segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Política da desonra está levando Alckmin e Serra para o abismo. E isso é ótimo.

serraalckmin
A divulgação de uma pesquisa do Ibope feita entre 17 e 21 de outubro trouxe ótimas notícias, além da mais falada de todas: a rejeição de 55% de Lula. É reconfortante notar que Alckmin e Serra estão pagando o preço da desonra por terem misturado oposição frouxa e até puxação de saco diante do governo Dilma. Veja mais:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece numericamente na frente, com 55% de rejeição (não votaria “de jeito nenhum”) entre os prováveis candidatos ao Planalto. Estão empatados tecnicamente com ele –a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais– José Serra (PSDB), com 54%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 52%, e Ciro Gomes (PDT), com 52%.
Além dos quatro, o Ibope mediu a rejeição a uma eventual candidatura de Aécio Neves (PSDB) e de Marina Silva (Rede). Marina é rejeitada por 50% dos entrevistados, e Aécio, por 47%.
Lula fica à frente quando os entrevistados são perguntados em quem votariam “com certeza”: 23% apontaram o ex-presidente, ante 15% de Aécio e 11% de Marina. Serra tem 8%, Alckmin tem 7%, Ciro, 4%.
A pesquisa mostra ainda um crescimento na rejeição de Lula, Aécio e Marina, nomes para os quais há dados comparativos de pesquisas feitas no ano passado. Em maio de 2014, apenas 33% não votariam em Lula “de jeito nenhum”. Aécio era apontado com 37% de rejeição e Marina, com 36%, em pesquisa de abril.
A preferência por Lula também diminuiu no último ano. Em maio de 2014, 33% votariam no ex-presidente, dez pontos a mais que na pesquisa divulgada nesta segunda. Os índices de Aécio (13%) e Marina (9%) apareciam dois pontos abaixo do atual, portanto dentro da margem de erro.
Para entender este fenômeno, tente se imaginar sendo escravizado a partir da decisão de uma pessoa que resolveu te aprisionar em troca de R$ 10.000,00. Agora tente se imaginar na mesma situação, mas pense que a pessoa que te aprisionou e te vendeu como escravo não recebeu R$ 10.000,00, mas apenas um bilhete para um sorteio (do qual participariam cerca de 50 pessoas), onde o prêmio fosse este valor. Com certeza sua revolta aumentaria ao notar que sua liberdade foi vendida por muito pouco. Não que a situação inicial fosse mais moral, mas no segundo caso a desonra de seu algoz conseguiu a proeza de se multiplicar.
É exatamente isso que o Sr. Alckmin tem feito, juntamente com o Sr. Serra. Em nome de uma minúscula chance de concorrer em 2018, abraçaram táticas para derrubar o impeachment. Ambos sabiam que assim ajudariam a construir nossa escravidão – da qual nós estamos tentando fugir, mas sem contar com a duplinha -, em troca de uma verdadeira miséria. Se ainda falassem de chances reais a coisa seria diferente. Mas ambos disputaram com Lula e Dilma e só revolveram fazer discurso frouxo. Pelo menos nesse ponto, Aécio até que tentou um pouquinho.
A pergunta é: que tipo de sensação pessoas como Alckmin e Serra, que escolheram tentar sacrificar nossa liberdade em nome de tão pouco, queriam evocar? Só é possível ter nojo de atitudes como as que tomaram. Que isto sirva como lição, e que a rejeição de ambos aumente ainda mais. Até o momento em que escolherem o lado da liberdade, na luta contra o totalitarismo petista. DO CETICISMOPOLITICO

É preocupante.

 

