sexta-feira, 17 de junho de 2011

Camões agradece: Haddad anuncia disposição de deixar o governo

Não é que não possa piorar. Em matéria de petismo, sempre pode, como vimos nas últimas mudanças. Mas o fato é, em si, uma boa notícia: Fernando Haddad, o ministro da Educação, pensa em deixar o governo. Vamos bater palmas! Pode sair! Não sem antes corrigir o verso de Os Lusíadas, violentados por aquele instituto federal do Rio Grande do Norte, que mantém sua boçalidade no ar sem nem mesmo ter a dignidade de fazer uma correção. Leiam trecho da reportagem de Vera Magalhães, na Folha:
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse a dirigentes do PT nas últimas semanas que está disposto a ser candidato a prefeito de São Paulo. Afirmou ainda que, mesmo que isto não ocorra, planeja deixar o governo Dilma Rousseff. Haddad não deu prazos para a eventual saída do Executivo. Nas conversas, disse apenas que tinha a sensação de que a sua missão à frente do MEC estaria cumprida. Ele fez um balanço de realizações positivas, mas disse que estaria na hora de alguém com “ideias novas” para o MEC. Ele foi mantido no cargo por Dilma a pedido de Lula e enfrentou sucessivos desgastes na pasta neste ano.
A disposição de Haddad de ser candidato e de deixar o governo foi confirmada à Folha por dois dirigentes do PT, um deputado, um senador e um ministro, sob a condição de anonimato. Já a assessoria de Haddad diz que ele está “trabalhando normalmente”. Procurado pela Folha, ele não quis falar sobre o assunto. “Que ele quer ser candidato, isso ele quer”, disse o ministro, que acompanha a movimentação eleitoral do PT.
Mas Haddad não gostaria de enfrentar prévias. Pretende ser candidato de consenso, a partir da indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De início descrentes na convicção de Lula, os petistas agora acham que ele insistirá no ministro. O apoio se daria a despeito de incidentes no MEC que contribuíram para arranhar sua imagem -como as falhas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), os problemas em livros didáticos aprovados pela pasta e a polêmica do kit anti-homofobia.
Nas conversas sobre 2012, Lula tem repetido a tese de que é preciso um nome novo, com boa capacidade de penetração na classe média. Resta ao ministro conquistar apoio na base partidária. “O Haddad quer a liberdade de solteiro e a segurança de casado, com o dedaço do Lula”, diz um deputado federal. Aqui
Por Reinaldo Azevedo

A má notícia sobre o Supremo

Ai, ai…
A turma do fumacê poderia, ao menos, queimar o seu mato e se dedicar a seus substantivos celestes, em vez de vir aqui tentar torrar a minha paciência. Digo “tentar” porque, de fato, não torra, não. À diferença deles, eu considero que o embate e a divergência são parte do jogo. Eles fumam maconha; eu fumo democracia e Hollywood também, do que não me orgulho. E, à diferença do ministro Ricardo Lewandowski, sei que café é café, tabaco é tabaco, álcool e álcool, cocaína é cocaína, crack é crack.
Cada coisa é o que é em sua natureza, e a cultura as coloca numa teia de relações, gerando, então, os valores. O raciocínio que pretende colocar café e maconha numa mesma categoria é expressão de uma leitura do mundo — um mundo que não é o meu e, por isso mesmo, reajo. Reajo porque Lewandoswski e os que pensam como ele se negam a levar até o fim a sua ilação.
Em sendo, pois, “tudo droga”, a ampla exposição dos indivíduos às substâncias entorpecentes — cigarro e tabaco não o são, é bom lembrar —, tende a provocar uma elevação brutal do consumo, como elevado é o consumo de café e tabaco. Se “é tudo igual”, como diz Lewandowski, há que se supor uma tendência à equalização do consumo. E a sociedade terá que lidar com as conseqüências dessa elevação do consumo nas escolas, nas empresas, nas ruas, no trânsito, nas estradas, no sistema de saúde.
Tenho uma má notícia. O ajuntamento do Supremo poderia ter tido um resultado virtuoso, de sorte que os bons elevassem o padrão intelectual dos ruins. Mas a experiência está sendo malsucedida: os ruins é que estão rebaixando o padrão dos bons.
Por Reinaldo Azevedo

Pára de tomar café, Lewandowski!

