PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
(O Globo) No momento em que o presidente Lula sobe o tom das críticas ao PT e
ao governo da presidente Dilma Rousseff, o senador Ataídes Oliveira
(PSDB-TO) subiu nesta terça-feira a tribuna do Senado para, num discurso
pesado, dizer que ele é o maior responsável pela crise ao escolher sua
sucessora, e pelo escândalo de corrupção na Petrobras. Disse que não
adianta o ex-presidente tentar fugir porque desta vez não escapará, como
escapou do mensalão, e seu lugar no presídio da Papuda está reservado.
O
tucano disse que Lula quer passar para Dilma toda a culpa do desastre
moral, político e econômico. Mas ele perdeu uma grande oportunidade de
fazer o país avançar com a herança que o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso lhe deixou em 2003.
Segundo Oliveira, em seu discurso, o Brasil vive hoje uma República
que tem ladrões, malfeitores e corruptos de toda ordem no comando, isso
se deve principalmente ao ex-Presidente Lula, “que trouxe os corruptos
para o poder, permitiu que o Estado brasileiro fosse assaltado, e ele se
beneficiou dos esquemas sujos executados por seus companheiros”.
- Esse governo do PT teve todas as oportunidades para fazer crescer a
economia deste País, mas não o fez. O que fez foi saquear os cofres
públicos, sem a mínima responsabilidade! - atacou o senador
tocantinense.
Ele continuou acusando o PT de ter comprado as eleições de 2014
inflando os programas sociais, “só que comprou muito caro” e hoje o Pais
enfrenta crise de desemprego, criminalidade, inflação e corrupção.
Segundo Ataídes, Lula ainda terá que prestar contas ao juíz Sérgio Moro,
da Operação Lava-jato, que na semana passada prendeu dirigentes das
maiores empreiteiras do País. No discurso da tribuna, disse que qa
constatação de que a Justiça pode atingir a todos causou terror e pânico
no Governo do PT : da Presidente Dilma ao mais inexpressivo ministro,
todos perceberam que não poderão contar com a cumplicidade do Poder
Judiciário.
-
O pânico generalizado no Governo e no PT só não é maior do que aquele
que tomou conta do verdadeiro responsável pelos desastres em série que
estamos vivendo: o ex-Presidente Lula. Sim, é preciso deixar claro quem
era o verdadeiro, aspas, “número 1” do esquema, o “Brahma”. Mas essa
farra começa a cobrar o seu preço. Lula hoje é um homem ameaçado,
acuado, que dorme com medo de ser acordado pela Polícia Federal na porta
da sua casa. Lula hoje tem medo de ser preso e tem pânico do juiz
Sérgio Moro - discursou o senador Ataídes. DO CELEAKS
“Terão de construir mais 3 celas: para mim, Lula e
Dilma”, dizia Emilio Odebrecht, sobre possível prisão do filho. O
presidente da Odebrecht, Marcelo, foi preso nesta sexta
Desde que o avançar inexorável das investigações da Lava Jato expôs ao Brasil o desfecho que, cedo ou tarde, certamente viria, o mercurial empresário Emilio Odebrecht,
patriarca da família que ergueu a maior empreiteira da América Latina,
começou a ter acessos de raiva. Nesses episódios, segundo pessoas
próximas do empresário, a raiva – interpretada como ódio por algumas
delas – recaía sobre os dois principais líderes do PT: a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A exemplo dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros,
outros dois poderosos alvos dos procuradores e delegados da Lava Jato,
Emilio Odebrecht acredita, sem evidências, que o governo do PT está por
trás das investigações lideradas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Se prenderem o Marcelo (Odebrecht, filho de Emilio e atual presidente da empresa),
terão de arrumar mais três celas”, costuma repetir o patriarca, de
acordo com esses relatos. “Uma para mim, outra para o Lula e outra ainda
para a Dilma.”
Na manhã da sexta-feira, 19 de junho de 2015, 459 dias após o início da Operação Lava Jato, prenderam o Marcelo.
Ele estava em sua casa, no Morumbi, em São Paulo, quando agentes e
delegados da Polícia Federal chegaram com o mandado de prisão
preventiva, decretada pelo juiz Sergio Moro, da 13ª
Vara Federal da Justiça Federal do Paraná, responsável pelas
investigações do petrolão na primeira instância. Estava na rua a 14ª
fase da Lava Jato, preparada meticulosamente, há meses, pelos
procuradores e delegados do Paraná, em parceria com a PGR. Quando ainda
era um plano, chamava-se “Operação Apocalipse”. Para não assustar tanto, optou-se por batizá-la de Erga Omnes,
expressão em latim, um jargão jurídico usado para expressar que uma
regra vale para todos – ou seja, que ninguém, nem mesmo um dos donos da
quinta maior empresa do Brasil, está acima da lei. Era uma operação
contra a Odebrecht e, também, contra a Andrade Gutierrez, a segunda maior empreiteira do país. Eram as empresas, precisamente as maiores e mais poderosas, que ainda faltavam no cartel do petrolão. Um cartel que, segundo a força-tarefa da Lava Jato, fraudou licitações da Petrobras, desviou bilhões da estatal e pagou propina a executivos da empresa e políticos do PT, do PMDB e do PP, durante os mandatos de Lula e Dilma.
