segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Comprando o Congresso?

Decreto do governo condiciona nova liberação de emendas a alteração na LDO. Mudança garantirá R$ 748 mil para cada um dos 594 parlamentares.
Às vésperas da votação da proposta que muda a meta fiscal de 2014, o governo editou decreto condicionando uma nova liberação de R$ 444,7 milhões para as emendas individuais à aprovação da proposta que muda a meta fiscal de 2014. O decreto da presidente Dilma Rousseff amplia em R$ 10,032 bilhões os gastos de toda a máquina pública este ano, sendo uma cota diretamente destinada aos parlamentares. 
Os R$ 444,7 milhões garantirão uma fatia de R$ 748 mil para cada um dos 594 parlamentares (513 deputados e 81 senadores). 

No ano, os parlamentares terão R$ 6,9 bilhões para a totalidade das emendas individuais, sendo que cada um fechará 2014 com uma cota de R$ 11,6 milhões

DO MARIOFORTES  

Coletiva Aécio Neves - Florianópolis (SC) 01/12/14 - Corrupção na Petrobras


sábado, 29 de novembro de 2014

Um anônimo rebelde português muda nomes de ruas para resumir o prontuário do homenageado. Isaltino Morais, por exemplo, é ‘Corrupto, Criminoso, Político’


isaltinopt
jose socrates
A imprensa portuguesa batizou de Artista dos Azulejos o anônimo amante da verdade que, com duas obras, subverteu radicalmente as regras que orientam a denominação de lugares públicos. Tradicionalmente, a inscrição numa placa de metal mostra uma data histórica ou o nome de algum morto ilustre e recente, incluindo eventualmente a atividade profissional em que se destacou.
As imagens acima comprovam que o misterioso rebelde lusitano não simpatiza com farisaísmos. Ele prefere montar paineis com azulejos decorados com motivos típicos em azul e amarelo. Em vez de gente que se foi, prefere pais-da-pátria que continuam por aqui, vivos até demais. E sempre constrange o alvejado pela homenagem com um prontuário resumido em substantivos que rimam com casos de polícia.
Em outubro de 2011, ele surpreendeu os moradores do Porto com o trabalho que fez o Largo de Mompilher virar “Eng. José Sócrates”, o chefe de governo que acabara de deixar o poder. O painel com seis azulejos qualificou Sócrates de “Mentiroso, Corrupto, Incompetente, Primeiro-ministro de Portugal 2005-2011”. O que parecia ofensa ficou com cara de profecia: preso há uma semana, Sócrates é acusado de fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro.
(O ex-primeiro-ministro vai continuar na gaiola até encontrar explicações convincentes para os muitos milhões de euros que andou embolsando. E o destino impediu que fosse consolado pela visita dos três parceiros que promoveu a amigos do peito. O venezuelano Hugo Chávez só tem aparecido neste mundo em forma de passarinho. O líbio Muammar Khadafi, nem isso. E o brasileiro Lula tem problemas demais em casa para tratar de aflições alheias).
Em janeiro de 2012, pouco depois da estreia no Porto, o segundo ataque clandestino surpreendeu os moradores de Oeiras, vila situada nos arredores de Lisboa. Dois azulejos bastaram para transformar a Rua 7 de Junho de 1759 em Rua Isaltino Morais, o presidente da Câmara de Oeiras. Condenado a uma temporada na cadeia, Isaltino continuava em liberdade. Uma situação intolerável, garantiram as três palavras que ergueram um monumento à objetividade entre parênteses: “corrupto, criminoso e político“.
Até um guido mantega é capaz de adivinhar que, daqui a alguns anos, ruas, avenidas, praças e mesmo  rodovias estarão ostentando placas em louvor aos incontáveis delinquentes que espancam o Código Penal disfarçados de servidores da nação. É preciso convocar de novo o timaço de comentaristas: mirem-se no exemplo do guerrilheiro urbano de Portugal. E mãos à obra.
Sem o uso de termos impublicáveis, como ensina o pai da ideia, que tal contarmos num punhado de sílabas o que são e o que fazem um Lula, uma Dilma, um Gilberto Carvalho, um Mercadante, um Jucá, um Renan e tantos outros colossos da Era da Mediocridade? Ao teclado, amigos.
DO A.NUNES

