PAZ AMOR E VIDA NA TERRA " De tanto ver triunfar as nulidades, De tanto ver crescer as injustiças, De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". [Ruy Barbosa]
terça-feira, 15 de julho de 2014
Aconselhada pela vaia, Dilma montou uma cerimônia clandestina para entregar a bola da Copa de 2018 ao ‘presidente Plute’. Nem assim conseguiu disfarçar o medo
Decidida a fugir da tempestade de vaias que começou no Itaquerão, ganhou força no Mineirão, intensificou-se no Mané Garrincha e assumiu dimensões perturbadoras no Maracanã, Dilma Rousseff não se limitou a tentar esconder-se dos chefes de estado que acompanharam o jogo entre a Alemanha e a Argentina na tribuna de honra. Também transformou em evento secreto a entrega oficial da organização da Copa de 2018 ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Se a presidente acreditasse mesmo que realizou o que chama de “Copa das Copas”, a cerimônia seria transmitida ao vivo por emissoras de TV de dezenas de países e reproduzida no telão do estádio. Aos 66 anos, a candidata à reeleição optou pela semiclandestinidade. A bola foi repassada ao colega russo longe dos olhos da multidão. Nem assim a presidente conseguiu domar os nervos, informam as pronúncias equivocadas, os verbos bêbados, as reticências atônitas e o “Plutin” que encerra exemplarmente o falatório.
O vídeo prova que ainda não existe cura para medo de vaia.
DO A.NUNES-VEJA
O fim de Tóis

14 de julho de 2014Os guerreiros de Tóis julgavam-se predestinados pelo sangue dos antepassadosPOR JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOSÉ pau, é pedra, é o fim do caminho da Civilização Tóis, aquela que os guerreiros do condado de Comary inventaram para dominar o planeta futebol e para todo o sempre ser invencível. Ela exigia de seus súditos o cumprimento em que a mão direita fazia o poste enquanto o antebraço esquerdo servia de travessão, formando o T da palavra mágica. “Pelos poderes de Tóis”, gritavam no meio das rodinhas antes das batalhas — e se julgavam mais motivados.
O GLOBO
Ninguém sabia onde queria chegar aquela confraria de homens adolescentes, sempre caminhando em fila indiana, as mãos nas costas do guerreiro que seguia na frente. O mundo adulto ria, mas eles vinham de uma civilização na floresta onde o importante era ser fofo. Foi assim que se conheceram no pátio escolar, meninos com alegria nas pernas, e assim caminhariam, uma chuteira de cada cor, a barra da cueca à mostra. Diziam-se uma família.
Os guerreiros de Tóis julgavam-se predestinados pelo sangue vitorioso de seus antepassados e com poderes suficientes para viver isolados na nova civilização de orgulho que fundaram. João Gilberto sussurrou e criou a bossa nova. D. Pedro inventou um país com o “Independência ou morte”. Agora, os canarinhos tropicais fundaram Tóis, abaixo da fortaleza do Dedo de Deus. A rocha energizava seus pés, eles acreditavam, ajoelhados contritos no meio do campo.
Durante um mês, estes 23 soldados furaram o nevoeiro da serra onde se aquartelavam e, como se fossem entidades divinas surgindo em meio às brumas de Avalon, desciam à várzea para enfrentar os fariseus que ousavam desafiá-los, eles, os autoproclamados reis eternos do futebol mundial. Sentiam-se semideuses, falavam da magia do bigode grosso e da união do grupo. Eram os valores do mundo Tóis. Zero de conversa sobre futebol, pois já de tudo sabiam.
Os guerreiros de Tóis eram os mais tatuados das guerras, todos rabiscados com a miríade de possibilidades inventadas para se imprimir qualquer maluquice na pele de um ser humano. Julgavam que isso seria tática terrível para assustar outras tribos. Pintavam-se de caveiras, dragões, morcegos e hieróglifos. Um desses guerreiros, além da cabeleira em volutas como a Hidra de Lerna, escreveu no braço “Não sou dono do mundo, mas sou filho do dono” — e supunha agora carregar ali a arma mortal de um para-choque de FNM. Morreria mais adiante, atropelado por um jogador alemão.
Antes das pugnas, os meninos de Tóis faziam questão de cantar inteiro o hino de seu condado, num impressionante festival de cenhos franzidos, gargantas arreganhadas e outros exageros da espécie. Seus antepassados, vencedores em cinco torneios, nunca souberam uma frase do tal hino, complicadíssimo. A encenação do canto a capela não tinha nada a ver com o jogo, não marcava gols e deixava os guerreiros emocionalmente exauridos. De onde estavam, no entanto, podiam ouvir o locutor dizer: “Estamos todos arrepiados”. Achavam por isso que estavam com a mão na taça.
