sábado, 3 de novembro de 2012

CELSO DANIEL AINDA VIVE.



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Revista Veja - Nº - 2294 - 03/11/2012
DO GENTE DECENTE

Um cadáver volta a assombrar a República petista: o de Celso Daniel. Partido decide adiar seu manifesto contra o STF e a “mídia golpista”

Sempre que está acuado, não importa o assunto – uma disputa eleitoral ou uma investigação policial –, o PT parte para o ataque. Infelizmente – para o país e para a ordem dos fatos –, costuma ser bem-sucedido. Vimos isso recentemente, na disputa eleitoral em São Paulo. Desde que Lula decidiu que o candidato seria mesmo Fernando Haddad, o partido iniciou uma intensa campanha acusando forças supostamente obscurantistas e a oposição de explorar a questão do kit gay. Quem quer que faça uma pesquisa vai constatar que os adversários do partido mal tocavam no assunto. Era só uma reação preventiva para conquistar, como conquistou, a imprensa. Tocar no tema passou a ser visto como coisa reacionária, conservadora, religiosa. Mais ainda: inverteu-se o ônus do tema. O tucano José Serra é que passou a ser literalmente perseguido por jornalistas para se posicionar a respeito, sendo acusado de explorar um tema que não diria respeito à cidade – o que, de resto, é falso porque há milhares de alunos da rede municipal de ensino.
Muito bem! Qual foi a consequência? O kit gay ficou longe da campanha. O tema não foi levado ao horário eleitoral gratuito ou aos debates na TV. A questão ficou circunscrita aos jornais, que atingem uma fatia mínima do eleitorado, e mal chegou às rádios. O PT conseguiu, assim, com o barulho que fez junto aos chamados “setores formadores de opinião”, blindar Fernando Haddad, preservando-o de sua própria obra. O ministro que autorizou a produção de um material – destinado a alunos a partir de 11 anos – que sustentava a superioridade da bissexualidade no cotejo com a heterossexualidade e que estimulava o debate sobre pessoas insatisfeitas com seu órgão genital não teve de responder por suas escolhas. O mais impressionante: Serra, que não tocou no assunto, foi acusado de estimular o preconceito. Um sedizente “cientista social” afirmou que sua campanha estaria contaminada pelo “ódio”. O PT, em suma, fez um movimento preventivo e se deu bem. Até alguns tucanos de alta plumagem, para não variar, falaram besteira a respeito, apontando o erro de uma suposta campanha contaminada pela religião.
O caso da CPI do Cachoeira
Enquanto o ministro Ricardo Lewandowski permanecia sentado sobre a revisão do processo do mensalão – Lula havia prometido aos seus e a Marcos Valério que o julgamento jamais ocorreria; talvez “em 2050”, ele profetizou –, o próprio Apedeuta e José Dirceu urdiram pelas costas até da presidente Dilma a CPI do Cachoeira. Alguém buzinou informações erradas ao ouvido dos dois patriotas, sustentando que a Operação Monte Carlo tinha potencial para liquidar com a oposição, com a imprensa independente, com o procurador-geral da República e até com ministros do Supremo. No dizer de Rui Falcão, presidente do PT e pensador refinado, a bancada do PT na Câmara e no Senado defendia uma CPI “para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão”. Tudo parecia caminhar bem até que surgiu na mesa os nomes de Fernando Cavendish e Sérgio Cabral. Aí os petistas precisaram correr com o rabo enfiado entre as pernas. Afinal, ficou claro, Carlinhos Cachoeira era só um peixe pequeno de um escândalo gigantesco, que iria estourar no Palácio do Planalto. Mas, como resta evidente, houve, sim, a tentativa de usar a CPI para melar o julgamento. Parte da imprensa aderiu inicialmente à farsa.
Depois da condenação…
Condenado Marcos Valério, o PT passou a viver o pânico da concessão do benefício da delação premiada ao empresário. Sabe que os 40 anos de cadeia não são coisa trivial e que seu antigo aliado está injuriado. Alguém na sua situação pode, sim, decidir se safar contando o que sabe. Então o PT resolveu correr de novo para a galera. Passou a acusar nada menos do que o próprio STF de se comportar como tribunal de exceção. De quebra, promete levar adiante a luta pela “regulamentação da mídia golpista” e discutir o financiamento público de campanha. O partido havia prometido um manifesto para quinta-feira, mas parece ter adiado em face das notícias que começaram a circular sobre o depoimento de Valério.
Agora ao ponto
Recuperem o noticiário de janeiro de 2002, por ocasião do assassinato do prefeito Celso Daniel. Antes que qualquer pessoa aventasse publicamente a possibilidade de que o PT pudesse ter algum envolvimento com a morte, os petistas botaram a boca no trombone e saíram acusando a suposta tentativa de incriminar o partido, exigindo, em tom enérgico, que a polícia fizesse alguma coisa. Montou-se uma verdadeira operação de guerra para controlar o noticiário. No arquivo do blog, vocês encontram alguns textos a respeito. Celso foi o primeiro de uma impressionante fila de oito cadáveres relacionados ao caso. O prefeito morto era já o coordenador do programa de governo do então pré-candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. O partido seria o primeiro a ter motivos para desconfiar de alguma motivação política para o sequestro e imediato assassinato. Deu-se, no entanto, o contrário: o partido praticamente exigia que a polícia declarasse que tudo não havia passado de crime comum.