PT repete “mensalão” e trata suspeito do “petrolão” como herói injustiçado

Vaccari. Fonte: GLOBO
Quem repete por aí que todos são iguais, banalizando os infindáveis escândalos de corrupção da era lulopetista, ignora ao menos duas diferenças básicas: primeiro, a magnitude da coisa, que atingiu patamares nunca antes vistos na história deste país; segundo, a reação do próprio PT, que se nega a cobrar investigações e punir os seus corruptos.
Foi assim no “mensalão”, quando mesmo depois de julgados e condenados em última instância, os corruptos da alta cúpula partidária foram tratados como heróis injustiçados, e a própria Justiça foi alvo de duros ataques, principalmente o ministro Joaquim Barbosa. O PT fez sua escolha oficial: José Dirceu é o “guerreiro do povo brasileiro”, e Barbosa o “inimigo do povo”. Agora, com o “petrolão”, tudo já indica que a postura do PT será a mesma.
No epicentro do escândalo, acusado com várias evidências de ser o operador do PT dentro do esquema de desvio na Petrobras, está o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. E qual a reação do partido diante disso? Cobra investigações? Pede punições caso comprovados os desvios? Só rindo. O partido recebe o suspeito com aplausos efusivos. Isso mesmo: Vaccari foi ovacionado em evento do PT:
Um dos alvos da Operação Lava-Jato, que investiga desvios bilionários na Petrobras, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, foi blindado pelo partido e ovacionado pelos integrantes do Diretório Nacional, nesta sexta-feira, durante reunião em Fortaleza. O desagravo e as palmas, puxadas pelo presidente do PT, Rui Falcão, aconteceram no encontro que, mais tarde, teve a participação da presidente Dilma Rousseff.
Ao falar sobre as finanças do PT, em encontro fechado em um hotel de Fortaleza, Vaccari se disse injustiçado e aproveitou para se defender das acusações de que seria um dos beneficiários do esquema de recebimento de propinas da Petrobras e de empreiteiras que mantêm negócios com a estatal.
O tesoureiro afirmou aos integrantes do Diretório Nacional: “Nunca fiz nada de errado”. Vaccari disse não ter “nada a temer” e alegou que vem sendo alvo sistemático de “injustiças”. Ele explicou aos petistas que seus sigilos bancário, fiscal e telefônico estão abertos desde 2000 e que nunca ninguém encontrou nada que o desabonasse.
Ou seja, fez aquilo que os petistas mais fazem: apelou para a vitimização, colocou-se como um pobre injustiçado, alvo de calúnias. Pelo visto, os membros do partido ali presentes, a começar por seu presidente, Rui Falcão, ficaram muito satisfeitos com as “explicações”, e ponto final. O homem é um herói nacional, praticamente um santo, e por suas virtudes é atacado por golpistas da oposição.
Com esse tipo de postura, partindo do próprio comando do PT, ninguém poderá reclamar depois quando os petistas forem acusados de cúmplices. Não há mais como sustentar a ignorância. O PT não tem mais membros por afinidade ideológica, apenas parceiros do crime, sócios do butim, cúmplices que aceitam os métodos obscuros e corruptos como legítimos.
Gente que valoriza princípios iria cobrar investigações e lutar para expurgar do partido os criminosos. Mas o único princípio do PT é não ter princípios. É possível dizer sem medo de errar: o PT não é mais sequer um partido, e sim um ajuntamento mafioso que toma a corrupção dos seus como um método aceitável para seu fim “nobre”, qual seja, a eterna permanência no poder. São todos coniventes!
Rodrigo Constantino

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Operação Lava Jato: procuradores do MPF prevêem muitas prisões de políticos e até fechamento de partidos.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho de Assis (foto), afirmou nesta sexta-feira (28), durante evento em Maceió (AL), acreditar que a operação Lava Jato deve ter efeito similar à operação Mãos Limpas, na década de 90 na Itália, que resultou em prisões, condenações, extinção de partidos e redução de preços de obras públicas.
"Se Deus quiser, a Lava Jato terá um efeito aqui parecido com a operação Mãos Limpas da Itália. Se as coisas correrem bem, pode ocorrer algo aqui igual, ou seja, partidos políticos fechados, com prisões e condenações. Temos a perspectiva de que isso ocorra", disse Assis, que participou do 12º Congresso Nacional do Ministério Público de Contas.
Nos anos 90, a operação Mãos Limpas investigou mais de 5.000 pessoas envolvidas em casos de corrupção na Itália. Um dos punidos no escândalo foi o líder do PSI (Partido Socialista Italiano) e ex-primeiro-ministro Bettino Craxi. Alguns suspeitos chegaram a cometer suicídio, como o presidente da estatal do petróleo ENI, Gabriele Cagliari; e o empresário Raul Gardini. Estudos apontam que, após a operação, o valor médio das obras públicas caiu. Partidos também fecharam as portas após o escândalo. 
Para o presidente da associação de procuradores, o Brasil caminha nessa direção ao registrar avanços significativos no combate ao crime de colarinho branco nos últimos anos. "Nesta última década, a legislação tornou o combate à corrupção uma coisa mais fácil e com aparelhamento muito maior, prova disso é a operação Lava Jato", afirmou. 
Assis ainda fez uma defesa de uma força maior aos ministérios públicos do país, que deveriam ser um "novo poder constituído." "Faço aqui um exercício de futuro. Seria o quarto poder no país um poder fiscal? No combate à corrupção, como em tantas outras coisas, pressupõe a necessária instrumentalização para combater o mal, o câncer público, e que se preserve o Estado funcionando bem com a estrutura de cidadania", disse. 
O procurador fez uma comparação da legislação de outros países e disse que não haverá avanços sociais plenos sem combate forte à corrupção. "Não há país no mundo que tenha conseguido melhora suas prestações com a sociedade que não tenha acordado para o fato de que é preciso fiscalizar a aplicação do dinheiro, se administração está se desempenhado bem. Essa tarefa se tornou algo básico nas democracias contemporâneas. Para isso, é preciso ter um MP à altura dessa imensa responsabilidade." 
Ainda durante os debates, o procurador da República Rodrigo Tenório ainda criticou o argumento que alguns advogados das empresas acusadas na Lava Jato usaram para o caso. "É risível que eles aleguem que foram extorquidos. Quer dizer que o sujeito é extorquido para ficar milionário? Não tem qualquer fundamento", disse.

