Gilbertinho Carvalho, como costumeiramente é chamado pela Vovó Petralha, diz que está cansado de crises.
É?
Eu nu tô não! ( linguagem Haddadiana ).
Quanto mais mió! ( linguagem usual de Passa Quatro - terra de guerrilheiros cagões )
Diz o Estadão:
Estamos cansados de crises, diz auxiliar de Dilma
Gilberto Carvalho desabafa depois da divulgação de nova denúncia de corrupção, desta vez contra o Ministério do Trabalho, comandado pelo PDT
JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse ontem ao Estado que "já está ficando cansado" de administrar crises envolvendo colegas do primeiro escalão. Ele se referia às notícias de que o PDT montou um esquema de achaque para aprovar convênios firmados entre o Ministério do Trabalho e ONGs. Sua declaração foi feita em tom de desabafo.
"Teremos de ver isso amanhã (hoje). Se bem que o ministro Carlos Lupi (Trabalho) tomou providências imediatas e afastou dois assessores", ponderou Carvalho. Lupi exonerou os dois servidores no sábado, mesmo dia em que circulou a edição da revista Veja com a notícia de que os auxiliares tinham montado um esquema de cobrança de propina contra ONGs que têm convênio com o ministério.
De junho até agora, coube a Gilberto Carvalho negociar a queda de cinco ministros envolvidos em escândalos, que vão desde as suspeitas de enriquecimento ilícito - caso de Antonio Palocci (Casa Civil) - a suposto desvio de dinheiro e cobrança de propinas, que atingiu Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Orlando Silva (Esporte).
Tadinho!
Todas as vezes em que vejo os padrecos safados do petismo, e Gilbertinho é a prima dona desta elite, numa situação destas, sinto uma peninha de dar dó.
Vocês não?
10 meses de pêia dentro, sem descanso, sem tréguas do PIG, sem camisinha e KY, UFA!. Coitadinhos.
E olha que ainda tem Negromonte, Ana de Holanda, Iriny, Petrobrás, BNDES, PAC, MINHA CASA, MINHA VIDA, O MENSALÃO DO LULLA e?........ Celso Daniel.
Gilbertinho, existe um jeito de acabar com todas as crises.
Um só.
FORA PT.
FORA QUADRILHA!
CADEIA NA CORJA VERMELHO-LULISTA!
VÃO PARA A CUBA QUE OS PARIU!
As crises, Betinho, acabam 1 hora depois que vocês pularem fora.
DO COM GENTE DECENTE
PAZ AMOR E VIDA NA TERRA " De tanto ver triunfar as nulidades, De tanto ver crescer as injustiças, De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". [Ruy Barbosa]
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
É decepcionante ver a que ponto de degradação chegou a militância estudantil nestes tempos petralhas
SAUDADE DO TEMPO EM QUE AS ENTIDADES ESTUDANTIS AINDA NÃO HAVIAM SIDO "PROFISSIONALIZADAS"
Para quem fez política estudantil nas décadas de 1960 e 1970, uma época em que a militância era voluntária e, principalmente, ideológica, é decepcionante ver a que ponto de degradação chegou a militância estudantil nestes tempos petralhas, quando as "lideranças" de centros acadêmicos e entidades, no mais das vezes, não passam de "estudantes profissionais", que passam anos a fio nas universidades, bancados por legendas políticas, única e exclusivamente para fazer o papel de "capataz", mantendo a "manada" sob controle, para ser utilizada, quando os propósitos forem do interesses dos "novos coronéis".
Vejamos o que está acontecendo atualmente na USP, em São Paulo, onde um "grupelho de anarquistas, travestidos de estudantes, resolveram invadir o prédio da Reitoria, em protesto pelo fato da polícia ter entrado no Campus Universitário para prender traficantes de maconha. Pois bem, essa estudantada de meia tigela, que não tem a decência de ir às ruas para protestar contra a corrupção política e administrativa, ou mesmo contra o sucateamento dos órgãos públicos responsáveis pela distribuição de saúde, segurança e educação, acham motivação para realizar badernas, inclusive com o uso de violência, como protesto contra a "ousadia" da Polícia Militar em entrar no Campus da USP para conter a venda e consumo de maconha. Será que esses idiotas acham que o Campus da USP é um território livre para consumo de drogas? Tenho saudade do tempo em que os estudantes brasileiros ainda preservavam o direito de pensar por conta própria...
DO RESIST.DEMOCRATICA
Lupi:‘Sou como cana de canavial. Nem facão arranca’
O destino tem sido implacável com a equipe de ministros de Dilma Rousseff.
Entre uma manchete e outra, o sinal muda de verde para amarelo.
Aconteceu uma, duas, três, quatro, cinco vezes. Em todos os casos, os ministros pilhados na contramão preferiram o acelerador ao freio.
Dá-se coisa semelhante com o pedetê Carlos Lupi. Fustigado pela oposição, que cobra sua saída, o titular do Trabalho recorre à direção perigosa:
"Eu repito sempre que sou como cana de canavial: nem facão nem a queimada arranca minha raiz. Vou até o fim…"
“…Tem muita gente graúda incomodada com a minha presença no ministério, mas pode dizer que eles vão ter que me engolir."
Em meio à “gente graúda” que revela algum incômodo destaca-se a presidenta da República.
Com Lupi atravessado na traquéia, Dilma planejava moer a cana no engenho ministerial projetado para o início de 2012.
A dúvida é: Dilma vai aturar os canaviai$ do Trabalho por mais alguns meses ou descerá o facão antes do previsto?
Considerando-se a devastação do ministério plantado na Esplanada há dez meses, o destino de Lupi, longe de parecer estranho, tem um quê de familiar.
O ministro parece convencido de que foi enraizado no mundo como exemplo.
De quê?
Todo mundo, inclusive Dilma, tenta descobrir.
Se mantiver Lupi em pé depois de ter ceifado os cinco incômodos que o precederam, Dilma terá descoberto algo que, por inusitado, merece ser compartilhado com a plateia. 07/11/2011
DO RESIST.DEMOCRATIVA
A HORA DO VOTO - Uspianos e universitários de todo o Brasil, chega da ditadura dos extremistas!!!
Mirem-se no exemplo da
Universidade de Brasília!
Mandem pra PQP os dinossauros
do PT, PSOL, PSTU, PCO, LER-QI…
Mandem pra PQP os dinossauros
do PT, PSOL, PSTU, PCO, LER-QI…
Falarei sobre a USP porque é o tema do momento, mas o que vai neste post vale para todas as universidades do país, especialmente as públicas, onde os dinossauros costumam se reproduzir em maior número, embora sejam a minoria ridícula e patética de sempre. No fim deste mês, haverá eleição para o DCE da maior universidade do país. Chegou a hora de a racionalidade dar uma resposta à ignorância, à estupidez, à violência, à vigarice intelectual, ao fascismo, à picaretagem, ao tráfico de drogas, ao banditismo, à empulhação, à mentira, às utopias que matam. Chegou a hora de permitir que o século 21 finalmente brote na representação estudantil!
