PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
O
ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga traçou um quadro dramático
da economia brasileira para o vice-presidente da República, Michel
Temer, em jantar ontem à noite, do qual participou o senador tucano
Aécio Neves. Armínio é o nome favorito de Temer para o Ministério da
Fazenda, caso o Senado aprove o impeachment da presidente Dilma
Rousseff. O ex-BC recusou o convite, mas se colocou a disposição do
peemedebista para ajudá-lo, sobretudo para abrir portas no mercado
internacional. Na
avaliação de Armínio, o Tesouro Nacional “está quebrado”, assim como a
maior parte dos estados. Ele orientou Temer a abrir os olhos em relação
aos bancos públicos, em especial em relação à Caixa Econômica Federal,
cuja situação “é mais do que preocupante”. Para o ex-presidente do BC,
Temer também terá que dedicar atenção especial à Petrobras, cuja
situação “é delicadíssima”. Armínio
está ajudando Temer a compor a equipe econômica de seu eventual
governo. Para a Fazenda, ele está indicando Murilo Portugal, hoje
presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban,) e Henrique
Meirelles, do grupo JBS e ex-presidente do BC. Para o comando da
autoridade monetária, os novos sugeridos são os de Ilan Goldfajn,
economista-chefe do Itaú Unibanco, de Luiz Fernando Figueiredo, da Mauá
Sekular, ambos ex-diretores do BC na gestão de Armínio, além de Mário
Mesquita, muito ligado a Meirelles, do qual foi subordinado, hoje sócio
do Banco Brasil Plural. Na
visão do ex-presidente do BC, se realmente assumir a Presidência da
República, Temer terá que dar um choque de credibilidade, anunciando um
governo austero, responsável fiscalmente e comprometido com a
estabilidade financeira. Se não fizer isso, estará fadado a repetir o
fracasso da gestão de Dilma, que resultou na maior recessão da história
do país. Em dois anos, o Produto Interno Bruto (PIB) poderá cair mais de
8%. 19/04/2016-DO R.DEMOCRATICA
Renan vela sem pressa. Caiado exige o enterro do cadáver. Veja resumão
Por: Felipe Moura Brasil
– PT, nem aí para o Brasil, atrasa processo de impeachment de Dilma
no Senado adiando indicação dos membros dos partidos para comissão.
– Comissão irá analisar denúncia contra Dilma por crime de
responsabilidade e votação no plenário será entre 10 e 17/5 para
instauração do processo.
– Líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PT-PA), podia ter indicado
nomes nesta terça, mas pediu mais tempo, enquanto o Brasil sangra.
– Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) diz que PT tenta retardar o jogo no vestiário, com a torcida e o juiz já no campo. Pura covardia.
– Ronaldo Caiado (DEM-GO): “Essa regra de 48 horas para indicação de
membros e eleição de presidente só vale para comissões permanentes.”
– Caiado: “O próprio regimento diz que existe prevalência na regra da
comissão especial sobre a norma geral.” Mas prevalece a vontade de
Renan e PT.
– Caiado: “Não há motivo, nem norma que justifique o atraso do rito
do impeachment. O regimento é claro.” Mas o STF tinha de obscurecê-lo.
– Caiado: “O Senado tem o dever de dar celeridade ao impeachment pelo
bem do país que está sem comando.” PT vampiro se alimenta do sangue do
Brasil.
– Renan Calheiros lê toda a confusão existente entre acórdãos do STF e
regimento do Senado para justificar ter dado 48 horas a líderes para
indicações.
– Leitura feita por Renan só leva à conclusão de que ele poderia ter
decidido qualquer coisa, dependendo da interpretação política mais
conveniente.
– Gilmar Mendes ironizou redefinição do rito por Renan e Lewandowski: precisa roteiro “do momento que vai servir café, água ou coisas desse tipo?”
– Para Gilmar, usar mais que proposta de Celso de Mello adotada no
caso Collor “me parece… a não ser que vá se detalhar o momento de ir ao
banheiro”.
– Para o ministro Luiz Edson Fachin, as “balizas” do rito já foram
fixadas pelo STF no julgamento de dezembro de 2015. Lewandowski finge
que não.
– Renan: “Eu vou manter a imparcialidade que tenho tido até aqui.” É uma “imparcialidade” pró-Dilma.
– Ápice do dia: Renan, cobrado de agilidade por Caiado, ameaça chamar
Ricardo Lewandowski para substituí-lo na condução. Ameaça grave.
– Aécio: “Não vamos esticar corda agora. Sexta é o prazo final para
indicações.” Mas pede celeridade a partir de 2ª para votar impeachment
em 11/5.
– Renan concorda com Aécio: “Nós vamos marcar a sessão para eleição
[de presidente e relator da comissão] para a próxima 2ª.” É o mínimo.
