quarta-feira, 11 de novembro de 2015

MP dos caminhoneiros: PPS condena criminalização de manifestações e promete derrubar medida

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Líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR) antecipou na noite de terça-feira (10) que caso a presidente Dilma Rousseff insista em editar medida provisória para punir os caminhoneiros que protestam contra o seu governo, o partido atuará, em conjunto com a oposição e dissidentes da base, não apenas para derrubar a proposta, mas para anistiar os profissionais que forem atingidos pela intimidação descabida, enquanto esta estiver em vigor.
“Se a presidente Dilma resolveu criminalizar os movimentos sociais, deveria ter enviado ao Congresso um projeto de lei para tratar de matéria criminal. Em vez disso, usando de subterfúgio, resolveu, pelo que foi anunciado pelo ministro Eduardo Cardozo (da Justiça), pegar um atalho por MP para aumentar o valor de infrações de trânsito. Se confirmada, trata-se de uma medida covarde e antidemocrática”, criticou o deputado.
A presidente Dilma, lembrou Rubens Bueno, afirmou que bloquear estradas é crime. “Se é crime, por que não enviou um projeto de lei? Nunca pensei que assistiria o PT criminalizando protestos de trabalhadores”, questionou o líder do PPS.
Para Rubens Bueno, a presidente Dilma, num ato como esse, atenta contra a livre manifestação do povo brasileiro. “Creio que é uma manobra arriscada que pode colocar o seu governo, de uma vez por todas, fora da pista”, comparou o parlamentar.
Segundo a intenção do governo, a multa para quem fizer os bloqueios nas estradas aumentará de R$ 1.915 para R$ 5.746. Os organizadores de manifestações poderão ser multados em R$ 19.154.
“Estamos atentos e não iremos admitir qualquer tipo de medida que impeça os brasileiros de se manifestar. O Brasil não é Venezuela e Dilma e o PT deveriam saber disso”, finalizou Rubens Bueno.
Perdida e sem poder de mando, Dilma ingressou na perigosa seara em que o contraditório é rechaçado de qualquer forma, como se o Brasil já existisse como uma ditadura comunista. O direito à manifestação é garantido pela Constituição Federal, portanto nada pode ser feito contra os caminhoneiros, desde que não seja violado o direito de ir e vir dos cidadãos nas rodovias brasileiras.
Os caminhoneiros, antes da deflagração do movimento, garantiram o livre trânsito de carros de passeio, ônibus e caminhões que transportam produtos perecíveis, medicamentos e material médico-hospitalar. Ou seja, não por parte dos manifestantes a intenção deliberada de fechar as estradas do País, mas de protestar contra um governo criminoso, incompetente, corrupto, perdulário e paralisado.
Se os petistas palacianos entendem que a forma sugerida por Dilma é a mais acertada para lidar com quem protesta contra o governo, que medida idêntica seja tomada contra os manifestantes que, financiados pelo PT, interditam a Avenida Paulista, em São Paulo, via de acesso aos dez mais importantes hospitais da cidade.
A grande questão é que o governo petista de Dilma Rousseff está em processo de deterioração contínua e os estafetas presidenciais tudo fazem para salvar o que não tem salvação. Poderiam ao menos termo um momento de lucidez e consciência, garantindo aos caminhoneiros os mesmos direitos conferidos aos manifestantes contratados pelo partido para infernizar a vida dos paulistanos. Porém, é impossível exigir coerência e bom senso de uma legenda que acertadamente já foi comparada a uma organização criminosa.

Calendário eleitoral para eleições de 2016

O calendário das eleições municipais de 2016 foi aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira, 10. No próximo ano vão ser disputados o comando das prefeituras de todo o país e a composição das câmaras municipais. 

As principais mudanças são motivadas por adaptação às regras aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional, que alteraram o prazo para início da campanha e a data-limite para candidatos se filiarem às legendas pelas quais pretendem concorrer, por exemplo. 

