domingo, 9 de setembro de 2012

Aos amigos e inimigos - DORA KRAMER - O Estado de S.Paulo




O julgamento do mensalão até agora tem sido "um massacre", como diz o advogado Márcio Thomaz Bastos numa avaliação de premissa reta e conclusão torta quando aponta "retrocesso" no trato rigoroso que o Supremo Tribunal Federal tem dado aos réus e na interpretação "flexível" das exigências legais para a configuração dos crimes. Realmente massacrante para os réus em geral e para o PT em particular o relato detalhado e quase diário de um episódio que os envolvidos prefeririam ver esquecido e do qual imaginavam já ter se livrado depois de o partido ganhar duas eleições presidenciais desde então. Errático, porém, o arremate com o qual, em última análise, Thomaz Bastos compara a Corte Suprema do País a um tribunal de exceção, na medida em que acusa o STF de solapar garantias constitucionais. A referência enviesada ao AI-5 e ao alerta de Pedro Aleixo sobre o uso que o "guarda da esquina" faria do instrumento de arbítrio soou especialmente fora de esquadro na boca de um ex-ministro da Justiça cuja influência, como ele mesmo gosta de lembrar, se fez presente nas indicações de vários ministros alvos de sua diatribe. Compreende-se a chateação do comandante em chefe da tese do caixa dois a defensor vencido por unanimidade na condenação de seu cliente José Fernando Salgado, do Banco Rural. Mas isso não o credencia a desqualificar a fundamentação exaustiva, lógica e majoritariamente convergente de votos que, sem combinação prévia, partem de diferentes cabeças para chegar a um mesmo lugar. Não sendo mera coincidência, dada a impossibilidade de o acaso atuar nessa amplitude, tal convergência só pode ser obra do vigor dos fatos cotejados com a lógica e a percepção da realidade. Como bem reiteraram alguns ministros na sessão de quinta-feira na defesa do tribunal como guardião e garantidor da Constituição, o STF não retrocede. Antes contribui para que o Brasil evolua e almeje ser um País onde a aplicação da lei não fique refém do cinismo que, sob o argumento da legalidade estrita, presta serviço à impunidade. O Supremo vai fazendo muito mais que condenar. Vai dando um aviso aos navegantes da vida política e adjacências para que andem devagar com os respectivos andores, porque os santos não precisam ser de barro para se quebrar. Podem ser de ouro, podem integrar um governo popular, podem contar com o benefício da desinformação do eleitor, podem pagar fortunas a medalhões da advocacia. Podem ter base social, podem ter abrigo na intelectualidade, podem ter base de sustentação parlamentar, podem agir sob o guarda-chuva de uma figura de grande apelo popular, podem muito e algo mais.

