quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O IMPEACHMENT, OS JORNAIS E A DESINFORMAÇÃO.

Se alguém deseja saber se Dilma Rousseff será mesmo derrubada do poder pelo impeachment basta ler a Folha de S. Paulo, um jornal que se diz "a serviço do Brasil", mas que na verdade foi transformado num panfleto do PT. Não que seu rival, o Estadão seja melhor, mas pelo menos a seção de editoriais é mais sensata, objetiva e reflete a realidade dos fatos, além de ser bem escrita. Aliás, é o que há de melhor em texto jornalístico nessa pobreza intelectual e literária em que o Brasil se encontra.
A Folha, por isso, é de cabo a rabo ruim, mal escrita. Mas nem vou me ater a perfeccionismos. Este post é para execrar o deletério jornalismo praticado pela Folha. A liberdade de imprensa consagrada na Constituição concede-lhe esse privilégio panfletário. Todavia o jornalismo, na sua essência, tem o compromisso inarredável com a verdade dos fatos. A forma como a Folha trata o caso do impeachment da Dilma dá para notar que o processo andará célere. Eles estão desesperados.
No caso, cumpre assinalar que o PT é um partido de viés comunista totalitário. Dirige o Foro de São Paulo, cujo objetivo é comunizar toda a América Latina, o Caribe e a América Central. É se indagar, por exemplo, se a Folha toleraria e apoiaria um Partido Nazista? A resposta é não? Certo. Entretanto, em que difere um partido comunista de um nazista e/ou fascista?
Os escândalos e as roubalheiras variadas imbricados na esfera estatal sob a égide do PT atendem de um lado a cupidez pelo lucro fácil mediante a lavagem de dinheiro via propinas envolvendo agentes públicos e privados. Isto é certo. Mas o escopo principal que norteia essa deletéria pilhagem dos cofres públicos está fundado no afã de amealhar recursos não contabilizados para fazer o caixa do PT de modo a financiar suas campanhas eleitorais. O objetivo de todo partido totalitário, como é o PT e seus satélites comunistas, é o poder total e eterno de tal sorte que os meios para o seu alcance são despidos de qualquer decoro moral e ético. Os fins, para os partidos comunistas, sempre justificaram os meios. Esta é a verdade. Isto faz parte dos totalitarismos comunista, fascista e nazista. Foi assim onde essas versões de governos totalitários chegaram ao poder.
Esse modus operandi do PT obteve o beneplácito e a cumplicidade total e irrestrita daquilo que defino como o 'núcleo duro da economia', ou seja, os principais maiores grupos econômicos nacionais e, ainda, os testas de ferro de empresas multinacionais. Haja vista que esses grupos fizeram da China comunista seu parque de diversões associando-se com a camarilha assassina vermelha. O mesmo pretendem fazer agora em Cuba sob as bênçãos de Obama e demais trastes do Partido Democrata.
O que expus até aqui é um resumo ligeiro da situação em que se encontra o Brasil sob o comando de predadores dos cofres públicos dos quais mega empresários são sócios. Isto aconteceu na Venezuela a partir de Chávez. Lá esses ladrões arrogantes são denominados de "boliburgueses", ou seja burgueses bolivarianos. São os sócios do sistema predador comunista implantado pelo chavismo que faz parte do Foro de São Paulo, a famigerada organização transnacional esquerdista comandada por Lula e seus sequazes.
Portanto, não apenas causa espécie, mas nojo, constatar que os jornalistas brasileiros em sua maioria transformaram-se também em sócios desse poder espúrio que fincou suas garras sobre a Nação brasileira. Não só os jornalistas, mas os donos dos veículos da grande mídia nacional em praticamente sua totalidade.
Os proprietários desses veículos de mídia, principalmente os maiores, conspurcam, ferem de morte, estraçalham o jornalismo a ponto de serem motivo de chacotas nas redes sociais. Abençoam a tirania e a mentira para se locupletar. Tergiversam, mentem, esmoteiam informação relevante, descontextualizam a notícia e tem como norte editorial a desinformação, tudo para manter incólume o poder nas mãos de uma verdadeira máfia que infelicita os brasileiros.
Um veículo de mídia tem todo o direito de apoiar um partido político desde que esse partido seja de viés liberal e democrático. Até porque o jornalismo verdadeiro depende exclusivamente da liberdade de imprensa, justamente o primeiro alvo a ser atingido de morte por regimes totalitários. Agora mentir e desinformar leitores, radiouvintes e telespectadores para se locupletar ou até mesmo por delírio ideológico do proprietário do veículo e de seus empregados jornalistas, o que já revela evidente psicopatia, incorre tal empresa num crime deplorável. Falsear a verdade por meio da instituição jornalística para lhe conferir ares de verdade é um ato criminoso sim.
E isto é o que está acontecendo aqui e agora. Estou no jornalismo há mais de 40 anos e nunca vi nada parecido com o que está ocorrendo no Brasil neste dado momento. Tudo isso é vergonhoso e, sobretudo um crime de lesa pátria. Despicienda é tal assertiva já que aquilo que discorri ao longo deste texto obviamente já foi notado pelos leitores, telespectadores e radiouvintes mais atentos.
O único alento é que os leitores a cada dia que passa necessitam cada vez menos de informar-se por meio desses panfletos esquerdistas graças à internet, às redes sociais e aos blogs e sites independentes que num futuro imediato decretarão o fim do jornalismo mentiroso a soldo do totalitarismo de todos os matizes. DO ALUIZIOAMORIM

