terça-feira, 19 de abril de 2016

ARMÍNIO FRAGA DIZ A TEMER QUE TESOURO “ESTÁ QUEBRADO”



Vicente Nunes
 
Brasília
O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga traçou um quadro dramático da economia brasileira para o vice-presidente da República, Michel Temer, em jantar ontem à noite, do qual participou o senador tucano Aécio Neves. Armínio é o nome favorito de Temer para o Ministério da Fazenda, caso o Senado aprove o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O ex-BC recusou o convite, mas se colocou a disposição do peemedebista para ajudá-lo, sobretudo para abrir portas no mercado internacional.
Na avaliação de Armínio, o Tesouro Nacional “está quebrado”, assim como a maior parte dos estados. Ele orientou Temer a abrir os olhos em relação aos bancos públicos, em especial em relação à Caixa Econômica Federal, cuja situação “é mais do que preocupante”. Para o ex-presidente do BC, Temer também terá que dedicar atenção especial à Petrobras, cuja situação “é delicadíssima”.
Armínio está ajudando Temer a compor a equipe econômica de seu eventual governo. Para a Fazenda, ele está indicando Murilo Portugal, hoje presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban,) e Henrique Meirelles, do grupo JBS e ex-presidente do BC. Para o comando da autoridade monetária, os novos sugeridos são os de Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco, de Luiz Fernando Figueiredo, da Mauá Sekular, ambos ex-diretores do BC na gestão de Armínio, além de Mário Mesquita, muito ligado a Meirelles, do qual foi subordinado, hoje sócio do Banco Brasil Plural.
Na visão do ex-presidente do BC, se realmente assumir a Presidência da República, Temer terá que dar um choque de credibilidade, anunciando um governo austero, responsável fiscalmente e comprometido com a estabilidade financeira. Se não fizer isso, estará fadado a repetir o fracasso da gestão de Dilma, que resultou na maior recessão da história do país. Em dois anos, o Produto Interno Bruto (PIB) poderá cair mais de 8%. 19/04/2016-DO R.DEMOCRATICA

PT retarda velório do governo Dilma no Senado e aumenta fedor do defunto. Haja medo!