Os guerreiros de Tóis chegaram a levar para o campo de batalha a túnica de um soldado ausente, ferido num combate anterior, numa tentativa mediúnica de incorporar as forças dele aos sobreviventes. Achavam possível utilizar a túnica de pano como arma de guerra. Vertiam lágrimas sob qualquer pretexto. Chorava mãe, chorava pai, chorava todo mundo. O mais velho conversava com uma imagem de Nossa Senhora de Caravaggio.
Definitivamente, o ar rarefeito da montanha onde viviam isolados começava a lhes fazer mal. Gol, só de canela. A qualquer contato com o próximo, caíam ao chão, contorcendo-se em dores invisíveis ao mais detalhista dos raios x.
As ordens com que administravam os combates vinham de um velho pajé, gordo de tanto anunciar lasanha na TV. Sua tática era sempre a mesma: “Atacar com motivação, defender com autoajuda”. Ele agora tinha como truque principal a capacidade de se transformar em sósias e espalhar a confusão. Ninguém sabia afirmar com certeza quem era quem, mas diante de algum comentário mais lúcido costumava-se creditar as palavras ao sósia. Na Civilização Tóis todo mundo achou a multiplicação do técnico como uma versão moderna da multiplicação dos pães, o sinal metafísico de que a guerra, ao findar do sétimo passo, estaria ganha.
Os guerreiros de Tóis se achavam acima do bem, do mal e também por cima da carne-seca, o alimento da infância que agora havia sido trocado pelas marmitas mandadas trazer da Espanha, do novo restaurante do chef Ferran Adrià. Alguns pintavam o cabelo todo dia, mas nunca acertavam o corte. A guerra do futebol passou a ser apenas um detalhe, algo transmitido no telão onde avaliavam como lhes ia a beleza.
Não treinavam. Tinham a força, a espada de Grayskull, o grito de Shazan, o apito do japonês, o licor de jurubeba e o pó de pirlimpimpim. Na hora agá, resolveriam. Tóis era a reunião de todos os poderes mais aqueles que os marmanjos adolescentes tinham visto nos videogames da caserna na serra — e, dedicados a se curtirem e se compartilharem nas redes sociais, nem perceberam o bicho vindo pelo meio de campo desocupado. Foram sete dentadas na vaidade, na preguiça, na ignorância e nos pescoços onde estava tatuado “Tudo passa”.
Nada passa, tudo fica — e fez-se o apagão eterno em Comary.
Nunca mais Tóis.
DO R.DEMOCRATICA
segunda-feira, 14 de julho de 2014
A Alemanha triunfa! O povo brasileiro triunfa! Presidente é vaiada cinco vezes e ouve o coro: “Ei, Dilma, vai tomate cru!”
Acabou! A
melhor seleção da Copa ficou com o título, e essa é, sem dúvida, uma boa
notícia para o futebol. A Alemanha mereceu! À diferença do que previram
aquelas pessoas com quem Gilberto Carvalho andou dialogando à socapa,
“teve Copa”, sim, e o evento, em si, foi um sucesso. A infraestrutura
necessária funcionou. O que os brasileiros lucraram objtivamente com
isso? Nada! E, pra começo de conversa, vamos parar com essa cascata de
sair dizendo por aí que o povo surpreendeu ao receber bem os
estrangeiros. Por quê? Quando foi que ele tratou mal os turistas? Tenham
paciência! O vexame da equipe em campo só não foi maior do que o do
governo petista, que tentou usar o torneio para se promover e para
demonizar a oposição e os críticos do oficialismo. Deu-se mal! Dilma
Rousseff teve de contar com a boa vontade da Fifa, que a manteve no ar o
mínimo possível. Nas raras vezes em que a presidente apareceu no telão,
o estádio explodiu numa vaia inequívoca. Cadê os bocas de bagre do
puxa-saquismo oficial para acusar a “elite branca carioca”?
Dilma foi
hostilizada cinco vezes, com mais intensidade quando entregou a taça
para o capitão alemão, Philipp Lahm. Os apupos cederam, então, àquele
xingamento que já se tornou um clássico: “Ei, Dilma, vai tomate cru” se
fez ouvir com intensidade e clareza e rivalizou com a manifestação da
abertura do torneio, no Itaquerão. O jornalismo a soldo, cuja pança é
alimentada pelas estatais, inventou a tese de que tudo era coisa da
“elite branca de São Paulo”. A quem culpar desta vez?
