segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Até que enfim, o PT está unindo o Brasil! Contra o PT! Ou: O quilo de músculo a R$ 23! Ou: Até eu virei um meme

Vejam esta imagem.
dbccc2f48b4c8ec1f3e15880fa14d0b0
O que faço conduzindo um táxi, no Rio? Explico. Houve um tempo em que a desculpa dos petistas para todas as bobagens que eles próprios faziam colava. Ao menor sinal de contratempo, lá vinha uma dessas frases: “Foi o FHC que começou!”; “No governo FHC era pior”; “É herança maldita do FHC”.
Pois é… O tempo passou na janela, como diria o petista Chico Buarque, e só as Carolinas Vermelhas, e com os bolsos cheios de dinheiro roubado, não viram. Essa última parte, é certo, o Chico não diria. Não deu tempo de ler o noticiário lá em Paris.
Na primeira e desastrada entrevista que concedeu depois de um adorável silêncio de 60 dias, Dilma não teve dúvida: segundo disse — e é mentira! —, a corrupção na Petrobras começou no governo FHC. A ela, coitadinha!, teria cabido a tarefa de combater a roubalheira.
Não colou!
Não só não colou como a coisa caiu no ridículo. A Internet, especialmente as redes sociais, foi invadida por uma avalanche de memes ironizando a bobagem dita pela governanta. Há o do cachorrinho que faz lambança na casa, segurando na boca uma plaquinha: “Foi o FHC”. É a resposta que um garotinho dá ao pai ao levar uma bronca por ter feito xixi no tapete. Em outro, um tiranossauro rex lamenta, ao perceber que um meteoro gigante atingiu a Terra: “Porra, FHC!”. O mesmo FHC é detectado por um satélite russo pulando de paraquedas pouco antes de o segundo avião atingir as Torres Gêmeas.
Tiranossauro - FHC
cachorro culpa FHCIMG_2827IMG_2829Eis aí. Acabou a condescendência. Ninguém mais tem saco para aguentar os petistas e suas desculpas. A reputação do partido se esfarelou. Há um fastio crescente nas ruas, que não distingue mais classes sociais.
Comentava a questão ontem com a minha mulher, que disparou uma frase que me parece sintetizar admiravelmente o momento: “Pois é… Uma coisa era esse papo furado no auge daquele modelo que incentivava o consumo, outra, bem diferente, é tentar essa desculpa quando o quilo do músculo está a R$ 23”. Na mosca!
E olhem que sedizentes intelectuais como Marilena Chaui (que ocaso triste vive esta senhora!), Emir Sader e Leonardo Boff (o pensador que escreve livros sobre galinhas…) se esforçam: resolveram lançar em manifesto em defesa da Petrobras, como se a empresa estivesse sob ameaça. Quer dizer: está! Mas quem corrói seu patrimônio e sua reputação é a companheirada petista. Nada mais dá certo! Se o PT passar a defender a Lei da Gravidade, haverá uma onda de desconfiança sobre a efetividade da dita-cuja.
Até este que vos escreve virou meme. No Rio, em São Paulo e em toda parte, é você entrar no táxi, e o motorista senta a pua no PT, na Dilma, na companheirada… Aí um gaiato brincou: “Acho que o Reinaldo Azevedo anda a fazer a cabeça dos motoristas de táxi…”. E eu, que nem dirijo, apareço conduzindo um bólido, hehe…
É bem verdade que este blog e também o programa “Os Pingos nos Is”, que ancoro na Jovem Pan, fazem um sucesso danado entre os motoristas, os porteiros, os operários, os intelectuais de verdade (não entre as bruxas e suas vassouras teóricas), os empresários… O PT, finalmente, cumpre aquele que era um de seus anunciados propósitos: unir o Brasil! Os petistas estão unindo o Brasil contra o PT!
Texto publicado originalmente às 14h41 deste domingo
Por Reinaldo Azevedo -REV VEJA

domingo, 22 de fevereiro de 2015

EMPRESÁRIO DENUNCIA LULA E DILMA NA PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA


Quando a tucanada vai virar oposição de fato e de direito?


