PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
Brasília vive dias emocionantes. Nesta quarta-feira, Renan Calheiros escalou a tribuna do Senado para declarar que é uma inocente
criatura. Estalando de pureza moral, o pajé do PMDB recomendou aos
alagoanos e aos brasileiros que fiquem tranquilos, pois a turma da Lava
Jato jamais conseguirá provar nada contra ele. Pela simples e boa razão
de que nunca cometeu um mísero crime.
O pronunciamento de Renan
está disponível acima. O vídeo tem 1 hora 5 minutos e 39 segundos de
duração. Nele, o senador criticou a Polícia Federal por sua “histeria
investigativa”, atacou a Procuradoria da República por seus
“vazamentos”. Que são “estimulados” pelo procurador-geral da República
Rodrigo Janot, declarou, ecoando crítica do ministro Gilmar Mendes, do
Supremo Tribunal Federal. Renan bateu também na imprensa, que o ataca
movida por “prejulgamentos preconceituosos.”
Todos são culpados de
alguma coisa, exceto o orador. Réu numa ação penal e protagonista de
uma dúzia de inquéritos, oito dos quais referentes à Lava Jato, Renan
revela-se um típico político brasileiro. Grosso modo falando. Fazendo
pose de vítima, o senador diz não haver contra ele “nenhum fiapo de
prova”. Aos pouquinhos, vai se relevando um inocente de mostruário. Faz
lembrar as virgens de Sodoma e Gomorra. DO J.DESOUZA
Revista britânica tratou de mais um escândalo brasileiro Por
Ernesto Neves23 mar 2017, 15h22
- Atualizado em 23 mar 2017, 15h48
Capa da 'Economist' desta semana
A crise desencadeada pela Operação ‘Carne
Fraca’ é tema de uma reportagem da revista inglesa “Economist”. A edição
desta semana afirma que, em meio aos escândalos empresariais que o país
enfrenta, o último é “particularmente de virar o estômago”.
O texto diz ainda que a operação coloca em risco
uma indústria responsável por exportar mais de 40 bilhões de dólares e
que as empresas JBS e BRF terão suas imagens afetadas gravemente.
“Certamente, o episódio vai atrasar a entrada da JBS na
bolsa de Nova York, uma transação que deveria atrair até 10,5 bilhões de
reais, assim como a operação da BRF na Bolsa de Londres, onde eram
esperados outros 4 bilhões de reais”, diz trecho da reportagem.
Acusar a polícia de idiotice não trará de volta compradores de nossa carne no exteriorPor
Augusto Nunes
23 mar 2017, 07h02
O presidente Michel Temer e o o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (Ueslei Marcelino/Reuters)
Publicado no Estadão
Na sexta-feira, o Brasil recebeu a chocante notícia de que muitos
frigoríficos nacionais – entre os quais, os maiores – protagonizavam um
escândalo que atingia ao mesmo tempo o bolso e o estômago dos
brasileiros: a maquiagem de carne podre com ácido ascórbico e a mistura
de papelão e outros ingredientes indesejados nos embutidos nossos de
cada dia. O País é o maior exportador mundial de carne. Et pour cause,
a venda de alimentos contaminados com o beneplácito da fiscalização
federal, além de nociva à saúde do consumidor interno, prejudica as
receitas de exportação num momento de penúria causada pela maior crise
econômica da História.
Numa reação inédita, o presidente Michel Temer, que até hoje não se
dignou a visitar os presídios conflagrados no início do ano em Manaus,
Boa Vista e Nísia Floresta, na Grande Natal, chefiou uma série de
reuniões para anunciar medidas como compor uma força-tarefa para
reforçar a fiscalização da pecuária. Além disso, o episódio provocou uma
reação indignada do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que, em
defesa de seus parceiros da agroindústria, condenou a investigação
policial. Numa entrevista em que esquartejou a pobre língua portuguesa
com uma sequência atroz de barbarismos inaceitáveis num aluno de grupo
escolar, reclamou da ausência dos investigados na avaliação técnica da
investigação. E classificou de “idiotice” insana a interpretação do uso
de papelão na carne, atribuindo-o à embalagem e esquecendo-se de
informar desde quando frigoríficos exportadores embalam carne com o dito
material.
O presidente Michel Temer defendeu a Polícia Federal (PF), que, num
desvario dos desesperados ante os efeitos maléficos da divulgação da
investigação, foi comparada aos responsáveis por um dos maiores erros
policiais, com cumplicidade dos meios de comunicação, da História: o
caso da Escola Base, em São Paulo. Nenhum dos acusadores, contudo, se
lembrou de apontar uma causa lógica para tamanha irresponsabilidade da
PF.
