sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os números do Ibope em SP e por que Haddad tem mais motivos para se preocupar do que Serra.


Ou: Tutelado por Lula, Dilma e Marta, petista empaca.
Ou ainda: Esquerdismo é coisa de rico!
Por Reinaldo Azevedo
Segundo pesquisa Ibope/Rede Globo publicada ontem, Celso Russomanno, do PRB, segue na dianteira na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com 35% das intenções de voto. Em duas semanas, ele passou de 31% para 35%.
O tucano José Serra oscilou um ponto para baixo no período e ficou com 19%, e o petista Fernando Haddad também baixou um ponto, ficando com 15%. A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. Num eventual segundo turno, o candidato do PRB venceria o tucano (52% a 22%) e o petista (50% a 25%).
Se Serra (33%) e Haddad se enfrentassem (37%), haveria uma situação de empate técnico. Se os números estiverem certos, o que temos? Segundo o Ibope, nesses 15 dias, Serra parou de cair (a oscilação de um ponto com margem de erro de três é irrelevante), e Haddad parou de subir.
Ainda assim, como é evidente, os dois se encontram num patamar muito inferior ao do líder e não têm muitos motivos para comemorar. Mas por que a situação é pior para Haddad?
Não, não é só porque se situa na margem inferior do empate técnico — muito provavelmente atrás do tucano. Isso poderia estar em curso numa trajetória de ascensão. Mas o que a pesquisa registra é uma possível estagnação. E isso acontece quando dois de seus cabos eleitorais “fortes” entram em campo: a presidente Dilma e a ex-prefeita, agora ministra, Marta Suplicy. Lula, considerado por Marta a encarnação do próprio “Deus”, está na TV desde o início do horário eleitoral.
Na quinta, dia 6, Dilma fez seu pronunciamento de Sete Setembro, no intervalo de “Avenida Brasil”. Na segunda, dia 10, passou a ser uma das estrelas da campanha. O Ibope fez as suas entrevistas entre segunda e quarta, em meio ao “bombardeio Lula-Dilma-Marta”. Não só a candidatura não se moveu como pode ter perdido fôlego.
Espero que o PT se comporte desta vez. A memória não depõe a favor do partido. Em dificuldades em 2006, tentou o dossiê dos aloprados; buscando dar a grande arrancada em 2010, montou um bunker para fazer mais um falso dossiê contra Serra. Que resista, desta feita, à tentação da baixaria. Adiante. Uma próxima pesquisa dirá se há mesmo aí uma tendência. De todo modo, há 15 dias os petistas anunciam uma ultrapassagem, plantando notinhas na imprensa, que se esquece de acontecer.
Sabem que seu próprio tracking (pesquisa telefônica diária) não é nada bom para o seu candidato.
Vamos adiante. No dia 11, escrevi aqui um post intitulado “Russomanno resolveu baratear o progressismo e o conservadorismo. E a imprensa ‘iluminista’ não sabe o que fazer com ele. Bem feito!”. Evidenciei ali como o jornalismo dito “progressista” criou um monstrengo eleitoral chamado Russomanno, que vai para o segundo turno, com chances reais de vencer o adversário. Tomando emprestado, em outro contexto, um mote do querido Diogo Mainardi, escrevo: “acreditem em mim!”. Naquele texto, escrevi isto:
O que se chama “fenômeno” não tem nada de misterioso ou inexplicável, já escrevi aqui. O rapaz que é incapaz de manter um diálogo consequente sobre a cidade, além das frases de efeito, conseguiu se tornar o beneficiário tanto do sentimento de rejeição à gestão Kassab — meticulosamente cultivado pelos supostos bem-pensantes ao longo de quase quatro anos — como da rejeição, vejam que coisa! — ao próprio petismo.
Num caso, basta-lhe a) fazer críticas fáceis e erradas à administração; caso vença e ponha em prática tudo o que promete, aí, sim, conheceremos o caos na cidade. No que concerne à rejeição ao petismo, b) basta-lhe exercer o que costumo chamar de “conservadorismo rancoroso e desinformado”, e pronto! A imprensa, esmagadoramente pró-Haddad, não sabe lidar com isso. Algumas das “denúncias” que faz contra Russomanno só contribuem ou para fortalecê-lo para consolidar sua posição. Nem por isso têm de ser evitadas. Apenas registro um fato.
Volto
Leiam estes dados colhidos pela Pesquisa Ibope, segundo o Estadão Online:
“A pesquisa mais recente revela que, nas regiões da cidade nas quais candidatos do PT venceram nas últimas três eleições majoritárias (para presidente, governador e prefeito), nada menos que 40% dos eleitores indicam Russomanno como seu preferido. É o dobro da taxa obtida por Haddad. Nas mesmas áreas, Serra tem apenas 10%.Nas zonas antipetistas, onde o partido perdeu nas últimas três eleições, o candidato do PRB também está na frente, mas com índice menor: 31%. O tucano vem em seguida, com 25%, e Haddad aparece com 12%.”
O “Data Tio Rei” não pesquisa eleitores; pesquisa só a lógica. O eleitorado tradicionalmente petista na periferia não é exatamente “petista”, mas “petizado”, o que é coisa muito diferente. Ser esquerdista, no Brasil, requer certos privilégios de classe que o povo não tem; esquerdismo é coisa de rico. O PT costuma seduzir essas camadas com a sua crítica fácil e suas promessas mirabolantes. Russomanno tem-se mostrado melhor nessas artimanhas. E, como se vê, tomou um naco do eleitorado do partido. Mas também conquistou, já expus os motivos, uma fatia dos paulistanos antipetistas — ainda que com seu conservadorismo mequetrefe.
Em tese (em tese, reitero!), dadas as características dos respectivos eleitorados, Serra tem mais condições de retomar alguns eleitores que desertaram da base do PSDB do que Haddad de retomar alguns que desertaram da base do petismo. No primeiro turno, no entanto, a esta altura do jogo, não é uma tarefa fácil. Os brancos e nulos (13%) e os que não opinaram (6%) somam ainda 19%, o que é muita coisa. Parece que tucanos e petistas sabem que sua principal tarefa agora é impedir que a maioria dessa massa migre para o adversário, consolidando o segundo lugar — e isso explica o acirramento dos embates entre Haddad e Serra.
Quarto cabo eleitoral
E olhem que Haddad tem um quarto cabo eleitoral militante: amplos setores da imprensa paulistana, grandes propagadores do “novo”. Não perceberam que Russomanno surfava justamente na onda da “novidade” — onda que parece ter força para chegar à praia do primeiro turno.
Não há nada decidido, é claro! Uma pesquisa do Datafolha do dia 13 de setembro de 2008 apontava Gilberto Kassab com 21%, Geraldo Alckmin com 20% e Marta Suplicy com 37%. Kassab se elegeu no segundo turno com mais de 60% dos votos válidos.
Uma nota final
O grande fiasco dessa eleição atende pelo nome de Gabriel Chalita. A sua fórmula que parecia mágica — um peemedebista tão sensato que parecesse tucano e tão “do social” que parecesse petista — deu com os burros n’água.
O seu ar beato seduziu pouca gente (6% por enquanto, segundo Ibope), mesmo prometendo ônibus de graça para “estudantes carentes”.
Na próxima, convém prometer tênis de graça, camiseta de graça, cerveja de graça, livros de poesia de graça, graça de graça… Quem sabe dê certo.
14/09/2012
DO R.DEMOCRATICA

