terça-feira, 17 de abril de 2018

Em sua maior crise, o PSDB derrete com Aécio

O PSDB vive uma crise. É a pior crise da história da legenda. A conversão de Aécio Neves em réu aprofunda a encrenca. Mas não é sua única causa. Em termos monetários há coisa até pior. Afora o que está por vir em outros oito processos, Aécio é acusado de extorquir R$ 2 milhões da JBS. Menos do que os R$ 10 milhões que a Odebrecht diz ter borrifado na caixa das campanhas de Geraldo Alckmin. Muito menos do que os R$ 23 milhões que a empreiteira de Emílio e Marcelo Odebrecht sustenta ter despejado nas arcas eleitorais de José Serra.
Com tudo isso e algo mais, o tucanato perdeu a aura de diferente. Ficou muito parecido com o PMDB, a legenda gelatinosa da qual Franco Montoro, Mario Covas e Fernando Henrique Cardoso bateram em retirada no ano de 1988 para fundar um partido limpo e arejado. Hoje, o que está estampado na vitrine do PSDB é algo que em linguagem aeronáutica seria chamado de cansaço de materiais. Nada que é associado ao ninho decola.
O que há de mais saudável no Brasil dos dias que correm é que pela primeira vez desde a chegada das caravelas o Estado investiga e pune a oligarquia político-empresarial. Diante dessa novidade, o PSDB decidiu ficar do lado do atraso. Fez isso ao proteger seus encrencados. A prisão de Lula elevou o patamar de exigência da sociedade, empurrando o Judiciário para novas fronteiras. A invulnerabilidade do tucanato tornou-se um escárnio. E o envio de Aécio para o banco dos réus é pouco para saciar a fome de limpeza que está no ar.
Enquanto as punições judiciais não chegam, o eleitor emite os primeiros sinais de intolerância. Aécio tem enorme dificuldade para colocar em pé uma candidatura à reeleição para o Senado. A nova condição de réu deve condená-lo a ser candidato a deputado federal. Quanto a Geraldo Alckmin, o presidenciável do PSDB, os humores detectados pelo Datafolha indicam que o eleitorado resiste em retirá-lo da frigideira onde ardem os sub-Bolsonaros, candidatos com índices de intenção de voto abaixo dos dois dígitos.
Josias de Souza
17/04/2018 18:21

