"Ficha de órgão político é lixo puro"
José Dirceu, acusado de ser o chefe da quadrilha e da sofisticada organização criminosa do mensalão pelo Procurador Geral da República, deu esta declaração, hoje, sobre a ficha de Dilma Rousseff, liberada pelo Superior Tribunal Militar, depois de longa batalha judicial.
E a declaração de terroristas, assaltantes de bancos e sequestradores é o quê? Que tipo de lixo é a afirmação de que foram torturados? Que tipo de lixo produz quem matou, roubou, apertou o gatilho contra brasileiros? O que vale mais? Justificativa de bandido para delação de camaradas ou a investigação de policiais no exercício das suas funções?
DO BLOG DO CEL
PAZ AMOR E VIDA NA TERRA " De tanto ver triunfar as nulidades, De tanto ver crescer as injustiças, De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". [Ruy Barbosa]
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
E o chefe da quadrilha do mensalão toma conta das manchetes.
Sexta-feira, Novembro 19, 2010
DO COTURNO NOTURNO
Triste Brasil. Hoje José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, cassado, escorraçado, corrido, bengalado, réu, relatou o seu café da manhã com o presidente dos crimes eleitorais, entre os quais aquele velho crime do caixa dois, saindo do repasto cheio de boas notícias. Virou o porta-voz da Dilma e do Lula. Não foi desmentido. Sabe quem será ministro. Sabe como estão as negociações. Sabe quem está cotado e quem não está. E pasmem para esta frase proferida por ele para a jornalistada baba-ovo em sua volta:
"Se o Supremo Tribunal Federal me absolver, a Câmara me anistia."
Ou seja: a Câmara fará o que José Dirceu quiser. Assim como fazia nos velhos tempos do mensalão.Ele voltou com tudo. E em política tudo tem o seu preço. Até mesmo o silêncio covarde da Oposição.
DO COTURNO NOTURNO
Triste Brasil. Hoje José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, cassado, escorraçado, corrido, bengalado, réu, relatou o seu café da manhã com o presidente dos crimes eleitorais, entre os quais aquele velho crime do caixa dois, saindo do repasto cheio de boas notícias. Virou o porta-voz da Dilma e do Lula. Não foi desmentido. Sabe quem será ministro. Sabe como estão as negociações. Sabe quem está cotado e quem não está. E pasmem para esta frase proferida por ele para a jornalistada baba-ovo em sua volta:
"Se o Supremo Tribunal Federal me absolver, a Câmara me anistia."
Ou seja: a Câmara fará o que José Dirceu quiser. Assim como fazia nos velhos tempos do mensalão.Ele voltou com tudo. E em política tudo tem o seu preço. Até mesmo o silêncio covarde da Oposição.
Os numeros da era Lula
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Os numeros da era Lula
Aos números da era Lula, para posterior comparação.
Em 2010 no governo Lula:
Dívida Externa = 240 Bilhões
Dívida Interna = 1.650 Trilhão
Total da Dívida = 1.890 Trilhão
Juros que alegram os banqueiros e agiotas: 10% a.a
Gastos com juros (bolsa banqueiro): 200 bilhões
Valor de um bolsa família: 100 Reais mensais
Gasto anual com o Bolsa Família: 14 bilhões
Quando Lula deixar o cargo, a obrigação dos jornalistas bajuladores será a de puxar o saco de Dilma e esquecer que Lula existe, ou existiu. Já há até manual na internet, preparada pelos auxiliares da petista, para que ninguém puxe saco de forma equivocada.
Sabendo que Lula já era, vale a pena deixar anotado o resultado da sua era.
Se você discorda dos números, mande Lula corrigí-los.
Não entendo mais nada: é o rabo que abana o cachorro ou o cachorro que abana o rabo?
Os numeros da era Lula
Aos números da era Lula, para posterior comparação.
Em 2010 no governo Lula:
Dívida Externa = 240 Bilhões
Dívida Interna = 1.650 Trilhão
Total da Dívida = 1.890 Trilhão
Juros que alegram os banqueiros e agiotas: 10% a.a
Gastos com juros (bolsa banqueiro): 200 bilhões
Valor de um bolsa família: 100 Reais mensais
Gasto anual com o Bolsa Família: 14 bilhões
Quando Lula deixar o cargo, a obrigação dos jornalistas bajuladores será a de puxar o saco de Dilma e esquecer que Lula existe, ou existiu. Já há até manual na internet, preparada pelos auxiliares da petista, para que ninguém puxe saco de forma equivocada.
Sabendo que Lula já era, vale a pena deixar anotado o resultado da sua era.
Se você discorda dos números, mande Lula corrigí-los.
Não entendo mais nada: é o rabo que abana o cachorro ou o cachorro que abana o rabo?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Trem Bala: corrupção em alta velocidade Via The Passira News
Nada parece honesto, necessário, urgente ou decente nesta licitação do trem bala, que acontecerá a 15 dias do governo acabar. Confiantes na impunidade, nem se preocupam mais em disfarçar o assalto aos cofres públicos, desta vez a 200 km por hora. Ao que parece, o governo Lula e as empreiteiras querem encerrar, com “chave de ouro”, esses oitos anos de corrupção sem porteiras
Fotomontagem Toinho de Passira
CONTINUÍSMO - Temos que reconhecer que eles não enganaram ninguém,
quando durante a campanha disseram que o governo Dilma, seria uma continuação do governo Lula.
Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo , Folha de São Paulo, Veja, Estadão, Blog do Noblat,Agência Brasil
O vexatório açodamento, com que está sendo tocada a licitação do trem bala tem as características de uma ação ilícita cometida por uma sofisticada quadrilha. Um crime doloso, premeditado, com requintes de corrupção e excesso de falta de pudor para com a coisa pública.
O mega projeto, que pode custar à bagatela de R$ 45 bilhões, quase todo financiado pelo BNDES, tornou-se, logo após as eleições, uma inexplicável prioridade inarredável, para o governo que está se findando, autorizado pelo governo que ainda nem começou.
O recebimento das propostas marcado para o dia 29 de novembro, e a publicação do seu resultado, no dia 16 de dezembro, quando só faltarão 15 dias para o fim do atual governo, denota uma ânsia de corrupção incontida e insaciável.
