segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PF faz operação com 73 indiciados em cinco estados e no DF

Em São Paulo, computadores foram apreendidos na casa do vice-presidente da CBF


Dinheiro apreendido durante a Operação Durkheim, da Polícia Federal

Michel Filho / Agência O Globo
RIO e SÃO PAULO - A Polícia Federal realiza nesta segunda-feira operação em cinco estados e no Distrito Federal para desarticular duas organizações criminosas — uma especializada na venda de informações sigilosas e outra voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro nacional. Segundo a PF, 73 pessoas foram indiciadas. Foram presos 25 suspeitos e oito estão foragidos. Também foram expedidos 87 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiás, Pará, Pernambuco, Rio e Distrito Federal. Outras 34 pessoas foram levadas para prestar depoimento e depois foram liberadas.
Na operação, iniciada na madrugada desta segunda-feira, policiais federais recolheram computadores e documentos na residência de Marco Polo Del Nero, que é vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), presidente da Federação Paulista de Futebol e membro do Comitê Executivo da Fifa. Del Nero foi conduzido até a sede da PF para prestar depoimento.
Investigação durante apuração sobre o suicídio de policial federal
Em nota publicada no site da Federação, Del Nero afirmou foi surpreendido pela operação da PF e que as buscas não estão relacionadas à sua atividade na entidade e ou a seu escritório de advocacia, no qual é sócio do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) .
Segundo nota divulgada pela PF, a investigação começou em setembro de 2009, durante apurações sobre o suicídio de um policial federal na cidade de Campinas, que apontou a possível utilização de informações sigilosas, obtidas em operações policiais, para extorquir políticos, suspeitos de envolvimento em fraudes em licitações.
A PF informou que as duas organizações atuavam em paralelo e de modo independente. O elo entre elas é um escritório de advocacia que atuava com os dois grupos criminosos.
Uma das quadrilhas operava uma rede de espionagem ilegal, composta por vendedores de informações sigilosas que se apresentam como detetives particulares, e por seus fornecedores, pessoas com acesso aos bancos de dados sigilosos, como funcionários de empresas de telefonia, bancos e servidores públicos. Entre as vítimas há um ex-ministro de estado, um senador da república, dois prefeitos, desembargadores, uma emissora de televisão e um banco. A PF afirma que todos serão ouvidos na condição de vítimas.
Um extrato telefônico de uma vítima era vendido pelo grupo por R$ 300. Integravam a quadrilha um gerente de banco, policiais e um funcionário de uma operadora de telefonia.
Segundo o delegado da PF responsável pela investigação, Valdemar Latance Neto, o grupo fez entre cinco mil a dez mil vítimas.
A segunda quadrilha era especializada em remessa de dinheiro ao exterior por meio de atividades de câmbio sem autorização do Banco Central. De acordo com a PF, seriam sete grupos de doleiros que montaram um sistema financeiro “paralelo” por meio das operações dólar-cabo e euro-cabo. Alguns dos investigados já foram condenados por lavagem de dinheiro, mas têm recursos pendentes no Supremo Tribunal federal (STF). Juntos, eles mantêm quase uma centena de contas no exterior, principalmente em Hink Kong.
Penas pelos crimes variam de 1 a 12 anos de prisão
Os investigados responderão pelos crimes de divulgação de segredo, corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, realizar interceptação telefônica clandestina, quebra de sigilo bancário, formação de quadrilha, realização de atividade de câmbio sem autorização do Banco Central do Brasil, evasão de divisa e lavagem de dinheiro, com penas de 1 a 12 anos de prisão.
A PF batizou a ação de Operação Durkheim, intelectual francês, um dos pais fundadores da sociologia, que escreveu o livro “O Suicídio”, em alusão aos fatos que deram início à operação.
Del Nero é um dos convidados a comparecer nesta segunda-feira ao Soccerex, uma feira de negócios do futebol, que acontece no Rio. No site da Federação Paulista de Futebol, ele divulgou a seguinte nota:
“Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, esclarece que foi surpreendido em uma operação da Polícia Federal durante esta madrugada em sua residência, em busca de documentos não relacionados à sua atividade na entidade e de seu escritório de advocacia.
“Conhecido advogado criminalista, Marco Polo Del Nero prestou depoimento regulamentar na Polícia Federal sendo liberado em seguida. O teor do depoimento segue em sigilo de Justiça”.

