PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
Decreto
do governo condiciona nova liberação de emendas a alteração na LDO. Mudança garantirá R$ 748 mil para
cada um dos 594 parlamentares.
Às vésperas da votação da proposta que muda a meta fiscal de 2014, o
governo editou decreto condicionando uma nova liberação de R$ 444,7
milhões para as emendas individuais à aprovação da proposta que muda ameta
fiscal de 2014. O decreto da presidente Dilma Rousseff amplia em R$ 10,032
bilhões os gastos de toda a máquina pública este ano, sendo uma
cota diretamente destinada aos parlamentares.
Os R$ 444,7 milhões garantirão uma fatia de R$ 748 mil para cada um dos
594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores).
No ano, os parlamentares terão R$ 6,9 bilhões para a totalidade das emendas
individuais, sendo que cada um fechará 2014 com uma cota de R$ 11,6
milhões
A imprensa portuguesa batizou de Artista dos Azulejos o anônimo
amante da verdade que, com duas obras, subverteu radicalmente as regras
que orientam a denominação de lugares públicos. Tradicionalmente, a
inscrição numa placa de metal mostra uma data histórica ou o nome de
algum morto ilustre e recente, incluindo eventualmente a atividade
profissional em que se destacou.
As imagens acima comprovam que o misterioso rebelde lusitano não
simpatiza com farisaísmos. Ele prefere montar paineis com azulejos
decorados com motivos típicos em azul e amarelo. Em vez de gente que se
foi, prefere pais-da-pátria que continuam por aqui, vivos até demais. E
sempre constrange o alvejado pela homenagem com um prontuário resumido
em substantivos que rimam com casos de polícia.
Em outubro de 2011, ele surpreendeu os moradores do Porto com o
trabalho que fez o Largo de Mompilher virar “Eng. José Sócrates”, o
chefe de governo que acabara de deixar o poder. O painel com seis
azulejos qualificou Sócrates de “Mentiroso, Corrupto, Incompetente, Primeiro-ministro de Portugal 2005-2011”.
O que parecia ofensa ficou com cara de profecia: preso há uma semana,
Sócrates é acusado de fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro.
(O ex-primeiro-ministro vai continuar na gaiola até encontrar
explicações convincentes para os muitos milhões de euros que andou
embolsando. E o destino impediu que fosse consolado pela visita dos três
parceiros que promoveu a amigos do peito. O venezuelano Hugo Chávez só
tem aparecido neste mundo em forma de passarinho. O líbio Muammar
Khadafi, nem isso. E o brasileiro Lula tem problemas demais em casa para
tratar de aflições alheias).
Em janeiro de 2012, pouco depois da estreia no Porto, o segundo
ataque clandestino surpreendeu os moradores de Oeiras, vila situada nos
arredores de Lisboa. Dois azulejos bastaram para transformar a Rua 7 de
Junho de 1759 em Rua Isaltino Morais, o presidente da Câmara de Oeiras.
Condenado a uma temporada na cadeia, Isaltino continuava em liberdade.
Uma situação intolerável, garantiram as três palavras que ergueram um
monumento à objetividade entre parênteses: “corrupto, criminoso e político“.
Até um guido mantega é capaz de adivinhar que, daqui a alguns anos,
ruas, avenidas, praças e mesmo rodovias estarão ostentando placas em
louvor aos incontáveis delinquentes que espancam o Código Penal
disfarçados de servidores da nação. É preciso convocar de novo o timaço
de comentaristas: mirem-se no exemplo do guerrilheiro urbano de
Portugal. E mãos à obra.
Sem o uso de termos impublicáveis, como ensina o pai da ideia, que
tal contarmos num punhado de sílabas o que são e o que fazem um Lula,
uma Dilma, um Gilberto Carvalho, um Mercadante, um Jucá, um Renan e
tantos outros colossos da Era da Mediocridade? Ao teclado, amigos.
DO A.NUNES
Quem repete por aí que todos são iguais,
banalizando os infindáveis escândalos de corrupção da era lulopetista,
ignora ao menos duas diferenças básicas: primeiro, a magnitude da coisa,
que atingiu patamares nunca antes vistos na história deste país;
segundo, a reação do próprio PT, que se nega a cobrar investigações e
punir os seus corruptos.
Foi assim no “mensalão”, quando mesmo
depois de julgados e condenados em última instância, os corruptos da
alta cúpula partidária foram tratados como heróis injustiçados, e a
própria Justiça foi alvo de duros ataques, principalmente o ministro
Joaquim Barbosa. O PT fez sua escolha oficial: José Dirceu é o
“guerreiro do povo brasileiro”, e Barbosa o “inimigo do povo”. Agora,
com o “petrolão”, tudo já indica que a postura do PT será a mesma.
No epicentro do escândalo, acusado com
várias evidências de ser o operador do PT dentro do esquema de desvio na
Petrobras, está o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. E qual a
reação do partido diante disso? Cobra investigações? Pede punições caso
comprovados os desvios? Só rindo. O partido recebe o suspeito com
aplausos efusivos. Isso mesmo: Vaccari foi ovacionado em evento do PT:
Um
dos alvos da Operação Lava-Jato, que investiga desvios bilionários na
Petrobras, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, foi blindado
pelo partido e ovacionado pelos integrantes do Diretório Nacional, nesta
sexta-feira, durante reunião em Fortaleza. O desagravo e as palmas,
puxadas pelo presidente do PT, Rui Falcão, aconteceram no encontro que,
mais tarde, teve a participação da presidente Dilma Rousseff.