Para Lewandowski, café e maconha são a mesma coisa. Tudo droga. Acabo de fumar uma xícara. Tou na boa.
Para Lewandowski, café e cocaína são a mesma coisa. Tudo droga. Acabo de cheirar uma xícara. Tou pilhado.
Para Lewandowski, café e heroína são a mesma coisa. Tudo droga. Acabo de injetar uma xícara. Tou doidão.
Para Lewandowski, café e crack são a mesma coisa. Tudo droga. Acabo de queimar uma xícara no cachimbo. Tou na nóia…
Conclusão: Lewandowski precisa parar de tomar café.
Por Reinaldo Azevedo

Minha Casa só em 2038


MENTIRA “Uma meta conseguida deixa de ter validade. Você provou que conseguiu essa meta e tem de buscar uma meta ainda maior. Se conseguimos fazer 1 milhão, vamos fazer 2 milhões. Se daqui a um ano estivermos num ritmo adequado, vamos ampliar os recursos e fazer mais 600 mil.” 16/06/2011.)

A VERDADE
O ritmo do discurso do PT é muito diferente do ritmo da vida real. Nos 27 meses pós-lançamento do Minha Casa, Minha Vida, em megaevento capitaneado pelo ex e Rousseff, foram entregues, de fato, apenas 333.209 do 1 milhão de moradias prometido.
Até o final deste ano, diz o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, 350 mil mutuários terão em mãos a chave do seu imóvel próprio. Nesse compasso, o governo do PT levaria 27 anos para entregar as moradias do programa.
Numa conta simples: se a meta anunciada pelo presidente da Caixa for cumprida este ano, terão sido entregues, em média, 10.300 unidades habitacionais por mês. O governo do PT teria então 36 meses para construir as demais 2, 65 milhões de moradias prometidas nas fases 1 e 2 do programa, mais de 61 mil unidades mensais até 2014. Na atual cadência, Rousseff entregará só mais 430 mil. E levaria mais outros 18 anos para entregar o restante.
Se forem acrescidas as 600 mil moradias a mais anunciadas pela presidente, o número das que faltam ser construídas bate em 3,25 milhões. Que, no ritmo PT de governar, só estariam prontas lá pelo ano de 2038.
Mais uma vez, as contas de Rousseff não fecham.
DO B. GENTE QUE MENTE

CNBB ataca "produtivismo" do Código Florestal. Pobre com fome é presa fácil.

Do G1, mostrando a CNBB fazendo coro às mentiras ambientalistas de "anistia" para desmatadores. Padre com má fé e com segundas intenções é duro de engolir.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota nesta sexta-feira (17) em que afirma que “as decisões sobre o Código Florestal não podem ser motivadas por uma lógica produtivista que não leva em consideração a proteção da natureza, da vida humana e das fontes da vida”.Na nota, os bispos manifestaram preocupação tanto com a amenda 164 quanto com anistia a desmatadores. Segundo o presidente da CNBB, dom Raymundo Damasceno, a Igreja Católica vai apoiar a coleta de assinaturas nas paróquias de todo o país contra as mudanças no código feitas pela Câmara. “Convocamos nossas comunidades a participarem desse processo de aperfeiçoamento do Código Florestal, mobilizando as forças sociais e promovendo abaixo-assinado contra a devastação." O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, disse que os bispos vão participar do debate no Senado. “Gostaríamos de fazer um pouco de pressão”, afirmou. Steiner citou como exemplo de pressão feita pela Igreja a coleta de assinaturas para o projeto de iniciativa popular que deu origem à Lei da Ficha Limpa.
DO B. DOCEL

Josias de Souza: Governo quer homenagear a mentira


DE BRASÍLIA
Tramitam no Congresso Nacional duas iniciativas contraditórias. Uma delas, a Comissão da Verdade, prevê a investigação das violações aos direitos humanos durante a ditadura militar.
O outro projeto refere-se à manutenção do sigilo eterno de documentos oficiais classificados como ultrassecretos e a liberação dos atos secretos, confidenciais e reservados após um prazo determinado.
Para o blogueiro da Folha Josias de Souza, as duas ações mostram a falta de sentido no governo Dilma. "Numa ponta o governo busca a verdade; na outra tenta homenagear a mentira"

Saída de Marina não afetará o PV, afirma dirigente da sigla


BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Em meio à guerra entre Marina Silva e a direção nacional do PV, a secretária de Assuntos Jurídicos do partido, Vera Motta, afirmou na quinta-feira (16) que a possível saída da ex-presidenciável não causará prejuízo aos verdes.