Efeito didático do mensalão

O avanço do combate à corrupção no Brasil também foi levantado pelo procurador da República José Alfredo de Paula Silva --um dos atuaram no processo do Mensalão. Ele defendeu a tese de "efeito didático" da condenação dos acusados no escândalo durante o primeiro mandato do governo Lula. 
"O Alberto Yousseff e o Paulo Roberto Costa eram operadores de um esquema. E eles só abriram a boca porque viram o que aconteceu Marcos Valério. Ele está preso! E não teve reforma de presídio para ele, que está comendo o pão que o diabo amassou, como todos os outros presos", afirmou.
O procurador afirmou ainda como acredita funcionar a mente dos corruptos. "Nos crimes de colarinho branco, o raciocínio é bem simples: o pretenso criminoso faz uma relação de custo/benefício para ver se vale a pena delinquir. A impunidade entra como um estímulo. O mensalão quebra esse paradigma, já que a ação tem começo, meio e fim, o que não ocorria nesse país --nem para uma condenação, nem para uma absolvição", disse.(UOL)
DO CELEAKS-COTURNONOTURNO

Não, não foram só os irmãos: o ministro de Dilma também está envolvido em grilagem de terras.

Neri Geller, o desconhecido ministro da "Agricultura".
O ministro da Agricultura, um tal de Neri Geller, também está envolvido na apropriação de terras que seriam destinadas a agricultores sem terra. Caracas! Acho que é hora de fechar o Brasil para balanço:
As investigações da Operação “Terra Prometida”, sobre grilagem de terras destinadas à reforma agrária em Mato Grosso, podem complicar a situação do ministro da Agricultura, Neri Geller. Testemunhas ouvidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal apontam o envolvimento do ministro com a apropriação de lotes que, pelo programa do governo federal, seriam destinados a agricultores sem-terra. Trechos sobre os supostos vínculos do ministro com os desvios do programa já foram enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Geller foi citado várias vezes ao longo da investigação. A suspeita é que ele tenha favorecido a negociação ilegal de lotes e até se tornado proprietário de um deles. O programa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) prevê a distribuição de 1.149 lotes de 100 hectares. Hoje cada um desses lotes está avaliado pelo mercado local em R$ 1 milhão. Dois irmãos do ministro, Odair e Milton Geller, se entregaram ontem à PF após terem a prisão decretada.
Ao todo, a Justiça Federal decretou a prisão de 52 fazendeiros, empresários e servidores públicos acusados de se apropriar de forma ilegal de lotes da reforma agrária nas imediações de Itanhangá (MT). Trata-se do segundo maior assentamento da reforma agrária da América Latina.
As investigações começaram em 2010, a partir de reportagens do “Jornal Nacional” sobre negociação de lotes da reforma agrária, o que é proibido por lei. O esquema, porém, ocorre desde 1997. O centro do esquema são os municípios de Itanhangá e Lucas do Rio Verde (MT), cidade onde a família Geller tem fazendas.
Procurado pelo GLOBO, o ministro não quis se manifestar. Em nota divulgada ontem, o Ministério da Agricultura negou o envolvimento de Neri Geller.
“O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informa que o ministro Neri Geller não foi arrolado na “Operação Terra Prometida”, deflagrada pela Polícia Federal. O ministro, que estava em missão internacional nos Emirados Árabes e retornou ao Brasil no final da tarde desta quinta-feira (27), lamenta a presença de familiares entre os investigados e diz não acreditar na participação dos mesmos em qualquer irregularidade. Geller afirma não possuir associação jurídica ou outro tipo de sociedade com os envolvidos no processo”, diz a nota. (O Globo).
DO ORLANDOTAMBOSI

O QUE EU DIRIA, AGORA, A AÉCIO NEVES

por Percival Puggina. Artigo publicado em
Na terça-feira, dia 25 deste mês, ocorreu uma reunião conjunta da Câmara e do Senado para apreciar vetos presidenciais. Trinta e oito dessas interdições trancavam a pauta e atrasavam a votação do que mais interessava ao governo: o projeto que desobriga a presidente da República de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Incrível, mas verdadeiro! Em ano eleitoral, o governo gastou nosso dinheiro além da conta em busca de votos, e quer uma lei que retroaja efeitos para inocentá-lo do crime de responsabilidade cometido. Tudo ao modo carinhoso e benevolente do PT quando as matérias envolvem suas conveniências.
 Os trabalhos da tumultuada sessão eram presididos pelo notório senador Renan Calheiros. Também ele, seguindo a cartilha da mistificação, assegurava, com serenidade franciscana, que não estava fazendo aquilo que fazia diante de todos: rasgar acordos e o Regimento Interno para atender ordens do Palácio do Planalto. Como consequência, o Plenário rugia. Senadores e deputados batiam boca no microfone de apartes. E por toda parte. Resultava quase impossível falar e ser ouvido. Ademais, todos os argumentos da oposição eram rejeitados liminarmente por Renan Calheiros. O Plenário fremia em sucessivas questões de ordem, razões, irrazões e desordens.
De súbito, o senador Aécio Neves pediu a palavra e anunciou que iria à tribuna. Foi surpreendente o que aconteceu. Sobre a agitação do Plenário, lotado por membros das duas Casas, fez-se inesperada quietude e silêncio. Quem estava sentado levantou-se para ver melhor e todos se voltaram para o orador como se fossem cantar-lhe o hino à Bandeira. Calou-se a oposição, claro. E se calou, também, a ainda mais numerosa e barulhenta base do governo. Do começo ao fim do discurso.
O senador disse o que precisava ser dito a seus pares, ao notório Calheiros e à presidente da República. Mas a conduta do Plenário, fato principal entre todos, mostrou o peso político de quem ocupava a tribuna e recebera, há bem poucos dias, 51 milhões de votos. Mesmo os que creem que a eleição de outubro não foi fraudada pela mentira, pela ocultação da verdade, pela injúria e pela chantagem feita com os mais pobres, reconheceram que ali estava um porta-voz autorizado por pelo menos a metade dos cidadãos brasileiros. Realidade incômoda para um partido que, dias antes, firmara, em Resolução do Diretório Nacional, a determinação de construir sua hegemonia sobre a nação.
Então, prezado senador Aécio Neves, nesta obscura viela da história, o senhor é esse líder. Continue a sê-lo. Seja-o no Senado, seja-o nos meios de comunicação infestados de governistas e de usuários do governo, e o seja, principalmente, nas ruas das quais o senhor não deverá mais se ausentar. Não permita que lhe tomem das mãos a liderança oposicionista que soube conquistar a partir do momento em que chamou mentirosos os que mentem, levianos os insensatos, omissos os que não cumprem seus deveres, irresponsáveis os que conduzem mal o país e se deixam alinhar segundo acordos regados a mojitos nos banquetes de Havana.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

