domingo, 8 de junho de 2014

Estudantes estão pessimistas com a Copa, revela enquete do CIEE

 Mais da metade deles (65%) afirmam que o evento não trará benefícios para o Brasil

Enquete realizada pelo CIEE (Centro de Integração Empresa Escola) na última quinzena, que contou com a participação de 9,7 mil jovens de todo o País sobre o legado da Copa do Mundo, revelou que os jovens estão  pessimistas em relação ao evento.
Mais da metade deles (65%) afirmam que o evento não trará benefícios para o Brasil. Já os que acreditam que a Copa deixará um legado benéfico somam (28%). Além disso, 7% dos que responderam disseram que não têm uma opinião formada sobre o assunto.
O CIEE destacou que em outro questionamento feito há quatro anos, os jovens tinham uma visão otimista com relação à realização das obras para o campeonato mundial: 59% dos estudantes acreditavam que o Brasil atenderia aos requisitos da Fifa para sediar a competição.
DO  R7

Jornalista do SBT se revolta com a Copa e grita que torcerá pelo Uruguai!!


sábado, 7 de junho de 2014

Datafolha: Alckmin seria reeleito no 1º turno; Padilha tem apenas 3%; Serra lidera para o Senado

Se a eleição para o governo do Estado de São Paulo fosse hoje, informa a Folha, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) seria reeleito no primeiro turno, com 44% dos votos — no cenário em que Gilberto Kassab (PSD) é candidato (5%) — ou com 47%, quando o ex-prefeito não aparece na lista. Nas duas hipóteses, o segundo colocado é Paulo Skaf (PMDB), com 21%. No primeiro caso, Alexandre Padilha, do PT, aparece com 3%; no segundo, com 4%. Esses são os números da mais recente pesquisa Datafolha, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Todos os quadros que aparecem no post foram publicados pelo jornal.
DATAFOLHA GOVERNO DE SP1
Datafolha governo de SP2
Como se pode observar, desde junho do ano passado, quando todos os políticos eleitos sofreram uma queda considerável — a da presidente Dilma foi a mais espetacular —, o cenário segue estável em São Paulo, com Alckmin tendo uma ascensão fora da margem de erro (de 40% para 44%). A situação do petista Alexandre Padilha segue bastante difícil.
Nos últimos dias, os lobbies petistas têm se movimentado freneticamente para plantar a informação de que pesquisas qualitativas estariam a indicar que o ex-ministro é um azougue eleitoral e que acabará repetindo a trajetória de Fernando Haddad, que arrancou na fase final e acabou se elegendo prefeito. Pois é… Ocorre que as circunstâncias, desta feita, são outras.
Os petistas avançaram na capital, em 2012, desconstruindo a imagem de Celso Russomanno, que chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto. Desta feita, os petistas não terão como fazer picadinho de Paulo Skaf porque estariam investindo contra o seu principal aliado na esfera federal: o PMDB. O ainda presidente da Fiesp entrou no partido com as bênçãos de Michel Temer, vice-presidente.
Fazer o quê? Restará aos petistas juntar forças com Skaf no ataque ao candidato tucano, sempre correndo o risco de o agora peemedebista manter a dianteira em relação ao petista e se consolidar como o segundo colocado num eventual segundo turno. Nem os petistas mais otimistas contam com a possibilidade de uma disputa final entre PMDB e PT.
Senado
Neste ano, há a renovação de um terço do Senado, e cada estado elegerá um senador. Segundo a pesquisa Datafolha, o tucano José Serra desponta como o favorito, com 41% das intenções de voto. Em segundo lugar, está Eduardo Suplicy, com 32%. Ele está no cargo, santo Deus!, há 24 anos! E quer mais oito! Como naquele poema de Ascenso Ferreira, cabe a pergunta: “Pra quê?”. E a resposta: “Pra nada!”.
Datafolha Senado SP
Por Reinaldo Azevedo-Rev Veja

sexta-feira, 6 de junho de 2014

ELEIÇÕES 2014: Por 1 minuto e 16 segundos no horário eleitoral, lulopetismo vende o restinho da alma do “velho PT” em troca do apoio de Maluf — antes, o Diabo em pessoa — ao “poste” Alexandre Padilha