Confesso que estou preocupada ! O Brasil entrou numa crise sem precedentes !!! Por mais que vc acredite que a coisa vai melhor , piora a cada dia ! Vejo que o governo Dilma e o PT perderam o controle ! Nunca antes vi meu país desse jeito !!! Confesso que estou triste , desanimada e assustada ! Como vc lutar pra ser uma pessoa digna e honesta nestes valores que estão sendo imposto na mídia , faculdades , escolas e no próprio congresso ? 
O país parece um barco sem leme e sem bússola , que perdeu o rumo e não sabe como encontrar um porto seguro ! Parece que as coisas saíram fora de órbita ! Depois que o PT começou a governar nosso país , entramos num retrocesso ! Fomos perdendo nossos valores éticos, confundiu-se o que é direito e parece que muitos perderam o dever !Não se respeita mais os limites e nem o bom senso ! Liberdade pra muitos virou libertinagem ! A falta de incentivo na educação e o pensamento governista simplório nessa área, fez a qualidade do ensino retroceder ! Os assalariados e pensionistas entraram numa crise sem precedentes , o dinheiro NÃO DÁ PRA VIVER DIGNAMENTE!
O brasileiro entrou no jogo dos políticos , órgãos públicos não são mais confiáveis , STF que deviria ser o supra sumo da lei e da ética , tornou-se um órgão vendido que trabalha em prol dos políticos e do governo , desfazendo qualquer decisão de 1a ou de 2a instância , ou até de juízes federais que puna e atinja o governo. Blindaram o governo de uma forma tão descarada, que a gente chega a achar que não existe mais justiça em nosso país !
Hoje bandido tornou-se os coitadinhas , oprimidos pela polícia , tem direitos humanos que os defendem , mas não lutam pelos direitos do povo trabalhador! 
Parece que ser honesto , uma pessoa correta , descente é motivo de chacota, preconceito e caiu de moda ! 
Sinceramente estou assustada com meu país ! Não é esse país que quero deixar pros meus filhos e netos ! 
Não podemos nos calar diante de tanta injustiça , de líderes e políticos que governam roubando o direito do povo ! Precisamos participar das manifestações que já estão se tornando corriqueiras e sem força ! Precisamos nos encher de coragem e ir avante pra nesse dia 15/ 11 todos que estão sofrendo e não concordam com o que vem acontecem ! Nos unir pra dessa vez mudar o país ! 
Não cabe mais ficar assistindo como expectadores a coisa se deteriorar ! Acorda povo !!! Vamos à luta !!!
*Ana Steiner , via facebook - DO MARIOFORTES

Zelotes faz buscas no escritório de filho de Lula

Uma empresa de Luís Cláudio Lula da Silva, a LFT Marketing Esportivo, recebeu pagamentos de uma das consultorias suspeitas de atuar pela Medida Provisória 471, que prorrogou benefícios fiscais de montadoras de veículos

Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula.
Foto: Paulo Pinto/Estadão
Por Andreza Matais, Fábio Fabrini
e Julia Affonso
Estadão
A Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal cumprem nesta segunda-feira, 26, mandado de busca e apreensão no escritório de Luiz Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação integra a terceira fase da Operação Zelotes, que investiga um esquema de compra de medidas provisórias para favorecer montadoras de veículos.
Como revelou o Estado no início do mês, uma das empresas de Luiz Cláudio, a LFT Marketing Esportivo, recebeu pagamentos de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e aprovação da MP 471 durante o governo Lula. A norma prorrogou incentivos fiscais para o setor automotivo. Luiz Cláudio, que também é dono da empresa Touchdown, confirma o recebimento de R$ 2,4 milhões.
O filho de Lula sustenta que os valores se referem a projetos desenvolvidos para uma empresa de Mauro Marcondes, a Marcondes e Mautoni Empreendimentos, em sua “área de atuação”, o esporte. Mas nunca deu detalhes dos serviços prestados.
Na nova etapa, os agentes investigam esquema de lobby e corrupção para “comprar” medidas provisórias que favorecem empresas do setor automobilístico, revelado pelo Estado no início do mês.
Cerca de 100 policiais federais cumprem 33 mandados judiciais no Distrito Federal, em São Paulo, no Piauí e no Maranhão, sendo seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva. O lobista Alexandre Paes dos Santos, conhecido como ‘APS’, um dos envolvidos na negociação das MPs, foi preso preventivamente.
Foi preso o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, em sua casa em Brasília. Há mandado de busca contra o consultor Mauro Marcondes. O dono da CAOA, Carlos Alberto Oliveira Andrade, foi alvo de mandado de condução coercitiva. As empresas dos dois, a SGR e a Marcondes & Mautoni, foram contratadas pelo esquema de lobby para suposta compra de MP.
A PF também faz busca e apreensão na casa de Fernando César Mesquita. Ele já foi porta-voz da presidência e secretário de comunicação do Senado.
A PF também cumpre mandados em endereços de pessoas ligadas ao governo, entre elas Lytha Spíndola, que era secretária da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, na época da discussão da MP 471 e de outras normas sob suspeita. Um escritório de advocacia que pertence aos filhos dela, o Spíndola Palmeira Advogados, recebeu pagamento da Marcondes e Mautoni Empreendimentos. Lytha nega que os recursos tenham ligação com a MP ou suas atividades no governo.26/10/2015 DO R.DEMOCRATICA