IRMÃO É PARENTE? ACHO QUE SIM...

Ao que parece a justiça decidiu no dia de hoje perturbar a vida de irmãos de famosos.
A PF está à caça dos irmãos do Ministro da Agricultura da Dilma. Sujeira em Mato Grosso.
E MPF resolveu denunciar o irmão do ex-advogado do Dirceu, hoje ocupando a cadeira de Ministro do STF.
Da Agência Estado:
MPF DENUNCIA IRMÃO DE DIAS TOFFOLI POR DESVIO DE R$ 57 MI
EX-PREFEITOS DE MARÍLIA (SP) JOSÉ TICIANO DIAS TOFFOLI E MÁRIO BULGARELI TERIAM
DESVIADO RECURSOS DA SAÚDE E EDUCAÇÃO
Juliana Affonso - Agência Estado

Piada? Né não.

O Partido-Quadrilha de LuLLa deve odiar o Brasil. Sua presidAnta não fica atrás nessa corrida para enfiar o Brasil no esgoto.
Sabe quem dona Dilma pretende "dar" o Ministério da Educação?
Para CIRO GOMES. Isso mesmo.
Ciro é, sem dúvida alguma, um exemplo acabado de homem educado e com perfil ideal para Ministro da Educação.
Imagino ele respondendo ao repórteres que por acaso questionarem uma fraude, coisa comum, no ENEN.
Né não?

As opções de cada um.

Sem qualquer resquício de credibilidade, a economista-chefa do Brasil, a presidAnta Roussef foi buscar na credibilidade alheia a salvação para as lambanças feitas em seus 4 anos de desgoverno.
Pior, foi encontrar a imensa dose da credibilidade, que não tem, em um legítimo tucano.
Dizem que Levy é daquele tipo sujeito educado, mas extremamente rígido. Apostas de quem conhece os dois (a Anta e Levy) dizem que ele não demorará muito emprestando credibilidade para alguém que além de não a possuir, costuma enfiar as patas no que os outros fazem. E quase sempre para cometer sandices.
De qualquer forma, há um tremendo consolo para ambos. Se encher o saco, Levy pode se mandar e levar com ele a sua credibilidade.
Ao contrário da Anta que permanecerá com sua total ausência de credibilidade e ainda tendo que continuar à frente de seu desgoverno, até ser devidamente Impinchada.

SQN, entende?

Para que serve a CGU - Controladoria Geral da União?
Só Hage não age e a controladoria geral da união no governo petralha não serve para quase nada.
Vemos agora um monte de empreiteiras enroladas na roubalheira da Petrobrás. Todas elas podem ser consideradas inidôneas, e já deviam ter sido, diante da cachoeira de provas que saem da Operação Lava-jato e da própria delação de alguns dos executivos pegos na trapaça.
Tá, mas e se a CGU considerá-las inidôneas? O que acontece?
O mesmo que está acontecendo com aquela tal de Delta do Cavendish. que foi considerada inidônea pela mesma CGU após a CPI do Cachoeira.
Só neste ano a Delta do Cavendish já recebeu do governo que a considerou inidônea a bagatela de R$ 121,4 milhões.
Não se preocupem senhores empreiteiros, certificado de inidoneidade emitido pela CGU e nada é a mesmíssima coisa.
DO GENTE DECENTE

Procuradoria denuncia irmão de Dias Toffoli e mais quatro por desvio de R$ 57 milhões

Ex-prefeitos de Marília (SP) Mário Bulgareli e José Ticiano Dias Toffoli e três ex-secretários da Fazenda do município teriam desviado recursos de saúde e educação para custear gastos do Executivo