PROCURA-SE UM LÍDER


Ancião
Não me canso de repetir as palavras de Platão, filósofo grego, 428 a 347 a.C. “O preço a pagar pela tua não participação na política é seres governado pelos incapazes e corruptos!” Mas, pensando bem, o melhor grego a ser citado seria Diógenes, 404 a 323 a.C. que, com uma lanterna, procurava um homem que vivesse segundo a sua essência, superando as exterioridades exigidas pelas convenções sociais como comportamento, dinheiro, luxo ou conforto, o que justificaria melhor o título do artigo.
Uma significativa parcela do povo brasileiro esclarecida e consciente, está refém de outra parcela, que não pode ser chamada de povo e sim de povão, pois é composta de brasileiros alienados e sem discernimento próprio, por falta de educação e conhecimento, e que está subjugada pela propaganda enganosa dos últimos governos, que usam a máxima totalitária de quanto pior melhor.
As forças vivas desta nação, que ainda não se dobraram ou se venderam à propaganda enganosa dos últimos governos, necessita encontrar dentro dos 190 milhões de brasileiros, um lider autêntico que possa devolver a esta nação sua dignidade perdida, pelo caminho da democracia de verdade dos países de primeiro mundo e não nesta democracia de fachada em que já se transformou descaradamente este país.
Hoje nós temos no Supremo Tribunal Federal um lider autêntico e corajoso, que está levando seus pares a condenar com destemor os mensaleiros corruptos, que estavam acobertados por forças retrógradas e poderosas e que foram desmascaradas e encontram-se em pânico.
Este lider negro necessita ser convocado pelos “homens livres e de bons costumes” e atender ao apêlo desta nação que se encontra à deriva como uma nau sem rumo!  (1) Ilustração: Diógenes.
DO HORACIOCB

VIDEO PROIBIDO [espalhe]


