domingo, 19 de abril de 2015

PEDIDO DE IMPEACHMENT DA DILMA PODERÁ SER APRESENTADO EM BREVE PELA OPOSIÇÃO E SE TRANSFORMA NO ÚLTIMO RECURSO PARA SALVAR O BRASIL. A CRISE NÃO DÁ TRÉGUA.

Foto ou fotomontagem que circula pelas redes sociais. Todavia é a forma como os brasileiros dão o seu recado pelo Facebook, Twitter e demais redes da internet numa onda que cresce dia a dia e já atingiu em cheio o Congresso Nacional sem que se possa prenunciar que irá amainar. Com razão, senadores e deputados já sentiram o cheiro de carne queimada.
O texto que segue é um editorial do jornal O Estado de S. Paulo que além de estar correto e bem escrito, coisa cada vez mais rara na grande mídia brasileira, vai diretamente ao ponto, ou seja, analisa a crise em que o PT mergulhou o Brasil e revela que um grupo de partidos da Oposição deverá apresentar, talvez dentro de poucos dias, o pedido de impeachment da Dilma.
Cumpre notar que o jornal O Estado de S. Paulo , embora contaminado pelo jornalismo chulé que domina a grande mídia brasileira, mantém uma reserva de jornalistas de boa cepa em sua equipe de editorialistas, talvez remanescentes de uma época em que a profissão de jornalista exigia muito mais do que um diplominha conferido por esses centros de lavagem cerebral comunista conhecidos como “cursos de jornalismo”. O título original do editorial é "A crise não dá trégua".Leiam:
Água morro abaixo e fogo morro acima, diz a sabedoria popular, ninguém segura. É o que se pode dizer também da crise política em que a soberba e o sentimento de impunidade do PT mergulharam o País ao longo de 12 anos em que a gestão da coisa pública foi colocada prioritariamente a serviço de um projeto de poder. Dia após dia, novas revelações sobre desmandos do governo e investigações criminais no âmbito público explicitam as razões pelas quais os índices de avaliação popular da administração petista e do desempenho pessoal da presidente Dilma Rousseff situam-se em níveis baixíssimos.
A gravidade da situação fica evidenciada, do ponto de vista político-institucional, pelo fato de que o efeito bola de neve da crise está levando ao fortalecimento da demanda popular pelo "fora Dilma", reiteradamente apoiada por pesquisas de opinião e pelas manifestações de rua. E a novidade é que essa reivindicação, até agora tratada com a indispensável cautela pela representação política institucional, começa a ser adotada como bandeira pelos partidos de oposição.
Isso significa que o debate sobre o impeachment passa a fazer parte da pauta política do Congresso Nacional e poderá resultar, talvez mais brevemente do que se possa imaginar, no pedido formal de afastamento da presidente da República.
IMPEACHMENT NÃO É GOLPE!
Conforme já foi mais de uma vez dito neste espaço, impeachment não é golpe, como deseja fazer crer o PT. Trata-se de recurso constitucional, remédio amargo para situações extremas, sempre com as cautelas legais e políticas necessárias para minimizar o inevitável impacto da deposição de um governante que tenha perdido a legitimidade com que foi eleito.
Estabelece a Constituição que o presidente da República pode ser acusado, no exercício de suas funções, tanto por infrações penais comuns quanto por crimes de responsabilidade. Em ambos os casos a acusação formal deve ser submetida à Câmara dos Deputados, que a aceitará ou recusará pela maioria qualificada de dois terços de seus integrantes. Aceita a acusação pelos deputados, quando se tratar de crimes comuns, o julgamento será feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nos crimes de responsabilidade, a decisão cabe ao Senado, também com quórum qualificado de dois terços.
Os crimes de responsabilidade do presidente da República, previstos no artigo 85 da Constituição, são, entre outros, aqueles praticados contra a existência da União, o livre exercício dos Poderes da República, o exercício dos direitos políticos e a probidade na administração. Nesses casos, o julgamento assume caráter essencialmente político, pelo simples fato de a decisão caber não a magistrados, mas aos senadores da República. Essa certamente é uma condição que será levada em conta pelos partidos de oposição ao propor à Câmara um pedido de impeachment de Dilma Rousseff.
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ENTENDA O QUE SÃO 'PEDALADAS'
Para que os leitores entendam de forma fácil o que são as pedaladas, coloco aqui no meio do texto do Estadão, um vídeo em que Diogo Mainardi e Mario Sabino, do site O Antagonista, trocam em miúdos esta questão. A explicação de Sabino de forma simples, revela o tamanho da enrascada em que Dilma e seus sequazes se meteram para fabricar falso superavit nas contas governamentais. 

Até agora as investigações da Operação Lava Jato não levantaram nenhuma prova direta do envolvimento de Dilma Rousseff no escândalo da Petrobrás. Mas, como afirmou o procurador-geral, Rodrigo Janot, as investigações que envolvem políticos serão necessariamente demoradas. No mesmo dia o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, que as manobras que foram realizadas pelo Tesouro com dinheiro de bancos públicos para maquiar as contas públicas constituem crime de responsabilidade. Essa decisão não atinge Dilma, mas envolve 17 ministros, ex-ministros ou altos executivos de seu governo, como Guido Mantega, Luciano Coutinho, Nelson Barbosa, Alexandre Tombini e Aldemir Bendine, este hoje presidente da Petrobrás. Todos têm 30 dias para se explicar junto do TCU.
Na mesma quarta-feira, estimulados pelos últimos acontecimentos, os partidos de oposição - PSDB, PPS, DEM, PSB, SD e PV - reuniram-se em Brasília e decidiram que apresentarão à Câmara, em conjunto e em breve, pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente. Pelo jeito, depois de mais de 12 anos os tucanos, no embalo da água que desce e do fogo que sobe, parecem ter descoberto que formam o principal partido da oposição e só serão levados a sério se seus atos tiverem alguma contundência.DO ALUIZIOAMORIM

O homem do impeachment

O ministro Augusto Nardes, do TCU, disse ontem à tarde que Dilma Rousseff deve ser responsabilizada legalmente pelas pedaladas fiscais:
"Existem várias situações de ilegalidade em relação às pedaladas. Já no ano passado havíamos encontrado uma situação muito crítica pelo fato de o Ministério da Fazenda não ter contabilizado algumas operações. E agora constatamos que houve uma série de empréstimos feitos pela CEF e outras instituições que somam mais de 40 bilhões de reais sem uma sustentação legal".
Augusto Nardes é do PP, que corre o risco de ser extinto pela Lava Jato. Cassar o mandato de Dilma Rousseff por causa de suas tramóias fiscais é o melhor caminho para tentar esfriar o inquérito e garantir a sobrevivência de meia-dúzia de parlamentares de seu partido. DO OANTAGONISTA

Gravação obtida pela Folha mostra que engavetamento da denúncia da SBM contra Petrobrás foi tramóia para beneficiar Dilma