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Após acolhimento de pedido de impeachment, movimentos anunciam novos atos

Coordenadores dos grupos afirmam que protestos serão para pressionar parlamentares a votarem favoravelmente ao afastamento

Estadão Conteúdo

 Em meio ao clima de comemoração pela decisão do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de acatar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira, 2, coordenadores dos movimentos que organizaram os protestos de rua já falam em organizar novos atos, desta vez para pressionar parlamentares a votarem favoravelmente. Para ser instaurado o processo de impedimento são necessários 2/3 dos votos dos membros da Casa.
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“O acolhimento do impeachmente fortalece a ideia de nova grande manifestação pública, junto com os outros grupos. Ainda não sabemos se faremos em 2015 ou em 2016”, disse o empresário Rogério Chequer, porta-voz do Vem Pra Rua.
Logo após a divulgação da notícia do acolhimento do pedido, os grupos anunciaram chamamentos públicos para que seus simpatizantes fossem às ruas em ao menos sete cidades.
O empresário Renan Santos, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre disse que a ideia agora é pressionar os deputados, tanto no Congresso quanto nas suas respectivas bases. “Ficamos muito tempo assistindo esse jogo de empurra entre Cunha e o governo. Agora o jogo será nosso”, disse.
A porta-voz da Aliança Nacional dos Movimentos Democrátricos, Carla Zambelli, disse que oo grupo cogita realizar atos em aeroportos para pressionar os parlamentares. “Agora é batalhar para conseguir os dois terços”, disse. DA ISTOÉ

Eduardo Cunha informa que autorizou processo de impeachment de Dilma

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, informou nesta quarta-feira (2) que autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O peemedebista afirmou que, dos sete pedidos de afastamento que ainda estavam aguardando sua análise, ele deu andamento ao requerimento formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior.
"Quanto ao pedido mais comentado por vocês proferi a decisão com o acolhimento da denúncia. Ele traz a edição de decretos editados em descumprimento com a lei. Consequentemente mesmo a votação do PLN 5 não supre a irregularidade", disse Cunha em entrevista coletiva na Câmara.
A decisão ocorreu no mesmo dia em que a bancada do PT na Câmara anunciou que vai votar pela continuidade do processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética. Ao longo do dia, Cunha passou a consultar aliados sobre a possibilidade de abrir o processo de impeachment da presidente da República. Na tarde desta quarta, o peemedebista tratou do assunto, em seu gabinete, com deputados de PP, PSC, PMDB, DEM, PR e SD.
Cunha também anunciou que autorizou a criação da comissão especial que irá analisar o processo de impeachment de Cunha.
Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília

MTST, Movimento Passe Livre e outros grupelhos, disfarçados de estudantes, convocam a PM democrática! E são atendidos!

