Por Reinaldo AzevedoO Tribunal Superior Eleitoral acaba de aceitar, por unanimidade, a auditoria nas eleições presidenciais.
Pois é…
Quem disse que não vale a pena lutar?
Eu não espero que se mude o resultado.
Eu quero que se apurem os indícios de irregularidade.
É um direito.
Ainda voltarei ao tema.
04/11/2014 DO R.DEMOCRATICA
PAZ AMOR E VIDA NA TERRA " De tanto ver triunfar as nulidades, De tanto ver crescer as injustiças, De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". [Ruy Barbosa]
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Por unanimidade, TSE aceita auditoria na eleição!
Lula antes achava legítimo o povo que elegeu destituir o presidente depois
Por Rodrigo Constantino
Xico Graziano disse que quem pede o impeachment de Dilma deveria sair do PSDB. Age como “linha auxiliar” do PT. Andrea Gouvêa Vieira resolve chamar aqueles que foram protestar nas ruas de “direita raivosa”, incluindo meu nome como líder. Com “adversários” assim, o PT não precisa de amigos!
Felizmente não são todos. O deputado distrital Raimundo Ribeiro, do PSDB, disse: “O impeachment tem que sensibilizar o Congresso. Isso só vai (acontecer) se a rua se sensibilizar. O Aécio deu a senha pra gente: ‘Você quer acabar com a corrupção? Tire o PT do poder”.
Chamar de golpismo a simples pressão por mais investigações e pelo eventual impeachment, após tantos escândalos vindo à tona, é mesmo agir como petista infiltrado na oposição.
Vale lembrar que o próprio PT foi às ruas gritar “Fora Collor” e depois “Fora FHC” várias vezes.
Por que só ele pode?
Vejam o próprio Lula defendendo com empolgação essa prerrogativa democrática no programa do Serginho Groisman:
Dois pesos, duas medidas. O eterno duplo padrão do PT. Não há nada de golpe em demandar, em exigir investigações e até mesmo o impeachment se ficar comprovado que Dilma se beneficiou do Petrolão.
Há embasamento claro para ir nessa direção, e o povo precisa se mobilizar.
Golpista é quem tenta calar a oposição que finalmente acordou! 04/11/2014-DO R.DEMOCRATICA
Mais um executivo resolve colaborar com investigações de operação da PF
Mendonça Neto faz parte do conselho de administração da EBR (Estaleiros do Brasil), empresa instalada no Rio Grande do Sul e controlada pela Toyo. Ele é vice-presidente do Sinaval, sindicato das empresas que fazem navios e plataformas para extração de petróleo. Uma empresa dele, a Tipuana Participações, depositou R$ 7,3 milhões em contas controladas pelo doleiro, segundo laudos da Polícia Federal. Como as empresas de Youssef nunca tiveram atividade, os procuradores dizem que as transferências eram repasse de propina.
(…)
A Tipuana já foi alvo de ação da Justiça Eleitoral por doação irregular a um candidato a deputado federal do PT em 2006.
(…)
A Toyo-Setal faz duas grandes obras para a Petrobras: uma unidade para produção de hidrogênio de R$ 1,1 bilhão no Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e uma fábrica de R$ 2,1 bilhões para fazer amônia, usada para produzir fertilizantes, em Uberaba (MG). O maior contrato da EBR foi assinado no início do ano passado com a Petrobras para produzir módulos da plataforma P-74 por US$ 741 milhões (R$ 1,85 bilhão pelo câmbio atual). A plataforma será usada no pré-sal. Os contratos que a Toyo-Setal conquistou na Petrobras partiram de projetos e licitações da diretoria de serviços, ocupada entre 2003 e 2012 por Renato Duque, indicado ao cargo por José Dirceu. Costa e Julio Camargo afirmaram em sua delação que Duque era beneficiado pelo esquema de suborno. Duque nega as acusações e entrou com uma ação contra Costa.04/11/2014-DO R.DEMOCRATICA
Desesperado, PT convoca militância às armas
Por Rodrigo Constantino
É isso que o partido não engole de jeito algum. Sempre teve militantes a soldo prontos para tomarem as ruas com seus protestos orquestrados pela cúpula partidária. Agora, vemos manifestações espontâneas tomando as ruas e pedindo mais investigações, eventualmente até mesmo o impeachment se ficar comprovada a participação de Dilma no Petrolão.
Furiosos, aloprados, irascíveis, e dando vazão ao seu ímpeto golpista e revolucionário, o PT resolveu apelar e convocar sua militância às armas. Isso mesmo: às armas! Mas golpistas somos nós, que lutamos para preservar a democracia e o estado de direito.
Vejam com seus próprios olhos:
[...]
Nos últimos 10 dias, mais 185 mil menções pedindo a retirada da presidente do cargo foram registradas nas redes sociais. Na segunda-feira após as eleições, 35.983 menagens nas redes sociais pediam a assinatura de uma petição online pra pedir impeachment. Ontem, foram mais de mil menções.
Quem revelou o desespero foi o PT, que não admite oposição nas ruas, pois as considera sua propriedade exclusiva. O PT quando era oposição ia às ruas pedir impeachment de Collor e a saída de FHC. Por que não podemos fazer isso agora? Só porque o PT está no governo e é a bola da vez? Mesmo sendo o partido que se mostrou o mais corrupto de todos?
Não aceitamos essas ameaças, essa tentativa patética de intimidação. Sabemos do que os petistas são capazes, mas por isso mesmo vamos continuar nas ruas, protestando, demandando investigações, exigindo nossos direitos e o pleno funcionamento da nossa democracia.
É por termos plena consciência de o que é o PT e o que ele deseja que estamos dispostos a lutar, com as armas republicanas, contra o golpe almejado por aqueles que querem pegar em armas para defender a corrupção.