Nervoso e confuso, Temer adotou a desculpa usada pelos pecuaristas,
que também participaram da reunião dele com a imprensa e 40 diplomatas
das embaixadas de 27 países compradores: das 4.837 unidades sujeitas à
inspeção federal, apenas 21 foram acusadas de irregularidades. “E dessas
21, seis exportaram nos últimos 60 dias.” Para provar sua convicção, o
presidente convidou os presentes no encontro para comer carne de boi,
postando em seu Twitter: “Todas as carnes servidas ao presidente Temer e
embaixadores na churrascaria Steak Bull eram de origem brasileira”. Mas
a Coluna do Estadão foi informada pelo gerente, Rodrigo Carvalho, que tinham corte europeu, uruguaio e australiano. Um papelão!
Vexames do tipo poderiam ser evitados se o governo tratasse o
escândalo com a transparência sugerida pelo ministro Maggi, “rei da
soja”, citado nas delações premiadas da Odebrecht e tido como
responsável por metade da devastação ambiental brasileira entre 2003 e
2004, segundo o Greenpeace. Não será com truques de malandro campainha
(que se anuncia antes de assaltar) que os governantes e pecuaristas
brasileiros manterão seus mercados, invejados por outros grandes e
poderosos produtores de carne. De Genebra, Jamil Chade relatou que, se o
Brasil não retirar essas companhias da lista de exportação, a União
Europeia vai bloquear a entrada dos produtos. E China, Hong Kong e Chile
informaram oficialmente ao Ministério da Agricultura a suspensão de
importação de nossa carne.
Não é desprezível a afirmação do delegado Maurício Moscardi Filho de
que a propina que a PF diz ter sido paga a fiscais irrigava contas do
PMDB e do PP. Esses partidos – antes aliados de Dilma e agora, de Temer –
ocupam a pasta há 18 anos. Maggi trocou o PR pelo PP para assumi-la na
atual gestão. E esse não é o primeiro dano provocado pelo loteamento do
governo federal.
Não faltará quem lembre que se compram fiscais nestes trágicos
trópicos desde o desembarque de Cabral em Porto Seguro. Já há também
quem lembre que corrupção na política não é uma exclusividade
brasileira, uma jabuticaba, como se usa correntemente. Pois sim! E não
disse Otto Eduard Leopold von Bismarck-Schönhausen, duque de Lauenburg,
unificador da Alemanha sob o punho da Prússia, morto antes da chegada do
século 20, que “os cidadãos não dormiriam tranquilos se soubessem como
são feitas as salsichas e as leis”? Pois então…
A sábia sentença vale como nunca no Brasil destes nossos idos de
março, nos quais não faltam também trágicos avisos, como o que o general
romano Júlio César ouviu, nas ruas de sua Roma, de um vidente anônimo
sobre os punhais que o esperavam na escadaria do Senado. A não ser que a
PF tenha cometido barbaridade similar à da Escola Base, em que um casal
de educadores perdeu tudo pela acusação cruel de uma criança que
viralizou na imprensa, a onda de lodo que se abateu sobre toda a
República não terá poupado a galinha de ovos de ouro da economia
nacional: nossa produtiva, próspera e moderna agroindústria. Se a
polícia exagerou, o caso merece punição pesada.
Mas se a polícia contou, como parece lógico, a verdade, não dá para
cair na lorota do empreiteiro Emílio Odebrecht, que desonrou a memória
do pai, Norberto, que construiu e deu nome à maior empreiteira do
Brasil, pretendendo conquistar o perdão para o filho, Marcelo, e seus
comparsas. E, para tanto, adotou o mantra sórdido de Tavares, o canalha
cínico encarnado por Chico Anysio: “Eu sou, mas quem não é?”. Ou seja,
“não foi?”.
A Operação Carne Fraca, que deveria chamar-se Carne Podre ou Carniça,
precisa abrir a caixa-preta onde se guardam mistérios como o milagre da
multiplicação das picanhas, em que uma família de pequenos açougueiros
de Anápolis hoje controla a empresa campeã na produção de proteína
animal neste mundão todo.
“Pelo voto em lista fechada, o eleitor vota no partido, que define
previamente os candidatos que serão eleitos em ordem de prioridade.
Atualmente o eleitor vota diretamente no candidato. A votação na
comissão será no próximo mês e no plenário a apreciação deve ocorrer em
maio.
O discurso geral se sustenta na tese de que a lista fechada é o modelo
mais barato e obriga a utilização dos recursos para toda a chapa e não
apenas para um candidato. “A lista fechada é o mais recomendável
para o momento”, afirmou o relator. O petista vai sugerir em seu
relatório que o modelo vigore nas eleições de 2018, 2020 e 2022. Em
2026, a ideia é que se adote o sistema misto alemão – adaptado à
realidade brasileira – com metade dos eleitos por distrito e outra
metade por lista fechada.
O relatório do petista também vai estabelecer limite de um salário
mínimo para doação de pessoa física e proibição do autofinanciamento. “É
para que tenha isonomia e não tenha abuso de poder econômico dos
candidatos ricos”, disse Cândido.” FONTE: ESTADÃO.