A Polícia Militar de São Paulo, mais uma vez, está de parabéns. Na condição de democracia de farda, garantiu, na noite desta terça, a milhares de paulistanos o direito de ir e vir e acabou com o bloqueio que uma maioria de esquerdistas disfarçados de estudantes e uma minoria de estudantes disfarçados de esquerdistas (ainda que não o soubessem) promoviam na Avenida Nove de Julho, em São Paulo.
Vejam esta foto, de autoria de Joel Silva (FolhaPress):
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Esquerdista disfarçado de estudante
O policial contém um senhor parrudo, de barba, que anda, pela aparência, ali pelos 30 anos. É claro que ele não é estudante. Como estudantes não são boa parte dos que promovem ocupações de quase duas centenas de escolas, impedindo o funcionamento normal das aulas, já no fim do ano letivo.
Os ditos manifestantes se opõem a uma reestruturação implementada pela Secretaria da Educação, que acabará destinando 92 prédios a outras finalidades — todas elas ligadas à educação. Não há um plano de fechamento de estabelecimentos de ensino, como acusa a esquerda perturbada. Isso é apenas uma mentira.
A negociação seguiu o caminho de sempre da esquerda em casos assim. O comando da Polícia Militar chamou os líderes da manifestação, depois de, atenção!, cinco horas de bloqueio e deixou claro que eles teriam de sair da via. Afinal, já haviam dado o seu recado.
Sabem o que decidiram os esquerdistas disfarçados de estudantes e os estudantes disfarçados de esquerdistas? Que eles permaneceriam bloqueando a via por tempo indeterminado. Aí foi preciso, em nome da maioria democrática, usar algumas bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. Assim são as coisas. Eu as enfrentei contra a ditadura, sabem? Acho um privilégio esses fascistoides serem dispersados pelos instrumentos que oferece a democracia.
Já escrevi aqui: apresentar petições ao poder público é um direito e um dever. Mas não é o que está em curso. Um dos grupos que coordenam as invasões é o MTST, especialista nessa área. Vários grupelhos ligados ao PT e a outros partidecos de esquerda constituem a linha de frente dessas invasões, que contam com o repúdio da esmagadora maioria dos estudantes.
A politização da ocupação é evidente. Vejam o que aconteceu na Escola Estadual Coronel Antônio Paiva de Sampaio, em Osasco. O vandalismo deixou pouca coisa em pé. O prédio foi desocupado nesta segunda. Computadores, armários, cadeiras e mesas estavam revirados e quebrados. A marretadas. Micros e tablets foram roubados, e tentaram botar fogo no prédio.
Mas a sociedade reage. Pais e alunos começam a se organizar para desocupar as escolas invadidas. Basta olhar as fotografias para perceber que a esmagadora maioria que promove as invasões e as manifestações violentas não são estudantes.
O PT e suas franjas resolveram usar a questão para tentar se levantar dos escombros em São Paulo. E, como de hábito, pelo caminho da violência.
Resta à Polícia Militar usar a força necessária, que lhe faculta a democracia. Nem de menos nem de mais. Apenas o necessário. Se, para tanto, for preciso usar algumas bombas, que elas instruam no limite do necessário, já que essa gente decidiu rasgar a Constituição.
Como? Há estudantes de fato, apenas indignados com a reestruturação? Que, então, não se misturem com bandidos e os expulsem da escola. Ou a polícia o fará.
Atenção, petistas! Em São Paulo, não! DO R.AZEVEDO

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A república dos cínicos


Só sairemos da crise econômica quando resolvermos as crises ética e política
É uma tarefa de sobrevivência nacional