- Até quando essa meia-dúzia de radicais vai abusar da instituição, usando-a como mero aparelho de seus delírios ideológicos?
- Até quando estudantes profissionais, que odeiam a USP e têm prontuário em vez de currículo, continuarão a se impor àqueles que realmente estudam?
- Até quando o Sintusp, que congrega servidores da USP, vai tentar impor na marra o ritmo de funcionamento de uma instituição acadêmica?
- Até quando, uspianos, vocês serão assaltados pelos discursos embolorados de sempre, que mentem sobre o passado, distorcem o presente e tentam inviabilizar o futuro?
- Até quando, em suma, minorias de extremistas enlouquecidos, que mal sabem onde têm o nariz ou o que fazem com ele, se colocarão como guias dos estudantes da maior universidade do país?
- Até quando essa minoria de irresponsáveis, que hoje flerta abertamente com o crime organizado dentro da USP, continuará a impor a suja vontade à maioria que quer estudar?
CHEGOU A HORA DO VOTO! CHEGOU A HORA DE A MAIORIA SILENCIOSA FALAR!
CHEGOU A HORA DE FAZER DA ELEIÇÃO DO DCE DA USP UM FATO REALMENTE HISTÓRICO. FAÇAM, SENHORES USPIANOS SILENCIOSOS, A ELEIÇÃO MAIS REPRESENTATIVA DA HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE!
CHEGOU A HORA DE AS ESQUERDAS DA USP SE CONFRONTAREM COM AQUILO QUE REALMENTE NÃO CONHECEM: A MASSA!
CHEGOU A HORA, ALUNOS QUE QUEREM ESTUDAR E QUE ANSEIAM POR UMA UNIVERSIDADE REALMENTE COMPROMETIDA COM O ESTUDO E COM A PESQUISA, DE DAR UMA RESPOSTA À VANGUARDA DO ATRASO, À VANGUARDA DO RETROCESSO, À VANGUARDA DE ANTEONTEM.
CHEGOU A HORA DE APEAR DO PODER OS BANDIDOS QUE SEQÜESTRAM OS DIREITOS DOS ESTUDANTES PARA ALIMENTAR SUAS ESTÚPIDAS FANTASIAS REVOLUCIONÁRIAS. Eleições e greve
Entre os dias 22 e 24 deste mês, haverá eleição para o DCE. Seis chapas estão inscritas. Duas deles reúnem os atuais promotores da invasão: uma junta o PCO com o Movimento Negação da Negação (!?). A outra é da turma da LER-QI, com esse nome de doença ortopédica. É só um braço do Sintusp. Um pedaço do PSOL fez parceria com o PSTU para formar uma terceira; outro preferiu, atenção!, o MST (sim, há um braço do Movimento dos Sem Terra na USP!) e formou a quarta chapa. Uma quinta reúne os de sempre: PT, PCdoB e MR-8, que agora se chama “Partido Pátria Livre”. E há uma sexta chapa que não é de esquerda: uma única. Há nela, parece, alguns alunos filiados ao PSDB, alguns seriam filiados o PP, mas um bom número não tem filiação nenhuma — no caso da chapa vitoriosa da UnB, não há um só estudante filiado.
Atenção, senhores alunos da USP que realmente querem estudar! Nos muitos fóruns de professores e alunos existentes na universidade — eu tenho muitas fontes nesse meio; eles podem espernear à vontade —, os petistas é que estão liderando o debate. Eles querem o fim da “ocupação” (o nome certo é “invasão”) agora porque planejam, como dizem, “reunir forças” para fazer uma “grande greve” no ano que vem. Contra o quê? Eles ainda não sabem. Mas, como diz um dos vigaristas (que é professor!), “a gente sempre acha um motivo”. É isto mesmo, senhores alunos da USP: eles os tratam como mera massa de manobra de seus interesses partidários. E NÃO SE ESQUEÇAM: 2012 É ANO ELEITORAL. E, portanto, ano “bom” para greve!
Votem contra a greve, votem contra as invasões, votem a favor do ensino, votem a favor da pesquisa, votem contra o assassinato no campus, votem contra o tráfico de drogas, votem contra o roubo de carros, votem contra o furto, votem contra a violência, VOTEM, EM SUMA, CONTRA AS ESQUERDAS. Votem a favor da universidade e de si mesmos!
Sigam o exemplo da Universidade de Brasília. Pela primeira vez em 49 anos, a esquerda está fora do DCE.
O estudantes de lá disseram um “não” aos fascistóides que querem se impor na base do berro, da mentira e da violência!
ATENÇÃO, MAIORIA SILENCIOSA DA USP, AS REDES SOCIAIS ESTÃO AÍ! MOBILIZEM-SE!
FAÇAM COM QUE AS ESQUERDAS DA USP CONHEÇAM O PESO DA MAIORIA!
DO RESIST.DEMOCRATICA
A democracia deles - Petista esvazia poder de investigação da Câmara e barra todas as CPIs
Por Denise Madueño, no Estadão:
Por Reinaldo Azevedo
Sem alarde, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), tem tomado decisões, em seus nove meses do mandato, que esvaziam o poder constitucional dos deputados de fiscalizar as ações do governo. Ele não permitiu a instalação de nenhuma comissão parlamentar de inquérito (CPI) e vem dificultando as iniciativas de investigação das comissões e a busca de informações dos parlamentares junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), órgão auxiliar da Câmara responsável por auditorias em programas e gastos públicos.
Ao retirar prerrogativas dos parlamentares, Maia beneficia diretamente o governo. As CPIs são instrumentos de investigação parlamentar com poderes de quebrar sigilos fiscais, telefônicos e convocar qualquer pessoa. Por isso, o Executivo, que nem sempre consegue controlar os trabalhos das comissões, sempre viu as CPIs com desconfiança, como uma “arma perigosa” nas mãos dos parlamentares.
A estratégia de Maia levou a um significativo recorde na história do Legislativo: esta é a primeira vez, nos últimos 36 anos, que não há uma única CPI funcionando na Câmara no início de um período legislativo. Os precedentes apontam exatamente o contrário. Desde 1975, os deputados começaram seus trabalhos com propostas de investigação. A explicação é que Maia, de forma unilateral, barrou os sete requerimentos já protocolados na Casa desde fevereiro passado, quando os deputados tomaram posse e ele foi eleito para presidi-la no biênio 2011/2012.