Prazo de filiação 

Mudou a data para os candidatos se filiarem a partidos pelos quais pretendem concorrer. Nas eleições de 2014, eles tinham que se filiar com pelo menos um ano de antecedência. Agora, poderão ingressar na legenda seis meses antes, até o fim de março. 

Convenções partidárias 

As convenções partidárias para escolha dos candidatos, deverão ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. Até então, ocorriam entre 10 e 30 de junho. 

Início da campanha 

Em 2016, a campanha começará oficialmente em 16 de agosto, ao contrário das eleições de 2014, quando os candidatos podiam pedir votos somente a partir de 6 de julho. 

Propaganda no rádio e na TV 

A propaganda no rádio e na televisão começa a ser transmitida em 26 de agosto. Em 2014, os programas começaram a ser exibidos em 19 de agosto. 

Primeiro e segundo turnos 

O primeiro turno da disputa eleitoral está marcado para  2 de outubro, primeiro domingo do mês. O segundo turno, somente em cidades com mais de 200 mil eleitores, será 30 de outubro, último domingo do mês. Nos dois dias, a votação começa às 8 horas e termina às 17 horas, horário em que também começa a apuração.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Joice Hasselmann se despede da TVeja

joice - tveja
A jornalista paranaense Joice Hasselmann não integra mais os quadros da TVeja, a rede de TV da revista Veja na Internet. Em uma rede social (www.facebook.com/joicehasselmann), Joice fez um longo desabafo explicando os motivos que a levaram a sair do grupo Abril e explicou os novos projetos aos quais irá se dedicar. A partir do momento em que a informação começou a circular nas redes sociais, a jornalista começou a receber dezenas de manifestações de apoio, principalmente pela sua atuação em defesa do impeachment da presidente Dilma (PT).
Veja a seguir a íntegra do post de despedida de Joice.

“Olá pessoal! Hoje é dia de comunicado importante, de adeus e de anúncio de projeto novo. Vamos por partes. Já corre nas Redes Sociais que eu, Joice Hasselmann, já não estou mais em TVEJA, a TV do site de VEJA, que tenho orgulho de ter criado do zero. Como a internet é espaço livre e tem muita desinformação sobre o assunto, vamos aos fatos reais, em respeito a vocês, meus milhares de seguidores, guerreiros, que debatem comigo, diariamente, os problemas e soluções para nosso país.
Sim, não faço mais parte de VEJA. O ciclo se encerrou. É hora de projeto novo. Tenho muito carinho por TVEJA, a primeira TV com grande fixa na internet, que tive a honra de criar, de pensar, de batizar os programas, de desenvolver o slogan, de adaptar o estúdio, enfim, de carregar esse piano por muito tempo com um pequeno e competente time de colunistas, que rapidamente se engajaram no projeto. Não é segredo que até um passado recente eu fazia todos os programas de TVEJA, de seis a dez vídeos por dia, sozinha ou junto com um dos meus competentes parceiros de VEJA, que no início eram poucos. Entrevistei os maiores nomes da política do Brasil, debatemos nosso país, enfrentamos com o som da verdade e coragem as mazelas da corrupção e abrimos espaço para todas as vozes. Fizemos a maior cobertura eleitoral da história da internet. Uma deliciosa maratona. Lembro com carinho do dia da eleição em que fiquei 12 horas no ar ininterruptamente. Uau! Foi incrível! Um trabalho de tanta garra que mereceu a Carta ao Leitor de VEJA (a imagem que está acima), o mais nobre espaço da revista. Fomos “A Vitória de VEJA nas eleições”, um reconhecimento da revista pelo trabalho realizado.
Esse tempo de 1 ano e 3 meses foi momento único de interação e de criação de um novo veículo. Isso já está feito e é um legado que tenho orgulho de deixar. Mas essa missão eu já cumpri. Agora, no momento das maiores crises que o país enfrenta (ética, econômica e política) é preciso ir além. É preciso dar um passo maior. É preciso interagir mais com os milhares de seguidores que me acompanham, com meu público e tratar de novos temas, com mais profundidade e mantendo a espinha ereta e o coração tranquilo. A limitação de um espaço, agora reduzido, também limita o debate, a interação, o enfrentamento. E repito, é preciso ir além.
Continuo caminhando junto com o público de VEJA, mas caminhando em frente para ampliar o debate com a nação brasileira.
Quero agradecer de coração aos meus queridos parceiros @augustonunes @ricardosetti, @reinaldoazevedo, @villamarcoantonio, J.R Guzzo, Eurípedes Alcântara, que me contratou e confiou em mim para esse projeto, e as meninas mais talentosas que o site de VEJA já viu: Bruna Fasano, Virgínia Falanghe, Beatriz França e Isabella Infantine. As meninas da minha equipe.
Agradeço por esse tempo. Agradeço pela chance de ter feito algo novo. Agradeço aos colegas e até aos críticos.
Vamos em frente. A árvore que tem raízes verga, mas não quebra.
Um beijo grande e me aguardem!”– DO FABIOCAMPANA

