terça-feira, 18 de novembro de 2014

"A Petrobras virou bodega", diz Reinaldo Azevedo


A destruição das nossas estatais – Parte 2

Comentei aqui sobre a destruição de nossas duas principais estatais. Outra forma de ver o mesmo fenômeno é comparar o valor de mercado das estatais quando Dilma assumiu e hoje, levando em conta o que aconteceu com as principais empresas privadas negociadas em bolsa. O resultado é impressionante:
Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg
Em outras palavras, as três maiores estatais com capital aberto valiam praticamente meio trilhão de reais no final de 2010, valor similar ao de sete das principais empresas privadas do Ibovespa, de setores diferentes. Após os quatro anos de gestão Dilma, as três estatais valem menos da metade do que valiam, enquanto as privadas se valorizaram 40% no total, ultrapassando os R$ 700 bilhões de valor.
Dito de outra forma ainda, as três maiores estatais “compravam” quase a totalidade das sete grandes empresas privadas quando Dilma assumiu, e hoje não “comprariam” nem um terço das mesmas sete empresas:
Fonte: Bloomberg
Fonte: Bloomberg
A destruição de valor de nossas empresas estatais é impressionante. A politização de suas gestões, o grau de interferência do governo, a roubalheira, o uso delas para fins eleitorais, a incompetência administrativa, a falta de transparência, tudo isso tem feito o valor de nossos ativos derreter nos mercados. Quem investiu sua poupança nas empresas estatais sob o comando de Dilma colheu apenas tragédia. E ainda vem mais quatro anos disso pela frente…
PS: E ainda tem gente que condena a privatização?
Rodrigo Constantino - Rev Veja

Sponholz: uma "suíte presidencial" aguarda Dilma.

DO ORLANDOTAMBOSI

NA TAILÂNDIA INTERVENÇÃO MILITAR DERRUBOU O 'PARTIDO VERMELHO' , DETONOU A CORRUPÇÃO E TROUXE ALÍVIO, PAZ E ALEGRIA PARA O POVO.



Caros amigos leitores. Quem acompanha este blog sabe que por inúmeras vezes aponto para o fato de que a grande mídia brasileira está completamente sob o domínio dos esbirros do PT. Sou jornalista há mais de 40 anos. Portanto esta é uma seara que, modéstia à parte, domino. Antes de continuar sobre o objeto deste post, faço uma digressão. Ao final retorno ao mote principal deste escrito que se relaciona com o vídeo acima e, evidentemente, à política. 

Iniciei a carreira na redação de jornal diário onde permaneci por pelo menos uns 18 anos, passando depois ao jornalismo empresarial. Dei uma beliscada no magistério lecionando para curso de jornalismo. Mais adiante compartilhei com um sócio uma pequena agência de publicidade e dei consultoria de comunicação para algumas empresas e entidades empresariais, até que me transferi com armas e bagagens para a internet onde edito este blog diariamente sem interrupção há pelo menos uns oito anos.

Antes disso retornei à universidade onde nem sei como arranjei tempo para fazer o mestrado em Direito e escrever dois livrinhos e centenas de artigos, reportagens, sem falar que já fui ghost-writer de muitos figurões, principalmente do meio empresarial, quando implantei e dirigi o sistema de comunicação da Fiesc ficando por lá uns 29 anos. 

Ao fazer um inventário do que realizei esse anos todos concluo de fiz muito pouco. Poderia ter feito muito mais. Tanto é que aos 67 anos de idade continuo em franca atividade editando este blog e arranjando tempo para as redes sociais e até mesmo o para o prosaico Instagram e ainda para dar um trato numa velha guitarra que há uns 4 anos tirei do estojo para empreender uma caminhada musical pelo jazz. Deixei o rock para trás depois que abandonei a música que me rendeu alguns trocados quando era jovem. O diabo é que o dia tem apenas 24 horas. Muito pouco para minha avassaladora curiosidade multifacetada que acaba valendo apenas para mim mesmo. Mas isso me diverte muito! Gosto de ser como sou. 