(Foto: Michel Filho/O Globo)
Maluf, o Diabo em pessoa para o PT durante a maior parte da existência do partido, abraça um feliz Alexandre Padilha, o “poste” que Lula quer eleger governador de São Paulo: mais um pedaço da antiga alma petista vendida no balcão eleitoral (Foto: Michel Filho/O Globo)
A adesão de quem era antes, para o PT, o Cão, o Maldito, o Inominável — Paulo Maluf — à candidatura do petista Alexandre Padilha ao governo de São Paulo representou 1 minuto e 16 segundos que o PP malufista transferirá à coligação do PT no horário eleitoral gratuito.
Sim, ele, Paulo Maluf, que no dia 30 de maio passado anunciou que apoiará o lulopetismo na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, a despeito de até então haver mantido apaniguados na administração do governador tucano Geraldo Alckmin, candidato à reeleição.
Maluf continua sendo o mesmo velho Maluf de sempre. Além dos processos a que responde por iniciativa do Ministério Público de São Paulo, o deputado está na lista de procurados pela Interpol, a Polícia Internacional, por iniciativa da promotoria de Nova York, nos Estados Unidos, sob acusação da prática de crimes de furto, fraude e lavagem de dinheiro.
Segundo a promotoria novaiorquina, Maluf desviou 11,7 milhões de dólares de obras públicas quando foi prefeito de São Paulo (1993-1996) e utilizou a sucursal novaiorquinha do Banco Safra, de onde o dinheiro foi remetido para o paraíso fiscal da Ilha de Jersey (território autônomo do Reino Unido), para a Inglaterra e para a Suíça.
A ficha de Maluf na Interpol: se aparecer em qualquer dos 190 países-membros, será preso (Reprodução Interpol)
A ficha de Maluf na Interpol: se aparecer em qualquer dos 190 países-membros, será preso (Reprodução Interpol)
Isso virou um problemão para o ex-globetrotter Maluf, que antes costumava passar longas férias no exterior, de preferência em Paris, onde se hospedava no luxuoso hotel Plaza Athénée, cuja menor diária, hoje, equivale 1.898 reais: integrando a lista da Interpol, ele será preso se desembarcar em qualquer dos 190 países-membros da organização.
Agora aliado e amigão do PT e do lulopetismo, Maluf era o Cão, o Maldito, o Inominável.
Desde que surgiu na política, bajulando a ditadura para conseguir ser prefeito biônico de São Paulo, depois, sendo secretário dos Transportes e, posteriormente, utilizando métodos que todo mundo conhece para ganhar a “eleição” indireta para governador biônico (cargo que exerceu entre 1979 e 1982), Paulo Salim Maluf, quase 83 anos de idade, foi combatido ferozmente pelos militantes que, a partir da fundação do partido, em 1980, seriam os quadros do PT.
Seu modo de fazer política, seu modo de governar, suas prioridades como homem público, sua proximidade com a ditadura e sua vassalagem abjeta aos ditadores de plantão, a maneira pela qual conseguiu ser “candidato” a presidente pelo Colégio Eleitoral — tudo o que contribuiu para unir políticos moderados que até então apoiavam o regime militar para unir-se ao candidato da oposição ao Planalto, Tancredo Neves — eram o rigoroso extremo oposto de tudo o que o PT, então “moralizador”, dizia defender.
Dizia — bem entendido! Porque depois que “Lulinha paz e amor” se elegeu presidente, em 2002 (precedido por comportamentos heterodoxos de prefeitos e governadores petistas, alguns alvos de processos criminais na Justiça), as coisas mudaram muito.
REGISTRO PARA A HISTÓRIA -- O aperto de mãos antes inimaginável: Lula, derramando-se em sorrisos, com o antigo Diabo em pessoa -- e Haddad no meio (Foto: Folhapress)
REGISTRO PARA A HISTÓRIA — O aperto de mãos antes inimaginável: Lula, outrora alegado defensor da decência na política e na vida pública, derramando-se em sorrisos, com o antigo Diabo em pessoa — e Haddad no meio (Foto: Folhapress)
O deus todo-poderoso do lulalato abjurou umas tantas coisas, abriu os braços para gente como José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá e tantos outros do mesmo jaez, e acabou aceitando, feliz da vida, o apoio parlamentar do malufismo, que, em relação ao PT, sempre se situou na outra ponta do espectro ideológico “deztepaíz”.
Mais tarde, a partir de 2006, quando Collor se tornou senador– o mesmo Collor que havia, entre outras proezas, utilizado de forma sórdida a vida pessoal de Lula na histórica primeira eleição presidencial depois da ditadura, em 1989 –, sem problema e sem pudor algum aceitou a aliança com o homem escorraçado pelo povo e pelo Congresso da Presidência, e por aí vai.
Mas homenagear pessoalmente Maluf, como Lula fez no histórico dia 18 de junho de 2012, uma segunda-feira, foi um passo inédito, espantoso.
Significou um grau mais no constante processo de arremesso ao lixo que o PT pratica com suas antigas alegadas convicções e com sua superadíssima proclamação de rei da ética, que uma sentença condenatória no caso do mensalão terminaria de afundar  na lama.
O ex-presidente dirigiu-se à mansão de Maluf na rua Costa Rica, no Jardim América, em São Paulo, levando seu candidato a prefeito da capital, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, acompanhado de todo um séquito petista (leia reportagem do site de VEJA), para agradecer o apoio do ex-Diabo à candidatura que Lula havia tirado do bolso do colete.
A procissão de beija-mão antes impensável do petismo até a casa de Maluf foi o preço que o PT pagou para ter 1 minuto e 43 segundos a mais de tempo no horário eleitoral gratuito.
Foi mais um lote da antiga alma que o PT vendeu.
Um pedacinho mais do que sobrou voltou a ser vendido no dia 30, quando Maluf, sorridente, abraçou um Padilha ainda mais sorridente.
Lula, dessa vez, não esteve presente.
Será por pudor? Difícil responder, e também irrelevante, porque a foto anterior, histórica e despudorada, não mais sairá dos registros públicos.
DO R.SETTI

O MINISTRO JOAQUIM BARBOSA É UM DOS MOTIVOS PELOS QUAIS O BRASIL TEM ESPERANÇA. O que ele deixa para trás no STF vai muito além do mensalão