(…)
(…)
REPORTAGEM DA VEJA 1 - Governo diz ter feito alerta a Lupi sobre convênios suspeitos
Por Márcio Falcão e Andreza Matais, na Folha:
O Palácio do Planalto alertou e cobrou medidas do ministro Carlos Lupi (Trabalho) contra as acusações de irregularidades em convênios firmados pela pasta com ONGs. “A gente fez um alerta de que era preciso cuidado porque não era possível continuar com essa política [de convênios]“, disse o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), segundo quem a conversa ocorreu há cerca de três meses. “A gente fez um alerta geral na época, e ele assegurou que o que precisava ter sido feito foi feito”, acrescentou. Foi após essa conversa que Marcelo Panella, então chefe de gabinete de Lupi e tesoureiro do PDT, foi afastado da pasta por suposto envolvimento nas denúncias. Panella diz que saiu por motivos pessoais e que nunca cuidou de recursos para ONGs.
Reportagem da revista “Veja” desta semana afirma que assessores do ministro teriam pedido propina a ONGs, entre elas o Instituto Êpa, do Rio Grande do Norte. Anteontem, Carvalho voltou a conversar com Lupi. Disse que orientou o colega a se defender. “A nossa expectativa é que haja um roteiro diferente desta vez”, afirmou Carvalho, que também acompanhou os casos que resultaram na saída de seis ministros do governo. Sobre as suspeitas contra o Ministério do Trabalho, até o momento, a avaliação do Planalto é que não há fato que atinja diretamente Lupi.O Palácio do Planalto alertou e cobrou medidas do ministro Carlos Lupi (Trabalho) contra as acusações de irregularidades em convênios firmados pela pasta com ONGs. “A gente fez um alerta de que era preciso cuidado porque não era possível continuar com essa política [de convênios]“, disse o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), segundo quem a conversa ocorreu há cerca de três meses. “A gente fez um alerta geral na época, e ele assegurou que o que precisava ter sido feito foi feito”, acrescentou. Foi após essa conversa que Marcelo Panella, então chefe de gabinete de Lupi e tesoureiro do PDT, foi afastado da pasta por suposto envolvimento nas denúncias. Panella diz que saiu por motivos pessoais e que nunca cuidou de recursos para ONGs.
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REPORTAGEM DE VEJA 2 – Um, dois, três, quatro, cinco, seis… “Morro, mas não jogo a toalha”, diz Lupi!
Ai, ai…Carlos Lupi é mais um ministro que não vai se entregar de jeito nenhum, que é um poço de virtudes, que reclama da reportagem de VEJA! Deixem-me ver: um, dois, três, quatro, cinco… Isto: é o sexto a entoar a mesma ladainha. Também ele tem suias teorias conspiratórias, fazendo-nos crer que só enfrenta problemas porque é severo demais. Se haverá acomodação desta vez, aí não sei. Os fatos berram. Leiam entrevista a Chico Otavio, de O Globo:
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O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, desembarca nesta segunda-feira em Brasília disposto a resistir no cargo. Acossado por denúncias sobre desvio de recursos e cobrança de propina nos convênios da pasta com ONGs na área de qualificação profissional, ele avisa que morre, mas não joga a toalha. Lupi se diz vítima de retaliação de empresários que sonegariam o FGTS e o INSS no pagamento de horas extras aos trabalhadores. Ele disse que botaria “as mãos e os pés” no fogo pelo ex-chefe de gabinete e amigo pessoal Marcelo Panella, que se afastou em agosto, antes de ser acusado de cobrar de 5% a 15% do valor do contrato com ONGs para restabelecer repasses suspensos por irregularidades.
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O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, desembarca nesta segunda-feira em Brasília disposto a resistir no cargo. Acossado por denúncias sobre desvio de recursos e cobrança de propina nos convênios da pasta com ONGs na área de qualificação profissional, ele avisa que morre, mas não joga a toalha. Lupi se diz vítima de retaliação de empresários que sonegariam o FGTS e o INSS no pagamento de horas extras aos trabalhadores. Ele disse que botaria “as mãos e os pés” no fogo pelo ex-chefe de gabinete e amigo pessoal Marcelo Panella, que se afastou em agosto, antes de ser acusado de cobrar de 5% a 15% do valor do contrato com ONGs para restabelecer repasses suspensos por irregularidades.
A Polícia Federal investiga, só em Sergipe, o desvio de R$ 11 milhões em convênios com o Ministério do Trabalho. O que o senhor tem a dizer sobre as denúncias?
CARLOS LUPI: Quem fez a denúncia de Sergipe foi o próprio Ministério do Trabalho, que também inscreveu as fundações como inadimplentes no Siaf. Todas tiveram o pagamento interrompido. Constatamos o problema com a CGU, que é nossa parceira. Mas isso não é dito. Existe má vontade comigo, uma herança dos tempos do brizolismo. Não me dão direito de resposta.
CARLOS LUPI: Quem fez a denúncia de Sergipe foi o próprio Ministério do Trabalho, que também inscreveu as fundações como inadimplentes no Siaf. Todas tiveram o pagamento interrompido. Constatamos o problema com a CGU, que é nossa parceira. Mas isso não é dito. Existe má vontade comigo, uma herança dos tempos do brizolismo. Não me dão direito de resposta.
E quanto à denúncia da revista “Veja” sobre o envolvimento de assessores seus na cobrança de propina a ONGs?
LUPI: A reportagem da “Veja” tem um vício inicial: o denunciante se esconde atrás do anonimato. Como lutei contra a ditadura, é duro assistir. As organizações citadas, Oxigênio e Instituto Êpa, não chegaram a receber o dinheiro. O ministro Garibaldi Alves, da Previdência Social, realmente me procurou para conversar sobre a Êpa. Mas expliquei a ele que não havia como liberar os repasses. Só saiu a primeira parcela, o que é normal.
LUPI: A reportagem da “Veja” tem um vício inicial: o denunciante se esconde atrás do anonimato. Como lutei contra a ditadura, é duro assistir. As organizações citadas, Oxigênio e Instituto Êpa, não chegaram a receber o dinheiro. O ministro Garibaldi Alves, da Previdência Social, realmente me procurou para conversar sobre a Êpa. Mas expliquei a ele que não havia como liberar os repasses. Só saiu a primeira parcela, o que é normal.
O afastamento do coordenador-geral de Qualificação, Anderson Alexandre dos Santos, um dos acusados, indica que a denúncia tem consistência?
LUPI: Pedi ao Anderson, que trabalha há oito anos no Ministério, que saísse para que pudéssemos apurar as denúncias. Ele é um cara humilde. Está em depressão.
LUPI: Pedi ao Anderson, que trabalha há oito anos no Ministério, que saísse para que pudéssemos apurar as denúncias. Ele é um cara humilde. Está em depressão.
