PAZ AMOR E VIDA NA TERRA
" De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
[Ruy Barbosa]
BRASÍLIA
- O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai
referendar todos os 28 pedidos de abertura de inquérito levados ao STF
pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. A lista completa deve
ser tornada pública nas próximas horas. As investigações contra
políticos, com a prerrogativa de foro, são desdobramentos da operação
Lava-jato. Teori vai autorizar a abertura de investigação contra
políticos e ainda deve concordar com os sete pedidos de arquivamento
propostos por Janot. Há 54 nomes na lista de investigados. Além
do despacho de Teori autorizando o início formal das investigações
contra políticos também poderão ser divulgados trechos de depoimentos
colhidos pela força-tarefa da operação Lava-Jato e que envolvem as
autoridades com foro no STF. Por enquanto já se sabe que há pelo menos
oito senadores na lista. Na relação de 54 nomes, há políticos do PMDB,
PT, PP mas também nomes da oposição podem virar alvo de apuração no
Supremo. Os nomes dos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi
Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison
Lobão (PMDB-MA) e Fernando Collor (PTB-AL) estão na lista de pedidos de
abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhada na
noite de terça-feira pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
como confirmou ao GLOBO uma fonte com acesso ao trabalho da PGR. Parte
deles já vem dando explicações nos últimos dias sobre a possibilidade de
estar na lista, inclusive com a contratação de advogados. A
lista de senadores na ativa incluiria ainda Ciro Nogueira (PP-PI), que
já afirmou que renuncia ao mandato caso se comprove o recebimento de
propina a partir dos desvios da Petrobras. O senador disse também que já
irá contratar advogado para fazer a sua defesa. O presidente do Senado,
Renan Calheiros (PMDB-AL), também foi avisado de que está na lista,
junto com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com Renan, o
número de senadores incluídos no pedido de abertura de inquéritos no STF
totaliza oito, ou seja, 10% dos 81 parlamentares que constituem o
Senado Federal. 06/03/2015 - DO R.DEMOCRATICA
O
presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta do PMDB, afirmou que a
presidente Dilma e o ex-presidente também serão investigados pela
comissão. "O PMDB é aliado do Planalto, não subserviente. Não pode ser
convocado só na hora de tomar o remédio amargo". E mais. Os empreiteiros
do petrolão também serão convocados para depor, além de nomes
envolvidos até o pescoço com o propinoduto. O ex-gerente da Petrobras
Pedro Barusco abre a rodada na próxima terça-feira. Acompanhe a
entrevista exclusiva com Joice Hasselmann Aqui. 06/03/2015- DO R.DEMOCRATICA
Além
da lista enviada ao STF na terça-feira, o procurador-geral da
República, Rodrigo Janot, enviará outra ao STJ na semana que vem, também
com nomes de políticos enrolados com a Operação Lava Jato. Vários nomes
das duas listas já vazaram na imprensa. Confira: Superior Tribunal Federal (STF) Entram nessa lista parlamentares com mandato (45), sem mandato, e
pessoas que, por estarem ligadas diretamente aos casos que envolvem
políticos, acabaram incluídas nos pedidos de inquérito. Foram 28
envolvendo 54 pessoas. Nomes vazados até agora: - Lindberg Farias (PT-RJ)*
- Gleisi Hoffman (PT-PR)
- Renan Calheiros (PMDB-AL)
- Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
- Romero Jucá (PMDB-RR)
- Edison Lobão (PMDB-MA)
- Fernando Collor (PTB-AL) * Em delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse
que trabalhou para o petista Lindberg na eleição ao governo do Rio de
Janeiro em 2014 como arrecadador de recursos de empreiteiras para
financiar a campanha. Costa contou aos investigadores que empreiteiras
pagavam propina em troca de contratos com a petroleira. Partidos
políticos receberam sua parte no esquema em forma de doações oficiais. Recordar é viver:
Será que Lindberg já pode pagar também? Superior Tribunal de Justiça (STJ) Entram nesta lista governadores com foro no STJ, ex-governadores,
ex-deputados, ex-senadores, e demais enrolados com eles. Nomes vazados até agora: - Tião Vianna (PT)
- Luiz Fernando Pezão (PMDB)**
- Mário Negromonte (PP) ** Paulo Roberto Costa também citou, em depoimento à PF revelado por
VEJA, o ex-governador Sergio Cabral (PMDB), de quem Pezão foi vice
governador em 2010. Segundo Costa, Cabral seria um dos integrantes do
suposto esquema de corrupção que desviaria recursos da Petrobras. Pezão
nega que ambos tenham recebido qualquer contribuição de campanha ligada à
estatal. 2. Pedidos de arquivamento ao STF Entram nessa lista políticos citados nas delações, mas descartados por Janot por falta de indícios suficientes. - Dilma Rousseff (PT)
- Aécio Neves (PSDB-MG)
- Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) 3. Para entender como funciona a propaganda embusteira nas redes sociais: Boa tentativa, militante. Diferença é que Aécio está lista de arquivamento; Lindberg, na de abertura de inquérito. 05/03/2015 - DO R.DEMOCRATICA
Postado por
Polibio Braga
on
3/04/2015 06:33:00 PM
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A consultoria Empiricus, que atordoou o governo Dilma durante as
eleições, ao divulgar uma análise intitulada "O fim do Brsil", diz hoje
que o pacote de ajuste fiscal urdido por Joaquim Levy encontrará grande
resistência.