Ao lado, arte também da Folha, explicando com cronograma toda a tramóia.Clique em cima da imagem para ver melhor. 
Nesta reportagem de enorme repercussão pública e política, intitulada "Gravação contradiz versão da CGU sobre investigação", o repórter Leandro Colon denuncia neste domingo no jornal Folha de São Paulo que a CGU realmente fez uma tramóia para preservar Dilma Roussef durante a campanha eleitoral, ao contrário do que diz a CGU e confirma o governo. A CGU e o governo mentem. A contribuição do executivo britânico Jonathan Taylor para as investigações sobre os negócios da empresa holandesa SBM Offshore com a Petrobras no Brasil foi mais decisiva do que as autoridades brasileiras reconheceram nos últimos dias.
Como a Folha revelou na terça-feira, Taylor, um ex-diretor da SBM, entregou a três funcionários da CGU (Controladoria-Geral da União) um dossiê completo sobre a relação entre as duas empresas durante a campanha eleitoral do ano passado. O órgão de controle interno do governo só abriu processo contra a SBM em novembro, após a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Ao justificar a demora, a Controladoria afirmou que precisava de tempo para analisar todas as informações e minimizou a contribuição de Taylor.
Foi umas tramóia.
Leia toda a reportagem, com a transcrição de trechos da gravação da conversa de Taylor com a CGU, feita antes da campanha.
Mas uma gravação que registra o encontro do executivo com a CGU, obtida pela Folha, mostra que a Controladoria teve dificuldade para obter ajuda na Holanda e ainda não tinha nenhuma prova de corrupção vinda da Europa quando foi procurada por Taylor.
A CGU abriu uma investigação sobre os negócios da SBM em abril. Taylor ofereceu seu dossiê ao governo em agosto e recebeu os funcionários brasileiros no Reino Unido no dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil.
O executivo informou aos visitantes que o Ministério Público holandês achara havia quatro meses provas de que a SBM pagara propina para garantir contratos com a Petrobras. Os funcionários da Controladoria não tinham recebido a informação daquele país.
"Os holandeses me disseram pessoalmente que propinas foram pagas pela SBM para funcionários da Petrobras. Eles não falaram isso para vocês?", perguntou o executivo. Um dos funcionários da CGU respondeu: "Não, ainda não".
Os brasileiros pareciam achar que as autoridades holandesas desconfiavam da CGU: "São promotores, mas são holandeses", explicou um dos funcionários. "A SBM é uma grande empresa holandesa. Acho que, como holandês, há uma preocupação com o que pode acontecer."
De acordo com a gravação, o governo brasileiro também não tinha obtido nenhum tipo de colaboração da SBM até então. "Fomos para a Holanda, não foi uma conversa profunda, não saiu nada novo", disse um funcionário da CGU.
Na sexta (17), a Controladoria admitiu à Folha que até hoje não recebeu da SBM ou das autoridades da Holanda nenhuma informação oficial sobre o assunto, e reconheceu que o dossiê fornecido por Taylor foi a única coisa que conseguiu da Europa.
Em entrevista à Folha, o executivo britânico acusou o governo brasileiro de esperar a reeleição da presidente Dilma para abrir processo contra a SBM, evitando danos políticos que novas revelações sobre corrupção na Petrobras poderiam causar a Dilma.
A CGU negou que tivesse agido por motivação política e afirmou que nenhum dos documentos fornecidos por Taylor foi usado para "embasar conclusões dos trabalhos" antes da abertura do processo contra a empresa holandesa.
PROVIDÊNCIAS
Na terça-feira, o chefe da CGU, Valdir Simão, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deram uma entrevista para rebater as acusações feitas por Taylor ao governo na entrevista à Folha.
Ambos ressaltaram o fato de que a investigação da CGU foi aberta meses antes de Taylor aparecer e citaram os contatos feitos com o Ministério Público da Holanda e a SBM como exemplos de seu empenho para investigar o caso.
"Fizemos várias reuniões entre a CGU e o MP da Holanda", disse Simão. "As providências no plano internacional foram inteiramente tomadas em junho de 2014, e já estávamos em pleno debate eleitoral", afirmou Cardozo.
Taylor trabalhou por mais de oito anos para a SBM na Europa e é apontado pela empresa como responsável pelo vazamento de informações sobre o caso publicadas na Wikipedia em outubro de 2013.
O vazamento lançou suspeitas sobre a atuação da SBM no Brasil e na África. Os documentos indicam que a empresa pagou US$ 139 milhões ao lobista brasileiro Julio Faerman para que ele a ajudasse a obter contratos na Petrobras.
O dossiê entregue por Taylor às autoridades brasileiras inclui contratos e mensagens eletrônicas do lobista, apontado como o operador que distribuiu a propina a políticos e funcionários da estatal.
Em 12 de novembro, o Ministério Público da Holanda confirmou que encontrara provas de corrupção nos negócios da SBM no Brasil e anunciou um acordo com a empresa, pelo qual ela aceitou pagar multa de US$ 240 milhões para encerrar o caso.
Horas depois, a CGU anunciou que decidira abrir processo contra a empresa. No encontro em que tomaram o depoimento de Taylor, em outubro, os funcionários brasileiros disseram ao executivo que levariam mais três ou quatro meses para fazer isso.
A CGU afirmou na semana passada que Taylor pediu uma recompensa financeira em troca de sua colaboração. A gravação do encontro mostra que, antes de perguntar se isso seria possível, o executivo disse que continuaria colaborando "inteiramente", independentemente da resposta.
Delator revela que Procuradoria da Holanda confirmou propina
JONATHAN TAYLOR: The Dutch told me in person that the bribes were paid by SBM to Petrobras officials.
(Os holandeses me disseram pessoalmente que propinas foram pagas pela SBM para servidores da Petrobras.)
JONATHAN TAYLOR: In the meantime, they are publicly getting away.
(Enquanto isso, eles estão se livrando.)
Servidor da CGU: I do understand. The public press release (from SBM) does not reflect what is being investigated.
(Eu entendo. O press release (da SBM) não reflete o que está sendo investigado).
-CGU não havia recebido informação
SERVIDOR DA CGU: The people from prosecutors in Netherlands, they told you that they (SBM) admitted to them that they paid bribes to Petrobras officials, right?
(As pessoas da procuradoria da Holanda, eles te disseram que eles (SBM) admitiram para eles que pagou propina para funcionários da Petrobras, certo?)
JONATHAN TAYLOR: Where did you hear that from? Just me? (...) The Dutch did not tell you that?
(De onde você ouviu, só de mim? Eles não falaram isso para vocês?)
SERVIDOR DA CGU: No, no, or not yet.
(Não, não, ainda não)
OUTRO SERVIDOR DA CGU: That's the point, because from the moment we start to publish our evidences, to publish the results of our work, I believe things will gonna change, SBM and Openbar Ministerie will change the speech about this case.
(Esse é o ponto, porque a partir do momento que começarmos a publicar nossas evidências, publicar o resultado do nosso trabalho, acredito que as coisas vão mudar. SBM e Openbar Ministerie (Ministério Público da Holanda) mudarão seu discurso nesse caso.)
TERCEIRO SERVIDOR DA CGU: The only press release we published was the very first one, I can forward it to you. We expressly mentioned this investigation, but they just didn't catch in the English press. I can send it to you. Since that moment, we are not talking about this issue publicly.
(O único press release que publicamos foi o primeiro, posso te mandar. Nós expressamente mencionamos essa investigação, mas elas não chegaram à imprensa inglesa. Eu posso mandar para você. Desde aquele momento, nós não estamos falando sobre isso publicamente.)
JONATHAN TAYLOR: Why do you think the Duth are not telling you?
(Por que você acha que os holandeses não estão contando para vocês?)
Servidor da CGU: I think they don't have idea, as SBM, what is our task, that we could debar, because we met them personally, almost in the same way that we had meeting with SBM in Netherlands. So, that time, they didn't know exactly what CGU came through, what are you doing, what would be the results, they were very surprised when we told them (...) They are prosecutors, but they are dutch. SBM is a big dutch company. I think they also concern about what could happen, as a dutch person.
(Eu acho que eles não têm ideia, assim como a SBM, de nossa função, que nós podemos excluir, porque nos encontramos pessoalmente, quase no mesmo tempo que tivemos reunião com a SBM na Holanda. Naquele momento, eles não sabiam exatamente o que a CGU veio fazer, o que você está fazendo, quais seriam os resultados. Eles estavam surpresos quando falamos para eles. São promotores, mas são holandeses. SBM é uma grande empresa holandesa. Eu acho que, como holandês, há uma preocupação sobre o que pode acontecer. DO POLIBIOBRAGA

Documentos revelam que Palocci recebeu R$12 mi de empresas quando coordenava a campanha de Dilma em 2010