Está em curso no momento uma operação escandalosa de "salva-PT", de "salva-LuLLa", de "salva-Anta" e de "salva-Empreiteiros amigos", estes com potencial de estrago fabuloso do esquema montado pelo governo e o Partido-Quadrilha para se manter no poder.
Algumas Instituições, que deveriam se portar como Instituições de governo, estão sendo impiedosamente estupradas para serem postas como prostitutas de aluguel de uma organização criminosa, REINCIDENTE e TRAVESTIDA DE PARTIDO POLÍTICO, cujo único objetivo atual é o de esconder um roubo criminoso que levou nossa maior empresa à beira da falência geral.
AGU, TCU, PGR, CGU e Ministério da Justiça estão sendo usados de forma covarde e criminosa em favor de um governo, visto com um olhar de completo descrédito por mais da metade do Brasil.
A oposição saiu, desta eleição, com mais de 50 milhões de votos. Cumpre ressaltar que grande parte do eleitorado que entregou seus votos para a oposição não o fez pelo candidato que passou para o segundo turno, mas em repúdio ao que estava designado, desde o primeiro, a estar no segundo.
O que tem feito a oposição diante de tanta safadeza? Quase nada ou o que tem feito é, mais uma vez, mostrar a dubiedade e falta de estratégia que tem demonstrado nestes 12 anos de quadrilha no poder.
Querem um exemplo? (pode clicar na imagem para ampliar)
Nucleos-CPI-PetrolãoO Deputado Carlos Sampaio apresentou um organograma, com "núcleos identificados" na roubalheira da PTRROUBRAS. Ok. Tá tudo muito bonitinho. Cheio de corzinhas e legendas.
Pergunto: Para que serve isso? Rigorosamente nada. Burocracia boba que não tem, no momento, nenhuma utilidade.
O Deputado Carlos Sampaio é promotor de justiça por formação, conhece, ou deveria conhecer, os meandros da justiça, assim como os meios legais e fajutos, usados em sua burla.
Neste momento áreas relativas à formação do parlamentar estão sendo usadas de forma criminosa pelo governo e pelo PT. O "Dr Carlos Sampaio, PROMOTOR DE JUSTIÇA" deve, ou deveria conhecer, as formas legais de provocar estes vagabundos para que explicações sejam dadas. É função da oposição fiscalizar os atos de quem está no poder. Como maior partido de oposição a tucanada tem, diante de si, a função de EXERCER, EM SUA PLENITUDE, o direito adquirido nas urnas, de ser OPOSIÇÃO. Convenhamos, perder tempo com organogramas infantis levará nada a lugar algum. Até por que, soa mais como precipitação. Muita coisa ainda vai sair da Lava-jato. Pode, por exemplo, surgir nomes da oposição que também receberam verbas de campanha das mesmas empresas que roubaram a PTRROUBRÁS (o que efetivamente aconteceu) e doaram para o partido-Quadrilha de LuLLa. Mas também pode, tendo sucesso a atuação destes vagabundos, sair algo que acabe por livrar todo mundo da cana dura. Será por isso que a tucana anda de corpo meio molenga? Será por que UTC, Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Correa, enfiadas na lama da Lava-jato, também encheram as burras do Salvador da Pátria com doações milionárias que podem ou não, também ter saído da PTRROUBRÁS?
A Operação Lava-jato está abarrotada de provas dos mais diversos tipos. E elas ainda não foram colocadas diante dos olhos do distinto público. Paciência e inteligência neste momento, para começar a agir POLITICAMENTE, não fariam mal à oposição.
Mais um exemplo?
O TCU montou,a toque de Caixa, uma lambança que pode por em risco o sistema de delações premiadas, com o intuito de aliviar a barra de empreiteiros que se mostram dispostos a por a boca no trombone. Uma parte do Ministério Público recorreu da lambança. E a oposição, leia-se Tucanos, o que fez? Nada. Coube ao minúsculo PPS, leia-se Raul Jungmann a iniciativa de barrar a porcaria feita pelo aparelhado TCU, cujo presidente anda às voltas com seu filhinho problemático.
Mais outro?
O porquinho lambão Cardoso colocou o Ministério da Justiça à serviço do Partido-Quadrilha de LuLLa, numa criminosa operação abafa bandidos, que foi denunciada pela Revista Veja. O que fez a tal oposição, leia-se mais uma vez Tucanos? Nada.
Coube mais uma vez ao PPS, através do deputado Rúbens Bueno, a iniciativa de azucrinar os chifres deste lambão suíno, denunciando o cretino na Comissão de Ética da Presidência da República (não vai servir para nada, mas perturba), ameaça de convocação pela CPI e por Comissões e também querem levar o porquinho para alguma Comissão no Senado e na CPI.
Querem mais outro?
A Revista Veja desta semana traz uma bomba de zilhões de megaton que se chama Ricardo Pessoa. Alguém ligado à ele fez chegar na Revista um pequeno tira-gosto do muito que ele pode revelar. Ricardo Pessoa não pode falar por estar preso, mas demonstrou que tem emissários, por que a oposição, leia-se PSDB, não corre atrás destes emissários de Pessoa e procura saber mais novidades?
Na reportagem de Veja fica clara a ameaça de Pessoa em enfiar na lama da roubalheira da PTRROUBRÁS a dona Dilma e seu "ômi", o Cafajeste do Palanque. Ele disse até valores que foram repassados para as campanhas da dona Dilma e de outros safados, por ele arrolados como testemunhas. Por que não tentar conseguir, com os emissários de Pessoa, uma miserável prova de que isto aconteceu, sendo certo que ele as tem?
Por que a oposição, mesmo diante das denúncias de Pessoa, que envolvem diretamente LuLLa, o safado brasileiro, e dona Dilma, a mentirosa de plantão, saiu apressada a dizer que não acredita ser necessária a convocação de LuLLa na CPI?
Posso fazer deste texto uma Bíblia com milhares de parágrafos expondo as mazelas de uma oposição de merda que perde tempo caro em "organogramazinhos" que de nada servem.
Estamos diante de mais um crime quase hediondo. O uso criminoso de INSTITUIÇÕES DE GOVERNO, sendo usadas como aparato para proteger bandidos que assaltaram a Petrobrás e o bolso de todos nós e para esconder a reincidência de um Partido, que deveria ser político, mas que opta por ser uma quadrilha organizada, reincidente e que usa o poder para roubar, transformar Instituições da República como prostitutas de aluguel e usar o governo, que deveria ser de todos os brasileiros, para esconder sua atuação criminosa.

