sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Lista dourada de negócios da família Bumlai tinha Petrobras, BNDES e Dilma

Os planos de Maurício Bumlai para o ano de 2010 eram ambiciosos.
Ele queria obter 108 milhões de reais em empréstimos, faturar pesado no esquema de corrupção na Petrobras e contava com a eleição de Dilma Rousseff presidente
Por Robson Bonin, Hugo Marques
e Pieter Zalis, de Brasília
Veja.com
SUPERCREDENCIAL  - José Carlos Bumlai, amigo íntimo do presidente Lula, estava autorizado a entrar quando quisesse, na hora em que bem entendesse
(Cristiano Mariz/VEJA)
A família do pecuarista José Carlos Bumlai tinha planos ambiciosos para 2010, ano da eleição da presidente Dilma Rousseff. Nas palavras de um de seus filhos, Maurício Bumlai, a despedida de Lula da Presidência seria "Um ano dourado". Esse é o título de uma carta apreendida pelos investigadores da Operação Lava-Jato no dia em que Bumlai foi preso por envolvimento no petrolão. No endereço de Maurício Bumlai, em São Paulo, os agentes localizaram uma carta, escrita a mão por ele, que demonstra os motivos de tanto otimismo dos Bumlai. Datada de 1 de janeiro de 2010, a carta é uma espécie de roteiro dos investimentos e ambições do amigo do ex-presidente Lula e de seus filhos ao longo daquele ano.


(Reprodução/VEJA)

​ Escrito em tópicos e códigos, o texto revela que os Bumlai esperavam muito da presidente Dilma Rousseff. Logo depois de anotar o nome "Dilma", o filho de Bumlai escreve "Petrobras", cita a empresa Estre, do banqueiro André Esteves, e duas cifras: 1 bilhão seguido de 25 milhões. Analisado aos olhos de 2015, esse trecho da carta mostra que o filho de Bumlai, que atuava como representante da Estre, tinha motivos para ser otimista. Envolvida até o pescoço no petrolão, a "Estre" faturou em "2010" e ao longo de todo o primeiro governo "Dilma" quase 1 bilhão de reais em contratos com a... "Petrobras".
Outro sonho dourado dos Bumlai se confirmou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Maurício anotou "BNDES 108 000 000" logo nas primeiras linhas. Era o grande plano. Os Bumlai esperavam embolsar uma bolada de 108 milhões de reais do BNDES para viabilizar a Usina São Fernando Açúcar e Álcool, que então agonizava por falta de recursos. O banco, mesmo sem qualquer garantia ante o alto risco de investir nos negócios da família Bumlai, realizou o sonho de Maurício.
Investimentos na área de produção de carvão, a conquista de concessões de rodovias e de saneamento, a celebração de contratos de coleta de lixo em capitais como Manaus e até negócios de 2,5 bilhões de dólares em Angola, que poderiam render 50 milhões de dólares em propina. A operação descrita na planilha dourada foi confirmada mês passado pelo ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, em reportagem publicada pela revista VEJA. Até as cifras são as mesmas.11/12/2015

IMPEACHMENT, SIM! Reportagem soberba do “Valor Econômico” explica como a dupla Dilma-Arno Agostin pedalaram de modo consciente rumo ao abismo

Reconstituição dos bastidores da relação de ex-secretário do Tesouro com área técnica evidencia que governo estava consciente das irresponsabilidades e dos riscos. Silenciou o debate e seguiu em frente