OS TRAIDORES QUE DESEJAM ALTERAR O SISTEMA ELEITORAL SEM CONSULTAR A POPULAÇÃO, PLANEJAM APROVAR A LISTA FECHADA. ATÉ MAIO.
O POVO BRASILEIRO NÃO VAI PERMITIR ESSA ABERRAÇÃO. DO J.RORIZ
Fracassado o
projeto criminoso de poder do PT, as falanges midiáticas, acadêmicas e
pastorais, sem reconhecer seus erros, como de costume, dedicam-se agora a
fustigar liberais e conservadores, sempre chamados de "fascistas".
Texto de Percival Puggina:
Os que
empurraram as esquerdas para suas vitórias e o Brasil para o fracasso
retomam as antigas práticas. Astutamente, tendo suas opiniões perdido
credibilidade nas questões internas, usam e abusam da cena internacional
para continuar ministrando "lições" à opinião pública.
Recordemos.
Durante décadas, formadores de opinião, "trabalhadores em educação" e
seguidores da Teologia da Libertação arrastaram o corpo social
brasileiro para a valeta esquerdista. Era uma força irresistível a
alavancar o PT para a condição de grande partido nacional, levar Lula à
presidência da República e arrastar o Brasil para o caos. Nos
microfones, as falanges midiáticas não poupavam sequer o público dos
programas futebolísticos. Nas salas de aula, tornos e marretas
ideológicas faziam cabeças em linha de produção. A CNBB e o clero dito
progressista esmeravam-se em documentos e campanhas cujo cunho religioso
se consumia em brevíssimas referências à Santíssima Virgem; tudo mais
era perdição eufemística da mensagem cristã a serviço de determinada
política. Certa feita, anos 90, designado pelo admirável arcebispo de
Porto Alegre, D. Cláudio Colling, participei dos eventos que compunham o
projeto da CNBB chamado "O Brasil que queremos". Nos bastidores de
todos os eventos e mesas de trabalho, os assuntos mais abordados pelas
pastorais presentes eram eleição vindoura e Lula-lá... A tudo
testemunhei porque, como peixe fora d'água, lá estava.
Assim,
ao longo de muitos anos, o povo brasileiro foi orientado pelos
corregedores da opinião pública a pensar com critérios esquerdistas,
estatistas, coletivistas. Toda a análise sociológica, histórica,
política e econômica era promovida com lentes marxistas. Quando, nos
anos 90, o Leste Europeu sacudia do próprio lombo sete décadas de
opressão, ferrugem e lixo comunista, o Brasil da teologia da libertação,
dos progressistas, dos movimentos sociais mantidos pelos inesgotáveis
fundos petistas estava ávido de importar tudo para cá.
O que
aconteceu após 13 anos do sucesso eleitoral de 2002 foi o inevitável
fracasso operacional e moral de 2014, quando já não podia mais ser
ocultado. E tudo fica bem resumido nestas estrofes narrativas e
proféticas de Miguezin de Princesa em "Nunca recebi propina":
Prometeu melhores dias
Para um bocado de gente,
Vivia quase montado
No pescoço do vivente,
Mas, na hora de comer,
Só comeu quem foi parente.
Agora no xilindró,
Com saudade do faisão,
Come pão com margarina
E almoça rubacão
E diz: - Esse povo ingrato
Inda beija meu retrato
Nessa próxima eleição!
O poder
petista, como tal, acabou. Junto com sua parceria, virou caso de
polícia. A conexão publicitária entre esquerda e progresso, a ninguém
mais convence. Com os foguetes queimados para levar o PT ao poder,
torrou-se o prestígio de seus apoiadores. Por isso, leitor, você não
ouve mais qualquer discurso esquerdista.
Que
fazem, então, as falanges midiáticas, acadêmicas e pastorais?
Reconhecidas as próprias limitações, dedicam-se a: 1) combater quem
esteja à sua direita no arco ideológico, jogando rótulos entre os quais
os de "ultradireita" e "fascista" são os mais recorrentes; 2) atacar
propostas que busquem desfazer os estragos promovidos por um quarto de
século de governos de esquerda; 3) investir contra conservadores e
liberais como sendo os vilões a serem evitados.
Observe,
então e por fim, o quanto se valem para isso do cenário internacional.