Vamos pensar, Pessoa?

Ricardo Pessoa, UTC, está doido para destampar a latrina petralha.
O PGR Janot se faz de mouco.
Para que Pessoa possa refletir:
Katia Rabello, Banco Rural, ficou quieta no Mensalão do LuLLa.
Resultado: 16 anos + 8 meses de cadeia.
Marcos Valério perdeu a chance de fazer delação premiada e enfiou a língua no rabo. Quando quis falar, já era tarde.
Resultado: 40 anos de xilindró.
Ramon Hollerbach, Sócio de Marcos Valério, outro que enfiou a língua no fuleco.
Resultado: 29 anos, 7 meses e 20 dias.
Cristiano Paes, também sócio de Valério que ficou quietinho.
Resultado: 25 anos, 11 meses e 20 dias.
José Roberto Salgado, vice-presidente do Banco Rural de Kátia Rabello.
Resultado: 16 anos e 8 meses.
Vinícius Samarane, também ex-vice do Rural de Kátia Rabello.
Resultado: 8 anos, 9 meses e 11 dias.
TODOS EM REGIME FECHADO. TODOS CONTINUAM PRESOS.
Todos os outros, que prometeram ajudar os condenados acima, estão soltos. Em suas mansões. Alguns até participaram do MENSALÃO DA DILMA que assaltou a Petrobrás.
Então, senhor Ricardo Pessoa, vai acreditar nessa gente?
DO GENTE DECENTE

sábado, 21 de fevereiro de 2015

DEPUTADO AFIRMA QUE LULA NÃO E SEUS SEQUAZES DA PETROBRAS NÃO PODEM PERMANECER SOLTOS PORQUE ESTÃO ATRAPALHANDO A INVESTIGAÇÃO DO PETROLÃO

O empreiteiro baiano Ricardo Pessoa, o novo homem-bomba do petrolão.
Partidos de oposição defenderam neste sábado que a futura CPI da Petrobras convoque o presidente da UTC Engenharia Ricardo Pessoa para que ele preste depoimento e esclareça como a empreiteira utilizou dinheiro de propina em contratos com a Petrobras para abastecer o caixa do PT, irrigar campanhas políticas na Bahia e ainda pagar despesas pessoais do ex-ministro mensaleiro José Dirceu. Reportagem de VEJA que chega às bancas neste fim de semana informa que Ricardo Pessoa, preso na Operação Lava Jato, fez chegar um resumo à revista do que ele pode revelar às autoridades caso feche um acordo de delação premiada. 
Entre as informações do empreiteiro, que é amigo próximo do ex-presidente Lula, está a confirmação de que o PT recebeu 30 milhões de reais de propina por meio de doações eleitorais, que as campanhas dos petistas Jaques Wagner e Rui Costa ao governo da Bahia foram financiadas com recursos do escândalo do petrolão, que colocou 10 milhões de reais na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff e que mais de 2 milhões de reais em dinheiro sujo foram repassados ao ex-ministro José Dirceu para que ele pagasse despesas pessoais.
E mais: as pressões para que o empresário não colabore com a Justiça — e consequentemente implique o alto escalão petista, incluindo o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff — partiram, segundo os advogados de Pessoa, do próprio ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Na última semana, VEJA havia informado que Cardozo recebeu defensores do empreiteiro para pressioná-lo a não aceitar um acordo de delação e informou a eles que a Operação Lava Jato, que jogou luz no maior escândalo político de que se tem notícia, sofreria uma reviravolta depois do Carnaval. José Eduardo Cardozo nega que tenha discutido os rumos da Lava Jato com os advogados e disse neste sábado, em nota, que vai processar civil e criminalmente as pessoas que têm atuado como interlocutoras do empreiteiro Ricardo Pessoa.
“O Ministério Público sabe que tem que denunciar todas essas pessoas. E isso inclui o governador da Bahia, Rui Costa, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, o ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli, o ex-presidente Lula e a presidente Dilma”, disse ao site de VEJA o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). “Não dá pra ficar com o sentimento de que quem vai para a cadeia são os achacados e nunca os achacadores. O ex-presidente Lula estabeleceu no governo dele um esquema de que só trabalhava [na Petrobras] quem pagava. Para ser empreiteiro no Brasil tinha que pagar propina para Lula”, acusa o parlamentar.
Para Aleluia, o Ministério Público deveria pedir a prisão preventiva de autoridades que, segundo ele, estão interferindo nas investigações sobre a Operação Lava Jato. “Quem com porcos se mistura farelo come. E Lula criou um chiqueiro na Petrobras. Por isso, não tem cabimento estarem soltos o ex-diretor Renato Duque, o tesoureiro João Vaccari Neto e o próprio Lula. Eles estão atrapalhando a investigação”, disse. Leia MAIS
DO ALUIZIOAMORIM

1 milhão confirmam presença em atos pelo impeachment de Dilma


Cinquenta dias depois de começar o segundo mandato, a  presidente Dilma Rousseff enfrenta uma onda pró-impeachment na internet. A consultoria Bites encontrou no Facebook 37 manifestações pela interrupção do mandato de Dilma, todas marcadas para o fatídico 15 de março. Mais de 1 milhão de pessoas confirmaram presença. A Bites checou seus perfis para evitar dupla contagem. Leia aqui DO MOVCC

PT e CNBB: 35 anos de união estável. E diabólica.

