quarta-feira, 19 de outubro de 2016

DEZ MOTIVOS PARA A PRISÃO DE CUNHA



No pedido de prisão de Eduardo Cunha, o MPF alega que "diversos fatos evidenciaram a disposição de Eduardo Cunha de atrapalhar as investigações, utilizando-se inclusive de terceiras pessoas".
Os procuradores citam: 

1) requerimentos no Tribunal de Contas da União (TCU) e Câmara dos Deputados sobre a empresa Mitsui para forçar o lobista Julio Camargo a pagar propina a Eduardo Cunha; 
2) requerimentos contra o grupo Schahin, cujos acionistas eram inimigos pessoais do ex-deputado e do seu operador, Lucio Bolonha Funaro; 
3) convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do lobista Julio Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da Petrobras; 
4) contratação da Kroll pela CPI da Petrobras para tentar tirar a credibilidade de colaboradores da Operação Lava Jato; 
5) pedido de quebra de sigilo de parentes de Alberto Youssef, o primeiro colaborador a delatar Eduardo Cunha; 
6) apresentação de projeto de lei que prevê que colaboradores não podem corrigir seus depoimentos; 
7) demissão do servidor de informática da Câmara que forneceu provas evidenciando que os requerimentos para pressionar a empresa Mitsui foram elaborados por Cunha, e não pela então deputada “laranja” Solange Almeida; 
8) manobras junto a aliados no Conselho de Ética para enterrar o processo que pedia a cassação do deputado; 
9) ameaças relatadas pelo ex-relator do Conselho de Ética, Fausto Pinato (PRB-SP); e 
10) relato de oferta de propina a Pinatto, ex-relator do processo de Cunha no Conselho de Ética.

MORO DESTACA AMEAÇA DE CUNHA

Ao acatar os argumentos apresentados pelo MPF, o juiz federal Sergio Moro mencionou também os fundamentos utilizados na decisão do STF que determinou o afastamento de Eduardo Cunha do cargo, lembrando ainda o "empenho do ex-deputado para obstar o seu próprio processo de cassação na Câmara".
"Os episódios incluem encerramento indevido de sessões do Conselho de Ética, falta de disponibilização de local para reunião do Conselho e até mesmo ameaça sofrida pelo relator do processo."


CUNHA TAMBÉM É ITALIANO

No pedido de prisão, os procuradores alegaram ainda que a liberdade de Eduardo Cunha "representava risco à instrução do processo, à ordem pública, como também a possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade". Sim, Cunha também é italiano.

MORO: CUNHA É UM CRIMINOSO SERIAL

Ao explicar o risco existente para a instrução dos processos, Sérgio Moro ressaltou o "caráter serial" dos crimes de Eduardo Cunha, caracterizando o risco à ordem pública.
"Além da ação penal referente a propinas pagas pela compra do campo de Benin, no momento que teve seu mandato cassado, Eduardo Cunha já respondia a outro processo no STF por corrupção e lavagem de dinheiro em fatos relacionados à aquisição de navios-sonda da Petrobras. O ex-parlamentar federal figura em diversas outras investigações relacionadas a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o que indica que a sua liberdade constitui risco à ordem pública, tendo em vista a reiteração delitiva num contexto de corrupção sistêmica."

PRISÃO DE CUNHA: A FICHA CORRIDA

Neste dia da prisão de Eduardo Cunha, O Antagonista faz questão de listar as principais acusações que pesam sobre o ex-deputado:
- Acusado de ter recebido 5 milhões de reais para viabilizar o contrato de navios-sonda pela Petrobras;
- Acusado de ter contas secretas na Suíça;
- Acusado de ter recebido propina do consórcio ligado ao Porto Maravilha para viabilizar recursos do FGTS;
- Acusado de mandar pressionar donos do grupo Schahin para favorecer o doleiro Lúcio Funaro;
- Acusado de alterar a legislação energética para beneficiar Lúcio Funaro e a si mesmo;
- Acusado de interferir nas investigações contra ele no Conselho de Ética;
- Acusado de atrapalhar as investigações da Lava Jato.
Esquecemos alguma? 19.10.16

Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha é preso em Brasília

 Deputado, cassado em setembro, foi detido de forma preventiva nesta quarta-feira
Por O Globo


BRASIL - Brasília - BSB - PA - 14/07/2016 - Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) vota o seu parecer relativo ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).Na foto, Eduardo Cunha saindo das comissões após o parecer contra ele.
Foto de Jorge William /Agência O Globo
RIO - O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi preso em Brasília. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato na primeira instância da Justiça, determinou nesta terça-feira a prisão do ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pedido é de previsão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado. 
Ele foi preso em Brasília no início da tarde desta quarta-feira. Ele já está a caminho do hangar da Polícia Federal em Brasília para embarque a Curitiba. A previsão de chegada na capital paranaense é entre 17 e 18h.