sábado, 24 de outubro de 2015

Cerco ao Congresso

Cerco ao Congresso (Foto: Arquivo Google) Veja aqui

Os brasileiros que estão autorizados por Lula a chamar o PT de ladrão estão chegando a Brasília, acampando em frente ao Congresso Nacional
24/10/2015 - 08h01
Quem roubou não pode chamar o PT de ladrão, disse Luiz Inácio da Silva. Ou seja: ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, mas ladrão que xinga ladrão vai se ver com Lula. Até que enfim, uma medida moralizadora. O PT quer ser respeitado ao menos pelos bandidos — o que dentro da cadeia é uma coisa importante.
E por falar em bandido, roubo e cadeia, o delator Fernando Baiano disse que deu R$ 2 milhões do petrolão à nora de Lula. Enquanto isso, retorna à pátria (e à Papuda) Henrique Pizzolato, um dos heróis petistas do mensalão. As obras completas dos companheiros nestes 13 anos são realmente impressionantes. Se o governo do PT fosse um filme, seria o “Sindicato dos ladrões” — com todo o respeito. O mais curioso é como o Brasil se harmonizou bem com esse projeto criminoso de poder, na definição do ministro Celso de Mello (que não roubou, então pode dizer que o PT é ladrão).
Pizzolato esfaqueou o Banco do Brasil, Baiano esfolou a Petrobras — e esses são apenas dois agentes do maior sistema de corrupção da história, regido pelo PT de dentro do Palácio do Planalto. Agora tirem as crianças da sala para a notícia estarrecedora: o PT continua dentro do palácio.
Como escreveu Fernando Gabeira, o Brasil desmoralizou a instituição do batom na cueca. A mancha veio da lavanderia, o batom era progressista e a cueca era do bem. O ministro Gilmar Mendes disse que Dilma não precisa de um Fiat Elba como o de Collor para cair. Claro que não. Ela pode cair pedalando — o que seria inclusive menos poluente. As pedaladas fiscais que o TCU já condenou são crime de responsabilidade, e constituem uma fração do tal projeto criminoso — que não é feito só de mensalões e pixulecos, mas também de fraudes contábeis para maquiar o rombo.
Não deixem as crianças ouvirem: essa orgia companheira acaba de render ao Brasil o selo de país caloteiro. Agora sejam fortes: as pedaladas continuaram este ano, depois de flagradas e desmascaradas, e pelo menos uma das centrais de tramoias do petrolão continuou ativa depois da revelação do escândalo. Deu para entender? O PT é o cupim do Estado brasileiro, e não dá para pedir a ele: senhor cupim, por favor, poderia parar de devorar a mobília até 2018? O Brasil está esperando que os cupins passem a se alimentar de vento estocado e façam o ajuste fiscal. Leia mais em site do O Globo

