sexta-feira, 5 de setembro de 2014

SÓ OS IDIOTAS E EMBUSTEIROS VOTAM NA DILMA OU NA MARINA SILVA. EU VOTO NO AÉCIO NEVES!

O jogo está para ser jogado, um jogo que pode definir as próximas décadas para o Brasil. É um momento muito especial, dramático mesmo, e está nas mãos dos eleitores. Há dois caminhos a seguir: a democracia com segurança que todos os homens e mulheres de bem desejam ou a falsa democracia encenada por duas versões do PT: a do já conhecido partido do mensalão, da roubalheira, dos escândalos, da incompetêcia, da mentira, da ameaça, dos quebra-quebras, da anarquia, da infação e da insegurança pública ou a versão mistificadora de um bando de oportunistas do mesmo naipe que são unha e carne, que pretendem alcançar os mesmos objetivos fundamentados na deletéria ideologia do neocomunismo do século XXI, também conhecido como regime bolivariano, sim aquele mesmo regime que faz o povo venezuelano sangrar e passar boa parte do dia à procura de alimentos em filas quilométricas do supermercados.
Trata-se, portanto, não apenas de um escolha de determinada pessoa para governar o Brasil. Nestas eleição os brasileiros estarão fazendo uma opção de futuro: a garantia da liberdade e a segurança ou a anarquia estimulada tendo em vista a consecução de um projeto que objetiva a perpétua permanência de um bando de vigaristas e psicopatas no poder. Essa gente pretende a implantação de um ditadura consentida pelo voto. Assim já aconteceu na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia, na Nicarágua.  Em Cuba já faz mais de meio século que seu povo vive sob o tacão de uma ditatadura assassina. O Brasil agora é a bola da vez, a menos que os brasileiros repudiem esses tarados ideológicos liderados pelo PT e Marina Silva.
Os candidatos presidenciais estão postos. Dilma e seus sequazes todos conhecem, pois faz parte do partido do mensalão, das maracutais, dos escândalos, das roubalheiras, das mentiras e do plano diabólico golpista bolivariano,
Marina Silva, é uma incógnita perigosa, pois sua biografia mostra que é uma versão do PT. Foi ministra de Lula, nasceu politicamente dentro do PT da qual é fundadora e dele vem se nutrindo até hoje, embora tente colar a impressão de que é independente. Já passou pelo Partido Verde que não lhe foi conveniente dentro de seu egoísmo político. Marina Silva é uma autoritária e, além disso, é uma embusteira que passa a impressão de santidade. Não difere um milímetro da turma do PT, aliás, são seu amigos e ja disse que convidará Lula para ser conselheiro de seu eventual governo. Sem falar no fato de que a exemplo da suposta 'gerentona', nunca administrou sequer um garapeira.
A alternantiva correta para todos os homens e mulheres de bem e que prezam a a liberdade e a segurança é óbvia: Aécio Neves, que dispensa apresentações. Todos o conhecem. Aécio Neves não pretende impor mirabolantes projetos bolivarianos do Foro de São Paulo, não pretende promover agitação política com a enigmática "democracia de alta intensidade" proposta pela Marina black bloc, nem tem medo de propor um programa que prevê, sobretudo, a segurança pública e o fim da anarquia, a par do fato de que possui experiência política e administrativa. Não é, portanto, a caixinha de surpresas que representa a suposta rainha da floresta Marina Silva, nem tampouco esconde projeto golpista de Constituinte para a rasgar a Constituição e impor um regime comunista, como planeja o PT com o famigerado decreto 8.243, que cria os 'sovietes' e que também é apoiado pela Marina Silva.
Como já afirmei aqui no blog, em todas as eleições em qualquer lugar do mundo os leitores responsáveis que desejam a garantia da paz social e da segurança, votam no menos pior, ou seja, naquele que pelo menos tem ao longo de sua vida tem uma prática política verdadeiramente democrática. Até porque humanos não são semideuses. Uma eleição é um exercício de racionalidade.
Só mesmo os estúpidos, idiotas ou oportunistas inescrupulosos podem trocar Aécio Neves pelo PT mensaleiro do Lula e da Dilma ou pela embusteira Marina Silva que, a rigor, nem partido tem. Está apenas momentaneamente hospedada no PSB, que é um dos partidos fundadores do Foro de São Paulo, a organização esquerdista fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, que deseja fazer do Brasil uma extensão de Cuba. Aliás, isso já começou com a importação de médicos cubanos, ou melhor, curandeiros.
E ainda desejo fazer aqui e agora uma advertência. Os que acreditam que o Brasil é melhor nas mãos do PT ou da Marina Silva ecochata, saiam da minha frente. Não ousem sequer lançar o olhar em minha direção, muito menos vir falar comigo. Não falo com vermes.
Quem me conhece sabe muito bem quem sou. Nunca omiti minha preferência política. Meu voto sempre foi público. Escrevo e assino embaixo. Eu tenho lado, o lado da democracia e da segurança, da alternância do poder e da liberdade. Jamais, como jornalista, me esconderei atrás de uma suposta isenção e imparcialidade que, aliás tipifica os covardes, aproveitadores e mentirosos de todos os gêneros.
Por mais defeitos que Aécio Neves possa ter, possui uma virtude fundamental: não é comunista, não é ecochato e não pretende impor nenhum plano bolivariano para o Brasil; não faz parte de nenhum projeto político para se eternizar no poder.
Finalmente, se no segundo turno por azar disputarem a Dilma e a Marina, anulo o voto para presidente da República pela primeira vez em toda a minha vida.
DO A.AMORIM

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Aécio Neves - UM NOVO BRASIL PRA GENTE!