O último morto, por causa desconhecida (!), foi o legista Carlos Delmonte Printes, que assegurou que Celso fora barbaramente torturado antes de ser assassinado. Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do PT que acompanhou o caso em nome do partido e teve acesso ao cadáver, assegurou à família de Celso, no entanto, que não havia sinais de tortura. O fato é conhecido porque foi denunciado pela família do prefeito.
Gilberto Carvalho, braço direito de Celso na Prefeitura, movimentou-se freneticamente logo após a morte do “amigo” para que prevalecesse a versão do partido: crime comum. O esforço deixou um rastro de conversas gravadas que vieram a público. Tudo muito impressionante. Leiam, por exemplo, este diálogo em que Sérgio Sombra, acusado de ser ao assassino de Celso, entra em pânico e pede para falar com Carvalho. Alguém garante que está sendo montado “um esquema”. Sombra, no diálogo abaixo, é o “personagem A”.
A – Ô Dias!
B – Oi chefe!
A – Onde é que você está cara?
B – Tô na avenida (…). Eu tô saindo, to indo praí.
A – (…) Fala prá ligá nesse instante (…) Pará de fazer o que está fazendo.
B – Peraí, Peraí, Perai. Ei! Oi! Escuta o (…) Já está aí onde está todo mundo (…) Alô!
A – Ô meu irmão!
B – Cara cê está no sétimo?
A – Ô meu! O cara da Rede TV está me escrachando, meu chapa! Tá falando que… Tá falando que é tudo mentira, que o carro tá pegando, que não destrava a porta, que sou o principal suspeito.
B – Ô cara! Deixa eu te falar. O que hoje tá pegando contra você é esse negócio do carro. Nós temos que fazer é armar um esquema aí: “porque as empresas de (…) junto com a Mitsubishi, por razões óbvias de mercado, se juntaram para dizer que você está mentindo, que o câmbio está funcionando”…Entendeu? Então é o seguinte…
A – Peraí. Perai, péra um pouquinho.
B – (…) Pô! Pegá o que Porra?
A – Chama o Gilberto aí! Chama o Gilberto! Tem que armar alguma coisa!
B – Calma!
A- Eu tô calmo. Quero é que as coisas sejam resolvidas.
Outro diálogo: “Puta! Tá dez!”
Há outro diálogo bastante interessante. Alguém liga para Ivone, tornada pelo partido a “viúva oficial” de Celso — consta que era sua “namorada” à época… E lhe dá nota dez por sua performance como “viúva” numa entrevista. Vocês entenderam direito. Leiam. Ivone é a personagem B.
A – Oi!
B – Oi meu amor. O Xande quer falar com você. Tá bom?
A – Ok.
B – Tchau.
C – Como vai minha querida?
A – Vou assim. Arrastando.
C – Ótima a sua entrevista! Viu?
A – Você gostou Xande?
C – Eu gostei muito mesmo.
A – É importante a sua opinião pra mim porque estou totalmente sem referência. Né?
C – Eu achei muita boa. Entendeu. Tá super. Tem coisas… tá perfeito!
(…)
B – Hoje tem uma coisa. Programa pra ir na Hebe.
A – É. Porque vai a mulher… a viúva do Toninho.
B – Sabe que o Genoino quer. E é uma merda né. Uma merda.
A – Olha. Se você falar o que falou ai está 10. Puta! Tá 10, não parece estrela, a dor de uma viúva. Tá dez!
Como se nota, a morte do “companheiro” havia se transformado apenas numa questão de marketing e de guerra para ganhar a “mídia”. Com direito a nota pela performance da, sei lá como chamar, “atriz” talvez.
Retomo
Já lhes contei aqui. Mesmo a ala petista da família Daniel rompeu com o PT. Um dos irmãos, Bruno, teve de se exilar na França com mulher e filhos. Estavam sendo ameaçados de morte no Brasil. Outro irmão relatou que Celso havia lhe contando que Carvalho era o portador de malas de dinheiro de um propinoduto de Santo André para o então presidente do PT, José Dirceu. Os dois negam.
Vale a pena, reitero, por curiosidade quase científica, voltar ao noticiário daqueles dias para constatar a frenética movimentação preventiva do partido, certo de que poderia conduzir para onde quisesse a opinião pública. Passada uma semana, quem estava na defensiva era a polícia paulista… Agora, Marcos Valério denuncia ao Ministério Público que o PT tentou fazê-lo participar de uma esquema para silenciar. com dinheiro, pessoas que estariam chantageando Lula e Carvalho, podendo implicá-los no assassinato de Celso. Valério diz que não participou, mas dá a entender que tem mais detalhes da operação, que teria sido realizada. Diz que sabe até que banco foi usado na operação.
Vamos ver. Uma coisa é certa: o cadáver de Celso Daniel volta a se agitar no armário. E o PT decidiu adiar o seu manifesto contra o STF e a “mídia golpista”.
*
PS – Reitero: a vida de Marcos Valério vale mais a cada dia. E, por isso mesmo, também vale menos… Se o STF não tomar as devidas precauções, o óbvio acontece. Porque o óbvio sempre acontece.
Por Reinaldo Azevedo-REV VEJA