Não passarão! 04/11/2014-DO R.DEMOCRATICA
A lamentável peça de proselitismo político do Dr. Janot, procurador-geral da República. Em parecer, ele criminaliza parte do eleitorado brasileiro que só está cobrando decência. É o fim da picada!
Rodrigo
Janot, procurador-geral da República, enviou ao TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) um parecer contrário à auditoria nas eleições, conforme foi
solicitado pelo PSDB. A íntegra do seu parecer está aqui.
Em síntese, ele afirma que o pleito encaminhado pelo PSDB não aponta
indícios de fraudes e se limita a glosar casos que circulam nas redes
sociais. Ocorre que o Dr. Janot não parou nessa consideração, que está
no escopo de suas atribuições. No que foi além, pisou no tomate,
escorregou na maionese, viajou na batatinha, meteu os pés pelas mãos. Já
chego lá. Antes, quero destacar um caso flagrante de atropelo à lógica e
ao bom senso, contido no texto do procurador-geral.
Diz Janot num dado momento de seu parecer, prestem bem atenção, depois de destacar que a gritaria nas redes é até compreensível:
“Não se pode, porém, justificar postura de um partido político do tamanho e da representatividade do requerente de, em se baseando unicamente em comentários formulados em redes sociais (…), instaurar um procedimento que, a par de não previsto em lei, pode comprometer a credibilidade do sistema eleitoral”.
“Não se pode, porém, justificar postura de um partido político do tamanho e da representatividade do requerente de, em se baseando unicamente em comentários formulados em redes sociais (…), instaurar um procedimento que, a par de não previsto em lei, pode comprometer a credibilidade do sistema eleitoral”.
Aí,
doutor, eu estrilo. Pergunto: na sua opinião, a auditoria compromete a
credibilidade porque não está prevista em lei, é isso? Mas espere:
houvesse um caso flagrante de fraude, então a auditoria poderia ser
feita, ainda que sem prescrição legal? Ou mais: houvesse a prescrição
legal, mas não o indício de fraude, aí a credibilidade não seria
arranhada? Eis, caros leitores, um daqueles raciocínios quem nem errados
conseguem ser. São apenas não-raciocínios. Só para que fique evidente o
absurdo da formulação do Dr. Janot, faço um paralelo para evidenciar o
absurdo: digamos que eu convocasse as massas para matar tamanduás
selvagens na Avenida Paulista. Doutor Janot diria: “a par de não haver
tamanduás na Paulista, o convite fere a lei brasileira, que protege os
animais selvagens…” Entenderam?
Mas a pior parte de sua peça não é o atropelo à lógica. Reproduzo e transcrevo parte de seu parecer.
Depois de censurar a radicalização nas redes sociais, escreve o procurador:
“Como exemplo de acirramento, tem-se notícia amplamente veiculada na imprensa e nas redes sociais sobre a existência de uma ‘petição virtual’ requerendo o impeachment da presidente da República, que já contaria com milhares de assinaturas sem que se apontasse (sic) qualquer fato a Sua Excelência que pudesse conduzir a essa grave consequência”
“Como exemplo de acirramento, tem-se notícia amplamente veiculada na imprensa e nas redes sociais sobre a existência de uma ‘petição virtual’ requerendo o impeachment da presidente da República, que já contaria com milhares de assinaturas sem que se apontasse (sic) qualquer fato a Sua Excelência que pudesse conduzir a essa grave consequência”
A língua
foi espancada. Onde ele escreveu “apontasse”, creio ter querido escrever
“imputasse”. Mas eu entendi. Lembro ao doutor que ele não foi convidado
a se manifestar sobre a petição e que os que a assinaram consideram que
a presidente Dilma sabia das irregularidades da Petrobras e nada fez.
Ou o doutor considera que essa imputação não é grave? Sei que as provas
ainda não existem. Mas essa é a convicção dos peticionários. E não cabe
ao Estado brasileiro, de que Janot é um dos representantes, dizer quais
convicções são e quais não são legítimas. Ou, agora, vamos ter de criar o
“Manual do Bom Peticionário”, doutor?
Mas
espantoso mesmo é o que vem a seguir, e confesso que tive de fazer um
grande esforço — não sei se alcancei — para não considerar um pouco de
má-fé. Escreve ele:
“Outro exemplo é o lamentável discurso de ódio presente em redes sociais contra os eleitores residentes na Região Nordeste do Brasil, aos quais teria sido atribuído o resultado verificado nas urnas no dia 26.10.2014”
“Outro exemplo é o lamentável discurso de ódio presente em redes sociais contra os eleitores residentes na Região Nordeste do Brasil, aos quais teria sido atribuído o resultado verificado nas urnas no dia 26.10.2014”
É
lamentável o discurso do ódio? É, sim! Contra nordestinos, contra
paulistas, contra mineiros, contra quaisquer pessoas… Por que Janot saca
essa questão? O que isso tem a ver com a natureza do requerimento
apresentado? De resto, comparar um discurso de caráter discriminatório à
convicção daqueles que acham que Dilma tem de ser alvo de um processo
de impeachment é um escândalo! Num caso, trata-se de preconceito e
desinformação; no outro, estão pessoas inconformadas com a roubalheira
já constatada na Petrobras.
Dr. Janot
tem todo o direito de achar o pedido improcedente. Mas não tem o direito
de demonizar uma parcela do eleitorado brasileiro, que pode apresentar
ao Poder Público quantas petições quiser. Ao evocar a extemporânea
questão do “preconceito contra os nordestinos” nas redes sociais , o
procurador-geral da República procura associar os que protestam ao
discurso do ódio.
Se o fez
sem querer, e um imprudente que pensa mal. Se o fez de caso pensado,
estamos diante de um exemplo flagrante de desonestidade intelectual.
