sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Aécio responde a Dilma: governo gera insegurança nos agentes econômicos.

O candidato do PSDB Aécio Neves afirmou que o pessimismo generalizado no país decorre da insegurança provocada pela falta de clareza de Dilma em relação ao futuro. 
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou na tarde desta sexta-feira, 1º, que há um pessimismo no País decorrente da insegurança causada pela falta de clareza da presidente Dilma Rousseff em relação ao futuro. "O pessimismo não é algo patológico, como quer fazer um crer o governo. O cenário de pessimismo é consequência de una construção desse governo que gera insegurança em todos os agentes econômicos e na sociedade", afirmouA presidente, candidata do PT à reeleição, repete com frequência em suas declarações que é preciso combater o discurso "pessimista" propagado por setores que, segundo ela, tentam influenciar os rumos da eleição. A exemplo de Dilma, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse, em entrevista publicada nesta sexta pelo Estado, haver um "pessimismo artificial" e negou que o governo planeje um "tarifaço" em 2015, para compensar reajustes represados este ano."O governo mascara números, faz avaliações sempre confrontadas com a realidade e o ministro Mantega talvez seja o melhor exemplo disso", afirmou o tucano nesta tarde. Aécio cobrou posição clara da presidente Dilma Rousseff sobre o setor elétrico, relações internacionais, política de desonerações e papel do BNDES, entre outros temas. Acompanhado da filha mais velha, Gabriela, o candidato participou de gravações para o programa de TV em um hotel da zona sul do Rio.Na TV. Aécio disse ainda que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estará em seu programa "na hora que quiser". Segundo o tucano, os primeiros dias de programa na TV serão dedicados a mostrar a biografia, a família, a trajetória política e os principais pontos do programa de governo. Com o tempo, quando se tornar mais conhecido, as propostas ganharão mais espaço.O tucano pretende repetir a fórmula dos últimos programas do PSDB em que ele conversava com eleitores. "As pessoas têm que saber quem eu sou, minha família, minha vida pública. Saber o que fizemos e o que pretendemos fazer. Esse tripé virá já na largada, com pesos diferentes ao longo da campanha. O tom será muito coloquial", afirmou. (Estadão).DO ORLANDO TAMBOSI

Economista dinamarquês 'detona' o Brasil e indica melhor investimento para fugir do caos


Economista dinamarquês 'detona' o Brasil e indica melhor investimento para fugir do caos - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/3331054/economista-dinamarques-detona-brasil-indica-melhor-investimento-para-fugir-caos
Economista dinamarquês 'detona' o Brasil e indica melhor investimento para fugir do caos - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/3331054/economista-dinamarques-detona-brasil-indica-melhor-investimento-para-fugir-caos
Economista dinamarquês 'detona' o Brasil e indica melhor investimento para fugir do caos - InfoMoney
Veja mais em: http://www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/3331054/economista-dinamarques-detona-brasil-indica-melhor-investimento-para-fugir-caos
SÃO PAULO – O economista-chefe e CIO (Chief Investment Officer) do Saxo Bank na Dinamarca, Steen Jakobsen, afirmou que o Brasil vive uma das piores situações políticas possíveis e que o cenário macroeconômico do país está preocupante. “A situação macro do Brasil é a pior dos países que eu já visitei. E eu visito 35 países por ano”, disse durante o evento ‘Criando Sucesso Operando em Mercados Globais’, na última terça-feira (06).
Segundo ele, essa atual situação é culpa do governo Dilma, que resolveu adotar um modelo experimental que “é uma verdadeira festa” e, desde o começo, estava fadado ao fracasso. “O Brasil tem os políticos que merece, porque são vocês, brasileiros, que votam errado e colocam eles lá. A atual presidente, por exemplo, não sabe o que quer e está completamente perdida”, disse Jakobsen. “Além disso, o Banco Central também está perdido e os conflitos aumentam a cada dia. A falta de reformas e as decisões políticas fora do tom deixaram a situação insustentável”, completou.
Para o especialista, se as pessoas votarem certo, as coisas irão melhorar em 2015, mas 2014 será mais um ano difícil, afinal, o governo não irá conseguir segurar a inflação, que irá ultrapassar o teto da meta, e nem fazer o país crescer. “O PIB brasileiro crescerá menos que 1% em 2014”, afirmou. 
Só uma crise de verdade pode nos salvarSe a atual presidente não for reeleita, vai ser bom para a economia, mas, de acordo com Jakobsen, talvez uma vitória da Dilma seja até positivo, pois “o Brasil precisa de uma crise de verdade, com uma magnitude enorme, para ver se toma jeito. E com ela isso irá ocorrer”. “A ruptura irá ocorrer nas eleições e essa será a oportunidade de o país mudar”, disse.
No entanto, o especialista ainda ponderou que talvez nem essa seja a solução, afinal, segundo ele, apesar de a única forma de conseguir mudanças seja por meio do fracasso, “o Brasil é o campeão mundial em fracassos e ainda não mudou”.
Onde investir em meio ao caos?Assim, em meio a todo o caos que o Brasil está vivendo, com intensa volatilidade, crescimento baixo, inflação nas alturas e uma das maiores taxas de juros do mundo, é importante saber onde investir seu dinheiro, afinal, a aversão a risco tomou conta dos mercados brasileiros há muito tempo, visto que a bolsa de valores só anda de lado.
O economista-chefe indicou aos brasileiros, como melhor opção de investimento no momento, a renda fixa, em especial, os títulos públicos do Tesouro Direto. “O brasileiro precisa aproveitar essa taxa de juros altíssima, afinal, pelo menos para alguma coisa ela tem que servir. Por isso, os investidores devem entrar forte em renda fixa e, ao mesmo tempo, ficar bem longe do mercado de equities, afinal, na atual conjuntura ele está muito perigoso”, alertou. “Depois das eleições, se tudo der certo, os brasileiros podem voltar a pensar em bolsa de valores”, completou.
Copa do MundoPor fim, Jakobsen afirmou que sediar a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 foi a pior coisa que o Brasil poderia ter decidido (ou se proposto a) fazer. “O dinheiro que deveria estar indo para lugares extremamente carentes, está indo para coisas inúteis. O Brasil só estará pronto para receber uma Copa do Mundo em 20 ou 30 anos”, finalizou o dinamarquês.
DO INFOMONEY