Vista noturna da majestosa e cosmpolita metrópole Bangkok, a capital da Tailândia.
Com a internet na mão, aí é covardia. Tenho acesso até mesmo a um bucólico parque em  Bangkok, a capital da Tailândia, e fico sabendo que lá há também - ou havia? - um Partido Vermelho, espécie de PT, que já estava transformando aquele pujante país asiático, uma monarquia constitucional, numa usina de corrupção bolivariana sob o comando de uma Primeira Ministra, o que equivaleria à Presidenta petralha que temos por aqui. Há pouco tempo, aconteceu por lá algo parecido com que está havendo neste momento no Brasil. Igual à Tailândia, temos um partido vermelho, uma 'presidenta' e um turbilhão de corrupção.

O vídeo acima foi feito por um comerciante e missionário evangélico brasileiro que vive na Tailândia. Lauro, é o nome dele. Pelo sotaque, se não me engano, é gaúcho. Lauro recebeu de um amigo brasileiro um vídeo de um desses jornais da Globo em que a apresentadora emposta a voz para chamar dois correspondentes internacionais da emissora. Um deles é o velho de guerra Renato Machado que está em Londres. O assunto é a crise política na Tailândia. O foco é a intervenção militar que houve naquele país derrubando a poderosa 'Dilma' tailandesa, a primeira ministra da corrupção asiática.

Lauro, agora transformado numa espécie de correspondente deste blog, elaborou este vídeo acima, justamente para chamar Renato Machado e seus colegas globais de mentirosos. E vejam que este vídeo foi realizado e postado no dia 27 de julho deste ano, quando o assunto por aqui ainda era a Copa do Mundo. 

Mas como explica Lauro no vídeo, a deposição do governo tailandês ocorreu depois que o povo resolveu ir para a rua. Lá aconteceu o confronto com o partido vermelho. O povo foi às ruas e a Primeira Ministra Yingluck Shinawatra inclusive contratou mercenários, assassinos profissionais e franco-atiradores variados para alvejar os manifestantes! Houve mortes! Houve sangue! E o povo não teve outra alternativa: pediu ao Rei - lembrem que, como disse, a Tailândia é uma Monarquia Constitucional - uma intervenção militar.

Lauro, no vídeo, recomenda aos patrícios que não vejam os jornais das televisões brasileiras porque eles mentem. No que eu concordo inteiramente com Lauro. Neste ponto retomo o lead deste post. 

Lauro tem absoluta razão, porque Renato Machado e seu colega correspondente internacional, afirmam que houve um golpe, as Forças Armadas estão nas ruas, que o clima é tenso e fatos correlatos. Empostam mais uma vez a voz, franzem o cenho enquanto aparecem as imagens com os militares armados e cercando os palacetes da corrupção e da sacanagem.

Lauro, nosso "correspondente" internacional depois de explicar calmamente a verdadeira situação na Tailândia, sentado num banco do parque, sai a passear com a câmera na mão mostrando o belo parque, os jardineiros podando os arbustos, as crianças brincando, muita gente passeando ou dormindo em alguns bancos ao longo do caminho que serpenteia entre os arbustos.
BONITINHA MAS ORDINÁRIA: A premiê Yingluck Shinawatra, a 'petralha asiática', derrubada pelo povo com auxílio dos militares.
E Lauro afirma: estão vendo? Não há tensão nenhuma! Ele explica que no dia em que a Primeira Ministra de lá foi apeada do poder, o povo comemorou lotando naquele dia todos os restaurantes tailandeses que contaram com filas homéricas de cidadãos contentes e aliviados com os militares nas ruas e ocupando as emissoras de televisão para se comunicar diretamente com o povo. Todos queriam festejar o fim da opressão e da corrupção e estavam tranqüilos, muito tranqüilos com os militares tomando conta da situação até que novas eleições sejam convocadas.

Quem não gostou foi a redação da Rede Globo, ou seja, aquele bando de vagabundos, esbirros do PT e do foro de São Paulo, maconheiros, diletantes, depravados, vadios, picaretas e mentirosos. Tanto é que a Globo escamoteou as manifestações do último sábado, dia 15, no Brasil.

Como salientei no primeiro parágrafo deste texto o que estou dizendo é a mais absoluta verdade. Afinal, eu também sou velho de guerra do jornalismo. Entretanto, não sou idiota e muito menos mentiroso. Não costumo lamber o rabo de comunistas como faz o Renato Machado e seus coleguinhas de redação da Rede Globo.