Outro citado, Marcelo Panella, seu chefe de gabinete, também saiu em agosto passado por causa das suspeitas?
LUPI: Marcelo me pedia desde o ano passado para sair. Ele tem um filho de 10 anos e pavor de viajar de avião. Está esgotado. Por ele, ponho os pés e as mãos no fogo. Nós nos conhecemos há 25 anos. Sou seu padrinho de casamento. Atendendo a seu pedido, eu o exonerei. Ele e Anderson são os mais atingidos com as denúncias. Foram jogados na lama sem direito de defesa. O Ministério do Trabalho tem 10 mil funcionários e 600 unidades descentralizadas. Pode ter erro? Pode. Falhas? Também. Mas corrupção é difícil.
LUPI: Marcelo me pedia desde o ano passado para sair. Ele tem um filho de 10 anos e pavor de viajar de avião. Está esgotado. Por ele, ponho os pés e as mãos no fogo. Nós nos conhecemos há 25 anos. Sou seu padrinho de casamento. Atendendo a seu pedido, eu o exonerei. Ele e Anderson são os mais atingidos com as denúncias. Foram jogados na lama sem direito de defesa. O Ministério do Trabalho tem 10 mil funcionários e 600 unidades descentralizadas. Pode ter erro? Pode. Falhas? Também. Mas corrupção é difícil.
Se o próprio Ministério denunciou convênios à polícia, o senhor admite que havia problemas com os recursos repassados às ONGs?
LUPI: Até dezembro de 2007, o governo não fazia chamada pública para contratações de ONGs. Até então, bastava apenas apresentar o projeto. Se aprovado, era executado pela própria organização. O pagamento saía na medida em que o serviço era prestado. Esta fórmula, que predominava até a minha chegada, causava problemas de fato. O que não pode é generalizar, como se todos fossem bandidos.
LUPI: Até dezembro de 2007, o governo não fazia chamada pública para contratações de ONGs. Até então, bastava apenas apresentar o projeto. Se aprovado, era executado pela própria organização. O pagamento saía na medida em que o serviço era prestado. Esta fórmula, que predominava até a minha chegada, causava problemas de fato. O que não pode é generalizar, como se todos fossem bandidos.
Depois que o senhor entrou, o que foi mudado?
LUPI: Quando cheguei, implantei a chamada pública. Não é concorrência oficial, mas prevê edital, pregão e escolha do menor preço. Desde o início do ano, não fazemos mais convênios com instituições sem fins lucrativos. Falta-nos pernas para fiscalizar, investigar in loco. Assim, fica difícil controlar. Os convênios, agora, são feitos com estados e municípios. A responsabilidade passou a ser deles.
LUPI: Quando cheguei, implantei a chamada pública. Não é concorrência oficial, mas prevê edital, pregão e escolha do menor preço. Desde o início do ano, não fazemos mais convênios com instituições sem fins lucrativos. Falta-nos pernas para fiscalizar, investigar in loco. Assim, fica difícil controlar. Os convênios, agora, são feitos com estados e municípios. A responsabilidade passou a ser deles.
O senhor disse que já agiu no caso das ONGs de Sergipe. E o caso das propinas?
LUPI: Pedi ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar as denúncias da “Veja”. Ninguém pode ter a honra jogada no lixo por causa de uma denúncia anônima. Também notifiquei judicialmente o Ministério Público para que faça a sua apuração. Não sou conivente com desvios éticos. Se isso ocorrer, o que não acredito, o responsável terá de pagar. Vou fundo. Tenho 30 anos de partido e ganhei muitos inimigos.
LUPI: Pedi ao ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar as denúncias da “Veja”. Ninguém pode ter a honra jogada no lixo por causa de uma denúncia anônima. Também notifiquei judicialmente o Ministério Público para que faça a sua apuração. Não sou conivente com desvios éticos. Se isso ocorrer, o que não acredito, o responsável terá de pagar. Vou fundo. Tenho 30 anos de partido e ganhei muitos inimigos.
O senhor pretende deixar o Ministério do Trabalho?
LUPI: Estou no vespeiro. Vou nesta luta até o fim. Descarto totalmente a renúncia. Morro, mas não jogo a toalha. Alguns nascem para se acovardar. Outros, para lutar. É o meu caso. Topo a luta. Vou até o fim.
LUPI: Estou no vespeiro. Vou nesta luta até o fim. Descarto totalmente a renúncia. Morro, mas não jogo a toalha. Alguns nascem para se acovardar. Outros, para lutar. É o meu caso. Topo a luta. Vou até o fim.
Contra quem o senhor luta?
LUPI: Por trás das denúncias, há o dedo daqueles que ficaram insatisfeitos com a implantação do ponto eletrônico no país. Constatei que existia uma fraude no descontrole da frequência dos trabalhadores. Muitas empresas pagam a hora extra, mas não recolhem FGTS e INSS. Com o ponto, o ministério passa a enfrentar essa sonegação. Mexi com poderosos inimigos. Atirei no que vi e acertei no que não vi. Agora, esses caras me escolheram para derrubar.
LUPI: Por trás das denúncias, há o dedo daqueles que ficaram insatisfeitos com a implantação do ponto eletrônico no país. Constatei que existia uma fraude no descontrole da frequência dos trabalhadores. Muitas empresas pagam a hora extra, mas não recolhem FGTS e INSS. Com o ponto, o ministério passa a enfrentar essa sonegação. Mexi com poderosos inimigos. Atirei no que vi e acertei no que não vi. Agora, esses caras me escolheram para derrubar.
REPORTAGEM DE VEJA 3 - “Estamos cansados de crises”, diz auxiliar de Dilma. E o país está cansado da corrupção, certo?
Por João Domingos, no Estadão:
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse ontem ao Estado que “já está ficando cansado” de administrar crises envolvendo colegas do primeiro escalão. Ele se referia às notícias de que o PDT montou um esquema de achaque para aprovar convênios firmados entre o Ministério do Trabalho e ONGs. Sua declaração foi feita em tom de desabafo.
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse ontem ao Estado que “já está ficando cansado” de administrar crises envolvendo colegas do primeiro escalão. Ele se referia às notícias de que o PDT montou um esquema de achaque para aprovar convênios firmados entre o Ministério do Trabalho e ONGs. Sua declaração foi feita em tom de desabafo.
“Teremos de ver isso amanhã (hoje). Se bem que o ministro Carlos Lupi (Trabalho) tomou providências imediatas e afastou dois assessores”, ponderou Carvalho. Lupi exonerou os dois servidores no sábado, mesmo dia em que circulou a edição da revista Veja com a notícia de que os auxiliares tinham montado um esquema de cobrança de propina contra ONGs que têm convênio com o ministério.