Lembra o Conselheiro Aires, célebre personagem de Machado de Assis, que o inesperado tem sempre voto decisivo nos acontecimentos. O ano parecia caminhar para o encerramento. E em tons inglórios. O enfrentamento da crise política estava sendo empurrado para 2016. Tudo indicava que o impasse — produto em grande parte da inoperância das forças políticas de oposição ao projeto criminoso de poder — iria se prolongar, até porque o calendário político do Congresso não é o mesmo que vigora para os brasileiros comuns. Na Praça dos Três Poderes, 2015 termina por volta do dia 11 de dezembro, e o ano vindouro só começa depois do carnaval — e para alguns somente em março.
Mas os acontecimentos de 25 de novembro vieram para atrapalhar — ainda bem! No dia anterior foi preso José Carlos Bumlai, considerado um dos melhores amigos de Lula. Bumlai conseguiu empréstimos privilegiados do BNDES. Acabou falindo. Contudo, a família está em excelentes condições financeiras. Um dos seus filhos, segundo noticiou O GLOBO, é um rapaz de sorte. Tinha um patrimônio avaliado em R$ 3,8 milhões em 2004. Seis anos depois, saltou para R$ 95,3 milhões, um crescimento de 25 vezes, algo digno de um livro de como prosperar rapidamente na vida. Mas o mais fantástico é que em 2012 o filho prodígio mais que duplicou o patrimônio: R$ 273,8 milhões.
O amigão de Lula vendeu uma de suas fazendas — a Cristo Redentor — para o banqueiro André Esteves por R$ 195 milhões, valor considerado muito acima do preço de mercado. O mesmo banqueiro, também no dia 25, foi preso, envolvido em transações pouco republicanas. É um dos representantes de uma nova classe criada pelo petismo: a burguesia do capital público.
Nesta teia de relações foi incluído o senador Delcídio Amaral, líder do governo no Senado. O senador, além de vínculos com Estevão e Bumlai, nos últimos anos esteve muito próximo de Lula. E todos eles estão relacionados com o petrolão, alguns já presos; outros, ainda não. A camarilha tinha na Petrobras o instrumento principal de saque. De acordo com perícia da Polícia Federal, o desvio do petrolão foi de R$ 42 bilhões, algo desconhecido na história do mundo.
Mesmo assim, os cínicos que nos governam continuam agindo como se nada tivesse acontecido — isso para não falar das obras da Copa, da Ferrovia Norte-Sul, da Usina de Belo Monte e de Angra-3. E a conjunção da corrupção com a irresponsável gestão econômica acabou jogando o país na crise mais grave da história republicana. Teremos dois anos consecutivos de recessão — sem esquecer que em 2014 o crescimento foi zero. E caminhamos para a depressão.
O significado mais perverso do projeto criminoso de poder e da crise econômica é a destruição dos projetos de vida de milhões de brasileiros. São projetos acalentados anos e anos e que a discussão da macropolítica acaba deixando de lado: os sonhos da casa própria, de obter um diploma universitário, de se casar, entre tantos outros, que, subitamente são inviabilizados. E os maiores atingidos são os mais pobres, que não têm condições de sequer vocalizar suas queixas, seus protestos.
A velocidade da crise não pode mais ser controlada. Quando o governo aparenta viabilizar um acordão negociado com o que há de pior na política brasileira, vem a Operação Lava-Jato para atrapalhar o negócio — pois não passa de um negócio. A ação do juiz Sérgio Moro é histórica. Age dentro dos estritos termos da lei e já obteve grandes vitórias. Até o momento, foram 75 condenações, 35 acordos de delações premiadas, 116 mandados de prisão e R$ 1,8 bilhão recuperados. E a 21ª fase da Lava-Jato acabou impedindo o acordão. Não é que a Justiça age na política. Não. É a política — entenda-se, os partidos e parlamentares de oposição — que não consegue estar à altura do grave momento histórico que vivemos. A oposição não faz a sua parte. Evita o confronto como se a omissão na luta fosse uma qualidade. Se estivesse no Parlamento inglês, em maio de 1940, defenderia negociar a paz com Adolf Hitler. O governo Dilma caminha para o fim sem que a oposição seja o elemento determinante.
Há uma fratura entre o povo brasileiro e a Praça dos Três Poderes. O poder é surdo aos clamores populares. Não é hora de recesso parlamentar. Recesso para quê? Em meio a esta crise? É justamente nesta hora em que o país precisa dos seus representantes no Congresso Nacional. Também não cabe a quem é responsável no STF pela Operação Lava-Jato — ou ao conjunto da Segunda Turma — gozar as intermináveis férias forenses. Há momentos na história de um país que férias ou recesso não passam de subterfúgios para esconder o desinteresse pelos destinos nacionais.
Só sairemos da crise econômica quando resolvermos as crises ética e política. É uma tarefa de sobrevivência nacional. Não é apenas um caso de corrupção de enormes proporções. É mais, muito mais. O conjunto da estrutura de Estado está carcomido pelo projeto criminoso de poder. A punição exemplar dos envolvidos no petrolão abre caminho para enfrentar a corrupção em todos os setores do Estado — pensando Estado no sentido mais amplo, incluindo o conjunto dos Três Poderes.
É indispensável retomar a legitimidade. E só há legitimidade com o combate implacável à corrupção. A impunidade está solapando as bases do Estado Democrático de Direito. A democracia não é instrumento para roubar o Erário e os nossos sonhos. Pelo contrário, é através dela que podemos exercer o controle efetivo da coisa pública. É somente através da democracia que construiremos o Brasil que sonhamos. Marco Antonio Villa é historiador DO R.DEMOCRATICA
01 de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Janot pede ao STF autorização para investigar Delcídio, Renan e Jader

