sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Sérgio Moro causa frenesi entre colegas


Moro: popstar entre juízes
Moro: popstar entre juízes
Tratado como mito pelos fãs e como partidário pelos críticos, Sérgio Moro causa frenesi por onde passa. Em nove de cada dez vezes que vai a Brasília, ele visita à Ajufe (Associação dos Juízes Federais).
Na sede da associação, não tem sossego. Colegas que descobrem a presença do homem da Lava Jato não resistem e pedem uma selfie com o colega. Os que não o engolem não são bestas de abrir a boa.

Após manifesto de apoio, governistas estão se sentindo desmoralizados com queda de Geddel

Roubada
Roubada
A queda de Geddel está gerando um incômodo também no Congresso. Os líderes da base do governo Temer estão se sentindo desmoralizados após carta de apoio ao agora ex-ministro. Eles chancelaram o manifesto com a certeza que Geddel ficaria. DO RADARONLINE

O JEITO SERÁ TOMATAÇO E INTERVENÇÃO?


Congressistas anistiaram multas eleitorais em 1999

Legislando em causa própria, parlamentares aprovaram perdão às infrações de 1996 e 1998

O Estado de S.Paulo -  08/12/1999 
Em 1999, uma polêmica semelhante à da votação do pacote anticorrupção e a possível anistia à prática de caixa2, tomou conta do noticiário político do País. Em dezembro daquele ano, legislando em causa própria, parlamentares aprovaram no Senado um projeto de lei que anistiava as multas aplicadas em 1996 e 1998 a candidatos (derrotados e eleitos) e partidos que desobedeceram à legislação eleitoral.

O projeto original propunha a anistia apenas para eleitores que deixaram de votar e candidatos derrotados, mas o texto foi alterado e a proposta de anistia e perdão foi estendida a candidatos também eleitos, partidos, membros de mesas receptoras que não atenderam a convocação, eleitores faltosos e veículos de comunicação. O senador Gérson Camata (PMDB-ES), autor do projeto e um dos parlamentares que votou contra o novo texto, declarou que sua intenção era não onerar candidatos de baixa renda que foram derrotados nas eleições. Sobre o texto e as adaptações que ele sofreu, declarou: “Saiu daqui um cavalinho bonitinho e voltou um camelo cheio de corcovas
O Estado de S.Paulo -  23/12/1999 
Previamente aprovado na Câmara, o projeto foi encaminhado à sanção do presidente Fernando Henrique Cardoso, que se viu em situação de atrito com sua base política no Congresso que votou massa pela ampla anistia. Representantes da Justiça Eleitoral e juristas se mobilizaram contra o que chamaram de uma “auto-anistia patrocinada pelos parlamentares”. Preocupados com a integridade do processo eleitoral alertavam para os danos à legislação e sobre os precedentes criados caso a lei fosse aprovada. A opinião pública pressionou e o projeto recebeu o veto do presidente.

O Estado de S.Paulo -  11/08/2000
Em 9 de agosto de 2000, numa sessão conjunta à noite e em votação secreta, parlamentares derrubaram o veto presidencial no plenário. Em setembro do mesmo ano, o caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu uma liminar suspendendo a anistia aprovada pelo Congresso. Em 21 de março de 2002 a votação foi outra, por maioria de votos, o STF restabeleceu o benefício concedido aos candidatos que foram multados nas eleições de 1996 e 1998.
O Estado de S.Paulo- 22/3/2002
A reportagem de Mariângela Gallucci, publicada no Estado de 22 de março de 2002, informava que a reviravolta no entendimento do Supremo havia ocorrido porque o ministro Carlos Velloso havia mudado de posição; Celso de Mello, que não estava no julgamento da liminar, votou a favor da anistia e, o primeiro relator da ação, Octávio Gallotti, que era contra a anistia, aposentou-se e foi substituído por Ellen Gracie. A ministra, por sua vez, "votou a favor do restabelecimento do perdão eleitoral. Ela concluiu que a Constituição prevê o benefício da anistia.", diz a matéria. Ellen Gracie foi acompanhada pelos ministros Nelson Jobim (que preside atualmente o TSE), Ilmar Galvão, Carlos Velloso, Celso de Mello, Maurício Corrêa e Moreira Alves. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Marcelo Calero gravou Temer, Geddel e Padilha


