quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mais um delírio megalomaníaco

Editado por Andréa Haddad em 2/12/2010 às 17:35 hs.

(Giulio Sanmartini) Ontem escrevi sobre a irritação do presidente Lula com um jornalista pelo fato deste ter-lhe feito uma pergunta, que, mesmo pertinente, não agradou o petista. O profissional que foi alvo de um presidente antipático é Leonêncio Nossa, do O Estado de São Paulo. Em editoral publicado na edição de hoje (2), o jornal dá a resposta e desnuda uma parte de Lula que o presidente quer manter na sombra, pois é altamente desabonadora. Mostra que o presidente da República Federativa do Brasil é um homem privado de qualquer senso de honestidade.

Logo no início, o periódico explica que, não fosse o fato de Lula ter dito certa vez algo a um repórter que o questionava sobre a ligação com o presidente do Senado, José Sarney, para procurar o divã do terapeuta mais próximo (assista), a “grosseria com o jornalista Leonencio Nossa, baseado no Palácio do Planalto, mereceria ser largada no aterro onde se amontoam os incontáveis rompantes, bravatas e despautérios do mais prolixo dos governantes brasileiros (…). Mas o encadeamento das coisas obriga a revolver as palavras do presidente, em consideração ao interesse público”.

Em 2005, em meio ao escândalo do Mensalão, Lula disse que pediu a Sarney para advertir os parlamentares da oposição de que, “se tentassem dar um passo além da institucionalidade, não sabem o que vai acontecer”. Segundo o jornal, o presidente teria justificado que “não é o Lula que está na Presidência, mas a classe trabalhadora”. Continua o editorial: “Ou, mais precisamente, porque ele é a encarnação do povo’. Não há o mais remoto motivo para duvidar de que isso é o que ele enxerga quando se olha ao espelho (…) Em psiquiatria há diversas denominações para o que em linguagem leiga se chama mania de grandeza”.

Na pior fase do mensalão, Lula afirmou que temia pelo futuro político, haja vista o suicídio de Vargas, a tentativa de impedir a posse de Juscelino, a deposição de Jango, a renúncia de Jânio e o impeachment de Collor.

E conclui O Estadão: “O que espanta, além da teoria encarnatória, são as circunstâncias que levaram Lula a invocar alguns dos momentos mais turbulentos da história nacional. Em 2005, a oposição não conspirava para “dar um passo além da institucionalidade” nem o País estava convulsionado por um confronto ideológico que se resolveria pela força. Os brasileiros, isso sim, estavam aturdidos com as evidências de que o lulismo usava dinheiro que transitava pelos desvãos da política e do governo para comprar votos na Câmara dos Deputados – o mensalão. Lula não estava nem um pouco preocupado com as instituições. Queria dar dimensão histórica ao que não passava de um caso de polícia. Encarnou uma mistificação”.

Luiz Inácio Lula da Silva em suas falas, seja pelos problemas mentais, seja por aqueles alcoólicos, mostra ser um inconsequente, de certo passará à História como o governante que institucionalizou a corrupção no Brasil.

Os barões

Olavo de Carvalho | 01 Dezembro 2010
Artigos - Movimento Revolucionário

Já faz dez anos que o então principal traficante brasileiro, Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia,
descreveu em detalhes a operação em que trocava armas contrabandeadas do Líbano
por duas toneladas anuais de cocaína das Farc.

Um leitor pede, gentilmente, que eu lhe diga quem, afinal, são os tão falados e jamais nomeados "barões da droga". Quem ganha com o crescimento ilimitado das quadrilhas de narcotraficantes e sua transformação em força revolucionária organizada, ideologicamente fanatizada, adestrada em táticas de guerrilha urbana, capacitada a enfrentar com vantagem as forças policiais e não raro as militares?

A resposta é simplicíssima: quem ganha com o tráfico de drogas é quem produz e vende drogas. O maior, se não o único fornecedor de drogas ao mercado brasileiro são as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. São elas, também, que dão adestramento militar e assistência técnica ao Comando Vermelho, ao PCC e a outras quadrilhas locais.

Já faz dez anos que o então principal traficante brasileiro, Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia, descreveu em detalhes a operação em que trocava armas contrabandeadas do Líbano por duas toneladas anuais de cocaína das Farc. Também faz dez anos que uma investigação da Polícia Federal chegou à seguinte conclusão: "A guerrilha tem o comando das drogas" (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/031002jt.htm).

