PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
As primeiras sessões do julgamento sobre a
chapa Dilma-Temer, no plenário do Tribunal Superior Eleitoral, foram
marcadas por um duelo entre o relator do processo, ministro Herman
Benjamin, e o presidente do tribunal, Gilmar Mendes. O pano de fundo do
embate é a Odebrecht. Benjamin tenta impedir que sejam excluídas do seu
relatório as provas obtidas a partir da colaboração judicial dos
delatores da construtora. E utiliza como suporte um voto preferido por
Gilmar em 2015, que levou o TSE a aprovar, por 5 votos a 2, o
aprofundamento das investigações.
Chegamos ao seguinte ponto: pela
primeira vez em sua história, o TSE apura irregularidades numa campanha
presidencial. Num esforço notável, o tribunal passou mais de dois anos
investigando. Colecionaram-se evidências estarrecedoras do uso de
dinheiro sujo na eleição. E o TSE, em vez de produzir uma sentença
compatível com a gravidade do delito, desperdiça a paciência da plateia
num debate que pode mandar para a lata do lixo as principais provas.
Em
reação à estratégia do relator, Gilmar Mendes diz ter orgulho do voto
que manteve a investigação em pé há dois anos. E tem bons motivos para
isso. Arquivar o caso teria sido um escândalo. O problema é que o
presidente do TSE declara que não queria necessariamente cassar
mandatos, mas apenas expor os abusos cometidos na campanha. A plateia se
pergunta: ora, de que serve uma investigação se os delitos apurados não
resultarem em punição? No duelo entre os magistrados, a primeira vítima
é a lógica.
Versão contradiz tese de que vice-presidente não sabia quem era dono do avião
SÃO PAULO - Ao entregar à Procuradoria-Geral da República
(PGR) registros de diário de bordo da aeronave usada pelo então
vice-presidente Michel Temer para viajar com Marcela Temer a
Comandatuba, em janeiro de 2011, o empresário Joesley Batista contou aos
procuradores ter recebido uma ligação do próprio Temer para perguntar
sobre o envio de flores à aeronave e agradecer pelo agrado.
A versão de Joesley Batista contradiz a nova nota divulgada
no início da tarde desta terça-feira pela Secretaria de Comunicação
Social da Presidência da República, que informa que “o vice-presidente
não sabia a quem pertencia a aeronave” usada para deslocamento até o
interior da Bahia. Agenda oficial de Temer não registrou viagem a Comandatuba.
Em relato à PGR, Joesley contou ter enviado flores para
enfeitar a aeronave que seria usada pela família Temer para retornar a
São Paulo, o que teria deixado o então vice-presidente com ciúmes.
Segundo ele, para evitar o mal estar com o vice-presidente, o comandante
da aeronave teria dito que este era um presente da mãe de Joesley, e
não do empresário.
O vice-presidente teria, então, telefonado ao empresário
para dizer que gostaria de agradecer à matriarca da família pelo agrado.
E, em seguida, ligado à mãe de Joesley, Flora Batista.
Na noite de segunda-feira, a assessoria de Temer havia
informado que só havia registros de viagens do então vice-presidente
usando aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Nesta terça, a assessoria
mudou versão e afirmou que ele usou uma aeronave particular para ir à
Bahia em janeiro de 2011, mas não sabia quem era o dono do jato.
A assessoria do Palácio do Planalto foi procurada no início
da tarde desta terça-feira para se manifestar sobre as alegações de
Joesley, mas não retornou até o momento.
As informações sobre a presença de Temer em aeronaves do
grupo J&F, que é dona da JBS, foram repassadas aos procuradores para
reforçar o vínculo do empresário com Joesley. O empresário informou à
PGR manter um relacionamento estreito com o político do PMDB desde 2010,
quando teria sido apresentado a ele por Wagner Rossi, então ministro da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (2010-2011). Na ocasião, ele
teria passado a atender a pedidos de contribuições financeiras e favores
do então vice-presidente.