Na paisagem eleitoral, falta o porta-voz dos indignados com os fora da lei no poder

Dilma Rousseff perde o sono em dia de pesquisa e perde o controle dos nervosos em noite de debate. É compreensível que se apavore ao imaginar-se conversando com um jornalista independente. Ao escapar do encontro com o excelente William Waack, a fugitiva do Jornal da Globo poupou o cérebro baldio do colapso que seria inevitavelmente consumado pelas perguntas que aguardavam a entrevistada. Confiram:
1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?
2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?
3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?
4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?
5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de quinze anos. Por quê?
6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?
O que há com Aécio Neves que até agora não formulou nenhuma dessas perguntas ─ claras, concisas e contundentes ─ em debates na TV ou no horário eleitoral? O que espera o terceiro colocado nas pesquisas (e em quda) para acrescentar à sequência de interrogações dezenas de outras amparadas no colosso de casos de polícia protagonizados pelo governo em decomposição? Por que não força a candidata à reeleição a afundar agarrada a respostas bisonhas e álibis mambembes? Para continuar sonhando com o segundo turno, Aécio deve gastar muito mais chumbo com a presidente sem rumo do que com Marina.  É Dilma a concorrente a ser batida.
A onda cavalgada por Marina parece exibir força e fôlego suficientes para alcançar a praia do Planalto. É na onda antipetista, de dimensões igualmente impressionantes, que Aécio Neves talvez consiga surfar. Aí reside a chance derradeira. O PT está cada vez mais grisalho e enrugado. Sumiu o Lula que instalava postes em qualquer gabinete. Quase todos os companheiros candidatos a governador estão mal no retrato. Alguns resfolegam na zona do rebaixamento. Em São Paulo, por exemplo, Alexandre Padilha, produzido e dirigido pelo chefe supremo, nem chegou aos dois dígitos.
Até agora, os milhões de indignados com os fora da lei no poder não têm porta-voz na temporada de caça ao voto. Nenhum candidato à Presidência ou a governos estaduais traduz o que vai pela mente e pela alma dos  humilhados e ofendidos por 12 anos de corrupção, descaramento, cinismo, inépcia, parcerias obscenas, cafajestagem, arrogância, agressões à liberdade e ao Estado Democrático de Direito, fora o resto.
Na paisagem eleitoral, falta o candidato da indignação. Talvez haja tempo para que Aécio Neves se transforme no que desde sempre deveria ter sido e não foi.
DO A.NUNES

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Programa de Marina plagiou Fernando Henrique

 Josias de Souza-UOL
A evangélica Marina Silva talvez devesse considerar a hipótese de incluir no seu staff alguém capaz de receber o caboclo tranca-ruas dos programas de governo. Há urucubaca demais na peça divulgada na última sexta-feira pela candidata. Três tópicos sofreram ajustes ou sumiram do texto menos de 24 horas –“casamento” gay, criminalização da homofobia e uso da energia nuclear. Decorridos mais quatro dias, descobriu-se outra macumba.
No capítulo dos Direitos Humanos, o programa de Marina empilha dez tópicos. Quatro não são originais. Foram copiados, palavra por palavra, do Plano Nacional de Direitos Humanos baixado por Fernando Henrique Cardoso em 2002, último ano dos seus dois mandatos (compare nos documentos colados lá no rodapé).
Marina sabia? Não sabia? Por que diabos sua equipe plagiou o documento alheio? Se gostavam tanto do trecho, por que não citar o autor? Aécio Neves tirou uma casquinha: “É só mais uma sinalização do improviso que ronda essa candidatura.” Como peça inaugural de uma candidata que se vende como nova, um projeto engordadado pelo plágio se parece mais com pão dormido do que com nova política.



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Carta aberta para a "Presidenta" via @marisascruz