De junho até agora, coube a Gilberto Carvalho negociar a queda de cinco ministros envolvidos em escândalos, que vão desde as suspeitas de enriquecimento ilícito - caso de Antonio Palocci (Casa Civil) - a suposto desvio de dinheiro e cobrança de propinas, que atingiu Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Orlando Silva (Esporte).
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REPORTAGEM DE VEJA 4 - Após denúncias, oposição quer Lupi fora de ministério
Por Eugênia Lopes, no Estadão:
Enquanto o governo tenta votar, em primeiro turno, a prorrogação da emenda constitucional da Desvinculação das Receitas da União (DRU), sua oposição na Câmara defende a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). Haverá ainda a tentativa de convocá-lo para falar sobre a denúncia de que seus assessores cobravam de 5% a 15% de propina de ONGs contratadas para capacitar trabalhadores.
Enquanto o governo tenta votar, em primeiro turno, a prorrogação da emenda constitucional da Desvinculação das Receitas da União (DRU), sua oposição na Câmara defende a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). Haverá ainda a tentativa de convocá-lo para falar sobre a denúncia de que seus assessores cobravam de 5% a 15% de propina de ONGs contratadas para capacitar trabalhadores.
O governo não está certo se a demissão de um dos assessores da pasta, no mesmo dia das denúncias, dará fim ao caso. “Não sei se resolve, mas isso não tem nada a ver com a DRU”, afirmou ontem o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Em nota, o PSDB defendeu o afastamento de Lupi. “Uma das atribuições do ministro é gerir o dinheiro recolhido do trabalhador para promover o emprego. Pelas sucessivas denúncias, parte desses recursos ou está sendo desviada ou está abastecendo os cofres partidários. Ou seja, o dinheiro que o governo tira do cidadão está indo para o ralo”, diz o comunicado assinado pelo líder tucano, deputado Duarte Nogueira (SP).
As medidas tomadas por Lupi até agora, para ele, não bastam: “O mais transparente é que o ministro se afaste para não comprometer ou dificultar as investigações. Se nada for comprovado, ele poderá retornar ao cargo”.
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Lugar de bandido mascarado é na cadeia! E que invasores e incitadores do crime paguem por seus atos!
Termina hoje à noite o prazo dado pela Justiça para que um grupo de 50 a 100 pessoas, entre ditos estudantes e funcionários, deixem um prédio da Reitoria da USP. Escrevo “ditos estudantes e funcionários” porque os que são, oficialmente ao menos, alunos não estão lá com a finalidade de aprender, se graduar, pesquisar, essas coisas que indivíduos que pertencem a essa categoria fazem mundo afora. Também os servidores invasores não se contentam em receber o seu salário (poderiam até estar infelizes com os vencimentos e reivindicar mais, isso é do jogo) e, como determina a etimologia, servir à universidade. Uns e outros entendem que a USP é só o lugar que vai dar início à…, Deus do Céu!!!, “revolução socialista”.
Aqui e ali, alguns doutos articulistas tentam entender a “utopia” desses caras e inscrevê-los numa certo movimento de inconformismo que toma conta do planeta. Bobagem! Assim seria se assim fosse. Ocorre que não é. A USP tem quase 90 mil alunos, 15 mil funcionários e mais de 5 mil professores. Uma comunidade de 110 mil pessoas, como se nota, é tiranizada por um bando de 100 meliantes — 0,1% do total! Qualquer grupo humano deve contar com uma taxa parecida de delinqüência. A única seiva que alimenta essa gente é a impunidade. Estão acostumados a promover, ano após ano, a baderna, jogando as leis no lixo e agravando os direitos de mais de 100 mil pessoas, sem que nada lhes aconteça na USP ou fora dela — vale dizer: nem a universidade usa seu Regimento Interno para puni-los nem a lei democrática os alcança para reparar os direitos ofendidos de terceiros. Formam, então, uma casta acima da lei, à qual tudo é permitido.
O mesmo vale para alguns professores, que tentam emprestar sotaque acadêmico superior ao crime, à anomia, à desordem, como se o próprio conhecimento não fosse expressão de uma hierarquia. Entendem a universidade como o lugar da “resistência”. Mas “resistência” exatamente a quê? A resposta só pode ser uma, e ela denuncia a natureza dessa militância: RESISTÊNCIA À DEMOCRACIA. De fato, é isso que não suportam. Como não podem expressar com clareza esse ponto de vista, procuram no seu embornal de idéias mortas palavras que servem para mobilizar essas extremas minorias: a luta contra o “mercado”, o “neoliberalismo”, os “reacionários”, os “fascistas”… Não está entre as garantias de um professor nem encontra abrigo na autonomia universitária ou na liberdade de expressão o incitamento ao crime, à baderna, à desordem e ao descumprimento do Regimento Interno, do Código Penal e da Constituição. No que concerne à corporação, é uma falha funcional; no que diz respeito à sociedade como um todo, trata-se de um crime. Também esses professores precisam começar a arcar com o peso de suas escolhas.
O que estou dizendo é que a ocorrência, e já é assim há muitos anos, não é sintoma de algum mal-estar da democracia, da universidade, da cultura, do capitalismo. É só expressão do banditismo de meia-dúzia de extremistas estúpidos. Já era assim em 2007 ou 2009, quando hordas — escolhi a palavra — de jornalistas da chamada grande imprensa iam lá puxar o saco de invasores, exaltar os seus valores, entender a sua rotina, fazer o dia-a-dia da invasão. A coisa chegou a tal extremo, lembro de novo, que, em 2007, Laura Capriglione, da Folha, chamou uma manifestação de estudantes contra a ocupação da reitoria de a “primeira passeata REACIONÁRIA da USP”. Mais: ela inventou também que se tratava de um movimento apolítico, sem influência das correntes de extrema esquerda…
Sim, havia uma pequena diferença entre 2007 e 2011. Naquele ano, o PT estava apoiando os invasores, tanto é que algumas cabeças coroadas do professorado petista assinaram até manifesto. Na ponta, como sempre, iam Marilena Chaui e Antonio Candido. Vocês sabem: um movimento, para ser considerado “sério”, tem de ter o apoio da MC Marilena Quebra Barraco do Spinoza. Desta vez, PT, PSOL e até o PSTU são, vamos dizer, os “moderados”. Quem assumiu o comando da revolução foi o PCO, a tal Liga Estratégia Revolucionária - Quarta Internacional (LER-QI) e o Movimento Negação da Negação (!!!). A Laura, a minha musa, foi lá. Ela, que tanto incensou os feios, sujos e malvados em jornadas passadas, foi tratada como agente da “imprensa burguesa”. Abaixo, um trecho do seu texto, bem-escrito, diga-se, na Folha de ontem:
Ninguém vai falar com você. É proibido passar qualquer informação para a imprensa burguesa”, troveja a estudante por detrás da máscara branca comprada na rua 25 de março.
