quarta-feira, 13 de julho de 2011

Um autêntico tucano sai do PSDB porque o partido quer um socialista no seu lugar.

Gustavo Fruet era do PSDB. Um jovem e combativo político de oposição, que ficou sem mandato porque tentou uma vaga no Senado e não foi apoiado pelo atual governador, Beto Richa, que também é do PSDB. Richa deixou  a prefeitura de Curitiba para o vice que é do PSB. O vice, com o apoio do governador, vai concorrer à reeleição com o apoio dos tucanos, em detrimento do tucano Gustavo Fruet. O PSB é da base de governo da Dilma. Assim sendo, Fruet abandonou o PSDB, no dia de hoje. Para onde ele irá? Para a situação, mesmo sendo de oposição. A não ser que decida ir para o PSOL, para o PPS ou para o DEM. Parece que o caminho natural será o PDT do Osmar Dias, irmão do senador tucano Álvaro Dias que, aliás, trabalhou apenas por Fruet e por Serra em 2010, eximindo-se de apoiar Beto Richa, pois ambicionava ser o candidato ao governo e foi derrotado nas internas do partido. Os partidos foram à falência. Viraram detentores de fundo partidário e de segundos de televisão. O PSDB perder Gustavo Fruet porque vai apoiar um candidato da base da Dilma é de embrulhar o estômago. 
DO B. DO CEL

Memória Implicante: ascensão e queda de Alfredo Nascimento

A República no espeto

Por que a prática de fatiar o governo em troca de apoio político perdura até hoje e como acabar com ela antes que a corrupção acabe com o Brasil

Por Otávio Cabral

Revista Veja

Dois meses antes da eleição de 2010, o então candidato a vice da petista Dilma Rousseff, Michel Temer (PMDB), reuniu senadores e ministros em torno de uma mesa em Brasília.

Antes de o jantar ser servido, pediu a palavra e anunciou em tom solene:

"Estamos aqui partilhando este pão, assim como partilhamos este governo e estaremos no futuro partilhando o governo com a presidente Dilma".

Se não brilhou pelo conteúdo cívico, a fala de Temer ao menos teve o mérito da sinceridade.

Ao usar três vezes o verbo partilhar, o hoje vice-presidente da República estava apenas lembrando a futura presidente de que o Brasil é mais ou menos como o porco no rolete que ele saboreou na semana passada numa quermesse de Brasília, ao lado de ministros e parlamentares:

uma peça gorda com orçamento farto, cujos pedaços são distribuídos aos partidos na mesma proporção do apoio que eles oferecem ao governo.

Assim se faz no Brasil há anos, assim se segue fazendo.

Mas até quando e a que preço?




O governo Dilma Rousseff conta com a maior base de apoio no Congresso desde a redemocratização. A aliança reúne 17 partidos e quase 80% dos deputados e dos senadores.. Dividem o mesmo balcão ruralistas e ambientalistas, patrões e sindicalistas, comunistas e evangélicos.

Para manter essa base unida - e saciada –, o governo paga caro, como demonstrou o último escândalo envolvendo o PR.

O partido que indicou Alfredo Nascimento para o Ministério dos Transportes é “dono” da pasta desde o primeiro dia do governo Lula. E, graças a uma excrescência da máquina governista brasileira, tem as garras profundamente fincadas nela.


Há no atual governo mais de 25000 cargos de confiança, que independem de concursos públicos e podem ser preenchidos livremente por indicação política.

Nos Estados Unidos, cargos semelhantes não chegam a 5000.

Na França, são 1000.

Na Inglaterra, em torno de 100.

Como os demais partidos agenciados com gordas "fatias" do orçamento, o PR faz o uso que bem entende das nomeações que lhe cabem.

Assim, os critérios adotados pelas siglas, não necessariamente técnicos e quase sempre políticos, redundam em dois tipos de contratação: a que prima pela ineficiência técnica e a que se destaca pelo talento em comandar negociatas e cobrar propinas destinadas a irrigar o caixa dois de seus partidos.
Trata-se de um aparelhamento que foge de qualquer controle.