Há pelo menos uma década não assisto televisão. Exceção para ver a seleção do Barba e da Dilma levar pau e comer 7 X 1 da Alemanha. Neste blog chove comentários de leitores irados com a grande mídia brasileira. Não só aqui nos comentários do blog, mas estou ouvindo isso com incontida satisfação por todos os lugares onde ando.

Ah!, embora com atividades variadas conforme narrei acima, arranjo tempo para vadiar no Shopping Beiramar Shopping, o melhor aqui em Florinópolis, onde tomo os meus cafés espressos e faço "comícios relâmpago".
Já agendei para qualquer momento ou em edição extraordinária, rasgar e picar um exemplar da Folha de S. Paulo em público. A insólita cena será devidamente filmada e fotografada para futura postagem aqui no blog...hehe...

Não deixem de ver o vídeo. É meio longo, mas vale a pena. O Lauro vive por lá. Verão que ele bem poderia ser o correspondente da Rede Globo na Tailândia.

Ah! no início do vídeo aparecem as cenas dos militares nas ruas... eita!

"Questão de ordem no caso Celso Daniel", por Mara Gabrilli e José Reinaldo Carneiro

Folha de S.Paulo
Temos uma questão de ordem para o Supremo. Há quase treze anos o Poder Judiciário brasileiro discute a morte do prefeito Celso Daniel. A questão foi tratada exaustivamente em duas frentes distintas.
A polícia, que se debruçou sobre o caso logo após o desaparecimento do prefeito no agora distante 18 de janeiro de 2002 concluiu ter sido crime comum, praticado por uma quadrilha de sequestradores. A única voz destoante foi a do delegado Romeu Tuma Júnior.
Com o apoio de Tuma Júnior, o Ministério Público foi a campo. Saiu da rotina do gabinete, colheu evidências em vários locais diferentes, ouviu pessoas que tiveram participação nos fatos, ouviu a própria polícia e os peritos e, dois anos mais tarde, acabou concluindo que se tratava de crime de mando.
Segundo a denúncia, homicídio qualificado, ordenado por uma das pessoas mais ligadas a Celso Daniel, justamente Sérgio Gomes da Silva, o amigo que estava com ele no dia do arrebatamento na região conhecida como "Três Tombos", em São Paulo.
Embora sejam frequentes, até mesmo por desinformação, as referências à conclusão oficial da polícia, apontando para sequestro, é preciso relembrar que a versão que existe para ser julgada é a apurada pelo Ministério Público, para quem o prefeito foi vítima de pessoas diretamente ligadas a ele, em um crime premeditado, completamente diferente dos crimes decorrentes da violência urbana ordinária.
E com as luzes do processo sobre o homicídio qualificado, quase todos os envolvidos já foram submetidos a julgamento no Tribunal do Júri. E, da mesma forma, quase todos foram condenados.
Quase todos, porque, embora os réus da favela Pantanal tenham sido reconhecidos no Júri como os executores frios de um crime de mando, justamente o acusado de ser o mandante, Sérgio Gomes da Silva, tem sido poupado do julgamento, por conta de uma liminar concedida no Supremo Tribunal Federal.
Daí a presente questão de ordem. Em duas ocasiões diferentes o Júri do mandante foi marcado e teve que ser retirado da pauta para aguardar o pronunciamento do Supremo.
A Corte tem em mãos o debate sobre uma questão processual (o habeas corpus nº 115.714, de relatoria do Ministro Marco Aurélio de Mello) sobre a participação de advogado de corréu no interrogatório de outro corréu.
Enquanto tal questão não for solucionada, a liminar persiste, quebrando a lógica do princípio constitucional da duração razoável do processo.
Corre, com ela e a favor do acusado, a perspectiva nada alentadora de uma prescrição penal, indesejável porque não faria justiça ao prefeito morto, não respeitaria o sofrimento de seus familiares e nem sustentaria a dignidade de um sem número de outras vítimas atingidas em Santo André. As pessoas simplesmente precisam de uma resposta da Justiça.
Não se pretende, por óbvio, a condenação do acusado sem processo. Absolutamente.
Porém, uma liminar sem data a favorecê-lo –abstraindo no tempo a improvável designação de um plenário de julgamento– equivale à sua absolvição sem processo, consequência igualmente despropositada.
Já que cabe justamente ao Judiciário e somente a ele a solução dos conflitos penais, parece paradoxal que justamente esse poder seja o responsável por retardar indefinidamente uma solução que precisa ser dada ao caso.
E a solução há de vir, como quer a Constituição da República, pelas mãos de um Conselho de Sentença do Tribunal do Júri.
O réu precisa ser julgado. Seja qual for a solução, ela deverá prevalecer sobre a ordem das outras questões secundárias.
É assim que a população brasileira merece. É assim que precisa acontecer.
MARA GABRILLI, 47, é deputada federal reeleita pelo PSDB-SP
JOSÉ REINALDO GUIMARÃES CARNEIRO, 53, é Promotor de Justiça em São Paulo
DO WELBI