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A polícia de SP não deixará de enfrentar bandidos nem que o PT, um dia, chegue ao governo e ainda que seja essa a vontade de certa imprensa. Não vai porque é contra a sua natureza. Se algum governante mandar condescender com o crime, não será obedecido. Ainda bem!

Vamos lá, queridos. Resolvi passear um pouco com Dona Reinalda. Mas sabem como é este velho coração dividido, hehe… Não posso fica longe de vocês. Podem me procurar aqui no feriado prolongado, que vocês vão me achar. Talvez não com a presença obsessiva de sempre. Mas sempre aqui. Adiante.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um dos “porquinhos” da presidente Dilma, exagerou na dose. Quem quer que lhe tenha encomendando a tarefa de acrescentar confusão ao cenário de recrudescimento da violência em São Paulo esqueceu de lhe recomendar que estudasse um pouco da mimese aristotélica. Ainda que, na representação dramática, a farsa possa apelar à caricatura, o papel desempenhado pelo caricato tem de ser ao menos verossímil.  Cardozo encarnando a personagem que sabe resolver problemas relacionados ao crime organizado não convence nem suas admiradoras…
O jornalismo, com algumas exceções, ignora o sentido das palavras. E também não se ocupa minimamente da coerência – própria ou alheia. Por que digo isso?
A presidente Dilma Rousseff telefonou ontem para o governador Geraldo Alckmin para oferecer colaboração no combate ao crime organizado em São Paulo. O governo federal dá, assim, a primeira resposta oficial a um documento encaminhado por São Paulo ao Ministério da Justiça em 29 de junho. Antes disso, só se conhecia aquele texto redigido no joelho por Cardozo, datado a mão (30 de outubro de… 2012!!!), eivado de coisas malcriadas, entregue primeiro à Rede Globo e só depois ao Palácio dos Bandeirantes.
O governador e a presidente combinaram uma ação conjunta que ainda vai ser definida. Eis aí: as palavras fazem sentido. O governo federal não tinha e não tem, por óbvio, plano nenhum. Por intermédio de Cardozo, resolveu atuar para emparedar o governo de São Paulo, acusando-o indiretamente de perda de controle da situação. Que ajuda será essa? Veremos.
Não houvesse mais nada – e há -, em uma coisa ao menos São Paulo é muito melhor do que a federação: combate à violência. Mesmo assim, claro!, a ajuda, havendo, é bem-vinda. O que Dilma pretende? Combater o crime organizado ou fazer propaganda? Infelizmente, a segunda alternativa é insofismavelmente a correta. E por que é?
Porque a violência, em São Paulo – que passa, sim, por um surto preocupante –, está entre as menores  do país. O que Cardozo tem feito efetivamente para tentar diminuir o escandaloso número de 50 mil homicídios por ano no Brasil??? Querem alguns delinquentes intelectuais que a “estratégia do enfrentamento (com os bandidos)”, que São Paulo realmente aplica, não seja a melhor. Não? Então qual seria? Quem não enfrenta acomoda – é assim na linguagem e na vida. O que querem os patriotas? Um acordo com marginais; a celebração da pax com a bandidagem, o reconhecimento do crime como “força beligerante” – tese que Marco Aurélio Garcia, assessor de Dilma, defendia para os narcoterroristas das Farc???
Dilma quer ocupar Paraisópolis com o Exército e a Força Nacional de Segurança porque pretende emprestar ao estado do país que menos mata a mácula da desordem e da falta de controle. E conta com o apoio quase unânime da imprensa petista por convicção ou petistófila por conveniência. Na Folha de hoje,  Wálter Maierovitch, colunista da revista petista Carta Capital, concede esta pequena entrevista:
Folha – O que o senhor acha da proposta?
Wálter Maierovitch
– É preciso fazer a pacificação, a retomada do controle dos territórios. O sucesso das UPPs do Rio de Janeiro parte da retomada dos controles territorial e social.

