PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
O PSDB vive uma crise. É a pior crise da história da legenda. A conversão
de Aécio Neves em réu aprofunda a encrenca. Mas não é sua única causa.
Em termos monetários há coisa até pior. Afora o que está por vir em
outros oito processos, Aécio é acusado de extorquir R$ 2 milhões da JBS.
Menos do que os R$ 10 milhões que a Odebrecht diz ter borrifado na
caixa das campanhas de Geraldo Alckmin. Muito menos do que os R$ 23
milhões que a empreiteira de Emílio e Marcelo Odebrecht sustenta ter
despejado nas arcas eleitorais de José Serra.
Com tudo isso e algo
mais, o tucanato perdeu a aura de diferente. Ficou muito parecido com o
PMDB, a legenda gelatinosa da qual Franco Montoro, Mario Covas e
Fernando Henrique Cardoso bateram em retirada no ano de 1988 para fundar
um partido limpo e arejado. Hoje, o que está estampado na vitrine do
PSDB é algo que em linguagem aeronáutica seria chamado de cansaço de
materiais. Nada que é associado ao ninho decola.
O que há de mais
saudável no Brasil dos dias que correm é que pela primeira vez desde a
chegada das caravelas o Estado investiga e pune a oligarquia
político-empresarial. Diante dessa novidade, o PSDB decidiu ficar do
lado do atraso. Fez isso ao proteger seus encrencados. A prisão de Lula
elevou o patamar de exigência da sociedade, empurrando o Judiciário para
novas fronteiras. A invulnerabilidade do tucanato tornou-se um
escárnio. E o envio de Aécio para o banco dos réus é pouco para saciar a
fome de limpeza que está no ar.
Enquanto as punições judiciais
não chegam, o eleitor emite os primeiros sinais de intolerância. Aécio
tem enorme dificuldade para colocar em pé uma candidatura à reeleição
para o Senado. A nova condição de réu deve condená-lo a ser candidato a
deputado federal. Quanto a Geraldo Alckmin, o presidenciável do PSDB, os
humores detectados pelo Datafolha indicam que o eleitorado resiste em
retirá-lo da frigideira onde ardem os sub-Bolsonaros, candidatos com
índices de intenção de voto abaixo dos dois dígitos.
"Enfim, se ainda sobra
alguma pena a ser cumprida por um rico criminoso de colarinho branco,
frequentemente ele adoece e também vai para casa. Esse é o ciclo da
impunidade visualizado na escultura de Galschiot". Artigo de Gil
Castello Branco, fundador do Contas Abertas, publicado pelo jornal O
Globo:
A escultura do
artista dinamarquês Jens Galschiot, denominada “A sobrevivência dos
opulentos”, parece refletir com precisão a Justiça brasileira. Uma
senhora pesada, com uma pequena balança desequilibrada em suas mãos,
sentada sobre os ombros de um cidadão magérrimo que simboliza o povo,
explorado por quem deveria lhe defender. É a Justiça dos privilégios, do
foro Supremo, dos recursos infinitos, das prescrições e da impunidade.
No Brasil, é difícil
descobrir a corrupção pois, quase sempre, não há extratos bancários,
recibos, notas fiscais ou registros em cartórios. Tudo acontece no
submundo, nos porões dos palácios, sítios e coberturas, nas malas, meias
e cuecas, nas saídas das pizzarias e nas simulações de empréstimos e
vendas de gado. As descobertas acontecem às vezes por acaso, tal como
aconteceu com a Lava-Jato, quando a investigação sobre um doleiro e uma
casa de câmbio, em um posto de gasolina de Brasília, deu no que deu.
Quando a corrupção é
descoberta, é difícil comprová-la. No início das investigações, todos
são inocentes: não sabiam, não conheciam, e as suas contas de campanha
foram aprovadas pelo TSE. Não custa lembrar que o TSE está analisando,
neste ano de 2018, as contas dos partidos políticos de 2012!!!
O dinheiro roubado
roda o mundo, movimentado em milhares de contas bancárias de empresas
fantasmas em paraísos fiscais. Só a Lava-Jato já fez aproximadamente 400
pedidos de cooperação dirigidos a cerca de 50 países. Internamente, o
Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários adquiriram maior poder
para punir em valores expressivos as condutas lesivas ao sistema
financeiro e ao mercado de capitais. Agora, está mais difícil esconder a
dinheirama e até apartamentos são alugados para hospedar o roubo.