Despacho da decisão da prisão preventiva de Eduardo Cunha 
Reprodução
19/10/2016

STJ negou pedido de habeas corpus para terroristas do MST

No final da tarde de ontem (18) o Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus para três membros do MST, que haviam sido presos em junho por organização criminosa e terrorismo.
A prisão ocorreu após invasões e atos terroristas praticados por membros do movimento na Usina Santa Helena, que fica na cidade de Santa Helena, em Goiás. Eles foram presos com base na lei antiterrorismo. DO JORNALIVRE

Em decisão final, Justiça suíça autoriza envio de dados da Odebrecht à Lava Jato

Odebrecht na Suica
Sede da Odebrecht na Marginal Pinheiros, em São Paulo
GENEBRA - A Justiça da Suíça anunciou nesta quarta-feira, 19, a autorização do envio  de 2 mil páginas de extratos bancários, ordens de pagamentos e dados de contas envolvendo a Odebrecht ao Brasil para que possam ser usadas nas investigações da Operação Lava Jato. Os dados são considerados fundamentais para que se possa saber quem foram os beneficiários de eventuais propinas pagas pela construtora. A empresa não pode mais recorrer dessa decisão final.
O caso se arrastava desde o início do ano, quando o Ministério Público local tomou a decisão de repassar a informação ao Brasil. Em duas ocasiões, os advogados da Odebrecht tentaram barrar o processo, alegando que o envio das informações era "ilegal" e "abusivo". Os procuradores suíços tiveram de refazer o caso e, no dia 10 de agosto, a Corte Federal de Lausanne deu uma sentença favorável ao envio dos documentos. A decisão de autorizar o envio dos documentos foi tomada no dia 5 de outubro pelos juízes, mas estava sob sigilo até esta quarta-feira.
A Odebrecht voltou a entrar com um novo recurso. Mas, segundo o Ministério Público, "a Corte Federal de Lausanne declarou que a objeção não era permitida".  
De um total de 2.016 páginas acumuladas das investigações que chegarão até a força-tarefa da Lava Jato, cerca de 150 páginas referem-se a aberturas de contas. Já o restante trata-se de extratos, ordens de pagamentos, transferências e outros procedimentos bancários de empresas de fachada usadas supostamente pela construtora.
Ao Estado, fontes que acompanham o caso na Suíça apontaram que as informações contidas nas 2.016 páginas podem ser "avassaladoras". Os documentos revelariam novos beneficiários por um suposto esquema de propina montado dentro da empresa em troca de contratos com o poder público por meio de caixa 2.
Segundo a corte, um dos suspeitos, cujo nome foi mantido em sigilo, “admitiu às autoridades brasileiras que ele também aceitou pagamentos de propinas da empresa de construção brasileira pela concessão de projetos superfaturados”. “A informação sobre essa propina gerou vários casos de lavagem de dinheiro na Suíça”, disse um representante suíço que pediu anonimato. Um processo criminal específico foi aberto sobre a Odebrecht. 
De acordo com documentos que fizeram parte da decisão, quatro empresas de fachada foram usadas nessas transações suspeitas. Os extratos, por exemplo, revelariam quem teria recebido supostas propinas pagas pela Odebrecht, usando uma rede de contas e empresas de fachada.
De um dos fundos investigados, bancos repassaram à Justiça 759 páginas, "das quais 39 são documentos sobre a abertura de contas". "O restante consiste principalmente em instruções de pagamentos, crédito e débito e extratos das contas", indicou o tribunal, em sua sentença de 10 de agosto. 
No caso de uma segunda empresa supostamente usada pela Odebrecht, em mais 213 páginas disponíveis agora à força-tarefa da Lava Jato, 49 se referem a abertura de contas. De uma terceira, são outras 652 páginas de extratos e instruções de  pagamentos, com apenas 47 sendo documentos sobre a abertura das contas. Por fim, há 392 páginas sobre movimentações de uma quarta empresa supostamente usada pelo grupo. 

 Os documentos poderão ser usados pelo juíz Sérgio Moro, no Brasil. As evidências são consideradas como fundamentais para o processo contra Marcelo Odebrecht, mas também no que se refere a uma dezena de outros nomes ainda não revelados. DO ESTADÃO

Perdão a Dirceu no mensalão beira o escárnio

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concedeu a José Dirceu o perdão da pena imposta a ele no julgamento do mensalão. O grão-petista só continuará na cadeia porque foi condenado também no petrolão. Do contrário, ganharia o meio-fio. Do ponto de vista formal, a concessão de indulto a Dirceu segue a praxe. Na prática, a coisa roça a fronteira do escárnio. O caldo começou borbulhar em dezembro do ano passado, quando Dilma assinou decreto natalino de indulto a condenados cujas penas fossem inferiores a oito anos de cadeia, desde que tivessem cumprido um quarto do castigo. No mensalão, Dirceu fora sentenciado a sete anos e 11 meses de cana. Cumprira dois anos —um na cadeia, outro em prisão domiciliar, no conforto de uma casa brasiliense. A fervura aumentou quando a defesa de Dirceu adicionou à mistura uma petição requerendo o benefício previsto no decreto de Dilma. Em princípio, o ex-capitão do time de Lula tinha direito ao perdão. Mas a lei impõe condições. Entre elas o bom comportamento e a ausência de “falta disciplinar de natureza grave.” Em fevereiro, o ministro Luis Barroso indeferiu o pedido. Entendeu que Dirceu, pilhado também no petrolão, reincidira no crime enquanto estava preso. O caldeirão começou a entornar com um parecer emitido em junho pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. Nele, o chefe do Ministério Público Federal anotou que Dirceu teria cometido os crimes apurados na Operação Lava Jato apenas até o dia 13 de novembro de 2013. E sua prisão no mensalão ocorreu em 15 de novembro de 2013. Nessa versão, o personagem era um bandido incorrigível até dois antes de sua prisão. Depois disso, revelou-se um prisioneiro irrepreensível, exemplar, digno de perdão. No petrolão, Sérgio Moro já condenou Dirceu a 23 anos e três meses de reclusão. Somando-se a sentença do juiz da Lava Jato à pena do mensalão, o ex-ministro de Lula carregava sobre os ombos, em silêncio, penas que somavam 31 anos e dois meses de reclusão. Com o indulto, livrou-se do que lhe restava da pena imposta pelo Supremo Tribunal Federal. No despacho em que aliviou a carga de Dirceu, o ministro Barrosso anotou que a exacerbação das penas não é o caminho para corrigir as falhas do regime prisional brasileiro. Mas reconheceu: “O excesso de leniência privou o direito penal no Brasil de um dos principais papeis que lhe cabe, que é o de prevenção geral. O baixíssimo risco de punição, sobretudo da criminalidade de colarinho branco, funcionou como um incentivo à prática generalizada de determinados delitos.” Como aceitar a ideia de que Dirceu merece perdão depois de saber que ele reincidia no crime de corrupção antes mesmo do término do célebre julgamento do mensalão? Ora, francamente! O Brasil demorou demais para começar a punir pessoas acima de um certo nível de renda e de poder. Não deve agora se apressar em perdoar. A misericórdia, quando é excessiva, também corrompe. DO J.DESOUZA