A CNBB é dominada pela banda podre da Igreja católica, que namora com as ditaduras e o marxismo de orelha. Não à toa, está unida ao lulopetismo desde a origem do Partido Totalitário. Farinha do mesmo saco sujo. A propósito, segue texto de Percival Puggina:
Existem partidos políticos que se especializam em xingamentos. Chutam adversários sem dó nem piedade da canela para cima e da canela para baixo. São indulgentes apenas consigo mesmos. Afagam seus malfeitores e não há culpas que os leve a pedir desculpas. Na maioria, são pequenos partidos radicais, com militantes e dirigentes mal educados, rancorosos, socialmente desajustados. Há, no entanto, um grande partido que corresponde perfeitamente a essa descrição. Com tais métodos, chegou ao poder e governa o país há 12 anos (isso se não contarmos os últimos quatro de FHC durante os quais o PT influenciou fortemente decisões do governo). Pois bem, observe as pautas petistas, suas reivindicações e as postulações dos grupos sociais que o partido comanda no estalar dos dedos e ao megafone. Examine a essência da ideologia da legenda nos textos que produz, no conteúdo de seus sites e nas resoluções de seus congressos. Procure identificar o rumo perseguido pelas proposições legislativas dos parlamentares do partido. Vejam com que tipo de governos e regimes se relacionam. Siga por essas trilhas e perceberá que o PT mantém com a Igreja Católica (que não se confunde com a CNBB) e com sua doutrina religiosa e moral uma relação de irredutível divergência e animosidade. A distância que separa o petismo da Igreja é intransponível. No entanto... no entanto..., o Partido dos Trabalhadores e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, há 35 anos, vivem em união estável, garantidora não apenas de direitos, mas de afetos, regalias e privilégios. Todas as pastorais ditas sociais da CNBB trabalham ombro a ombro com o partido, de modo militante e diligente. Ao longo dos anos, quando o PT era oposição, os documentos da Conferência que tratavam de questões políticas e sociais atacavam os governos reproduzindo fielmente o discurso petista. O idioma era e prossegue sendo petista. Estridentes sutilezas que muitas vezes denunciei! Nas reuniões de pastoral a que compareci, regional e nacionalmente nos anos 80, falava-se muito mais de Lula e PT do que de Jesus Cristo e Igreja. Quando o PT chegou ao governo, esse mesmo Lula que os amigos leitores conhecem tão bem quanto eu, era apreciado pelos operadores da CNBB como um anjo do Senhor caído em Garanhuns por descuido dos principados celestes. Passaram-se 12 anos e as coisas estão como se sabe. A última eleição transcorreu como se viu. A presidente enganou o eleitorado tanto quanto se assistiu. O partido e seus associados afundaram lá onde o olfato acusa. E a CNBB, na obscura alvorada do segundo mandato de Dilma, inicia a Campanha da Fraternidade de 2015 falando em Igreja e Sociedade, com destaque para os temas da corrupção e Reforma Política. Ótimo, mas, corrupção de quem, senhores bispos? Nem um pio. Corrupção com sujeitos ocultos, em instâncias não sabidas, a sotto voce como diria o maestro Ricardo Muti. Corrupção tão impessoal e neutra quanto a voz passiva. A mesma instituição, primeiro atribuía a corrupção à infidelidade partidária e se empenhou nisso como se fosse a salvação da moralidade pública. Em seguida, mobilizou céus e terras por uma lei da ficha limpa (tremendo sucesso, não?). Agora, sem culpados nem fatos a discernir, e sem credenciais que a qualifiquem para propor temas de Direito Constitucional, Teoria do Estado e Sistemas Eleitorais, joga sobre a falta de uma reforma política a causa essencial das venalidades nacionais. Para extingui-la, põe na mesa uma proposta de reforma política e um oneroso plebiscito que são muito parecidos, mas muito mesmo, com o que o PT tirou da manga em 2013. E, por isso, tem total apoio desse partido. Resumo da mensagem para o mau entendedor: temos corrupção porque a reforma política, apesar dos esforços petistas, não sai do papel. Assim, os corruptos e suas legendas emergem das barras dos tribunais e das delações premiadas e vão comandar o pretendido plebiscito sobre reforma política, numa espécie de Teoria Geral da Corrupção. Certamente eu também quero uma reforma política. Mas ela nunca será como proponham a CNBB, a OAB e o PT, porque, no fundo, politicamente, é tudo a mesma coisa. DO ORLANDOTAMBOSI

Que se feche o PT: revelações de empreiteiro demolem Lula, Dilma, Dirceu, Cardozo, Wagner, Delúbio, Gabrielli…