Fabio Pozzebom/ABr
O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero gravou conversas que teve com Michel Temer, Geddel Vieira Lima e Eliseu Padilha. Falaram sobre a encrenca envolvendo a construção de um prédio em área cercada de casarões tombados na cidade de Salvador. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, órgão que pende do organograma da Cultura, havia embargado a obra. Por mal dos pecados, Geddel adquirira um apartamento no edifício. Calero deixou o governo batendo a porta. Acusa o presidente, o coordenador político do Planalto e o Chefe da Casa Civil de pressioná-lo para levantar o embargo da obra.
Em notícia veiculada no site de Veja, o repórter Robson Bonin informa que as gravações, feitas por Calero sem que seus interlocutores soubessem, foram entregues à Polícia Federal. Tornaram-se matéria-prima para investigação. Em depoimento cuja íntegra pode ser lida aqui, o denunciante forneceu detalhes da pressão que diz ter sofrido para rever o embargo que contrariava os interesses econômicos de Geddel, amigo de Temer há 25 anos. Segundo Calero, a fórmula que levaria à liberação da obra seria providenciada pela Advocacia-Geral da União.
Nesta quinta-feira, nas pegadas da revelação de que Calero prestara depoimento à Polícia Federal, Temer determinou ao porta-voz Alexandre Parola que confirmasse as conversas com o ex-titular da Cultura. O presidente mandou dizer que não fez senão “arbitrar o conflito” entre o então ministro da Cultura e Geddel. Negou que tivesse feito pressão. E deu a entender que já suspeitava que fora alvejado por um autogrampo. Sem ser indagado, o porta-voz Parola declarou a certa altura:
''Surpreendem o presidente da República boatos de que o ex-ministro teria solicitado uma segunda audiência, na quinta-feira (17), somente com o intuito de gravar clandestinamente conversa com o presidente da República para posterior divulgação.'' DO J.DESOUZA

Política virou um balé desconectado da evolução

O excesso de luz impediu que a Câmara votasse nesta quinta-feira a emenda de autoanistia que desfiguraria o pacote anticorrupção. Um pacote que chegou ao Congresso apoiado por mais de 2 milhões de brasileiros.
Havia os holofotes da imprensa. Surgiu uma nota de alerta do juiz Sergio Moro. Os procuradores da Lava Jato levaram os lábios ao trombone. A coisa estava tão escrachada, que foi necessário fazer um recuo tático.
A política virou um balé desconectado do processo de evolução da sociedade brasileira. O Congresso revela-se incapaz de operar mudanças. Conseguiu transformar algo positivo em motivo de vergonha. O que era destinado a aperfeiçoar o combate à corrupção virou plataforma de lançamento de manobras para acobertar crimes.
Até o início da próxima semana, os líderes dos principais partidos tentatrão construir um consenso em torno de uma anistia light do caixa dois eleitoral, sem incluir os chamados crimes conexos —denominação sob a qual cabe todo tipo de bandalheira. Os deputados parecem convencidos de que eles não são o problema do país. O país é que se tornou o problema que atrapalha os negócios deles. DO J.DESOUZA

Miro Teixeira: ‘Vergonha é mercadoria em falta’