O ciclo da impunidade

terça-feira, 17 de abril de 2018

"Enfim, se ainda sobra alguma pena a ser cumprida por um rico criminoso de colarinho branco, frequentemente ele adoece e também vai para casa. Esse é o ciclo da impunidade visualizado na escultura de Galschiot". Artigo de Gil Castello Branco, fundador do Contas Abertas, publicado pelo jornal O Globo:
A escultura do artista dinamarquês Jens Galschiot, denominada “A sobrevivência dos opulentos”, parece refletir com precisão a Justiça brasileira. Uma senhora pesada, com uma pequena balança desequilibrada em suas mãos, sentada sobre os ombros de um cidadão magérrimo que simboliza o povo, explorado por quem deveria lhe defender. É a Justiça dos privilégios, do foro Supremo, dos recursos infinitos, das prescrições e da impunidade.
No Brasil, é difícil descobrir a corrupção pois, quase sempre, não há extratos bancários, recibos, notas fiscais ou registros em cartórios. Tudo acontece no submundo, nos porões dos palácios, sítios e coberturas, nas malas, meias e cuecas, nas saídas das pizzarias e nas simulações de empréstimos e vendas de gado. As descobertas acontecem às vezes por acaso, tal como aconteceu com a Lava-Jato, quando a investigação sobre um doleiro e uma casa de câmbio, em um posto de gasolina de Brasília, deu no que deu.
Quando a corrupção é descoberta, é difícil comprová-la. No início das investigações, todos são inocentes: não sabiam, não conheciam, e as suas contas de campanha foram aprovadas pelo TSE. Não custa lembrar que o TSE está analisando, neste ano de 2018, as contas dos partidos políticos de 2012!!!
O dinheiro roubado roda o mundo, movimentado em milhares de contas bancárias de empresas fantasmas em paraísos fiscais. Só a Lava-Jato já fez aproximadamente 400 pedidos de cooperação dirigidos a cerca de 50 países. Internamente, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários adquiriram maior poder para punir em valores expressivos as condutas lesivas ao sistema financeiro e ao mercado de capitais. Agora, está mais difícil esconder a dinheirama e até apartamentos são alugados para hospedar o roubo.
Quando a corrupção é comprovada, é difícil evitar que os processos não sejam anulados ou interrompidos. Há advogados famosos e caríssimos justamente pela capacidade de descobrir brechas nos inquéritos e nos processos com o intuito de interrompê-los. As interrupções beneficiam também os políticos, com a anuência do STF e do Legislativo. Como o STF lavou as mãos, o corporativismo dos parlamentares impede cassações e a continuidade das investigações. Para os afogados com foro privilegiado, o STF é um colete salva-vidas e o Legislativo, uma boia.
Quando os processos não são interrompidos, a Justiça brasileira é tão lenta que grande parte deles prescreve. Segundo pesquisa do ministro do STJ Rogério Schiett, em apenas dois anos, entre setembro de 2015 e agosto de 2017, nada menos do que 830 ações penais prescreveram. Apenas com a tramitação de ações contra réus “ilustres”, os brasileiros descobriram a quase infinita possibilidade de recursos que levam à impunidade. Até embargos dos embargos, o absurdo do absurdo...
Quando os processos não prescrevem, as penas são baixas e os corruptos, soltos rapidamente. O cidadão brasileiro que passou mais tempo sendo “punido” foi o goleiro Barbosa, titular da Copa de 1950, que tomou um gol defensável de um uruguaio, o que levou o Brasil a perder o título. Barbosa faleceu em abril de 2000 e, como ele mesmo dizia, penou por 50 anos!
Os corruptos, com bons advogados, cumprem um sexto da pena em regime fechado e “progridem” para o semiaberto e para o aberto, quando não ficam em prisão domiciliar nas casas milionárias que adquiriram com o dinheiro desviado. Vão para casa porque têm idades elevadas e/ou para cuidar e dar “bons exemplos” aos filhos. E sem tornozeleiras eletrônicas, que estão sempre em falta. Os que ficam nos presídios saem nos indultos de Natal, quando não são indultados definitivamente com a extinção de punibilidade. O indulto é, não raro, um insulto.
Segundo Carlos Fernando dos Santos Lima — um dos procuradores mais combativos da Lava-Jato, juntamente com Deltan Dallagnol — semanalmente os advogados tentam de tudo: “A soltura de réus presos, até mesmo do pai de afilhada de casamento; a postergação do momento de prisão para o dia de São Nunca ou um pedido de vistas para adiar a redução do foro privilegiado. A novidade, recente, é a guerra de decisões dentro da própria Corte. Um ministro determina a prisão do réu e, então, o seu advogado vai protocolando sucessivos habeas corpus, que caem com um ministro depois do outro, até cair com quem o solte. Parece uma aberração, e é.”
Enfim, se ainda sobra alguma pena a ser cumprida por um rico criminoso de colarinho branco, frequentemente ele adoece e também vai para casa. Esse é o ciclo da impunidade visualizado na escultura de Galschiot. DO O.TAMBOSI