Em outro pedido, PGR solicita investigação de Renan, Jader e de deputado.Procurador-geral aponta suspeitas de corrupção passiva e lavagem.

Por Mariana Oliveira
Da TV Globo, em Brasília
G1
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de mais dois inquéritos na Operação Lava Jato para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) – presidente do Senado – Delcídio do Amaral (PT-MS), e Jader Barbalho (PMDB-PA).
Em outro pedido, o chefe do Ministério Público quer investigar Renan, Jader e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE). Nas duas solicitações de abertura de inquérito, as suspeitas são de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Os pedidos estão em segredo de Justiça e se baseiam em petições ocultas – procedimentos adotados no Supremo para manter em sigilo as delações premiadas.
A delação homologada em data próxima à do pedido de investigação é a do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, acusa de ser um dos lobistas do PMDB no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. O PMDB nega a acusação.
Se os dois inquéritos forem abertos, Renan será alvo de cinco inquéritos da Lava Jato. Delcídio do Amaral será investigado em duas apurações.
Jader Barbalho até então não figurava na lista de investigados da Operação Lava Jato. Se o Supremo autorizar a investigação, o total de investigados na Operação Lava Jato vai a 68 – 23 deputados, 14 senadores, 1 ministro de Estado e 1 ministro do Tribunal de Contas da União.
Atualmente, são 31 inquéritos abertos no Supremo e quatro pedidos de abertura de inquérito pendentes – os dois que chegaram hoje e mais dois contra o senador Fernando Collor de Mello, que chegaram há duas semanas.30/11/2015- DO R.DEMOCRATICA

domingo, 29 de novembro de 2015

AS DIÁRIAS DE STÉDILE - Você sustenta o vagabundo!

             
               Você sustenta o vagabundo!
              Clique na foto para ampliar e ler

sábado, 28 de novembro de 2015

Lava Jato exibe lado de dentro do nosso abismo


Que semana! Entre a terça e a quarta, foram em cana o amigo de Lula, José Carlos Bumlai, e o líder de Dilma, Delcídio Amaral. Na sexta, descobriu-se que a Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, entregou os pontos. Pagará multa de R$ 1 bilhão e confessará crimes que vão muito além da Petrobras. O país virou uma espécie de trem fantasma rumo ao precipício.
Para muitos, o mensalão foi a beira do abismo. O petrolão é a vivência do abismo. Com sua vocação para a busca das verdades mais profundas, sem limites, a força-tarefa da Lava Jato apresenta ao Brasil o lado de dentro do abismo. A caminho das profundezas, o brasileiro percebe que, vista desde o buraco, a crise é mais nítida. O grotesco ganha uma fabulosa visibilidade.
No abismo, o hipócrita tem cara de hipócrita, a incompetente tem jeitão de incompetente. E o séquito de canalhas tem a aparência de um cortejo de canalhas. Olhando de baixo, percebe-se com mais clareza a teia.
Delcídio tentou silenciar Nestor Cerveró, que coordenou a compra de Pasadena, que foi avalizada por Dilma, que era a bambambã do governo Lula, que é amigão de José Carlos Bumlai, que é pai de Fernando Barros Bumlai, que é marido de Neca Chaves Bumlai, que é filha de Pedro Chaves dos Santos, que é suplente de Delcídio, que monitorava os humores de Bumlai a pedido de Lula, que não sabia de nada.
Um país inteiro tem que cair para salvar a pantomima. Só a derrota nacional salva o grupo hegemônico.DO JOSIASDESOUZA-UOL