Os comentários de Emilio Odebrecht eram apenas bravata, um desabafo de
pai preocupado, fazendo de tudo para proteger o filho e o patrimônio de
uma família? Ou eram uma ameaça real a Dilma e a Lula? Os interlocutores
não sabem dizer. Mas o patriarca tem temperamento forte, volátil e não
tolera ser contrariado. Também repetia constantemente que o filho não
“tinha condições psicológicas de aguentar uma prisão”. Marcelo Odebrecht
parece muito com o pai. Nas últimas semanas, segundo fontes ouvidas por
ÉPOCA, teve encontros secretos com petistas e advogados
próximos a Dilma e a Lula. Transmitiu o mesmo recado: não cairia
sozinho. Ao menos uma dessas mensagens foi repassada diretamente à
presidente da República. Que nada fez.
Quando os policiais amanheceram em sua casa, Marcelo Odebrecht se
descontrolou. Por mais que a iminência da prisão dele fosse comentada
amiúde em Brasília, o empresário agia como se fosse intocável. Desde
maio do ano passado, quando ÉPOCA revelara as primeiras evidências da Lava Jato contra a Odebrecht,
o empresário dedicava-se a desancar o trabalho dos procuradores.
Conforme as provas se acumulavam, mais virulentas eram as respostas do
empresário e da Odebrecht. Antes de ser levado pela PF, ele fez três ligações. Uma delas para um amigo que tem interlocução com Dilma e Lula
– e influência nos tribunais superiores em Brasília. “É para resolver
essa lambança”, disse Marcelo ao interlocutor, determinando que o recado
chegasse à cúpula de todos os poderes. “Ou não haverá República na segunda-feira.” >>
A reportagem de maio de 2014 de ÉPOCA sobre evidências de corrupção e
caixa dois num contrato da Petrobras com a Odebrecht
Antes mesmo de chegar à carceragem em Curitiba, Marcelo Odebrecht
estava “agitado, revoltado”, nas palavras de quem o acompanhava. Era um
comportamento bem diferente de outro preso ilustre: o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo. Otávio Azevedo, como o clã Odebrecht,
floresceu esplendorosamente nos governos de Lula e Dilma. Tem uma
relação muito próxima com eles – e com o governador de Minas Gerais, o
petista Fernando Pimentel, também investigado por corrupção,
embora em outra operação da PF. Otávio Azevedo se tornou compadre de
Pimentel quando o petista era ministro do Desenvolvimento e, como tal,
presidia o BNDES.
Não há como determinar com certeza se o patriarca dos Odebrechts ou seu
filho levarão a cabo as ameaças contra Lula e Dilma. Mas elas metem
medo nos petistas por uma razão simples: a Odebrecht se transformou numa
empresa de R$ 100 bilhões graças, em parte, às boas relações que criou com ambos. Se executivos da empresa cometeram atos de corrupção na Petrobras e, talvez, em outros contratos estatais, é razoável supor que eles tenham o que contar contra Lula e Dilma.
A prisão de Marcelo Odebrecht encerra um ciclo – talvez o maior deles –
da Lava Jato. Desde o começo, a investigação que revelou o maior
esquema de corrupção já descoberto no Brasil mostrou que, em 2015, é
finalmente possível sonhar com um país com menos impunidade. Pela
primeira vez, suspeitos de ser corruptores foram presos – os executivos das empreiteiras.
Antes, apenas corruptos, como políticos e burocratas, eram julgados e
condenados. E foi precisamente esse lento acúmulo de prisões, e as
delações premiadas associadas a elas, que permitiu a descoberta de
evidências de corrupção contra Marcelo Odebrecht, o empreiteiro que
melhor representa a era Lula. Foram necessárias seis delações premiadas,
dezenas de buscas e apreensão em escritórios de empresas e doleiros e
até a colaboração de paraísos fiscais para que o dia 19 de junho fosse,
enfim, possível.
As provas contra a Odebrecht
Os documentos obtidos pela Lava Jato mostram como a empreiteira seguiu o
roteiro de obras superfaturadas e obteve informações privilegiadas para
acertar contratos com a Petrobras
>> Continue lendo esta reportagem em ÉPOCA desta semana
FILIPE COUTINHO, THIAGO BRONZATTO E DIEGO ESCOSTEGUY
Como
não poderia deixar de ser, a reportagem-bomba da revista Veja que chega
às bancas neste sábado vai fundo na 14a. fase da Operação Lava Jato, que
investiga a maior roubalheira de dinheiro público já ocorrida na
história do Brasil e, quiçá, do mundo.
A
chamada de capa da revista, como se constata, continua fazendo da
revista Veja o último bastião da imprensa livre e comprometida com os
fatos, sem resvalar para laudatórias emprenhadas de ideologia de
botequim. Sim, porque praticamente a totalidade dos veículos de
comunicação no Brasil nesta nefasta era lulopetista foram transformados
em porta-vozes oficialistas. Quando opinam sobre política é para descer o
sarrafo na oposição ou para desqualificar os gigantescos atos de
protesto popular que ocorreram recentemente e que podem retornar às ruas
a qualquer momento ou em edição extraordinária com a finalidade de
exigir o impeachment da Dilma e a proscrição PT e seus satélites
comunistas.