Alfredo Nascimento e quatro assessores caíram na semana passada?

Não importa.


O PR indicará o próximo ministro e manterá centenas de funcionários que sabem de cor a receita da corrupção e ineficiência que empesteia o transporte brasileiro desde o início da era Lula.

"O governo Dilma vive em um cenário econômico favorável, tem uma oposição que coopera, mas esse sistema de loteamento provoca crises permanentes.

É um erro que não se corrige",
avalia o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília.


Fatiar o governo e distribuir os nacos em troca de apoio político é no Brasil um hábito tão tradicional quanto a feijoada aos sábados.

Antes do regime militar, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek nomeavam políticos aliados, mas isso não era a única forma de construir maiorias. Na ditadura, nomeações de prefeitos e governadores eram uma maneira de saciar os caciques políticos locais.

Mas foi com a chegada de José Sarney à Presidência que cargos e verbas se tornaram os ingredientes principais da receita do relacionamento entre os partidos e o Legislativo.

Para abrir o apetite dos dissidentes da ditadura que aderiram ao seu governo, Sarney distribuiu cargos nas antigas estatais e nos ministérios.

Antonio Carlos Magalhães, chefe do PFL baiano, tornou-se o babalorixá do Ministério das Comunicações e serviu concessões de rádio e TV à vontade a parlamentares que votavam com o governo.

Sarney e ACM levaram os métodos da política do Maranhão e da Bahia para Brasília. Dessa forma, o clientelismo virou o prato feito da política brasileira. Fernando Collor, mais por autos suficiência do que por convicção, não cedeu tanto ao fisiologismo, o que ironicamente contribuiu para a sua rápida combustão.

Itamar Franco retomou o costume aos poucos. Fernando Henrique Cardoso deu espaços preciosos do governo a grandes partidos, como PMDB e PFL, mas não negociou no varejo.




Foi com Lula que a prática do clientelismo atingiu o paroxismo.

O antecessor de Dilma iniciou o governo distribuindo cargos para amigos sindicalistas e petistas derrotados.

Para conter as grandes crises, como a do mensalão, não hesitou em retalhar o governo de forma que, juntadas, as partes loteadas formassem a maior base de apoio do Brasil democrático.

Essa base ajudou a eleger Dilma presidente.


Ao assumir, Dilma deu sinais de que mudaria a receita indigesta herdada do antecessor.
Congelou o pagamento de emendas e cozinhou em fogo brando as nomeações.

Mas bastou a primeira engasgada no Congresso para que voltasse à antiga dieta política.

Como num regime severo, não é suficiente cortar um excesso aqui e ali.

É preciso transformar um comportamento – e, no Brasil, isso só acontecerá quando diminuir radicalmente o número de cargos loteáveis, de forma que, nas trocas de governo, não exista a possibilidade de substituir servidores eficientes por apadrinhados políticos cujo trabalho se limita a alimentar a gulodice de seus partidos.


E que fome eles têm.


O blog apóia, abre espaço e aceita denúncias.

Servidores do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) iniciaram nesta quarta-feira (13) um protesto intitulado "Ética no Dnit, fora corruptos" em que pedem apoio do Congresso e do governo para que a diretoria do órgão seja ocupada apenas por servidores concursados. Atualmente, esses cargos são de livre nomeação e ocupados por indicações políticas. 

O diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, disse hoje, em depoimento a Câmara, que 1% dos cargos no órgão são ocupados por indicados de políticos. Filiado ao PR, Pagot afirmou que sua indicação para a vaga foi do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o escolheu "não pelos belos olhos do senador Blairo Maggi", seu padrinho político, mas por sua competência. Servidores do Dnit acompanham o depoimento de Pagot. Eles usam um adesivo com a inscrição: "Fora Corruptos". Eles não pedem a saída de Pagot por considerarem que não se trata de responsabilizar apenas uma pessoa.(Da Folha Poder)
DO B. DO CEL

Clube usa dinheiro público para construir estádio (e dinheiro de quem para contratação milionária?)