A crise tem nome: Lula


Seu protagonismo impede uma solução para a crise.
Ele aposta no impasse como único meio de sobrevivência política

Marco Antonio Villa
O Globo
Lula voltou a ser o principal protagonista da cena política brasileira. No último mês, não teve um dia sequer em que não ocupasse as manchetes da imprensa. Viajou pelo Brasil — sempre de jatinho particular, pago não se sabe por quem — e falou, falou e falou. Impôs uma reforma ministerial à presidente, que obedeceu passivamente, como de hábito, ao seu criador. Colocou no centro do poder um homem seu, Jaques Wagner, para controlar a presidente, reestruturar o pacto lulista — essencialmente antirrepublicano — com o Congresso e o grande capital e, principalmente, para ser um escudo contra as graves acusações que pesam sobre ele, sua família e amigos.
Como de hábito, não teve nenhum compromisso com a verdade. Vociferou contra as investigações. Atacou a Polícia Federal, como se uma instituição de Estado não pudesse investigá-lo. Ou seja, ele estaria acima das leis, um cidadão — sempre — acima de qualquer suspeita, intocável. Apontou sua ira contra o ministro da Justiça e tentou retirá-lo do cargo — e vai conseguir, cedo ou tarde, pois sabe quão importante foi Márcio Thomaz Bastos em 2005, quando transformou o ministro em seu advogado de defesa.
O ex-presidente, em exercício informal e eventual da Presidência, declarou que o Brasil vive quase um Estado de exceção, simplesmente porque a imprensa divulgou documentos sobre seus ganhos milionários nas palestras e apresentou como dois filhos vivem em apartamentos em áreas nobres de São Paulo sem pagar aluguel — uma espécie de Minha Casa Minha Vida platinum, reservado exclusivamente à família Lula da Silva — e teriam recebido quantias vultuosas sem a devida comprovação do serviço prestado. Não deve ser esquecido que o Coaf justificou a investigação da sua movimentação financeira como “incompatível com o patrimônio, a atividade econômica e a capacidade financeira do cliente.”
Lula passou ao ataque. Falou em maré conservadora, que não admite ser chamado de corrupto e que — sinal dos tempos — não teme ser preso. A presidente da República, demonstrando subserviência, se deslocou em um dia útil de trabalho, de Brasília para São Paulo, simplesmente para participar da festa de aniversário do seu criador. Coisa típica de República bananeira. Ninguém perguntou sobre os gastos de viagem de uma atividade privada paga com dinheiro público. O país recebeu a notícia naturalmente. E alguns ingênuos ainda imaginam que a criatura possa romper com o criador, repetindo a ladainha de 2011.
Mesmo após as aterradoras revelações do petrolão, Lula finge que não tem qualquer relação com o escândalo e posa de perseguido, de injustiçado. Como se não fosse ele o presidente da República no momento da construção e operação do maior desvio de recursos públicos da história do mundo. Nas andanças pelo país, para evitar perguntas constrangedoras, escolhe auditórios amestrados. Mente, mente, sem nenhum pudor. Chegou a confessar cometeu estelionato eleitoral, em 2014, como se fosse algo banal.
O protagonismo de Lula impede uma solução para a crise. Ele aposta no impasse como único meio de sobrevivência, da sua sobrevivência política. Pouco importa que o Brasil viva o pior momento econômico dos últimos 25 anos e que a recessão vá se estender, no mínimo, até o ano que vem. Pouco importam os milhões de desempregados, a disparada da inflação, o desgoverno das contas públicas. Em 1980, o então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo não pensou duas vezes em prorrogar a greve, mesmo levando-a à derrota — e aos milhares de operários que tiveram os dias parados descontados nos salários —, simplesmente para reabilitar sua imagem frente à base sindical, isto porque, no ano anterior fechou acordo com a Fiesp sem que o mesmo fosse aprovado pela assembleia, daí que passou a ser chamado pelos operários de pelego e traidor.
Em setembro, Dilma chegou a balançar quando o PMDB insinuou que poderia apoiar o impeachment. Lula entrou em campo e, se não virou o jogo, conseguiu ao menos equilibrar a partida — isto na esfera da política, não da gestão econômica. Tanto que a possibilidade de a Câmara dos Deputados aprovar, neste ano, a abertura de um processo de impeachment é nula. Por outro lado, o Congresso Nacional não aprovou as medidas que o governo considera como essenciais para o ajuste fiscal. É um jogo cruel e que vai continuar até o agravamento da crise econômica a um ponto que as ruas voltarem a ser ocupadas pelos manifestantes.
As vitórias de Lula são pontuais, superficiais e com prazo de validade. As pesquisas mostram que ele, hoje, é uma liderança decadente e com alto grau de rejeição, assim como o PT. Mantém uma influência no centro de poder que é absolutamente desproporcional ao seu real peso político. Tem medo das consequências advindas das operações Lava-Jato e Zelotes. Mas no seu delírio quer arrastar o país à pior crise da história republicana. E está conseguindo. Tudo porque sabe que o impeachment de Dilma é o dobre de finados dele e do PT.
As ações de Lula desmoralizam o Estado Democrático de Direito. Ele despreza a democracia. Sempre desprezou. Entende o Estado como instrumento da sua vontade pessoal. Mas, para sorte do Brasil, caminha para o ocaso. Só não foi completamente derrotado porque ainda mantém apoio de boa parte da elite empresarial, que, por sua vez, exerce forte influência no Congresso e nas cortes superiores de Brasília. O grande capital não sabe o que virá depois do PT. Na dúvida, prefere manter apoio ao “seu” partido e ao “seu” homem de confiança, Lula.
Marco Antonio Villa é historiador 10/11/2015 - DO R.DEMOCRATICA