 Cleide Carvalho
O Globo

Aturdido, Dirceu fala dez vezes antes de pensar



 Entre a opinião dos advogados, as notícias dos jornais, os interrogatórios de testemunhas e a demora (a)normal da Justiça, alguns réus do mensalão acabaram tão perturbados que chegam mesmo a desejar não ter matado quem mataram. De todos os assassinos da ética, José Dirceu é o que mais confunde ficção com realidade.
Num evento em Osasco, no qual partilhou o microfone com José Genoino e João Paulo Cunha, seus companheiros de infortúnio, Dirceu convocou a nação petista ao asfalto. “É preciso ir às ruas, discutir, debater o que está acontecendo. Não aceitamos. Estamos revoltados e indignados e somos vítimas de um julgamento injusto”, disse. Ele quer promover ”o julgamento do julgamento”.
O esperneio é uma escolha compreensível dos condenados. A aceitação dos veredictos do Supremo é uma obrigação coletiva. Dirceu ainda não se deu conta. Mas, ao tentar fazer do seu drama pessoal uma comédia coletiva, corre dois riscos. Além de flertar com o ridículo, fica muito parecido com gente como Valdemar Costa Neto.
De um condenado ao xilondró não se deve exigir uma blindagem das decisões do Supremo. Porém, alguém precisa dizer a Dirceu o seguinte: se o que tem a dizer é isso –“é preciso ir às ruas”— talvez devesse considerar a hipótese de ficar quieto. O silêncio não o livra da cana. Mas evita que se torne um prisioneiro risível, a primeira piada condenada no Brasil a dez anos e  dez meses de cadeia..
-UOL

Dilma encarregou Gilberto Carvalho de contar a Lula sobre demissão de secretária

 
Rosemary Noronha, chefe de gabiente da Presidência da República em São Paulo, foi indiciada por corrupção após operação da PF.
Todos os servidores envolvidos foram afastados. Funcionária era próxima do ex-presidente e sempre o acompanhava em viagens internacionais.

Preso pela PF, diretor da ANA foi apadrinhado por Lula e Dirceu 
 O Globo

Quando a PF chegou, Rose ligou para José Dirceu


Rosemary Novoa de Noronha ligou para o ex-ministro José Dirceu pedindo ajuda quando a Polícia Federal iniciou a operação de busca e apreensão em seu apartamento, na rua 13 de Maio, na Bela Vista, região central de São PauloDirceu foi acordado com a ligação por volta das 6h da manhã da última sexta-feira. Teria dito que não podia fazer nada por ela.
Antes de ser nomeada chefe de gabinete da Presidência em São Paulo em 2005, Rose, como é conhecida, trabalhou por quase 12 anos como secretária de Dirceu.
Foi o ex-presidente Lula quem indicou-a para a chefia de gabinete da Presidência.
Os agentes que participaram da busca no apartamento contam que, antes de ligar para Dirceu, ela tentara falar com José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça.
O ministro, no entanto, não atendeu a ligação, ainda de acordo com os policiais.
DO NOBRAL
FOLHA-SP 

sábado, 24 de novembro de 2012

INVESTIGAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL NA PORTA DOS GABINETES DA DILMA E DO LULA

A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, são os dois principais alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira, 23, em Brasília e São Paulo. O objetivo é desarticular uma organização criminosa infiltrada na máquina federal para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados.
A PF apreendeu documentos do gabinete do número dois da AGU, que fica no mesmo andar da sala de Adams, em Brasília, e no escritório da Presidência em São Paulo, localizado no 17.ª andar do prédio do Banco do Brasil, na Avenida Paulista. Holanda já prestou depoimento. A PF imputa a ele e a Rosemary crime de corrupção ativa.
Desde o início da manhã, Adams está reunido com sua equipe para avaliar o impacto da operação na pasta. A AGU ainda não se manifestou sobre o caso e deve soltar uma nota em breve. A Presidência da República ainda não se pronunciou.
A operação da PF, coordenada pela Superintendência de São Paulo, realizou buscas e apreensões em seis órgãos públicos em Brasília e apreendeu, no total, 18 malotes de documentos. Entre os órgãos devassados estão a Agência Nacional de Águas (ANA), onde atua desde 2010 o diretor Paulo Rodrigues Vieira, indicado para integrar o colegiado do órgão pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apontado como uma das cabeças do esquema de compra de pareceres técnicos sobre negócios milionários no governo, Vieira foi recolhido à carceragem da PF após prestar depoimento por mais de duas horas.O diretor foi preso em sua residência, em Brasília, pouco depois das 6 horas da manhã desta sexta e não ofereceu resistência. A defesa informou que pediu acesso aos autos do inquérito para poder se posicionar.
Os demais órgãos públicos que sofreram buscas foram o Ministério da Educação (MEC), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Leia MAIS
DO CELEAKS

PF apreende documentos no escritório da Presidência da República em SP



                                        
A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, são os dois principais alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira, 23, em Brasília e São Paulo.
A PF apreendeu documentos do gabinete do número dois da AGU, que fica localizado no mesmo andar da sala de Adams, em Brasília, e no escritório da Presidência em São Paulo, localizado no 17.ª andar do prédio do Banco do Brasil, na avenida Paulista.
Holanda já prestou depoimento. A PF imputa a ele e a Rosemary crime de corrupção ativa.
Desde o início da manhã, Adams está reunido com sua equipe para avaliar o impacto da operação na pasta.
A AGU ainda não se manifestou sobre o caso e deve soltar uma nota em breve.
A Presidência da República ainda não se pronunciou.

