quinta-feira, 29 de maio de 2014

FOTOS HISTÓRICAS IMPERDÍVEIS: as primeiras e reveladoras fotografias do bunker onde Hitler se suicidou


Jornalistas analisam mancha de sangue no braço de sofá localizado no bunker onde Adolf Hitler e Eva Braun se suicidaram; historiadores divergem sobre de quem seria o sangue (Fotos: William Vandivert)
Jornalistas analisam mancha de sangue no braço de sofá localizado no bunker onde Adolf Hitler e Eva Braun se suicidaram; historiadores divergem sobre de quem seria o sangue (Fotos: William Vandivert – Time & Life Picutres/Getty Images)
Campeões-de-audiência
Publicado originalmente em 10 de dezembro de 2012 às 18h25.
Colaborador da revista Life entre o final dos anos 1930 e o fim da década seguinte, o americano William Vandivert (1912-1992) foi um dos fundadores da célebre agência Magnum, ao lado de outras lendas do fotojornalismo como o francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) e o húngaro Robert Capa (1913-1954).
Sua invejável reputação como correspondente de guerra se deve, em grande parte, à série de fotografias que ilustra este post, tomadas entre maio e junho de 1945. Algumas estiveram nas páginas de edição da Life de julho do mesmo ano, mas a maioria permaneceu inédita por mais de seis décadas. Agora estão disponíveis no site da revista.
Primeiro fotógrafo a ter acesso ao bunker de Hitler
Hitlers command center in the bunker
A sala central de comando no chamado Führerbunker, o abrigo-fortaleza subterraneo onde o ditador nazista se refugiou nos últimos dias do avanço dos Aliados, em abril de 1945
O ensaio compila os históricos registros produzidos por Vandivert, então com 33 anos, poucos dias após o fatídico 30 de abril de 1945, data do suicídio de Adolf Hitler e sua companheira Eva Braun (com quem se casou pouco antes de ambos morrerem), marco simbólico definitivo da queda do Terceiro Reich.
Vandivert relata visualmente a destruição completa de Berlim, cidade que, antes da investida final dos soviéticos, sofrera mais do que 350 pesadíssimos ataques aéreos dos Aliados entre agosto de 1940 e março de 1945.
Mais do que isso, o fotógrafo revela ao mundo em primeira mão imagens do Führerbunker, o “Refúgio do Líder”, esconderijo subterrâneo onde Hitler e Braun passaram seus últimos dias, dando detalhes minuciosos sobre o local. Também mostra o lugar onde os corpos do casal teriam sido queimados após o suicídio.
As imagens são mesmo imperdíveis. Abaixo, mais uma seleção:
SS-cap
Um quepe da temida SS nazista, com seu inconfundível distintivo de caveira
Hitler
Foto simbólica: busto de Hitler entre os encombros nos arredores do edifício conhecido como Chancelaria do Reich
Hitler
Mais simbolismo: a águia nazista retirada da Chancelaria por soldados russos e um civil alemão (primeiro à esquerda)
Soldado-Berlim
O soldado americano Douglas Page zomba da saudação nazista em pleno “Sportpalast” (Palácio de Esportes), onde Hitler costumava proferir discursos; o edifício foi destruído em janeiro de 1944
Life-Berlim.Hitler
À Percy Knauth (primeiro à esquerda), repórter da “Life”, disseram que esta era a vala onde os corpos de Hitler e Eva Braun haviam sido queimados
Oberwallstrasse
A Oberwallstrasse, rua no centro de Berlim, foi testemunha de alguns dos conflitos mais sangrentos entre soldados soviéticos e alemães
Schöneberg
Vista aérea de edifício do departamento de gás no bairro de Schöneberg, Berlim, em 1945
russos-Nazismo
Mensagens deixadas por soldados, em sua maioria soviéticos, nas estátuas dos jardins da Chancelaria do Reich
cofre-bunker-Hitler
Cofre vaizo no bunker de Hitler
Quadro-bunker-Hitler
Quadro do século XVI, de autor desconhecido, com reprodução da Virgem Maria e Jesus Cristo; a obra, que aparece no bunker, teria sido roubada de museu em Milão
notas-Vandivert
As notas de William Vandivert descrevendo cada fotografia
Vandivert
William Vandivert, o grande fotógrafo de “Life
DO R.SETTI”