Se os fatos que compilamos a seguir tiverem o desfecho aguardado, será a definitiva e completa desmoralização do futebol brasileiro. Após alegar por meses que não tem dinheiro suficiente para construir seu próprio estádio (e obter, através de discutível incentivo fiscal, verba pública para levar a obra adiante), o Corinthians anuncia a contratação de um atleta pelo valor de 40 milhões de euros. Se ninguém vê nada de errado nisso, o problema deixou de ser desportivo ou político: é cegueira mesmo.
Compilaremos abaixo notícias e declarações a respeito dos fatos. Pensamos que a sucessão dos episódios é, de alguma forma, autoexplicativa. Reclamações (se forem o caso) devem ser encaminhadas, obviamente, aos protagonistas da história e às “autoridades competentes” (se é que elas existem).
O Corinthians apresentou uma proposta de €40 milhões pelo avançado argentino, de acordo com a ESPN Brasil, que cita o agente de Tévez, Kia Joorabchian. >>
 
Agora, nossas perguntas:
 
1-O clube não tem dinheiro para construir o estádio, mas tem dinheiro para contratação milionária?
 
2-Ou o clube tem dinheiro, mas prefere usar a verba pública para construir o estádio e, assim, economizar a verba própria para seus outros interesses?
 
3-Se não tem dinheiro de toda maneira, de onde sairão esses 40 milhões de euros para a contratação?
 
E a imprensa esportiva, por que não faz as perguntas certas? Porque ela está mais interessada em outras coisas. O vídeo abaixo também é autoexplicativo:

Vá reclamar com o bispo

O estilo do governo é burocrático-silencioso-autocrático. No caso do trem-bala, por exemplo, espanta o déficit de debate público, considerado o montante de dinheiro público demandado

O Brasil precisa de um trem-bala no eixo Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro? Claro que precisa. Aliás, seria exercício interessante fazer a lista de todas as coisas das quais o país anda necessitado.Faltaria papel, caso alguém quisesse imprimir.Ao contrário das nações já completamente desenvolvidas, ainda há aqui muitíssimo a fazer. Eis também por que nós e os demais emergentes vamos em vantagem no contexto planetário de crise.Aqui não é preciso criar necessidades para preenchê-las. Elas nos gritam ao ouvido 24 horas por dia.O problema não está porém na necessidade genérica de um trem de alta velocidade para cortar nossa principal conurbação. Está na prioridade de fazê-lo.Talvez os especialistas possam, por exemplo, dizer quantos quilômetros e composições de trens velozes, mas nem tanto, daria para integrar à malha ferroviária brasileira com o mesmo dinheiro.Seria bom poder trocar a congestionada Ponte Aérea por um trem superveloz? Seria ótimo. Seria bom se nossas commodities e mesmo os industrializados pudessem chegar aos portos a um custo menor, para ganhar competitividade? Seria excelente.Especialmente com um real cronicamente forte.Como então resolver o que fazer e o que não? Ou o que fazer antes e depois?Este governo acabou construindo um método. O governante decide o que é bom para o Brasil e as dúvidas são imediatamente debitadas da conta dos inimigos do país, da turma que pensa pequeno, do grupinho que tem complexo de vira-lata.De vez em quando dá confusão, quando o próprio governo resolve engatar a ré, deixando ao relento a legião dos incondicionais. Mas não tem sido a rotina.Nos tempos de Luiz Inácio Lula da Silva havia pelo menos a “luta política”. O então presidente avermelhava o rosto, inchava a veia do pescoço e sua voz rouca saía a atacar quem dele discordasse.  Era rudimentar, mas não deixava de representar alguma satisfação. Quem se dispusesse, que confrontasse publicamente o chefe do governo. Não havia muita disposição para enfrentar, mas ninguém podia reclamar da falta de oportunidade.Agora não. O estilo é burocrático-silencioso-autocrático. No caso do trem-bala, por exemplo, espanta o déficit de debate público, considerado o montante de dinheiro público demandado.Do jeito que vai, a coisa acaba chegando perto -se não passar- dos três dígitos de bilhões. É dinheiro em qualquer lugar do mundo.É dinheiro público porque o pagador de impostos e o assalariado ficam com a conta e com a dívida resultantes do descasamento dos juros na captação e no empréstimo pelo BNDES.Numa situação normal, o governo estaria obrigado a explicar por que vai fazer uma coisa e não outra. Os ministros envolvidos deveriam ir muitas vezes ao Congresso prestar contas, enfrentar questionamentos.Agora sim seria hora de multiplicar os power points.Mas não vivemos uma situação normal. O poder transformou-se numa confraria com quase todo mundo dentro. E o Congresso anda capenga faz tempo, pelo menos desde o governo Fernando Henrique Cardoso.O “quase” do parágrafo anterior é por causa do cidadão comum. Que fica completamente por fora. Menos na hora de pagar a conta.Sua única opção, como se diz, é ir reclamar com o bispo.