Por 2º turno, Aécio lançará campanha contra o voto nulo

Campanha tucana avalia que as altas taxas de votos nulos e brancos nas pesquisas podem favorecer a reeleição da presidente Dilma Rousseff no primeiro turno

Aécio Neves, candidato do PSDB ao Planalto: campanha contra volo nulo
Aécio Neves, candidato do PSDB ao Planalto: campanha contra volo nulo (Ueslei Marcelino/Reuters/VEJA)
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), vai anunciar na semana que vem sua adesão ao movimento #VempraUrna, uma campanha oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O comando da candidatura do tucano avalia que as altas taxas de intenções de votos nulos e brancos nas pesquisas e as abstenções podem favorecer a reeleição da presidente Dilma Rousseff no primeiro turno.
Leia também:
Aécio admite ter usado aeroporto em Cláudio: 'Foi um equívoco'
Aécio defende simplificar sistema tributário e investimentos de 24% do PIB

Em um vídeo que será veiculado nas redes sociais de Aécio, o candidato vai comunicar seu apoio à campanha do TSE. Ao mesmo tempo, o PSDB passará a divulgar gravações produzidas pela equipe de marketing da candidatura tucana que fazem alusão à campanha oficial do tribunal. A peça partidária, porém, inclui a ideia de "mudança", jamais contemplada na publicidade oficial da Justiça Eleitoral. Em um dos vídeos, o jingle diz: "Vem pra urna pra fazer a diferença, que mudança não acontece com indiferença" e "vem, Brasil, que esse país é cheio de beleza, que a gente não merece ter tristeza".
O objetivo é tentar convencer o eleitor que está descrente da política. Conforme a mais recente pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial, 25% dos eleitores não têm candidato ou pretendem votar nulo ou em branco. Em julho de 2010, também a pouco mais de três meses das eleições, essa taxa era bem menor, de 19%, de acordo com levantamento do mesmo instituto.
Desconhecimento - Tucanos atribuem o fato ao desinteresse por eleição especialmente dos jovens entre 16 e 24 anos e à chamada taxa de desconhecimento dos presidenciáveis de oposição. Se houver uma redução das taxas de abstenção e de votos nulos e brancos, a campanha do PSDB acredita que Aécio e outros oposicionistas serão os beneficiados, reforçando a possibilidade de segundo turno na disputa presidencial. No cenário de um 2º turno entre Dilma e o tucano da mais recente pesquisa do Ibope, Aécio aparece com 33% das intenções de voto. A presidente tem 41%. No cenário do 1º turno, Dilma tem 38% contra 22% do tucano.
No material produzido pela equipe do presidenciável do PSDB não haverá nenhuma referência a candidatos ou a partidos políticos, dando um caráter suprapartidário. Aécio não vai aparecer nos materiais de divulgação e sua participação ficará restrita ao vídeo em que vai dizer publicamente que apoia a ação. Estão sendo produzidos videoclipes em ritmo de rock, samba, forró e xote. Além de jingle, cartoon, descanso de tela, template, panfletos e outros materiais gráficos, que serão distribuídos por militantes tucanos, entre blogueiros, nas redes do partido e para quem mais quiser ajudar a divulgar a ideia.
A abstenção é outro fator determinante para que o candidato concentre o esforço de seus marqueteiros nesta ação eleitoral. Em 1998, o índice foi de 21,5%. No pleito de 2002, foi de 17,7%. Em 2006 o número atingiu 16,7%. E em 2010 a taxa de faltosos voltou a crescer, atingindo 18,1%.
Rede social - Os vídeos não deverão ser veiculados no programa eleitoral gratuito de Aécio no rádio e na TV. A aposta é na divulgação por meio da página do Facebook da campanha. A página do candidato na rede social acaba de atingir 1 milhão de seguidores. O número foi comemorado pelo marketing do PSDB, mas internamente admite-se que a plataforma ainda está longe de obter protagonismo na campanha, pois o Brasil possui 142,8 milhões de eleitores, segundo o TSE.
(Com Estadão Conteúdo)