Quando a corrupção é
comprovada, é difícil evitar que os processos não sejam anulados ou
interrompidos. Há advogados famosos e caríssimos justamente pela
capacidade de descobrir brechas nos inquéritos e nos processos com o
intuito de interrompê-los. As interrupções beneficiam também os
políticos, com a anuência do STF e do Legislativo. Como o STF lavou as
mãos, o corporativismo dos parlamentares impede cassações e a
continuidade das investigações. Para os afogados com foro privilegiado, o
STF é um colete salva-vidas e o Legislativo, uma boia.
Quando os processos
não são interrompidos, a Justiça brasileira é tão lenta que grande parte
deles prescreve. Segundo pesquisa do ministro do STJ Rogério Schiett,
em apenas dois anos, entre setembro de 2015 e agosto de 2017, nada menos
do que 830 ações penais prescreveram. Apenas com a tramitação de ações
contra réus “ilustres”, os brasileiros descobriram a quase infinita
possibilidade de recursos que levam à impunidade. Até embargos dos
embargos, o absurdo do absurdo...
Quando os processos
não prescrevem, as penas são baixas e os corruptos, soltos rapidamente. O
cidadão brasileiro que passou mais tempo sendo “punido” foi o goleiro
Barbosa, titular da Copa de 1950, que tomou um gol defensável de um
uruguaio, o que levou o Brasil a perder o título. Barbosa faleceu em
abril de 2000 e, como ele mesmo dizia, penou por 50 anos!
Os corruptos, com
bons advogados, cumprem um sexto da pena em regime fechado e “progridem”
para o semiaberto e para o aberto, quando não ficam em prisão
domiciliar nas casas milionárias que adquiriram com o dinheiro desviado.
Vão para casa porque têm idades elevadas e/ou para cuidar e dar “bons
exemplos” aos filhos. E sem tornozeleiras eletrônicas, que estão sempre
em falta. Os que ficam nos presídios saem nos indultos de Natal, quando
não são indultados definitivamente com a extinção de punibilidade. O
indulto é, não raro, um insulto.
Segundo Carlos
Fernando dos Santos Lima — um dos procuradores mais combativos da
Lava-Jato, juntamente com Deltan Dallagnol — semanalmente os advogados
tentam de tudo: “A soltura de réus presos, até mesmo do pai de afilhada
de casamento; a postergação do momento de prisão para o dia de São Nunca
ou um pedido de vistas para adiar a redução do foro privilegiado. A
novidade, recente, é a guerra de decisões dentro da própria Corte. Um
ministro determina a prisão do réu e, então, o seu advogado vai
protocolando sucessivos habeas corpus, que caem com um ministro depois
do outro, até cair com quem o solte. Parece uma aberração, e é.”
Enfim, se ainda sobra
alguma pena a ser cumprida por um rico criminoso de colarinho branco,
frequentemente ele adoece e também vai para casa. Esse é o ciclo da
impunidade visualizado na escultura de Galschiot. DO O.TAMBOSI
Qual o legado criminoso das gestões petralhas e tucanalhas que agora
começam a ter seus líderes denunciados ou condenados por corrupção? A ação
desastrosa da social-democracia na política econômica gerou uma dívida pública
bruta de R$ 4 trilhões 957 trilhões. Isto equivale a 75,1% do Produto Interno
Bruto.
Já a dívida líquida do governo federal, INSS, governos estaduais e
municipais chega atinge R$ 3 Trilhões 431 milhões. O rombo é de 52% do PIB.
Você e eu perdemos com tamanha aberração. Os banqueiros ganham rolando esse
endividamento, e por isso eles não querem mudanças estruturais. Para os
rentistas, viva a Social-Democracia no poder...
Assim a galinha não decola... Na teoria, se o crescimento econômico
nominal for superior a taxa de juros nominais, daria para reduzir o estoque
dessa dívida pública, com o passar do tempo. Outro jeitinho para reduzir o
rombo é criar inflação alta, para depreciar a moeda e a dívida do País. A
social-democracia tupiniquim já está pronta para adotar essa “solução
mandrake”, caso continue comandando o Palácio do Planalto. Desvalorizar o
irreal Real parece mais fácil...
Já se especula sobre taxa básica de juros a 5% ao ano. Acontece que os
bancos não praticam isso no cheque especial, nem nos empréstimos pessoais –
onde a maioria dos brasileiros vive pendurada pelo bolso furado. Nada garante
que o Brasil possa crescer tanto, seguindo a atual receita de mesmice, com alta
gastança e roubalheira pública favorável aos donos do poder, enquanto tal
putaria é sustentada por impostos que roubam o cidadão e inviabilizam quem ousa
produzir.
