sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Não há vazamento no caso Petrobras, afirma Justiça Federal

 Os depoimentos relativos à delação premiada de Costa e Youssef permanecem sob sigilo e não têm a ver, apesar de tratarem do mesmo tema
A Justiça Federal do Paraná divulgou nota rebatendo a acusação de que houve "vazamento" dos depoimentos dos delatores do esquema de corrupção apontado na Petrobras, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. O texto lembra que os depoimentos são relativos a uma das dez ações penais do caso, deflagrado com a Operação Lava Jato da Polícia Federal, na qual ambos foram presos. "Referidas ações penais não tramitam em segredo de Justiça e, portanto, estão sujeitas ao princípio da publicidade", afirma a nota.
A presidente Dilma Rousseff havia criticado em entrevista nesta sexta (10) a divulgação dos depoimentos. "O que eu considero incorreto é divulgar parcialmente num momento eleitoral", disse Dilma.
Diversos petistas, inclusive o presidente da sigla, Rui Falcão, criticaram o que chamaram de vazamento com interesses eleitoreiros --uma vez que ambos os delatores comprometem o PT, o PMDB, o PP, todos partidos aliados de Dilma, e indicam o uso do dinheiro desviado de contratos das estatais para a campanha eleitoral de 2010.
Como lembra a nota da Justiça Federal, os depoimentos relativos à delação premiada de Costa e Youssef permanecem sob sigilo e não têm a ver, apesar de tratarem do mesmo tema, com as declarações disponibilizadas na internet na quinta-feira (9). "O compromisso da Justiça Federal do Paraná é exclusivamente em relação à celeridade e à efetividade do processo", encerra a nota.
DO GAZETADOPOVO

Fernando Henrique diz que Lula mentiu em declaração sobre nordestinos

 
 Ex-presidente posta vídeo para dizer que PT faz demogagia para jogar o povo contra o PSDB
 
Julianna Granjeia - O Globo
 
 
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um vídeo em sua página de Facebook, nesta sexta-feira, para rebater as críticas de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, de que o tucano teria criticado a população nordestina por ter votado na presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, no primeiro turno.
— O PT fica fazendo demagogia, querendo nos jogar contra o povo, dizendo que o PSDB fez isso ou aquilo, que eu disse isso ou aquilo, o Lula mentiu, eu não falei de Nordeste ou de nordestinos, nada disso. E lamento que a presidente Dilma Rousseff, sem saber, tenha embarcado nessa. Não é verdade, o povo não é bobo — diz em vídeo, o ex-presidente tucano.
Ontem, durante ato com pestistas em São Paulo, Lula dedicou boa parte de seu discurso para atacar Fernando Henrique Cardoso, que afirmou nesta semana que os eleitores que votaram em Dilma não são pobres, mas desinformados. Ele chegou a dizer que Fernando Henrique representa a elite brasileira, é um "preconceito (de classe) histórico".
— Aquilo não é o pensamento dele. Aquilo é uma cultura deles (PSDB). É uma cultura de dizer que quem não vota neles é mais burro do que quem vota. Ele não falou só do Nordeste ou do Norte. Ele falou da periferia de São Paulo, do Rio, de Belo Horizonte — disse Lula ontem.
Fernando Henrique também afirma que “o povo sabe quem fez o Plano Real” que melhorou a vida dos pobres e dos trabalhadores.
— O povo sabe que quem fez o Plano Real fomos nós, quando fui ministro da Fazenda, que melhorou a vida de todo mundo, dos pobres, do trabalhador. É assim que se combate a pobreza, não é deixando a inflação voltar e depois aconselhando o povo a não comer carne e a comer tomate, frango e ovo. Desse jeito não resolve a pobreza. Nós, do PSDB, fizemos o que dissemos. E deu certo - finaliza o tucano, referindo-se ao secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, que sugeriu que a população brasileira fique atenta à possibilidade de substituir produtos à mesa.
DO WELBI

