sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Submetido a um crime, o Planalto desconversa


Há algo de podre na rede de internet da Presidência da República. Máquinas plugadas ao sistema vêm sendo usadas para alterar perfis mantidos na Wikipedia. Quando a biografia é de membro ou aliado do governo, suprimem-se verdades incômodas. Quando o texto se refere a personagens que o governo vê como inimigos, injetam-se inverdades.
Nesta sexta, soube-se que a rede do Planalto foi usada para enfiar falsidades dentro dos perfis de Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg. Já se sabia que há no governo pessoas que acreditam na tese segundo a qual o Brasil, para dar certo, precisa trocar de imprensa. Essa que está aí, viciada em imprensar, é de péssima qualidade. Descobre-se agora que alguém na sede do governo evoluiu da debilidade cerebral para a criminalidade. Virou caluniador.
Em reação às calúnias, o Planalto divulgou uma nota. No texto, informou que lamenta muito o ocorrido. Mas anotou que é “tecnicamente impossível identificar os responsáveis pelas modificações nos perfis dos jornalistas'' Alega-se que a rede é wi-fi, sem fio. Por isso, “qualquer pessoa, mesmo que estivesse em visita ao Palácio do Planalto, poderia, em tese, ter realizado as alterações''.
Investigação? Nem pensar! Faz sentido. Todo mundo sabe de antemão quem cometeu o crime. É mais ou menos como num jogo de futebol. O sujeito pode ser um Neymar, mas não marca o gol sozinho. Há por trás dele uma estrutura que prepara o chute. O roupeiro, o massagista, o treinador e todo um time em campo para preparar a jogada. No lance da Wikipedia, mal comparando, é a mesma coisa.
O PT defende a regulação da mídia. As autoridades, como comandantes de navio que se queixam do mar, atacam a imprensa. Armada a jogada, o criminoso apenas pluga o computador à rede e comete o crime. Que a Presidência não tem o mais remoto interesse de investigar. Não há inocentes nessa história, só há cúmplices.
DO JDESOUZA

Escândalo: rede de internet do Palácio é usada contra jornalistas.

Carlos Alberto Sardenberg foi um dos atingidos pela vergonhosa atuação da equipe de Dilma: seu perfil na Wikipédia foi alterado.


A rede de internet do Palácio do Planalto foi usada para fazer alterações nos perfis dos jornalistas Míriam Leitão, colunista do GLOBO, e Carlos Alberto Sardenberg, da CBN e Rede Globo, na Wikipédia, com o objetivo de criticá-los. O IP 200.181.15.10, da Presidência da República, foi usado na enciclopédia colaborativa virtual para fazer alterações em maio do ano passado. O IP é uma espécie de identidade digital que permite saber de onde partiram as modificações. No entanto, apenas os administradores da rede do Planalto têm como saber exatamente qual equipamento do local foi usado.
As mudanças ocorreram em uma sexta e uma segunda-feira, dias 10 e 13 de maio. A primeira alteração no perfil de Míriam Leitão, feita dia 10, às 16h43m, foi para qualificar análises suas como “desastrosas”. Três dias depois, às 18h32m, a rede da Presidência voltou a ser usada para incluir trechos contra a jornalista, desta vez associando-a ao banqueiro Daniel Dantas: “Míriam Leitão fez a mais corajosa e apaixonada defesa de Daniel Dantas, ex-banqueiro condenado por corrupção entre outros crimes contra o patrimônio público. A forma como Míriam Leitão se envolveu na defesa de Dantas chamou a atenção de Carlos Alberto Sardenberg, seu companheiro na CBN, para quem a jornalista estava diferente naqueles dias. Para Míriam Leitão, apesar do vídeo que flagrava o suborno a um delegado da Polícia Federal, a prisão de Dantas não se justificava, posto que se tratava de coisas do passado”. Confira infográfico com detalhes das mudanças.
Por fim, às 18h50m, o mesmo IP fez uma última alteração no perfil da jornalista:
“Um dos maiores erros de previsão ocorreu durante a Crise Financeira Internacional. Em 29/06/2009, Míriam Leitão escreveu o seguinte sobre a previsão de crescimento do Ministro Guido Mantega de 4,5% do PIB de 2010: ‘Ele fez uma afirmação de que em 2010 o Brasil está preparado para crescer 4,5%. É temerário dizer isso’. Contrariando o pessimismo de Míriam Leitão, o Brasil cresceu 7,5% naquele ano”.
Procurada pela reportagem, Míriam mostrou-se surpresa com o uso da estrutura do Palácio e desmentiu as acusações:
— É mentira que eu tenha defendido Daniel Dantas. Acho que é espantoso que um órgão público, ainda mais o Palácio do Planalto, use recursos e funcionários públicos para fazer esse tipo de ataque a jornalistas, quando deveria estar dedicado às questões de Estado.
‘É IMORAL, É ANTIÉTICO’
Com Carlos Alberto Sardenberg, a disposição foi semelhante. No dia 10, às 12h51m, quatro horas antes das alterações no perfil de Míriam, o IP do Planalto começou a fazer mudanças no perfil do jornalista. O texto anteriormente publicado já dizia que o âncora da CBN e da Rede Globo era um forte crítico das políticas econômicas de Lula e Dilma, então o equipamento no Planalto adicionou: “... principalmente em relação aos cortes de juros promovidos nesses governos. É irmão de Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, instituição que tem grande interesse na manutenção de juros altos no Brasil, uma medida geralmente defendida também por Carlos Alberto Sardenberg em suas colunas. Já cometeu erros notáveis em suas previsões, como afirmar que ‘(...)a economia mundial segue em marcha de sólido crescimento. Sólido porque não é nenhuma bolha financeira (...)’ um ano antes de estourar a crise mundial de 2008”.
Três dias depois, às 14h31m, o IP do Planalto foi então usado para criticá-lo explicitamente: “A relação familiar denota um conflito de interesse em sua posição como colunista econômico”.
Procurado, Sardenberg reagiu:
— Minhas opiniões são sempre muito claras. A política do Banco Central tem sido muito errática e sem uma lógica, tanto é que fizeram uma redução de juros forte e, depois, tiveram que subir, então, é óbvio que está errado. É evidente que minha posição é claramente crítica a esse governo. Esse é um debate de ideias, agora dizer que, porque meu irmão trabalha na Febraban, sou lacaio dos bancos é uma canalhice, uma baixaria. É imoral, é antiético, porque você coloca no perfil uma ilação. Usando um equipamento do governo, se faz uma ilação que não pode ser feita — afirmou.
Ao longo dos três anos e meio do governo Dilma, o IP da Presidência foi usado para realizar cerca de 170 alterações na Wikipédia. Muitas modificaram verbetes relativos a órgãos ligados à Presidência e de ministros e ex-ministros como Moreira Franco, Antonio Palocci, Thomas Traumann, Ideli Salvatti e Alexandre Padilha, além do assessor especial da presidente, Marco Aurélio Garcia, e do vice-presidente, Michel Temer.
O Palácio do Planalto afirmou que “o número do protocolo de internet (IP) citado pela reportagem é o endereço geral do servidor da rede sem fio do Palácio do Planalto. Isso significa que qualquer pessoa que utilizou essa rede via internet móvel terá como endereço de saída este número geral de IP. Por isso, não é possível apontar com segurança a identidade de quem alterou os textos citados pela reportagem a partir deste número de IP em maio de 2013”. (O Globo).
DO ORLANDOTAMBOSI