Se alguém ainda tem dúvidas, está gravemente afetado da Síndrome do Piu-Piu: "Será que vi um gatinho?"

Mas, dirá o leitor, não há políticos envolvidos na trama, gente das altas esferas, que dirige tudo de longe, sem mostrar a cara ou sujar as mãozinhas? Claro que há. Mas só são invisíveis a quem tenha medo de os enxergar. Para descobri-los, basta averiguar quem, na política, protege as Farc. Não preciso dar nomes: para avivar a memória, leia as listas de participantes do Foro de São Paulo, entidade criada precisamente para articular, numa estratégia revolucionária abrangente, a política e o crime.

Alguns ganham muito dinheiro com isso, mas nem todos, na lista, têm interesse financeiro direto no narcotráfico - o que não os torna menos criminosos. As Farc e organizações similares servem-lhes de arma de barganha, para criar o caos social, intimidar o inimigo e extorquir dele concessões políticas que valem muito mais do que dinheiro.

Quando a guerrilha está em vantagem, os políticos sublinham com as armas da retórica a retórica das armas, anunciando o advento de uma sociedade justa gerada no ventre do morticínio redentor. Quando a guerrilha está perdendo, usam o restinho dela como instrumento de chantagem, oferecendo a "paz" em troca da transformação dos bandos armados em partidos políticos, de modo a premiar a lista de crimes hediondos com a abertura de uma estrada risonha e franca para a conquista do poder.

São esses os barões. Não há outros. A parceria deles com o narcotráfico vem de longe. Começou na Ilha Grande, nos idos de 70, quando terroristas presos começaram a doutrinar os bandidos comuns e a ensinar-lhes os rudimentos da guerrilha urbana, segundo o manual de Carlos Marighela. Naquela época, os guerrilheiros e a liderança esquerdista em geral tinham um complexo de inferioridade: viam-se como uma elite isolada, sem raízes nem ressonância no "povo", em cujo nome falavam com um sorriso amarelo.

Por feliz coincidência, foram parar na cadeia numa época em que o filósofo germano-americano Herbert Marcuse lhes dera uma idéia genial: a faixa de população mais sensível à pregação revolucionária não eram os trabalhadores, como pretendia Karl Marx, e sim os marginais - ladrões, assassinos, narcotraficantes. Que parassem de pregar nas fábricas e buscassem audiência no submundo - tal era o caminho do sucesso. Quando as portas do cárcere se fecharam às suas costas, abriram-se para eles as portas da mais doce esperança: lá estava, no pátio da prisão, o tão ambicionado "povo". Sua função no esquema? Transmutar o reduzido círculo de guerrilheiros em movimento armado das massas revolucionárias.

Em 1991, o projeto, em formato definitivo, já vinha exposto com toda a clareza no livro Quatrocentos Contra Um, do líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima, publicado pela Labortexto e lançado ao público na sede da Associação Brasileira da Imprensa, entre aplausos de mandarins da intelectualidade esquerdista que ali viam materializados seus sonhos mais belos de justiça e caridade.

Mais que materializados, ampliados: "Conseguimos o que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês nas esquinas." Todo o descalabro sangrento que hoje aterroriza a população do Rio de Janeiro não é senão a efetivação do plano aí esboçado com a ajuda dos mesmos luminares do esquerdismo que hoje pontificam sobre "segurança pública".

O parágrafo seguinte não preciso escrever, porque já escrevi. Está no Diário do Comércio de 16 de outubro de 2009 (http://www.olavodecarvalho.org/semana/091016dc.html): "Mais tarde, os terroristas subiram na vida, tornaram-se deputados, senadores, desembargadores, ministros de Estado, tendo de afastar-se de seus antigos companheiros de presídio. Estes não ficaram, porém, desprovidos de instrutores capacitados.

A criação do Foro de São Paulo, iniciativa daqueles terroristas aposentados, facilitou os contatos entre agentes das Farc e as quadrilhas de narcotraficantes brasileiros - especialmente do PCC -, dos quais logo se tornaram mentores, estrategistas e sócios. Foi o que demonstrou o juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, MS, pagando por essa ousadia o preço de ter de viver escondido, como de fosse ele próprio o maior dos delinquentes, enquanto os homens das Farc transitam livremente pelo país, têm toda a proteção da militância esquerdista em caso de prisão e até são recebidos como hóspedes de honra por altos próceres petistas."