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

REVISTA 'ISTOÉ' REVELA OS CAMINHOS DO IMPEACHMENT E CONSTATA A MISÉRIA NO HORIZONTE DO BRASIL SOB O JUGO DO PT

Embora a revista IstoÉ não faça da reportagem que publica em sua edição que chega às bancas neste sábado a chamada de capa, a verdade é que o assunto é explosivo e está na cabeça de todos os brasileiros. É uma exigência da Nação o impeachment da Dilma, sem falar que o acampamento dos movimentos de oposição levantado em frente ao Congresso Nacional além de oferecer um foto de alta plasticidade expressa o desejo de no mínimo de 90% dos brasileiros.
Todavia, esse inusitado movimento dos barraqueiros de oposição ao regime bolivariano e ladravaz do PT tem sido diligentemente escamoteado pela grande imprensa brasileira, mais preocupada em destruir o atual presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha. Editorialmente esta é uma saída confortável para o jornalismo do mainstream. Sim, porque ao tocar o pau em Cunha posa de combatente da corrupção e, ao mesmo tempo, atente ao que interessa a Lula e seus sequazes, fazendo rodar a máquina de moer reputações sempre usada pelo PT para escapar das malhas da lei. Petistas usam e abusam de acusar os outros daquilo que eles próprios estão fazendo.
Seja como for, ainda assim, a reportagem da revista IstoÉ, mostra os caminhos do impeachment, as fases que a lei determina que sejam cumpridas para a derrubada da "presidenta" e que são mostradas em diagrama mais abaixo.
Em contrapartida, a reportagem de capa da IstoÉ desta semana tem por manchete "A Volta da Miséria", afirmando que a crise econômica, recessão, desemprego e desaceleração das políticas sociais fazem crescer no país o número de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza. Além disso, como não poderia deixar de ser, a publicação também faz chamada de capa sobre os bastidores do jogo para salvar Eduardo Cunha
Fazendo as contas bem certinhas estas são matérias de relativa importância porque escamoteiam o principal, a exigência da maioria da população brasileira que o Congresso Nacional, ou seja, seus deputados e senadores, honrem seus mandatos refletindo por inteiro o desejo nacional majoritário consubstanciado em duas hashtags que circulam à farta pelas redes sociais: #ForaDilma #ForaPT. O resto é tempero de pizza. Cumpre lembrar que as revistas semanais outrora avidamente consumidas nas bancas estão boiando pra valer sob a ação corrosiva das redes sociais e dos blogs independentes que sem o aparato dos grandes veículos de comunicação oferecem de graça um trabalho jornalístico alternativo abordando aquilo que é de real interesse das pessoas.
O ROTEIRO DO IMPEACHMENT
O que interessa, como disse é o impeachment da Dilma. Neste caso a edição de IstoÉ traz no miolo uma matéria que aborda os caminhos do impeachment e os bastidores da luta de alguns oposicionistas para que esse anseio da esmagadora maioria do povo brasileiro se torne realidade. Leiam:
Na quarta-feira 25, a oposição apresentou ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a mais completa peça jurídica já oferecida até agora para pôr em marcha o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O documento contemplou o argumento legal que faltava para enquadrar a presidente por crime de responsabilidade no exercício do atual mandato: as pedaladas fiscais de 2015, identificadas em parecer do Ministério Público junto ao TCU divulgado com exclusividade por ISTOÉ há duas semanas. O texto inclui os créditos suplementares autorizados de próprio punho pela presidente da República aumentando os gastos do governo em R$ 800 milhões sem autorização do Congresso Nacional, prática vedada por lei. Inicialmente, a oposição estudou fazer apenas um aditamento para incluir as novas manobras fiscais deste ano. Mas preferiu apresentar um novo pedido, após a decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender o rito previamente definido pelo presidente da Câmara para o processo. “Na verdade, fizemos uma reordenação. Não muda nada, os fatos estão aí, e os fatos são graves”, explicou Reale Júnior, um dos signatários do documento ao lado de Hélio Bicudo e Janaína Paschoal.
Na quarta-feira 25, oposição protocolou novo pedido de impeachment, preparado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal.
Mas se, para a oposição, o documento é definitivo e incontestável, o mesmo raciocínio não vale – até agora – para quem detém a prerrogativa de dar o aval para o andamento da análise do impeachment: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Até a última semana, Cunha dizia que “somente” as pedaladas não eram suficientes para iniciar um processo de afastamento da presidente. Tempo é a variável mais importante nos próximos dias. Segundo a Constituição, Cunha pode receber ou não o pedido. Ocorre que, abalroado por denúncias de envolvimento no Petrolão, o peemedebista pretende usar a poderosa carta política do início ou não do impeachment para administrar seu drama pessoal. Se ele deferir o impeachment, uma Comissão será constituída com representação de todos os partidos para produzir um relatório sobre o impedimento ou não da presidente. Se Cunha decidir não acatar o novo pedido, restarão duas alternativas à oposição: formular uma nova peça ou aguardar que um novo presidente a reconsidere. “Até novembro acredito que a gente vá ter notícias concretas com relação ao pedido protocolado”, afirmou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE). Nos corredores na Câmara, porém, a avaliação é a de que Cunha vai primeiro medir o comportamento de governo e oposição no Conselho de Ética, durante análise do processo que pede a cassação de seu mandato, para, aí sim, decidir como agir. A estratégia do governo é empurrar a discussão do tema para depois do Carnaval. Até lá, espera conseguir arrefecer a crise política. A oposição não joga a toalha. Avalia que a transferência da análise do impeachment para 2016 pode até vir a favorecê-la. Para os oposicionistas, a crise econômica ainda não atingiu o seu ápice, o que poderá ocorrer nos primeiros meses do próximo ano levando multidões às ruas novamente. A pressão popular num ano eleitoral – as eleições municipais estão marcadas para outubro – poderia sensibilizar o Congresso pelo impeachment da presidente, entendem os líderes da oposição.
Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
Palco do novo pedido de impeachment, a Câmara não é o único foco de preocupação do Palácio do Planalto. Na terça-feira 20, o Senado começou a analisar formalmente o processo do TCU que recomendou a reprovação das contas do governo federal de 2014. Se a conclusão do tribunal for chancelada pelo Parlamento, um eventual processo de afastamento de Dilma também poderá ganhar musculatura. O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), concedeu ao Executivo prazo extra de 45 dias para se defender. Com isso, transferiu para março as discussões sobre as pedaladas fiscais. A decisão foi tomada debaixo alguns protestos, entre eles, o da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), presidente da Comissão Mista de Orçamento.
Em uma reunião, em que estiveram presentes Rose, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) e outros membros da cúpula do Senado, Renan ainda estava hesitante em relação a concessão do prazo extra. A presidente da Comissão colocou-se contra. Muito exaltado, Jader atravessou a conversa. “Isso aqui não é uma discussão de jardim de infância”, gritava o parlamentar dando tapas na mesa. A exemplo de Cunha, a Lava Jato também é problema para Renan e Jader. Os dois foram citados pelo lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, como beneficiários de dinheiro desviados da Petrobras. Para eles, ter o Palácio do Planalto sob controle neste momento é uma necessidade estratégica. Leiam tudo no site da revista ISTOÉ
DO ALUIZIOAMORIM