LIBERDADE VERDADEIRA REQUER BANIMENTO TOTAL DO APARATO COMUNISTA E A RESTAURAÇÃO DO JORNALISMO DE VERDADE


Já informei aqui há algum tempo que a Folha de S.  Paulo que se arroga na condição de melhor jornal brasileiro coloca meia dúzia de exemplares por dia numa das mais movimentadas bancas de jornais e revistas de Florianópolis. Quem consome a Folha de SP são os comunistas locais, ou seja, aquela velharia e, muitos deles, por certo, são abençoados pela "bolsa ditadura". Os esquerdistas do século XXI, ou seja, aqueles mais jovens que tiveram seus cérebros abduzido nas madraças comunistas em que se transformaram as escolas e universidades, utilizam a internet.

Mídia de papel deverá sumir do mapa. Eles tentam cobrar pelos acesso aos seus respectivos sites na internet. Mas convenhamos, quem vai comprar essa bosta (perdoem pelo chulo), que hoje se dedica a promover a lavagem cerebral das massas por meio do que se convencionou conceituar como "guerra cultural", ou seja, o proselitismo comunista bundalelê dito politicamente correto que aos poucos vai demolindo os pilares da civilização ocidental dentre os quais a matriz judaico-cristã. O objetivo final dessa engenharia social comandada pela ONU e com o concurso de todos os partidos esquerdistas - todos! - é liquidar com a liberdade individual. Atingido esse objetivo final ter-se-á, sem qualquer dúvida, um Estado totalitário global. 

Na criação desse estado global bundalelê, não se inclui mais a distinção dos sexos masculino e feminino, enquanto o número de nascimentos será controlado por meio de clínicas estatais abortistas. Para minimizar a eclosão de bolsões refratários a todas essas iniquidades uma das técnicas utilizadas por esse tal "globalismo" será a liberação de todas as drogas alucinógenas. Quem não quiser entrar nessa dança macabra será executado, como foram todos aqueles que se opuseram à revolução francesa e, mais tarde aos levantes comunistas, nazistas e fascistas. Afinal, são verso e anverso da mesma medalha.

Ao invés da guilhotina e dos paredões de fuzilamento, a execução dos opositores ao estado comuno-bundalelê será pela degola, levada a efeito pelos carrascos islâmicos. Nessas alturas o califado internacional já estará instalado em todo o planeta.
NÃO À LAVAGEM CEREBRAL
O que alinhei até aqui pode parecer ficção. E isto ocorre porque a maioria dos terráqueos já teve seus cérebros abduzidos pela lavagem cerebral global que se dá por meio da mídia, principalmente, e também pelas escolas e universidades. Nem mesmo as religiões cristãs escaparam. Há muito tempo são correias de transmissão do pensamento dito politicamente correto.
Mas é a grande mídia a instância principal da fabulosa engrenagem da engenharia social. São os jornalistas os principais operadores dessa máquina infernal. Prova disso ocorreu nesta terça-feira, quando o jornal Folha de S. Paulo abriu espaço para um artigo de Lula, em que pese o fato de que o indigitado ex-presidente esteja mais sujo do que pau de galinheiro, tendo sido indiciado em três inquéritos policiais, enquanto o seu partido desmilinguiu-se não por obra e graça do destino, mas porque é protagonista da maior roubalheira já vista na história do Brasil e, quiçá, do mundo!

Em pouco mais de uma década Lula e seus sequazes destruiram a economia brasileira por meio de um fabuloso panamá. Rasparam até o fundo do tacho. Nesse criminoso mister tiveram como comparsas os maiores empresários brasileiros e banqueiros. As ditas "elites" contra as quais em público Lula atirava pedras, nas internas festejava com elas. Pelo menos é o que se tem visto de forma comprovada pelos inquéritos da Operação Lava Jato. Só o dono da maior empresa construtora de nível internacional, a Odebrecht, está há mais de um ano na cadeia. Num país onde a impunidade sempre reinou de forma absoluta, principalmente no que tange aos ditos "grandalhões", só este fato é significativo de todas as barbaridades que ocorreram sob os desgovernos de Lula, Dilma e seus sequazes.

No entanto, e corroborando o que afirmo nestas linhas, tudo isso foi possível porque toda a grande mídia e seus ditos "grandes jornalistas" passaram 13 anos rendendo salamaleques para os comunistas. Jamais denunciaram o Foro de São Paulo, a organização comunista transnacional da qual Lula foi fundador junto com Fidel Castro. A ideia, como fica claro com o estado de calamidade econômica e social da Venezuela, era aplicar o receituário cubano, ou seja, detonar a economia subjugando o povo por meio da miséria e da repressão, reservando um oásis para a nomenclatura.