Por: Reinaldo Azevedo
Há reportagens que evidenciam como o bom jornalismo é essencial à democracia, à verdade, à transparência. Reportagem de Leandra Peres no jornal “Valor Econômico”, sobre as pedaladas fiscais demole, sem chance para reconstrução, as justificativas esfarrapadas do governo. Leandra não escreveu com o intuito de demolir nada. Escreveu para contar o que aconteceu. E o que aconteceu está em desacordo com a versão oficial — o que evidencia, e isto digo eu, os crimes de responsabilidade cometidos por Dilma.
Destaco trechos da reportagem do Valor, que evidencia o passo a passo de um desastre, produzido de maneira consciente e determinada.
A reportagem do Valor reproduz os interiores do governo Dilma, com a sua rotina de tacanhice ideológica, arrogância, intimidação e até assédio moral — sem contar o desprezo matemática.
O AVISO
Dois anos e meio antes de as “pedaladas fiscais” justificarem a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e pelo menos um ano antes do início da campanha pela reeleição, técnicos do Tesouro Nacional elaboraram, em julho de 2013, um diagnóstico de 97 páginas sobre a situação fiscal e econômica do país. Mantido sob sigilo até agora, o relatório, ao qual o Valor teve acesso, continha um claro alerta à cúpula do governo: “O prazo para um possível ‘downgrade’ é de até 2 anos”; “Ao final de 2015 o TN [Tesouro Nacional] estaria com um passivo de R$ 41 bilhões” na conta dos subsídios em atraso; “Contabilidade ‘criativa’ afeta a credibilidade da política fiscal”.
Novos avisos foram incluídos em uma versão revisada, de setembro de 2013. O caixa do Tesouro estava muito baixo e foi citado no documento como “risco para 2014”. Os técnicos do Tesouro projetavam um “déficit sem perspectiva de redução”, falavam em “esqueletos” que teriam que ser explicitados e recomendavam “interromper imediatamente quaisquer operações que produzam resultado primário sem a contrapartida de contração da demanda agregada ou que gere efeitos negativos sobre o resultado nominal e/ou taxa implícita da dívida
O trabalho foi concluído em novembro de 2013 e apresentado ao então secretário do Tesouro, Arno Augustin. As 97 páginas do documento original foram resumidas em 16 slides.
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Nos últimos três meses o Valor conversou com mais de 20 autoridades que ocuparam ou ainda ocupam cargos no governo e teve acesso exclusivo a documentos inéditos que permitem recontar a história fiscal do primeiro mandato da presidente Dilma.
O que é possível mostrar agora é que em momentos-chave, como o da adoção da contabilidade criativa de 2012, o esforço da área técnica do Tesouro para barrar novas operações em 2013 e a construção da fábrica de pedaladas de 2014, não faltaram avisos sobre os riscos que o país corria.
Os pitos
O encontro de Arno com os 19 coordenadores-gerais do Tesouro, os seis subsecretários e seus assessores mais próximos para discutir o documento elaborado pelos técnicos com os avisos ao governo é um dos momentos mais tensos dessa história.
A reunião foi marcada para a tarde de 22 de novembro de 2013, na sala do Conselho Monetário Nacional (CMN), que fica no sexto andar do prédio do Ministério da Fazenda. O clima era pesado e ninguém se lembra de haver cafezinho ou de ter bebido água durante a reunião, dois ingredientes que raramente faltam nas reuniões da burocracia em Brasília.
A pauta do encontro tinha cinco itens. O primeiro “ponto de preocupação” era “o risco de ‘downgrade’ e seus impactos”. Os seguintes, a política fiscal e suas consequências; a imagem do Tesouro; e o aperfeiçoamento de processos internos. Por último, o “relacionamento interpessoal”, uma forma educada de se referir às explosões pelas quais o secretário Arno Augustin era evitado por sua equipe.
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Os sinais de que a estratégia não estava dando certo já eram visíveis. O Banco Central (BC) fora forçado a retomar os aumentos da Selic em abril para combater uma inflação que caminhava para o teto da meta, apesar do represamento das tarifas públicas. A receita do Tesouro ainda crescia 13,3% entre janeiro e novembro de 2013, mas as despesas voavam ainda mais altas, com crescimento de 14,1%, e o quadro fiscal já se anunciava mais sombrio porque o governo havia desonerado R$ 70,4 bilhões em impostos a preços da época. No front externo, o banco central dos EUA começara a retirar os estímulos monetários que vinha injetando na economia americana, o que prometia reduzir a abundância de capitais para países emergentes como o Brasil.
Escolhido por ser uma voz moderada dentro do corpo técnico do Tesouro, o então coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública, Otávio Ladeira, abriu a reunião com Arno. Coube a ele o alerta de que a política fiscal já entrava numa trajetória insustentável.
Quando foi apresentado o sexto slide com um gráfico que mostrava como o mercado vinha perdendo a referência de qual era a meta fiscal perseguida pelo governo, Arno deixou claro que havia convocado a reunião para pôr fim ao que considerava uma rebelião contra a política econômica e não para tratar de cenários fiscais. Enquanto Ladeira expunha a dificuldade de o governo atingir a meta de superávit primário de 2,3% do PIB em 2013, o secretário interrompeu: “Quem disse que não vamos cumprir a meta? O mercado pode projetar qualquer coisa. Eles fazem isso o tempo todo para ganhar dinheiro”, disse.
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A versão do chefe
Depois dos funcionários, foi a vez de Arno fazer uma apresentação. Sua tese era que a política fiscal era fundamental para garantir o crescimento econômico e não levaria o governo à bancarrota, como queriam fazer crer os técnicos do Tesouro.

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Como das outras vezes em que fora alertado sobre riscos fiscais, o secretário lembrou que a política econômica é definida por quem tem votos e, ali, naquela sala, nenhum dos técnicos havia sido eleito. Quando a reunião vazou para a imprensa, Arno chamou os subsecretários a seu gabinete e, ignorando a promessa de domar o gênio, quis saber quem era o autor do vazamento. Ameaçou abrir processos disciplinares contra todos que “ficaram aí circulando essa apresentação”.
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Quem decide
O processo decisório do governo Dilma, e aí não apenas da política fiscal, foi marcado pela aversão ao dissenso. Ministros e servidores que participaram de decisões importantes descrevem reuniões longas, como 30 ou 40 participantes, em que questionamentos técnicos eram considerados afrontas ao projeto do governo e davam margem a broncas, em vez de discussões.

“Na primeira reunião para discutir qualquer assunto importante, várias pessoas falavam. Na segunda, menos gente. Da terceira em diante, a impressão era que não adiantava nada fazer ponderações. E aí quem discordava preferia ficar calado e deixar a presidente decidir”, conta um ex-ministro. “É um governo de muitas certezas e quase nenhuma dúvida”, complementa outra autoridade do alto escalão.
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A loucura
No primeiro ano do mandato da presidente, durante as discussões para a privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Natal, essa dinâmica ficou clara. A definição da taxa de crescimento do PIB que embasaria os cenários econômicos da concessão se transformou em um embate ideológico entre a ala desenvolvimentista radical — representada pelo secretário do Tesouro e a então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann — e o resto do governo. Procurada pelo Valor, a ex-ministra não retornou às ligações.
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A presidente Dilma arbitrou pessoalmente a disputa e a média do PIB usada nesses primeiros projetos é de 3,7% ao ano, com picos de crescimento de 5,5% em 2014 e de 4,41% em 2015.
Pão de queijo
O preço do pão de queijo nos aeroportos também foi intensamente discutido. O problema, conforme descrição da ministra Gleisi, era que a alimentação, muito cara, não podia ser um empecilho às viagens dos eleitores da classe C que haviam passado a frequentar os aeroportos. A solução foi uma licitação em que as lanchonetes pagam aluguel abaixo do preço de mercado e oferecem um cardápio com 15 itens a preços mais baixos. Em Congonhas, o pão de queijo custava R$ 2,50 na tabela subsidiada de fins de outubro e R$ 5,00 nos demais estabelecimentos.
Voz da chefa
Arno passou, então, a ser visto pelos colegas de governo como a voz da chefe nas discussões internas. Ele sempre tratou a presidente Dilma como ela gosta de ser chamada, por “presidenta”. Integrantes do governo, no entanto, descrevem cenas pitorescas que mostram a proximidade dos dois. Em uma delas, o ex-secretário do Tesouro teve que se ausentar da sala de reunião para cumprir uma ordem de Dilma: “Arno, seu cabelo está desarrumado, vá lá arrumar”.