A tragédia brasileira é: os donos do poder preferem mudar nada. Acontece
que a situação está tensa e tende a ficar pior ainda. A maioria cansou de ser
feita de otária. Não dá para ficar apenas pagando a conta e se endividando para
sobreviver. Os milagres na economia informal têm limites. Grande parte do
empresariado está quebrada, ou rumo à falência. Se os empregos desaparecem, o
País perde potencial de crescimento. “Bicos” não patrocinam nem o pequeno vôo
da galinha.
Na véspera de mais uma eleição, existe uma pequena ameaça de rebeldia
contra esse modelo social-democrata de Capimunismo. Acontece que a pequena
revolta tem tudo para dar em nada, conforme acontece a cada dois anos que somos
obrigados a dar a dedada na urna eletrônica de resultado final inconfiável. Sem
dúvida, no atual modelo, eleição é um golpe baixo. Você sabe em quem vota,
porém é o mecanismo do Crime Institucionalizado quem sabe o bandido que será
eleito para nos “representar”.
A social-democracia, mesmo desmoralizada por denúncias de corrupção e
algumas prisões espetaculosas, prepara mais um golpe para continuar no poder da
Nova República de 1985 e seu regime Capimunista Rentista. O jogo de cartas
marcadas interessa aos controladores globalitários da grande colônia
brasileira. O plano é trocar um ladrão por outro com a ficha menos suja. Assim,
é mais fácil manter o regime na mesmice. Toda oposição tende a ser esmagada. Eis
a realidade. O resto é estorinha do Boi Tatá.
A única saída para enfrentar o pesadelo é alimentar uma fé verdadeira de
que o Brasil tem potencial para mudar. Agora, já ajuda muito a atitude
prioritária de não permitir que seu voto dê emprego para ladrão. Outra atitude
que ajuda muito é pressionar quem tem poder e legitimidade para ajudar o povo a
exercer seu originário Poder Instituinte. A terceira saída, junto com as outras
duas, é insistir no milagre de trabalhar, estudar, sobreviver, resistir e
reagir contra o regime criminoso.
Protesto nada
silencioso nas imediações do cárcere do $talinácio
Há no Brasil, como se sabe, seres que são legalmente inimputáveis.
Por exemplo: os doentes mentais e as crianças são considerados incapazes
de responder pelos seus atos. Na política, também existe uma categoria
de inimputáveis: os tucanos. Nesta terça-feira, a Primeira Turma do
Supremo deve enviar Aécio Neves para o banco dos réus. Com isso, será
atenuada essa sensação incômoda de que quem tem bico grande e plumas não
precisa prestar contas à Justiça.
O PSDB continua enrolado na
bandeira da ética. Mas ao acobertar Aécio Neves, o partido transformou a
corrosão do senador gravado achacando o empresário Joesley Batista em
R$ 2 milhões num processo de enferrujamento partidário. O tucanato fez
exatamente o que criticava no PT, seu grande rival. A única diferença é
que o PSDB não tem militantes para chamar Aécio de “herói do povo
brasileiro.”
Num intervalo de três anos e meio, Aécio despencou da
antessala do poder para o purgatório. Em 2014, depois de degustar uma
derrota com sabor de vitória, Aécio parecia fadado a se eleger
presidente neste ano de 2018. Hoje, Aécio é um colecionador de processos
criminais. Já são nove. Com a limitação da abrangência do foro
privilegiado, prevista para 2 de maio, no plenário do Supremo, Aécio
será candidato favorito a ser julgado na primeira instância do
Judiciário, onde é mais difícil se fingir de louco. DO J.DESOUZA
O
juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara da Justiça Federal de
Brasília, autorizou o depoimento de 42 pessoas na ação penal sobre o
“quadrilhão do PMDB”. Trata-se de um desdobramento da segunda denúncia
criminal formulada no ano passado pela Procuradoria contra Michel Temer.
Foi enviada ao freezer pela Câmara. Mas Edson Fachin, relator do caso
no Supremo, desossou o processo. E liberou a primeira instância para
investigar os encrencados sem foro privilegiado.
Os investigadores
terão de lidar com o desafio de investigar o “quadrilhão” fingindo que
não enxergam Temer. É algo tão difícil quanto coabitar um quarto com um
elefante e fazer de conta que ele não está lá. A lista das pessoas que
serão interrogadas inclui delatores do elefante e de amigos,
correligionários e ex-ministros do elefante.