O próximo golpe da social-demo-cracia

terça-feira, 17 de abril de 2018

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Qual o legado criminoso das gestões petralhas e tucanalhas que agora começam a ter seus líderes denunciados ou condenados por corrupção? A ação desastrosa da social-democracia na política econômica gerou uma dívida pública bruta de R$ 4 trilhões 957 trilhões. Isto equivale a 75,1% do Produto Interno Bruto.
Já a dívida líquida do governo federal, INSS, governos estaduais e municipais chega atinge R$ 3 Trilhões 431 milhões. O rombo é de 52% do PIB. Você e eu perdemos com tamanha aberração. Os banqueiros ganham rolando esse endividamento, e por isso eles não querem mudanças estruturais. Para os rentistas, viva a Social-Democracia no poder...
Assim a galinha não decola... Na teoria, se o crescimento econômico nominal for superior a taxa de juros nominais, daria para reduzir o estoque dessa dívida pública, com o passar do tempo. Outro jeitinho para reduzir o rombo é criar inflação alta, para depreciar a moeda e a dívida do País. A social-democracia tupiniquim já está pronta para adotar essa “solução mandrake”, caso continue comandando o Palácio do Planalto. Desvalorizar o irreal Real parece mais fácil...
Já se especula sobre taxa básica de juros a 5% ao ano. Acontece que os bancos não praticam isso no cheque especial, nem nos empréstimos pessoais – onde a maioria dos brasileiros vive pendurada pelo bolso furado. Nada garante que o Brasil possa crescer tanto, seguindo a atual receita de mesmice, com alta gastança e roubalheira pública favorável aos donos do poder, enquanto tal putaria é sustentada por impostos que roubam o cidadão e inviabilizam quem ousa produzir.
A tragédia brasileira é: os donos do poder preferem mudar nada. Acontece que a situação está tensa e tende a ficar pior ainda. A maioria cansou de ser feita de otária. Não dá para ficar apenas pagando a conta e se endividando para sobreviver. Os milagres na economia informal têm limites. Grande parte do empresariado está quebrada, ou rumo à falência. Se os empregos desaparecem, o País perde potencial de crescimento. “Bicos” não patrocinam nem o pequeno vôo da galinha.
Na véspera de mais uma eleição, existe uma pequena ameaça de rebeldia contra esse modelo social-democrata de Capimunismo. Acontece que a pequena revolta tem tudo para dar em nada, conforme acontece a cada dois anos que somos obrigados a dar a dedada na urna eletrônica de resultado final inconfiável. Sem dúvida, no atual modelo, eleição é um golpe baixo. Você sabe em quem vota, porém é o mecanismo do Crime Institucionalizado quem sabe o bandido que será eleito para nos “representar”.
A social-democracia, mesmo desmoralizada por denúncias de corrupção e algumas prisões espetaculosas, prepara mais um golpe para continuar no poder da Nova República de 1985 e seu regime Capimunista Rentista. O jogo de cartas marcadas interessa aos controladores globalitários da grande colônia brasileira. O plano é trocar um ladrão por outro com a ficha menos suja. Assim, é mais fácil manter o regime na mesmice. Toda oposição tende a ser esmagada. Eis a realidade. O resto é estorinha do Boi Tatá.
A única saída para enfrentar o pesadelo é alimentar uma fé verdadeira de que o Brasil tem potencial para mudar. Agora, já ajuda muito a atitude prioritária de não permitir que seu voto dê emprego para ladrão. Outra atitude que ajuda muito é pressionar quem tem poder e legitimidade para ajudar o povo a exercer seu originário Poder Instituinte. A terceira saída, junto com as outras duas, é insistir no milagre de trabalhar, estudar, sobreviver, resistir e reagir contra o regime criminoso.
Protesto nada silencioso nas imediações do cárcere do $talinácio  

Corrosão de Aécio enferruja o próprio tucanato


Há no Brasil, como se sabe, seres que são legalmente inimputáveis. Por exemplo: os doentes mentais e as crianças são considerados incapazes de responder pelos seus atos. Na política, também existe uma categoria de inimputáveis: os tucanos. Nesta terça-feira, a Primeira Turma do Supremo deve enviar Aécio Neves para o banco dos réus. Com isso, será atenuada essa sensação incômoda de que quem tem bico grande e plumas não precisa prestar contas à Justiça.
O PSDB continua enrolado na bandeira da ética. Mas ao acobertar Aécio Neves, o partido transformou a corrosão do senador gravado achacando o empresário Joesley Batista em R$ 2 milhões num processo de enferrujamento partidário. O tucanato fez exatamente o que criticava no PT, seu grande rival. A única diferença é que o PSDB não tem militantes para chamar Aécio de “herói do povo brasileiro.”
Num intervalo de três anos e meio, Aécio despencou da antessala do poder para o purgatório. Em 2014, depois de degustar uma derrota com sabor de vitória, Aécio parecia fadado a se eleger presidente neste ano de 2018. Hoje, Aécio é um colecionador de processos criminais. Já são nove. Com a limitação da abrangência do foro privilegiado, prevista para 2 de maio, no plenário do Supremo, Aécio será candidato favorito a ser julgado na primeira instância do Judiciário, onde é mais difícil se fingir de louco. DO J.DESOUZA

Denúncia contra Temer é ‘investigada’ por tabela


O juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara da Justiça Federal de Brasília, autorizou o depoimento de 42 pessoas na ação penal sobre o “quadrilhão do PMDB”. Trata-se de um desdobramento da segunda denúncia criminal formulada no ano passado pela Procuradoria contra Michel Temer. Foi enviada ao freezer pela Câmara. Mas Edson Fachin, relator do caso no Supremo, desossou o processo. E liberou a primeira instância para investigar os encrencados sem foro privilegiado.
Os investigadores terão de lidar com o desafio de investigar o “quadrilhão” fingindo que não enxergam Temer. É algo tão difícil quanto coabitar um quarto com um elefante e fazer de conta que ele não está lá. A lista das pessoas que serão interrogadas inclui delatores do elefante e de amigos, correligionários e ex-ministros do elefante.
A ação judicial é vasta. Mas alguns fatos envolvem personagens acusados de coletar propinas para o PMDB e em favor do próprio elefante. Os envolvidos são acusados de operar como uma “organização criminosa”. Coisa chefiada pelo elefante, sustenta a Procuradoria. Todos fingem não ver o elefante no processo. Mas ele está lá. Aliás, nada poderia estar mais lá do que o elefante.
Na prática, parte da apuração que seria feita a partir de janeiro, quando Temer não terá mais o escudo da Presidência, será antecipada. Mas ninguém reconhece, para não tumultuar o circo. DO J.DESOUZA