Em pronunciamento público recente, Temer buscou se
desvincular de qualquer relação de intimidade com Joesley,
classificando-o como "conhecido falastrão".
No último dia 17, o GLOBO revelou que o presidente deu aval
para Joesley comprar o silêncio de Eduardo Cunha na cadeia. Temer é
investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de corrupção
passiva, integrar organização criminosa e obstrução de Justiça.
Nesta terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) segue
julgando se cassa o mandato do peemedebista por abuso de poder
econômico e político na eleição de 2014, na chapa com a ex-presidente
Dilma Rousseff. DO G1
Tomado
pelo teor de suas manifestações no julgamento sobre a chapa
Dilma-Temer, o ministro Herman Benjamin parece empenhado em impedir o
Tribunal Superior Eleitoral de se matar. Armou-se no plenário da Corte
máxima da Justiça Eleitoral uma encenação
destinada a salvar o mandato de Michel Temer e, de cambulhada,
preservar os direitos políticos de Dilma Rousseff. Parte do TSE deseja
julgar o caso num país alternativo, um Brasil sem Odebrecht. E Benjamin,
relator do processo, desnuda a manobra. É como se ele quisesse
escancarar o comportamento de alto risco, oferecendo aos julgadores a
oportunidade de livrar a Justiça Eleitroal da autodesmoralização.
Conforme já noticiado aqui,
as defesas de Temer e Dilma se juntaram para excluir do processo todas
as provas recolhidas sobre as doações tóxicas da Odebrecht à campanha
vitoriosa na disputa presidencial de 2014. Alega-se que, ao interrogar
delatores da construtora, Benjamin injetou no processo fatos novos, o
que seria ilegal. O relator demonstrou que não fez senão investigar
tópicos inseridos na petição inicial do PSDB, autor da ação. Fez isso,
segundo deixou claro como água de bica, respaldado por jurisprudência do
STF e seguindo deliberações tomadas pelo próprio TSE. Escorou-se
especialmente em decisão tomada em 2015 a partir de um voto de Gilmar
Mendes, amigo de Temer e presidente da Corte Eleitoral. Sob atmosfera
eletrificada, Benjamin e Gilmar voltaram a trocar farpas (repare no
vídeo abaixo).
A
certa altura, Benjamin declarou, com outras palavras, que ignorar a
Odebrecht corresponderia a algo como fechar os olhos para uma manada de
elefantes: “Só os índios não contactados da Amazônia não sabiam que a
Odebrecht havia feito colaboração premiada. Se isto não é fato notório e
público, não existirá outro. […] Todos nós sabíamos disso —todos nós
que estamos aqui, fato público e notório.”
Benjamin já insinuara
na noite da véspera que escoraria seus argumentos contra o expurgo das
provas da Odebrecht em voto proferido por Gilmar Mendes. Foi com base
nesse voto que o TSE rejeitou, em 2015, por 5 votos a 2, o arquivamento
da ação do PSDB contra a chapa Dilma-Temer. Mais: o tribunal decidiu
aprofundar a investigacão. Antes de inquirir delatores do petrolão,
Benjamin requisitou ao STF e ao juiz Sergio Moro informações sobre a
Lava Jato. Na sessão desta terça-feira, realçou o inusitado que seria
ignorar a essa altura o resultado da apuração.
“O que fazer com
isso?”, indagou o relator. E Gilmar Mendes: “Agora, Vossa Excelência
teria mais um desafio: manter o processo aberto e trazer as delações da
JBS. E talvez, na semana que vem, as delações de Palocci —para mostrar
que o argumento de Vossa Excelência é falacioso”. Benjamin rebateu o
colega. Disse que se ateve aos termos da petição que deu origem ao
processo, que falava de Petrobras e Odebrecht, mas não mencionava JBS
nem Antonio Palocci. Só
a partir da manhã desta quarta-feira, Benjamin começará a ler a parte
do seu voto referente ao mérito da causa. Deve posicionar-se a favor da
cassação do mandato de Temer e da inabilitação de Dilma para pedir votos
pelo período de oito anos. Mas a exclusão das provas relacionadas à
Odebrecht deixaria manco o voto do relator, abrindo caminho para livrar
Temer e Dilma de punições.