Não há comprovação de qualquer serviço e ocorreu até contrato de boca
THIAGO BRONZATTO
E FILIPE COUTINHO
ÉPOCA
Em 3 de dezembro de 2010, a petista Dilma Rousseff, eleita havia poucas semanas para seu primeiro mandato como presidente da República, mandou anunciar o nome do ministro mais poderoso de seu governo. Dali a dias, Antonio Palocci – ex-ministro da Fazenda, ex-deputado federal, ex-prefeito de Ribeirão Preto e hoje alvo ilustre da Operação Lava Jato – assumiria a chefia da Casa Civil. Era a improvável ressurreição política de Palocci, ceifado do governo Lula anos antes, quando, após resistir a toda sorte de acusações de corrupção, acabou por não resistir ao escândalo da quebra dos sigilos do caseiro Francenildo. Perdeu o cargo, mas não a influência. Palocci ressurgiu na eleição de Dilma. Coordenou a campanha e atuou como arrecadador informal da petista, ao lado do tesoureiro do PT, João Vaccari, hoje preso. A nomeação para a Casa Civil, na qual sucederia a Erenice Guerra, premiava seus bons serviços na campanha. Nas palavras de Dilma, Palocci fora “um dos artífices da jornada vitoriosa” que a elegera. Estava claro quem mandaria em Brasília no terceiro mandato petista.
No mesmo dia do anúncio, Palocci recebeu R$ 1 milhão do escritório do criminalista Márcio Thomaz Bastos, segundo documentos da empresa do petista, em poder do Ministério Público Federal (MPF) e obtidos por ÉPOCA. MTB, como era conhecido o advogado, morreu no ano passado. Em 2010, após uma longa passagem pelo Ministério da Justiça do governo Lula, na qual fez muitas tabelinhas com Palocci, resistia como principal conselheiro jurídico da cúpula do PT. O dinheiro foi repassado sem que houvesse sequer contrato formal. Era um contrato de boca. Duas semanas depois, Palocci recebeu mais R$ 1 milhão de MTB. Os R$ 2 milhões somavam-se aos R$ 3,5 milhões repassados durante a campanha e a pré-campanha de Dilma. No total, 11 pagamentos. Sempre sem contrato. Sempre em valores redondos – R$ 500 mil, no auge das eleições, e R$ 250 mil, antes. Sempre depositados, segundo o próprio Palocci, na conta da Projeto, a empresa de consultoria criada por ele após deixar o governo Lula.
No dia em que foi anunciado como ministro de Dilma, Palocci recebeu R$ 1 milhão em sua consultoria
Qual a origem do dinheiro? O Pão de Açúcar, dizem os advogados de Palocci e do escritório de MTB. Por que o Pão de Açúcar pagaria uma pequena fortuna a Palocci? Para que o petista, um médico sanitarista que passava aqueles dias de 2010 na intensa faina de uma campanha presidencial, ajudasse na fusão entre o grupo de Abilio Diniz e as Casas Bahia. Não se sabe como Palocci poderia ser tão valioso numa negociação dessa natureza – nem por qual razão o Pão de Açúcar não o contratara diretamente. Mas ele prestou algum serviço? A renomada consultoria Estáter, contratada de forma exclusiva pelo Pão de Açúcar para tocar a fusão, informou ao MPF que, por óbvio, não – Palocci não prestou qualquer serviço, o que despertou suspeitas entre os investigadores. Fontes que participaram das negociações confirmaram a ÉPOCA que Palocci não participou de qualquer reunião, conversa informal ou troca de e-mails durante o negócio. Em ofício ao MPF, o Pão de Açúcar disse que “em função da relação de confiança desenvolvida” é comum que os “serviços de assessoria jurídica sejam contratados de modo mais informal”. Palocci não é advogado. Procurado por ÉPOCA, o Pão de Açúcar informou que não vai se pronunciar.
Palocci não tardou a cair novamente. Pouco após assumir a Casa Civil, o jornal Folha de S.Paulo revelou que ele comprara um apartamento avaliado em R$ 6,6 milhões, antes de voltar a Brasília. Palocci, que não tem herança e sempre foi político, se recusou a explicar a origem do dinheiro. Disse apenas que provinha dos clientes que contratavam a Projeto, sua empresa de consultoria. Preferiu deixar a Casa Civil a revelar os nomes deles – e a declinar para que fora exatamente contratado. Agora, ÉPOCA teve acesso a documentos internos da empresa de Palocci, a uma investigação sigilosa do MPF sobre ela e a uma lista com 30 nomes de empresas que pagaram o ex-ministro. Os papéis oficiais, assim como a investigação dos procuradores, revelam que a prosperidade da empresa de Palocci coincidiu com o momento em que ele assumiu as tarefas de coordenar a campanha de Dilma – e de arrecadar para ela.
Em 2010, Palocci recebeu, ao menos, R$ 12 milhões em pagamentos considerados suspeitos pelo MPF. Além dos pagamentos do escritório de Márcio Thomaz Bastos, supostamente em nome do Pão de Açúcar, os procuradores avaliaram como suspeitos os pagamentos do frigorífico JBS e da concessionária Caoa. Eles somam R$ 6,5 milhões. São suspeitos porque, na visão do MPF, Palocci, mesmo depois de ouvido, não conseguiu comprovar que prestou serviços às empresas – ou foi desmentido por quem estava envolvido, como no caso da consultoria Estáter e do Pão de Açúcar. Ademais, para o MPF, a inexistência de contratos para muitos dos pagamentos reforça os indícios de que as consultorias foram, na verdade, de fachada. Por que grandes empresas gastaram tanto com Palocci? E qual o destino final do dinheiro? Ninguém sabe ainda.
A investigação à qual ÉPOCA teve acesso corre em Brasília, mas será requisitada por procuradores que trabalham nos dois maiores casos de corrupção sob investigação no país: a Lava Jato. No petrolão, a Procuradoria-Geral da República abriu inquérito para apurar a acusação de que o petista arrecadou R$ 2 milhões – para a mesma campanha de Dilma em 2010. A denúncia foi feita pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Como Palocci não tem foro privilegiado, o processo contra ele corre no Paraná, sob a guarda do juiz Sergio Moro. Com base no trabalho dos procuradores de Brasília, a Força-Tarefa de Curitiba espera avançar mais rapidamente no rastro do dinheiro que circulou pelas contas associadas ao ex-ministro. Eles preparam o pedido de quebra dos sigilos de Palocci, entre outras medidas.
O procurador da República Frederico Paiva, responsável pela investigação e coordenador do núcleo de combate à corrupção no Distrito Federal, não quis dar entrevista, porque o caso corre sob sigilo. Com o avanço em Palocci, que também está sob investigação em outras frentes da Lava Jato, a Força-Tarefa do Paraná atinge a tríade responsável pela arrecadação de dinheiro no PT desde a queda de Delúbio Soares. Além de Palocci, a tarefa cabia ao ex-ministro José Dirceu e ao tesoureiro João Vaccari. No caso de Vaccari, já preso, as evidências de participação no esquema são abundantes (leia mais na coluna de Ruth de Aquino). Os procuradores também abriram uma investigação específica para Dirceu. À semelhança de Palocci, Dirceu enriqueceu como consultor, após sair do governo em desgraça. Ele é suspeito de forjar contratos de consultoria para receber propina das empreiteiras. Ele e as empresas negam. No total, José Dirceu recebeu como consultor pouco mais de R$ 29 milhões entre 2006 e 2013. “Uma das principais sistemáticas para o pagamento de propina para agentes públicos era justamente a celebração de contratos simulados com empresas de consultoria. Há suspeita de que a JD assessoria tenha sido utilizada para essa finalidade”, escreveram os procuradores ao pedir a quebra de sigilo da empresa de Dirceu. O ano de 2010, quando Dilma foi eleita, também foi próspero para o petista. Sua empresa de consultoria faturou R$ 7,2 milhões. Para os procuradores, as operações de Dirceu e Palocci são siamesas no método e, suspeitam, na finalidade.
Há uma proliferação de consultorias petistas. Também preso na Operação Lava Jato, o ex-deputado André Vargas é mais um deles. Valeu-se de contratos de consultoria de fachada para ganhar dinheiro. Por meio da empresa Limiar, ele recebeu R$ 200 mil da JBS em agosto de 2010, às vésperas da eleição. Questionada sobre o repasse, a empresa afirmou que contratou em 2010 os serviços de “consultoria de marketing” prestados por Vargas, técnico de nível médio em administração de empresas. Não colou. No despacho que decretou a prisão de Vargas, o juiz Sergio Moro disse que “há prova de que a empresa teria recebido remuneração por serviços não prestados”.
A consultoria do frango
Segundo os documentos obtidos por ÉPOCA, a consultoria de Palocci recebeu R$ 2 milhões da JBS entre 2009 e 2010. É um caso para lá de estranho: embora Palocci tenha admitido que recebeu da JBS, a JBS informou a ÉPOCA, por e-mail, que nunca teve qualquer negócio com o petista. Em 2010, a JBS foi a campeã de doações oficiais à campanha de Dilma, com R$ 13 milhões – foram quase R$ 70 milhões em 2014. No caso de Palocci, a JBS fez sete depósitos em cinco meses. Os pagamentos se dividiram em dois de R$ 250 mil e outros cinco de R$ 300 mil, segundo notas fiscais obtidas pela reportagem. Embora a JBS negue, a justificativa para esses pagamentos está num contrato com metas e tarefas inverossímeis para um consultor como Palocci.
O contrato foi assinado antes da eleição, no dia 1º de julho de 2009. Previa o assessoramento do ex-ministro na aquisição que a JBS faria nos Estados Unidos da multinacional Pilgrims Pride, segunda maior produtora de aves do mundo. A JBS fechou o negócio logo depois, em 16 de setembro daquele ano. Aos procuradores, Palocci descreveu os serviços que a JBS diz não ter contratado: “Apoio decisório que passa pela análise das perspectivas do mercado de carnes de frango nos mercados americano e global e pela avaliação do valor de mercado da companhia e as sinergias passíveis de serem auferidas com a globalização do grupo em outras áreas de proteína animal, além da carne bovina”.
Mesmo que Palocci entendesse profundamente do mercado avícola americano e global, um documento enviado ao BNDES pela dona da Friboi em 5 de agosto daquele ano – um mês, portanto, após a contratação de Palocci – põe ainda mais em dúvida a veracidade dos serviços, segundo o MPF. Na nota técnica AMC/DEPAC 028/2010, a que ÉPOCA teve acesso, a JBS informa ao BNDES que “já estava em fase adiantada de negociação com a Pilgrims”. O próprio dono da JBS, o empresário Joesley Batista, que já era dono nos Estados Unidos da multinacional Swift, disse, em outubro daquele ano: “Começamos a negociar com a Pilgrims Pride há um ano, antes que pedisse concordata”. Dez meses antes, portanto, da assinatura do contrato com Palocci. Nele, aliás, Palocci assinalou que ajudaria a JBS “no processo de negociação” e na “avaliação do empreendimento”.
Executivos envolvidos nessa negociação disseram a ÉPOCA que a JBS foi assessorada por uma equipe de cerca de 20 especialistas em fusões e aquisições, formada por representantes dos bancos JP Morgan e Santander – e de dois tradicionais escritórios de advocacia, o brasileiro Pinheiro Neto e o americano Shearman & Sterling. Segundo essas fontes, que pediram anonimato, Palocci em nenhum momento se agregou ao grupo ou foi mencionado como um dos analistas da operação comercial. É, portanto, o mesmo relato que se fez no caso de MTB e do Pão de Açúcar.
Palocci, portanto, nada fez? Não há certeza, novamente. Mas, em setembro de 2009, dois meses depois da contratação do petista, a JBS anunciou a aquisição do frigorífico brasileiro Bertin e da americana Pilgrim’s Pride numa só tacada. Para fechar o negócio com a Pilgrim’s, a JBS contou com o apoio do BNDES, que, segundo suspeita, o MPF só topou financiar essa aquisição internacional se a companhia adquirisse o endividado Bertin. Assim foi feito. Em dezembro, o banco adquiriu R$ 3,47 bilhões em debêntures (papéis de dívida) do frigorífico Bertin. Um mês depois, Palocci emitiu sua última nota de consultoria para a JBS, no valor de R$ 300 mil. O financiamento da operação do banco estatal desencadeou uma investigação em andamento no Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. O BNDES se recusa a fornecer informações sobre a operação de financiamento da JBS.