Braço direito do advogado geral da União é alvo de operação da PF

O advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda, braço direito do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, é um dos alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal (PF), deflagrada nesta sexta-feira, 23, em Brasília e São Paulo. Policiais federais apreenderam documentos do gabinete do número dois da AGU, que fica localizado no mesmo andar da sala de Adams.
Holanda já prestou, inclusive, depoimento à PF.
Desde o início da manhã, Adams está reunido com sua equipe para avaliar o impacto da operação na pasta.
A AGU ainda não se pronunciou sobre o caso e deve soltar uma nota em breve.
A operação da PF, coordenada pela Superintendência de São Paulo, realizou buscas e apreensões em seis órgãos públicos em Brasília e apreendeu, no total, 18 malotes de documentos.
O objetivo é desarticular uma organização criminosa infiltrada em diversos órgãos federais para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados.
Entre os órgãos devassados estão a Agência Nacional de Águas (ANA), onde atua desde 2010 o diretor Paulo Rodrigues Vieira, indicado para integrar o colegiado do órgão pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apontado como cabeça do esquema de compra de pareceres técnicos sobre negócios milionários no governo, Vieira foi recolhido à carceragem da PF após prestar depoimento por mais de duas horas.(…)
DO ESTADÃO

A CADA ENXADADA, UMA MINHOCA – Chefe de gabinete da Presidência em São Paulo usava o nome de Lula para tráfico de influência



Rosemary Nóvoa, a faz-tudo de Lula, usava o nome do poderoso chefão para praticar tráfico de influência; trabalhou 12 anos com José Dirceu
((Denise Andrade/AE)
Por Reinaldo Azevedo
Por Laura Diniz
VEJA.com
A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, usava o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fazer tráfico de influência, indicam escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal.
Rosemary foi indiciada nesta sexta-feira por corrupção ativa e passiva.
A investigação da PF começou há mais de um ano.
Rosemary foi flagrada negociando suborno em dinheiro e favores, como uma viagem de cruzeiro (que ela depois reclamou não ser luxuoso o suficiente) e até uma cirurgia plástica.
Na última conversa dela gravada antes da deflagração da operação, a ex-assistente de Lula pediu 650 000 reais pelos serviços prestados.
Segundo a investigação, o papel dela era fazer a ponte entre empresas que queriam comprar pareceres fraudulentos de órgãos do governo e as pessoas do governo que poderiam viabilizar a emissão dos documentos.
Rosemary foi nomeada por Lula para esse cargo em 2005 e, desde então, esteve muito próxima ao petista.
O fato de assessorar o ex-presidente fez com que ela própria se tornasse uma pessoa politicamente articulada.
Assim, foi capaz de influir na nomeação de homens do alto escalão de agências do governo, como os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ambos presos hoje pela PF.
Rose, como é conhecida, era presença constante nas comitivas presidenciais ao lado de Lula.
Também foi assessora do ex-ministro José Dirceu por 12 anos antes de trabalhar diretamente com Lula.