Mérito — Joaquim Barbosa chegou ao topo de uma bem-sucedida carreira jurídica sem precisar percorrer os conhecidos atalhos, lançar mão dos tradicionais jeitinhos ou recorrer a padrinhos influentes (Foto: Sergio Dutti)
MÉRITO — Joaquim Barbosa chegou ao topo de uma bem-sucedida carreira jurídica sem precisar percorrer os conhecidos atalhos, lançar mão dos tradicionais jeitinhos ou recorrer a padrinhos influentes (Foto: Sergio Dutti)
O BRASIL PRECISA DE EXEMPLOS
O legado do ministro Joaquim Barbosa transcende a prisão de um bando de corruptos poderosos. Ele mostrou que é possível fazer a coisa certa sem precisar transigir ou flertar com o que existe de errado
Texto de Daniel Pereira, com reportagem de Robson Bonin e Hugo Marques, publicado em edição impressa de VEJA
O mineiro Joaquim Barbosa sempre acreditou no esforço pessoal. Filho de um pedreiro e uma dona de casa, estudou em escola pública, formou-se numa universidade federal e assumiu importantes cargos depois de ser aprovado em concurso. À carreira no Ministério Público, acrescentou uma sólida história acadêmica, com passagens, como estudante e professor, por renomadas instituições de ensino do Brasil e do exterior.
Barbosa construiu sua trajetória sem a ajuda de padrinhos influentes e sem pedir favores. Numa sociedade acostumada a atalhos duvidosos e ao jeitinho, preferiu o árduo caminho da meritocracia. Essa biografia chamou a atenção do presidente Lula. Em 2003, ele indicou Barbosa para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
O objetivo de Lula era nomear pela primeira vez um negro para a mais alta corte do Judiciário e, assim, tirar do papel a agenda de políticas afirmativas do governo. O que Lula não sabia é que a escolha renderia frutos bem maiores. Ele escalara o homem certo, na hora certa, para desferir o mais duro golpe contra a corrupção na história recente do país. Sorte dos brasileiros de bem, azar do PT.
Em 2012 e 2013, durante mais de sessenta sessões plenárias, Barbosa comandou o julgamento do mensalão, como relator do processo e, depois, também como presidente do STF. O resultado criminal é conhecido: o Supremo concluiu que o PT subornou parlamentares para se perpetuar no poder, durante o primeiro mandato de Lula, e condenou a antiga cúpula do partido à prisão.a charge joaquim barbosa  indo emboraO resultado simbólico também é conhecido: a Justiça finalmente se fez valer para todos, sem distinção, o que foi considerado um divisor de águas na luta contra a impunidade que há séculos privilegia os poderosos no Brasil. Anunciadas as penas e decretadas as prisões, Barbosa se tornou uma espécie de herói nacional, o cavaleiro vingador da capa preta, aplaudido nas ruas e assediado para disputar as eleições.
Mas esse era apenas um dos lados da moeda. A outra face, menos evidente, levou o ministro a anunciar, na quin­ta-feira, que deixará o Supremo em junho, onze anos antes do prazo fixado para sua aposentadoria compulsória. “Minha missão está cumprida”, disse Barbosa.
Em fevereiro, VEJA revelou que o ministro cogitava antecipar a aposentadoria. Essa possibilidade ganhou força depois de o plenário derrubar a condenação por formação de quadrilha imposta aos mensaleiros. Barbosa, que se acostumara a formar a maioria, acabou derrotado na votação.
Ele suspeitava que dali para a frente, devido à nova composição do tribunal, tenderia a ser sempre derrotado nos embates criminais mais polêmicos. “Essa é uma tarde triste para o Supremo. Com argumentos pífios, foi reformada, jogada por terra, extirpada do mundo jurídico, uma decisão plenária sólida e extremamente bem fundamentada”, lamentou o ministro.
O poder na prisão — Apesar das pressões e ameaças, inclusive de morte, Barbosa foi implacável com os mensaleiros. José Dirceu foi condenado a sete anos e onze meses e José Genoino a quatro anos e oito meses de cadeia por crime de corrupção (Fotos: Ailton de Freitas/Ag. O Globo :: Marlene Bergamo/Folhapress)
O PODER NA PRISÃO — Apesar das pressões e ameaças, inclusive de morte, Barbosa foi implacável com os mensaleiros. José Dirceu foi condenado a sete anos e onze meses e José Genoino a quatro anos e oito meses de cadeia por crime de corrupção (Fotos: Ailton de Freitas/Agência O Globo :: Marlene Bergamo/Folhapress)
A reação estava diretamente relacionada às dificuldades presentes no caso. Lula e o PT jogaram pesado para adiar o início do julgamento, numa tentativa de facilitar a prescrição de certos crimes. Também procuraram ministros para convencê-los a reduzir as penas da companheirada e suavizar o enredo criminoso.
Quando o julgamento finalmente começou, Barbosa teve de comprar uma série de brigas para tirar o tribunal de uma espécie de zona de conforto. Uma zona de conforto que, registre-se, sempre contribuiu para dificultar a condenação de políticos, empresários e banqueiros.
Barbosa bateu de frente com os próprios colegas para garantir e acelerar as votações. Chegou a agredi-los verbalmente, acusá-los de cumplicidade com chicanas e acabou isolado dentro do tribunal. Pagou um custo pessoal que, segundo seus assessores, foi compensado pelo benefício proporcionado à sociedade.
O ministro também partiu para um duelo aberto com os maiores criminalistas do país. Recu­sou-se a recebê-los para conversas informais. Parece irrelevante, mas não é. Não são poucos os magistrados que fazem questão de agradar aos grandes nomes da advocacia nacional, mesmo que por meio de pequenos gestos.