Considerando-se as manifestações
iniciais, apenas dois ministros soaram como se tendessem a acompanhar o
relator: Luiz Fux e Rosa Weber. Outros três deram a entender que pendem
para o outro lado: Gilmar Mendes, Napoleão Nunes Maia e Admar Gonzaga. O
Planalto espera que o ministro Tarcísio Veira Neto engrosse esse bloco,
formando uma maioria de 4 a 3 contra a condenação.
A estratégia
adotada por Benjamin é óbvia. Ao expor a manobra, o ministro tenta
reverter o resultado. A tática é arriscada. Pode agravar a situação.
Quanto mais o relator desnuda o TSE, mais desmoralizado o tribunal fica.
A Corte talvez já não consiga resistir aos impulsos autodestrutivos.
Submetido a um processo inédito, envolvendo irregularidades cometidas
por uma chapa presidencial, o TSE poderia fazer história. Mas alguns
ministros parecem mais inclinados a pôr fogo às vestes, suicidando a
Justiça Eleitoral.
O julgamento pode se arrastar até sexta-feira. Entretanto, Michel Temer já discursa como se tivesse a certeza de que o TSE não ousará levar seu escalpo à bandeja
Restos
encontrados no Marrocos haviam sido datados em 40 mil anos, mas nova
pesquisa revelou serem muito mais antigos. Estudo foi publicado na
revista 'Nature'.
Por France Presse
Fósseis de Homo sapiens descobertos no Marrocos - que tem entre 300 mil
e 350 mil anos de idade - fizeram recuar em 100 mil anos a data da
origem de nossa espécie, segundo dois estudos publicados nesta
quarta-feira (7) na revista "Nature".
"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, o Homo sapiens
mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explica o
francês Jean-Jacques Hublin, diretor do departamento de Evolução humana
do Instituto Max Planck em Leipzig (Alemanha) e coautor do estudo.
Os fósseis foram descobertos em Jebel Irhoud, a cerca de 100
quilômetros de Marrakesh, durante a década de 1960, ao lado de ossos de
animais e ferramentas de pedra. Originalmente, esses fósseis foram
datados como tendo cerca de 40 ml anos de idade e eram considerados como
uma forma de Neanderthal da África. Mas análises feitas posteriormente
colocaram em dúvida essas conclusões.
Hublin e sua equipe analisaram os fósseis e identificaram diversas
características - incluindo as morfologias facial, mandibular e dentária
- similares aos humanos modernos recentes. Com base nessas análises, os
autores sugerem que os hominídeos de Jebel Irhoud fazem parte das
primeiras fases evolucionárias do Homo sapiens.
Até então, o fóssil mais antigo atribuído a uma forma moderna de Homo sapiens tinha sido datado com 195 mil anos DO G1
Quem
quiser alcançar a dimensão do que está acontecendo no TSE precisa levar
em conta o seguinte: o julgamento da chapa Dilma-Temer interessa muito
mais ao país do que aos envolvidos. Para o Brasil, diante das provas
reunidas em dois anos de investigação, uma absolvição da chapa pareceria
um absurdo incompatível com a fome de limpeza que está no ar. Para
Dilma e Temer, a condenação seria apenas mais uma escala rumo ao fundo
do poço.
Transformada em lavanderia de verbas sujas pelos partidos
que roubaram dinheiro da Petrobras e de outros cofres, a Justiça
Eleitoral revelou-se incompetente para fiscalizar. Socorrido pela Lava
Jato, o TSE tem a oportunidade de se redimir. Valente na hora de cassar
prefeitos dos fundões do Brasil e governadores do Norte e do Nordeste, o
tribunal julga pela primeira vez uma chapa presidencial. Pode construir
uma pirâmide ou assar pizzas.