Em 2006, o nome de Rosemary constava de uma lista de 65 servidores que efetuaram saques a título de pagamento de despesas da Presidência da República por meio de cartões corporativos.
Na época, havia registros de saques no valor de 2 100 reais no cartão dela.
Deputados de oposição tentaram aprovar sua convocação para prestar esclarecimentos à CPI que investigou a farra dos cartões corporativos, mas aliados do Planalto conseguiram barrar o pedido.
A operação da PF, chamada de Porto Seguro, atingiu mais de 40 pessoas, entre elas o número dois da Advocacia-Geral da União, José Weber Holanda Alves.
Na sede da AGU, foram recolhidos documentos na sala de um alto assessor do órgão. Procedimento interno de apuração foi aberto por determinação do advogado-geral Luís Inácio Adams para investigar a participação de servidores da autarquia no esquema criminoso.
Investigação
As investigações policiais levaram à desarticulação de uma quadrilha que, infiltrada em órgãos da administração pública federal, negociava a redação de pareceres técnicos fraudulentos para beneficiar interesses privados e praticava tráfico de influência.
Os investigados na operação responderão pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva. As penas variam de dois a 12 anos de prisão.
Segundo o superintendente da PF de São Paulo, Roberto Ciciliati Troncon, os mandatos eram de prisão preventiva e temporária.
Além dos dois servidores da ANA e da Anac, foram presos três advogados e um empresário – todos de São Paulo.
O papel dos irmãos Paulo Rodrigues Vieira e Rubens Carlos Vieira era encontrar funcionários dentro dos órgãos para produzir os laudos fraudulentos, que facilitavam processos das empresas.
Já os advogados e o empresário faziam a ponte com o setor privado, oferecendo a facilitação nos procedimentos.
“É possível que haja funcionários de outros órgãos e localidades envolvidos, mas até agora se identificou que toda a interação da quadrilha acontecia no estado de São Paulo”, disse Troncon.
Segundo o superintendente, foi investigada a atuação da quadrilha na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), no Ministério da Educação e no Tribunal de Contas da União (TCU) – além de Anac, ANA e AGU.
Segundo Troncon, a operação será concluída em 60 dias. A próxima fase será pedir a autorização da Justiça para o compartilhamento das provas da investigação com as corregedorias dos órgãos envolvidos para que possam aplicar suas medidas administrativas.
O superintendente informou que os servidores agiam por conta própria e que não houve conivência dos órgãos, que ajudaram nas investigações.
Delação

Participaram da operação em São Paulo e Brasília 180 policiais. A quadrilha foi descoberta graças a um servidor do Tribunal de Contas da União (TCU) que foi cooptado pelo esquema com a oferta de receber 300 000 reais para produzir um laudo falso.
“Ele chegou a receber a primeira parcela de 100 000 reais e fez o laudo, mas se arrependeu, devolveu o dinheiro e denunciou o esquema”,
contou Troncon. 

DO R.DEMOCRATICA

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ministro Lewandowski agradece as mensagens ofensivas ao STF, postadas em blog de um maluco da internet.


A seguir, “O TEXTO INSANO E ABSURDO DO MANIFESTO” no dizer do Coronel Leaks – O Coturno Noturno do Coronel do Blog – que o publicou em primeira mão – devidamente ilustrado com uma seleção de ouro das charges publicadas aqui neste site:


Tardiamente, cumpre ao Blog da Cidadania fazer uma homenagem a um homem que, desafiando os poderes imensuráveis que colocaram seus pares no STF de joelhos, deu ao Brasil uma aula de decência e coragem.

O carioca Enrique Ricardo Lewandowski, de 64 anos, desde o primeiro momento do julgamento da ação penal 470 não se vergou a pressões, a intimidações, a insultos e à chacota.

Foi atacado, ridicularizado, achincalhado, difamado pela grande imprensa e até por grande parte dos seus pares no STF, sobretudo quando absolveu José Dirceu da condenação por corrupção ativa, e rejeitou a tese, jamais provada, de que o PT teria “comprado votos”.

Ao justificar seu voto absolvendo Dirceu, recorreu ao principal teórico da atualidade sobre a teoria jurídica usada para condenar o ex-ministro, o alemão Claus Roxin, que, segundo Lewandoski, divergiria da interpretação da maioria esmagadora do STF sobre o Domínio do Fato.

Em 11 de novembro de 2012, passadas as condenações com base nessa teoria, o jornal Folha de São Paulo publica entrevista do teórico alemão que repudia a interpretação que os pares de Lewandoski deram ao seu trabalho.

Os ministros Carlos Ayres Britto, Cezar Peluzzo, Carmem Lúcia, Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Celso de Mello, portanto, trocaram o julgamento da história pelo julgamento da mídia e da opinião publicada.

Até José Antonio Dias Tóffoli, apesar de nadar contra a maré quanto a Dirceu, em algum momento se deixou intimidar.

Lewandoski, não.

Permaneceu e permanece firme, impávido, em defesa do Estado de Direito.

Não é fácil fazer o que fez esse portento de coragem e decência.

O grupo social que esses ministros freqüentam é impiedoso…

… medíocre e, não raro, truculento.

E se pauta exclusivamente pela mídia.

Os aplausos fáceis que Joaquim Barbosa auferiu com suas cada vez mais evidentes pretensões político-eleitorais…

… jamais seduziram Lewandowski, que desprezou o ouro dos tolos e ficou ao lado da verdade.