A consultoria chinesa
Meses depois, em 1º de julho de 2010, já no auge de suas atividades na campanha, Palocci fechou um contrato com a rede de concessionária de automóveis Caoa. No papel, o petista foi contratado para ajudar o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade, dono do grupo automotivo, na avaliação de oportunidades de negócios com a China e na ampliação de produção de veículos. Palocci deveria ajudar a explorar uma nova marca e uma nova linha de veículos com preços competitivos em relação às montadoras chinesas que estavam chegando ao Brasil. O ex-ministro foi então recrutado para negociar uma parceria com a Great Wall, maior fabricante de utilitários esportivos da China, e a BYD, fabricante chinesa de carros elétricos. Novamente: era isso que o contrato previa. Nele, consta a definição do que seria o serviço. Há expressões como “no intuito de analisar e assessorar a concretização de investimentos em projetos na área de produção” e procurar “definição de investimento em nova planta”.
Conforme o próprio grupo Caoa admitiu, as consultorias de Palocci não vingaram – nenhum acordo relevante foi fechado. Mesmo assim, o ex-ministro levou uma bolada. De julho a dezembro de 2010, ele recebeu da Caoa R$ 4,5 milhões. Durante o período em que o ex-ministro era seu consultor, o grupo Caoa pleiteava no Congresso a aprovação da Medida Provisória 512, que estendeu até 2020 as isenções fiscais para montadoras do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país – a Caoa tem uma fábrica da Hyundai em Goiás. Sem a medida, o benefício se encerraria em janeiro de 2011. A MP foi transformada em lei em abril de 2011, quando Palocci era chefe da Casa Civil. O grupo Caoa afirmou: “Não temos e nunca tivemos nada com a consultoria do Palocci. O grupo não se manifesta sobre assuntos relativos a contratos privados e acrescenta que não possui parceria e nem contrato com nenhuma das duas empresas citadas”.
Procurado, Palocci não quis falar. Pronunciou-se por meio de nota. “A empresa de consultoria Projeto não pode divulgar cláusulas e condições dos contratos que celebra com seus clientes, os quais se revestem de cláusula de confidencialidade, inclusive por conterem segredos comerciais das contratantes. Todas essas informações, todavia, estão – e sempre estiveram – à inteira disposição dos órgãos estatais de fiscalização e controle. Sobre os questionamentos formulados, esclarecemos que rigorosamente tudo o quanto se indagou já foi respondido ao Ministério Publico Federal, há tempos, inclusive com envio de todas as informações contratuais, contábeis, financeiras e tributárias – e a respectiva documentação –, as quais foram encaminhadas à Procuradoria da República no Distrito Federal, onde tramita, desde o ano de 2011, procedimento a respeito dos fatos e que se reveste de caráter sigiloso, que nada tem a ver com a Operação Lava Jato.”
A nota prossegue. “Afirmamos, categórica e peremptoriamente, que as atividades e recursos da Projeto não têm nem nunca tiveram qualquer relação com a referida campanha eleitoral ou com qualquer outra, como demonstra a documentação que se acha em poder do Ministério Público Federal, repita-se, desde o ano de 2011. Repudiamos, assim, com indignação, qualquer insinuação ou ilação gratuita nesse sentido. A despeito de a Projeto prestar serviços para empresas de diferentes ramos de atividade, Engevix e UTC jamais foram suas clientes. Nada obstante, no ano de 2006, depois de ter deixado o Ministério da Fazenda e antes da constituição da Projeto, Antonio Palocci Filho proferiu palestras, enquanto pessoa física, para diversas empresas, por solicitação dessas, uma das quais na UTC.”
Se Palocci teve, ao menos, 30 clientes, qual a natureza da relação do petista com as demais 27 empresas? Um exame dos pagamentos conhecidos e uma análise do MPF mostram que havia dois Paloccis à frente da Projeto. Um conseguia milhões de grandes empresas, sem, segundo o MPF, prestar qualquer serviço – é o caso de MTB e Pão de Açúcar, JBS e Caoa. O outro Palocci dava palestras e fazia análises de cenários, por valores muito mais modestos. Nesses casos, tudo indica que os serviços – as palestras e as análises de cenário político – foram prestados. Trata-se, portanto, de uma relação comercial corriqueira. Nesses casos, o valor de mercado do ex-ministro, quando contratado por uma grande empresa, é de R$ 30 mil a R$ 50 mil por mês. Nas palestras, a fatura não fica muito longe disso. Em 12 de novembro de 2013, Palocci fez uma palestra para um grupo de empresários, a convite do banco BR Partners. Cobrou R$ 30 mil. Como menciona em seu comunicado, Palocci fez palestra até para a UTC, empreiteira apontada como líder do cartel do petrolão. Foi em 2006, logo após deixar o governo Lula. Cobrou R$ 27 mil. Procurada, a UTC disse que “foi efetuado pagamento registrado e tributado no valor de R$ 27 mil, compatível com o que era cobrado na época por palestrantes de primeira linha, caso do senhor Palocci”. DO R.DEMOCRATICA