Produção industrial cai pelo 4º mês em junho e acumula baixa de 2,6% no ano 7

A produção industrial brasileira caiu pelo quarto mês seguido em junho, recuando 1,4% na comparação com maio e 6,9% em relação a junho do ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado no segundo trimestre, portanto, foi negativo em 5,4%. Nos seis primeiros meses do ano, a queda acumulada é de 2,6%.
A última vez que a produção caiu por quatro meses seguidos foi entre maio e agosto de 2010. Na comparação anual, a queda de 6,9% da produção é a mais intensa desde setembro de 2009 (quando tinha caído 7,4%).
Analistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam uma queda de 2,25% na produção de junho em relação a maio. Em relação a junho do ano passado, a projeção era negativa em 7,65%
Em maio, a produção industrial tinha caído 0,6% em relação a abril e 3,2% em comparação com maio do ano anterior. O índice também tinha recuado 0,3% em abril e 0,5% em março.

Previsão de queda no anoA Copa do Mundo contribuiu para a menor produção, segundo economistas, por causa dos feriados em algumas cidades em dias de jogos importantes.Além da Copa, fatores como inflação alta e câmbio valorizado também prejudicam a produção industrial, e deixam os empresários menos confiantes, de acordo com analistas ouvidos pela Reuters.A crise na indústria já custou cerca de 60 mil empregos em maio e junho, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.A expectativa de economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central é que a produção industrial encolha 1,15% neste ano. DO UOL

É para rir e...ter náuseas?

O Tribunal de Contas da União (TCU) responsabilizou 11 ex-diretores da Petrobras pelo prejuízo na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Mas a presidenta do Conselho (a ex- terrorista e atual presidente do país Dilma) , ficou isenta de culpa.
Ah entendi. Os diretores que faziam parte do Conselho são culpados. Mas a presidenta do Conselho não possui culpa? A lógica invertida do petralhismo, chegou no TCU. Está tudo contaminado. Se ela for reeleita só o Exército salva o país.
*Jorge Roriz..
DO MARIOFORTES

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Nordeste: a preocupação de Dilma

Campanha petista tenta consolidar hegemonia em seu histórico reduto eleitoral, mas esbarra no crescimento da oposição e na insatisfação da população com promessas não cumpridas

Izabelle Torres (izabelle@istoe.com.br)