ASCENSÃO E QUEDA


Para simularem uma espécie de ideologia de esquerda e protegerem seu “pobre operário”, Lula da Silva, que há muito não é pobre nem operário, ardilosamente os donos do poder inventaram que elite é aquela entidade suja e rancorosa composta por ricos impiedosos, que aliados a uma imprensa a serviço de monstruosos interesses têm como objetivo destruir o magnânimo pai da pátria e seu partido
Maria Lucia Victor Barbosa
Enfim, uma atraente versão tropical e populista da luta de classes, algo que deve ter feito Karl Marx tremer na tumba.
Nos estudos clássicos de Sociologia o termo elite ou escol tem sentido bem diferente como os vistos nas primeiras abordagens elaboradas pelos chamados “maquiavelistas”, Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca, Robert Michels e Georges Sorel. Em vez da luta de classes eles consideravam que a história das sociedades é a luta das elites pelo poder.
Pareto (1848-1923) entendia elite de modo positivo, pois fariam parte do escol pessoas de qualidades excepcionais tanto pelo seu trabalho quanto por seus dotes naturais e, de forma realista afirmou: “Todo escol que não se dispõe a travar batalha para defender suas posições está em plena decadência; só lhe resta deixar o lugar a outra elite que tenha as qualidades viris que lhe faltam”.
Gaetano Mosca (1858-1941) preferiu o termo classe dirigente ou dominante em vez de elite para designar a distinção entre dirigentes e dirigidos.
Sem aprofundar a discussão sobre tais teorias lancemos um olhar sobre o quadro das eleições municipais lembrando que, pelo fato do PT se manter na presidência da República há quase 10 anos se pode dizer que é a classe dirigente, dominante ou elite sem, é claro, as boas qualidades de que falou Pareto.
Posto isso, recorde-se que na sua longa trajetória para lograr Lula lá os petistas desenvolveram certas táticas que continuam usando, tais como: Jamais aceitar críticas por menores que sejam e reagir às mesmas com maior agressividade possível; encarar o adversário como inimigo; invés de argumentar desqualificar quem não reza por sua cartilha como incompetente, rancoroso, invejoso, membro da famigerada e suja elite; usar a sedutora e comovente imagem de vitima transformando suas vítimas em seus algozes; distorcer ao máximo os fatos; usar de meios baixos para atacar adversários como, por exemplo, falsos dossiês ou compra de apoios.
Essas táticas foram usadas à exaustão para resguardar a figura de Lula tornada excelsa. Para ele só o elogio, qualquer crítica é considerada como grave preconceito. Então, amparado pelos companheiros e pelo marketing o guardião do poder petista exerceu plenamente o paternalismo pedagógico e a alienação das massas. Ele foi o “líder-preceptor que precede ao nascimento do Estado-Nação”. Por isso sempre dizia com prazer: “nunca antes nesse país”.
Antes de chegar ao cargo mais alto da República o PT soube ser oposição. Durante os oito anos de mandato de FHC petistas gritaram: “fora Fernando Henrique”. Ao mesmo tempo, tudo que FHC fazia era estridentemente criticado.
Apesar disso, quando Lula finalmente alcançou a presidência da República, Fernando Henrique inventou a “transição”, ou seja, colocou a disposição de Lula seus melhores técnicos para que ensinassem aos neófitos do PT como se governa.
Então, o PT copiou as politicas econômicas e sociais de FHC, mas sempre as criticando como herança maldita. Mesmo assim o PSDB foi o grande auxiliar de Lula, muito mais do que parte do PT que cindiu e formou o PSOL e mais ainda do que a base aliada. E quando Lula poderia ter sofrido o impeachment à época da CPI dos Correios, FHC sustentou o amigo no poder. Aliás, com raras exceções, os tucanos sempre demonstraram um imenso encantamento por Lula e nunca souberam ser oposição enquanto o PT, de modo implacável, atacava como ainda ataca Fernando Henrique e sua herança maldita.
O resultado é o que se vê no momento em São Paulo: José Serra em queda e Celso Russomanno subindo nas pesquisas de intenção de voto.
Na verdade, o PSDB não soube ocupar seu lugar como oposição. Deixou um vácuo que vai sendo ocupado por outro ator político. O PT, que nunca brilhou muito na capital paulista entrou em rota de desgaste com o julgamento do mensalão no STF, a doença de Lula, a emergência de outras lideranças políticas, a insatisfação do funcionalismo público e dos ditos movimentos sociais com a presidente Rousseff.
Ascenção e queda são ciclos inevitáveis na vida pessoal e na dinâmica das sociedades. No Brasil algumas mudanças estão acontecendo. Uma coisa boa e que trás um raio de esperança é o julgamento do mensalão a demonstrar a independência do Poder Judiciário e, portanto, o resguardo da democracia.
No mais, como disse Pareto, perdem os que não se dispõe a travar batalha para defender suas posições. Isto é bem mais importante do que apresentar renovação de candidatos. Que o PSDB aprenda a lição se quiser chegar de novo à presidência da República.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
www.maluvibar.blogspot.com.br
@maluvi 
DO R.DEMOCRATICA

sábado, 8 de setembro de 2012

A SAFADEZA QUE ENCANTA TEM QUE TER UM FIM.

Parece brincadeira quando dizemos que todos, advogados e acusados, confessaram, com a cara mais deslavada do mundo, que cometeram um crime.
Isso mesmo. Em NENHUM MOMENTO, tanto advogados quanto acusados, se declararam INOCENTES, premissa primeira até de acusados que cometeram crimes.
Muito pelo contrário, comemoraram efusivamente, DENTRO DO MESMO PLENÁRIO ONDE ESTÃO SENDO JULGADOS OS BANDIDOS, com risinhos e caras, para festejar o voto cretino de um ministro que resolveu abandonar a majestade da toga, para se enfiar na lama servida pelos bandidos de LuLLa.