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A charge de SPONHOLZ: o PT e o processo contra a blogueira

Se reprisar num debate na TV o palavrório sem pé nem cabeça sobre a CPI dos Farsantes, a mulher que fala dilmês vai abreviar o naufrágio do barco sem rumo

Encerrada a sabatina promovida nesta quarta-feira pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a programação foi em frente com a sequência de cinco perguntas a Dilma Rousseff formuladas por jornalistas escolhidos por sorteio. A presidente pareceu pouco à vontade com a primeira, que tratou de questões econômicas. Pareceu mais tranquila com as três seguintes, que versaram sobre assuntos agrícolas. A quinta e última quis saber o que tinha a dizer a entrevistada sobre o envolvimento de servidores do Palácio do Planalto na trama forjada para reduzir a CPI da Petrobras a uma ação entre comparsas infiltrados no Congresso e no governo.
Antes que a pergunta chegasse ao fim, a fisionomia de Dilma avisou que o copo até aqui de cólera começara a transbordar. O palavrório reproduzido pelo site de VEJA permite contemplar a erupção retórica que sacudiu a cabeça que preside o país há mais de três anos e meio. Em poucos segundos, o neurônio solitário enriqueceu a paisagem do Brasil Maravilha com outro monumento à maluquice construído apenas com vogais e consoantes. Confira:
“Vou te falar uma coisa. Acho extraordinário. Primeiro porque o Palácio do Planalto não é expert em petróleo e gás. O expert em petróleo e gás é a Petrobras. Eu queria saber se você pode me informar quem elabora perguntas sobre petróleo e gás para a oposição também. Muito obrigada. Não é o Palácio do Planalto nem nenhuma sede de nenhum partido. Quem sabe das perguntas sobre petróleo e gás só tem um lugar. Pergunta só tem um lugar no Brasil. Eu diria vários lugares no Brasil: a Petrobras e todas as empresas de petróleo e gás.  Você sabe que há uma simetria de informação entre nós, mortais, e o setor de petróleo. É um setor altamente oligopolizado, extremamente complexo tecnicamente. Acho estarrecedor que seja necessário alguém de fora da Petrobras formular perguntas para ela”.
Reveja sem pressa a catarata de frases sem pé nem cabeça. É inútil chamar o intérprete: o dilmês primitivo não tem tradução em língua de gente. É inútil chamar o psiquiatra: cérebro baldio não tem conserto. Tampouco adianta chamar o marqueteiro: nem o maior dos tribunos poderá decorar o que será dito necessariamente de improviso. É impossível, portanto, impedir que Dilma Rousseff protagonize derrapagens semelhantes à ocorrida há poucas horas.
Imagine a presidente, no meio do debate na TV, reincidindo num falatório tão alucinado quanto o produzido neste 6 de agosto. Em vez de comentar por 1 minuto o que acabou de ouvir, como estabelecem as regras dos duelos do gênero, o adversário da candidata ao segundo mandato deve confessar que não entendeu nada, doar os 60 segundos à  adversária e pedir-lhe que use esse tempo para tentar explicar o que quis dizer. Isso bastará para consumar o naufrágio do barco pilotado por uma navegante sem rumo.
DO AUGUSTO NUNES

Assessor do Palácio admite atuação na CPI, mas acha o absurdo normal… Ou: Um Zé Mané arrogante acha que pode dar pito na oposição; Dilma perdeu o controle!

