terça-feira, 11 de novembro de 2014

Petição no site da Casa Branca pedindo manifestação de Obama contra “a expansão do comunismo no Brasil”, “promovido pela administração de Dilma Rousseff”, “nos moldes do Foro de São Paulo”, já passa das 100 mil assinaturas requeridas para uma posição oficial do governo dos EUA

O selo oficial da Casa Branca (Reprodução: The White House)
O selo oficial da Casa Branca (Reprodução: The White House)
A coisa pode não ter maiores consequências diplomáticas, mas não é propriamente uma boa propaganda para o governo da presidente Dilma Rousseff e para o PT.
Há uma petição no site da Casa Branca, já com bem mais das 100 mil assinaturas requeridas no prazo previsto (leia abaixo), pedindo que o governo do presidente Barack Obama tome posição “contra a expansão do comunismo bolivariano no Brasil promovido pela administração Dilma Rousseff”.
O título da petição é “Posicione-se contra a expansão do comunismo bolivariano no Brasil promovido pela administração de Dilma Rousseff”.
A petição já recebeu, até o momento em que redigi o post, 141.339 assinaturas — e as regras sobre este tipo de manifestação, baseada na Primeira Emenda à Constituição americana, estabelecem que com mais de 100 mil assinaturas em um mês o governo responderá oficialmente aos peticionários.
A iniciativa começou há menos de um mês, a 28 de outubro, e portanto haverá algum tipo de manifestação oficial da Casa Branca a respeito.
Em tradução livre, diz o texto da petição, cujo teor vocês podem conferir aqui:
“No dia 26 de outubro, Dilma Rousseff foi reeleita, e continuará o plano de seu partido de estabelecer um regime comunista no Brasil — os moldes bolivarianos propostos pelo Foro de São Paulo.
Sabemos que, aos olhos da comunidade internacional, a eleição foi plenamente democrática, mas as urnas de votação usadas não são confiáveis, além do fato de que os dirigentes do Judiciário são em maioria membros do partido vencedor.
Políticas sociais também influenciaram a escolha da presidente, e pessoas foram ameaçadas com a perda de seus benefícios de alimentação (sic) se não reelegessem Dilma.
Nós pedimos uma posição da Casa Branca em relação à expansão do comunismo na América Latina. O Brasil não não deseja e não vai ser uma nova Venezuela, e os Estados Unidos precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil”. DO RICARDOSETTI

Orgia petista: do mensalão ao petrolão, arrombando os cofres da Petrobras.

O doleiro Youssef confirmou o esquema de corrupção petista na Petrobras:
O doleiro Alberto Youssef, alvo da Operação Lava Jato, confirmou ontem à Justiça Federal o elo do mensalão do PT com o esquema de corrupção e propinas na Petrobrás. Ele disse que mantinha uma conta corrente conjunta com o ex-deputado José Janene (PP-PR) - morto em 2010 -, responsável pela indicação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da estatal petrolífera, em 2004.
Youssef declarou que, por orientação de Janene, repassava valores a "agentes públicos" e "agentes políticos" e usava para isso um segundo doleiro, Carlos Habib Chater, dono do Posto da Torres, em Brasília, para entregar o dinheiro. Ele disse que parte da quantia vinha do caixa de construtoras.
O juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, perguntou a ele qual a origem do dinheiro. "Comissionamento de empreiteiras", declarou Youssef. O juiz perguntou: "Decorrente de contratos com a administração pública, em geral propinas?" Youssef respondeu: "Sim senhor, Excelência."
"Tudo o que o seo Janene precisava de recursos ele pedia a mim e eu disponibilizava", contou Youssef. "Às vezes essa conta ficava negativa, às vezes ficava positiva. Na verdade nessa conta também ia recurso para outras pessoas, não que eu administrasse os recursos dessas outras pessoas, mas eu via esse caixa como caixa do partido, o Partido Progressista."
O doleiro não citou nome de nenhum agente público ou agente político. Tais nomes ele já citou em acordo de delação premiada que ainda terá de ser homologado pela Justiça.
Youssef é réu em cinco ações penais da Lava Jato na Justiça Federal no Paraná. Em uma ação, ele é acusado de ter participado da lavagem de R$ 1,16 milhão do mensalão do PT através de investimentos em uma empresa de equipamentos industriais situada em Londrina (PR). A ação penal em que Youssef depôs ontem trata da ligação do doleiro com o ex-deputado Janene e com o doleiro Carlos Habib Chater.
Youssef afirmou que Janene investiu na empresa de Londrina por meio de outra companhia ligada a ele, a CSA Project. Essa firma foi usada para receber recursos do fundo de pensão da Petrobrás, a Petros, alvo da Lava Jato.
Assista a trechos do depoimento de Youssef: (Continua). DO ORLANDOTAMBOSI

Dica de Segurança Para as Manisfestações.