Excelentíssima Sra. Presidente da República Dilma Rousseff,

Permita-me a apresentação: na minha opinião, eu sou um medico; na tua, um “trabalhador da saúde”.
Na minha opinião, medicina é cuidar de pessoas doentes, na tua é fazer “transformação social”.
Eu penso em salvar vidas, a senhora pensa em ganhar votos. Como podemos ver, a senhora e eu, não temos muito em comum à primeira vista, mas existem na minha vida alguns fatos que a senhora desconhece. Assim como a senhora, eu já fui marxista – e dos fanáticos!
Brigava com colegas da faculdade no final dos 80 e início dos anos 90 para ver seu projeto de poder realizado. Caminhei ao lado daquele seu amigo que gosta de uma cachacinha e costuma ser fotografado com livros de cabeça para baixo. Conversei pessoalmente com o “poeta do sêmen derramado” que agora governa o Rio Grande do Sul.
Não tinha ideia correta daquilo que havia acontecido no Brasil entre 1964 e 1985. Imaginava, como a senhora quer fazer parecer até hoje, que tudo estava indo bem até que militares malvados que não tinham nada para fazer decidiram, com ajuda dos americanos, derrubar o governo brasileiro.
Eu só me dei conta, presidente, de quem Lula, a senhora e seu partido-religião representavam quando comecei a trabalhar com a gente de vocês aqui em Porto Alegre a partir de 98.
Duvido que eu estivesse mal-preparado, sabe? Eu já tinha feito 6 anos de faculdade, um ano de residência em pediatria, um de medicina interna e dois de cardiologia.
Gostaria que a senhora visse em que lugar seus “cumpanheros” aqui dos pampas me colocaram para trabalhar... Imagino a senhora doente naquelas condições de segurança, higiene, espaço e administração que a ralé do PT do Rio Grande do Sul nos ofereceu.
A senhora tem ideia de como deve se sentir um médico ao ter seu estágio probatório avaliado por técnicos de enfermagem?
A senhora sabe o que é receber, depois de tudo que se estudou na vida, ordens de enfermeiras, presidente? Em nome de quê?
Em nome de um delírio chamado “democratização da gestão”? Em nome de um absurdo chamado “controle social”?
A senhora tem alguma noção de quantas pessoas eu vi morrerem depois que esse seu partido de assassinos e mensaleiros terminaram com o resto da rede hospitalar brasileira “aparelhando” a gestão dela com uma legião de analfabetos, recalcados, alcoólatras e incompetentes, que por oferecer uma parte de seu salário ao PT, passaram a dar ordens a homens e mulheres com capacidade de salvar vidas?
Mas por favor, não fique ofendida comigo, presidente, de certa forma essa carta é um agradecimento, sabe? Formado há quase 20 anos, eu nunca havia visto os médicos brasileiros tão unidos quanto agora. É mais um mérito seu e desse seu partido: promover a maior humilhação que os médicos de um país sofreram até hoje!
A senhora não tem vergonha de apelar para uma ditadura bananeira, um país que mata, tortura, prende e vigia seus próprios cidadãos, para fornecer médicos para o SEU próprio povo? A senhora é brasileira, ou não, presidente Dilma? Se não tem vergonha da medicina do seu país, tenha pelo menos do seu povo!
A senhora nasceu aqui e a primeira pessoa que lhe viu foi provavelmente um médico do Brasil. Provavelmente vai ser algum colega, intensivista como sou hoje, quem vai estar ao seu lado no último momento e mesmo assim a senhora quer chamar médicos cubanos para enganar nossa gente pobre e doente a ponto de garantir sua reeleição? Quem lhe deu esse conselho, presidente Dilma? Identifique por favor, um por um, os médicos que lhe cercam e sugeriram semelhante idéia! A senhora e eu já conhecemos alguns, não é? Vamos apresentar os demais ao Conselho Federal de Medicina, ou não?
Presidente Dilma, até bandidos e prostitutas se ofendem quando tem seu território e ganha pão ameaçados. Nós somos médicos, nós salvamos vidas e não vamos permitir que uma profissão cuja origem se perde no tempo seja levada ao fundo do poço por um partido como o da senhora com o argumento de que estamos sendo corporativistas e o Brasil está sem médicos.
Deus lhe proteja na batalha que vai enfrentar conosco, presidente. Se a senhora for ferida vai precisar ser atendida por um médico – e eu duvido muito que ele fale português.
Porto Alegre
Milton Simon Pires
é médico (CREMERS 20958)
DO HORACIOCB

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O raquitismo da economia é o legado dos farsantes que se afogaram na marolinha