Aécio, Temer e Lula esperneiam do mesmo jeito


Como se distingue um social-democrata de um direitista e de um esquerdista? Até outro dia era fácil. Bastava verificar o comportamento de cada um. Mas na fase atual —pós-ideológica e pré-falimentar— a maneira de proceder não quer dizer mais nada. Atirados num tanque com lama, Aécio Neves, Michel Temer e Lula deslocam suas massas na mistura viscosa e esperneiam da mesma maneira.
Os três exibem manias de perseguição e alegações esfarrapadas muito parecidas. Não há como diferenciá-los estatisticamente. O quase-réu, o denunciado e o condenado fervem à mesma temperatura. Quando estão fora de si, exibem com mais nitidez o que têm por dentro. A velha lenda segundo a qual o direitista e o esquerdista são mais cínicos do que o social-democrata está inteiramente desacreditada.
Se as manifestações mais recentes de Aécio serviram para alguma coisa foi para demonstrar que, ao virar sapo, o príncipe do tucanato não aumenta nem diminui a taxa de cinismo do seu discurso —conserva nos mesmos 100%. Como já fizeram Temer e Lula, o tucano apresentou-se como uma vítima inocente das mentiras da Procuradoria e de uma armação do delator com os investigadores. Disse Aécio aos jornalistas na véspera de viar réu:
''Se a Procuradoria-Geral da República tem conhecimento prévio das gravações, essas são nulas. E a PGR tinha ciência prévia. Joesley Batista saiu de uma reunião de várias horas com a PGR para fazer comigo a gravação. Não estamos falando de um cidadão exemplar, mas de um criminoso, réu confesso de mais de 250 crimes, que vai gravar alguém para transformar a conversa em algo comprometedor e receber benefício pela colaboração, como aconteceu''.
O senador tucano revelou-se capaz de tudo, menos de providenciar uma explicação razoável para o fato de sua voz ter soado na fita que captou o diálogo vadio que ele manteve, gostosamente, com um criminoso.  Vai abaixo um trecho, para refrescar a memória:
Joesley: É… A tua irmã teve lá.
Aécio: Obrigado por ter recebido ela lá.
Joesley: está… Ela me falou, me falou de fazer R$ 2 milhões pra tratar de advogado. Primeira coisa, num dá pra ser isso mais. Tem que ser…
Aécio: É?
Joesley: Tem que ser. Eu acho que pelo que a gente tá vendo tudo, pra mim e pra você… vai ser, a primeira coisa.
Aécio: Porque os dois que eu tava pensando era trabalhar no processo.
Joesley: Eu sei, aí é que tá. Assim, ó…acabou. Não tem e pronto. Primeira coisa: eu consigo… que é pouco, mas é das minhas, é das minhas lojinhas, que eu tenho, que caiu a venda…
Nesse aponto, o senador pergunta ao benemérito da da JBS como seria a entrega do dinheiro.
Aécio: Como é que a gente combina?
Joesley: Tem que ver. Vai lá em casa, ou…
Aécio: O Fred.
Joesley: Se for o Fred, eu ponho um menino meu pra ir. Se for você, sou eu. Só pra …
Aécio: Pode ser desse jeito…
Joesley: Entendeu? Tem que ser entre dois, não dá pra ser…
Aécio: Tem que ser um que a gente mata ele antes dele fazer delação.
Frederico Pacheco, eis o nome do primo que Aécio escalou para apanhar o dinheiro. A entrega das cédulas foi feita na sede da JBS, pelo executivo Ricardo Saud, em parcelas de R$ 500 mil. Tudo transportada em mochilas, como se não existisses bancos nem remessas bancárias.
O que distinguia Aécio de outros políticos encrencados era a falta de punição. Mas num instante em que até o senador tucano parece se encaminhar para um cadafalso, não dá mais para distingui-lo dos demais. Talvez nem com teste de DNA.
Josias de Souza