O PT aloprou pra valer, mas, pela primeira vez, fala a verdade: resolução do partido confessa querer a reforma política para se impor como partido único, prega a revolução cultural para conquistar a hegemonia e deixa claro que proposta de diálogo de Dilma é uma farsa
O
PT, finalmente, fala a verdade — pode não ser toda ela, mas é parte
dela ao menos. Nesta segunda, a Comissão Executiva Nacional do partido
divulgou uma resolução espantosa (clique aqui para
ler a íntegra). Trata-se de um dos textos mais rancorosos e
esquerdopatas desde que o partido chegou ao poder, em janeiro de 2003.
Vale dizer: 12 anos no comando do país, com chance de chegar a 16, não
aplacaram, como diria o poeta, a fúria do algoz. Ao contrário. O texto
tem, reitero, ao menos a virtude da sinceridade:
a: deixa claro que a disposição para o diálogo do governo Dilma é uma farsa;
b: confessa que seu objetivo é promover o que chama “revolução cultural” para construir a “hegemonia”;
c: evidencia que o objetivo da reforma política é mesmo aniquilar ou subordinar as demais vozes da sociedade.
a: deixa claro que a disposição para o diálogo do governo Dilma é uma farsa;
b: confessa que seu objetivo é promover o que chama “revolução cultural” para construir a “hegemonia”;
c: evidencia que o objetivo da reforma política é mesmo aniquilar ou subordinar as demais vozes da sociedade.
Eu nunca tive dúvida a respeito desses propósitos. Mas havia quem tivesse. Agora, não precisa ter mais. Os petistas o confessam.
Entre
outras barbaridades, pode-se ler no documento: “A oposição, encabeçada
por Aécio Neves, além de representar o retrocesso neoliberal, incorreu
nas piores práticas políticas: o machismo, o racismo, o preconceito, o
ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura militar”. Uma única
mentira constrange; uma borrasca delas assume certo tom de comicidade.
Note-se que não vai acima o perfil de um partido adversário, mas o de
uma força que tem de ser eliminada.
Esse é o
partido que terá o comando do governo, ao qual pertence a presidente
Dilma Rousseff, que diz querer o “diálogo” com a oposição. Mais: Aécio
obteve 48,36% dos votos — 51.041.155. Quer dizer que metade do
eleitorado votou no racismo, no machismo, no ódio, na intolerância e na
nostalgia da ditadura? Um texto como esse é um acinte e um disparate.
Essa gente está no comando do país, o que explica muita coisa.
Reitero,
no entanto, que não falta à resolução ao menos a virtude da sinceridade.
O texto confessa: “É urgente construir hegemonia na sociedade, promover
reformas estruturais, com destaque para a reforma política e a
democratização da mídia.”
O leitor
pouco familiarizado com alguns termos próprios da política pode não
identificar, mas o PT está se referindo à “revolução gramsciana”, numa
referência ao teórico comunista italiano Antonio Gramsci. Na mesma
resolução, o partido deixa claro: “Para transformar o Brasil, é preciso
combinar ação institucional, mobilização social e revolução cultural”.
O que é
“hegemonia”? É a ditadura perfeita. Prefiro citar o próprio Gramsci, que
a definiu como ninguém. Para que você entenda a referência, é preciso
saber que ele chamava o partido que comandaria a sociedade como o
“Moderno Príncipe”. Leiam o que escreveu:
“O Moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio Moderno Príncipe e serve ou para aumentar o seu poder ou para opor-se a ele. O Moderno Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”.
“O Moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio Moderno Príncipe e serve ou para aumentar o seu poder ou para opor-se a ele. O Moderno Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”.
Entenderam?
A revolução cultural gramsciana, que conduz à hegemonia, esta que o PT
agora diz abertamente querer, faz do “partido” a única verdade possível.
Desaparecem os valores e a moral. Será crime o que o partido definir
que é crime. Será virtude o que o partido definir que é virtude. Toda
ação, diz Gramsci, deve ser analisada apenas segundo um critério: ela
serve para aumentar o poder do partido ou para combatê-lo? Se servir
para aumentar, não importa o que seja, é bom; se servir para combatê-lo,
não importa o que seja, é ruim.
Mensalão, aloprados, roubalheira na Petrobras??? Aumentam o poder do partido? Então são virtudes.
E o PT dá o caminho da sua busca pela ditadura perfeita. Está lá na resolução:
- reforma política, precedida de um plebiscito, através de uma Constituinte exclusiva;
- democracia na comunicação, com uma Lei da Mídia Democrática — isso quer dizer “censura”;
- retomada do projeto que entrega a administração federal a conselhos populares.
- reforma política, precedida de um plebiscito, através de uma Constituinte exclusiva;
- democracia na comunicação, com uma Lei da Mídia Democrática — isso quer dizer “censura”;
- retomada do projeto que entrega a administração federal a conselhos populares.
A
resolução do PT retira a máscara do segundo governo Dilma e deixa claro
que aqueles que embarcarem nessa conversa estarão pondo a corda no
próprio pescoço. Assim, tudo o que os políticos comprometidos com a
democracia representativa puderem fazer para que os petistas não assumam
o comando da Câmara deve ser feito.
Para
encerrar, observo: não se iludam os líderes do PMDB. O partido está na
mira da “revolução cultural” petista, cuja hegemonia, obviamente, só
poderia ser conseguida com a destruição da legenda aliada.
Espalhem o texto. Agora não há mais disfarce. É projeto ditatorial mesmo! Mas não vão conseguir.
PS: Aí o
idiota diz: “O Reinaldo acha que o PT é comunista!” Não! Eu não acho!
Quando vejo Lula e Zé Dirceu, penso em outros tipos… Em comunistas, não!
Nunca disse que o PT é comunista. Digo que é autoritário com pretensões
totalitárias. Isso, eu digo.