Fico eu, cá com meus botões, pensando no que aconteceria se isto ocorresse diante da Suprema Corte dos Estados Unidos ou mesmo da Suprema Fajuta Corte de Cuba.
Eles se declararam culpados de crimes prescritos. Assumem, de forma cínica, que são bandidos. Porém, já devidamente perdoados por uma legislação que permite que isso aconteça com larápios do dinheiro público, que iria para postos de saúde, para a educação, para estradas descentes, enfim, para sanar os imensos problemas dos mais pobres e dos mais necessitados.

O presidente de um País, vai passear na França e de lá, com as fuças mais cínicas da terra, declara em alto e bom som que cometeu, ele e seu partido, o crimezinho de caixa 2, coisa que todo mundo faz. Como se cada brasileiro pudesse enfiar a mão no bolso da viúva e escoar o que foi roubado pelas contas bancárias de um careca, pronto a servir de biombo para a roubalheira e amealhar, assim, alguns trocados.
O presidente do partido-quadrilha, qualificado por seu líder maior, como partido-criminoso de caixa 2, sai a bradar contra uma suposta elite suja e golpista, que se associa aos xerifes da lei, para armar um golpe contra os criminosos assumidos, agora travestidos de vítimas de uma elite rancorosa.
Trata-se de uma tentativa, também criminosa, de criminalizar valores de uma sociedade.
Eles, as outrora vestais da ética alheia, dividiram o Brasil em quadrilhas de assaltantes históricos.
A quadrilha A, rouba no Ministério A. A B, no B e assim, vamos sendo roubados diuturnamente por bandidos que enriquecem com nossa grana e, pela conduta que assumem, ainda nos consideram culpados por termos a pachorra de chamá-los pela qualificação que lhes faz jus.
São bandidos.

O cinismo e a cara de pau vai tão longe, que o chefe maior da quadrilha e do partido-quadrilha dá pits exacerbados em recintos fechados onde o bando se reúne, para soltar o cacete em ministros da Suprema Corte que, por terem sido por eLLe indicados, acredita piamente que lhes devem a mesma subserviência bandida que lhe dedicam os vassalos de costume.
Em boa hora, os ministros do Supremo Tribunal Federal, resolveram dar um basta no cinismo desta quadrilha, levando os milhares de parágrafos de nossas leis na ponta da faca, para enfiar na cadeia os criminosos dos crimes prescritos.
Deixou-se de lado a visão “garantista” com que contavam os bandidos de LuLLa, para adotar a conduta puramente legalista, baseada na LEI, para mostrar para toda a sociedade, que a luz que vemos no fim deste túnel do tempo, não é um trem desgovernado que nos atropelará a todos, mas um sinal de que ainda existe quem defenda o pleno estado de direito.
Esta mensagem, vinda da mais alta corte do país, começa a se espraiar pelos tribunais de todo o país e começa a mostrar aos juízes de todos os tribunais, que ainda persistem na tática protelatória para condenar bandidos poderosos de processos guardados cheios de poeira em gavetas que dificilmente são abertas, que o Brasil está renascendo das cinzas como uma Fênix e que algo tem de mudar nos rumos desta prosa que canta as loas da impunidade de poderosos.

Milhares de processos estão desta forma em milhares de tribunais de todo o pais.
É hora de se limpar gavetas. O norte já foi dado pelo STF.
A Suprema Corte está fazendo o que sempre lhe cobramos que fizesse.

Daqui para frente, teremos que fazer a nossa parte.
De nada vai adiantar a faxina legal produzida pela Suprema Corte se nós, eleitores, enchermos a representatividade parlamentar com bandidos declarados e aventureiros sempre dispostos a se portarem como safados de aluguel que, na primeira oportunidade de enfiar uma graninha no bolso, não pensa duas vezes em enfiar você e seu voto no lixo.

Perdemos o sentido de mobilização. Estamos nos comportando da mesma forma que os socialistas pobres de mansões nos jardins, que reclamam atenção para os mais pobres e desamparados.
Estamos sentados diante da TV, das redes sociais, dos tuites e facebooks da vida, assistindo tudo de forma privilegiada e passiva, reclamando com meia dúzia de ouvintes passivos como nós e também sentadinhos no conforto de nossos lares.
A rua é nossa. Ela é o principal palco da DEMOCRACIA.