segunda-feira, 16 de abril de 2018

"Você vai manter essa gente lá?", por Lillian Witte Fibe - Veja


Outubro vem aí.
Duas manchetes de hoje, duas excrescências. Contra o bolso do eleitor.
Os 513 nobres deputados federais e mais dois terços dos 81 senadores da República serão submetidos ao seu escrutínio no dia 7 de outubro.
Depende de você e só de você reelegê-los.
Ou não.
Em meio a discursos hipócritas de acabar com privilégios dos mais abastados e cuidar melhor dos pobres, o que se vê no parlamento é exatamente o contrário.
Tudo sancionado por um presidente que vai a Lima, no Peru, e discursa contra a corrupção – enquanto, em Brasília, segue cercado por um sem número de assessores investigados, quando não já condenados.
A manchete do jornal Valor de hoje é só mais uma que escancara o que é feito com o seu dinheiro.
Ou melhor, com a fatia dos impostos que não é roubada nem guardada em apartamentos ou em paraísos fiscais.
Fizeram um programa de perdão de dívidas tributárias por vias tão legais quanto imorais.
No Diário Oficial.
(Você já teve alguma dívida tributária perdoada?)
Atenção Minas Gerais: o relator da ideia foi um deputado do MDB, filho do ex-governador Newton Cardoso.
Oi Bahia: o maior desconto de todos?
Beneficiou o pré-candidato do PSDB ao governo! O sujeito obteve abatimento de 95% sobre o valor total do cano que ele já havia dado em você.
O nome dele é João Gualberto.
O destino dessa gente está na sua mão.
A segunda manchete é do Estadão: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,projetos-de-renuncia-fiscal-podem-ter-impacto-de-r-667-bilhoes-ate-2020,70002269981
 Muito mais que o déficit público total, cujo vilão, segundo eles, é o dinheirinho dos aposentados.
Muito mais que o déficit público total, cujo vilão, segundo eles, é o dinheirinho dos aposentados. (reprodução/Reprodução)

Joaquim Barbosa não é "expressão de centro": é cavalo de Troia da esquerda.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Rodrigo Constantino desmente, em seu blog publicado pela Gazeta do Povo, algumas notícias que qualificam o ex-ministro e ex-presidente do STF Joaquim Barbosa como figura de centro. Longe disso, Barbosa é esquerdista: teria votado em Lula e Dilma, além de ter sido contra o impeachment de Dilma. Ninguém de centro faria isso:
"O presidente do PSB, Carlos Siqueira, avalia que o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (15), mostra o potencial da candidatura do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa à Presidência da República.
De acordo com a pesquisa, o ex-presidente do STF aparece em terceiro ou quarto colocado na disputa pelo Palácio do Planalto. A depender de quem são seus concorrentes, ele detém entre 8% e 10% das intenções de voto.
“Avaliamos que a candidatura dele tem potencial muito grande. Inclusive, muito maior se considerarmos que a população ainda não está bem informada sobre candidatura”, afirmou Siqueira à reportagem.
Para ele, o resultado do Datafolha é “animador”. “Alguns postulantes estão há meses (na disputa) ou há mais de um ano, e estão igual ou abaixo (do ministro).”
No Painel da Folha, ao se comentar o mesmo caso, destaca-se Barbosa como “expressão de centro”:
"O desempenho de Joaquim Barbosa (PSB) no Datafolha chamou a atenção de expoentes da esquerda e da direita. Por ter alcançado até 10% das intenções de votos sem nem sequer ter se declarado candidato ao Planalto, despertou nos rivais o temor de que, em campanha, consiga se transformar na “expressão do centro”.
O PSB encomendou pesquisa na qual apresentará ao eleitor, além do nome, a foto de Barbosa. Acredita que, assim, o ex-presidente do STF obterá pontuação ainda maior".
Que Joaquim Barbosa tem condições de crescer ninguém duvida. Ele tem baixa rejeição, é associado ao combate à corrupção por conta do mensalão, mesmo tendo abandonado o cargo antes do tempo, possui apelo às minorias e adota discurso “progressista” alinhado com o que deseja a grande imprensa. Mas chama-lo de “expressão de centro”? Aí já é demais!
Barbosa só é “centro” num país que aboliu a direita do espectro político. Só é “centro” para quem acha que tucanos do PSDB são de direita. O sujeito teria votado em Lula e Dilma, adota discurso claramente esquerdista, foi contra o impeachment, que chamou de “tabajara”, e nunca demonstrou muito apreço ou respeito pela liturgia do cargo que ocupou, deixando transparecer certo desprezo pelos valores republicanos. Eis a opinião de Barbosa sobre o impeachment de Dilma:
Se Joaquim Barbosa é de centro, quem é de esquerda? Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila? Só num país que aboliu a extrema-esquerda! Para nossos “formadores de opinião”, qualquer um à esquerda, por mais radical que seja, será apenas “esquerda”, qualquer um de centro-esquerda será “direita”, e qualquer um à direita da social-democracia será “extrema direita”. É assim que funciona a tática de jogar o “centro” cada vez mais para a esquerda.
Alexandre Borges ironizou em seu Twitter: “Joaquim Barbosa é centro aonde? É como dizer que o Neto da Band é isento num Corinthians x Palmeiras”. Esses jornalistas que tentam enganar seu público e simular uma “imparcialidade” que não possuem estão sendo desmascarados um a um, graças às redes sociais e a eventuais gravações vazadas. O que mais me chocou no caso Chico “Lula” Pinheiro, por exemplo, sequer foi seu petismo apaixonado, mas a quantidade de gente que ficou surpresa!
Joaquim Barbosa é perigoso sim, tem competitividade. Mas não é de centro nem aqui, nem na China. É um cavalo de Troia colocado na disputa pela esquerda, que tenta emplacar alguém mais de fora, um “outsider”, para capturar essa onda de indignação com o establishment “progressista”. Na mídia Barbosa será tratado como centrista moderado. Felizmente temos as redes sociais, para mostrar que se trata de um esquerdista com postura um tanto radical…DO O.TAMBOSI