Ali está o campo de prova onde reiteram suas convicções e
"ensinamentos", sem que o passado os condene. Não, as falanges não se
penitenciam nem redimem. Apenas mudam de estratégia. Agora, pretendem
nos ensinar a compreender o mundo com seus olhos. DO O.TAMBOSI
BRASÍLIA - O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou
que parlamentares estão usando o "clamor da sociedade" pelo fim do foro
privilegiado para justificar a aprovação da proposta que atualiza a Lei
do Abuso de Autoridade. Nesta quarta-feira, o senador Roberto Requião
(PMDB-PR), entregou novo parecer favorável ao projeto que endurece a lei
do abuso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Foto: Andre Dusek|Estadão
Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Randolfe considera que, se aprovado, o texto
vai impedir a condução de investigações pelo Ministério Público e
acabar com a Operação Lava Jato. "Requião fez de conta que mudou para
manter tudo como está", criticou Randolfe. Para o parlamentar, a
aprovação do relatório do peemedebista seria "um absurdo", pois
representa uma reação da classe política às investigações judiciais.
"Se for aprovado como está, será o fim da Lava Jato. O
MP vai ficar ferido em sua autonomia e praticamente impedido de conduzir
qualquer investigação. Pode fechar essa bodega, pois não terá mais
sentido a existência do MP. Isso é um insulto às investigações em
curso", declarou.
O senador rebateu o argumento de que a proposta deve ser
aprovada neste momento por causa de supostos abusos cometidos na
Operação Carne Fraca, na última sexta-feira, 17, com apontam outros
parlamentares. "Eventuais abusos devem ser enfrentados à luz do
arcabouço jurídico que já existe", defendeu.
No ano passado, o relatório de Requião chegou a ser
incluído na pauta do plenário, mas voltou à CCJ após críticas de
entidades ligadas ao Judiciário e ao MP. Randolfe considera que o
momento é ainda pior agora com a eminência da quebra de sigilo das
delações da Odebrecht, que deve atingir dezenas de políticos no
exercício do mandato. "Se no final do ano passado era ruim, agora é
ainda pior", analisou.
Ele afirmou ainda que o projeto da lei do abuso serve
para "afastar engravatados das algemas da PF, e não para combater os
abusos que a população sobre diariamente". "Isso, mais que uma
justificativa, é uma desculpa. Estão usando o fim do foro, que é um
clamor da sociedade, para aprovar o projeto de abuso de autoridade",
reforçou.
O presidente da CCJ, Edison Lobão (MA), anunciou que
deve colocar o texto da lei do abuso em votação dentro de 15 dias.
"Vamos combater esse projeto na CCJ. Vamos apresentar emendas e fazer
destaques", assegurou Randolfe. DO ESTADÃO
RIO - A força-tarefa da Lava Jato no Rio denunciou nesta
quarta-feira, 22, cinco ex-executivos da Eletronuclear, já presos
preventivamente, e dois sócios da VW Refrigeração pela lavagem de
dinheiro de R$ 2,38 milhões.
O caso é um desdobramento da Operação Pripyat, deflagrada no ano
passado para aprofundar as investigações de corrupção e lavagem de
dinheiro na construção usina de Angra 3.
Foto: Fábio Motta/Estadão
Obras paradas de Angra 3
Os sete denunciados são acusados de
movimentarem e dissimularem a origem dos recursos destinados às obras da
usina. O MPF diz que foram feitos pelo menos 27 saques não
identificados e depósitos entre 2010 e 2016 na conta dos executivos, que
tinham sido denunciados anteriormente por corrupção e lavagem de
dinheiro. A nova denúncia ocorre com os desdobramentos das
investigações.
Inicialmente, o MPF acreditava que o esquema de lavagem
de dinheiro entre a construtora Andrade Gutierrez (AG) e a VW atendia
apenas ao ex-superintendente de construção da Eletronuclear, José
Eduardo Costa Mattos. Mas agora os procuradores dizem que o esquema
também contemplava os ex-diretores Edmo Negrini (Administração e
Finanças), Luiz Soares (diretor técnico), Luiz Messias (Superintendência
de Gerenciamento de Empreendimentos) e Pérsio José Gomes Jordani
(Planejamento, Gestão e Meio Ambiente).
Na primeira etapa da Pripyat, os quatro executivos já
apareciam como receptores de propina da AG, mas apenas em dinheiro ou
por meio das empresas Flexsystem Engenharia e Flexsystem Sistemas. Na
fase complementar, foi identificada a ocultação e dissimulação da origem
dos outros R$ 2,38 milhões de propinas da AG pela VW.
Além deles, foram acusados os empresários Marco Aurélio
Barreto e Marco Aurélio Vianna, sócios da VW Refrigeração. A empresa que
teria ainda como "sócio oculto" Costa Mattos, diz o MPF. Os sete já
tinham sido denunciados na primeira fase da Pripyat acusados de
receberem propina da Andrade Gutierrez.
Com base em dados bancários, o MPF rastreou os repasses de propina para os outros ex-diretores, que variam entre R$ 706,5 mil (Luiz Soares) e R$ 446,9 mil (Luiz Messias).
Segundo os procuradores, ficou evidente a
correspondência entre operações de pagamento e os saques das contas da
VW, cujo único serviço prestado à Eletronuclear foi uma vistoria (e seu
relatório) nas centrais de gelo do canteiro de obras da usina. A
vistoria durou poucos dias e o ajuste fictício fixara mais de quatro
anos de serviço.