Considerada o braço direito do presidente José Luiz Penna, a dirigente afirmou que ele não abrirá mão do cargo, que ocupa desde 1999, para ceder o controle da sigla ao grupo de Marina.
Luiz Carlos Murauskas - 25.mar.11/Folhapress
Marina quer sair do PV se não conseguir assumir o controle da legenda antes das eleições de 2012
Marina quer sair do PV se não conseguir assumir o controle da legenda antes das eleições de 2012
"O PV não perderá nada. O partido é maior do que qualquer pessoa", disse Motta, sobre a possível desfiliação da ex-senadora.
"Cada um vai ficar com o seu legado: a Marina com o dela e o PV com o dele. Se a vontade dela for sair, ninguém vai contrariá-la."
A secretária criticou Marina por usar seu desempenho da eleição presidencial como argumento para reivindicar mudanças na cúpula verde.
Ela afirmou que o crescimento do partido no ano passado foi "artificial" e que os 19,6 milhões de votos não podem ser atribuídos apenas às qualidades da ex-candidata.
"Se ela sair, o crescimento artificial vai desaparecer. Nosso crescimento real ainda está por vir", desafiou.
De acordo com a dirigente, Penna tem ampla maioria na Executiva e não renunciará ao cargo para atender ao "desejo" da ex-candidata.
"Penna não é representante dele mesmo. Ele representa a maioria, e não é vontade da maioria tirá-lo", disse. "Nós somos o grupo majoritário no partido. Isso não passará."
Motta endossou a ameaça de instaurar uma comissão de ética para investigar Marina e aliados pelas críticas públicas a Penna. Segundo a secretária, o tema está "em análise" na direção da sigla.
O estatuto do PV prevê penas de advertência a expulsão a quem atentar contra a "boa imagem partidária".
A ameaça começou a circular em abril e foi divulgada na internet por Patrícia Penna, mulher do presidente.
Ontem, Vera Motta acusou Marina de ignorar a hierarquia partidária e tentar controlar o partido "sozinha".
Penna evita declarações públicas sobre o assunto.
FONTE FOLHA

Ex-presidente FHC rasga sua biografia


O Supremo Tribunal Federal liberou a marcha da maconha em todo o país. Liberou geral. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve estar feliz, em sua cruzada em descriminalizar as drogas a partir da maconha. Então está tudo liberado. Pode ter marcha da maconha e reunião para consumo todos os dias. O vão do MASP, em São Paulo, é um bom lugar. O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que na comemoração de seus 80 anos disse que agora só quer dar e receber amor. Vá dizer isso às famílias destruídas pelas drogas. Vá, presidente. O senhor ex-presidente rasga a sua biografia. Está de parabéns. O Brasil agradece. O jornalista e poeta Álvaro Alves de Faria comenta.
FONTE UOL-NOTICIAS

