto), afirmou nesta sexta-feira (28), durante evento em Maceió (AL), acreditar que a operação Lava Jato deve ter efeito similar à operação Mãos Limpas, na década de 90 na Itália, que resultou em prisões, condenações, extinção de partidos e redução de preços de obras públicas.
"Se Deus quiser, a Lava Jato terá um efeito aqui parecido com a operação Mãos Limpas da Itália. Se as coisas correrem bem, pode ocorrer algo aqui igual, ou seja, partidos políticos fechados, com prisões e condenações. Temos a perspectiva de que isso ocorra", disse Assis, que participou do 12º Congresso Nacional do Ministério Público de Contas.
Nos anos 90, a operação Mãos Limpas investigou mais de 5.000 pessoas envolvidas em casos de corrupção na Itália. Um dos punidos no escândalo foi o líder do PSI (Partido Socialista Italiano) e ex-primeiro-ministro Bettino Craxi. Alguns suspeitos chegaram a cometer suicídio, como o presidente da estatal do petróleo ENI, Gabriele Cagliari; e o empresário Raul Gardini. Estudos apontam que, após a operação, o valor médio das obras públicas caiu. Partidos também fecharam as portas após o escândalo. 
Para o presidente da associação de procuradores, o Brasil caminha nessa direção ao registrar avanços significativos no combate ao crime de colarinho branco nos últimos anos. "Nesta última década, a legislação tornou o combate à corrupção uma coisa mais fácil e com aparelhamento muito maior, prova disso é a operação Lava Jato", afirmou. 
Assis ainda fez uma defesa de uma força maior aos ministérios públicos do país, que deveriam ser um "novo poder constituído." "Faço aqui um exercício de futuro. Seria o quarto poder no país um poder fiscal? No combate à corrupção, como em tantas outras coisas, pressupõe a necessária instrumentalização para combater o mal, o câncer público, e que se preserve o Estado funcionando bem com a estrutura de cidadania", disse. 
O procurador fez uma comparação da legislação de outros países e disse que não haverá avanços sociais plenos sem combate forte à corrupção. "Não há país no mundo que tenha conseguido melhora suas prestações com a sociedade que não tenha acordado para o fato de que é preciso fiscalizar a aplicação do dinheiro, se administração está se desempenhado bem. Essa tarefa se tornou algo básico nas democracias contemporâneas. Para isso, é preciso ter um MP à altura dessa imensa responsabilidade." 
Ainda durante os debates, o procurador da República Rodrigo Tenório ainda criticou o argumento que alguns advogados das empresas acusadas na Lava Jato usaram para o caso. "É risível que eles aleguem que foram extorquidos. Quer dizer que o sujeito é extorquido para ficar milionário? Não tem qualquer fundamento", disse.

Efeito didático do mensalão

O avanço do combate à corrupção no Brasil também foi levantado pelo procurador da República José Alfredo de Paula Silva --um dos atuaram no processo do Mensalão. Ele defendeu a tese de "efeito didático" da condenação dos acusados no escândalo durante o primeiro mandato do governo Lula. 
"O Alberto Yousseff e o Paulo Roberto Costa eram operadores de um esquema. E eles só abriram a boca porque viram o que aconteceu Marcos Valério. Ele está preso! E não teve reforma de presídio para ele, que está comendo o pão que o diabo amassou, como todos os outros presos", afirmou.
O procurador afirmou ainda como acredita funcionar a mente dos corruptos. "Nos crimes de colarinho branco, o raciocínio é bem simples: o pretenso criminoso faz uma relação de custo/benefício para ver se vale a pena delinquir. A impunidade entra como um estímulo. O mensalão quebra esse paradigma, já que a ação tem começo, meio e fim, o que não ocorria nesse país --nem para uma condenação, nem para uma absolvição", disse.(UOL)
DO CELEAKS-COTURNONOTURNO