"As saídas das contas da VW Refrigeração e os depósitos
para os ex-gestores da Eletronuclear são suficientes para demonstrar que
Negrini, Soares, Messias e Jordani, com a supervisão de Costa Mattos,
se beneficiaram da lavagem de dinheiro da propina pela Andrade Gutierrez
usando contratos fraudulentos com a VW Refrigeração", afirmam os
procuradores.
Os autores da denúncia são os procuradores Leonardo
Cardoso, José Augusto Vagos, Eduardo El Hage, Renato de Oliveira,
Rodrigo Timóteo da Costa, Jessé Júnior, Rafael Barretto, Sérgio Pinel e
Lauro Coelho Junior.
O ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da
Silva, e outros 12 acusados já foram condenados no ano passado em ação
penal que investigou crimes cometidos na construção da Angra 3. A
Operação, chamada Radioatividade, foi um desdobramento da 16ª fase da
Lava Jato. Ele foi condenado a 43 anos de reclusão, a maior pena dada no
âmbito da Lava Jato.
Um dia depois de Gilmar Mendes ter acusado
a Procuradoria-Geral da República de cometer crime de “violação de
segredo funcional”, Rodrigo Janot reagiu com acidez incomum. O chefe do
Ministério Público Federal negou que tenha ocorrido uma suposta
entrevista coletiva em que procuradores, sob a condição do anonimato,
vazaram para os principais veículos de comunicaçao do país nomes de
encrencados na colaboração da Odebrecht. O procurador-geral atribuiu os
ataques ora à “desinteria verbal” ora à “decrepitude moral” do ministro
do Supremo Tribunal Federal.
Janot rodou a baiana ao discursar
para colegas na Escola Superior do Ministério Público da União. Não
citou o nome de Gilmar. Nem precisava. Realçou a seletividade do seu
antagonista, que mencionou a prática do off (conversas em segredo com
jornalistas) na Procuradoria, mas se absteve de lembrar que o
procedimento é usual noutros prédios de Brasília.
“Não vi uma só
palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa
imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal
Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a
devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e
instrumentos legítimos de comunicação institucional.”
— disse
Janot em discurso de encerramento de encontro de procuradores regionais
eleitorais na Escola Superior do Ministério Público.
Janot não
mencionou o nome de Mendes, mas fez uma série de referências que não
deixam dúvidas sobre o alvo de suas críticas. As informações sobre a
suposta coletiva foram divulgadas pela “Folha de S.Paulo” no último
domingo e replicadas por Mendes na tarde de terça-feira. Ao falar sobre o
suposto vazamento dos nomes de políticos da lista de Janot, o jornal
fez referências à prática do off no Palácio do Planalto, no Congresso
Nacional e no STF.
Janot insinuou que Gilmar é que seria dado a
conversar em segredo com repórteres: “…Em projeção mental, alguns tentam
nivelar todos à sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de
condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da
aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no
Estado.”
De resto, o procurador-geral como que repreendeu o
ministro do Supremo por sua proximidade excessiva com o poder:
“Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos
círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder público e
repudiamos a relação promíscua com a imprensa. Vai abaixo a íntegra do
discurso de Janot: Colegas,
a Lava Jato completou neste mês de março três anos de profícuos
trabalhos. Do que se revelou no curso das investigações, é possível
concluir que existem basicamente duas formas de corrupção no país: a
econômica e a política. Elas não se excluem e, em certa medida, tocam-se
e interagem.
A primeira, sempre combatida e bem conhecida do
Ministério Público, tem fundamentalmente uma finalidade financeira: o
corrupto busca o enriquecimento com a venda de facilidades. Normalmente,
esse tipo de corrupção encontra-se em profusão nas camadas inferiores
da estrutura burocrática do Estado.
A segunda, até então mais
intuída do que propriamente conhecida, é ambiciosa e mais lesiva. O
proveito econômico não está na sua alçada principal, mas antes o poder.
Enriquecer pela corrupção política é mais uma consequência do que
propriamente um objetivo. Busca-se o poder, porque o dinheiro e suas
facilidades chegam de arrasto.
O mérito da Lava Jato foi haver
encontrado o veio principal da corrupção política. Esse tipo de
corrupção, como disse, é de altíssima lesividade social porque frauda a
democracia representativa, movimenta bilhões de reais na clandestinidade
e debilita o senso de solidariedade e de coesão, essenciais a uma
sociedade saudável.
Escolhas para altos postos na estrutura do
Estado, nas suas autarquias e empresas passam a não considerar a
competência técnica do candidato, mas sua disposição para trabalhar na
engrenagem arrecadadora de recursos espúrios destinados à máquina
partidária que o apadrinhou.