Opinião do Estadão: Sigilo para a bandalheira



Se fosse permitido brincar com coisa séria, poderia se dizer que o governo ganhou a final de um campeonato com um gol de mão, em impedimento, depois dos acréscimos. É a comparação que ocorre diante da aprovação, tarde da noite de anteontem, do texto básico da Medida Provisória (MP) 527, que institui regras especiais para a realização de obras e serviços relacionados com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Ou, no jargão oficial, o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). O texto afinal vitorioso foi apoiado por 272 deputados; outros 76 votaram contra e 3 se abstiveram.
Desde o ano passado, o Planalto vinha tentando driblar os dispositivos da Lei 8.666, que regulamenta as licitações oficiais, a pretexto de assegurar a modernização, a toque de caixa, da negligenciada infraestrutura nacional, para o País não passar vergonha nos dois maiores eventos esportivos do globo. Na quinta tentativa de legislar sobre a matéria no bojo de outras propostas, o governo terminou por alojá-la na MP que trata da criação da Secretaria de Aviação Civil. A oposição insistiu, com bons motivos, para que o assunto fosse objeto de um projeto específico. Mas, determinado a mostrar força e serviço depois da paralisia provocada pelo escândalo Palocci, o Planalto deu as costas à alternativa.
Já para a base aliada não faltaram concessões. É o caso da inclusão de aeroportos em capitais a 350 quilômetros de uma sede da Copa no novo regime de obras. Originalmente, o tratamento especial se restringia às cidades-sede. Além disso, esses municípios poderão tomar empréstimos até 2013 sem levar em conta seu limite de endividamento. Mas isso ainda é detalhe perto das facilidades que compõem o RDC. A principal delas desobriga as empresas interessadas de apresentar o projeto básico da empreitada antes da licitação. A MP chama isso de "contratação integrada". O nome mais adequado seria "contratação no escuro".
O governo alega que as contratadas não poderão fazer aditivos para aumentar o preço que pediram no momento da concorrência. Mas não parece excluída a hipótese de o governo aumentar até quanto bem entender o valor de um contrato. Na Lei de Licitações, o teto varia de 25% (no caso de obras novas) a 50% (quando se tratar de reformas). Se assim é, uma porta se fecha enquanto outra se escancara. Mas o gol de placa da MP – gol contra o dever elementar do setor público de dizer sem subterfúgios o que faz com o dinheiro do contribuinte – é a cláusula que livra o governo de informar à sociedade quanto pretendia gastar com determinada obra ou serviço. É a desfaçatez do orçamento secreto.
Assim como o contratado não precisou fazer um projeto para vencer a licitação, o contratante (União, Estado ou município) poderá ocultar o valor que estava disposto a desembolsar. No limite, o País ficará sem saber se a Copa custou menos ou mais do que o previsto – e por quê. Na primeira versão desse verdadeiro habeas corpus preventivo para a bandalheira, o governo ainda aceitava que os órgãos fiscalizadores, como os Tribunais de Contas, poderiam exigir informações sobre as importâncias em jogo a qualquer momento – antes ou depois da licitação. E poderiam também divulgar os dados recebidos. O Planalto deve ter concluído, delubianamente, que "transparência assim já é burrice".
E, na undécima hora, baixou as persianas por completo. Os órgãos de controle não só perderam a prerrogativa de se manter informados em qualquer etapa da obra – o governo é que decidirá o que lhes repassar e quando -, como ainda ficarão proibidos de tornar pública a documentação obtida. Atribui-se à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o argumento de que a Constituição admite o sigilo quando do interesse do Estado e da sociedade. É tratar os brasileiros como um ajuntamento de pascácios. O único interesse que essa obscenidade preservará será o da corrupção. O sigilo impedirá um Tribunal de Contas de instruir um processo em casos suspeitos.
A votação da MP não está concluída. A Câmara ficou de deliberar no próximo dia 28 sobre os destaques acrescidos ao texto. Quem sabe será possível então torná-lo um pouco menos acintoso.

De chefe da quadrilha do mensalão à mecenas.

Da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo:


José Dirceu, na Fundação Nemirovsky, com sua placa de patrono

PATRONO MODERNISTA

José Dirceu é o novo patrono da Fundação Nemirovsky, detentora de um dos mais importantes acervos de arte moderna do país. Escolhido pelos herdeiros (filha e netos) de José e Paulina Nemirovsky, o ex-ministro terá como missão captar recursos para a instituição.

PATRIMÔNIO
Dirceu e os Nemirovsky já planejam conseguir uma casa para fundar um Museu Nemirovsky e abrigar a coleção. Hoje ela está cedida em comodato à Secretaria de Estado da Cultura, que a exibe na Estação Pinacoteca. São telas como "Antropofagia", de Tarsila do Amaral, e obras de Guignard, Volpi, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Picasso.

PATRIMÔNIO 2
Anteontem, parte do conselho da fundação (integrado, entre outros, por Celita Procópio, da Faap, Paulo Kauffman e Toninho Abdalla) ofereceu almoço a Dirceu. Antes, o ex-ministro descerrou placa na Pinacoteca em que se lê: "É através da arte que se conhece a evolução de um povo. Escolhemos José Dirceu por seu exemplo e trajetória de vida como patrono da Fundação Nemirovsky, ambos verdadeiros patrimônios brasileiros".
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A Fundação Nemirovsky é dirigida desde maio pelo advogado e criador de gado nelore Arnoldo Wald Filho, um dos defensores de Daniel Dantas, no processo da Brasil Telecom, onde recebeu mais de R$ 18 milhões em um ano.  
B. DO CEL

PV não quer mais Marina Silva. Para onde irá a lobista do agronegócio internacional e dos mercadores de carbono?