sábado, 18 de abril de 2015

PIADA: PT DECIDE NÃO MAIS ACEITAR DOAÇÕES DE EMPRESAS. EM PRINCÍPIO, ATÉ JUNHO!!! AGORA FALTA CONTAR A DO PAPAGAIO…

O PT quer me matar de rir. Mas não vai conseguir. O partido cansou de suas relações com o mundo das empresas privadas e decidiu: não aceita mais doações legais desses entes. Que bom! Espero que não aceite também as ilegais. Porque, até onde sei, a lambança não se deu com as doações legais, né? Aliás, ao tomar a sua decisão, o próprio partido assegura não ter feito nada fora da lei. Entendi. O PT, então, ficou nos estritos limites do que permite a legislação, mas considera que a doação de empresas privadas está na raiz das suas atuais dificuldades. Mas por que estaria se tudo foi feito dentro da lei? Vai saber.
É claro que a decisão, à esteira do afastamento de João Vaccari Neto, o tesoureiro, que está preso, é puro golpe de marketing. Os jornalistas têm a obrigação de falar a verdade e de tornar público o que qualquer grande empresário conta, em off: faria ao partido a doação possível, dentro ou fora da lei, desde que não fosse prejudicado nos negócios.
Agora, então, eu passo a bola aos digníssimos da OAB. É isso o que vocês queriam, doutores? Vocês acham que é a legislação que torna canalha um… canalha? Quando é que a OAB vai cobrar o fim de toda legalidade para combater as ilegalidades? É ridículo!
Indução ao erro
O PT quer, com a sua “resolução”, induzir os demais partidos ao erro. Se o PT não mais aceitar doações de empresas — AS LEGAIS —, quem sabe os outros partidos sejam compelidos a fazer o mesmo… Assim, todos optariam pela clandestinidade, não é? E, sabem como é, na ilegalidade, quem pode mais chora menos.
É uma piada grotesca! Quando é que o PT vai declarar que não aceita mais a colaboração de sindicatos, por exemplo? Quando é que o partido deixará de aparelhar as Apeoesps da vida e assemelhados, que, na prática, fazem doações indiretas ao partido ao promover suas políticas?
A quem o PT acha que engana? Já foi o tempo em que uma patacoada como essa faria algum efeito. É bem verdade que a decisão, em princípio, só vale até junho, quando o partido faz o seu congresso. Se perceberem, até lá, que não emplacam a tese da proibição da doação de empresas, aí, sabem como é, eles podem mudar de ideia… Que preguiça provoca em mim essa velharia!
Por Reinaldo Azevedo

REPORTAGEM-BOMBA DE 'VEJA' PREVÊ A EXTINÇÃO DO PT QUE VAI SUMINDO NO LAMAÇAL DA ROUBALHEIRA DESENFREADA, DOS ESCÂNDALOS VERGONHOSOS E DA CORRUPÇÃO INFAME.

A reportagem-bomba da edição de Veja que chega às bancas na manhã deste sábado é substanciosa o suficiente para saciar a fome de informação do público brasileiro com o saco cheio da embromação de coisas como Folha de S. Paulo, Carta Capital, Rede Globo e outras publicações do gênero. Veja, como sempre continua sendo um pérola no meio do chiqueiro petista onde chafurdam os jornalistas de aluguel do PT.
A capa já é, por si só, uma informação de primeira linha. Constata, em forma de indagação, uma realidade confirmada até dizer chega pelos fatos: dois tesoureiros do PT presos, um ex-presidente acuado que não pode mais andar pelas ruas, uma presidente (presidenta, segundo o marketeiro baiano), bancadas parlamentares envergonhadas e um escândalo atrás do outro. Algo inaudito que acabaria sendo manchetes dos maiores veículos de mídia do mundo se não fossem os correspondentes estrangeiros no Brasil que não são diferentes da maioria dos boçais pátrios. Os vagabundos já contaminaram até mesmo publicações tradicionais e sérias, como The Economist.
Tanto é que a reportagem do último número dessa publicação britânica comparou os mega protestos que explodiram de Norte a Sul do Brasil, com o Tea Party, o famoso e influente movimento conservador norte-americano. Evidentemente que não tem nada a ver. Mas o inglês vagabundo que fez a reportagem sobre as manifestações no Brasil provavelmente costuma tomar uns choppinhos em happy-our com os alegres rapazes e velhotes da Folha de S. Paulo. A confraria comunista e descolada dentro das redações não age apenas no Brasil. A ação perniciosa desses semoventes é global. São coiteiros do PT, viúvas de Hugo Cháves e de Fidel Castro e de outros ditadores assassinos do mesmo naipe.
Para a infelicidade desses escrotos e mentirosos e para felicidade geral da Nação brasileira, tem-se as redes sociais e os blogs independentes. No que respeita à grande mídia, passa na peneira do jornalismo verdadeiro a revista Veja e seu site na web. Tanto é que o único veículo de mídia a sofrer o ataque dos terroristas sob o comando de Lula foi justamente a sede da revista Veja na véspera da eleição presidencial do ano passado. Lula denomina esses ajuntamentos de criminosos de "movimentos sociais". Está aí uma bela pauta para o correspondente de The Economist.
Finda esta necessária digressão retomo o mote deste artigo, chamando a atenção para um fato que a reportagem-bomba de Veja organiza e traz à luz o que mentalizam os cidadãos brasileiros trabalhadores (as) e que prezam os valores morais e éticos: o PT está em extinção. E isto, sem qualquer dúvida, representa um linimento para a verdadeira alma brasileira vilipendiada pela nefasta ação de um bando de psicopatas que se encastelou no poder.
Até nunca mais PT. Vade retro! DO ALUIZIOAMORIM

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Joaquim Barbosa afirma que governo mente quando diz que combate a corrupção


Em palestra, ex-presidente do STF chama o PT e o governo de cínicos e mentirosos

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O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa deu uma palestra na noite de quinta-feira, 16 de abril, sobre o tema “A ética e a administração” em Florianópolis, no Centro de Convenções CentroSul. Barbosa falou sobre a evolução do país desde a época da ditadura militar e sobre o problema da corrupção que, segundo ele, consome 2% dos R$ 5 trilhões de nosso orçamento e é parte importantíssima do chamado “custo Brasil”.
joaquimbarbosaMas foi ao responder às perguntas do público que Joaquim Barbosa fez suas afirmações mais enfáticas. Eis a resposta dada quando perguntado se a corrupção no Brasil havia aumentado ou não nos governos petistas:
Acho que o PT tem adotado uma retórica meio cínica. Alegam o seguinte: “nós não inventamos a corrupção, sempre houve corrupção na vida brasileira”. Ou seja, é como se tivesse chegado a vez deles. Eu nunca fui militante partidário, mas já votei diversas vezes no PT. Votei no Lula em 2002 e 2006, na Dilma em 2010. Durante muito tempo no Rio de Janeiro eu tinha como o meu deputado um grande parlamentar, um brasileiro que admiro muito, que é o Fernando Gabeira, e era do PT. Lembro bem dos primórdios do PT, as pessoas tinham uma verdadeira fé, uma coisa de ideal, como se o partido viesse para redimir todos nossos pecados enquanto brasileiros. Foi assim que o partido cresceu. Mas o partido não soube, em determinado momento, se expurgar. Expurgar especialmente sua cúpula, aquelas pessoas que visivelmente se utilizaram da filiação ou de sua posição de poder dentro do partido para enriquecer indevidamente, praticar corrupção. O próprio corporativismo interno do partido, a visão meio messiânica – parece até uma seita – de que eles eram imunes à corrupção, de que aquilo não é verdade. Continuam com esse discurso, hoje de maneira muito cínica, e permitiram que a organização chegasse ao nível de descrédito a que ela chegou. Agora, eu concordo em parte com o argumento de alguns dos porta-vozes do partido: no Brasil sempre houve corrupção e muita corrupção. Coincidiu que nós atingimos um nível de aperfeiçoamento de certas instituições, que são profissionais, compostas de pessoas sérias. São essas pessoas que estão permitindo que essas práticas corruptas venham à luz do dia e não o governo, como eles vêm dizendo em propagandas. É o Ministério Público, é a Polícia Federal, é o Poder Judiciário federal. Não o estamento político que controla o governo federal. Eles não tem nenhuma responsabilidade sobre o que vem sendo apurado. E aí mais uma vez eu digo: o cinismo, a mentira, dos dirigentes de vir a público dizer “no nosso governo”, que “nunca se combateu tanto a corrupção”. É mentira. Quem está combatendo são órgãos e agentes competentes, o que há de bom no Estado, alheio ao mundo político.

