quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Para Lula, Justiça boa é Justiça lenta, lentíssima




Lula, como se sabe, é o político mais honesto que Lula conhece. Mas a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Judiciário colocaram em dúvida sua honestidade. Correm contra o pajé do PT nove processos criminais. Um inocente convencional faria questão de ser julgado rapidamente, para demonstrar sua honestidade. Mas Lula revela-se um inocente sui generis.
Num dos processos, referente ao caso do tríplex do Guarujá, Sergio Moro condenou Lula a 9 anos e meio de cadeia. Lula recorreu ao TRF-4. Agora, está incomodado com a perspectiva de o julgamento do seu recurso ocorrer no primeiro semestre do ano que vem. Lula acusa o tribunal de ser eficiente demais. Exige um julgamento mais lento. É como se estivesse apaixonado pela interrogação que paira sobre sua cabeça.
Os advogados de Lula, Cristiano e Valeska Martins, foram à Europa. Em encontros com parlamentares, advogados e acadêmicos, a dupla ataca a imagem do Brasil no estrangeiro. Atribui a suposta rapidez do TRF-4 a uma hipotética perseguição a Lula. O mesmo tribunal já absolveu o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto numa ação penal em que Sergio Moro o havia condenado. Mas para a defesa de Lula todos são suspeitos, inclusive os desembargadores. Só Lula é imaculado. Nesse ritmo, o condenado do PT será candidato não ao Palácio do Planalto, mas ao posto de mártir.
Josias de Souza
07/12/2017 02:56

Em carta, Aécio dá lições de princípios ao PSDB


O PSDB transformou a corrosão do neto de Tancredo Neves num processo de enferrujamento partidário. No escândalo da JBS, Aécio Neves foi apanhado achacando o delator Joesley Batista em R$ 2 milhões. Num enredo decente, filiado que se mete nesse tipo de trapaça deixa o partido que desonrou. Quando isso não acontece, o partido desonra quem acreditou nele.
A três dias da convenção que acomodará o cetro partidário no colo de Geraldo Alckmin, Aécio achou que seria conveniente divulgar uma carta com o balanço de sua presidência. No texto, o encrencado senador fez ao governador de São Paulo o favor de manifestar sua “confiança” na “capacidade” do correligionário.
Em homenagem ao acordão interno que manteve sua cabeça sobre o pescoço, Aécio lecionou: ''Considero que, no processo de sucessão interna ora em marcha, a unidade, a coesão, a firmeza de princípios —nos cobram, por exemplo, posição clara e corajosa em favor da aprovação da reforma da Previdência ora em debate no Congresso— são os valores maiores a serem perseguidos.''
Os dicionários ensinam que princípios são valores morais, sinais de dignidade. Alguém que joga a própria biografia no lixo e continua achando que pode dar aulas sobre esse tipo de matéria está no mundo da Lua ou numa roda de cínicos. Em nenhuma das duas hipóteses, será um personagem digno de atenção.
Aécio também anotou em sua carta meia dúzia de palavras sobre sua rotina criminal: ''Venho me dedicando de maneira integral à minha defesa diante das falsas e criminosas acusações de que sou vítima. Estejam certos de que, ao fim, restará provada a absoluta correção de todos os meus atos”.
O injustiçado tucano dispõe de uma vacina capaz de imunizá-lo contra a maledicência alheia. Aécio alega ter pedido um empréstimo a Joesley, para custear sua defesa na Lava Jato. Basta que exiba um contrato de mútuo e explique à plateia por que diabos trocou a segurança de uma transferência bancária eletrônica pelo transporte interestadual de dinheiro a bordo das mochilas de um primo —“alguém que a gente pode matar antres de fazer delação”.
Josias de Souza

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Lula é humilhado e toma chuva de vaias e protestos no Rio





O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou protestos e percalços nesta terça-feira (5), segundo dia de sua caravana pelos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. As informações são do Valor Econômico.