Os meandros da operação toda, não deixa dúvidas que há algo podre, nos bastidores, dessa negociata. Os recursos estão sendo assegurado pelo governo através de uma Medida Provisória muito marota, que inclusive confronta a Constituição Federal.
O vencedor embolsa, de cara, R$ 20 bilhões emprestados, do BNDES, com pagamentos em suaves prestações, estendidas por 30 anos, pagas com o rendimento do próprio negócio. Além disso, os juros são subsidiados e o feliz vencedor ainda terá 7 anos de carência, para iniciar os pagamentos, provavelmente, só iniciado em 2018.
Coisa de pai para filho, (de Lula para lulinha), o projeto prevê ainda, que quem construir e operar o trem-bala terá um subsidio direto de R$ 5 bilhões, nos primeiros dez anos, caso a receita bruta do projeto, neste mesmo período, fique abaixo do previsto.
Em tese, estão emprestando uma nota preta, com todas as facilidades possíveis e impossíveis e ainda adiantando o dinheiro para pagar as prestações.
Essa história de que a rentabilidade pode ficar aquém do previsto, são favas contadas. Segundo a maioria dos técnicos: as previsões de fluxos de passageiros são consideradas irrealistas, até pelo custo da passagem, prevista para ser a mais cara do mundo, neste tipo de transporte.
Pelo próprio edital da obra, o bilhete é fixado em R$ 0,49 (US$ 0,27) por quilômetro, a tarifa-teto, Rio-São Paulo, custaria 199,73 reais. Pelo custo projeto do trem bala japonês, por exemplo, pagar-se-ia pelo mesmo percurso, aproximadamente, R$ 185,00 (US$ 0,25, por quilômetro).
Nos meandros da Medida Provisória, há espaço inclusive para o BNDES emprestar mais que os R$ 20 bilhões, sem que o congresso seja de novo consultado, basta que os construtores provem que o projeto, quando da sua implementação acabou custando mais. Uma coisa que todo mundo também sabe que vai invariavelmente acontecer.
A reação mais efetiva, até agora, veio do Partido Popular Socialista, da base da oposição, que entrou no Supremo Tribunal Federal, com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a tal ”Medida Provisória do Papai”. , querendo suspender o atalho imoral encontrado pelo governo, para usar os recursos do BNDES.
O PPS alega que o assunto não tem urgência para ser uma Medida Provisória, além de ferir a Constituição ao tratar de questão orçamentária e fiscal, vetado pela lei maior do país.
"Pelo que vemos, antes mesmo de sair do papel, esse trem-bala já mostra uma alta velocidade para abocanhar o dinheiro público de forma irresponsável", afirmou o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE).
Na última terça-feira, a bancada do DEM no Senado declarou-se contrária à MP 511/10, que autoriza os recursos para o Trem Bala. O líder do partido, senador Antonio Carlos Junior (BA), afirmou que o empreendimento é economicamente inviável e alertou para os riscos de a União assumir subsídios elevados na operação do projeto.
Na realidade estamos diante de mais um daqueles empreendimentos inventado pelas empreiteiras. São elas que geram a necessidade, gestam os projetos, arranjam as saídas “legais” para torná-los possíveis, preparam o edital de licitação e invariavelmente ganham.
Até a justificativa de que o trem bala faria parte das obras de infra-estrutura para as Olimpíadas de 2016, outro projeto de empreiteira, a serem realizadas no Rio de Janeiro, é falsa, já que a obra, na melhor das hipóteses, tem a sua conclusão prevista para 2017.
Fotomontagem Toinho de Passira
Sem nada que justifique e com tudo para desconfiar, esse clima de associação suspeita e conluio, aumenta quando vemos que as empreiteiras foram as mais generosas doadoras da campanha da candidata eleita Dilma Rousseff.
Fotomontagem Toinho de Passira
CONTINUÍSMO - Temos que reconhecer que eles não enganaram ninguém,
quando durante a campanha disseram que o governo Dilma, seria uma continuação do governo Lula.
Postado por Toinho de Passira
Fontes: O Globo , Folha de São Paulo, Veja, Estadão, Blog do Noblat,Agência Brasil
O vexatório açodamento, com que está sendo tocada a licitação do trem bala tem as características de uma ação ilícita cometida por uma sofisticada quadrilha. Um crime doloso, premeditado, com requintes de corrupção e excesso de falta de pudor para com a coisa pública.
O mega projeto, que pode custar à bagatela de R$ 45 bilhões, quase todo financiado pelo BNDES, tornou-se, logo após as eleições, uma inexplicável prioridade inarredável, para o governo que está se findando, autorizado pelo governo que ainda nem começou.
O recebimento das propostas marcado para o dia 29 de novembro, e a publicação do seu resultado, no dia 16 de dezembro, quando só faltarão 15 dias para o fim do atual governo, denota uma ânsia de corrupção incontida e insaciável.
Os meandros da operação toda, não deixa dúvidas que há algo podre, nos bastidores, dessa negociata. Os recursos estão sendo assegurado pelo governo através de uma Medida Provisória muito marota, que inclusive confronta a Constituição Federal.
O vencedor embolsa, de cara, R$ 20 bilhões emprestados, do BNDES, com pagamentos em suaves prestações, estendidas por 30 anos, pagas com o rendimento do próprio negócio. Além disso, os juros são subsidiados e o feliz vencedor ainda terá 7 anos de carência, para iniciar os pagamentos, provavelmente, só iniciado em 2018.
Coisa de pai para filho, (de Lula para lulinha), o projeto prevê ainda, que quem construir e operar o trem-bala terá um subsidio direto de R$ 5 bilhões, nos primeiros dez anos, caso a receita bruta do projeto, neste mesmo período, fique abaixo do previsto.
Em tese, estão emprestando uma nota preta, com todas as facilidades possíveis e impossíveis e ainda adiantando o dinheiro para pagar as prestações.
Essa história de que a rentabilidade pode ficar aquém do previsto, são favas contadas. Segundo a maioria dos técnicos: as previsões de fluxos de passageiros são consideradas irrealistas, até pelo custo da passagem, prevista para ser a mais cara do mundo, neste tipo de transporte.