Haja cinismo
Por Augusto Nunes
“Forçada a enfrentar a crise, Dilma imita Lula e a procissão de bravatas recomeça”, resumiu o título do post publicado em março de 2012. O texto tratou de mais um surto de soberba da doutora em nada que se imagina especialista em tudo: caprichando na pose de quem concluiu aquele curso de doutorado na Unicamp que nem começou, Dilma Rousseff resolveu dar conselhos a países europeus castigados pela crise de dimensões planetárias.
Conseguiu apenas ampliar o acervo de cretinices acumulado desde 2008, quando Lula abriu o cortejo de falácias, fantasias, mentiras e falatórios sem pé nem cabeça produzidos pelos fundadores da Era da Mediocridade.
Nesta quinta-feira, o país (ainda) conduzido por farsantes soube que encalhou no atoleiro. Depois de encolher 0,2% no primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto diminuiu mais 0,6% de abril a junho. Confrontados com a esqualidez do pibinho, os tripulantes da nau dos insensatos trataram de caçar justificativas para o fiasco histórico. Dilma desconfiou que não bastaria dar outro pito no vilão de sempre — a crise internacional que seu padrinho jurou ter derrotado. E então incluiu entre os culpados pela “recessão técnica”a Copa dos 7 a 1.
“Por causa da Copa do Mundo, tivemos a maior quantidade de feriados na história do Brasil, nos últimos anos, nesse trimestre”, fantasiou a presidente que, convencida de que a vadiagem coletiva melhora o trânsito, decretou a maior quantidade da história do Brasil. A Copa das Copas começou a semana na relação das proezas federais que aceleraram o crescimento econômico. Terminou-a acusada pela presidente de ter acentuado o raquitismo do pibinho. Haja cinismo.
A explicação é tão veraz quanto o palavrório costurado por Lula em 27 de março de 2008, quando a crise nascida nos Estados Unidos já contaminara vários países. “Um dia acordei invocado e liguei para o Bush”, gabou-se o então presidente. “Eu disse: ‘Bush, meu filho, resolve o problema da crise, porque não vou deixar que ela atravesse o Atlântico’”. Como Lula só fala português, Bush decerto não entendeu o que ordenara o colega monoglota. E a crise navegou sem sobressaltos até desembarcar nas praias do Brasil.
O presidente invocado voltou ao tema só depois de seis meses ─ para comunicar que livrara o país do perigo. “Que crise? Pergunte ao Bush”, recomendou em 17 de setembro. “O Brasil vive um momento mágico”, emendou no dia 21. No dia 22, pareceu mais cauteloso: “Até agora, graças a Deus, a crise americana não atravessou o Atlântico”, ressalvou. Uma semana depois, a ficha enfim começou a cair. “O Brasil, se tiver que passar por um aperto, será muito pequeno”, disse em 29 de setembro.
A rendição pareceu iminente no dia 30: “A crise é tão séria e profunda que nem sabemos o tamanho. Talvez seja a maior na História mundial”. Em 4 de outubro, o otimista delirante voltou ao palco para erguer com poucas palavras o monumento à megalomania: “Lá nos Estados Unidos, a crise é um tsunami. Aqui, se chegar, vai ser uma marolinha, que não dá nem para esquiar”. No dia 8, conseguiu finalmente enxergar o tamanho do buraco.
A anemia dos índices registrados de lá para cá mostrou o que acontece a um país governado por quem se nega a ver as coisas como as coisas são, e enfrenta com bazófias e bravatas complicações econômicas de dimensões globais. Essa espécie de monstro é impiedosa com populistas falastrões. Mas o bando de reincidentes não tem cura: três anos depois, a estratégia inaugurada pelo Exterminador do Plural começou a ser reprisada em dilmês. Se Lula acordava invocado com George Bush, Dilma passou a perder a paciência com uma entidade que batizou de “tsunami monetário”.
Em março de 2012, numa discurseira de espantar napoleão de hospício, a presidente atribuiu a paternidade da criatura a “países desenvolvidos que não usam políticas fiscais de ampliação da capacidade de investimento para retomar e sair da crise que estão metidos e que usam, então, despejam, literalmente, despejam quatro trilhões e setecentos bilhões de dólares no mundo ao ampliar de forma muito… é importante que a gente perceba isso, muito adversa, perversa para o resto dos países, principalmente aqueles em crescimento”.
Lula vivia recomendando aos americanos que se mirassem no exemplo do Brasil. Dilma se promoveu a conselheira da Europa. “Eu acho que uma coisa importante é que os países desenvolvidos não só façam políticas expansionistas monetárias, mas façam políticas de expansão do investimento”, ensinou em 5 de março de 2012. Concluiu a lição no dia seguinte: “Somos uma economia soberana. Tomaremos todas as medidas para nos proteger”.
Quatro anos depois de reduzido por Lula a marolinha, o tsunami foi desafiado por Dilma a duelar com o Brasil Maravilha. “Nós estamos 100% preparados, 200% preparados, 300% preparados para enfrentar a crise”, avisou. Como o padrinho em 2008, a afilhada despejou outro balaio de medidas de estímulo ao consumo.Ficou mais fácil comprar automóveis, os congestionamentos de trânsito ficaram maiores nos dois anos seguintes. E o governo acabou obrigado a decretar durante a Copa os feriados que, segundo a presidente, acentuaram o raquitismo do pibinho.
Lula jurava que o país do carnaval foi o último a entrar na crise e o primeiro a sair. Dilma vinha repetindo de meia em meia hora que o resto do mundo inveja o colosso tropical. Conversa de 171, prova o infográfico no blog Impávido Colosso. Pouquíssimas nações fazem companhia ao Brasil no pântano do crescimento zero. A saúde da economia nativa não será restabelecida tão cedo. E pode piorar até o fim do ano.
Já na eleição de outubro, contudo, deverão ser extirpados os tumores lulopetistas, em expansão há quase 12 anos. Se continuassem sem controle por mais quatro, o Brasil democrático deixaria de existir.