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Graça admite só agora escândalo que VEJA revelou em fevereiro e que ela própria negou em março. Vá pra casa, minha senhora!

É… Quando Dilma Rousseff vai demitir Graça Foster? Ou quando Graça Foster vai se demitir? Quando essa gente vai ter um pouco de bom senso? Por que escrevo essas coisas?
Em fevereiro, a VEJA denunciou que a empresa holandesa SBM havia pagado propina para funcionários e intermediários da Petrobras. A revista, claro!, apanhou da canalhada. No fim de março, Graça anunciou com solenidade que a empresa havia feito uma investigação interna e não havia encontrado nada de errado.
Na semana passada, o Ministério Público da Holanda aplicou uma multa de US$ 240 milhões à SBM por propinas pagas mundo afora, inclusive… no Brasil, em negócios com a Petrobras!
E eis que acontecem, então, milagres. O ministro Jorge Hage, da Corregedoria-Geral da União, revela que há, sim, uma investigação em curso. É mesmo? E, mais surpreendente, Graça Foster revela hoje que a Petrobras, de fato, tinha conhecimento do pagamento de propina desde meados do ano.
É? Alguém foi punido? Algum funcionário foi preventivamente afastado? Providências foram tomadas? É razoável que a confirmação oficial da roubalheira parta do Ministério Público da Holanda? Disse:
“Passadas algumas semanas, alguns meses [da investigação interna da Petrobras], eu fui informada de que havia, sim, pagamentos de propina para empregado ou ex-empregado de Petrobras. Imediatamente, e imediatamente é “imediatamente”, é que informamos a SBM de que ela não participaria de licitação conosco enquanto não fosse identificada a origem, o nome de pessoas que estão se deixando subornar na Petrobras. E é isso que aconteceu, tivemos uma licitação recente, para plataformas nos campos de Libra e Tartaruga Verde, e a SBM não participou.”
É pouco e errado, minha senhora! Quem estava informado sobre tudo isso? A Petrobras não é patrimônio seu, mas do povo brasileiro.
Esta senhora falou ainda outra coisa estranha. Disse não haver nenhuma “informação avassaladora” que justifique rompimento de contrato com empreiteiras. Epa! Eu também me oponho a que se paralisem todas as obras ou a que se rompam todos os contratos. Mas daí a dizer que não existem “informações avassaladoras” vai uma distância imensa.
Graça não considera “avassalador” que um mero estafeta do PT, como Pedro Barusco, aceite devolver R$ 252 milhões? Ela não considera “avassalador” que uma única empresa, a Toyo Setal, confesse ter pagado pelo menos R$ 154 milhões a dois diretores?
Graça, ouça um bom conselho, eu lhe dou de graça, como dizia Chico Buarque: vá para casa,  peça demissão, facilite a vida da presidente. Seu tempo acabou.
Por Reinaldo Azevedo - Rev Veja