Pelo próprio edital da obra, o bilhete é fixado em R$ 0,49 (US$ 0,27) por quilômetro, a tarifa-teto, Rio-São Paulo, custaria 199,73 reais. Pelo custo projeto do trem bala japonês, por exemplo, pagar-se-ia pelo mesmo percurso, aproximadamente, R$ 185,00 (US$ 0,25, por quilômetro).
Nos meandros da Medida Provisória, há espaço inclusive para o BNDES emprestar mais que os R$ 20 bilhões, sem que o congresso seja de novo consultado, basta que os construtores provem que o projeto, quando da sua implementação acabou custando mais. Uma coisa que todo mundo também sabe que vai invariavelmente acontecer.
A reação mais efetiva, até agora, veio do Partido Popular Socialista, da base da oposição, que entrou no Supremo Tribunal Federal, com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a tal ”Medida Provisória do Papai”. , querendo suspender o atalho imoral encontrado pelo governo, para usar os recursos do BNDES.
O PPS alega que o assunto não tem urgência para ser uma Medida Provisória, além de ferir a Constituição ao tratar de questão orçamentária e fiscal, vetado pela lei maior do país.
"Pelo que vemos, antes mesmo de sair do papel, esse trem-bala já mostra uma alta velocidade para abocanhar o dinheiro público de forma irresponsável", afirmou o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE).
Na última terça-feira, a bancada do DEM no Senado declarou-se contrária à MP 511/10, que autoriza os recursos para o Trem Bala. O líder do partido, senador Antonio Carlos Junior (BA), afirmou que o empreendimento é economicamente inviável e alertou para os riscos de a União assumir subsídios elevados na operação do projeto.
Na realidade estamos diante de mais um daqueles empreendimentos inventado pelas empreiteiras. São elas que geram a necessidade, gestam os projetos, arranjam as saídas “legais” para torná-los possíveis, preparam o edital de licitação e invariavelmente ganham.
Até a justificativa de que o trem bala faria parte das obras de infra-estrutura para as Olimpíadas de 2016, outro projeto de empreiteira, a serem realizadas no Rio de Janeiro, é falsa, já que a obra, na melhor das hipóteses, tem a sua conclusão prevista para 2017.
Fotomontagem Toinho de Passira
Sem nada que justifique e com tudo para desconfiar, esse clima de associação suspeita e conluio, aumenta quando vemos que as empreiteiras foram as mais generosas doadoras da campanha da candidata eleita Dilma Rousseff.
Já tem gente condenada no júri contra petistas que assassinaram o ex-prefeito Celso Daniel
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Dinheiro público e muito dinheiro sujo arrancado sob chantagem de empresários do ramo de transporte de passageiros de Santo André, saíram para engordaer os cofres da primeira eleição de Lula e também para satisfazer o PT e os próprios delinquentes políticos de São Paulo. Foi isto que aconteceu, segundo o MPE de São Paulo, que conseguiu condenar o primeiro réu do assassínio do ex-prefeito Celso Daniel. Daniel foi morto porque quis desmontar a quadrilha, já que pretendia ir limpo para a coordenação da campanha de Lula, no final de 2001. Os promotores acusam oito bandidos, inclusive líderes locais do PT, mas não levaram as investigações até a Capital e Brasília. Veja como http://www.veja.com.br/ acompanhou o caso nesta quinta-feira.
CLIQUE AQUI para também ler o artigo de Augusto Nunes sobre o caso. Nunes quer chegar aos mandantes.
Durante o julgamento de Marcos Roberto Bispo dos Santos - o primeiro réu por envolvimento na morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, a enfrentar o júri popular -, o promotor Francisco Cembranelli defendeu que a morte do petista foi um crime encomendado por uma organização criminosa que desviava recursos públicos da prefeitura. Ele afirma que Celso Daniel morreu porque, indicado coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2001, passou a discordar da forma como a roubalheira municipal vinha sendo praticada."Celso Daniel prometeu tomar providências, tirar o poder que algumas pessoas detinham, e por isso foi varrido. Ao manifestar sua vontade de acabar com o sistema fraudulento por meio de provas documentais do desvio desse dinheiro, passou a ser um obstáculo. Então, pessoas que não tinham ideologia partidária nenhuma desenharam um plano macabro a fim de tirar o prefeito do caminho", afirmou o promotor.Cembranelli disse, pouco antes do julgamento ter início, que o dinheiro de corrupção se destinava a contas pessoais de políticos e também para abastecer campanhas eleitorais do PT, até mesmo a da primeira eleição do presidente Lula.
Dinheiro público e muito dinheiro sujo arrancado sob chantagem de empresários do ramo de transporte de passageiros de Santo André, saíram para engordaer os cofres da primeira eleição de Lula e também para satisfazer o PT e os próprios delinquentes políticos de São Paulo. Foi isto que aconteceu, segundo o MPE de São Paulo, que conseguiu condenar o primeiro réu do assassínio do ex-prefeito Celso Daniel. Daniel foi morto porque quis desmontar a quadrilha, já que pretendia ir limpo para a coordenação da campanha de Lula, no final de 2001. Os promotores acusam oito bandidos, inclusive líderes locais do PT, mas não levaram as investigações até a Capital e Brasília. Veja como http://www.veja.com.br/ acompanhou o caso nesta quinta-feira.
CLIQUE AQUI para também ler o artigo de Augusto Nunes sobre o caso. Nunes quer chegar aos mandantes.
Durante o julgamento de Marcos Roberto Bispo dos Santos - o primeiro réu por envolvimento na morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, a enfrentar o júri popular -, o promotor Francisco Cembranelli defendeu que a morte do petista foi um crime encomendado por uma organização criminosa que desviava recursos públicos da prefeitura. Ele afirma que Celso Daniel morreu porque, indicado coordenador da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2001, passou a discordar da forma como a roubalheira municipal vinha sendo praticada."Celso Daniel prometeu tomar providências, tirar o poder que algumas pessoas detinham, e por isso foi varrido. Ao manifestar sua vontade de acabar com o sistema fraudulento por meio de provas documentais do desvio desse dinheiro, passou a ser um obstáculo. Então, pessoas que não tinham ideologia partidária nenhuma desenharam um plano macabro a fim de tirar o prefeito do caminho", afirmou o promotor.Cembranelli disse, pouco antes do julgamento ter início, que o dinheiro de corrupção se destinava a contas pessoais de políticos e também para abastecer campanhas eleitorais do PT, até mesmo a da primeira eleição do presidente Lula.