31/08/2014
DO RDEMOCRATICA

Aliados culpam Dilma por dificuldades eleitorais


Um cacique do pedaço do PMDB ainda leal ao governo diz que ficou muito fácil reconhecer em qualquer roda um político da coligação encabeçada por Dilma Rousseff. É o que estiver falando mal de Dilma, ele explica. As críticas aumentam na proporção direta da elevação do risco de derrota.
Por enquanto, o burburinho soa apenas atrás das portas. Na pior hipótese, Dilma terá tinta na caneta até 31 de dezembro, explica um membro do diretório nacional do PT. Mas, confirmando-se a derrota, petistas e aliados culparão Dilma quando puderem falar sobre 2014 sem medo de perder cargos, verbas e privilégios.
Levada no embrulho do desejo de mudança que as pesquisas farejam, Dilma é bombardeada até por seu estilo. Tornou-se mais difícil encontrar um apologista da presidente disposto a repetir a teoria da “firmeza” —aquela segundo a qual Dilma lida mal com questionamentos porque tem convicções sólidas.
No atacado, seus críticos a acusam de autossuficiência, teimosia e inépcia. Ela só chama os partidos que a apoiam para conversar na hora que o calo lhe aperta, afirma um senador governista. A conversa não flui, ele realça. O diálogo só é considerado bom quando ela obriga o interlocutor a calar a boca.
O senador resume: os empresários não confiam na Dilma, os políticos a detestam e os ministros têm medo dela. Quem desconfia não investe. Quem odeia não faz campanha. E quem teme só diz ‘sim senhora’! Como resultado, tem-se a combinação de PIB baixo com inflação alta, desânimo político e inação.
Curiosamente, os governistas isentam Lula de responsabilidade. Foi graças ao apoio dele que Dilma amanheceu um belo dia presidente. Mas os críticos da afilhada alegam que ela está em apuros porque fez ouvidos moucos para os pitacos do padrinho. Nessa versão, Lula engrossa, em privado, a sinfonia de críticas.
Confirmando-se o pior, Dilma será apresentada à adaptação de um velho axioma da política. Diz-se que a vitória tem muitos pais, mas a derrota é órfã. No caso de Dilma, o eventual insucesso virá acompanhado de uma subversão da máxima. Confirmando-se o pior —ou melhor, conforme o ponto de vista— Dilma será vista por seus pseudo-apoiadores como pai e mãe da própria derrota.
DO JDESOUZA-UOL

domingo, 31 de agosto de 2014

Aécio diz que Dilma já perdeu a eleição


TIAGO ROGERO - O ESTADO DE S. PAULO

Candidato tucano ao Planalto participou de jogo com artistas e políticos no centro de futebol do ex-jogador Zico, no Rio de Janeiro

Candidato do PSDB à presidência da República, o senador Aécio Neves afirmou no início da tarde deste domingo, 31, que já é certa a derrota de Dilma Rousseff (PT) na eleição. "O atual governo fracassou, essa é a questão central, e não vencerá as eleições o grupo que está hoje no poder", cravou o tucano, que voltou a criticar o programa de governo da adversária Marina Silva, do PSB. Segundo Aécio, que participou de jogo com artistas e políticos no centro de futebol do ex-jogador Zico na zona oeste do Rio de Janeiro, o PSB traz em seu programa temas defendidos historicamente pelo PSDB, e já criticados num passado recente por Marina e pela presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.
Depois de dizer que Dilma não vencerá, Aécio afirmou que das "duas alternativas competitivas que aí estão", uma é a do PSDB (a outra, a do PSB). "Apresentamos uma alternativa absolutamente coerente com nosso passado, com aquilo que pensamos lá atrás, e com o que queremos fazer pelo Brasil. E a população brasileira terá a oportunidade de avaliar entre essas propostas, até porque não há nada mais velho na política do que o discurso adaptado às circunstâncias do momento", disse, em referência às corriqueiras críticas que Marina Silva faz ao que tem chamado de "velha política".
Aécio Neves participou do "Futebol entre Amigos", promovido pelo ex-jogador Zico
Aécio rebateu as críticas do candidato a vice de Marina, Beto Albuquerque. Ontem à noite, em eventono Rio, Albuquerque afirmou que, para criticar o programa de Marina, Aécio deveria primeiro lançar o seu. "As diretrizes foram lançadas. Talvez o candidato Beto não esteja acompanhando de perto as discussões que fizemos ao longo dos últimos anos. Será lançado nos próximos dias, em data pré-estabelecida, mas não é pra se ofender", disse Aécio.
"Eu apenas encontrei no programa do PSB as defesas das mesmas posições que nós defendemos historicamente, no ponto de vista da macroeconomia, da transformação do Bolsa Família em um programa de estado, a meritocracia no setor público. Lamento apenas que, no momento em que implementamos essas medidas, nenhum deles estava ao nosso lado para ajudar", afirmou.
Participam do jogo, além de Zico e Aécio, os ex-atletas Bebeto (campeão mundial de futebol em 1994 e candidato à reeleição como deputado estadual no Rio) e Giovanni (ex-jogador de vôlei, candidato a deputado federal pelo PSDB em Minas Gerais) e artistas como o ator e cineasta Márcio Garcia. Aécio jogou com a camisa 45 no mesmo time de Zico, que vestiu a 10.
DO J.TOMAZ

MÍDIA INTERNACIONAL ANUNCIA:" O BRASIL QUEBROU!"