Para se ter esse controle, há necessidade de se ter uma polícia comunitária, que retome a confiança do cidadão, que faça com que se encerre esse medo difuso do crime organizado e que volte a implantar a cidadania.
E não adianta manter a Polícia Militar?
O que o governo federal propõe com a instalação de uma unidade pacificadora é o contrário da política de São Paulo, que tem uma polícia que vai para o confronto.

Deixar a PM é fazer uma UPP capenga, militarizada. Essa política de enfrentamento vem colhendo maus resultados.
Voltei
Trata-se de uma soma fabulosa de estultices ideologicamente orientadas. Ah, sim: o jornal o chama de “jurista” – o que só pode ser humor involuntário. A comparação com o Rio é um cretinismo, já escrevi aqui, porque Paraisópolis já conta com polícia comunitária. Atenção: NÃO HÁ FAVELA “PACIFICADA” NO RIO QUE TENHA A PRESENÇA DO PODER PÚBLICO QUE TEM A FAVELA DE SÃO PAULO. Talvez o estado não seja assim tão bom no marketing…
Vejam ali: este impressionante Maierovitch não quer uma polícia que “vá para o confronto” com os bandidos. Fica implícita a ideia – e é a única verdade de sua fala – de que as UPPs não existem mesmo para enfrentar bandidos. Certo! Então elas pacificam quem? Vai ver pacificam os já pacificados…
Estamos diante do casamento de uma ação partidariamente orientada com uma doxa que tomou conta de influentes veículos de comunicação do país. A ação partidária, obviamente, é a do PT, que já está em franca campanha eleitoral. Dilma e Cardozo querem o Exército e a Força Nacional de Segurança desfilando em São Paulo para ter boas imagens na campanha eleitoral de 2014. A doxa diz respeito às tais UPPs: ora, elas significaram, no Rio, a chegada de algum poder público a áreas que eram governadas pelo narcotráfico. Aliás, nas mais de 1.200 favelas (em cabralês castiço, é obrigatório usar o termo “comunidade”) ainda sem “polícia pacificadora”, o crime organizado ou as milícias dão as cartas. E só é possível ir e vir com a autorização da bandidagem – muitos dos meliantes são oriundos das áreas a que chegaram as UPPs.
O não enfentamento, como quer Maierovitch, compreende não prender ninguém. Bandido bom é bandido solto? Em São Paulo, inexistem áreas assim, o que não quer dizer, claro!, que inexista o crime organizado – que continua a ditar a, vamos dizer, “rotina administrativa” das “comunidades pacificadas” do Rio. A notícia não vai parar na TV porque não pegaria bem à tese, mas é fato: os traficantes dominam, por exemplo, todos os aparelhos públicos levados às favelas pelo PAC. Ou esse controle se dá diretamente ou por intermédio de associações de moradores, controladas por eles. A genial política de Sérgio Cabral e de José Mariano Beltrame, à medida que não prende ninguém e que, na prática, proíbe os policiais de “entrar em confronto com a população” (bandido vira “população”), dá ao narcotráfico mais infraestrutura do que tinha antes. Não só: como a polícia está lá e não pode “enfrentar” bandidos, os manda-chuvas ficam felizes: estão livres do assédio de forças rivais e das milícias.
É o que Dilma quer para São Paulo. É o que esses setores da imprensa querem para São Paulo. As corporações têm sua história e sua tradição. A polícia deste estado não deixará de enfrentar bandidos nem que o PT, um dia, chegue ao governo e ainda que seja essa a vontade de certa imprensa. Não vai porque é contra a sua natureza. Se algum governante mandar condescender com o crime, não será, na prática, obedecido. Ainda bem!
Concluindo
Conforme antevi aqui, os mais serenos decretam uma espécie de empate. Dilma tomou a iniciativa de ligar para Alckmin. Ele, claro, aceitou a oferta de colaboração – seja ela qual for. Chamei aqui a atenção para o fato de que aquele documento encaminhado à Globo (ah, sim, até Alckmin o recebeu) continha uma única proposta: receber alguns detentos em presídios federais, mas bem poucos…
Faz de conta, então, que Cardozo não plantou fofoca em jornal. Faz de conta, então, que Cardozo tinha alguma prova do que dizia. Faz de conta que Cardozo não demorou quatro meses para responder a um ofício de São Paulo – e o fez, ainda, em termos deseducados, tratando o estado que responde por mais de um terço do PIB como um pedinte sem honra. Decretou-se o empate entre a mentira e a verdade.
Procurem nos primórdios do blog ou lá nos tempos ancestrais do Primeira Leitura: eu sou favorável à presença das Forças Armadas em favelas dominadas pelo narcotráfico desde sempre – no Rio, em São Paulo e em qualquer lugar. Mas tem de estar lá para fazer o contrário do que recomenda o colunista da Carta Capital e sedizente jurista. Tem de estar lá para confrontar o crime, sim. A MENOS QUE SE QUEIRAM SOLDADOS UNIFORMIZADOS COMO SEGURANÇAS DO NARCOTRÁFICO.
Na era do “outro-ladismo” jornalístico, alguém pode sustentar que dois mais dois são quatro. Mas é preciso ouvir os que acham que são cinco. Quem está com a verdade? Ora, a tarefa da imprensa é dar todos os ângulos de uma questão e todas as opiniões, não é? Se a turma do cinco se mostra mais influentes e convincente; se é composta de pessoas que tocam mais fundo na afetividade ideológica (!!!) dos jornalistas; se é formada, em suma, de “progressistas” a serviço de uma boa causa, então dois mais dois passam a ser cinco.
Dilma e Cardozo poderiam ter feito uma oferta politicamente honesta a São Paulo, em benefício dos paulistas. Mas há erros que  nunca cometi na vida: jamais aposto que as pessoas possam ir contra a sua natureza.
Por Reinaldo Azevedo