– Caiado faz oposição muito mais incisiva que Aécio. Aécio deixa
Caiado fazer o confronto duro enquanto posa de conciliador. Problema é
que soa frouxo.
– Eunício Oliveira: “Eu, como líder do PMDB, encaminho na mesma forma
e concordo com Aécio para que antecipemos decisão que vai instalar
comissão.”
– Humberto Costa (PT-PE) elogia Renan Calheiros. É um alívio para o PT que não seja mais Eduardo Cunha na condução do processo.
– Humberto Costa (PT-PE) diz que não há uma mínima trégua para que o
governo possa trabalhar as políticas que quer implementar. Ainda bem.
– Humberto Costa (PT-PE) culpa oposição por desastre de Dilma como se
reação tivesse vindo antes da ação desastrosa. PT inverte Lei de
Newton.
– Randolfe Rodrigues (Rede-AP) elogia Renan. Rede do PT também está
feliz com condução do homem de 9 inquéritos na PGR. 100% de
legitimidade.
– Flexa Ribeiro (PSDB-PA) reclama da procrastinação do velório do
governo Dilma e propõe sessões também no fim de semana para completar as
10.
– Caiado: “O Brasil sem governo e o Senado posando como se nada
estivesse acontecendo.” E imita: “vamos dar tempo ao tempo, vamos
aguardar…”
– Caiado também cobra sessões no sábado e no domingo, e Renan o
bajula dizendo que sempre levará em consideração suas opiniões. Só
desconversa.
– Caiado: “Estão procrastinando situação de ‘cadáver insepulto’ desse
governo por 30 dias e o cidadão sofrendo na pele, desempregado, sem
perspectiva”.
– “Como um senador vai caminhar pelo seu estado no feriado de
Tiradentes e passear com sua família no fim de semana deixando país sem
governo?”
– Suposto governo está com 6 ministérios vagos e outros 2 prestes a
vagar, incluindo a Casa Civil que aguarda julgamento do STF sobre posse
de Lula.
– Dilma acusa Temer de vender “terreno na Lua” mas libera na Terra R$
50,5 milhões de emendas a deputados do PR que votaram não a
impeachment.
– PT ainda quer cargo de presidente da comissão para controlar os
trabalhos e obrigar senadores a ouvirem Cardozo de novo. Nome disso é
tortura.
– PMDB exige controlar um posto-chave. PP quer Ana Amélia Lemos (RS)
para relatoria. PSDB tenta emplacar mineiro Antonio Anastasia na
presidência.
– Comissão será formada por 21 senadores titulares e 21 suplentes,
indicados de acordo com a proporção do tamanho dos blocos partidários. Titulares:
– PSDB, DEM e PV: Ronaldo Caiado (DEM-GO), Antonio Anastasia
(PSDB-MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Cássio Cunha Lima
(PSDB-PB).
– PTB-PR-PSC-PRB-PTC: Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrella (PTB-MG).
– PSB-PPS-PCdoB-Rede: Romário (PSB-RJ) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).
– PMDB: 5 vagas a definir.
– PT/PDT: 4 vagas.
– PP/PSD: 2 vagas.
– Mais 2 vagas compartilhadas a definir.
Segunda-feira será mais um dia de tumultos. Eu já separei a pipoca.
O Senado recebeu nesta terça-feira (19) as primeiras indicações nos
nomes para a comissão de 21 senadores que vai analisar o pedido de
impeachment da presidente Dilma Rousseff. A comissão deve começar o
trabalho na próxima segunda-feira (25). às 16h, segundo o presidente do
Senado, Renan Calheiros, disse na sessão desta tarde. Renan cedeu à
pressão da oposição para adiantar a criação do colegiado.
As indicações serão feitas por blocos partidários, que são os grupos formados por alianças entre os partidos no Senado.
Veja o número de vagas de cada bloco e os partidos que já indicaram integrantes:
PMDB – 5 vagas - ainda não indicou oficialmente os nomes
PSDB, DEM e PV – 4 vagas: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO)
PT e PDT –
4 vagas -- ainda não indicou oficialmente. No entanto, o senador
Lindbergh Farias (PT-RJ ) disse que ele, José Pimentel (PT-CE) e Gleisi
Hoffmann (PT-PR) serão os indicados
PSB, PPS, PCdoB e Rede – 3 vagas: Romário (PSB-RJ) e Fernando Bezerra (PSB-PE) e Vanessa Grazziotin (PCdoB)
PP, PSD – 3 vagas - ainda não indicou oficialmente.
Além dos 21 titulares, a comissão conta também com 21 suplentes. Os nomes acima são dos membros titulares indicados.
Na sessão desta terça-feira o Senado faz a leitura da denúncia do
impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Em seguida, o presidente
do Senado, Renan Calheiros, solicitou que as lideranças enviem em até
48 horas a indicação dos 21 nomes que irão integrar a comissão especial.