Dilma está sujeita a perder os
direitos políticos. Ficaria proibida de pedir votos por oito anos. Como
suas chances eleitorais são mínimas, o prejuízo é próximo de zero. Temer
pode perder o mandato. Nessa hipótese, vai recorrer ao próprio TSE e ao
STF. São tantas as encrencas em que se meteu que ninguém sabe se ainda
será presidente quando os recursos forem julgados. A conjuntura pessoal
de políticos que não se deram ao respeito é volátil. A história de um
país merece mais consideração. Um tribunal não têm o direito de negar no
presente provas tão evidentes sobre a eleição passada. Sob pena de
esculhambar o futuro.
Ex-deputado
e ex-assessor do presidente Michel Temer deve ser transferido nesta
quarta-feira para o presídio da Papuda, em Brasília. Defesa diz que ele é
vítima de 'coação ilegal'.
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF),
rejeitou nesta terça-feira (6) um pedido de liberdade de Rodrigo Rocha
Loures, mantendo assim a prisão preventiva do ex-deputado e
ex-assessor do presidente Michel Temer.
Detido no sábado (3) por ordem do ministro Edson Fachin, relator da
Operação Lava Jato na Corte, Rocha Loures é investigado por suposta
prática de corrupção, obstrução da Justiça e de integrar organização
criminosa.
No pedido de liberdade, os advogados negaram as suspeitas e afirmaram que Rocha Loures foi vítima de "coação ilegal"
e dizem que a prisão preventiva – decretada antes de um julgamento e
sem prazo para terminar – tem como objetivo forçar uma delação premiada.
Na decisão, Lewandowski barrou a tramitação do habeas corpus por
motivos processuais: lembrou que, segundo o entendimento do STF, não
cabe apresentar tal tipo de ação para derrubar a decisão de outro
ministro da Corte.
Em decisão recente, o ministro já havia negado pedido semelhante
apresentado pela defesa do procurador Ângelo Goulart, preso na Operação
Patmos. Na ocasião, Lewandowski argumentou que a jurisprudência do
Supremo proíbe habeas corpus contra decisão de ministros da Corte.
Nesta terça, o ministro utilizou do mesmo entendimento para negar o habeas corpus a Rocha Loures.
Audiência de custódia
Nesta terça, a defesa de Rodrigo Rocha Loures pediu ao ministro Luiz
Edson Fachin que o ex-deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer passe por audiência de custódia
(audiência com juiz que analisa se há necessidade da manutenção da
prisão após flagrante) antes de eventual transferência para o presídio -
a previsão era que Rocha Loures fosse transferido nessa quarta.
A referência é ao empresário que teve a cabeça raspada ao ser
transferido em janeiro para um presídio, no Rio de Janeiro. Em abril,
após decisão do ministro Gilmar Mendes, Eike Batista deixou o presídio e
foi para prisão domiciliar.
Relembre o caso
Em março, Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo em
São Paulo uma mala com R$ 500 mil. Segundo delações de executivos da JBS
na Lava Jato, o dinheiro era a primeira parcela de uma propina que
seria paga por 20 anos.
A prisão foi pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Desde o fim de semana, Rocha Loures está no prédio da Superintendência
da PF em Brasília. Ele deve ser transferido nesta quarta para o Presídio
da Papuda, na capital federal.
A Polícia Federal informou que, antes da transferência, Loures
prestaria depoimento às autoridades. Segundo a defesa, no depoimento
Loures deve usar o direito de ficar em silêncio.
Rocha Loures perdeu o mandato na semana passada, quando o ex-ministro
da Justiça Osmar Serraglio decidiu retornar à Camara. Rocha Loures era
suplente da bancada do PMDB e ocupava o posto de Serraglio.