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A característica mais marcante do ex-secretário é seu senso de missão. Nas entrevistas feitas pelo Valor para esta reportagem, Arno foi comumente descrito como “um homem de partido”, “um soldado”, “um cumpridor de tarefas”. “A presidente decidia e ele entregava”, descreve uma autoridade que trabalhou com os dois.
Essa determinação ficava ainda mais visível nas ocasiões em que, derrotado, não hesitou em implementar o que foi deliberado. No primeiro semestre de 2013, por exemplo, quando o governo discutia o lançamento do Minha Casa Melhor, criado para subsidiar a compra de móveis e eletrodomésticos por beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, Arno dizia, entre jocoso e crítico, que a mesa listada entre os bens que podiam ser adquiridos no programa era mais cara do que a que ele tinha em seu apartamento. Ao corpo técnico do Tesouro repetia que “o cara não consegue pagar nem a casa, como vai pagar os móveis?”
Mas depois que a presidente bateu o martelo, Arno encontrou forma de financiar os eletrodomésticos sem tirar dinheiro à vista do caixa do Tesouro e sem impacto nas estatísticas de resultado primário: o Tesouro fez um empréstimo de R$ 8 bilhões à Caixa, responsável pelo programa, dos quais R$ 3 bilhões foram separados para cobrir a inadimplência do Minha Casa Melhor.
Não era apenas a fidelidade à presidente e o respeito à hierarquia que definiam as ações do ex-secretário. Colegas de Arno no governo dizem que havia uma proximidade ideológica entre os dois.
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Segundo depoimento ao Valor, o ex-secretário tratava as agências de rating como um instrumento “usado pelos países ricos para impedir políticas de desenvolvimento” de países pobres. A participação de 49% da estatal Infraero nos aeroportos privatizados foi definida pela necessidade de “o governo participar do dia a dia da empresa” porque o governo considerava as agências reguladoras instrumentos ineficazes de supervisão. Como define um ex-ministro: “A presidente achou no Arno alguém que pensa como ela”.
(…)

PF prende 4 diretores de empreiteiras por desvios em obras da transposição

Prisões aconteceram nos estados do RJ, SP, CE e no Distrito Federal.
Polícia investiga desvios de verbas que podem chegar a R$ 200 milhões.