Decano da Câmara dos Deputados, Miro Teixeira (Rede-RJ) avalia que os defensores da emenda da anistia recuaram não por vergonha, mas por tática. “Vergonha é uma mercadoria em falta na Câmara”, disse Miro, em conversa com o blog. “Eles têm um padrão de comportamento. Trabalham com o método de tentativa e erro. Vão forçando a barra. Quando dá, avançam. O que houve agora não foi uma desistência. Aconteceu um recuo organizado.”
Segundo Miro, o grupo que trama desfigurar o pacote anticorrupção “tinha unidade para aprovar algumas coisas”. Entre elas punições para juízes e procuradores. “Falava-se até em proibir juízes de darem entrevistas”, relata o deputado. Mas “faltava unidade ao grupo para avançar em outros tópicos”. Houve divergência, por exemplo, quanto à amplitude da anistia. Daí o “recuo tático”.
Miro acha graça dos colegas que se irritam com quem chama pelo nome a pretendida anistia para o caixa dois e crimes conexos. O parlamentar evoca Leonel Brizola: “Eles ficam muito irritados quando a gente fala em anistia. É como dizia o Brizola: ‘tem pata de jacaré, papo de jacaré, dentes de jacaré, garras de jacaré… E não é jacaré?' Ora, francamente.”
O deputado realça um risco adicional para a trama costurada na Câmara: “Quando você aprova uma anistia, ela vale para os dois lados. Não há como anistiar quem recebeu dinheiro sujo e não anistiar quem deu o dinheiro.” Se a emenda da anistia prevalecer, Miro não exclui a hipótese de protocolar no Supremo Tribunal Federal uma ação questionando a constitucionalidade da medida. “Não há como reconhecer a autoanistia”, afirma.
Testemunha de muitos altos e baixos do Parlamento, Miro enxerga na Câmara de hoje “uma ousadia que revela um desprezo pela Opinião Pública jamais visto.” Acha que a reação que chega por meio das redes sociais afeta o comportamento de parlamentares que ainda conseguem colocar dois neurônios para funcionar. Nada, porém, em proporções suficientes para deter a insensatez.
Baseando-se em informações que lhe chegam da Procuradoria da República, Miro acredita que o esforço dos partidários da anistia, ainda que tenha êxito, pode ser inútil. Primeiro porque a autoanistia não terá o condão de estancar a sangira da Lava Jato. Segundo porque o próprio Procurador-Geral da República Rodrigo Janot pode questionar no Suoremo eventuais excentricidades aprovadas no Congresso. - DO JDESOUZA

Calero diz à PF que Temer o pressionou no caso Geddel

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero disse em depoimento à Polícia Federal que o presidente da República, Michel Temer, o "enquadrou" no intuito de encontrar uma "saída" para a obra de interesse do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).
O empreendimento La Vue Ladeira da Barra, embargado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em Salvador, está no centro da mais recente crise envolvendo o Palácio do Planalto.
Na semana passada, Calero pediu demissão após acusar, em entrevista à Folha, Geddel de "pressioná-lo" para o que o órgão de patrimônio vinculado ao Ministério da Cultura liberasse o projeto imobiliário onde o ministro adquiriu uma unidade.
"Que na quinta, 17, o depoente foi convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer no Palácio do Planalto; que nesta reunião o presidente disse ao depoente que a decisão do Iphan havia criado 'dificuldades operacionais' em seu gabinete, posto que o ministro Geddel encontrava-se bastante irritado; que então o presidente disse ao depoente para que construísse uma saída para que o processo fosse encaminhado à AGU [Advocacia-Geral da União], porque a ministra Grace Mendonça teria uma solução", disse Calero, segundo a transcrição do depoimento enviado ao Supremo Tribunal Federal e à Procuradoria-Geral da República.
Em seguida, o ex-ministro da Cultura afirma que Temer encarava com normalidade a pressão de Geddel, articulador político do governo e há mais de duas décadas amigo do presidente da República.
"Que, no final da conversa, o presidente disse ao depoente 'que a política tinha dessas coisas, esse tipo de pressão'", prossegue Calero.
Na sequência, o ex-ministro afirma que se sentiu "decepcionado" pelo fato de o próprio presidente da República tê-lo "enquadrado".
"Que então sua única saída foi apresentar seu pedido de demissão", declara Marcelo Calero.- DA FOLHA

Urgentíssimo: Juiz Moro condena manobras e alerta que a democracia está em risco

Juiz Moro emitiu nota falando das manobras do governo e do congresso e que a democracia está em risco.
É a hora de alguém sério neste País, com poderes para tal, com milhões de barsileiros às ruas, invocar a última resistência de todas, a guardiã da integridade nacional, as Forças Armadas, de acordo com Artigo 142 da Constituição de 1988?
É o momento mais tenebroso da história do Brasil. Apoiado por um governo jaguara, o Congresso Nacional legisla em causa própria, rasgando a Constituição, suprimindo direitos do povo a troco de salvarem os próprios rabos dos crimes que cometeram.
Avante Brasil!  Veja a nota:

 DO FCSBRASIL

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Procuradoria do Rio quer revogação da prisão domiciliar de Garotinho

Rio - A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio sugeriu, em parecer, a revogação da liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou que o ex-governador Anthony Garotinho fosse levado para um hospital particular e que ele cumprisse prisão domiciliar. Para o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, o habeas corpus ajuizado por Garotinho "não deve ser conhecido, já que não foi analisado pelo tribunal de segundo grau e, uma vez apreciado, deve haver a manutenção da prisão preventiva".
Garotinho foi denunciado pela suposta prática dos crimes de corrupção eleitoral e associação criminosa e teve a prisão preventiva decretada pela 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes na semana passada. Segundo Dino, não há nenhuma ilegalidade na decisão do Juízo de primeiro grau.
Para ele, a medida "está devidamente fundamentada para acautelar a ordem pública e para resguardar a conveniência da instrução criminal, ante a apontada “ameaça à testemunha” e a informação de “apagamento de dados” que comprovariam a prática criminosa".
Além disso, o vice-procurador-geral eleitoral explicou que o direito à prisão domiciliar deve decorrer de "comprovada saúde extremamente debilitada e em razão de doença grave e o laudo apresentado pela defesa de Garotinho demonstra a desnecessidade de internação dele em estabelecimento hospitalar diverso". Dino reforçou ainda que a medida liminar deferida no TSE não possui fundamento legal.
Procurado pelo DIA, o advogado de Garotinho, Fernando Fernandes, disse que "é contraditório", já que "as duas partes interferem na decisão". DO O DIA-RJ

Direção da Comissão Especial tira nota para denunciar traição ao projeto das "10 Medidas Anticorrupção"

Brasília, via WhatsApp

O relator Onyx Lorenzoni e o presidente Joaquim Passarinho, tiraram nota oficial. agora a noite, para manifestar repúdio a qualquer tentativa de anistiar o uso de caixa 2, dentro da Comissão Especial das 10 Medidas Anticorrupção ou até mesmo na votação prevista para o plenário.

"Isto seria uma frustração dos anseios nacionais", disse a nota, que concluiu:

- O povo brasileiro assim o quer, e nós, seus representantes, temos o dever de corresponder às suas justas expectativas e varrer da realidade social, política e institucional deste país a vergonhosa chaga da corrupção.

A votação na Comissão Especial foi pela aprovação do relatório.
DO P.BRAGA

Direção da Comissão Especial tira nota para denunciar traição ao projeto das "10 Medidas Anticorrupção"


Brasília, via WhatsApp

O relator Onyx Lorenzoni e o presidente Joaquim Passarinho, tiraram nota oficial. agora a noite, para manifestar repúdio a qualquer tentativa de anistiar o uso de caixa 2, dentro da Comissão Especial das 10 Medidas Anticorrupção ou até mesmo na votação prevista para o plenário.

"Isto seria uma frustração dos anseios nacionais", disse a nota, que concluiu:

- O povo brasileiro assim o quer, e nós, seus representantes, temos o dever de corresponder às suas justas expectativas e varrer da realidade social, política e institucional deste país a vergonhosa chaga da corrupção.

A votação na Comissão Especial foi pela aprovação do relatório.

Anistia prova que congressistas amam o abismo

Fábio Pozzebom/ABr
Acabou no Brasil aquela ideia de que a política está à beira do abismo. A Lava Jato empurrou os políticos para dentro do abismo. As investigações são a vivência do abismo. A inclusão da anistia do crime de caixa dois na pauta de debates do Congresso é a evidência de que os congressistas caíram de amor pelo abismo. Os parlamentares apaixonaram-se pelo erro. E são plenamente correspondidos.
A delação coletiva da infantaria da Odebrecht tornou o ar de Brasília ainda mais rarefeito. Alguma coisa subiu à cabeça dos congressistas. E eles decidiram desafiar a fome de limpeza que deixa os brasileiros a um passo das ruas. A eventual aprovação da anistia transformará o fundo do abismo em que se encontra o Congresso no lugar mais absurdo do país, uma espécie de epicentro do insolúvel. DO J.DESOUZA