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

EDUARDO CUNHA PROMETE DEFERIR O PEDIDO DE IMPEACHMENT DA DILMA NA PRÓXIMA SEMANA. DILMA ENCURTA VIAGEM AO EXTERIOR. O CALDEIRÃO DA CRISE TRANSBORDA.

O turbilhão de acontecimentos políticos-policiais que explode em todas as frentes realmente está incontrolável. Em mais de 40 anos de jornalismo nunca vi nada igual ao que está acontecendo ‘neste país’. 
Como este blog é escrito e editado exclusivamente por mim confesso que tem horas, como agora, que vejo que não tenho como dar conta do recado.
Dentro de todo esse lodaçal gerado pelos deletérios governos do PT há, no entanto, algumas notícias que são cruciais e ao mesmo tempo positivas no sentido de passar a limpo o Brasil. Passar a limpo significa o imediato impeachment da Dilma e a proscrição do PT e de seus satélites.
E no meio desse fabuloso imbróglio eivado de roubalheiras, propinas, mentiras e desinformação propagada pelos jornalistas à soldo da corriola do PT, há uma nesga de luz no fim do túnel. O Antagonista agora há pouco, citando matéria do Correio Braziliense, informa que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, enxergou a dita luzinha, já que, como é sabido, anda mais enrolado que fumo de corda. 
Aproveitando o esfarelamento do PT face aos últimos acontecimentos, Cunha avisou que irá tirar da gaveta o pedido do impeachment da Dilma protolocado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr., e fazê-lo andar.
Desta forma Cunha alimenta o fogaréu que consome o PT. Um sintoma de tudo isso pode ser medido pela decisão da Dilma de encurtar a sua viagem segundo anotou O Antagonista:
Dilma Rousseff viaja hoje para Paris, mas volta correndo para o Brasil na terça-feira.
Segundo a Folha de S. Paulo, ela cancelou as outras duas etapas de sua viagem, para Vietnã e Japão.
Além disso, ela vai baixar ainda nesta sexta-feira um decreto bloqueando 10 bilhões de reais em despesas, "para evitar questionamentos jurídicos do TCU".
E, além de tudo isso tem a delação da empreiteira Andrade Gutierrez que admitiu ter pago subornos no âmbito da Petrobras e ainda tem o lobby do inefável Brahma. É coisa grande.
À guisa de conclusão, O Antagonista arremada: “tarde demais, Dilma. Você ainda não sabe, mas seu governo acabou”.
Que os Anjos digam amém...

E TEM MAIS!!!
Segundo revela O Antagonista, Delcídio Amaral está sendo pressionado pela família para entregar o que sabe e salvar a própria pele. A pressão vem da mãe, da mulher e das filhas. Maika, sua esposa, já mandou avisar que não admite passar o Natal com o marido enjaulado.

Ela também ficou enfurecida depois que senadores ignoraram seu apelo para livrar Delcídio da cadeia. DO ALUIZIOAMORIM

"Situação mais caótica e desesperadora do que se imagina"

O Globo noticia que "Dilma Rousseff decidiu seguir a orientação do TCU e vai fazer um novo contingenciamento do Orçamento de 2015.
O governo deverá editar um decreto de programação financeira com um corte de R$ 10,7 bilhões nos gastos.
Com isso, pela primeira vez, o país terá um quadro que os técnicos chamam de "shut down", ou seja, a suspensão de todas as despesas discricionárias.
Isso significa deixar de fazer, por exemplo, o pagamento de todos os serviços de água, luz, telefone, bolsas no Brasil e no exterior, fiscalização ambiental, do trabalho, da Receita e da Polícia Federal.
A suspensão também atingirá gastos com passagens e diárias."