O ex-deputado perdeu o foro privilegiado, mas continua investigado no
STF por responder ao inquérito junto com o presidente Michel Temer.DO G1
O Datafolha constatou que oito em cada dez moradores de São Paulo aprovam as internações de viciados planejadas por Doria
Ivan Pacheco (Ivan Pacheco/VEJA)
Durante 11 dias, os militantes do Movimento
Pró-Cracolândia (MPC) repetiram em incontáveis entrevistas, artigos,
reportagens, crônicas, comícios em padaria e conversas de botequim que a
retomada do espaço público perdido para traficantes filiados ao PCC
fora coisa de um governador elitista e de um prefeito partidário de
crueldades higienistas. Muito melhor, insistiu o bando de PhDs em feiras
de drogas ao ar livre, seria seguir em frente com o programa De Braços
Abertos — outra ideia de jerico da finada administração petista que só
serviu para ampliar o tumor encravado no centro velho de São Paulo com a
distribuição de mesadas consumidas por viciados em crack na compra de
mais pedras.
A lengalenga foi silenciada neste fim de semana pelo
Datafolha: uma pesquisa sobre o tema constatou que a operação policial
promovida em conjunto pelos governos estadual e municipal teve a
aprovação de 60% dos moradores de São Paulo. Como o levantamento abarcou
todas as classes sociais, está claro que os representantes do povo
foram sumariamente demitidos pelos representados.
Durante sete dias, as associações dos inimigos de Geraldo
Alckmin e João Doria festejaram a decisão do Tribunal de Justiça
paulista que impediu a execução da segunda das inúmeras etapas do plano:
com a autorização de psiquiatras incumbidos de avaliar caso por caso,
dependentes de crack em situação de risco seriam internados em clínicas
especializadas, mesmo que rejeitassem o tratamento. Eufóricos,
jornalistas autonomeados porta-vozes da periferia, gigolôs de OnG,
jalecos nostálgicos de Fernando Haddad e outras extravagâncias
aglomeradas no MPC recitaram de meia em meia hora que só o fim das
injustiças sociais pode acabar com cracolândias.
Foram todos desmoralizados pelos números do Datafolha: as
internações involuntárias ou compulsórias, defendidas enfaticamente por
Doria, têm o apoio de 80% da população paulistana. Isso mesmo: 80%. Ou
oito em cada dez moradores de São Paulo. Só são contra esse método 19%
dos pesquisados. Levando-se em conta a margem de erro, o índice de
descontentes se equipara ao alcançado por Fernando Haddad na surra
eleitoral que lhe aplicaram as urnas de 2016.
Como é improvável que a maior cidade do Brasil se tenha
transformado na maior concentração de gente rica do planeta, como é
certo que o Datafolha não circunscreveu o levantamento à região dos
Jardins, pode-se concluir que os doutores em pobreza lidam tão bem com
cabeça de pobre quanto Lula lida com o plural. A pesquisa provou que
João Doria e Geraldo Alckmin estão no caminho correto, que passa por
medidas que garantam aos resgatados do inferno chances de sobreviver com
dignidade. Tudo somado, os números reafirmam que os defensores da
Cracolândia nem precisam de pedras para comportar-se como zumbis
incapazes de raciocinar com lucidez.DO A.NUNES
A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira o
ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na
mesma operação prendeu novamente o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
que já está preso em Curtiba.
Próximo ao
presidente Michel Temer, Alves foi seu ministro do Turismo. Deixou o
cargo ao ser envolvido na Operação Lava Jato. O mandado contra ele é de
prisão preventiva, quando não há prazo para que seja liberado.
Alves
e Cunha foram alvo nesta manhã da Operação Manus deflagrada para apurar
atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro
envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal/RN. O sobrepreço
identificado chega a R$ 77milhões.
A PF divulgou as seguintes informações:
Cerca de 80 Policiais Federais cumprem 33 mandados
judiciais, sendo cinco mandados de Prisão Preventiva, seis mandados de
condução coercitiva e 22 mandados de busca e apreensão nos estados do
Rio Grande do Norte e Paraná.