Desde o mensalão, essa
realidade já começava a revelar seus contornos com mais nitidez. No
entanto, foi nesses últimos três anos que a dura e inocultável verdade
se mostrou por completo: nosso sistema político-partidário foi
conspurcado e precisa urgentemente de reformas. É necessário abrir
espaço para a renovação o quanto antes, pois a política não pode
continuar a ser uma custosa atividade de risco propícia para
aventureiros sem escrúpulos.
Certamente, essa crise política há
de encontrar o devido equacionamento no âmbito do próprio sistema
democrático. Serão as forças políticas da sociedade, dentro da
institucionalidade, que, após debate e reflexão, devem apontar caminhos
para que levem à quebra do círculo vicioso em que o país se encontra.
A
nós do Ministério Público cabe um papel modesto nesse processo, mas de
grande relevância social. Devemos dar combate, sem tréguas, ao crime, à
corrupção e às tentativas de fraudar-se a lisura do processo eleitoral.
É
nesse contexto que o papel dos senhores, Procuradores Regionais
Eleitorais, avulta em importância institucional. Muitos dos desvios do
poder político podem e devem ser prevenidos e reprimidos, quando for o
caso, já no processo eleitoral.
Precisamos intensificar, assim, a
fiscalização do financiamento das campanhas, combater firmemente o caixa
2 e promover obstinadamente a responsabilização de quem não respeita o
fairplay do jogo democrático e abusa do poder econômico e político para
vencer ilegitimamente eleições.
O filtro do processo eleitoral, do
qual o Ministério Público é importante componente, é
fundamental para melhorar a qualidade de nossa política.
Não é
fácil a nossa missão, bem o sei. Para mim, já se vão 32 anos de árdua
labuta nesta Casa. Tenho afirmado reiteradamente que o Ministério
Público não engana a ninguém e não costuma vender ilusões ou fantasias.
Quem busca atalhos e facilidades, de fato, não terá aqui o melhor
lugar para encontrá-los.
Digo isso porque, mesmo quando exercemos
nossas funções dentro da mais absoluta legalidade, estamos sujeitos a
severas e, muitas vezes, injustas críticas de quem teve interesses
contrariados por nossas ações. A maledicência e a má-fé são verdugos
constantes e insolentes.
Não quero deter-me no fato específico,
mas não posso deixar de repudiar com toda veemência a aleivosia que tem
sido disseminada para o públic nos últimos dias: é uma mentira, que
beira a irresponsabilidade, afirmar que realizamos, na
Procuradoria-Geral da República, coletiva de imprensa para “vazar” nomes
da Odebrecht.
Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e
dadas a devaneios, mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e
desvirtuar instrumentos legítimos de comunicação institucional. Refutei
pessoalmente o fato para os próprios representantes do veículo de
comunicação que publicou a matéria inverídica.
Procuramos nos
distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais
que cortejam desavergonhadamente o poder político. E repudiamos a
relação promíscua com a imprensa.
Ainda assim, meus amigos, em
projeção mental, alguns tentam nivelar a todos à sua decrepitude
moral, e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias,
socorrendo-se não raras vezes da aparente intangibilidade proporcionada
pela posição que ocupam no Estado.
Infelizmente, precisamos
reconhecer que sempre houve, na história da humanidade, homens dispostos
a sacrificar seus compromissos éticos no altar da vaidade desmedida e
da ambição sem freios.
Esses não hesitam em violar o dever de
imparcialidade ou em macular o decoro do cargo que exercem; na
sofreguidão por reconhecimento e afago dos poderosos de plantão, perdem o
referencial de decência e de retidão.
Não se impressionem com a
importância que parecem transitoriamente ostentar. No fundo, são apenas
difamadores e para eles, ouvidos moucos é o que cabe e, no limite, a
lei. Não somos um deles, e isso já nos basta.
Para encerrar,
compartilho com os senhores a advertência do mestre Montesquieu que
sempre tive presente comigo: o homem público deve buscar sempre a
aprovação, mas nunca o aplauso. E, se o busca, espera-se, ao menos, que
seja pelo cumprimento do seu dever para com as leis; jamais por
servilismo ou compadrio.”
O túmulo onde estaria enterrado Jesus Cristo segundo a tradição cristã
foi apresentado nesta quarta-feira (22) durante uma cerimônia na Igreja
do Santo Sepulcro, em Jerusalém, após uma restauração que durou nove
meses.
As obras de restauração começaram em maio de 2016 para reformar a
pequena capela em mármore e devolver sua cor original. Ela foi
desmontada completamente e reconstruída à imagem e semelhança do que
era.
Dignitários religiosos de distintas confissões cristãs participaram da
cerimônia desta quarta, quando o pequeno templo foi exibido sem a
estrutura metálica que antes dificultava a visão.