Dia desses, no twitter, perguntei ao sempre falante deputado Roberto Freire, presidente do PPS, se haveria algum fundo de verdade na ida de Marina Silva para o seu partido. E se ele conviveria bem com Sarney Filho, por exemplo, pois não esqueçamos que a Rainha do Mogno Desaparecido milita ao lado de um dos membros da pior oligarquia política do Brasil. Fiquei sem resposta. Financiada pelas ONGS internacionais e por poderosos sindicatos, aliada ao Rei da Soja, Blairo Maggi, Marina Silva não terá problemas em "comprar" um novo partido, pois o PV já pediu para que ela tome o rumo da toca. Veja, abaixo, notícia da Folha de São Paulo:

Em meio a guerra entre Marina Silva e a direção nacional do PV, a secretária de Assuntos Jurídicos do partido, Vera Motta, afirmou ontem que a possível saída da ex-presidenciável não causará prejuízo aos verdes. Considerada o braço direito do presidente José Luiz Penna, a dirigente afirmou que ele não abrirá mão do cargo, que ocupa desde 1999, para ceder o controle da sigla ao grupo de Marina. "O PV não perderá nada. O partido é maior do que qualquer pessoa", disse Motta, sobre a possível desfiliação da ex-senadora. "Cada um vai ficar com o seu legado: a Marina com o dela e o PV com o dele. Se a vontade dela for sair, ninguém vai contrariá-la."

A secretária criticou Marina por usar seu desempenho da eleição presidencial como argumento para reivindicar mudanças na cúpula verde. Ela afirmou que o crescimento do partido no ano passado foi "artificial" e que os 19,6 milhões de votos não podem ser atribuídos apenas às qualidades da ex-candidata. "Se ela sair, o crescimento artificial vai desaparecer. Nosso crescimento real ainda está por vir", desafiou.De acordo com a dirigente, Penna tem ampla maioria na Executiva e não renunciará ao cargo para atender ao "desejo" da ex-candidata. "Penna não é representante dele mesmo. Ele representa a maioria, e não é vontade da maioria tirá-lo", disse. "Nós somos o grupo majoritário no partido. Isso não passará."

Motta endossou a ameaça de instaurar uma comissão de ética para investigar Marina e aliados pelas críticas públicas a Penna. Segundo a secretária, o tema está "em análise" na direção da sigla. O estatuto do PV prevê penas de advertência a expulsão a quem atentar contra a "boa imagem partidária". A ameaça começou a circular em abril e foi divulgada na internet por Patrícia Penna, mulher do presidente. Ontem, Vera Motta acusou Marina de ignorar a hierarquia partidária e tentar controlar o partido "sozinha". Penna evita declarações públicas sobre o assunto.
DO COTURNO NOTURNO

Tornar secretos os gastos da Copa do Mundo, além de imoral, é ilegal.

O governo federal está aprovando uma Medida Provisória que torna secretos os gastos com a Copa do Mundo 2014. Além de ser uma imoralidade, é uma ilegalidade. Veja abaixo:
"Eu já fiz dois decretos-lei, que já foram publicados há mais de quatro meses, colocando no Portal da Transparência cada ato que nós fizermos, tanto para a Copa do Mundo quanto para as Olimpíadas. Cada centavo que o governo gastar, cada centavo, qualquer brasileiro poderá acompanhar no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da República [União]. Vocês sabem que no Brasil as pessoas, muitas vezes, talvez por falta de motivos de fazer críticas, as pessoas precisam dizer: “Não, quem vai cuidar do dinheiro? Quem vai tomar conta do dinheiro? O dinheiro vai ser aplicado?”. Então, nós fizemos esse Portal da Transparência para que todo mundo saiba cada centavo. Eu espero que cada governador, que cada prefeito faça, da sua parte – eu só posso fazer da parte do governo federal –, para a gente não ficar tendo que prestar contas todos os dias."