 A BBC E DEMAIS MÍDIAS EUROPEIAS E AMERICANAS ESTÃO DANDO EM MANCHETE GARRAFAIS:
 "O BRASIL ESTÁ EM RECESSÃO!"
"O BRASIL QUEBROU!!!", DEPOIS DE 12 ANOS DE MEGA ROUBALHEIRAS ,CRIMES DE LESA PÁTRIA CONTINUADOS E CORRUPÇÃO MAIS A INCOMPETENCIA CONGENITA DESTES PILANTRAS TRAVESTIDOS DE COMUNISTAS MARXISTA LENINISTAS , O PAÍS ESGOTOU-SE ,LITERALMENTE ESTA PARADO, QUEBRADO, INDUSTRIA,COMERCIO E O POVO 
____F-A-L-I-D-O-S____
QUEM ESTÁ AFIRMANDO É A MÍDIA INTERNACIONAL QUE REPRESENTA O MERCADO, OS INVESTIDORES,OS GRANDES BANQUEIROS E A DONA DO MUNDO, A NOVA ORDEM MUNDIAL.
ESTA AFIRMAÇÃO É A FORMA DE MANDAR UM RECADO PUBLICO PARA ESSA DUPLA DE DELINQUENTES QUE ELES FORAM DESPEJADOS...
DERAM PREJUIZOS ENORMES A MATRIX... VÃO AGORA SERVIR DE BODE EXPIATÓRIOS NA NOVA AGENDA DA ONU: "O COMBATE A CORRUPÇÃO",   VÃO VIRAR DE CABEÇA PARA BAIXO  O LULLA,LULLINHA,DILMAMULENGA E TODOS OS CORRUPTOS NÓTORIOS ASSOCIADOS.
VÃO SERVIR DE DISTRAÇÃO MÍDIATICA PARA GÁUDIO POPULAR ENQUANTO OS REMÉDIOS AMARGOS PARA REFAZER A ECONOMIA DO BRASIL FOREM APLICADOS...
TEM CHUMBO MUITO GROSSO  A SER DETONADO JÁ JÁ! O PMDB DA MADRE SUPERIORA JÁ MANDOU  ROMBOSO JUCÁ DEFECAR O PT...
AS RATAZANAS PETISTAS ESTÃO DESESPERADAS!

Brazil's economy falls into recession, latest figures show

Brazil has fallen into recession, just a month before the general election, latest figures show.
Economic output, GDP, fell by 0.6% in the three months to June, worse than analysts had predicted, and revised figures for the first quarter of the year also showed a fall of 0.2%.
A recession is usually defined as two consecutive quarters of contraction.
The news will be damaging for the government of President Dilma Rousseff.
According to the most recent poll, Ms Rousseff would lose to a rival candidate, environmentalist Marina Silva, if October's election went to a second round.
The World Cup, held in June and July, was not regarded as generally good for business, says the BBC's Wyre Davies in Rio de Janeiro.
"There were more days off for employees and many traditional tourists stayed away," he says.
"The problem is that, with elections due in early October, the economy is increasingly seen as President Dilma Rousseff's weak point." 

The data showed that civil construction, manufacturing and investment especially suffered during the second quarter.
'Worrying slowdown' "This recession shows the exhaustion of a growth model that has been centred on internal consumption," said Eduardo Velho, chief economist at investment firm INVX Global in Sao Paulo.
"It is a good picture of what the economy is suffering - a slowdown in industry, a fall in investment, rising inventories. The recovery from here will be slight," he continued, saying that deep reforms would be needed whoever wins the next election.
The second quarter figures prompted analysts to revise down expectations for full-year figures.
"With the sharp fall in investment, the potential GDP growth rate shows a significant and worrying slowdown in recent quarters," said Cristiano Oliveira, economist at Banco Fibra in Sao Paulo.
"That said, we now expect no growth in the Brazilian economy in 2014, despite moderate growth in the global economy."

line
Analysis: Katy Watson, business reporter, Sao Paulo A decade ago, Brazil was the darling of emerging economies. The country reaped the benefits of soaring commodity prices and government spending helped millions of poor Brazilians enter the middle class - the future looked bright.
But it's a very different picture now. Investor and consumer confidence has fallen, just like industrial output and retail sales are struggling too.
The World Cup may have taken people's minds off economic worries temporarily, but the issue is now top of the agenda. There is just over a month to go before the presidential elections and today's figures will be seen as an opportunity for candidates hoping to unseat President Dilma Rousseff.
They'll use the R-word to try to convince voters that their economic policies are a better alternative for the country's future.
DO ALARICOTROMBETA

Nos últimos quatro anos, SUS desativa nada menos que 13 mil leitos

Rio de Janeiro e Nordeste foram as regiões mais prejudicadas. O Ministério da Saúde tenta se justificar, mas especialistas consideram equivocada a decisão.