A ação judicial é
vasta. Mas alguns fatos envolvem personagens acusados de coletar
propinas para o PMDB e em favor do próprio elefante. Os envolvidos são
acusados de operar como uma “organização criminosa”. Coisa chefiada pelo
elefante, sustenta a Procuradoria. Todos fingem não ver o elefante no
processo. Mas ele está lá. Aliás, nada poderia estar mais lá do que o
elefante.
Na prática, parte da apuração que seria feita a partir
de janeiro, quando Temer não terá mais o escudo da Presidência, será
antecipada. Mas ninguém reconhece, para não tumultuar o circo. DO J.DESOUZA
Como
se distingue um social-democrata de um direitista e de um esquerdista?
Até outro dia era fácil. Bastava verificar o comportamento de cada um.
Mas na fase atual —pós-ideológica e pré-falimentar— a maneira de
proceder não quer dizer mais nada. Atirados num tanque com lama, Aécio
Neves, Michel Temer e Lula deslocam suas massas na mistura viscosa e
esperneiam da mesma maneira.
Os três exibem manias de perseguição e
alegações esfarrapadas muito parecidas. Não há como diferenciá-los
estatisticamente. O quase-réu, o denunciado e o condenado fervem à mesma
temperatura. Quando estão fora de si, exibem com mais nitidez o que têm
por dentro. A velha lenda segundo a qual o direitista e o esquerdista
são mais cínicos do que o social-democrata está inteiramente
desacreditada.
Se as manifestações mais recentes de Aécio serviram
para alguma coisa foi para demonstrar que, ao virar sapo, o príncipe do
tucanato não aumenta nem diminui a taxa de cinismo do seu discurso
—conserva nos mesmos 100%. Como já fizeram Temer e Lula, o tucano
apresentou-se como uma vítima inocente das mentiras da Procuradoria e de
uma armação do delator com os investigadores. Disse Aécio aos
jornalistas na véspera de viar réu:
''Se a Procuradoria-Geral da
República tem conhecimento prévio das gravações, essas são nulas. E a
PGR tinha ciência prévia. Joesley Batista saiu de uma reunião de várias
horas com a PGR para fazer comigo a gravação. Não estamos falando de um
cidadão exemplar, mas de um criminoso, réu confesso de mais de 250
crimes, que vai gravar alguém para transformar a conversa em algo
comprometedor e receber benefício pela colaboração, como aconteceu''.
O
senador tucano revelou-se capaz de tudo, menos de providenciar uma
explicação razoável para o fato de sua voz ter soado na fita que captou o
diálogo vadio que ele manteve, gostosamente, com um criminoso. Vai
abaixo um trecho, para refrescar a memória: Joesley: É… A tua irmã teve lá. Aécio: Obrigado por ter recebido ela lá. Joesley:
está… Ela me falou, me falou de fazer R$ 2 milhões pra tratar de
advogado. Primeira coisa, num dá pra ser isso mais. Tem que ser… Aécio: É? Joesley: Tem que ser. Eu acho que pelo que a gente tá vendo tudo, pra mim e pra você… vai ser, a primeira coisa. Aécio: Porque os dois que eu tava pensando era trabalhar no processo. Joesley:
Eu sei, aí é que tá. Assim, ó…acabou. Não tem e pronto. Primeira coisa:
eu consigo… que é pouco, mas é das minhas, é das minhas lojinhas, que
eu tenho, que caiu a venda…
Nesse aponto, o senador pergunta ao benemérito da da JBS como seria a entrega do dinheiro. Aécio: Como é que a gente combina? Joesley: Tem que ver. Vai lá em casa, ou… Aécio: O Fred. Joesley: Se for o Fred, eu ponho um menino meu pra ir. Se for você, sou eu. Só pra … Aécio: Pode ser desse jeito… Joesley: Entendeu? Tem que ser entre dois, não dá pra ser… Aécio: Tem que ser um que a gente mata ele antes dele fazer delação.
Frederico
Pacheco, eis o nome do primo que Aécio escalou para apanhar o dinheiro.
A entrega das cédulas foi feita na sede da JBS, pelo executivo Ricardo
Saud, em parcelas de R$ 500 mil. Tudo transportada em mochilas, como se
não existisses bancos nem remessas bancárias.
O que distinguia
Aécio de outros políticos encrencados era a falta de punição. Mas num
instante em que até o senador tucano parece se encaminhar para um
cadafalso, não dá mais para distingui-lo dos demais. Talvez nem com
teste de DNA.
Duas manchetes de hoje, duas excrescências. Contra o bolso do eleitor.
Os 513 nobres deputados federais e mais dois terços dos 81 senadores da
República serão submetidos ao seu escrutínio no dia 7 de outubro.