Que gente exótica. Luiz Azevedo, braço-direito do ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, veio a público por meio de uma nota oficial para admitir que atuou, sim, na tramoia para fraudar qualquer resultado eventualmente honesto que pudesse ter a CPI da Petrobras no Senado. A VEJA revela a conspirata na sua mais recente edição. A Folha desta quarta informa que Azevedo fez parte da linha de frente do imbróglio. O governo tentou negar que estivesse envolvido até o pescoço no rolo. A presidente Dilma disse a respeito coisas incompreensíveis (vejam post). Mas não dava mais para disfarçar.
E não é que Azevedo, em sua nota,  parece ungido por Deus para cumprir uma missão? É… O homem não trabalha na Petrobras. O homem não trabalha no Senado. O homem não é assessor de parlamentar petista. Mesmo assim, ele revela o que parece ser uma tarefa passada pelo próprio Deus na sarça ardente da empulhação petista: “evitar o uso político eleitoral da CPI”. Quem é esse para se considerar protagonista de tal missão? A sua nota é o retrato de um tempo. Eu a reproduzo na íntegra. Volto em seguida.
Presidência da República
Secretaria de Relações Institucionais
Sobre matéria publicada na Folha de São Paulo – Ação na CPI da Petrobras foi combinada com assessores do Planalto
A respeito da matéria publicada nesta quarta-feira (6), no jornal Folha de São Paulo, esclareço: enquanto funcionário da Secretaria de Relações Institucionais, possuo duas atribuições fundamentais no tocante à CPI da Petrobras – relação com a estatal, para que a mesma atenda de forma organizada as demandas da Comissão com transparência e eficiência; e com os parlamentares da base e da liderança do governo.
Atuo em ambas as frentes para que todos os esclarecimentos, dados e fatos sejam prestados pela empresa, visando assegurar a qualidade das informações, evitando, dessa forma, o uso político eleitoral da CPI.
Por se tratar de uma ação investigativa do parlamento envolvendo uma empresa estatal, evidentemente a articulação política do governo não deve se omitir de participar dos debates com parlamentares, inclusive para a formação do roteiro e da estratégia dos trabalhos. Trabalhos esses que foram, desde o início, boicotados pela oposição, que agora se utiliza de oportunismo para explorar politicamente o factoide criado.
Em nenhum momento nossa atuação feriu as atribuições e soberania do parlamento, que preserva suas prerrogativas com denodo e independência.
Luiz Azevedo
Secretário Executivo da Secretaria de Relações Institucionais
Volto
Trata-se de uma notável coleção de absurdos. A nota já começa estupidamente errada quando este senhor afirma: “enquanto funcionário da Secretaria de Relações Institucionais, possuo duas atribuições fundamentais no tocante à CPI da Petrobras”. Como é que é? Este cara não tem de ter papel nenhum na comissão. Se tem dois, então é uma barbaridade duplicada.
Sem vergonha, sem constrangimento, ele diz quais são esses papéis:
1: atuar pra que a empresa forneça todos os dados;
2: fazer uma articulação com a base de apoio.
Eis um caso notável em que não se distinguem partido, empresa, Estado e governo. Tudo acaba submetido à mesma lógica e à mesma hierarquia. Ainda que ele estivesse bem intencionado, a Petrobras tem de fornecer as informações porque deve satisfações ao público, mormente porque é uma empresa de capital aberto. Um dos papéis de um secretário-executivo de Relações Institucionais é manter uma interlocução com o Congresso, com o Poder Legislativo, não apenas como uma fatia dele. Até porque não se trata de um trabalho de convencimento em favor de um projeto de lei ou de uma medida do Executivo. Ao contrário: o que se fez, de forma clara, arreganhada, explícita, foi tentar encabrestar o Parlamento.
Essa gente perdeu a noção do ridículo. Agora, assessor de segundo escalão se acha no direito de emitir nota pública com críticas à oposição… Alguém elegeu esse cara para alguma coisa? Ele já se submeteu ao crivo popular? Além de ser pego fora do lugar, fazendo o que não deve, arvora-se também em ombudsman da oposição.
Vai levar muitos anos para que o país se recupere da degradação institucional a que o submeteu o PT. Mas será preciso começar em algum momento. Antes tarde do que nunca. Um Zé Mané arrogante acha que pode dar pito na oposição. Dilma perdeu o que nunca teve: o controle do governo.
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

CPI da Petrobras: Dilma foi pega na mentira

Ela negou que o governo tenha participado da armação, mas logo depois o secretário executivo Luiz Azevedo CONFIRMOU ter participado das tais reuniões.