Ela é um dos cerca de 50 jovens que, às 11h da sexta-feira, montam guarda no edifício da reitoria da Universidade de São Paulo (Butantã, zona oeste de São Paulo). A USP tem 89 mil alunos.
O prédio foi invadido na última terça-feira, como protesto contra a presença da PM no campus universitário.
O movimento começou no dia 27 de outubro, quando policiais detiveram três estudantes flagrados com maconha. Solidários, outros alunos tentaram soltar os colegas. Virou pancadaria.
“Acesso Livre. Seja Bien Venido”, assim, em portunhol, avisa a faixa afixada na reitoria. Não é para valer.
Ao se aproximar do portão do prédio, a reportagem depara-se com a barreira humana formada pela “Comissão de Segurança” -seis ou sete jovens nervosos, monossilábicos, mascarados.
Logo, um grandalhão levanta-se de uma das poltronas de couro da reitoria onde, há poucos minutos, se refestelava: “Proibido entrar. Afaste-se. Depois dos cavaletes”, adverte, ameaçador.
O “segurança” tem o rosto coberto por uma camiseta preta, à moda tuaregue.
A tensão se exacerba quando o iPhone da repórter, vibrando, emite aquele brrrrr característico de quando recebe um e-mail. “Desliga isso, desliga esse gravador, porra”, impõe o tuaregue do Butantã, olhando desconfiado para o aparelho. A cena se repetiria várias vezes -brrrrr, “desliga o gravador”; brrrrr, “desliga o gravador”.
“Acabou o amor”, informa outra faixa. Percebe-se.
(…)
Ela é um dos cerca de 50 jovens que, às 11h da sexta-feira, montam guarda no edifício da reitoria da Universidade de São Paulo (Butantã, zona oeste de São Paulo). A USP tem 89 mil alunos.
O prédio foi invadido na última terça-feira, como protesto contra a presença da PM no campus universitário.
O movimento começou no dia 27 de outubro, quando policiais detiveram três estudantes flagrados com maconha. Solidários, outros alunos tentaram soltar os colegas. Virou pancadaria.
“Acesso Livre. Seja Bien Venido”, assim, em portunhol, avisa a faixa afixada na reitoria. Não é para valer.
Ao se aproximar do portão do prédio, a reportagem depara-se com a barreira humana formada pela “Comissão de Segurança” -seis ou sete jovens nervosos, monossilábicos, mascarados.
Logo, um grandalhão levanta-se de uma das poltronas de couro da reitoria onde, há poucos minutos, se refestelava: “Proibido entrar. Afaste-se. Depois dos cavaletes”, adverte, ameaçador.
O “segurança” tem o rosto coberto por uma camiseta preta, à moda tuaregue.
A tensão se exacerba quando o iPhone da repórter, vibrando, emite aquele brrrrr característico de quando recebe um e-mail. “Desliga isso, desliga esse gravador, porra”, impõe o tuaregue do Butantã, olhando desconfiado para o aparelho. A cena se repetiria várias vezes -brrrrr, “desliga o gravador”; brrrrr, “desliga o gravador”.
“Acabou o amor”, informa outra faixa. Percebe-se.
(…)
Voltei
Só há um caminho, e é aquele que conta com o apoio de 99,9% da comunidade uspiana: o triunfo da legalidade, segundo as regras da democracia. Aqueles 100 baderneiros têm de sair de lá. Se não for por bem, terão de ser retirados pela democracia de farda, a quem os brasileiros de São Paulo concedem o uso legítimo da força. Lugar de bandido mascarado é na cadeia. E sem máscara!
Só há um caminho, e é aquele que conta com o apoio de 99,9% da comunidade uspiana: o triunfo da legalidade, segundo as regras da democracia. Aqueles 100 baderneiros têm de sair de lá. Se não for por bem, terão de ser retirados pela democracia de farda, a quem os brasileiros de São Paulo concedem o uso legítimo da força. Lugar de bandido mascarado é na cadeia. E sem máscara!
A HORA DO VOTO - Uspianos e universitários de todo o Brasil, chega da ditadura dos extremistas!!! Mirem-se no exemplo da Universidade de Brasília! Mandem pra PQP os dinossauros do PT, PSOL, PSTU, PCO, LER-QI…
Falarei sobre a USP porque é o tema do momento, mas o que vai neste post vale para todas as universidades do país, especialmente as públicas, onde os dinossauros costumam se reproduzir em maior número, embora sejam a minoria ridícula e patética de sempre. No fim deste mês, haverá eleição para o DCE da maior universidade do país. Chegou a hora de a racionalidade dar uma resposta à ignorância, à estupidez, à violência, à vigarice intelectual, ao fascismo, à picaretagem, ao tráfico de drogas, ao banditismo, à empulhação, à mentira, às utopias que matam. Chegou a hora de permitir que o século 21 finalmente brote na representação estudantil!
- Até quando uma minoria que não chega a representar 1% da USP dará as cartas na universidade?
- Até quando essa meia-dúzia de radicais vai abusar da instituição, usando-a como mero aparelho de seus delírios ideológicos?
- Até quando estudantes profissionais, que odeiam a USP e têm prontuário em vez de currículo, continuarão a se impor àqueles que realmente estudam?
- Até quando vanguardistas do século 19 ditarão os caminhos que os uspianos devem seguir no século 21?
- Até quando o Sintusp, que congrega servidores da USP, vai tentar impor na marra o ritmo de funcionamento de uma instituição acadêmica?
- Até quando, uspianos, vocês serão assaltados pelos discursos embolorados de sempre, que mentem sobre o passado, distorcem o presente e tentam inviabilizar o futuro?
- Até quando, em suma, minorias de extremistas enlouquecidos, que mal sabem onde têm o nariz ou o que fazem com ele, se colocarão como guias dos estudantes da maior universidade do país?
- Até quando essa minoria de irresponsáveis, que hoje flerta abertamente com o crime organizado dentro da USP, continuará a impor a suja vontade à maioria que quer estudar?
CHEGOU A HORA DO VOTO!
CHEGOU A HORA DE A MAIORIA SILENCIOSA FALAR!
CHEGOU A HORA DE FAZER DA ELEIÇÃO DO DCE DA USP UM FATO REALMENTE HISTÓRICO. FAÇAM, SENHORES USPIANOS SILENCIOSOS, A ELEIÇÃO MAIS REPRESENTATIVA DA HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE!
CHEGOU A HORA DE AS ESQUERDAS DA USP SE CONFRONTAREM COM AQUILO QUE REALMENTE NÃO CONHECEM: A MASSA!