 
Por que transmitir
A transmissão ao vivo dos atos é muito importante para promover causas políticas, garantir a segurança dos manifestantes e ajudar  a desmascarar as mentiras da mídia chapa branca.
 
 
 
Ferramentas
Se você tem um telefone celular com conexão à internet 3G ou 4G, pode transmitir ao vivo utilizando um dos seguintes aplicativos (clique no ícone correspondente ao sistema de seu telefone)

 Transmitir ao vivo consome muita bateria
Tenha sempre em mãos seu carregador de celular ou uma bateria reserva.
Usar um laptop na mochila conectado ao celular também é garantia de mais horas de carga.
Sempre narre o que está acontecendo
A qualidade das imagens transmitidas por 3G não é muito boa, tornando difícil para quem assiste entender o que acontece. Por outro lado, há quem acompanhe apenas o áudio da transmissão, enquanto navega por outras páginas. Por conta disso, descreva qualquer movimentação ao seu redor mesmo que na hora pareça banal. Também vale ler cartazes e outros materiais de interesse dos espectadores
Entreviste os participantes do ato
Além de ajudar a compreensão de quem está em casa, serve para formar um panorama mais completo da manifestação. Pense bem antes de mostrar o rosto do entrevistado. Converse e decida com ele se sua aparição pode colocá-lo em risco. Se considerarem que o conteúdo da entrevista pode de alguma maneira ameaçá-lo, entreviste-o sem exibir seu rosto - mostre suas mãos, por exemplo.

Evite perguntas que possam ser respondidas com "sim" ou "não", dê preferência às que façam com que seu entrevistado fale mais. Perguntas do tipo "por que", "como" ou "conte-me o que aconteceu" costumam funcionar melhor.
 Divulgue a transmissão antes de iniciá-la.
Avise aos seus amigos e outros contatos que possam se interessar por sua transmissão. Isto ajuda a manter a difusão do vídeo enquanto você estiver focado na filmagem, na narração e nas entrevistas. No dia da transmissão, tente também avisar o maior numero de contatos que você estará com um streaming e peça para divulgarem o seu link
Evite ficar sozinho
Tente sempre ficar por perto de pessoas conhecidas, de preferência equipadas com câmeras. Elas poderão te ajudar caso você sofra algum tipo de repressão ou intimidação. Caso se sinta em perigo por estar filmando, peça para que outras pessoas ao redor também registrem o que está acontecendo, para diminuir as ameaças à sua segurança.
Sempre que possível, esteja acompanhado também de um amigo que possa receber notícias pelo celular, assim sua concentração no streaming será maior. 
DO REV.CALIBRE