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O tema da semana é a fraude na CPI da Petrobras, com direito a vídeo e tudo (vejam aqui). E agora, mais essa: Dilma é pega na mentira. E na cara dura. Confiram a seguinte reportagem do Estadão (trechos a seguir):
“A presidente Dilma Rousseff negou nesta quarta-feira, 6, envolvimento do Palácio do Planalto na suposta combinação de perguntas e respostas feitas na CPI da Petrobrás à cúpula da estatal. Dilma disse achar “estarrecedor” ser necessário que pessoas não ligadas à petroleira elaborem questões para a Petrobrás (…)
No início da noite, o secretário executivo da Secretaria de Relações Institucionais, Luiz Azevedo, divulgou nota em que afirma ter participado de discussões com parlamentares para elaborar qual seria a estratégia dos trabalhos dos senadores aliados na CPI.” (grifos nossos)
Não basta o flagrante na armação toda, ainda por cima mais essa mentira. É inacreditável a cara-de-pau dessa gente quando é pega em flagrante. O que ela dirá agora? Até os colunistas amigos ficam pendurados na brocha desse jeito.
Dilma, aliás, consegue uma façanha impressionante: é totalmente desconexa e sem sentido em praticamente todas as suas falas, mas possui extrema desenvoltura retórica na hora de contar lorotas.
A rapaziada vai ter que cortar um dobrado para arrumar esses dois discursos. Pelo histórico, chega a dar certa pena do pobre coitado que pagará caro por ter falado a verdade e exposto a “chefa” dessa forma.
DO IMPLICANTE

Marconi lidera com 43,2% das intenções de voto


HELTON LENINEDM
O governador Marconi Perillo (PSDB) lidera a disputa para o Governo de Goiás com 15,4 pontos porcentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB), mostra a terceira rodada da pesquisa Veritá, realizada entre os dias 28 e 30 de julho. O tucano tem 43,2% das intenções de votos e o peemedebista obtém 27,8%, segundo o levantamento.
O candidato do PSB, Vanderlan Cardoso, aparece na terceira posição, com 6,2% das intenções de voto. O pessebista está empatado com o candidato do PT, Antônio Gomide, que tem 4,1% das intenções de voto, mostra o levantamento. O candidato do PSOL, professor Weslei, tem 1% dos votos. A candidata do PCB, Marta Jane, tem 0,5%. Alexandre Magalhães, do PSDC, tem 0,4%.
Os eleitores que afirmam que votariam em branco ou nulo somam 9,7% e 7,2% afirmam estar indecisos quanto à escolha do candidato a governador. O Veritá entrevistou 2.203 eleitores em todo o Estado. A margem de erro da pesquisa é de 2,09 pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Em porcentual de votos válidos, Marconi tem 52% das intenções e Iris aparece com 33,4%. Os números mostram que a eleição pode ser definida já no primeiro turno, com a vitória do tucano. Vanderlan tem 7,4% dos votos válidos e Gomide, 5%.
Na espontânea, Marconi tem 32%
A vantagem do governador Marconi Perillo (PSDB) sobre o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) na corrida pelo Governo de Goiás é ainda maior na pesquisa espontânea, mostra a última rodada da pesquisa Veritá, realizada entre os dias 28 e 30 de julho. O tucano tem 32% das intenções, diante de 17% do peemedebista.
Vanderlan Cardoso (PSB) tem 3,3% das intenções e Antônio Gomide tem 2%. Professor Weslei (PSOL) e Marta Jane (PCB) têm menos de 1% das intenções e o candidato do PSDC, Alexandre Magalhães, não foi citado. Os eleitores que afirmam estar indecisos somam 38,1% e aqueles que afirmam que votarão em branco ou nulo totalizam 7,2% dos eleitores entrevistados.
Marconi vence Iris em eventual segundo turno
O governador Marconi Perillo (PSDB) venceria o ex-prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB) numa eventual disputa de segundo turno, mostra a pesquisa Veritá realizada entre os dias 28 e 30 de julho. O tucano tem 48,4% dos votos válidos, diante de 34,5% obtidos pelo peemedebista.
Os eleitores que disseram não saber em quem votariam ou não responderam à pergunta totalizam 4,4% dos eleitores. Outros 12,7% afirmaram que votariam em branco ou anulariam o voto da disputa de segundo turno.
Em votos válidos – em que se excluem brancos, nulos e indecisos – Marconi tem 58,4% das intenções de votos, diante de 41,6% de Iris.
Vilmar cresce na corrida ao Senado, Caiado cai
O deputado federal Vilmar Rocha (PSD) reduziu a diferença em relação ao deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) na disputa para a vaga da eleição ao Senado, mostra a última rodada da pesquisa Veritá, realizada entre os dias 28 e 30 de julho. O parlamentar do DEM tem 29,9% das intenções de voto e o deputado pessedista alcança 16,5% das intenções.
Na comparação com a rodada anterior, realizada entre os dias 9 e 12 de julho, a distância de Vilmar para Caiado caiu de 15,9 pontos porcentuais para 13,4 pontos porcentuais. A suplente de deputada federal Marina Sant’Anna (PT), que tinha 14,9% das intenções de votos na rodada anterior, tem agora 14,3%, mostra o Veritá.
Na rodada atual, o candidato do PSB, Aguimar Jesuíno, tem 1,4% das intenções de voto, Antônio Neto, do PCB, obtém 1,3%. Elder Sampaio (PSOL) e Aldo Muro (PSDC) têm 0,5% cada.
O porcentual de eleitores indecisos soma 19,4% dos eleitores entrevistados e 16,3% afirmam que votarão em branco ou nulo para o Senado.
Aécio está à frente de Dilma
O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), lidera a disputa na preferência do eleitorado goiano, mostra a última rodada da pesquisa Veritá. O tucano tem 31% das intenções de votos, diante de 29,5% da petista.
O candidato do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, aparece com 6% das intenções de votos. Pastor Everaldo, do PSC, tem 3,4% das intenções. Os demais candidatos não alcançaram 1% das intenções.
Os eleitores que afirmam que votarão em branco ou nulo somam 15,1% dos eleitores entrevistados e 13,1% não saber em quem votarão para presidente da República ou não responderam à pergunta.
Em votos válidos, Aécio tem 43,1% das intenções, diante de 41,1% de Dilma. Eduardo Campos tem 4,3%. Pastor Everaldo obtém 4,7% das intenções e os demais candidatos não atingiram 1% dos votos válidos.
Na disputa de segundo turno, Aécio vence Dilma com folga. O tucano tem 42,5% dos votos, enquanto a petista tem 33,9% das intenções. Os eleitores que afirmam que votarão em branco ou nulo somam 16,9% e 6,7% afirmaram que não sabem em quem votar ou não responderam.