Basta querer

Os colégios militares são bem menos de 1% dos estabelecimentos públicos, mas seus alunos ganharam 40% das medalhas na última Olimpíada de Matemática das escolas públicas.O número parece autoexplicativo.Num país em que a louvação às brilhantes autoridades educacionais só encontra paralelo na mediocridade do ensino oferecido pelos órgãos que os gênios comandam, talvez fosse o caso de tentar entender o que acontece nos colégios militares.Esta minha sugestão será naturalmente ignorada, e talvez deva ser mesmo.Afinal, já se sabe há muito tempo o foco das deficiências educacionais no Brasil. O dever de o professor ensinar e de o aluno aprender estão na lanterna das preocupações da turminha que domina o sistema.
É simples assim.A formação dada nos colégios militares mostra porém que não estamos condenados à danação eterna.Basta querer mudar. E ter disposição para enfrentar.
DO BLOG DO ALON

PSDB quer que Gurgel investigue novo ministro dos Transportes

O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), afirmou nesta terça-feira que vai incluir o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, na representação protocolada pela oposição na Procuradoria-Geral da República na semana passada.
O texto solicita que a Procuradoria abra uma investigação sobre a conduta do ex-ministro da pasta, Alfredo Nascimento.
O ministério mudou de mãos depois das suspeitas sobre um esquema de de superfaturamento de obras e recebimento de propina que beneficiaria o PR.
"Pelos cargos que ocupou, a possibilidade de Passos não ter conhecimento do que acontecia é praticamente nula. O secretário-executivo é o operacional do Ministério e tem acesso a todas as informações. Se as decisões eram colegiadas, como diz o 'diretor em férias' do Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes], Luiz [Antonio] Pagot, Passos pode ter sido no mínimo conivente. Isso precisa ser investigado", afirmou Nogueira.
A representação já sofreu um aditamento na semana passada, quando o PSDB incluiu o nome do filho de Nascimento, Gustavo Morais Pereira. Ele é investigado pelo Ministério Público por uma denúncia de enriquecimento ilícito --ele aumentou o patrimônio de sua empresa em 86.500% em duas anos.
A oposição também pediu que o Ministério Público e o Senado investiguem as denúncias.
Fonte: Folha.com

Comissão do Senado veta depoimentos de Ideli e Expedito!

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado rejeitou nesta terça-feira requerimento para ouvir a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sobre o envolvimento dela na divulgação de um dossiê contra o então candidato ao governo de São Paulo José Serra, nas eleições de 2006. A participação da ministra no caso do Dossiê dos Aloprados foi revelada por VEJA na edição de 29 de junho. A ministra nega ter qualquer relação com a elaboração do dossiê, mas disse estar disposta a prestar esclarecimentos sobre o caso.

Em setembro de 2006, dias antes da prisão dos petistas, Ideli participou de uma reunião no gabinete do então senador e hoje ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, com três aloprados, para ajustar os detalhes da fraude contra José Serra. Após o encontro, começou o trabalho para divulgar o dossiê falso. Ideli ficou com uma cópia do documento, fez contato com jornalistas, exibiu os papéis e disse que aquilo era apenas parte do que tinha contra Serra.