Felipe Moura Brasil - Veja.com 
O engenheiro baiano Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC e coordenador do cartel de empreiteiras no esquema de corrupção da Petrobras, fez chegar à VEJA um resumo do que está pronto a revelar à Justiça caso seu pedido de delação premiada seja aceito:
1) O esquema organizado de cobrança de propina na Petrobras foi montado em 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, então amigo do empreiteiro. O operador era o tesoureiro do PT Delúbio Soares, réu do mensalão.
2) A UTC financiou clandestinamente as campanhas do hoje ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao governo da Bahia em 2006 e 2010. A campanha de Rui Costa, em 2014, também foi financiada com dinheiro desviado da Petrobras.
3) A empreiteira ajudou o ex-ministro e mensaleiro petista José Dirceu a pagar despesas pessoais a partir de simulação de contratos de consultoria. Dirceu recebeu 2,3 milhões de reais da UTC somente porque o PT mandou.
4) O presidente petista da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sempre soube de tudo.
5) Em 2014, a campanha de Dilma Rousseff e o PT receberam da empreiteira 30 milhões de reais desviados da Petrobras.
Ricardo Pessoa pode demonstrar que esse dinheiro saiu ilegalmente da estatal, através de contratos superfaturados, e testemunhar que o partido conhecia a origem ilícita. Também pode contar que o esquema de propinas foi montado pelo PT com o objetivo declarado de financiar suas campanhas eleitorais.
O presidente do BNDES (mantido no cargo), Luciano Coutinho, avisou Pessoa que o tesoureiro de Dilma, Edinho Silva, o procuraria para pedir dinheiro, conforme VEJA revelou três semanas atrás. Pessoa confirma que deu mais 3,5 milhões de reais à campanha presidencial petista após ser procurado por Edinho e a revista acrescenta agora que a conversa entre eles teve duas testemunhas.
6) O suposto ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ciente de que Pessoa estava prestes a denunciar Lula, Dilma e Dirceu, procurou os advogados do empreiteiro, e o acordo de delação premiada que ele negociava com os procuradores da Operação Lava Jato foi suspenso.
Ao contrário do que pregam OAB, Kennedy Alencar, Ricardo Noblat e o próprio ministro, as reuniões secretas não partiram dos advogados, mas sim de Cardozo, disposto a cometer qualquer tipo de abuso para obstruir o inquérito.
Em suma: se Ricardo Pessoa, em vez de ceder à pressão petista, denunciar à Lava Jato toda essa máfia infiltrada na máquina pública, e se os investigadores conseguirem demonstrar item por item, então o impeachment de Dilma na base legal do artigo 85, inciso 5, ou a cassação de seu mandato na da lei federal nº 9.504 são muito pouco para o bem do Brasil: o PT tem de ser extinto e os mandantes do esquema têm de apodrecer atrás das grades.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O palavrório de Dilma sobre o Petrolão avisa que o estoque de vigarices chegou ao fim

A interrupção do surto de mudez teria sido menos desastrosa se a presidente resolvesse desviar milhões de olhares concentrados na roubalheira do Petrolão recorrendo a qualquer das seis ideias de jerico arroladas na enquete da vez. Caso anunciasse o início das obras da Transposição das Águas do Rio Amazonas, por exemplo, Dilma Rousseff teria demonstrado que a inventividade dos consultores Lula e João Santana ainda dá para o gasto.
Mesmo a promessa de construir 6 milhões de creches até 2018 pareceria menos absurda que a mágica de picadeiro reapresentada na abjeta entrevista desta sexta-feira: culpar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pela transformação da Petrobras numa usina de ladroagens a serviço dos governos lulopetistas, operada pelo partido que virou bando, pela base alugada e por gatunos de estimação disfarçados de empresários ou executivos.
Há dois dias, sob o título “Lula pariu a primeira ideia para adiar o desabamento do poste de terninho”, a coluna publicou a charge do Alpino em que o padrinho sopra a sugestão à afilhada: “Que tal a gente botar a culpa no governo anterior?” Nesta tarde, a tentativa de incluir o Petrolão na “herança maldita de FHC” inventada pelos farsantes no poder transformou em furo de reportagem o post sarcástico reproduzido abaixo. E confirmou que o estoque de vigarices chegou ao fim.
Como sabem até os índios das tribos isoladas, os bebês de colo e os napoleões-de-hospício, o maior esquema corrupto de todos os tempos é uma realização dos governos Lula e Dilma. Da produção à distribuição, da montagem do roteiro à escolha do elenco, da direção à maquiagem, do cálculos das comissões e propinas ao recrutamento dos figurantes, tudo no Petrolão tem as digitais do PT e seus comparsas. O mais ruinoso faroeste brasileiro será o mais revelador documentário sobre a era em que o país foi dominado pelo grande clube dos cafajestes.
O truque da ilusionista aprendiz é destroçado pelo que se lê no site de VEJA, começando pela vigorosa réplica de FHC. Dilma jamais perde a oportunidade de desferir um tiro no próprio pé, mas poucas vezes os estragos foram tantos. Ao amparar-se no depoimento de Pedro Barusco para atirar em Fernando Henrique, por exemplo, a bucaneira sem mira nem bala chancelou todas as revelações feitas pelo ex-gerente executivo da Petrobras. Entre outras safadezas colossais, Barusco  que confessou ter abastecido os cofres do PT com 200 milhões de reais desviados da estatal.
Tudo somado, o palavrório de Dilma só serviu para atestar que, depois de mais de 12 anos de tapeação, os farsantes no poder se enfurnaram no que é mais que um beco sem saída. É a trilha que termina no penhasco.
1f140a20-b129-11e4-8bb2-d31c62e10c65_10-02-2015-460x328
DO A.NUNES

FHC BATE DURO: Dilma usa tática de quem rouba — e depois grita “pega ladrão”