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Fraude nas urnas

(*) Ipojuca Pontes –
ipojuca_pontes_15Com luvas de pelica, como quem pede desculpas ao algoz, o PSDB, da esquerda light, pediu (atrasado) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma auditoria no sistema eleitoral que sagrou a vitória escandalosa do PT nas eleições presidenciais de 2014. A apelação foi protocolada pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), coordenador jurídico da campanha de Aécio Neves. O deputado, muito maneiroso, disse ter “confiança na Justiça Eleitoral”, mas alegou que nas redes sociais parte significativa da sociedade brasileira questiona, com propriedade, o processo, a mecânica das apurações e, por consequência, a contagem dos votos – razão para uma auditoria que restitua “a confiança dos eleitores na apuração e na propalada infalibilidade da urna eletrônica”.
De fato, nas redes sociais, e também em centenas de sites e blogs, não só se denuncia o vazamento do resultado do 2º turno, mas, principalmente, casos cabeludos de urnas já listadas com 400 votos em favor de Dilma Rousseff (quando a urna eletrônica recebe, em média, 261 votos), eleitores que não puderam votar por que outros votaram em seu lugar, máquinas que funcionavam sozinhas, contagem de votos feita por 23 funcionários do TSE, em recinto fechado, sem o acesso de fiscais ou a presença da imprensa para testemunhar a lisura e o desenrolar das apurações. Em suma, coisas que evidenciaram a completa vulnerabilidade do sistema e a provável irregularidade do processo da apuração. (O próprio Datafolha, que presta serviços profissionais ao governo, noticiou que no meio da contagem Aécio Neves aparecia com 8% de votos acima de Dilma, mas, logo depois do somatório semi-secreto, a candidata do PT já vencia com a vantagem de 5%).
Como se sabe, a urna eletrônica usada no Brasil não permite a recontagem dos votos, prática essencial para a confiabilidade do processo eleitoral. No vulnerável sistema adotado na taba, se o candidato for roubado na contagem dos votos, roubado continuará, e sem possibilidade de recontá-los, uma vez que no “nosso” sistema as atas são apagadas depois do anúncio final da apuração. Só para ilustrar: a advogada e analista Maria Aparecida Cortiz, que acompanha o desenvolvimento dos sistemas eleitorais junto ao TSE desde 2002, tornou-se especialista em apontar as inúmeras falhas de segurança do processo de votação e apuração da urna eletrônica tupiniquim.
Não é por outro motivo, aliás, que países como Estados Unidos, Japão, França e Alemanha, dominando a informática à perfeição, recusam a “nossa” urna eletrônica e consagram o sistema artesanal de apuração de votos. Ele é lento, pode falhar, mas possibilita a recontagem dos votos.
Em resposta ao pedido do deputado Carlos Sampaio, o doutor João Noronha, corregedor-geral da Justiça Eleitoral nomeado por Dilma Rousseff, como era de se esperar, descaracterizou a denúncia tucana e disse que “faltou seriedade” ao deputado que pediu uma auditoria sobre o resultado das eleições. “Não há erros nem vícios na apuração”, garantiu. Para Noronha, as denúncias de fraude são fofocas das redes sociais, sem autoridade para embasar o questionamento jurídico da apuração. O pedido, segundo o corregedor, apenas “prejudica a imagem eleitoral e democrática do país” – o que, de fato, soa como um chiste de mau gosto, pois, no mundo civilizado, a começar pela Itália, a imagem do Brasil é mais negra do que asa de graúna.
Ninguém duvida mais que Lula, o Aloprado, e o seu partido corrupto aparelharam o Estado e a Justiça brasileira. Como se sabe, Dias Toffoli, nomeado por Dilma e que hoje preside o TSE, foi advogado do PT e assessor de José Dirceu, o chefe do mensalão condenado a 7 anos e 11 meses, mas que cumpriu menos de um ano de cadeia.
É pouco ou quer mais?
(*) Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos. DO UCHO.INFO

Petrolão – Dez pessoas, que eram apenas subordinadas, podem devolver até R$ 500 milhões aos cofres públicos. Imaginem quanto dinheiro não foi parar nos cofres do PT, do PMDB e do PP, partidos para os quais trabalhavam