Presidentes eleitos desde 1989 tinham ao menos 17% das intenções de voto em abril



  • Arte/UOL
    Nos cenários do Datafolha de abril de 2018, só Lula e Bolsonaro passaram de 17%
    Nos cenários do Datafolha de abril de 2018, só Lula e Bolsonaro passaram de 17%
Desde 1989, todos os candidatos à Presidência da República eleitos tinham ao menos 17% das intenções de voto em pesquisas Datafolha do mês de abril do ano da eleição, de acordo com levantamentos do instituto consultados pelo UOL.
Neste domingo (15), o Datafolha divulgou a primeira pesquisa feita após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 7. Ao todo, foram apresentados nove cenários, e apenas dois pré-candidatos superaram a "nota de corte" observada desde a redemocratização (17%): o próprio Lula, que foi testado em três quadros e variou entre 30% e 31% das intenções de voto, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que nos seis cenários sem Lula ficou com 17%. Quando o petista aparece, Bolsonaro chega a no máximo 16%. A ex-senadora Marina Silva (Rede-AC) alcançou 16% em uma das simulações de primeiro turno.
Leia também:
Dos quatro presidentes que venceram as sete eleições realizadas nas últimas três décadas, Fernando Collor de Mello foi quem tinha o índice mais baixo em abril de 1989: 17%. O pleito vencido pelo hoje senador de Alagoas e pré-candidato à Presidência, pelo PTC, foi também o mais fragmentado da história do Brasil, com 22 candido

Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi o único a conseguir "virar" a disputa, em 1994. Na ocasião, ele estava 16 pontos percentuais atrás de Lula em abril (21% contra 37% do petista), mas conseguiu vencer o pleito ainda no primeiro turno.
O tucano por sua vez, tinha o cenário mais favorável das sete eleições a essa altura da disputa quando se reelegeu para um segundo mandato, em 1998. Em abril daquele ano, ele já ostentava 41% das intenções de voto.
Para o cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio, a eleição de 2018 "talvez se aproxime mais da de 1989".
"Considerando que Lula de fato não será o candidato do PT, a tendência da fragmentação aumenta no primeiro momento, porque muitos candidatos vão entender que a eleição se encontra mais aberta", comentou, referindo-se ao fato de o petista estar teoricamente inelegível pela Lei da Ficha Limpa por ter sido condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Ele pondera, no entanto, que há ainda muitos "balões de ensaio". "Vamos ver quem é que vai passar pela convenção partidária [a partir de julho], vai conseguir articular alianças", disse Ismael, apontando que a pesquisa eleitoral é um elemento importante nesse processo. "Quem estiver perto ou acima de dois dígitos vai ter mais condições de ter sustentação partidária."
"Na verdade, eu acho que a eleição vai ficar entre uns cinco, seis, no máximo, que seriam competitivos para chegar ao segundo turno", opinou.
Veja a seguir a situação no Datafolha de abril dos presidentes eleitos desde a redemocratização:

1989 – Fernando Collor de Mello (então no PRN) – 17% em abril
Total de candidatos: 22