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Cunha tem de decidir nesta semana se aceita ou não a denúncia contra Dilma


Não há mais espaço para procrastinação; nem o país nem os movimentos pró-impeachment podem ser reféns dessa demora, já injustificada

Por Reinaldo Azevedo
Veja.com
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, tem de saber que já chegou a hora. Aliás, já passou da hora. Não há mais dúvida jurídica possível. Ou ele concorda com os termos apresentados na denúncia de Hélio Bicudo, Janaina Paschoal e Miguel Real Jr. e a aceita, ou deles discorda e a rejeita. Ponto final. A cada hora, a partir desta segunda, o que se tem é só procrastinação, aumentando a suspeita de que algo de tamanha magnitude — a possibilidade do impeachment — está sendo usado, no fim das contas, apenas para que ele tente salvar a própria cabeça.
O Movimento Brasil Livre lidera um acampamento nos gramados do Congresso em defesa do impeachment — o que passa, obviamente, pela decisão de Cunha. Um grupo de delinquentes, vestindo camisetas do MTST, invadiu a área na semana passada para espancar moças e rapazes que lá estavam. Neste domingo, houve uma nova provocação, desta feita sem escaramuças porque a forte presença da Polícia Militar do DF inibiu os trogloditas..
Os defensores do mandato de Dilma e da alta moralidade do seu governo voltaram a pedir a cabeça de Cunha e queimaram um boneco representando o presidente da Câmara. Repararam, diga-se, como esquerdistas gostam de fogo? Queimam bonecos, queimam bandeiras, queimam pneus, queimam ônibus… Qual será a razão? Vai ver é porque o fogo, mais do que qualquer outro evento, traz a ideia da destruição total, irrecuperável, irrecorrível. E isso combina com as taras totalitárias da esquerda.
Ontem, diga-se, durante a manifestação do MTST, foi preciso, sim, que a polícia interviesse, mas para conter uma briga lá entre eles, com direito a voadora, sangue jorrando, essas coisas. Quando os valentes não podem bater nos outros, trocam sopapos entre si.