Leia mais:
Não se trata de uma questão de ciência econômica (o que fazer),
mas, sim, de política econômica (implementação).
O dólar rompeu a marca de R$ 3,00 e a Bolsa caiu
fortemente.
O pior: pode ser só o começo do processo.
Temos alertado há meses para a deterioração da economia
brasileira. Acertamos tudo até aqui. Há muito mais por vir.
Procurador-geral Rodrigo Janot entregou pedido nesta terça-feira ao STF. Ministro decidirá se retira sigilo do processo e depois se aceitará pedido.
Nathalia Passarinho e Renan RamalhoDo G1, em Brasília
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou às 20h11 desta terça-feira (3) no Supremo Tribunal Federal
(STF) pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos
suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.
São 28 pedidos de abertura de inquérito referentes a 54 pessoas. Há
ainda sete pedidos de arquivamento. Os nomes não foram divulgados.
Dentre os 54 que são alvo dos pedidos de inquérito, há autoridades e
também pessoas sem prerrogativa de foro, cujos casos o procurador enviou
ao Supremo porque os supostos crimes que cometeram têm conexão com os
dos políticos.
Senadores, deputados e ministros de Estado têm foro privilegiado no
STF. Por isso, o procurador-geral precisa pedir à Corte autorização para
a abertura de inquérito. Governadores são julgados pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ).
Em cada peça, Janot requer a derrubada do segredo de justiça. Caberá ao
ministro Teori Zavascki, relator das apurações da Operação Lava Jato no
STF, decidir se torna ou não as informações públicas. A tendência é de
que derrube o sigilo de todos os inquéritos, conforme o pedido de Janot.
Somente após essa decisão é que os nomes dos políticos investigados
serão divulgados.
A participação de autoridades no escândalo na Petrobras foi revelada
nas delações premiadas do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo
Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.
Os dois firmaram acordo com o Ministério Público Federal para colaborar
com as investigações e delatar os demais integrantes do esquema em
troca de redução nas penas.
Junto com os pedidos de abertura de inquérito, Rodrigo Janot já
solicitou uma série de diligências, como quebra de sigilos bancário e
fiscal dos políticos. Para resguardar a eficácia das investigações,
esses procedimentos serão mantidos em segredo. Do inquérito à ação penal
Zavascki decidirá agora se abre os inquéritos e atende aos pedidos de
diligência apresentados pelo procurador-geral. É praxe, porém, os
magistrados aceitarem a abertura de investigações mediante pedido do
Ministério Público Federal.
Durante a fase investigatória, os advogados dos investigados ainda não
podem fazer a defesa judicial ou contestar as diligências. Só depois de
aberta a ação penal, é que poderão apontar irregularidades na produção
de provas e anular acusações feitas com base nelas.
Encerradas as investigações, caberá à PGR apresentar as denúncias, que
são as acusações formais contra os investigados, apontando os crimes,
culpados e provas. Se aceita pela Justiça, a denúncia leva à abertura de
uma ação penal, que é o próprio processo judicial, em que serão ouvidas
testemunhas e quando a defesa poderá apresentar outras provas que
contestem a acusação. Nesse momento, o político passa a ser réu.