Do G1, em São Paulo e em Pernambuco

A Polícia Federal (PF) confirmou, na manhã desta sexta-feira (11), que quatro diretores das empresas OAS, Coesa, Barbosa Mello e Galvão Engenharia foram presos durante a Operação Vidas Secas - Sinha Vitória, que investiga desvios de R$ 200 milhões em obras da transposição do Rio São Francisco. As prisões foram realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e no Ceará. Algumas empresas ligadas à organização estariam em nome do doleiro Alberto Youssef e do lobista Adir Assad, investigados na Operação Lava Jato.
As investigações tiveram início em 2010. Os empresários teriam usado empresas fantasmas para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas destinadas às obras, no trecho que vai de Custódia, no Sertão de Pernambuco, a Monteiro, na Paraíba. O consórcio cuidava dos lotes 11 e 12,  dos 14 lotes envolvidos na transposição do rio. Os contratos investigados até o momento são de R$ 680 milhões.
"Um grande projeto como a transposição do Rio São Francisco, que poderia amenizar o sofrimento de muitas famílias nordestinas, acaba motivando indivíduos de má índole a se aproveitarem da boa fé dessas pessoas. Isso tudo sempre acontece de forma ilegal", pondera o o superintendente da PF em Pernambuco, Marcello Diniz Cordeiro.
Nesta fase está sendo apurado o núcleo econômico, que são as empreiteiras e o financeiro de nível operacional. Porém, a PF ainda investigará os núcleos administrativo, operacional e político. "Tudo indica, pelo contexto do grupo de Youssef, que essa verba foi destinada para políticos", adianta o coordenador da operação, Felipe Leal.
A Polícia também acredita que toda a obra da transposição foi superfaturada. "Vai ver nem precisava desses mais de R$ 500 milhões. Vai ver com R$ 300 milhões já poderia ser feito isso. Se houve esse superfaturamento, de que há fortes indícios, se houve desvio de verba pública federal e mesmo assim a obra continuou, qual seria realmente o valor dessas obras que deveriam ser exigidos para a construção?", questiona o superintendente.
A conclusão da obra também pode ter demorado mais ficar pronta  para que os envolvidos no esquema continuassem a lucrar com as irregulariedades. "A princípio, deve ter tido esse atraso, mas a dimensão e de quanto tempo foi só quando tivermos o laudo pericional do assunto. O valor alto tem uma grande influência para o interesse de que essa obra continue por mais tempo", comenta Diniz Cordeiro.
De acordo com o superintendente, ainda há indícios de que as fraudes eram cometidas a depender da necesidade de arrecadar valores ilícitos. "Havia fraudes que dependiam da necessidade. Aumentavam o volume de terra mexida, pelo menos, no papel, na medição, mas, na realidade, não havia esse aumento de fato. Isso também vai ser objeto da perícia", completa.
PF coletiva sobre a transposição (Foto: Thays Estarque/G1)Segundo a PF, diretores da OAS, Coesa, Barbosa Mello e Galvão Engenharia foram presos durante a operação (Foto: Thays Estarque/G1)
Ao todo, foram cumpridos 32 mandados judiciais nos estados de Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Brasília, sendo quatro mandados de prisão no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Ceará, quatro mandados de condução coercitiva no Rio Grande do Sul, em São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro. Ainda houve 24 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Pernambuco.
No Recife, a Polícia  cumpriu mandados nos bairros de Boa Viagem, Coelhos e Graças. Equipes da PF ainda atuaram nos municípios de Sertânia e Salgueiro, no Sertão do Estado. Os investigados devem responder pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro.
Empresas
A reportagem do G1 entrou em contato com cinco empresas listadas pela PF em endereços pernambucanos. A Galvão Engenharia informou, através de nota, que ainda não tomou conhecimento dos detalhes da investigação da Operação Vidas Secas, mas que vai colaborar com o poder público "para que tudo seja esclarecido da melhor forma possível".
A Concremat Engenharia e Tecnologia S/A, com sede em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, atendeu a reportagem, mas não indicou porta-voz para comentar o assunto.
A OAS Engenharia, também em Boa Viagem, ainda não se posicionou sobre a operação da PF. A Arcadis Logos S/A, no bairro dos Coelhos, área central da cidade, não atendeu às ligações. A Ecoplan Engenharia Ltda., sediada no bairro das Graças, na Zona Norte, não quis falar com a reportagem.
A transposição
Orçado em R$ 8,2 bilhões, o projeto, de iniciativa federal, tem o objetivo de garantir o abastecimento de água para 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, beneficiando aproximadamente 12 milhões de pessoas.
A obra começou em 2006, quando tinha orçamento de R$ 4,5 bilhões. Devido aos atrasos, teve o custo praticamente dobrado.
Segundo o Ministério da Integração Nacional, a demora na entrega dos trechos acontece devido à burocracia na escolha das empresas e na adaptação dos projetos iniciais.
Por meio da construção de quatro túneis, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e recuperação de 23 açudes existentes na região do Nordeste Setentrional, a transposição visa beneficiar, com as águas do Rio São Francisco, 11 bacias da região com oferta hídrica per capita inferior à considerada ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Aproximadamente R$ 1 bilhão do total de investimentos está destinado para programas básicos ambientais.
Segundo dados do mês de outubro, as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco apresentam 81% de execução física. Atualmente, há 10.141 trabalhadores contratados para atuarem no empreendimento.
Para aperfeiçoar o gerenciamento, o Ministério da Integração Nacional implantou, em 2011, outro modelo de monitoramento, licitação e contratação para os seis trechos de obras.

Enquanto a grande mídia brasileira continua mentindo pela televisão, jornais e rádios, como a deletéria CBN aqui de Florianópolis que chama deputado petista para ser entrevistado defendendo o indefensável, cresce a mobilização nacional para a mega manifestação deste domingo, dia 13, pró-impeachment da Dilma.
Mas esta mobilização não se dá apenas no Brasil. É internacional. A comunidade brasileira e hispânica nos Estados Unidos que não é pequena também está se mobilizando. Leitora brasileira deste blog que vive em New York há quase 30 anos, enviou o banner que ilustra este post, convocando a galera para uma manifestação na famosa Times Square, o centrão novaiorquino onde acontecem as manifestações mais importantes nesta que é considerada uma das metrópoles mais agitadas do mundo.
É claro que os jornalistas brasileiros que vivem no bem bom dos Estados Unidos, são todos esquerdinhas caviar e boicotam a informação. São todos petistas de carteirinha, portanto, mentirosos, manipuladores da opinião pública. Tal prática no jornalismo é crime. Essa gente portanto é criminosa. No passado eram agentes da KGB, na atualidade trabalham para o Foro de São Paulo, a organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro e que tem o apoio do esquerdismo bundalelê de New York.
Há pouco ouvia no meu carro o noticiário da CBN, emissora da Rede Globo. O locutor empostou a voz para noticiar que o índio cocaleiro do narco Estado da Bolívia, acusa os movimentos democráticos brasileiros de golpistas. A Rede Globo e seus jornalistas penas alugadas do PT continuam tentando de qualquer jeito de desqualificar os protestos deste domingo 13. E não é apenas a Globo, é a maioria esmagadora da grande mídia nacional.
A rádio CBN de Florianópolis, veiculada pela RBS é vergonhosa. É tão vergonhosa que seus jornalistas já nem têm coragem de dar as caras na rua. E isto não acontece apenas aqui na capital catarinense, mas em todas as cidades.
Os jornais locais de Florianópolis se transformaram em panfletos do PT. Seus jornalistas, além de ignorantes, incompetentes e analfabetos funcionais mentem o tempo todo. A sorte é que esses jornalecos têm seus dias contados pois estão sendo destruídos pela ação corrosiva da internet, sobretudo das redes sociais e dos blogs independentes como este aqui. Quem lastima o desaparecimento dos jornais e revistas são pessoas que possuem cães e gatos, já que utilizam esses periódicos para seus animais defecarem em cima.
As rádios terão o mesmo fim já que com o passar do tempo serão massacradas por rádios e televisões online pela internet. Aliás, essas rádios já existem, como a Rádio Vox, mas tendem a se ampliar em plataformas que contemplarão também a cobertura por imagens.
Como diz o velho adágio, "quem viver verá". Verá esses vermes vermelhos que infestam os veículos de comunicação serem dizimados. Não sem antes serem vaiados e hostilizados nas ruas, nos restaurantes, shoppings e demais espaços públicos..
Ninguém suporta mais esses andróides psicopatas incuráveis. A psicopatia não tem cura. O diabo é que há alguns anos fecharam os hospícios em função das campanhas levadas a efeito justamente pelo esquerdismo e psicanalistas bundalelês.
Por isso hoje esses psicopatas e malucos de todos os gêneros estão por aí, em todos os lugares, nas rádios, televisões, jornais e até mesmo no Parlamento e na Presidência da República.
A reação popular, acreditem, está apenas começando...DO ALUIZIOAMORIM