AGORA, É PRECISO INVESTIGAR SENAC, SESC, SEBRAE, SENAI E AS OUTRAS ENTIDADES DO SISTEMA S

Carlos Newton 
Tribuna da Internet
As primeiras entidades do chamado Sistema S foram criadas pelo governo Eurico Dutra em 1946, como instituições complementares ao esforço para melhorar a qualidade da educação e elevar a escolaridade e a profissionalização dos trabalhadores brasileiros, especialmente na indústria e no comércio.
Quase 80 anos depois, pela primeira vez surgem escândalos de mordomias, nepotismos e favorecimentos atingindo o SESI (Serviço Social da Indústria), em denúncia publicada no final de semana pela revista “Época”, envolvendo o ex-presidente Lula e integrantes da alta cúpula do PT, como o ex-tesoureiro Delúbio Soares e os ex-deputados Jair Meneguelli e João Paulo Cunha.
Agora, é preciso investigar os demais órgãos do chamado Sistema S, pois tudo indica que também estejam enfrentando o mesmo problema de aparelhamento político/pessoal/familiar. Mas certamente não se chegará ao impressionante estágio de putrefação que se registra no SESI. E o motivo é simples: há diferenças nos decretos que criaram  as entidades do Sistema S, fazendo com que a exploração por predadores políticos seja bem mais facilitada no SESI e no SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), porque seus principais dirigentes são nomeados diretamente pelo presidente da República.
APARIÇÕES Marlene (à esq.), nora de Lula, só apareceu no trabalho depois de ÉPOCA perguntar por ela. Márcia (à dir.), mulher do mensaleiro João Paulo Cunha, estava em casa (Foto: Rogério Cassimiro/ÉPOCA)
Duas fantasmas: Marlene, nora de Lula, e Márcia, mulher de João Paulo Cunha
Nomeado pelo então presidente Lula, Jair Meneguelli abandonou a carreira política e se sentiu à vontade para fazer um verdadeiro festival de favorecimentos no SESI, chegando ao ponto de criar uma sucursal do SESI em São Bernardo do Campo, com a única e exclusiva finalidade de facilitar a vida de duas funcionárias fantasmas (uma das noras de Lula e a mulher de João Paulo Cunha), num ato administrativo de extrema audácia e total despudor.
A nora de Lula, que alegou ter ganhado a sinecura no SESI por ser “formada em Eventos”, e a mulher do ex-deputado mensaleiro João Paulo Cunha, que se diz especialista em “Marketing”, são exemplo de uma realidade revoltante, que mostra até onde o PT pode descer na vala da corrupção.
É preciso ficar claro também que em outros serviços sociais (como o SESC, do Comércio, e o SEST, do Transporte), o nepotismo e o favorecimento ficam respectivamente por conta da apropriação indébita da Confederação Nacional do Comércio pelo empresário Antonio Oliveira Santos, que há mais de 30 anos está à frente da entidade e nomeia os dirigentes do SESC, e por conta da ditadura imposta na Confederação Nacional do Transporte por seu eterno presidente, o empresário Clésio Andrade, que chegou a ser senador da República e renunciou recentemente ao mandato, para não ser julgado por corrupção pelo Supremo. Com a renúncia, o processo vai baixar para a Justiça Federal em Minas e o presidente da CNT acabará beneficiado pela prescrição dos crimes.
Por fim, que fique claro: mesmo nos serviços sociais em que o presidente da República não nomeia dirigentes, sempre há um jeito de ajudar os amigos, através das múltiplas vagas no Conselho de Administração que ficam reservadas para os Ministérios.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Detenção de Tuma revela o bolivarianismo latente do governo Dilma