Foi usando a rua que 100 mil brasileiros disseram um sonoro não para o regime militar.
Está na hora de começar a ocupá-la novamente, para jogar no lixo da história a SAFADEZA DE LULLA e de seu PARTIDO-QUADRILHA que ainda encanta alguns desavisados.
DO GENTE DECENTE

O companheiro egípcio que o governo Lula tentou instalar na direção-geral da Unesco é mais um ladrão a caminho da cadeia

Em maio de 2009, durante uma audiência no Congresso, o então chanceler Celso Amorim confessou que o governo Lula não queria o brasileiro Márcio Barbosa na direção-geral da Unesco ─ sigla que identifica a Organização das Nações Unidas para a Educação e a Cultura. Vice-diretor da entidade, o engenheiro Barbosa tinha o apoio da maioria dos 58 integrantes do comitê executivo. Só faltava o endosso do Itamaraty à candidatura. Mas Lula e Amorim nunca perderam uma chance de errar: preferiram um egípcio.
E que egípcio: Farouk Hosni, ministro da Cultura do ditador Hosni Mubarak, dormia sonhando com a destruição de Israel e acordava com alguma idéia cretina inspirada no Holocausto. Uma delas era a queima em praça pública  de todos os livros editados em hebraico. No sarau com os parlamentares, Amorim argumentou que Márcio Barbosa seria sacrificado no altar dos superiores interesses da pátria. “Fizemos uma opção geopolítica”, pipilou o Pintassilgo do Planalto. “O Brasil tem uma política de aproximação com os países árabes e africanos, que apoiam a candidatura egípcia”.
E as maluquices ditas e feitas pelo candidato? Algumas haviam sido “pouco felizes”, concedeu o arquiteto da política externa da cafajestagem. “Mas tenho certeza de que ele pautará sua gestão à frente da Unesco por um diálogo de civilizações”. Em junho de 2009, Barbosa desistiu formalmente da disputa.Para sorte da Unesco, Farouk Hosni foi derrotado em setembro por 31 votos a 27 pela diplomata búlgara Irina Bokova. Para alívio do mundo civilizado, meses depois perdeu o emprego e o poder com o desabamento da ditadura de Mubarak.
Na semana passada, enquanto Márcio Barbosa continuava concentrado na execução de megaprojetos culturais encomendados por países árabes, o escolhido por Amorim para aproximar o Brasil dos países árabes estava preso no Cairo. Na quarta-feira, Farouk Hosni começou a ser julgado por ter roubado 2,35 milhões de euros dos cofres públicos. Vai ficar um bom tempo na gaiola. Enfurnado no gabinete de ministro da Defesa, o Pintassilgo do Planalto avisou que não fala sobre assuntos externos. Lula faz de conta que nunca ouviu falar no ex-ministro da Cultura e quase diretor-geral da Unesco.
Atarantado com os pedidos de socorro de mensaleiros em pânico e candidatos a prefeito em parafuso, o Protetor dos Pecadores não tem tempo nem cabeça para pensar no companheiro egípcio. É só mais um bandido internacional de estimação em apuros. Se fingiu que mal conhecia o “amigo, irmão e líder” quando Muamar Kadafi matava oposicionistas em busca da sobrevivência impossível, não é com um Farouk Hosni que Lula vai desperdiçar o tempo que pode ser usado num comício.
Em janeiro de 2003, o presidente da República decidiu que a política externa brasileira faria a opção  preferencial pela canalhice. Gente assim não perde o sono por tão pouco.
POR AUGUSTO NUNES
REV VEJA

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

MENSALÃO: DECISÕES DO STF ESTÃO LEVANDO LULA À BEIRA DO DESCONTROLE.

Que avaliação deve ser feita do julgamento do mensalão? O que o PT deve fazer se a condenação for generalizada?
As duas perguntas foram o centro de um sigiloso encontro no dia 2, no Instituto Lula, em São Paulo, que reuniu nada menos do que Márcio Thomaz Bastos, José Dirceu, Rui Falcão, Sigmaringa Seixas, e, claro, Lula.
Uma das conclusões foi a de que todo o esforço para a vitória nas grandes capitais deve ser feito. Elas seriam usadas como base do discurso de defesa, na linha “O STF condenou,
mas o povo continua com o PT ”.