Com uma faixa com a inscrição “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”, cerca de 200 pessoas fizeram uma manifestação nas escadarias da Câmara de Vereadores de Campos, diante da praça onde Lula deu início à visita ao Estado do Rio.
Foi a maior manifestação encarada por Lula desde o início de sua caravana, em agosto.
Do palanque, de onde se podia ouvir a vaia de manifestantes, Lula chamou a população do Rio de cordata, mas disse que o fluminense se sente traído pela classe política.
Ele contou ainda ter sido alertado por seus colaboradores sobre o ânimo do eleitor do Rio. Interlocutores do ex-presidente dizem que, advertido, Lula afirmou que não se entra no jogo apenas quando se está em vantagem.
“Se o povo está desacreditado, a gente tem que conversar seriamente com o povo”, discursou.
Esse não foi o único incidente na agenda do ex-presidente. Na chegada ao hotel em Campos, um hóspede o chamou de ladrão no hall. Aos gritos, sendo conduzido ao elevador por seguranças até o elevador.
Mais tarde, na saída do hotel, a caminho da praça, um grupo de jovens, com camisa do Senai, o aguardava na calçada.
Para ser levado ao ato, Lula dispensou o ônibus, símbolo da caravana, e optou por um carro de passeio.
A chuva também atrapalhou. Na parada programada na cidade de Iconha (ES), apenas cerca de 50 pessoas o aguardavam quando chegou, por volta das 15h.
O ex-presidente nem sequer subiu no carro de som para discursar, limitando-se a posar para selfies e abraçar simpatizantes.
Patético, patético… DO C.POLÍTICO

Diante de Temer, Moro executa show de humor

Josias de Souza

Agraciado pela revista IstoÉ com o prêmio Brasileiro do Ano, Sergio Moro dividiu o palco com Michel Temer e outros personagens em litígio com a lei. O juiz da Lava Jato tinha duas alternativas: ou encarava o inusitado com um sentido de absurdo ou enxergava tudo sob a ótica do deboche. Preferiu encarar a situação como uma piada. Ao discursar, o juiz da Lava Jato revelou-se um humorista insuspeitado.
Moro falou sobre providências que precisam ser adotadas ou evitadas para combater a “corrupção sistêmica” que assola o país. Reiterou, por exemplo, a defesa da regra que abriu as portas das celas para os condenados na segunda instância. Injetou uma certa ponderabilidade cômica na cena ao pedir ajuda a Temer.
Com duas denúncias criminais no freezer, Temer terá de acertar contas com a Justiça depois que deixar a Presidência. Num instante em que seus aliados tramam aprovar um mecanismo qualquer que mantenha ex-presidentes fora do alcance de ordens de prisão de juízes como Moro, o comediante sugeriu a Temer que se enrole na bandeira da prisão em segundo grau:
''Mais do que uma questão de justiça, é questão de política de Estado”, disse Moro. Ele pediu a Temer que “utilize o seu poder” para influenciar o Supremo Tribunal Federal, de modo a desestimular a mudança da regra. “O governo federal tem um grande poder e grande influência. E pode utilizar isso. Se houver mudança, será um grave retrocesso.”
Um detalhe potencializou o teor humorístico do pedido que Moro dirigiu a Temer: o ministro Gilmar Mendes, amigo e conselheiro do presidente, é o maior defensor da política de celas vazias no Supremo.
Gilmar compôs a maioria de 6 a 5 que autorizou a prisão de condenados em tribunais de segundo grau. Mas já deixou claro que pretende mudar o seu voto quando a questão retornar ao plenário da Suprema Corte. Foi como se Moro sugerisse a Temer dizer algo assim para Gilmar: “Tem que manter isso, viu?”
Como em todo bom espetáculo de stand-up comedy, Moro falou como se extraísse da plateia motes para suas anedotas. Defendeu o fim do foro privilegiado diante de Moreira Franco, o amigo a quem Temer fez questão de presentear com o escudo. Concedeu-lhe o título de ministro e o consequente direito de ser julgado no Supremo depois que o companheiro virou o “Gato Angorá” das planilhas do Departamento de Propinas da Odebrecht.
O foro concede ''privilégios às pessoas mais poderosas'', declarou Moro, arrancando efusivos aplausos da audiência. ''Seria relevante eliminar completamente o foro ou trazer uma restrição ao foro.'' Como juiz, Moro também dispõe de foro especial. ''Não quero esse privilégio para mim'', refugou, sob aclamação.
Temer e Moreira abstiveram-se de aplaudir Moro. Outros acompanhantes do presidente também sonegaram ao juiz a concessão de uma salva de palmas. Entre eles o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o “Índio” da planilhas da Odebrecht.
Como que decidido a borrifar graça na atmosfera, Moro sugeriu ao ministro da Fazenda, também presente à premiação, que seja mais generoso com a Polícia Federal: “Pedindo vênia ao ministro Henrique Meirelles, que faz um magnifico trabalho na economia, me parece que alguns investimentos são necessários para o refortalecimento da Polícia Federal. O investimento na atuação do Estado contra a corrupção traz seus frutos.”
Temer discursou depois de Moro. Mas não disse palavra sobre Lava Jato ou o combate à corrupção. Preferiu bater bumbo pela reforma da Previdência.
Destoando do resto dos presentes, o presidente e seus acompanhantes não ficaram em pé quando Moro subiu ao palco para receber o seu prêmio. Durante o discurso do juiz, exibiam cenhos crispados. Tratados como reformadores morais, as piadas não acharam graça de si mesmas. Por sorte, o humor compreende também o mau humor. O mau humor é que não compreende coisa nenhuma.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