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Lula pede que todo mundo que não roubou chame petistas de ladrões


Em discurso, volta a comprar petistas a judeus e confunde Getúlio com Juscelino e a verdade com a mentira

Quem disse que Luiz Inácio Lula da Silva não pode afirmar coisas certas de vez em quando? Pode, sim. Atenção, leitor! Você já sentiu vontade de chamar petistas de ladrões e se conteve, sentiu-se intimidado, temendo estar cometendo uma injustiça? Pois agora isso acabou. Devemos seguir a orientação do líder máximo da turma. O ex-presidente esteve no Piauí para participar de um evento do PT local. Na noite de quarta, em discurso à militância, ele disse uma frase que define a sua moral, o seu caráter e que, a rigor, pode ser entendida como uma confissão.
Prestem atenção: “Queria pedir para vocês é que os petistas voltem a ter orgulho do PT. Se alguém nosso errou, vai pagar, como qualquer cidadão. Mas o que não se pode admitir é que gente que a gente sabe que roubou a vida inteira venha a chamar o PT de ladrão. A gente não pode permitir”.
Entendi. Então fica combinado. Ladrão não chama ladrão de ladrão. Mas quem não roubou, então, pode, certo? Você, meu bom brasileiro, que não mete a mão na carteira de ninguém, que vive com o suor do seu rosto, que oferece a seus filhos apenas o que o seu trabalho honesto pode obter, que tem senso de moral, que tem decência, que não vive pendurado nas tetas públicas, que tem nojo dessa corja que se apoderou do país… Bem, você pode chamar os petistas de ladrões.
Lula precisa tomar cuidado com o que fala, não é mesmo? Imaginem um estádio de futebol lotado, com milhares de pessoas. Uns, deixem-me ver, 98% não são ladrões. Pensem nessa gente toda gritando para os petistas, inclusive para Lula, agora que ele próprio autorizou: “Ladrão! Ladrão! Ladrão!”.
Eu estou liberado. Você, leitor, está liberado. A esmagadora maioria do Brasil está.
No discurso, o Apedeuta veio com a cascata de que chamou atenção do partido para o suposto processo de criminalização do PT. E voltou a fazer uma comparação moralmente criminosa, associando os petistas aos judeus e seus críticos aos nazistas. Pela ordem: judeus não eram criminosos e foram vítimas de uma campanha de ódio contra uma condição que lhes era imanente. O petismo que se combate é aquele que assalta o estado, e se é petista por escolha. Os judeus eram as vítimas. Os petistas são os algozes da decência. Mais: comparar simples divergência política, que se dá num ambiente democrático, com o Holocausto é de uma delinquência intelectual sem-par. Lula deveria se envergonhar. Mas isso só acontece com gente capaz de sentir vergonha.
Lula, que falava de Dilma, passou, como sempre, a falar de si mesmo, não é? E lembrou que não é Getúlio Vargas, querendo dizer que vai dar um tiro no peito. Bem, ninguém cobra isso dele, não é? Como diria Camus, o suicídio é a questão filosófica verdadeiramente relevante. A decisão é pessoal e intransferível. Só na Argentina de Cristina Kirchner, o verbo “suicidar-se” tem agente da passiva, e um inimigo do governo é suicidado por outra pessoa…
Ciente de ser o ignorante mais famoso do Brasil, Lula resolveu espalhar a sua ignorância. E afirmou o seguinte sobre uma tal elite brasileira:
“Ela dizia que ‘o Juscelino não pode disputar, se disputar não pode ganhar, se ganhar não toma posse e se tomar posse a gente derruba’. E eu disse para eles: eu não sou Getúlio, não vou me matar, não sou Jango, não vou sair do Brasil e não sou Juscelino, eu sou o Lula. A minha arma é o povo brasileiro e essa é a arma da Dilma”.
Pra começo de conversa, quem escreveu algo parecido no jornal Tribuna da Imprensa, em 1º de junho de 1950, foi Carlos Lacerda. E não estava se referindo a Juscelino, mas a Getúlio Vargas. A frase completa é esta: “O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”.
A vigarice intelectual de Lula insiste em associar um movimento democrático, ancorado na Constituição e nas leis, a um golpe. É má-fé, sempre piorada, no seu caso, pela ignorância.
A troca de Getúlio por Juscelino em seu discurso não deixa de ser emblemática. O mineiro só assumiu a Presidência porque o marechal Lott, ministro da Guerra, deu o que pode ser considerado um… golpe! Pesquisem a respeito.
Lula acha que pode fazer com a história o que ele e seus companheiros fizeram com o Brasil.
São, além de tudo, ladrões da verdade.
DO R.AZEVEDO