TSE, Procuradoria, associações de jornalistas, partidos políticos, imprensa… Desta feita, todos contra o povo na rua! O que mudou?
Caros
leitores, estamos diante de um momento muito especial. Um juiz do TSE —
mais precisamente o seu corregedor, João Otávio de Noronha —; o
procurador-geral da República, Rodrigo Janot; amplos setores da
imprensa; associações de jornalistas; um partido político — no caso, o
PT —; analistas os mais variados, todos decidiram se unir para atacar
pessoas que estão exercendo o sagrado direito de sair às ruas e
protestar de forma pacífica, ordeira, sem quebrar nada, sem atacar o
patrimônio público ou privado, sem agredir ninguém.
No sábado,
pelo menos 2.500 brasileiros se juntaram em São Paulo para reivindicar,
o que é um direito legítimo, uma auditoria nas eleições e o impeachment
de Dilma Rousseff caso se comprove que ela sabia da roubalheira em
curso na Petrobras.
Nos
jornais, a presença ao ato de um indivíduo pregando a intervenção
militar — e ainda que fossem dez ou cem —, bastou para que se atribuísse
ao protesto um viés golpista. Ora, ora… Nas chamadas jornadas de junho
de 2013 e até bem recentemente, os ditos “black blocs” barbarizavam as
cidades, agrediam o patrimônio público e privado, ameaçavam pessoas. Um
cinegrafista foi morto.
Recuperem o
que se escreveu a respeito: foram tratados como democratas radicais, em
estado puro — como se banditismo fosse democracia; mereceram até a
alcunha de estetas. Pior: o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral
da Presidência, confessou que se encontrou várias vezes com lideranças
dos mascarados. E não se ouviu um pio da imprensa ou de jornalistas.
Enviam-me uma nota emitida pela Abraj — a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo — em que se lê o seguinte:
“A Abraji repudia a incitação à violência e o assédio contra repórteres encarregados da cobertura de manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff ocorrida no último sábado (1.nov.2014). Grupos insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais acusam de partidarismo jornalistas que fazem seu trabalho e, com essa desculpa, expõem os perfis dos assediados em redes sociais, levando-os a serem difamados e receberem ameaças de violência.”
“A Abraji repudia a incitação à violência e o assédio contra repórteres encarregados da cobertura de manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff ocorrida no último sábado (1.nov.2014). Grupos insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais acusam de partidarismo jornalistas que fazem seu trabalho e, com essa desculpa, expõem os perfis dos assediados em redes sociais, levando-os a serem difamados e receberem ameaças de violência.”
A
associação cobra providência e punições. Quero deixar claro que eu
também repudio a hostilização de jornalistas. Aliás, quem entrar no
arquivo do meu blog vai ver quantas vezes repudiei a violência promovida
por ultraesquerdistas contra repórteres, que eram obrigados a trabalhar
sem a identificação dos veículos aos quais pertenciam. Lamento que,
então, a Abraji tenha demorado tanto para emitir uma nota. De resto,
afirmar que os que se manifestam são “grupos insatisfeitos com o
resultado das eleições” é um juízo de valor muito pouco digno de uma
associação de jornalismo investigativo. Falta investigar mais e
sentenciar menos.
Lamento,
ainda, que a Abraji jamais tenha se manifestado contra a rede organizada
de blogs e sites, financiados por estatais, que promove campanhas as
mais sórdidas contra profissionais de imprensa. Lamento que a Abraji
tenha se calado quando o PT incluiu o nome de nove profissionais de
comunicação numa lista negra — sim, estou lá. A organização
internacional “Repórteres Sem Fronteiras” se manifestou. A Abraji e
outras associações de jornalistas fizeram um silêncio sepulcral. Janio
de Freitas, um jornalista que já foi homenageado pela associação, tratou
do assunto: atacou a Repórteres Sem Fronteiras. Na prática, apoiou a
lista negra.
O que é
preciso para ter direito a uma nota de solidariedade de tão valorosa
associação? Fazer parte da clube? Ser membro da corporação? Pertencer à
turminha? Ser do grupinho? O viés é ideológico? Não que uma nota de
protesto da Abraji me tenha feito falta. Não fez. Mas não venham com
hipocrisia.
Debatam com os jornalistas, e só!
Não organizo protestos nem tenho voz ativa nas manifestações. Mesmo assim, atrevo-me a dar algumas dicas. Cuidado com agentes provocadores! Farão de tudo para caracterizar, de agora em diante, os grupos de oposição como truculentos, fascistas, malvados, golpistas etc. Por mais que boa parte do jornalismo seja hostil a manifestações que não sejam de esquerda, jornalistas devem ser deixados em paz. Podem e devem ser questionados, como qualquer pessoa. Não estão acima do bem e do mal. Mas o questionamento não supõe nenhuma forma de ameaça.
Não organizo protestos nem tenho voz ativa nas manifestações. Mesmo assim, atrevo-me a dar algumas dicas. Cuidado com agentes provocadores! Farão de tudo para caracterizar, de agora em diante, os grupos de oposição como truculentos, fascistas, malvados, golpistas etc. Por mais que boa parte do jornalismo seja hostil a manifestações que não sejam de esquerda, jornalistas devem ser deixados em paz. Podem e devem ser questionados, como qualquer pessoa. Não estão acima do bem e do mal. Mas o questionamento não supõe nenhuma forma de ameaça.
Ah, sim:
um dia antes da eleição, um militante petista publicou meu endereço na
rede, com a foto do prédio em que moro. Não fui pedir socorro para
Abraji. Até porque eu investigo só a natureza de certas ideias. Sem
contar que sempre haveria o risco de eu ouvir que a culpa era minha.
Afinal, quem manda eu escrever as coisas que escrevo, não é mesmo? Se o
Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, pode fazer listas negras, sob o
silêncio cúmplice da “catchiguria”, por que um delinquente não poderia
publicar meu endereço na rede?
