sexta-feira, 9 de maio de 2014

PSB de São Paulo lança manifesto para pressionar Campos a optar por Alckmin

O PSB de São Paulo dará um xeque-mate no seu presidenciável, Eduardo Campos. Em manifesto datado de 30 de abril e subscrito por mais de 270 filiados —entre eles prefeitos, vice-prefeitos, deputados federais e estaduais— o partido reivindica liberação para se dissociar no Estado do projeto político da Rede de Marina Silva, apoiando o tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição para o governo paulista.
O texto anota que o lançamento de um candidato a governador escolhido pela Rede ou mesmo a opção por uma candidatura própria do PSB, “sem expressão, sem tempo de televisão, sem recursos e contrariando a militância partidária, coloca em risco o projeto nacional”, que é a eleição de Eduardo Campos. Realça que o PPS, presidido por Roberto Freire, “também já se manifestou contrário a essa proposta.”
O manifesto foi articulado pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizetti, que é vice-presidente do diretório do PSB de São Paulo. Ele foi auxiliado por outros dois prefeitos da legenda: Valdomiro Lopes, de São José do Rio Preto, e Vinicius Camarinha, de Marília. Une-os o fato de terem sido eleitos, na campanha municipal de 2012, com o apoio de Alckmin e do PSDB.
Os correligionários de Campos sustentam no documento que, antes da chegada de Marina Silva e da turma da Rede, o PSB paulista traçara uma estratégia autorizada pelo diretório nacional. Aceitou convite de Alckmin para participar da administração tucana. Assumiu a Secretaria de Turismo do Estado. Algo que “possibilitou o apoio recíproco em diversas e importantes cidades paulistas, onde o PSB foi vitorioso” em 2012.
Sem subterfúgios, o documento recorda que, “em consonância com a direção nacional”, a seção paulista do PSB equipou-se para minar a candidatura presidencial tucana. Diz o texto, sem meias palavras: “Visando a atrair os votos do PSDB paulista, que não são simpáticos à candidatura de Aécio Neves à Presidência da República, o PSB-SP estreitou as relações com o governador e com todo o governo paulista.”
Com rara sinceridade, o documento realça que a tática eleitoral de invadir a seara de Aécio foi empregada em outras praças onde o PSB está coligado com o PSDB. “Tal estratégia foi a mesma adotada pela direção nacional do PSB nos Estados de Minas Gerais, Paraná, Alagoas, Pará, entre outros.” O texto acrescenta: “Aliás, esse era o indicativo tomado pela Executiva nacional do PSB:
 onde houvesse real possibilidade de vitória, lançaríamos candidato a governador. Onde não houvesse, não coligaríamos com PT e usaríamos como estratégia a divisão dos votos do outro concorrente”. Leia-se Aécio Neves.
Sobreveio a aliança com Marina Silva. E o presidente do PSB paulista, o deputado federal Márcio França, informou à Executiva estadual, no início de 2014, que a Rede defendia o lançamento de candidaturas próprias aos governos de São Paulo e de outros Estados. “Mesmo contrariando sua estratégia inicial, o PSB-SP aquiesceu”, diz o manifesto. A legenda indicou como candidato ao Palácio dos Bandeirantes o próprio Márcio França.
Estabeleceu-se, porém, um conflito, resumido assim no manifesto: “Para nosso espanto e indignação, temos assistido, pela mídia e pelas redes sociais, a um verdadeiro massacre e um total desrespeito ao PSB e ao nome e história de vida do deputado Márcio França. Fomos surpreendidos pela informação de que a Rede-SP, além de vetar o nome do companheiro, apresentou nomes que consideramos inconsistentes para a relevância do cargo [de governador]. O veto ao nome do partido é inadmissível.”
Para dissolver o impasse, o PSB paulista sugere que a Rede de Marina apoie em São Paulo a candidatura que quiser. Menciona-se no manifesto o nome do filósofo e Vladimir Safatle, do PSOL. Em contrapartida, o PSB ficaria “liberado para seguir sua estratégia anteriormente traçada, de apoio à candidatura de Geraldo Alckimin”. Segundo o documento, Alckmin “oferece” para o PSB e PPS “a vaga de vice-governador e, possivelmente, a vaga de senador”. O texto informa que o próprio porta-voz da Rede em São Paulo, Célio Turino, apoiaria a solução de apartar os projetos políticos dos dois grupos.
Entre os signatários do manifesto estão todos os 30 prefeitos e os 45 vice-prefeitos do PSB no Estado de São Paulo, além dos quatro deputados estaduais e de três dos cinco deputados federais eleitos pela legenda no Estado —deixaram de assinar apenas a deputada Luiza Erundina, amiga de Marina, e Márcio França. Embora não tenha acomodado o jamegão na peça, França é um entusiasta da aliança com Alckmin. Ele é a primeira opção do partido para compor a chapa reeleitoral do governador tucano, na posição de vice.
Nos próximos dias, Jonas Donizette, o prefeito de Campinas, entregará o manifesto ao presidenciável. Lê-se no final do texto que o partido espera “contar com a habitual sabedoria e bom senso do companheiro Eduardo Campos e da Executiva Nacional do PSB”.
Os correligionários de Campos têm pressa para se livrar do enrosco. A um mês das convenções, diz o documento, o PSB paulista ainda não reuniu “com os candidatos da chapa nacional” seus cerca de 250 candidatos a deputado federal e estadual, além de seus prefeitos e vereadores “Estamos vivendo um impasse que poderá nos levar a um prejuízo irreparável”.
 Vai abaixo a íntegra do manifesto que será entregue a Campos.