Ao
falar sobre as finanças do PT, em encontro fechado em um hotel de
Fortaleza, Vaccari se disse injustiçado e aproveitou para se defender
das acusações de que seria um dos beneficiários do esquema de
recebimento de propinas da Petrobras e de empreiteiras que mantêm
negócios com a estatal.
O
tesoureiro afirmou aos integrantes do Diretório Nacional: “Nunca fiz
nada de errado”. Vaccari disse não ter “nada a temer” e alegou que vem
sendo alvo sistemático de “injustiças”. Ele explicou aos petistas que
seus sigilos bancário, fiscal e telefônico estão abertos desde 2000 e
que nunca ninguém encontrou nada que o desabonasse.
Ou seja, fez aquilo que os petistas mais
fazem: apelou para a vitimização, colocou-se como um pobre injustiçado,
alvo de calúnias. Pelo visto, os membros do partido ali presentes, a
começar por seu presidente, Rui Falcão, ficaram muito satisfeitos com as
“explicações”, e ponto final. O homem é um herói nacional, praticamente
um santo, e por suas virtudes é atacado por golpistas da oposição.
Com esse tipo de postura, partindo do
próprio comando do PT, ninguém poderá reclamar depois quando os petistas
forem acusados de cúmplices. Não há mais como sustentar a ignorância. O
PT não tem mais membros por afinidade ideológica, apenas parceiros do
crime, sócios do butim, cúmplices que aceitam os métodos obscuros e
corruptos como legítimos.
Gente que valoriza princípios iria cobrar
investigações e lutar para expurgar do partido os criminosos. Mas o
único princípio do PT é não ter princípios. É possível dizer sem medo de
errar: o PT não é mais sequer um partido, e sim um ajuntamento mafioso
que toma a corrupção dos seus como um método aceitável para seu fim
“nobre”, qual seja, a eterna permanência no poder. São todos coniventes!
O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República,
Alexandre Camanho de Assis (foto), afirmou nesta sexta-feira (28), durante
evento em Maceió (AL),
acreditar que a operação Lava Jato deve ter efeito similar à operação
Mãos Limpas, na década de 90 na Itália, que resultou em prisões,
condenações, extinção de partidos e redução de preços de obras públicas.
"Se Deus quiser, a Lava Jato terá um efeito aqui parecido com a
operação Mãos Limpas da Itália. Se as coisas correrem bem, pode ocorrer
algo aqui igual, ou seja, partidos políticos fechados, com prisões e
condenações. Temos a perspectiva de que isso ocorra", disse Assis, que
participou do 12º Congresso Nacional do Ministério Público de Contas.
Nos anos 90, a operação Mãos Limpas investigou mais de 5.000 pessoas
envolvidas em casos de corrupção na Itália. Um dos punidos no escândalo
foi o líder do PSI (Partido Socialista Italiano) e ex-primeiro-ministro
Bettino Craxi. Alguns suspeitos chegaram a cometer suicídio, como o presidente da
estatal do petróleo ENI, Gabriele Cagliari; e o empresário Raul Gardini.
Estudos apontam que, após a operação, o valor médio das obras públicas
caiu. Partidos também fecharam as portas após o escândalo.
Para o presidente da associação de procuradores, o Brasil caminha nessa
direção ao registrar avanços significativos no combate ao crime de
colarinho branco nos últimos anos. "Nesta última década, a legislação tornou o combate à corrupção uma
coisa mais fácil e com aparelhamento muito maior, prova disso é a
operação Lava Jato", afirmou.
Assis ainda fez uma defesa de uma força maior aos ministérios públicos
do país, que deveriam ser um "novo poder constituído." "Faço aqui um
exercício de futuro. Seria o quarto poder no país um
poder fiscal? No combate à corrupção, como em tantas outras coisas,
pressupõe a necessária instrumentalização para combater o mal, o câncer
público, e que se preserve o Estado funcionando bem com a estrutura de
cidadania", disse.
O procurador fez uma comparação da legislação de outros países e disse
que não haverá avanços sociais plenos sem combate forte à corrupção.
"Não há país no mundo que tenha conseguido melhora suas prestações com a
sociedade que não tenha acordado para o fato de que é preciso
fiscalizar a aplicação do dinheiro, se administração está se
desempenhado bem. Essa tarefa se tornou algo básico nas democracias
contemporâneas. Para isso, é preciso ter um MP à altura dessa imensa
responsabilidade."
Ainda durante os debates, o procurador da República Rodrigo Tenório
ainda criticou o argumento que alguns advogados das empresas acusadas na
Lava Jato usaram para o caso. "É risível que eles aleguem que foram extorquidos. Quer dizer que o
sujeito é extorquido para ficar milionário? Não tem qualquer
fundamento", disse.
Efeito didático do mensalão
O avanço do combate à corrupção no Brasil também foi levantado pelo
procurador da República José Alfredo de Paula Silva --um dos atuaram no
processo do Mensalão. Ele defendeu a tese de "efeito didático" da
condenação dos acusados no escândalo durante o primeiro mandato do
governo Lula.
"O Alberto Yousseff e o Paulo Roberto Costa eram operadores de um
esquema. E eles só abriram a boca porque viram o que aconteceu Marcos
Valério. Ele está preso! E não teve reforma de presídio para ele, que
está comendo o pão que o diabo amassou, como todos os outros presos",
afirmou.