Embora tudo isso esteja mais claro do que água cristalina os alegres rapazes e raparigas das redações dos veículos da grande mídia continuam alimentando a esperança de fazer o Brasil regredir ao lulopetismo, ou seja, que a miséria seja implantada no Brasil custe o que custar.

Tudo isso pode parecer devaneio, mas é a mais pura verdade. Não fosse assim, um jornal como a Folha de S. Paulo e seus congêneres, não estariam todos os dias rodando a máquina infernal da mentira, da mistificação criminosa. Sim, criminosa porque esses mistificadores sabem muito bem o que estão fazendo e com qual finalidade. 
OPERADORES DA DESINFORMAÇÃO
Eles são os operadores da destruição do Brasil e de toda a América Latina ao elevarem à categoria de salvadores da Pátria os nossos algozes. Nunca deram um pio sobre o Foro de São Paulo. Baniram do noticiário político a palavra "comunismo". Denigrem a família, denigrem o respeito, deploram a educação, difundem o uso das drogas alucinógenas, achincalham com a polícia e demais forças de segurança imprescindíveis à manutenção da ordem. E para alcançar tal desiderato promovem a desinformação e atentam contra a moral e os bons costumes ao elevar à categoria de verdade os deletérios preceitos do pensamento politicamente correto.
O Brasil chegou a este estado deplorável nos níveis econômico, social e moral por causa da propagação de falsos valores e de inversão da verdade. Quem opera essa máquina diabólica que leva ao esgarçamento da sociedade e à anarquia são os jornalistas. 

Com mais de 45 anos de jornalismo eu sei muito bem o que estou dizendo. E repito: não assinem sites, jornais e revistas. Não deem um tostão para essa malta mentirosa. Essa gente está entre os principais responsáveis pela infelicidade geral da Nação. Inclui-se aí a classe dita "artística", com as exceções de sempre. No que concerne à grande mídia, salvam-se meia dúzia que todos conhecem.

Ah! Ainda tem os professores das ditas "ciências humanas" das universidades, os tais intelectuais que fazem uma dobradinha com a turma das redações dos veículos de comunicação.

Toda essa gente é puro dejeto humano. Portanto, depois de banir completamente os partidos comunistas ter-se-á outra grande tarefa pela frente: um mega boicote aos veículos de comunicação que promovem a desinformação, que operam o grande esquema de destruição da civilização ocidental em proveito de um sistema de opressão global geral e irrestrito. DO A.AMORIM

PROCURADORIA-GERAL DENUNCIA DEPUTADA ÉRIKA KOKAY (PT) AO SUPREMO

NO DIÁRIO DO PODER
SINDICATO DOS BANCÁRIOS
PROCURADORIA-GERAL DENUNCIA DEPUTADA ÉRIKA KOKAY (PT) AO SUPREMO
DEPUTADA DO PT-DF TAMBÉM RESPONDERÁ POR LAVAGEM DE DINHEIRO
Publicado: terça-feira,18 de outubro de 2016 às 19:55 - Atualizado às 20:19
Francine Marquez
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) ao Supremo Tribunal Federal (STF), pelos crimes de lavagem de dinheiro e peculato. A denúncia foi apresentada no dia 21 de setembro, mas o ministro Marco Aurélio Mello mandou notificar a deputada somente nesta terça-feira (18). Mello é relator do caso e determinou o prazo de 15 dias para Érika apresentar sua defesa.
De acordo com a denúncia, a deputada teria participado de desvio de recursos públicos do Sindicato dos Bancários de Brasília, tendo ocultado a origem do dinheiro, depositando a quantia na conta de um ex-funcionário de seu gabinete.
O magistrado destinou a parte da ação, que não envolve pessoas com foro, para a Justiça Federal de Brasília. Na sua decisão Mello ressalta a denúncia do PGR, "Afirma (a Procuradoria) ter a conduta (da deputada) consistido no desvio de recursos públicos do Sindicato dos Bancários de Brasília e na posterior ocultação da origem das verbas. Aduz existirem, nos autos, indícios de participação de diretores da entidade sindical e de outras pessoas naturais, quer transferindo os recursos públicos desviados, quer recebendo as quantias após depositadas na conta corrente mantida por Geraldo Batista da Rocha Júnior (ex-funcionário do gabinete dela)".
Por meio de nota, Érika se diz surpresa com essa denúncia. “Seguramente o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, não leu o conteúdo do inquérito. Se ele tivesse lido veria que essas acusações, que remontam a fatos do ano de 2003, partiram de uma pessoa desqualificada, feitas após a demissão de um servidor de meu gabinete por cometer violência doméstica”.
A deputada alega que em 2003 já estava afastada do Sindicato dos Bancários há cinco anos. “Portanto, não tinha, como continuo não tendo, nenhum poder para decidir sobre os atos do sindicato e muito menos sobre a sua movimentação financeira”. DO ESTÊNIO

Nunca antes na História deste e de país nenhum - JOSÉ NÊUMANNE

ESTADÃO - 19/10

Não dá para perdoar as ignomínias que o PT e aliados praticaram contra o povo brasileiro