Patifaria contra Yeda no RS - A Verdade Aparece


Arapongagem eleitoreira no RS: Juizes do Conselho Disciplinar da BM inocentam o Sargento Cesar Rodrigues
Os juízes do Conselho de Disciplina da Brigada Militar do RS, acabam de inocentar por unanimidade o sargento Cesar Rodrigues, acusado pelo promotor Amilcar Macedo, de Canoas, há dois anos, pela prática de espionagem política contra os adversários da governadora Yeda Crusius. As ações movidas pelo promotor no Foro de Canoas já tinham sido consideradas imprestáveis pelo juiz Fernando Henning. 
O sargento Cesar Rodrigues denunciará o promotor Amilcar Macedo na Corregedoria do MPE, sem contar as ações por dano moral que ajuizará no Foro de Canoas e de Porto Alegre. 
O caso serviu para engrossar as ações diabólicas do Eixo do Mal, que antes já tinham conseguido desencadear as CPIs dos Pedágios (2007), Detran (2008) e PT (2009), sem contar dois pedidos de impeachment e três operações de grande monta da Polícia Federal (Rodin, Solidária, Mercari), desestabilizando completamente o governo do PSDB do RS. 
As denúncias sobre arapongagem no Palácio Piratini surgiram como num passe de mágica no dia 3 de setembro de 2010, em plena campanha eleitoral, no momento em que Yeda retomava movimento de alta nas pesquisas, ameaçando levar a disputa para o segundo turno entre Tarso Genro e José Fogaça. Os estrategistas do PMDB torciam para que Yeda avançasse dos 18,1% (o tracking do Methodus para o dia 2 de setembro de 2010 foi de 16,3% para a governadora) daquele dia para 24%, que somados aos 26% de Fogaça, seria suficiente para garantir nova rodada eleitoral.
A ação midiática do promotor de Canoas, que chegou a tentar invadir o Palácio Piratini para devassar a Casa Militar, ocorreu apenas dois dias depois da Operação Mercari, desfechada no dia 2 de setembro de 2010, 6h30m da manhã, por 76 delegados da Polícia Federal no Banrisul. 
Amplificadas as denúncias do promotor Amilcar Macedo, que mandou prender o sargento Cesar Rodrigues e vasculhar sua casa, resultaram devastadoras as repercussões políticas no Estado. Foi uma surpresa saber que não apenas o sargento Rodrigues possuía a senha para acessar os dados do Sistema de Consultas Integradas, mas também outros 1.149 servidores pertencentes a 49 organizações diferentes. O promotor não quis investigar nenhuma das 49 organizações, sequer o jornal Zero Hora, que na sua edição do dia 9 de setembro admitiu em editorial que usava senhas e acessava o sargento Cesar Rodrigues para obter informações. Mais tarde, em 2011, a RBS editou novo Código de Ética e proibiu a repetição do mesmo tipo de procedimento, mas só fez isto depois que o caso ganhou contornos infernais no início de julho de 2011, com as denúncias sobre arapongagem feita pelo jornal News of the World. 
As ações movidas pelo promotor Amilcar Macedo foram consideradas imprestáveis pelo juiz Fernando Alberto Corrêa Henning, que ao contrário do juiz anterior, Volnei Coelho, cortou o passo do representante do Ministério Público Estadual.
Fonte:  Políbio Braga
COMENTO: clicando na imagem acima (gráfico do tracking diário de setembro de 2010, a poucos dias da eleição), o leitor pode verificar como foi "oportuna" a falsa denúncia sobre arapongagem no Piratini, que custou a injusta prisão do sargento Cesar Rodrigues. Faço votos para que o sargento tenha sucesso em sua empreitada contra o tal procurador. Esse tipo de justiceiro às avessas, que se utiliza do cargo para jogar sujo politicamente deve tomar o mesmo destino de um outro que há algum tempo aterrorizava Brasília com falsas denúncias que ele plantava na imprensa e depois usava como base para iniciar processos que só serviam para desmoralizar adversários da canalha petista. Depois, os "processos" caiam no esquecimento, mas o estrago na imagem dos atingidos já estava feito. Coisa de canalha!
DO MUJAHDIN CUCARACHA

ACOSSADOS PELO FORO DE S. PAULO COMUNISTA, ARGENTINOS VÃO ÀS RUAS CONTRA A MEGERA TIRANA CRISTINA KIRCHNER QUE DESEJA SE PERPETUAR NO PODER!

Acima Córdoba. Clique s/ imagens p/ vê-las ampliadas    

Milhares de pessoas foram às ruas de Buenos Aires, a capital Argentina, e também no interior do país, para protestar contra a manobra comunista de Cristina Kircher que tenta imitar o caudilho Hugo Chávez com uma reforma constitucional que autorizaria sua re-reeleição.
Pela foto do site do jornal Clarin, de Buenos Aires, como se pode ver no facsímile acima e, também, neste vídeo, tem-se uma idéia do que acontece no vizinho país sob o tacão da bandalha comunista do Foro de S. Paulo, a organização que comanda a comunização dos países da América Latina e que foi fundada por Lula e seus sequazes.
Este fato que acaba de ocorrer nesta noite de quinta-feira na Argentina não aconteceu de repente. Foi convocado às claras pelas redes sociais na internet.
Entretanto, não se teve nos últimos dias uma linha de matéria nos jornais da grande mídia brasileira e também em nivel internacional, a mostrar como a grande imprensa e seus jornalistas amestrados a serviço do deletério Foro de S. Paulo, escamoteiam as informações escrevendo apenas abobrinhas diversas.
Até há pouco apenas o site do Diário Catarinense, de Florianópolis, postou esta pequena matéria veiculada pela agêncisa AFP. Nos demais portais dos grandes jornais brasileiros ainda não havia nada quando postei aqui.
Já se comenta pelas redes sociais que na Argentina se inicia a "Primavera Latino-Americana" para expulsar a vagabundagem comunista que tenta reformar todas as Constituições dos países para a implantação de ditaduras do tipo cubano. Não gosto do termo "Primavera disso ou daquilo", porque é um conceito formulado pelo esquerdismo politicamente correto que corteja todas as tiranias do planeta.
Este tem sido um tema recorrente aqui no blog. Inúmeras vezes tenho advertido sobre o fato de que isto que acontece agora na Argentina é parte do diabólico plano do Foro de São Paulo, do Lula, do PT e demais vagabundos comunistas que infestam o Brasil e o continente latino-americano. Se não houver uma reação rápida e enérgica dos partidos que estão na oposição amanhã será o Brasil sujeito a uma manobra espúria emulando Kirchner e Chávez, a ser perpetrada pelo PT Mensaleiro do Lula, da Dilma et caterva, com a finalidade de implantar uma república socialista que expropriará não apenas a propriedade privada, mas sobretudo a nossa liberdade.
Mirem-se no exemplo da Venezuela onde Chávez fez a reforma constitucional e hoje impera de forma tirânica sobre a Nação e tenta seu terceiro mandato até 2019. No seu plano, que publiquei aqui neste blog, está delineado que a Venezuela será uma república socialista.
 DO ALUIZIO AMORIM 
     