O procurador afirmou ainda como acredita funcionar a mente dos
corruptos. "Nos crimes de colarinho branco, o raciocínio é bem simples: o
pretenso
criminoso faz uma relação de custo/benefício para ver se vale a pena
delinquir. A impunidade entra como um estímulo. O mensalão quebra esse
paradigma, já que a ação tem começo, meio e fim, o que não ocorria nesse
país --nem para uma condenação, nem para uma absolvição", disse.(UOL)
Neri Geller, o desconhecido ministro da "Agricultura".
O ministro
da Agricultura, um tal de Neri Geller, também está envolvido na
apropriação de terras que seriam destinadas a agricultores sem terra.
Caracas! Acho que é hora de fechar o Brasil para balanço:
As
investigações da Operação “Terra Prometida”, sobre grilagem de terras
destinadas à reforma agrária em Mato Grosso, podem complicar a situação
do ministro da Agricultura, Neri Geller. Testemunhas ouvidas pela
Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal apontam o envolvimento
do ministro com a apropriação de lotes que, pelo programa do governo
federal, seriam destinados a agricultores sem-terra. Trechos sobre os
supostos vínculos do ministro com os desvios do programa já foram
enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Geller
foi citado várias vezes ao longo da investigação. A suspeita é que ele
tenha favorecido a negociação ilegal de lotes e até se tornado
proprietário de um deles. O programa do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) prevê a distribuição de 1.149
lotes de 100 hectares. Hoje cada um desses lotes está avaliado pelo
mercado local em R$ 1 milhão. Dois irmãos do ministro, Odair e Milton Geller, se entregaram ontem à PF após terem a prisão decretada.
Ao todo, a
Justiça Federal decretou a prisão de 52 fazendeiros, empresários e
servidores públicos acusados de se apropriar de forma ilegal de lotes da
reforma agrária nas imediações de Itanhangá (MT). Trata-se do segundo
maior assentamento da reforma agrária da América Latina.
As
investigações começaram em 2010, a partir de reportagens do “Jornal
Nacional” sobre negociação de lotes da reforma agrária, o que é proibido
por lei. O esquema, porém, ocorre desde 1997. O centro do esquema são
os municípios de Itanhangá e Lucas do Rio Verde (MT), cidade onde a
família Geller tem fazendas.
Procurado
pelo GLOBO, o ministro não quis se manifestar. Em nota divulgada ontem,
o Ministério da Agricultura negou o envolvimento de Neri Geller.
“O
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informa que o
ministro Neri Geller não foi arrolado na “Operação Terra Prometida”,
deflagrada pela Polícia Federal. O ministro, que estava em missão
internacional nos Emirados Árabes e retornou ao Brasil no final da tarde
desta quinta-feira (27), lamenta a presença de familiares entre os
investigados e diz não acreditar na participação dos mesmos em qualquer
irregularidade. Geller afirma não possuir associação jurídica ou outro
tipo de sociedade com os envolvidos no processo”, diz a nota. (O Globo).
por Percival Puggina. Artigo publicado em
Na terça-feira, dia 25 deste mês, ocorreu uma reunião conjunta da
Câmara e do Senado para apreciar vetos presidenciais. Trinta e oito
dessas interdições trancavam a pauta e atrasavam a votação do que mais
interessava ao governo: o projeto que desobriga a presidente da
República de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Incrível, mas
verdadeiro! Em ano eleitoral, o governo gastou nosso dinheiro além da
conta em busca de votos, e quer uma lei que retroaja efeitos para
inocentá-lo do crime de responsabilidade cometido. Tudo ao modo
carinhoso e benevolente do PT quando as matérias envolvem suas
conveniências.
Os trabalhos da tumultuada sessão eram presididos
pelo notório senador Renan Calheiros. Também ele, seguindo a cartilha
da mistificação, assegurava, com serenidade franciscana, que não estava
fazendo aquilo que fazia diante de todos: rasgar acordos e o Regimento
Interno para atender ordens do Palácio do Planalto. Como consequência, o
Plenário rugia. Senadores e deputados batiam boca no microfone de
apartes. E por toda parte. Resultava quase impossível falar e ser
ouvido. Ademais, todos os argumentos da oposição eram rejeitados
liminarmente por Renan Calheiros. O Plenário fremia em sucessivas
questões de ordem, razões, irrazões e desordens.
De súbito, o
senador Aécio Neves pediu a palavra e anunciou que iria à tribuna. Foi
surpreendente o que aconteceu. Sobre a agitação do Plenário, lotado por
membros das duas Casas, fez-se inesperada quietude e silêncio. Quem
estava sentado levantou-se para ver melhor e todos se voltaram para o
orador como se fossem cantar-lhe o hino à Bandeira. Calou-se a oposição,
claro. E se calou, também, a ainda mais numerosa e barulhenta base do
governo. Do começo ao fim do discurso.
O senador disse o que
precisava ser dito a seus pares, ao notório Calheiros e à presidente da
República. Mas a conduta do Plenário, fato principal entre todos,
mostrou o peso político de quem ocupava a tribuna e recebera, há bem
poucos dias, 51 milhões de votos. Mesmo os que creem que a eleição de
outubro não foi fraudada pela mentira, pela ocultação da verdade, pela
injúria e pela chantagem feita com os mais pobres, reconheceram que ali
estava um porta-voz autorizado por pelo menos a metade dos cidadãos
brasileiros. Realidade incômoda para um partido que, dias antes,
firmara, em Resolução do Diretório Nacional, a determinação de construir
sua hegemonia sobre a nação.