Escolas não protestam por receio e comodismo. Ou: Flagrantes da “revolução” de Haddad
Escolas não protestam por receio e comodismo. Ou: Flagrantes da “revolução” de Haddad
As escolas ignoram a ruindade do Enem? É claro que não! E por que não metem a boca no trombone — algumas até elogiam a prova? Porque não querem confronto. As públicas não brigam porque públicas, e a particulares porque particulares. Estas, em especial, preferem se organizar para se dar bem no ranking. Incrementam a área antigamente chamada de “Exatas e Biológicas” — o nome boboca é “Ciências da Natureza e Suas Tecnologias” — e entregam língua & literatura e humanas (Linguagens e Códigos e Suas Tecnologias e Ciências Humanas e Suas Tecnologias) ao diabo-dará.
O ”deus-dará”, como vocês sabem, significa o acaso, o incerto, o sei-lá-o-quê. O “diabo-dará” é diferente. E, assim, uma ignorância construída com intenção. O professor de gramática não precisa mais ensinar análise sintática, por exemplo. Aliás, tenho percebido que boa parte deles ignora o assunto, na presunção de que ninguém precisa identificar um complemento nominal ou um objeto direto preposicionado para escrever direito. Bem, é verdade! Mas certamente sairá na frente quem, além de escrever direito, souber o que são essas coisas.
Há firmada uma grande tolice sobre o ensino de gramática, considerado desnecessário. Ao planejar uma ponte, um circuito elétrico ou calcular os componentes de uma liga, os engenheiros civis, elétricos ou mecânicos não precisam ficar revisando tudo o que aprenderam de cálculo, recitar a fórmula do Movimento Retilíneo Uniformemente Variado ou revisar os detalhes da geometria analítica. Mas a quem você confiaria a ponte, o circuito e a liga? A quem sabe ou a quem não sabe?
Aquilo que se chamava de professor de português é convidado hoje a ser um “animador de debate”, dedicando-se quase que exclusivamente à interpretação de texto. A atividade se resume a estimular o aluno a fazer perífrases ou paráfrases daquilo que leu. Lê-se o estímulo e tome aquele misto de circunlóquio com interpretação livre. O que sobra como conhecimento acumulado? Quase nada! Não raro, a aula se torna mero pretexto para o proselitismo. O ensino de história se transformou num tribunal sobre o passado, e o de geografia virou terra de ninguém — ou melhor: terra do MST; seu tema permanente, percebo pelos livros, é o latifúndio!!!
Querem saber? É mais fácil fazer educação assim! O professor pode chegar em sala de aula, olhar para o vazio e deitar falação. Não precisa nem mesmo preparar a aula. Como ele está lá para ensinar os alunos a julgar (eles dizem “pensar”), cobra-se dele que tenha convicção, não método. Uma prova como o Enem deveria servir como um freio de arrumação nessa zorra: a cobrança de conteúdo específico ajudaria a deixar claro se a escola está ou não cumprindo o mínimo que dela se exige. Da forma como estão sendo feitas as provas, tudo pode. O resultado é uma loteria. Isso é bom? Não! Isso é perverso.
Por quê? Porque, nessas horas, PRESTEM ATENÇÃO A ESTE PARTICULAR, o que determina o resultado é o que chamo “currículo oculto” do estudante. O que é isso? Se ele vem de um ambiente — cultura familiar, comunitária ou de grupo social — mais afinada com a leitura e com um debate qualificado, acaba se saindo bem, orientado pelo bom senso. Se, ao contrário, não tem essas referências, acaba se danando (é claro que há exceções nos dois casos).
Qual é a função da escola, santo Deus? Justamente tornar menos relevantes — o ideal é que as tornasse irrelevantes — as diferenças de origem, igualando as condições de competição dos estudantes por meio de um currículo, de uma formação mínima. Do modo como estão as coisas, faz-se exatamente o contrário. A fórmula adotada por esses “progressistas” energúmenos alimenta o círculo da exclusão. Os de melhor condição social irão disputar, porque mais preparados, as vagas mais “difíceis” — aquelas ligadas às tecnologias e às biomédicas (profissões que serão mais bem-remuneradas no futuro —, e os pobres vão alimentar o estoque de ressentidos das chamadas áreas de humanas; os primeiros conseguirão sua vaga na universidade pública, e os demais se encaixarão em algum cafofo privado, alimentado pelo leite de pata do ProUni.
Por Reinaldo Azevedo
As escolas ignoram a ruindade do Enem? É claro que não! E por que não metem a boca no trombone — algumas até elogiam a prova? Porque não querem confronto. As públicas não brigam porque públicas, e a particulares porque particulares. Estas, em especial, preferem se organizar para se dar bem no ranking. Incrementam a área antigamente chamada de “Exatas e Biológicas” — o nome boboca é “Ciências da Natureza e Suas Tecnologias” — e entregam língua & literatura e humanas (Linguagens e Códigos e Suas Tecnologias e Ciências Humanas e Suas Tecnologias) ao diabo-dará.
O ”deus-dará”, como vocês sabem, significa o acaso, o incerto, o sei-lá-o-quê. O “diabo-dará” é diferente. E, assim, uma ignorância construída com intenção. O professor de gramática não precisa mais ensinar análise sintática, por exemplo. Aliás, tenho percebido que boa parte deles ignora o assunto, na presunção de que ninguém precisa identificar um complemento nominal ou um objeto direto preposicionado para escrever direito. Bem, é verdade! Mas certamente sairá na frente quem, além de escrever direito, souber o que são essas coisas.
Há firmada uma grande tolice sobre o ensino de gramática, considerado desnecessário. Ao planejar uma ponte, um circuito elétrico ou calcular os componentes de uma liga, os engenheiros civis, elétricos ou mecânicos não precisam ficar revisando tudo o que aprenderam de cálculo, recitar a fórmula do Movimento Retilíneo Uniformemente Variado ou revisar os detalhes da geometria analítica. Mas a quem você confiaria a ponte, o circuito e a liga? A quem sabe ou a quem não sabe?