Oposição cobra investigação da PGR sobre fala de Valério

VEJA detalhou o que o operador do mensalão revelou em depoimento, com detalhes de sua ligação criminosa com o PT - passando pelo caso Celso Daniel

Gabriel Castro
Roberto Freire: “Um partido não pode ser penalizado pela formação de outro”
O presidente do PPS, Roberto Freire: visita à PGR (Beto Oliveira/Agência Câmara)
Lideranças da oposição reagiram neste sábado às novas revelações do operador financeiro do mensalão, Marcos Valério, publicadas por VEJA. A edição que chegou às bancas nesta sexta-feira mostra como o publicitário procurou o Ministério Público Federal para contar parte do que, até então, mantivera oculto - o que inclui até um elo com o caso Celso Daniel.
O presidente do PPS, Roberto Freire, diz que a reportagem torna ainda mais urgente a abertura de um inquérito na Procuradoria Geral da República para apurar os aspectos ainda desconhecidos do esquema de Marcos Valério - especialmente a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mensalão. 
Representantes da oposição já tinham agendado uma ida à PGR nesta terça-feira; eles pedirão que o Ministério Público abra um inquérito para investigar o papel de Lula no esquema do mensalão. "Nós temos que nos posicionar, não podemos esperar. A cada dia surgem novos fatos. Nós precisamos que o Ministério Público abra um novo inquérito para investigar tudo isso", disse Roberto Freire, presidente do PPS.
O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, diz que a caixa-preta petista deve ser objeto de apuração: "Isso é muito sério. É preciso que haja a abertura do inquérito e que se leve a fundo a investigação", disse o senador.
Líder do PPS na Câmara, o deputado Rubens Bueno (PR) diz que as novas informações sobre o caso Celso Daniel mostram, mais uma vez, a complexidade das ações criminosas envolvendo o PT:  "Isso não vai acabar tão cedo. Cada vez que você mexe, você puxa um fio de uma meada maior. E chega ao Lula. Nada disso aconteceu sem o seu conhecimento e sem sua ordem de comandante do processo."
A ida à PGR na próxima semana não foi consenso entre os três partidos de oposição: o comando do DEM avalia que um eventual arquivamento da representação contra Lula poderia ser visto como uma absolvição do petista. O PSDB também titubeia. O PPS não: "Os outros partidos que tomem o caminho que quiserem. O PPS vai cumprir a sua obrigação", diz Rubens Bueno. 
Revelações - O relato do publicitário à PGR, feito em um depoimento prestado em setembro, dá conta de que Lula e seu braço-direito, Gilberto Carvalho (atual secretário-geral da Presidência), estavam sendo extorquidos por figuras ligadas ao crime de Santo André – em especial, o empresário Ronan Maria Pinto, apontado pelo Ministério Público como integrante de um esquema de cobrança de propina na prefeitura que fora comandada pelo petista Celso Daniel, assassinado em 2002.
Procurado por integrantes do PT para dar aos achacadores o dinheiro que eles buscavam, Valério recusou: "Nisso aí, eu não me meto", disse ele em um encontro com Sílvio Pereira, então secretário-geral do PT, e Ronan. 
Valério também contou aos investigadores ter informações sobre o papel de Lula no esquema do mensalão. Mas ainda não disse tudo o que sabe: o publicitário quer garantias de que, em troca da delação, pode ter benefícios no cumprimento de sua pena.
Valério foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 40 anos de prisão. É provável que sua delação tardia não tenha grandes efeitos sobre a pena que terá de cumprir. Mas pode ajudar o país a resolver questões que ficaram sem resposta nos últimos anos.
DA REV VEJA