 Volto a Cunha
Não há mistério nenhum na denúncia entregue por Bicudo e pelos dois juristas. Os argumentos são sólidos, claros, transparentes. Não requerem grandes voos interpretativos, dadas as evidências de que Dilma cometeu crime de responsabilidade.
Mas Cunha pode achar que não. Pois, então, que diga. O movimento cívico que está no gramado do Congresso não pode ficar esperando indefinidamente a decisão do presidente da Câmara. Essas pessoas representam hoje o que o Brasil tem produzido de melhor na mobilização da opinião pública.
É preciso que Cunha decida para que eles saiam de lá: se ele disser “sim”, sairão com um discurso; se disser “não”, é claro que a fala será outra. Nos dois casos, será preciso conversar com a sociedade brasileira para mobilizá-la. Cunha não tem o direito de tornar o Brasil virtuoso refém de um tempo que só interessa a si mesmo.
Se é que interessa… Ainda que seus argumentos venham a convencer a maioria de seus pares na Câmara, coisa de que duvido um pouco, será preciso convencer os ministros do Supremo. E, nesse caso, a tarefa me parece bem difícil. Ou Cunha vai se confrontar com suas explicações no STF — se for deputado à época do julgamento — ou será na 13ª Vara da Justiça Federal, em Curitiba.
Dê ele sequência ou não à denúncia contra Dilma, essa escrita não muda. Para encerrar, noto: achei engraçada uma análise que li, segundo a qual o presidente da Câmara tem a certeza de que, caso opte pelo “sim”, a oposição o abandona em seguida… É mesmo? E se ele disser “não”, ela ficará com ele? “Ah, mas aí os petistas ficariam…”, poderia dizer alguém.Ora, o deputado sabe que, no PT, trair um acordo é questão de princípio. Não vou aqui dizer que Cunha tem a chance da redenção e coisa e tal… Melhor deixar isso com Deus. Sou bem mais modesto: ele tem a chance de fazer a coisa certa, acolhendo a denúncia. E deixe que o Congresso faça a sua análise.Não há nenhuma razão aceitável para que não tome essa decisão até sexta-feira. O Espírito Santo não vai baixar no Congresso para interceder. Até porque, se fosse se manifestar entre nós, a Pomba Sagrada certamente escolheria um local mais salubre.
Cunha não pode confundir a sua história pessoal com a do país. Nem “sim” nem “não” à denúncia mudam a sua situação objetiva. O STF fará o que a Câmara eventualmente não fizer.
Chega, deputado! A hora é agora.
09/11/2015 DO R.DEMOCRATICA