Vidal Cavalcante - 14.dez.1989/Folhapress
O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC) participa de debate em 1989
Abril foi justamente o mês em que Collor apareceu pela primeira vez na liderança de uma pesquisa Datafolha, com 17% das intenções de voto. No mês anterior, ele obteve oito pontos percentuais a menos (9%), ficando em quarto lugar. O primeiro turno da eleição daquele ano aconteceu em novembro.
O levantamento de abril testou outros dez candidatos, e quatro apareceram com mais de 5%: Leonel Brizola (PDT) teve 15%, Lula, 14%, Mário Covas (PSDB), 7%, e Ulysses Guimarães (PMDB), 7%. Em junho, Collor alcançou 42% das intenções de voto.
Ele liderou o primeiro turno da eleição, com 30,5% dos votos válidos, e disputou a segunda fase do pleito contra Lula, que obteve 17,2%. O candidato do PRN se elegeu com 53,03% dos votos ante 46,97% do petista.

1994 - Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 21% em abril
Total de candidatos: 8


Agência O Globo
FHC monta em jegue durante a campanha presidencial de 1994
A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha após o prazo final para que candidatos se desincompatibilizassem de cargos públicos, em abril de 1994, mostrou Lula na frente, com 37% das intenções de voto. Com 21%, FHC havia deixado o Ministério da Fazenda dias antes.
No fim de fevereiro daquele ano, o tucano anunciou a segunda fase do plano de estabilização econômica do governo Itamar Franco (PMDB). FHC só apareceu na frente do petista nas pesquisas após o lançamento do Plano Real, em julho.
FHC foi eleito no primeiro turno, com 54,3% dos votos válidos, contra 27,0% de Lula, 7,4% de Enéas (Prona), 4,4% de Orestes Quércia (PMDB) e 3,2% de Brizola.

1998 – Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 41% em abril
Total de candidatos: 12


Lula Marques/Folhapress
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao lado do vice, Marco Maciel, em foto de 2000
Candidato à reeleição, FHC liderou com folga a pesquisa realizada pelo Datafolha em abril 1998, que mostrou o presidente com 41% das intenções de voto, contra 24% de Lula, 8% de Ciro Gomes (PPS) e 7% de Enéas Carneiro (Prona).
O resultado da eleição de outubro reproduziu a ordem dos candidatos observada em abril daquele ano, mas com porcentagens diferentes. FHC teve 53,06% (e venceu no primeiro turno), Lula, 31,7%, Ciro, 10,97% e Enéas, 2,14%.

2002 - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 31% em abril
Total de candidatos: 6


Eduardo Knapp/Folhapress
O ex-presidente Lula desfila com a primeira-dama, Marisa Letícia, em sua posse, em 2003
Em abril de 2002, o Datafolha testou quatro cenários para as eleições presidenciais. Lula liderou todos, variando entre 31% e 37% das intenções de voto. O segundo colocado, José Serra (PSDB), obteve de 19% a 26% das escolhas dos eleitores consultados.
O resultado do primeiro turno confirmou a vantagem de Lula apontada nas pesquisas. O petista recebeu 46,44% dos votos válidos, enquanto o tucano teve 23,20%.
Lula se tornou presidente com 61,27% dos votos no segundo turno, ante 38,73% de Serra.

2006 - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 40% em abril
Total de candidatos: 7


Alan Marques/Folha Imagem
Lula lançou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em janeiro de 2007
Candidato à reeleição, Lula ficou em primeiro lugar na pesquisa realizada em abril de 2006 pelo Datafolha. Nos quatro cenários apresentados pelo instituto, ele obteve entre 40% e 44% das intenções de voto.
Segundo colocado no levantamento, Geraldo Alckmin (PSDB), que acabara de renunciar ao governo de São Paulo, teve de 20% a 25% da preferência dos entrevistados. Os outros dois principais candidatos, Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT), obtiveram de 1% a 7% no levantamento.
O petista e o tucano receberam, respectivamente, 48,61% e 41,64% dos votos válidos no primeiro turno. Na etapa final, Lula venceu o pleito com 60,83% dos votos (descontados os brancos e nulos). Alckmin, por sua vez, alcançou 39,17%.

2010 - Dilma Rousseff (PT) – 28% em abril
Total de candidatos: 9


Jorge Araújo/Folhapress
Dilma tomou posse em 1º de janeiro de 2011 e sucedeu Lula no Planalto
O Datafolha foi às ruas em abril de 2010 e testou a candidata Dilma Rousseff em quatro cenários, nos quais ela obteve de 28% a 30% das intenções de voto.
Na ocasião, o candidato do PSDB, José Serra, que veio a disputar e perder o segundo turno contra a petista, liderava a pesquisa, variando entre 37% a 42% dos votos.
As posições se inverteram no resultado do primeiro turno, realizado seis meses depois: a petista recebeu 46,91% e o tucano, 32,61% dos votos válidos. Dilma venceu a eleição com 56,05% do total de votos válidos, contra 43,95% de Serra.