CHEGOU A HORA, ALUNOS QUE QUEREM ESTUDAR E QUE ANSEIAM POR UMA UNIVERSIDADE REALMENTE COMPROMETIDA COM O ESTUDO E COM A PESQUISA, DE DAR UMA RESPOSTA À VANGUARDA DO ATRASO, À VANGUARDA DO RETROCESSO, À VANGUARDA DE ANTEONTEM.
CHEGOU A HORA DE APEAR DO PODER OS BANDIDOS QUE SEQÜESTRAM OS DIREITOS DOS ESTUDANTES PARA ALIMENTAR SUAS ESTÚPIDAS FANTASIAS REVOLUCIONÁRIAS.
Eleições e greve
Entre os dias 22 e 24 deste mês, haverá eleição para o DCE. Seis chapas estão inscritas. Duas deles reúnem os atuais promotores da invasão: uma junta o PCO com o Movimento Negação da Negação (!?). A outra é da turma da LER-QI, com esse nome de doença ortopédica. É só um braço do Sintusp. Um pedaço do PSOL fez parceria com o PSTU para formar uma terceira; outro preferiu, atenção!, o MST (sim, há um braço do Movimento dos Sem Terra na USP!) e formou a quarta chapa. Uma quinta reúne os de sempre: PT, PCdoB e MR-8, que agora se chama “Partido Pátria Livre”. E há uma sexta chapa que não é de esquerda: uma única. Há nela, parece, alguns alunos filiados ao PSDB, alguns seriam filiados o PP, mas um bom número não tem filiação nenhuma — no caso da chapa vitoriosa da UnB, não há um só estudante filiado.
Entre os dias 22 e 24 deste mês, haverá eleição para o DCE. Seis chapas estão inscritas. Duas deles reúnem os atuais promotores da invasão: uma junta o PCO com o Movimento Negação da Negação (!?). A outra é da turma da LER-QI, com esse nome de doença ortopédica. É só um braço do Sintusp. Um pedaço do PSOL fez parceria com o PSTU para formar uma terceira; outro preferiu, atenção!, o MST (sim, há um braço do Movimento dos Sem Terra na USP!) e formou a quarta chapa. Uma quinta reúne os de sempre: PT, PCdoB e MR-8, que agora se chama “Partido Pátria Livre”. E há uma sexta chapa que não é de esquerda: uma única. Há nela, parece, alguns alunos filiados ao PSDB, alguns seriam filiados o PP, mas um bom número não tem filiação nenhuma — no caso da chapa vitoriosa da UnB, não há um só estudante filiado.
Atenção, senhores alunos da USP que realmente querem estudar! Nos muitos fóruns de professores e alunos existentes na universidade — eu tenho muitas fontes nesse meio; eles podem espernear à vontade —, os petistas é que estão liderando o debate. Eles querem o fim da “ocupação” (o nome certo é “invasão”) agora porque planejam, como dizem, “reunir forças” para fazer uma “grande greve” no ano que vem. Contra o quê? Eles ainda não sabem. Mas, como diz um dos vigaristas (que é professor!), “a gente sempre acha um motivo”. É isto mesmo, senhores alunos da USP: eles os tratam como mera massa de manobra de seus interesses partidários. E NÃO SE ESQUEÇAM: 2012 É ANO ELEITORAL. E, portanto, ano “bom” para greve!
Defendam-se, uspianos! Votem contra a greve, votem contra as invasões, votem a favor do ensino, votem a favor da pesquisa, votem contra o assassinato no campus, votem contra o tráfico de drogas, votem contra o roubo de carros, votem contra o furto, votem contra a violência, VOTEM, EM SUMA, CONTRA AS ESQUERDAS. Votem a favaor da universidade e de si mesmos!
Sigam o exemplo da Universidade de Brasília. Pela primeira vez em 49 anos, a esquerda está fora do DCE. O estudantes de lá disseram um “não” aos fascistóides que querem se impor na base do berro, da mentira e da violência!
ATENÇÃO, MAIORIA SILENCIOSA DA USP, AS REDES SOCIAIS ESTÃO AÍ! MOBILIZEM-SE! FAÇAM COM QUE AS ESQUERDAS DA USP CONHEÇAM O PESO DA MAIORIA!
REV VEJA
TCU: Sob Lupi, pasta do Trabalho vive situação crítica
Marcello Casal/ABr
O documento do TCU traz no cabeçalho o número 2.773/2011. Redigiu-o o ministro-substituto Weder de Oliveira. Foi aprovado pelo plenário do tribunal em 19 de outubro.
O texto expõe um quadro de descalabro administrativo na gestão de convênios firmados pelo ministério com ONGs, sindicatos, prefeituras e Estados. Anota:
A despeito de “reiteradas auditorias” em que o TCU detectou “irregularidades na aplicação” de verbas públicas, a pasta do Trabalho não se dignou nem mesmo a analisar as pestações de contas dos convênios que celebrou.
O TCU recorda em sem acórdão que a lei obriga os órgãos públicos a analisar a escrituração dos convênios no prazo máximo de 90 dias.
Por quê? Para corrigir falhas, identificar parceiros ineptos ou mal intencionados e, no limite, cobrar a devolução de verbas malversadas.
Pois bem. Na pasta submetida ao comando de Carlos Lupi, o mandachuva do PDT, a legislação é solenemente ignorada.
Há nos armários do Ministério do Trabalho convênios que aguardam por uma análise há arrastados quatro anos.
Pelas contas do TCU, os acordos cujas prestações de contas o ministério de Lupi se absteve de perscrutar somavam 543 processos em 2010.
O tribunal cobrou providências. Em resposta, a pasta do Trabalho apresentou um plano de “ação” que, por risível, os ministros do TCU consideraram temerário.
A equipe de Lupi comprometeu-se a reduzir gradativamente, em velocidade de tartaruga manca, o monturo de prestações de contas por analisar.
Até 2014, último ano do primeiro mandato de Dilma, seria vencida menos da metade das pendências. Das 543, restariam 282 prestações de contas pendentes.
Repetindo: encerrado o mandato de Dilma, o Ministério do Trabalho deixaria para o sucessor uma carteira de convênios que flerta flagrantemente com a ilegalidade.
Ao analisar as metas do ministério, o TCU chegou a uma conclusão óbvia:
"As metas propostas revelam a incapacidade do ministério de, mesmo por meio de esforço operacional, […] apreciar as prestações de contas dos convênios e outros ajustes em estoque nos prazos fixados na legislação.”
O TCU estranhou, de resto, que o Ministério do Trabalho não se preocupou em informar “o que fará com os restantes 282 processos.”
Processo que, “em 2014, contarão com mais de 5 anos de atraso” na análise das prestações de contas.
Àquela altura, em casos de desvios de verbas, o esforço para recuperação do dinheiro pode resultar infrutífero. Parte da roubalheira será beneficada pela prescrição.