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O povo reagindo: Lula, Pixuleco e confusão em Teresina

Hoje, Lula foi a Teresina, para receber o título de cidadão teresinense (pois é). O Pixuleco o acompanhou:
Como de praxe, petistas atacaram o boneco e criaram uma confusão com os manifestantes do Movimento Brasil e do Vem Pra Rua, como mostra o vídeo abaixo:
 

Reinaldo Azevedo ‘manda recado’ a Renan Calheiros após ele tentar proibir manifestantes contra..


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Manifestação por impeachment de Dilma 'trambique' fecha avenida Faria Lima

UOL
Márcio Neves/UOL
  • 19.out.2015 - Protesto do Vem pra Rua bloqueou uma das vias da avenida Faria Lima
    19.out.2015 - Protesto do Vem pra Rua bloqueou uma das vias da avenida Faria Lima
Um protesto pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff fecha a avenida Brigadeiro Faria Lima na tarde desta segunda-feira (19). A manifestação organizada pelo Vem Pra Rua saiu do Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, e deve seguir pela avenida Nove de Julho. 
Em uma série de manifestações organizadas nesta semana em várias capitais do país, o grupo pede que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), encaminhe o pedido pelo afastamento de Dilma.
Márcio Neves/UOL
Por volta das 19h30, protesto anti-Dilma bloqueava avenida Brigadeiro Faria Lima no sentido Itaim Bibi
Às 19h30, o protesto fechava todas as pistas da Faria Lima no sentido Itaim Bibi nas proximidades da avenida Rebouças.
Além de gritarem versos como "Natal sem Dilma", os manifestantes colhem assinaturas para o projeto de Lei deiniciativa popular intitulado "10 medidas contra a corrupção", criado pelo Ministério Público Federal. Entre as medidas, há um anteprojeto de lei para transformar em hediondos os crimes de corrupção que envolvam altos valores elevando a pena máxima de 12 para 25 anos.
A Polícia Militar informou que só liberará a estimativa dos presentes após o final do protesto. A manifestação segue pelas avenidas Brigadeiro Faria Lima e 9 de Julho, encerrando-se na praça Nossa Senhora do Brasil, na avenida Brasil.
O Vem pra Rua também realiza protestos nesta segunda-feira em Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Recife (PE), São Carlos (SP) e Vitória (ES). Até 26 de outubro, estão agendadas manifestações em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Natal (RN), São José do Rio Preto (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Recife, Rio de Janeiro (RJ) e Sorocaba (SP).DO JTOMAZ

VÍDEO: MANIFESTAÇÃO PRÓ-IMPEACHMENT DA DILMA AGITA O LARGO DO BATATA EM SÃO PAULO NESTA SEGUNDA-FEIRA.