Mensalão: o operador do esquema vai para a cadeia

Mensalão
Somadas, as penas imputadas a Marcos Valério ultrapassam oito anos, impondo regime fechado; núcleo do Banco Rural também foi condenado
Veja on line
Laryssa Borges e Gabriel Castro
Marcos Valério, o "carequinha": pena será em regime fechado
(Celso Junior/AE)
Após 23 sessões de julgamento do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou o publicitário Marcos Valério de Souza, operador e um dos símbolos do escândalo que assolou o governo Lula, a cumprir uma longa pena trancafiado numa cela.
Valério, o “carequinha” que emergiu após o estouro do mensalão em 2005, cumprirá pena pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e peculato.
Até o final do julgamento, ainda responderá pelos crimes de formação de quadrilha e evasão de divisas em dezenas de operações fraudulentas.
Somadas, as penas imputadas a ele ultrapassam oito anos de prisão, o que obriga o cumprimento em regime fechado.
O tempo que ficará trancafiado será muito maior devido aos agravantes - chefiar um núcleo do esquema, por exemplo -, mas esse cálculo só será feito após o término do julgamento, na chamada fase da “dosimetria”.
Além de Valério, classificado ainda na fase pré-julgamento pelo ministro Joaquim Barbosa como “expert em lavagem de dinheiro”, outros réus já julgados na ação penal do mensalão correm o risco de ter de preparar a mudança para um presídio federal.
Os banqueiros Kátia Rabello, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane, que colocaram o Banco Rural a serviço do esquema criminoso com empréstimos fraudulentos e administração bancária à margem da lei, já foram apenados por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.
As penas mínimas dos dois ilícitos, juntas, chegam a seis anos de reclusão. E eles também podem ser condenados por evasão de divisas e formação de quadrilha.
Os réus João Paulo Cunha, deputado federal, o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, e os sócios de Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz completam a lista dos já condenados por mais de um crime no julgamento do mensalão e também devem amargar o cumprimento de pena em reclusão.
Elo direto com o núcleo político do escândalo, Marcos Valério deve ter suas atividades ilícitas utilizadas pelo ministro Joaquim Barbosa como argumento na próxima semana para pedir a condenação dos parlamentares que, corrompidos, venderam votos em benefício do governo Lula.
O publicitário mineiro foi apresentado ao PT pelo ex-deputado Virgílio Guimarães, que levou o operador do esquema criminoso diretamente ao então tesoureiro petista, Delúbio Soares.
Os tentáculos do publicitário nas repartições da República foram verificados ainda na intermediação dele para que a banqueira Kátia Rabello pudesse se reunir com o então todo-poderoso ministro da Casa Civil José Dirceu e negociar diretamente benefícios da liquidação do Banco Mercantil, de Pernambuco.
Esses fatores serão cruciais para os ministros comprovarem a ligação entre o publicitário e parlamentares que, a partir de propinas, venderam seus votos no Congresso.

DO R.DEMOCRATICA

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Você conhece o Rude?

O famoso Rude
Você já ouviu falar do cantor catarinense Rude? Pois é, ele conseguiu que o Ministério da Cultura aprovasse na semana passada um dos mais altos valores de captação de recursos de um projeto na área musical, via Lei Rouanet: 2,7 milhões de reais para fazer sua turnê de 36 shows, gravar um disco “para a divulgação do CD, DVD e da cultura brasileira”.
Por Lauro Jardim
REV VEJA