2014 - Dilma Rousseff (PT) – 38% em abril
Total de candidatos: 11


Pedro Ladeira/Folhapress
Dilma Rousseff (PT) foi reeleita em 26 de outubro de 2014
Na pesquisa divulgada em abril de 2014, a então candidata à reeleição tinha entre 38% e 43% das intenções de voto, e liderava a disputa nos três cenários em que foi testada.
Em outros dois panoramas, o Datafolha apresentou o ex-presidente Lula como o candidato do PT, que obteve 48% e 52% das escolhas.
Dilma foi para o segundo turno contra o senador Aécio Neves (PSDB) e ganhou o pleito, em outubro, com 51,64% dos votos válidos, ante 48,36% do tucano. No primeiro turno, ela recebeu 41,59% dos votos válidos –Aécio teve 33,55%.
Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

Temer revela meta secreta: eliminar a corrupção


Michel Temer virou um presidente radioativo. Segundo o Datafolha, 86% dos eleitores jamais votariam num candidato apoiado por ele. Mas o brasileiro pode estar sendo injusto com Temer. O barulho das bombas que Estados Unidos e aliados despejaram sobre a Síria abafou a repercussão de uma estrepitosa novidade. Ao participar da Cúpula das Américas, no Peru, Temer revelou ao mundo algo que constava da agenda secreta do seu governo.
No encerramento da cúpula, no sábado, Temer subscreveu uma carta junto com outros chefes de Estado do continente. O documento contém os compromissos assumidos durante o encontro. O ponto central é o combate à corrupção. Um fenômeno que “debilita a governabilidade democrática e a confiança dos cidadãos nas instituições”, realça a carta. Ao discursar, Temer declarou que “não se pode tolerar a corrupção”. Combatê-la é “um imperativo da democracia”, disse.
Um observador maldoso poderia afirmar que Temer estava apenas sendo cínico, pois sua ficha corrida já inclui um par de denúncias criminais no freezer e dois inquéritos por corrupção na frigideira do Supremo. Mas é preciso considerar a hipótese de que Temer fosse intolerante à corrupção desde quando indicou os primeiros apadrinhados para o Porto de Santos, há duas décadas. Isso faria dele um político revolucionário —do tipo que escancara os crimes de corrupção cometendo-os.
Agora é possível compreender por que não há inocentes no governo Temer, só culpados e cúmplices. A escolha dos piores amigos para integrar o elenco de apoio era parte da agenda sigilosa. Ficou fácil entender por que o presidente abriu o Jaburu para que Joesley Batista o grampeasse. Só um gestor destemido demarcaria com tanto zelo seus erros, para que a Procuradoria e a Polícia Federal os descobrisse.
Temer tornou-se um suicida didático pelo bem do país. Ou o Brasil acredita na existência de uma agenda secreta ou terá de exigir a abertura de um inquérito para identificar o sósia que se fez passar por Temer na Cúpula das Américas. Isso seria trágico, porque custear a participação de um farsante numa cúpula internacional é uma das variantes da velha prática de jogar dinheiro pela janela.
Josias de Souza

domingo, 15 de abril de 2018

“Gilmar Mendes quer ser o inquisidor geral da república”, diz procurador

De Carlos Fernando Lima, procurador da Lava Jato em Curitiba, no Facebook:
“Um dos maiores problemas do STF é a incapacidade de desapegar do poder por parte de alguns ministros. Falam em contenção do empoderamento da primeira instância apenas porque sabem que isso se dará com a diminuição do poder imperial que possuem. É só ver o abuso do ministro Gilmar Mendes em abrir uma investigação sobre fato que não é da competência do STF. Ele quer ser o inquisidor geral da república.”
O Antagonista noticiou e explicou em primeira mão, na sexta-feira, a iniciativa de Gilmar.

A queda de Lula no Datafolha


Lula tinha 37% dos votos no Datafolha.
Agora caiu para 30% ou 31%, dependendo do cenário pesquisado.
O presidiário, de uma hora para a outra, perdeu um quinto de seu eleitorado.
A queda vai aumentar nas próximas semanas, porque ele está na cadeia, incomunicável, e porque seus crimes vão se tornar mais conhecidos entre aqueles que ainda o apoiam.