PF intima Lula para prestar depoimento na Operação Zelotes


Por Andreza Matais, Fausto Macedo
e Rafael Moraes Moura
Estadão

A Polícia Federal expediu mandado para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja intimado a prestar depoimento na Operação Zelotes. O mandado 6262 é do dia três de dezembro e define o comparecimento do ex-presidente na próxima quinta-feira, dia 17, na sede da Polícia Federal em Brasília.
Lula assinou as medidas provisórias 471/2009 e 512/2010 que estão sob suspeita de ter sido compradas por esquema de corrupção que envolve lobistas e montadoras de veículos que se beneficiaram de prorrogação de incentivos fiscais definidas por essas normas. O filho mais novo do ex-presidente Lula, Luís Claudio Lula da Silva, recebeu R$ 2,5 milhões da Marcondes & Mautoni, consultoria contratada pelas montadoras para fazer o lobby pelas MPs.
Os sócios da consultoria, Mauro e Cristina Marcondes, estão presos pela PF e já foram denunciados. O esquema de compras da MP foi revelado pelo Estado em série de reportagens.
O filho de Lula prestou depoimento e é alvo de um novo inquérito que investiga sua relação com a empresa de lobby. Perícia da PF identificou que o trabalho que Luís Claudio diz ter prestado para a Mautoni se resume a cópia de material produzido na internet, em especial o site Wikepedia.11/12/2015- DO R.DEMOCRATICA

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Fernando Henrique declara apoio ao impeachment: 'Razões são suficientes'


por
O presidente do PSDB, Aécio Neves se reúne com parlamentares e governadores em Brasília - Jorge William / Agência O Globo
BRASÍLIA — Sob o comando do presidente de honra do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os seis governadores do partido, o presidente nacional Aécio Neves (MG) e líderes das bancadas da Câmara e Senado definiram uma posição conjunta em apoio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A reunião foi realizada, segundo Aécio, para unificar o discurso e estratégias sobre o papel do PSDB “com serenidade” , apoiando os movimentos de rua, do Congresso, do Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que há razões jurídicas para aprovação do impeachment, mas é preciso discutir uma série de reformas num pós-impeachment, como as da previdência e do sistema eleitoral.

— As razões são suficientes (para aprovar o impeachment). Como foi dito pelo vice-presidente Michel Temer em seu livro, esse é um processo jurídico/político. A presidente desrespeitou reiteradamente a Lei de Responsabilidade Fiscal, tendo em vista a circulação de muito recurso lateral para programas sociais em ano eleitoral. É preciso se formar o clima político. Se esse clima político não se formar não há nada que derrube um presidente, que foi eleito. Mas o clima atual é que o Brasil está paralisado e um país como o Brasil não pode ficar parado, esperando que as coisas se resolvam por si só — disse Fernando Henrique.
Os líderes e o senador Aécio Neves garantiram que os governadores fecharam questão para apoiar o processo de impeachment. Estiveram presentes os governadores Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA) Pedro Taques (MT), Beto Richa (PR) e Reinaldo Azambuja (MS).
— Há um sentimento no PSDB que o impeachment ganha força, e o esforço do partido é que esse debate se dê dentro do que propõe a peça assinada pelos juristas, com acusação de que a presidente Dilma cometeu crime de responsabilidade. Estaremos apoiando os movimentos de rua, mas com muita serenidade. O PSDB, com seus governadores e líderes, está coeso, convergente e sabendo qual será o seu papel no futuro. Foi uma reunião para afinar a orquestra — disse Aécio.
O governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, falou em nome dos demais chefes dos executivos estaduais. Disse que a grande discussão é se o atual pedido de impeachment da presidente Dilma tem amparo constitucional, e no seu entendimento, tem.
— Não é um pedido golpista. Tanto é que o PT pediu impeachment dos presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique e só não pediu de Lula porque era petista. O PT é o rei do impeachment — declarou Alckmin.
O governador Beto Richa disse que foi uma posição unânime dos governadores e a avaliação repassada pelos líderes é que aumentam a cada dias chances de aprovação do afastamento de Dilma. Ele disse não temer retaliações do governo federal.
— Sempre fui tratado a pão e água. Essa é uma decisão partidária — disse Richa.
Mas as preocupações dos brasileiros, disse Fernando Henrique, não podem parar só na aprovação do impeachment da presidente Dilma, que é preciso fazer reformas e que sem isso não adianta trocar um por outro.
— Não para nisso. E o que vamos fazer? É preciso mudar o comportamento ético, o sistema eleitoral que está falido, não funciona mais. Não é possível continuar com a atual desordem orçamentária. Há um ônus muito grande a ser resolvido também na Previdência — defendeu Fernando Henrique.
Questionado se , numa eventual impedimento de Dilma e posse do vice Michel Temer, se ele apresentar um programa de reformas, o PSDB integraria um governo de transição, FHC brincou:
— Aí você pergunta para o presidente do PSDB.
— Os governadores do PT vieram respaldar as bancadas a favor do impeachment. Todos os governadores estão agora alinhados . O após, fica para depois — confirmou o líder Cássio Cunha Lima.
O governador do Pará, Simão Jatene disse que o PSDB só pensará em apoiar um futuro governo de transição, se houver uma proposta de reformas profundas.
— Não pode ser um governo repaginado para nos levar lá na frente ao que enfrentamos hoje. Se for para manter o que está aí, certamente o PSDB não vai apoiar — disse Simão Jatene.
Sobre os movimentos de rua programados para o domingo, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP) diz que não há expectativa de grandes multidões, porque é apenas um “esquenta” para uma outra grande manifestação que será agendada. Fernando Henrique disse que apoiará mas não sabe se estará na rua.
— Eu estou sempre na rua — brincou.
Sobre a ação que o PSDB vai entrar na Procuradoria Geral da República contra o uso de estrutura governamental para se defender do impeachment pela presidente Dilma, Fernando Henrique disse que é errada a prática, mas não acha um pecado mortal.
— Graves são outras coisas que a Operação Lava-jato está desvendando — disse Fernando Henrique.