Vejam agora o vídeo:
http://www.coturnonoturno.blogspot.com.br/2012/11/lewandowski-endossa-ofensas.html


 DO B. PORISSOPEÇOSEUVOTO

Acusado da morte de Celso Daniel é condenado

Itamar Messias Silva dos Santos foi condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima
José Maria Tomazela - O Estado de S. Paulo
O Tribunal do Júri de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, condenou nesta quinta-feira, 22, o réu Itamar Messias Silva dos Santos, de 32 anos, um dos acusados da morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Augusto Daniel (PT), a 20 anos de prisão em regime fechado.
Santos foi condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e sem dar chance de defesa à vítima. Ele participou do sequestro do ex-prefeito e o levou para um cativeiro, onde a vítima foi assassinada a tiros. O juiz Antonio Augusto de França Hristov levou em conta o fato de a vítima ser prefeito na época e a comoção causada pelo crime para fixar a pena. Beneficiado por um habeas corpus recentemente, ele poderia recorrer em liberdade, mas já responde a outros processos e vai continuar preso.
O advogado de defesa Airton Jacob Gonçalves Filho já entrou com recurso. O irmão da vítima, Bruno José Daniel Filho, que acompanhou o julgamento, disse que a Justiça está sendo feita, mas espera que as investigações continuem. "Tenho esperança de que algo novo venha à tona." O advogado do réu defendeu a tese de que o crime foi político. "É melhor condenar um favelado do que colocar aqui a cúpula deste ou daquele partido", disse. Segundo ele, o acusado não poderia ser condenado por homicídio, pois não estava no local do crime e não puxou o gatilho. "Ninguém coloca aqui um José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil, condenado no processo do mensalão) engravatado, então vamos condenar um favelado", afirmou.
A acusação também recorreu à condenação do ex-ministro para convencer os jurados de que não é preciso puxar o gatilho para ser co-autor de homicídio. "O Supremo entendeu que cada um fez a sua parte para chegar a um objetivo comum", disse o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho. Ele acusou a Polícia Federal, que iniciou as investigações, de ter feito um serviço "porco" e estendeu as críticas ao Ministério Público Federal, acusando-o de ter parado as investigações contra "pessoas que estavam acima do senhor Sérgio (Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de ser o mandante do crime)".
A sessão foi marcada por discussões e agressões verbais entre o advogado de defesa e o promotor Márcio Augusto Friggi de Carvalho. Quando disse que o réu não queria a morte de Celso Daniel, o promotor interveio: "O senhor mente descaradamente." O advogado retrucou: "Esse ímpeto acusatório é sinal de desespero", e ameaçou abandonar a sessão. Foi necessária a intervenção do juiz Antonio Augusto de França Hristov para serenar os ânimos. Durante o interrogatório que abriu o julgamento, o réu permaneceu calado.
No final do julgamento, o irmão da vítima fez um apelo para que a sociedade se mobilize contra proposta de emenda enviada ao Congresso Nacional que retira do Ministério Público a prerrogativa de fazer investigações. "Isso representaria um tremendo retrocesso", disse. Também pediu que seja investigado suposto depoimento dado pelo publicitário Marcos Valério, condenado no processo do mensalão, que envolveria dirigentes petistas na morte do irmão. "Se o Ministério Público não fizer isso, ninguém fará."
Celso Daniel foi sequestrado no dia 18 de janeiro de 2002 quando saía de um jantar. O empresário e amigo Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, estava com ele quando o carro foi fechado e a vítima foi levada pelos sequestradores. Inicialmente, Celso Daniel foi levado para um cativeiro na Favela Pantanal, em Diadema, e depois transferido para uma chácara em Juquitiba, a 78 km de capital, sendo assassinado dois dias depois.
Na época, o inquérito apontou que ele havia sido morto por engano, mas a família solicitou a reabertura das investigações pelo MP. Concluiu-se depois que o crime havia sido premeditado. O empresário faria parte de um esquema de corrupção na Prefeitura de Santo André. De acordo com o promotor, o julgamento de Silva deve ocorrer até junho do próximo ano.
DO WELBI

A acelerada produção de cadáveres nos estados governados pelo PT. E o silêncio e o proselitismo cúmplices do jornalismo companheiro