Aquilo que se chamava de professor de português é convidado hoje a ser um “animador de debate”, dedicando-se quase que exclusivamente à interpretação de texto. A atividade se resume a estimular o aluno a fazer perífrases ou paráfrases daquilo que leu. Lê-se o estímulo e tome aquele misto de circunlóquio com interpretação livre. O que sobra como conhecimento acumulado? Quase nada! Não raro, a aula se torna mero pretexto para o proselitismo. O ensino de história se transformou num tribunal sobre o passado, e o de geografia virou terra de ninguém — ou melhor: terra do MST; seu tema permanente, percebo pelos livros, é o latifúndio!!!
Querem saber? É mais fácil fazer educação assim! O professor pode chegar em sala de aula, olhar para o vazio e deitar falação. Não precisa nem mesmo preparar a aula. Como ele está lá para ensinar os alunos a julgar (eles dizem “pensar”), cobra-se dele que tenha convicção, não método. Uma prova como o Enem deveria servir como um freio de arrumação nessa zorra: a cobrança de conteúdo específico ajudaria a deixar claro se a escola está ou não cumprindo o mínimo que dela se exige. Da forma como estão sendo feitas as provas, tudo pode. O resultado é uma loteria. Isso é bom? Não! Isso é perverso.
Por quê? Porque, nessas horas, PRESTEM ATENÇÃO A ESTE PARTICULAR, o que determina o resultado é o que chamo “currículo oculto” do estudante. O que é isso? Se ele vem de um ambiente — cultura familiar, comunitária ou de grupo social — mais afinada com a leitura e com um debate qualificado, acaba se saindo bem, orientado pelo bom senso. Se, ao contrário, não tem essas referências, acaba se danando (é claro que há exceções nos dois casos).
Qual é a função da escola, santo Deus? Justamente tornar menos relevantes — o ideal é que as tornasse irrelevantes — as diferenças de origem, igualando as condições de competição dos estudantes por meio de um currículo, de uma formação mínima. Do modo como estão as coisas, faz-se exatamente o contrário. A fórmula adotada por esses “progressistas” energúmenos alimenta o círculo da exclusão. Os de melhor condição social irão disputar, porque mais preparados, as vagas mais “difíceis” — aquelas ligadas às tecnologias e às biomédicas (profissões que serão mais bem-remuneradas no futuro —, e os pobres vão alimentar o estoque de ressentidos das chamadas áreas de humanas; os primeiros conseguirão sua vaga na universidade pública, e os demais se encaixarão em algum cafofo privado, alimentado pelo leite de pata do ProUni.
Por Reinaldo Azevedo
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Verdades ocultas
“Tenham compostura senhores e senhoras da política: nós não somos bobos. Quantas vezes vocês acham que podem nos enganar mudando de tom, discurso e propósitos entre o pré e o pós-urnas?” – Mirian Leitão
REVELANDO-SE - Ninguém sabia, antes das eleições, que os governadores estavam pressionando Dilma pela volta da CPMF. Muito menos que ela havia sido seduzida pela idéia.
Miriam Leitão
Fontes: Blog do Noblat
Foi apenas o fechar das urnas, e as verdades começaram a aparecer. A CPMF reaparece com a presidente eleita e alguns governadores falando dela com uma sinceridade que lhes faltou na campanha.
O governador do Rio entrou no STF dizendo que o sistema de partilha do petróleo prejudica o estado. O sistema é ideia de Dilma Rousseff, a quem Sérgio Cabral deu seu entusiasmado apoio.
Tenham compostura senhores e senhoras da política: nós não somos bobos. Quantas vezes vocês acham que podem nos enganar mudando de tom, discurso e propósitos entre o pré e o pós-urnas?
O banco PanAmericano estava quebrado antes das eleições, mas as informações sobre isso apareceram apenas alguns dias depois. O que torna o caso inegavelmente uma questão de interesse e dinheiro públicos é a compra extemporânea de 49% do banco pela Caixa Econômica Federal e a cegueira coletiva que atingiu comprador e fiscalizadores.
PT e PMDB, os dois maiores partidos da coalizão, começaram a se engalfinhar em público pelos cargos, como se fosse uma disputa do butim de uma batalha que eles venceram. Fica-se sabendo que o consumidor — e não as empresas como Itaipu e Furnas — é que pagará pelo custo do apagão que em 2009 deixou 18 estados sem luz.
Nove empresas receberam multas de R$ 61,9 milhões e recorreram. Ainda nenhum tostão saiu do caixa delas. Mas o distinto público que ficou sem luz pagará R$ 850 milhões a mais em suas contas em 2011.
O TCU informa que 32 obras de investimento do governo, 18 delas do PAC, deveriam ser paralisadas porque têm graves irregularidades e sobrepreço. Entre elas, algumas que foram exibidas na propaganda eleitoral da presidente eleita, como a Refinaria Abreu e Lima.
O financiamento do trem-bala não terá apenas dinheiro subsidiado, terá subsídio direto de R$ 5 bi nos primeiros anos. A lista das más notícias neste breve período pós-eleitoral é grande e está em várias áreas; em comum o fato de terem sido dadas em momento muito conveniente para o governo.
Só depois das eleições Sérgio Cabral “descobriu” que a idéia de Dilma, sobre partilha de petróleo, prejudica o rio?
O governador do Rio, Sérgio Cabral, não pode alegar que desconhecia que o sistema de partilha, as mudanças na Lei do Petróleo e as condições da capitalização da Petrobras prejudicam frontalmente o estado que governa. Ele até chorou por isso, em público, meses antes das eleições. Depois, tratou a questão como resolvida.
No novo sistema não há participação especial e ainda há o risco de se perder grande parte dos royalties. Perde também porque a União fez a transferência para a Petrobras, na chamada cessão onerosa, de bilhões de barris de petróleo do pré-sal que também não pagarão participação especial ao Rio.