Depois de perder força no Sudeste, a campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT) preocupa-se agora em não abrir espaço para a oposição na região onde o PT historicamente registra seus maiores índices de aprovação. A presidenta lidera as pesquisas na região Nordeste, mas se vê diante de um cenário bem diferente de 2010, quando a então candidata conseguiu a adesão de quase 90% dos nordestinos na disputa contra o tucano José Serra. Agora, quatro anos depois, além de perder eleitores para a chapa encabeçada pelo pernambucano Eduardo Campos (PSB), Dilma sofre com a migração de integrantes da sua base aliada para campanhas dos opositores e vê o senador Aécio Neves (PSDB) celebrar alianças com puxadores de votos em Estados estratégicos como Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia.
abre.jpg
A CONTA
Produtores rurais e moradores que perderam plantações durante a seca
amargaram prejuízos financeiros estimados em R$ 15 bilhões
No domingo 20, ao participar da missa pelos 80 anos da morte de Padre Cícero, na cidade de Juazeiro do Norte (CE), Aécio Neves deu o tom da ofensiva do PSDB na região e anunciou que vai apresentar este mês um plano estratégico para o Nordeste, incluindo o aumento de repasses financeiros para municípios de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Na prática, atendeu a um pleito dos prefeitos nordestinos, que reclamam que são tratados de maneira desigual em relação às cidades mais ricas. “Será um conjunto de ideias que vai permitir o desenvolvimento do Nordeste”, disse ele. Já Eduardo Campos planeja intensificar a campanha na região na reta final das eleições. Ele acredita que a divulgação de suas realizações em Pernambuco, Estado que governou por oito anos, pode gerar uma identificação dos nordestinos com a candidatura socialista. “A campanha no Nordeste começa mais tarde. Temos certeza de que, à medida que ela avançar, nós teremos um cenário semelhante ao que ocorre no Sudeste: a migração de antigos aliados para candidaturas de oposição”, aposta.
IEpag44e45_Dilma-1.jpg
Outra preocupação no PT é com a lista de pendências do atual governo com a região. O Nordeste viveu a pior seca dos últimos 50 anos durante o mandato de Dilma Rousseff e o Executivo não conseguiu cumprir nem metade das promessas que fez a produtores rurais e aos moradores que perderam plantações, ficaram sem água e amargaram prejuízos financeiros estimados, por um estudo da Organização Mundial de Meteorologia, em R$ 15 bilhões. O governo do PT também não concluiu obras consideradas essenciais, como a transposição do rio São Francisco e a ferrovia Transnordestina. A conta já começou a ser cobrada pelo eleitor.
Foto: Eraldo Peres/AP Photo 
DA ISTOÉ

A inútil irritação oficial com o mercado

EDITORIAL O GLOBO

Em vez de criticar banco, o FMI ou analistas, o governo deveria encarar a vida real e agir. Por exemplo, para o Brasil enfrentar o impacto da alta dos juros nos EUA
O governo enfrenta, nos últimos dias, uma crise no relacionamento com os fatos econômicos. A primeira grande rusga ocorreu em torno de uma análise feita no Santander para clientes preferenciais. O banco entrou na mira da artilharia oficial e da campanha à reeleição da presidente, por citar algo já conhecido: a bolsa tem subido quando saem pesquisas negativas para o projeto da reeleição, e vice-versa.
Essas oscilações relacionadas a sondagens eleitorais são interpretadas como reação de investidores em ações de empresas estatais que pagam alto preço devido ao intervencionismo característico da administração Dilma. A Petrobras é o exemplo mais evidente, forçada a acumular perdas majestosas por subsidiar o preço interno de combustíveis, e com isso adiar pressões sobre a inflação. O investidor em ações faz uma dedução lógica: se Dilma não se reeleger, a empresa deixará de perder dinheiro, e ele, acionista, receberá mais dividendos.
Logo em seguida, na terça, veio o desgosto, expresso pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, com o Fundo Monetário Internacional. Agora, devido a um relatório em que se alinham pontos críticos da economia brasileira. Também aqui, nada de novo. São questões que há tempos estão no mapeamento dos problemas brasileiros feito por analistas independentes.
Os técnicos do Fundo não veem como o Brasil voltará a crescer a taxas razoáveis - a última estimativa do FMI para este ano é de 1,3%, e 0,9% na projeção de analistas do setor financeiro do país -se não executar reformas estruturais. A própria gerente-geral do Fundo, a francesa Christine Lagarde, listou tarefas a serem executadas em Brasília: combater a inflação, os desequilíbrios fiscais, os déficits externos. Tudo também por demais conhecido.
Em vez de se crispar e responder no reflexo, de forma agressiva, a qualquer crítica sobre a economia, o governo deveria entender as análises, reconhecer que há mesmo problemas e tratar de manejar com esta realidade.
Não adianta praguejar contra o mercado. Subsidiar preços, comprimir inflação com tarifas atrasadas, dar subsídios fiscais pesados ao setor elétrico, na verdade um "esqueleto" em construção nas contas públicas, etc. apenas adiam problemas. E os agravam. É óbvio.
O tempo não para, e o mundo, por exemplo, precisa se preparar para o momento em que os Estados Unidos acabarão de vez com a política monetária expansionista e voltarão a elevar os juros. No segundo trimestre, soube-se ontem, os EUA cresceram à taxa anualizada de 4% - algo como quatro vezes mais rápido que o Brasil.
Em vez de criticar analista de banco, o FMI e o mercado, o Planalto precisa encarar a vida real. E agir. A economia brasileira sofrerá um impacto maior ou menor dessa guinada americana a depender de atitudes que o governo assumir agora diante de evidentes vulnerabilidades.
31 de julho de 2014DO R.DEMOCRATICA