Anotem: quanto mais se aproxima a data das eleições, mais ataques aos direitos individuais e ao Estado de Direito teremos pela frente. Desesperado com a derrota, o lulopetismo passa a expor sua carranca totalitária. O Estado Policial, instalado pelos ptistas e denunciado por Tuma Jr., confirma o que ele escreveu no livro Assassinato de Reputações:
Por volta da 11 horas desta terça-feira, quatro policiais federais estiveram no escritório do delegado Romeu Tuma Júnior, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, com ordens para conduzi-lo coercitivamente à Superintendência da Polícia Federal. Tuma Júnior se recusou a acompanhar os agentes, alegando que a condução era ilegal.
Mais tarde, ele compareceu à sede da PF para prestar esclarecimentos sobre o livro Assassinato de Reputações — Um Crime de Estado (Topbooks; 557 páginas), que narra os bastidores do que ele viu, ouviu e, principalmente, acompanhou de perto quando ocupou o cargo de ex-secretário Nacional de Justiça do governo Lula
Tuma Júnior afirmou que passou cerca de 40 minutos na sede da PF, mas não respondeu a nenhuma pergunta. Ele disse que já havia prestado esclarecimentos sobre o conteúdo do livro em procedimento aberto pela Delegacia Fazendária da PF no ano passado. "Hoje só registrei meu repúdio, já havia sido ouvido. Apontei minha repulsa em se conduzir um advogado coercitivamente sem comunicar à OAB. A polícia está aparelhada, a gente nunca sabe o que vai acontecer."
Na chegada dos policiais ao escritório de Tuma Júnior, houve discussão e muito bate-boca. Os policiais informaram que o delegado deveria acompanhá-los para prestar depoimento na investigação que tem o objetivo de esclarecer as acusações que ele fez contra membros importantes do governo passado, como o então chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e o ex-ministro da Justiça Tarso Genro (hoje governador do Rio Grande do Sul).
Em seu livro, o delegado revelou que a estrutura do governo petista era usada para produzir dossiês contra adversários políticos. Ele também teria ouvido do ministro Gilberto Carvalho a confissão de que o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel teria sido assassinado depois de descobrir um esquema clandestino de arrecadação de dinheiro para beneficiar o PT. Atual secretário-geral da Presidência da República, Carvalho, segundo o relato do delegado, teria confessado também ter transportado dinheiro de corrupção para abastecer o caixa eleitoral do PT.
Tuma Júnior se recusou a acompanhar os agentes, alegando que a condução era ilegal. Ele disse que um dos federais informou apenas que estava cumprindo “ordens de Brasília”. “Estive lá na PF um vez e nem inquérito havia”, disse o delegado. Isso é perseguição política”, afirmou. (Veja).
DO ORLANDOTAMBOSI

Depois de esclarecido o “caso do aeroporto”, os sherloques da imprensa especializados em mistérios da aviação civil têm tempo de sobra para investigar as viagens clandestinas de Rosemary Noronha a bordo do Aerolula