Nunca
antes na história destepaiz um tiro saiu tão espetacularmente pela
culatra. E não pensem que Dilma foi vaiada porque o Brasil levou aquele
nabo de 7 a 1 da Alemanha. Ainda que Thiago Silva estivesse no lugar de
Lahm, aposto que a reação do público teria sido a mesma. A população
rejeitou a tentativa do Planalto de se apropriar do espetáculo.
Quaisquer que tenham sido os sacrifícios para realizar o torneio no
Brasil, eles foram feitos pelo povo brasileiro, não pelo oficialismo.
Este, ao contrário, reitero, não cumpriu o que prometeu à população.
O Planalto
tentou manipular o espetáculo de todas as maneiras. Se dependesse de
Franklin Martins, até a derrota teria servido à exploração vigarista. O
país ainda vivia seu luto futebolístico quando se plantou na imprensa a
informação de que o governo queria intervir na CBF. O site “Muda Mais”,
comandado por Franklin, lançou a tese de que a derrota deveria ser
jogada nas costas da confederação – que certamente tem suas
responsabilidades. Mas pergunto: devemos atribuir as vitórias de 1994,
2002 e a Copa das Confederações, em 2013, à corrupção da CBF? Ou será
que ela só serve de argumento quando o time perde? Lugar de corrupto de
qualquer área é a cadeia, claro!, mas vamos parar de conversa mole.
Ainda voltarei a esse tema, usando a lógica como instrumento.
O PT
sonhou usar a Copa do Mundo para esmagar seus adversários. O partido
criou até uma lista negra de jornalistas, da qual, gloriosamente, faço
parte. Tive a honra de ser o primeiro. Não obstante, quem não consegue
sair às ruas é Dilma Rousseff. Quem não pode dar as caras no estádio é
Dilma Rousseff. Quem consegue falar apenas a plateias rigidamente
controladas pelo Planalto é Dilma Rousseff.
Para o
futebol brasileiro, foi um fim melancólico. Para o petismo, foi um
desfecho melancólico. Para os oportunistas, foi um epílogo melancólico. O
povo brasileiro, ah, meus caros este é, sim, vitorioso. Resistiu à
máquina bilionária de propaganda e mandou comer tomate cru os que
tentaram sequestrar a sua vontade.
domingo, 13 de julho de 2014
É a primeira pesquisa de intenção de votos após o registro oficial das candidaturas
Os capixabas estão divididos quanto à disputa eleitoral
para Presidência da República. A primeira pesquisa, feita pelo
Instituto Futura, após o registro oficial de candidaturas aponta que o
candidato Aécio Neves (PSDB) e a candidata Dilma Rousseff (PT) estão
empatados tecnicamente, com 23% e 20% das intenções de voto,
respectivamente. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos
percentuais para mais ou para menos.
Aparece em terceiro lugar na pesquisa o candidato Eduardo
Campos (PSB), com 8,4% de preferência entre o eleitorado. Em seguida
está o candidato Pastor Everaldo (PSC), com 2,8% das intenções. José
Maria (PSTU) tem 1% da preferência. Os demais candidatos tem menos de 1%
das intenções de voto: Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,9%; Luciana Genro
(PSOL), com 0,6%; Eduardo Jorge (PV), com 0,4%; Levy Fidelix (PRTB),
com 0,4%; Mauro Iasi (PCB), com 0,4%; Eymael (PSDC), com 0,3%.
Além das intenções de voto, a pesquisa também aponta os votos
consolidados e as análises da intenção de voto de acordo com
escolaridade, faixa etária e classe social. Essas informações estarão disponíveis na edição do jornal A GAZETA deste domingo.
Foram
entrevistadas 800 pessoas, entre os dias 7 e 10 de julho deste ano. A
pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR -
00211/2014.
DO GAZETAONLINE
Foram entrevistadas 800 pessoas, entre os dias 7 e 10 de julho deste ano. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR - 00211/2014.