A sessão de hoje foi aberta com questionamentos de senadores sobre os
prazos da comissão. "Se for necessário e para dirimir as dúvidas, vou
pedir a antecipação da transferência da presidência do Senado para o
presidente do Supremo Tribunal Federal [Ricardo Lewandowski]", respondeu
Renan.
Mais cedo, ficou acordado que em até 48 horas os blocos devem indicar
nomes para a comissão. No entanto, a oposição alega, citando o regimento
do Senado, que as indicações devem ser feitas ainda hoje. Por isso,
segundo Renan, a antecipação da transferência da presidência serviria
"para que essas dúvidas deixem de acontecer e para que não haja questões
de ordem sendo feitas a cada momento por motivação meramente política".
Prazos
A partir da instalação da comissão são eleitos seu presidente e relator e
a presidente Dilma é notificada do processo. A comissão tem o prazo de
dez dias úteis para dar seu parecer sobre se é possível a abertura de
processo de impeachment no Senado.
A Câmara dos Deputados aprovou o processo no último domingo (17), mas é
no Senado onde ocorre de fato o julgamento da presidente.
Depois de instalada, a comissão tem até 48 horas para eleger seu
presidente e relator e até 10 dias úteis para apresentar parecer sobre
se o processo de impeachment deve ou não ser admitido no Senado.
O parecer da comissão deve em seguida ser votado pelo plenário do
Senado. Para que o processo seja aberto, é preciso o apoio da maioria
simples dos senadores, ou seja, a metade mais um dos parlamentares
presentes, desde que haja um mínimo de 41 senadores na sessão. Com a
presença dos 81 senadores, são necessários 41 votos para aprovar o
impeachment.
Apenas se o processo for aceito no Senado é que a presidente Dilma fica
afastada temporariamente de suas funções. Cabe aos senadores realizar o
julgamento sobre se as denúncias contra Dilma justificam o seu
impedimento do cargo.
Se condenada, a presidente tem o mandato cassado e fica proibida de
disputar cargos públicos por oito anos. Se for absolvida, a presidente
retoma o cargo.
No período do afastamento temporário assume o vice-presidente Michel Temer (PMDB).
(*Colaborou Bernardo Barbosa, de São Paulo)
Placar do Impeachment do Senado
Levantamento diário do jornal "O Estado de S. Paulo" mostra como os
senadores estão direcionando seus votos para o impedimento ou não da
presidente Dilma Rousseff.
Para ver o placar atualizado, acesse o endereço: http://zip.net/brs8JB (URL encurtada e segura). DO JTOMAZ
Dilma
Rousseff, na segunda-feira, mandou liberar 50,5 milhões de reais em
emendas parlamentares de deputados do PR que, no dia anterior, votaram
contra o impeachment. A lista foi obtida pelo Estadão: - José Rocha, da Bahia, ganhou 19 milhões de reais. - Vicentinho Júnior, do Tocantins, ganhou 4,5 milhões de reais. - Édio Lopes, de Roraima, ganhou 6 milhões de reais. - Wellington Roberto, da Paraíba, ganhou 12 milhões de reais. - João Carlos Bacelar, da Bahia, ganhou 6 milhões de reais. - Aelton Freitas, de Minas Gerais, ganhou 3 milhões de reais. Gasparzinho comprou o voto desses parlamentares. Espalhem seus nomes. 19.04.16 - DO ANTAGONISTA
Presidente
do Senado, onde chegou o processo de impeachment de Dilma, teria
recebido valores ilícitos por meio do lobista Jorge Luz, segundo
ex-diretor de Internacional da Petrobrás
Renan Calheiros. Foto: Ed Ferreira/Estadão.
Por Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo Estadão
O
ex-diretor Internacional da Petrobrás e delator da Lava Jato Nestor
Cerveró disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira, 18,
que o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) recebeu propina de
US$ 6 milhões por meio do lobista Jorge Luz, apontado como um dos
operadores de propinas na Petrobrás, referentes a um contrato de
afretamento do navio-sonda Petrobrás 10.000. “(Jorge
Luz) foi o operador que pagou os US$ 6 milhões da propina da sonda
Petrobrás 10.000, foi o encarregado de pagar ao senador Renan
Calheiros”, disse o delator ao ser questionado pela defesa de Salim
Schahin sobre a atuação de Jorge Luz em relação às propinas recebidas
por Cerveró. A propina teria sido repassada na época da contratação do
navio-sonda, em 2006. Neste
momento da audiência, que envolveu acusações ainda sob investigação
contra uma autoridade com prerrogativa de foro, o juiz Sérgio Moro
interrompeu Cerveró e pediu para o delator comentar apenas o que tinha
pertinência com a ação penal na qual ele depôs nesta tarde. O ex-diretor
falou na ação em que é acusado de favorecer a Schahin na contratação
para a operação de um navio-sonda da Petrobrás como uma forma de quitar a
dívida do PT de R$ 12 milhões com o banco Schahin.