Temer ameaça convocar convenção extraordinária para romper com o PT

temer_ GB_ agencia o globo
Guilherme Amado, O Globo
Michel Temer já fez chegar ao Palácio do Planalto que, se houver insistência em reconduzir Leonardo Picciani à Liderança do PMDB, será convocada uma convenção extraordinária para votar o rompimento com o PT.
Exaltado, Lúcio Vieira Lima já começou a colher assinaturas dos diretórios regionais e ameaça ainda criar uma CPI da Hemobrás, aproveitando a deixa da operação da Polícia Federal ontem para atacar Marcelo Castro.

Castro participou da articulação para aumentar a quantidade de peemedebistas favoráveis a Picciani, articulando a posse de seu segundo suplente, o peemedebista Marlos Sampio.
Diz Lúcio Vieira Lima:
— Vamos fazer CPI da Hemobrás ou CPI do que mais for. Já estou coletando assinaturas dos diretórios regionais do PMDB para que haja convenção extraordinária e seja votado o rompimento com o PT.

"Uma escolha e duas tragédias", artigo de José Serrra

O Estado de S.Paulo
"A primeira é não obter
o que seu coração mais deseja.
A segunda é obter”

G. Bernard Shaw
Não há como deixar de abordar os dois temas que desassossegam a opinião pública: a crise econômica e o impeachment. A atual crise econômica é a pior que já tivemos no Brasil contemporâneo. A previsão de queda do PIB acumulado em 2015-16 é de pelo menos 6,5%; no período serão destruídos cerca de 3 milhões de empregos com carteira assinada. A contração dos investimentos no triênio 2014-16, prevê-se, será de 30%! A queda da produção industrial, de cerca de 18%. Some-se ainda nessa equação uma inflação superior a 10% ao ano.
Entre parênteses, a participação da indústria no PIB voltou ao nível de meados dos anos 1940. A marcha de desindustrialização segue em frente, promovida pelos governos petistas. Não me parece injusto repetir o que já disse no Senado: o PT é a vanguarda do atraso.
Em relação às finanças públicas, a situação é desesperadora: em 2015 o déficit nominal saltou para 10,5% do PIB, vindo de 6,2% em 2014. Em dinheiro: de R$ 344 bilhões para R$ 630 bilhões! A despesa com juros aumentou R$ 200 bilhões.
A responsabilidade original por esse desastre cabe ao ex-presidente Lula, que em seu segundo mandato jogou fora os frutos da bonança externa. Entre 2002 e 2008 o País ganhou U$ 100 bilhões por conta da melhora de preços do nosso comércio exterior, mas isso literalmente foi torrado em bens de consumo importados, turismo externo e expansão alucinada dos gastos correntes do governo.
Foi Lula, nesse período, que consagrou a filosofia macunaímica que plasma a alma petista: “Investimento? Produtividade? Ai, que preguiça!”. A economia seria como uma clara de ovo, que basta chacoalhar para crescer. “Emagreça comendo, exercite-se deitado, aprenda inglês dormindo.” Resultado: no final do segundo governo Lula o Brasil tinha uma taxa de câmbio supervalorizada, a maior carga tributária entre os emergentes, déficit em conta corrente em rápida ascensão e era um dos cinco países entre os emergentes que menos investiam em infraestrutura (em proporção do PIB).
Sob a Presidência de Dilma, a farra foi perdendo fôlego: fim da bonança externa, piora da situação fiscal e incapacidade do petismo – e do governo, em particular – de lidar com a economia em declínio. Um erro antológico foi a desoneração previdenciária das folhas de salário, empinando o déficit fiscal sem aumentar os investimentos desses setores. Sua inépcia e sua má ideologia tornaram inviável o aumento da presença do setor privado nos investimentos de infraestrutura. Mais ainda, o governo capitaneou os investimentos megalomaníacos e mal feitos da Petrobrás e promoveu contenção eleitoreira dos preços administrados de energia elétrica e combustíveis, criando desequilíbrios que depois da eleição de 2014 levariam ao estouro da inflação e à contração da economia/emprego.
Dilma começou seu segundo mandato sem aquele mínimo crédito de confiança necessário a um novo governo num contexto de crise. Tudo só piorou ao longo do ano: produção, emprego, contas fiscais e sustentação no Congresso – esta altamente correlacionada com a perda de popularidade da presidente.
Outro fator negativo foi a deterioração das políticas sociais, com destaque para o atendimento à saúde, hoje a segunda maior aflição das pessoas, depois da corrupção. O setor já vinha sofrendo danos na era petista: má gestão, falta de prioridades, surtos de corrupção. O desabamento da arrecadação da União, assim como dos Estados e municípios, que têm participação dominante no SUS, representou um golpe fatal para o setor ao longo de 2015.
Na economia, a contrapartida da rejeição popular foram as expectativas pessimistas dos agentes econômicos, que se retroalimentam numa espiral negativa. De um lado, não se investe por causa dessas expectativas. Do outro, a contração dos investimentos e do gasto privado piora a situação econômica. Hoje ninguém acredita que Dilma tenha ou venha a ter capacidade para enfrentar a crise.
O quadro econômico, social e político é o pano de fundo do juízo político que a Câmara fará ao admitir ou não as acusações de crime de responsabilidade contra a presidente, bem como do julgamento do Senado, caso a Câmara admita as acusações. Ou seja, a matéria irá além da simples qualificação jurídica. Diz respeito, também, a uma crise política de sérios contornos.
O Congresso deve trabalhar para que o processo do impeachment ande sem delongas, de maneira séria, e seja concluído o quanto antes.
O lulopetismo já naufragou. Estamos na transição para outro ciclo político e vivemos, por isso, o pior dos mundos: o velho se foi e o novo ainda não surgiu. Uma fase especialmente mórbida da História brasileira.
Se o impeachment ocorrer, o day after está esboçado: assume o vice-presidente Michel Temer, que se empenhará em formar um governo de união nacional para restabelecer a estabilidade política e enfrentar a crise.
Se não houver o impeachment, realiza-se o que o coração da presidente Dilma mais deseja: sua continuidade no cargo, mesmo que seja por um número pequeno de votos. O mínimo é de 171 deputados, mas digamos que obtenha 200...
O governo Dilma permanecerá sem crédito de confiança e sem sustentação política, sem levar em conta sua carência crônica de aptidão administrativa e sua alienação sobre o que deve ser feito. O day after será a reiteração enjoativa do pesadelo que experimentamos em vigília.
A tragédia 1, que terá sido evitada para Dilma, dará lugar à tragédia 2: o prolongamento do retrocesso mórbido e desestabilizador, com Dilma no centro de tudo.
É hora de a presidente encarar as duas tragédias que a espreitam: salvar-se, mantendo o País acorrentado na desesperança; ou deixar o mandato, criando a possibilidade de que o Brasil, com alguma sorte e juízo de suas lideranças, consiga retomar os caminhos do desenvolvimento.
* JOSÉ SERRA É SENADOR (PSDB-SP)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Justiça quebra sigilos de filho de Lula e do ex-ministro Gilberto Carvalho