Renan vela sem pressa. Caiado exige o enterro do cadáver. Veja resumão

Por: Felipe Moura Brasil

Renan Dilma
– PT, nem aí para o Brasil, atrasa processo de impeachment de Dilma no Senado adiando indicação dos membros dos partidos para comissão.
– Comissão irá analisar denúncia contra Dilma por crime de responsabilidade e votação no plenário será entre 10 e 17/5 para instauração do processo.
– Líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PT-PA), podia ter indicado nomes nesta terça, mas pediu mais tempo, enquanto o Brasil sangra.
– Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) diz que PT tenta retardar o jogo no vestiário, com a torcida e o juiz já no campo. Pura covardia.
– Ronaldo Caiado (DEM-GO): “Essa regra de 48 horas para indicação de membros e eleição de presidente só vale para comissões permanentes.”
– Caiado: “O próprio regimento diz que existe prevalência na regra da comissão especial sobre a norma geral.” Mas prevalece a vontade de Renan e PT.
– Caiado: “Não há motivo, nem norma que justifique o atraso do rito do impeachment. O regimento é claro.” Mas o STF tinha de obscurecê-lo.
– Caiado: “O Senado tem o dever de dar celeridade ao impeachment pelo bem do país que está sem comando.” PT vampiro se alimenta do sangue do Brasil.
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– Renan Calheiros lê toda a confusão existente entre acórdãos do STF e regimento do Senado para justificar ter dado 48 horas a líderes para indicações.
– Leitura feita por Renan só leva à conclusão de que ele poderia ter decidido qualquer coisa, dependendo da interpretação política mais conveniente.
– Gilmar Mendes ironizou redefinição do rito por Renan e Lewandowski: precisa roteiro “do momento que vai servir café, água ou coisas desse tipo?”
– Para Gilmar, usar mais que proposta de Celso de Mello adotada no caso Collor “me parece… a não ser que vá se detalhar o momento de ir ao banheiro”.
– Para o ministro Luiz Edson Fachin, as “balizas” do rito já foram fixadas pelo STF no julgamento de dezembro de 2015. Lewandowski finge que não.
– Renan: “Eu vou manter a imparcialidade que tenho tido até aqui.” É uma “imparcialidade” pró-Dilma.
– Ápice do dia: Renan, cobrado de agilidade por Caiado, ameaça chamar Ricardo Lewandowski para substituí-lo na condução. Ameaça grave.
– Aécio: “Não vamos esticar corda agora. Sexta é o prazo final para indicações.” Mas pede celeridade a partir de 2ª para votar impeachment em 11/5.
– Renan concorda com Aécio: “Nós vamos marcar a sessão para eleição [de presidente e relator da comissão] para a próxima 2ª.” É o mínimo.
– Caiado faz oposição muito mais incisiva que Aécio. Aécio deixa Caiado fazer o confronto duro enquanto posa de conciliador. Problema é que soa frouxo.
– Eunício Oliveira: “Eu, como líder do PMDB, encaminho na mesma forma e concordo com Aécio para que antecipemos decisão que vai instalar comissão.”
– Humberto Costa (PT-PE) elogia Renan Calheiros. É um alívio para o PT que não seja mais Eduardo Cunha na condução do processo.
– Humberto Costa (PT-PE) diz que não há uma mínima trégua para que o governo possa trabalhar as políticas que quer implementar. Ainda bem.
– Humberto Costa (PT-PE) culpa oposição por desastre de Dilma como se reação tivesse vindo antes da ação desastrosa. PT inverte Lei de Newton.
– Randolfe Rodrigues (Rede-AP) elogia Renan. Rede do PT também está feliz com condução do homem de 9 inquéritos na PGR. 100% de legitimidade.
– Flexa Ribeiro (PSDB-PA) reclama da procrastinação do velório do governo Dilma e propõe sessões também no fim de semana para completar as 10.
– Caiado: “O Brasil sem governo e o Senado posando como se nada estivesse acontecendo.” E imita: “vamos dar tempo ao tempo, vamos aguardar…”
– Caiado também cobra sessões no sábado e no domingo, e Renan o bajula dizendo que sempre levará em consideração suas opiniões. Só desconversa.
– Caiado: “Estão procrastinando situação de ‘cadáver insepulto’ desse governo por 30 dias e o cidadão sofrendo na pele, desempregado, sem perspectiva”.
– “Como um senador vai caminhar pelo seu estado no feriado de Tiradentes e passear com sua família no fim de semana deixando país sem governo?”
– Suposto governo está com 6 ministérios vagos e outros 2 prestes a vagar, incluindo a Casa Civil que aguarda julgamento do STF sobre posse de Lula.
– Dilma acusa Temer de vender “terreno na Lua” mas libera na Terra R$ 50,5 milhões de emendas a deputados do PR que votaram não a impeachment.
– PT ainda quer cargo de presidente da comissão para controlar os trabalhos e obrigar senadores a ouvirem Cardozo de novo. Nome disso é tortura.
– PMDB exige controlar um posto-chave. PP quer Ana Amélia Lemos (RS) para relatoria. PSDB tenta emplacar mineiro Antonio Anastasia na presidência.
– Comissão será formada por 21 senadores titulares e 21 suplentes, indicados de acordo com a proporção do tamanho dos blocos partidários.
Titulares:
– PSDB, DEM e PV: Ronaldo Caiado (DEM-GO), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).
– PTB-PR-PSC-PRB-PTC: Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrella (PTB-MG).
– PSB-PPS-PCdoB-Rede: Romário (PSB-RJ) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).
– PMDB: 5 vagas a definir.
– PT/PDT: 4 vagas.
– PP/PSD: 2 vagas.
– Mais 2 vagas compartilhadas a definir.
Segunda-feira será mais um dia de tumultos. Eu já separei a pipoca.

Senado antecipa comissão do impeachment e partidos começam a listar nomes

O Senado recebeu nesta terça-feira (19) as primeiras indicações nos nomes para a comissão de 21 senadores que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A comissão deve começar o trabalho na próxima segunda-feira (25). às 16h, segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros, disse na sessão desta tarde. Renan cedeu à pressão da oposição para adiantar a criação do colegiado. 
As indicações serão feitas por blocos partidários, que são os grupos formados por alianças entre os partidos no Senado.
Veja o número de vagas de cada bloco e os partidos que já indicaram integrantes:
PMDB – 5 vagas - ainda não indicou oficialmente os nomes
PSDB, DEM e PV – 4 vagas: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO)
PT e PDT – 4 vagas -- ainda não indicou oficialmente. No entanto, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ ) disse que ele, José Pimentel (PT-CE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) serão os indicados
PSB, PPS, PCdoB e Rede – 3 vagas: Romário (PSB-RJ) e Fernando Bezerra (PSB-PE) e Vanessa Grazziotin (PCdoB)
PP, PSD – 3 vagas - ainda não indicou oficialmente.
PR, PTB, PSC, PRB, PTC – 2 vagas - Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrela (PTB-MG).
Além dos 21 titulares, a comissão conta também com 21 suplentes. Os nomes acima são dos membros titulares indicados.
Na sessão desta terça-feira o Senado faz a leitura da denúncia do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Em seguida, o presidente do Senado, Renan Calheiros, solicitou que as lideranças enviem em até 48 horas a indicação dos 21 nomes que irão integrar a comissão especial.
A sessão de hoje foi aberta com questionamentos de senadores sobre os prazos da comissão. "Se for necessário e para dirimir as dúvidas, vou pedir a antecipação da transferência da presidência do Senado para o presidente do Supremo Tribunal Federal [Ricardo Lewandowski]", respondeu Renan.
Mais cedo, ficou acordado que em até 48 horas os blocos devem indicar nomes para a comissão. No entanto, a oposição alega, citando o regimento do Senado, que as indicações devem ser feitas ainda hoje. Por isso, segundo Renan, a antecipação da transferência da presidência serviria "para que essas dúvidas deixem de acontecer e para que não haja questões de ordem sendo feitas a cada momento por motivação meramente política".