Disso tudo o governador Sérgio Cabral sabia antes e durante o processo eleitoral. Por que nunca disse isso ao eleitor? Por que deixa para entrar no Supremo Tribunal Federal depois das eleições? Um governador tem que ter como primeira lealdade a defesa dos interesses do estado que administra e não a coalizão política da qual participa.
O advogado-geral da União, Luís Adams, disse que vai contestar a Ação Direta de Inconstitucionalidade do Rio. "Não vejo futuro nessa Adin", disse Adams. Pois é. O que ela tem é passado: o tempo em que o governo do Rio esperou para entrar com a ação.
A declaração da presidente Dilma em sua primeira entrevista de que não poderia ignorar a pressão dos governadores pela CPMF — assim, docemente constrangida a defender o imposto — foi espantosa.
Primeiro, porque ela nunca deu ciência aos eleitores de que estava sendo pressionada; segundo, porque os governadores disputando eleição ou reeleição também não disseram que estavam pressionando quem quer que seja pelo imposto. Terceiro, porque a arrecadação aumentou depois do fim do imposto pelo peso da elevação de outros tributos.
O P da CPMF quer dizer provisório. Foi criada em momento específico e com objetivo limitado. Era para atravessar o período da transição entre a hiperinflação e a estabilidade, quando havia risco de uma queda da arrecadação. Ela cria muitas distorções. Parece prejudicar apenas quem faz transações bancárias mas afeta, em cascata, todos os preços da economia. Por ser cumulativa, vai produzindo um peso enorme sobre as empresas, que o transferem ao consumidor. Aí o imposto fica regressivo, injustamente distribuído.
Os governadores e os presidentes, eleita e em exercício, podem estar sinceramente convencidos de que sem a CPMF não é possível financiar a saúde — ainda que, como se sabe, ela pouco financiou a saúde — mas só poderiam tratar disso agora se tivessem defendido o imposto durante o processo eleitoral.
O Brasil tem um longo histórico de verdades ocultas durante o período em que encantadores candidatos tentam atrair o voto do cidadão pintando o mundo de cor-de-rosa e prometendo só alegrias. Por isso a CPMF é inaceitável. Só pode propor o imposto agora quem teve a coragem de defendê-lo quando estava no palanque.
Foto: Getty Images
Muito mais legítima: a Dilma na Parada Gay do Rio
*Acrescentamos fotos e legendas ao texto original
REVELANDO-SE - Ninguém sabia, antes das eleições, que os governadores estavam pressionando Dilma pela volta da CPMF. Muito menos que ela havia sido seduzida pela idéia.
Miriam Leitão
Fontes: Blog do Noblat
Foi apenas o fechar das urnas, e as verdades começaram a aparecer. A CPMF reaparece com a presidente eleita e alguns governadores falando dela com uma sinceridade que lhes faltou na campanha.
O governador do Rio entrou no STF dizendo que o sistema de partilha do petróleo prejudica o estado. O sistema é ideia de Dilma Rousseff, a quem Sérgio Cabral deu seu entusiasmado apoio.
Tenham compostura senhores e senhoras da política: nós não somos bobos. Quantas vezes vocês acham que podem nos enganar mudando de tom, discurso e propósitos entre o pré e o pós-urnas?
O banco PanAmericano estava quebrado antes das eleições, mas as informações sobre isso apareceram apenas alguns dias depois. O que torna o caso inegavelmente uma questão de interesse e dinheiro públicos é a compra extemporânea de 49% do banco pela Caixa Econômica Federal e a cegueira coletiva que atingiu comprador e fiscalizadores.
PT e PMDB, os dois maiores partidos da coalizão, começaram a se engalfinhar em público pelos cargos, como se fosse uma disputa do butim de uma batalha que eles venceram. Fica-se sabendo que o consumidor — e não as empresas como Itaipu e Furnas — é que pagará pelo custo do apagão que em 2009 deixou 18 estados sem luz.
Nove empresas receberam multas de R$ 61,9 milhões e recorreram. Ainda nenhum tostão saiu do caixa delas. Mas o distinto público que ficou sem luz pagará R$ 850 milhões a mais em suas contas em 2011.
O TCU informa que 32 obras de investimento do governo, 18 delas do PAC, deveriam ser paralisadas porque têm graves irregularidades e sobrepreço. Entre elas, algumas que foram exibidas na propaganda eleitoral da presidente eleita, como a Refinaria Abreu e Lima.
O financiamento do trem-bala não terá apenas dinheiro subsidiado, terá subsídio direto de R$ 5 bi nos primeiros anos. A lista das más notícias neste breve período pós-eleitoral é grande e está em várias áreas; em comum o fato de terem sido dadas em momento muito conveniente para o governo.
Só depois das eleições Sérgio Cabral “descobriu” que a idéia de Dilma, sobre partilha de petróleo, prejudica o rio?
O governador do Rio, Sérgio Cabral, não pode alegar que desconhecia que o sistema de partilha, as mudanças na Lei do Petróleo e as condições da capitalização da Petrobras prejudicam frontalmente o estado que governa. Ele até chorou por isso, em público, meses antes das eleições. Depois, tratou a questão como resolvida.
No novo sistema não há participação especial e ainda há o risco de se perder grande parte dos royalties. Perde também porque a União fez a transferência para a Petrobras, na chamada cessão onerosa, de bilhões de barris de petróleo do pré-sal que também não pagarão participação especial ao Rio.
Disso tudo o governador Sérgio Cabral sabia antes e durante o processo eleitoral. Por que nunca disse isso ao eleitor? Por que deixa para entrar no Supremo Tribunal Federal depois das eleições? Um governador tem que ter como primeira lealdade a defesa dos interesses do estado que administra e não a coalizão política da qual participa.
O advogado-geral da União, Luís Adams, disse que vai contestar a Ação Direta de Inconstitucionalidade do Rio. "Não vejo futuro nessa Adin", disse Adams. Pois é. O que ela tem é passado: o tempo em que o governo do Rio esperou para entrar com a ação.
A declaração da presidente Dilma em sua primeira entrevista de que não poderia ignorar a pressão dos governadores pela CPMF — assim, docemente constrangida a defender o imposto — foi espantosa.