Depende de você e só de você reelegê-los.
Ou não.
Em meio a discursos hipócritas de acabar com privilégios dos mais
abastados e cuidar melhor dos pobres, o que se vê no parlamento é
exatamente o contrário.
Tudo sancionado por um presidente que vai a Lima, no Peru, e discursa
contra a corrupção – enquanto, em Brasília, segue cercado por um sem
número de assessores investigados, quando não já condenados.
A manchete do jornal Valor de hoje é só mais uma que escancara o que é feito com o seu dinheiro.
Ou melhor, com a fatia dos impostos que não é roubada nem guardada em apartamentos ou em paraísos fiscais.
Fizeram um programa de perdão de dívidas tributárias por vias tão legais quanto imorais.
No Diário Oficial.
(Você já teve alguma dívida tributária perdoada?)
Atenção Minas Gerais: o relator da ideia foi um deputado do MDB, filho do ex-governador Newton Cardoso.
Oi Bahia: o maior desconto de todos?
Beneficiou
o pré-candidato do PSDB ao governo! O sujeito obteve abatimento de 95%
sobre o valor total do cano que ele já havia dado em você.
A
segunda manchete é do
Estadão: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,projetos-de-renuncia-fiscal-podem-ter-impacto-de-r-667-bilhoes-ate-2020,70002269981
Muito mais que o déficit público total, cujo vilão, segundo eles, é o dinheirinho dos aposentados.
Muito mais que o déficit público total, cujo vilão, segundo eles, é o dinheirinho dos aposentados. (reprodução/Reprodução)
Rodrigo Constantino desmente, em seu blog publicado pela Gazeta do Povo,
algumas notícias que qualificam o ex-ministro e ex-presidente do STF
Joaquim Barbosa como figura de centro. Longe disso, Barbosa é
esquerdista: teria votado em Lula e Dilma, além de ter sido contra o
impeachment de Dilma. Ninguém de centro faria isso:
"O presidente do PSB, Carlos Siqueira, avalia
que o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (15),
mostra o potencial da candidatura do ex-ministro do STF (Supremo
Tribunal Federal) Joaquim Barbosa à Presidência da República.
De acordo com a
pesquisa, o ex-presidente do STF aparece em terceiro ou quarto colocado
na disputa pelo Palácio do Planalto. A depender de quem são seus
concorrentes, ele detém entre 8% e 10% das intenções de voto.
“Avaliamos que a
candidatura dele tem potencial muito grande. Inclusive, muito maior se
considerarmos que a população ainda não está bem informada sobre
candidatura”, afirmou Siqueira à reportagem.
Para ele, o resultado do
Datafolha é “animador”. “Alguns postulantes estão há meses (na disputa)
ou há mais de um ano, e estão igual ou abaixo (do ministro).”
No Painel da Folha, ao se comentar o mesmo caso, destaca-se Barbosa como “expressão de centro”:
"O desempenho de Joaquim Barbosa (PSB) no Datafolha
chamou a atenção de expoentes da esquerda e da direita. Por ter
alcançado até 10% das intenções de votos sem nem sequer ter se declarado
candidato ao Planalto, despertou nos rivais o temor de que, em
campanha, consiga se transformar na “expressão do centro”.
O PSB encomendou
pesquisa na qual apresentará ao eleitor, além do nome, a foto de
Barbosa. Acredita que, assim, o ex-presidente do STF obterá pontuação
ainda maior".
Que Joaquim Barbosa
tem condições de crescer ninguém duvida. Ele tem baixa rejeição, é
associado ao combate à corrupção por conta do mensalão, mesmo tendo
abandonado o cargo antes do tempo, possui apelo às minorias e adota
discurso “progressista” alinhado com o que deseja a grande imprensa. Mas
chama-lo de “expressão de centro”? Aí já é demais!
Barbosa só é “centro”
num país que aboliu a direita do espectro político. Só é “centro” para
quem acha que tucanos do PSDB são de direita. O sujeito teria votado
em Lula e Dilma, adota discurso claramente esquerdista, foi contra o
impeachment, que chamou de “tabajara”, e nunca demonstrou muito apreço
ou respeito pela liturgia do cargo que ocupou, deixando transparecer
certo desprezo pelos valores republicanos. Eis a opinião de Barbosa
sobre o impeachment de Dilma:
Se Joaquim Barbosa é
de centro, quem é de esquerda? Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila? Só
num país que aboliu a extrema-esquerda! Para nossos “formadores de
opinião”, qualquer um à esquerda, por mais radical que seja, será apenas
“esquerda”, qualquer um de centro-esquerda será “direita”, e qualquer
um à direita da social-democracia será “extrema direita”. É assim que
funciona a tática de jogar o “centro” cada vez mais para a esquerda.