Outra decisão: os dirigentes petistas têm que partir para o ataque imediatamente. Resultado disso foi a patética declaração de Falcão, dada dias depois, de que o STF, “unido a uma elite suja e reacionária”, faria parte de um “golpe” para derrubar o PT .
De acordo com um dos participantes da reunião, as decisões do STF estão levando Lula à beira do descontrole. Da coluna de Lauro Jardim do site da revista Veja
DO B. DO ALUIZIO AMORIM

Joaquim Barbosa é o "justiceiro" do mensalão nas redes sociais

Toffoli e Lewandowski são apontados como vilões
Torcida gera debate no Facebook
Meme com o ministro Joaquim Baebosa de Super Homem circula nas redes sociais
Reprodução internet

BRASÍLIA - O mensalão está nas redes sociais – e virou até piada - como forma de manifestar a torcida pela punição aos culpados. O relator, ministro Joaquim Barbosa, se transformou na personificação de quem levará políticos para a cadeia. Desde que começou o julgamento, circulam na internet mensagens de apoio e defesa ao ministro. São os “memes”, imagens distribuídas e compartilhadas pelos usuários que sintetizam uma ideia. Nessas imagens, Barbosa é colocado como herói, justiceiro e exemplo para o país. São exaltadas a raça do ministro e a trajetória que ele percorreu até chegar ao cargo, tendo ingressado no curso de Direito sem depender de cotas.
- A ideia do meme é justamente comunicar uma ideia, às vezes complexa, de forma muito rápida e sintética. Esse tipo de comunicação é muito eficaz. E sim, muitos memes acabam formando a opinião de quem tem contato com eles – avalia o professor Ronaldo Lemos, fundador e diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas.
Em um dos memes, Barbosa aparece de costas, vestindo a toga usada pelos ministros do Supremo, com a legenda “Batman é para fracos: meu herói é negão e usa toga preta”. Em outro, ilustrado com o mapa do Brasil e a foto de Barbosa, a legenda é “J de Justiça. Mas podia ser de Joaquim”.
O ministro não tem conta oficial no Facebook ou no Twitter, mas fica sabendo o que se fala nas redes sociais sobre ele por meio de funcionários de seu gabinete. Publicamente, a fama de herói do ministro já o deixou constrangido. Na semana passada, na cerimônia de posse do novo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, algumas mulheres o cercaram e afirmaram que ele era “o herói” delas. Ele respondeu ser “um barnabé desse processo”.
Usuários do Facebook também veiculam memes sobre outros ministros da Corte. Se por um lado Barbosa é mostrado como o Superman, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli ficam com o papel do vilão. Em uma das imagens, aparecem as fotos de todos os ministros com a legenda “Patriota” ou “Vendido”. Toffoli e Lewandowski são “vendidos” nessa imagem, pois votaram pela absolvição do presidente da Câmara à época do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP).
Para o professor Ronaldo Lemos, muitos desses memes são espontâneos, criados ou disseminados por usuários como forma de protesto, tomando o lugar que a música já teve no passado.
- Essa forma de comunicação é abraçada cada vez mais para transmitir ideias políticas. Dá até para dizer que no mundo de hoje os memes ocupam o lugar da música de protesto dos anos 60. Basta analisar a forma como as ideias do Occupy Wall Street (movimento contra a influência do setor financeiro sobre o governo dos Estados Unidos) foram disseminadas. Hoje em dia, em vez da "música de protesto", existe o "meme de protesto" – afirma Lemos.
O perfil dos criadores dessas memes é heterogêneo. A conta “Isso é Brasil” se atém mais a exaltar Barbosa, em especial o fato de ele ser negro, e criticam Toffoli por ter pertencido ao PT.
No perfil, mensagens a favor de Barbosa se misturam com imagens engraçadinhas, sobre religião, humor, ecologia, autoajuda e contra o racismo. Já o perfil “Quero o fim da corrupção” é feita por pessoas que afirmam terem o objetivo de mostrar que “todo cidadão pode e deve participar da política e com isso conseguiremos construir um país mais justo.”
A intenção do grupo é, segundo o perfil, reunir 500 mil assinaturas para criar um “plebiscito ou referendo” sobre tornar hediondos os crimes contra a administração pública, agravar penas de crimes de corrupção e criar varas exclusivas para julgar as ações de improbidade administrativa.
Usuários compartilham por razões diferentes
Entre os usuários do Facebook que compartilham as imagens, há diferentes graus de entendimento do que é o julgamento do mensalão, como trabalham os ministros, e o trâmite do julgamento. Porém, os memes são usados para expressar o sentimento de que o julgamento é histórico e que há esperança de que os culpados serão punidos.
O empresário Luiz Ferrarezi, que compartilhou alguns dos memes, afirma que a imagem de Barbosa está associada à “honestidade incorruptível”, além de expressar a vontade e o pensamento da maioria da população, conceito que ele formou ao ver a posição do ministro neste julgamento e em outros do Supremo.
- Com a internet acredito que isso fica mais fácil de ser apresentado ao público. Mas também acho que há o risco de criar um exagero ou mesmo um mito, e aí devemos lembrar que ele não é o Batman, ou um político, mas um ser humano que está como ministro – disse Ferrarezi.
- Acho um acontecimento (o julgamento do mensalão) que pode sim funcionar como um divisor de águas na politica do país. Compartilhei a imagem do Joaquim Barbosa mais por revolta contra a decisão do Lewandowski. Mas acho esse endeusamento (a Barbosa) errado. O que ele fez deveria ser corriqueiro, não exceção – afirmou Anderson Alves da Costa, orçamentista.
Há ainda quem divulgue as imagens de Barbosa por conhecer e aprovar o exemplo do ministro, como ele chegou ao cargo vindo de uma família pobre e sendo negro. A cabeleireira Tatiane Araújo diz que acompanha muito pouco o julgamento, mas que compartilhou os memes do ministro “ pois temos que fazer a divulgação de pessoas boas e honestas”, em oposição às pessoas que postam “coisas com ligação a drogas, prostituição e apologia ao crime”.
- Compartilhei pois achei a história dele interessante e serve de exemplo para muitas pessoas que desejam ter um futuro bom e que nem sempre tem condição de ter uma vida melhor, um ensino de qualidade – opinou Tatiane.
É normal que as razões que levaram diferentes pessoas a compartilhar um mesmo meme variem, mesmo que sua mensagem seja extremamente simples em uma primeira análise, avalia o professor Ronaldo Lemos. Porém, a cada novo compartilhamento, uma nova dimensão é adicionada ao meme:
- As ideias vão sendo formuladas e evoluindo a partir de um intenso jogo social, em que cada pessoa pode não apenas comentar mas também adicionar elementos e variações à ideia original – explica o professor.
Com essa facilidade de criar eventos que parecem espontâneos e ganham credibilidade e sentido a cada compartilhamento, o professor alerta que está crescendo o número de memes que são forjados artificialmente.
- Nesse sentido, há sim políticos valendo-se de memes para dar uma aparência de "clamor social" para conceitos que na verdade foram forjados dentro do âmbito de uma campanha política, com objetivos específicos – conclui Lemos.
 7/09/12 
DO R.DEMOCRATICA