Tá chegando a hora.

FaltaTuLuLLa

DO GENTE DECENTE

A VERDADEIRA EXPLICAÇÃO.

Agora sim.
A verdadeira explicação do por quê, que aqueles maconheiros da USP, fantasiados de estudantes, não queriam a PM no Campus.
Queriam proteger o túnel da mardita.
TUDO MUITO PROGRESSISTA NÃO?


DrogaDutoArteFolha-USP
  DO GENTE DECENTE

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Enfim, o ingresso na quadrilha foi oficializado.

Uma coisa nós temos que reconhecer no PARTIDO-QUADRILHA DE LULLA:
Kassab-Aniversrio-PTNINGUÉM MENTE DE FORMA TÃO DESCARADA QUANTO ELLES.
Talvez seja este um dos maiores predicados do partido-quadrilha que representa, de forma tão clara e objetiva, a frase sempre dita que o PT tem a cara de LuLLa e LuLLa tem a cara do PT.
Outra coisa que temos que reconhecer:
Pode existir um político tão cretino e sem-vergonha quanto Kassab. Porém, mais que ele? jamais.
Reparem nas fotos ao longo deste texto.
A que está mais embaixo foi tirada no dia de hoje.
Kassab, está entre os seus, da mesma forma que se mostra na primeira foto quando foi comemorar o aniversário da quadrilha de LuLLa.
É o mais novo integrante da quadrilha. Ou melhor, é mais um integrante do tipo OB. Quando não prestar mais para uso, será devida e solenemente descartado, da mesma forma que Ciro, o mais esperto político da atualidade e do passado remoto, que foi defenestrado dos arredores do covil da quadrilha assim que se tornou imprestável.
Mas temos que reconhecer também, que esta conduta faz parte do Partido-quadrilha. Deve ser uma das moléculas de seu DNA, senão a principal.
Outros, como Kassab, estão apenas exercitando o charlatanismo vigarista, coisa em que o PT é reconhecidamente um mestre.
O cinismo desta gente é tão descarado que Kassab foi usado, abusado e estuprado para fazer com que Serra perdesse a eleição. Talvez tenha sido Kassab o maior fator de derrota do "INTELIGENTE" político. Eu, até prova em contrário, me recuso a crer na possibilidade de que Serra tenha sido um ator coadjuvante nesta trama.
Seria, para dizer o mínimo, diabólico.
Na disputa, Kassab foi tudo de ruim para São Paulo.
De repente, vira um potencial ministro.
Não seria de se estranhar, já que outros bandidos se apegam nas saias do partido-quadrilha e todos nos $abemo$ muito bem por que razões.
kassab-dilmaMas, e Kassab?
Não dá para acreditar que seja por afeição ideológica, já que Kassab não é de direita, de centro, de esquerda, do meio fio ou do raio que o parta. Fica implícito aí, tratar-se de mais um oportunistasinho vagabundo tentando fazer cursinho de mafioso.
E olhem que o Kassab é o Haddad de Serra. Vejam que descraça miserável de errada essa, cometida pelos tucanos. Ou melhor, de responsabilidade exclusiva de Serra.
Quando a gente vê essas coisas, chega-se fácil à uma conclusão lógica:
SERRA MERECEU SER DERROTADO E NEM DEVERIA TER PASSADO PARA O SEGUNDO TURNO.
Mesmo contra todas as evidências, lembrando que elas sempre foram alertadas aqui neste site, ele foi em frente, colocando-se como arauto da administração de um vagabundo safado, que não pensava em outra coisa, a não ser na hora em que iria se lambuzar no saco do partido-quadrilha.
Com sinceridade: NÃO DÁ VONTADE DE FALAR SOBRE ISSO DE MANEIRA EDUCADA. Faço em respeito às senhoras que frequentam este espaço. Se fosse dar vazão ao desejo de falar tudo o que falei, usaria o lullês vagabundo e já teria dito aqui pelo menos uns 200 palavrões para classificar a conduta e o político Kassab, que nunca me enganou.
Mas aí, eu transformaria este site em uma filial de bordel. Daqueles de beira de estrada. Bem ralé. Bem chulézinho.
Sabe, até que ficaria bem para definir estas prostitutas da política.
Só não faço em respeito às senhoras e às prostitutas.
Com certeza, estas últimas, se sentiriam desprestigiadas.
DO GENTE DECENTE