Alexandre Borges
ironizou em seu Twitter: “Joaquim Barbosa é centro aonde? É como dizer
que o Neto da Band é isento num Corinthians x Palmeiras”. Esses
jornalistas que tentam enganar seu público e simular uma
“imparcialidade” que não possuem estão sendo desmascarados um a um,
graças às redes sociais e a eventuais gravações vazadas. O que mais me
chocou no caso Chico “Lula” Pinheiro, por exemplo, sequer foi seu
petismo apaixonado, mas a quantidade de gente que ficou surpresa!
Joaquim Barbosa é
perigoso sim, tem competitividade. Mas não é de centro nem aqui, nem na
China. É um cavalo de Troia colocado na disputa pela esquerda, que tenta
emplacar alguém mais de fora, um “outsider”, para capturar essa onda de
indignação com o establishment “progressista”. Na mídia Barbosa será
tratado como centrista moderado. Felizmente temos as redes sociais, para
mostrar que se trata de um esquerdista com postura um tanto radical…DO O.TAMBOSI
Nos cenários do Datafolha de abril de 2018, só Lula e Bolsonaro passaram de 17%
Desde 1989, todos os candidatos à Presidência da República eleitos
tinham ao menos 17% das intenções de voto em pesquisas Datafolha do mês
de abril do ano da eleição, de acordo com levantamentos do instituto
consultados pelo UOL.
Neste domingo (15), o
Datafolha divulgou a primeira pesquisa feita após a prisão do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 7. Ao todo, foram
apresentados nove cenários, e apenas dois pré-candidatos superaram a
"nota de corte" observada desde a redemocratização (17%): o próprio
Lula, que foi testado em três quadros e variou entre 30% e 31% das
intenções de voto, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que nos
seis cenários sem Lula ficou com 17%. Quando o petista aparece,
Bolsonaro chega a no máximo 16%. A ex-senadora Marina Silva (Rede-AC)
alcançou 16% em uma das simulações de primeiro turno. Leia também:
Dos quatro presidentes que venceram as sete eleições realizadas nas
últimas três décadas, Fernando Collor de Mello foi quem tinha o índice
mais baixo em abril de 1989: 17%. O pleito vencido pelo hoje senador de
Alagoas e pré-candidato à Presidência, pelo PTC, foi também o mais
fragmentado da história do Brasil, com 22 candido
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi o único a conseguir "virar" a
disputa, em 1994. Na ocasião, ele estava 16 pontos percentuais atrás de
Lula em abril (21% contra 37% do petista), mas conseguiu vencer o pleito
ainda no primeiro turno.
O tucano por sua vez, tinha o cenário
mais favorável das sete eleições a essa altura da disputa quando se
reelegeu para um segundo mandato, em 1998. Em abril daquele ano, ele já
ostentava 41% das intenções de voto.
Para o cientista político Ricardo Ismael, professor da PUC-Rio, a eleição de 2018 "talvez se aproxime mais da de 1989".
"Considerando que Lula de fato não será o candidato do PT, a tendência
da fragmentação aumenta no primeiro momento, porque muitos candidatos
vão entender que a eleição se encontra mais aberta", comentou,
referindo-se ao fato de o petista estar teoricamente inelegível pela Lei
da Ficha Limpa por ter sido condenado pelos crimes de corrupção passiva
e lavagem de dinheiro.
Ele pondera, no entanto, que há ainda
muitos "balões de ensaio". "Vamos ver quem é que vai passar pela
convenção partidária [a partir de julho], vai conseguir articular
alianças", disse Ismael, apontando que a pesquisa eleitoral é um
elemento importante nesse processo. "Quem estiver perto ou acima de dois
dígitos vai ter mais condições de ter sustentação partidária."
"Na verdade, eu acho que a eleição vai ficar entre uns cinco, seis, no
máximo, que seriam competitivos para chegar ao segundo turno", opinou. Veja a seguir a situação no Datafolha de abril dos presidentes eleitos desde a redemocratização:
1989 – Fernando Collor de Mello (então no PRN) – 17% em abril Total de candidatos: 22
Vidal Cavalcante - 14.dez.1989/Folhapress
O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC) participa de debate em 1989
Abril foi justamente o mês em que Collor apareceu pela primeira vez na liderança de uma pesquisa Datafolha, com 17%
das intenções de voto. No mês anterior, ele obteve oito pontos
percentuais a menos (9%), ficando em quarto lugar. O primeiro turno da
eleição daquele ano aconteceu em novembro.