Também foram rejeitados os convites de depoimento para a ex-senadora Serys Slhessarenko e o ex-diretor de gestão do Banco do Brasil, Expedito Veloso. Foi ele quem acusou Mercadante de ser o mandante da elaboração do dossiê contra tucanos. "O plano foi tocado pelo núcleo de inteligência do PT, mas com o conhecimento e a autorização do senador", disse o delator em gravação obtida por VEJA. "Ele era o encarregado de arrecadar parte do dinheiro em São Paulo.” A ex-senadora Serys, que foi expulsa do PT, confirmou ter ouvido de Veloso as mesmas declarações as quais VEJA teve acesso.Leia mais aqui
DO BLOG ALERTA BRASIL

Fusão Pão de Açúcar-Carrefour naufraga




Casino veta união, e, sem acordo entre sócios, BNDES oficializa saída do negócio; Abilio pede suspensão de proposta


Sócio francês do Pão de Açúcar fez estudos que mostram riscos potenciais e perda de valor para acionistas


TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
ANA DANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

Fracassou a tentativa de fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil, que pretendia criar uma supervarejista brasileira de alcance global.O BNDES retirou oficialmente ontem o apoio pré-aprovado de R$ 4,5 bilhões, inviabilizando a engenharia financeira montada para unir Pão de Açúcar e Carrefour.O banco alegou falta de entendimento dos sócios Casino e Abilio Diniz, que dividem o comando do Pão de Açúcar

Em Paris, o conselho do Casino ouviu três consultorias -Santander, Goldman Sachs e Roland Berger- e chegou à conclusão de que não faz sentido comprar o Carrefour brasileiro, que é "caro" e tem problemas gerenciais.Diante da dupla rejeição, o BTG Pactual -que se juntou a Abilio e assumiu a proposição do negócio- preferiu retirar "temporariamente" o assunto de discussão.Para o Casino, a fusão esbarra em riscos regulatórios e concorrenciais e não faz sentido nem para a empresa nem para os acionistas.As razões da recusa, segundo um dos consultores, são:

1) a unidade brasileira do Carrefour tem foco equivocado (privilegia os hipermercados, modelo "fora de moda");

2) houve sobrevalorização (o Carrefour brasileiro é uma "caixa-preta", com contabilidade questionada após fraude de € 500 milhões em 2010);

3) a unidade não conseguirá implementar sinergias (ganhos de eficiência) de R$ 1,8 bilhão anual;

4) há problemas de administração.

Antes da suspensão da proposta, o assunto seria levado para a reunião de 2 de agosto da Wilkes, holding que representa a antiga aliança entre Casino e Abilio no comando da empresa.Na Wilkes, o Casino prometia barrar o negócio. Como Abilio retirou a proposta, a reunião deve ser cancelada.


SEM BRECHA

Defensor da fusão, Abilio participou da reunião ontem do Casino, mas não votou.Ao deixar a reunião, o empresário brasileiro insinuou que não houve "brecha" para um acordo amigável e disse que não concordava com os estudos apresentados."Não estou de acordo com os estudos que foram feitos aqui pela Roland Berger e outros. Acho que não representam a realidade. Mas eu não quero fazer críticas", disse.
Colaborou VALDO CRUZ, de Brasília,
e LEILA COIMBRA, do Rio

DO B. RESIST. DEMOCRATICA

Quem manda sempre sabe.

"De duas, uma: ou a presidente Dilma agiu de maneira intempestiva, irresponsável mesmo, sem base nenhuma para demitir a cúpula do ministério, ou está sendo testada pela cúpula do PR. Ninguém sabe o que exatamente vai acontecer, mas seria muito desmoralizante que Pagot continuasse onde sempre esteve. O mais provável é que receba de compensação outro cargo na administração federal, mas, como vivemos tempos de surrealismo, é possível que, de volta das férias, Pagot reassuma seu posto no Dnit sem que ninguém explique nada.
 
Em 2005, diante de situação muito mais dramática, em meio à crise do mensalão, o presidente Lula fez um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV dizendo que se sentia traído pelos acontecimentos divulgados e pediu desculpas ao povo brasileiro. A mensagem foi gravada com a presença de todos os ministros, aos quais o presidente pediu esforço redobrado para que o "Brasil continue marchando". Consternado e com a voz embargada, o presidente disse que estava "tanto ou mais indignado" que o povo brasileiro.