Por Julia Affonso
27 novembro 2014 | 18:18
irmaodiastoffoliae
O Ministério Público Federal denunciou Mário Bulgareli (PDT) e José Ticiano Dias Toffoli (PT), irmão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, por desvio de R$ 57 milhões do Fundo Municipal de Saúde e de atividades escolares para custear a folha de pagamento e outros gastos da Prefeitura de Marília, interior de São Paulo, entre 2009 e 2012. As verbas eram repassadas pela União para saúde e educação.
Três ex-secretários da Fazenda do município também foram denunciados por participação no desvio do dinheiro. Mário Bulgareli administrou a cidade de janeiro de 2005 a março de 2012, quando renunciou após denúncias de irregularidades em sua gestão. Durante o segundo mandato, o então prefeito foi responsável pelo desvio de R$ 28,2 milhões destinados à saúde e à educação. O vice José Ticiano Dias Toffoli, que assumiu o governo após a renúncia de Bulgareli, teria movimentado irregularmente outros R$ 28,8 milhões nos dez meses que ficou à frente da Prefeitura.
Segundo a Procuradoria, os ex-secretários da Fazenda fizeram as transferências por determinação dos ex-prefeitos. Em depoimento, Dias Toffoli admitiu o uso irregular do dinheiro. Ele teria afirmado que, quando tomou posse do cargo, havia um déficit de aproximadamente R$ 8 milhões no caixa da Prefeitura, o que o teria obrigado a dar sequência aos delitos já praticados pelo antecessor.
O Ministério Público quer a condenação dos denunciados por crime de responsabilidade. A pena é de três meses a três anos para gestores que aplicarem indevidamente verbas públicas. O procurador da República Jefferson Aparecido Dias, autor da denúncia, pede que a Justiça os obrigue a reparar os danos causados à União no valor de R$ 33,2 milhões, correspondente ao montante de recursos retirados das contas sem a devida devolução.
A reportagem tentou contato com o ex-prefeito Dias Toffoli, mas não obteve retorno. O advogado de Bulgareli foi contatado, mas estava em reunião e não pôde atender.
DO ESTADÃO

Aliados chantageiam Dilma escancaradamenteO Brasil decente achou muito boa a notícia que tirou o sono do parceiro de Rose

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“Neste país, as notícias ruins são manchetes e as boas saem pequenininhas”, vive resmungando Lula. Depende do olhar de quem lê ou da folha corrida de quem lê. Neste domingo, por exemplo, o site de VEJA informou que continua longe do desfecho judicial o escândalo descoberto em 23 de novembro de 2012 pelos policiais federais engajados na Operação Porto Seguro. A impunidade da quadrilha que forjava pareceres de órgãos federais para apressar a liberação de obras irregulares executadas por empresários malandros é uma notícia ruim para os brasileiros decentes. Mas muito boa para Lula.
Ele gostou de saber que, graças ao andar preguiçoso do caso na Justiça, tão cedo não se juntarão num banco dos réus os delinquentes de estimação que ampliaram consideravelmente o volume de negociatas depois do ingresso no bando de Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose. Entre 2004 e 2010, a mulher que costumava apresentar-se como “namorada do Lula” até a gente que acabara de conhecer acumulou o posto de segunda-dama da República Lulopetista com o cargo de chefe do  escritório da Presidência em São Paulo.
Deu-se o contrário em 13 de novembro, quando o site do Superior Tribunal de Justiça divulgou o que foi uma ótima notícia para gente honesta e péssima para Lula: “O STJ acolheu o pedido da Infoglobo e do jornalista Thiago Herdy Lana para terem acesso aos gastos efetuados com o cartão corporativo do governo federal utilizado por Rosemary Nóvoa de Noronha, com as discriminações de tipo, data, valor das transações e CNPJ/razão social”. Thiago Herdy só recorreu ao STF depois de buscar inutilmente essas informações na Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
Em resposta à solicitação, o órgão limitou-se a liberar a planilha que registra, sem discriminá-los, os gastos efetuados por Rosemary Noronha entre 2003 e 2011. Para o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, relator do caso no STJ, a esperteza da Secretaria de Comunicação Social configurou uma “violação ilegal do direito líquido e certo da empresa e do jornalista de terem acesso à informação de interesse coletivo”. Segundo Maia Filho, o pleno acesso aos extratos que detalham a gastança “é assegurado pela Constituição e regulamentado pela Lei  de Acesso à Informação”.
Além do valor de cada transação, logo se saberá onde, quando e para quê a mulher que se apresentava aos comparsas como “namorada do Lula” sacou da bolsa o cartão corporativo do governo federal que ganhou junto com o empregão no escritório presidencial. As esquivas do Planalto, o sumiço de Rose e o silêncio do parceiro fortalecem a suspeita de que é de bom tamanho o teor explosivo das informações ainda secretas. Todas, admita-se, são menos graves que as evocadas pelo Ministério Público para denunciar Rose por formação de quadrilha, corrupção passiva, tráfico de influência e falsidade ideológica.
Mas, contempladas por Lula, decerto parecerão mais constrangedoras e desmoralizantes. Conjugadas, vão confirmar que o caso Rose é o primeiro escândalo que o ex-presidente que nunca sabe de nada está impedido de terceirizar, ou enterrar na cova rasa onde jazem os muitos casos de polícia que o chefe debitou na conta dos chefiados. Não houve intermediários entre Luiz Inácio e Rosemary. Foi ele quem instalou a segunda-dama no comando do escritório presidencial que acabaria reduzido a sucursal de quadrilha. Foi ele quem fantasiou de mãe-da-pátria uma soberba nulidade.
Também foi ele quem ordenou a Dilma que mantivesse no cargo a vigarista de estimação. Foi ele quem presenteou a companheira com 23 viagens internacionais a bordo do Aerolula. Foi ele quem transformou delinquentes amigos da amiga em diretores de agências reguladoras. Foi ele quem confundiu interesses públicos com prazeres privados. Foi ele, enfim, o protagonista da chanchada pornopolítica que produziu, como constata o post reproduzido na seção Vale Reprise, pelo menos 40 perguntas à espera de respostas ou álibis que não há.
“Inexiste justificativa para manter em sigilo as informações solicitadas, pois não se evidencia que a publicidade de tais questões atente contra a segurança do presidente e vice-presidente da República ou de suas famílias”, liquidou a questão o relator Maia Filho. “A divulgação dessas informações seguramente contribui para evitar episódios lesivos e prejudicantes”. Pena que a decisão do STJ tenha sido confinada nos centímetros que sobraram nas editorias de Política & Polícia inundado pelas bandalheiras do Petrolão. Para quem respeita a lei, foi uma ótima notícia. Merecia manchete.
DO AUGUSTONUNES-VEJA