Dilma está desconstruindo sua imagem

Marta e Crivella ministros e apoio ostensivo a Haddad na TV…
….contrastam com reputação pública criada pela presidente
Imagem e credibilidade são difíceis de construir. Dilma Rousseff foi montando sua reputação, tijolo a tijolo, desde o início do governo Lula. Ela é durona, gosta de administrar, é intransigente com a politicagem. O episódio das demissões em série de ministros encrencados em 2011 conferiu à presidente a fama de ter comandado uma faxina ética no governo.
De maneira premeditada ou inadvertida, Dilma foi ficando como uma espécie de ponto de equilíbrio entre o que foram Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Nem é tão elitista e distante do povão como o tucano nem tão populista e condescendente com mazelas brasileiras como o petista. De repente, Dilma até virou personagem de programas de um curioso “humor a favor”, algo raríssimo na história política do país.
Estava indo tudo muito bem. Até que o processo eleitoral deste ano começou.
Uma romaria de políticos do PT passou a frequentar o ex-presidente Lula para reclamar de Dilma. “Ela não trata o PT como deveria” e “Dilma está se arriscando a perder apoio político ao não aceitar demandas dos aliados” são duas frases que sintetizam os resmungos no muro das lamentações do PT e adjacências. Sem contar o desgarramento virtual do PSB, do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, virtual candidato a presidente daqui a dois anos.
Candidata à reeleição em 2014, Dilma se sentiu premida pela conjuntura política adversa que se formava no seu entorno. Começou a tomar atitudes erráticas. Cede e depois age como se fosse para dizer: “Eu sou do PT, mas o PT não manda em mim”. É um risco. Sinais trocados podem desconstruir a imagem que criou para si própria desde sua posse no Planalto.
Eis 4 fatos que podem até ter contribuído para Dilma dar mais coesão política ao seu governo e melhorar sua relação com o PT, mas que contrastam com sua reputação pública:
1) Ministério da Pesca – depois de dizer no final de 2011 ao programa Fantástico, da TV Globo, que não fazia “toma lá dá cá” (vídeo e texto), a presidente convidou em março passado, para a pasta da Pesca, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). O objetivo foi apenas político. O PRB tem fortes ligações com a Igreja Universal do Reino de Deus e com a TV Record.
Dilma deu um ministério para acalmar um grupo político-midiático relevante. Enfim, toma lá, dá cá.
2) Resposta a FHC em rede nacional de TV – o ex-presidente escreveu um artigo que teve pouca repercussão no dia de sua divulgação, no início de setembro. A presidente maximizou a crítica recebida do tucano e respondeu com nota oficial da Presidência da República. Não satisfeita, usou parte do seu discurso em comemoração ao 7 de Setembro para fazer um forte ataque às privatizações da administração de FHC. Segundo ela, o tucano “torrou patrimônio público para pagar dívida, e ainda terminou por gerar monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência”. Tudo em rede nacional de TV.
Não se trata aqui de negar ou confirmar os problemas das privatizações tucanas. O ponto é outro: convém a uma presidente da República usar uma rede nacional de TV para fazer política partidária? Afinal, Dilma poderia dizer tudo o que falou e muito mais no programa partidário semestral que o PT tem na TV.
3) Vídeo pró-Haddad – pressionada por Lula, a presidente aceitou que gravar e deixar divulgar já um vídeo no qual defende Fernando Haddad, o candidato do PT a prefeito de São Paulo.
Dilma havia procurado o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), há alguns meses e disse que não faria campanha para ninguém no primeiro turno destas eleições. Ou seja, falou uma coisa e fez outra.
Pior um pouco foi o tom e o palavreado usado por Dilma. A presidente foi além de recomendar o voto no PT em São Paulo –o que seria compreensível. Ela fez uma ameaça velada aos eleitores paulistanos ao dizer que Haddad é “a pessoa certa” para a cidade “consolidar projetos fundamentais do governo federal”. Com Haddad, os paulistanos terão “muitas creches” e “novas moradias”.
Ou seja, contrário senso, se Haddad é “a pessoa certa”, as outras pessoas na disputa são as erradas. Em outras palavras, se Haddad não for eleito, São Paulo não vai “consolidar projetos” com dinheiro federal para ter “muitas creches” e “novas moradias”.
4) Marta Suplicy na Cultura – esse é outro exemplo explícito de toma lá, dá cá. A senadora pelo PT de São Paulo, Marta Suplicy, ficou emburrada por vários meses por ter sido alijada da disputa pela Prefeitura de São Paulo. Recusava-se a participar da campanha de Fernando Haddad, uma escolha pessoal de Lula.
Aí Marta Suplicy se acertou com Dilma Rousseff e Lula: iria virar ministra até o final do ano. Entrou então na campanha de Haddad. Só que a nomeação de Marta como ministra da Cultura explicitou um certo de descontrole no gerenciamento político de Dilma. O cargo estava acertado, mas seria dado oficialmente após a eventual eleição de Haddad –o custo político seria assim mitigado.
Ocorre que a notícia foi publicada na internet na manhã de 11.set.2012  por Valdo Cruz e Natuza Nery. Por volta de meio-dia, a notícia foi ampliada pela repórter Cátia Seabra. Dilma Rousseff resolveu então antecipar o fato.
Por quê? A presidente detesta quando informações reservadas de seu governo chegam à imprensa sem sua permissão. Nessas ocasiões, há sempre reações intempestivas –como não avaliar com mais vagar a relação custo-benefício de uma ação subsequente.
Dilma poderia muito bem ter segurado a nomeação para depois do período eleitoral, mas não quis mais postergar porque se sentiu traída pela informação ter sido publicada sem o seu consentimento.
Aliás, essa relação de Dilma com a mídia, de desejar controlar 100% do que é publicado sobre seu governo, é assunto para uma outra análise.
—- * —-
Quais sinais são emitidos por esses 4 fatos acima?
Para a maioria dos brasileiros é comum políticos se atacarem e presidentes nomearem ministros por indicação partidária. Sem problemas. Esses episódios fazem parte da paisagem.
Ocorre que parcelas da classe média e dos eleitores mais instruídos estavam encantadas com o primeiro ano do governo Dilma e as atitudes “low profile” da presidente.
Enfim estava no Palácio do Planalto uma pessoa de hábitos mais republicanos. Dilma podia ser até meio áspera e ríspida no contato com as pessoas em geral, mas esse traço era até visto como um predicado e não um defeito.
Agora, aos poucos, a presidente vai cedendo aos vícios da micropolítica. O PRB quer um ministério? Eis aqui o da Pesca, não importando se quem vai ocupá-lo não entende nada de peixes. O PT está em apuros em São Paulo com o candidato de Lula que empacou nas pesquisas? Olhem aqui Dilma dando uma ordem aos eleitores paulistanos na TV. O político aposentado FHC faz uma crítica em jornal impresso ao governo Lula? Sem problemas: Dilma convoca uma cadeia nacional de TV para falar do 7 de Setembro e sentar a pua no tucano.
Essas atitudes são (com o perdão pelo uso do clichê) como as ondas produzidas pela pedra jogada no lago. Aos poucos, as ondas se espalham e chegam à margem.
Pior ainda quando são várias pedras jogadas no mesmo lago.
DO  FERNANDO RODRIGUES
UOL