Ex-gerente da estatal vai devolver R$ 259 milhões roubados


Ex-gerente Pedro Barusco, ligado ao PT, pede delação premiada e aceita devolver R$ 259 milhões surrupiados
Publicado: 17 de novembro de 2014 às 18:19 - Atualizado às 18:51 
 Pedro Barusco
O ex-gerente-executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras fechou acordo de delação 
premiada em que se compromete a devolver cerca de US$ 100 milhões
O ex-gerente-executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco fechou acordo de delação premiada em que se compromete a devolver cerca de US$ 100 milhões (equivalente a mais de R$ 259 milhões) e contar o que sabe sobre o esquema de corrupção e propina na estatal. O novo delator da Lava Jato é considerado peça-chave para a força-tarefa da Polícia Federal e da Procuradoria da República porque deverá revelar o esquema que era controlado pelo ex-diretor da área Renato Duque, nome indicado pelo PT e que foi preso na sexta-feira, na sétima fase da operação, batizada de Juízo Final.
O acordo evitou que Barusco fosse o 26º nome da lista de prisões decretadas pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato. O valor de restituição, a título de indenização, caso seja homologado pela Justiça, será o maior já obtido em um acordo com servidor da Petrobrás.
O ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, delator da Lava Jato, e sua família vão pagar cerca de R$ 70 milhões. Barusco, convertendo em reais, terá que desembolsar R$ 252 milhões. Desse valor, US$ 20 milhões já haviam sido bloqueados na Suíça, onde ele mantinha uma conta. Barusco foi apontado como braço direito de Duque na cobrança de propina pelos executivos da Toyo Setal Julio Gerin de Almeida Camargo e Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, que fecharam acordo de delação com o MPF no dia 22 de outubro.
“Por meio desses depoimentos resta clara também a participação de Pedro Barusco, Renato Duque, ex-gerente executivo e ex-diretor da área de serviços da Petrobras, em diversos fatos criminosos investigados ou conexos com esta operação”, escreveram os procuradores da Lava Jato no parecer de pedido de prisão de Duque. As delações dos executivos da Toyo foram decisivas para deflagração da nova etapa da Lava Jato e para abertura de novas frentes de apuração.
No pedido de prisão dos executivos do esquema, os procuradores da força-tarefa registram que os dois “narram com riqueza de detalhes todo o esquema de cartelização, corrupção, desvio de dinheiro, pagamento da corrupção no exterior, manutenção de dinheiro ilegalmente no exterior, lavagem de ativos”. Para eles, foram dados os elementos necessários para enquadrar criminalmente os acusados da lava Jato, inclusive os executivos e dirigentes da Petrobras, “por formação de organização criminosa voltada a prática de crimes contra a administração pública”.

Propinas

“Regra do jogo conhecida por todos”. É assim que definiu o executivo Julio Camargo, em sua delação premiada, o esquema que cobrava propina em troca de contratos bilionários da Petrobras. O executivo da Toyo operacionalizava pagamentos de propina por meio de três empresas abertas por ele (Treviso, Piemonte e Auguri), em especial aos ex-dirigentes da Petrobras ligados ao PT – Duque e Barusco.
Ele e outro executivo do grupo apontaram por exemplo as obras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. Para ganhar as obras, participando dentro do Consórcio Interpar – controlado pela Mendes Júnior -, teve que pagar R$ 12 milhões em propina. Um contrato de consultoria foi firmado pelo consórcio com a empresa Auguri Empreendimento e Assessoria Comercial, usada pelo delator para movimentar a propina.
“Houve solicitação de pagamento de vantagem indevida por Renato Duque e Pedro Barusco do valor aproximado de R$ 12 milhões”, revelou o executivo. “O valor foi pago mediante transferências feitas no exterior”, apontou Camargo, indicando a conta de onde saiu, no Credit Suisse, a offshore que controlava a conta, a Drenos, e qual contrato da Auguri, no valor de R$ 40 milhões de comissionamento, respaldou a movimentação da propina.
Nas obras da Refinaria Revap (em São José dos Campos-SP), em 2007, fechado pelo valor de R$ 1 bilhão, a Toyo participou do consórcio que era controlado pela Camargo Corrêa. Ele cita o vice-presidente do grupo, Eduardo Hermelino Leite, preso em Curutiba (PR), como controlador do contrato. Segundo ele, em 2008 a Camargo Corrêa fez um contrato com a Treviso para repassar R$ 23 milhões de comissão para ele.
“Dessa comissão, repassou em propina para a Diretoria de Engenharia e Serviços o valor de R$ 6 milhões, sendo pago a maioria no exterior e parte em reais no Brasil”, afirmou Camargo. Ele apontou ainda a conta no Credite Suisse de onde saiu o dinheiro da propina dos dirigentes ligados ao PT nas transferências feitas no exterior. Ao todo, os executivos apontaram nove obras da Petrobras alvo de propina. Indicou ainda suas empresas usadas para movimentar o dinheiro: Treviso, Piemonte e Auguri. E as contas no exterior, como do banco Winterbothan, no Uruguai, e nos bancos Credite Suisse e Cramer, na Suíça.
“Os pagamentos foram feitos através de contas que os executivos da Toyo mantinham no exterior “para contas indicadas por Duque ou Barusco no exterior, ou em reais no Brasil disponibilizados por (Alberto) Youssef”, afirma o MPF. Os depoimentos de Barusco estão sendo tomados em sigilo e ainda não foram acordados com a Polícia Federal e o Ministério Publico Federal. Depois de fechado o acordo, ele será submetido à Justiça para ser homologado. Para terem direito ao benefício da redução de pena, o que eles dizem devem ser comprovado.(AE) DO DIARIONOPODER