Renan
Calheiros é hoje o responsável por ditar o ritmo do processo de
impeachment da presidente Dilma Rousseff após a Câmara aprovar a
continuidade do procedimento. A acusação contra o senador na delação de
Cerveró foi revelada pelo Estado em dezembro do ano passado e
confirmada pelo delator nesta tarde em seu primeiro depoimento após
fechar um acordo de delação premiada.
COM A PALAVRA, O PRESIDENTE DO SENADO, RENAN CALHEIROS (PMDB-AL)
Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou as “as imputações”. Renan “reafirma que já prestou as declarações necessárias, mas está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos”.18/04/2016 DO R.DEMOCRATICA
segunda-feira, 18 de abril de 2016
O ministro Teori Zavascki homologou a colaboração de Diogo Ferreira, chefe de gabinete de Delcídio do Amaral
FILIPE COUTINHO E ANA CLARA COSTA Revista Época
Dilma Rousseff e Luis Inácio Lula da Silva: mais uma delação complica a vida dos petistas (Foto: Agência O Globo )
O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki homologou na
quinta-feira, 14, a colaboração do chefe de gabinete do senador Delcídio
do Amaral, Diogo Ferreira. Segundo a decisão do ministro, Ferreira
confirmou que foi informado sobre o teor da conversa entre a presidente
Dilma e Delcídio, em que a petista revelou ao senador a intenção de
indicar o advogado Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça
(STJ). O objetivo seria atrapalhar a Lava Jato e proteger os executivos
da Odebrecht e da Andrade Gutierrez, conforme revelou Delcídio em sua
delação, homologada em março. A participação do atual ministro da
Advocacia-Geral da União, à época ministro da Justiça, José Eduardo
Cardozo, também é citada no documento. Na delação, Ferreira
também complicou ainda mais a situação do ex-presidente Lula e do filho
do pecuarista José Carlos Bumlai, Maurício Bumlai, trazendo ambos para o
centro das tentativas de impedir a delação do ex-diretor da Petrobras
Nestor Cerveró. Ele relata ter participado de encontros com Maurício, de
quem recebeu dinheiro para ser entregue à família de Cerveró. Foram
três entregas de R$ 50 mil feitas por meio do advogado de Cerveró, Edson
Ribeiro -- todas em São Paulo. Ferreira apresentou como provas algumas
trocas de mensagem de áudio e WhatsApp, combinando o local das entregas.
Segundo a delação de Delcídio, Lula seria principal articulador da
estratégia de "comprar o silêncio" de Cerveró. 18.04.2016
A defesa de Dilma era tão empedernida que ele chegou ao ponto de assinar um manifesto contra o impeachment. Aí agora o que ele faz, já que deu chabu? Segundo o blogueiro Fabio Campana, que cobre a política local, tratou de APAGAR as menções nas redes sociais do apoio expresso que deu a Dilma Rousseff por meio de uma carta.
É mole? Bom, entendemos… de fato, queima
o filme. Mas também compreendemos que o eleitor de Curitiba ainda assim
não esquecerá que Gustavo Fruet sempre foi um grande aliado de Dilma e
do PT. Agora já é tarde para mudar (ou tentar apagar) isso. DO IMPLICANTE
O
resultado deste domingo não nasce do acidente, mas da determinação; não
é fruto do acaso, mas da convicção; não decorre do reacionarismo
estúpido e encarquilhado, mas do conservadorismo virtuoso, que jamais
havia encontrado sua devida expressão nas ruas
Por Reinaldo Azevedo
Cumpriu-se
a primeira etapa que vai livrar o Brasil do governo de Dilma Rousseff.
Atingidos às 23h07 os 342 votos necessários, dois terços do total, a
Câmara vai autorizar o Senado a abrir o processo de impeachment contra a
presidente. Bruno Araújo do PSDB de Pernambuco foi o voto que marcou a
vitória. O contraste é simples: trata-se de uma vitória da verdade
contra a empulhação. Como chegamos até aqui? É importante começar a
contar direito essa história agora, não depois. E
não! Nem todos os que votaram em favor do impedimento da presidente são
pessoas que possamos convidar para o jantar. Mas, atenção! Essa não é
uma questão nem íntima nem pessoal. Trata-se apenas de saber se a
presidente cometeu crime de responsabilidade: sim, ela cometeu! Não um,
mas uma penca. Dilma
não deixa de ser uma mulher de sorte: vai cair porque violou a lei
orçamentária, incidindo no Inciso VI do Artigo 85 da Constituição. É o
que está na denúncia aceita pela Câmara e agora referendada pelo
plenário. Com
um mínimo de rigor, poderia ser acusada de transgredir os outros seis:
atentou contra a existência da União, contra o livre exercício dos
Poderes Legislativo e Judiciário; contra a segurança interna no país;
contra a probidade administrativa e contra o cumprimento de ordens
judiciais. A
mistificação foi vencida: não é e nunca foi um golpe. O terrorismo foi
derrotado: o Brasil não vai para o abismo; ao contrário, renovam-se as
esperanças. Um mito foi derribado de forma vexaminosa: junto com Dilma,
também se desmancha uma estátua de areia chamada Luiz Inácio Lula da
Silva. Como chegamos aqui?