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

TESTEMUNHAS BOMBAS

 

O Juiz Sérgio Moro tem em mãos dois depoimentos que são verdadeiras bombas, tal a riqueza de detalhes e provas.
Eles vierem de Alexandre Barbosa Portela (OAS) e Jayme Alves de Oliveira (PF).
Os dois deram lista de todos os políticos que embolsaram a grana roubada da PTRROUBRÁS.
Forneceram tudo. Detalhes, locais de encontros, contas no exterior e mais um penca de informações que já estão sendo devida e meticulosamente esmiuçadas pela força tarefa.
É uma hecatombe!
DETALHE: SEM DELAÇÃO PREMIADA DOS DOIS.

US$ 26 milhões estão voltando.

A Justiça suíça, após as devidas e necessárias explicações de procuradores da força tarefa da Lava-jato que lá encontram, resolveu acelerar a devolução de US$ 26 milhões do canalha republicano Paulo Roberto Costa, em contas secretas naquele país.
É o maior valor roubado já repatriado para os cofres da nação. Nem mesmo Paulo Maluf conseguiu a proeza de ter, lá fora, tanta grana quanto PRC.
Os valores mantidos por PRC na Suíça já eram objeto de investigação e estavam congelados desde abril último nas 5 contas que PRC mante naquele país.
Convém lembrar: O maior valor já repatriado pelo Brasil foi de 45 milhões. De REAIS.

E vai rolar a festa.

Segundo notícia do Estadão (AQUI) o PGR Rodrigo Janot vai começar a abrir inquéritos contra as excelências deduradas por Youssef e Paulo Roberto, o "Paulinho do LuLLa", na Operação Lava-jato, conduzida com rara competência pelo Sr. Juiz Sérgio Moro.
Youssef deu a última dedurada na quarta da semana passada e o calhamaço do dedurismo de Youssef já repousa nas gavetas do PGR.
Janot, segundo disse, já tem condições de poder dividir o bolo dos envolvidos na roubalheira da PTrroubrás pelos grupos que ficarão na Suprema Taba e os que irão parar nas mãos da Primeira Instância da Justiça.
Acredita-se que antes da chegada de Papi Noel toda a imprensa já estará divulgando os nomes dos canalhas escondidos atrás de carteirinhas de parlamentar,

Moro no STF?

Está sendo parida no seio do Partido-Quadrilha de LuLLa a idéia de mandar dona Dilma indicar Sérgio Moro para a vaga de Joaquim Barbosa no STF.
A idéia partiu de uma canalha graúdo do partido-quadrilha em associação com uma estrela da advocacia que defende um importante réu. E bota importante nisso.
A intenção, claro, é tirá-lo da Operação lava-jato.
Não é bricadeira. É sério.

Um queijo suíço chamado Petrobrás.

Oram vejam que coisa.
O Partido-Quadrilha de LuLa tinha um operador dentro da Petrobrás, encarregado de roubá-la. Chama-se João Vaccari.
O PP tinha o seu canalha, que era Paulo Roberto Costa.
Já o Partido dos mercenários do Brasil tinha uma penca deles.
Da VEJA:
Lava Jato detecta rede de operadores do PMDB no petrolão
Investigações da Operação Lava Jato detectaram que o PMDB tinha uma rede de operadores no esquema do

Renan e dona Dilma DERROTADOS.

Não nos enganemos, a derrota sofrida hoje no Congresso pela Anta Palaciana e seu fiel lacaio Renan deveu-se à sujeirada da chantagem dos mercenários por cargos e ministérios.
Mas que foi gostoso, isso foi.
Da VEJA:
Governo sofre derrota e votação de manobra fiscal é adiada
Laryssa Borges / Macela Mattos - VEJA
Em meio às discussões sobre a formação da nova equipe ministerial para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, a base aliada à petista e parlamentares de oposição impuseram nesta quarta-feira ao governo

Renan, um petralha autênctico.

Renan está no partido errado. Renan tinha que ser do PT de LuLLa e sua quadrilha.
Renan tem todos os atributos de um petralha legítimo.
Se Renan fosse um petralha, isto é, integrasse os quadros do Partido-Quadrilha de LuLLa, com certeza seria mais importante que LuLLa na ORCRIM. Talvez não tivesse a mesma posição política de LuLLa que, sem dúvida alguma e às custas de muitas mentiras, no que Renan também é expert, ainda goza de prestígio junto aos pobrinhos da nação. Mas que Renan teria mais poder que LuLLa dentro da quadrilha, disso não tenham dúvidas.
A cara de pau de Renan e a capacidade que o mesmo tem de surrupiar os interesses da nação está no mesmíssimo patamar que caracteriza a atuação de LuLLa. São dois cínicos autênticos. Dois mentirosos profissionais. - DO GENTEDECENTE

Líder chama Renan de ‘vergonha do Congresso’

 