É a hora do povo ir para as ruas mobilizar e pressionar pelo fim imediato da corrupção e da impunidade.

A Justiça, o MPF e a Polícia Federal cumprem o seu papel de defensores e executores da lei e neste sentido precisam ser prestigiados ad nauseam pelo povo na rua, pela mídia e pelos representantes parlamentares que ainda possuem amplo acesso às tribunas das Casas Legislativas.
. As investigações, prisões e processos precisam chegar agora aos agentes políticos, o que inclui os governos Lula e Dilma, chefes incontestes de toda a organização criminosa que saqueou a Petrobrás.
. É sobre isto que o editor fala nos eu comentário de hoje, intitulado: É a hora do povo ir para as ruas mobilizar e pressionar pelo fim imediato da corrupção e da impunidade.


DO POLIBIOBRAGA

Desça do palanque, Dilma!

A presidente perdeu uma rara oportunidade de ficar calada.
Ricardo Noblat
Na Austrália, do outro lado do mundo, sob o efeito do fuso horário, talvez, como se ainda estivesse em cima de um palanque, certamente, a presidente Dilma Rousseff concedeu sua primeira entrevista coletiva sobre o arrastão de donos e executivos de empreiteiras que marcou na semana passada mais uma etapa das investigações sobre a roubalheira na Petrobras. Perdeu uma rara oportunidade de ficar calada.
Dilma foi vítima da síndrome do terceiro turno que não acomete apenas a oposição. Disse um monte de bobagens, invenções e falsas verdades para uma plateia de jornalistas que se deu por feliz em anotar o que ouviu.
E assim procedeu como se ignorasse que o distinto público conhece cada vez melhor os vícios e espertezas dos seus representantes. Vai ver que ela ignora mesmo.
Vamos ao que disse.
Teve o atrevimento de afirmar de cara lavada que “pela primeira vez na História do Brasil” um governo investiga a corrupção. E não satisfeita, culpou governos passados pela corrupção que acontece hoje na Petrobras.
Stop!
O governo dela não investiga coisa alguma. Polícia Federal e Ministério Público investigam. Os dois são órgãos do Estado, não do governo.
Corrupção existe em toda parte e o tempo inteiro. Mas enquanto não se descobrir que houve corrupção na Petrobras em governos anteriores aos do PT, vale o que está sendo escancarado pelas investigações: o PT privatizou, sim, a Petrobras. Apropriou-se, sim, dela.
Corrompeu-a, sim. E usou-a, sim, para corromper. Depois de Lula, Dilma é a figura mais importante da Era PT.
Adiante.
Para Dilma, o escândalo cuja paternidade ela atribui a outros governos e cuja decifração reivindica para o seu, “poderá mudar o país para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai acabar com a impunidade”.
Stop!
Sinto muito, Dilma, mas o escândalo que poderá mudar o país para sempre, e que acabou com a impunidade, foi o do mensalão. Quer tirar de Lula a primazia?
Dizer que “essa questão da Petrobras “já tem um certo tempo” e que “nada disso é tão estranho para nós” é uma revelação digna de nota.
Primeiro porque o governo dela se comportou como se nada soubesse quando estourou o escândalo. Segundo por que o máximo que ela insinuou a respeito foi que havia demitido Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, réu confesso.
Ora, ora, ora.
“Paulinho”, como Lula o chamava, saiu da Petrobras coberto de elogios pelo Conselho de Administração da empresa presidido por Dilma até ela se eleger presidente da República.
Foi um dos 400 convidados de Dilma para o casamento da filha dela. E ao depor na CPI da Petrobras, contou com a proteção da tropa do governo. Dilma nada fez para que não fosse assim.
Adiante, pois.
O escândalo da Petrobras não dará ensejo à revisão dos contratos do governo com as principais empreiteiras do país, avisou Dilma. Muito menos a uma devassa na Petrobras.
“Não dá para demonizar todas as empreiteiras. São grandes empresas”, observou Dilma. “E se A, B ou C praticaram malfeitos, atos de corrupção, pagarão por isso”.
Stop!
Quer dizer: mesmo que reste provado que as nove maiores empreiteiras do país corromperam e se deixaram corromper, os contratos que elas têm com o governo fora da Petrobras não serão revistos.
Não parece razoável que empresas envolvidas com corrupção num determinado lugar possam ter se envolvido com corrupção em outros?
Por fim: se a Petrobras não pede uma devassa é só porque Dilma prefere que seja assim.
Dilma Rousseff (Foto: André Coelho / Agência O Globo)Dilma Rousseff (Imagem: André Coelho / Agência O Globo)
 