DO GAZETAONLINE
‘O país da Felipona’, de Carlos Brickmann
Publicado na coluna de Carlos Brickmann
CARLOS BRICKMANN
O ex-ministro Delfim Netto, um dos conselheiros econômicos de Lula, costuma dizer que, se o Governo comprar um circo, o anão vai crescer. O economista Milton Friedman tem frase semelhante: se o Governo administrar o Deserto do Saara, em poucos anos vai faltar areia. O ministro dos Esportes de Dilma, Aldo Rebelo, do PCdoB, cuja única ligação prévia com o Esporte era torcer pelo Palmeiras, defende maior intervenção estatal no setor. Sem palpite estatal, o Brasil foi cinco vezes campeão do mundo. Com palpite estatal, perdeu duas Copas em casa, em 1950 e 2014. Mas, quando os fatos vão contra a ideologia vigente, pior para os fatos. O mundo que mude para amoldar-se aos preconceitos.
O Estado já se intrometeu em Copas. Em 1950, não houve governante que não aparecesse na concentração para tirar sua casquinha. Em 1954, um dirigente indicado pelo Governo exigiu dos atletas que vingassem os mortos de Pistóia (se bem que Pistóia fique na Itália, onde brasileiros morreram na luta contra o nazismo e o fascismo; a Copa se realizasse na Suíça; e o principal adversário fosse a Hungria). Em 1970, o presidente Médici exigiu que o centroavante Dario, do Atlético Mineiro, fosse convocado. Foi, mas não jogou. O Brasil ganhou a Copa. Agora, com declarações diárias de Dilma “É Tóis”, a Copa deu no que deu.
Se a sugestão de Médici, que adorava futebol, era ruim, imagine as de Dilma, que disse ter visto jogos no Mineirão antes que o estádio existisse. Até garantiu, em julho de 2013, que seu Governo era “padrão Felipão”.
Não é que tinha razão?
DO A.NUNES
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Exército decide dar proteção a Joaquim Barbosa e cria zona de conflito com Dilma Rousseff
Ao criar o esquema que dá garantia de vida a Joaquim Barbosa, que tem ojeriza a esse tipo de situação, o Exército, que se valeu de militares cedidos à Agência Brasileira de Inteligência, acabou passando por cima da Presidência da República, do Ministério da Justiça e da cúpula da Polícia Federal, que por questões óbvias não foram consultados, mas a quem, por dever de ofício, caberia a decisão.
Outros dois ministros do Supremo, Ricardo Lewandowski e José Antônio Dias Toffolli, reconhecidamente ligados ao Partido dos Trabalhadores e a alguns dos seus mais altos dirigentes, também contam com escolta, mas da Polícia Federal. O esquema criado para o ministro-relator não se limite à proteção física, mas inclui também monitoramento constante de ambientes e do sistema telefônico utilizado pelo magistrado.
A proteção ao ministro Joaquim Barbosa foi uma decisão tomada pelo alto comando do Exército e pelo general José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Esse episódio, que tem como palco a necessária proteção a Joaquim Barbosa, deve aumentar a tensão entre Dilma e os militares, que ganhou reforço extra com a criação da Comissão da Verdade, que investigará apenas os crimes cometidos por agentes do Estado durante a ditadura, deixando de fora os protagonizados pelos terroristas que chegaram ao poder no vácuo de um discurso fácil, repetitivo e mentiroso.
Do ucho.info
Mais sete provas de que os sucessivos insultos da seita lulopetista ao Brasil decente são muito mais obscenos que os berros ouvidos por Dilma Rousseff no Itaquerão
Caso se arrisque a assistir na tribuna do Maracanã ao jogo entre a Argentina e a Alemanha, Dilma Rousseff dificilmente escapará de manifestações de hostilidade nascidas da indignação com a farra dos estádios superfaturados, com o legado de araque, com as obras de mobilidade urbana que não desceram do palanque, com a demasia de tapeações bilionárias que envolvem a Copa da Roubalheira e outras vigarices. A paciência já era pouca. Acabou de vez depois do Massacre do Mineirão.
A vaia de espantar Nelson Rodrigues é tão previsível quanto a mudança das estações do ano. E ninguém se surpreenderá se a presidente for obrigada a ouvir de novo o que foi berrado em coro por dezenas de milhares de torcedores no dia da estreia da Seleção. Prefiro a vaia, que dispensa palavras para avisar a um embusteiro que o limite do cinismo foi ultrapassado. Mas não é fácil submeter a regras de etiqueta gritos há tanto tempo aprisionados na garganta.