Parecer aponta superfaturamento de R$ 613 milhões em obras de Abreu e Lima

Engenheiro do Ministério Público Federal cita sobrepreço de 16% sobre valor do contrato
Por Ricardo Brandt, Fausto Macedo
e Mateus Coutinho
Estadão
Parecer técnico do Ministério Público Federal (MPF) aponta superfaturamento de R$ 613,3 milhões nas obras da Unidade de Coqueamento Retardado (UCR) da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, alvo da Operação Lava Jato.
A obra foi executada pelo Consórcio CNCC, controlado pela Camargo Corrêa, no valor de R$ 3,4 bilhões. Segundo o documento, o superfaturamento alcançou 16% do valor final do contrato.”Diante da possibilidade de um superfaturamento dessa monta, não se pode cogitar que toda a rentabilidade do CNCC se restringe ao lucro de 9,96% explicitados na proposta comercial”, observa o parecer em referência à estimativa de lucro apresentada pela CNCC durante a licitação.
Coqueamento retardado é um processo térmico utilizado em refinarias de petróleo. O processo é importante especialmente para óleos pesados. As obras da Abreu e Lima são alvo cental da Lava Jato, que desvendou grande esquema de lavagem de dinheiro e corrupção na Petrobrás.
“A relação entre a receita e os custos (rentabilidade) pode alcançar um patamar de quase 26%, dos quais 16% de forma irregular”, assinala o engenheiro Rafael Martins, assistente técnico do Ministério Público Federal.
Martins emitiu parecer técnico sobre laudo de perícia criminal da Polícia Federal. O documento faz parte dos autos da Operação Lava Jato.
“Valendo-se de metodologias consolidadas da engenharia de custos e de atuações técnicas do Tribunal de Contas da União (TCU), vislumbrou-se um superfaturamento de até R$ 613,25 milhões, 16% do valor final do contrato”, cravou o engenheiro do MPF.
O assistente técnico anota que “o valor estimado de superfaturamento nessa obra específica era inferior e já fazia menção ao pagamento não justificado de R$ 38 milhões para a Sanko-Sider e Sanko Serviços”.
VEJA A ÍNTEGRA DO PARECER
As empresas do Grupo Sanko são fornecedoras de tubos e serviços para o consórcio, que, segundo o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, serviu para alimentar as propinas pagas a políticos do PT, PMDB e PP.
Na quarta-feira, 8, em depoimento a Justiça Federal, em Curitiba, o ex-diretor da Petrobrás e o doleiro confessaram que operavam um esquema de superfaturamento de contratos, pagamento de propina por empresas que em cartel dividiam os pagamentos e serviços da estatal, lavagem de dinheiro e caixa 2 nas obras da Refinaria Abreu e Lima.
Segundo eles, no caso do Consórcio CNCC, o contrato de R$ 3,4 bilhões rendia R$ 34 milhões em propina ao PP, segundo contou Youssef em detalhes. As propinas eram pagas também nos contratos de outras diretorias. Ao todo, a lavanderia alvo da Lava Jato movimentou mais de R$ 10 bilhões em recursos.
A reportagem entrou em contato com o consórcio CNCC na noite desta quinta, mas foi informada que, devido ao horário, a empresa só conseguiria responder à soliticação nesta sexta.
COM A PALAVRA, O GRUPO SANKO SIDER
O Grupo Sanko Sider assinala que “é uma empresa conceituada, regularmente constituída há 18 anos”. “Vende tubos de aço, flanges e conexões de alta qualidade a todos os segmentos do mercado, notadamente os especializados em óleo e gás. Todas as suas vendas se dão por meio de contratos legítimos; os pagamentos ocorrem pelo sistema bancário, contra notas fiscais devidamente contabilizadas e tributadas. Nossas normas de conduta sempre determinaram comportamento de respeito estrito às leis.”
O Grupo Sanko Sider protesta com veemência porque alega que tem sido “fortemente prejudicado, equivocadamente acusado, vítima de ilações, acusações e afirmações levianas”
10 outubro 2014-DO R.DEMOCRATICA

Prendam os donos de Ibope e Datafolha. Ibope apresenta Aécio 28% à frente no Sul, Datafolha apenas 9% de frente. E tem mais.