Lula revela que só não foi Cabral porque nasceu no século 20. Sorte dele: já no dia do Descobrimento teria virado comida de índio



Até virar passarinho, Hugo Chávez se apresentou como a reencarnação de Simón Bolívar. Sem compromisso com qualquer tipo de fidelidade, Lula é mais versátil. Já foi Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas e Dom Pedro II. Na semana passada, a metamorfose delirante informou que apenas quatro séculos impediram que fosse também Pedro Álvares Cabral.
O vídeo de 16 segundos registra a novidade, revelada neste 16 de maio numa das escalas da caravana que zanza pelo interior paulista tentando engordar os raquíticos índices atribuídos ao candidato Alexandre Padilha por todos os institutos de pesquisa. No meio do falatório, o palanque ambulante se dirige a um certo Hamilton para lembrar que “eles ficam muito nervosos”.
Sem esclarecer quem são “eles” nem explicar as razões do nervosismo, decola rumo a 1500. “Ficam dizendo que o Lula pensa que é ele que descobriu o Brasil. Se eu existisse na época eu teria descoberto mesmo. É que eu não existia”, delira o recordista mundial de bravata & bazófia sob risos e aplausos da plateia amestrada.
Sorte dele. Se Lula estivesse no lugar de Cabral, não haveria uma Primeira Missa, mas um Primeiro Comício de curtíssima duração. Mesmo sem saber o que dizia aquela figura estranha, os donos da terra logo entenderiam que era tudo vigarice. A troca de espelhinhos por pedras preciosas comprova que eram tão ingênuos quanto os milhões de modernos primitivos que mantêm o PT no poder. Mas não sofriam de abulia paralisante que grassa no Brasil do século 21. E achavam que tapeação tem limite.
Depois de cinco minutos de discurseira insuportável, até uma tribo de vegetarianos estaria transformada num bando de antropófagos ansiosos pelo começo do banquete. E já no dia 22 de abril de 1500 o descobridor do Brasil viraria comida de índio.
DO A.NUNES

Mudança de regime por decreto

Editorial
O Estado de S.Paulo
A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia.
A fórmula não é muito original. O decreto cria um sistema para que a "sociedade civil" participe diretamente em "todos os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta", e também nas agências reguladoras, através de conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de diálogo, etc. Tudo isso tem, segundo o decreto, o objetivo de "consolidar a participação social como método de governo". Ora, a participação social numa democracia representativa se dá através dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos. O que se vê é que a companheira Dilma não concorda com o sistema representativo brasileiro, definido pela Assembleia Constituinte de 1988, e quer, por decreto, instituir outra fonte de poder: a "participação direta".
Não se trata de um ato ingênuo, como se a Presidência da República tivesse descoberto uma nova forma de fazer democracia, mais aberta e menos "burocrática". O Decreto 8.243, apesar das suas palavras de efeito, tem - isso sim - um efeito profundamente antidemocrático. Ele fere o princípio básico da igualdade democrática ("uma pessoa, um voto") ao propiciar que alguns determinados cidadãos, aqueles que são politicamente alinhados a uma ideia, sejam mais ouvidos.
A participação em movimentos sociais, em si legítima, não pode significar um aumento do poder político institucional, que é o que em outras palavras estabelece o tal decreto. Institucionaliza-se assim a desigualdade, especialmente quando o Partido (leia-se, o Governo) subvenciona e controla esses "movimentos sociais".
O grande desafio da democracia - e, ao mesmo tempo, o grande mérito da democracia representativa - é dar voz a todos os cidadãos, com independência da sua atuação e do seu grau de conscientização. Não há cidadãos de primeira e de segunda categoria, discriminação que por decreto a presidente Dilma Rousseff pretende instituir, ao criar canais específicos para que uns sejam mais ouvidos do que outros. Ou ela acha que a maioria dos brasileiros, que trabalha a semana inteira, terá tempo para participar de todas essas audiências, comissões, conselhos e mesas de diálogo?
Ao longo do decreto fica explícito o sofisma que o sustenta: a ideia de que os "movimentos sociais" são a mais pura manifestação da democracia. A História mostra o contrário. Onde não há a institucionalização do poder, há a institucionalização da lei do mais forte. Por isso, o Estado Democrático de Direito significou um enorme passo civilizatório, ao institucionalizar no voto individual e secreto a origem do poder estatal. Quando se criam canais paralelos de poder, não legitimados pelas urnas, inverte-se a lógica do sistema. No mínimo, a companheira Dilma e os seus amigos precisariam para esse novo arranjo de uma nova Constituição, que já não seria democrática. No entanto, tiveram o descaramento de fazê-lo por decreto.
Querem reprisar o engodo totalitário, vendendo um mundo romântico, mas entregando o mais frio e cinzento dos mundos, onde uns poucos pretendem dominar muitos. Em resumo: é mais um ato inconstitucional da presidente Dilma. Que o Congresso esteja atento - não apenas o STF, para declarar a inconstitucionalidade do decreto -, já que a mensagem subliminar em toda essa história é a de que o Poder Legislativo é dispensável.