São Paulo, 30 de abril de 2014.
Manifesto Paulista pela vitória de Eduardo/Marina
Nós, prefeitos, vice-prefeitos, deputados federais, deputados estaduais, vereadores, ex-prefeitos, ex-deputados e pré-candidatos 2014, todos do estado de São Paulo, mas, antes e acima de tudo, militantes do PSB, nos sentimos na obrigação de tornar pública e oficial nossa posição em relação às eleições 2014, em nosso Estado:
1. O PSB/SP, seguindo orientação da direção nacional, disputou, com candidatura própria, o governo do estado nas três últimas eleições.
2. Autorizado pela direção nacional, aceitou convite para participar do governo do PSDB, assumindo a Secretaria de Estado de Turismo. Naturalmente, esta parceria ampliou a relação PSB/PSDB, no Estado de São Paulo, o que possibilitou o apoio recíproco em diversas e importantes cidades paulistas, onde o PSB foi vitorioso: Campinas, São José do Rio Preto, entre outras.
3. Também, em consonância com a direção acional, recebeu diversas pré-candidaturas oriundas de dissidências do PSDB e aliados, tanto para deputado federal, quanto para estadual. Visando a atrair os votos do PSDB paulista, que não são simpáticos à candidatura de Aécio Neves à Presidência da República, o PSB/SP estreitou as relações com o governador e com todo o governo paulista. Tal estratégia foi a mesma adotada pela direção nacional do PSB nos estados de MG, PR, AL, PA, entre outros. Aliás, esse era o indicativo tomado pela executiva nacional do PSB:
- onde houvesse real possibilidade de vitória, lançaríamos candidato a governador. Onde não houvesse, não coligaríamos com PT e usaríamos como estratégia a divisão dos votos do outro concorrente.
4. Vale ressaltar que, desde a primeira hora, o PSB-SP foi um forte defensor-incentivador da saída do partido do governo Dilma e do lançamento da candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República.
5. Ainda, em atendimento à direção nacional, O PSB-SP acolheu prontamente a Rede, compartilhando desde sua sede-física até cargos de direção do partido, mantendo reuniões constantes visando à integração e ao engajamento dos militantes.
6. No início deste ano, o Presidente do PSB-SP informou à sua Executiva que a Rede Nacional defendia, como estratégia em São Paulo e em outros Estados, o lançamento de candidaturas próprias aos governos.
7. Mesmo contrariando sua estratégia inicial, o PSB-SP aquiesceu a ideia e indicou o nome do deputado federal Márcio França para disputar a vaga de candidato ao governo de São Paulo.
8. Para nós, a indicação era e é inconteste, já que se trata do nome do presidente do PSB em São Paulo, o deputado federal Márcio França, que além de preencher os requisitos de formação, fidelidade partidária e trajetória política, ainda tem o mérito de ser o principal responsável pela reconstrução do PSB no Estado e pelo sucesso da última eleição que resultou na maior bancada socialista na Câmara dos Deputados.
9. Entretanto, para nosso espanto e indignação, temos assistido, pela mídia e pelas redes sociais, a um verdadeiro massacre e um total desrespeito ao PSB e ao nome e história de vida do deputado Márcio França. Fomos surpreendidos pela informação de que a Rede-SP, além de vetar o nome do companheiro, apresentou nomes que consideramos inconsistentes para a relevância do cargo. O veto ao nome do partido é inadmissível.
10. Defendemos que o lançamento de uma candidatura com a conformação defendida pela Rede ou uma candidatura em conflito com a Rede (sem expressão, sem tempo de televisão, sem recursos e contrariando a nossa militância partidária) coloca em risco o projeto nacional. O PPS também já se manifestou contrário a essa proposta.
11. Ressaltamos que estamos a um mês das convenções, o PSB-SP não reuniu ainda seus candidatos Federal/Estadual (250 líderes Políticos) com os candidatos da chapa presidencial, nem seus prefeitos, vereadores, enfim, estamos vivendo um impasse que poderá nos levar a um prejuízo irreparável.
12. Da mesma forma, impossível imaginar uma campanha para o governo de São Paulo enfrentando o conflito diário e o desgaste que essa situação trará, tanto para o candidato a governador, como para a candidatura presidencial.
13. Assim, tendo em vista a importância do estado de São Paulo para a eleição de Eduardo Campos/Marina, defendemos que:
• A Rede-SP tenha autonomia para apoiar a candidatura de Wladimir Safatle-PSOL (ou outro candidato qualquer) para o governo do Estado de São Paulo;
• O PSB-SP fique liberado para seguir sua estratégia anteriormente traçada: de apoio à candidatura de Geraldo Alckimin ao Governo do estado de São Paulo. O PSDB oferece para PSB/PPS, a vaga de vice-governador e, possivelmente, a vaga de senador.
• Esta decisão teria o apoio do PPS e do coordenador da Rede-SP —companheiro Célio Turino— e principalmente preservaria todas nossas forças políticas na defesa da candidatura presidencial de Eduardo Campos/Marina Silva, que é o nosso principal objetivo nessa eleição.
14. Certos de contar com a habitual sabedoria e bom senso do companheiro Eduardo Campos e da Executiva Nacional do PSB, bem como com a compreensão da Rede/Nacional, para que alcancemos nosso principal objetivo que é a vitória de Eduardo Campos/Marina Silva, subscrevemos: (seguem as assinaturas)
DO JOSIAS DE SOUSA

Dirceu e Agnelo Queiroz debocham da Justiça: filha de mensaleiro fura fila de visita em carro oficial, com placa fria, cedido pelo governo do DF

 

Carro com placa fria do governo Agnelo conduz a filha de Dirceu: furando a fila e a lei (Sérgio Lima/Folhapress)
Carro com placa fria do governo Agnelo conduz a filha de Dirceu: furando a fila e a lei (Sérgio Lima/Folhapress)
É impressionante. Escrevi ontem aqui que os petistas se consideram aristocratas até quando estão em cana, certo? Pois é… Reportagem de Matheus Leitão e Sérgio Lima, da Folha, informa que Joana Saragoça, filha de José Dirceu, furou anteontem a fila de visitas da Papuda. E não o fez de qualquer maneira, não! Ela teve acesso ao presídio num carro do governo do Distrito Federal, com placa fria, que é empregado em operações sigilosas. Ao volante, Wilson Borges, um servidor da Subsecretaria do Sistema Prisional (Sesipe).
É um escárnio. É um deboche. Os companheiros são favoráveis à igualdade desde que eles possam ser, claro!, desiguais. Os familiares dos demais presos passam até duas horas na fila.
Se o evento, em si, já apela ao universo surrealista das repúblicas bananeiras, a desculpa arranjada pelo governo do DF é de corar as catedrais. Inicialmente, disse ignorar o privilégio. Depois, afirmou que Joana ajudava em uma “investigação interna” (PASMEM!) porque havia a informação de que José Dirceu pudesse entrar em greve de fome por não ter obtido, até agora, a licença para trabalhar fora do presídio. Segundo o governo do DF, se isso acontecesse, poderia haver um prejuízo ao sistema penitenciário. Que prejuízo? Não está claro! Alguém aí imagina a Papuda rebelada por causa de uma greve de fome de Dirceu?
Entenderam? A ilegalidade só teria sido cometida em nome do bem coletivo! Que gente batuta! Vou lembrar de novo o Artigo 37 da Lei de Execução Penal:
Art. 37. A prestação de trabalho externo, a ser autorizada pela direção do estabelecimento, dependerá de aptidão, disciplina e responsabilidade, além do cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena.
Para que o preso ganhe a licença para trabalhar fora, que não é automática, é preciso ter disciplina e responsabilidade. Vocês acham que José Dirceu se enquadra nos pré-requisitos?
Por Reinaldo Azevedo