Datafolha apresentou um resultado e o Ibope correu para apresentar os mesmos números sobre a corrida presidencial na noite de ontem. Fez malabarismos mil. Só esqueceu um detalhe: corrigir seus dados região por região. Foi um vexame.
Observem os números. Enquanto Aécio vence Dilma com diferença de 28 pontos na região Sul segundo o Ibope, essa diferença cai para apenas 9% no Datafolha. Enquanto o mesmo Aécio abre 21% de vantagem no Sudeste, no mesmo Sudeste na pesquisa Ibope, o Datafolha encontrou apenas 10% de vantagem para o tucano. Ou seja: Os bandidos que manipulam as tabelas, para não passarem o vexame de mudar tão rapidamente do primeiro para o segundo turno, combinam de tirar votos do tucano mas esqueceram de combinar a região. Deu nisso.
Está vergonhoso. Está imoral. As duas pesquisas indicam praticamente os mesmos números nas demais regiões - Norte, Nordeste e Centro Oeste -, e o resultado geral continua sendo o mesmo. É caso de cadeia. Estão fazendo o brasileiro de otário. A rede Globo também é cúmplice, pois não questiona tais números, apenas os apresenta.
É humanamente impossível dois institutos de pesquisa irem à campo numa mesma região como o Sul, nas mesmas datas, e apresentarem resultados tão distantes. É máfia. A mesma máfia que elevava a aprovação a Dilma sempre que um novo escândalo ocorria no País.
DO MEUARARIPE-RONALDOLACERDA

Coisa de retardada – Ao lado de Collor, Dilma promete combate ‘sem trégua’ à corrupção



Ao lado do governador eleito Renan Filho (PMDB), filho do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e do senador reeleito Fernando Collor (PTB), a presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (9) em Maceió (AL) que o governo dela "não varre corrupção para baixo do tapete".
Na capital alagoana, Dilma encerrou seu périplo de dois dias por cinco Estados nordestinos. Antes de chegar a Alagoas, ela passou nesta quinta por Bahia e Sergipe. Na quarta-feira (8), esteve no Piauí e na Paraíba.
Candidata à reeleição, Dilma cumprimentou Renan Filho, eleito no primeiro turno com 52% dos votos, e Collor, reeleito com 56% dos votos para o Senado. O senador e ex-presidente da República, no entanto, não foi convidado a discursar. Dilma disse que seu governo tem como princípio o "combate sem dó à corrupção, doa a quem doer".
"O meu governo não varre a corrupção para baixo do tapete. E o combate a ela tem que ser sem tréguas", disse a presidente ao lado dos políticos cujas famílias já se envolveram em diferentes escândalos. Desde o primeiro turno destas eleições, Dilma tem o apoio de Renan Filho e Collor.
Em Alagoas, Dilma conseguiu 703,6 mil votos (50%). Seus adversários, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), obtiveram, respectivamente, 356,6 mil (25%) e 311,5 mil (22%) dos votos alagoanos. Esta é a primeira vez que Dilma visita Alagoas nestas eleições. Ela não gravou participações nos programas eleitorais de Renan Filho e Collor no primeiro turno.
DO ABOBADO

CORRUPÇÃO EXPLODE, DERRETE A CAMPANHA DA DILMA E FAZ AÉCIO NEVES AVANÇAR NO 2º TURNO.