Mas também é claro que, entre esses dois momentos, os apóstolos da sociedade justa não ficaram parados: fizeram leis que dificultam a ação da polícia (o governador carioca Leonel Brizola chegou a bloqueá-la por completo), espalharam por toda a sociedade a noção de que os bandidos são vítimas e, a pretexto de combater o crime por meio de uma "política de inclusão", construíram nos redutos da bandidagem obras de infraestrutura que tornam a vida dos criminosos mais confortável e sua ação mais eficiente.

No meio de tanta atividade meritória, ainda tiveram tempo de estreitar os laços tático-estratégicos entre as quadrilhas de delinquentes e a militância política, articulando, nas reuniões do Foro de São Paulo, a colaboração entre as Farc e o MST, que hoje recebe da guerrilha colombiana o mesmo adestramento em técnicas de guerrilha que começou a ser transmitido aos presos da Ilha Grande nos anos 70.

Falar em "ligações" da esquerda com o crime é eufemismo. O que há é a unidade completa, a integração perfeita, uma das mais formidáveis obras de engenharia revolucionária de todos os tempos. Não espanta que empreendimento de tal envergadura tenha a seu dispor, entre os "formadores de opinião", um número até excessivo de colaboradores incumbidos de negar a sua existência.

O GOLPE ESTÁ SE CONFIRMANDO

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Praticamente todos os cargos relevantes do futuro
governo estão sendo entregues aos indicados pelo
atual presidente.


Está confirmado um golpe estelionatário de um
terceiro mandato para o presidente Lula que
continuará dando as cartas e fazendo o país ser
subordinado ao seu projeto de poder pessoal.


Tudo está sendo feito de forma escancarada
e o silêncio da sociedade diante do golpe
demonstra sua concordância a continuar se
submetendo a um poder público transformado
em um covil de bandidos dominado pela gang dos
quarenta que vai ser absolvida conforme o desejo
do ditador petista e chefe permanente dos
podres poderes da República.


E Dilma? – Dilma não manda em nada e somente obedece
às ordens do seu chefe.


Os bandidos comuns que vão continuar sendo eliminados são
as crias do descaso do poder público durante os últimos 25 anos especialmente do desgoverno petista cujo maior projeto nos últimos 8 anos foi gastar prioritariamente o dinheiro dos contribuintes na prática de um projeto de suborno que tem sido o maior sucesso.


Não serão presos ou mortos os piores bandidos, os
corruptos e ladrões do dinheiro público, que há 25 anos vem destruindo as bases morais da sociedade e fazendo do país o paraíso dos canalhas de todos os matizes.


Continuem todos batendo palmas para os canalhas e
mais tarde terão que dar as devidas explicações aos seus
filhos e suas famílias porque os inimigos do sistema estão
sendo eliminados e enterrados em uma vala comum.


Respondam: eu aplaudi e concordei com isso...


Geraldo Almendra

Siameses.

Hoje José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, escreve artigo em O Globo, defendendo com unhas, dentes e o bolso de lobista, principalmente, a famigerada regulação dos meios de comunicação. Lula, ao mesmo tempo, no mesmo dia, como um boneco de ventríloquo, repete as mesmas baboseiras em entrevista às rádios comunitárias. O resumo da ópera é o seguinte: a esquerda não quer admitir mais grupos de comunicação com força suficiente para enfrentar o futuro governo socialista, do mesmo jeito que está ocorrendo na Venezuela, onde a mídia independente está sendo varrida ou estatizada. Aqui no Brasil, o governo do PT já tem na coleira o SBT,em função do Banco Panamericano, a Record, porque não investiga a dinheirama fria da bispalhada, a Band, porque sempre esteve quebrada e agora mama gulosa nas tetas públicas, só faltando a Rede Globo, se estiver faltando. O PT não tem moral para falar em regulação alguma, depois do que fez com as agências reguladoras, que não servem para mais nada, totalmente aparelhadas pelos membros do partido da bandidagem.
B DO CEL

Começa a cair na real à ação policial no Rio

Abusos praticados por policiais contra moradores; sumiço de dinheiro do trafico apreendido na operação; evidências de facilitação de fugas de bandidos avisados com antecedência ameaçam manchar vigorosamente, sem não forem tomadas rigorosas e medidas punitivas, a participação das forças de segurança no Complexo do alemão.