Lula, em pronunciamento no dia 19 de julho de 2010, quando assinou  Medida Provisória criando facilidades para as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos 2010.
................................................................................
Abaixo, segue, na íntegra, o decreto-lei assinado por Lula, em 15 de dezembro de 2009.

DECRETO Nº 7.034, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2009.
Dispõe sobre a divulgação, por meio do Portal da Transparência do Poder Executivo Federal, de dados e informações relativos à Copa do Mundo de Futebol de 2014.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição, e tendo em vista o disposto no caput do art. 17 da Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003, no art. 17, § 1o, inciso I, alínea “o”, da Lei no 12.017, de 12 de agosto de 2009, e no Decreto no 5.482, de 30 de junho de 2005,
DECRETA:
Art. 1° Será dada ampla transparência às ações do Governo Federal para a realização da Copa do Mundo de Futebol que se realizará na República Federativa do Brasil no ano de 2014, a fim de permitir seu pleno acompanhamento pela sociedade.
§ 1° O Portal da Transparência do Poder Executivo Federal divulgará, em seção denominada “Copa 2014”, os dados e informações referentes à realização do evento.
§ 2° Caberá à Controladoria-Geral da União - CGU promover a publicação dos dados e informações necessários ao cumprimento deste Decreto.
Art. 2° Os órgãos e entidades que administrem recursos e bens da União, inclusive mediante patrocínio, incentivos fiscais, subsídios, subvenções e operações de crédito, fornecerão à CGU os dados e informações necessários para a plena consecução dos objetivos deste Decreto.
Art. 3° Compete ao Ministro de Estado do Controle e da Transparência disciplinar, ouvidos os órgãos federais que mantenham interface com a matéria, o conteúdo da seção “Copa 2014”, que espelhará, no âmbito do governo federal, as obras, serviços, compras e outras iniciativas, compreendendo, entre outros, os seguintes elementos:
I - programa e ação governamental;
II - fontes de recursos e órgãos executores;
III - cronograma do empreendimento;
IV - editais;
V - contratos, convênios e instrumentos equivalentes;
VI - fotografias;
VII - operações de crédito realizadas por instituições financeiras oficiais de fomento;
VIII - licença do órgão ambiental e autorização do órgão responsável pelo patrimônio cultural, quando for o caso; e
IX - relatório simplificado de acompanhamento da execução.
Parágrafo único. Ato do Ministro de Estado do Controle e da Transparência definirá os termos e prazos para envio dos dados e informações que comporão a seção “Copa 2014”, observado o disposto no caput.
Art. 4° Para fins do disposto no inciso VII do art. 3°, as instituições financeiras oficiais de fomento deverão enviar à CGU informações sobre a operação de crédito, tais como tomador e beneficiário, fontes de recursos, cronogramas de desembolso e de pagamento, vencimento, valor, garantias do contrato e da operação, situação da operação e, quando couber, sobre o empreendimento e seu acompanhamento.
Art. 5° Os órgãos e entidades da administração pública federal que firmarem acordos de cooperação técnica, convênios, contratos de repasse ou equivalentes com outros entes públicos ou privados relacionados com a realização do evento deverão fazer deles constar cláusulas específicas relativas à publicidade dos dados e informações nos termos deste Decreto.
Art. 6° As disposições deste Decreto não se aplicam aos dados e informações imprescindíveis à segurança dos eventos ou cujo sigilo esteja previsto na legislação.
Art. 7o Caberá aos órgãos integrantes do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal zelar pelo fiel cumprimento do disposto neste Decreto.
Art. 8° Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 15 de dezembro de 2009; 188° da Independência e 121° da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Jorge Hage Sobrinho
Orlando Silva de Jesus Júnior

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O primeiro orçamento do Maracanã subiu mais de 30%. Hoje comemoram que baixou 2,6%. Bando de ladrões!

Há um mês atrás, o orçamento da reforma do estádio do Maracanã, escolhido para receber a final da Copa do Mundo de 2014, subiu para R$ 956,7 milhões de reais. O valor aumentou R$ 356 milhões em relação à quantia inicial prevista no Portal da Transparência em janeiro de 2011, que era de R$ 600 milhões.Uma subida de mais de 30%. Hoje, um mês depois, o governo do Rio informou uma economia de 2,6%! Agora o Maracanã vai custar somente R$ 931,9 milhões! Bando de ladrões descarados!
DO B. DO CEL