As regras costumam ser menos perigosas do que a imaginação. Sob Renan Calheiros, porém, vigora nas sessões do Congresso uma única regra definitiva: não há regras definitivas. Nesta quarta-feira, a anomalia produziu uma cena deprimente. Deu-se na sessão convocada para votar o projeto que legaliza o rombo que o governo abriu em suas contas de 2014.
Aos olhos da oposição, Renan presidia uma sessão ilegal. Faltava-lhe o quórum mínimo exigido pelo regimento. A certa altura, o deputado Mendonça Filho pediu a palavra como líder do DEM. Renan aquiesceu, acomodando Mendonça numa fila:
“Concedo a palavra, como líder, ao deputado Cláudio Cajado, em seguida ao deputado Mendonça Filho, em seguida ao deputado Paudernei Avelino”, disse o presidente do Congresso. “Na sequência, o senador Romero Jucá (relator do projeto do remendo fiscal) vai ler um requerimento que se encontra sobre a Mesa. E vamos começar a Ordem do Dia”.
Mendonça Filho dirigiu-se à tribuna. Postado defronte do microfone, esperou pela conclusão da fala do colega Cláudio Cajado. Ignorando-o, Renan anunciou: “Com a palavra o deputado Cláudio Puty”. Petista do Estado do Pará, Puty alisou os tímpanos Renan, que vinham sendo maltratados pelos oposicionistas havia quase uma hora: “Quero elogiar a sua condução serena da sessão.”
Ainda na tribuna, Mendonça abespinhou-se: “Vossa Excelência havia me concedido a palavra”, disse ele, dirigindo-se a Renan. “Eu tenho preferência, como líder.” Renan subiu o timbre: “Vossa Excelência pode tudo aqui, só não pode ficar aí, da tribuna, gritando.”
O líder do DEM dobrou o tom: “Posso! Vossa Excelência está envergonhando o Congresso. Vossa Excelência é uma vergonha para essa Casa. É uma vergonha! É uma vergonha para esse Parlamento! Vossa Excelência venha me tirar daqui, da tribuna! Vossa Excelência está pensando que vai mandar em mim da forma…”
Súbito, Renan cortou o microfone de Mendonça, admoestando-o: “Vossa Excelência não pode ficar aí, gritando. Vossa Excelência pode tudo. A democracia que Vossa Excelência quer e reivindica pode permitir isso. Mas a democracia do Brasil não permite, não. Cale-se aí! Cale-se aí!” Renan devolveu a palavra ao governista Cláudio Puty.
Transtornado, Mendonça marchou em direção à poltrona do presidente do Congresso. Interpelou Renan cara a cara. Dedo e língua em riste, abandonou o 'Vossa Excelência'. Bradou, sem formalismos: “Me respeite! Me respeite! Me respeite! Me respeite! Não vai mandar calar!” Em pé, no plenário, a bancada oposicionista solidarizou-se com Mendonça. Os deputados gritavam: “Não vai calar ninguém! Não vai calar ninguém!”
A atmosfera abrasiva perdurou por arrastados 17 minutos. Pega daqui, capa dali o plenário foi ficando ainda mais vazio do que no início dos trabalhos. E Renan, por mais que desejasse fazer média com Dilma, com quem se reunira na véspera, teve de se render às evidências. O problema do governo não era o barulho da oposição, mas o silêncio do conglomerado oficial.
Foi como se o mutismo dos aliados de Dilma gritasse para o Planalto: tudo bem, nós vamos aprovar a meia-sola que o governo pede para tapar o buraco do Tesouro. Antes, porém, queremos saber que espaço cada um terá na Esplanada dos Ministérios. Mestre na audição dos silêncios do Legislativo, Renan entendeu o recado.
Percebendo-se na condição de general sem infantaria, o presidente do Congresso encerrou, finalmente, a sessão. E convocou a próxima batalha para terça-feira da semana que vem. Com isso, concedeu cinco dias de prazo para que Dilma pacifique a própria tropa. Serão dias de muito silêncio.
Antes que a ficha lhe caísse, Renan ainda franqueou o verbo ao líder de Dilma na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS): “Nós estamos enfrentando um problema, presidente, que não tem nada a ver com a condução de Vossa Excelência. O que ocorre? Há uma vontade de maioria, que faz uma escolha de política econômica.”
Fontana prosseguiu: A maioria “entende que alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias é positivo para a economia. Eu, por exemplo, estou aqui para votar com essa convicção. A bancada do PMDB, do PSD, do PTB, de diversos partidos… Todos querem votar com esta convicção”. Logo se verificaria que a convicção não se traduziu em quórum. Porém…
O líder do Planalto resolveu fazer “uma crítica respeitosa'' aos antagonistas do governo. Ralhou: “A oposição, ao perceber que não tem os votos, tenta gritar no plenário. Lá na Comissão de Orçamento, ela fez isso. Foi para a frente da Mesa do presidente, como quase tentou fazer aqui, impedindo o presidente de presidir uma sessão. […] Quem é contra pode obstruir e não votar. Mas não pode impedir a sessão de se realizar.”
Fontana esticou a prosa: “Vou usar uma palavra dura. A oposição não pode colocar o dedo em riste, a um metro do presidente da Casa. […] Ou a ordem é como a oposição quer ou ela quer desordem. Aí não funciona na democracia, presidente”. Dirigindo-se a Renan, o líder do Planalto adulou:
“Presidente, Vossa Excelência não precisa ouvir isso. Mas eu sinto a motivação de dizer, em nome da amplíssima maioria desse plenário: Vossa Excelência está respeitando o regimento com toda a paciência que a democracia exige no Parlamento. Peço à oposição que não suba de dedo em riste, em volta da cadeira do presidente.”
As palavras do líder de Dilma acenderam o pavio do líder do PSDB de Aécio Neves, deputado Antonio Imbassahy (BA). “Quero me dirigir ao líder do governo”, disse ele, achegando-se ao microfone. “As oposições não reconhecem no governo autoridade moral para se dirigir a nós dessa maneira. Triste, deputado Fontana, é o mensalão. Triste é ver líderes e ex-presidentes do seu partido presos na Papuda. Triste, líder do governo, é a gente assistir às denúncias do petrolão. Roubo, roubalheira, assalto! Saquearam a Petrobras. É isso, deputado Fontana, que envergonha os brasileiros.”
O tucano Imbassahy bicou: “Nós não aceitamos esse tipo de mensagem do líder do governo. Um governo que assaltou o país, que envergonha com a maior história de corrupção da República.” Para encerrar, o deputado reportou-se a Renan: “Solicito a Vossa Excelência serenidade e equilíbrio, porque essa sessão, a continuar, será anulada. Anuncio que recorreremos ao STF para pedir a anulação de uma sessão iniciada sem o quórum.”
Mais adiante, Mendonça Filho voltou ao microfone: “Quero dizer a Vossa Excelência, senhor presidente Renan, que só o povo de Pernambuco pode me calar, me retirando o mandato. Sou um parlamentar de convivência democrática e respeitosa, inclusive com os adversários. Vivo dentro de um Estado democrático, presidente. Que pressupõe respeito às leis e à Constituição, respeito ao regimento”.
Mendonça também se dirigiu ao petista Fontana: “O governo cumpre seu papel. Luta para aprovar o que acredita. Um erro. Afronta a Lei de Responsabilidade Fiscal, avilta todos os compromissos com o equilíbrio as contas públicas no país. Mas o governo, deputado Fontana e presidente Renan, tem que agir dentro das regras do jogo democrático, respeitando o regimento.”
O líder do DEM recordou a batalha da noite da véspera: “Ontem, o Congresso viveu uma de suas páginas mais negras. O regimento interno foi atropelado. Votamos matérias sem discussão, sem encaminhamento, sem orientação, votamos 38 vetos numa única cédula de votação. E hoje, a grande surpresa pra mim, presidente Renan, é que se repete a dose. O governo não se satisfez. Ligou novamente a motoniveladora.”
Mendonça armou-se de ironia: “Nós temos três regimentos: da Câmara, do Senado e do Congresso. Agora, convivo com o regimento de Vossa Excelência —o regimento de Renan Calheiros, que a cada instante se adapta à situação. Não dá para conviver democraticamente nesse ambiente. Para respeitar a democracia tem que respeitar as regras. Não estou aqui para diminuir Vossa Excelência. Mas ninguém, senador, deputado, homem nenhum, me tira o direito de falar. Falo e falarei sempre. Essa prerrogativa não foi dada por Vossa Excelência. Foi conferida pelo meu povo. O povo pernambucano.”
Em resposta, Renan suavizou a voz: “Respondendo ao deputado Mendonça Filho, com toda a humildade, a quem respeito muito, quero lembrar que cheguei pouco depois de iniciada a sessão. […] Deputado Mendonça, eu garanti a palavra a todos. Não estaria aqui, sentado nessa cadeira, para atropelar o regimento do Congresso nem da Câmara nem do Senado.”
Renan prosseguiu, pausadamente: “O que nós precisamos compatibilizar, e a circunstância muitas vezes dificulta, são os ânimos, para que cada um cumpra o seu papel. O presidente do Congresso não é líder da bancada do governo nem representante da oposição. Temos que interpretar o regimento. Peço até desculpas pelo excesso. Acho que todos temos que pedir desculpas e levar adiante a sessão. Nesse momento em que peço desculpas pelo excesso, faço um apelo para o bom senso e o equilíbrio.”
Sobrevieram mais meia dúzia de manifestações. E Renan, finalmente, deu o braço a torcer. Reconhecendo o crescente esvaziamento do plenário, encerrou o vexame.