Dilma na sabatina da CNI: a doutora em preço de gás diz que 13 menos 4 é igual a 7, viaja da Ucrânia para o Japão em menos de um minuto, confunde usina nuclear com furacão e submerge num tsunami


Até o colunista acharia que o título do post é coisa da elite golpista, gente que acorda e dorme debochando da presidente da República, se não pudesse apresentar como prova o vídeo que registra um trecho das considerações finais de Dilma Rousseff na sabatina da CNI. A candidata à reeleição começa discorrendo sobre as variações do preço do gás no mercado internacional, estaciona de novo em reticências bêbadas e diz o seguinte:
“Na Ucrânia pagam 13 dólares o… o milhão de BTU. Mas.. 4 pra 13 dá sete.. pagam… quanto é que paga? Depois do furacão.. (Uma alma caridosa na plateia corrige a maluquice aritmética: NOVE!). Aliás 4 pra 13 dá 9.. eu tô pensando no furacão Ka.. o furacão não.. em Fugujima  (sic)… Como é que chama.. no Japão.. O tsunami…”
Pena que o vídeo não tenha incluído o fecho recitado em dilmês erudito: “No Japão a diferença é aquela que eu disse”. O Japão jamais saberá que diferença é essa. Mas todos os japoneses sabem que Fukushima nunca foi “Fugujima” sempre foi Fukushima. E aprendem ainda na infância que 13 menos 4 jamais será igual a 7.
DO AUGUSTO NUNES-REV VEJA

Governo Dilma: de costas para a realidade.

O pachorrento Guido Mantega não faz outra coisa senão negar fatos que qualquer pessoa razoavelmente informada conhece. Merece este editorial do Estadão:
O Brasil estaria bem melhor, com maior crescimento, inflação menor, exportações bombando e contas públicas mais sólidas, se o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconhecesse os problemas e gastasse menos tempo negando fatos bem conhecidos por qualquer pessoa razoavelmente informada. Ele se envolveu em mais uma batalha desse tipo, nesta semana, em mais um esforço inútil para contestar avaliações apresentadas em relatórios do Fundo Monetário Internacional (FMI). No primeiro documento, sobre efeitos colaterais de mudanças na política dos países mais importantes, o Brasil é incluído na lista dos sete emergentes mais vulneráveis. Os outros são Rússia, Turquia, Indonésia, Índia, Argentina e África do Sul. No segundo, a situação das contas externas brasileiras é apresentada como "moderadamente frágil", com risco de rápida piora, em caso de forte desvalorização dos produtos básicos.
Segundo o ministro, o FMI repetiu, no primeiro estudo, um erro cometido há meses por outras instituições, quando incluíram o Brasil na lista dos países mais sujeitos a problemas, se as condições financeiras ficassem mais apertadas. O Brasil, segundo ele, enfrentou muito bem as dificuldades já ocasionadas pela mudança na política monetária americana. O câmbio, disse o ministro, está estabilizado e o País continua sendo um dos principais destinos do investimento estrangeiro direto.
Mas ele deixou de mencionar dois detalhe importantes. O real foi uma das moedas mais afetadas pelas mudanças nos mercados cambiais, no ano passado, e a instabilidade só foi contida graças a repetidas intervenções do Banco Central (BC). Essas intervenções foram mantidas neste ano, para impedir ou limitar o efeito inflacionário da depreciação do câmbio. Além disso, o investimento estrangeiro direto continua insuficiente - como já foi no ano anterior - para cobrir o déficit na conta corrente do balanço de pagamentos. Caiu, portanto, a qualidade do financiamento necessário ao fechamento das contas externas.
O esquecimento, ou negligência proposital, desses dois detalhes deixou na sombra um amplo conjunto de problemas. Nem o governo prevê para este ano um crescimento econômico superior a 1,8%, número apontado há poucas semanas pelo Ministério do Planejamento. No mercado, as projeções são inferiores a 1%. O FMI, em sua última revisão do panorama econômico mundial, baixou de 1,8% para 1,3% a estimativa de expansão do PIB brasileiro. Reduziu as projeções para outros países, também, mas os números previstos para o Brasil estão entre os piores, no cenário global, e desde o ano passado têm sido revistos para baixo.
O ministro da Fazenda está certo quanto a um ponto: o FMI tem errado em relação à economia brasileira. Mas tem errado por excesso de otimismo e por levar a sério, mais do que deveria, a política de Brasília.
O Brasil, como outros emergentes, perdeu dinamismo nos últimos anos e isso se deve, segundo a análise do FMI, mais a fatores estruturais do que à conjuntura internacional. São problemas internos: infraestrutura deficiente, contas públicas em mau estado, inflação elevada e contas externas em deterioração.
O câmbio valorizado é parte do problema, admitem os analistas do FMI. Mas eles poderiam acrescentar: esse problema persistirá enquanto a inflação for muito alta e o BC, para atenuar a alta de preços, intervier no mercado para conter a depreciação do real
Todos esses problemas têm sido extensamente discutidos por economistas brasileiros e estrangeiros. Mas o governo se recusa a enfrentá-los seriamente. As autoridades têm preferido maquiar as contas públicas e administrar os índices de inflação, contendo os preços de combustíveis, da eletricidade e do transporte público.
A situação "moderadamente frágil" das contas externas é um complemento previsível desse quadro. O País dispõe de reservas próximas de US$ 380 bilhões e isso proporciona alguma segurança. Mas a segurança efetiva e duradoura só poderia provir de um aumento da produtividade geral do País e da competitividade. Disso o governo tem cuidado muito mal.
DO ORLANDO TAMBOSI