Então, prezado senador Aécio Neves,
nesta obscura viela da história, o senhor é esse líder. Continue a
sê-lo. Seja-o no Senado, seja-o nos meios de comunicação infestados de
governistas e de usuários do governo, e o seja, principalmente, nas ruas
das quais o senhor não deverá mais se ausentar. Não permita que lhe
tomem das mãos a liderança oposicionista que soube conquistar a partir
do momento em que chamou mentirosos os que mentem, levianos os
insensatos, omissos os que não cumprem seus deveres, irresponsáveis os
que conduzem mal o país e se deixam alinhar segundo acordos regados a
mojitos nos banquetes de Havana.
Ao que parece a justiça decidiu no dia de hoje perturbar a vida de irmãos de famosos. A PF está à caça dos irmãos do Ministro da Agricultura da Dilma. Sujeira em Mato Grosso.
E MPF resolveu denunciar o irmão do ex-advogado do Dirceu, hoje ocupando a cadeira de Ministro do STF.
Da Agência Estado: MPF DENUNCIA IRMÃO DE DIAS TOFFOLI POR DESVIO DE R$ 57 MI EX-PREFEITOS DE MARÍLIA (SP) JOSÉ TICIANO DIAS TOFFOLI E MÁRIO BULGARELI TERIAM DESVIADO RECURSOS DA SAÚDE E EDUCAÇÃO Juliana Affonso - Agência Estado
O Partido-Quadrilha de LuLLa deve odiar o Brasil. Sua presidAnta não fica atrás nessa corrida para enfiar o Brasil no esgoto.
Sabe quem dona Dilma pretende "dar" o Ministério da Educação?
Para CIRO GOMES. Isso mesmo.
Ciro é, sem dúvida alguma, um exemplo acabado de homem educado e com perfil ideal para Ministro da Educação. Imagino ele respondendo ao repórteres que por acaso questionarem uma fraude, coisa comum, no ENEN. Né não?
Sem qualquer resquício de credibilidade, a economista-chefa do
Brasil, a presidAnta Roussef foi buscar na credibilidade alheia a
salvação para as lambanças feitas em seus 4 anos de desgoverno. Pior, foi encontrar a imensa dose da credibilidade, que não tem, em um legítimo tucano.
Dizem que Levy é daquele tipo sujeito educado, mas extremamente
rígido. Apostas de quem conhece os dois (a Anta e Levy) dizem que ele
não demorará muito emprestando credibilidade para alguém que além de não
a possuir, costuma enfiar as patas no que os outros fazem. E quase
sempre para cometer sandices.
De qualquer forma, há um tremendo consolo para ambos. Se encher o saco, Levy pode se mandar e levar com ele a sua credibilidade. Ao
contrário da Anta que permanecerá com sua total ausência de
credibilidade e ainda tendo que continuar à frente de seu desgoverno,
até ser devidamente Impinchada.
Para que serve a CGU - Controladoria Geral da União? Só Hage não age e a controladoria geral da união no governo petralha não serve para quase nada.
Vemos agora um monte de empreiteiras enroladas na roubalheira da Petrobrás. Todas elas podem ser consideradas inidôneas,
e já deviam ter sido, diante da cachoeira de provas que saem da
Operação Lava-jato e da própria delação de alguns dos executivos pegos
na trapaça.
Tá, mas e se a CGU considerá-las inidôneas? O que acontece?
O mesmo que está acontecendo com aquela tal de Delta do Cavendish.
que foi considerada inidônea pela mesma CGU após a CPI do Cachoeira.
Só neste ano a Delta do Cavendish já recebeu do governo que a considerou inidônea a bagatela de R$ 121,4 milhões.
Não se preocupem senhores empreiteiros, certificado de inidoneidade emitido pela CGU e nada é a mesmíssima coisa.
DO GENTE DECENTE
Ex-prefeitos de Marília (SP) Mário
Bulgareli e José Ticiano Dias Toffoli e três ex-secretários da Fazenda
do município teriam desviado recursos de saúde e educação para custear
gastos do Executivo
Por Julia Affonso 27 novembro 2014 | 18:18
O Ministério Público Federal denunciou Mário Bulgareli (PDT) e José
Ticiano Dias Toffoli (PT), irmão do presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, por desvio de R$ 57 milhões do Fundo Municipal de Saúde e de
atividades escolares para custear a folha de pagamento e outros gastos
da Prefeitura de Marília, interior de São Paulo, entre 2009 e 2012. As
verbas eram repassadas pela União para saúde e educação.
Três ex-secretários da Fazenda do município também foram denunciados
por participação no desvio do dinheiro. Mário Bulgareli administrou a
cidade de janeiro de 2005 a março de 2012, quando renunciou após
denúncias de irregularidades em sua gestão. Durante o segundo mandato, o
então prefeito foi responsável pelo desvio de R$ 28,2 milhões
destinados à saúde e à educação. O vice José Ticiano Dias Toffoli, que
assumiu o governo após a renúncia de Bulgareli, teria movimentado
irregularmente outros R$ 28,8 milhões nos dez meses que ficou à frente
da Prefeitura.