O levantamento de
abril testou outros dez candidatos, e quatro apareceram com mais de 5%:
Leonel Brizola (PDT) teve 15%, Lula, 14%, Mário Covas (PSDB), 7%, e
Ulysses Guimarães (PMDB), 7%. Em junho, Collor alcançou 42% das
intenções de voto.
Ele liderou o primeiro turno da eleição, com
30,5% dos votos válidos, e disputou a segunda fase do pleito contra
Lula, que obteve 17,2%. O candidato do PRN se elegeu com 53,03% dos
votos ante 46,97% do petista.
1994 - Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 21% em abril Total de candidatos: 8
Agência O Globo
FHC monta em jegue durante a campanha presidencial de 1994
A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha após o prazo final para
que candidatos se desincompatibilizassem de cargos públicos, em abril de
1994, mostrou Lula na frente, com 37% das intenções de voto. Com 21%, FHC havia deixado o Ministério da Fazenda dias antes.
No fim de fevereiro daquele ano, o tucano anunciou a segunda fase do
plano de estabilização econômica do governo Itamar Franco (PMDB). FHC só
apareceu na frente do petista nas pesquisas após o lançamento do Plano
Real, em julho.
FHC foi eleito no primeiro turno, com 54,3% dos
votos válidos, contra 27,0% de Lula, 7,4% de Enéas (Prona), 4,4% de
Orestes Quércia (PMDB) e 3,2% de Brizola.
1998 – Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – 41% em abril Total de candidatos: 12
Lula Marques/Folhapress
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao lado do vice, Marco Maciel, em foto de 2000
Candidato à reeleição, FHC liderou com folga a pesquisa realizada pelo Datafolha em abril 1998, que mostrou o presidente com 41% das intenções de voto, contra 24% de Lula, 8% de Ciro Gomes (PPS) e 7% de Enéas Carneiro (Prona).
O resultado da eleição de outubro reproduziu a ordem dos candidatos
observada em abril daquele ano, mas com porcentagens diferentes. FHC
teve 53,06% (e venceu no primeiro turno), Lula, 31,7%, Ciro, 10,97% e
Enéas, 2,14%.
2002 - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 31% em abril Total de candidatos: 6
Eduardo Knapp/Folhapress
O ex-presidente Lula desfila com a primeira-dama, Marisa Letícia, em sua posse, em 2003
Em abril de 2002, o Datafolha testou quatro cenários para as eleições presidenciais. Lula liderou todos, variando entre 31% e 37% das intenções de voto. O segundo colocado, José Serra (PSDB), obteve de 19% a 26% das escolhas dos eleitores consultados.
O resultado do primeiro turno confirmou a vantagem de Lula apontada nas
pesquisas. O petista recebeu 46,44% dos votos válidos, enquanto o
tucano teve 23,20%.
Lula se tornou presidente com 61,27% dos votos no segundo turno, ante 38,73% de Serra.
2006 - Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – 40% em abril Total de candidatos: 7
Alan Marques/Folha Imagem
Lula lançou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em janeiro de 2007
Candidato à reeleição, Lula ficou em primeiro lugar na pesquisa
realizada em abril de 2006 pelo Datafolha. Nos quatro cenários
apresentados pelo instituto, ele obteve entre 40% e 44% das intenções de voto.
Segundo colocado no levantamento, Geraldo Alckmin (PSDB), que acabara
de renunciar ao governo de São Paulo, teve de 20% a 25% da preferência
dos entrevistados. Os outros dois principais candidatos, Heloísa Helena
(PSOL) e Cristovam Buarque (PDT), obtiveram de 1% a 7% no levantamento.
O petista e o tucano receberam, respectivamente, 48,61% e 41,64% dos
votos válidos no primeiro turno. Na etapa final, Lula venceu o pleito
com 60,83% dos votos (descontados os brancos e nulos). Alckmin, por sua
vez, alcançou 39,17%.
2010 - Dilma Rousseff (PT) – 28% em abril Total de candidatos: 9
Jorge Araújo/Folhapress
Dilma tomou posse em 1º de janeiro de 2011 e sucedeu Lula no Planalto
O Datafolha foi às ruas em abril de 2010 e testou a candidata Dilma Rousseff em quatro cenários, nos quais ela obteve de 28% a 30% das intenções de voto.