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Situação de Dilma é preocupante no Sul e no Sudeste; institutos de pesquisa estudam antídoto

dilma_rousseff_429Descendo a ladeira – É cada vez mais complicada a situação da candidata Dilma Rousseff no Sul e no Sudeste, regiões do País que concentram o maior contingente de eleitores, os quais podem decidir a corrida ao Palácio do Planalto.
O temor que ronda o staff da campanha de Dilma é tamanho, que assessores, juntamente com a cúpula do PT, tentam costuras políticas em vários estados com o objetivo de reverter a desvantagem. É o caso de São Paulo e Paraná, onde Dilma tenta busca aproximação com os candidatos do PMDB, Paulo Skaf e Roberto Requião, respectivamente. Em ambos os estados, os candidatos do PT, Alexandre Padilha (SP) e Gleisi Hoffmann (PR), devem ser lançados ao mar pelos “companheiros”.
Nessas tentativas, a que tem mais chance de prosperar é com Requião, que já sinalizou que poderá abrir o seu palanque para a presidente. Em São Paulo, Skaf continua resistindo a essa aproximação, apesar de Michel Temer, vice-presidente da República e presidente do PMDB, já ter sido escalado por Dilma para reverter o quadro. Isso porque em São Paulo a situação de Dilma é de muita dificuldade.
O cenário eleitoral para Dilma Rousseff torna-se ainda mais complexo quando em cena surgem as análises de consultorias financeiras nacionais internacionais, que começam a apostar cada vez mais em uma vitória de Aécio Neves, presidenciável do PSDB.
Enquanto buscam lidar com os efeitos colaterais do quadro eleitoral, assessores da campanha petista aguardam os resultados de novas pesquisas de opinião, que também não são animadores. Em estados do Sul e do Sudeste, Dilma perde de forma preocupante para Aécio nas pesquisas de intenção de voto. Reverter essa situação não é fácil, mas quando tem-se nas mãos o maior dos clientes sempre há uma solução guardada no bolso do colete.
A estratégia para mascarar a verdade será promover pesquisas de opinião por telefone, pois assim perde-se a noção do todo. Essa manobra já foi decidida no Paraná, onde a desvantagem de Dilma tem tirado o sono dos palacianos.
do ucho.info

Presidente Dilma confirma e tira o Piauí do programa dos carros pipa; entenda!