Segundo a Procuradoria, os ex-secretários da Fazenda fizeram as
transferências por determinação dos ex-prefeitos. Em depoimento, Dias
Toffoli admitiu o uso irregular do dinheiro. Ele teria afirmado que,
quando tomou posse do cargo, havia um déficit de aproximadamente R$ 8
milhões no caixa da Prefeitura, o que o teria obrigado a dar sequência
aos delitos já praticados pelo antecessor.
O Ministério Público quer a condenação dos denunciados por crime de
responsabilidade. A pena é de três meses a três anos para gestores que
aplicarem indevidamente verbas públicas. O procurador da República
Jefferson Aparecido Dias, autor da denúncia, pede que a Justiça os
obrigue a reparar os danos causados à União no valor de R$ 33,2 milhões,
correspondente ao montante de recursos retirados das contas sem a
devida devolução.
A reportagem tentou contato com o ex-prefeito Dias Toffoli, mas não
obteve retorno. O advogado de Bulgareli foi contatado, mas estava em
reunião e não pôde atender.
DO ESTADÃO
“Neste país, as notícias ruins são manchetes e as boas saem
pequenininhas”, vive resmungando Lula. Depende do olhar de quem lê ou da
folha corrida de quem lê. Neste domingo, por exemplo, o site de VEJA
informou que continua longe do desfecho judicial o escândalo descoberto
em 23 de novembro de 2012 pelos policiais federais engajados na
Operação Porto Seguro. A impunidade da quadrilha que forjava pareceres
de órgãos federais para apressar a liberação de obras irregulares
executadas por empresários malandros é uma notícia ruim para os
brasileiros decentes. Mas muito boa para Lula.
Ele gostou de saber que, graças ao andar preguiçoso do caso na
Justiça, tão cedo não se juntarão num banco dos réus os delinquentes de
estimação que ampliaram consideravelmente o volume de negociatas depois
do ingresso no bando de Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose. Entre 2004 e
2010, a mulher que costumava apresentar-se como “namorada do Lula” até a
gente que acabara de conhecer acumulou o posto de segunda-dama da
República Lulopetista com o cargo de chefe do escritório da Presidência
em São Paulo.
Deu-se o contrário em 13 de novembro, quando o site do Superior
Tribunal de Justiça divulgou o que foi uma ótima notícia para gente
honesta e péssima para Lula: “O STJ acolheu o pedido da Infoglobo e do
jornalista Thiago Herdy Lana para terem acesso aos gastos efetuados com o
cartão corporativo do governo federal utilizado por Rosemary Nóvoa de
Noronha, com as discriminações de tipo, data, valor das transações e
CNPJ/razão social”. Thiago Herdy só recorreu ao STF depois de buscar
inutilmente essas informações na Secretaria de Comunicação Social da
Presidência.
Em resposta à solicitação, o órgão limitou-se a liberar a planilha
que registra, sem discriminá-los, os gastos efetuados por Rosemary
Noronha entre 2003 e 2011. Para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho,
relator do caso no STJ, a esperteza da Secretaria de Comunicação Social
configurou uma “violação ilegal do direito líquido e certo da empresa e
do jornalista de terem acesso à informação de interesse coletivo”.
Segundo Maia Filho, o pleno acesso aos extratos que detalham a gastança
“é assegurado pela Constituição e regulamentado pela Lei de Acesso à
Informação”.
Além do valor de cada transação, logo se saberá onde, quando e para
quê a mulher que se apresentava aos comparsas como “namorada do Lula”
sacou da bolsa o cartão corporativo do governo federal que ganhou junto
com o empregão no escritório presidencial. As esquivas do Planalto, o
sumiço de Rose e o silêncio do parceiro fortalecem a suspeita de que é
de bom tamanho o teor explosivo das informações ainda secretas. Todas,
admita-se, são menos graves que as evocadas pelo Ministério Público para
denunciar Rose por formação de quadrilha, corrupção passiva, tráfico de
influência e falsidade ideológica.
Mas, contempladas por Lula, decerto parecerão mais constrangedoras e
desmoralizantes. Conjugadas, vão confirmar que o caso Rose é o primeiro
escândalo que o ex-presidente que nunca sabe de nada está impedido de
terceirizar, ou enterrar na cova rasa onde jazem os muitos casos de
polícia que o chefe debitou na conta dos chefiados. Não houve
intermediários entre Luiz Inácio e Rosemary. Foi ele quem instalou a
segunda-dama no comando do escritório presidencial que acabaria reduzido
a sucursal de quadrilha. Foi ele quem fantasiou de mãe-da-pátria uma
soberba nulidade.
Também foi ele quem ordenou a Dilma que mantivesse no cargo a
vigarista de estimação. Foi ele quem presenteou a companheira com 23
viagens internacionais a bordo do Aerolula. Foi ele quem transformou
delinquentes amigos da amiga em diretores de agências reguladoras. Foi
ele quem confundiu interesses públicos com prazeres privados. Foi ele,
enfim, o protagonista da chanchada pornopolítica que produziu, como
constata o post reproduzido na seção Vale Reprise, pelo menos 40 perguntas à espera de respostas ou álibis que não há.
“Inexiste justificativa para manter em sigilo as informações
solicitadas, pois não se evidencia que a publicidade de tais questões
atente contra a segurança do presidente e vice-presidente da República
ou de suas famílias”, liquidou a questão o relator Maia Filho. “A
divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar
episódios lesivos e prejudicantes”. Pena que a decisão do STJ tenha sido
confinada nos centímetros que sobraram nas editorias de Política &
Polícia inundado pelas bandalheiras do Petrolão. Para quem respeita a
lei, foi uma ótima notícia. Merecia manchete.