Dilma já era! Será sem nunca ter sido...

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Os jornalões, como o Estadão, já escancaram na primeira página e em editoriais a tese sabida pela maioria dos brasileiros com um mínimo de bom senso. É impossível que o Presidente Lula da Silva e a Presidenta Dilma Rousseff não tenham sabido dos escândalos na Petrobras. Duas razões simples justificam a tese: nada se decide naquela empresa sem o aval do controlador majoritário, a União Federal, comandada pelo titular do Palácio do Planalto (ou controlada pela governança do crime organizado?). Assim, Lula e Dilma ficam na inevitabilidade de serem denunciados por responsabilidade.
A situação de Dilma é ainda mais grave. Ela foi "presidente" do Conselho de Administração da Petrobras, durante a gestão presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, o eterno Presidentro. Se insistir na tese inacreditável de que não sabia de nada, assina o atestado de que pecou por incompetência gerencial e tem responsabilidade solidária, com a diretoria da empresa, pelos desmandos de corrupção. Só por milagre Dilma escapará de processos movidos nos Estados Unidos. Uma chefe de Estado acionada civil e criminalmente não tem condições morais de permanecer no cargo. Seu impeachment é inevitável pelo Petrolão.
Se não cair pelas maracutaias na Petrobras, Dilma tem enormes chances de sofrer impedimento ao ser denunciada por crime de responsabilidade (na verdade, irresponsabilidade) por descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. A base governista terá imensa dificuldade, mesmo sendo maioria no Congresso, para aprovar uma ilegal mudança das regras do jogo na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Será temerário autorizar o governo a usar sua "contabilidade criativa" para esconder um rombo nas despesas federais. Se isto ocorrer, o Congresso terá cometido um GOLPE - no pior estilo do socialismo bolivariano.
Os mesmos parlamentares que podem dar o golpe estão apertadinhos. Uns 70 deles temem que seus nada santos nomes apareçam nas delações premiadas e acordos de leniência da Operação Lava Jato. Os executivos de empreiteiras presos pelo juiz Sérgio Fernando Moro, o Homem de Gelo da 13a Vara Federal, vão dedurar seus colaboradores políticos na corrupção bilionária. Exatamente diante do risco de o parlamento ter de passar por uma faxina imediata é que Dilma Rousseff pode aproveitar o momento de tensão e medo para propor aos "companheiros do Congresso" uma salvação golpista, no melhor estilo bolivariana. Eles salvam ela de cair por irresponsabilidade fiscal e o governo (não se sabe como) fará de tudo para salvá-los de futuras punições judiciais.
Nesse cenário absolutamente imoral, Dilma perdeu completamente as condições mínimas de governabilidade. A incapacidade de lidar com a crise econômica que seu desgoverno criou será  a tampa do caixão. Dilma já era! Seu segundo mandato já acaba antes mesmo de começar. A ingovernabilidade é um fato objetivo. Só um golpe em estilo bolivariano pode salvar a cúpula da República Sindicalista de acabar sem direitos políticos ou, na pior hipótese para a nazicomunopetralhada, até na cadeia.
Dilma entrará para a História como a Presidenta Porcina. Aquela que foi sem nunca ter sido.
Prato indigesto do momento
Mas tem a turma da AJA querendo comer o fígado de molusco...