Fernando Henrique: (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)
O ex-presidente Fernando Henrique: “Uma vez que a própria presidente entrou na campanha de propaganda defensiva, aceitando tática infamante (…), sou forçado a reagir”  (Foto: Wilton Junior/Agência Estado)
O ex-presidente respondeu às declarações da chefe do governo, que culpou a gestão do presidente de honra do PSDB por não ter iniciado uma investigação sobre desvios na Petrobras. FHC diz que a roubalheira do petrolão é um “processo sistemático” que envolve os governos Dilma e Lula
De VEJA.com
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso respondeu nesta sexta-feira às declarações da presidente Dilma Rousseff, que lançou mão da velha tática petista e culpou o governo FHC por não ter iniciado uma investigação sobre os desvios na Petrobras na década de 1990.
Em nota, o ex-presidente afirma que Dilma aceitou “a tática infamante da velha anedota do pungista que mete a mão no bolso da vítima, rouba e sai gritando ‘pega ladrão’”.
FHC salientou o fato de Dilma tratar do trecho da delação premiada em que o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco afirma que começou a receber propina da empresa holandesa SBM offshore em 1997, mas ignorar as demais revelações feitas por ele.
“O delator a quem a presidente se referiu foi explícito em suas declarações à Justiça. Disse que a propina recebida antes de 2004 foi obtida em acordo direto entre ele e seu corruptor. Somente a partir do governo Lula a corrupção, diz ele, se tornou sistemática”, afirmou.
E questiona: “Como alguém sério pode responsabilizar meu governo pela conduta imprópria individual de um funcionário se nenhuma denúncia foi feita na época?”.
Ainda segundo o ex-presidente, o petrolão não é caracterizado por desvios de conduta individuais de funcionários da Petrobras – nem são os empregados, em sua maioria, os responsáveis.
“Trata-se de um processo sistemático que envolve os governos da presidente Dilma e do ex- presidente Lula. Foram eles ou seus representantes na Petrobras que nomearam os diretores da empresa ora acusados de, em conluio com empreiteiras e, no caso do PT, com o tesoureiro do partido, de desviar recursos em benefício próprio ou para cofres partidários”.
O ex-presidente encerra a nota recomendando mais cuidado a Dilma diante dos fatos. “Em vez de tentar encobrir suas responsabilidades, jogando-as sobre mim, que nada tenho a ver com o caso, ela deveria fazer um exame de consciência”, afirma.
Ao tratar da delação de Barusco, a presidente se calou sobre a mais grave informação prestada pelo delator: a de que o tesoureiro do PT João Vaccari Neto recebeu até 200 milhões de dólares em propina do escândalo do petrolão.
EIS A ÍNTEGRA DA DECLARAÇÃO PUBLICADA POR FHC EM SUA PÁGINA NO FACEBOOK
“Até agora, salvo lamentar o caráter de tsunami que a corrupção tomou no caso do “Petrolão”, não adiantei opiniões sobre culpados ou responsáveis, à espera do resultado das investigações e do pronunciamento da Justiça.
“Uma vez que a própria Presidente entrou na campanha de propaganda defensiva, aceitando a tática infamante da velha anedota do punguista que mete a mão no bolso da vítima, rouba e sai gritando “pega ladrão”!”, sou forçado a reagir.
“1. O delator a quem a Presidente se referiu foi explícito em suas declarações à Justiça. Disse que a propina recebida antes de 2004 foi obtida em acordo direto entre ele e seu corruptor; somente a partir do governo Lula a corrupção, diz ele, se tornou sistemática. Como alguém sério pode responsabilizar meu governo pela conduta imprópria individual de um funcionário se nenhuma denúncia foi feita na época?
“2. Do mesmo modo, a delação do empreiteiro da Setal Engenharia reafirma que o cartel só se efetivou a partir do governo Lula.
“3. No caso do “Petrolão” não se trata de desvios de conduta individuais de funcionários da Petrobras, nem são eles, empregados, em sua maioria, os responsáveis. Trata-se de um processo sistemático que envolve os governos da Presidente Dilma (que ademais foi presidente do Conselho de Administração da empresa e Ministra de Minas e Energia) e do ex- presidente Lula. Foram eles ou seus representantes na Petrobras que nomearam os diretores da empresa ora acusados de, em conluio com empreiteiras e, no caso do PT, com o tesoureiro do partido, de desviar recursos em benefício próprio ou para cofres partidários.
“4. Diante disso, a Excelentíssima Presidente da Republica deveria ter mais cuidado. Em vez de tentar encobrir suas responsabilidades, jogando-as sobre mim, que nada tenho a ver com o caso, ela deveria fazer um exame de consciência. Poderia começar reconhecendo que foi no mínimo descuidada ao aprovar a compra da refinaria de Pasadena e aguardar com maior serenidade que se apurem as acusações que pesam sobre o seu governo e de seu antecessor”.
Fernando Henrique Cardoso
Ex-presidente da República”
DO R.SETTI


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

PPS quer anular ato que inclui TCU na negociação dos acordos de ‘leniência’