Quinhentos milhões de reais! Sim, R$ 500 milhões. Esse é o montante que dez pessoas que negociam acordos de delação premiada, no curso da investigação do petrolão, podem devolver aos cofres públicos. Três pessoas respondem por R$ 165 milhões desse montante. O engenheiro Paulo Roberto Costa se comprometeu a devolver R$ 70 milhões, que correspondem aos US$ 25,8 milhões que ele tem depositados no exterior. O doleiro Alberto Youssef aceita ressarcir os cofres públicos em R$ 55 milhões. Outros R$ 40 milhões virão das contas de Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal. Sete outras pessoas que estão colaborando com a investigação responderiam pelo resto.
É assombroso! Atenção, meus caros! Nenhuma dessas dez pessoas era chefe do esquema. Até agora, não se sabe quem estava na ponta do petrolão. Eram todos operadores que trabalhavam para partidos políticos. Três dessas legendas monopolizavam o dinheiro da propina: PT, PMDB e PP. Segundo Paulo Roberto, a maior parte da grana era enviada mesmo ao Partidos dos Trabalhadores.
Esses prováveis R$ 500 milhões nada têm a ver com o dinheiro dos políticos. Essa grana toda foi desviada, reitere-se, por simples operadores, por peixes de tamanho médio. Se esses dez, que trabalhavam para outros e eram apenas subordinados, conseguiram amealhar R$ 500 milhões, imaginem quanto não foi roubado pelos chefes. Ou melhor: não dá nem para imaginar.
Mas a gente tem algumas pistas. Tudo indica que a obra que mais serviu à roubalheira foi a refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Só para lembrar: ela estava orçada em US$ 2,5 bilhões e já custou mais de US$ 20 bilhões. Chega a ser um milagre que o Brasil ainda não tenha sucumbido.
Não! Essa dinheirama toda não inclui os políticos envolvidos no esquema. Como eles têm direito a foro especial por prerrogativa de função, seus respectivos nomes foram enviados ao Supremo Tribunal Federal. O relator do caso é o ministro Teori Zavascki. Consta que o papelório chegou a seu gabinete e por lá foi ficando, sem consequências até agora. Vamos ver.
Vai ser difícil tentar assar alguma pizza no Supremo — embora, a depender das personagens por ali, a gente possa esperar sempre o pior. Será difícil porque os dez que ou já fizeram acordo de delação ou estão em vias de fazê-lo trabalhavam para alguém: no caso, trabalhavam para políticos e para partidos. Não roubaram apenas para si mesmos. Ao contrário: roubavam para o esquema criminoso e pegavam uma parcela a título, digamos, de corretagem.
Nunca houve nada parecido no país, seja em organização, seja em volume de roubalheira. Em entrevista recente, o ainda ministro Gilberto Carvalho saiu a choramingar, afirmando que há uma campanha de ódio contra o seu partido, que, segundo ele, é tratado por setores da imprensa como se tivesse inventado a corrupção. É claro que não! O PT não seria tão criativo. Não inventou, não! Mas, sob os seus auspícios, a roubalheira se profissionalizou. Virou método. Virou sistema. Virou até coisa de, como é mesmo?, “heróis do povo brasileiro”.
Cumpre lembrar uma vez mais: enquanto se desenvolvia a investigação do mensalão, enquanto corria o julgamento e eram declaradas as condenações, o petrolão funcionava a todo vapor. Impressionante, não é mesmo?
Acabou, sim, havendo punições no mensalão petista, mas não deixa de ser uma piada que todos os políticos envolvidos na sujeira já estejam em prisão domiciliar ou perto de consegui-la, e os não políticos do chamado núcleo financeiro estejam na cadeia. Será que a banqueira Kátia Rabelo e o publicitário Marcos Valério teriam conseguido operar o mensalão sozinhos? Afinal, não eram os políticos que trabalhavam para eles, mas eles é que trabalhavam para os políticos. No meu conjunto de valores, os homens públicos deveriam ser punidos como mais rigor porque fraudaram, além de tudo, a boa-fé de quem depositou neles a sua confiança. Vamos ver o que vai acontecer desta vez.
A propósito: e aí, ministro Zavascki? Esse negócio anda, ou vai ficar criando bolor aí no seu gabinete? Celeridade, homem! Ou os EUA, que também investigam a Petrobras, acabam concluindo o seu trabalho primeiro. Por lá se tem respeito com o dinheiro do contribuinte. E isso vai ser um vexame adicional.
Por Reinaldo Azevedo

Dilma já teme ser um dos alvos de processos civis e criminais nos EUA sobre corrupção na Petrobras