Leiam este texto com atenção. Ele trata de números. Ele trata de fatos. Se julgarem que faz sentido, passem adiante e debatam
Abaixo, vocês têm os dados evolutivos com a taxa de homicídios por 100 mil habitantes de cada unidade da federação de 2000 a 2010. São números do respeitadíssimo Mapa da Violência. Abro o post com o quadro porque vocês poderão consultá-lo ao longo da leitura do texto que a ele se segue.
Vamos lá
José Eduardo Cardozo e os petistas estão sendo apresentados por certa imprensa como, digamos, “professores” na área de segurança pública. Eles saberiam o que fazer. Não por acaso, José Dirceu anunciou ontem, em um de seus habituais posts-borborigmo, que a política de segurança pública de São Paulo não deu certo… Sei. Não se esqueçam destes números: o Estado fechará o ano com pouco mais de 10 mortos por 100 mil habitantes, e a capital paulista, com pouco mais de 11.
Sabem quem é bom pra chuchu nessa área? O petismo. Ninguém multiplica cadáveres como eles — e sob o silêncio cúmplice de boa parte da imprensa. Vamos ver o que acontece nessa área quando o PT vira governo.
O escândalo baiano
A Bahia talvez seja a maior evidência da distância entre o que o PT diz e o que PT faz. O petista Jaques Wagner governa o estado desde 2007. Em 2006, houve no estado 23,5 mortos por 100 mil habitantes. Nesse mesmo ano, São Paulo já tinha um índice inferior: 19,9. Pois bem! Vamos ver o que aconteceu com os números a partir de 2007, na gestão do companheiro Wagner: 25,7; 32,9; 37,7 e 37,7. Viram? Entre 2006 e 2010, sua política de segurança pública exemplar conseguiu aumentar o número de homicídios em 60,4%! No mesmo período, São Paulo baixou a sua em 30%. Mas bom mesmo é o PT de José Dirceu!!!
O escândalo paraense
Os paraenses, coitados!, já tiveram um governo petista — o de Ana Júlia Carepa, entre 2007 e 2010. Também ali o partido teve a chance de pôr para funcionar as suas ideias verdadeiramente revolucionárias na área de segurança pública. Um ano antes de a petista chegar ao poder, houve 29,6 mortos por 100 mil no estado. Vamos ver os números que os petistas conseguiram produzir entre 2007 e 2010: 30,4; 39,2; 40,2 e 45,9. Isto mesmo: houve uma elevação de 55,06%! Se o Zé Dirceu considera que o governo de São Paulo é responsável por um surto de violência — que não quer dizer aumento estrutural —, louve-se a capacidade ímpar do PT de produzir cadáveres em série…
Sergipe
Ah, mas existe Sergipe, onde o PT é poder desde 2007! Quem sabe os petistas tenham reservado toda a sua competência no combate à violência de Sergipe! Em 2006, ultimo ano do governo não-petista, a taxa já era alta: 29,8 por 100 mil. Em 2007, teve-se a impressão de algo de bom poderia estar em curso na área: a taxa caiu um pouco; foi para 25,9. Engano! De 2008 a 2010, foram estes os números: 25,9; 28,7; 32,6 e 33,3 — aumento de 11,74%. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública traz o número de 2011: 33,9! E olhem que eles são considerados de “baixa qualidade”. Vale dizer: pode haver  subnotificação.
Piauí
Associado ao PSB, o PT está no governo do Piauí desde 2003 (duas gestões cada um, com o outro de vice). Pois bem: em 2002, o estado teve 10,9 homicídios por 100 mil habitantes. Vejamos, então, o desempenho dos companheiros entre 2003 e 2010: 10,8; 11,8; 12,8; 14,4; 13,2; 12,4; 12,8 e 13,7! Que coisa, não? Em oito anos no poder, os companheiros conseguiram elevar a taxa de homicídios em 25,68%. E olhem que o Anuário da Segurança Pública, por exemplo, não leva a sério os dados fornecidos pelo governo do Piauí porque os considera também de “baixa qualidade”.
Acre
Os petistas governam o Acre desde 1999 — o grupo de Marina Silva também é poder e, no estado, não se distingue dos petistas. Vejam o quadro. De 2000 a 2010, eis a taxa de mortos por 100 mil do Acre segundo o Mapa da Violência: 19,4; 21,2; 25,7; 22,5; 18,7; 18,7; 22,6; 18,9; 19,6 21,5 e 19,6. É praticamente o dobro da de São Paulo. Mas os petistas insistem em dar aulas sobre segurança pública. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública não traz números sobre o Acre porque o Estado não fornece de modo adequado os dados para o Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública e Justiça Criminal (SINESPJC). Eis aí: depois de dez anos de gestão petista, os mortos por 100 mil habitantes no Estado cresceram, com alguns picos de violência em 2001, 2002, 2003 e 2009.
E os números bons?
Zeca do PT governou o Mato Grosso do Sul entre 1999 e 2007. Não cheirou nem fedeu. Em 2000, havia 31 mortos por 100 mil habitantes no Estado. No último ano de sua gestão, 30. Notem: eu bem que tento encontrar dados virtuosos do petismo. Segundo o Anuário, em 2011, o Distrito Federal, governado por Agnelo Queiroz, teve 29,2 mortos por 100 mil — menos do que os 33,2 do ano anterior (ou 34,2 segundo o Mapa). Essa taxa é 170,37% maior do que a de São Paulo no mesmo ano: 10,8 por 100 mil.
E então?
Eis aí. Com esse retrospecto na segurança pública, os petistas se atrevem, no entanto, a dar lições de competência aos outros. E que se note: há taxas ainda piores Brasil afora, a maior parte oriundas de estados governados pela chamada “base aliada”. Ora, por que os petistas, então, não aplicam nos estados que governam seus programas miraculosos? Por que José Eduardo Cardozo não vai fazer proselitismo na Bahia? Por que não oferece os seus préstimos a Sergipe? Por que não põe em prática suas ideias revolucionárias no Acre? Por que já não propõe medidas definitivamente saneadoras ao Piauí?
Pergunto: a reputação de que governo resiste a que se leve para a TV cada ocorrência havida de violência, cada caso, sempre como um sintoma de descontrole da segurança pública? É o que se faz com São Paulo.
Caminhando para a conclusão
Não se trata de negar, reitero, a existência de um surto de violência no Estado e a ação deletéria do crime organizado. À medida, no entanto, que se faz tabula rasa de uma política de segurança pública que demonstra, ao longo de uma década, virtudes inequívocas, faz-se o que tenho chamado de “aliança objetiva” com a bandidagem. Os criminosos — sim, existem criminosos soltos em São Paulo; menos do que na maioria dos estados, mas existem — passam a ser os senhores da pauta.
Quando o estado que exibe, na média, os melhores indicadores é apresentado como terra de ninguém, é evidente que o jornalismo morreu faz tempo. Em seu lugar, entrou uma pauta de natureza política.
Só por curiosidade: quantos morreram ontem no Rio? E anteontem? E na terça-feira? E na segunda? A quantas anda a taxa de homicídio no Estado até outubro? Então aquelas pessoas não tinham história?
Num país em que existem “mortos com notícia” e “mortos sem notícia”, é forçoso concluir que os cadáveres se transformaram numa alavanca política. Como, aliás, já percebeu José Dirceu (ver post na home).
Ah, sim! Não insistam, hein!? Sérgio Cabral não pode se candidatar a governador de São Paulo… Não que não pudesse ser divertido vê-lo de lenço na cabeça, dançando na boquinha da garrafa… Até pensei em sugerir que José Mariano Beltrame  acumulasse as secretarias de Segurança de São Paulo e Rio… Seria bacana! Poder-se ia fazer a taxa de mortos por 100 mil dos dois estados, somados. A do Rio (25,8 por 100 mil*) cairia brutalmente, e a de São Paulo (10,8 por 100 mil*) subiria também brutalmente. A média daria 18,3! Sem contar que São Paulo precisa de um secretário que, como direi?, “circule mais”, como se dizia no colunismo social de antigamente.
Não sei se fui muito sutil… 
(*) Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 
Texto publicado originalmente às 2h18
Por Reinaldo Azevedo