De origem humilde, Barbosa teve coragem de romper com esses “rapapés aristocráticos”, conforme expressão lapidar cunhada pelo antropólogo Roberto DaMatta. O custo pessoal, novamente, não foi pequeno.
“As grandes marcas dele, infelizmente, são a truculência no trato e a intolerância com os pontos de vista que não convergiam com os dele”, afirma Alberto Toron, advogado do petista João Paulo Cunha, o ex-presidente da Câmara encarcerado na Papuda. Barbosa, de fato, nem sempre lida bem com a divergência.
Muitas vezes, mostrou-se iracundo e autoritário. Certa vez, mandou um jornalista “chafurdar na lama” porque ele ousou lhe fazer uma pergunta. Para o ministro aposentado do STF Carlos Velloso, Barbosa pecou na forma, mas, no caso do mensalão, acertou em cheio no conteúdo. “As instituições valem por si, mas a grandeza depende das pessoas que fazem funcionar as instituições.
Barbosa conduziu com firmeza um julgamento exemplar de um processo tormentoso, com muitos réus, e não eram réus quaisquer”, diz Velloso. Se não tivesse coragem de enfrentar tantas trincheiras, talvez o STF estivesse até hoje às voltas com requerimentos, petições, questões de ordem…
Depois do mensalão, Barbosa definiu duas prioridades. Uma delas era participar do julgamento sobre as perdas decorrentes dos planos econômicos. Trata-se de um processo bilionário que opõe correntistas a instituições financeiras. No STF, especulava-se que o ministro, após mandar políticos e empresários para a cadeia, votaria contra os bancos.
Com a análise desse caso econômico adiada novamente, Barbosa decidiu antecipar a aposentadoria. A outra prioridade era garantir a eficácia das penas aplicadas aos mensaleiros.
Barbosa se insurgiu contra os privilégios concedidos a eles na cadeia. Recentemente, suspendeu a autorização de trabalho externo. Com base num laudo médico, revogou a prisão domiciliar de José Genoi­no. O ex-ministro José Dirceu nunca recebeu aval para trabalhar fora do presídio.
Os advogados dos mensaleiros recorreram dessas decisões ao plenário do STF. Não está certo se o julgamento do recurso ocorrerá antes ou depois da aposentadoria de Barbosa.
Se a saída tiver acontecido, será sorteado um novo relator, e a presidência já estará sob a responsabilidade de Ricardo Lewandowski. Afilhado político da ex-primeira-dama Marisa Letícia, Lewandowski é lhano no trato, tem boas relações com os colegas e os advogados e defendeu a absolvição de Dirceu e Genoino no processo. Especialista nos “rapapés aristocráticos”, ele é a antítese de Barbosa.
O PT não vê a hora de seu algoz sair de cena. De certa forma, também se cansou da briga. “A postura dele não foi de um estadista do Poder Judiciário. Constatamos uma postura carregada de ódio que não caberia a um juiz”, disse o deputado Vicentinho, líder do PT na Câmara, ao comentar a aposentadoria.
Sucessor — Ricardo Lewandowski, um crítico ferrenho de Joaquim Barbosa, vai assumir a presidência (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)
SUCESSOR — Ricardo Lewandowski, um crítico ferrenho de Joaquim Barbosa, vai assumir a presidência (Foto: Fellipe Sampaio/Supremo Tribunal Federal)
Essa declaração é legítima e faz parte do jogo democrático. Pena que o PT não pare por aí. Militantes do partido na internet, como VEJA mostrou, chegaram a ameaçar Barbosa de morte. “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas. Joaquim Barbosa deve ser morto”, escreveu um deles.
Extenuado, o ministro quer se afastar da artilharia petista e, mais importante, virar a página do mensalão. Para ele, o assunto está encerrado, pacificado.
Não é à toa. Sob sua batuta, o Supremo deu aos brasileiros uma lição de moralidade e intransigência com as roubalheiras. Uma lição que até desafetos, como o ministro Marco Aurélio, fizeram questão de ressaltar: “O Supremo, como colegiado, acabou por reafirmar que a lei é lei para todos indistintamente e que não se agradece a esse ou aquele ato a partir da ocupação da cadeira no Supremo”.
Barbosa não agradeceu a Lula, o que permitiu ao país dar um passo importante em sua escalada civilizatória. Eis aí um grande legado.
A meritocracia do esforço
Muito pobre na infância, Joaquim Barbosa estudou, trabalhou, foi aprovado em concurso público e chegou à mais alta corte de Justiça do país sem precisar de amigos influentes, favores ou uma mãozinha de políticos
1. Nascido em uma família humilde de Paracatu (MG), Joaquim Barbosa teve de trabalhar desde cedo para sustentar a casa. Filho de um pedreiro e uma dona de casa, ajudava o pai a fabricar tijolos e a entregar lenha
2. Aos 16 anos, Barbosa foi sozinho para Brasília, arrumou emprego em uma gráfica, e terminou o ensino médio, sempre estudando em colégio público
(Foto: Reprodução/VEJA)
Em 1976, com a beca de formado em Direito, já oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores (Foto: Reprodução/VEJA)
3. Aos 22 anos, tornou-se oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores. Depois acabou reprovado num concurso para diplomatas devido, diz ele, a preconceito racial
4. Formado em direito, foi aprovado no concurso para procurador da República. Fez doutorado na Sorbonne, em Paris, foi professor visitante na Universidade Colúmbia, em Nova York, e na Universidade da Califórnia
(Foto: Reprodução/VEJA)
Barbosa foi aprovado em concurso para procurador da República, cargo que exerceu entre 1984 e 2003 (Foto: Reprodução/VEJA)
5. Em 2003, Joaquim Barbosa estava nos Estados Unidos quando foi convidado pelo ex-presidente Lula a assumir a vaga no STF
DO RICARDO SETTI-REV VEJA