Números do Datafolha, acreditem, acenam com uma possível derrota de Dilma

A presidente Dilma: números ruins e uma Copa do Mundo no meio do caminho
A presidente Dilma: números ruins e uma Copa do Mundo no meio do caminho
É claro que é muito cedo! É claro que a campanha ainda não começou. É claro que a gente não viu quase nada em matéria de jogo bruto. Falo, no entanto, dos números de agora e de uma tendência esboçada. Sim, leitores: o PT, que nunca contou com isto, está sendo assombrado por um vulto estranho: o fantasma da derrota. Vamos ver.
No dia 29 de abril, escrevi aqui, a propósito de outra pesquisa, que os números evoluíam contra a possibilidade de Dilma Rousseff, do PT, vencer a eleição presidencial no primeiro turno, feito que nem Lula nem ela própria lograram em 2002, 2006 e 2010, em circunstâncias muito mais favoráveis ao PT. E, agora, conhecidos os dados da mais recente pesquisa Datafolha, o que há um ano seria considerado mera torcida se mostra uma possibilidade plausível — e, mais um pouco, vira uma tendência: Dilma perder a disputa. Se a eleição fosse hoje, segundo o Datafolha, no cenário mais provável, a petista teria 37% dos votos. Seus adversários, somados, teriam 38%, a saber:
Aécio Neves (PSDB): 20%
Eduardo Campos (PSB): 11%
Pastor Everado (PSC): 3%
Outros nomes: 4%
Em relação ao levantamento de abril, Dilma oscilou um ponto para baixo; Campos, dois para cima, e Aécio cresceu quatro. Mas o que chama mais a atenção nessa pesquisa é o resultado do segundo turno: em abril, a petista vencia o tucano por 50% a 31%, com 19 pontos de diferença; agora, ganharia por 47% a 36% — a diferença caiu oito pontos em um mês. Numa lógica puramente aritmética, numa disputa entre dois, uma distância de 11 pontos, como essa vale, na verdade, 5,5. Campos também chegou mais perto de Dilma: no mês passado, ela o venceria por 51% a 27%; hoje, por 49% a 32%. Os 24 pontos que os separavam são agora 17.
A presidente é também a candidata mais rejeitada: 35% não votariam nela de jeito nenhum — 33% asseguram o mesmo sobre Campos, e 31% sobre Aécio. Estão na mesma faixa, mas os números são bem piores para ela. Por quê? Afirmam conhecer muito bem a petista 52% dos entrevistados — mas só 17% dizem o mesmo sobre Aécio, e 7% sobre Campos. “Conhecem um pouco” a presidente 34% dos entrevistados — 25% e 18% quando indagados sobre o tucano e o peessebista, respectivamente. Apenas ouviram falar de Dilma 13%, número que engorda bastante em relação ao senador mineiro (36%) e ao ex-governador de Pernambuco (35%). Agora atenção para isto: apenas 1% dos entrevistados não sabem quem é Dilma, mas 22% nunca ouviram falar de Aécio e 40% não têm ideia de quem é Campos. Esses índices confirmam o que já escrevi aqui: muita gente rejeita Aécio e Campos porque não sabe quem são eles; muita gente rejeita Dilma Rousseff porque sabe quem é ela.
Não adiantou
Atenção! O levantamento do Datafolha foi feito ontem e anteontem, um período, convenham, favorável a Dilma. Ela ocupou no dia 30 a rede nacional de radio e televisão para anunciar bondades — aumento no Bolsa Família e revisão da tabela do IR — e demonizar a oposição. No fim de semana, foi estrela do noticiário porque, no seu encontro nacional, o PT procurou sepultar o “volta Lula” e bateu o martelo: a candidata do PT é mesmo ela. Saiu por aí a inaugurar obras. O resultado certamente está longe do esperado.
O “volta Lula”
A turma do “volta Lula” vai se assanhar de novo. Quando ele aparece como candidato do PT, obtém 49% das intenções de voto, contra 17% de Aécio e 9% de Campos. Os demais candidatos somam 6 pontos, e o ex-presidente venceria no primeiro turno. Sua rejeição também é a menor: 19%. O Datafolha quis saber ainda quem pode fazer as mudanças necessárias no país: Lula lidera, com 38%; em segundo lugar, está Aécio, com 19%; Dilma aparece em terceiro, com 15%, seguida por Campos, com 10%. Mas voltamos, nesse ponto, à questão do conhecimento. Cem por cento dos eleitores sabem quem é Lula. Muito menos gente conhece o tucano e o peessebista.
Os números e as circunstâncias são, convenham, péssimos para Dilma. No plano delirante do petismo, a esta altura, o Brasil estaria abraçado ao PT, numa catarse apoteótica, e a Copa do Mundo seria o grande momento da consagração. Agora, a presidente põe a mão na cabeça: “Santo Deus! E ainda há a Copa do Mundo!”. Aquela mesma em cuja abertura ela não vai discursar. Ou o Itaquerão explodirá numa vaia como nunca antes na história “destepaiz”…
Por Reinaldo Azevedo-Rev Veja

quinta-feira, 8 de maio de 2014

ESPECIAL PARA O BLOG — Deputado Jair Bolsonaro explica porque quer ser candidato à Presidência: “Se este governo conseguir mais um mandato, o que de “melhor” nos poderá acontecer será nos transformarmos numa Venezuela e, de pior, numa Cuba”