Prazos

A partir da instalação da comissão são eleitos seu presidente e relator e a presidente Dilma é notificada do processo. A comissão tem o prazo de dez dias úteis para dar seu parecer sobre se é possível a abertura de processo de impeachment no Senado.
A Câmara dos Deputados aprovou o processo no último domingo (17), mas é no Senado onde ocorre de fato o julgamento da presidente.
Depois de instalada, a comissão tem até 48 horas para eleger seu presidente e relator e até 10 dias úteis para apresentar parecer sobre se o processo de impeachment deve ou não ser admitido no Senado.
O parecer da comissão deve em seguida ser votado pelo plenário do Senado. Para que o processo seja aberto, é preciso o apoio da maioria simples dos senadores, ou seja, a metade mais um dos parlamentares presentes, desde que haja um mínimo de 41 senadores na sessão. Com a presença dos 81 senadores, são necessários 41 votos para aprovar o impeachment.
Apenas se o processo for aceito no Senado é que a presidente Dilma fica afastada temporariamente de suas funções. Cabe aos senadores realizar o julgamento sobre se as denúncias contra Dilma justificam o seu impedimento do cargo.
Se condenada, a presidente tem o mandato cassado e fica proibida de disputar cargos públicos por oito anos. Se for absolvida, a presidente retoma o cargo.
No período do afastamento temporário assume o vice-presidente Michel Temer (PMDB).
(*Colaborou Bernardo Barbosa, de São Paulo)

Placar do Impeachment do Senado

Levantamento diário do jornal "O Estado de S. Paulo" mostra como os senadores estão direcionando seus votos para o impedimento ou não da presidente Dilma Rousseff.
Para ver o placar atualizado, acesse o endereço: http://zip.net/brs8JB  (URL encurtada e segura). DO JTOMAZ

Dilma comprou o PR por 50,5 milhões de reais


Dilma Rousseff, na segunda-feira, mandou liberar 50,5 milhões de reais em emendas parlamentares de deputados do PR que, no dia anterior, votaram contra o impeachment.
A lista foi obtida pelo Estadão:
- José Rocha, da Bahia, ganhou 19 milhões de reais.
- Vicentinho Júnior, do Tocantins, ganhou 4,5 milhões de reais.
- Édio Lopes, de Roraima, ganhou 6 milhões de reais.
- Wellington Roberto, da Paraíba, ganhou 12 milhões de reais.
- João Carlos Bacelar, da Bahia, ganhou 6 milhões de reais.
- Aelton Freitas, de Minas Gerais, ganhou 3 milhões de reais.
Gasparzinho comprou o voto desses parlamentares. Espalhem seus nomes.
19.04.16 - DO ANTAGONISTA

Renan pegou propina de US$ 6 mi, afirma Cerveró à Justiça

Presidente do Senado, onde chegou o processo de impeachment de Dilma, teria recebido valores ilícitos por meio do lobista Jorge Luz, segundo ex-diretor de Internacional da Petrobrás
Renan Calheiros. Foto: Ed Ferreira/Estadão.
Por Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão
O ex-diretor Internacional da Petrobrás e delator da Lava Jato Nestor Cerveró disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira, 18, que o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) recebeu propina de US$ 6 milhões por meio do lobista Jorge Luz, apontado como um dos operadores de propinas na Petrobrás, referentes a um contrato de afretamento do navio-sonda Petrobrás 10.000.
“(Jorge Luz) foi o operador que pagou os US$ 6 milhões da propina da sonda Petrobrás 10.000, foi o encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros”, disse o delator ao ser questionado pela defesa de Salim Schahin sobre a atuação de Jorge Luz em relação às propinas recebidas por Cerveró. A propina teria sido repassada na época da contratação do navio-sonda, em 2006.
Neste momento da audiência, que envolveu acusações ainda sob investigação contra uma autoridade com prerrogativa de foro, o juiz Sérgio Moro interrompeu Cerveró e pediu para o delator comentar apenas o que tinha pertinência com a ação penal na qual ele depôs nesta tarde. O ex-diretor falou na ação em que é acusado de favorecer a Schahin na contratação para a operação de um navio-sonda da Petrobrás como uma forma de quitar a dívida do PT de R$ 12 milhões com o banco Schahin.
Renan Calheiros é hoje o responsável por ditar o ritmo do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff após a Câmara aprovar a continuidade do procedimento. A acusação contra o senador na delação de Cerveró foi revelada pelo Estado em dezembro do ano passado e confirmada pelo delator nesta tarde em seu primeiro depoimento após fechar um acordo de delação premiada.
COM A PALAVRA, O PRESIDENTE DO SENADO, RENAN CALHEIROS (PMDB-AL)
Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou as “as imputações”.
Renan “reafirma que já prestou as declarações necessárias, mas está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos”.18/04/2016 DO R.DEMOCRATICA