Russomanno, Ratinho, a Era Lula e os Candidatos Acima da Lei

por Arthurius Maximus
Uma das maiores contribuições do ex-presidente Lula para nossa vida política foi levá-la de volta às práticas do século XIX e início do XX. Coisas como o caudilhismo, o coronelismo, o voto de cabresto e o desprezo pelas leis eleitorais, pelo Judiciário e pela ética durante as campanhas políticas – que vinham caindo no escárnio popular até então – de repente, voltaram com força total e se disseminaram pelo país, diante da incapacidade punitiva dos organismos criados para ordenar nosso sistema eleitoral e da apática cumplicidade da maioria do eleitorado apanhado no engodo da validade da “Lei de Gérson”.
Com os valores irrisórios das multas impostas pelos tribunais eleitorais para partidos e candidatos (principalmente para os partidos que ocupam o poder no momento da eleição e têm acesso livre aos cofres públicos), a resistência em se punir pesadamente os atos ilícitos e cassar rápida e sumariamente os candidatos que violem com frequência os dispositivos eleitorais – levando muitas vezes anos e anos para tomar uma decisão – os tribunais eleitorais brasileiros acabaram criando a figura do candidato acima da lei.
Vendo que as violações constantes das leis eleitorais, praticadas pelo ex-presidente Lula, em nada prejudicaram a ele, seus candidatos e seu partido; candidatos dotados de “bolsos largos” e dispostos a cobrir os custos das multas impostas pelos tribunais, passaram a gozar de uma imunidade relativa para violarem a lei eleitoral quando quiserem e, assim, vale mais garantir um benefício imediato junto ao eleitorado do que uma possível punição branda ou distante por isso.
A cada eleição a coisa vem se agravando e tornando as disputas cada vez mais desiguais. Na última eleição presidencial, tivemos as famosas caravanas de inauguração em que Lula e o PT disponibilizavam ônibus, refeições e bebidas para a população de uma determinada localidade participar das inaugurações de obras que patrocinavam a candidata Dilma. Lula fez campanha antecipada (em vários meses), usou a máquina estatal a seu bel prazer e impôs sua vontade sobre os tribunais eleitorais com extrema facilidade sem nunca ser incomodado.
Agora, nas eleições municipais, em inúmeras candidaturas vemos práticas semelhantes. Em São Paulo, bancado pela Igreja Universal, Celso Russomanno faz campanha e – paralelamente – distribui panfletos de uma ONG (mantida por ele e por seu irmão) dizendo que resolverá todos os problemas e reclamações dos consumidores paulistas numa clara tentativa de compra de votos. Tudo feito abertamente, nas barbas da justiça eleitoral, sem que o candidato e seu partido sejam sequer incomodados.
Em Curitiba, mesmo proibido pela justiça eleitoral de participar da campanha de seu filho Ratinho Junior (PSC) – candidato à prefeitura – Ratinho (pai) violou abertamente a decisão judicial e subiu no palanque para gritar a favor de seu filho e cuspir na cara do Judiciário.
No Rio de Janeiro o prefeito Eduardo Paes (candidato a reeleição) usa e abusa da máquina, utilizando-se de qualquer oportunidade oficial para fazer campanha e ligar a sua imagem a eventos de grande apelo popular – notadamente os ligados ao futebol – burlando descaradamente a lei e legitimando uma conduta criminosa.
E, pelo Brasil a fora as mesmas práticas (ou até piores) se repetem e se intensificam de forma avassaladora sem que a Justiça eleitoral e, principalmente, o eleitor cumpram o seu papel de punir aqueles que desrespeitam as leis.
Quando digo caber principalmente ao eleitor a responsabilidade de compreender que um candidato disposto a violar uma determinação judicial ou simplesmente ignorar o cumprimento das leis, buscando unicamente o seu favorecimento eleitoral e se colocando acima de qualquer norma social; refiro-me ao fato de que é vital compreender a mensagem clara, deixada por ele, de que não está comprometido com o bem-estar de ninguém a não ser o dele mesmo; estando disposto a tudo para satisfazer seus interesses particulares (lícitos ou não). Afinal de contas, bastará que algo vá de encontro a sua vontade para fazer com que ele viole leis e use o seu mandato em causa própria.
Portanto, o eleitor consciente deve entender que se o candidato viola leis, e isso antes de assumir o poder; fará muito pior depois de empossado e ter acesso ao poder e aos cofres públicos. Pois, se ele é incapaz de obedecer as regras do jogo, o desfecho lógico é de que sua participação sempre será regida pela trapaça, pelo jeitinho e pela maldita Lei de Gérson.
Pense nisso.
DO MUJAHDIN CUCARACHA

Dizendo ser marido de Dilma, mulher tenta subir rampa do Palácio do Planalto

Parece que Dilma está machucando o coração da mulherada. Talvez por ela andar envolvida com movimentos gays, fazendo doações para as marchas desses movimentos, apoiando kits gays e kits anti-homofobia entre outros. Na realidade, deve estar sendo confundida como uma adepta desse movimento, até porque ela não tem marido e já deve estar sendo sondada por algumas interessadas. Não que eu seja contra dela amar outras mulheres ou ser amada por outras tantas, mas o fato é que pela posição que ocupa, aspirando uma nova eleição, não poderá sair do armário se esse for o caso. Pois os Catolicos, Evangélicos, homofóbicos, certos Bolsonaros da vida  e conservadores, cairão com o PAU em cima dela e ela nem como porteiro de motel será empregado, digo, empregada.

FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
"Eu sou marido da Dilma Vana Rousseff!" Foi assim que Edmeire Celestino da Silva, 29 anos, justificou sua iniciativa de subir a rampa do Palácio do Planalto na noite desta terça-feira (11).
Soldados do Batalhão da Guarda Presidencial deram tiros de borracha no chão para contê-la. A ação foi em vão.
Silva se atirou sobre um soldado e foi imobilizado por seguranças do Palácio. Disse que a intenção não era ferir a presidente - ela não estava armada. "Eu quero sequestrar ela para meu cativeiro: meu coração."
Seguranças e jornalistas acharam se tratar de um homem --na verdade, Edmeire é uma mulher. A identidade foi confirmada posteriormente pelo hospital em que ela foi atendida. A Folha chegou a publicar que se tratava de um homem inicialmente, mas corrigiu a informação após o hospital confirmar tratar-se de uma mulher.

Alan Marques/Folhapress
Edmeire Celestino da Silva é imobilizado por seguranças da Presidência após tentar invadir Palácio do Planalto
Edmeire Celestino da Silva é imobilizado por seguranças da Presidência após tentar invadir Palácio do Planalto
Apesar de inicialmente se dizer marido de Dilma, Silva afirmou em seguida: "Eu queria falar pra Dilma Vana Rousseff: você aceita se casar comigo, meu amor?".
Nascida em Campinas, Silva não soube dizer seu próprio nome nem onde morava. Quando questionada de onde era, afirmou: "Sou da morte".
Segundo seguranças da Presidência, Silva foi vista nos últimos dois dias rondando o palácio. Após o episódio, ela foi levada a um hospital de Brasília.
Esta é a sexta tentativa de invasão durante o mandato de Dilma Rousseff --a presidente ainda trabalhava no palácio quando houve a tentativa.
Se depender do movimento gay, esse será o nosso fim.
DO #PROTESTABRASIL

Cadê o ‘efeito Lula’?



No Datafolha divulgado hoje há algumas informações que não estão explícitas, mas ainda assim chamam a atenção dos leitores mais atentos. A primeira delas diz respeito à situação eleitoral de Fernando Haddad. Apesar de o PT e o governo já terem colocado todas as suas fichas na mesa — leia-se Lula, Dilma e Marta Suplicy — , o escolhido de Lula para enfrentar a eleição paulistana não conseguiu, a esta altura, sequer ser alçado ao patamar histórico de votos do partido em São Paulo.
No pleito de 2008, Marta Suplicy obteve 33,06% dos votos válidos no primeiro turno. Quatro anos antes, em 2004, obteve 35,82%. Perdeu depois para José Serra.
Neste momento, a três semanas da eleição, o candidato petista Fernando Haddad se encontra praticamente estacionado em um patamar muito inferior, de 17%, que representa, grosso modo, apenas metade do potencial de votos destinados tradicionalmente à legenda.
Quatro anos atrás, no começo de setembro de 2008, Marta Suplicy era considerada imbatível. Os números do Datafolha revelam que a ex-prefeita tinha 40% das intenções de voto. Kassab e Alckmin disputavam a segunda vaga com uma diferença de apenas 4% entre ambos, mas ainda assim com menos de metade das intenções de voto atribuídas à cabeça-de-chapa do PT.
Oito anos atrás, na mesma altura do processo eleitoral, a diferença entre Marta, que tinha 33% das intenções de voto, e Serra, que liderava e terminou por vencer o pleito, era de apenas 4 pontos percentuais. Marta tinha os 33% historicamente reservados a seu partido. Um terço dos votos.
Este ano, Fernando Haddad patinou no patamar dos nanicos até se descolar deles com o início da campanha pelo rádio e televisão. Mas, pelo que mostram as três últimas sondagens, a curva das preferências já aponta para uma acomodação. Num ponto de inflexão que não é bom para o postulante do Partido dos Trabalhadores — o terceiro lugar.
O que se prevê de agora em diante é um disputa renhida entre tucanos e petistas pela chance de disputar o segundo turno com o azarão Celso Russomanno, que parece ter consolidado sua condição de favorito neste primeiro turno. E a despeito da situação de empate técnico, que torna o resultado virtualmente impossível de se prever, é de se notar que ainda há uma diferença de 3 pontos percentuais em favor de José Serra.
O esforço para dar viabilidade a Haddad é notável. A seu favor estão a máquina federal (com a engajamento de Dilma Rousseff) e o prestígio pessoal de Lula, o patrono do candidato. O uso da máquina fica claro na compensação oferecida a Marta Suplicy por seu engajamento na campanha. Preterida por Lula na escolha do candidato, a ex-prefeita teve que ser agraciada com um cargo no primeiro escalão para subir ao palanque de Haddad. Uma ajuda e tanto — que, não obstante, não se mostrou capaz ainda de vitaminar a chapa petista na medida que se esperava.
Mas é fato que o que se esperava nos meses que decorreram entre o lançamento da candidatura e o início da propaganda eletrônica não aconteceu. Nem o prestígio de Lula, nem o reforço de Marta, nem a forcinha de Dilma foram capazes de devolver ao Partido dos Trabalhadores os votos que historicamente lhe eram destinados.
O que mais intriga no comportamento do eleitor é a ausência de resposta ao esforço de Lula para dar viabilidade eleitoral ao mais importante candidato apresentado por seu partido às eleições deste ano.
O que a maioria dos analistas antevia era que Lula conseguisse não apenas reaver os votos tradicionais da legenda, mas incrementar o cacife do partido com a popularidade que faria dele o grande eleitor deste pleito. E isso, de fato, está longe de acontecer.
Resta, portanto, saber o que foi que aconteceu com a popularidade de Lula. Não há nenhuma dúvida de que ela é enorme. Assim como não restam dúvidas de que, como cabo eleitoral, Lula não tem funcionado como se supunha que funcionaria. A rigor, todo o esforço empreendido em favor de Haddad não agregou, pelo menos até agora, mais que 10 pontos percentuais ao postulanente do PT. E ainda faltam quase 20 pontos percentuais para que a legenda ascenda novamente ao patamar dos 33%.
É claro que ainda é cedo para cravar uma aposta no resultado do primeiro turno. Assim como é improvável que, haja o que houver na campanha, surja ainda um milagre capaz de alterar radicalmente o quadro. A partir de agora, com a consolidação das intenções de voto, o que se espera são pequenas oscilações, inclusive com a possibilidade de inversão dos candidatos que disputam o segundo e terceiro lugares na preferência do eleitorado.
A tese que vem sendo defendida por 10 entre 10 analistas é a de que não há transferência de prestígio — ou a tradução do prestígio em votos — a não ser entre candidaturas análogas. Por esse raciocínio, Lula poderia, sem dificuldade, eleger um poste Presidente da República. Foi o que aconteceu com Dilma Rousseff, a desconhecida auxiliar alçada por ele ao posto de primeira-mandatária brasileira dois anos atrás. Mas não tem como influenciar o eleitor paulistano, que termina por definir seu voto com base em uma cesta de propostas e um menu de candidatos vinculados exclusivamente à seara da comunidade.
Seria, desta forma, um santo milagreiro que só tem poder para promover grandes milagres. Dos pequenos, o eleitor mesmo prefere cuidar, sem a interferência nem o cabresto de quem quer que seja.
O que pouco gente se arrisca a dizer, com medo de errar o prognóstico que vai se desenhando, é que talvez os poderes atribuídos ao ex-presidente não passem de um exagero retórico que vem sendo construído pela reiteração de certos dogmas — especialmente o de que Lula pode tudo. Pelo que se viu até agora, não pode.
Talvez não possa por causa do desgaste sofrido pelo PT desde que a legenda foi associada à corrupção descarada e às piores práticas políticas, agora materializadas com as primeira  condenações de mensaleiros, e à perspectiva de prisão de gente como João Paulo Cunha, José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares. É claro que o espetáculo propiciado pelo maior julgamento da história do País produz efeitos no eleitor. O que não se sabe, até agora, é qual o tamanho do estrago.
Caso Haddad seja derrotado neste primeiro turno, muitas serão as tentativas de explicar o fracasso. Alguns dirão que o PT está pagando o preço de ter sido colocado por seus próprios dirigentes entre as legendas que protegem criminosos e incentivam a gatunagem em seu próprio proveito. Mas isso não seria suficiente para explicar o malogro.
Outros irão dizer que a escolha de Haddad foi infeliz, que a vitória com alguém já testado como Marta Suplicy seria pule de dez. Mas aí o erro seria de Lula, e não convém atribuir erros a santos.
E sempre haverá quem diga que, quando o santo não produz o milagre, não é por falta de santidade — é por falta de fé do devoto.
DO HORACIOCB