Corrupção na Petrobras derrete bandeira de Dilma



Neste vídeo da TVeja, a apresentadora Joice Hasselmann realiza um bate-papo com os jornalistas comunistas do site de Veja, Ricardo Setti e Augusto Nunes. O assunto em foco é, claro, a campanha eleitoral do segundo turno e o impacto evidente sobre o humor dos eleitores da escandalosa roubalheira na Petrobras, que vem a público em delação premiada, pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que foi nomeado pelo Lula. Aliás, Lula o tratava como "Paulinho" que, por sua vez, vamos dizer assim, se dava bem, ingualmente, com a Dilma. Afinal, Dilma presidiu o Conselho da Petrobras.
Curioso também é parte do depoimento do doleiro Alberto Youssef. Ele revela minuciosamente como o dinheiro era desviado dos cofres da Petrobras. Segundo consta, o sistema de corrupção tinha até mesmo uma ata, que registrava meticulosamente a gatunagem levada a efeito pelo PT, como fazem notar os analistas de Veja.
Como se vê, os delatores Paulinho e Youssef falam, conforme se ouve no audio, calmamente e detalhadamente, revelando em minúcias todo o esquema criminoso.
Descobre-se também a vergonhosa e deletéria atividade dos empresários das grandes empreiteiras, dentre eles peixes grandes como Odebrecht, Carmargo Correia dentre outras. Aliás, a Odebrecht, por exemplo é patrocinadora das palestras de Lula no exterior. Neste caso, o jornalista Augusto Nunes observa que Lula atua como uma espécie de "camelô" dos empreiteiros que nadam de braçada, feitos Tio Patinhas, em montanhas de dinheiro!
Ao longo do bate-papo de TVeja, os jornalistas analisam, como não poderia deixar de ser, o impacto das denúncias de roubalheiras agora delatadas em viva voz por dois de seus principais operadores. Concluem que será impossível que a revelação dessas denúncias não tenha qualquer impacto sobre a decisão do voto por parte dos eleitores. E isso, de alguma forma, já começa a aparecer nas pesquisas de intenção de voto que colocam o oposicionista Aécio Neves superando numericamente a Dilma na largada do segundo turno.
Portanto, torna-se imprescindível que todos vejam este vídeo, porquanto sintetiza de forma descontraída e até mesmo bem humorada, aquilo que todos os brasileiros devem saber sobre a verdadeira ameaça que representa ao presente e futuro dos brasileiros a eventualidade, ainda que pouco provável, do risco que seria conceder mais um mandato para esse governo desastroso do PT.
DO ALUÍZIOAMORIM
Por Augusto Nunes
Nas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira, tanto o Ibope quanto o Datafolha atribuíram 46% das intenções de voto a Aécio Neves e 44% a Dilma Rousseff. Considerados apenas os votos válidos, os índices sobem para 51% e 49%. Quer dizer que Aécio tem uma vantagem de 2 pontos percentuais? Não necessariamente. Como a margem de erro, para cima ou para baixo, é também de 2 pontos, pode ser que Dilma esteja à frente de Aécio. Tudo somado, os dois institutos informam que a situação é de “empate técnico”.
Naufragaram de novo, constatou há poucos minutos o DataNunes. Criado para antecipar-se à desmoralização imposta pelas urnas aos profetas sem rumo, o DataNunes não faz pesquisas; faz constatações. Para calcular a posição de cada candidato e a diferença que os separa, baseia-se na direção e força dos ventos e na temperatura política, aferidas pelos critérios do bom senso e do apreço à verdade. A margem de erro é inferior a zero e o índice de confiabilidade passa de 100%. Sempre que o Ibope e o Datafolha concluírem alguma pesquisa, o DataNunes divulgará um novo boletim.
O primeiro ficou pronto há meia hora. Aécio está com 53% dos votos válidos e Dilma com 47%. O candidato tucano tem uma vantagem de 6 pontos percentuais. E continua subindo.
09/10/2014-DO RDEMOCRATICA

Aécio Neves: 'O castelo de cartas do PT está desabando'

No Rio, o candidato do PSDB afirmou que depoimentos de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa mostram que corrupção na Petrobras é institucionalizada
Pollyane Lima e Silva, do Rio de Janeiro
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, durante coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (09), no Rio de Janeiro
(Ricardo Moraes/Reuters)
A campanha do PSDB está pronta para explorar maciçamente cada novo capítulo do esquema de corrupção da Petrobras. Quando chegou a seu comitê de campanha no Rio de Janeiro, para onde convocou uma entrevista coletiva no fim da tarde desta quinta-feira, Aécio Neves pediu aos jornalistas para fazer uma introdução antes de responder a perguntas. Em pauta, o principal assunto do dia: os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor Paulo Roberto Costa, afirmando que a propina abastecia o partido da presidente Dilma Rousseff. A crítica do candidato foi firme: "Chego à conclusão de que esse esquema é algo institucionalizado pelo PT. Não é a oposição que está falando, são duas pessoas envolvidas na organização criminosa. Em qualquer país do mundo, seria o maior escândalo da história. O Brasil não pode se acostumar com isso".
Considerando o assunto "extremamente grave", Aécio pediu que todas as informações sobre o caso cheguem aos brasileiros e prometeu, se eleito, qualificar a gestão pública do país. "Meu compromisso será com os resultados, não com a companheirada”, afirmou, em referência ao termo usado pelos petistas para definir os correligionários.
Confiante com a vitória e ironizando os institutos de pesquisas de intenções de votos que não identificaram sua passagem para o segundo turno com facilidade, o peessedebista disse que os ataques que já vem sofrendo de Dilma mostram o "desespero" de uma presidente que caminha para ser derrotada.
"O que eu vejo é que esse castelo de cartas no que se transformou o governo do PT está desabando. E nós estamos prontos para colocar, no lugar, uma edificação sólida", afirmou.
09/10/2014
DO R.DEMOCRATICA