O resultado deste domingo não nasce do acidente, mas da determinação;
não é fruto do acaso, mas da convicção; não decorre do reacionarismo
estúpido e encarquilhado, mas do conservadorismo virtuoso, que jamais
havia encontrado sua devida expressão nas ruas: o que está em marcha é a
revolução dos conservadores das instituições democráticas. E
A PRÓPRIA IMPRENSA, ATENÇÃO!, TOMADA PELO ESQUERDISMO SEM IMAGINAÇÃO,
ESTAVA E ESTÁ DESPREPARADA PARA INFORMAR O SEU PÚBLICO SOBRE O QUE
REALMENTE ESTÁ EM CURSO. O JORNALISMO BRASILEIRO MODERNIZOU AS SUAS
PLATAFORMAS FÍSICAS. FALTA AGORA MODERNIZAR AS IDEIAS O começo
O impeachment de Dilma Rousseff não começou a ser pensado nos partidos
de oposição. Ao contrário até: inicialmente, eles se mantiveram
distantes da movimentação das ruas. E, se querem saber, isso foi bom.
Fazia-se necessário que novos olhares, novos discursos e novos anseios
buscassem seu lugar nas consciências. Também o modo de se opor ao
petismo havia chegado à sua miséria. Este
domingo começou a ser gestado quando grupos da sociedade civil como o
Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua (VPR) resolveram se
organizar e convocar a população a expressar a sua indignação: em ordem e
em paz. A
primeira grande manifestação, no dia 15 de março de 2015, anunciava uma
sociedade que queria mudanças. No terceiro mês do segundo mandato de
Dilma, a esmagadora maioria dos brasileiros já havia se dado conta de
que tinha sido vítima do maior estelionato eleitoral da história. Estava
claro que a presidente havia cometido crime de responsabilidade em seu
primeiro mandato. Uma interpretação obtusa da Constituição, no entanto,
referendada pela Procuradoria Geral da República e pelo próprio STF,
impedia que fosse processada. Mas
quiseram a arrogância, a imprudência e a glória de mandar que os
atentados à lei fiscal tivessem continuidade no segundo mandato. E não
há um só especialista honesto que deixe de reconhecer o crime cometido. E
foi ele que embasou a denúncia apresentada por Miguel Reale Jr.,
Janaína Paschoal e Hélio Bicudo. Casavam-se, assim, a higidez jurídica
da denúncia com a questão política. A primeira fase
E insisto no ponto: os movimentos surgidos na sociedade civil, como MBL
e VPR, identificaram o descontentamento com muito mais rapidez do que
as oposições oficiais: “A rainha cometeu um crime; cortem-lhe a cabeça!”
Tanto é assim que lideranças oposicionistas se mantiveram a uma
prudente distância dos protestos iniciais. E
eu saudei isso aqui. Consultem os arquivos. Onde muitos viam a fraqueza
das ruas — “são desorganizados”; “não têm eixo”; “não têm uma
hierarquia” —, eu via virtudes. Eu e quem se mostrava disposto a ver o
novo. A segunda fase
Se as ruas precisavam renovar o espírito das oposições formais, as
estruturas formais da política precisavam conferir musculatura
institucional aos movimentos de rua. E essa foi a fase mais difícil, mas
delicada, dessa trajetória. Foi
preciso que o MBL e o VPR se aproximassem dos partidos de oposição e
passassem a falar diretamente com os políticos, sem, no entanto, se
misturar com eles. Não vai aqui um juízo negativo sobre os políticos,
não. Ocorre que é preciso que a sociedade civil mantenha a sua
identidade. Estava
claro que, sem essa parceria, não havia futuro para o movimento de rua.