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O ministro Teori Zavascki homologou a colaboração de Diogo Ferreira, chefe de gabinete de Delcídio do Amaral
FILIPE COUTINHO E ANA CLARA COSTA
Revista Época

Dilma Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva: mais uma delação complica a vida dos petistas
(Foto: Agência O Globo )
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki homologou na quinta-feira, 14, a colaboração do chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral, Diogo Ferreira. Segundo a decisão do ministro, Ferreira confirmou que foi informado sobre o teor da conversa entre a presidente Dilma e Delcídio, em que a petista revelou ao senador a intenção de indicar o advogado Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O objetivo seria atrapalhar a Lava Jato e proteger os executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, conforme revelou Delcídio em sua delação, homologada em março. A participação do atual ministro da Advocacia-Geral da União, à época ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, também é citada no documento.
Na delação, Ferreira também complicou ainda mais a situação do ex-presidente Lula e do filho do pecuarista José Carlos Bumlai, Maurício Bumlai, trazendo ambos para o centro das tentativas de impedir a delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Ele relata ter participado de encontros com Maurício, de quem recebeu dinheiro para ser entregue à família de Cerveró. Foram três entregas de R$ 50 mil feitas por meio do advogado de Cerveró, Edson Ribeiro -- todas em São Paulo. Ferreira apresentou como provas algumas trocas de mensagem de áudio e WhatsApp, combinando o local das entregas. Segundo a delação de Delcídio, Lula seria principal articulador da estratégia de "comprar o silêncio" de Cerveró.
18.04.2016

Fruet, prefeito de Curitiba candidato à reeleição, agora tenta esconder seu apoio a Dilma

Mas parece que não adiantou muito.
Gustavo Fruet - Dilma Rousseff
Como já mencionamos aqui, Gustavo Fruet (PDT) – até ontem aliadíssimo de Dilma – terá de enfrentar os eleitores da REPÚBLICA DE CURITIBA e, também como falamos aqui, a coisa não vai bem para prefeitos ligados ao PT. Vale lembrar, aliás, que a vice-prefeita de Curitiba é ela própria do Partido dos Trabalhadores, além de o partido de Fruet ser um dos maiores e mais fieis aliados do petismo.
A defesa de Dilma era tão empedernida que ele chegou ao ponto de assinar um manifesto contra o impeachment. Aí agora o que ele faz, já que deu chabu? Segundo o blogueiro Fabio Campana, que cobre a política local, tratou de APAGAR as menções nas redes sociais do apoio expresso que deu a Dilma Rousseff por meio de uma carta.
É mole? Bom, entendemos… de fato, queima o filme. Mas também compreendemos que o eleitor de Curitiba ainda assim não esquecerá que Gustavo Fruet sempre foi um grande aliado de Dilma e do PT. Agora já é tarde para mudar (ou tentar apagar) isso. DO IMPLICANTE

Resultado representa a vitória dos conservadores da democracia, como MBL e VPR

O resultado deste domingo não nasce do acidente, mas da determinação; não é fruto do acaso, mas da convicção; não decorre do reacionarismo estúpido e encarquilhado, mas do conservadorismo virtuoso, que jamais havia encontrado sua devida expressão nas ruas