E a
capa de Veja está de acordo com os fatos, quanto em caixa alta anuncia
"A queda do príncipe dos empreiteiros", o todo-poderoso Marcelo
Odebrecht, presidente e herdeiro da Odebrecht, considerada a maior
empresa brasileira com forte atuação inclusive no exterior e até mesmo
nos Estados Unidos. Marcelo Odebrecht amarga a sua primeira noite na
carceragem da Polícia Federal. Um avião fretado pela Polícia Federal
levou os novos prisioneiros da Lava Jato para Curitiba, onde corre o
inquérito do petrolão. Vale assinalar que essa operação quando começou
não estava focada em achar chifre em cabeça de burro. Todavia uma
investigação de lavagem de dinheiro no Paraná, aparentemente envolvendo
bandidos comuns, fez emergir toda a trama do propinoduto do famigerado
petrolão, um festival milionário de propinas que bateu na Petrobras e
que explica muito sobre a supostas fortunas e vida nababesca de supostos
ricaços.
Não se
trata de satanizar a riqueza. O que não se pode concordar é que fortunas
sejam feitas à sorrelfa e turbinadas com dinheiro público, sobretudo
num país esfacelado e carente e que não tem sequer esgoto sanitário em
suas cidades, que não tem segurança pública, que não tem estrutura de
saúde pública minimamente decente, que não tem infra-estrutura
principalmente nas áreas de energia, transporte e comunicação, que não
não tem ferrovias e as estradas se transformaram num desespero. Os
portos e aeroportos estão completamente sucatados. Tudo no Brasil é
transportado sobre rodas. A lista de deficiências é gigantesca e tudo
isso se torna dramático quando a população do Brasil ultrapassa os 200
milhões de habitantes.
Por
tudo isso essa roubalheira infernal é deplorável e, portanto, é justa a
indignação da maioria dos brasileiros, ainda mais premidos pela brutal
desvalorização do real, vendo os seus salários serem esfarelados
enquanto o noticiário sobre o mega escândalo do petrolão reporta cifras
na casa de bilhões de reais. Sim, porque as propinas que irrigam as
arcas do PT e seus sequazes somam um montante de dinheiro fabuloso que
flui dentro dessa teia diabólica de corrupção inaudita.
Segundo
a reportagem-bomba de Veja, a prisão de Marcelo Odebrecht leva a
investigação do escândalo da Petrobras ao patamar mais alto do poder na
era Lula.
Na sequência um aperitivo do conteúdo da reportagem-bomba da revista Veja. Leiam:
Marcelo
Odebrecht, presidente da maior empreiteira do Brasil, deixa a
Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, para ser conduzido,
preso, a Curitiba: a Lava Jato chegou aos mais altos suspeitos da frente
empresarial do petrolão; é possível dar um passo a mais na frente
política (Foto: Veja). Clique sobre a foto para vê-la ampliada
O PENÚLTIMO DEGRAU DA LAVA JATO
A
partir das primeiras delações premiadas de Paulo Roberto Costa,
ex-diretor da Petrobras, e do doleiro Alberto Yousseff, os responsáveis
pela Operação Lava-Jato se deram conta de que estavam lidando com um
caso que só ocorre uma vez na vida de um policial, de um promotor ou de
um juiz. À medida que os depoimentos se sucediam e mais provas iam sendo
encontradas, o esquema foi tomando a forma de uma gigantesca operação
político-partidária e empresarial destinada a levantar fundos com
contratos espúrios de empresas com a Petrobras. As raízes do esquema
começaram a ficar cada vez mais profundas, enquanto sua copa passava a
abranger políticos postados em galhos cada vez mais altos. Em abril,
Carlos Fernandes de Lima, um dos procuradores da Lava-Jato, disse em uma
entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que a investigação se tornara
tão ampla que chegaria a "mares nunca dantes navegados". Na sexta-feira
passada, a Lava-Jato aproou para praias que pareciam inatingíveis,
prendendo os presidentes das duas maiores empreiteiras do Brasil -
Marcelo Odebrecht, presidente e herdeiro da empresa que leva seu
sobrenome, e Otávio Azevedo, o principal executivo da Andrade Gutierrez.
O nome da operação da Polícia Federal que fez as prisões não podia ser
mais ilustrativo das pretensões dos investigadores: "Erga Omnes", a
expressão latina que significa "para todos" e nos tratados jurídicos é
usada para proclamar um dos pilares do sistema democrático que diz que
ninguém está acima da lei.
A
Lava-Jato chegou ao topo? Não existe mais ninguém acima da lei em seu
radar investigativo? A resposta é não. A operação chegou aos mais altos
suspeitos do braço empresarial do esquema que desviou cerca de 6 bilhões
de reais dos cofres da Petrobras. O braço político, acreditam os
investigadores, pode subir mais um degrau além do ocupado, por exemplo,
por João Vaccari, tesoureiro do PT, preso em Curitiba.Os presos da
semana passada podem fornecer as informações que ainda faltam para que a
lei identifique e alcance quem comandava o braço político do esquema
criminoso. Quem permitia o funcionamento de uma engrenagem que abastecia
PT, PMDB e PP com dinheiro sujo. Disse o delegado da Polícia Federal
Igor Romário de Paula: "A ideia é dar um recado claro de que a lei vale
para todos, não importa o tamanho da empresa, seu destaque na sociedade,
sua capacidade de influência e seu poder econômico".