29 de maio de 2014
DO R.DEMOCRATICA

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Empréstimo de R$ 11,2 bilhões para pagar térmicas acaba em junho


Previsão inicial do governo era que valor duraria até dezembro.
Novo empréstimo pode ser tomado; conta será paga pelos consumidores.

Previsto inicialmente para durar até dezembro, o empréstimo bancário de R$ 11,2 bilhões contratado a pedido do governo para pagar o uso mais intenso das térmicas e a compra, pelas distribuidoras, de energia no mercado à vista, será totalmente utilizado até junho.
A informação foi confirmada ao G1 pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade escolhida pelo governo para intermediar a operação financeira. A regra que permitiu o empréstimo prevê a possibilidade de tomar empréstimo de valores adicionais caso os R$ 11,2 bilhões não fossem suficientes. Entretanto, ainda não há definição se isso será feito.
Esse empréstimo será repassado às contas de luz a partir de 2015. Portanto, será pago pelos consumidores brasileiros.
Terceira parcela
O empréstimo de R$ 11,2 bilhões foi fechado com um grupo de 10 bancos em abril. Desde então, a CCEE vem resgatando parcelas desse valor para quitar os gastos extras com térmicas e a compra de energia no mercado à vista.
Foram feitos dois resgates até o momento pela CCEE, de R$ 4,86 bilhões em abril e de R$ 4,06 bilhões em maio, totalizando R$ 8,92 bilhões.
Na terça-feira (27), durante apresentação na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, o presidente da CCEE, Luiz Eduardo Barata Ferreira, informou que a terceira parcela, que será resgatada no início de junho, vai ser de, no mínimo, R$ 2,27 bilhões, comprometendo todo o valor do empréstimo.
Essa terceira parcela vai servir para pagar pelo uso mais intenso de térmicas e a compra de energia no mercado à vista no mês de abril – pela regra do setor, o valor é pago sempre dois meses depois.
A fatura, porém, continuará crescendo nos próximos meses, já que as usinas termelétricas do país continuarão ligadas em potência máxima para ajudar a poupar água dos reservatórios de hidrelétricas e uma parte das distribuidoras ainda não tem toda a energia que precisa para atender seu mercado.
No final de abril, o governo fez um novo leilão em que as distribuidoras nessa situação puderam comprar energia mais barata das usinas, para fornecimento imediato. Entretanto, o leilão não conseguiu acabar com a necessidade dessas empresas de recorrerem ao mercado à vista, onde o preço da energia está muito alto.
Socorro às distribuidoras
Essa conta bilionária deveria ser paga, neste primeiro momento, pelas distribuidoras de energia, que seriam ressarcidas quando os valores fossem repassados às contas de luz. Mas as empresas alegam não ter caixa suficiente e, por isso, em meados de março o governo anunciou um plano para socorrê-las.
Na época, o plano previa a injeção de R$ 12 bilhões no setor, sendo R$ 4 bilhões via Tesouro e R$ 8 bilhões por meio de empréstimos bancários a serem repassados às contas de luz e pagos pelos consumidores a partir de 2015. Depois, o governo elevou para R$ 12,4 bilhões a previsão de gastos e anunciou que, desse total, R$ 11,2 bilhões devem ser emprestados – a participação do Tesouro se resumiu, portanto, ao aporte de R$ 1,2 bilhão feito para cobrir os gastos de janeiro.
Até o final de 2014, os gastos das distribuidoras com as térmicas e a compra de energia no mercado à vista vai ser apurado mensalmente. A CCEE vai tomar empréstimos junto a um grupo de bancos, entre eles o Banco do Brasil e a Caixa, para cobri-los.
Essa conta surgiu com a falta de chuvas no final de 2013 e início de 2014, que levou a uma forte queda no armazenamento de água dos reservatórios das hidrelétricas que ficam no Sudeste e Centro-Oeste – as duas regiões respondem por cerca de 70% da capacidade de geração de energia no país.
Para poupar água dessas represas, as usinas termelétricas, que geram energia por meio da queima de combustíveis como óleo e gás, passaram a funcionar a plena capacidade. Mas a energia gerada por elas é mais cara.
Além disso, a situação nos reservatórios fez disparar o valor da energia no mercado à vista. Quando, para atender aos seus consumidores, uma distribuidora consome mais energia que a que tem sob contratos, essa diferença é paga ao preço do mercado à vista.
DO G1