Por Reinaldo Azevedo
Cumpriu-se a primeira etapa que vai livrar o Brasil do governo de Dilma Rousseff. Atingidos às 23h07 os 342 votos necessários, dois terços do total, a Câmara vai autorizar o Senado a abrir o processo de impeachment contra a presidente. Bruno Araújo do PSDB de Pernambuco foi o voto que marcou a vitória. O contraste é simples: trata-se de uma vitória da verdade contra a empulhação. Como chegamos até aqui? É importante começar a contar direito essa história agora, não depois.
E não! Nem todos os que votaram em favor do impedimento da presidente são pessoas que possamos convidar para o jantar. Mas, atenção! Essa não é uma questão nem íntima nem pessoal. Trata-se apenas de saber se a presidente cometeu crime de responsabilidade: sim, ela cometeu! Não um, mas uma penca.
Dilma não deixa de ser uma mulher de sorte: vai cair porque violou a lei orçamentária, incidindo no Inciso VI do Artigo 85 da Constituição. É o que está na denúncia aceita pela Câmara e agora referendada pelo plenário.
Com um mínimo de rigor, poderia ser acusada de transgredir os outros seis: atentou contra a existência da União, contra o livre exercício dos Poderes Legislativo e Judiciário; contra a segurança interna no país; contra a probidade administrativa e contra o cumprimento de ordens judiciais.
A mistificação foi vencida: não é e nunca foi um golpe. O terrorismo foi derrotado: o Brasil não vai para o abismo; ao contrário, renovam-se as esperanças. Um mito foi derribado de forma vexaminosa: junto com Dilma, também se desmancha uma estátua de areia chamada Luiz Inácio Lula da Silva.
Como chegamos aqui?
O resultado deste domingo não nasce do acidente, mas da determinação; não é fruto do acaso, mas da convicção; não decorre do reacionarismo estúpido e encarquilhado, mas do conservadorismo virtuoso, que jamais havia encontrado sua devida expressão nas ruas: o que está em marcha é a revolução dos conservadores das instituições democráticas.
E A PRÓPRIA IMPRENSA, ATENÇÃO!, TOMADA PELO ESQUERDISMO SEM IMAGINAÇÃO, ESTAVA E ESTÁ DESPREPARADA PARA INFORMAR O SEU PÚBLICO SOBRE O QUE REALMENTE ESTÁ EM CURSO. O JORNALISMO BRASILEIRO MODERNIZOU AS SUAS PLATAFORMAS FÍSICAS. FALTA AGORA MODERNIZAR AS IDEIAS
O começo

O impeachment de Dilma Rousseff não começou a ser pensado nos partidos de oposição. Ao contrário até: inicialmente, eles se mantiveram distantes da movimentação das ruas. E, se querem saber, isso foi bom. Fazia-se necessário que novos olhares, novos discursos e novos anseios buscassem seu lugar nas consciências. Também o modo de se opor ao petismo havia chegado à sua miséria.
Este domingo começou a ser gestado quando grupos da sociedade civil como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua (VPR) resolveram se organizar e convocar a população a expressar a sua indignação: em ordem e em paz.
A primeira grande manifestação, no dia 15 de março de 2015, anunciava uma sociedade que queria mudanças. No terceiro mês do segundo mandato de Dilma, a esmagadora maioria dos brasileiros já havia se dado conta de que tinha sido vítima do maior estelionato eleitoral da história.
Estava claro que a presidente havia cometido crime de responsabilidade em seu primeiro mandato. Uma interpretação obtusa da Constituição, no entanto, referendada pela Procuradoria Geral da República e pelo próprio STF, impedia que fosse processada.
Mas quiseram a arrogância, a imprudência e a glória de mandar que os atentados à lei fiscal tivessem continuidade no segundo mandato. E não há um só especialista honesto que deixe de reconhecer o crime cometido. E foi ele que embasou a denúncia apresentada por Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Hélio Bicudo. Casavam-se, assim, a higidez jurídica da denúncia com a questão política.
A primeira fase
E insisto no ponto: os movimentos surgidos na sociedade civil, como MBL e VPR, identificaram o descontentamento com muito mais rapidez do que as oposições oficiais: “A rainha cometeu um crime; cortem-lhe a cabeça!” Tanto é assim que lideranças oposicionistas se mantiveram a uma prudente distância dos protestos iniciais.
E eu saudei isso aqui. Consultem os arquivos. Onde muitos viam a fraqueza das ruas — “são desorganizados”; “não têm eixo”; “não têm uma hierarquia” —, eu via virtudes. Eu e quem se mostrava disposto a ver o novo.
A segunda fase
Se as ruas precisavam renovar o espírito das oposições formais, as estruturas formais da política precisavam conferir musculatura institucional aos movimentos de rua. E essa foi a fase mais difícil, mas delicada, dessa trajetória.
Foi preciso que o MBL e o VPR se aproximassem dos partidos de oposição e passassem a falar diretamente com os políticos, sem, no entanto, se misturar com eles. Não vai aqui um juízo negativo sobre os políticos, não. Ocorre que é preciso que a sociedade civil mantenha a sua identidade.
Estava claro que, sem essa parceria, não havia futuro para o movimento de rua. Nem as oposições formais conseguiriam vencer o aparato de propaganda do governismo.
Vencendo as hostes da desqualificação
Quando essa aproximação se deu, foi preciso vencer distintas e combinadas hostes de desqualificação. Foi necessário combater o preconceito da imprensa largamente contaminada pelo esquerdismo velho e burro, por mais jovens que sejam os militantes disfarçados de jornalistas.
Foi preciso enfrentar, como sempre, a patrulha das esquerdas organizadas. Mas essas já são velhas conhecidas.
E, ora vejam, foi preciso trombar com a direita cretina, mistificadora, estúpida e, sim, golpista, que acusava o MBL e o VPR de estarem se vendendo aos políticos.
Segundo esses trogloditas de Facebook, que pretendem comandar o mundo com um teclado nas mãos e algumas ideias tortas na cabeça, meia-dúzia de militares entusiasmados resolveriam a questão. Não odeiam a democracia menos do que o PT. Aliás, nada mais são do que o petismo com sinal trocado.
O MBL e o VPR tinham razão
Como está claro a esta altura, o MBL e o VPR tinham razão.
Tinha razão quando não esperaram que as oposições formais se mobilizassem para chamar a população para ocupar as ruas. Tinham razão quando advogaram um espaço próprio de militância política, que não se subordinava — nem pode se subordinar — à pauta dos partidos. E tinham razão quando decidiriam que era chegada a hora de trabalhar COM os políticos, não PARA os políticos.
A imprensa, com raras exceções, não entendeu nada e não entende ainda.
As esquerdas, como de hábito, não entenderam nada.
E a direita babona, para não fugir ao costume, babou o seu rancor e também não entendeu nada.
Encerro este post
O impeachment de Dilma Rousseff será o segundo da nossa história. Mas não se trata de uma repetição. Nem o primeiro foi uma tragédia nem esse é uma farsa. O evento que temos aí é único.
Sabem por quê? Collor foi deposto com o apoio unânime das esquerdas e da imprensa. E boa parte das manifestações de rua mobilizavam as correntes de opinião ditas “progressistas”. Havia muito pouca gente na rua que não carregasse bandeiras.
Desta feita, não! O impeachment se fez contra o espírito dominante nas redações e contra os movimentos embandeirados.
A população de verdade, que fala por si e não em nome de um partido, está depondo Dilma Rousseff. E jovens que, felizmente, nada devem às ideias mortas que oprimem o cérebro dos vivos tiveram a coragem de dizer: “Vem pra rua em nome de um Brasil livre”.
E a coisa se deu!
É a vitória dos conservadores de instituições democráticas.17/04/2016- DO R.DEMOCRAQTICA