dilma e padilha Nos últimos quatro anos, SUS desativa nada menos que 13 mil leitos
Pesquisa recente encomendada pelo Conselho Federal de Medicina mostra que 87% dos usuários do Sistema Único de Saúde mostraram-se insatisfeitos com o serviço recebido do governo. Entre os vários motivos da insatisfação, pode-se apontar levantamento feito pelo mesmo conselho, baseado em dados do Ministério da Saúde, no qual descobre-se que o SUS desativou quase 13 mil leitos entre 2010 e 2014.
A psiquiatria, com 7.449 leitos a menos, foi a especialidade com maior queda. Na pediatria houve redução de 5.992; na obstetrícia, 3.431 e na cirurgia geral houve uma redução de 340 leitos. Em janeiro de 2010, o SUS tinha 361 mil leitos, em julho deste ano, caiu para 348.303.O Ministério da Saúde justificou a drástica redução de leitos psiquiátricos afirmando que a nova política não prioriza a hospitalização de pacientes com problemas do tipo, mas a psiquiatra Fátima Vasconcelos considera a decisão equivocada.Fátima diz que há ilhas de excelência em psiquiatria em hospitais universitários, mas a realidade do serviço público mostra que existe uma grande dificuldade de conseguir uma consulta. “Não existe esse ambulatório tão bem ajeitado que evite internações. É um viés ideológico. Achar que não existe doença psiquiátrica é uma insanidade”, disse Fátima.
Alguns estados, como Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Distrito Federal e Amapá, apresentaram aumento no número de leitos, mas as regiões Sudeste e Nordeste registraram grandes perdas.
No estado do Rio de Janeiro, 4.621 leitos foram desativados desde 2010. No Nordeste, a maior queda foi no Maranhão (-1.181). Entre as capitais, o Rio de Janeiro foi a que mais perdeu leitos na rede pública (-1.113), seguido por Fortaleza (-467) e Curitiba (-325).
Enquanto isso, em vez de tomar providência, a administração petista segue lançando projetos que não tem competência para finalizar. Até março deste ano, quase 50% das obras do PAC 2 direcionadas à melhoria da saúde não haviam saído do papel.
De acordo com levantamento inédito divulgado pelo Conselho Federal de Medicina, das 24.006 obras “tocadas” pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Nacional de Saúde por meio da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apenas 11% foram concluídas, o que equivale a 2.547 obras. (…) Das 21.519 restantes, apenas 9.509 encontram-se em execução. Cerca de metade (12.010) das obras de Saúde inscritas no PAC 2 ainda estão “no papel”. A maior parte (10.328) encontra-se em ação preparatória. Sete estão em fase de licitação e 1.675 de contratação.
Doze anos depois, o governo petista, em discursos de campanha, sempre que confrontados com o tema, faz vista grossa para o tema e minimiza a culpa, dividindo a responsabilidade com estados e municípios. De resto, aproveita a deixa para defender o polêmico Mais Médicos, por mais que o programa, mesmo que nada de polêmico trouxesse, busque resolver apenas um dos problemas enfrentados pela saúde no Brasil: o da falta de médicos longe dos grandes centros. Fato é que, três mandatos depois, a saúde pública caminhou muito timidamente sob os cuidados do PT. Pior ainda, chegou a regredir, como nesse sumiço de leitos. Não à toa, o principal ministro da saúde no período vem obtendo um resultado pífio nas pesquisas que apontam a intenção de voto para o governo do estado de São Paulo, cargo o qual almeja.
DO IMPLICANTE

Dilma joga o Brasil na recessão.

O artigo “Chegamos ao fundo do poço ou ainda há poço?”, assinado pelo excelente Rolf Kuntz no “Estadão traz a luz uma perspectiva realmente sombria para a economia brasileira nos tempos vindouros. Lendo-o, mesmo os leigos da economia haverão de temer pelo pior. Ao final de suas linhas, Kuntz lamenta: “Talvez o País tenha chegado ao fundo do poço. Talvez ainda haja alguma descida”. Mais que uma mera formulação retórica, a dúvida sobre a profundidade do poço tem fundamento: todos os indicadores da economia ( agora até mesmo os do trabalho e emprego, até então tidos como bons) estão em franca deterioração, com impacto sobre o consumo; preços administrados deverão sofrer reajustes; o déficit público já aponta para 4% do PIB e o superávit primário, mesmo com as criatividades da Fazenda, é insuficiente para honrar os juros da dívida pública; a inflação, ressuscitada e já no “teto da meta”, poderá chegar a 10% ou mais, já em 2015, impondo novas altas à taxa básica de juros Selic (já, hoje, a mais alta do mundo) e, ainda, o que só alguns poucos enxergam, tem a virtual alta dos juros de Tio Sam, já sinalizada pelo Fed para enxugar a liquidez nos EUA. Quando acontecer, o câmbio vai saltar para R$ 2,50 ou mais e os “swaps cambiais” do Banco Central não conseguirão segurar a cotação do dólar, que baterá asas daqui, fragilizando ainda mais nossas contas. Isso se nada pior acontecer lá fora... Grave é que a dna. Dilma, grande responsável por tudo isso, lidera a campanha eleitoral e uma certa líder messiânica, chefe de tribo ambientalista, hostil ao agronegócio, amiga do MST e simpática ao Decreto 8.243, poderá sucedê-la para ( quem sabe?) terminar o “trabalho”. Qual será a profundidade desse poço ??
DO MARIOFORTES