Foto: Felipe Dana/Associated Press

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Folha de São Paulo, Estadão, Ultimo Segundo, The Big Picture – The Boston Globe

Ainda se comemorava o sucesso da operação no Complexo do Alemão, quando começaram a surgir os primeiros relatos desagradáveis de abusos de poder por parte de integrantes da Forças de Segurança, contra inocentes moradores. Violência gratuita, roubos de dinheiro, destruição de eletrodomésticos, espancamentos e humilhações compõem o leque de delito cometido pelos policiais contra as famílias residentes na área.

O governo do Rio, diante dos fatos montou uma ouvidoria especial, instalada no local, para apurar as queixas dos moradores, prometendo apuração dos delitos. Sabe-se que, por temor de revide, nem todos os ofendidos terão coragem de se queixar, sobre os delitos de maus policiais, mas mesmo assim formaram-se filas de queixosos.

Alguns setores defendem que o Ministério Público tome as rédeas dessa investigação de difíceis resultados práticos, com a identificação e punição dos culpados, pela grandiosidade da operação, envolvendo milhares de policiais, com uniformes parecidos, e sem identificação. Os moradores poderão pelo menos serem indenizados como forma compensatória pelos prejuízos e humilhações.

A Folha de São Paulo de ontem, diz que o vexame, porém, é bem maior: já há uma investigação em curso apurando desvios de dinheiro e armas do tráfico de drogas, além de facilitação de fuga de traficantes, supostamente informados com antecedência por policiais sobre as operações.

As evidências são muitas: estranhamente, por exemplo, com 1.600 homens envolvidos na ação, as polícias Militar e Civil não relataram nenhuma apreensão de dinheiro nem apresentaram números e a descrição exata das armas apreendidas.

Um dos indícios de irregularidade, segundo a Folha de São Paulo, é que o Exército, com 800 militares, relatou a apreensão de "US$ 50 mil mais R$ 20 mil" no sábado.

Mas, na versão da 22ª Delegacia de Polícia, na Penha, a quantia apreendida pelo Exército foi menor: de US$ 27 mil mais R$ 29 mil (mais da metade do dinheiro sumiu).

Segundo relato do jornal, “uma autoridade que pediu para não ter o seu nome divulgado disse que está havendo no Alemão "uma verdadeira caça ao tesouro", o que está deixando vários policiais honestos indignados”.

Suspeita-se que o dinheiro que deveria ter sido apreendido tenha saído da favela em mochilas de policiais, enquanto carros de polícia eram usados para levar pertences como televisores.

Contrariados por presenciar esses furtos, integrantes do Bope (Batalhão de Operações Especiais) atiravam nas telas de TVs que estavam sendo levadas, disse uma fonte à Folha.

Também a Policia Federal com um efetivo de apenas 300 homens, e com espaço menor de ação, apreendeu R$ 39.850, em dinheiro, e mais armas, de maior poderio e mais novas.

Ontem, 01, a secretaria disse que apreendeu 135 armas velhas, em sua maioria.

Só em dois carros do traficante Negão, a PF achou oito fuzis, sendo dois AK 47, um AR-15 e um FAL 762, além de oito pistolas e um revólver. Todos em bom estado.

Sabe-se que o Bope entregou 11 armas apreendidas, incluindo duas metralhadoras, à PF, ao invés de fazê-lo a Policia Civil, como era de sua obrigação. Imagina-se que eles adotaram tal prática temendo desvio do material apreendido, que possam acabar novamente nas mãos dos traficantes.

A cúpula da segurança também investiga denúncias e indícios de que policiais teriam avisado traficantes sobre o cerco, em troca de dinheiro, permitindo a fuga dos bandidos.

Isso não é nenhuma novidade, em agosto, a Folha revelou que a Secretaria de Segurança investiga a existência de uma "caixinha" do tráfico da Rocinha para pagar policiais que dão informações sobre ações contra o tráfico.