quinta-feira, 14 de abril de 2016

OS MINISTROS DO STF E O LATÃO DE LIXO


MINHA ANÁLISE: Os fatos são os fatos. O resto é exercício ideológico. Quando se reputa ao Direito o estatuto de "ciência" - Ciência do Direito - está se afirmando que que o Direito radica no mundo dos fatos e não no da fantasia. Quando os operadores do Direito resvalam do "ser" para o "dever ser" estão querendo materializar um sonho, um delírio, uma abstração contrapondo-se ao princípio da realidade fática. Fora do mundo dos fatos em nível jurídico tem-se o que se denomina 'chicana jurídica'.
É justamente uma chicana jurídica aquilo os brasileiros estão testemunhando neste momento em que o Advocacia Geral da União passa a ser a Advocacia Geral dos Comunistas do PT questionando perante o STF o que já foi exaustivamente debatido em comissão da Câmara dos Deputados. Cumprido os os ritos processuais e regimentais a matéria foi aprovada por folgada maioria na Comissão do Impeachment e, como manda a lei, foi encaminhada para o plenário da Câmara.
Esgotados todos esses trâmites legais e pelo fato de não ter conseguido 'comprar' votos suficientes para brecar o inevitável impeachment da Dilma, a bandalha do PT resolveu entupir o Supremo com um monte de ações de forma a encontrar ministros de toga vermelha capazes de abençoar a tirania que queria - e ainda quer - se instalar no Brasil materializando os ditames dos Foro de São Paulo.
Estamos perante uma irresponsabilidade sem tamanho, haja vista que além de políticos e mega empresários também pesa contra Ministros do STF sérias suspeitas, aliás, fundadas, por conta de decisões pregressas de subserviência ao PT. Corroborada a chicana, teremos um perigoso vácuo institucional que representa, então, um verdadeiro golpe contra o Estado de Direito. Destarte passa-se da democracia para o Estado de Exceção, ou seja, o totalitarismo puro e simples.
Caso o Supremo tente passar por cima do Poder Legislativo para salvar o desastroso desgoverno do PT acolhendo a chicana jurídica proposta pelo PT instaura-se um perigoso vale tudo no país.
Concluo esta advertência reportando-me ao vídeo que ilustra este post e que se tornou emblema de um Estado anárquico. O fato ocorreu na Ucrania. Mas pode acontecer em qualquer lugar do planeta, inclusive no Brasil.
Ao Supremo Tribunal Federal (STF) cumpre impedir a anarquia. Se assim não for os Ministros não poderão mais circular livremente pelo país. Lembrem-se sempre do vídeo acima. DO A.AMORIM