O deputado Jair Bolsonaro:   (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)
O deputado Jair Bolsonaro: pior do que os muitos malfeitos do governo petista “é o roubo da nossa liberdade que se avizinha” (Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara)
Amigas e amigos do blog, como já fiz anteriormente neste espaço, tendo criticado boa parte das ideias do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e sua intenção de ser candidato à Presidência da República pelo partido num post, entrei em contato com ele e ofereci espaço no blog para que respondesse às críticas ou explicasse suas razões para a candidatura — o que lhe parecesse melhor.
O deputado Bolsonaro enviou, hoje, o seguinte artigo:
JAIR BOLSONARO: A CARA DA DIREITA
Por Jair Bolsonaro, deputado federal (PP-RJ), capitão R/1 do Exército
Em 2005, embora sem pretensões de ser eleito, me lancei candidato à Presidência da Câmara dos Deputados com a intenção de evitar a eleição do candidato do Governo, o então deputado Luiz Eduardo Greenhalg (PT-SP).
A imprensa não quis me atribuir os louros da vitória, mas me considerei o grande vencedor.
Nos 10 minutos em que tive direito a usar da palavra mostrei a real face do candidato do governo petista, escalado no passado para impedir o esclarecimento do sequestro, tortura e execução do prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel.
Após minha intervenção, foi evidente a mudança de votos de muitos deputados, evitando um mal maior. Severino Cavalcanti foi eleito no 2º turno.
Hoje, a minha visão sobre política é bem definida. Se este governo conseguir mais um mandato, o que de “melhor” nos poderá acontecer será, ainda em 2015, nos transformarmos numa Venezuela e de pior, numa Cuba.
Entretanto, entendo que os desvios bilionários dos “companheiros”, dos malfeitos na Petrobras e na Eletrobras, além de verdadeiro assalto aos Fundos de Pensões, só não são piores do que o roubo da nossa liberdade que se avizinha.
Minha preocupação é fundamentada em fatos históricos, pois não há notícia de qualquer país sob regime socialista/comunista que seu povo tenha razoável nível de desenvolvimento em educação, saúde e renda, ou gozem de qualquer autonomia.
Os livros escolares impostos pelo MEC, com frases e gravuras que pregam ser o capitalismo o inferno e o socialismo o paraíso, estão “envenenando” 30 milhões de crianças do ensino fundamental.
Abominam a propriedade privada, o lucro, o livre comércio e a meritocracia.
Meu nome, sem qualquer dúvida, encarna o sentimento daqueles que não suportam mais:
* o PT e demais partidos de esquerda;
* a desvalorização das Forças Armadas;
* o “politicamente correto”;
* a altíssima carga tributária;
* a política externa aliada com ditaduras;
* o ativismo gay nas escolas;
* o desarmamento dos cidadãos de bem;
Invasão de terras por militantes do MST  (Foto: veja.abril.com.br)
Invasão de terras por militantes do MST: “Meu nome, sem qualquer dúvida, encarna o sentimento daqueles que não suportam mais” essas coisas (Foto: veja.abril.com.br)
* a falta de política de planejamento familiar;
* as invasões do MST;
* a “indústria” de demarcações de terras indígenas;
* a não redução da maioridade penal;
* o não reconhecimento da vital importância dos ruralistas e do agronegócio no desenvolvimento do País;
* a política de destruição de valores morais e familiares nas escolas;
* a ausência da pena de morte, prisão perpétua e trabalhos forçados para presos (ainda que consideradas cláusulas pétreas na Constituição);
* a manutenção do exame de ordem da OAB, nas condições atuais;
* as cotas raciais, que estimulam o ódio entre brasileiros e que, em muitos casos, são injustas entre os próprios cotistas;
* a Comissão Nacional da (in)Verdade, que glorifica terroristas, sequestradores e marginais que tentaram implantar, pelas armas, a ditadura do proletariado em nosso país;
* o Marco Civil da Internet, cuja regulamentação por decreto, inicia a censura virtual;
* o “Foro de São Paulo” onde ditadores e simpatizantes se acoitam por uma hegemonia marxista na América Latina;
* a liberação de recursos pelo BNDES para construir Porto em Cuba e metrô na Venezuela, assim como perdões de dívidas de ditadores africanos;
* as escolas com professores desprovidos de meios para exercerem sua autoridade;
* a ajuda financeira de mais de R$ 1 bilhão por ano à ditadura cubana via contratação de mão de obra escrava pelo programa “mais médicos”;
Dilma Rousseff com o ditador cubano Raúl Castro (Foto: Roberto Stuckert Filho)
Dilma Rousseff com o ditador cubano Raúl Castro. O deputado Bolsonaro promete acabar com a “ajuda financeira de mais de R$ 1 bilhão por ano à ditadura cubana”  (Foto: Roberto Stuckert Filho)
* os programas “Bolsa Família” como curral eleitoral e “Brasil Carinhoso” que estimula a paternidade irresponsável;
* o Ministério da Defesa chefiado por incompetente civil como se não houvesse um oficial-general de quatro estrelas qualificado e confiável para o cargo;
* o Código Penal que não garante punições justas para os criminosos;
* a invasão e ocupação de terras e prédios públicos e privados por movimentos ditos sociais, sem legislação eficaz que puna tais práticas;
* a obstrução de vias públicas e queima de ônibus por qualquer motivação;
* a priorização na política de direitos humanos para criminosos em detrimento das vítimas, dos policiais e dos cidadãos de bem;
* as indicações políticas para cargos da administração pública.
Creio que minha candidatura ao cargo de presidente da República seria o “fiel da balança” para a garantia de um 2º turno, comigo ou entre outros candidatos.
Não há preço que pague um debate meu com Dilma Rousseff, a pseudo torturada, cujo primeiro marido sequestrou um avião e rumou para Cuba com uma centena de reféns e o segundo (marido), que com ela passou a lua de mel assaltando caminhões na Baixada Fluminense.
Afinal, seu passado não pode continuar sendo ocultado da população brasileira, bem como seu desserviço para a democracia.
Se um dia jurei dar minha vida pela Pátria, se preciso fosse, a perda do meu mandato de deputado federal é muito pouco para evitar a “cubanização” do Brasil, fato mais que provável, caso o PT vença mais uma eleição.
Em 23 de abril passado protocolei Ofício junto ao Partido Progressista, colocando-me à disposição para concorrer ao cargo de presidente da República e para que meu nome fosse enviado para os institutos de pesquisa eleitorais, sendo o único candidato que, verdadeiramente, assume de peito aberto uma oposição às políticas do PT.
DO RICARDO SETTI-REV VEJA.

Justiça decreta a quebra do sigilo bancário da Petrobras e de ex-diretor

Juiz federal do PR determinou devassa das contas de Paulo Roberto Costa.
Decisão é um desdobramento das investigações da operação Lava Jato.
Camila Bomfim
Da TV Globo
A Justiça Federal do Paraná decretou nesta quinta-feira (8), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a quebra do sigilo bancário da Petrobras nas transações financeiras realizadas a partir de contratos firmados para a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.
O empreendimento da estatal, alvo de suspeitas de superfaturamento, está sendo investigado pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União.
O G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Petrobras, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem
No mesmo despacho, o Judiciário determinou a quebra do sigilo bancário do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos presos pela operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF). Ele é réu no processo referente à Lava Jato pelos crimes de lavagem de dinheiro e participação em grupo criminoso organizado.
Costa é apontado pelo MPF como um dos chefes de uma quadrilha especializada em lavar dinheiro no exterior, por meio de operações de câmbio fraudulentas. Conforme a denúncia dos procuradores da República, o ex-diretor da Petrobras usou empresas de fachada, comandadas pelo doleiro Alberto Youssef, para lavar dinheiro da construção da Refinaria Abreu e Lima.
Além do ex-dirigente da estatal, terão as contas bancárias devassadas outras seis pessoas, entre as quais duas mulheres apontadas pela PF como filhas de Paulo Roberto Costa, além dos maridos delas.
Também foi autorizada a quebra do sigilo bancário das empresas GFD Investimentos e da Sanko Sider e Sanko Serviços de Pesquisa. A decisão engloba todas as movimentações das contas bancárias, inclusive, a origem e o destino de débitos e créditos.
O G1 tentou ouvir a Sanko Sider sobre a decisão judicial, mas o departamento jurídio da empresa não se manifestou. Já a GFD Investimentos informou que não havia sido comunicada da decisão e que não iria comentar a ordem da Justiça Federal.
O objetivo da quebra de sigilo solicitada pelo MPF é tentar apurar o rastro do dinheiro usado para construir a refinaria pernambucana. As investigações da operação Lava Jato tentam identificar se os recursos repassados para a obra teriam abastecido o esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas comandado por Alberto Yousseff.