Delegado da PF critica interferência de Janot na PF e sugere que procurador-geral pode estar agindo a serviço do governo

Aumentou a temperatura do confronto entre membros do Ministério Público e da Polícia Federal. Eduardo Mauat da Silva, delegado da PF que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, que está em Curitiba, acusou abertamente Rodrigo Janot de “tolher a investigação”. Não ficou só aí: sugeriu, em entrevista coletiva, que o procurador-geral da República pode estar atuando politicamente: “Houve, por parte do doutor Janot, uma iniciativa de tolher as investigações da Polícia Federal. E nós queremos que ele explique à sociedade o porquê disso”. A pedido do chefe do MP, o ministro Teori Zavascki, do Supremo, suspendeu a tomada de depoimento de parlamentares em sete inquéritos.
Mauat não economizou: “[Janot] ocupa um cargo político, foi indicado pelo governo, e não poderia interferir numa investigação da PF. São questões que precisam ser explicadas”.
O delegado afirmou ainda que os membros da Polícia Federal que integram a força-tarefa em Curitiba não recebem com regularidade a ajuda de custo de R$ 200 para estadia e refeição: “Os policiais estão tirando dinheiro do bolso. Você pode matar uma operação à míngua se tirar os recursos dela”.
Por Reinaldo Azevedo

AOS AMIGOS DO ZÉ DIRCEU QUE O AJUDARAM NA 'VAQUINHA' DO MENSALÃO


José Dirceu fez vaquinha pra pagar a multa de mensaleiro, enquanto gastava R$ 320 mil para monitorar as redes sociais. Não faltou burrinho pra ajudar.
 
( Folha) A quebra do sigilo fiscal de José Dirceu (PT-SP), decretada pelo juiz federal de Curitiba (PR) Sergio Moro na Operação Lava Jato, revelou que o ex-ministro pagou R$ 320 mil a uma empresa de São Paulo para monitoramento de redes sociais na internet. 
Dirceu informou os gastos à Receita Federal na declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física. Em entrevista à Folha, o dono da empresa contratada, a Interagentes Comunicação Digital, Sergio Amadeu da Silveira – que no primeiro governo Lula presidiu o ITI (Institucional Nacional de Tecnologia de Informação), vinculado à Casa Civi l–, afirmou que o trabalho consistiu em relatórios sobre o que as pessoas falavam a respeito de Dirceu, principalmente no Twitter. 
"Ele nos contratou para fazer análise de rede social. [...] Comentários sobre ele. Faz tempo isso, não sei direito [agora], mas eram comentários sobre ele", disse Silveira. Falando sobre os serviços que presta em geral, e não sobre o contrato com Dirceu, Silveira afirmou que as informações ajudam "a saber o humor da rede em relação a uma pessoa ou a uma marca". 
Os pagamentos ocorreram nos anos de 2011 e 2012, em duas vezes de R$ 160 mil. Dirceu foi julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a partir de 2012 no processo do mensalão, pelo qual foi condenado. 
Em seu site na internet, a Interagentes informa que também trabalha com "a potencialização de presença em rede", incluindo campanhas para ampliar o alcance do perfil, blog ou site do cliente. No caso de Dirceu, Amadeu afirmou que o trabalho não envolveu interagir com internautas ou publicar mensagens – apenas levantamentos sobre o que era escrito em perfis abertos. 
Procurado pela Folha, Dirceu informou por meio de sua assessoria que não iria se manifestar sobre o assunto. Ele também não explicou por que preferiu fazer os pagamentos pela pessoa física, e não pela sua empresa de consultoria JD. Em nota, a assessoria afirmou que o serviço não tem qualquer relação com a Operação Lava Jato.
DO ESTENIO

CUNHADA DE VACCARI, O EX-TESOUREIRO DO PT, SE ENTREGA À POLÍCIA FEDERAL EM CURITIBA.

Marice Correa de Lima, cunhada de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, se entrega à PF em Curitiba (PR) (Foto: site de Veja)
Marice Correa de Lima - cunhada do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto - se entregou à Polícia Federal em Curitiba (PR) por volta das 14 horas desta sexta-feira. Ela era considerada foragida pela Justiça. Marice alegou que estava em um congresso profissional fora do país, no Panamá, até esta quinta-feira, um dia depois da deflagração da 12ª fase da Operação Lava Jato. A informação foi confirmada ao site de VEJA pelo advogado de Marice, o criminalista Cláudio Gama Pimentel. Segundo o advogado, ela providenciou o retorno a São Paulo assim que soube do mandado de prisão temporária e depois se deslocou acompanhada de outro defensor à Superintendência da PF, onde ficará detida, inicialmente, por cinco dias.
O advogado de Marice estima que ela deve ser ouvida pelos delegados da PF na segunda-feira. "Assim que soube do envolvimento do nome dela nesta fase da Lava Jato, ela imediatamente pegou um avião e veio para esclarecer tudo", disse Pimentel, que foi contratado pela família de Marice, irmã da mulher de Vaccari, Giselda Rousie de Lima. "Ela está muito calma, serena, e segundo ela tem explicações para toda a movimentação financeira."
De acordo com as investigações, Marice operava uma central de propinas em casa. De acordo com interceptações telefônicas da Operação Lava Jato, Marice recebia remessas de dinheiro, destinadas ao petista, em seu apartamento no bairro Cerqueira César, região central de São Paulo. No dia 3 de dezembro de 2013, Marice recebeu em sua residência duas entregas com o total de 244.260 reais, enviadas pelo doleiro Alberto Youssef a pedido da construtora OAS.
A cunhada também atuava como emissária de Vaccari. Segundo Youssef, Marice visitou uma vez seu escritório na capital paulista para retirar 400.000 reais em dinheiro - propina paga ao PT a mando da Toshiba, que participou de uma licitação da Petrobras para o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Leia mais- 
DO ALUIZIOAMORIM

Camdeab, o “Manifesto Oficial das Ruas“ e mais a “Carta aberta dos Maçons.“


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Texto da “ALIANÇA NACIONAL DOS MOVIMENTOS DEMOCRÁTICOS” divulgado nos eventos de rua pelo Brasil afora em 12 de abril de 2015, postado pelo jornalista Jorge Serrão no dia seguinte no ALERTA TOTAL:“Parte 1 – A História No final de 2014, comprovam-se os indícios do maior escândalo de corrupção da história mundial, o Petrolão. Na sequência, surgem sinais de escândalos envolvendo o BNDES, a Caixa Econômica, os Correios, o sistema Eletrobrás. O Brasil se envergonha perante o mundo. No início de 2015, o governo reeleito quebra várias das promessas de campanha, no maior estelionato eleitoral da história republicana. Vamos lembrar apenas de algumas coisas que aconteceram depois da posse da presidente Dilma Roussef:


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1. Dilma prometeu não aumentar a conta de luz. Mentiu! Houve um aumento médio de 36%. Somente no primeiro trimestre de 2015! 2. Dilma prometeu não aumentar os combustíveis. Mentiu! A gasolina teve seu preço aumentado dias após as eleições. No começo de fevereiro desse ano teve um outro aumento médio de 7,5%! E o pior. O preço do petróleo está caindo no mundo inteiro

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3. Dilma prometeu não mexer nos programas de benefícios sociais. Dilma mentiu! Os programas foram modificados. O Fies foi alterado. Os repasses às universidades não foram feitos. O Programa Minha Casa Melhor foi suspenso. O Minha Casa Minha Vida está atrasado. 4. A inflação de março é a maior desde 1995!A taxa de desemprego subiu para 7,4% no último trimestre, com 7,4 milhões de pessoas desempregadas. E continua aumentando. E tantas outras coisas…. Todo dia, no jornal, na internet, no noticiário, uma nova apunhalada, uma nova mentira é descoberta! Vergonha! E o Brasil acabou por mergulhar em uma crise econômica, social e política.