Pare a festa! Arregacem-se as togas!

Então tá, já deu pra bolinha a festa da democracia que celebra a posse de Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal. Agora é só arregaçar as togas e trabalhar. Há muito que fazer além do julgamento dos mensaleiros. O que há de malfeitor da máquina pública solto por aí, não tá no Gibi. Só de ministério carcomido pelo câncer dos cartéis da propina há pelo menos aquela meia dúzia de sete ou oito e até mais que perderam seus ministros pelo caminho, varridos na marra pela antiga faxineira Dilma Vana.
Se você não tá lembrado, dá licença de contar: era uma coisa véia, uns palacetes assombradados... Cadê os caras, cadê? Os seus cartéis continuam onde sempre estiveram, metendo a mão na massa e balançando a pança. Vamos a alguns deles, só pra relembrar:
Antônio Palloci
Primeiro a levar uma vassourada no governo da Dilma. Ganhou experiência no governo Lula. Foi varrido porque o seu patrimônio aumentou 20 vezes entre 2006 e 2010. Tá que tá.
Alfredo Nascimento
Varrido porque não conseguiu esconder o esquema de propina envolvendo o DNIT e Valec. Alfredo Nascimento, da mesma forma que Palloci, se formou no governo Lula.
Nelson Jobim
Jobim das Selvas saiu-se depois de declarações que pareceram preconceituosas e menos gentís com relação às meninas Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann. Ele chegou ao ponto de dizer que votou em Serra nas eleições de 2010. Nelson Jobim, por acaso, também foi ministro no governo Lula.
Wagner Rossi
Corrupção desbragada na CONAB, dentre as quais o pagamento de propina por contratos e favorecimento de empresas em troca de financiamento de campanha, e uma cachoeira de negócios agropeculiares, determinaram o afastamento do ministro, afilhado de Michel Temer do PMDB "um partido que não precisa ser investigado", segundo o próprio vice-presidente da República da Silva.
Pedro Novais
O garanhão de alcova Pedro Novais tem no seu prontuário o caso em que pediu ressarcimento à Câmara no valor de R$2. 156,00, por despesas com motel. E teve também a denúncia do jornal Folha de São Paulo de que o então ministro usara verba da Câmara para pagar a governanta de seu apartamento.
Orlando Silva
Este fez do Ministério do Esporte o Parque de Orlando. Envolveu-se em várias irregularidades no Ministério. Foi também, por incrível coincidência, indicação de Lula. As denúncias de corrupção foram em cima dos contratos com ONGS e o programa Segundo Tempo. Até candidato a fereador, Orlando Silva foi. Levou uma traulitada que está doendo até agora.
Carlos Lupi
Esse Lupi, cheio de banca, não queria sair nem a pau do governo Dilma Vana. Ele foi uma das tantas heranças malditas que Dilma Vana recebeu do governo Lula. Seu pedido de demissão foi entregue na marra, depois de dizer que só sairia do ministério abatido a bala. Levou um tiro no pé. Preside o PDT.
E tem mais muito mais. Isso aí é só o que veio à tona. O crime organizado que se infiltrou na máquina pública continua mergulhado nas águas da calmaria de sempre. Continua agindo com a naturalidade de quem tem as costas largas e o perfume da impunidade com ares de imunidade.
DO SANATORIODANOTICIA