O juiz
Sérgio Moro determinou a prisão de Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo,
os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, por considerar que
os dois capitaneavam o cartel de empresas que ganhava contratos da
Petrobras em troca do pagamento de propina a funcionários da estatal e a
políticos. Em seu despacho, Moro registrou que delatores do petrolão
haviam dito que a Odebrecht pagara subornos no exterior por meio da
construtora Del Sur, sediada no Panamá. A Odebrecht vinha negando ter
relação com a Del Sur. Moro também anotou a existência de um depósito
feito pela Odebrecht numa conta no exterior controlada por Pedro
Barusco, o delator que servia ao PT e prometeu devolver aos cofres
públicos 100 milhões de dólares. Moro determinou a prisão de outros
cinco executivos, três da Odebrecht e dois da Andrade Gutierrez, e
expediu 38 mandados de busca e apreensão.
Resta
apenas pegar a estrela principal no firmamento governista. Os
procuradores e os delegados estão convictos de que a estrela dava
expediente no Palácio do Planalto. Resumo do site da revista Veja
Lula já pediu asilo político ao ‘companheiro’ Fidel Castro?
Felipe Moura Brasil Veja.com
Com
a prisão nesta manhã do patrão Marcelo Odebrecht, presidente da
Odebrecht acusado de pagamento de propinas no exterior em contratos da
Petrobras, Lula não apenas perdeu o emprego de lobista internacional
da empreiteira, como sentiu o bafo quente da Operação Lava Jato mais
perto do que nunca. Até porque a Polícia Federal prendeu
também o executivo Alexandrino Alencar, colocado por Lula entre os
integrantes de sua delegação oficial em viagem de 2011 à Guiné
Equatorial – lá onde também atuava a Andrade Gutierrez, cujo presidente,
Otávio Azevedo, patrocinador de Lula desde a década de 1980, foi
igualmente preso nesta sexta-feira.
Alexandrino, comparsa de Lula, sendo levado pela PF
A
inclusão de Alencar no grupo causara estranheza no Itamaraty, que pediu
informações sobre o caso à assessoria de Lula, porque o nome não estava
em lista oficial enviada inicialmente ao ministério. Mas isso nunca foi
problema para quem levava até amante em avião presidencial, não é
mesmo? Lula e Alexandrino são conhecidos de longa data, segundo a
Folha: no livro “Mais Louco do Bando”, Andrés Sanchez, ex-presidente do
Corinthians, relata uma viagem em 2009 que Alexandrino fez a Brasília
com Emílio Odebrecht, presidente do conselho de administração da
empresa. Na época, Lula pediu ajuda à Odebrecht para o Corinthians
construir seu estádio. Alexandrino também levou Lula para Cuba,
EUA e República Dominicana em janeiro de 2013, como lembrou o Estadão.
Com o apoio da empreiteira, o lobista corintiano também viajou a países
como Panamá, Venezuela e Angola - e só no Panamá, por exemplo, a
Odebrecht abocanhou contratos de US$ 3 bilhões com uma ajudinha de Lula.
A força-tarefa da Lava Jato detectou indícios de que Odebrecht e
Andrade Gutierrez estão envolvidas em crimes de formação de cartel e
fraude em licitações não apenas em contratos com a Petrobras. (Foi
citada também Angra 3.) O procurador da República no Paraná
Carlos Fernando dos Santos afirmou que as duas gigantes da construção,
sobretudo a Odebrecht, exerciam papel de liderança no chamado clube do
bilhão e, de quebra, desmascarou as sucessivas notas oficiais em que os
presidentes Marcelo e Otávio, cujos bens foram bloqueados pela Justiça,
negavam seus envolvimentos: “A
atitude das empresas de negar sistematicamente pela imprensa a
participação nos atos criminosos, de não trazer investigações internas
que apontem os responsáveis pelos fatos, indica que estavam envolvidas
no negócio como um todo. Não estavam sendo usadas. No caso dessas duas
empresas, parece que elas são tão envolvidas nesses atos, que elas não
têm como fazer uma apuração interna.” Mesmo assim, Marcelo Odebrecht, segundo o Estadão, “ficou completamente chocado com a ida dos policiais à sua casa”, o que deveria, na verdade, agravar sua pena. Em
depoimentos de delação premiada, os dois principais delatores do
escândalo do petrolão, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, foram
enfáticos ao citar dirigentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez como
participantes do cartel e responsáveis pelo pagamento de propinas, mas
os indícios mais fortes do envolvimento das duas empresas foram
conseguidos a partir do rastreamento de contas secretas no exterior. Ambas
pagaram pelo menos 764 milhões de reais em propina e usavam um esquema
“mais sofisticado” de corrupção, segundo o procurador do MPF. Para
o juiz Sergio Moro, há indícios de que eles poderiam destruir provas de
participação no esquema, o que justificou a prisão de ambos. É
melhor, de fato, que eles aguardem o lobista Lula atrás das grades. De
preferência, com duas delações premiadas, para acelerar o processo.