OPOSIÇÃO QUER QUE PGR INVESTIGUE ENVOLVIMENTO DE LULA NO MENSALÃO


BRASÍLIA - Na próxima terça-feira, o PPS e PSDB entram com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja aberta uma investigação para apurar a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema do mensalão. Segundo os partidos, surgiram fatos novos com as declarações do publicitário Marcos Valério. O DEM não irá assinar a representação.
O PPS e o PSDB justificam que o ex-presidente tinha “íntima” relação com o então ministro José Dirceu e defendem o raciocínio da teoria do domínio do fato, que foi utilizada no caso de Dirceu. Segundo os partidos, a representação irá destacar que Lula poderia estar por trás de toda a “engrenagem criminosa” do esquema.
“Lula foi o principal beneficiário do esquema do mensalão; teria sido seu mandante também? Esta é uma pergunta que todos os brasileiros se fazem e que precisa de resposta”, disse em nota o presidente do PPS, Roberto Freire, ao explicar por que propõe a representação.
Os representantes dos partidos afirmam que o Supremo Tribunal Federal descartou a participação de Lula no esquema, mas, frisam, apareceram fatos novos no curso do julgamento. Freire cita as revelações do publicitário Marcos Valério à revista “Veja” e o novo depoimento do publicitário à PGR revelado pelo jornal “O Estado de S. Paulo” hoje.
A assessoria do PPS informou inicialmente que o DEM também assinaria a representação, mas o presidente do partido, Agripino Maia (RN), negou. Ele diz que vai aguardar primeiro uma manifestação da PGR antes de decidir pelo pedido de investigação. O senador entende que um eventual precipitação da oposição agora poderia ser usado em defesa do ex-presidente.
- Não vamos dar um atestado de bom-moço a ele (Lula) - disse Agripino.
A representação colocará a possibilidade de o próprio empresário mineiro ser testemunha da participação de Lula no mensalão. “Se a reportagem estiver retratando a realidade, é bem possível que Marcos Valério esteja disposto a contar tudo o que sabe, “inclusive indicando os caminhos para a obtenção de provas que sejam suficientes para a propositura de uma ação penal contra o representado.”
Tucano lembra que publicitário quer delação premiada
O vice-líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), disse que é preciso investigar as declarações do publicitário Marcos Valério sobre o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro Antonio Palocci no mensalão. Mas o tucano lembrou que Marcos Valério está agindo com o objetivo de conseguir uma delação premiada.
- O Marcos Valério está tentando fugir da cadeia. E está caminhando para uma delação premiada e com informações envolvendo Lula e Palocci, que ficaram foram do mensalão. Vai depender muito do que ele falar e vai falar para a promotoria. Mas tem que fazer investigação total. O Brasil está sendo passado a limpo - disse Duarte Nogueira

DO O GLOBO

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ministro celso de mello

"Esse processo revela um dos episódios mais vergonhosos da história política de nosso país, pois os elementos probatórios que foram produzidos expõem, aos olhos de uma nação estarrecida, perplexa e envergonhada, um grupo de deliquentes que degradou a atividade política, transformando-a em plataforma de ação criminosa.”
Ministro Celso de Mello