Vice-líder da oposição na Câmara, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) protocolará nesta quinta-feira (19) um projeto de decreto legislativo para tentar anular a resolução 74/2015 editada pelo Tribunal de Contas da União há uma semana. Regula a participação do TCU na negociação e na celebração de acordos de leniência entre empresas acusadas de corrupção e a União.
O texto da resolução foi negociado com o governo. Na prática, transforma o TCU em avalista de acordos que ele deveria fiscalizar em nome do Congresso, o Poder ao qual está constitucionalmente vinculado. Tudo isso num instante em que a Controladoria-Geral da União negocia com empreiteiras pilhadas na Operação Lava Jato a troca da confissão de crimes e do pagamento de multas pela possibilidade de se livrar da inscrição no cadastro de empresas inidôneas e poder continuar celebrando contratos com o governo e suas empresas estatais como se nada tivesse ocorrido.
Jungmann declarou-se “impressionado” com a rapidez do TCU. Segundo o deputado, a instrução normativa veio à luz em menos de quatro horas, entre a manhã e o início da tarde do dia 11 de fevereiro. “Isso deveria ter sido objeto de ampla discussão, de audiência pública'', afirma o deputado. “O TCU, que não faz parte do sistema que acompanha os acordos de leniência, vai agora tomar parte do processo.”
O deputado acrescentou: “A gravidade é que o TCU, que deveria ser órgão de controle externo dos acordos de leniência da Operação Lava Jato, irá se envolver com a CGU em tomadas de decisões  que serão sigilosas.” Decisões como a avaliação da serventia dos dados delatados e o valor das multas a serem pagas pelas empresas corruptoras.
Além articular a votação do seu projeto de decreto legislativo no plenário da Câmara, Jungmann vai requerer a convocação do presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e do ministro-chefe da Advocacia Geral da União, Luís Inácio Adams. Quer que a dupla explique numa audiência pública o porquê de tanta pressa para aprovar a resolução. Segundo o deputado, o advogado-geral chegou a fazer “campanha” entre os ministros do TCU para que aprovassem o documento. DO JDESOUZA

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A corda do impeachment ronda o pescoço de Dilma

Do ponto de vista jurídico, Dilma dificilmente escapará do crime de responsabilidade em relação ao petrolão. "Seu corolário político, como se sabe, é o processo de impeachment, com eventual perda de mandato", escreve Carlos Alberto di Franco no Estadão: Com atraso de dois meses, a Petrobrás divulgou seu balanço financeiro do terceiro trimestre de 2014, mas sem incluir o valor desviado pela corrupção. Pelo que se divulgou até agora, o buraco aberto na empresa pela gestão petista é assustador: uma conta de R$ 61,4 bilhões A perda foi determinada a partir da análise de 52 empreendimentos em que se envolveram empresas citadas na Operação Lava Jato. Juntos equivalem a cerca de um terço dos ativos da estatal. Em 31 deles o prejuízo é de R$ 88,6 bilhões; nos outros 21 haveria ganho de R$ 27,2 bilhões. É um caso emblemático de incompetência, má-fé e dilapidação do patrimônio público. O governo do PT, principal responsável pelo escândalo da Petrobrás, tenta manter a estratégia da vala comum: sempre foi assim, todos roubam. Não é verdade. O chamado petrolão é um esquema criminoso e capilar que só tem uma vítima, o cidadão brasileiro, e muitos culpados: os agentes políticos a serviço do governo do PT e de seus aliados, os operadores de dentro e de fora da Petrobrás e as empresas que se uniram em cartel com o propósito de abocanhar contratos. Quando toda a verdade vier à tona, e o que já se comprovou é contundente, a punição dos culpados é inescapável. A presidente da República, do ponto de vista estritamente jurídico, dificilmente escapará do crime de responsabilidade. Seu corolário político, como se sabe, é o processo de impeachment, com eventual perda de mandato. Os fabulosos desvios de recursos da Petrobrás, em atos fraudulentos, reconhecidos pela Presidência da República, confessados pela diretoria da Petrobrás e por pessoas que atuaram como intermediários nos desvios e que levaram à prisão para investigação considerável número de pessoas vinculadas ao Estado, à estatal e ao setor privado, são uma realidade comprovada. Tudo ocorreu nas gestões do presidente Lula e da atual presidente da República. No mandato de Lula, Dilma Rousseff era presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, que, por força da Lei das Sociedades Anônimas, tem responsabilidade direta pelos prejuízos causados à estatal. Depois de tudo o que foi denunciado e comprovado (basta pensar na compra da refinaria de Pasadena), é difícil de fugir do crime de responsabilidade culposa contra a probidade administrativa, pois quem tinha a responsabilidade legal e estatutária de administrar a empresa deixou de fazê-lo. Mas o desmando, creio, contaminou o mandato da atual presidente da República. A manutenção de Graça Foster no cargo de presidente da Petrobrás mesmo tendo ela sido alertada, segundo a imprensa, dos potenciais desvios, sem fazer nada para impedi-los, mostra uma continuidade da omissão de Dilma. Há, sem dúvida, um crime continuado da mesma gestora da coisa pública, quer como presidente do conselho da Petrobrás, quer como presidente da República, ao ficar inerte e manter os mesmos administradores da empresa. A substituição de Graça Foster, embora necessária, foi decidida na 25.ª hora. A possibilidade do processo de impedimento da presidente Dilma é real e concreta. Sua sustentação jurídica, a meu ver, é bastante clara. A decisão, no entanto, cabe aos parlamentares. Trata-se de providência constitucional, mas marcadamente política. É sempre um remédio traumático, embora legal e democrático. O isolamento político e a solidão da presidente da República, algo semelhante ao que aconteceu com Fernando Collor, conspiram a favor dessa hipótese. A estrondosa derrota de Dilma na disputa pela presidência da Câmara, não obstante o rolo compressor e as chantagens políticas do governo, é um exemplo do abismo que separa Dilma Rousseff dos congressistas. E é aí que mora o perigo. A crise econômica, gravíssima, demanda um governo com competência, autoridade moral e capacidade política. Estou convencido da honestidade pessoal da presidente da República. Como governante, no entanto, Dilma Rousseff foi flagrantemente omissa e incompetente num caso paradigmático de desvio de dinheiro público. Além disso, seu temperamento autoritário e arrogante, frequentemente de costas para a realidade que grita na força dos números e dos indicadores, a torna inviável como fiadora das mudanças de que o Brasil necessita. O período difícil que estamos vivendo não é apenas resultado de fatores externos. A turbulência que sacode o Brasil, fustiga os mais pobres, compromete sonhos e projetos tem as impressões digitais da presidente Dilma. Quando a maré era favorável, perdemos todas as oportunidades. O governo flerta com os parceiros bolivarianos. Seu modelo é a combalida Argentina e a agonizante economia venezuelana. Sua meta é o socialismo autoritário. O brasileiro não comunga tal ideário. Quer justiça e aplaudiu as políticas sociais do ex-presidente Lula, um pragmático que sabia das coisas. Quer democracia real, não um país sem cor e sem matiz, alinhado ideologicamente. Quer liberdade de imprensa e de expressão. O brasileiro tem DNA de bandeirante. É empreendedor. Não quer um Estado tutor e inibidor da iniciativa. O brasileiro quer ética, transparência e espírito público. A corrupção lancetada pelo bisturi do Judiciário, tão bem representado pelo juiz Sergio Moro, pelo excelente trabalho da Polícia Federal, pelo empenho do Ministério Público e pela força do jornalismo independente (que querem controlar sob o falso pretexto da democratização da comunicação), está perdendo o jogo. O Brasil não será o mesmo depois da Operação Lava Jato. Seria importante que a presidente Dilma se desse conta da profunda mudança cultural que está em gestação no Brasil. E que governasse sem as algemas de uma ideologia ultrapassada, mentirosa e injusta. Se não o fizer, será engolida pelas consequências dos seus próprios erros. DO ORLANDOTAMBOSI