A manchete do Estadão de domingo – Dezoito ex-ministros de Lula e Dilma são alvo de investigação por desvios – é a constatação factual do principal pecado do chamado “presidencialismo de coalizão” e da distinção entre a corrupção corriqueira de antes e o saque sistemático e completo de todos os cofres disponíveis da República.
O pacto da “governabilidade”, eufemismo caridoso para justificar a ocupação dos ministérios por grupos de políticos profissionais que controlam o Congresso Nacional, não resulta de uma parceria de programas partidários para uma gestão de qualidade, atendendo a interesses republicanos, mero pretexto retórico. Mas, sim, da divisão de verbas orçamentárias para subvencionar interesses grupais e paroquiais de chefões de legendas, interessados apenas na permanência no poder, nos melhores casos, ou no enriquecimento pessoal, nos mais deletérios deles.
Na embriaguez da popularidade inesperada, o primeiro presidente eleito pelo povo depois da ditadura, Fernando Collor, confrontou esse paradigma e deu com os burros n’água por não aceitar dividir com os dirigentes partidários o butim dos cofres da “viúva”, chegando a perder a Presidência na metade do mandato. Seu vice e sucessor, Itamar Franco, beneficiário de um acordão multipartidário, saiu de seu mandato-tampão ileso e ilibado, já que impôs a um Gabinete dos que apoiaram o impeachment do titular da chapa a execução de uma gestão austera dos negócios de Estado. Se não o fizesse, não teria deixado para a posteridade a maior revolução social da História, o Plano Real, baseado na responsabilidade fiscal. Esta não resistiria à dilapidação patrimonial da poupança pública, lema que elegeu o ministro da Fazenda que a planejou e realizou, Fernando Henrique Cardoso, para dois mandatos, legitimados por vitórias no primeiro turno. Mas ele perdeu a legitimidade ao forçar a barra da aliança parlamentar formada para gerir a gestão compartilhada na luta, eivada de suspeitas de corrupção, para obter a reeleição.
O desgaste causado pelas dúvidas sobre o segundo mandato ajudou a alçar o Partido dos Trabalhadores (PT) ao poder. Nele ex-dirigentes sindicais, “padres de passeata”, “freiras de minissaia” (apud Nelson Rodrigues) e ex-guerrilheiros, doutrinados por Marx a desafiar a ganância capitalista, justificando a “apropriação” da “mais-valia”, aproveitaram-se das vantagens do acesso aos cofres da República. A propina dos corruptos de antanho foi, então, substituída pelo método do saque, mais premeditado e planejado do que propriamente organizado, do patrimônio público. Para realizar essa mudança contaram com uma oposição omissa, a prerrogativa de foro e a camaradagem no Supremo Tribunal Federal.
Nenhum tipo de corrupção deve ser perdoado. Se a denúncia do empreiteiro da Engevix José Antunes Sobrinho à Advocacia-Geral da União (AGU) for comprovada, os receptadores de comissões nas gestões estaduais paulistas dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin receberão com justiça tratamento penal igual ao dado a réus da Lava Jato. A notícia, publicada pela revista Época, revela o acerto da distinção feita no parágrafo anterior e põe por terra o mantra, exaurido pela esquerda pilhada em flagrante delito de furto, de que há delação premiada seletiva contra seus larápios de estimação. Da mesma forma, se não é aceitável a ladainha usada pelo PT e seus aliados de que as gorjetas dadas aos partidos configuram doações legais consignadas na lei eleitoral, idêntica desculpa amarelada não serve para tucanos de mãos leves pilhados.
Como também as citações de dirigentes do PSDB (o morto Sérgio Guerra e o vivo Aécio Neves) na Lava Jato não podem servir de pretexto para a fanfarra parlamentar, militante ou acadêmica da esquerda “delinquentófila” usá-las como justificativa para a ação deletéria de seus ícones do socialismo, cujos delitos causaram a maior crise da História do País.
Há defensores de pobres e oprimidos que falam e agem como cúmplices dos gatunos. A Associação dos Engenheiros da Petrobrás e os sindicatos do setor nada disseram contra o desmanche da estatal pelo superfaturamento de contratos em troca de “adjutórios” para petroleiros, políticos e legendas receptadoras de doações.
Nenhum sindicato de bancários cobrou explicações sobre os financiamentos bilionários, investigados na brasileira Lava Jato e na Operação Marquês, portuguesa, para a obra da hidrelétrica de Cambambe, na Angola do ditador comunista José Eduardo dos Santos, pai de Isabel dos Santos, a mulher mais rica da África. Aliás, a juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga, da 4.ª Vara Criminal paulista, processou o ex-presidente da cooperativa dos bancários (Bancoop) João Vaccari Neto por ter usado o patrimônio da entidade para financiar o PT e bancar apartamentos na praia para petistas ilustres, entre eles Lula. E a Central Única dos Trabalhadores (CUT) não deu um pio em contrário.
Dos 18 ex-ministros de Lula e Dilma citados neste jornal no domingo, dois foram da Fazenda. Um, Guido Mantega, é acusado de ter achacado empresários no gabinete. E Paulo Bernardo responde por ter cobrado propina de servidores do Ministério do Planejamento, sob seu comando, que pediram empréstimos consignados. Algum socialista reclamou?
Que nada! O PT, a defesa de Lula e parte daintelligentsia comparam Sergio Moro, da Lava Jato, ao dominicano Savonarola e dizem que, por ser moralista e intolerante, ele “persegue” o três vezes réu. Só que este também responde por corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa, e não por crime político, a outro juiz, Vallisney Oliveira, de Brasília.
Nunca antes na História houve nada igual. É hora de aceitar a realidade, processar e punir os responsáveis. E sanar as distorções que desempregaram ou subocuparam 16,4 milhões de brasileiros (16% da força de trabalho). Não dá mais para perdoar ignomínias desse jaez.
*Jornalista, poeta e escritor
DO PERCATEMPO