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O esquema operando em 2014
A pedido do Ministério Público, Paulo Roberto deu explicações sobre uma planilha apreendida pela Polícia Federal em que aparecia uma lista de empreiteiras que, por meio dele, ajudariam nas eleições. Ele diz que a planilha se referia, especificamente, a empresas que poderiam fazer doações para a campanha de um candidato ao governo do Rio de Janeiro nas eleições deste ano. O nome do candidato não foi citado.
“Teve um candidato ao governo do Rio de Janeiro que me procurou, eu já tinha saído da Petrobras. Foi no início de 2014 e o objetivo era que eu preparasse pra ele um programa de governo na área de energia e infraestrutura de um modo geral. Participei de umas três reuniões com esse candidato e foi listada uma série de empresas que poderiam contribuir com a campanha que ele estava concorrendo. Ele me contratou para fazer o programa de energia e infraestrutura de modo geral. Listou uma série de empresas. Algumas que eu tinha contato e outras, não. Hope RH não conheço. Mendes Júnior conheço, UTC conheço, Constran nunca tive contato, Engevix conheço, IESA conheço e Toyo Setal conheço. Foi solicitado que houvesse a possibilidade de essas empresas participarem da campanha (…) Era uma candidatura para o Rio de Janeiro.”
Transpetro
O ex-diretor afirma que o esquema também funcionava em pelo menos uma das subsidiárias da Petrobras, a Transpetro, cujo presidente, Sergio Machado, é indicado do PMDB. Paulo Roberto diz ter recebido das mãos do próprio Sergio Machado 500 mil reais, a título de propina pela contratação de navios – ele diz que recebeu porque se tratava de um negócio que precisava também do aval de sua diretoria. Sergio Machado presidente a Transpetro até hoje. “A Transpetro tem alguns casos de repasse para políticos (…) Recebi uma parcela da Transpetro. Recebi, se eu não me engano, 500.000 reais. (Quem pagou) foi o presidente da Transpetro, Sergio Machado (…) Foi devido à contratação de alguns navios e essa contratação depois tinha que passar pela Diretoria de Abastecimento (…) Esse valor me foi entregue diretamente por ele (Sérgio Machado) no apartamento dele, no Rio de Janeiro.”
Rateio da propina
Costa também afirmou que a maior parte da propina cobrada na Diretoria de Abastecimento era dividida entre o PP e o PT. Ela afirma que dos 3% pagos pelas grandes empreiteiras por contratos fechadas com a Diretoria de Abastecimento, 1% ia para o PP e 2% iam para o PT. O ex-diretor revelou que a parcela que cabia ao caixa petista era administrada pela Diretoria de Serviços, encarregada de organizar as principais licitações da Petrobras, e comandada por Renato Duque, indicado do PT, que tinha como padrinho o mensaleiro José Dirceu.
“Dos contratos da área de Abastecimento, dos 3%, 2% eram para atender o PT através da diretoria de serviço. Outras diretorias, como Gás e Energia e como Exploração e Produção, também eram (do) PT. Então se tinha PT na Exploração e Produção, PT na Diretoria de Gás e Energia e PT na área de Serviços. O comentário que pautava lá dentro da companhia é que nesse caso os 3% ficavam diretamente para o PT. O que rezava dentro da companhia é que esse valor seria integral para o PT. A Diretoria Internacional tinha indicação do PMDB. Então tinha recursos que eram repassados para o PMDB na diretoria Internacional.”
Cartel de empreiteiras
O ex-diretor informou ainda que a organização criminosa que operava na estatal era muito mais sofisticada do que parecia. Segundo ele, havia um cartel de grandes empreiteiras que escolhia as obras, decidia quem as executaria e fixava os preços. Era como se a companhia tivesse uma administração paraestatal.
Por Rodrigo Rangel e Hugo Marques, na VEJA.com:
No depoimento que prestou nesta quarta-feira à Justiça, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa deu o nome dos operadores dos partidos que recebiam e administravam o dinheiro desviado da estatal. Ele afirma que a propina do PT era administrada pelo tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, que tratava diretamente com o então diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque. O operador da propina que cabia ao PMDB era o lobista Fernando Soares, também conhecido como Fernando Baiano. “Dentro do PT a ligação que o diretor de serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele. Do PMDB, da Diretoria Internacional (comandada por Nestor Cerveró), o nome que fazia essa articulação toda chama Fernando Soares.” Abaixo, segue o áudio com o depoimento, que foi liberado pela Justiça. Ouça quando tiver tempo.