Quanto mais Lewandowsky intriga e demora, mais sangram o PT e Lula

- Muitos jornalistas, advogados e políticos ligados à oposição, reclamam da demora do julgamento do Mensalão. Há demora, sim, como nunca aconteceu antes neste País, mas também nunca um julgamento colocou nos bancos dos réus tantos potentados da república - e com viés de condenações em massa. O editor não considera que a demora no julgamento é proposital e visa beneficiar os réus. É até possível que o ministro Ricardo Lewandowsky obtenha êxito nas suas já manjadas tentativas de beneficiar os réus petistas, sobretudo Zé Dirceu, procrastinando o quanto pode o julgamento, criando intrigas com o relator, sabotando o trabalho da Corte, mas a cada dia que passa, mais sangram o PT e Lula, o que é um benefício político sem precedentes, já que eles são expostos à execração pública todos os dias, algo fatal em período de campanha eleitoral, como demonstram as pesquisas. A seguir, leia uma análise dos novos incidentes produzidos ontem no STF pelo melífluo ministro Lewandowsky, o amigo in pectore de Lula e do PT.
* Clipping O Globo
O revisor heterodoxo
Graças à reação imediata do relator Joaquim Barbosa, não prosperou ontem a insinuação do revisor Ricardo Lewandowski de que o julgamento do mensalão estaria se desenrolando de uma maneira “pouco ortodoxa”.
Como se sabe, essa é a nova versão que os petistas ligados ao ex-ministro José Dirceu estão espalhando, já para justificar uma condenação que ele próprio parece estar aguardando, segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”.
Ironicamente, foi o próprio Lewandowski que introduziu no julgamento prova hetedoroxa para justificar sua decisão de absolver a ré Geiza Dias dos Santos: uma entrevista recente do delegado Luís Flávio Zampronha, que presidiu o inquérito policial que resultou na Ação Penal 470.
Joaquim Barbosa irritou-se, chamando de “bizarra” a situação, afirmando que o delegado deveria ter sido “suspenso”. E o ministro Gilmar Mendes disse que existiam provas suficientes nos autos para formar convencimento “sem que seja preciso avocar ‘provas’ em entrevistas à imprensa”. Ambos classificaram de “heterodoxa” a posição do revisor.
Foi então que Lewandowski comentou que “este não é o julgamento mais ortodoxo já realizado nesta Corte”. O novo bate-boca teve origem, portanto, em uma provocação de Lewandowski, que, não recebendo apoio de qualquer dos membros do plenário, tratou de recuar e voltou aos seus longos votos, que ele insiste que está reduzindo.
DO POLIBIO BRAGA