Só ao final do processo, os ministros julgam e decidem pela inocência
ou culpa do réu; no último caso, determinando as penas, multas e
ressarcimento de danos aos cofres públicos.
No caso da Operação Lava Jato, a eventual abertura de ações penais
caberá à Segunda Turma do STF, composta, além de Zavascki, pelos
ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Atualmente, há
uma vaga aberta nessa turma, que deve ser preenchida por um novo
ministro a ser indicado pela presidente Dilma Rousseff. Delações
Nos depoimentos ao Ministério Público, Paulo Roberto Costa disse que
empresas que atuavam em contratos da Petrobras pagavam propina aos
diretores da estatal e que parte desses valores foi direcionada atender
a PT, PMDB e PP, inclusive na campanha eleitoral de 2010.
Costa integrou a diretoria da Petrobras entre 2004 e 2012, nos governos
Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ele foi preso em março pela
Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de integrar a
quadrilha comandada pelo doleiro Alberto Youssef. Após fazer acordo de
delação premiada com a Justiça, Costa foi autorizado a ficar em prisão
domiciliar.
Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, o ex-diretor revelou o nome
de 28 políticos supostamente beneficiados pelo esquema de corrupção na
Petrobras. A publicação afirma que entre os mencionados estão o
ex-ministros Edison Lobão (Minas e Energia); Antonio Palocci (Fazenda e
Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades); o
governador do Acre, Tião Viana (PT); os ex-governadores Sérgio Cabral
(Rio) e Eduardo Campos (Pernambuco), além de deputados e senadores de
PT, PMDB, PSDB e PP. Os políticos citados negaram participação. Entenda a Lava Jato
A Operação Lava Jato começou investigando um esquema de lavagem de
dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10
bilhões. A investigação resultou na descoberta de um esquema de desvio
de recursos da Petrobras, segundo a Polícia Federal e o Ministério
Público Federal.
Na primeira fase da operação, deflagrada em março deste ano, foram
presos, entre outras pessoas, o doleiro Alberto Youssef, apontado como
chefe do esquema, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras
Paulo Roberto Costa. A sétima fase da Lava Jato, deflagrada em novembro
de 2014, teve como foco executivos e funcionários de nove grandes
empreiteiras que mantêm contratos com a Petrobras em um valor total de
R$ 59 bilhões.
Parte desses contratos está sob investigação da Receita Federal, do MPF
e da Polícia Federal. Só na sétima etapa da operação, foram expedidos
85 mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva
(quando o investigado é levado pela polícia para depor) em municípios do
Paraná, de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pernambuco
e do Distrito Federal.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a Lava Jato cumpriu 64
mandados de prisão, 201 de busca e apreensão e 55 de condução
coercitiva. Ao todo, 150 pessoas e 232 empresas estão sob investigação
da Procuradoria. Dinheiro desviado e recuperado
Informações divulgadas pelo MPF apontam que os crimes investigados pela
Lava Jato desviaram ao menos R$ 2,1 bilhões da Petrobras, com base
apenas nos crimes denunciados até agora.
Ao todo, a Procuradoria apresentou 19 acusações criminais contra 87
pessoas, por ilícitos como corrupção, crime contra o sistema financeiro,
tráfico internacional de drogas, formação de organização criminosa e
lavagem de dinheiro.
MPF informou já ter assegurado a recuperação de R$ 500 milhões
desviados por investigados na operação. Segundo o coordenador da
força-tarefa da Lava Jato, Douglas Fischer, para permitir o resgate da
quantia, o MPF fechou acordos de cooperação internacional com 12 países,
entre os quais Suíça, Estados Unidos e Holanda. Além disso, foram
bloqueados R$ 200 milhões em bens de réus dos processos decorrentes da
Lava Jato.
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João Domingos, Débora Bergamasco e Daiene Cardoso - O Estado de S. Paulo
03 Março 2015 | 18h 03
Material chegou à Corte nesta tarde;
vice-presidente da República avisou a correligionários que estão na mira
do procurador-geral da República Rodrigo Janot
Brasília
- Chegou no Supremo Tribunal Federal na tarde desta terça-feira, 3, a
lista de parlamentares que serão investigados na Operação Lava Jato,
enviada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ministro
Teori Zavascki, do STF, deve deferir ou indeferir os pedidos de abertura
de inquérito até esta sexta-feira, quando também tornará o conteúdo
oficialmente público. Dentre os que serão investigados estão os
presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan
Calheiros (PMDB-AL), respectivamente.