Os dois são investigados na Operação Zelotes, mas negam irregularidades


Quebra de sigilos bancário e fiscal incluem período desde 2009
Camila Bomfim
Da TV Globo, em Brasília

A Justiça Federal aceitou pedido do Ministério Público Federal e autorizou quebrar os sigilos bancário e fiscal desde 2009 de pessoas e empresas investigados pela Operação Zelotes, incluindo o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho, do filho do ex-presidente Lula Luis Cláudio Lula da Silva e da empresa de Luís Cláudio, a LFT Marketing Esportivo.
A decisão é do dia 20 de novembro.

A Operação Zelotes investiga fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Em etapa da operação deflagrada em outubro, a PF passou a investigar consórcio de empresas que, além das suspeitas de manipular julgamentos dentro do Carf, negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor de automóveis por meio da “compra” de medidas provisórias.
Em relação a Gilberto Carvalho, atual presidente do Conselho Nacional do Sesi, relatório da PF aponta um suposto "conluio" entre ele e lobistas suspeitos de pagar propinas para obter benefícios fiscais. A investigação da PF conseguiu documentos que indicam relação entre Carvalho e duas empresas. Ao G1, em outubro, o ex-ministro negou ter obtido qualquer benefício no cargo.
No caso do filho de Lula, segundo as investigações, a LFT recebeu R$ 2,5 milhões em pagamentos do escritório Marcondes e Mautoni, investigado por ter atuado de forma supostamente ilegal pela aprovação da MP 471, que beneficiou o setor automotivo. O contrato foi para uma consultoria que, segundo relatório da Polícia Federal, foi em parte copiada e colada da internet.
Segundo o advogado do filho de Lula, Cristiano Zanin, em depoimento à PF no início de novembro, Luis Cláudio explicou que a LFT prestou serviços à Marcondes e Mautoni nos anos de 2014 e 2015 e, por este motivo, recebeu os valores que foram contratados. O G1 não conseguiu contato com Zanin até a última atualização desta reportagem.
Além das quebras de sigilo de Gilberto Carvalho, Luís Cláudio e da LFT, foi autorizada a quebra de sigilo de ao menos quatro empresas e de mais uma pessoa que atuava em uma delas.
Veja lista abaixo:

– Caoa Montadora de Veículos LTDA
– CSH Pier 21 Comércio de Alimentos LTDA – EPP
– COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA - EPP
– LBS Consultoria e Participações LTDA
– Silva e Cassaro Corretora de Seguros LTDA
– Ricardo Rett

Até a última atualização desta reportagem, o G1 e a TV Globo tentava contato com os investigados. 09/12/2015- DO R,DEMOCRATICA

Troca de Leonardos no PMDB. Ou: Picciani precisa assistir ao filme sobre um “Vagabundo” sem estilo


BRASILIA, DF, BRASIL, 07-10-2015, 12h00: Sessão do Congresso Nacional que iria analisar os vetos presidenciais é encerrada por falta de quórum. A oposição e o presidente da câmara dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) manobraram para derrubar a sessão e parte da bancada do PMDB não registrou presença por estarem contrariados com a forma que o líder do PMDB dep. Leonardo Picciani (RJ) conduziu a reforma ministerial. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
Trinta e cinco deputados do partido pedem, e Picciani perde a liderança do PMDB...

Vamos instruir o rapazola...