A elite vermelha está pronta pra se esverdear

A racialista elite lulista, tão embusteira ao demonizar a "elite branca", está prontinha para assumir tons verdolengos. Tudo para se manter no poder, mesmo com a ex-ministra Marina Silva, que saiu do partido e não tem partido, parasitando o PSB. Artigo de Guilherme Fiuza, no jornal O Globo:
Pela primeira vez em 12 anos, os companheiros avistam a possibilidade real de ter que largar o osso. Nem a obra-prima do mensalão às vésperas da eleição de 2006 chegara a ameaçar a hegemonia dos coitados sobre a elite branca. A um mês da votação, surgem as pesquisas indicando que o PT não é mais o favorito a continuar encastelado no Planalto. Desespero total. 
Pode-se imaginar o movimento fervilhante nas centrais de dossiês aloprados. Há de surgir na Wikipédia o passado tenebroso dos adversários de Dilma Rousseff. Logo descobriremos que foram eles que sumiram com Amarildo, que depenaram a Petrobras, que treinaram a seleção contra os alemães. É questão de vida ou morte: como se sabe, a elite vermelha terá sérias dificuldades de sobrevivência se tiver que trabalhar. Vão “fazer o diabo”, como disse a presidente, para ganhar a eleição e não perder a gerência da boca.
O Brasil acaba de assistir à queda de um avião sobre o castelo eleitoral do PT. Questionada sobre as investigações acerca da situação legal da aeronave que caiu, Dilma respondeu que não está “acompanhando isso”, e que o assunto não é do seu “profundo interesse”. Altamente coerente. Se a presidente e seu padrinho não “acompanharam” as tragédias no governo popular — mensalão, Rosemary e grande elenco — não haveria por que terem “profundo interesse” numa tragédia que veio de fora. Eles sempre fingiram que estava tudo bem e o povo acreditou, não há por que acusar o golpe agora. Avião? Que avião?
Melhor continuar arremessando gaivotas de papel, para distrair o público. Até o ministro decorativo da Fazenda foi chamado para atirar a sua. Guido Mantega, como Dilma e toda a tropa, é militante de Lula. O filho do Brasil ordena, eles disparam. Mantega já chegou a apresentar um gráfico amestrado relacionando o PAC com o PIB — um estelionato intelectual que o Brasil, como sempre, engoliu. Agora o homem forte (?) da economia companheira entra na campanha para dizer que Armínio Fraga desrespeitou as metas de inflação. Uma gaivota pornográfica.
Para encurtar a conversa, bastaria dizer que Armínio Fraga foi um dos homens que construíram aquilo que Mantega e seu bando há anos tentam destruir. Inclusive a meta de inflação. Armínio foi o comandante da etapa de consolidação do Plano Real — última coisa séria feita no Brasil — enfrentando o efeito devastador da crise da Rússia, que teria reduzido a economia nacional a pó se ela estivesse nas mãos de um desses bravateiros com estrelinha. Mantega e padrinhos associados devem a Armínio Fraga e aos realizadores do Plano Real a vida mansa que levaram nos últimos 12 anos. E deve ser mesmo angustiante desconfiar pela primeira vez que essa moleza vai acabar.
Se debate eleitoral tivesse alguma ligação com a realidade, bastaria convidar os companheiros a citar uma medida de sua autoria que tenha ajudado a estruturar a economia brasileira. Uma única. Mas não adianta, porque, como o eleitorado viaja na maionese, basta aos petistas dizer — como passaram a última década dizendo — que eles livraram o Brasil da inflação de Fernando Henrique. A própria Dilma foi eleita em 2010 com esse humor negro, e jamais caiu no ridículo por isso. Com a fraude devidamente avalizada pelo distinto público, Guido Mantega pode se comparar a Armínio Fraga e entrar em casa sem ter que esconder o rosto.
Em meio às propostas ornamentais, aliás, Armínio é o dado concreto da corrida presidencial até aqui. Nada de poesia, de “nova política”, de arautos da “mudança” — conceito tão específico quanto “felicidade”, que enche os olhos da Primavera Burra e dos depredadores do bem. Armínio não é terceira, quarta ou quinta via, nem a mediatriz mágica entre o passado e o futuro. É um economista testado e aprovado no front governamental, que não ficará no Ministério da Fazenda transformando panfleto em gaivota. 
O PSDB, como os outros partidos, adora vender contos de fadas. Mas seu candidato, Aécio Neves, resolveu anunciar previamente o seu principal ministro. Eis a sutil diferença entre o compromisso e a conversa fiada.
Marina Silva também é uma boa notícia. Só o fato de ser uma pessoa íntegra já oferece um contraponto valioso à picaretagem travestida de bondade. Nunca é tarde para o feminismo curar a ressaca dos últimos quatro anos. O que seria um governo Marina, porém, nem ela sabe. Se cumprir a promessa de Eduardo Campos e empurrar o PMDB S.A. para a oposição, que grande partido comporia a sua sustentação política? Olhe em volta e constate, com arrepios, a hipótese mais provável: ele mesmo, o PT — prontinho para a mudança, com frete e tudo.
Marina vem do PT e está no PSB, cujo ideário é de arrepiar o maior sonho cubano de José Dirceu. E tentar governar acima dos partidos foi o que Collor fez. Que forças, afinal, afiançariam as virtudes de Marina?
A elite vermelha está pronta para se esverdear.
DO GUILHERMEFIUZA-OGLOBO