A investigação realizada se iniciou após a análise das
provas coletadas em várias das etapas da “Operação Lava Jato” que
apontavam solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por
dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas
grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.
A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam
no STF, e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e
telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores
recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014,
que na verdade consistiram em pagamento de propina. Identificou-se
também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em
2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal.
Os investigados responderão, na medida de suas
participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de
lavagem de dinheiro.
Sobre o nome da operação, é referência ao provérbio latino
“Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: uma mão
esfrega a outra; uma mão lava a outra. DO ESTADÃO
Ex-deputado, cassado no Mensalão e
condenado na Lava Jato, depôs como testemunha de acusação do petista em
ação penal por corrupção e lavagem de dinheiro
O ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE) mostrou, em depoimento, nesta segunda-feira, 5, por meio de videoconferência, ao juiz federal Sérgio Moro,
fotos de diversos encontros com Lula à época em que o petista era
presidente da República. O ex-parlamentar, cassado no Mensalão e
condenadona Lava Jato a 20 anos e 7 meses na Lava Jato, afirmou ao
magistrado que não é ‘um desconhecido’ de Lula, assim ‘como ele
afirmou’, em depoimento no processo sobre o triplex no Condomínio
Solaris, no Guarujá. + Pedro Corrêa diz que bancada de deputados escolheu operadores de propinas
O ex-parlamentar tem
pendente junto ao Supremo Tribunal Federal a homologação de sua delação
premiada. Ele depôs na Justiça Federal como testemunha de acusação do
petista no âmbito de ação penal sobre propinas pagas pela Odebrecht, no
esquema que seria liderado pelo ex-presidente. Os valores teriam chegado
a R$ 75 milhões em oito contratos com a Petrobrás e incluíram terreno
de R$ 12,5 milhões supostamente destinado a abrigar a sede do Instituto
Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo do Campos
de R$ 504 mil.
Parte da denúncia do Ministério Público Federal se refere ao suposto
comando e conhecimento do petista sobre os esquemas de corrupção na
Petrobrás, por meio de indicações à diretoria da estatal.
Em uma outra ação, sobre supostas propinas de R$ 3,7 milhões da OAS
para reforma e ampliação do imóvel do Guarujá, Lula foi interrogado por
Moro e disse que ‘não sabia’ se a indicação de Paulo Roberto Costa à
Diretoria de Abastecimento da Petrobrás teria participação de Pedro
Corrêa. “Esse cidadão era pernambucano, eu tive o prazer de conhecê-lo
uma vez, em uma reunião no Palácio do Planalto, para discutir Medidas
Provisórias”. + ‘A defesa tá querendo humilhar a testemunha?’, diz Moro a advogado de Lula
Em depoimento nesta segunda-feira, 5, o ex-parlamentar, apresentou
fotografias de diversos encontros com Lula e com a cúpula do então
governo do petista.
“Gostaria inclusive de anexar depois essas fotografias para mostrar
no processo que eu não era um desconhecido do presidente Lula, como ele
afirmou que não tinha nenhuma relação comigo. Eu vivia no Palácio do
governo. Porque eu era presidente do partido e, consequentemente,
participava, pelo menos duas vezes por mês, das reuniões do conselho
político”, afirmou.
Pedro Corrêa inclusive apontou os integrantes das reuniões em fotos, por meio de videoconferência.
“Mas eu quero dizer que eu tenho aqui fotografias da reunião do conselho
político do presidente, de despacho na sala do conselho com o
ex-ministro Zé Dirceu (ex-ministro-chefe da Casa Civil de Lula). Estão
aqui Zé Dirceu, Pedro Corrêa e Roberto Jefferson. Estão aqui Aldo
Rebelo, Palocci, Lula, Zé Dirceu, Roberto Jefferson, Pedro Corrêa,
Roberto Freire. Aqui, junto: uma outra reunião: estão aqui Waldemar
Costa Neto, todos que eram presidentes de partido”, indicou.