No dia em que a herdeira dos gigolôs da bola anunciou a consumação do roubo, o confronto entre o exército da selva e a PM piorou o que já era um programa de índio

Foro: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Até os tufos de grama dos estádios superfaturados sabiam que a Copa do Mundo tem tudo para virar um tremendo programa de índio. Mas nem o mais finório dos cartolas poderia imaginar que, nesta terça-feira, os antigos donos da terra conseguiriam piorar o que já parecia exemplarmente ruim. Como informa o site de VEJA, a proeza foi consumada pelo inverossímil combate travado nas cercanias do Estádio Mané Garrincha por uma tropa de 400 índios e um pelotão formado por 500 integrantes da PM de Brasília.
Segundo os caciques de uma certa Mobilização Nacional Indígena, os combatentes compostos por recrutas originários de 100 tribos distintas pretendiam apenas “entregar uma taça de sangue” a algum figurão do governo federal, num ato de protesto contra mortes de caciques atribuídas a policiais. Os planos mudaram quando os guerreiros que misturavam cocares com tênis ou saiotes típicos com calças jeans toparam com bando de civis que marchavam sobre a arena mais cara fora do mundo árabe para outra manifestação contra a gastança da Copa.
Para impedir que os inimigos se aproximassem do local onde está em exposição a taça que será entregue ao vencedor do certame, soldados a cavalo e índios pintados com as tingas da guerra protagonizaram a versão brasileiríssima de um espetáculo que só pode ser visto em velhos faroestes ou na Disneyworld. A diferença estava no armamento: as bombas de gás lacrimogêneo e as balas de borracha usadas pela PM eram tão reais quanto os arcos e flechas sobraçados pela infantaria da selva. No Twitter, a página do Conselho Indigenista Missionário garantiu que três índios foram feridos. Uma foto exibida pela PM atesta que pelo menos um fardado foi atingido por uma flechada.
As imagens do conflito, transmitido ao vivo por emissoras de TV e já noticiado com destaque pela imprensa internacional, vão exigir acrobacias retóricas especialmente ousadas dos espertalhões que miraram nas urnas e acertaram o próprio pé. Principal responsável pela transformação do Brasil em província provisória da Fifa, Lula logo estará recitando mais uma vigarice panglossiana. Talvez enxergue no episódio uma prova contundente de que, ao contrário do que ocorreu nos Estados Unidos, aqui os índios são uma espécie em expansão. Talvez prefira jurar que tudo não passou de uma inventiva homenagem a Garrincha, o mais famoso descendente de índios da história do futebol.
Se os caçadores de votos são forçados a correr atrás do prejuízo, os mais notórios caçadores de dólares já dormem em paz. “O que tinha que ser gasto, roubado, já foi”, informou há poucas horas Joana Havelange. Eis aí o que se pode qualificar de “fonte bem informada”. Mais que integrante do comitê local da Copa, Joana é filha de Ricardo Teixeira, que hoje gasta em Miami o que embolsou enquanto presidiu a CBF, e neta de João Havelange, o ex-chefão da Fifa que transformou a dona do futebol mundial na Casa da Moeda dos Supercartolas. Esses se afastaram da cena do crime antes da chegada do camburão.
Continuam em ação os que, além de muito dinheiro, querem ganhar a eleição. De olho na divisão do produto do roubo, podem perder a chance de escapar. E nunca estiveram tão perto de cair fora do poder.
Foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados
Foto: Laycer Tomaz/Câmara dos Deputados