PERÍCIA DA PROPINA DE LULA ESTÁ PRONTA


Lula pediu uma perícia das planilhas da Odebrecht.
E se deu muito mal.
Os peritos da PF descobriram que as planilhas foram atualizadas pela última vez em 25 de novembro de 2013. Depois da Lava Jato, portanto, elas jamais foram mexidas.
Isso comprova que não houve nenhuma manobra para adulterar documentos e incluir dados sobre os repasses de propina para Lula, descobertos apenas em 2016.
Diz a BandNews:
“Os peritos conseguiram apenas identificar o dia e horário da última alteração, que foi em 25 de novembro de 2013. O arquivo foi criado em 2 de agosto de 2010. As alterações teriam ocorrido nesse intervalo de tempo. Não foi localizado no arquivo nenhum endereço de IP do equipamento utilizado para fazer as alterações.
O que se sabe é que a planilha foi criada em um computador cujo usuário do pacote office era denominado ‘luciat’ e que a última alteração foi feita em um PC cujo usuário do office era Hilberto M. Alves da Silva Filho.
Nos sistemas de propina intitulados Drousys e MyWebDay constam milhares de documentos que comprovariam o pagamento de propina a agentes públicos e políticos. Entre os materiais está uma planilha que indicaria valores repassados ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro Antonio Palocci.”

URGENTE: TSE TAMBÉM LIVRA BOLSONARO

Por 5 a 2, o TSE também absolveu Jair Bolsonaro da acusação de fazer campanha antecipada.
Napoleão Maia, relator, votou pela rejeição da representação do Ministério Público Eleitoral. Ele foi seguido por Admar Gonzaga, Tarcício Vieira, Jorge Mussi e Luiz Fux.
Divergiram do relator Rosa Weber e Gilmar Mendes, que disse: “Não podemos deixar a sensação de que vale tudo.”