Limite das investigações
A decisão da Justiça Federal limita a quebra de sigilo às transferências da Petrobras realizadas entre janeiro de 2009 e dezembro de 2013 para a construtora Camargo Corrêa, responsável por parte da obra da Refinaria de Abreu e Lima, e para as empresas Sanko Sider e Sanko Serviços de Pesquisa. De acordo com as investigações da PF, essas empresas teriam sido usadas para lavar dinheiro da obra.
O G1 procurou a Camargo Corrêa, no entanto, a assessoria de imprensa não havia respondido até a última atualização desta reportagem.
O despacho determina que a Petrobras apresente em 20 dias o resultado da quebra de sigilo, discriminando as transferências, as data, os valores e as contas envolvidas na construção da planta de refino de petróleo. A Justiça exigiu ainda que a estatal do petróleo discrimine as transferências às empresas, relacionando os pagamentos por obras, produtos e serviços na refinaria.
Entenda a Operação Lava Jato
A operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal em 17 de março para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões.
Os policiais federais executaram mandados em sete unidades da federação: Distrito Federal, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Segundo as investigações da PF, um dos chefes da quadrilha seria o doleiro Alberto Youssef. Preso no Paraná, ele é réu por evasão de divisas, lavagem de dinheiro, fraude em contratos de câmbio, operar instituição financeira sem autorização e formação de quadrilha.

08/05/2014-DO R.DEMOCRATICA

Black Blocs metem fogo no Rio. Cenário é de caos urbano. 325 ônibus foram queimados.

Pelo Facebook, páginas convocam manifestantes profissionais para atuar em garagens de ônibus e em protestos nesta quinta-feira. Uma cobradora foi ferida a pedrada. Sindicato das empresas de ônibus relata 325 veículos depredados. 
. Estas informações são do site www.veja.com.br, de quem é também a foto ao lado e o texto a seguir:
. A paralisação dos rodoviários iniciada à meia-noite desta quinta-feira no Rio de Janeiro tem tudo para extrapolar o direito de greve e de manifestação e avançar em direção às ações abusivas, que invariavelmente põem a população contra uma categoria. A contagem do sindicato Rio Ônibus indicava, até as 10h20 desta quinta, 325 ônibus depredados – 50 deles completamente destruídos –, uma cobradora ferida e um número incontável de trabalhadores sem chegar ao trabalho. No fim da manhã, houve tiros e bombas lançadas na Lapa, no Centro, um ponto de conexão de várias linhas que ligam a Zona Norte ao Centro. Como fizeram na greve dos professores, na ocupação do terreno da Oi e em todos os movimentos recentes, os manifestantes profissionais estão de carona na greve. A página do grupo Anonymous informou, pouco depois da meia-noite, locais de garagens de empresas onde deveriam ocorrer protestos – e lugares onde, efetivamente, ônibus foram destruídos. Os mascarados do Black Bloc convocaram “a população” para apoiar a greve e programam uma manifestação no Centro, nesta quinta ou sexta-feira.
. De acordo com a Rio Ônibus, cerca de 30% dos ônibus estão circulando. Só da Viação Jabour foram quebrados 60 coletivos. 
. Black blocs - Além de se infiltrarem na greve dos rodoviários, integrantes dos grupos Black Bloc e Anonymous devem participar ainda da paralisação dos professores, marcada para começar na próxima segunda-feira. Quando a categoria cruzou os braços por mais de 70 dias, no ano passado, a união não só foi bem recebida como os manifestantes aprovaram até os atos de vandalismo e violência. Na tarde desta quinta, os mascarados devem se reunir também com o movimento Não Vai ter Copa.
DO POLIBIOBRAGA

Marina Silva, a melhor cabo eleitoral do PT

Marina Silva: ela se comporta como a juíza da política e dos políticos
Marina Silva: ela se comporta como a juíza da política e dos políticos
Não há coisa mais cretina do que a soberba. E é pior quando parte de alguém que faz uma espécie de profissão de fé na humildade ou que a exerce com tal voracidade que chega a ser concupiscente. Eis Marina Silva, a candidata a vice na chapa de Eduardo Campos (PSB) e líder da Rede, o partido inexistente mais arrogante do Ocidente. Marina concede uma entrevista à Folha que está na edição desta quinta. E lá está o título da página: “PSDB de Aécio tem o cheiro da derrota no 2º turno”. Não é um exagero nem uma simplificação. Ela realmente disse isso. Em que medida é um movimento combinado com Campos? Não se sabe. Quando se trata de Marina, nunca se sabe! Parece-me, no entanto, que, desta feita, ela pode estar obedecendo a uma estratégia conjunta — a tal lógica da diferenciação.
Só para esclarecer: por que falo em soberba? Em primeiro lugar, porque não me parece que seja a hora de os dois candidatos de oposição resolverem se enfrentar. Há cinco meses inteiros ainda até a eleição. Nas condições atuais, Dilma venceria no primeiro turno. Basta pensar: e se Aécio Neves responde na mesma moeda? Acontece o quê? Os petistas aplaudirão o bate-boca de pé. Essa tontice de Marina tem um quê de desonestidade intelectual e política porque parte da certeza de que aquele que foi atacado não vai responder — e acho, se querem saber, que não deve mesmo. Em segundo lugar, Marina é soberba porque parte do princípio de que ninguém ocupa a sua altitude moral e, pois, ela pode ser juíza do processo político e sair por aí a julgar os vivos e os mortos.
A Folha publica um texto sobre a entrevista e há endereço para um vídeo. Não assisti. Mas suponho que, se Marina tivesse dito algo de relevante — além do ataque à outra candidatura de oposição —, o jornal teria aproveitado num texto de mais de 5 mil toques. Se não está ali, é porque não há. Segundo Marina, Eduardo Campos é diferente de Aécio Neves. É certo que sim! Em quê? Ela exemplifica: ambos divergem sobre maioridade penal. E isso nem chega a ser exatamente verdadeiro. A proposta do PSDB mantém a dita-cuja em 18 anos, mas abre a possibilidade de a Justiça considerar exceções no caso de crimes hediondos. E pronto! Aí está a diferença.
Marina, ora vejam, expressa o seu entendimento de voto útil, que viola a história: “O PSDB sabe que já tem o cheiro da derrota no segundo turno. E o PT já aprendeu que a melhor forma de ganhar é contra o PSDB.” Ela se esquece de que o PSDB venceu duas eleições para a presidência no primeiro turno, e o segundo colocado era um petista — no caso, Lula!
Até agora, como se sabe, Marina não conseguiu transferir seus votos para Campos, mas ela prefere fazer especulações sobre a viabilidade do outro candidato que disputa o terreno oposicionista. Em certo sentido, convenham, o pleito difícil de explicar é o do PSB, que se diz oposição a Dilma, mas não a Lula. De tal sorte a candidatura está ancorada nesse fundamento que o ex-governador de Pernambuco seria obrigado a sair da disputa se o ex-presidente decidisse tomar o lugar de Dilma na chapa. Campos, está dado, não se opõe a um modo de governar, mas a uma pessoa.
Marina fala ainda como a senhora do progressismo e do avanço social. Depois verei o vídeo. No Acre, por exemplo, ela é governo, junto com Tião Viana (PT). Estou curioso para saber o que ela pensa sobre a exportação de haitianos para São Paulo. Ela já se importou bastante com bagres para ser tão silente sobre seres humanos, não é?
Ah, sim: segundo fiquei sabendo, em São Paulo, a chefe da Rede tende a apoiar a candidatura de Vladimir Safatle, do PSOL, ao governo do estado. Aí estão as suas afinidades. É mesmo uma pessoa diferenciada. A Folha informa que, antes da entrevista, ela passou beterraba nos lábios porque tem alergia a batom. O mundo é estranho. Eu sou alérgico a gergelim. E ela também nega que tenha falado diretamente com Deus, como andou espalhando por aí o presidente Lula. o Altíssimo, parece, se manifestou diretamente no seu coração.
Não deixa de ser um privilégio, né?
Por Reinaldo Azevedo-rev veja