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Pelo menos três magistrados da Corte de Nova York já estariam dispostos a agir com total rigor contra diretores e ex-dirigentes da Petrobras, incluindo a ex-presidente do Conselho de Administração Dilma Rousseff, assim que chegarem aos tribunais os processos civis e criminais que apuram lesões contra investidores norte-americanos geradas por práticas de corrupção ou suborno.
Não teria preço o vexame internacional de o Brasil ter sua "Presidenta" processada nos EUA, com alto risco de ser condenada a pagar multas milionárias. Nos States, o "Big Petroleum" (vulgo Petrolão) corre em sigilo judicial. Moralmente, o segundo mandato já termina sem sequer começar. E não adianta Dilma dar beijinho no ombro do Barack Obama - porque ele nada tem a ver com o rolo...
Processar grandes empresas rende muita grana nos EUA, inclusive com premiações para juízes e promotores. As recompensas previstas na legislação norte-americana para quem faz "colaboração premiada" para desvendar crimes econômicos variam de 10% a 30% do valor do suborno ou de superfaturamento. Várias companhias ligadas à indústria do petróleo já foram condenadas pela lei anti-corrupção nos EUAAs multas impostas pelas condenações foram pesadíssimas. A Security and Exchange Comission, xerife do mercado de capitais, não perdoa. A recordista foi a Panalpina (que subornou autoridades na Nigéria, Angola, Brasil, Rússia e Cazaquistão, sendo obrigada a pagar a megamulta de US$ 81,9 milhões.
Nos rigorosos tribunais dos EUA, sobretudo os de Nova York, com a mão pesada da SEC, já dançaram várias empresas de grande porte, pagando multas milionárias. Pride International (US$ 56,1 milhões), Royal Dutch Shell (US$ 48,1 milhões), Transocean (US$ 20,6 milhões), Noble Corporation (US$ 8,1 milhões), Tidewater (US$ 7,5 milhões), GlobalSantaFe (US$ 5,8 milhões). As pesadíssimas multas também doem no bolso dos dirigentes empresariais envolvidos nos escândalos. Eis o grande risco que correm a Petrobras, seus diretores e conselheiros (de administração e fiscal), graças às várias denúncias, com provas, do Petrolão. Como o Tio Sam odeia pizza, a parada fica indigesta para os brasileiros.
Não era novidade que o governo dos EUA, através da NSA, não só espionou as falcatruas na Petrobras como também já investigava, formalmente, denúncias de corrupção na petrolífera brasileira. A novidade ruim para Dilma Rousseff foi que o Petrolão ganhou dimensão mundial ontem, graças a uma reportagem do Financial Times. O jornal britânico informou que uma ação criminal e outra civil apuram se "a Petrobras ou seus funcionários, intermediários ou prestadores de serviço violaram o Foreign Corrupt Practices Act, uma lei contra a corrupção que torna ilegal subornar funcionários estrangeiros para ganhar ou manter negócios".
A matéria do Financial Times deixou Dilma pt da vida porque destacou que "muitos dos supostos problemas ocorreram quando a presidente Dilma Rousseff foi chefe da empresa antes de tomar posse (como presidente da República) em 2011". Concretamente, Dilma já sabe que, independentemente de ser chefe de Estado, corre o risco de ser alvo de investigação e processo nos EUA.
O FT apavorou a petralhada: "O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a companhia que tem recibos de ações negociados em Nova York. Enquanto a Securities and Exchange Comission (SEC, órgão do governo norte-americano que regula o mercado de capitais) realiza uma investigação civil".

domingo, 9 de novembro de 2014

OS ESTADOS QUE SUSTENTAM O BRASIL

retweetou
A apropriaçao dos impostos pagos e a retribuiçao aos estados.

Ou param a corrupção ou paramos o Brasil

ATENÇÃO DIVULGUEM.......
 
DO CARANOVANOCONGRESSO

Ao contrário dos manifestantes de 2011, os indignados que voltarão às ruas em 15 de novembro sabem quem são e o que querem