Costa listou oito empreiteiras envolvidas no cartel: Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia, Iesa, Engevix, Mendes Junior e UTC – e os nomes de seus interlocutores em cada uma delas. As empreiteiras superfaturavam os custos e repassavam até 3% do valor dos contratos para os “agentes políticos”. No caso da diretoria de Abastecimento, comandada por Paulo Roberto Costa, o dinheiro desviado era dividido entre o PT, o PMDB e o PP. “Na realidade o que acontecia dentro da Petrobras, principalmente a partir de 2006 para frente, era um processo de cartelização”, afirmou.
“Ficou claro para mim esse, entre aspas, acordo prévio entre as companhias em relação às obras. Existia claramente e isso me foi dito pelas empresas que havia uma escolha de obras dentro da Petrobras e fora da Petrobras. Por exemplo, usina hidrelétrica de tal lugar, neste momento qual empresa está mais disponível para fazer? E essa cartelização obviamente resulta num delta preço (diferença de preço) excedente”, prosseguiu. “Na área de petróleo e gás, essas empresas, normalmente, entre os custos indiretos e seu lucro, o chamado BDI, elas normalmente colocam algo entre 10 e 20%. O que acontecia especificamente nas obras da Petrobras? Por hipótese, o BDI era 15%? Então se colocava em média 3% a mais. E esses 3% eram alocados para agentes políticos. Em média, 3% de ajuste político.”
Esquema financiou “várias” campanhas em 2010
Segundo Paulo Roberto, as “empresas do cartel” tinham pleno conhecimento de que a propina servia para abastecer políticos e campanhas eleitorais. O ex-diretor da Petrobras afirmou que, nas eleições de 2010, o esquema financiou “várias” campanhas. Por impedimento legal, o ex-diretor não pode revelar quais.
A propina do PP
Indicado pelo PP para a diretoria de Abastecimento, Paulo Roberto ficou milionário. Em apenas uma de suas contas no exterior foram encontrados 26 milhões de dólares. Ele e o doleiro Alberto Youssef ficavam com um pedaço da cota de propina destina ao partido. “Do 1% que era para o PP, em média, obviamente que dependendo do contrato podia ser um pouco mais um pouco menos, 60% iam para o partido, 20% era para despesas, nota fiscal, envio, etc., e os 20% restantes eram repassados 70% pra mim e 30% para Janene ou Alberto Youssef (…) Eu recebia em espécie, normalmente na minha casa ou no shopping, ou no escritório depois que eu abri a companhia minha de consultoria (…) Normalmente (quem entregava era) ou Alberto Youssef ou Janene.”
Por Reinaldo Azevedo

AÉCIO NEVES REFORÇA SEU CACIFE NO SUL DO BRASIL COM O APOIO DE SARTORI QUE LIDERA CORRIDA AO GOVERNO DO RIO GRANDE DO SUL



Este bate-papo entre a apresentadora da TVeja, Joice Hasselmann e o jornalista Augusto Nunes, oferece informações relevantes sobre o que está rolando nos bastidores da corrida presidencial neste segundo turno.
O destaque é o anúncio do apoio do peemedebista José Ivo Sartori, que lidera a corrida ao governo do Rio Grande do Sul, ao candidato Aécio Neves. Também é importante a informação de Augusto Nunes de que no Rio de Janeiro foi reativada a frente Aezão, que reúne dezenas de prefeitos que apóiam Aécio Neves.
Ao longo deste bate-papo os dois comentaristas também fazem um inventário dos apoios amealhados por Aécio Neves nesta reta final, sobrando pouco para Dilma Rousseff. Aliás, Aécio Neves desde que foram apurados os votos do primeiro turno, se mantém sem parar nas manchetes dos jornais, logo ele que praticamente havia sido esquecido quando da súbita morte de Eduardo Campos e a efêmera subida de Marina Silva.
Pelas informações disponíveis, incluindo a pesquisa publicada pela revista Época, Aécio Neves é o grande protagonista de uma fabulosa virada. A pesquisa de Época revela que Aécio largou na frente de Dilma neste segundo turno.
Vale a pena ver este vídeo pois oferece informações e análises preciosas sobre o andamento da corrida eleitoral.
DO ALUÍZIOAMORIM