TSE aprova alteração no número de deputados federais de 13 estados


Ministros do tribunal eleitoral revogaram regra aprovada pelo Congresso.
Corte entendeu que instrumento usado por congressistas não era válido.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (27) derrubar decreto legislativo promulgado pelo Congresso Nacional, em 2013, e ratificou resolução da própria Corte que alterou a quantidade de deputados federais de 13 estados já para as eleições de outubro.
Em abril do ano passado, os ministros do TSE haviam aprovado resolução que diminuiu a bancada de deputados de oito estados e aumentou a de outros quatro. A decisão gerou críticas entre os congressistas, que, inconformados, aprovaram sete meses depois projeto de decreto legislativo anulando a decisão da Justiça Eleitoral.
Na sessão de julgamentos desta terça do TSE, o ministro Dias Toffoli argumentou que apenas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ou um projeto de lei complementar poderia ter derrubado a decisão anterior da Corte eleitoral. Na visão de Toffoli, a Câmara e o Senado não podiam ter anulado a resolução por meio de um decreto legislativo. Todos os magistrados acompanharam a recomendação do presidente do tribunal.
“O Congresso só poderia revogar por meio de lei complementar, que exige na votação maioria qualificada. Proponho que a composição atual da Corte ratifique a posição do tribunal”, defendeu Toffoli.
Cálculo das bancadas
O novo cálculo do número de deputados federais de cada unidade da federação foi feito com base em dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A última alteração nas bancadas federais, que estabeleceu o total de 513 cadeiras na Câmara, havia ocorrido em 1993.
Pela resolução do TSE, os estados de Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul perderão uma cadeira na Câmara dos Deputados. Já Paraíba e Piauí perderão dois deputados.
Por outro lado, Amazonas e Santa Catarina irão ganhar mais uma cadeira no parlamento. Ceará e Minas Gerais passarão a ter mais dois deputados. O Pará foi o maior beneficiado pela mudança nas regras: o estado do Norte irá aumentar sua representação de 17 para 21 deputados. O estado de São Paulo continuará com 70 cadeiras.
A decisão, conforme estabeleceu o TSE, terá impacto nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, por conta da regra da proporcionalidade.
Legislação
Ao defender a derrubada do decreto legislativo promulgado pelo Congresso, Toffoli defendeu que o TSE apenas cumpriu a lei ao alterar a composição das bancadas de deputados dos 13 estados.
"A Câmara sustou os efeitos da resolução tendo como justificativa para tal a suposta invasão da competência do Legislativo por parte desse tribunal. O que se fez foi apenas cumprir o estabelecido na lei complementar. Assim, somente uma nova lei complementar ou decisão jurisdicional que declarasse inconstitucional esse dispositivo poderia subtrair do TSE a competência que o Congresso lhe deu", afirmou durante a sessão.

terça-feira, 27 de maio de 2014

EM CARTA. CNBB PEDE QUE FIEIS NÃO VOTEM EM DILMA

O Globo
Publicado:
Atualizado:
RIO - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma carta na última segunda-feira na qual pede que os fiéis não votem na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.
Leia a carta na íntegra:
"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus
"Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de "Deus" não seja manipulado ou usurpado por "César" e vice-versa.
"Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir-se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus.
"Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa.
"Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.
"Na condição de Bispo Diocesano, como responsável pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que - por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens -, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus,como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).
"Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais "liberações", independentemente do partido a que pertençam.
"Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini"