“E, aqui, no Palácio do Planalto, também , uma reunião com o
presidente Lula e a bancada do meu partido, deputados e senadores, onde
estão presentes eu, o ministro Zé Dirceu, o presidente Lula e o deputado
Pedro Henry”, completou.
Durante o depoimento, Pedro Corrêa ainda disse ‘confirmar’ que o
Partido Progressista negociou junto ao governo Lula a nomeação de Paulo
Roberto Costa à Diretoria de Abastecimento da Petrobrás.
Lula é acusado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
em contratos firmados entre a Petrobrás e a Odebrecht. São acusados
nesta ação o empresário Marcelo Odebrecht, por corrupção ativa e lavagem
de dinheiro; o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, Antonio Palocci, e
Branislav Kontic, seu ex-assessor, ambos denunciados por corrupção
passiva e lavagem de dinheiro; e, ainda, Paulo Melo, Demerval Gusmão,
Glaucos da Costamarques e Roberto Teixeira, por suposta lavagem de
dinheiro. DO ESTADÃO
Ex-deputado (PP/PE) prestou depoimento
em ação penal contra o ex-presidente Lula por corrupção e lavagem de
dinheiro na Lava Jato
Em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, na Operação Lava Jato,
o ex-deputado Pedro Corrêa (PP/PE) afirmou nesta segunda-feira, 5, que
uma bancada de parlamentares escolheu os operadores de propina na
Petrobrás. O ex-deputado revelou um ‘acordo’ entre os parlamentares para
que nenhum deles procurasse os empresários e deixasse o ‘trabalho’ com
interlocutores.
O ex-parlamentar prestou depoimento em ação penal sobre propinas
pagas pela Odebrecht, no esquema que seria liderado pelo ex-presidente.
Os valores teriam chegado a R$ 75 milhões em oito contratos com a
Petrobrás e incluíram terreno de R$ 12,5 milhões para o Instituto Lula e
cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo de R$ 504 mil.
Corrêa já foi condenado a
20 anos e 7 meses de prisão na Lava Jato. O ex-deputado tenta fechar
delação premiada. Na audiência, o advogado que o defende afirmou que o
acordo está ‘pendente de homologação’. + ‘A defesa tá querendo humilhar a testemunha?’, diz Moro a advogado de Lula
Ao juiz da Lava Jato, Corrêa citou o doleiro Alberto Youssef, um dos
primeiros delatores da Lava Jato e o ex-deputado José Janene (ex-PP-PR),
morto em 2010.
“Só o deputado José Janene e o sr Alberto Youssef, esses operadores
que haviam sido escolhidos como os operadores da bancada, eles é quem
tinham contato com os empresários para que ficasse tudo sob uma pessoa
somente. Essa pessoa depois, então, traria os esclarecimento para o
restante da bancada”, declarou.
O ex-parlamentar apontou ‘um compromisso’ entre os deputados ‘de não
tomar conhecimento de como eram feitas as reuniões com os empresários’.
“Nós tínhamos um acordo de nenhum parlamentar procurar os
empresários. Quando nós fizemos a reunião da bancada, que escolhemos,
então, os operadores, nós acertamos que só Janene procuraria os
empresários para evitar que o empresário ficasse sendo procurado por
vários parlamentares e depois então ficasse dando desculpa que acertou
com fulano, acertou com cicrano. Só um interlocutor é quem fazia esse
trabalho, que era o deputado Janene e quando ele adoeceu ficou, então, o
sr Alberto Youssef”, relatou.
Corrêa confirmou ‘recursos’ dos contratos da Refinaria de Abreu e
Lima (Rnest), em Pernambuco, e da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no
Paraná.
“Sim, eram feitos. Esses contratos tinham recursos que vinham para o partido. Tanto da Rnest quanto da Repar”, afirmou.