DO AUGUSTONUNES-VEJA
O Juiz Sérgio Moro tem em mãos dois depoimentos que são verdadeiras bombas, tal a riqueza de detalhes e provas.
Eles vierem de Alexandre Barbosa Portela (OAS) e Jayme Alves de Oliveira (PF).
Os dois deram lista de todos os políticos que embolsaram a grana roubada da PTRROUBRÁS. Forneceram
tudo. Detalhes, locais de encontros, contas no exterior e mais um penca
de informações que já estão sendo devida e meticulosamente esmiuçadas
pela força tarefa.
É uma hecatombe!
DETALHE: SEM DELAÇÃO PREMIADA DOS DOIS.
A Justiça suíça, após as devidas e necessárias explicações de
procuradores da força tarefa da Lava-jato que lá encontram, resolveu
acelerar a devolução de US$ 26 milhões do canalha republicano Paulo
Roberto Costa, em contas secretas naquele país.
É o maior valor roubado já repatriado para os cofres da nação. Nem
mesmo Paulo Maluf conseguiu a proeza de ter, lá fora, tanta grana quanto
PRC.
Os valores mantidos por PRC na Suíça já eram objeto de investigação e
estavam congelados desde abril último nas 5 contas que PRC mante
naquele país.
Convém lembrar: O maior valor já repatriado pelo Brasil foi de 45 milhões. De REAIS.
Segundo notícia do Estadão (AQUI)
o PGR Rodrigo Janot vai começar a abrir inquéritos contra as
excelências deduradas por Youssef e Paulo Roberto, o "Paulinho do
LuLLa", na Operação Lava-jato, conduzida com rara competência pelo Sr.
Juiz Sérgio Moro.
Youssef deu a última dedurada na quarta da semana passada e o calhamaço do dedurismo de Youssef já repousa nas gavetas do PGR.
Janot, segundo disse, já tem condições de poder dividir o bolo dos
envolvidos na roubalheira da PTrroubrás pelos grupos que ficarão na
Suprema Taba e os que irão parar nas mãos da Primeira Instância da
Justiça.
Acredita-se que antes da chegada de Papi Noel toda a imprensa já
estará divulgando os nomes dos canalhas escondidos atrás de carteirinhas
de parlamentar,
Está sendo parida no seio do Partido-Quadrilha de LuLLa a idéia de
mandar dona Dilma indicar Sérgio Moro para a vaga de Joaquim Barbosa no
STF. A idéia partiu de uma canalha graúdo do partido-quadrilha em
associação com uma estrela da advocacia que defende um importante réu. E
bota importante nisso.
A intenção, claro, é tirá-lo da Operação lava-jato.
Não é bricadeira. É sério.
Oram vejam que coisa. O Partido-Quadrilha de LuLa tinha um operador dentro da Petrobrás, encarregado de roubá-la. Chama-se João Vaccari. O PP tinha o seu canalha, que era Paulo Roberto Costa.
Já o Partido dos mercenários do Brasil tinha uma penca deles.
Da VEJA: Lava Jato detecta rede de operadores do PMDB no petrolão Investigações da Operação Lava Jato detectaram que o PMDB tinha uma rede de operadores no esquema do
Não nos enganemos, a derrota sofrida hoje no Congresso pela Anta
Palaciana e seu fiel lacaio Renan deveu-se à sujeirada da chantagem dos
mercenários por cargos e ministérios. Mas que foi gostoso, isso foi.
Da VEJA: Governo sofre derrota e votação de manobra fiscal é adiada Laryssa Borges / Macela Mattos - VEJA Em meio às discussões sobre a formação da nova equipe ministerial
para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, a base aliada à
petista e parlamentares de oposição impuseram nesta quarta-feira ao
governo
Renan está no partido errado. Renan tinha que ser do PT de LuLLa e sua quadrilha. Renan tem todos os atributos de um petralha legítimo.
Se Renan fosse um petralha, isto é, integrasse os quadros do
Partido-Quadrilha de LuLLa, com certeza seria mais importante que LuLLa
na ORCRIM. Talvez não tivesse a mesma posição política de LuLLa que, sem
dúvida alguma e às custas de muitas mentiras, no que Renan também é
expert, ainda goza de prestígio junto aos pobrinhos da nação. Mas que
Renan teria mais poder que LuLLa dentro da quadrilha, disso não tenham
dúvidas.
A cara de pau de Renan e a capacidade que o mesmo tem de surrupiar os
interesses da nação está no mesmíssimo patamar que caracteriza a
atuação de LuLLa. São dois cínicos autênticos. Dois mentirosos
profissionais. - DO GENTEDECENTE
As
regras costumam ser menos perigosas do que a imaginação. Sob Renan
Calheiros, porém, vigora nas sessões do Congresso uma única regra
definitiva: não há regras definitivas. Nesta quarta-feira, a anomalia
produziu uma cena deprimente. Deu-se na sessão convocada para votar o
projeto que legaliza o rombo que o governo abriu em suas contas de 2014.