FOTOS E VÍDEOS ESPANTOSOS: mais de 4 mil aparelhos no maior cemitério de aviões do mundo


O enorme cemitério de aviões proximo a Tucson, Arizona: não é muito fácil de distinguir com foto deste tamanho, mas observe à esquerda os bombardeiros B-52 com asas cortadas, no chão, para observação dos satélites russos (Foto: USAF)
Publicado originalmente a 9 de abril de 2012
Campeões-de-audiênciaÉ um espanto, algo quase inacreditável: mais de 4 mil aviões aposentados espalhados num imenso terreno no deserto do Arizona, perto da cidade de Tucson e ao lado da base Davis-Montham da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) — o maior cemitério de aviões do mundo.

Só nesta foto, cerca de 200 aviões de combate que fariam o sonho de forças aéreas mundo afora. O ar seco do deserto contribui para sua não deterioração  (Foto: USAF)
Sob a guarda do 309º Grupo de Manutenção e Regeneração da USAF, lá estão eles — alguns modelos que, às centenas sob o ar seco do deserto, que contribui poderosamente para a conservação dos equipamentos, ainda são o sonho da maior parte das forças aéreas do mundo.
É o caso dos F14 Tomcat ou, principalmente, dos F15 Eagle, dos colossais bombardeiros B-52 de oito turbinas aposentados, sem contar helicópteros de ataque, de transporte e de resgate de todos os tipos, protótipos de aviões que não chegaram a entrar em serviços e gigantes aéreos de transporte como os C5A Galaxy.

Area destinada a caças do cemitério da Força Aérea no Arizona (Foto: USAF)
Há centenas de B-52 ali estacionados, sendo que 300 deles têm suas asas cortadas (veja bem à esquerda na foto principal) devido às negociações sobre redução de armas estratégicas com a antiga União Soviética (e, agora, com a Rússia) — as asas cortadas podem ser vistas por satélites de observação russos.
Neste capítulo, o cemitério abriga mísseis inativos, como o Titan, de alcance intercontinental.
Agora,  vídeo, feito durante uma excursão de turistas visitantes do adjacente Pima Air & Space Museum:



DO RICARDOSETTI-REV VEJA

Construtora recebeu aditivo de R$139,8 milhões da Petrobras por usina já concluída.

RIO - As investigações do esquema de corrupção na Petrobras pela Polícia Federal, na Operação Lava-Jato, revelaram a prática reiterada da estatal de reajustar contratos no meio das obras, fazendo disparar o custo final de grandes projetos, como a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), alvos de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU). Documentos obtidos pelo GLOBO mostram que a estatal também pagou suplementos a contratos de obra já concluída. É o caso da Termoaçu, termelétrica da Petrobras que fica no interior do Rio Grande do Norte. No final do ano passado, a Petrobras autorizou o pagamento de um valor extra de R$ 139,8 milhões à construtora Camargo Corrêa a título de compensação por despesas adicionais como subcontratações durante as obras da Termoaçu, cinco anos depois da inauguração. A construtora, uma das acusadas pelas investigações da Lava-Jato de participar de cartel e do esquema de pagamento de propinas na Petrobras, já havia recebido pelo menos R$ 690 milhões pela obra.
A Petrobras arcou com a maior parte do investimento porque detinha 77% da usina. A outra sócia era a Neoenergia, dona do restante das ações. Em setembro de 2008, o então presidente Lula inaugurou a Termoaçu ao lado da atual presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que na época era diretora de Gás e Energia da estatal, à frente da área responsável pelo empreendimento. Construída para produzir 323 MW a partir da queima de gás natural e vapor para injeção em poços de petróleo na costa potiguar, a usina foi apresentada com custo total de R$ 735 milhões.
A inauguração foi por videoconferência numa universidade de Mossoró, a 125 quilômetros da usina e onde Lula tinha compromisso com a então governadora do RN, Wilma de Faria. Se tivesse ido pessoalmente à Termoaçu, Lula poderia ter visto o que observaram executivos da área de auditoria interna e controladoria da térmica, indicados pela Neoenergia: a usina tinha várias falhas de construção.