Pesquisa Veritá: Aécio abre dez pontos no 2º turno


De acordo com o instituto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), tem 54,2 dos votos válidos, contra 45,2 da presidente Dilma Rousseff, do PT


Uma nova pesquisa sobre o segundo turno da sucessão presidencial atribui ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) uma vantagem de quase dez pontos sobre a presidente Dilma Rousseff, do PT. Se as eleições fossem hoje, ele teria 54,2% dos votos válidos contra 45,2% de Dilma.
A pesquisa foi registrada pelo Instituto Veritá, entre os diias 6 e 8 de outubro, com 5.165 eleitores de todo o País e registrada junto ao TSE sob o número BR-01067/2014.
Na contagem de votos nominais, Aécio teria 42%, contra 36,1% de Dilma, enquanto 17,4 ainda estão indecisos e 4,5% votariam branco ou nulo.
Na transformação dos votos nominais para votos totais, isso representaria 54,8% para Aécio, contra 45,2% de Dilma.
Ontem, uma outra pesquisa, realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas, também colocou Aécio na frente, mas por uma margem menor: 54% a 46%.
DO TRIBUNAHOJE

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Aécio 54% x Dilma 46%: primeira pesquisa sobre o segundo turno

Em levantamento exclusivo para ÉPOCA, o instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 152 municípios

ALBERTO BOMBIG
08/10/2014 17h01 - Atualizado em 08/10/2014 17h15
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Aécio Neves (PSDB) largou na frente da presidente Dilma Rousseff (PT) neste início da campanha de segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. É o que mostra uma pesquisa feita com exclusividade para ÉPOCA, pelo instituto Paraná Pesquisas. Se a eleição fosse hoje, Aécio teria 49% das intenções de voto contra 41% de Dilma. Não sabe ou não responderam somam 10%. Em votos válidos, Aécio tem 54%, e Dilma, 46%. Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os candidatos, Aécio tem 45%, e Dilma, 39%.
Pesquisa - segundo turno (Foto: Época)
O instituto Paraná Pesquisas entrevistou, entre a segunda-feira (6) e esta quarta-feira (8), 2.080 eleitores. Foram feitas entrevistas pessoais com eleitores maiores de 16 anos em 19 Estados e 152 municípios. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número BR 01065/2014. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, com uma margem de erro de 2,2% para mais ou para menos. Isso significa que a probabilidade de a realidade corresponder ao resultado dentro da margem de erro é de 95%. Se a eleição fosse hoje, a votação de Aécio variaria, portanto, de 52% a 56%; e a de Dilma, de 44% a 48% dos votos válidos.
“Podemos afirmar que Aécio Neves inicia o segundo turno com uma boa vantagem, porque herdou mais votos de Marina Silva (a terceira colocada). Vamos ver como o eleitor se comportará após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão”, afirma o economista Murilo Hidalgo, presidente do Paraná Pesquisas.
A pesquisa também avaliou a rejeição dos candidatos. Dilma Rousseff é rejeitada por 41%. Outros 32% afirmaram que não votariam em Aécio “de jeito nenhum”. Apenas 16% disseram que não rejeitam nenhum dos candidatos, e 8% não souberam ou não quiseram responder. De acordo com Hidalgo, a rejeição é sempre um fator fundamental em eleições de segundo turno.
No quesito escolaridade, Dilma é a preferida dos eleitores com apenas o ensino fundamental. Ela tem 46% das intenções, ante 45% de Aécio. Entre os eleitores com ensino superior completo, Aécio lidera com 55% das intenções, e Dilma apresenta 34%. Aécio também está na frente no eleitorado feminino, com 50% das intenções de voto, ante 40% de Dilma. Entre os homens, Aécio tem 47% das preferências, para 43% de Dilma.
DA EPOCA-GLOBO