Por Augusto Nunes
Em novembro de 2011, ilustrado por um mapa do Brasil com informações sobre o horário, o local e o acesso aos organizadores das passeatas programadas para 40 cidades, um post assinado pela jornalista Fernanda Costa chamou a atenção dos leitores para os atos de protesto que ocorreriam no feriado de 15 de novembro de 2011. Passados três anos, o texto e o mapa voltaram a circular na internet, mas associados às manifestações de rua convocadas para o próximo dia 15. Nada a ver.
Ao abismo no calendário se somam as diferenças entre os dois movimentos. Os envolvidos nos protestos de 2011 nunca souberam direito quem eram e o que queriam. Como voltaria a acontecer em junho de 2013, os manifestantes sucumbiram à crise de identidade, à inexistência de objetivos claramente definidos, à falta de palavras-de-ordem que evitassem a dispersão. Dessas carências não padecem os indignados de 2014 que mostraram sua cara na Avenida Paulista no primeiro dia deste novembro. Esses sabem perfeitamente quem são e o que querem, como se verá em outro post.
Antecipo o esclarecimento para desfazer equívocos e, sobretudo, para colocar a coluna à disposição dos organizadores ou participantes das manifestações marcadas para 15 de novembro. Sejam bem-vindos às ruas os incontáveis inconformados, saúdam os integrantes da resistência democrática. O Brasil decente enfim se dispôs a travar a luta sem tréguas contra a seita lulopetista — no terreno e com as armas que os adversários escolherem. A desfaçatez dos incapazes capazes de tudo foi longe demais.
Os corruptos a serviço do governo estão por toda parte, e financiam com roubos bilionários a conspiração contra o Estado Democrático de Direito. Os farsantes no poder acham que os fins justificam os meios e se julgam condenados à perpétua impunidade. O sossego dos cínicos acabou. Mais de 51 milhões de eleitores advertiram em 26 de outubro que todos são iguais perante a lei. Lula e Dilma não são mais iguais que os outros, avisaram os participantes do ato de protesto na Avenida Paulista.
Em coro, multidões continuarão a exigir o esclarecimento da roubalheira na Petrobras (e de todos os escândalos), cobrar a punição dos envolvidos e repetir que Dilma e Lula sabiam de tudo. A oposição está na ofensiva. E o PT não mete medo em mais ninguém.
09/11/2014- DO R.DEMOCRATICA

‘Juiz deve desculpas à magistratura’, diz agente de trânsito

09 novembro 2014 | 05:00

Em outubro, Luciana Tamburini foi condenada a indenizar em R$ 5 mil juiz barrado na Lei Seca