Liberdade de imprensa
Não cumpre, obviamente, aos que combatem o fascismo petista devolver na mesma moeda. Eles é que querem controlar a imprensa. A melhor maneira que um leitor, um telespectador, um ouvinte ou internauta tem de evidenciar a sua insatisfação com o trabalho incorreto e enviesado de um jornalista é deixando de comprar o jornal ou a revista, mudando de canal ou de estação ou deixando de acessar uma determinada página.
Não cumpre, obviamente, aos que combatem o fascismo petista devolver na mesma moeda. Eles é que querem controlar a imprensa. A melhor maneira que um leitor, um telespectador, um ouvinte ou internauta tem de evidenciar a sua insatisfação com o trabalho incorreto e enviesado de um jornalista é deixando de comprar o jornal ou a revista, mudando de canal ou de estação ou deixando de acessar uma determinada página.
Isso não
quer dizer, reitero, que jornalistas não possam jamais ser questionados.
Podem, sim. Não são a voz de Deus — nem mesmo chegam a ser a voz do
povo. Mas todos sabemos que há modos civilizados de contestar as
pessoas. Houve gente que saiu da redação e foi à rua para caracterizar
como golpistas pessoas que protestavam? Houve. É perfeitamente possível
deixar isso claro sem partir para a baixaria.
Um país curioso
Que curiosa parte da nossa “elite intelectual”, não é mesmo? Pode-se marchar neste país, em nome da liberdade de expressão, em favor da legalização do consumo de drogas e do aborto — práticas caracterizadas como crimes no Código Penal e repudiadas pela Constituição. Pessoas, no entanto, que reivindicam uma auditoria na eleição — e todos têm o direito de fazer petições — ou que defendem o impeachment de Dilma, caso se comprove que ela sabia da roubalheira na Petrobras, são caracterizadas como truculentas e marginais. Como é mesmo? A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude.
Que curiosa parte da nossa “elite intelectual”, não é mesmo? Pode-se marchar neste país, em nome da liberdade de expressão, em favor da legalização do consumo de drogas e do aborto — práticas caracterizadas como crimes no Código Penal e repudiadas pela Constituição. Pessoas, no entanto, que reivindicam uma auditoria na eleição — e todos têm o direito de fazer petições — ou que defendem o impeachment de Dilma, caso se comprove que ela sabia da roubalheira na Petrobras, são caracterizadas como truculentas e marginais. Como é mesmo? A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude.
Reitero:
sempre que um cretino optar por atos violentos ou que decidir hostilizar
um jornalista, acuse-o de ser o que é: um adversário da democracia. A
melhor maneira de combater o mau jornalismo ainda é mudar a sua fonte de
informação, leitor.
Em tempo: é
certo como dois e dois são quatro que a auditoria na eleição será
recusada. Sabem o que isso quer dizer? Que o preço da liberdade continua
ser a eterna vigilância. Se você desistir de fazer a coisa certa por
isso, então já perdeu.
Ora vejam!
TSE, Procuradoria-Geral da República, associações de jornalistas,
imprensa, partidos políticos, intelectuais do nariz marrom… Todos, desta
feita, estão contra o “povo na rua”. É a velha esquerda de sempre com
medo do que chama “nova direita”, que vem a ser aquela gente
insuportável que trabalha, paga impostos e enche as burras do Estado
privatizado por um partido político.
Tenham ao menos senso de ridículo, já que o de decência, parece, já foi faz tempo!
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Aleluia!
Abaixo, posicionamento do deputado federal baiano José Carlos Aleluia (na foto), líder do DEM, sobre as manifestações do sábado. Vocês já leram esta mesma opinião aqui no Blog, ou não?
Por O EDITOR
Blog do CoronelHá algo de novo nas manifestações pós-eleições que merece atenção: a sociedade civil está nas ruas de forma espontânea, livre da tutela de movimentos sociais e com uma agenda clara e definida. O povo está unido pela condenação do PT pelos seus erros.Sem militância paga, motivação partidária oculta, ou mesmo veículos de imprensa simpáticos à causa.O ineditismo desse movimento demonstra sua importância justamente pelo esforço de setores contrários em desqualificá-lo. Como se o instrumento democrático do protesto só existisse para as entidades de classes ligadas ao governo ou, como bem disse Aécio Neves, às suas "linhas auxiliares".Me atenho a dois tópicos que se sobressaem nas passeatas:A primeira é pelo pedido de auditoria das urnas, algo legítimo e uma consequência inevitável do grau de desconfiança que se criou com nossas instituições após 12 anos de PT.A segunda é o impeachment. Existe um argumento claro para fundamentar o pedido: a vitória nas urnas não redime Dilma de seus pecados. Pasadena, Abreu e Lima, empréstimo sigilosos, Petrolão, o aparelhamento dos Correios na campanha, tudo deve ser investigado sob o zelo minucioso de todos nós. São suspeitas que, caso comprovadas, devem levar a um processo legítimo de cassação.Muito importante ressaltar que não se trata de golpe ou nada que vá de encontro a nossa democracia. Estamos considerando um instrumento legal de controle governamental. Democracia não é a ditadura da maioria. Há precedente nos Estados Unidos, por exemplo, onde Richard Nixon sofreu um impeachment em 1974 dois anos após ter sido reeleito. Ele foi julgado por erros que cometeu no primeiro mandato.Considerar esta hipótese é algo sério e assim deve ser tratado. Mas as ruas não podem ser caladas, por mais incômoda que seja a mensagem. 3 de novembro de 2014 - DO R.DEMOCRATICA
Petição anti-Dilma recebe 100 mil assinaturas no site da Casa Branca
Petição anti-Dilma recebe 100 mil assinaturas no site da Casa Branca
Texto pede que o governo americano se
posicione contra a "expansão do comunismo bolivariano no Brasil,
promovido pela administração de Dilma Rousseff" e já está entre as 20
mais populares no site
Marianna Rios -
Publicação: 03/11/2014 17:26 Atualização: 03/11/2014 17:37
Marianna Rios -
Publicação: 03/11/2014 17:26 Atualização: 03/11/2014 17:37
A insatisfação com o
resultado das eleições no Brasil fez com que brasileiros apelassem até
aos Estados Unidos para protestar. No site da Casa Branca (em uma seção
destinada a petições batizada de We the People), uma petição
criada em 28 de outubro – dois dias após a reeleição de Dilma Rousseff –
pede que o governo americano se posicione oficialmente contra a
expansão do “comunismo bolivariano no Brasil”, promovido pela
administração da petista, além de assinaturas eletrônicas para chamar a
atenção dos Estados Unidos para a causa.