Panfleto de Serra acusa Dilma de não gostar de São Paulo



Circula nas ruas um panfleto da campanha de José Serra (PSDB) acusando Dilma Rousseff (PT) de não gostar de São Paulo. O material, assinado pela coligação “O Brasil pode mais”, lista nove episódios em que, segundo os tucanos, a ex-ministra deixou São Paulo na mão. “Metade do que o governo federal arrecada vem de São Paulo. Sabe quanto mandam de volta? Só 12%”, diz o texto. “Tratam mal São Paulo e querem que o paulista se contente com mixaria. São Paulo não gosta de quem não gosta de São Paulo.”
Com tiragem de 500.000 exemplares, o panfleto está sendo distribuído desde o início do mês em todo o estado. Ele compunha um kit entregue a mulheres reunidas para um almoço de campanha na segunda-feira, em um clube da capital paulista. O evento foi organizado pela mulher do candidato, Monica Serra, e contou com a presença dele.
Na frente, sob um fundo vermelho, está escrito: “Durante 7 anos Dilma prejudicou São Paulo” e “Dilma não gosta de São Paulo”. No verso, há acusações como “sobrou dinheiro público para as viagens da Dilma. Faltou para os trens em SP. Zero. Nenhum centavo” e “São Paulo pediu recursos e Dilma não mandou. Sentou em cima de 1 bilhão de reais para a segurança de São Paulo”.
O material cita, de forma equivocada, a falta de um novo aeroporto na capital paulista como causa do acidente com o voo 1907 da Gol, na Amazônia, em 2006. A precariedade do aeroporto de Congonhas provocou, na verdade, a tragédia com um avião da TAM, que varou a pista e matou 199 pessoas, em 2007. “Dilma prometeu novo aeroporto e não fez. Acidente da Gol, São Paulo vive o caos aéreo. Dilma promete e não cumpre a palavra. Era só papo”, acusa o papel.
O tom direto e crítico do panfleto destoa do conjunto do material de Serra. A confecção dele foi uma exigência da militância tucana, que pressionava pela divulgação de argumentos mais contundentes contra Dilma. Os panfletos estão sendo distribuídos pelos próprios militantes, e não por cabos eleitorais pagos, em locais de grande circulação de todo o estado.
Até então, a campanha de Serra vinha priorizando a divulgação de feitos e promessas do candidato. Para ajudar na caça de votos, por exemplo, elaborou um material de apoio aos mobilizadores da saúde, cartilha de 22 páginas com as experiências do tucano como ministro e governador.
A distribuição dos panfletos com ataques a Dilma coincidiu com a queda de Serra nas pesquisas de intenção de voto no estado. O início de setembro marcou uma virada no quadro presidencial em São Paulo. Dilma tinha 34%, subiu para 44%. Serra tinha 41%, caiu para 36%. Os dados são das pesquisas Datafolha de 12 de agosto e de 3 de setembro. De lá até o dia 22 de setembro, última pesquisa com recorte estadual, o cenário mudou pouco. Dilma tem 40% contra 35% de Serra.
(Carolina Freitas, de São Paulo)
REV VEJA