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Parte 2 – O Povo acordou 15/3/15. Em um histórico ato cívico, mais de dois milhões de pessoas saíram às ruas em todo o Brasil para protestar.O chamamento foi popular, espontâneo, pelas redes sociais. O povo brasileiro foi o grande protagonista. Eu, você, nós, o cidadão BRASILEIRO!!! Nenhuma grande liderança política, nenhuma grande liderança empresarial ou religiosa encabeçou as manifestações. Pessoas comuns, de todas as idades, classes e credos, se descobriram líderes e catalisaram um processo de ebulição social ordeiro, cívico e patriótico.

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Foram convocados pela história e não se esquivaram à missão. Despertou-se na população um grito de indignação contido por anos. A energia interior canalizada levou toda a massa, todos nós que no dia 15/3 estávamos nas ruas, a gritar, em uma só voz, “BASTA”! Nós, os brasileiros, dissemos: basta à corrupção; basta à ineficiência na gestão pública; basta à falta de ética no poder público. O Brasil acordou. E gritou: BASTA!!!

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Parte 3 – A Ópera Bufa O que aconteceu diante da maior manifestação nacional da historia do Brasil? Os poderes constituídos, legislativo, executivo e judiciário, supostamente legítimos representantes do povo, NÃO ENTENDERAM NADA! Não ouviram as vozes das ruas. Senão, vejamos… O Executivo desdenhou. Disse que se tratavam de eleitores frustrados e golpistas. Disse que a manifestação do dia 15 foi feita por quem não votou no atual governo… Pois duas coisas temos a dizer: 1º., um governo deve governar para TODOS, e não para quem o elegeu. 2º..

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Na manifestação do dia 15, sim, havia eleitores frustrados.e APRREPENDIDOS de terem confiado e votado na senhora. E o Legislativo, não ouviu as ruas. No dia seguinte, desviou-se de seu dever. Negou a abertura do processo de impeachment da Presidente. E o pior, em um ato egoísta e pensando só neles, e não no povo, aumentaram em quase três vezes – 580 milhoes de reais – o fundo partidário. Uma bofetada no Brasil. E o povo, não aguenta mais pagar essa conta com impostos cada vez mais altos. Basta!!! Já o Judiciário, sabe o que fez? Cegou-se para a verdade e justiça. De forma reprovável, digna de mafiosos, manobrou para defender os acusados. Sabe o que fizeram? Nomearam o ministro advogado do PT, Dias Tofolli, para presidir os julgamentos da operação lava-jato. Pasmem! A raposa foi incumbida de cuidar do galinheiro. Um total, completo, absurdo, descompasso e dissintonia entre governantes, parlamentares, juízes e o povo!!! Basta!

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Parte 4 – A Voz Rouca  E no campo político, o que temos? Uma verdade vergonhosa. NÃO EXISTE OPOSIÇÃO CORAJOSA hoje, no Brasil. Essa é que a verdade, quando se olha para o Congresso nacional. Onde está a oposição nesse momento? O que eles estão fazendo para mudar essa situação?  O que vemos são alguns poucos parlamentares, isoladamente, se levantado, fazendo uma luta solitária. Onde está a articulação em bloco, em massa, em coalizão da oposição? Estão com medo? Tem o rabo preso? Temem a verdade? Não existe oposição articulada. A voz é rouca. Basta! Queremos uma oposição de verdade.

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.Parte 5 – A Resposta
Diante disso, os cidadãos agora não acreditam mais na classe política. Não acreditam que as soluções venham do Congresso Nacional. Temos configurada uma crise de representação e de representatividade. São nomeados, diplomados, mas perderam a legitimidade. O povo ficou farto de promessas. E diante disso tudo, o povo acabou convocando novas manifestações. De novo pras ruas, disse cada brasileiro indignado. A esperança do povo é de ser ouvido. 331
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O povo brasileiro marcou para hoje, 12 de abril de 2015, um novo encontro com as ruas. Um exercício pleno de democracia. E aqui estamos nós, em defesa dos nossos direitos, em defesa da honestidade, da transparência, da ética e da eficiência!!!! Mas temos que encarar a realidade. Não temos hoje quem nos represente. Fica a pergunta: O QUE FAZER? .
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Parte 6 – Um Pacto Feito

ALIANÇA NACIONAL DOS MOVIMENTOS DEMOCRÁTICOS.

Seremos uma coalizão de forças, de absoluto caráter apartidário. Uma ALIANÇA formada por representantes legitimados pelas ruas. Integrada exclusivamente por cidadãos comuns, sem mandatos, sem ligação com o legislativo ou com o executivo. Pessoas com o incondicional compromisso de defender, unicamente, os interesses da população brasileira. Brasileiros dispostos a não se dobrarem à influências políticas ou empresariais.As ruas permanecerão unidas, nacionalmente, por um Brasil melhor e mais justo.

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Finalmente, Parte 7 – A Esperança vira realidade

- Brasileiros, não podemos perder tempo. O Brasil pede urgência.

O que esta ALIANÇA vai fazer?

A ALIANÇA NACIONAL DOS MOVIMENTOS DEMOCRÁTICOS se reunirá nesse próximo dia 15/4, em Brasília. Vamos levar ao Congresso, de maneira uniforme, as pautas que ouvimos com clamor nas ruas, sugerindo mudanças e deixando claro nossos pleitos. Afinal, dessa vez queremos que Brasília nos ouça. A História está registrando o lançamento das bases de um novo Brasil. Um Brasil mais ético, mais justo, mais democrático, mais eficiente. Um Brasil do qual brasileiros desta e das novas gerações poderão se orgulha

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Hoje o Brasil abre um novo capítulo em sua história. Hoje o povo brasileiro mostra ao mundo o exercício pleno da cidadania e de uma democracia real. E esta não será uma conquista individual. Esta será uma conquista de todo o vigoroso, forte e ordeiro povo brasileiro. Está criada a ALIANÇA NACIONAL DOS MOVIMENTOS DEMOCRÁTICOS. Teus filhos mostram hoje, aqui, que não fogem à luta. Estamos aqui Por mudanças Não agüentamos mais: Este governo. Não queremos: Corrupção, Petrolão, Acordão. Exigimos: Oposição, Investigação, Punição. Somos a união de todos que querem MUDAR O BRASIL.

TODOS CANTAM O HINO NACIONAL!!!

Repetindo: Texto da “ALIANÇA NACIONAL DOS MOVIMENTOS DEMOCRÁTICOS” divulgado nos eventos de rua pelo Brasil afora em 12 de abril de 2015, postado pelo jornalista Jorge Serrão em 13 de abril no ALERTA TOTAL


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Agora a CARTA ABERTA DOS MAÇONS dirigida à “PRESIDENTA“ Dilma Roussef, também publicada no ALERTA TOTAL: Sra. Presidente: A Maçonaria brasileira, como deve ser de seu conhecimento, no passado promoveu ou, pelo menos, inspirou mudanças profundas nos rumos da Nação. Hoje, achamos por bem sair do recato de nossas oficinas e nos expor, junto ao povo brasileiro, que temos todo o orgulho de compor, ao lado de mães e pais de família, trabalhadores rurais e urbanos, empreendedores, empresários honestos, jovens e crianças às quais ensinamos princípios de conduta cidadã, para dirigir-lhe esta carta, pública e transparente.