Irmão de Geddel reivindica tratamento de Aécio

Josias de Souza

Vai começar tudo de novo. Acusado de envolvimento no caso dos R$ 51 milhões encontrados no bunker residencial de Salvador, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, disse a amigos que reivindicará o mesmo tratamento dispensado pelo Supremo Tribunal Federal ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). A Procuradoria-Geral da República incluiu na denúncia contra o deputado um pedido de recolhimento domiciliar noturno. Se a Suprema Corte concordar, avalia Lúcio, a medida só poderá ser implementada se for avalizada pelo plenário da Câmara.
Pela Constituição o Supremo só pode mandar prender um parlamentar em caso de flagrante de crime inafiançável. Ainda assim, o artigo 53 da Constituição prevê que a prisão só pode ser mantida se o Legislativo autorizar. Mas o recolhimento domiciliar noturno é uma das sanções cautelas diferentes da prisão que estão enumeradas no artigo 319 do Código de Processo Penal. Chegou a ser imposta ao tucano Aécio Neves. Esse mesmo artigo permite o afastamento das funções públicas, como havia decido o Supremo em relação a ex-deputado Eduardo Cunha, em 2016.
Foi graças a esse afastamento de Cunha do mandato parlamentar e da presidência da Câmara que partidos aliados do ex-todo poderoso do PMDB ajuizaram no Supremo uma ação que acabou sendo utilizada para aliviar a barra de Aécio. Na peça, os parceiros de Cunha alegaram que, a exemplo do que já ocorre com a prisão em flagrante, também as sanções cautelares contra parlamentares teriam de ser submetidas em 24 horas à Câmara ou ao Senado. As Casas legislativas poderiam referendar ou derrubar as decisões do Supremo.
Numa sessão tumultuada, o Supremo concedeu a Aécio o que sonegara a Cunha. Por 6 votos a 5, os ministros da Corte decidiram que, a exemplo do que ocorre com as prisões em flagrante, também as sanções cautelares diferentes do encarceramento deveriam ser submetidas ao Legisaltivo num prazo de 24 horas. Nas pegadas dessa decisão, o plenário do Senado derrubou sanções que a 1ª Turma do Supremo havia imposto a Aécio Neves, entre elas a suspensão do mandato e o recolhimento noturno. Lúcio Vieira Lima não parece ver sentido em ser tratado como um sub-Aécio.
No Supremo, o caso do bunker milionário de Salvador é relatado pelo ministro Edson Fachin, o mesmo relator da Lava Jato. Ele foi voto vencido no caso de Aécio Neves. Ele pode decidir sobre Lúcio Vieira Lima monocraticamente (sozinho) ou pode submeter a encrenca ao plenário da 2ª Turma da Corte.

Denúncia deixou Geddel mais perto da delação


Num instante em que o Planalto cultiva a fábula segundo a qual a recuperação da economia pode fazer de Michel Temer um candidato à reeleição, ganhou as manchetes a denúncia contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Refere-se aos R$ 51 milhões que a Polícia Federal encontrou num apartamento de Salvador. Companheiro de 30 anos de Temer, Geddel foi acusado de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Amigos do ex-ministro avaliam que ele ficou mais próximo de uma delação.
Geddel não foi à berlinda sozinho. A Procuradoria-Geral da República denunciou junto com ele, entre outras pessoas, o irmão Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), deputado federal, e a mãe de ambos Marluce Vieira Lima. Geddel está preso preventivamente na penitenciária da Papuda, em Brasília. A equipe da procuradora-geral Raquel Dodge pegará em lanças para obter o recolhimento domiciliar de Lúcio e de Marluce. Um interlocutor freqüente de Geddel, amigo da família, avalia que o ex-ministro de Temer fará o que for necessário para poupar a mãe, que ficou viúva recentemente, de constrangimentos criminais.
Assim, não é certo que Temer consiga realizar o sonho de se tornar um candidato à própria sucessão. Mas Geddel ainda pode realizar os pesadelos do presidente. Nada impede que, a caminho do céu hipotético que criou para si mesmo, Temer seja devorado por um amigo antropófago a caminho do inferno.

Josias de Souza
05/12/2017 05:31

PSD de Meirelles resiste à reforma da Previdência e a maioria prefere adiar

Ao comentar a dubiedade do compromisso do tucanato com a reforma da Previdência, Henrique Meirelles ironizou: “Não quero ter a pretensão de entender o PSDB.” A frase revela que o nariz do ministro da Fazenda é capaz de quase tudo. Brilha, espirra, coça, mete-se onde não é chamado… Só não consegue farejar o cheiro de queimado que exala do seu partido, o PSD. A grossa maioria da bancada federal da legenda não se dispõe a aprovar a reforma da Previdência. Num comportamento que desafia o entendimento de Meirelles, os deputados do PSD preferem adiar a encrenca para depois das eleições de 2018.
Além da pasta da Fazenda, o PSD controla o Ministério da Ciência e Tecnologia, onde dá as cartas o seu presidente licenciado, Gilberto Kassab. A legenda ocupa na Câmara 38 poltronas. Em privado, os correligionários de Meirelles estimam que apenas oito dos seus deputados se dispõem a votar a favor das mexidas previdenciárias. O flagelo é omitido ou negado em público para não constranger o titular da Fazenda.
Ocorre com o PSD de Meirelles e Kassab um fenômeno que se reproduz em todas as legendas governistas. Muitos deputados até teriam a disposição de arrostar o desgaste de votar a favor da reforma se tivessem a certeza de que a proposta seria aprovada. Como a perspectiva é a de que o Planalto não consiga colecionar os 308 votos de que necessita, os aliados não querem se desgastar com o eleitorado em vão.
Ironicamente, Meirelles é um ex-tucano. Em 2002, elegeu-se pelo PSDB como o deputado mais votado do Estado de Goiás. Convidado por Lula para presidir o Banco Central já no primeiro governo do PT, Meirelles não hesitou em renunciar ao mandato que acabara de conquistar. Desfiliou-se do PSDB. Posteriormente, fez baldeação no PMDB antes de chegar ao PSD, legenda que nasceu de uma costela do DEM de Rodrigo Maia, o presidente da Câmara. Ao criticar seu ex-ninho e silenciar sobre o PSD, Meirelles comporta-se como um sujeito que toca corneta sob um telhado de vidro.
Josias de Souza