CONFIRMADO: GOVERNO DO PIAUÍ EXCLUÍDO DO PROJETO CARRO-PIPA
O governo do Piauí foi mesmo excluído do projeto carro-pipa do governo federal. A confirmação é da secretária estadual de Defesa Civil, Simone Pereira. Ela esteve em Brasília, para onde foi chamada para tratar do assunto em dois ministérios. Primeiro foi com a assessora do ministro Ricardo Berzoini, das Relações Institucionais. Depois, esteve na Casa Civil. Nas duas reuniões ouviu sempre a mesma história: “o governo federal decidiu não mais injetar dinheiro para a seca nos governos estaduais. Daqui pra frente, a partir de 2014, tudo será feito diretamente pelo Exército com as prefeituras”, disse o assessor do planalto. A secretária perguntou se havia alguma comunicação por escrito em torno disso aos govenadores e prefeitos. A resposta lacônica foi: não. Em seguida, a reunião foi encerrada.
RETALIAÇÃO
Simone Pereira agora não tem mais dúvidas de que se trata realmente, de retaliação para com o governo do Piauí, pela posição política assumida pelo governador Zé Filho(PMDB) de apoiar o candidato do PSDB a presidência da República, senador mineiro Aécio Neves. A secretária justificou porque. Segundo ela, em 2014, os Estados do Ceará, Alagoas, Sergipe e Paraíba. foram comtemplados com verbas para carros-pipas que somam R$ 50 milhões.
CEARÁ
Simone montou um dossiê para comprovar o que diz. Ela tem uma pasta com cópias que está repassando a imprensa. O Ceará recebeu R$ 17.630.508.28. Dinheiro sacado no Bacen dia 14 de fevereiro de 2014.
PARAÍBA
O Estado da Paraíba recebeu dois aportes financeiros. O 1º no valor de R$ 10.311.992.61 no dia 18 de dezembro de 2013. Depois, mais R$ 511.468.00, dia 8 de janeiro de 2014, totalizando R$ 11.311.992.61.
ALAGOAS
Assim como os demais, o Estado de Alagoas recebeu R$ 10.000.000.00 (dez milhões de reais) para execução de ações de socorro, Assistência as vítimas da seca e restabelecimento de serviço essenciais, conforme processo nº 59050.00108/64. Esse pagamento foi efetuado dia 14 de fevereiro de 2014.
SERGIPE
Sergipe foi o que menos recebeu esse ano, de acordo com o levantamento feito pela Defesa Civil estadual nos sites Transparências e Contas Abertas. O governo sergipano sacou no Bacen R$ 5 milhões no dia 14 de fevereiro de 2014.
PIAUÍ DE FORA
No dossiê da secretária constam dois ofícios assinados pelo então secretário de Defesa Civil Ubiraci Carvalho e enviados ao General Adriano Pereira Júnior, Secretário nacional de Defesa Civil pedindo socorro financeiro R$ 18 milhões. O 1º datado de 14 de novembro de 2013. O 2º tem a data de 20 de janeiro de 2014. Ubiraci morreu pouco tempo depois de assinar o segundo ofício e o dinheiro não veio.
NÃO VAI MAIS
Ante o exposto, a secretária revelou que não vai mais Brasília porque se sentiu humilhada nos ministérios por onde andou. Vai tocar o programa carro-pipa com recurso do Estado. Para tanto já tem um Parecer favorável da Procuradoria Geral do Estado.
SÃO MAIS DE MIL CARROS
Ao todo o projeto carro pipa conta com mais de mil carros nos municípios castigados pela seca. A maioria terá atendimento do Exército com verba federal. Uma parcela de 300 carros será atendia apelo Estado com recursos próprios.
CADASTRAMENTO
Prefeito que desejar a operação do Exercito via 25º BC deve vir a Teresina para cadastrar seu município. O cadastro será enviado a Brasília para análise. O problema é a burocracia, pois, quem tem sede não pode esperar e quer beber.
TEMPORADA DE ADESÕES
Está aberta a temporada de adesões na campanha eleitoral de 2014 no Piauí. Primeiro foi o líder da prefeita de Luzilandia na Câmara, vereador Raimundinho Almeida(PTB) que aderiu a Zé Filho e companhia.
ADESÃO 1
Adesão de peso recebeu o candidato Welington Dias(PT) em Picos e região. Al, a adesão do ex-prefeito Gil Paraibano e seu grupo político tem um peso importante. Ele não aderiu sozinho. Gil inclusive mudou de partido, abandonando o PMDB.
ADESÃO 2
Nesta segunda-feira, foi anunciada a adesão do presidente da Câmara Municipal de Luzilandia, vereador Ronaldo Gomes(PTB) ao grupo liderado pelo ex-governador Wilson Martins e ao governador Zé Filho. Ronaldo não aderiu só, trouxe a mãe, dona Nazinha Gomes que também é vereadora junto como filho.
DIREITO DE RESPOSTA
A respeito da nota aqui veiculada sobre a possível venda Cepisa logo após a aleição, o Asssessor de Imprensa do órgão, jornalista e advogado Salomão nega que haja esse plano. Nega também, que o novo presidente da instituição, engenheiro Eletricista Marcelino Machado seja da Equatorial, empresa que comprou a Cemar. Diz Salomão que Marcelino veio para revitalizar a empresa e que, espera contar com o apoio dos piauienses.
NOTAS & NÓTULAS
*O River perdeu a chance de ganhar três pontos em Teresina ao empatar como Remo o Albertão por 1x1.
*Anotem para conferir: a classificação só vai acontecer no último jogo contra o Guarani de Sobral em Teresina. Quem viver, verá.
Publicado Por: Allisson Paixão-180graus