O documento já recebeu mais de 100 mil adesões até a tarde desta segunda-feira (3/11) e está entre as 20 petições mais assinadas entre as 99 disponíveis no site oficial da Casa Branca. Ao atingir 100 mil assinaturas, ele está apto a receber uma resposta da Casa Branca se posicionando sobre a causa. Para criar uma petição, basta ser maior de 13 anos, abrir uma conta no site da Casa Branca e ter o e-mail validado.
“O Brasil não quer e não vai ser uma nova Venezuela e os Estados Unidos precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil.” Para justificar a denúncia, o texto do documento duvida da credibilidade do sistema de votação, cita a relação da maior parte do Poder Judiciário com o PT e o temor da população beneficiada por programas sociais.
Entre as petições mais assinadas no site, há uma que pede que a Irmandade Muçulmana seja considerada uma organização terrorista e outra que quer o perdão a Edward Snowden (ex-funcionário da CIA que revelou detalhes de vários programas do sistema de vigilância amaericano).
Leia a íntegra da petição contra o governo de Dilma Rousseff
“Nós peticionamos o governo Obama para:
Se posicionar contra a expansão bolivariana comunista no Brasil promovida pelo governo de Dilma Rousseff.
Em 26/10, Dilma Rousseff foi reeleita e continuará o plano de seu partido de estabelecer um regime comunista no Brasil — nos moldes bolivarianos propostos pelo Foro de São Paulo. Nós sabemos que, aos olhos da comunidade internacional, a eleição foi integralmente democrática, mas as urnas usadas não são confiáveis, além do fato de que a cúpula do Judiciário é, em sua maioria, de membros do partido vencedor. Políticas sociais também influenciaram a escolha da presidente e as pessoas foram ameaçadas com a perda do benefício de alimentação caso não reelegessem Dilma. Conclamamos uma posição da Casa Branca em relação à expansão comunista na América Latina. O Brasil não quer e não será uma nova Venezuela, e os EUA que precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil”.
O documento já recebeu mais de 100 mil adesões até a tarde desta segunda-feira (3/11) e está entre as 20 petições mais assinadas entre as 99 disponíveis no site oficial da Casa Branca. Ao atingir 100 mil assinaturas, ele está apto a receber uma resposta da Casa Branca se posicionando sobre a causa. Para criar uma petição, basta ser maior de 13 anos, abrir uma conta no site da Casa Branca e ter o e-mail validado.
“O Brasil não quer e não vai ser uma nova Venezuela e os Estados Unidos precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil.” Para justificar a denúncia, o texto do documento duvida da credibilidade do sistema de votação, cita a relação da maior parte do Poder Judiciário com o PT e o temor da população beneficiada por programas sociais.
Entre as petições mais assinadas no site, há uma que pede que a Irmandade Muçulmana seja considerada uma organização terrorista e outra que quer o perdão a Edward Snowden (ex-funcionário da CIA que revelou detalhes de vários programas do sistema de vigilância amaericano).
Leia a íntegra da petição contra o governo de Dilma Rousseff
“Nós peticionamos o governo Obama para:
Se posicionar contra a expansão bolivariana comunista no Brasil promovida pelo governo de Dilma Rousseff.
Em 26/10, Dilma Rousseff foi reeleita e continuará o plano de seu partido de estabelecer um regime comunista no Brasil — nos moldes bolivarianos propostos pelo Foro de São Paulo. Nós sabemos que, aos olhos da comunidade internacional, a eleição foi integralmente democrática, mas as urnas usadas não são confiáveis, além do fato de que a cúpula do Judiciário é, em sua maioria, de membros do partido vencedor. Políticas sociais também influenciaram a escolha da presidente e as pessoas foram ameaçadas com a perda do benefício de alimentação caso não reelegessem Dilma. Conclamamos uma posição da Casa Branca em relação à expansão comunista na América Latina. O Brasil não quer e não será uma nova Venezuela, e os EUA que precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil”.
DO CORREIOBRASILIENSE
A estupidez de um tucano.
Vice presidente do PSDB desaprova impeachment de Dilma.
Fico pasmo como o presidente nacional de um partido, grande como o PSDB,
pode ser tão desinformado. A manifestação não aconteceu porque a eleição foi
acirrada. Ela aconteceu porque o brasileiro que produz riqueza para o país está
cansado de ser tributado de maneira elevada para que o governo federal use esse
dinheiro (que é nosso e não deles) para comprar votos com programas
assistencialistas que não visam retirar o povo da pobreza, mas sim, deixa-lo
cada vez mais dependente do Estado.
O manifesto ocorreu porque, apesar de sabermos que todos os partidos
possuem quadros corruptos, o PT ultrapassou todos os limites, usando,
inclusive, a corrupção para comprar o Congresso como no episódio do Mensalão (o
que pode ser caracterizado como um golpe de Estado). A manifestação ocorreu
porque, além de um Congresso comprado temos um judiciário aparelhado.