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A CARTA PATÉTICA DE LULA NA FOLHA! CHAME UM PSIQUIATRA

O PT não perde o vício



Editorial Estadão
Depois de levar uma humilhante surra nas urnas como resultado da frustração de seu desastrado projeto de poder, o outrora onipotente Partido dos Trabalhadores (PT) contempla agora a perspectiva de se desmanchar como organização partidária

Depois de levar uma humilhante surra nas urnas como resultado da frustração de seu desastrado projeto de poder, o outrora onipotente Partido dos Trabalhadores (PT) contempla agora a perspectiva de se desmanchar como organização partidária, porque não poderá mais, talvez nunca, contar com a sedução do Estado para amalgamar forças “progressistas” que sustentem o mito do populismo hoje desmoralizado de Lula da Silva e seus cúmplices, boa parte dos quais devidamente encarcerada.
A reação dos petistas ao amargo destino que lhes é reservado – refletida no grande racha que se delineia no partido – é uma interessante demonstração das razões pelas quais a aventura lulopetista deu com os burros n’água: ninguém é capaz de fazer autocrítica, reconhecer erros cometidos.
A culpa é sempre dos outros. Os petistas perdem o pelo, mas não perdem o vício. 

O PT foi desde sempre dirigido por Lula e pela corrente majoritária hoje denominada Construindo um Novo Brasil (CNB). Diante da incontestável liderança do ex-presidente da República, várias outras facções partidárias, todas elas situadas ideologicamente à esquerda da corrente majoritária, conviveram relativamente em paz com o comando partidário, até porque sempre coube a cada uma delas sua parcela do poder que o partido detinha. Agora, diante do fato de que o PT saiu das urnas de 2 de outubro como o 10.º partido em número de prefeituras conquistadas, as cinco maiores correntes de esquerda reuniram-se sob a legenda Muda PT e estão tentando antecipar a discussão e a decisão sobre a mudança da direção nacional do partido. 
Apesar de ter entre seus membros mais destacados o ex-ministro José Eduardo Cardozo, o Mensagem ao Partido, segunda maior corrente partidária, faz uma análise muito peculiar do panorama político, nas palavras de um de seus principais líderes, o secretário nacional de Formação do PT, Carlos Árabe: “Estamos sendo impedidos de chegar às prefeituras porque levamos o rótulo de corruptos. (...) A maioria esmagadora dos petistas não fez nada nem aprovou nada do que está sendo investigado. (...) A corrupção é uma cortina de fumaça para excluir o PT. Existe uma seletividade”. 
É uma forma cínica de se esquivar do fato de que os eleitores brasileiros simplesmente repudiaram o PT nas urnas. Mas Árabe acha que sabe de quem é a culpa: “A autocrítica tem que começar por quem fez algo. Não vou fazer autocrítica de algo que não fiz. Sou da direção nacional há décadas e nunca aprovei nada disso. (...) A direção tem que provar que não houve nada de errado ou pôr para fora quem fez”. Enquanto “alguém” fazia, o partido de que Carlos Árabe é dirigente era o que mais se beneficiava da corrupção. 

Já um dos mais notórios representantes da CNB, o ex-ministro Gilberto Carvalho, fiel escudeiro de Lula, acha “um absurdo” o movimento Muda PT estar planejando reuniões plenárias regionais para discutir a crise e a mudança do comando partidário. Para Carvalho isso é “o de menos” quando se leva em conta que “amanhã o Lula pode ser condenado, pode ser preso, e não vai adiantar nada” realizar eleições no PT.
Para Carvalho, é “inadequado que em um momento tão grave (...) em que o País está sendo atropelado por medidas do governo Temer, que gente importante do partido esteja se dando o tempo de pensar mais nas coisas da renovação da direção do que em uma união fundamental ao PT”. Pois é: o que está “atropelando” o País são “as medidas do governo Temer”. E, como o PT não tem nada a ver com isso, basta que permaneça fiel ao comando de Lula. 
18 Outubro 2016
DO R.DEMOCRATICA
 

Procuradores do DF e da Lava Jato apuram empréstimos do BNDES a amigo de Lula, à beira da falência


Lula e Bumlai. Foto: Reprodução
O Ministério Público Federal, no Distrito Federal, em conjunto com a força-tarefa da Operação Lava Jato, investiga se o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi beneficiado em empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 2008 e 2012. O Grupo São Fernando, de usinas de álcool, recebeu mais de R$ 500 milhõesem três operações com o banco nos governos Lula e Dilma Rousseff. As participações do BTG Pactual, do falido BVA e do Grupo Bertin também estão sob suspeita.