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Gilmar critica prisão quando Lula roça as grades


Três fatos merecem a sua atenção: 1) Saiu nova pesquisa do Datafolha. Lula consolidou-se como líder da corrida presidencial. 2) O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do processo contra Lula no TRF-4 concluiu o seu voto. 3) O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal voltou a criticar as prisões da Lava Jato.
Repetindo: a corrida presidencial é liderada pelo pajé do PT, condenado a 9 anos e meio de cadeia. Um tribunal federal se prepara para julgar o caso. Num instante em que Lula roça as grades, Gilmar Mendes reitera uma pregação que pode levar o STF a rever a regra que autoriza a prisão dos condenados em segunda instância.
Agora preste atenção no que está por vir: condenado, Lula será um ficha suja, inelegível. Prevalecendo a posição de Gilmar Mendes, ele poderá recorrer em liberdade. E o Brasil da Lava Jato, uma cleptocracia cuja Constituição obriga o afastamento de presidentes que se tornam réus, passará a conviver com a campanha de um favorito que é corrupto sentenciado, eventualmetne condenado em duas instâncias.
Uma coisa é preciso admitir: o Brasil faz o pior o melhor que pode.O J.DESOUZA

Raquel Dodge pede ao STF para restabelecer prisão de Jacob Barata Filho


Empresário do RJ foi preso novamente no mês passado, mas Gilmar Mendes mandou soltá-lo, pela 3ª vez. Dodge argumenta que Barata Filho descumpriu medidas cautelares impostas em outro caso.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta segunda-feira (4) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que restabeleça a prisão do empresário Jacob Barata Filho. A informação foi divulgada pela assessoria da PGR.
Barata Filho havia sido preso novamente no mês passado, no âmbito da Operação Cadeia Velha, mas a defesa dele recorreu ao STF, e o ministro Gilmar Mendes mandou soltá-lo.
A operação apura os crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O empresário Jacob Barata FIlho
Em julho deste ano, Barata Filho já havia sido preso no âmbito da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato no RJ.
Na ocasião, Gilmar Mendes mandou soltá-lo, mas um juiz mandou prender o empresário novamente. O ministro do Supremo, então, determinou mais uma vez que Barata Filho fosse solto.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge

O que diz Raquel Dodge

Segundo a nota divulgada pela PGR, Raquel Dodge argumenta, por exemplo, que a decisão de soltar o empresário não cabia a Gilmar Mendes, mas, sim, ao ministro Dias Toffoli.
Os pedidos para repassar o caso a Toffoli e restabelecer a prisão serão analisados por Gilmar Mendes. O ministro, no entanto, pode levar o caso à análise de Segunda Turma da Corte, formada pelos ministros Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin.
A procuradora-geral alega, também, que Barata Filho descumpriu as medidas cautelares impostas a ele em outro caso em que ele havia sido preso e libertado.
No pedido ao STF, Raquel Dodge ressaltou, ainda, que Jacob Barata Filho foi preso novamente em novembro porque foram encontrados documentos no apartamento dele que comprovariam atuação do empre´sário no setor de transportes, descumprindo o afastamento imposto pelo STF quando ele foi solto.
Nos papéis, acrescenta a PGR, havia relatórios gerenciais, balancetes financeiros, relação de pessoal e situação de frota. Os documentos foram anexados por Raquel Dodge.
"Esse cenário permite concluir que o empresário não se desligou de suas funções na administração das empresas de transportes coletivos e continua exercendo tais atividades, em absoluto descumprimento da medida cautelar imposta pelo Supremo Tribunal Federal em substituição à prisão preventiva decretada nestes autos", diz o pedido da PGR.
Dodge também chamou a atenção para a "ousadia" de Barata Filho, que, segundo ela, teria continuado a cometer crimes mesmo depois de solto pelo STF.
"Está mais do que evidenciado que apenas a segregação preventiva tem o condão de interromper a longínqua e substancial carreira criminosa do paciente, que, no caldo de cultura de corrupção instalado no Rio de Janeiro nos últimos anos, formou seu vasto patrimônio."
O ministro do STF Gilmar Mendes

Polêmica com Gilmar Mendes

Em julho deste ano, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro encaminhou à Procuradoria Geral da República (PGR) um pedido de suspeição de Gilmar Mendes no caso envolvendo a prisão de Jacob Barata Filho.
O MPF-RJ argumentou à época que o ministro é padrinho de casamento da filha do empresário. O Ministério Público também disse, na ocasião, que um dos advogados de Jacob Barata Filho também é advogado de Gilmar Mendes.
A PGR, então, analisou o caso e pediu ao Supremo Tribunal Federal que declare suspeita a autação de Gilmar Mendes no caso. Na ocasião, o então procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu ainda que todas as decisões tomadas pelo ministro fossem anuladas.

O que diz o ministro

Quando o pedido do MPF-RJ se tornou público, Gilmar Mendes respondeu, em nota:
"As regras de impedimento e suspeição às quais os magistrados estão submetidos estão previstas no artigo 252 do CPP, cujos requisitos não estão preenchidos no caso".
Sobre o fato de ter sido padrinho de casamento da filha de Jacob Barata Filho, o ministro fez a seguinte indagação a jornalistas que o questionaram sobre o assunto:
"Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isto é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder."
Por G1, Brasília
04/12/2017 17h58 Atualizado há 40 minutos

Boechat detona Gilmar Mendes, que fatalmente irá processá-lo. Agora é guerra!