Sponholz pintando o 7


 DO B. DO ALVARO DIAS

Ministério da Assembleia de Deus impõe meta de votos para eleger Russomanno

Adriana Carranca, de O Estado de S. Paulo
A Assembleia de Deus Ministério em Santo Amaro, da zona sul, montou um comitê eleitoral informal em sua sede, imprimiu material de campanha e até estabeleceu meta de votos a ser atingida por seus pastores a fim de tentar eleger o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno.
Marcos Galdino durante culto na Assembleia de Deus - José Patrício/AE
José Patrício/AE
Marcos Galdino durante culto na Assembleia de Deus
Na noite desta sexta-feira, 7, são esperados milhares de fiéis para o "lançamento oficial da campanha" do candidato do PRB à Prefeitura aos seguidores das 269 igrejas do pastor Marcos Galdino. Russomanno confirmou presença.
"Ao término do culto, os pastores orientarão os fiéis a não apenas votar, mas conseguir votos para o nosso candidato", diz o filho do líder da igreja e também pastor Renato Galdino, que se apresenta como coordenador político da congregação. Filiado ao PSDB de José Serra até a semana passada, ele oficializará nesta sexta no culto com Russomanno sua filiação ao PRB. "O objetivo de cada pastor é trazer no mínimo 100 votos para o Celso."
O Ministério em Santo Amaro tem 500 pastores para 82 mil fiéis. Outros 2,8 mil líderes religiosos, à frente de grupos de jovens, mulheres e idosos, foram convocados a unir-se ao exército de caçadores de votos. Russomanno já conta com o apoio da Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, dono da TV Record, congregação ligada ao PRB. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto. O apoio do Ministério em Santo Amaro a Russomanno foi intermediado pelo bispo Atílio Francisco, da Universal, candidato a vereador pelo PRB.
O material de campanha produzido pela igreja inclui 1,2 milhão de cópias de uma carta - "Carta Aberta aos Cristãos" - assinada pelo pastor Marcos Galdino, em que ele pede explicitamente voto para Russomanno". É acompanhada por outro impresso com "7 motivos para votar em Russomanno", em que o pastor Renato usa sete provérbios bíblicos.
O material inclui 25 mil adesivos para carros e 269 cavaletes com a foto do pastor e de Russomanno, "um para cada igreja" de Marcos Galdino. A propaganda veiculará no Jornal ADBrasil, com 50 mil exemplares impressos e distribuídos gratuitamente pelo Ministério em Santo Amaro; além da TV on-line, onde os pastores pedirão voto para o candidato do PRB. Os integrantes e fiéis da Igreja estão sendo orientados a fazer o mesmo nas redes sociais.
Na calçada. Fazer propaganda eleitoral em templos é proibido pela lei 9.504/97. "Mas nós não vamos distribuir o material dentro dos templos. Teremos uma equipe para fazer isso na porta das igrejas, ao final de cada culto. E não existe nenhuma lei que proíba propaganda na calçada", disse Renato. Para evitar problemas, o material está sendo doado por Marcos Galdino como pessoa física, com o uso de seu CPF e não do CNPJ da Igreja.
Sobre o pedido de voto pelos pastores, Renato defende: "O pedido será feito pelos pastores como pessoa física. E os fiéis não são obrigados a concordar. Entende?" A jurisprudência dos tribunais eleitorais tem demonstrado que o entendimento da Justiça é outro. "A Justiça tem entendido que nos templos qualquer ato ou fala com o objetivo explícito de obter votos para um candidato é proibido por lei", afirma o advogado Alberto Rollo, especialista em legislação eleitoral.
Os Galdino alegam perseguição do prefeito Gilberto Kassab (PRB). Eles foram multados em R$ 10 mil por irregularidades no tamanho do luminoso com o nome da congregação na porta da igreja. A multa é de agosto.
"O Russomanno veio aqui na igreja no dia 19. Dois dias depois, recebemos essa multa nova da Prefeitura. Você não acha isso perseguição?", disse. "A verdade é que somos perseguidos."
Russomanno diz que vai regularizar a situação de igrejas que, como o Ministério em Santo Amaro, são alvo de processos administrativos da Prefeitura.
Outras duas seções da Assembleia de Deus anunciaram apoio a candidatos. O Ministério do Brás apoia Gabriel Chalita (PMDB). A Convenção Geral, que reúne o maior número de igrejas, pede votos para Serra.