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A principal frente de investigação concentra-se na concessão de R$ 101,5 milhões em 2012. O valor foi contratado em nome da São Fernando Energia 1 – unidade do grupo que geraria energia com o bagaço da cana-de-açúcar -, no plano de reestruturação financeira do Grupo São Fernando. A operação foi feita de forma indireta, via bancos BTG Pactual e Banco do Brasil, que assumiram os riscos como agentes financeiros do repasse.
As empresas do pecuarista amigo de Lula – preso desde novembro de 2015, em Curitiba, por ordem do juiz federal Sérgio Moro – entraram com pedido de recuperação judicial, um ano depois de obter esse terceiro e último empréstimo do BNDES, principal alvo da apuração em conjunto dos procuradores do DF e da Lava Jato.
email btg bumlai
Em 2015, o BNDES e o Banco do Brasil pediram a falência das empresas de Bumlai por inadimplência. Prestes a ser condenado no esquema de corrupção da Petrobrás, pelo juiz da Lava Jato, em Curitiba, Sérgio Moro, o amigo de Lula tinha uma dívida de R$ 1,2 bilhão. Toda operação financeira do grupo com os bancos estatais envolvem o Grupo Bertin – também alvo da Lava Jato, como o BTG e o BVA.
As investigações contra o pecuarista são nas áreas civil e criminal. A Procuradoria, no Distrito Federal, e a força-tarefa da Lava Jato suspeitam de fraudes dentro e fora do BNDES para concessão dos valores às empresas de Bumlai e pagamentos de propinas. Delatores Andrade Gutierrez confessaram em outras apurações do escândalo Petrobrás terem pago valores de corrupção ao PT, em forma de doações eleitorais, pela liberação de dinheiro do BNDES em negócio da empreiteira na Venezuela.
O foco do Ministério Público nas operações do BNDES abrangem empreiteiras acusadas de cartel na Petrobrás e outros investigados pela Lava Jato. Na última semana, Procuradoria, no Distrito Federal, denunciou Lula e executivos da Odebrecht por suposto favorecimento à Odebrecht na concessão de empréstimos do banco para obras em Angola, na África. Desde maio, o BNDES suspendeu também o repasse de US$ 4,7 bilhões para 25 operações de financiamentos, em nove países, para empreiteiras alvo da Lava Jato – além de Odebrecht, OAS, Andrade Guritierrez, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa.
MPF MOTIVO BTG CONEXAO
Empréstimos. Nos registros do BNDES consta que Bumlai fez 6 pedidos de empréstimos ao banco, três deles concedidos. Os dois primeiros foram para construção da São Fernando Açúcar e Álcool, em Dourados (MS), em 12 de dezembro de 2008 e em 3 de fevereiro de 2009, no valor total de R$ 395,1 milhões. As informações são de documento enviado em dezembro de 2015 pelo banco ao Ministério Público Federal.
O primeiro empréstimo, de R$ 330,5 milhões, destinado à implantação da usina, e o segundo, de R$ 66,6 milhões, para implantação do primeiro sistema de cogeração de energia da unidade, detalha documento assinado pelas áreas de Crédito, Industrial e Jurídica, e compartilhados em julho, com a Lava Jato.
A usina foi concluída em 2009 e entrou em operação em 2010. Dos valores devidos por esses dois primeiros empréstimos, o BNDES informou que o Grupo São Fernando teria pago até hoje R$ 252 milhões.
BUMLAI PEDE BNDES REESTRUTURAÇÃO
BUMLAI PEDE BNDES REESTRUTURAÇÃO 2
Reestruturação. Em 2011, quando os negócios de Bumlia já apresentavam problemas financeiros, foi “iniciada as tratativas para reestruturação do Grupo São Fernando”. Na ocasião, o saldo devedor dos dois primeiros empréstimos era de R$ 362 milhões.
O BNDES assinou em junho de 2012 esse último empréstimo, em nome da São Fernando Energia 1 Ltda, no valor de R$ 101,5 milhões na modalidade empréstimo indireto, em que o BTG Pactual e o Banco do Brasil foram intermediários como agentes financeiros – assumindo o risco do negócio.
CONTRATO BNDES 105 MI BUMLAI
“Além de dar suporte aos investimentos necessários às obrigações decorrentes dos contratos assumidos junto à Agência Nacional de Energia (Aneel), o financiamento repassado por Banco do Brasil e BTG Pactual teve o propósito de equacionar a estrutura de capital da empresa, através, basicamente, do alongamento de dívidas de curto prazo, sem, contudo, gerar aumento de seu endividamento”, informou o BNDES, em resposta à Procuradoria.
O banco registra no material compartilhado entre os procuradores que “sob a perspectiva dos credores financeiros, incluindo o BNDES, a operação possibilitada a redução do risco de crédito associado ao Grupo São Fernando”. ” À época, a operação era considera uma parte fundamental para viabilizar a recuperação e continuidade das atividades da São Fernando.”
Compartilhado. Desde agosto, os procuradores do Distrito Federal trabalham com esses materiais compartilhados pela força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Foram enviados documentos apreendidos na 21ª fase, batizada de Operação Passe Livre – referência ao livre acesso que o pecuarista tinha no Planalto, nos governos Lula. São e-mails e documentos apreendidos em endereços do pecuarista e dos filhos, Maurício de Barros Bumlai e Guilherme de Barros Bumlai, como os contratos e cartas trocadas com o BNDES na época das operações financeiras.
Os procuradores da República do Distrito Federal Sara Moreira de Souza, da área cível, e Claudio Drewes José de Siqueira, da área de combate à corrupção, investigam os negócios de Bumlai e o BNDES desde 2015. Essas frentes, em parceria com a Lava Jato, podem gerar novos processos contra o pecuarista.
Bumlai é uma figura emblemática das investigações da Lava Jato, que apuram a participação de Lula e pessoas ligadas a ele no esquema de corrupção na Petrobrás. O pecuarista deve ser condenado ainda esse ano pelo empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões para o PT, em 2004, no Banco Schahin. O dinheiro foi pago com contrato fraudado da Petrobrás de US$ 1,6 bilhão.
O juiz federal Sérgio Moro, em seus despachos, destacou as concessões de empréstimos de instituições financeiras para Bumlai, como o BTG e o BVA.