O Antagonista, mais cedo, ouviu de um grande personagem político que "a situação é muito mais caótica e desesperadora do que se imagina. Impossível continuar assim". 27.11.15

Andrade acerta acordo, confessa suborno na Copa e pagará multa de R$ 1 bilhão!!!

MARIO CESAR CARVALHO
DE SÃO PAULO
BELA MEGALE
ENVIADA ESPECIAL A CURITIBA

Após aceitar pagar a maior multa da Operação Lava Jato, de cerca de R$ 1 bilhão, a empreiteira Andrade Gutierrez acertou um acordo de delação com a Procuradoria Geral da República e da força-tarefa de procuradores e policiais que atua em Curitiba (PR) no qual ira relatar que pagou propina em obras da Copa do Mundo, na Petrobras, na usina nuclear Angra 3 e em Belo Monte e na ferrovia Norte-Sul, um projeto cuja história de corrupção começa em 1987, com o acerto das empresas que ganhariam a licitação, como revelou à época o colunista Jânio de Freitas.
A maior indenização já paga na Lava Jato até agora foi da Camargo Corrêa: R$ 800 milhões.
A Andrade foi acusada junto com a Odebrecht de ter pago R$ 632 milhões de suborno em contratos com a Petrobras. A Odebrecht é a maior empreiteira do pais, e a Andrade, a segunda.
Com o acordo, que trará benefícios tanto a empresa quanto para os executivos, a Andrade quer se livrar de ser proibida de celebrar contratos com o poder público, uma das consequências de quando o governo declara a empresa inidônea. A empreiteira é altamente dependente do poder público: quase a metade de sua receita vem de obras contratadas pelo governo.
Na Copa do Mundo, por exemplo, a Andrade Gutierrez atuou, sozinha ou em consórcio, na reforma do estádio do Maracanã, no Rio, do Mané Garrincha, em Brasília, do Beira-Rio, em Porto Alegre, e na construção da Arena Amazonas, em Manaus (AM).
A Andrade Gutierrez foi contratada para tocar obras gigantes da Petrobras, como o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e pretende complementar a história dos subornos já relatada por delatores como o ex-diretor Paulo Roberto Costa.
Três dos executivos que estavam presos (Otávio Azevedo, Élton Negrão de Azevedo Júnior e Flávio Barra) foram transferidos em definitivo do Complexo Médio Penal, que fica em Pinhais (PR), na Grande Curitiba, para a carceragem da Polícia Federal por razões de segurança. A transferência também facilita os depoimentos da delação e o contato dos presos com a família. Otávio e Élton foram presos em junho e Barra no mês seguinte.
Havia duas dificuldades para o acerto final do acordo, que foram sanadas: o valor a ser pago e a necessidade de Otávio Azevedo confessar crimes que ele sempre negou. Os procuradores de Brasília queriam uma indenização de R$ 1,2 bilhão, quando a empreiteira alegava não ter mais do que R$ 800 milhões para pagar a multa.
Otavio Azevedo, que já foi eleito o executivo do ano pela revista "Exame", relutava confessar seu envolvimento em pagamento de suborno alegando que a Polícia Federal não tinha prova de nada contra ele. Ele foi convencido por executivos da empresa: se ele não confessasse, os outros relatariam os casos em que ele esteve envolvido.
O valor de R$ 1 bilhão visa ressarcir as empresas que foram prejudicadas por acertos do cartel que atua em obras públicas.
Há uma série de relatos de pagamento de suborno por parte da Andrade Gutierrez. O primeiro delator da Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, contou ter recebido US$ 4 milhões da Andrade e da Estre Ambiental em um contrato da Petrobras. A empreiteira tentou anular a delação de Costa no Supremo depois que o lobista Fernando Soares, o Baiano, contou ter pago valores bem maiores Costa, de US$ 20 milhões a US$ 25 milhões. A estratégia, porém, não deu certo.27/11/2015- DO R.DEMOCRATICA