Greve de caminhoneiros atinge nove Estados

Paralisação começou na madrugada desta segunda-feira; categoria pede a renúncia da presidente Dilma Rousseff
Por Talyta Vespa e Nicole Fusco
Veja.com
Caminhoneiros em greve bloqueiam rodovias federais pelo país
(Porthus Junior/Folhapress)
Um grupo de caminhoneiros iniciou na madrugada desta segunda-feira protestos em rodovias e avenidas de pelo menos nove Estados. O movimento, que pede a renúncia da presidente Dilma Rousseff, foi organizado por motoristas autônomos desvinculados dos sindicatos e não tem previsão para acabar
No Rio Grande do Norte, há um ponto de bloqueio próximo à cidade de Mossoró, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Cerca de cinquenta caminhoneiros interditam, desde as 6 horas, o quilômetro 51 da BR 304. O trânsito está liberado apenas para emergências e carros de passeio. No Tocantins, a BR 153 está parcialmente interditada, próximo ao município de Colina. Segundo a Concessionária Nova Dutra, no Rio de Janeiro, caminhoneiros bloqueiam o quilômetro 273,5, no sentido São Paulo, na altura do município de Barra Mansa. Apenas a faixa da esquerda está liberada. No sentido Rio, apenas o acostamento está interditado.
Em Minas Gerais, a manifestação já dura mais de oito horas, segundo a PRF. No momento, estão interditadas as rodovias BR 381, do quilômetro 359 ao 513, na altura de João Monlevade (MG); a BR 262, no quilômetro 412, em Igaratinga (MG); e a BR 040, no quilômetro 627, em Conselheiro Lafaiete (MG). Em Capim Grosso, na Bahia, manifestantes interditaram o quilômetro 230 da BR 407 e queimaram pneus
Motoristas também protestam em cinco pontos diferentes na BR 376, no Paraná, na altura das cidades de Paranavaí, Nova Esperança, Apucarana e Califórnia. Em Santa Catarina, na cidade de São Bento do Sul, o quilômetro 122 da BR 280 está bloqueado parcialmente. No trecho, os caminhoneiros deixam livre a passagem para automóveis e ônibus. Pela manhã, houve interdições em vias do Rio Grande do Sul. No entanto, elas já foram liberadas, segundo a PRF.
Em São Paulo, os caminhoneiros interditaram totalmente a pista expressa da Marginal Tietê, na altura da Ponte da Casa Verde, na Zona Norte da cidade. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os motoristas começaram a ocupar o local por volta das 11
De acordo com o organizador do movimento, Ivar Luiz Schmidt, não há previsão para o fim da greve. "Ficaremos paralisados até que a presidente Dilma renuncie", afirmou. Schmidt também foi o responsável por liderar a paralisação de fevereiro, que ocorreu em diversos Estados e chegou a afetar a distribuição de combustível pelo país. Na ocasião, o grupo pedia pela redução do preço do óleo diesel, criação do frete mínimo e liberação de crédito subsidiado para os transportadores. "As reivindicações (de fevereiro) não foram atendidas. Agora não queremos negociar, não aceitaremos acordo. Queremos a renúncia da presidente", afirmou Schmidt.
Apesar da articulação, a categoria representada pela Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga Geral do Estado de São Paulo não aderiu ao movimento. "Os sindicatos entendem que o governo federal tem dificuldades para cumprir todas as requisições. Por, isso não aderimos à greve", afirmou o presidente da Federação dos Caminhoneiros de Carga em Geral do Estado de São Paulo, Norival de Almeida Silva. Para Almeida, a paralisação não assusta. "Pelo que pudemos observar, são poucos os motoristas que vão aderir ao movimento", disse.

09/11/2015 -DO R.DEMOCRATICA

domingo, 8 de novembro de 2015

Ministro de Dilma é chamado de ladrão safado em restaurante. Clientes do local aplaudiram

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O ministro ainda foi chamado de ‘ladrão’ e ‘safado’

Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, foi hostilizado neste domingo por um cidadão na saída de um restaurante em Belo Horizonte.
De posse de um cartaz, no qual não se lê o que estava escrito, o cliente do restaurante grita que o PT é o partido mais corrupto da nação.
O ministro ainda tentou conversar com o homem, mas ele se levanta e mostra o cartaz aos outros clientes, e é aplaudido

O ministro ainda foi chamado de ‘ladrão’ e ‘safado’

Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, foi hostilizado neste domingo por um cidadão na saída de um restaurante em Belo Horizonte.
De posse de um cartaz, no qual não se lê o que estava escrito, o cliente do restaurante grita que o PT é o partido mais corrupto da nação.
O ministro ainda tentou conversar com o homem, mas ele se levanta e mostra o cartaz aos outros clientes, e é aplaudido.