O resultado final ainda é favorável a operação, que conseguiu expulsar os bandidos encastelados no morro. Quanto mais o estado se mostrar disposto a ter uma mão pesada contra os infratores das forças de segurança, como contra os traficantes, maior brilho agregará ao feito.
B. T DE PASSIRA

O "porquinho" da Casa Civil ataca os aposentados.

'"Não acho correto pagar a previdência, uma coisa permanente, com recursos finitos. O poço de petróleo seca".

A frase é de Antônio Palocci, futuro ministro-chefe da Casa Civil, um dos três "porquinhos" da Dilma, defendendo que nada do pré-sal vá para os aposentados. A frase foi proferida ontem, na Câmara, quando foi aprovada a nova partilha do pré-sal.O tal "passaporte para o futuro" tão propalado pela Dilma e pelo Lula não será concedido aos velhinhos. Aliás, no dia 29 de dezembro, como último ato e como uma espécie de prego no caixão dos aposentados, Lula vai inaugurar a nova agência do INSS na sua cidade natal, Caetés, onde haverá um grande ato de despedida. Lula não precisa do pré-sal. Sai dos oito anos mais milionário do que quando entrou.
B.DO CEL

Para Dilma, R$ 1,45 de aumento real para o salário mínimo está de bom tamanho.

Nem os R$ 560,00 sugeridos pelo Ministério do Trabalho. Tampouco os R$ 580,00 exigidos pelos Centrais Sindicais. Muito menos os R$ 600,00 que seriam dados por José Serra. Dilma quer o salário mínimo a R$ 540,00, o que significa um aumento real de R$ 1,45, ou 0,2%. Para comprar o Air Vassourão, novo e luxuoso avião presidencial, serão necessários R$ 500 milhões que não estão no orçamento. Tem que cortar de algum lugar? Corta do povo e do aposentado.
BLOGO DO CEL

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

BRASIL Lula não está deixando Dilma ser presidente

DO BLOG T.DA PASSIRA
Imaginávamos ter que usar esse título daqui a alguns meses, mas o presidente Lula nem procura disfarçar, pelo menos nesses primeiros momentos. Poderoso e soberano já escolheram os titulares dos ministérios da Fazenda, Planejamento, Defesa, Secretaria Geral da Presidência, Casa Civil e ainda está querendo o Ministério de Educação enquanto patrocina Edison Lobão, para o Ministério das Minas e Energia, para atender Sarney.

Foto: Getty Images

O PODEROSO LULA - A parte dos Ministérios poderosos, que dispõem de mais verbas e mais prestígio, foi toda composta por gente escolhida pelo presidente Lula. Dilma está com torcicolo de tanto balançar afirmativamente com a cabeça.

Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Fluminense, O Globo, Blog Reinaldo Azevedo, Blog Mirian Leitão, ”thepassiranews”, O Globo, Veja

Confirmando as expectativas mais alarmantes: a escolha do ministério de Dilma, deixa evidente que ela será mesmo um fantoche manipulado pelo Presidente Lula.

O pior de tudo é que o presidente não consegue ser nada discreto, apesar das afirmativas que não se intrometeria no governo de Dilma, não segredou os interesses, logo satisfeitos, em manter seus ministros de estimação, como Guido Mantida na Fazenda, na titularidade dos cargos.

Um caso ou outro que Dilma Demorou a atender, o presidente Lula alardeia seu desejo, sem puderes, como fez com o caso de Nelson Jobim, para a Defesa e está fazendo com o Ministro do Enem Fernando Haddad. “Não estou satisfeito porque Haddad ainda não foi confirmado.” – disse aos jornalistas, não deixando espaço para Dilma rejeitar.

Replicando o grande pensador político Tiririca, a coisa pode piorar. Alguns nomes sugeridos por Lula são os antigos ministros atolados em histórias de corrupção, superfaturamento ou na melhor das hipóteses incompetências comprovadas.

Miriam Belchior, que vai para o Ministério do Planejamento, é da cozinha do Presidente. No seu currículo recente, figura que gerenciava o PAC, Programa de Aceleração do Crescimento do Governo, do qual a própria Dilma era a mãe de fachada. O programa é uma soma de atrasos, números fantasmas e escândalos de superfaturamento. Foi essa experiência que a qualificou como futura Ministra?