Por Reinaldo Azevedo 

Sempre que um tipinho como Leonardo Picciani (PMDB-RJ) se dá mal, o Bem sorri de satisfação, não é isso? O, literalmente, Filhinho do Papai achou que poderia dar uma rasteira no chefão. Vale dizer: ele só era quem era porque compartilhava de uma, digamos, ética. E ambicionou ser o Número Um traindo até quem o inventou… Tsc, tsc, tsc…
O Menino Almofadinha perdeu a liderança do PMDB. Agora poderá emprestar sotaque de resistência à cara de bebê chorão que pretendia ser um malvadinho.
Sugiro ao Picciani filhote que assista ao filme “O Imperador do Norte”, com os magníficos Lee Marvin e Ernst Borgnine. Durante a depressão, os chamados “vagabundos” lutam para ver quem é o Número Um entre os passageiros clandestinos dos trens que cortavam os Estados Unidos.
Havia uma composição em que vagabundo nenhum conseguia viajar ilegalmente: aquela cujo chefe da segurança era Shack (Borgnine). O único que lograva tal feito era justamente o Nº 1, o Chefe dos Vagabundos.
Eis que chega Cigaret (Keith Carradine) e decide partilhar o feito com o Nº 1, que, incialmente resiste, mas depois acaba condescendendo com o novato.
Ocorre que o rapazola não queria ser um número 2 ou estar perto do 1. Ele ambicionava o lugar do outro. O filme, baseado do livro “The Road”, de Jack London, dirigido por Robert Aldrich, é uma obra-prima. Vejam. Reproduzo apenas uma frase de um momento em que o Número 1 pega o arrivista pelo colarinho, joga para fora do trem e sentencia: “Você não tem estilo”.
Quem sabe o Leonardinho aprenda alguma coisa.
Agora o assunto que interessa menos: o rapazola foi destituído da liderança do PMDB depois que 35 parlamentares pediram a sua saída em documento. Em seu lugar, vai entrar outro Leonardo, o Quintão, do PMDB de Minas.
O padrão ético de Picciani não é melhor do que o do seu ex-chefe. Ele só não tem estilo, coitadinho! 09/12/2015

MOVIMENTOS DEMOCRÁTICOS DIVULGAM LISTA DAS CIDADES ONDE OCORRERÃO MANIFESTAÇÕES NESTE DOMINGO 13 PELO IMPEACHMENT DA DILMA

A decisão do filhote da Dilma no Supremo Tribunal Federal (STF), o caboclo tranca-rua do impeachment Edson Fachin acabou turbinando a mega manifestação marcada para este domingo dia 13, às 13 horas que cobrirá o Brasil de ponta a ponta.
A jornalista Joice Hasselmann gravou um vídeo que circula pelas redes sociais conclamando a população a ir às ruas neste domingo. A convocação é reforçada por pessoas importantes e lídere políticos como o deputado Ronaldo Caiado. Vejam:
Bom dia! Faça sua parte #peloimpeachment! Para a lei seja cumprida VOCÊ precisar ir pra rua dia 13 às 13h. Para tirar o PT do poder a nação precisa se unir. Aqui a convocação feita por uma turma de peso formada por juristas, artistas, políticos como o senador Ronaldo Caiado e o deputado Bruno Araújo, gente que engrossa o coro pela legalidade e pela faxina nesse país. Espia!!! Faça sua parte! Eu estarei lá!
Posted by Joice Hasselmann on Quarta, 9 de dezembro de 2015
Os movimentos democráticos já estão liberando as listas de capitais e cidades de todos os rincões do Brasil que irão às ruas neste domingo, 13 para enterrar o 13.
Veja aqui a lista e compartilhe pelas redes sociais:
CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA VÊ-LA AMPLIADA

Um comentário:

Data Venia disse...
Bom dia! Faça sua parte ‪#‎peloimpeachment‬!
Para a lei seja cumprida VOCÊ precisar ir pra rua dia 13 às 13h. Para tirar o PT do poder a nação precisa se unir. Aqui a convocação feita por uma turma de peso formada por juristas, artistas, políticos como o senador Ronaldo Caiado e o deputado Bruno Araújo, gente que engrossa o coro pela legalidade e pela faxina nesse país. Espia!!! Faça sua parte! Eu estarei lá!

https://www.facebook.com/joicehasselmann/

JOICE, ARREBENTANDO NO FACEBOOK. PARABÉNS, MENINA!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Temer acusa governo de envolvê-lo na "tese da ilegalidade"


Brasil
O Antagonista
Michel Temer falou com exclusividade novamente ao jornalista Jorge Bastos Moreno, de O Globo. Repetiu sua decepção com o vazamento da carta para Dilma Rousseff e acusou os ministros Jaques Wagner e Edinho Silva de espalharem mentiras a seu respeito.
O que deixou Temer mais indignado foi a disseminação pelo Palácio do Planalto da versão de que ele ajudaria Dilma na defesa jurídica do pedido de impeachment. Chegaram a dizer que o vice não via "lastro jurídico" no pedido.
"Isso foi o que me deixou mais indignado. Como constitucionalista, não posso dizer um absurdo desses. Os cidadãos brasileiros que entraram com esse pedido cumpriram todo um ritual, dentro da Constituição."
"É inconcebível que pessoas com a responsabilidade de ministros de Estado passem à opinião pública diálogos inexistentes entre as duas principais autoridades do país."
"Acho que quando insistiram para que eu voltasse, a caminho do aeroporto, para me encontrar com a presidente, já havia essa intenção de me envolver com a tese da ilegalidade do pedido e do acolhimento."
Não há a menor dúvida, Temer rompeu definitivamente com Dilma e seus ministros mentirosos. 08.12.15