"Não é apenas uma doação feita à Terra Santa, é uma doação para o mundo
inteiro", afirmou o patriarca greco-ortodoxo Teófilo III de Jerusalém
ante os convidados, entre os quais o primeiro-ministro grego Alexis
Tsipras.
"Antes o monumento estava completamente negro" devido à fumaça das
velas dos peregrinos, explicou a restauradora-chefe Antonia Moropoulou.
"Hoje recuperou sua verdadeira cor, a cor da esperança", acrescentou.
As obras viveram em outubro um momento histórico, quando a lápide de
mármore, que cobre o túmulo, foi retirada durante três dias. A última
vez que homens puderam ter acesso ao coração do lugar mais sagrado do
cristianismo foi em 1810, por ocasião de obras de restauração realizadas
após um incêndio.
Nos anos 1960 e 1990 foram remodeladas várias partes da igreja, situada
no setor antigo de Jerusalém, perto de dois lugares santos do judaísmo e
do islã: o Muro das Lamentações e a Esplanada das Mesquitas. Mas não se
tocou na capela.
Desta vez, ao longo de nove meses, o túmulo foi desmontado, limpo e
restaurado praticamente em sua totalidade, incluindo as colunas e as
cúpulas do edifício e seu interior. Foi aberta, inclusive, uma janela
para que os peregrinos possam admirar a lápide do antigo túmulo.
Desavenças
As obras custaram 3,4 milhões de euros, financiados pelas três
principais confissões cristãs do Santo Sepulcro (greco-ortodoxos,
franciscanos, armênios), assim como doadores públicos e privados.
Samuel Aghoyan, o superior da Igreja armênia, está satisfeito que a capela tenha o aspecto de uma construção nova.
Segundo a tradição cristã, o corpo de Jesus Cristo foi depositado em um
leito funerário entalhado em uma rocha depois de sua crucificação pelas
mãos dos romanos no ano 30 ou 33. Os cristãos acreditam que ele
ressuscitou e afirmam que as mulheres que chegaram três dias depois de
sua morte para ungir o falecido não encontraram o corpo.
Alguns cristãos acreditam que Jesus foi enterrado no chamado túmulo do
jardim, situado fora da muralha do setor antigo de Jerusalém.
Mas, segundo Antonia Moropoulou, as obras permitiram demonstrar que o túmulo de Jesus se encontra na igreja do Santo Sepulcro.
Agora há outros projetos para reforçar a estrutura da capela e
restaurar o chão da igreja, explica Samuel Aghoyan. O custo seria de
seis milhões de dólares.
Para que estas obras possam ser realizadas, os greco-ortodoxos, a
Igreja armênia e a católica, que custodiam o lugar, devem superar as
divergências que no passado forçaram um adiamento do projeto.DO G1
Na
engrenagem aparelhada do Estado brasileiro, sempre que um servidor
público é pilhado em atos de corrupção, deveria haver vergonha em pelo
menos um gabinete de congressista ou de autoridade, que teria de
explicar por que apadrinhou a nomeação de um desqualificado. Cada
assalto feito no segundo ou no terceiro escalão tem sempre um cúmplice
disfarçado no primeiro escalão. Entretanto, acima de um certo nível de
poder, nenhuma cumplicidade justifica um rosto vermelhinho.
No
escândalo da carne, o ministro Blairo Maggi obteve a concordância de
Michel Temer para afastar os 33 servidores da pasta da Agricultura
suspeitos de manter um relacionamento promíscuo com frigoríficos que
deveriam fiscalizar. Maggi fez mais: abriu contra os servidores
processos administrativos que podem resultar em demissão. O ministro fez
pior: depois de enviar os suspeitos para o patíbulo do Diário Oficial,
exibiu suas cabeças na vitrine da internet (veja a lista aqui).
O
7º nome da lista de execrados da Agricultura é o ex-superintendente da
pasta no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, um personagem que o ministro
Osmar Serraglio (Justiça) chama de “grande chefe”.
O 14º nome da relação é Gil Bueno de Magalhães, que substituiu Daniel
Gonçalves na superintendência paranaense em 2016, sob o apadrinhamento
de deputados do PP —entre eles o agora ministro Ricardo Barros (Saúde).
Enquanto os afilhados são tratados na base do mata-e-esfola, os padrinhos fingem-se de mortos.
Em comunicado
à imprensa, a pasta da Agricultura anotou que os 33 servidores foram
“afastados em razão da investigação da Polícia Federal sobre supostas
irregularidades em frigoríficos”. Se os crimes são supostos, a culpa é
presumida. Ainda assim, optou-se pelo afastamento preventivo,
acompanhado da abertura de processos administrativos. Nada poderia ser
mais respeitoso com o contribuinte do que afastar a suspeição do
exercício de funções públicas.