Gilberto Carvalho, o futuro secretário geral da Presidência, o cara que irá apressar as assinaturas de Dilma, nos projetos de interesse de Lula, está envolvido na conspiração que gerou a morte do Prefeito Celso Daniel e o esquema de corrupção do caixa 2, da primeira campanha de Lula a presidência. Gilberto usou também o cargo para fornecer informações privilegiadas ao advogado do banqueiro Daniel Dantas, o ex-deputado petista Eduardo Greenhalgh, companheiro de envolvimento e acobertamento do assassinato de Celso Daniel.

Marco Aurélio Top Top Garcia, se mantém no cargo na cota do companheiro Hugo Chávez, com que tem um relacionamento comprometedor. Sua força junto a Lula, só é explicável por algum motivo obtuso, como sua ligação secreta com os guerrilheiros colombianos da FARC. Incrível que tenha sobrevivido à pornográfica comemoração da morte dos passageiros do acidente da TAM em São Paulo e após de ter sido o mentor das mais radicais propostas do Partido dos Trabalhadores, que envolve, entre outras, censura a imprensa, perseguição aos etéreos sexuais e liberação irresponsável do aborto.

Antônio Palocci (um dos três porquinhos), tem uma folha corrida invejável, pela sua gestão como prefeito de Ribeirão Preto foi acusado de ter inventado o “mesalão municipal”, cobrando propina a fornecedores e prestadores de serviço da Prefeitura, para abastecer Caixa 2 do PT. Caiu do Ministério da Fazenda do primeiro governo Lula, acusado de ter montado um sistema de corrupção numa mansão no Lago de Brasília, com envolvimento de ex-assesores lobistas e prostitutas de luxo. Além de ter sido acusado de quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, por ter testemunhado sua presença constante na mansão dos lobistas também chamada "República de Ribeirão Preto"

Nelson Jobim, apelidado pelo blog dos Democratas de canastrão, chamado pela imprensa francesa de "bavard", (significa "indiscreto", "falador", "falastrão"), quando ficou dando declarações infundadas sobre o acidente da Air France, continua no Ministério da Defesa inexplicavelmente por não ter feito nada. Jobim transformou o Ministério da Defesa em Ministério do Turismo, só perde em hora de vôo oficial, para o Presidente Lula. Ao invés de confirmado no Ministério, deveria estar sendo investigando pela suspeitíssima torcida pela vitória dos aviões caças franceses, Rafale, na licitação realizada no seu ministério.

Logo após as eleições a revista britânica Economist disse que “Dilma terá de provar que não é um Lula de batom”, uma mera representante de Lula ou uma líder por si própria”. O ministério por ela escolhido já respondeu, prematuramente.

Dilma desmente Cabral, "demite" o Ministro da Saúde e não garante Exército no Complexo do Alemão.

O "porquinho" José Eduardo Cardozo negou, hoje, que Dilma já tinha definido que o secretário da Saúde do Rio, acusado de peculato, será o novo ministro da área, segundo havia anunciado o governador Sérgio Cabral. Cardozo também desmentiu o governador fluminense que informou que a presidenta havia autorizado que o Exército ficasse cuidando dos traficantes do Complexo do Alemão até a Copa de 2014

PMDB manda avisar: é blocão ministerial ou blocão parlamentar.

O PMDB acaba de informar que o acusado de peculato, que está cotado para ser o Super Ministro da Saúde, bem como o Ministro da Defesa comprador dos aviões franceses "cai-cai" pelo triplo do preço de mercado, não são nomes indicados pelo partido. São considerados da "cota pessoal" da Dilma. Assim sendo, Temer, em nome do PMDB, quer mais cinco ministérios, totalizando sete. Em resumo: é o "blocão ministerial" a favor do fisiologismo e da corrupção ou o "blocão parlamentar" votando contra na Câmara e no Senado. A escolha é da Dilma que, como todos estão vendo, não manda coisa nenhuma no terceiro mandato do Lula.
blog do cel

Nesta terra, em se plantando tudo dá. Por um milhão, até Ministério da Agricultura. Do Estadão:

Cotado para assumir o Ministério da Agricultura, o senador eleito Blairo Maggi (PR) ajudou em mais de uma maneira a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Através de suas empresas, o ex-governador de Mato Grosso doou R$ 1 milhão para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República, administrado pelo PT. Foram duas doações, registradas na contabilidade oficial da campanha petista. O mais curioso é que elas ocorreram na semana passada, muito depois do término da eleição. Ao que tudo indica, o empresário, um dos maiores produtores de soja do mundo, estava ajudando a fechar a conta da campanha de Dilma. A maior doação foi feita pela Amaggi Exportação e Importação Ltda: R$ 700 mil, na quinta-feira passada. No dia seguinte, a Agropecuária Maggi Ltda doou mais R$ 300 mil ao mesmo Comitê Financeiro Nacional. Na terça-feira, Blairo foi convidado a acompanhar a presidente eleita em viagem a Tucuruí, no Pará, para inauguração de duas eclusas construídas por outro doador da campanha de Dilma, a Camargo Corrêa. Se emplacar mesmo no ministério, ele deverá entrar na cota do PR.
blog do cel.

la defende a compra do Vassourão de meio bilhão. Da Folha de São Paulo:

DO BLOG DO CEL

O presidente Lula fez ontem uma defesa enfática da compra do Aerodilma, o novo avião que deverá substituir o Aerolula. "Não tem por que não comprar. Acabou aquela bobagem do Aerolula. Acho que o Brasil precisa de um avião com mais autonomia para o presidente." A negociação do avião foi revelada pela Folha anteontem. Há duas opções na mesa, que podem custar até mais de R$ 500 milhões, cinco vezes o custo do atual avião do presidente. Lula disse ontem no Maranhão que "o Brasil passa humilhação" porque a autonomia do Aerolula é limitada, impedindo voos sem escala a vários locais. As opções estudadas preveem ida até a Ásia sem as atuais duas paradas.

O presidente confundiu o Aerolula, um moderno Airbus-319 executivo, com o antigo avião presidencial -o Boeing 707 conhecido como Sucatão, que ainda serve à FAB como avião-tanque. "Você deveria perguntar para a imprensa que viajou num Sucatão para saber o que é uma viagem presidencial. O Brasil não pode ser um país grande do jeito que é, e ter um comportamento humilhante muitas vezes lá fora", disse. Lula quer fechar o negócio para evitar desgaste da presidente eleita, Dilma Rousseff, no episódio. Ela não se manifestou sobre a compra, mas sua equipe econômica adotou discurso da necessidade de corte de gastos. Não há verba orçamentária, mas o financiamento é de longo prazo e depende da aprovação de um projeto pelo Congresso.

O presidente indicou que a escolha pode recair na compra de dois novos aviões de transporte e reabastecimento aéreo. Um deles viria com uma área VIP, e seria usado em voos intercontinentais. O consórcio europeu EADS já ofertou à FAB o Airbus-A330MRTT, um avião pelo qual a Austrália pagou R$ 516 milhões em 2008. Esse modelo poderia demorar até três anos para chegar, tempo que pode ser reduzido se forem oferecidos os aviões feitos para avaliação numa concorrência para aviões-tanques da Força Aérea americana. Esses dois A330 estão estocados. Outra opção em estudo é a compra direta de um Airbus-A340 executivo, um avião que pode custar até R$ 465 milhões em sua versão comercial mais cara. A vantagem é a entrega mais rápida, entre 12 e 18 meses, em média, se o aparelho for novo. Usado, viria mais rapidamente e mais barato. Na FAB, a torcida é que a escolha seja pelos aviões-tanque. Seja como for, se o Planalto decidir pelo A340, a compra dos aviões-tanque também deverá ocorrer.
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Quantas viagens Dilma fará à Asia? Meia dúzia? Cada viagem destas vai custar o quê? R$ 80 milhões? Por que o governo não aluga um avião para estes casos, como fazem os principais governos do mundo com as suas companhias aéreas? Se fizer um charter com empresários e jornalistas, sai de graça. Quando o Aerolula foi comprado, havia cálculos de que ele estaria pago em onze anos. Que ele teria mais autonomia. Agora, cinco anos depois, nada mais vale. Como no Brasil não existe mais imprensa investigativa e nem oposição que mereça este nome, não apareceu ninguém para oferecer, tecnicamente, uma alternativa de menor custo. Querem aí uma boa matéria ou um bom discurso no Senado? Vejam quantas viagens Lula fez em que precisou escalas, neste cinco anos. Vejam quanto custa alugar um avião para ir ao Japão sem escalas. Façam as contas e apresentem ao país.