Aos
olhos da oposição, Renan presidia uma sessão ilegal. Faltava-lhe o
quórum mínimo exigido pelo regimento. A certa altura, o deputado
Mendonça Filho pediu a palavra como líder do DEM. Renan aquiesceu,
acomodando Mendonça numa fila:
“Concedo a palavra, como líder, ao
deputado Cláudio Cajado, em seguida ao deputado Mendonça Filho, em
seguida ao deputado Paudernei Avelino”, disse o presidente do Congresso.
“Na sequência, o senador Romero Jucá (relator do projeto do remendo
fiscal) vai ler um requerimento que se encontra sobre a Mesa. E vamos
começar a Ordem do Dia”.
Mendonça Filho dirigiu-se à tribuna.
Postado defronte do microfone, esperou pela conclusão da fala do colega
Cláudio Cajado. Ignorando-o, Renan anunciou: “Com a palavra o deputado
Cláudio Puty”. Petista do Estado do Pará, Puty alisou os tímpanos Renan,
que vinham sendo maltratados pelos oposicionistas havia quase uma hora:
“Quero elogiar a sua condução serena da sessão.”
Ainda na
tribuna, Mendonça abespinhou-se: “Vossa Excelência havia me concedido a
palavra”, disse ele, dirigindo-se a Renan. “Eu tenho preferência, como
líder.” Renan subiu o timbre: “Vossa Excelência pode tudo aqui, só não
pode ficar aí, da tribuna, gritando.”
O líder do DEM dobrou o tom:
“Posso! Vossa Excelência está envergonhando o Congresso. Vossa
Excelência é uma vergonha para essa Casa. É uma vergonha! É uma vergonha
para esse Parlamento! Vossa Excelência venha me tirar daqui, da
tribuna! Vossa Excelência está pensando que vai mandar em mim da forma…”
Súbito,
Renan cortou o microfone de Mendonça, admoestando-o: “Vossa Excelência
não pode ficar aí, gritando. Vossa Excelência pode tudo. A democracia
que Vossa Excelência quer e reivindica pode permitir isso. Mas a
democracia do Brasil não permite, não. Cale-se aí! Cale-se aí!” Renan
devolveu a palavra ao governista Cláudio Puty.
Transtornado,
Mendonça marchou em direção à poltrona do presidente do Congresso.
Interpelou Renan cara a cara. Dedo e língua em riste, abandonou o 'Vossa
Excelência'. Bradou, sem formalismos: “Me respeite! Me respeite! Me
respeite! Me respeite! Não vai mandar calar!” Em pé, no plenário, a
bancada oposicionista solidarizou-se com Mendonça. Os deputados
gritavam: “Não vai calar ninguém! Não vai calar ninguém!”
A
atmosfera abrasiva perdurou por arrastados 17 minutos. Pega daqui, capa
dali o plenário foi ficando ainda mais vazio do que no início dos
trabalhos. E Renan, por mais que desejasse fazer média com Dilma, com
quem se reunira na véspera, teve de se render às evidências. O problema
do governo não era o barulho da oposição, mas o silêncio do conglomerado
oficial.
Foi como se o mutismo dos aliados de Dilma gritasse para
o Planalto: tudo bem, nós vamos aprovar a meia-sola que o governo pede
para tapar o buraco do Tesouro. Antes, porém, queremos saber que espaço
cada um terá na Esplanada dos Ministérios. Mestre na audição dos
silêncios do Legislativo, Renan entendeu o recado.
Percebendo-se na condição de general sem infantaria, o presidente do Congresso encerrou,
finalmente, a sessão. E convocou a próxima batalha para terça-feira da
semana que vem. Com isso, concedeu cinco dias de prazo para que Dilma
pacifique a própria tropa. Serão dias de muito silêncio.
Antes que
a ficha lhe caísse, Renan ainda franqueou o verbo ao líder de Dilma na
Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS): “Nós estamos enfrentando um
problema, presidente, que não tem nada a ver com a condução de Vossa
Excelência. O que ocorre? Há uma vontade de maioria, que faz uma escolha
de política econômica.”
Fontana prosseguiu: A maioria “entende
que alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias é positivo para a
economia. Eu, por exemplo, estou aqui para votar com essa convicção. A
bancada do PMDB, do PSD, do PTB, de diversos partidos… Todos querem
votar com esta convicção”. Logo se verificaria que a convicção não se
traduziu em quórum. Porém…
O líder do Planalto resolveu fazer “uma
crítica respeitosa'' aos antagonistas do governo. Ralhou: “A oposição,
ao perceber que não tem os votos, tenta gritar no plenário. Lá na
Comissão de Orçamento, ela fez isso. Foi para a frente da Mesa do
presidente, como quase tentou fazer aqui, impedindo o presidente de
presidir uma sessão. […] Quem é contra pode obstruir e não votar. Mas
não pode impedir a sessão de se realizar.”
Fontana esticou a
prosa: “Vou usar uma palavra dura. A oposição não pode colocar o dedo em
riste, a um metro do presidente da Casa. […] Ou a ordem é como a
oposição quer ou ela quer desordem. Aí não funciona na democracia,
presidente”. Dirigindo-se a Renan, o líder do Planalto adulou:
“Presidente,
Vossa Excelência não precisa ouvir isso. Mas eu sinto a motivação de
dizer, em nome da amplíssima maioria desse plenário: Vossa Excelência
está respeitando o regimento com toda a paciência que a democracia exige
no Parlamento. Peço à oposição que não suba de dedo em riste, em volta
da cadeira do presidente.”