Minha coluna na Folha: “Dilma, mais quatro anos pra quê?

Leia trechos:
Jornalistas estrangeiros perguntaram à presidente Dilma Rousseff por que a economia cresce tão pouco. Ela disse não saber. Foi sincera. Não sabe mesmo. Como não tem o diagnóstico, falta-lhe o prognóstico. Entre o passado, que ela ignora, e o futuro, que ela não antevê, há este enorme presente à espera de medidas corretivas e profiláticas. Ocorre que seu governo é como seu discurso: um caos de fragmentos de ideias nem sempre muito claras, (des)ordenadas por locuções fora do lugar “no que se refere” (sic) ao que tem de ser feito. Ninguém entende nada, a começar da própria Dilma.
Dia desses, o ex-presidente Lula julgou ter encontrado a razão do “malaise”. Os empresários, de mau humor, teriam deixado de investir. É mesmo? É próprio das cabeças autoritárias –e esse é o caso do Babalorixá de Banânia– transformar dificuldades que são objetivas, que são técnicas, que têm origem em decisões equivocadas, em mera indisposição subjetiva. Há quanto tempo estão dados os sinais de que o crescimento da economia, ancorado no consumo interno, havia esgotado o seu ciclo? Assim como teve início em razão de circunstâncias que não eram do nosso controle, expirou por motivos igualmente alheios à nossa vontade. E lá ficou Guido Mantega a fazer previsões de crescimento –coitado!–, inicialmente, com margem de erro de dois pontos. Como a situação se deteriorou, ela já está em três…
(…)
A campanha que o PT levou à TV indica que, sem diagnóstico nem prognóstico, restou apenas o terrorismo eleitoral. Dilma pretende que o medo desinformado vença não a esperança, mas as possibilidades de mudança. Pior: sem conseguir entusiasmar nem a sua própria grei, cede a apelos “esquerdopatas” como “controle social da mídia” e criação da sociedade civil por decreto, evidenciando que, sob pressão, pode, sim, voltar à sua natureza. Mais quatro anos pra quê?
Para ler a íntegra, clique aqui
Por Reinaldo Azevedo

Datafolha: Dilma cai e vai a 34%; diferença para Aécio no 2º turno é de apenas 8 pontos — era de 27 há quatro meses; petista é a mais rejeitada. E esses ainda não são os números piores

A Folha de São Paulo publica nesta sexta pesquisa Datafolha sobre intenção de voto para presidente da República. Fica difícil escolher que número é o pior para a presidente Dilma Rousseff (PT), mas, parece-me, como vocês verão, que o mais dramático nem está no mais óbvio. Já chego lá. Vamos ao que é mais vistoso: em relação à pesquisa anterior do instituto, de 7 e 8 de maio, Dilma caiu três pontos: de 37% para 34%; o tucano Aécio Neves oscilou de 20% para 19%, e Eduardo Campos caiu de 11% para 7% — o que é também um péssimo resultado. Vejam a arte da Folha (todos os infográficos foram publicados pelo jornal).
Datafolha 06.06.2014 1 geral
Alguém poderia dizer que a boa notícia para Dilma é que, há um mês, os dois principais candidatos de oposição, somados, tinham 31 pontos e, agora, têm 26. Mas eu lhes proponho uma outra leitura: em fevereiro, Dilma tinha 44% das intenções de voto, e Aécio e Campos somavam 25 — uma diferença de 19 pontos. Quatro meses depois, eles têm 26, mas Dilma está com 34 — uma diferença de 8 pontos. Os dois candidatos de oposição, é verdade, avançaram pouco, mas a presidente despencou.
Segundo turno
A outra má notícia para Dilma, péssima mesmo, está nos números do segundo turno. Há quatro meses, ela venceria Aécio por 54% a 27%, o dobro dos votos. Nesta pesquisa Datafolha, a presidente aparece com 46%, e o tucano, com 38% — a diferença diminuiu espantosos 19 pontos e é, agora, de apenas 8. Ele avançou 11, e ela caiu 8.
Datafolha 06.06.2014 2 segundo turno
Pessimismo
Cresceu o pessimismo com a economia, informa a pesquisa. Apenas 26% dizem que a situação econômica do país vai melhorar. Para 36%, vai piorar, e 32% dizem que ficará na mesma. Nada menos de 64% acham que a inflação vai aumentar, e só 7% acreditam na queda; outros 21% avaliam que ficará como está. Se 18% anteveem que o desemprego vai cair, 48% pensam que vai subir, e só 28% creem na estabilidade dos números.
Datafolha 06.06.2014 4 expectativas
Rejeição
Outra notícia ruim. Caiu a rejeição a Aécio e Campos em relação à pesquisa anterior: o tucano tinha 31%, e o peessebista, 33%. Ambos aparecem agora com 29%. Dilma se manteve nos 35% e é agora a candidata mais rejeitada.
Datafolha 06.06.2014 rejeição
A colheita de números negativos ainda não terminou. Em fevereiro, 21% achavam o governo Dilma ruim ou péssimo; agora, são 28%; os que o consideram ótimo ou bom caíram de 37% para 33%, e os que o veem como regular passaram de 41% para 38%.
Mudança
Entendo, no entanto, que o pior número para Dilma é aquele ao qual a imprensa tenderá a dar menos visibilidade. Vejam o quadro abaixo.
Datafolha 06.06.2014 5 Mudanças
Nada menos de 74% dos que responderam a pesquisa esperam que as ações do próximo governo sejam diferentes das que aí estão, e só 21% querem mais do mesmo. Quando indagados sobre quem poderia, então, operar essas mudanças, o nome mais lembrado ainda é o de Lula, com 35%, mas quem aparece em seguida, com 21%, é o tucano Aécio Neves. Dilma está apenas em terceiro, com 16%. Vale dizer: as pessoas querem outro rumo para o país e não acham que a atual presidente seja capaz de liderar a transformação.
Alguma boa notícia pra ela? Umazinha. Dizem que votariam num candidato apoiado por Lula 36% dos que responderam a pesquisa, mesmo índice dos que o rejeitariam por isso — e 24% afirmam que poderiam votar. Não endossariam um nome com apoio de FHC 57% dos entrevistados, contra 12% que fariam essa escolha — 24% poderiam votar. Na pesquisa, o segundo eleitor mais influente é Joaquim Barbosa: 26% escolheriam um nome que contasse com o seu apoio, mesmo índice dos que considerariam essa possibilidade. Mas 36% rejeitariam um postulante que ele indicasse.
Que conclusões tirar dessa pesquisa? Muito objetivamente, vamos lá:
1: Dilma não vence mais no primeiro turno. Ela teria hoje 34% dos votos, e seus adversários, considerados os demais nomes, somam 35%.
2: A diferença no segundo turno se estreita dramaticamente.
3: O eleitorado quer mudanças, e Dilma não é vista como a pessoa capaz de operá-las.
Esta sexta-feira será tensa no PT, e as viúvas de Lula voltarão a se assanhar.
Por Reinaldo Azevedo-Revista Veja