Na ocasião, o candidato do PSDB, José Serra, que veio a disputar e
perder o segundo turno contra a petista, liderava a pesquisa, variando
entre 37% a 42% dos votos.
As posições se inverteram no
resultado do primeiro turno, realizado seis meses depois: a petista
recebeu 46,91% e o tucano, 32,61% dos votos válidos. Dilma venceu a
eleição com 56,05% do total de votos válidos, contra 43,95% de Serra.
2014 - Dilma Rousseff (PT) – 38% em abril Total de candidatos: 11
Pedro Ladeira/Folhapress
Dilma Rousseff (PT) foi reeleita em 26 de outubro de 2014
Na pesquisa divulgada em abril de 2014, a então candidata à reeleição tinha entre 38% e 43% das intenções de voto, e liderava a disputa nos três cenários em que foi testada.
Em outros dois panoramas, o Datafolha apresentou o ex-presidente Lula
como o candidato do PT, que obteve 48% e 52% das escolhas.
Dilma
foi para o segundo turno contra o senador Aécio Neves (PSDB) e ganhou o
pleito, em outubro, com 51,64% dos votos válidos, ante 48,36% do
tucano. No primeiro turno, ela recebeu 41,59% dos votos válidos –Aécio
teve 33,55%.
Gustavo Maia
Michel
Temer virou um presidente radioativo. Segundo o Datafolha, 86% dos
eleitores jamais votariam num candidato apoiado por ele. Mas o
brasileiro pode estar sendo injusto com Temer. O barulho das bombas que
Estados Unidos e aliados despejaram sobre a Síria abafou a repercussão
de uma estrepitosa novidade. Ao participar da Cúpula das Américas, no
Peru, Temer revelou ao mundo algo que constava da agenda secreta do seu
governo.
No encerramento da cúpula, no sábado, Temer subscreveu
uma carta junto com outros chefes de Estado do continente. O documento
contém os compromissos assumidos durante o encontro. O ponto central é o
combate à corrupção. Um fenômeno que “debilita a governabilidade
democrática e a confiança dos cidadãos nas instituições”, realça a
carta. Ao discursar, Temer declarou que “não se pode tolerar a
corrupção”. Combatê-la é “um imperativo da democracia”, disse.
Um
observador maldoso poderia afirmar que Temer estava apenas sendo cínico,
pois sua ficha corrida já inclui um par de denúncias criminais no freezer
e dois inquéritos por corrupção na frigideira do Supremo. Mas é preciso
considerar a hipótese de que Temer fosse intolerante à corrupção desde
quando indicou os primeiros apadrinhados para o Porto de Santos, há duas
décadas. Isso faria dele um político revolucionário —do tipo que
escancara os crimes de corrupção cometendo-os.
Agora é possível
compreender por que não há inocentes no governo Temer, só culpados e
cúmplices. A escolha dos piores amigos para integrar o elenco de apoio
era parte da agenda sigilosa. Ficou fácil entender por que o presidente
abriu o Jaburu para que Joesley Batista o grampeasse. Só um gestor
destemido demarcaria com tanto zelo seus erros, para que a Procuradoria e
a Polícia Federal os descobrisse.
Temer tornou-se um suicida
didático pelo bem do país. Ou o Brasil acredita na existência de uma
agenda secreta ou terá de exigir a abertura de um inquérito para
identificar o sósia que se fez passar por Temer na Cúpula das Américas.
Isso seria trágico, porque custear a participação de um farsante numa
cúpula internacional é uma das variantes da velha prática de jogar
dinheiro pela janela.
Brasil DO O ANTAGONISTA
De Carlos Fernando Lima, procurador da Lava Jato em Curitiba, no Facebook:
“Um dos maiores problemas do STF é a incapacidade de desapegar do
poder por parte de alguns ministros. Falam em contenção do empoderamento
da primeira instância apenas porque sabem que isso se dará com a
diminuição do poder imperial que possuem. É só ver o abuso do ministro
Gilmar Mendes em abrir uma investigação sobre fato que não é da
competência do STF. Ele quer ser o inquisidor geral da república.”
O Antagonista noticiou e explicou em primeira mão, na sexta-feira, a iniciativa de Gilmar.
Lula tinha 37% dos votos no Datafolha.
Agora caiu para 30% ou 31%, dependendo do cenário pesquisado.
O presidiário, de uma hora para a outra, perdeu um quinto de seu eleitorado.
A queda vai aumentar nas próximas semanas, porque ele está na
cadeia, incomunicável, e porque seus crimes vão se tornar mais
conhecidos entre aqueles que ainda o apoiam.