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Em 2 de agosto, no noticiário sobre a escala em Montes Claros da trupe governista, a Folha de S. Paulo expôs na vitrine o lixo despejado pelo palanque ambulante e escondeu a vassoura finalmente sobraçada por um oposicionista de alta patente. “Dilma e Lula ironizam Aécio por ter feito aeroporto em terra de tio”, berrou a manchete da página A6. Três dias antes, num artigo publicado no mesmo jornal, o candidato do PSDB à Presidência admitiu ter usado quatro ou cinco vezes o aeródromo de Cláudio, reconheceu que deveria ter verificado previamente a situação legal da pista e, de novo, provou que não cometeu nenhuma irregularidade.
Alheios às explicações de Aécio, o enviado especial e o editor abriram a reportagem com a transcrição sem ressalvas do palavrório de Dilma. “Nós aumentamos a capacidade dos aeroportos em 67 milhões de passageiros e ninguém ficou com a chave desses aeroportos”, elogiou-se a supergerente de araque que só improvisou puxadinhos, enxerga multidões inexistentes nos saguões, inventou a privatização com codinome, entregou a empreiteiros amigos as chaves dos principais aeroportos e mantém engavetados os 800 novinhos em folha que prometeu inaugurar ainda em 2014.
O desfile de fantasias, insultos insinuados e bazófias difamatórias prosseguiu com a reprodução de um trecho da entrevista de Lula à Gazeta do Norte de Minas: “O Estado não pode ser tratado como propriedade para benefício de uma família”, provocou o ex-presidente ao comentar o “caso do aeroporto”. Mesmo para a oposição mais gentil da história  republicana, passou da conta a aula de ética proferida pelo pai do Lulinha e provedor de Rosemary Noronha. Só então, pela primeira vez desde a divulgação parcial das maracutaias descobertas pela Polícia Federal em novembro de 2012, o oportunista que vive confundindo o público e o privado foi confrontado com o escândalo que protagonizou ao lado de Rosemary Noronha.
Coube ao ex-deputado Pimenta da Veiga cutucou a fratura exposta: “Misturar assuntos pessoais com assuntos de governo não é prática do PSDB”, advertiu a nota oficial divulgada pelo candidato do PSDB ao governo mineiro, antes da frase de 23 palavras que merecia virar manchete de primeira página em todos os jornais que prezam a inteligência dos leitores: “O presidente perdeu mais uma boa oportunidade para dar as explicações que o Brasil aguarda há muito tempo sobre pessoas da sua intimidade”.
Embora Pimenta da Veiga não tenha identificado pelo nome e sobrenome a larápia que o então chefe de governo transformou em segunda-dama, chefe do escritório paulista da presidência e passageira clandestina do AeroLula, a Folha tratou  de confinar o histórico revide em dois parágrafos. O Globo e o Estadão, que também destacaram o lixo, não concederam uma única e escassa linha à vassoura desfraldada por Pimenta da Veiga. Cabe ao exército de Aécio intensificar a ofensiva até que Lula já não possa fingir que nada ouviu, até que a imprensa dócil seja forçada a curar a miopia seletiva.
É hora de trocar mensagens cifradas por recados com todas as letras. Os oposicionistas sem medo precisam deixar claro que Lula deixou de ser inimputável., e que a licença para pecar ultrapassou o prazo de validade. Como registra o post reproduzido na seção Vale Reprise, faz 620 dias que o chefão da seita foge de pelo menos 40 perguntas vinculadas ao caso Rose. Faz mais de um ano e meio que a oposição e os bravos rapazes da imprensa se dispensam de perguntar-lhe o que não tem resposta.
Durante 10 dias, repórteres dos três maiores diários brasileiros exigiram que Aécio Neves revelasse quantas vezes utilizara o “aeroporto” de Cláudio. Agora que o segredo foi desvendado, os sherloques especializados em mistérios da aviação civil têm tempo de sobra para investigar o enigma muito mais relevante. Para facilitar o trabalho dos repórteres, a coluna enfileira dez perguntas que envolvem a dupla Lula e Rosemary.
1. Quantos vezes o Aerolula decolou com Rosemary Noronha a bordo?
2. Quais os motivos da inclusão de Rose na comitiva presidencial em pelo menos 20 viagens internacionais?
3. Por que foi contemplada com um passaporte diplomático?
4. Quem autorizou a concessão do passaporte?
5. Por que o nome de Rosemary Noronha nunca apareceu nas listas oficiais de passageiros do avião presidencial divulgadas pelo Diário Oficial da União?
6. Quem se responsabilizou pelo embarque de uma passageira clandestina?
7. Por que Marisa Letícia e Rose não eram incluídas numa mesma comitiva?
8. Quais eram as tarefas confiadas a Rose durante as viagens?
9. Todo avião utilizado por autoridades em missão oficial é considerado Unidade Militar. Os militares que tripulavam a aeronave sabiam que havia uma clandestina a bordo?
10. Como foram pagas e justificadas as despesas de uma passageira que oficialmente não existia?
Não é tudo. Mas já basta para autorizar a decolagem rumo à verdade.
DO AUGUSTO NUNES-REV VEJA