Onde já se viu o cidadão não puder confiar no sistema eleitoral e o TSE
fazer pouco caso disso?
Se não se pode afirmar que houve fraude também não se pode afirmar que não
houve. Graças ao TSE a impressão do voto foi ridicularizada e os argumentos
apresentados pelo mesmo beiram a má-fé.
Nosso governo vem, há tempos, ajudando ditaduras sanguinárias como a
cubana, as africanas e a venezuelana o que, por si só, já é um atentado contra
os princípios democráticos. Se o Sr. acha que essas razões não são suficientes,
por favor, explique-me o impeachment do Collor que, por muito menos, saiu,
merecidamente, da Presidência da República.
Além da revolta de ler uma declaração estúpida vem a tristeza de ver que
no Brasil, o que deveria ser o maior partido de oposição ao governo, é na
verdade um partido de mentirinha. Aliás, esse alerta foi dado por Joaquim
Barbosa, que se referiu a todos os partidos brasileiros como sendo partidos de
mentirinha.
O PSDB deveria querer ser exceção mas prefere a omissão. O senhor Alberto Goldman deveria pedir
desculpas aos milhões de brasileiros que estão indignados e que, por falta de
opção, votaram em Aécio para tentar derrubar o governo mais nefasto que tivemos
depois da ditadura militar.
¨* ROBSON FILGUEIRAS - http://linkis.com/portalvox.com/5uBZw
DO MARIOFORTES
Petistas estão com medo da auditoria das urnas? Por que tanto “mimimi” após o pedido do PSDB?
O PSDB protocolou nesta quinta-feira (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de auditoria para verificar o resultado das eleições. A nota explicativa do partido à imprensa está aí na imagem ao lado, tirada da página peessedebista no Facebook.
Vejamos as reações petistas
“É inacreditável e vergonhoso. O PSDB insulta a democracia e o povo brasileiro. É um desserviço à democracia e um desrespeito à vontade do povo”
Vice-presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP):
É “lamentável”. ”Se não apresenta prova e se orienta por boato, o partido desrespeita o TSE. Uma representação dessa é negar a lisura dos ministros do TSE.”
Líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS):
“O PSDB está ultrapassando os limites do respeito a um processo democrático que se exige de todo e qualquer partido. Está entrando perigosamente por um ambiente de 3º turno que tangencia o desrespeito à vontade da maioria.”
Deputado Carlos Zarattini (SP):
É “muito grave”. “O único objetivo disso é manter o clima de disputa e de acirramento.”
RETOMO. Só aí acima já são 4
motivos para as urnas serem auditadas. Por que os petistas estão com
tanto medo? Por que tanto “mimimi”? Se confiam na lisura do processo,
basta demonstrar ao público que ele é ‘liso’ de fato. Insulto à
democracia, ao contrário do que prega Rossetto, é esconder do povo os
boletins de urna.
Cortiz e Toffoli
Mais de 60 mil pessoas assinaram petição
virtual, pressionando o PSDB a pedir auditoria. Uma montanha de
denúncias de fraude, sei lá eu se verdadeiras, apareceu nas redes. Isto
sem contar os alertas para os meios tecnológicos de manipulação das
urnas eletrônicas, como aquele da advogada Maria Aparecida Cortiz que os
próprios blogs sujos do PT haviam mostrado. Cortiz denunciara a omissão
do ministro Dias Toffoli, bem como o desaparecimento de quatro páginas
de sua petição enviada ao TSE: “É o crime perfeito. O réu julga suas
próprias ações”, dissera ela. E Chinaglia ainda quer provas?
Ora, o que se está pedindo, em função dos
indícios e testemunhos, são justamente provas de legitimidade, já que
ninguém tem como conferir o resultado das maquininhas e, diante de um
TSE tomado por advogados historicamente ligados ao PT, como Toffoli,
Admar Gonzada e Luciana Lóssio, a desconfiança entre os eleitores é
inevitável, especialmente por conta da maneira como o resultado foi
divulgado.
E quem é Zarattini para acusar os
adversários de “manter o clima de disputa e de acirramento”? Eu sei: é
um petista; e, como tal, seguidor fiel da recomendação atribuída a
Lenin, “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”. Veja como
ele incitou o ódio contra a elite paulistana após a vitória de Dilma,
como mostrou na ocasião meu compadre Alexandre Borges:
Seguem minhas tuitadas e notas sobre este e outros assuntos:
- Ministro João Otávio de Noronha acha “prejudicial à democracia” pedido do PSDB de auditoria das urnas. Mais um motivo para serem auditadas.
- Se “não há nada que comprometa” lisura do processo de eleição, por que ministro Noronha reclama do pedido de auditoria? A reação compromete.
- Ministro Noronha: “Vão dizer que não confiam na urna eletrônica? E confiariam em quê? Na urna de papel?” Siiiiiiiiiiiiiiiimmmm!
- TSE informou que pedido de auditoria das urnas será “analisado oportunamente”. Quem sabe após as eleições de 2018, caso o PT perca, é claro.
- Esquerdismo típico: reclamar de auditoria das urnas no Brasil, mas até hoje dizer que recontagem da Flórida daria vitória a Gore sobre Bush.
- PSDB: “Reiteramos nossa confiança na Justiça Eleitoral.” Eu reitero minhas desconfianças da JE e críticas à linguagem subserviente do PSDB.
- Petistas distorceram fala do advogado de Youssef e ele teve de dizer que nunca desmentiu VEJA. Agora usaram erro do Globo. Tentem de novo!
- Facebook diz ter 864 milhões de usuários diários ativos. Parabéns, MAVs. Inflaram os números.
- A todos que me perguntam o que é MAV, apresento uma ferramenta incrível do nosso tempo: Google.