terça-feira, 6 de maio de 2014

Deutsche Bank alerta investidores para ‘risco’ de reeleição de Dilma

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Com a possibilidade de reeleição da presidente, Deutsche Bank alerta investidores sobre o otimismo exagerado em relação ao Brasil (Foto: Presidência da República)
Texto de Fábio Alves publicado no jornal O Estado de S. Paulo
O banco Deutsche Bank está recomendando os seus clientes a reduzirem sua exposição aos títulos da dívida soberana brasileira denominados em dólar citando como uma das principais razões a perspectiva de reeleição de Dilma Rousseff e o “otimismo” demasiado dos mercados em relação a uma melhora nos fundamentos macroeconômicos do Brasil num eventual segundo mandato da presidente.
O banco alemão espera uma eleição apertada e apenas decidida no segundo turno.
Em nota enviada a clientes ontem, o estrategista para mercados emergentes do Deutsche Bank, Hongtao Jiang, rebaixou o peso dos títulos soberanos do Brasil em dólar de “neutro” para “underweight” (abaixo da média dos títulos que compõem a carteira sugerida para mercados emergentes), o que levaria os investidores a reduzir as suas aplicações nos papéis brasileiros em favor de outros países emergentes.
O Deutsche Bank havia elevado o Brasil para o peso “neutro” em janeiro deste ano, depois de ter deixado os títulos brasileiros por mais de um ano na posição “underweight”. Contudo, diante da recente valorização dos ativos brasileiros e da perspectiva dos fundamentos macroeconômicos, o banco voltou atrás e rebaixou novamente o País.
Jiang também recomenda os investidores favorecerem os títulos com vencimentos mais longos na curva de juros em dólar do País.
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Depois de elevar a avaliação do Brasil, o banco alemão voltou atrás e garantiu que o preço dos títulos brasileiros não compensa (Foto: Deutsche Bank)
“Seguimos esperando que a presidente Rousseff seja reeleita, mas apenas após uma corrida presidencial apertada e com um apelo mais populista”, afirma Jiang em nota a clientes. “Além disso, acreditamos que o mercado está precificando muito otimismo sobre uma melhora potencial de políticas num segundo mandato de Dilma.”
Segundo Jiang, o sub-índice Brasil (na carteira de índices de mercados emergentes globais) registrou uma queda de 25 pontos-base desde o final de março. Uma queda refletiria teoricamente uma melhora na percepção do risco-País.
Agora, segundo Jiang, o sub-índice Brasil está sendo negociado a 15 pontos-base abaixo da média dos títulos de países emergentes com rating soberano de grau de investimento, enquanto que no final de janeiro os papéis brasileiros eram negociados a 30 pontos-base acima da média dos países emergentes com nota de risco semelhante.
Esse nível atual de preços dos títulos brasileiros, ressaltou Jiang aos clientes do Deutsche Bank, “não compensa o risco de contínua deterioração dos fundamentos caracterizados por estagflação, piora no balanço de pagamentos, deterioração da qualidade fiscal, e um horizonte desafiador de política econômica antes e depois das eleições”.
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DO RICARDO SETTI...

Marco Antonio Villa dá adeus ao PT e eu digo: Amém!