Primeiro, porque ela nunca deu ciência aos eleitores de que estava sendo pressionada; segundo, porque os governadores disputando eleição ou reeleição também não disseram que estavam pressionando quem quer que seja pelo imposto. Terceiro, porque a arrecadação aumentou depois do fim do imposto pelo peso da elevação de outros tributos.
O P da CPMF quer dizer provisório. Foi criada em momento específico e com objetivo limitado. Era para atravessar o período da transição entre a hiperinflação e a estabilidade, quando havia risco de uma queda da arrecadação. Ela cria muitas distorções. Parece prejudicar apenas quem faz transações bancárias mas afeta, em cascata, todos os preços da economia. Por ser cumulativa, vai produzindo um peso enorme sobre as empresas, que o transferem ao consumidor. Aí o imposto fica regressivo, injustamente distribuído.
Os governadores e os presidentes, eleita e em exercício, podem estar sinceramente convencidos de que sem a CPMF não é possível financiar a saúde — ainda que, como se sabe, ela pouco financiou a saúde — mas só poderiam tratar disso agora se tivessem defendido o imposto durante o processo eleitoral.
O Brasil tem um longo histórico de verdades ocultas durante o período em que encantadores candidatos tentam atrair o voto do cidadão pintando o mundo de cor-de-rosa e prometendo só alegrias. Por isso a CPMF é inaceitável. Só pode propor o imposto agora quem teve a coragem de defendê-lo quando estava no palanque.
Foto: Getty Images
Muito mais legítima: a Dilma na Parada Gay do Rio
*Acrescentamos fotos e legendas ao texto original
Mais da metade das despesas do governo petista é para pagar a banca. Isto é mais de R$ 1.000.000.000.000,00 ao ano.
O petismo chega ao fim do segundo mandato de Lula legando ao país um número assombroso e vergonhoso: 52,91% de todas as despesas do país estarão destinadas ao pagamento de juros da dívida ou a outros custos financeiros. É mais de um trilhão de reais. É mais de cinco vezes a folha de pagamento. É três vezes mais dos que os gastos com a previdência.É seis vezes mais o que o Tesouro repassa para estados e municípios. Veja o quadro abaixo, do Orçamento de 2011, publicado hoje, pelo O Globo:
Uma das grandes mentiras do PT, na campanha eleitoral, que o PSDB também não teve competência de esclarecer ao país é que Lula pagou a dívida externa. Para o marqueteiro tucano este tipo de papo daria menos votos do que operação de varizes e mutirão do câncer de mama. Pelo andar da carruagem, hoje, a dívida externa do Brasil já deve ter passado ou está muito, muito perto de U$ 250 bilhões. Os desdentados que estão comendo um pouco, mas morrendo de caganeira na fila do SUS, acreditaram.
O petismo chega ao fim do segundo mandato de Lula legando ao país um número assombroso e vergonhoso: 52,91% de todas as despesas do país estarão destinadas ao pagamento de juros da dívida ou a outros custos financeiros. É mais de um trilhão de reais. É mais de cinco vezes a folha de pagamento. É três vezes mais dos que os gastos com a previdência.É seis vezes mais o que o Tesouro repassa para estados e municípios. Veja o quadro abaixo, do Orçamento de 2011, publicado hoje, pelo O Globo:
Uma das grandes mentiras do PT, na campanha eleitoral, que o PSDB também não teve competência de esclarecer ao país é que Lula pagou a dívida externa. Para o marqueteiro tucano este tipo de papo daria menos votos do que operação de varizes e mutirão do câncer de mama. Pelo andar da carruagem, hoje, a dívida externa do Brasil já deve ter passado ou está muito, muito perto de U$ 250 bilhões. Os desdentados que estão comendo um pouco, mas morrendo de caganeira na fila do SUS, acreditaram.
domingo, 14 de novembro de 2010
Meu marido, meu tesouro: Petrobras tem 43 contratos com marido de ministeriável
BLOG REINALDO AZEVEDO
Meu marido, meu tesouro: Petrobras tem 43 contratos com marido de ministeriável
Por Fernanda Odilla, na Folha. Volto em seguida:
A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal. Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras. A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.
Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança. Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar. Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.
O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha. Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000. Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).
(…)
O ofício diz que “não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”, mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira. “Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, “o modo com que tratava seus subordinados’”, diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil. Aqui
Comento
Que diabo acontece com as mulheres fortes de Dilma? Todas elas têm de ter um marido que atua justamente na área em que a mulher é chefe? O casal, por acaso, tem algum filho chamado “Israel”? É uma leitura muito particular do “poder feminino”, que, de fato, inverteu o chavão: “Por trás de uma grande mulher, há sempre um homem prestando serviços”.
Mas que se louve o sentido clânico do petismo, né? A gente vê que toda a cadeia familiar gosta de se empregar num mesmo ramo. E sempre lidando com dinheiro público. Trata-se de um refinadíssimo senso de patriotismo.
Meu marido, meu tesouro: Petrobras tem 43 contratos com marido de ministeriável
Por Fernanda Odilla, na Folha. Volto em seguida:
A empresa do marido de Maria das Graças Foster, nome forte para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, multiplicou os contratos com a Petrobras a partir de 2007, ano em que a engenheira ganhou cargo de direção na estatal. Nos últimos três anos, a C.Foster, de propriedade de Colin Vaughan Foster, assinou 42 contratos, sendo 20 sem licitação, para fornecer componentes eletrônicos para áreas de tecnologia, exploração e produção a diferentes unidades da estatal. Entre 2005 e 2007, apenas um processo de compra (sem licitação) havia sido feito com a empresa do marido de Graça, segundo a Petrobras. A C.Foster, que já vendeu R$ 614 mil em equipamentos para a Petrobras, começou na década de 1980 com foco no setor de óleo e gás, área hoje sob a responsabilidade de Graça Foster.
Funcionária de carreira da Petrobras, Graça é cotada para um cargo no primeiro escalão do governo dilmista, como a presidência da Petrobras, a Casa Civil, a Secretaria-Geral da Presidência ou outro posto próximo da presidente eleita, de quem ganhou confiança. Foi por indicação de Dilma que Graça ganhou, a partir de 2003, posições de destaque no Ministério de Minas e Energia, Petroquisa e BR Distribuidora e, há três anos, assumiu a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Antes de a C.Foster firmar esses 42 contratos com a Petrobras, a relação de Graça com a empresa do marido, Colin Vaughan Foster, já havia gerado mal-estar. Em 2004, uma denúncia contra a engenheira, relacionada ao suposto favorecimento à empresa do marido, foi encaminhada à Casa Civil.