- Lula, que chamou Aécio de agressor de mulheres, filhinho de papai, e tucanos de nazistas, reclama de campanha agressiva contra o PT. Cínico.
- Lula a preconceituosos: “abra seu coração, dê uma chance para outras pessoas terem o que você já tem”. Ele vai dar suítes de 7 mil no Copa?
- Muito legal vocês aí terem votado numa presidente compulsivamente mentirosa. Suspeito que vocês também votaram no Jean Wyllys no BBB.
- Zuenir Ventura entrou na vaga de Ariano Suassuna na ABL. Ou seja: ficou a mesma idiotice política, saiu inteiramente a genialidade criadora.
- “Eu falo mais rápido, meu dedo é grosso, digito errado, sou analfabeto.” (Danilo Gentili me explicando no whatsapp por que me manda áudio.)
DO R.DEMOCRATICA
Eleições 2014: auditoria já!
Eu
continuo muito incomodado com a manifestação extemporânea de João
Otávio de Noronha, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, que
decidiu desqualificar o pedido encaminhado pelo PSDB para que haja uma
auditoria nas eleições de 2014. Como vocês sabem, nunca desconfiei das
urnas eletrônicas, e sempre me pareceu um avanço tê-las. Ocorre que as
denúncias se multiplicaram. Há, nos milhares de protestos nas redes
sociais, um tanto de insatisfação com a reeleição de Dilma Rousseff? Há,
sim. Mas não é só isso. Antes que os políticos se incomodassem com a
caixa-preta das urnas eletrônicas, o povo já havia se incomodado.
Doutor
Noronha está bravo? Sugiro que ele pergunte a seus empregados se eles
confiam no sistema. A resposta certamente será “não”. E aí me cumpre
lembrar ao doutor que esse sistema existe não para o conforto dos
burocratas, mas para a satisfação dos eleitores. Parte da enorme
abstenção certamente se deve à desconfiança. As pessoas estão dando a
cara a tapa em vídeos; fazem denúncias com CPF, nome completo e RG.
Alguma resposta tem de ser dada, e é claro que não pode ser apenas um
faniquito do corregedor.
Ora, o modelo é assim tão seguro? Então vejam este vídeo:
O jornal “Diário de Goiás” publicou uma reportagem
a respeito do caso no dia 12 de outubro. Robson Ronne Brandão Rezende,
que mora no conjunto Cidade Vera Cruz II, em Aparecida de Goiânia, em
Goiás, encontrou num lixo uma sacola plástica com os seguintes
documentos referentes à disputa eleitoral no primeiro turno:
- 2 cadernos identificados como “Manual do Mesário com Biometria 2014”;
- 2 cadernos identificados como “Folhas de Votação – Eleições Gerais 2014 – Justiça Eleitoral, Zona 0136. Local 1511 – Seção 0468;
- Lista dos partidos políticos;
- pen drive da urna;
- o extrato que deveria ser enviado ao TRE;
- justificativas de ausência.
- 2 cadernos identificados como “Folhas de Votação – Eleições Gerais 2014 – Justiça Eleitoral, Zona 0136. Local 1511 – Seção 0468;
- Lista dos partidos políticos;
- pen drive da urna;
- o extrato que deveria ser enviado ao TRE;
- justificativas de ausência.
Por sugestão do advogado Ubaldo Barbosa, o material foi enviado à Polícia Federal — abaixo, vocês veem o “Auto de Apreensão”.
Segundo o
TRE, o malote da Zona 0468 se perdeu, provavelmente, quando o material
foi descarregado no Sesc Faiçalville, onde ocorria a apuração da Zona
136. Ele deve ter caído no chão, e alguém o colocou numa sacola e jogou
no lixo. Ah, bom! O tribunal informa que isso não atrapalhou a apuração
porque, quando se deu pela falta do malote, um novo pen drive foi rodado
com os votos. O resultado da urna está no site do Diário de Goiás.
Vamos ver
O episódio, por si, prova que há fraude? Não! Mas não venha o doutor Noronha afirmar que aí está a evidência de que o sistema é seguro. Como se vê, não é. O pen drive de uma urna pode ir parar no lixo. Pergunto: existe algum registro da Justiça Eleitoral em Goiás sobre o sumiço do material? Não fosse o “Auto de Apreensão” da Polícia Federal e a denúncia feita, teríamos como saber do ocorrido? E que se note, hein: a afirmação é que se rodou um novo pen drive e se registraram os votos que estavam nas urnas. Os que justificaram votos, no entanto, seriam prejudicados. Pergunto de novo: existe o documento, na Justiça Eleitoral, acusando o sumiço do malote?
O episódio, por si, prova que há fraude? Não! Mas não venha o doutor Noronha afirmar que aí está a evidência de que o sistema é seguro. Como se vê, não é. O pen drive de uma urna pode ir parar no lixo. Pergunto: existe algum registro da Justiça Eleitoral em Goiás sobre o sumiço do material? Não fosse o “Auto de Apreensão” da Polícia Federal e a denúncia feita, teríamos como saber do ocorrido? E que se note, hein: a afirmação é que se rodou um novo pen drive e se registraram os votos que estavam nas urnas. Os que justificaram votos, no entanto, seriam prejudicados. Pergunto de novo: existe o documento, na Justiça Eleitoral, acusando o sumiço do malote?
É esse “modelo” que Noronha não admite que seja nem mesmo questionado? Ora, doutor! Assim não dá!
Os casos
que estão aparecendo às pencas requerem uma resposta, sim. E lembro mais
uma vez ao doutor: apresentar petições ao poder público é uma garantia
básica das democracias. E, ao servidor, cabe não julgar essa petição
fora de sua instância adequada. A imprensa, por exemplo, não deve servir
de tribunal a um juiz, não é mesmo?
Auditoria já!
Texto publicado originalmente às 2h27
Por Reinaldo Azevedo
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