Polícia
Federal cumpre mandado na sede da Odebrecht em São Paulo, na manhã
desta sexta-feira (19). A ação faz parte da 14ª fase da Operação Lava
Jato e está sendo cumprida em quatros estados pelo país. Foto: Veja
A
Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a 14ª fase da Operação Lava
Jato, batizada de Erga Omnes (do latim, Vale para Todos), e mira agora
as construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez. Cerca de 220
agentes cumprem doze mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em
quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do
Sul). Alvos de mandados de prisão preventiva, o diretor-presidente da
Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e o presidente da Andrade Gutierrez,
Otávio Marques de Azevedo, já foram presos.
Também
foram expedidos mandados de prisão preventiva contra o diretor de
Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, apontado por
delatores do petrolão como operador de propina na empreiteira, o diretor
Rogério Araújo, da Odebrecht Plantas Industriais e Participações, e o
executivo Márcio Faria, citado por delatores como o contato da
construtora no Clube do Bilhão. Entre 2008 e 2012, Alencar encontrou-se
diversas vezes com Rafael Angulo Lopez, auxiliar do doleiro Alberto
Youssef que, além de distribuir a propina do petrolão para políticos,
também fazia depósitos em contas no exterior para beneficiários do
esquema criminoso. O executivo chegou a viajar com o ex-presidente Lula
para o exterior em uma "missão oficial" do petista para Guiné
Equatorial. Já Araújo foi apontado pelo ex-diretor de Abastecimento da
Petrobras Paulo Roberto Costa como a pessoa que sugeriu a ele que abrisse uma conta no exterior
para receber propina da empresa. Em nota, a construtora classificou os
mandados como "desnecessários", uma vez que afirma que os executivos já
colaboravam com as investigações.
Há
mandados de prisão também contra Paulo Dalmazzo, ex-presidente da área
de Engenharia da Andrade Gutierrez e citado por Paulo Roberto Costa como
responsável pelo pagamento de propina na empresa. A empresa afirma, em
nota, que não tem qualquer relação com os fatos investigados na Lava
Jato.
Embora
citadas por delatores do petrolão as duas gigantes da contrução hoje na
mira da PF passavam ilesas até aqui: ao contrário das concorrentes OAS,
Camargo Corrêa e UTC, por exemplo, ainda não tinha executivos presos na
Lava Jato. Dentre as construtoras que integravam o chamado Clube do
Bilhão, Odebrecht e Andrade Gutierez são algumas das mais próximas de
poderosos em Brasília. A primeira chegou até a bancar viagens do
ex-presidente Lula ao exterior. A Procuradoria da República no DF
investiga se o petista cometeu tráfico de influência ao articular
contratos em benefício da empreiteira.
Na nova
fase da Lava Jato são cumpridos 59 mandados judiciais - além dos 38 de
busca e apreensão, nove de condução coercitiva, oito de prisão
preventiva e quatro de prisão temporária. No cerco contra agentes que
atuaram nas fraudes a contratos com a Petrobras, os mandados estão sendo
cumpridos em São Paulo, Jundiaí, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto
Alegre. Os presos serão levados para a superintendência da Polícia
Federal em Curitiba.
Confira, na íntegra, a nota da Odebrecht sobre a operação:
A
Construtora Norberto Odebrecht (CNO) confirma a operação da Polícia
Federal em seus escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro, para o
cumprimento de mandados de busca e apreensão. Da mesma forma, alguns
mandados de prisão e condução coercitiva foram emitidos.
Como
é de conhecimento público, a CNO entende que estes mandados são
desnecessários, uma vez que a empresa e seus executivos, desde o início
da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades
para colaborar com as investigações.
Confira a íntegra da nota da Andrade Gutierrez:
A
Andrade Gutierrez informa que está acompanhando o andamento da 14ª fase
da Operação Lava Jato e prestando todo o apoio necessário aos seus
executivos nesse momento. A empresa informa ainda que está colaborando
com as investigações no intuito de que todos os assuntos em pauta sejam
esclarecidos o mais rapidamente possível. A Andrade Gutierrez reitera,
como vem fazendo desde o início das investigações, que não tem ou teve
qualquer relação com os fatos investigados pela Operação Lava Jato, e
espera poder esclarecer todas os questionamentos da Justiça o quanto
antes.Do site da revista Veja
Senador Ronaldo Caiado conversa com jornalistas antes do retorno.