A certidão e os autos: Rural põe nos autos do mensalão documento que cita Toffoli


CONSTRANGIMENTO: O Banco Rural juntou aos autos do mensalão um documento que cita Toffoli como delegado do PT
Uma certidão da comissão executiva do PT se destaca entre os documentos apresentados ao Banco Rural para compor o cadastro que o partido fez para obter o empréstimo de R$ 3 milhões, sob análise do Supremo Tribunal Federal. Na ata, constam nomes de dirigentes do partido que se tornaram réus no mensalão: José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Aparece também, na condição de delegado do PT, o então advogado da legenda, José Antônio Dias Toffoli. O Rural inseriu a certidão nos autos do mensalão, analisados por Toffoli, agora na condição de juiz do Supremo Tribunal Federal. O ministro não se manifestou. Seus auxiliares dizem que a certidão foi expedida dois anos antes do empréstimo e que o fato de ele ter sido delegado do PT é conhecido.
>>Toffoli está angustiado
Marcelo Rocha
EPOCA

Dilma transforma devolução obrigatória por cobrança indevida na conta de luz em desconto eleitoreiro de 16,2%.

A Mel, do Blog By Mel, alertou pelo twitter para o golpe eleitoreiro da Dilma. Ocorre que o TCU já mandou devolver mais de R$ 7 bilhões porque o PT autorizou cobranças indevidas nos últimos sete anos. Leia aqui.  É muita cara de pau ir para  a TV e transformar condenação em bônus eleitoral. Que vergonha. Cobraram a mais e agora enganam o povo dizendo que é uma bondade do governo. Assistam, abaixo, a matéria com o Luiz Carlos Prates, aquele mesmo que o PT tentou destruir.
 
DO CELEAKS

Governador do DF é vaiado no desfile de 7 do setembro


BRASÍLIA - O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, roubou a cena no desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ele foi vaiado por um grupo de pessoas que assistem à parada e que, segundos antes, havia saudado a presidente Dilma Rousseff. O governador foi vaiado no momento em que o sistema de som anunciava que ele recepcionaria a presidente no palanque onde as autoridades assistem ao desfile.
Participam do desfile 2.900 militares e 900 civis. O fogo simbólico foi conduzido pela judoca Sarah Menezes, medalhista de ouro nas Olimpíadas de Londres. O lema do desfile este ano é "Brasil, um país de oportunidades".
A estrutura de arquibancada, com capacidade para 20 mil pessoas, não está cheia. Todo o gramado da Esplanada foi isolado, afastando o público.
Além de Dilma, Agnelo e Amorim, participam da cerimônia o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto; o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS); os ministros Celso Amorim (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça), Antonio Patriota (Relaçoes Exteriores), Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Aguinaldo Ribeiro (Cidades), Paulo Bernardo (Comunicações), Glesi Hoffmann (Casa Civil), Luíz Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia), Edison Lobão (Minas e Energia), Alexandre Tombini (Banco Central), Eleonora Menicucci (Secretaria das Mulheres), Helena Chagas (Comunicação Social), Ana de Holanda (Cultura) e Brizola Neto (Trabalho); o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Felix Fischer, e o vice, Gilson Dipp; o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. Também está presente a família de Dilma: a filha Paula Araújo, o genro Rafael Covolo e o neto Gabriel.

DO G1