Nem as oposições formais conseguiriam vencer o aparato de propaganda do
governismo. Vencendo as hostes da desqualificação
Quando essa aproximação se deu, foi preciso vencer distintas e
combinadas hostes de desqualificação. Foi necessário combater o
preconceito da imprensa largamente contaminada pelo esquerdismo velho e
burro, por mais jovens que sejam os militantes disfarçados de
jornalistas. Foi preciso enfrentar, como sempre, a patrulha das esquerdas organizadas. Mas essas já são velhas conhecidas. E,
ora vejam, foi preciso trombar com a direita cretina, mistificadora,
estúpida e, sim, golpista, que acusava o MBL e o VPR de estarem se
vendendo aos políticos. Segundo
esses trogloditas de Facebook, que pretendem comandar o mundo com um
teclado nas mãos e algumas ideias tortas na cabeça, meia-dúzia de
militares entusiasmados resolveriam a questão. Não odeiam a democracia
menos do que o PT. Aliás, nada mais são do que o petismo com sinal
trocado. O MBL e o VPR tinham razão Como está claro a esta altura, o MBL e o VPR tinham razão. Tinha
razão quando não esperaram que as oposições formais se mobilizassem
para chamar a população para ocupar as ruas. Tinham razão quando
advogaram um espaço próprio de militância política, que não se
subordinava — nem pode se subordinar — à pauta dos partidos. E tinham
razão quando decidiriam que era chegada a hora de trabalhar COM os
políticos, não PARA os políticos. A imprensa, com raras exceções, não entendeu nada e não entende ainda. As esquerdas, como de hábito, não entenderam nada. E a direita babona, para não fugir ao costume, babou o seu rancor e também não entendeu nada. Encerro este post
O impeachment de Dilma Rousseff será o segundo da nossa história. Mas
não se trata de uma repetição. Nem o primeiro foi uma tragédia nem esse é
uma farsa. O evento que temos aí é único. Sabem
por quê? Collor foi deposto com o apoio unânime das esquerdas e da
imprensa. E boa parte das manifestações de rua mobilizavam as correntes
de opinião ditas “progressistas”. Havia muito pouca gente na rua que não
carregasse bandeiras. Desta feita, não! O impeachment se fez contra o espírito dominante nas redações e contra os movimentos embandeirados. A
população de verdade, que fala por si e não em nome de um partido, está
depondo Dilma Rousseff. E jovens que, felizmente, nada devem às ideias
mortas que oprimem o cérebro dos vivos tiveram a coragem de dizer: “Vem
pra rua em nome de um Brasil livre”. E a coisa se deu! É a vitória dos conservadores de instituições democráticas.17/04/2016- DO R.DEMOCRAQTICA
MINHA ANÁLISE:
Os fatos são os fatos. O resto é exercício ideológico. Quando se reputa
ao Direito o estatuto de "ciência" - Ciência do Direito - está se
afirmando que que o Direito radica no mundo dos fatos e não no da
fantasia. Quando os operadores do Direito resvalam do "ser" para o
"dever ser" estão querendo materializar um sonho, um delírio, uma
abstração contrapondo-se ao princípio da realidade fática. Fora do mundo
dos fatos em nível jurídico tem-se o que se denomina 'chicana
jurídica'. É
justamente uma chicana jurídica aquilo os brasileiros estão
testemunhando neste momento em que o Advocacia Geral da União passa a
ser a Advocacia Geral dos Comunistas do PT questionando perante o STF o
que já foi exaustivamente debatido em comissão da Câmara dos Deputados.
Cumprido os os ritos processuais e regimentais a matéria foi aprovada
por folgada maioria na Comissão do Impeachment e, como manda a lei, foi
encaminhada para o plenário da Câmara. Esgotados
todos esses trâmites legais e pelo fato de não ter conseguido 'comprar'
votos suficientes para brecar o inevitável impeachment da Dilma, a
bandalha do PT resolveu entupir o Supremo com um monte de ações de forma
a encontrar ministros de toga vermelha capazes de abençoar a tirania
que queria - e ainda quer - se instalar no Brasil materializando os
ditames dos Foro de São Paulo. Estamos
perante uma irresponsabilidade sem tamanho, haja vista que além de
políticos e mega empresários também pesa contra Ministros do STF sérias
suspeitas, aliás, fundadas, por conta de decisões pregressas de
subserviência ao PT. Corroborada a chicana, teremos um perigoso vácuo
institucional que representa, então, um verdadeiro golpe contra o Estado
de Direito. Destarte passa-se da democracia para o Estado de Exceção,
ou seja, o totalitarismo puro e simples. Caso o
Supremo tente passar por cima do Poder Legislativo para salvar o
desastroso desgoverno do PT acolhendo a chicana jurídica proposta pelo
PT instaura-se um perigoso vale tudo no país. Concluo
esta advertência reportando-me ao vídeo que ilustra este post e que se
tornou emblema de um Estado anárquico. O fato ocorreu na Ucrania. Mas
pode acontecer em qualquer lugar do planeta, inclusive no Brasil. Ao Supremo
Tribunal Federal (STF) cumpre impedir a anarquia. Se assim não for os
Ministros não poderão mais circular livremente pelo país. Lembrem-se
sempre do vídeo acima. DO A.AMORIM
Empresário delator da Lava Jato depõe para o juiz da operação e conta como ocorreu a polêmica transação financeira de R$ 12 milhões que abasteceu o caixa do PT em 2004
Por Mateus Coutinho, Julia Affonso e Alexandre Hisayassu Estadão
Salim Schahin Foto: Dida Sampaio/Estadão
O
empresário Salim Schahin, um dos donos do Grupo Schahin, relatou ao
juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira, 13, como foram as tratativas entre o
Banco Schahin, o pecuarista José Carlos Bumlai e o Partido dos
Trabalhadores para acertar um empréstimo de R$ 12 milhões à sigla. O
negócio foi intermediado por Bumlai, em outubro de 2004. O executivo do
Grupo Schahin fechou um acordo de colaboração premiada com a Lava Jato,
se comprometendo a contar tudo o que sabe sobre um dos mais polêmicos
episódios envolvendo o PT. Posteriormente,
após inúmeras cobranças do banco que não recebia as parcelas do
empréstimo, Salim Schahin relatou ter acertado um contrato de sua
empresa com a Petrobrás para a operação de um navio-sonda em
contrapartida à quitação do empréstimo de Bumlai. O contrato do Grupo
Schahin para operrar navio sonda da estatal petrolífera foi fechado ao
preço de US$ 1,6 bilhão. “Aquele empréstimo nos sufocava, nos angustiava
pelas circunstâncias dele”, relatou o empresário ao juiz da Lava Jato.