A matéria
que segue é do site da revista Veja e conclui a frustrada visita do
grupos de senadores da oposição à Venezuela com o objetivo de um
encontro com os prisioneiros políticos da ditadura comunista bolivariana
de Nicolás Maduro. Faço a
transcrição após este prólogo. Os demais grandes veículos de mídia, como
Estadão e Folha de S. Paulo, não são apenas ridículos em suas
reportagens sobre os fatos que ocorreram na tarde desta quinta-feira em
Caracas. São cúmplices da vagabundagem comunista comandada por Lula e
seus sequazes. Pior, são criminosos. A imprensa e o jornalismo que podem
ser poderosos aliados da liberdade também podem ser os seus coveiros. É
o que está acontecendo há anos no Brasil e chegou ao cúmulo depois que
Lula, o verme asqueroso, meteu as quatro patas dentro do Palácio do
Planalto. Os
comunistas sempre dominaram as redações e mais os idiotas que os servem
pensando que assim agindo pudessem pertencer ao grupo. Ora, todos sabem
que em todos os golpes comunistas os primeiros a serem eliminados são os
esquerdistas de botequim, esses que costumam lamber o traseiro dos
chefetes do partido. Se a grande
mídia não estivesse em sua maioria na mão desses vagabundos o PT já
teria sido proscrito, banido da vida política nacional juntamente com
seus acólitos, os nanicos de esquerda, todos depravados, imorais,
mentirosos, asquerosos, diletantes, chupins, vagabundos que nunca
trabalharam e nunca estudaram na vida. Graças à maquiagem da informação
praticada pelos jornalistas da grande imprensa os bolivarianos
permanecem no poder. Não fosse a
internet com as redes sociais e blogs independentes e mais os
dispositivos móveis que enviam fotos e vídeos instantaneamente, esses
psicopatas vermelhos já teriam sido vitoriosos na sua loucura comunista.
Nesta hipótese, Otávio Frias Filho já seria o poderoso chefe do
departamento de propaganda, enquanto o Clóvis Rossi e o Fernando Cansian
já estariam mortos, pois os chefões comunistas detestam esse tipo de
gente, desprezam e eliminam na primeira oportunidade. Assim, sobra o registro de Veja
como epílogo para o frustrado contato pretendido pelos senadores com os
prisioneiros políticos da bandalha comunista da Venezuela. Entretanto,
desta feita, o tiro saiu pela culatra pois eviscerou a víbora vermelha
revelando o monstro comunista por inteiro. E as redes sociais e blogs
independentes irão repercutir amplamente tudo isso e vão partir pra cima
dos deputados e senadores exigindo o impeachment da Dilma e a
proscrição do PT e seus satélites, porque a maioria do povo brasileiro
não se entregará aos caprichos macabros desses chupins. O primeiro
ato dessa nova fase da campanha anti-PT começa com o retorno dos
senadores de Caracas, conforme relatou corretamente o site da revista
Veja. O resto dos jornalões e televisões podem ser descartados, até
porque a maioria dos brasileiros não é constituída de criminosos e nem
todos são idiotas. Dilma não escapará do impeachment. Estava faltando um
ingrediente importante. E foi obtido exatamente na Venezuela. É salgado
e picante! Leiam:
Vale
tudo para silenciar a oposição e acobertar os abusos dos direitos
humanos na Venezuela. Encurralada por bloqueios feitos pelo governo
bolivariano de Nicolás Maduro nas estradas que ligam o aeroporto Simón
Bolívar à penitenciária militar de Ramo Verde, onde o opositor Leopoldo
López está preso, a comitiva de senadores brasileiros decidiu embarcar
de volta para o Brasil. Os senadores tucanos Aloysio Nunes (SP) e Aécio
Neves (MG) informaram a desistência por meio de suas páginas no Twitter.
Também viajaram ao país os senadores Ronaldo Caiado (DEM), Cássio Cunha
Lima (PSDB), José Medeiros (PPS), Agripino Maia (DEM), Ricardo Ferraço
(PMDB) e Sérgio Petecão (PSD).
Na
primeira tentativa de chegar à prisão, o veículo em que viajavam os
políticos brasileiros ficou preso no trânsito engarrafado devido,
segundo a versão das autoridades, a "obras de manutenção" que o governo
venezuelano resolveu fazer justamente nesta quinta-feira. Manifestantes
chavistas aproveitaram a oportunidade para cercar o micro-ônibus e
intimidar os senadores entoando gritos de guerra como "Chávez não
morreu, se multiplicou" e "Fora, fora". Segundo Caiado, o veículo foi
apedrejado por partidários de Maduro. Quando finalmente conseguiram
retornar ao aeroporto, os políticos foram impedidos de entrar no local
onde estava o avião da FAB que os aguardava porque o terminal havia sido
fechado.
Os
políticos tentaram por uma segunda vez ir até o presídio, mas o túnel de
acesso na estrada continuava fechado. As autoridades justificaram o
bloqueio dizendo que a passagem estava sendo "lavada", disse o senador
Aloysio Nunes. "Estamos no avião. Vamos decolar agora de volta ao
Brasil. Esse episódio vai gerar profundos desdobramentos na relação
Brasil e Venezuela", declarou Caiado, que prometeu tomar "medidas duras"
contra o país por considerar que o comportamento de Maduro "desrespeita
acordos assinados" entre as nações. Em vista dos incidentes, a Câmara
aprovou uma moção de repúdio contra os protestos que bloquearam a
passagem da delegação brasileira.