O TCU rende, de novo, homenagens ao óbvio: “A excessiva demora na apreciação das prestações de contas, ou mesmo de cobrança de sua apresentação…”
“[…]…É uma das causas mais relevantes de impunidade e do baixo nível de recuperação dos prejuízos causados ao erário federal.”
Lupi virou ministro do Trabalho sob Lula, em 2007. Desde então, o ministério celebrou convênios que sorveram da bolsa da Viúva cerca de R$ 1,5 bilhão.
Reconduzido ao cargo por Dilma Rousseff, Lupi encontra-se agora na mesma berlinda que resultou na queda de cinco ministros sob suspeita de corrupção.
No fim de semana, ‘Veja’ revelou a existência de um esquema de cobrança de propinas de ONGs beneficiadas com convênios do Trabalho. A mordida varia de 5% a 10%.
É contra esse pano de fundo que vem à luz o acórdão do TCU. Os ministros do tribunal determinaram a suspensão por 60 dias da assinatura de novos convênios.
Decidiram que, além da Casa Civil, também o Ministério do Planejamento deveria receber cópia do acórdão.
Para quê? A fim de que núcleo do governo seja informado “da situação crítica vivida pelo ministério.” Algo que, aliás, ninguém mais ignora. Nem Dilma.
DO BLOG DO JOSIAS DE SOUZA
Corrupção e poder
O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou recentemente que os desmandos que ocorreram em sua pasta se devem a que as ONGs passaram a ter maior participação na concretização de políticas públicas. E sentenciou: ele só fará convênios com prefeituras, não mais com segmentos da sociedade civil. Ou seja, em vez de destrinchar o que ocorre na administração federal e de analisar as bases reais do poder e da corrupção, encontra um bode expiatório fora do governo.
No caso, quanto eu saiba, é opinião de pessoa que não tem as mãos sujas por desvios de recursos públicos. Não se trata, portanto, de simples cortina de fumaça para obscurecer práticas corruptas. São palavras que expressam a visão de mundo do novo ministro: o que pertence ao "Estado", ao governo, é correto; o que vem de fora, da sociedade, traz impurezas... O mal estaria nas ONGs em si, não no desvio de suas funções nem na falta de fiscalização, cuja responsabilidade é dos partidos e dos governos.
Esse tipo de ideologia vem associado a outra perversão corrente: fora do partido e do governo nada é ético; já o que se faz dentro do governo para beneficiar o partido encontra justificativa e se torna ético por definição.
Repete-se algo do mensalão. Naquele episódio, já estava presente a ideologia que santifica o Estado e faz de conta que não vê o desvio de dinheiro público, desde que seja para ajudar os partidos "populares" a se manterem no poder. Com uma diferença: no mensalão desviavam-se recursos públicos e de empresas para pagar gastos eleitorais e para obter apoio de alguns políticos. Agora são os partidos que se aninham em ministérios e, mesmo fora das eleições, constroem redes de arrecadação por onde passam recursos públicos que abastecem suas caixas e os bolsos de alguns dirigentes, militantes e cúmplices.
A corrupção e, mais do que ela, o "fisiologismo", o clientelismo tradicional, sempre existiram. Depois da redemocratização, começando nas prefeituras, o PT - e não só ele - enveredou pelo caminho de buscar recursos para o partido nas empresas de coleta de lixo e de transporte público (sem ONGs no meio...). Há, entretanto, uma diferença essencial na comparação com o que se vê hoje na esfera federal. Antes o desvio de recursos roçava o poder, mas não era condição para o seu exercício. Agora os partidos exigem ministérios e postos administrativos para obterem recursos que permitam sua expansão, atraindo militantes e apoios com as benesses que extraem do Estado. É sob essa condição que dão votos ao governo no Congresso. O que era episódico se tornou um "sistema", o que era desvio individual de conduta se tornou prática aceita para garantir a "governabilidade".
Dessa forma, as "bases" dos governos resultam…(segue)
Meu comentário:( Apesar de alguns deslizes este texto do FHC está muito bom. Deste caso podemos extrair a sexta regra do decálogo de Lenin: 6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
Os petralhas aprenderam e decoraram com perfeição o manual leninista e não há uma regra que se lhes escape!
DO BLOG O COPISTA
Depois de Luppi, Haddad
Em 15 de março deste ano, o empresário André Luis Sousa Silva, que ganhou contratos milionários no Ministério da Educação, tinha apenas R$ 50,84 em todas as contas bancárias registradas em seu nome.O saldo impediu o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) de cumprir uma ordem judicial de bloqueio de bens. Foi considerado insuficiente para pagar R$ 5,9 mil cobrados por uma universidade por mensalidades atrasadas do curso de sistemas da informação. Em seguida, o TJDFT descobriu que, apesar do extrato bancário, André tinha uma Toyota Hilux modelo 2011. As posses, no entanto, vão além.A pergunta que não quer calar: Como um empresário com R$ 50,84 na conta bancária, há oito meses, venceu três pregões milionários do órgão responsável pelo Enem, sem ter as empresas registradas em seu nome?
O empresário também possui uma casa no condomínio Park Way, que ficou pronta recentemente, segundo vizinhos. André está por trás de três empresas que participaram — e ganharam — do pregão 15/2011, do Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). No entanto, não deixou sua digital em nenhuma delas.A Monal Informática ainda está registrada no nome de Aristides Silva, 84 anos, que disse desconhecer qualquer atividade da empresa.
André admitiu que comprou a Monal este ano.A situação cadastral, segundo ele, só não foi regularizada. Já a DNA Soluções Inteligentes está em nome da mãe dele, Enisa Alves. A empresária teria apresentado capital de R$ 1 milhão. Ela é moradora do Núcleo Bandeirante em Brasília — região administrativa em que o filho também viveu boa parte da vida. O bairro é sede de outra empresa recém-adquirida, a Jeta Informática, e que participou da licitação. A empresa está em nome de dois músicos sertanejos. Um deles confirmou que André era o responsável pelos negócios. Entre 2001 e 2007, André trabalhou na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como terceirizado. Foi demitido do cargo de analista de redes e começou a trabalhar por conta própria até montar a DNA. Desde o ano passado, ele começou a participar de licitações públicas e afirmou ao Estado de Minas que comprou a Monal para entrar em outras disputas. Apesar de atuar na área de informática há décadas, André administra também a Clinikids Especialidades Médicas Pediátricas.
A mulher dele, Jeanne Frota Alecrim, é pediatra do Governo do Distrito Federal e também atende na clínica no Lago Sul. A unidade foi credenciada este ano pelo Senado Federal, com contrato, estimado em R$ 60 mil.
O extrato do negócio foi assinando por André e publicado no Diário Oficial da União em 5 de maio.
DDO RESIST.DEMOCRATICA
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