Movimento 'Aezão' reúne 1.600 líderes do PMDB do Rio

O Globo
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, senador Aécio Neves, participou ontem, no Rio, do lançamento do “Aezão”, movimento criado pelo presidente regional do PMDB, Jorge Picciani, em apoio às pré-campanhas do tucano e do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) à reeleição.
Aécio considerou o encontro, numa churrascaria na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, como o mais importante evento político em defesa de seu nome promovido nos estados. A reunião foi uma demostração de força de Picciani, que reuniu 1.600 lideranças, entre elas representantes de 17 partidos.

Leia mais em Ato promovido pelo presidente do PMDB no Rio em apoio a Aécio e Pezão reúne 1.600 líderes

Aécio recebe apoio de dirigentes de 18 partidos que integram a chapa Aezão. Foto: O Globo
DO NOBLAT

DATAFOLHA: Dilma tem 34%, Aécio, 19%, e Campos, 7%,

Instituto entrevistou 4.337 pessoas entre os dias 3 e 5 de junho.
A margem de erro é dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Do G1, em São Paulo
O Instituto Datafolha divulgou nesta sexta-feira (6), no site do jornal "Folha de S.Paulo", pesquisa de intenção de voto para presidente da República neste ano.
A pesquisa indica que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem 34% das intenções de voto, contra 35% dos dez demais candidatos somados.
Veja os números do Datafolha para a pesquisa estimulada:
- Dilma Rousseff (PT): 34%
- Aécio Neves (PSDB): 19%
- Eduardo Campos (PSB): 7%
- Pastor Everaldo (PSC): 4%
- Magno Malta (PR): 2%
- Denise Abreu (PEN): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- José Maria (PSTU): 1%
- Randolfe Rodrigues (PSOL): 0%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Brancos/nulos/nenhum: 17%
- Não sabe: 13%
A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de junho. Foram entrevistadas 4.337 pessoas em 207 cidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00144/2014.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Greves no Brasil são notícia na França; El Mundo chama país de 'manifestódromo'

  • por G1
    O site do jornal El Mundo, da Espanha, compara o Brasil a um 'manifestódromo'As greves e manistações no Brasil às vésperas da Copa do Mundo são destaques nos jornais da Europa. Na tarde de quarta-feira (4), o site do jornal espanhol El Mundo publicou uma reportagem chamando o Brasil de "Manifestódromo mundial". E nesta quinta, o Le Figaro, da França, escreve "Ameaça de greve geral no Brasil a uma semana do Mundial!
    A imagem de bolas gigantes pintadas com uma cruz vermelha em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, ilustram ambas as reportagens.

    O El Mundo diz que 42% da população é contra a Copa no Brasil, mas o clima para as manifestações não é tão grande quanto a vista em junho de 2013. "Mas, embora os protestos sejam menores, têm-se multiplicado e diversificado porque os trabalhadores também querem dividir o bolo no Mundial", escreve o jornal (leia a reportagem, em espanhol).