Mais tarde, recuperado do susto, Lula passou a divulgar diversas versões sobre o caso, desde que fora uma mera repetição de atitude comum aos políticos brasileiros, o uso de caixa 2 nas campanhas eleitorais, até que tudo não passara de uma tentativa golpista de tirá-lo do poder. Prometeu provar, quando saísse da Presidência da República, que o mensalão simplesmente não existiu. Depois do parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedindo prisão para 36 dos envolvidos no caso, Lula calou-se, e o PT está tentando não aprovar a continuação de Rangel no cargo.
 
Pois, ontem, a presidente Dilma, em entrevistas no interior do Paraná, disse que "tem dias" em que fica triste, principalmente "quando acontece alguma coisa errada no governo". - Fico (triste). Todo mundo pode perceber que a gente, num governo, tem muitas dificuldades. O sentido é o mesmo, certa impotência diante da realidade política, que, no entanto, ela deveria conhecer tanto quanto Lula conhecia a história pregressa do PT nas prefeituras que ocupara no interior paulista, no início da escalada do partido rumo ao poder. Nada do esquema de cooptação de apoios e recolhimento de "recursos não contabilizados" era desconhecido de Lula, assim como a presidente Dilma, depois de comandar a Casa Civil e controlar a execução das obras do PAC, não pode alegar desconhecimento de "coisas erradas" no governo."

Da coluna de Merval Pereira, em O Globo. 

PR vai subir a rampa de quatro.

Hoje à tarde Dilma promove um coquetel para os partidos aliados. O PR diz que não vai. Vai. E vai balançando o rabinho  pela rampa do Palácio do Planalto. Esta gentalha não vale nada. Não tem honra, não tem ética, não tem vergonha na cara. Amanhã vamos publicar as fotos. Aqueles que aparecerão de quatro serão os do PR. Aqueles mesmo ali, que estarão lambendo os pés da Dilma.
B. DO CEL
 

Um "cala boca" na mídia.


Diante da crise política e de imagem ligada a denúncias de proximidade excessiva a empresários com interesses no Estado - que o atingiram em junho -, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), mais que dobrou as verbas oficiais destinadas ao setor de publicidade e imprensa em 2011.
Wilton Junior/AE
Em dois decretos publicados após as acusações, Cabral elevou de R$ 55,7 milhões para R$ 120,7 milhões a autorização para gastos com Serviços de Comunicação e Divulgação da Subsecretaria de Comunicação e Divulgação - elevação de 116,75%. Até ontem, foram empenhados R$ 75,6 milhões e liquidados R$ 67 milhões.O governo nega relação desse aumento com a crise.Na sexta-feira, o governo deu início a uma forte campanha publicitária nas TVs abertas. Na segunda-feira, um filme de 60 segundos foi exibido num intervalo do Jornal Nacional, da Rede Globo, um dos mais caros espaços publicitários da TV no País. Leia mais no Estadão.

Academia Brasileira dos Corruptos.

Este Blog está lançando um projeto. A fundação da Academia Brasileira dos Corruptos. Serão 40 cadeiras. A votação começa hoje. Escolha três políticos que você acha que possam ser um imortalizados pela ABC. Citem os nomes e os motivos. Não é opinião. É constatação. O voto deve vir acompanhado do motivo técnico. Por exemplo: Antônio Palocci, condenado por improbidade administrativa por irregularidades cometidas quando  prefeito de Ribeirão Preto, demitido do cargo de ministro por ter violado o sigilo de um caseiro e demitido novamente do cargo de ministro por não saber como explicar o seu súbito enriquecimento. Cada comentarista pode votar em três nomes. Quem apresentar mais de três nomes terá o seu voto deletado. Participe. Vamos eleger os 40 membros da Academia Brasileira dos Corruptos. Não se preocupem, temos cadeiras de sobra.
DO BLOG COTURNO NOTURNO