Esta
não é a primeira vez que políticos estrangeiros passam por apuros na
Venezuela. Os ex-presidentes de Colômbia e Bolívia, Andrés Pastrana e
Jorge Quiroga, conseguiram chegar ao presídio de Ramo Verde, mas foram
impedidos de visitar Leopoldo López. Na semana passada, o
ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe González, teve de se retirar de
Caracas após o governo bolivariano negar todas as suas solicitações para
amparar os presos políticos judicialmente. Por meio do Twitter, o
governador do Estado de Miranda e candidato presidencial nas últimas
eleições, Henrique Capriles, classificou o episódio como uma "vergonha".
Do site da revista Veja
E
no sétimo dia, quando Deus descansou, surgiram sobre a face da terra os
primeiros críticos dos costumes alheios. Hoje, descendentes desses
protocríticos têm título de ministro, recebem contracheques régios e dão
expediente vitalício no Tribunal de Contas da União. Eles constituem a
principal evidência de que o grande erro da humanidade é a inutilidade
não doer.
O TCU sempre evoluiu em marcha a ré. Ao analisar as
contas federais, revelou-se por subtração, não por soma. Segregou as
pedaladas nos anexos dos seus relatórios. E aprovou as contas nacionais
“com ressalvas”. De ressalva em ressalva, tornou-se tribunal de faz de
contas. Súbito, no ano de 2014, os pedais ficaram maiores do que a
bicicleta. E o TCU se deu conta de que atingiu um ponto zero.
Partindo
desse rés do chão em que se encontra, o TCU parece ter chegado a uma
ideia mínima de operacionalidade. Acena com a hipótese de rejeitar as
contas do governo Dilma Rousseff referentes ao exercício de 2014. Mas
transforma o seu flerte com a noção de eficácia funcional numa espécie
de parto a fórceps.
Pressionados por operadores do governo, os ministros do TCU decidiram atropelar os prazos
constitucionais sob o pretexto de assegurar o direito de Dilma à ampla
defesa. Nesse caso, ampla defesa é apenas uma definição bonita para
conversa fiada. Quando chegam ao plenário, os dados recolhidos pelos
auditores já passaram pelo filtro do contraditório.
De resto, o
TCU não vai proferir nenhuma sentença. Como órgão auxiliar do
Legislativo, sua atribuição constitucional é a de elaborar um parecer
técnico. Algo que, enviado ao Congresso, sirva de baliza para o
julgamento que deputados e senadores têm de fazer, mas não fazem desde
2002. A última escrituração apreciada pelo Legislativo é de 2001,
penúltimo ano de FHC.
Em verdade, o TCU deu um prazo para si
mesmo, não para Dilma. Seus ministros dispõem de 30 dias para informar
ao país de que matéria-prima são feitos. Seriedade ou compadrio?, eis as
opções. Há no centro do plenário do TCU um imenso cabide invisível.
Nele estão pendurados: um ministro ligado ao Sarney, outro vinculado ao
Renan, um ex-articulador político de Lula, um egresso do ex-PFL, outro
originário do bloco governista na Câmara… Há até uma mãe de político
morto.
Nas próximas semanas, vai-se descobrir se ainda há espaço
no plenário do TCU para aliados das leis e dos contribuintes
brasileiros. Por enquanto, o que existe é uma inquietante sensação de
que, nas últimas décadas, os interesses conciliatórios fizeram do TCU
uma espécie de desnecessário crônico. DO JOSIASDESOUZA-UOL
Graziano, o petista, premia Maduro, o assassino, por seu suposto combate à fome
Na
terça-feira, acreditem, o petista José Graziano, que preside a FAO,
Organização das Nações Unidos para a Agricultura e Alimentação,
condecorou Nicolás Maduro, o ditador que governa a Venezuela, por sua
luta contra a fome. O mundo fez chacota da condecoração, ainda que
outros 17 países tenham merecido também a distinção. A Venezuela passa
pela pior crise de abastecimento de sua história.
Como isso é possível? Já volto ao ponto. Agora, outra barbaridade.
A
Venezuela autorizou o pouso de um avião da FAB que levará senadores
brasileiros ao país. Eles pretendem visitar presos políticos e se
encontrar com representantes da oposição dentro e fora da cadeia. É
claro que se trata de uma viagem necessária e de um dever moral. Agora
vem a vergonha alheia.
Um grupo
de esquerdistas brasileiros pretende fazer ao mesmo tempo uma viagem ao
país para, acreditem vocês!, dar apoio a Maduro, o ditador que governa
com as mãos sujas de sangue. Integram a trupe, segundo a Folha, o
jornalista Fernando Morais; o chefão do MST, João Pedro Stedile, e
ninguém menos do que Pablo Capilé, aquele esquisito que lidera o tal
grupo Fora do Eixo, que era fartamente financiado por estatais (será
ainda?) e que foi acusado até de explorar mão de obra similar à
escravidão.
Esses
esquerdistas de grife são asquerosos. O que importa que 40 pessoas
tenham sido assassinadas nas ruas do país no ano passado, algumas com
sinais de execução? O que importa que milícias armadas imponham o terror
à população? O que importa que se pratique tortura sistemática no país?
O que importa que a Venezuela passe por uma crise terrível de
abastecimento de alimentos e de gêneros de primeira necessidade?
