sábado, 18 de fevereiro de 2012

Após deixar governo, Lupi vira assessor especial do RJ

Três meses após sair do Ministério do Trabalho sob suspeita de irregularidades na pasta, Carlos Lupi (PDT) deve voltar a trabalhar em Brasília. Desta vez, como assessor especial do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).
O peemedebista convidou o ex-ministro para, de acordo com Lupi, "fazer a interação com o governo federal".
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A nomeação do pedetista foi publicada ontem no "Diário Oficial" do município.
"Ele quer que eu faça um trabalho pelos interesses do Rio, possíveis emendas, projetos.
Fazer a ponte com Brasília. Como fui ministro e tenho boa relação com todo mundo, vou fazer esse meio de campo", afirmou ontem o ex-ministro.
Presidente nacional do PDT, Lupi saiu do ministério após suspeitas de irregularidades em contratos com ONGs (organizações não governamentais).
Ele também foi acusado de ter acumulado dois cargos públicos irregularmente por cinco anos, prática vedada pela Constituição.
Alan Marques - 22.nov.2011/Folhapress
O ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi
O ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi
Ao analisar o seu caso, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República sugeriu, pela primeira vez, a exoneração de um ministro.
Em seus últimos dias no ministério, Lupi afirmou que só deixaria a pasta "a bala", o que desagradou a presidente Dilma Rousseff, que avaliou a declaração como uma ameaça velada. Depois, o ministro se retratou publicamente e disse que "amava" a presidente.
RELAÇÃO COM DILMA
Apesar disso, Lupi afirma que mantém bom relacionamento com o Planalto.
Questionado se a saída do governo abalou o relacionamento com outros ministros e com a própria presidente Dilma, ele negou.
"Ao contrário. Estive lá na terça-feira, na reunião do conselho político, cumprimentei a presidente, com todo mundo", disse ele.
Professor concursado da prefeitura desde 1985, Lupi afirmou que nestes três meses desde que deixou o cargo no ministério gozou férias acumuladas. Estava lotado na Secretaria Municipal de Assistência Social.
"Sou funcionário efetivo da prefeitura. Para mim é até melhor ficar aqui porque fico com a matrícula", afirmou. O ex-ministro disse que vai acumular a presidência de seu partido, o PDT.
SALÁRIO
O cargo de assessor especial 1, lotado no gabinete do prefeito, recebe uma remuneração mensal de R$ 8.511,78.
A Folha tentou falar com o prefeito Eduardo Paes sobre a nomeação. No Sambódromo, onde acompanhou os desfiles das escolas de samba mirim, ele não atendeu à imprensa.
Candidato à reeleição, Paes tem o apoio do PDT.
DA FOLHA.COM

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