NO JORNAL DA CIDADE ONLINE
Da Redação
Segunda-feira, 04/12/2017 às 12:54
O jornalista Ricardo Boechat, literalmente chamou o ministro Gilmar Mendes para a ‘briga’. Detonou, estraçalhou e pediu a prisão do ser supremo.
Abaixo, transcrevemos o que disse Boechat:
"Temos um Ministro do STF que não teme ser defensor explícito do crime organizado.
Gilmar Mendes nem deveria ser impedido, deveria ser preso. Os laços de Gilmar e sua mulher com Jacob Barata são de amizade, comerciais e profissionais. O cunhado do Gilmar é sócio de Jacob Barata. Jacob tinha o contato direto da mulher de Gilmar em seus contatos.
Esse senhor Barata, pelos crimes revelados por vários delatores, vem roubando diretamente da população mais pobre do RJ, comprando toda a cúpula da política fluminense e a Fetranspor. O Sr. Barata roubou 10, 20 centavos 4, 6 vezes por dia da população mais pobre do RJ, por anos a fio.
A suspeição da Gilmar Mendes teria o efeito de mostrar que ele nada tem a ver com esses crimes, que a sociedade do cunhado e que a bênção no casamento foram coincidências.
Mas como ele não se declarou suspeito, mesmo quando o "rabo abanou o cachorro" e com todas as manifestações do MP, demonstrando cabalmente que os elos são pessoais, comerciais e profissionais, a única opção a crer é que Gilmar tem muito a esconder tanto nessa relação como nas outras em que se posicionou de forma imoral.
Jacob Barata é um bandido violento. Provavelmente está roubando dos cariocas há 30 anos. É um milagre da Lava-Jato e adjacências que estejamos trazendo esse esquema à vista, à tona.
O judiciário e o MP precisam tratar Jacob Barata de forma especial, com o peso expressivo da lei, pois ele vai entregar Gilmar Mendes.
As últimas atuações do ministro são claras evidências de obstrução intencional da Justiça, mandando às favas qualquer resquício de moralidade e racionalidade. Um acinte, um deboche.
Está muito claro que Gilmar é um infiltrado do status quo para explodir os esforços anticorrupção e redirecionar os entendimentos do STF para a frouxidão ética e moral, apenas com seus "afilhados e amigos".
Derrubar Gilmar Mendes é atravessar uma das últimas muralhas de proteção do sistema corrupto que moveu a política brasileira nos últimos, pelo menos, 30 anos.
Os brasileiros podem até ser impotentes para derrubá-lo, mas a cada atuação do ministro, mais gente desacredita no País e FAZ QUESTÃO de não apoiar qualquer movimento de recuperação econômica.
Gilmar Mendes é a certeza da impunidade, portanto é a incerteza econômica. Gilmar Mendes é uma ode à concorrência desleal, portanto é um inimigo da governança e da ética nos negócios. Gilmar Mendes é o Alien parasita no organismo brasileiro.
Gilmar Mendes, mais do que Lula e Aécio (que são mortos vivos fedendo no noticiário), é a próxima fase de todas as lava-jatos do passado, e a primeira de todas as lava-jatos do futuro.
Ou é ele, ou é a Nação. Jacob Barata não deve entregar Cabral, que é outro cadáver político, esse pelo menos não está fedendo em nossas salas. Tem que entregar Gilmar.
Acreditem. Gilmar convence os brasileiros a não lutar para tirar o Brasil dessa crise. Convence os brasileiros com mais capacidade, mais recursos e maior grau de empreendedorismo a cogitar SERIAMENTE sair do País. Gilmar Mendes é nosso ministro bolivariano.
Amigos, entendam a importância de combatê-lo. Não se enganem, é um elemento fundamental para a manutenção do status quo. Está entre nós e a esperança.
Assinem tudo, reverberem tudo, tudo o que for contra Gilmar. Esse cara quase torna a sonegação de impostos um imperativo ético. Ninguém merece pagar o salário desse imperador da imoralidade judiciária". DO ESTÊNIO

A prisão do líder

NO O ANTAGONISTA
Brasil  Segunda-feira, 04.12.17 16:33
A notícia de que o TRF-4 poderá julgar Lula, no caso do triplex, em janeiro fez o deputado Francischini, do Solidariedade do Paraná, voltar a pedir a prisão do “líder”.
O parlamentar escreveu em suas redes sociais que “lugar de ladrão é na cadeia”.