VEJA A PRIMEIRA PARTE DO DEPOIMENTO DE SCHAHIN:
Em
seu depoimento de 47 minutos, o executivo disse que desde o começo da
operação tinha preocupação com o fato de ser um empréstimo para uma
pessoa em nome de um partido, mas que, o grupo empresarial acabou
considerando ser importante se aproximar do partido político que estava
no governo federal. “Nós ponderamos e houvemos por bem ir pra frente com
o empréstimo”, afirmou. O
temor do empresário acabou se justificando, já que as parcelas do
empréstimo acabaram não sendo pagas pelo PT. A situação, segundo relatou
Schahin, só começou a ser resolvida a partir de 2006, após várias
reuniões entre os executivos do banco e representantes do partido. “Delúbio
(Soares, então tesoureiro do PT) se envolveu no mensalão e veio seo
Vaccari (João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT preso na Lava Jato). Nós
estavamos cobrando o Vaccari intensamente e ele afirmando que iria
efetuar o pagamento. Em 2006 ficamos sabendo que a Petrobrás havia
encomendado um navio e, na época, éramos a única empresa brasileira que
operava navio de águas profundas”, relatou Schahin, que então admitiu
ter sugerido ao petista o apoio político para a empresa vencer a
licitação e operar o navio-sonda. “Então chegamos, em uma das conversas
que mantivemos com Vaccari, e falamos: ‘Olha Vaccari nós temos interesse
na operação deste navio e pedimos apoio político do partido”, contou
Schahin. Em
cerca de um mês, contou o executivo, Vaccari retornou ao banco e teria
se mostrado favorável à ideia, sugerindo que o empréstimo para Bumlai
fosse quitado em contrapartida ao contrato da Schahin com a Petrobrás,
que veio a ser firmado em 2009, para a operação do navio-sonda Vitória
10.000. O
episódio deu origem à ação penal contra dez réus, incluindo executivos
da cúpula do Grupo Schahin, Bumlai e Vaccari, acusados de corrupção,
lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. O depoimento de Salim Schahin
nesta quarta-feira, 13,foi tomado nesta ação penal, na qual a
Procuradoria da República pede o ressarcimento de R$ 53,2 milhões dos
investigados.13/04/2016 DO R.DEMOCRATICA
Líder da sigla na Câmara fica livre para
orientar deputados a aceitar processo contra a presidente. Expectativa é
de que 31 dos 38 parlamentares votem pelo impeachment
Por: Reinaldo Azevedo
Por Felipe Frazão, na VEJA.com:
O presidente do PSD, Gilberto Kassab,
liberou nesta quarta-feira a bancada do partido para votar como quiser
neste domingo, quando a Câmara dos Deputados decide se aceita o processo
de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Interlocutores do
ministro das Cidades afirmam que ele optou por liberar os parlamentares
dada a maioria contra Dilma no partido. Dos 38 votos da bancada, 31
devem ser contrários à presidente. O líder da bancada está, portanto,
livre para encaminhar voto pró-impeachment. É o que deve ocorrer: o
comando do PSD na Câmara é de Rogério Rosso (DF), que presidiu a
Comissão Especial do Impeachment e votou pela admissibilidade da
denúncia.
Aos parlamentares da sigla, de acordo
com políticos presentes à reunião, Kassab pediu que “pensem bem porque a
decisão é importante para o país”. Como não foi fechada questão em
torno do tema, não haverá punição a nenhum dos dois grupos. Os votos em
apoio a Dilma virão da Bahia (a sigla no Estado foi fundada com ajuda do
ministro petista Jaques Wagner e ocupa cargos no governo local) e dos
deputados Domingos Neto (CE) e Fabio Mitidieri (SE).