A REFINARIA DE MENTIRAS DA FOLHA DE S. PAULO

Que vergonha a Folha de S. Paulo escrevendo um editorial mambembe, tergiversando de forma matreira, tentando deslocar o foco da farsa da CPI da Petrobras, sem contar que põe em causa a reportagem da revista Veja que revelou à Nação uma barbaridade que chega a ser grotesca.
Espremendo bem esse editorial que transcrevo após este prólogo, sobra para o Poder Legislativo, que é geni. Ora, o Poder Legislativo é uma instituição democrática fundamental. Não se trata, no que tange à manipulação da CPI, de atirar pedras no Poder Legislativo que é uma expressão mais eloquente da democracia num Estado de Direito Democrático.
O editorialista da Folha de S. Paulo é, acima de tudo um cínico, um mentiroso que sonega a verdade do que ocorreu e está ocorrendo no Congresso Nacional, todo ele aparelhado pelo PT. Todos sabem que o Legislativo vem sendo demolido desde o dia em que Lula subiu a rampa do Palácio. E, para jogar a pá de cal, a Dilma recentemente assinou o famigerado decreto bolivariano 8.243 que cria os "sovietes", ditos conselhos populares que definirão as políticas públicas. Ou alguém acredita que o PT é um partido democrático?
A instituição, o Poder Legislativo, é pura, quem a conspurca são os homens! E nunca, na história deste país, o Legislativo foi tão enxovalhado commo na útima década para servir aos apetites de poder sem limites do PT.
Diga isto, editorialista da Folha de S. Paulo! Diga a verdade que todo mundo sabe qual é! 
O que acaba de ocorrer com a farsa da CPI, montada pelo governo do Lula, da Dilma e seus sequazes é um crime! Num país verdadeiramente democrático e sério seria imediatamente aberto um processo de impeachment contra a Dilma, haja vista que o esquema todo partiu de dentro do Palácio do Planalto, como é acintosamente evidente na reportagem da revista Veja.
Simples assim. Diz o velho adágio que quem não deve não teme. E o governo do PT está fazendo o diabo para esconder a maior falcatrua da história da Petrobras, toda ela aparelhada pelo PT. O caso da negociata bilionária de Pasadena que avariou as finanças da estatal é um uma afronta ao povo brasileiro e por isso mesmo terá, sim, um impacto decisivo na eleição presidencial, impacto esse que a Folha de S. Paulo tenta minimizar a ponto de implicitamente questionar "se" a reportagem de Veja é fiel aos fatos.
A Folha há muito tempo deixou de honrar o seu slogan "Um jornal a serviço do Brasil”. Tornou-se um jornal a serviço do PT e seus acólitos. Esta é a verdade que salta imediatamente aos olhos de que acompanha diariamente esse jornal.
E para não dizerem que estou inventando coisas, transcrevo na íntegra o citado editorial, cujo título é “Refinaria de mentiras”. Leiam:
"O enfrentamento de governo e oposição em palcos como a campanha eleitoral e as comissões parlamentares de inquérito têm, vez ou outra, a utilidade de balançar as cortinas que ocultam os bastidores de grandes negociatas.
A propaganda política ainda conta com efeitos especiais para tapar as frestas abertas, mas esse recurso nem sempre está à disposição nas CPIs ­­e o que se vê é um espetáculo mambembe, em que raramente alguém sai nocauteado.
O caso Pasadena não representa exceção à regra, como indica a fraude noticiada pela revista "Veja". Se confirmada a armação comentada por funcionários da Petrobras no vídeo que serve de base à reportagem, chega­se muito perto da total desmoralização das CPIs.
As imagens mostram o chefe do escritório da Petrobras em Brasília e um advogado da empresa. Eles trocam informações sobre formas seguras de fazer chegar perguntas preparadas pelo governo a depoentes na comissão do Senado.
O "gabarito" teria sido contrabandeado pelo senador José Pimentel (PT­CE) à atual presidente da Petrobras, Graça Foster, ao ex­presidente da estatal José Sérgio Gabrielli e ao ex­diretor da área internacional Nestor Cerveró.
No vídeo, afirma­se que as questões combinadas foram obra de Paulo Argenta, assessor da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
A compra da refinaria nos EUA, vale lembrar, subiu à condição de escândalo com ajuda da presidente Dilma Rousseff (PT). Ela, que presidia o conselho da Petrobras à época da malfadada transação bilionária, buscou eximir­se de responsabilidade pelo fiasco atribuindo sua aprovação a um parecer malfeito.
A manobra estimulou a conjectura de que, para além de incompetência da direção da estatal, tenha havido irregularidade e má­fé no prejuízo causado pela aquisição.
Sob pressão, o Congresso criou duas CPIs para o caso, e em ambas o Planalto fez de tudo para manter o controle. Na primeira, no Senado, garantiu sólida maioria ­­e, mesmo assim, terá sentido a necessidade de manipular depoimentos.
Na CPI mista aberta em seguida, o governo petista instalou como presidente o mesmo condutor da comissão do Senado, Vital do Rêgo (PMDB­PB). Para relator elegeu o fiel deputado Marco Maia (PT­RS), garantia de poder sobre pauta e agenda de testemunhos.
Todo esse empenho é decerto proporcional à gravidade ainda mal vislumbrada do escândalo Pasadena e seu potencial de dano nas urnas. O Legislativo, porém, mais uma vez se contenta com encenar uma pantomima subserviente."
DO ALUÍZIO AMORIM

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Dilma virou chefe de um governo ‘nada a ver’

Josias de Souza
Alan Marques/FolhaO governo não tem nada a ver com o conluio entre investigadores e investigados da CPI da Petrobras. Nesta segunda-feira, Dilma Rousseff disse que cabe ao Congresso responder sobre a suspeita de que os depoentes da CPI tiveram acesso prévio às perguntas que lhes seriam dirigidas pela infantaria governista na comissão.
Os indícios da farsa saltam de um vídeo gravado nas dependências do escritório da Petrobras em Brasília. Mas o governo não tem nada a ver com isso. As imagens exibem uma conversa na qual soam as vozes do chefe da Petrobras na Capital, José Eduardo Sobral Barrocas, e do advogado da estatal, Bruno Ferreira. O governo não tem nada a ver com isso.
No diálogo, trama-se o repasse prévio das perguntas —e até das respostas— da CPI, por baixo a mesa, para Graça Foster, José Sérgio Gabrielli e Nestor Cerveró, respectivamente presidente, ex-presidente e ex-diretor da Petrobras. Ensaiados, eles não incorreriam em contradições. Dilma é a principal beneficiária da domesticação da CPI. Mas o governo não tem nada a ver com isso.
Mencionam-se no vídeo os nomes dos personagens que elaboraram os questionários de fancaria. Entre eles Paulo Argenta, assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. O presidente da CPI é o peemedebista Vital do Rêgo, que reza pelo catecismo do Planalto. O relator é o petista José Pimentel, líder de Dilma no Senado até anteontem. Mas o governo não tem nada a ver com isso.
A tese de que o governo não teve nada a ver com a farsa da CPI merece todo o crédito. Por quê? Ela é absolutamente coerente. Dilma deveria pendurar no pescoço uma placa com a frase “meu governo não tem nada a ver com nada”. Isso evitaria que os repórteres continuassem aborrecendo a presidente com perguntas inconvenientes e desnecessárias.
No comando do Conselho Administrativo da Petrobras na época em que a estatal comprou a refinaria-mico de Pasadena, Dilma já explicou que não teve nada a ver com o negócio ruinoso. Ela também não tem nada a ver nem com a crise que atiça a inflação e derruba o PIB, coisa provocada pela ruina internacional. Ora, por que diabos Dilma teria alguma coisa a ver com o abafamento de uma CPI incômoda em pleno período eleitoral?