Editorial do Estadão


  Ninguém melhor do que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, para expressar o sentimento de frustração que atinge em cheio os brasileiros:
“Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós acreditou no mote segundo o qual a esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 (o mensalão) e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora constata-se que o escárnio venceu o cinismo”.
Nessa síntese está toda a trajetória dos embusteiros petistas que, desde a primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, prometeram fazer uma revolução ética e social no Brasil e agora, pilhados em escabrosos casos de corrupção, caçoam da Justiça e da própria democracia.

O mais recente episódio dessa saga indecente, ao qual Cármen Lúcia aludia, envolveu ninguém menos que o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral. Em conluio com o banqueiro André Esteves, o petista foi flagrado tentando comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, que ameaçava contar o que sabia sobre a participação de ambos no petrolão.

As palavras de Delcídio, capturadas em áudio gravado por um filho de Cerveró, são prova indisputável da naturalidade com que políticos e empresários se entregaram a atividades criminosas no ambiente de promiscuidade favorecido pelo governo do PT. Como se tratasse de uma situação trivial – a conversa termina com Delcídio mandando um “abraço na sua mãe” –, um senador da República oferece dinheiro e uma rota de fuga para que o delator que pode comprometê-lo e a seu financiador suma do País. Os detalhes são dignos de um arranjo da Máfia e desde já integram a antologia do que de mais repugnante a política brasileira já produziu.

Delcídio garantiu a seus interlocutores que tinha condições de influenciar ministros do Supremo Tribunal Federal e políticos em posições institucionais destacadas para que os objetivos da quadrilha fossem alcançados. O senador traficou influência. Mas o fato é que, hoje, as ramas corruptas que brotam do sistema implantado pelo PT se insinuam por toda a árvore institucional – com raras e honrosas exceções, entre elas o Supremo, que vem demonstrando notável independência.

Exemplo do contágio é que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estão sendo investigados pela Lava Jato. A nenhum dos dois ocorreu renunciar a seus cargos para que não sofressem a tentação de usar seu poder para interferir no processo, como já ficou claro no caso de Cunha. Renan, desta vez, tentou manobrar para que fosse secreta a votação do Senado que decidiria sobre a manutenção da prisão de Delcídio, na presunção de que assim os pares do petista o livrariam, criando uma blindagem para os demais senadores – a começar por ele próprio. Temerosos da opinião pública, os senadores decidiram votar às claras e manter Delcídio preso.

Enquanto isso, o PT, com rapidez inaudita, procurou desvincular-se de Delcídio, dizendo que o partido “não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade”, já que o senador, segundo a direção petista, agiu apenas em favor de si próprio. Se Delcídio tivesse cometido seus crimes para abastecer os cofres do PT, seria mais um dos “guerreiros do povo brasileiro”, como os membros da cúpula do partido que foram condenados no mensalão e no petrolão.

O PT e o governo não enganam ninguém ao tentar jogar Delcídio aos leões. O senador era um dos principais quadros do partido, era líder do governo no Senado e um dos parlamentares mais próximos da presidente Dilma Rousseff e de Lula. Sua prisão expõe a putrefação da política proporcionada pelo modo petista de governar.

Também ninguém melhor do que a ministra Cármen Lúcia, que resumiu a frustração dos brasileiros de bem, para traçar o limite de desfaçatez e advertir a canalha que se adonou da coisa pública sobre as consequências de seus crimes: “O crime não vencerá a Justiça” e os “navegantes dessas águas turvas de corrupção e das iniquidades” não passarão “a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade, impunidade e corrupção”. É um chamamento para que os brasileiros honestos não aceitem mais passivamente as imposturas dos ferrabrases que criaram as condições para que se erigisse aqui uma desavergonhada república de bandidos.
27 de novembro de 2015-DO R.DEMOCRATICA