Kassab ainda não definiu se permanece no
governo. Ele deu sinais de que poderá ceder à pressão da bancada para
deixar o cargo, majoritariamente contra o governo, mas não decidiu
quando. Ele pondera à cúpula do partido que teria de fazer o movimento
com respeito à presidente – o PSD foi o primeiro partido a declarar
apoio à reeleição de Dilma e hoje ocupa a pasta que sempre desejou. O
ministro quer aguardar a votação do impeachment no domingo.
A presidente Dilma Rousseff foi fragorosamente derrotada na Comissão Especial do Impeachment na Câmara.
Mesmo
diante do rolo compressor do Palácio do Planalto, que incluiu manobras
mirabolantes para modificar a composição da comissão a seu favor e que
ofereceu até terrenos na Lua para os deputados que se dispusessem a
defender a petista, o placar de 38 votos a 27 pela continuidade do
processo contra Dilma não dá margem a nenhuma dúvida: o impeachment está
em pleno curso, pois é esse o desejo da maioria absoluta dos
brasileiros. Resta à ainda presidente espernear – e ela resolveu fazê-lo
da pior maneira possível, em franco desafio aos demais Poderes,
denunciando histericamente um “golpe” onde só há o pleno respeito ao que
prevê a Constituição. Em seu desespero ante o iminente despejo do
Palácio da Alvorada, Dilma abandonou os últimos vestígios de dignidade
que ainda lhe restavam.
Num desses eventos que o Planalto tem programado a respeito de qualquer
coisa ou de nada, Dilma saiu do sério ao vituperar o vazamento de um
discurso que o vice-presidente Michel Temer preparava para o caso de o
processo de impeachment passar no plenário da Câmara. Atribuiu ao
vice-presidente a liderança de um complô para derrubá-la, em conluio com
o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Os dois foram chamados
por ela de “chefe e vice-chefe do gabinete do golpe”. Para a
presidente, o vazamento da fala de Temer prestou-se a “difundir a ordem
unida da conspiração”. O pecado de Temer foi explicitar o que fará se
for chamado a assumir a Presidência – o que é apenas natural para quem
ocupa aquela função –, e se erro cometeu foi o de acalmar a Nação que
vinha sendo sobressaltada pela tigrada que, ante a iminência da derrota
de Dilma, espalhou que o sucessor acabaria com programas sociais,
violaria direitos adquiridos e iria além, muito além do saco de maldades
de Collor. Se
alguém está pisando na Constituição é Dilma Rousseff e seus prepostos.
Nem é preciso mencionar os crimes que ela cometeu ao autorizar as
pedaladas fiscais, maquiando as contas públicas para enganar o País e
ganhar a reeleição no grito, pois esses delitos são os que constam no
processo de impeachment ora em curso e são bastante conhecidos. Mas Dilma vem cometendo outros atentados à Constituição e ao decoro.
Para salvar seu mandato, Dilma decidiu lotear o governo, entregando
cargos e verbas somente aos deputados que se comprometam a votar a seu
favor – e o pagamento só será feito contra entrega.
Essa negociação, que deprava a administração pública como jamais se viu
na história do País, é tão vergonhosa que está sendo feita na penumbra
de um quarto de hotel, comandada pelo chefão petista Luiz Inácio Lula da
Silva, que oficialmente não ocupa nenhum cargo no governo, mas ganhou
procuração irrestrita para agir em nome da Presidência – como se fosse
ele, e não Dilma, o eleito por 54 milhões de brasileiros. Dilma
não se acanha de usar todo o aparato do governo federal como se fosse
sua propriedade. Todos os dias, em evidente violação das regras
constitucionais, a petista faz da Presidência um palanque, no qual acusa
o Congresso de tramar o tal “golpe” e o Judiciário de ser força
auxiliar dos “conspiradores”. Além disso, para se defender no processo
de impeachment, Dilma explora os serviços de José Eduardo Cardozo, o
advogado-geral da União – que, pela Constituição, existe apenas para
representar a União, jamais a presidente da República. Dilma também não
se sentiu constrangida em nomear Lula para um Ministério, dando-lhe foro
privilegiado para escapar do juiz Sérgio Moro. A manobra para proteger o
chefão petista e obstruir a Justiça foi tão evidente que a nomeação foi
suspensa pelo Supremo Tribunal Federal. A
lista das afrontas de Dilma à Constituição, portanto, é extensa. A esta
altura, o País já sabe muito bem quem está atentando contra as
instituições. Cabe ao Congresso não permitir que tal golpe triunfe,
impedindo que os aventureiros petistas, liderados por Dilma e Lula,
instituam a jurisprudência do berro e, com isso, destruam os pilares da
democracia brasileira. Para isso, basta que os parlamentares, ao
avaliarem o processo de impeachment, sigam o que está previsto na lei.13 Abril 2016