“Quando as doações eram oficiais, ia para o caixa 1, e quando as
doações eram não oficiais era um caixa 2 que não era do controle, do
conhecimento do partido, mas que era feito, então, em espécie, por ordem
de pagamento e que era, então, um controle que nós tínhamos sem que o
partido tomasse conhecimento. Era um caixa 2 que só os parlamentares
tinham conhecimento disso.” DO ESTADÃO
Defesa do ex-presidente foi ao TRF4
contra as audiências do patrono da Odebrecht e do executivo da
Alexandrino Alencar, marcadas para começar às 14h
Cerca de 1 hora e 30 minutos antes do início das audiências
do patriarca da Odebrecht, Emilio Odebrecht, e do executivo da
empreiteira Alexandrino Alencar, os advogados do ex-presidente Lula
entraram com um habeas corpus, com pedido liminar, no Tribunal Regional
Federal da 4ª Região (TRF4) para cancelar os depoimentos. As audiências
começaram às 14h desta segunda-feira, 5. Não houve decisão do TRF4.
Os executivos da
Odebrecht prestam depoimento em ação penal sobre propinas pagas pela
empreiteira, no esquema que seria liderado pelo ex-presidente. Os
valores teriam chegado a R$ 75 milhões em oito contratos com a Petrobrás e incluíram terreno de R$ 12,5 milhões para o Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo de R$ 504 mil.
Documento
PEDIDO PDF
O advogado Cristiano Zanin Martins argumenta que o juiz federal
Sérgio Moro ‘deu ciência às partes’ nesta segunda sobre documentos
juntados pelo Ministério Público Federal sobre delações de executivos do
grupo Odebrecht. Segundo a defesa, há ‘impossibilidade de análise do
material até as 14 horas’. + ‘A defesa tá querendo humilhar a testemunha?’, diz Moro a advogado de Lula
A solicitação para o adiamento dos depoimentos havia sido feita a Moro, que negou. A defesa foi, então, ao TRF4.
“Seja concedida a medida liminar para determinar o cancelamento da
audiência agendada para o dia 5 de junho de 2017, às 14h00, na qual
serão colhidos os depoimentos de Alexandrino de Salles Ramos Alencar e
Emílio Alves Odebrecht”, pediu a defesa.
“Caso não haja apreciação do pedido antes da realização da audiência
em tela, requer-se seja declarada a nulidade do ato e a sua
imprestabilidade para a instrução do processo, com o desentranhamento
dos autos.” CASO TRIPLEX: + Procuradoria quer regime fechado para Lula no caso triplex + Lula trocou apoio ideológico por compra da base, diz Lava Jato ao pedir prisão de petista DO ESTADÃO
Inquérito foi aberto hoje com base na delação de Joesley Batista
O procurador da República no Distrito Federal Ivan Cláudio
Marx abriu um inquérito hoje para investigar a acusação feita por
Joesley Batista de que Dilma Rousseff e Lula receberam ao todo 80
milhões de dólares do grupo J&F no exterior.
Trata-se de um dos mais bombásticos trechos dos depoimentos prestados pelo empresário.
De acordo com ele, foram repassados ao petista a maior parte
do montante, cerca de 50 milhões de reais, enquanto Dilma teria
recebido os 30 milhões de dólares restantes. Propina, segundo o delator.
Somados, os valores chegam a aproximadamente 260 milhões de reais.
A investigação correrá na Procuradoria da República, por
determinação de Edson Fachin, porque os dois ex-presidentes não têm mais
foro privilegiado.
Joesley também delatou a dupla dinâmica Eduardo Cunha e
Lúcio Funaro. Essas informações engrossaram as operações Sépsis,
Greenfield e Cui Bono, já em curso no Ministério Público Federal de
Brasília e que miram nas negociatas praticadas em alguns dos maiores
fundos de pensão do país. DO .R.ONLINE