Empréstimo ao PT ‘nos sufocava’, diz Schahin

Empresário delator da Lava Jato depõe para o juiz da operação e conta como ocorreu a polêmica transação financeira de
R$ 12 milhões que abasteceu o caixa do PT em 2004

Por Mateus Coutinho, Julia Affonso
e Alexandre Hisayassu
Estadão
Salim Schahin
Foto: Dida Sampaio/Estadão
O empresário Salim Schahin, um dos donos do Grupo Schahin, relatou ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira, 13, como foram as tratativas entre o Banco Schahin, o pecuarista José Carlos Bumlai e o Partido dos Trabalhadores para acertar um empréstimo de R$ 12 milhões à sigla. O negócio foi intermediado por Bumlai, em outubro de 2004. O executivo do Grupo Schahin fechou um acordo de colaboração premiada com a Lava Jato, se comprometendo a contar tudo o que sabe sobre um dos mais polêmicos episódios envolvendo o PT.
Posteriormente, após inúmeras cobranças do banco que não recebia as parcelas do empréstimo, Salim Schahin relatou ter acertado um contrato de sua empresa com a Petrobrás para a operação de um navio-sonda em contrapartida à quitação do empréstimo de Bumlai. O contrato do Grupo Schahin para operrar navio sonda da estatal petrolífera foi fechado ao preço de US$ 1,6 bilhão. “Aquele empréstimo nos sufocava, nos angustiava pelas circunstâncias dele”, relatou o empresário ao juiz da Lava Jato.
VEJA A PRIMEIRA PARTE DO DEPOIMENTO DE SCHAHIN:
Em seu depoimento de 47 minutos, o executivo disse que desde o começo da operação tinha preocupação com o fato de ser um empréstimo para uma pessoa em nome de um partido, mas que, o grupo empresarial acabou considerando ser importante se aproximar do partido político que estava no governo federal. “Nós ponderamos e houvemos por bem ir pra frente com o empréstimo”, afirmou.
O temor do empresário acabou se justificando, já que as parcelas do empréstimo acabaram não sendo pagas pelo PT. A situação, segundo relatou Schahin, só começou a ser resolvida a partir de 2006, após várias reuniões entre os executivos do banco e representantes do partido.
“Delúbio (Soares, então tesoureiro do PT) se envolveu no mensalão e veio seo Vaccari (João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT preso na Lava Jato). Nós estavamos cobrando o Vaccari intensamente e ele afirmando que iria efetuar o pagamento. Em 2006 ficamos sabendo que a Petrobrás havia encomendado um navio e, na época, éramos a única empresa brasileira que operava navio de águas profundas”, relatou Schahin, que então admitiu ter sugerido ao petista o apoio político para a empresa vencer a licitação e operar o navio-sonda. “Então chegamos, em uma das conversas que mantivemos com Vaccari, e falamos: ‘Olha Vaccari nós temos interesse na operação deste navio e pedimos apoio político do partido”, contou Schahin.
Em cerca de um mês, contou o executivo, Vaccari retornou ao banco e teria se mostrado favorável à ideia, sugerindo que o empréstimo para Bumlai fosse quitado em contrapartida ao contrato da Schahin com a Petrobrás, que veio a ser firmado em 2009, para a operação do navio-sonda Vitória 10.000.
O episódio deu origem à ação penal contra dez réus, incluindo executivos da cúpula do Grupo Schahin, Bumlai e Vaccari, acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. O depoimento de Salim Schahin nesta quarta-feira, 13,foi tomado nesta ação penal, na qual a Procuradoria da República pede o ressarcimento de R$ 53,2 milhões dos investigados.
13/04/2016 DO R.DEMOCRATICA

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Kassab libera bancada do PSD para votar pró-impeachment

Líder da sigla na Câmara fica livre para orientar deputados a aceitar processo contra a presidente. Expectativa é de que 31 dos 38 parlamentares votem pelo impeachment

Por: Reinaldo Azevedo
Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, liberou nesta quarta-feira a bancada do partido para votar como quiser neste domingo, quando a Câmara dos Deputados decide se aceita o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Interlocutores do ministro das Cidades afirmam que ele optou por liberar os parlamentares dada a maioria contra Dilma no partido. Dos 38 votos da bancada, 31 devem ser contrários à presidente. O líder da bancada está, portanto, livre para encaminhar voto pró-impeachment. É o que deve ocorrer: o comando do PSD na Câmara é de Rogério Rosso (DF), que presidiu a Comissão Especial do Impeachment e votou pela admissibilidade da denúncia.
Aos parlamentares da sigla, de acordo com políticos presentes à reunião, Kassab pediu que “pensem bem porque a decisão é importante para o país”. Como não foi fechada questão em torno do tema, não haverá punição a nenhum dos dois grupos. Os votos em apoio a Dilma virão da Bahia (a sigla no Estado foi fundada com ajuda do ministro petista Jaques Wagner e ocupa cargos no governo local) e dos deputados Domingos Neto (CE) e Fabio Mitidieri (SE).
Kassab ainda não definiu se permanece no governo. Ele deu sinais de que poderá ceder à pressão da bancada para deixar o cargo, majoritariamente contra o governo, mas não decidiu quando. Ele pondera à cúpula do partido que teria de fazer o movimento com respeito à presidente – o PSD foi o primeiro partido a declarar apoio à reeleição de Dilma e hoje ocupa a pasta que sempre desejou. O ministro quer aguardar a votação do impeachment no domingo.