Editorial do Estadão sobre o destroçamento da Petrobras pelos gafanhotos petistas:
Os estragos já conhecidos são enormes, mas só com mais contas e mais informações será possível avaliar com precisão os danos causados à Petrobrás, maior empresa brasileira, pelo aparelhamento de sua direção, pelo relaxamento dos controles, pelo populismo e pelos interesses pessoais e partidários encastelados a partir de 2003 no Palácio do Planalto. Erros políticos e administrativos levaram a desperdícios multibilionários, como no projeto da Refinaria Abreu e Lima, à perda de foco, à redução do fluxo de caixa, à elevação de custos, à insuficiência de investimentos e à queda de produção.
É preciso levar esses fatores em conta para entender o aumento das importações de combustíveis, estimadas neste ano em US$ 18,8 bilhões - 4,5% mais que no ano passado -, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Ou para entender os efeitos financeiros dos subsídios ao consumo interno de derivados de petróleo - no caso do gás de cozinha, uma perda de R$ 10,5 bilhões entre janeiro de 2011 e o primeiro trimestre deste ano, também de acordo com os cálculos do CBIE, dirigido pelo especialista Adriano Pires.
O aumento dos gastos com a importação, 24,5%, será necessário para a empresa atender a um consumo 4% maior que o do ano passado. A Petrobrás poderá aumentar seu faturamento e melhorar suas condições financeiras, em 2014, se produzir 7,5% mais que no ano passado. Mas, se essa meta for alcançada, a produção apenas voltará ao nível de 2011, de cerca de 2 milhões de barris por dia, segundo comentário de Adriano Pires citado pelo Globo. Esses números indicam um duplo fracasso.
Em 2006, fantasiado com o uniforme laranja do pessoal da Petrobrás, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou o Brasil autossuficiente em petróleo e "dono de seu nariz" (este último detalhe evidencia uma visão primária da economia e do comércio internacional). Oito anos depois, o País continua dependente de importações. Isso poderia ter ocorrido simplesmente por incapacidade de acompanhar o aumento do consumo. Mas a história é mais feia: a produção diminuiu. Este é o segundo fracasso, explicável pelo investimento insuficiente e mal planejado.
Enquanto se preparava para a exploração das reservas do pré-sal, a empresa perdia capacidade produtiva. Preparava-se mal, é preciso lembrar, porque o modelo irracional concebido pelo governo impõe à empresa uma participação extremamente custosa nas licitações. Isso tanto afeta a capacidade financeira da Petrobrás quanto limita a mobilização de grupos privados para a exploração das novas áreas.
As perdas com o subsídio ao consumo de gás de cozinha também foram estimadas pelo CBIE. A estimativa é parcial, porque o governo, desde 2003, tem obrigado a empresa a manter os preços defasados.
Só na gestão da presidente Dilma Rousseff o subsídio cortou R$ 10,5 bilhões do faturamento da empresa. O custo desse tipo de política é muito maior, no entanto, porque também o preço da gasolina é controlado politicamente. Em vez de combater a inflação, o governo tenta administrar os índices por meio do controle de preços e tarifas. Essa política tem afetado também as tarifas de transporte coletivo e de energia elétrica, provocando distorções na demanda e gerando enormes custos fiscais.
A controles indevidos, como o de preços, é preciso somar os descontroles administrativos. Segundo um relatório de 2009 elaborado por um grupo de auditoria interna da Petrobrás, a área de abastecimento comprometeu milhões em contratos de fretes sem atender aos padrões mínimos em vigor na empresa.
De acordo com o relatório, no ano anterior contratos informais envolveram despesas de US$ 278 milhões, noticiou a Folha de S.Paulo. Esta é mais uma informação sobre os padrões administrativos do ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa, preso por envolvimento em operações do doleiro Alberto Youssef e libertado na semana passada por ordem do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. É mais uma informação, também, sobre como um estilo de governo vem consumindo há anos a saúde da maior empresa brasileira.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

"Não vai ter Copa": manifestantes cercam ônibus em saída da Seleção

Cerca de 200 funcionários da rede pública protestam contra o Mundial e chamam jogadores de mercenários: "Pode acreditar, educador vale mais do que o Neymar"

Por Rio de Janeiro
214 comentários
Manifestação apresentação seleção brasileira (Foto: Marcelo Baltar)"Não vai ter Copa": manifestantes colaram adesivos no ônibus da Seleção (Foto: Marcelo Baltar)
Uma manifestação de professores em greve da rede pública chegou até a porta do hotel da seleção brasileira, na manhã desta segunda-feira, próximo ao aeroporto internacional Tom Jobim. Cerca de 200 funcionários protestaram pacificamente contra a realização da Copa do Mundo no Brasil e causaram alvoroço antes e durante a saída da delegação rumo a Teresópolis. Até gritos contra o atacante Neymar ecoaram no local.
- Pode acreditar, educador vale mais do que o Neymar - gritavam.
Duas vans com jogadores chegaram durante o protesto. Eles foram vaiados sem nenhum incidente. Na saída dos atletas para a Granja Comary, no entanto, adesivos com a mensagem "não vai ter Copa" foram colados nos vidros do ônibus. Os atletas foram chamados de mercenários.
O veículo foi cercado e levou cerca de 30 minutos para conseguir sair do hotel, tendo inclusive de pegar uma rota alternativa para fugir do bloqueio dos manifestantes. Houve uma correria, mas sem registro de algum grande incidente.
Manifestação apresentação seleção brasileira (Foto: Marcelo Baltar)Manifestantes tiveram contato com o ônibus dos jogadores (Foto: Marcelo Baltar)
Manifestação apresentação seleção brasileira (Foto: Marcelo Baltar)Policiais tentam conter o protesto (Foto: Marcelo Baltar)