DO DIORIODOBRASIL

General Paulo Chagas convoca brasileiros para ocupar Brasília em 15/11/2015


Comandante dos Dragões da Indepêndencia convoca população para ocupar Brasília no dia 15/11



*** ouça com atenção aos 4 minutos do vídeo ***
” O nosso dever nos espera em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, no próximo dia 15 de Novembro. Nos encontraremos lá. Para nós, o Brasil está acima de tudo “

DO DIARIODOBRASIL

sábado, 7 de novembro de 2015

JOICE, UMA APRESENTADORA “PORRETA”. OU: ONDE ESTÁ A FOX NEWS DO BRASIL?


( foto) Joice Hasselmann

Por Rodrigo Constantino

Seria indelicado de minha parte meter o pau na decisão da VEJA de dispensar Joice Hasselmann, até porque fui alvo da mesma decisão recentemente, como todos sabem. A Abril deve ter seus motivos, e a decisão empresarial deve ser respeitada.
Mas não posso deixar de expressar minha preocupação. Afinal, seja por problema de dinheiro ou por pressão do governo, como alguns leitores suspeitam, o fato é que a VEJA está perdendo importantes “soldados da resistência”, e isso acende a luz de alerta.
Joice era uma apresentadora “porreta”, como dizem por aí. Conheço poucas como ela, com sua capacidade de liderar uma entrevista e fazer as perguntas difíceis, com o conhecimento teórico e a coragem de dizer o que pensa, mesmo incomodando as autoridades.
Não tenho dúvidas de que ela vai encontrar novo espaço logo, pois alguém com seu talento – e sua energia – não fica muito tempo parada, no ócio. O que está acontecendo é mais uma prova de que o Brasil precisa, com urgência, de um canal de direita, tipo uma Fox News.
Não falo apenas do ponto de vista da causa liberal; o empreendedor que perceber a demanda reprimida por esse tipo de mensagem e postura no Brasil ganhará muito dinheiro! Onde está nosso Bill O’Reilly? Onde está nosso Sean Hannity? Onde está nosso Greg Gutfeld? E, por fim, onde está nossa Megyn Kelly, a estonteante loira que coloca os convidados contra a parede cobrando deles coerência?
Eles existem, mas não têm espaço na grande imprensa. São, por exemplo, Alexandre Borges, Bruno Garschagen, eu mesmo, e Joice Hasselmann, claro! Já pensaram num programa de bate-papo com essa turma? Já pensaram em entrevistas com os “progressistas” tocadas por esse time? Seria o pânico dos que estão acostumados com as bolas levantadas por nossos típicos jornalistas. Que falta faz uma Fox News no Brasil!
Enquanto esse sonho não se realiza, fica aqui a dica para algum empreendedor ousado, para algum editor corajoso de um canal de TV: vejam o que aconteceu com a editora Record no mercado de livros com o nicho da “nova direita”. Simplesmente bombou! Vejam o que o Partido Novo conseguiu em pouco tempo nas redes sociais. A direita é órfã hoje no Brasil. Quem vai assumir a paternidade na grande mídia?
Rodrigo Constantino

O "Feira" de Marcelo Odebrecht

Para quem não leu, eis o post original com a revelação, pelo Antagonista, de que o "Feira" é o marqueteiro do PT:

Exclusivo: quem é o "Feira" da mensagem de Marcelo Odebrecht

Brasil 13:09
Mais cedo, reproduzimos mensagens do celular de Marcelo Odebrecht capturadas pela PF. Elas fazem referências ao financiamento pela empreiteira da campanha de Dilma Rousseff -- no caixa 2 e, ao que tudo indica, com dinheiro roubado da Petrobras.
Na mensagem abaixo, como já publicamos, "JEC" é José Eduardo Cardozo; "Vaca" é Vaccari; "Edinho" é Edinho Silva; "cta Suíça" é conta na Suíça; e "campanha dela" é campanha de Dilma Rousseff. Faltava saber quem era o "Feira", da frase "Liberar p/Feira pois meu pessoal não fica sabendo".
Agora não falta mais. O Antagonista foi informado de que "Feira" era o codinome usado por Marcelo Odebrecht para referir-se a João Santana, o marqueteiro de Dilma. "Feira" vem de Feira de Santana. Marqueteiro Santana = cidade Santana.
O que Marcelo Odebrecht "liberou" para João Santana, sem que o pessoal dele, Marcelo, ficasse sabendo? A PF acredita que o mesmo que foi liberado para o marqueteiro Duda Mendonça na campanha de Lula: dinheiro não declarado no exterior.
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"Liberar para Feira" = Liberar para João Santana - DO O ANTAGONISTA -

14 milhões para Humberto Costa.