Adeus!
Excelente a coluna do historiador Marco Antonio Villa no GLOBO hoje. Faz um breve resumo da trajetória petista no avanço sobre a máquina estatal, mostrando as diferentes etapas em que o PT comprou tudo e todos (ou quase todos), inclusive “atriz mais conhecida como garota-propaganda de banco público do que pelo seu trabalho artístico”, e depois lança seu prognóstico: os ventos mudaram de direção. Diz ele:
Mas tudo tem um começo e um fim, como poderia dizer o Marquês de Maricá. E o fim está próximo. O cenário não tem nenhum paralelo com 2006 ou 2010. O desenho da eleição tende à polarização. E isto, infelizmente, poderá levar à ocorrência de choques e até de atos de violência. O Tribunal Superior Eleitoral deverá ser muito acionado pelos partidos. E aí mora mais um problema: quem vai presidir as eleições é o ministro Dias Toffoli – como é sabido, de origem petista, foi advogado do partido e assessor do sentenciado José Dirceu.
Assumindo que a oposição consiga passar por todos esses obstáculos, que não são poucos, resta a pergunta: será possível governar com a máquina estatal toda tomada pelos cupins petistas? O PT antigo já era uma oposição ferrenha e muitas vezes irresponsável, ignorando os interesses públicos em prol do c0mbate político. Imagina com tantos representantes pendurados em cargos públicos agora. Villa diz:
Se a oposição conseguir enfrentar e vencer todas estas barreiras, não vai ter tarefa fácil quando assumir o governo e encontrar uma máquina estatal sob controle do partido derrotado nas urnas. As dezenas de milhares de militantes vão — se necessário — criar todo tipo de dificuldades para a implementação do programa escolhido por milhões de brasileiros. Aí — e como o Brasil é um país dos paradoxos — será indispensável ao novo governo a utilização dos DAS (cargos em comissão). Sem eles, não conseguirá governar e frustrará os eleitores.
Será algo interessante de se ver. Como lembra Villa, o PT goza de um centralismo absurdo, sendo uma espécie de “leninismo tropical”. Vão esses petistas aceitar sair do estado além do governo? Haverá a ordem de cima para “sabotar” o novo governo, sob os falsos slogans de “preservar as conquistas sociais” e “impedir o retorno ao neoliberalismo”? Não sabemos ainda, e antes é preciso derrotar o PT nas urnas, a despeito de todo o abuso da máquina estatal nas eleições. Mas Villa tem uma visão otimista:
A derrota na eleição presidencial não só vai implodir o bloco político criado no início de 2006, como poderá também levar a um racha no PT. Afinal, o papel de Lula como guia genial sempre esteve ligado às vitórias eleitorais e ao controle do aparelho de Estado. Não tendo nem um, nem outro, sua liderança vai ser questionada. As imposições de “postes”, sempre aceitas obedientemente, serão criticadas. Muitos dos preteridos irão se manifestar, assim como serão recordadas as desastrosas alianças regionais impostas contra a vontade das lideranças locais. E o adeus ao PT também poderá ser o adeus a Lula.
Apesar de historiador ser melhor em analisar o passado do que fazer previsões do futuro, só me resta dizer: Amém!
Rodrigo Constantino-Rev Veja

Lula sobre CPI: ontem e hoje. Ou: Por que o PT teme tanto a CPI da Petrobras?


A reportagem de capa do jornal O GLOBO de hoje mostra como o senador Renan Calheiros, aliado do governo Dilma, decidiu recorrer ao Supremo contra CPI só da Petrobras. Os soldados do governo têm feito de tudo para impedir a CPI, temendo o que mais pode vazar das investigações:
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira para tentar reverter a decisão tomada pela ministra Rosa Weber de mandar o Congresso Nacional instaurar uma CPI para investigar apenas suspeitas de fraude na Petrobras. A ação, escrita por três advogados do Senado, pede que a liminar seja revogada e o processo arquivado. A defesa argumenta que o assunto é de competência exclusiva dos parlamentares, não podendo ser tratado pela Corte. O recurso será julgado no plenário do STF, em data ainda indefinida.
A “ordem” partiu de cima. O ex-presidente Lula, falando aos “blogueiros camaradas”, lembrou que a CPI dos Correios começou para investigar R$ 3 mil e acabou no PT. Disse, com todas as letras, que seu partido devia aprender a lição. Qual mesmo? A de que investigar estatais pode ser algo muito perigoso para seu projeto de poder.
Mas nem sempre Lula e o PT foram contra as CPIs. Quando eram oposição, lutavam pela instalação delas, e Lula acusava de forma um tanto direta, como fez no programa de Serginho Groisman:
Eu sou favorável à CPI por que ela é um instrumento institucional, portanto legal, para apurar falcatruas. A CPI é uma coisa importante pro Brasil. Acho que ao invés de criar as dificuldades que o presidente está criando, era melhor criar as facilidades para que ela se instalasse e se está com medo da CPI é por que, quem sabe, tenha o rabo preso.
Quem te viu, quem te vê! Mas é isso mesmo, Lula: se está com medo da CPI é por que deve ter o rabo preso. Quem não deve, não teme. Mas o PT deve muito, não é mesmo? Dizem por aí que Pasadena é peixe miúdo perto do que poderia sair de uma investigação mais profunda. Há que se investigar o Japão, refinaria em Pernambuco, tanta coisa…
Mas como fica claro, o governo vem fazendo de tudo para impedir a CPI e mais investigações. Ainda temos que ouvir a presidente da Petrobras, Graça Foster, petista de carteirinha cujo amor pela estrela vermelha está entranhado em sua pele, afirmar que tudo será apurado com rigor de dentro. Não! A investigação deve vir de fora, presidente!
Somos obrigados, ainda, a escutar a presidente Dilma usar a cadeia nacional de televisão e rádio em feriado do Dia do Trabalho, prerrogativa de estado, não de governo, para fazer campanha eleitoral e acusar os “outros” de desejarem destruir a maior empresa nacional. Como assim?
Eu poderia jurar que quem quer a Petrobras destruída é o governo Dilma, cuja gestão temerária já fez ela perder metade do valor, envolveu-a em vários escândalos e agora ainda quer impedir investigações. Por que o PT teme tanto a CPI da Petrobras?
Rodrigo Constantino

José Serra, vice de Aécio Neves: será que isso é possível?