    Já o Le Figaro destaca a greve dos funcionários do Metrô de São Paulo, e as ameaças de empregados de companhias aérea, como a Latam, de cruzarem os braços às vésperas da Copa. O jornal francês lembra as greves da polícia e dos professores e destaca que este ano as manifestações estão mais nas mãos dos sindicatos, e não da população, como em 2013 (leia a reportagem, em francês).
    Le Figaro, da França, fala em ameaça de greve geral no Brasil às vésperas da Copa
  • Businessweek destaca 'inundação' de TVs sem HD nas lojas do Brasil

    Reportagem do site da BloombergO site da revista de negócios norte-americana Bloomberg Businessweek destacou em reportagem publicada nesta terça-feira (4) em seu site o otimismo de fabricantes e varejistas com a venda de televisores no Brasil para a Copa do Mundo. De acordo com a reportagem, as lojas estão importando TVs de plasma sem o conteúdo HD.
    "Muitos dos televisores que estão sendo enviados para o Brasil são TVs de plasma de baixo custo que não mostram o conteúdo HD, mesmo que esses modelos parecem estar no caminho da obsolescência em outro lugar A receita de vendas de televisores de plasma caiu quase 60% de 2010 a 2013, segundo a empresa de pesquisa IDC", diz o texto (leia a reportagem, em inglês).
    A reportagem faz um alerta de que muitos equipamentos estão sendo importados para o varejo, mas não exatamente para fãs de futebol. O consultor James Flaws alerta para que os investidores têm uma expectativa muito acima da realidade. "O impacto sobre o consumo de televisão é maior, mas menos do que o que os investidores esperam", disse ele durante uma conferência em janeiro.
    Outro consultor, Paul Gagnon, diz que as lojas estão comprando mais televisões do que o esperado, o que poderia ser um sinal de varejistas estão superestimando quantas TVs serão vendidas.
  • CNN destaca motéis como alternativa de hospedagem para a Copa

    CNN destaca os motéis para hospedar torcedores na CopaO site da CNN noticiou nesta terça-feira (3) que o Rio de Janeiro e as outras cidades-sede da Copa do Mundo estão com problemas na rede hoteleira por conta da demanda ocasionada pelo Mundial. A opção apontada aos turistas que verem vir para o Brasil são os motéis. “Alguns viajantes estão sendo criativos e optando por ficar em motéis”, diz o texto (leia a reportagem, em inglês).
    Os motéis, segundo a CNN, cobram taxas mais baixas do que os hotéis tradicionais, e oferecem surpresas como “piscina privativas e cadeiras eróticas.”
    Michael Fine, consultor de viagens com sede em São Paulo, diz que embora existam muito motéis “pulgueiros” no país que alugam quartos por 30 minutos, há lugares que oferecem até banheiras de hidromassagem, saunas e salas temáticas.
    Felipe Martinez, gerente do Lush Motel em São Paulo, diz que as reservas de clientes estrangeiros aumentaram. Com os negócios internacionais, ele espera aumentar as vendas em 20%, durante a Copa do Mundo.
  • Prefeito de Manaus pede para britânicos se comportarem como 'padres', diz jornal

    Matéria do 'Guardian' sobre Manaus, nesta terça (3)O jornal "The Guardian" noticiou nesta terça-feira (3) que o prefeito de Manaus pediu que os torcedores ingleses se comportassem como "padres" em sua estadia na cidade. Segundo o jornal, o prefeito Artur Neto - que confrontou o técnico inglês após ele ter criticado o clima da cidade no ano passado – disse que espera cerca de 7 mil torcedores do Reino Unido até o jogo do dia 14, contra a Itália.
    "Acho que vai dar tudo certo. Vai ser um lindo evento - por que alguém iria querer perturbar? Quando vou para a Inglaterra, eu me comporto como um pacífico padre. Espero que todos que venham a Manaus também se comportem como padres."
    Segundo o jornal, apesar da (má) reputação que tinham nos anos 1980 e 1990, os torcedores britânicos foram elogiados pelo comportamento nos estádios e houve anos em que nenhuma prisão foi feita relacionada a futebol (2006 e 2010, segundo o "Guardian").
    Já o Brasil, diz o jornal, tem um problema "crescente". "Nos últimos três anos, mortes relacionadas ao futebol bateram novos recordes". O jornal cita o brasileiro "O Globo" para informar que 23 pessoas morreram em 2012 e 30 em 2013.
  • Reportagem alemã diz que prostituição infantil se prolifera no Brasil

    Reportagem no site do jornal alemão tem foto da ex-prostituta infantil

    “Die Welt”, um dos maiores jornais da Alemanha, publicou na última quarta-feira (28) reportagem intitulada “Prostituição infantil tem boom à sombra da Copa do Mundo”, em que afirma que  é possível fazer sexo com menores de idade no Brasil com “a partir de alguns euros”. “A polícia não age, a Fifa silencia” diz o texto.

    Os repórteres Tim Röhn , Marc Neller e Sam Wild, que assinam o artigo, apresentam o caso de uma menina com o nome fictício de “Lisa”, que atualmente tem 23 anos, mas relata ter começado a se prostituir com 13, em Fortaleza.

    Ela diz que deixou a prostituição, mas ainda sofre as consequências dela. Seu primeiro namorado, ao saber que ela foi prostituta, se suicidou, segundo o jornal. Conta que até hoje tem pesadelos com o que passou.

    A reportagem conta que na Avenida Juscelino Kubitscheck, na capital cearense, há “dúzias de meninas e meninos” à espera de clientes. Uma representante do projeto de apoio Vira Vida, Ana Isabel Cabral Lima de Souza, que os casos de prostituição infantil na cidade teriam “aumentado em 100% - e a Copa nem começou”.