O acerto em relação aos suspeitos
miúdos expõe o desacerto no trato com os suspeitos graúdos. No modelo
criado por Michel Temer para proteger amigos em apuros, instituiu-se o
afastamento em conta-gotas. Ministros investigados não devem nada a
ninguém, muito menos explicações. Quando forem denunciados amargarão um
afastamento temporário, conservando o salário e o foro privilegiado. Só
depois de convertidos em réus pelo Supremo Tribunal Federal é que os
ministros seriam enviados ao olho da rua.
Nos próximos dias, o
ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, puxará o manto
diáfano que esconde os podres da colaboração da Odebrecht. Em condições
normais, haveria escândalo em gabinetes do Planalto e da Esplanada. Mas
já está entendido que o cinismo é o mais próximo que o governo
conseguirá chegar da honestidade.
Se a pasta da Justiça pode ser
gerida por alguém cuja voz foi captada num grampo travando diálogo vadio
com um sujeito que a PF chama de “líder de uma organização crimionosa”,
tudo é permitido. Inclusive tratar a plateia como cretina.
Daniel Gouveia Teixeira assegurou que, apesar de irregularidades, não há motivo para pânico em relação ao consumo de carne
O fiscal agropecuário federal Daniel Gouveia Teixeira, responsável por
denúncias que levaram à Operação Carne Fraca, afirmou que há uma série
de irregularidades ainda não reveladas pela Polícia Federal. Em
entrevista à Rádio Eldorado nesta quarta-feira, 22, Teixeira ressaltou
que o pagamento de propina é frequente no processo de fiscalização da
carne. "Não foi mostrado nem 1% do que foi descoberto pela Polícia
Federal."
O servidor do Ministério da Agricultura, que foi transferido de função
desde o início das investigações, atribui as falhas à ingerência
decorrente de indicações políticas. "É a interferência de políticos para
tirar e colocar fiscais mais rigorosos em locais que não atrapalhassem
interesses das empresas", relatou. Teixeira também revelou que havia
denúncias relacionadas ao setor engavetadas há cerca de dez anos. "A PF
conseguiu fazer em dois anos o que o Ministério da Agricultura não fez
em dez", garante.
Apesar de denunciar o envolvimento de colegas e frigoríficos nos casos
de corrupção, o fiscal tranquiliza a população em relação ao consumo da
carne produzida no País. "Não é motivo de pânico. A população tem de
conhecer o produto, verificar se é fiscalizado. 90% dos meus colegas são
pessoas honestas e qualificadas que trabalham para garantir a qualidade
dos produtos."
Teixeira ainda afirmou que as irregularidades foram registradas ao longo
de vários governos, ao menos desde o mandato do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, e que não houve mudança após o PMDB assumir o
Planalto. O delator disse não ter conhecimento de qualquer associação ou
formação de cartel por parte dos frigoríficos que pagavam propina a
servidores federais. Ele criticou ainda as tentativas de minimizar a
importância da Operação Carne Fraca.
O funcionário representa a categoria como delegado sindical, mas garante
não ser filiado a nenhum partido político. Ele recebe segurança da
Polícia Federal e de outros órgãos de segurança do Paraná desde o início
da operação, há dois anos e meio.
Foto: Alex Silva/Estadão
Quatro empresas foram retiradas da lista de exportação
Nesta
terça-feira, este blog apurou, a cúpula do PSDB decidiu: o candidato à
presidente 2018 vai ser João Doria e o seu vice o ACM Neto. Geraldo
Alckmin nem foi avisado disso (ainda).
O que fulminou o nome de Alckmin : o furo do Globo, dessa terça. Escreveu O Globo:
o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Superior
Tribunal de Justiça (STJ) pedidos de abertura de inquérito contra mais
de dez governadores em exercício, entre eles o de São Paulo, Geraldo
Alckmin, do PSDB, que disputou a Presidência em 2006. O pedido sobre o
tucano estaria relacionado a repasses que a Odebrecht fez para as
campanhas dele ao governo de São Paulo, em 2010, e também em 2014.
Segundo um dos delatores, pelo menos um dos pagamentos teve como
intermediário Adhemar Ribeiro, cunhado do governador.
O Movimento Brasil Livre foi quem lançou A campanha por Doria presidente e ACM Neto como vice, há dias
Ronaldo Caiado fechou para disputar o governo de Goiás.
Bolsonaro
saiu do PSC, de fato, deixou o pastor Everaldo nas nuvens. Bolsonaro é
pré-candidato à Presidência da República na próxima disputa, em 2018, e
apareceu em quarto lugar na última pesquisa Datafolha, de dezembro do
ano passado, com 9% das intenções de voto.
As
negociações com Bolsonaro estão sendo conduzidas pela cúpula nacional
do PR, partido que tem a quinta maior bancada da Câmara, com 39
deputados.
O
parlamentar fluminense já conversou sobre o assunto com o ex-deputado
Valdemar Costa Neto (SP), um dos condenados no processo do mensalão e
que exerce forte influência na legenda.