Barbosa diz em discurso que Justiça não trata a todos de forma igual


Novo presidente do STF vê 'tratamento privilegiado' e 'déficit de igualdade'
Ministro discursou ao tomar posse nesta quinta (22) em solenidade no STF
Do G1, em Brasília
O ministro Joaquim Barbosa apontou nesta quinta (22), durante discurso na cerimônia em que tomou posse na presidência do Supremo Tribunal Federal, um "déficit de igualdade" na Justiça (veja no vídeo ao lado a íntegra do discurso).
Para o novo presidente do STF, "nem todos os cidadãos" são tratados da mesma forma quando buscam o Judiciário.
“É preciso ter a honestidade intelectual para reconhecer que há um grande déficit de Justiça entre nós. Nem todos os cidadãos são tratados com a mesma consideração quando buscam a Justiça. O que se vê aqui e acolá é o tratamento privilegiado”, declarou.
Segundo Barbosa, se o acesso ao Judiciário não se tornar mais igualitário e eficaz, ele “suscitará um espantalho” capaz de afugentar investimentos.
“O que buscamos é um Judiciário célere, efetivo e justo. De nada vale o sofisticado sistema de informação, se a Justiça falha. Necessitamos tornar efetivo o princípio constitucional da razoável duração do processo. Se não observada estritamente e em todos os quadrantes, o Judiciário nacional, suscitará, em breve, o espantalho capaz de afugentar os investimentos que tanto necessita a economia nacional”, disse.
Ele afirmou que os magistrados devem levar em conta as expectativas da sociedade em relação à Justiça e disse que não há mais espaço para o juíz "isolado". Para Barbosa, o magistrado precisa considerar os valores e anseios da sociedade.
“O juiz deve, sim, sopesar e ter em conta os valores da sociedade. O juiz é um produto do seu meio e do seu tempo. Nada mais ultrapassado e indesejado do que aquele juiz isolado, como se estivesse fechado em uma torre de marfim”, disse.
O novo presidente do Supremo defendeu o reforço da "independência do juiz."
Ele afirmou que o magistrado deve ter consciência de suas limitações e jamais deixar que “suas crenças mais íntimas” influenciem nas decisões.
“Não se pode falar de instituições sólidas sem o elemento humano que as impulsiona. Se estamos em uma casa de Justiça, tomemos como objeto o homem magistrado. O homem magistrado é aquele que tem consciência de seus limites. Não basta ter formação técnica, humanística e forte apelo a valores éticos, que devem ser guias de qualquer agente estatal. Tem que ter em mente o caráter laico da sua missão constitucional [para que] crenças mais íntimas não contaminem suas atividades."

Na avaliação de Barbosa, é necessário afastar o novo juiz de influências negativas e dos laços políticos eventualmente usados para a ascensão profissional.
"Nada justifica a pouca edificante busca de apoio para uma singela promoção do primeiro para o segundo grau de jurisdição", disse.
Ele afirmou que quer um Judiciário “sem floreios” e “rapapés” e com compromisso com a eficácia. “Justiça que falha e não tem compromisso com sua eficácia é Justiça que impacta direta e negativamente a vida dos cidadãos”, declarou.
Sobre a situação institucional no Brasil, ele afirmou que o país soube construir instituições que podem servir de modelo internacional. "Hoje pode se dizer que temos instituições sólidas, submetidas cada vez mais ao escrutínio da sociedade, de organizações e da sociedade internacional", afirmou.

DO R.DEMOCRTICA