Bloco de Dilma nega quórum para jeitinho fiscal

Josias de Souza


Sob pressão de parlamentares da oposição, o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), viu-se compelido a encerrar a sessão convocada para votar o projeto que institui o jeitinho fiscal, autorizando o governo Dilma Rousseff a fechar suas contas de 2014 no vermelho. À espera de uma definição do Planalto sobre o novo rateio dos ministérios, o bloco governista não compareceu ao plenário na quantidade exigida pelo regimento.
Renan ainda tentou esticar a sessão. Mas deputados do DEM e do PSDB revezaram-se nos microfones para constrangê-lo. A certa altura, o presidente do Congresso se deu conta de que guerreava sem infantaria. Deu por encerrados os trabalhos. E convocou nova sessão para a terça-feira da semana que vem. O governo dispõe de cinco dias para pacificar sua tropa.
Minutos antes, Renan protagonizara uma passagem constrangedora. Postado na tribuna, o deputado pernambucano Mendonça Filho, líder do DEM, teve o microfone bloqueado. Protestou. Foi admoestado por Renan, que deu a palavra a outro parlamentar. Mendonça marchou em direção à Mesa. Dedo em riste, disse a Renan que, rendido ao Executivo, ele envergonha o Legislativo.
DO JOSIASADESOUZA-UOL