    “Em Fortaleza, ocorre frequentemente que taxistas destemidos levem os clientes até o ponto de prostituição infantil. Uma criança é escolhida e embarca no carro. O taxista anda algumas centenas de metros, desembarca e só volta quando tudo acabou. Ele ganha alguns reais extras e deixa a menina ou menino em algum lugar da cidade. A polícia sabe disso, dizem os assistentes sociais”, relata o diário alemão.
    “Die Welt” diz que o negócio do sexo com menores “floresce à sombra do esporte” no Brasil. O jornal cita que nos últimos dez anos a prostituição infantil teria se quadruplicado, chegando a 400 mil pessoas, mas não informa a fonte dessa informação. O motivo para elas se prostituírem seria a pressão das famílias para conseguirem dinheiro.
  • TV da Europa mostra problemas no Brasil às vésperas da abertura da Copa

    Programa 'The Corner' abordou os riscos de dengue no Brasil durante a Copa do Mundo
    Boa tarde!
    Este novo blog do G1 vai abordar reportagens sobre o Brasil publicadas na imprensa internacional para mostrar como o país é visto no exterior.
    Uma reportagem do programa "The Corner", exibida na noite desta segunda-feira (2) pelo canal Euronews, afirma que a menos de duas semanas do início da Copa do Mundo o Brasil enfrenta problemas com manifestações, atrasos em obras nos estádios e aeroportos, ameaça de surto de dengue e até comida estragada no hotel da seleção da Itália (veja o vídeo).
    A reportagem de mais de quatro minutos começa abordando os protestos de junho de 2013, quando a população foi às ruas de São Paulo para manifestar contra o aumento nas tarifas de ônibus, e culminou em uma série de protestos por todo o país. "Foi uma mobilização nacional com manifestantes acusando o governo de gastar bilhões em novos estádios e não o suficiente com acesso a habitação", diz a reportagem.
    O programa mostra ainda a greve de motoristas e cobradores de ônibus em maio, que provocou caos no sistema de transporte das grandes cidades. "O Brasil prometeu uma série de projetos em conjunto com a Copa do Mundo para melhorar suas estradas e aeroportos, mas o país tem lutado para terminar o essencial, como estádios", diz a reportagem.
    Os atrasos nas obras da Arena Corinthians, que sediará jogo de abertura do torneio entre Brasil e Croácia no próximo dia 12, também são abordados.
    A reportagem mostra ainda que o Ministério da Defesa do Brasil já colocou 30 mil soldados nas fronteiras para combater a entrada de imigrantes ilegais e o tráfico de drogas.

BORYS: NO INFERNO MUSSOLINI E HITLER DEVEM ESTAR APLAUDINDO LEI DAS PALMADAS



DO UOL

quarta-feira, 4 de junho de 2014

BB, Caixa e outros órgãos públicos gastam R$ 9 mi em ingressos da Copa para VIPs

Banco do Brasil não revela para quais jogos comprou R$ 5 milhões em ingressos e nem quem serão os agraciados

white 15 BB, Caixa e outros órgãos públicos gastam R$ 9 mi em ingressos da Copa para VIPsKindle
18mai2013 dilma esteve acompanhada de agnelo queiroz governador do distrito federal 1368891782594 615x300 600x292 BB, Caixa e outros órgãos públicos gastam R$ 9 mi em ingressos da Copa para VIPsMatéria da Folha de S. Paulo:
Um grupo de milionários, empresários e parceiros “estratégicos” vai assistir os jogos da Copa do Mundo sem pagar nada, com ingressos pagos por bancos e outros órgãos públicos ou de economia mista.
No total, a Folha mapeou compras de R$ 9,1 milhões em ingressos. As compras foram acertadas com a operadora da Fifa desde 2012 —bem antes da liberação deste último e concorrido lote de ingressos.
A maior fatia, R$ 5 milhões, foi paga pelo Banco do Brasil, empresa de economia mista que tem o governo federal como o principal acionista. O BB não revela quantos ingressos comprou, nem para quais jogos.
Os ingressos serão distribuídos a clientes escolhidos a dedo pelo banco. A prioridade do BB é o segmento “ultra high”, para clientes com investimentos acima dos R$ 50 milhões. Representantes de grandes empresas também foram agraciados pelo banco.
A Caixa Econômica, por outro lado, abriu os cofres para agradar seu público interno. No total, serão 480 ingressos, para 14 partidas, a R$ 1,8 milhão. A campanha “Bateu é Gol”, destinada aos donos das lotéricas, distribuiu 320 ingressos, a R$ 1,5 milhão.
O resto foi para a campanha de incentivo “Vai Brasil”, destinados aos empregados do banco. O melhor jogo pago pela Caixa é da fase de quartas de final. Em Brasília, o BRB, banco cujo acionista majoritário é o governo do Distrito Federal, gastou R$ 1,2 milhão em 30 ingressos para clientes para cada um dos sete jogos na capital.
Na arena de Recife, uma empresa do governo de Pernambuco garantiu com a Fifa um camarote para os cinco jogos que acontecerão no local. A compra foi feita pela administração do Porto de Suape, que selecionará executivos de empresas “estratégicas” para irem aos jogos e, também, visitarem o complexo.
O camarote tem 18 lugares —dois representantes do porto vão ciceronear os empresários. A ideia é, a cada jogo, mudar o grupo de convidados. A ação custará R$ 745 mil.
No Rio, o Brasil Resseguros comprou R$ 411 mil, para jogos na capital fluminense. A compra foi feita em março. Em outubro, foi finalizado o processo de privatização da estatal —entre os principais acionistas está o Banco do Brasil.
A Folha questionou esses órgãos se entre os recebedores de ingressos havia políticos. Banco do Brasil, BRB, Caixa e o Porto de Suape negaram. O Brasil Resseguros informou que os ingressos irão para “clientes selecionados em função de parcerias negociais”.