carta saõ fernando bndes
Apuração interna. Além das apurações do Ministério Público, o BNDES também conduz uma frente interna que analisa as operações de empréstimos ao grupo do amigo de Lula. “A operação em questão está sendo avaliada por auditoria interna do BNDES. O Banco vem prestando toda a assistência necessária às autoridades competentes, no intuito de esclarecer quaisquer aspectos relacionados às referidas operações.”
O BNDES informou que nenhuma das duas empresas da família Bumlai, na ocasião do empréstimo, estavam em situação de falência, concordata ou recuperação judicial.
O banco infirmou em dezembro que todo risco na operação foi assumido pelos bancos BTG e Banco do Brasil e que essa operação até o final de 2015 estava em dia. “Por se tratar de operação indireta (em favor do BTG Pactual e do Banco do Brasil), o risco de crédito é dos referidos agentes financeiros, credenciados para operar com o o BNDES. Ambos possuíam classificação de risco, assim como limite suficiente para comportar o valor do financiamento.”

BUMLAI BTG E BVA
BTG BVA

O BTG e Banco do Brasil “realizaram análise econômico-financeiras e cadastrais da empresa e declararam que após o processo de reestruturação financeira, a São Fernando Energia I, teria situação cadastral satisfatória e adequada capacidade de pagamentos de suas obrigações e não se vislumbrava nenhum óbice para a concessão de financiamento da referia”.
O BNDES sustenta ainda que a “motivação” do banco para realizar as operações de repasse foi “o caso bem sucedido (da implantação da usina financiada em 2008), o plano de reestruturação viabilizaria a manutenção de empregos e de atividade operacional de empresa em setor relevante da economia, tendo como consequência a melhora da capacidade de pagamento e a redução do riso de crédito do Banco”.
“No entanto, se porventura os riscos existentes fizessem com que o plano não lograsse o sucesso esperado, o esforço adicional do BNDES nas operações indiretas teria sido estabelecido através dos agentes financeiros Banco do Brasil e BTG Pactual, sem qualquer aumento de exposição do BNDES ao Grupo São Fernando.”
BNDESE CONSIDERAÇÕES FINAIS
BNDES CONSIDERAÇÕES FINAIS
COM A PALAVRA, O BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social informou que a operação financeira com o Grupo São Fernando “está sendo avaliada por auditoria interna” e que a instituição presta “toda assistência necessária às autoridades”.
Leia as respostas do BNDES, via assessoria de imprensa:
“Existe alguma apuração interna no BNDES, ou qualquer outro tipo de procedimento referente a essas operações com o Grupo São Fernando?
BNDES – A operação em questão está sendo avaliada por auditoria interna do BNDES. O Banco vem prestando toda a assistência necessária às autoridades competentes, no intuito de esclarecer quaisquer aspectos relacionados às referidas operações.
Qual o valor hoje da dívida do Grupo?
BNDES – A empresa encontra-se em processo de recuperação judicial e o saldo devedor apurado pelo BNDES na data do pedido de recuperação, conforme o Quadro de Credores publicado em 27 de agosto de 2013, era de R$ 332,9 milhões. Este montante não contempla os valores pagos pela fiadora do contrato.
O contrato de 2012, feito via BTG e BB, está adimplente? Qual a situação dele?
BNDES – A operação está adimplente perante o banco. Trata-se de operação de crédito na modalidade indireta, na qual o risco é suportado pelos agentes financeiros credenciados.
COM A PALAVRA, O BTG PACTUAL
“O BTG Pactual nega qualquer irregularidade na referida operação, está plenamente documentado e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos. Em investigação independente realizada pelo escritório de advocacia internacional Quinn Emanuel Urquhart & Sullivan LLP (“Quinn Emanuel”), não foi encontrado qualquer indício de irregularidade.” DO ESTADÃO
email btg bumlai

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vacina contra cárcerofobia é enxergar a propinomania, que provoca a neurose

Existe a conhecida claustrofobia, que é o medo de lugares fechados. Mas o pânico de estar trancafiado, por exemplo, num xadrez da carceragem da Polícia Federal em Curitiba, nasceu antes de ser batizado. Como chamar o fenômeno? Digamos que cárcerofobia seja uma opção. A nova neurose está na moda.
Na madrugada desta segunda-feira, impulsionados pelo boato de que Lula poderia ser preso, os devotos do ex-presidente mobilizaram-se no Facebook. Convocaram uma vigília. Conseguiram arrastar para a frente do prédio onde mora Lula, em São Bernardo, algo como 80 devotos.
Não chega a ser uma multidão compatível com a fama do ídolo. Mas a cárcerofobiadeve aumentar. Lula já é réu em três ações. E não perde por esperar. Ao contrário. Logo ganhará novas denúncias. Uma alternativa para os que reviram lençóis à procura de um lenitivo é lembrar da propinomania, o vício que dá origem à neurose.
Na falta de coisa mais interessante para fazer, sugere-se aos inquietos que busquem na internet íntegras de denúncias, depoimentos e despachos de juízes. Aplicando-se na leitura, os manifestantes talvez se mobilizem para cobrar explicações de sua divindade. Ou talvez prefiram se autocondenar ao sono perpétuo. O pesadelo, por vezes, é melhor do que o despertar.
Costuma-se dizer que o brasileiro não tem memória. Bobagem. O que certos patrícios não têm mesmo é muita curiosidade. DO J.DESOUZA