Sentenças em Brasília também podem complicar plano de Lula Brasil
04.12.17 14:27 
De acordo com o Estadão, Lula deverá ser sentenciado até as eleições nas quatro ações que estão nas mãos de Vallisney de Oliveira e Ricardo Leite, em Brasília, em processos da Lava Jato e Zelotes.
É provável que Lula seja inocentado na ação mais adiantada: a de obstrução da Justiça, pela suposta compra do silêncio de Nestor Cerveró, uma vez que o procurador Ivan Marx concluiu que o petista não teve nada a ver com isso, muito pelo contrário.
Já quanto às outras três, a parada está mais dura para Lula. A previsão é que as sentenças em primeira instância saiam entre março e agosto.
Mais condenações, obviamente, complicariam ainda mais o plano do petista de fugir para o Palácio do Planalto.
E os ministros que “fazem fila” para conceder liminar a Lula? Brasil 04.12.17 13:39
Cármen Lúcia afirmou, como registramos, que o Judiciário não é passivo e se espera que ele cumpra a lei e a Constituição.
Mas e o que dizer de ministros de tribunais superiores que estão “fazendo fila” para conceder uma liminar a Lula e, assim, permitir que ele seja candidato em 2018, mesmo se condenado em segunda instância?
Lula pode ser julgado pelo TRF-4 em janeiro
Brasil 04.12.17 12:14
O desembargador Leandro Paulsen, revisor da Lava Jato no TRF-4, tem levado em média 30 dias para liberar seus votos.
Considerando o recesso, o julgamento de Lula pode ocorrer no fim de janeiro.
O Brasil tem pressa. A Oitava Turma sabe disso e está cumprindo seu papel.
Taco de baseball, Garotinho?
Brasil 04.12.17 14:59
O delegado Carlos César Santos, que cuida do caso em que Anthony Garotinho diz ter sido agredido na cadeia, ouviu hoje o ex-secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, que é médico e também está preso em Benfica.
Côrtes contou ao delegado que, quando atendeu Garotinho, ouviu apenas queixas de dor no joelho direito e, segundo ele, o hematoma não era compatível com agressões feitas com um taco de baseball, como relatou o ex-governador.
A versão de Garotinho vai ficando cada dia mais difícil de ser levada a sério.
Raquel Dodge: “As práticas de corrupção continuam em curso”
Brasil 04.12.17 12:45
De Raquel Dodge, em evento nesta manhã, na PGR, sobre combate à corrupção:
“Vamos redobrar o esforço feito até o momento contra a corrupção porque percebemos que o muito alcançado ainda é o insuficiente para paralisar desvios e práticas ilícitas. As práticas de corrupção continuam em curso.”
Em dois meses e meio de mandato, ela disse ter ouvido “preocupações sinceras sobre o efetivo compromisso do MP contra a corrupção”.
“São indagações autênticas, verdadeiras e coerentes, algumas carregadas de desconfianças e dúvidas que são em tudo compatíveis com a leitura crítica da História brasileira, marcada por ondas sucessivas de avanços e retrocessos no enfrentamento da corrupção.”
Corruptos e agarrados aos tribunais superiores
Brasil 04.12.17 12:40
Em média, 07 em cada 10 ações tramitando em tribunais superiores envolvendo autoridades com foro privilegiado tratam de crimes relacionados à corrupção. A PGR divulgou essa estimativa há pouco.
No STF, há 95 ações penais e 439 inquéritos, todos de gente com foro. Já no STJ, existem 72 ações penais, 101 inquéritos e 54 sindicâncias.
Neste ano, ainda segundo o balanço da PGR, foram realizadas pelo menos 40 operações de combate à corrupção no Brasil.
Gilmar Mendes atropelou STF e STJ
Brasil 04.12.17 10:47
Gilmar Mendes atropelou Dias Toffoli e Félix Fischer.
De acordo com a Lava Jato do Rio de Janeiro, ele não tinha o direito de soltar – pela terceira vez – Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira.
A procuradora Silvana Batini disse para O Globo:
“A decisão do TRF-2 não tem nada a ver com a decisão do juiz Bretas. É uma decisão baseada em outros fatos. E o eixo de competência da Cadeia Velha começa no TRF-2; no STJ, vai para o ministro Félix Fischer; e, no STF, ficou prevento o ministro Toffoli, tanto que, dias antes, ele tinha negado habeas corpus para os deputados Picciani e Paulo Melo.
A decisão do ministro Gilmar surpreende não só porque ele revoga uma decisão do TRF-2 para o qual ele não é competente, como também porque ele, simplesmente, passa por cima da competência do ministro Félix Fischer. Esse salto, pulando não só o STJ, mas indo para um ministro que não é o prevento, surpreende e indica que essa decisão precisa ser revista — afirma a procuradora regional da República no Rio, Silvana Batini, que atua na Cadeia Velha.”
O ‘anel de compromisso’ do empreiteiro com Sérgio Cabral
Brasil 04.12.17 17:20 
Fernando Cavendish, da Delta, preso pela Lava Jato, prestou depoimento hoje a Marcelo Bretas e falou do momento em que acertou com Sérgio Cabral a participação de sua empresa nas obras do Maracanã para a Copa-2014.
Segundo o empreiteiro, ele estava em Nice, na França, com Adriana Ancelmo e Cabral quando o então governador o levou a uma joalheria.
“Estou presenteando a minha esposa e gostaria que você pagasse”, disse Cabral, conforme o relato de Cavendish.
A joia escolhida incluía um diamante de quatro quilates e custava 220 mil euros. O empreiteiro afirmou que o presente precisava de uma contrapartida. Meses depois, sua empresa foi escolhida para entrar no consórcio do Maracanã.
“Deixei claro que não era um presente. Acabou sendo um anel de compromisso”, afirmou Cavendish. DO ESTÊNIO