Por Julia Affonso
Era madrugada de 12 de fevereiro de 2011, na Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro, quando uma caminhonete preta foi parada na Operação Lei Seca. A agente de trânsito Luciana Tamburini não tinha visto o carro ser abordado. Ela participava de mais uma blitz rotineira em três anos. De dentro da barraca, ela viu um reboquista entrar no local dizendo a ela que precisava levar um carro, mas o dono não deixava. O proprietário do veículo era João Carlos de Souza Correa, juiz de Direito.
O carro não tinha placas e documentos e o juiz estava sem a carteira de motorista. Segundo ela, o magistrado achou que ela estivesse sendo abusada na abordagem e disse que ela deveria ser levada para a delegacia. Neste momento, a agente conta que disse: “Ele quer, mas não é Deus.” Nesta semana, a frase foi repetida milhares de vezes nas redes sociais e virou hashtag no Twitter: #juiznaoedeus.
Luciana Tamburini. Foto: Fábio Motta/Estadão
Luciana Tamburini. Foto: Fábio Motta/Estadão
A confusão saiu da barraca da Lei Seca e terminou na delegacia. Dias depois, segundo Luciana, o juiz foi ao Detran e entrou com uma representação interna contra ela. Sentindo-se injustiçada, ela recorreu à Justiça comum e o processou por danos morais. Mais de dois anos depois, ela perdeu a ação e foi condenada a pagar R$ 10 mil a ele. Luciana recorreu e perdeu mais uma vez. No último dia 22 de outubro, o desembargador José Carlos Paes, relator do caso no Tribunal de Justiça do Rio, decidiu que ela deveria pagar R$ 5 mil ao juiz.
Indignados com a decisão judicial, internautas criaram uma vaquinha online para arrecadar o valor da indenização da agente, que recebe cerca de R$ 3.7 mil mensais de salário. Em quatro dias, a quantia passou de R$ 20 mil. Luciana vai recorrer da decisão. Se ganhar, promete doar a quantia toda para uma instituição de caridade. O juiz não quis se pronunciar sobre o caso.
Luciana falou. A gaúcha de nascimento e carioca de coração contou o que se passou naquela noite e o que espera do caso daqui para a frente. Ex-atleta de tênis, ela passou 5 anos morando nos EUA, onde se formou em Economia. Voltou ao Brasil e revalidou o diploma estudando Administração. Depois do episódio na blitz da Lei Seca, a agente passou a trabalhar internamente. Hoje, está licenciada do Detran e aguarda ser chamada em um concurso para escrivã da Polícia Federal.
Carro do juiz sendo lacrado na blitz da Lei Seca, em fevereiro de 2011. Foto: Arquivo Pessoal
Carro do juiz sendo lacrado na blitz da Lei Seca, em fevereiro de 2011. Foto: Arquivo Pessoal
ESTADÃO: O que aconteceu naquela noite?
LUCIANA TAMBURINI: Quando eu cheguei para conversar, ele já tinha dito que era juiz, mas não tinha se identificado para mim. Eu disse: ‘Senhor, o seu carro vai ser removido, porque está sem registro’. Ele falou que não sabia da existência dessa lei. Eu expliquei que ninguém pode alegar desconhecimento da lei para se beneficiar dela. A lei existe e eu vou ter que aplicar. Nesse momento, ele afirmou que eu estava sendo abusada. Eu disse que não. Ele perguntou se eu não achava a lei abusiva. Eu disse que eu não era legisladora.
ESTADÃO: Para onde você foi?
LUCIANA TAMBURINI: O coordenador falou comigo que aquilo estava gerando muita confusão e pediu para a gente resolver tudo na delegacia. Fiquei lá até as 10h. Saí e fui direto para casa. Estava extremamente cansada, física e emocionalmente. Tomei um banho, desliguei o celular e tentei dormir. Recebi um telefonema do Detran e do meu chefe pedindo para enviar um relatório sobre o ocorrido na operação da noite anterior.
ESTADÃO: De quem você recebeu solidariedade nos primeiros dias?
LUCIANA TAMBURINI: Minha família sempre esteve do meu lado, assim como os colegas de trabalho. Recebi ligações da minha chefia, do coordenador da operação Lei Seca, que me ajudou muito e inclusive foi me encontrar na delegacia. Ouvi de outras pessoas que deveria ter liberado o magistrado para evitar maiores problemas. Comentários que entristecem, uma vez que muitas das vezes deixamos de buscar os nossos direitos por medo e descrédito no Judiciário.
ESTADÃO: O que muda na sua vida depois desse episódio?
LUCIANA TAMBURINI: Sempre procurei agir correta e dignamente, mas com certeza cresce o sentimento de injustiça, de insatisfação pelo que estamos vivenciando atualmente no Brasil. Cresce a vontade de fazer a diferença, nem que seja dentro de casa, a vontade de ver o País mudar, evoluir. Acho que cresce a necessidade de ver o nosso Pais democrático sendo governado por pessoas honestas e idôneas.
ESTADÃO: Seu caso pode influenciar as pessoas a fazerem a coisa certa?
LUCIANA TAMBURINI: Com certeza. A mudança é essencial e necessária. Essa comoção social só demonstra isso. Todo querem ver um Brasil melhor, diferente, justo. A população é carente de informação. Com as redes sociais, a mídia, hoje temos muito mais recursos e informações. Sabemos que temos direitos e deveres perante a sociedade. Não temos mais medo.
ESTADÃO: Depois da repercussão desses dias, quem ligou se solidarizando? O juiz entrou em contato?
LUCIANA TAMBURINI: Várias pessoas ligaram apoiando, desde amigos, colegas de trabalho, parentes, desconhecidos, imprensa. O apoio está vindo de todas as partes.
ESTADÃO: Gostaria que ele pedisse desculpas a você?
LUCIANA TAMBURINI: Acho que ele deve desculpas à magistratura em geral, porque atitudes como a dele mancham a classe. - DO ESTADÃO

sábado, 8 de novembro de 2014

"Carta ao Leitor: Nossa vitória nas eleições"