Se o coro do Itaquerão for reprisado no Maracanã, os farsantes no poder retomarão a lengalenga que tenta transformar a mulher de maus bofes que chefia o mais desastroso dos governos numa indefesa mãe e avó ofendida por bárbaros a serviço da elite golpista. Antes que a chanchada recomece, a coluna recorda outros sete episódios exemplares: em todos, a seita lulopetista agride o Brasil decente com insultos muito mais chocantes que a expressão endereçada a Dilma no Itaquerão. Confira:
Jornalista americano punido por contar a verdade – maio de 2004
Colérico com a reportagem em que Larry Rohter, correspondente no Rio do The New York Times, informou que o presidente do Brasil é um apreciador de bebidas alcoólicas, Lula ordenou que fosse cancelado o visto temporário do jornalista norte-americano. A repercussão da represália aconselhou o chefe de governo a cancelar o cancelamento.
Companheira inventa a dança da pizza pornográfica ─ junho de 2006
Para comemorar a absolvição do mensaleiro João Magno pelo plenário da Câmara, a deputada federal Angela Guadagnin (PT-SP) criou a versão pornográfica da “dança da pizza”. Não conseguiu reeleger-se. Ex-prefeita de São José dos Campos, teve de conformar-se com o emprego de vereadora.
Marta Suplicy quer saber se Kassab é casado e tem filhos ─ outubro de 2008
Assustada com o crescimento de Gilberto Kassab nas pesquisas sobre a disputa pela prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy lançou uma peça eleitoral com perguntas de fundo sexual ao adversário. Dois exemplos: “É casado?” Tem filhos?”. O golpe baixo tornou inevitável o naufrágio nas urnas da atual ministra da Cultura.
Lula promove Madre Superiora a “homem incomum” – 17 de junho de 2009
Em meio a denúncias envolvendo pagamento de horas extras durante o recesso parlamentar, atos secretos com nomeações de parentes e outras obscenidades produzidas pelo Senado, Lula vestiu o manto de protetor dos culpados e absolveu o presidente da Casa do Espanto com uma frase famosa: “Eu penso que Sarney tem história suficiente no Brasil para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”.
Neta patrocinada – junho de 2010
Em 2011, a Oi resolveu doar R$ 300 mil para a montagem da peça A Megera Domada, de William Shakespeare, numa versão protagonizada pela neta de Lula, então com 15 anos. O vídeo abaixo inspirou a pergunta feita aos leitores da coluna no post de agosto daquele ano: a Oi apostou na neta ou investiu no avô?
Lula, Haddad e Maluf celebram o noivado no jardim – junho de 2012
Apadrinhado por Lula, o noivado eleitoral entre o PP de Paulo Maluf e o PT do candidato a prefeito Fernando Haddad foi celebrado no jardim da mansão do procurado pela Interpol. Como dote, Haddad ganhou 1 minuto e 35 segundos no tempo de propaganda na TV.
Marilena Chaui odeia a classe a que pertence ─ maio de 2013
Depois de berrar no meio de um debate sobre os 10 anos do governo do PT que odiava a classe média, a filósofa Marilena Chauí foi ovacionada pela plateia amestrada e pelos companheiros de palco.
Até o futebol?, por Merval Pereira
Merval Pereira, O Globo
O governo petista chegou à conclusão de que é preciso estatizar o futebol brasileiro para que ele volte a ser competitivo, uma ideia estapafúrdia que o coloca em pé de igualdade com o governo da Nigéria, onde o presidente John Goodluck demitiu todos os dirigentes da CBF de lá devido à eliminação da sua seleção nas oitavas de final do Mundial.
Em consequência, a Fifa suspendeu a Federação de Futebol da Nigéria de todas as suas atividades, proibindo-a de participar de competições internacionais e até mesmo de organizar campeonatos locais.
Mas, apesar de saber que a Fifa proíbe qualquer ingerência estatal no futebol, para mantê-lo como uma atividade privada, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu ontem “a volta da presença do Estado” brasileiro na organização do futebol, o que é expressamente proibido pela Lei Pelé.
Mas não foi só. Um site ligado à campanha da presidente, de nome “Muda Mais”, pediu uma completa reformulação na CBF — no que estamos de acordo —, e a própria presidente Dilma, em entrevista a Christiane Amanpour, da CNN, pronunciou-se sobre a necessidade de manter no Brasil os seus principais jogadores — no que tem razão —, mas atribuiu essa tarefa não ao mercado futebolístico, mas à ação do governo:
“O Brasil não pode mais ser apenas exportador de jogadores. Exportar jogadores significa que estamos abrindo mão de nossa principal atração, que pode ajudar a lotar os estádios. Até porque, qual é a maior atração que os estádios no Brasil podem oferecer? Deixar a torcida ver os craques. Há anos, muitos jogadores brasileiros têm ido jogar fora, então renovar o futebol no Brasil depende da iniciativa de um país que é tão apaixonado por futebol”.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
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