Demissão de analista do Santander é hipocrisia


A três meses da eleição presidencial, o mercado financeiro vive o seguinte drama: metade da equipe de analistas está nervosa porque Dilma diz que a economia vai bem mas sabe que ela está mentindo e prepara ajustes para o caso de ser reeleita. A outra metade da equipe de analistas está nervosa porque Dilma diz que a economia vai bem e sabe que ela acredita mesmo nisso e não preparou nenhum ajuste. E Dilma está nervosa porque não sabe se diz que fará ajustes que ainda não preparou ou se prepara os ajustes e não diz. Ou vice-versa.
Foi contra esse pano de fundo confuso que o Santander enviou aos seus correntistas endinheirados um boletim sustentando a tese segundo a qual o sucesso eleitoral de Dilma potencializará a deterioração da conjuntura econômica. A plateia não viu a cara do autor do texto. Mas o vazamento da análise fez dele —ou seria ela?— o fantasma mais execrado da República.
O presidente do PT, Rui Falcão, chamou o desconhecido de terrorista. Lula vestiu saia no hectoplasma: “Essa moça não entende porra nenhuma do Brasil”. E endereçou um conselho para Emilio Botín, presidente mundial do Santander: “Ô, Botín, é o seguinte, meu querido: manter uma mulher dessa num cargo de chefia, sinceramente… Pode mandar embora. E dá o bônus dela pra mim, que eu sei como falo.”
Dilma preferiu o timbre de ameaça. “É inaceitável”, ela disse. “É inadmissível”, vociferou. “Eu vou ter uma atitude bastante clara em relação ao banco.'' Emparedado, o companheiro Botín veio à boca do palco para informar que o Santander teria enviado ao olho da rua a pessoa que redigiu o tal informe. Absteve-se de dar pseudônimo aos bois. A sinceridade do gesto é tão confiável quanto o catolicismo do banqueiro que se persígna ao passar pela porta de uma igreja.
Sendo o percentual de admiração e bondade das casas bancárias e dos operadores do mercado muito reduzido, o melhor a fazer antes de sair por aí dando urros, patadas e destilando ódio contra um fantasma, é reparar no ridículo que permeia a cena. Ganha um cargo de direção no Santander e um troféu de ingenuidade quem acreditar que uma análise de conjuntura chegaria às mãos dos correntistas mais ricos de um dos maiores bancos do mundo com conteúdo alheio ao pensamento da casa.
Admita-se, para efeito de raciocínio, que a análise anti-Dilma seja obra solitária de um fantasma com CPF e RG. Nessa hipótese, seu crime teria sido o de deitar sobre o papel raciocínios econômicos sussurrados por onze de cada dez analistas de mercado. Seu propósito não seria o de influir no vaivém das pesquisas, mas o de orientar os investimentos da clientela bem-posta do Santander. Uma caciquia que frequenta a tribo dos que conservam algo como R$ 2 trilhões investidos em fundos mútuos no Brasil —o grosso alocado em títulos da dívida pública.
Essa gente não está interessada na opinião de Rui Falcão, de Lula ou de Dilma. Essa gente quer ganhar dinheiro. E os ganhos aumentam na proporção direta dos desacertos da política fiscal do governo. Funciona assim: o Tesouro gasta mais do que o fisco arrecada. Em vez de apertar o cinto, a Fazenda recorre à criatividade contábil.
Para cobrir suas despesas, Brasília endivida-se até a raiz dos seus cabelos, dos meus, dos nossos cabelos. Não resta ao Banco Central senão elevar a taxa de juros. E ao Tesouro, pagar a remuneração necessária para se manter solvente. Em vez de investir na produção de copos e palitos de fósforos, a tribo dos fundos mútuos investe no papelório do governo. E o PIB definha. Nesse ambiente, a tempestade produzida pela análise do fantasma do Santander surte o mesmo efeito de um tablete de Alkaseltzer: é tempestade num copo d’água. O máximo que pode produzir é a migração para outros bancos dos clientes que se julgarem mal aconselhados.
O que provoca a lipoaspiração dos índices de Dilma nas pesquisas não são as análises do mercado, mas os efeitos que a inflação exerce na rotina dos assalariados e dos beneficiários do Bolsa Família. Esse pedaço do eleitorado está interessado no café com leite, não nos boletins do Santander. Num país inflacionário, seu principal problema é que sobra cada vez mais mês no fim da remuneração.
Nesse contexto, a suposta demissão de um analista-fantasma do Santander é mera hipocrisia. Se a moda pega, haverá um desemprego em massa no mercado financeiro. Se Lula e o petismo querem mesmo socorrer Dilma, é melhor esquecer os fantasmas e tentar convencê-la de que atribuir todos os desacertos econômicos à crise financeira internacional é o caminho mais longo entre o projeto reeleitoral e sua realização.DO JOSIASDESOUZA-UOL