As palavras do líder de Dilma acenderam
o pavio do líder do PSDB de Aécio Neves, deputado Antonio Imbassahy
(BA). “Quero me dirigir ao líder do governo”, disse ele, achegando-se ao
microfone. “As oposições não reconhecem no governo autoridade moral
para se dirigir a nós dessa maneira. Triste, deputado Fontana, é o
mensalão. Triste é ver líderes e ex-presidentes do seu partido presos na
Papuda. Triste, líder do governo, é a gente assistir às denúncias do petrolão. Roubo, roubalheira, assalto! Saquearam a Petrobras. É isso, deputado Fontana, que envergonha os brasileiros.”
O
tucano Imbassahy bicou: “Nós não aceitamos esse tipo de mensagem do
líder do governo. Um governo que assaltou o país, que envergonha com a
maior história de corrupção da República.” Para encerrar, o deputado
reportou-se a Renan: “Solicito a Vossa Excelência serenidade e
equilíbrio, porque essa sessão, a continuar, será anulada. Anuncio que
recorreremos ao STF para pedir a anulação de uma sessão iniciada sem o
quórum.”
Mais adiante, Mendonça Filho voltou ao microfone: “Quero
dizer a Vossa Excelência, senhor presidente Renan, que só o povo de
Pernambuco pode me calar, me retirando o mandato. Sou um parlamentar de
convivência democrática e respeitosa, inclusive com os adversários. Vivo
dentro de um Estado democrático, presidente. Que pressupõe respeito às
leis e à Constituição, respeito ao regimento”.
Mendonça também se
dirigiu ao petista Fontana: “O governo cumpre seu papel. Luta para
aprovar o que acredita. Um erro. Afronta a Lei de Responsabilidade
Fiscal, avilta todos os compromissos com o equilíbrio as contas públicas
no país. Mas o governo, deputado Fontana e presidente Renan, tem que
agir dentro das regras do jogo democrático, respeitando o regimento.”
O
líder do DEM recordou a batalha da noite da véspera: “Ontem, o
Congresso viveu uma de suas páginas mais negras. O regimento interno foi
atropelado. Votamos matérias sem discussão, sem encaminhamento, sem
orientação, votamos 38 vetos numa única cédula de votação. E hoje, a
grande surpresa pra mim, presidente Renan, é que se repete a dose. O
governo não se satisfez. Ligou novamente a motoniveladora.”
Mendonça
armou-se de ironia: “Nós temos três regimentos: da Câmara, do Senado e
do Congresso. Agora, convivo com o regimento de Vossa Excelência —o
regimento de Renan Calheiros, que a cada instante se adapta à situação.
Não dá para conviver democraticamente nesse ambiente. Para respeitar a
democracia tem que respeitar as regras. Não estou aqui para diminuir
Vossa Excelência. Mas ninguém, senador, deputado, homem nenhum, me tira o
direito de falar. Falo e falarei sempre. Essa prerrogativa não foi dada
por Vossa Excelência. Foi conferida pelo meu povo. O povo
pernambucano.”
Em resposta, Renan suavizou a voz: “Respondendo ao
deputado Mendonça Filho, com toda a humildade, a quem respeito muito,
quero lembrar que cheguei pouco depois de iniciada a sessão. […]
Deputado Mendonça, eu garanti a palavra a todos. Não estaria aqui,
sentado nessa cadeira, para atropelar o regimento do Congresso nem da
Câmara nem do Senado.”
Renan prosseguiu, pausadamente: “O que nós
precisamos compatibilizar, e a circunstância muitas vezes dificulta, são
os ânimos, para que cada um cumpra o seu papel. O presidente do
Congresso não é líder da bancada do governo nem representante da
oposição. Temos que interpretar o regimento. Peço até desculpas pelo
excesso. Acho que todos temos que pedir desculpas e levar adiante a
sessão. Nesse momento em que peço desculpas pelo excesso, faço um apelo
para o bom senso e o equilíbrio.”
Sobrevieram mais meia dúzia de
manifestações. E Renan, finalmente, deu o braço a torcer. Reconhecendo o
crescente esvaziamento do plenário, encerrou o vexame.
Sob
pressão de parlamentares da oposição, o presidente do Congresso, Renan
Calheiros (PMDB-AL), viu-se compelido a encerrar a sessão convocada para
votar o projeto que institui o jeitinho fiscal, autorizando o governo
Dilma Rousseff a fechar suas contas de 2014 no vermelho. À espera de uma
definição do Planalto sobre o novo rateio dos ministérios, o bloco
governista não compareceu ao plenário na quantidade exigida pelo
regimento.
Renan ainda tentou esticar a sessão. Mas deputados do
DEM e do PSDB revezaram-se nos microfones para constrangê-lo. A certa
altura, o presidente do Congresso se deu conta de que guerreava sem
infantaria. Deu por encerrados os trabalhos. E convocou nova sessão para
a terça-feira da semana que vem. O governo dispõe de cinco dias para
pacificar sua tropa.
Minutos antes, Renan protagonizara uma
passagem constrangedora. Postado na tribuna, o deputado pernambucano
Mendonça Filho, líder do DEM, teve o microfone bloqueado. Protestou. Foi
admoestado por Renan, que deu a palavra a outro parlamentar. Mendonça
marchou em direção à Mesa. Dedo em riste, disse a Renan que, rendido ao
Executivo, ele envergonha o Legislativo.
DO JOSIASADESOUZA-UOL