Os movimentos de oposição ao PT e pró-impeachment da Dilma deram a largada neste domingo em São Paulo conforme noticiei aqui no blog de uma série de manifestações todos os dias às 19 horas. Ontem foi no espaço do MASP. Na av. Paulista.
Hoje, segunda-feira, segundo informa O Antagonista, a manifestação realizou-se no Largo do Batata, conforme mostra o vídeo acima.
Neste segundo dia já se constata uma manifestação maior. Enquanto isso Brasília ferve pois nesta-terça-feia, amanhá, 20 de outubro, o pedido de impeachment da lavra dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. será desovado na Câmara dos Deputados.
E, como noticiei aqui no blog, a palavra de ordem que se espalha pelo Brasil inteiro é "Natal Sem Dilma" DO ALUIZIOAMORIM

Começou agora: Sinal vermelho para Dilma

O Antagonista
Imagem do movimento pelo impeachment na Avenida Paulista. A partir de agora, os protestos ocorrerão todos os dias até Dilma Rousseff cair.

Manifestantes pressionam para que PMDB rompa com o governo do PT e apoie o impeachment de Dilma Rousseff.
Veja a imagem no site O Antagonista

sábado, 17 de outubro de 2015

A cota de Renan no petrolão


ASSOCIADOS O presidente do Senado, Renan Calheiros (acima),  e trecho do depoimento do lobista Fernando Baiano (abaixo). Mais de US$ 50 milhões escoaram pelo duto da corrupção (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Trecho do depoimento do lobista Fernando Baiano. Mais de US$ 50 milhões escoaram pelo duto da corrupção (Foto: Geraldo Bubniak/AGB/Estadão Conteúdo)
Desde seu início, a Operação Lava Jato gera conversas tensas no gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB. Com seus aliados, Renan já temeu o que poderia surgir da Transpetro, subsidiária da Petrobras comandada durante 11 anos por seu afilhado Sérgio Machado. Recentemente, o foco de suas preocupações se transferiu para os depoimentos prestados pelo lobista Fernando Soares, o Baiano, no acordo de delação premiada. Há quase nove meses preso em Curitiba, Fernando Baiano revelou nas últimas semanas a extensão da influência de líderes do PMDB na Petrobras. Mais especificamente, Baiano contou que parte da propina obtida em contratos da estatal com empresas privadas era direcionada a Renan Calheiros.
A área de atuação de Baiano era a diretoria Internacional da Petrobras, em que Nestor Cerveró e, em seguida, Jorge Zelada reinaram graças ao apoio do PMDB. Baiano contou aos investigadores que, no segundo mandato de Lula, foi avisado por Silas Rondeau, então ministro das Minas e Energia, que Cerveró passaria a ser copatrocinado pelo PMDB do Senado, do qual Silas era soldado e Renan general. A partilha da propina pelos contratos na área Internacional deveria, portanto, contemplar também o PMDB do Senado, como determina o fisiologismo brasileiro. Um dos negócios desse novo acordo, que beneficiou Renan, foi a partilha na contratação da empresa Samsung Heavy Industries, em 2006, para a construção de um navio-sonda para a Petrobras: o Petrobras 10000, adquirido pela estatal por US$ 586 milhões, para ser utilizado na exploração de petróleo em águas profundas, em campos adquiridos pela empresa em Angola, na África. A Petrobras se deu mal. Os poços explorados se mostraram secos. A propina, no entanto, não tinha nada a ver com esses percalços. Foi paga.