José Serra e Aécio Neves numa mesma chapa: será que pode ser desta vez?
José Serra e Aécio Neves numa mesma chapa: será que pode ser desta vez?
José Serra, afinal de contas, pode ser o vice de Aécio Neves na disputa presidencial? Pode. Vai ser? Bem, aí fica difícil dizer. O fato é que o assunto está ganhando corpo. E, até onde se pode perceber, sem a participação ativa nem de um nem de outro. Aécio é o único dos três principais candidatos que não tem ainda um vice definido, e é natural que o partido faça esse debate. O que eu penso? Acho que formariam uma chapa extremamente competitiva e que se estaria diante de um fato novo na disputa — este, sim, capaz de mexer também com o eleitorado, não apenas com o noticiário, como aconteceu com a união entre Marina Silva e Eduardo Campos. Até agora, convenham, parece que uma parcela mínima, se é que aconteceu, do eleitorado da líder da Rede migrou para o candidato do PSB.
Em política, o elemento subjetivo conta, claro!, mas eu acredito muito na força das condições objetivas. Não é segredo para ninguém que a relação entre ambos em disputas anteriores não foi exatamente tranquila. Mas me parece que cabe ao PSDB constatar, como diria o poeta, que um “valor mais alto se alevanta”. Se a eleição fosse hoje — e ainda bem que não é —, Dilma seria reeleita, embora, e parece que ninguém duvida disso, nem ela mesma saiba muito bem por quê. Na verdade, nem o PT. Uma espécie de cartilha lançada pelo partido em seu Encontro Nacional se ocupa mais em dizer por que seus adversários não podem ser eleitos do que em explicar por que ela deve ser reeleita. Em política, a necessidade é um excelente remédio e uma ótima conselheira. E o país precisa dos tucanos unidos — com ou sem a formação da chapa com os dois nomes, diga-se.
Quem acompanhou os artigos escritos por José Serra nos últimos três anos, que estão em sua página pessoal, sabe que ele anteviu com precisão quase milimétrica os descaminhos da economia brasileira, ainda que este ou aquele divirjam de eventuais soluções que propõe. Que fez prognósticos e diagnósticos impecáveis, nem os adversários podem negar. E está, também há poucas dúvidas a respeito, entre os melhores gestores públicos que há no país.
Aécio Neves tem conseguido dar corpo e musculatura à sua candidatura. É, inequivocamente, um homem de oposição — uma tarefa que tem se mostrado ingrata e difícil no país, dada a presença do estado na economia e do governo na vida das pessoas. O oficialismo é onipresente na imprensa até por força inercial, e a mensagem dos que divergem chega com muita dificuldade ao público. Serra é mais conhecido nacionalmente, por enquanto ao menos, do que o senador mineiro e tem, é óbvio, mais presença em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
Solução não pode ser problema
Incluo-me entre aqueles que, como analista mesmo, não como torcedor — embora todos saibam que eu jamais votaria em Dilma —, avaliam que o momento é bom para as oposições, em especial para a candidatura do PSDB. É fato, no entanto, que é preciso avançar, mudar de estágio, e um Serra vice me parece que seria uma solução inteligente. Aécio evidenciaria ainda que foi capaz de unir o partido, acabando com uma quase fratura histórica.
Mas solução não pode ser problema. Em lugar de Serra, eu não moveria uma palha para que isso acontecesse. Em lugar de Aécio, eu faria o convite na hora adequada. Essa solução só é possível se for, de fato, consensual — ou se eventuais arestas forem aparadas no mais absoluto silêncio. Se for preciso quebrar uma única lança, mínima que seja, então não vale a pena. Porque aí o ativo vira matéria de rixa política e de questões menores. O PSDB precisa querer.
“Ah, mas se Aécio tivesse topado ser vice de Serra em 2010…” Em política e em história, não existe “se”. Existe o fato. O fato é que as circunstâncias, hoje, conspiram a favor de uma candidatura de oposição — realmente de oposição — e que a união entre Aécio e Serra é uma resposta com a qual muita gente conta e há muito tempo. Mas reitero: tem de ser uma operação suave, que torne tudo mais fácil e mais agradável, como quando se harmoniza uma música. Se for para produzir dissonâncias, convenham: ninguém, muito menos o país, precisa disso. E, claro, encerro com o óbvio: para que ocorra, Aécio precisa querer Serra como vice, e Serra precisa querer ser vice de Aécio. O bom é que ambos são livres para escolher e que ninguém está obrigado a nada, nem pelas circunstâncias.
Mas que seria um golaço da oposição, isso seria.
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Gilmar Mendes diz que o Brasil vive um "apagão de gestão"

Eu apenas acrescentaria: o apagão é o próprio governo Dilma, de cabo a rabo. É duro ter que aguentar até outubro para nos vermos livres do lulopetismo. Matéria de Fausto Macedo no Estadão:
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta segunda feira, 5, em São Paulo, que o País vive “um apagão de gestão” e que a sucessão de escândalos na Petrobrás o constrange. “Pela dimensão e repetição os escândalos realmente constrangem”, declarou o ministro.
“Basta saber qual é o próximo (escândalo), isso é sem dúvida muito sério”, alertou Gilmar Mendes. “Temos graves problemas aqui (na Petrobrás), são repetidos os casos de corrupção, muitos deles associados à questão política, a campanhas.”
A estatal petrolífera brasileira está no centro de uma crise sem precedentes desde que seu ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, foi preso pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Costa é acusado de lavagem de dinheiro a partir de crimes contra a administração pública, corrupção e peculato.
“É preciso que se dê a atenção devida (aos escândalos na Petrobrás)”, prosseguiu Mendes. “Temos um aparato de repressão que vem se mostrando pelo menos ativo, senão eficaz, mas os escândalos realmente constrangem. Pela dimensão e pela repetição. Era a grande empresa brasileira. E há pouco tivemos o caso do Mensalão com referências a uma outra grande empresa brasileira, o Banco do Brasil, envolvido nesse episódio lamentável.”
Ao comentar a onda de violência que se espalha pelo País, Gilmar Mendes alertou para o que chama de “grave crise de gestão”.
“Quero dizer que nós estamos vivendo um momento de apagão de gestão. Precisamos pensar claramente: que tipo de legado estamos deixando para os nossos filhos? Quanto piorou a gestão pública no Brasil? É um quadro de anomia muito preocupante e má qualidade dos serviços prestados. As demandas que são formuladas não são atendidas minimamente. Isso é muito sério.”
Para o ministro, o quadro de “má gestão” afeta também a segurança pública. “Temos um déficit enorme no que concerne à segurança pública. Isso é notório. Basta ver o tema que está na agenda hoje, a má gestão dos presídios, todos esses problemas que se acumularam ao longo dos anos que é uma parte do tema segurança pública. Tomamos medidas importantes no que diz respeito à ocupação dos morros no Rio, as UPPs, mas com grandes déficits. A União tem que participar mais ativamente do tema da segurança pública. É preciso que isso entre na própria agenda da disputa presidencial. O cidadão perdeu a liberdade, o cidadão normal é um prisioneiro porque ele não pode sair à rua nas nossas grandes cidades.”
Para o ministro, “juntamente com a educação e a saúde, a segurança pública certamente é tema prioritário”.
“A gente não percebe, a não ser medidas paliativas propostas com forte caráter simbólico, a gente não percebe articulação de medidas que possam afetar de fato esse quadro de insegurança pública ao qual estamos submetidos.”
O ministro do Supremo atribui negligência aos órgãos públicos ante os ataques de vândalos em manifestações de rua. “Temos muitos conflitos que têm sido talvez negligenciados e que precisam merecer a devida atenção de todos os segmentos incumbidos de regular, de aplicar a lei, os setores investidos de poder público, de poder estatal.”
Gilmar Mendes advertiu para a forte carga tributária imposta ao contribuinte, sem contrapartida do poder público. “É notório que o País tem hoje uma cobrança, uma participação financeira por parte do cidadão que é bastante elevada, a tributação, a carga é muito elevada. E os serviços que são devolvidos são precários. Então, nós temos tributos em padrão da Suécia e serviços de alguns países africanos. É preciso que a gente perceba que nós estamos vivendo um quadro realmente de má gestão. Eu fico um pouco envergonhado quando eu vejo essa situação generalizada de má prestação dos serviços.”
DO ORLANDO TAMBOSI