O senador Humberto Costa, do PT, embolsou 14 milhões de reais para a sua campanha ao governo de Pernambuco, em 2006. Quem assinou os cheques foi o gerente aposentado da Petrobras, Carlos Alberto Ferreira, que soltou o verbo em vídeo registrado na semana passada.
Carlos Alberto Ferreira, ex-subordinado de Paulo Roberto Costa, afirmou que os cheques foram emitidos em nome da Odebrecht e da Schain. Quem recebeu esses 14 milhões das empreiteiras para Humberto Costa foi o empresário Mário Beltrão, "o PC Farias" do senador petista, de acordo com o gerente aposentado da Petrobras.
A pergunta permanece: quando irão prender diretores da Odebrecht?
E esse dinheiro para o Humberto, o que vamos fazer? DO MARIOFORTES

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Empreiteiras do petrolão pagaram R$ 17 milhões a empresa e instituto de Lula

Laryssa Borges Veja 
Dinheiro repassado pelas empresas cujas cúpulas foram presas na Operação Lava Jato caiu nas contas do instituto 

do petista. Odebrecht doou R$ 975 mil para instituto de FHC


Uma bomba de fabricação caseira foi lançada na sede do Instituto Lula, no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (31)
Sede do Instituto Lula, no Ipiranga, Zona Sul de São Paulo(Marcos Bezerra/Estadão Conteúdo


O grupo das maiores empreiteiras do Brasil repassou 17 milhões de reais para a empresa LILS Palestras e ao instituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontam documentos apreendidos pelos investigadores da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Oficialmente, os recursos foram entregues para o pagamento de palestras do petista entre os anos de 2011 a 2014.
Entre os repasses às empresas ligadas a Lula, o maior é o da construtora Camargo Corrêa - 4,52 milhões de reais - seguindo pela gigante Odebrecht, com transferências de 3,97 milhões de reais entre 2013 e 2014. No caso da Odebrecht, as parcelas variam de 359.000 reais até 1 milhão de reais e não estão computados nesses cálculos companhias ligadas ao grupo Odebrecht, como a Braskem.
Além das duas, a OAS repassou 3,57 milhões de reais, a Andrade Gutierrez outros 3,60 milhões de reais, a UTC, 3,57 milhões de reais e a Queiroz Galvão mais 1,94 milhão de reais.
O trabalho da Operação Lava Jato indica que o Grupo Odebrecht monopolizou 16,6% dos contratos investigados no petrolão - ou 35,59 bilhões de reais - seguido, em volume de contratos, pelo Grupo Techint (10,2%), pela Queiroz Galvão (9,6%) e pelo Grupo Camargo Correa (9,2%).
O Instituto Lula disse, em nota, que a entidade e a LILS condenam o vazamento das informações e que "jamais receberam contribuições ou pagamentos ilícitos de quem quer que seja".
FHC - A Polícia Federal também mapeou na contabilidade da construtora Norberto Odebrecht registros de pagamentos Instituto Fernando Henrique Cardoso. Foram pagos 975.000 reais entre dezembro de 2011 e dezembro de 2012, em parcelas que variam de 75.000 reais a 150.000 reais.
Em outubro de 2014, um e-mail retrata as negociações entre o instituto e a Braskem sobe as maneiras de fazer a doação: "A elaboração de um contrato, porém não podemos citar que a prestação de serviço será uma palestra do pesidente" ou por meio de "uma doação direta".
A entidade informou que os repasses foram doados para um fundo de manutenção do instituto e estão registrados nos livros contábeis. O iFHC tem as contas supervisionadas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. DO J.TOMAZ