DO GRAÇANOPAISDASMARAVILHAS

Retrato de um covarde

Vcs já viram a cara de um GALO CAGÃO??? Não!? então veja bem a cara deste GALO CAGÃO no dia da votação, que com medo, como sempre... Foi escoltado por militantes PETRALHAS para não receber o que é seu de direito de nosso povo...O pior de tudo é que a mídia ainda vende a imagem do PT positivamente, mas a realidade está aqui sendo mostrada...Eu sei que a hora dessa gente iMunda vai chegar, e eu vou estar achando graça da desgraça destes TRAIDORES DA PÁTRIA... Este GALO CAGÃO quando foi preso durante o REGIME MILITAR, delatou todos os KAMARADAS sem levar uma só cacholeta...Ele só vira um BICHO ESCROTO, quando está de posse de uma arma e a vítima amarrada, fora isto, ele fica igualzinho na foto...Amarelo e com pinta de viado...
"O ex-presidente do PT José Genoino foi votar cercado por quase 40 militantes petistas; o grupo formou um cordão de isolamento, agrediu membros da imprensa que tentavam entrevistá-lo e quebrou equipamentos de jornalistas." (UOL)

bruno toscano

Endividada, Petrobrás deve vender Filé Mignon a preço de banana.

Por Carlos Parrini ...
Incompetentes geram incompetências. Incompetências geram prejuízos. No caso da Petrobrás, prejuízos Bilionários.
Na luta de eleger um poste para a Presidência da República, Lula fez aquela palhaçada de se lambuzar de petróleo, fizeram uma campanha mentirosa de que hoje éramos auto-suficientes do óleo, mentiu que o Bio-diesel e etanol, seriam um sucesso junto com o Petróleo e etc.
Hoje, o que vemos é a Petrobrás importando Gasolina e Etanol e se endividando cada vez mais, sem dinheiro nem para tocar o pré-sal. Os preços das ações continuam despencando esse ano. Petrobrás já perdeu US$ 10 Bi. Nem a OGX de Eike Batista que comprou o bilhete, ops, poço premiado por mixaria, está se dando bem. Já perdeu US$ 7 Bi.
Assim, a Petrobrás tenta vender ativos no exterior para fazer caixa, mas só consegue mixaria.
A despeito desses enormes prejuízos que o Governo do PT está dando ao Brasil, o povo não precisa se preocupar pois as bolsas assistencialistas estão garantidas. Isso porque geram votos ao invés de prejuízos. Nesse ponto, os PTistas não são INCOMPETENTES.
Compartilhando:
"... a Petrobras não tem dinheiro para tocar os projetos do pré-sal, razão pela qual está a tentar vender os ativos no exterior, na maioria um verdadeiro "filé mignon".  O mercado internacional já percebeu isto é quer arrematar os ativos à venda, ao preço de banana.  Se a Petrobras quiser fazer o dinheiro à toque de caixa, como de fato ela quer, terá que vender os ativos "filé mignon" ao preço de "carne de segunda".  Esta constatação não é só minha, são de analistas do mercado, os mais avisados. " 
De: Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori10
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DO #PROTESTABRASIL

Marcos Valério pede proteção e delação premiada ao STF


Notícia Terra
O empresário Marcos Valério, operador do mensalão, encaminhou em setembro para o Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de proteção, pois sua vida estaria correndo perigo, e ofereceu em troca delação premiada.
O documento é mantido em sigilo e não foi anexado ao processo do mensalão, que já está em julgamento.
Um processo em separado foi aberto, mas é mantido em segredo por causa do risco relatado por Marcos Valério de ser assassinado. A petição será relatada pelo ministro Joaquim Barbosa, pois o processo do mensalão está sob seus cuidados. Mas ele deixará a relatoria desse caso assim que assumir a presidência da Corte.
O fax - revelado pela revista Veja - foi recebido pelo presidente do tribunal, ministro Carlos Ayres Britto. Ele foi logo encaminhado para o gabinete do ministro Joaquim Barbosa e, em seguida, para o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Seu teor é mantido em reserva. O processo não aparece nem sequer no andamento dos processos em tramitação no Supremo. Segundo integrantes do tribunal, o risco alegado por Valério seria a razão para a cautela. O STF não divulga nem o que estaria sob investigação. Conforme integrantes do Supremo, o documento não interfere no julgamento do mensalão, que já está na reta final. Não haveria, portanto, nenhum elemento novo, nenhuma prova nova que pudesse alterar o resultado.
O advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, não quis falar sobre o assunto. "Sobre isso assumi o compromisso com diversas pessoas de não declarar nada, não falar nada."
O mensalão do PT
Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão.
Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara.
Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.
No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.
Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.
O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
A então presidente do Banco Rural Kátia Rabello e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.
Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e do irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.
30 de outubro de 2012
DO R.DEMOCRATICA