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É necessário que se diga que nós, Maçons, não somos uma “elite branca”. Somos a pluralidade do povo brasileiro, reunindo irmãos pardos, brancos, negros, caucasianos, indígenas etc. Mais ainda, temos por princípio o respeito às crenças religiosas e tendências políticas de cada um de nós: entre os Maçons, encontramos católicos, espíritas, evangélicos, budistas; oposicionistas e situacionistas, com ou sem vinculação a partidos políticos.
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Porém, há séculos, deixamos de ser construtores de catedrais para sermos construtores sociais. Por isso, é impossível presenciarmos as escabrosas revelações trazidas a público por um respeitável brasileiro, dr. Sérgio Moro, e uma equipe de patriotas que compõem o Ministério Público (em todos os níveis) e a Polícia Federal, sem que nos manifestemos.
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Juramos defender nossa Pátria contra agressões movidas contra ela, e a corrupção desenfreada revelada nos escândalos recentes (há mais por vir, além do famoso Petrolão) não só agride nosso amado Brasil como é mácula que envergonha nossa história, infelizmente. Por isso mesmo, tal nódoa não deve nunca ser esquecida, para que as futuras gerações não repitam a negligência, má fé, omissão, incompetência e descaso com a aplicação dos recursos que os brasileiros recolhem aos cofres do Tesouro Nacional, como hoje se constata em todos os escalões de seu (des)Governo.
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Mas os golpes dados à Ética não param na rapinagem posta em prática por quadrilheiros de seu partido e de partidos aliados. Vão mais além: roubaram-se toda a fé e esperança de um povo, por meio de mentiras irresponsáveis, num presente e futuro promissor deste País.
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Devemos recuperar a memória: há poucos meses, em suas promessas de campanha (diga-se de passagem, reprovável pela destruição de reputações e discursos mentirosos, aviltando os demais candidatos à Presidência de nossa República), registramos o compromisso de queda de 18% nas tarifas de energia. Hoje, amargamos uma alta de quase 30%, em média, em tais custos; a prometida queda nas taxas de juros foi desmentida pela sua elevação, que diminui o poder de compra de brasileiros, o grau de investimento de nossos sofridos empreendedores e devolve ao limbo da pobreza os milhões de pessoas que seu (des)Governo diz ter tirado da miséria.
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Nossos pais nos ensinaram que “mentir é muito feio”, Presidente. Achamos que seus pais não lhe devem ter dito tal frase. Se o tivessem feito, possivelmente a vergonha não lhe permitiria ocupar o mais alto cargo do funcionalismo público da Nação. Repetimos: sua Excelência é uma privilegiada funcionária pública.
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Traduzindo: sua função é servir ao povo, e não vilipendiá-lo, mesmo que indiretamente, por omissão, conivência ou incapacidade de conduzir uma máquina estatal que sua Excelência transformou em paquidérmica.
Enfim, nada do que foi dito aqui é novidade. Acreditamos em sua capacidade de autocrítica – termo muito utilizado por seus pares de esquerda.
O que queremos deixar claro é que, tanto sua Excelência quanto muitos parlamentares, não tiveram competência de ouvir o clamor das ruas, que bradamos em 15 de março próximo passado.
Não é à toa que o mote das próximas manifestações é expresso pelo slogan ELES NÃO ENTENDERAM NADA. Vamos tentar, ao máximo, ser claros:
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1. O povo brasileiro não pediu pela Reforma Política (aliás, extremamente tendenciosa), cujos termos foram tornados públicos; é necessária, isto sim, uma REFORMA DE GOVERNO. Sua gestão está marcada pela marca recorde de TRINTA E NOVE MINISTÉRIOS, muitos deles criados para abrigar apaniguados do seu partido ou de partidos aliados. Se o tamanho descomunal de seu (des)Governo se revelasse eficiente, seria mais fácil de engolir. Ao contrário, o Estado, hoje, é comparável a um buraco negro, que engole os recursos públicos no pagamento de regalias e benesses, folha de pagamento de um exército de comissionados, além dos profissionais de carreira, sem que haja a devolução, aos sofridos brasileiros que sustentam seus luxos, na forma de serviços públicos e infraestrutura de qualidade;
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2. O clamor popular, que sua Excelência não escutou, pedia pela TRANSPARÊNCIA DA APLICAÇÃO DE RECURSOS NACIONAIS, por meio do BNDES, em países mantidos por governos, em sua quase totalidade, ditatoriais. Será mera coincidência? Todos eles participam do “clube” denominado Foro de São Paulo, que reúne todos os partidos de extrema esquerda da América Latina e Caribe, além de organizações criminosas e terroristas, como as FARC. Presidente, somos carentes de tais obras de infraestrutura aqui, na nossa terra, e temos certeza de que isso é de seu conhecimento. Sem falar da necessidade de investimento em Educação e Saúde. Desconhecemos, porém, suas reais intenções. Mas não se dê ao trabalho de revelá-las. Não saberemos nunca se sua Excelência estará falando a verdade;
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3. O povo brasileiro não admitirá, em hipótese alguma, que o MINISTRO DIAS TOFFOLI PRESIDA A 2ª TURMA DO STF, que irá julgar os crimes perpetrados no escândalo denominado Petrolão. Ele tem notórios impedimentos éticos para tal: foi advogado de seu partido, assessorou o ex-ministro José Dirceu (réu condenado pelos crimes praticados no escândalo conhecido pelo CARTA ABERTA À PRESIDENTE PÁG. 3 codinome Mensalão) e, nas últimas eleições, portou-se de forma, no mínimo, suspeita, durante a apuração dos votos (apuramos as histórias referentes à empresa Smartmatic – lembre-se: estamos na Era da Informação, e ela circula com velocidade estonteante. Basta saber e querer acessá-la. As máscaras, neste século, caem rapidamente).
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4. Não há necessidade, presidente, de que seu governo crie pacotes anticorrupção. Nosso Brasil tem leis e Constituição que preveem e punem crimes de responsabilidade, crimes de peculato, crimes de corrupção ativa e passiva, crimes contra a República, crimes de traição à Pátria etc. O que é necessário é que seu partido DESAPARELHE O PODER JUDICIÁRIO e limite-se ao Executivo e Legislativo. Lembre-se, presidente: seu partido não é o Brasil e o Brasil não se tornará, nunca, um único partido político. O povo brasileiro tem inteligência e discernimento suficiente para reconhecer que seu partido não tem um projeto de governo, mas um projeto de poder, que, via corrupção sistêmica, busca ocupar todos os espaços da administração pública.
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Enfim, presidente (não usamos, até o fim desta carta, o vocábulo presidenta para não agredir nosso vernáculo), para sermos objetivos, confiamos no seu discernimento: escute as vozes da Nação. Execute, sem mentiras de ora em diante, o que o povo brasileiro exige que seja feito.
Caso não esteja ao seu alcance, em virtude de possíveis compromissos indeclaráveis firmados com aliados escusos, ponha em prática uma saída honrosa: demita-se, renuncie, alegue problemas de saúde que merecem cuidados.
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Invente qualquer desculpa. Mentiras partidas de sua Excelência não serão novidade. Será menos doloroso para o País e para a presidente que um processo de impeachment, recurso constitucional que detém a Nação brasileira para afastá-la definitivamente da vida pública.
Entre para a história pelo fato de ter reconhecido erros e incompetência para gerir o destino de milhões de compatriotas. Não permita que seu (des) Governo chegue ao nível zero de aprovação popular.
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Gostaríamos de finalizar esta carta aberta com a expressão “Respeitosamente”, mas isso é impossível.
O povo brasileiro merece RESPEITO. Isso não nos foi dado.
Em contrapartida, sua excelência perdeu todo o respeito que poderíamos lhe dedicar.
 Movimento Mudanças Já – Maçons • BR Brasil, 12 de abril de 2015
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