O então ministro José Dirceu pediu esclarecimentos ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Dilma. A fonte da denúncia não é identificada nos documentos obtidos pela Folha. Na ocasião, foram listados dois contratos da C. Foster com a estatal: um de 1994, e outro, de 2000. Coube à própria Petrobras elaborar um ofício com explicações sobre duas investigações internas envolvendo Graça no período em que ela era gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).
(…)
O ofício diz que “não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”, mas enfatizava o temperamento difícil da engenheira. “Cumpre agregar que nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor, dado principalmente, como veio externar a comissão, “o modo com que tratava seus subordinados’”, diz o ofício da Petrobras para a Casa Civil. Aqui
Comento
Que diabo acontece com as mulheres fortes de Dilma? Todas elas têm de ter um marido que atua justamente na área em que a mulher é chefe? O casal, por acaso, tem algum filho chamado “Israel”? É uma leitura muito particular do “poder feminino”, que, de fato, inverteu o chavão: “Por trás de uma grande mulher, há sempre um homem prestando serviços”.
Mas que se louve o sentido clânico do petismo, né? A gente vê que toda a cadeia familiar gosta de se empregar num mesmo ramo. E sempre lidando com dinheiro público. Trata-se de um refinadíssimo senso de patriotismo.
Nobel da Paz iraniana critica Lula e pede que Dilma não vista véu em visita ao país
DA FOLHA
A nobel da paz iraniana, Shirin Ebadi, pediu neste domingo à presidente eleita, Dilma Rousseff, que caso visite o Irã "não cubra a cabeça com um véu", para defender os direitos das mulheres.
"Todas as mulheres, muçulmanas ou não, que chegam ao Irã têm que cobrir a cabeça. Alguém tem que mostrar ao governo do Irã que esta lei não é correta", afirmou Shirin.
Dilma, que substituirá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 1º de janeiro, não antecipou como serão suas relações com o Irã, mas precisou que tem "uma posição bem intransigente" em relação à defesa dos direitos humanos.
Shirin também pediu à presidente eleita que converse com movimentos independentes de mulheres iranianas, "não só com as que estão no Parlamento", e criticou Lula por ignorar seus pedidos de defender os oprimidos pelo regime islâmico.
"Lula visitou Teerã, abraçou o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, deu um beijo no rosto e foi embora. Parece que se esqueceu das pessoas que morrem e são presas no Irã", assinalou.
A advogada e opositora iraniana lembrou o passado sindicalista do presidente Lula e disse que lhe enviou "mensagens" para que se reunisse com as famílias de trabalhadores iranianos presos pela relação com os sindicatos.
"Quando Lula esteve no Irã, Mansour Osanlou, um líder sindical como ele, já cumpria uma pena de cinco anos. A Organização Mundial do Trabalho pediu sua libertação, mas Lula ignorou", acrescentou.
Recentemente o Brasil estreitou relações com o Irã e defendeu seu direito de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos.
Na sua visita a Teerã em maio, Lula e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram um acordo com o Irã para a troca de urânio destinado a seus reatores nucleares com fins científicos.
Este acordo foi rejeitado pelas potências nucleares, que acusam Teerã de ocultar em seu programa civil outro clandestino, com objetivos militares, com o qual pretende criar um arsenal de bombas atômicas.
COMENTO: O Nobel da Paz não conhece o nosso presidente, imaginar que o lula algum dia quis saber de trabalhador, ele só pensa em si mesmo, se endeusa e se embebeda de orgulho e só quer saber de estar no centro das atenções, por certo não iria deixar de tratar com o presidente do Irã para atender a um simples traballhador.
A nobel da paz iraniana, Shirin Ebadi, pediu neste domingo à presidente eleita, Dilma Rousseff, que caso visite o Irã "não cubra a cabeça com um véu", para defender os direitos das mulheres.
"Todas as mulheres, muçulmanas ou não, que chegam ao Irã têm que cobrir a cabeça. Alguém tem que mostrar ao governo do Irã que esta lei não é correta", afirmou Shirin.
Dilma, que substituirá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 1º de janeiro, não antecipou como serão suas relações com o Irã, mas precisou que tem "uma posição bem intransigente" em relação à defesa dos direitos humanos.
Shirin também pediu à presidente eleita que converse com movimentos independentes de mulheres iranianas, "não só com as que estão no Parlamento", e criticou Lula por ignorar seus pedidos de defender os oprimidos pelo regime islâmico.
"Lula visitou Teerã, abraçou o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, deu um beijo no rosto e foi embora. Parece que se esqueceu das pessoas que morrem e são presas no Irã", assinalou.
A advogada e opositora iraniana lembrou o passado sindicalista do presidente Lula e disse que lhe enviou "mensagens" para que se reunisse com as famílias de trabalhadores iranianos presos pela relação com os sindicatos.
"Quando Lula esteve no Irã, Mansour Osanlou, um líder sindical como ele, já cumpria uma pena de cinco anos. A Organização Mundial do Trabalho pediu sua libertação, mas Lula ignorou", acrescentou.
Recentemente o Brasil estreitou relações com o Irã e defendeu seu direito de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos.
Na sua visita a Teerã em maio, Lula e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram um acordo com o Irã para a troca de urânio destinado a seus reatores nucleares com fins científicos.
Este acordo foi rejeitado pelas potências nucleares, que acusam Teerã de ocultar em seu programa civil outro clandestino, com objetivos militares, com o qual pretende criar um arsenal de bombas atômicas.
COMENTO: O Nobel da Paz não conhece o nosso presidente, imaginar que o lula algum dia quis saber de trabalhador, ele só pensa em si mesmo, se endeusa e se embebeda de orgulho e só quer saber de estar no centro das atenções, por certo não iria deixar de tratar com o presidente do Irã para atender a um simples traballhador.
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