manifestação apresentação Seleção Brasileira (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)Manifestantes chegaram ao hotel da Seleção por volta das 9h30 (de Brasília) (Alexandre Cassiano / Agência O Globo)
Cientes da manifestação deste a noite de domingo, a polícia montou um forte esquema de segurança no hotel. Além da presença da PM, com o batalhão de choque, homens da polícia federal também estavam presentes no local. Gritos de guerra chamaram a atenção durante o ato, que iniciou o protesto no aeroporto Galeão.
- Da Copa eu abro mão! Quero mais dinheiro para a saúde e educação! Não vai ter Copa - gritavam os manifestantes.
manifestação apresentação Seleção Brasileira (Foto: Marcelo Baltar)Protesto atrasou a saída do ônibus com os jogadores em pelo menos 20 minutos (Foto: Marcelo Baltar)
Manifestação apresentação seleção brasileira (Foto: Marcelo Baltar)Cerca de 150 funcionários da rede pública gritam contra a realização da Copa do Mundo (Foto: Marcelo Baltar)
DO G1

Manifestação reúne 5 mil em Cubatão e congestiona a Cônego e a Anchieta


Trabalhadores terceirizados da Petrobras reivindicam aumento real de 10%.
Rodovias Cônego Domênico Rangoni e Anchieta estão congestionadas.

Do G1 Santos
Manifestantes fecharam a rodovia Cônego Domênico Rangoni, SP (Foto: Thais Rozo/TV Tribuna)Manifestantes fecharam a rodovia Cônego Domênico Rangoni, SP (Foto: Thais Rozo/TV Tribuna)
Uma manifestação com cerca de 5 mil participantes, entre eles muitos que prestam serviços para a Petrobras, em Cubatão (SP), bloqueou totalmente a rodovia Cônego Domênico Rangoni nos dois sentidos, na altura do km 268. A manifestação também afeta o sentido São Paulo da Anchieta.
Segundo a Ecovias, na rodovia Cônego Domênico Rangoni, sentido São Paulo, as filas vão do km 262 ao 268. No sentido Guarujá, o tráfego está congestionado do km 270 ao 268. Já a Anchieta está congestionada do km 57 ao km 55, no sentido São Paulo.
Ainda no sentido capital, um acidente envolvendo uma moto e um caminhão bloqueia duas faixas da pista marginal no km 18, e gera lentidão desde o km 20, no trecho de planalto. Ainda de acordo com a Ecovias, viaturas da concessionária e da Polícia Militar Rodoviária estão trabalhando para a liberação da via.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Santos (Sintracomos), a Tomé Technip recusou uma proposta patronal de 10% de correção salarial, vale-refeição de R$ 20 por dia, participação nos lucros ou resultados (PLR) de 1,3 salário e pagamento dos dias parados.
Segundo o Sindicato, os trabalhadores reivindicam aumento real de 10% acima do INPC dos 12 meses anteriores à data-base de maio, correspondente a 5,62%. O Sintracomos espera novas negociações e acordos após a paralisação.
DO G1

domingo, 25 de maio de 2014

Dilma e Gleisi são vaiadas no mesmo dia

unnamed
Impressionante. Ontem, a presidente Dilma Rousseff (PT) e senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foram vaiadas, mas em locais distintos. Dilma foi vaiada em Brasília por um grupo de sindicalistas – servidores federais de educação – que com faixas pediam negociação salarial e gritavam “negocia já”. Do mesmo núcleo sindical, seção Paraná, Gleisi foi vaiada por um grupo de servidores enquanto discursava em Guarapuava na inauguração do campus da Universidade Tecnológica Federal na cidade. Os servidores federais em greve também reclamaram da falta de negociação do governo federal e ficaram de costas enquanto a petista discursava. A inauguração não teve destaque na divulgação da petista.


Prefeitos na bronca com Dilma se aliam à oposição

 

 DO FABIO CAMPANA

No, I'm not going to the world cup. Não, eu não estou indo para a copa do mundo.