Quando Zelada assumiu a Diretoria Internacional, em 2008, por indicação da bancada do PMDB na Câmara, Baiano passou a manter contato com o deputado Eduardo Cunha, conforme narrou em sua delação. E diz ter pagado propina a Cunha. O Ministério Público Federal já rastreou mais de US$ 50 milhões em pagamentos de comissão por esses contratos. É tanto dinheiro, durante tantos anos, que até o insaciável PMDB ficou satisfeito. No acordo de delação, Fernando Baiano detalha que foi avisado que o PMDB do Senado tinha direito a seu quinhão. Os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho deveriam receber US$ 6 milhões pelo negócio da sonda. Fernando Baiano detalhou os pagamentos. Contou que não pagou diretamente a Renan. De suas mãos, o dinheiro desviado da Petrobras trilhou dois caminhos. Parte foi direcionada a outro lobista, Jorge Luz. Paraense, Luz é um veterano da arte de unir Petrobras, empresas privadas e políticos bem posicionados. Consolidou sua carreira, no governo Lula, pela influência de outro chefe do PMDB, o senador Jader Barbalho, atual aliado de Renan em batalhas no Congresso. Jorge e seu filho, Bruno Luz, cuidaram de pagar Renan em contas no exterior. A parte operacional ficava por conta de um gerente de contas na Suíça, em especial dos bancos PKB e Pictet.
A outra parte da comissão foi paga por meio do deputado federal Aníbal Gomes, do PMDB cearense. Parlamentar de pequena expressão, Gomes é um notório auxiliar de Renan. No caso dos negócios com a Petrobras, era seu emissário à sede da Petrobras, onde esteve 45 vezes desde 2007, e ao gabinete de Silas Rondeau no ministério, onde ia pelo menos duas vezes por semana. Aníbal Gomes e Renan são investigados em inquérito no Supremo Tribunal Federal desde março, quando o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa mencionou a dupla como beneficiária de negócios na estatal. O Ministério Público Federal notou uma curiosa prática de Gomes, típica de quem “esquenta” dinheiro de origem ilícita. Nas declarações de Imposto de Renda, Gomes dizia ter R$ 1,3 milhão em espécie no ano de 2010 e R$ 1,8 milhão em 2014.
Como ÉPOCA revelou em março de 2014, Baiano era um dos lobistas mais poderosos em atuação na estatal, com bom trânsito entre as multinacionais do setor, tanto no Brasil quanto no exterior. No mundo dos interesses que gravita ao redor da Petrobras, Fernando Baiano nunca foi um mero operador de partidos políticos, muito menos exclusivo do PMDB, como confirmaram a ÉPOCA quatro fontes diferentes. Em dado momento da atuação do petrolão, no entanto, os interesses partidários bateram a sua porta. Baiano já conhecia políticos, é óbvio, de trabalhos anteriores na esfera carioca. Na partilha da propina do petrolão, esquadrinhada pela Operação Lava Jato, ele passou a cuidar da distribuição do suborno para a bancada do PMDB e, em um segundo momento, atendeu também a parlamentares do PT. Chegou a representar o estaleiro OSX, do empresário Eike Batista. Baiano disse ter pagado R$ 2 milhões ao empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela obtenção de contratos do pré-sal para o OSX. O negócio deu errado, mas Baiano pagou porque Bumlai disse que precisava honrar compromissos de Fábio Luiz da Silva, um dos filhos de Lula.
Baiano resistiu por muito tempo a contar o que sabe. Ficou mais propenso a delatar políticos depois de ser condenado a 16 anos de prisão e pagamento de R$ 2 milhões de multa, em agosto. Pelo acordo de delação premiada, Baiano se comprometeu a devolver R$ 13 milhões, um valor que surpreendeu pelos milhões que movimentou no esquema. O advogado de Fernando Baiano disse que não pode comentar os termos da delação. Por meio de sua assessoria, Renan afirmou que não conhece Fernando Baiano e que não autorizou o deputado Anibal Gomes a falar “em meu nome em qualquer circunstância. Quanto a Jorge Luz, conheço, mas não o vejo há mais de dez anos”.  O deputado Anibal Gomes (PMDB) afirma que conheceu Baiano “há uns quatro anos, em um restaurante”, mas nunca o encontrou. “Eu conheço melhor o doutor Jorge Luz. Mas jamais tratei de valores, de negócios ou de nenhuma relação comercial com nenhum dos dois. Nem direta nem indiretamente”, disse. “Minha relação com o senador Renan Calheiros é a mesma que tenho com outros senadores do partido. Nunca recebi valores em nome do senador.” Advogados de Jorge Luz não conseguiram “respostas” do cliente sobre o assunto. DA REVISTAÉPOCA