Para os
valentes esquerdistas que vão lá apertar a mão do tirano maluco, nada
disso tem importância. Lula recebeu nos dias 9 e 10, em seu instituto,
Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Nacional, número dois do
regime venezuelano, investigado nos EUA por tráfico de drogas. Em
Genebra, na semana passada, Dilma repudiou qualquer sanção à Venezuela.
Eis aí o
compromisso que essa gente tem com a democracia. Olhem aqui: existem
eles, e existimos nós. Nunca ninguém me pegou aqui, ou em qualquer outro
lugar, a defender a ditadura desse ou daquele, ainda que para combater,
sei lá, o comunismo. Essa canalha intelectual é diferente. Por razões
ideológicas, pode apoiar qualquer facínora, especialmente quando ele
demonstra seu ódio à democracia.
O
lulo-petismo passou boa parte desses 13 anos de poder tentando um
assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. O papelão
desempenhado por Graziano serve de advertência ao mundo. Eis aí o que
pode fazer um petista na FAO: entregar um diploma de grande estadista a
um psicopata porque de esquerda.
Na
próxima, o amigo de Lula da um prêmio a Kim Jong-un o anão tarado que
governa a Coreia do Norte. Afnal, por lá, se come até carne humana,
rica em proteínas, não é mesmo, Graziano?
Texto publicado originalmente às 4h06 Por Reinaldo Azevedo-revista veja
Numa concessão inédita, o Tribunal de Contas da União fixou prazo de 30 dias para que Dilma Rousseff explique ilegalidades
que poderiam levar à reprovação das contas do governo relativas ao ano
de 2014. Com essa decisão, o TCU afrontou o parágrafo primeiro do artigo
71 da Constituição
Federal, que fixa um prazo máximo de 60 dias para a apreciação das
contas do governo. Esse cronograma já está vencido há dez dias. Ao final
do novo calendário, o atraso será de 40 dias.
O texto
constitucional anota que o prazo de dois meses começa a ser contado no
dia do recebimento das contas. E a contabilidade federal de 2014 foi
remetida ao TCU por meio da mensagem do Congresso Nacional número 4,
datada de 7 de abril de 2015. Portanto, o TCU deveria ter concluído a
análise das contas até o último dia 7 de junho. Ao esticar o processo
por mais um mês, os nove ministros do TCU concederam a Dilma um prazo de
que já não dispunham, agravando o desrespeito à Constituição.
Para
favorecer Dilma, o TCU rasgou também seu regimento interno, que reitera
em seu artigo 221 o prazo de 60 dias previsto na Constituição. Noutro
artigo, o 223, o regimento anota que o relator do processo de tomada de
contas tem de apresentar seu relatório ao plenário do TCU em 50 dias.
Esse prazo só pode ser ampliado se o atraso for justificado e
referendado pelo plenário do órgão. Ainda assim, sem ultrapassar os
limites previstos na Constituição.
Em seu artigo 226, o regimento
interno do TCU é rigoroso. Prevê que, ultrapassado o período de 50 dias,
as contas do governo serão apreciadas em “sessão extraordinária a ser
realizada com antecedência mínima de 72 horas do término do prazo para a
remessa do relatório e pareceres ao Congresso Nacional.”
Deve-se à
assessoria técnica da liderança do DEM na Câmara o levantamento sobre o
rito legal do julgamento as contas do governo. Líder do partido na
Câmara, o deputado Mendonça Filho lamentou:
“Nesse mar de
ilegalidades fiscais praticadas pelo governo, o mínimo que as
instituições deveriam fazer seria oferecer uma resposta à sociedade. O
TCU, como órgão auxiliar do Congresso, precisa cumprir o seu papel, que é
o de emitir um parecer técnico. E o Legislativo, munido desse parecer,
tem que julgar as contas. Infelizmente estamos assistindo a mais um
desrespeito à nossa Constituição.”
Embora tenha o nome de
tribunal, o TCU é mero órgão auxiliar do Congresso. Não emite uma
sentença, mas algo que a Constituição define como “parecer prévio”. Esse
documento segue para o Congresso, que tem atribuição constitucional de
julgar as contas do governo. A história não registra nenhum caso de
rejeição de contas. Nem no TCU nem no Legislativo.
Tampouco há
precedente histórico para o prazo de 30 dias que o TCU concedeu a Dilma.
O relator do processo, ministro Augusto Nardes, evocou, por analogia,
um caso referente ao Estado de Pernambuco. Disse que, sob Miguel Arraes,
o governo pernambucano obteve do ministro Celso de Mello, do STF,
decisão que lhe assegurou o exercício do direito de defesa num proesso
de análise de contas feito pelo tribunal de contas estadual.
Em
meio a tanto ineditismo, só uma coisa não mudou no teatro da apreciação
das contas públicas. O contribuinte, a quem cabe custear a bilheteria, é
desrespetido do início (a elaboração e aprovação em cima do joelho dos
orçamentos anuais da União) até o final (o Congresso não julga as contas
do governo desde 2002, derradeiro ano da gestão FHC). (aqui, um elucidativo quadro do Congresso). DO JOSIASDESOUZA-UOL