Veja On-line deu um salto de audiência na campanha eleitoral. O fenômeno foi motivado pela cobertura imediata, inteligente e intensiva dos fatos pelos jornalistas do site, por sua análise pelos convidados de TVEJA, a televisão de VEJA na internet, e pelo serviço Memória Cívica, que dá aos eleitores a possibilidade de fazer marcação individual sobre os deputados federais e senadores que elegeram.
Os repórteres do site fizeram a cobertura diária das três principais candidaturas e viajaram pelo Brasil para ão perder de vista os presidenciáveis e acompanhar as disputas estaduais. Veja On-line superou em outubro a marca de 21 milhões de unique visitors, medição de audiência que aponta o número de pessoas que nos visitaram pela internet. A opinião lúcida e decidida de nosso grupo de colunistas deu consciência e vigor à cobertura.
A audiência dos colunistas é medida por outro método, computando-se cada visita às páginas, mesmo que uma mesma pessoa volte ali diversas vezes. Reinaldo Azevedo, o mais influente colunista da Internet brasileira, teve 15 milhões de visitas em outubro, destacando-se em um time que tem Lauro Jardim, redator-chefe de Veja e editor do Radar on-line, que chegou a 7 milhões, Augusto Nunes, 5 milhões, e Ricardo Setti, 4 milhões.
O que torna esse fenômeno ainda mais significativo é o fato de que cada um dos colunistas atrai um público próprio, com uma sobreposição mínima. Juntos, eles oferecem um painel completo com notícias exclusivas, análises, críticas e a interação mediada das mensagens dos leitores.
Ancorada pela jornalista Joice Hasselmann, TVEJA nas Eleições teve uma grade fixa com entrevistas, comentários e debates, encerrando o período de eleições com 6,4 milhões de visitas, marca altamente significativa para uma área do site que fez sua estreia há pouco mais de dois meses.
Em 2015, Veja vai continuar inovando e surpreendendo seus leitores em sua versão digital na Internet, nos tablets e nos smartphones. Vale a pena acompanhar.
Fonte: "Veja On-Line" - DO DEMAIS

Falta ouvir Deus no caso do juiz Todo-Poderoso

Josias de Souza
Condenada a pagar indenização de R$ 5 mil ao juiz João Carlos de Souza Corrêa, a agente do Detran Luciana Silva Tamburini precisa recorrer ao STF. Há no processo um erro celestial. A sentença que manteve a condenação em segunda instância, no Tribunal de Justiça do Rio, anota: “Ao apregoar que o demandado era 'juiz, mas não Deus', a agente de trânsito zombou do cargo por ele ocupado, bem como do que a função representa na sociedade.''
Citado nominalmente, Deus tem de ser convidado a depor. Nada mais adequado que Ele fale perante o Supremo. Para esclarecer que não é o juiz João Carlos de Souza Corrêa e para que não fique nenhuma dúvida quanto ao seu envolvimento no caso. Tem uma reputação a zelar. E não pode permitir que um juiz se passe por Deus para alegar que está acima da lei e não deve nada a ninguém, muito menos explicações.
O STF não costuma realizar oitivas. No caso do mensalão, por exemplo, Joaquim Barbosa delegou a tarefa a juízes de primeiro grau. Mas nenhum dos 11 ministos da Suprema Corte haverá de se opor ao depoimento do Todo-Poderoso. Que, obviamente, seria dispensado de prestar juramento. “Neste plenário pode haver pecadores, mas não tenho notícia da existência de ateus entre nós”, diria o Ricardo Lewandowiski. “Ninguém duvidará da Sua celestial palavra.”
Antes de começar o interrogatório sobre o caso de trânsito, Gilmar Mendes pediria a palavra para esclarecer a grande dúvida nacional: “É verdade que o Lula não sabia das coisas que o Dirceu e sua turma faziam sob suas barbas?” E Deus, conservando o mistério: “Eu existo, mas não sou full time. Estou em toda parte, mas terceirizei a política ao demônio. Sugiro que intimem o Tinhoso.”
Lewandowiski pediria aos seus pares que se ativessem à pauta. Sobre a blitz do Rio, Deus reiteraria: “Embora seja onipresente, já não tenho tempo de estar em toda parte. Se tivesse uma brecha na agenda, não dirigiria sem carteira. Se dirigisse, não ousaria sair às ruas num carro sem placa. Se ousasse, não invocaria minha condição de Juiz Supremo do Universo para constranger uma agente de trânsito cumpridora dos seus deveres. Se invocasse, ficaria envergonhado quando a agente retrucasse: ‘Você é Deus, mas não está acima da lei’.”
Um dos ministros perguntaria ao Depoente: “Tendo tantos afazeres mais relevantes —do conflito entre os palestinos e judeus à conversão da Dilma em ex-Dilma— por que desperdiçou seu precioso tempo depondo como testemunha num reles litígio de trânsito?'' Cofiando sua imensa barba nevada, Deus responderia: “Se Eu permitisse a propagação da tese segundo a qual, nesse mundo desgraçado, uma agente de trânsito cumpridora das leis pode ser atropelada pela arrogância de um juiz, Deus não mereceria existir.”