A jurisprudência do berro


Editorial do Estadão
A presidente Dilma Rousseff foi fragorosamente derrotada na Comissão Especial do Impeachment na Câmara.
Mesmo diante do rolo compressor do Palácio do Planalto, que incluiu manobras mirabolantes para modificar a composição da comissão a seu favor e que ofereceu até terrenos na Lua para os deputados que se dispusessem a defender a petista, o placar de 38 votos a 27 pela continuidade do processo contra Dilma não dá margem a nenhuma dúvida: o impeachment está em pleno curso, pois é esse o desejo da maioria absoluta dos brasileiros. Resta à ainda presidente espernear – e ela resolveu fazê-lo da pior maneira possível, em franco desafio aos demais Poderes, denunciando histericamente um “golpe” onde só há o pleno respeito ao que prevê a Constituição. Em seu desespero ante o iminente despejo do Palácio da Alvorada, Dilma abandonou os últimos vestígios de dignidade que ainda lhe restavam.
Num desses eventos que o Planalto tem programado a respeito de qualquer coisa ou de nada, Dilma saiu do sério ao vituperar o vazamento de um discurso que o vice-presidente Michel Temer preparava para o caso de o processo de impeachment passar no plenário da Câmara. Atribuiu ao vice-presidente a liderança de um complô para derrubá-la, em conluio com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os dois foram chamados por ela de “chefe e vice-chefe do gabinete do golpe”. Para a presidente, o vazamento da fala de Temer prestou-se a “difundir a ordem unida da conspiração”. O pecado de Temer foi explicitar o que fará se for chamado a assumir a Presidência – o que é apenas natural para quem ocupa aquela função –, e se erro cometeu foi o de acalmar a Nação que vinha sendo sobressaltada pela tigrada que, ante a iminência da derrota de Dilma, espalhou que o sucessor acabaria com programas sociais, violaria direitos adquiridos e iria além, muito além do saco de maldades de Collor.
Se alguém está pisando na Constituição é Dilma Rousseff e seus prepostos. Nem é preciso mencionar os crimes que ela cometeu ao autorizar as pedaladas fiscais, maquiando as contas públicas para enganar o País e ganhar a reeleição no grito, pois esses delitos são os que constam no processo de impeachment ora em curso e são bastante conhecidos.
Mas Dilma vem cometendo outros atentados à Constituição e ao decoro.
Para salvar seu mandato, Dilma decidiu lotear o governo, entregando cargos e verbas somente aos deputados que se comprometam a votar a seu favor – e o pagamento só será feito contra entrega.
Essa negociação, que deprava a administração pública como jamais se viu na história do País, é tão vergonhosa que está sendo feita na penumbra de um quarto de hotel, comandada pelo chefão petista Luiz Inácio Lula da Silva, que oficialmente não ocupa nenhum cargo no governo, mas ganhou procuração irrestrita para agir em nome da Presidência – como se fosse ele, e não Dilma, o eleito por 54 milhões de brasileiros.
Dilma não se acanha de usar todo o aparato do governo federal como se fosse sua propriedade. Todos os dias, em evidente violação das regras constitucionais, a petista faz da Presidência um palanque, no qual acusa o Congresso de tramar o tal “golpe” e o Judiciário de ser força auxiliar dos “conspiradores”. Além disso, para se defender no processo de impeachment, Dilma explora os serviços de José Eduardo Cardozo, o advogado-geral da União – que, pela Constituição, existe apenas para representar a União, jamais a presidente da República. Dilma também não se sentiu constrangida em nomear Lula para um Ministério, dando-lhe foro privilegiado para escapar do juiz Sérgio Moro. A manobra para proteger o chefão petista e obstruir a Justiça foi tão evidente que a nomeação foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal.
A lista das afrontas de Dilma à Constituição, portanto, é extensa. A esta altura, o País já sabe muito bem quem está atentando contra as instituições. Cabe ao Congresso não permitir que tal golpe triunfe, impedindo que os aventureiros petistas, liderados por Dilma e Lula, instituam a jurisprudência do berro e, com isso, destruam os pilares da democracia brasileira. Para isso, basta que os parlamentares, ao avaliarem o processo de impeachment, sigam o que está previsto na lei.13 Abril 2016