Ministro mente, ao alegar que a lei o obriga a receber advogados

No desespero, ministro Cardozo “inventa” uma lei inexistente
Gabriel Mascarenhas
Folha
A agenda divulgada pelo Ministério da Justiça em seu portal na internet omite boa parte dos compromissos oficiais do ministro José Eduardo Cardozo, de acordo com levantamento feito pela Folha.
Nos últimos dias, após virar alvo de críticas com a revelação de que se encontrou com advogados de empreiteiras sob investigação da Operação Lava Jato, Cardozo disse que não agiu errado e que todos os seus compromissos são divulgados na internet.
Mas o levantamento da Folha mostra que sua agenda não informa quais foram suas atividades em 80 dos 217 dias de trabalho que ele teve desde a deflagração da Operação Lava Jato pela Polícia Federal, em 17 de março de 2014. Nesses 80 dias, não é possível saber onde o ministro esteve, nem se houve reuniões durante o expediente.
Na sexta-feira, quando os encontros de Cardozo com advogados das empreiteiras provocaram questionamentos, sua assessoria informou que audiências desse tipo são registradas na agenda oficial. Mas o levantamento da Folha mostra que apenas três encontros com advogados foram registrados desde março do ano passado. O mais recente ocorreu no dia 5 deste mês, quando Cardozo recebeu em seu gabinete três advogados que defendem a Odebrecht, segundo o jornal O Globo.



Além deles, a agenda mostra que foram ao gabinete de Cardozo duas advogadas, em dias diferentes do mês de julho. Nenhuma delas, porém, defende personagens ou empresas envolvidas no esquema de corrupção descoberto na Petrobras pela Lava Jato.
LEI GARANTIRIA…
O ministro, a quem a Polícia Federal é subordinada, diz que a lei garante a advogados o direito de ser recebido por autoridades públicas.
A Folha informou que Cardozo teve neste ano pelo menos três conversas com advogados de empreiteiras sob investigação, entre elas a UTC e a Camargo Corrêa. Elas não constam da agenda oficial.
Com relação aos 80 dias em que não existe registro das atividades de Cardozo, sua assessoria disse que houve “problemas no sistema de TI (Tecnologia da Informação)”.
A assessoria afirmou que na maior parte desses dias Cardozo estava em despachos no gabinete ou em reuniões internas que sofreram alterações de horários. Segundo a assessoria, o encontro com advogados da Odebrecht foi o único em que o ministro tratou da Operação Lava Jato.
###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O ministro da Justiça deveria ser um cultor das leis, jamais um inventor de leis. A reportagem da Folha afirma que Cardozo “diz que a lei garante a advogados o direito de ser recebido por autoridades públicas”. Esta lei não existe. Os advogados só têm hipoteticamente direito de serem recebidos pelos magistrados, não pelas autoridades públicas em geral. E nem todo magistrado cumpre a Lei Orgânica da Magistratura e aceita receber advogados. Esta é a realidade deste país, que tem três Poderes apodrecidos. (C.N.) DO TRIBUNADAINTERNET