Ambos foram informados pelo vice-presidente da República,
Michel Temer, na última sexta-feira, 27, de que constam como
relacionados na lista de Janot, como investigados na Lava Jato. Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
O vice-presidente recebeu Janot em sua residência oficial, o
Palácio do Jaburu, na manhã de quinta-feira, 26, em agenda que só foi
divulgada posteriormente. Na ocasião, foi divulgado que a reunião teve
como assunto questões orçamentárias do Ministério Público Federal.
Os pedidos de abertura de inquéritos para investigar políticos
citados na Operação Lava Jato devem chegar ainda nesta semana ao
Supremo Tribunal Federal (STF). Os casos serão encaminhados ao ministro
Teori Zavascki, relator na Corte das ações relativas ao esquema de
corrupção na Petrobrás. A expectativa é que as peças, elaboradas com
base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da estatal
Paulo Roberto Costa, sejam enviadas por Janot nos próximos dias.
O procurador-geral deve pedir, na maioria dos casos, que o STF
autorize investigações contra parlamentares e autoridades com
prerrogativa de foro mencionados pelos delatores. Ele também pode
oferecer denúncia diretamente, se achar que já há indícios suficientes
de participação de políticos no esquema, ou solicitar o arquivamento do
trecho da delação referente a algum nome. http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,lista-de-janot-chega-ao-stf-cunha-e-renan-foram-informados-de-que-estao-nela,1643703
Os pobrinhos de LuLLa, Dilma e PT pararam de comprar Brasílias amarelas.
Vendas de carros despenca 28% em fevereiro.
Devem ter gasto toda a grana com fantasias de bate-bola.
O Dólar está batendo, nesse momento, na casa de R$ 2.9027 na compra e R$ R$ 2.9038 na venda.
Pertinho dos R$ 3,00 que previmos.
Recebi hoje uma análise catastrófica: DÓLAR A R$ 4.00 ATÉ JUNHO.
Nelson Jobim estava no ostracismo político, até o falecimento do ensaboado Márcio Thomaz Bastos.
Após o morte da nazista jurídico dos governos petralhas, Jobim passou
a dar consultorias para as empreiteiras enfiadas na lama da Operação
Lava-jato. Detalhe: O zavasckeiro Teori foi indicação de Jobim para dona Dilma.
Jobim assumiu a defesa da Odebrecht. As razões, algumas pelo menos, estão indiretamente postas acima.
Após o episódio UTC-PESSOA Jobim passou a defender também a Camargo Corrêa.
Jobim tem bom "trânsito" na Suprema Taba. Jobim tem bom "trânsito" com o zavasckeiro.
Jobim é POP.
Dudu Cunha resolveu tirar estraçalhar a vida dos petralhas na Câmara dos Deputados.
Ele resolveu criar sub-relatorias. O que significa isso afinal?
Que o Garçon relator (Luis Sérgio - Petralha) terá seu poder de
avacalhar a CPI profundamente diminuído. O que não deixa de ser uma
ótima notícia.
Ainda fez mais: Nada de investigar a PTRROUBRÁS no governo de FHC. A
PTRROUBRÁS ainda não existia nessa época. Ela ainda podia ser chamada de
PETROBRÁS.
Boa, Dudu.
Durante longos 12 anos a Petrobrás, transformada em PTRROUBRÁS pelos
governos petralhas, foi usada contra os tucanos burros para ganhar
eleições.
Após 12 anos de quadrilha no poder, a PETROBRÁS virou brechó.
Vai vender seu patrimônio por uma merrequinha que até o falido Eike pode comprar. Não
duvido nada se os ativos que serão postos à venda pelos canalhas, sejam
adquiridos por algum empresário amigo que, nesta década enriqueceram às
custas da fartas tetas vermelhas do governo. - DO GENTEDECENTE
O pastor Silas Malafaia
convocou seus seguidores nas redes sociais para se juntarem às
manifestações populares do próximo dia 15 de março, quando espera-se que
milhões de pessoas, em diversas cidades do país, saiam às ruas para
pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
Malafaia é conhecido por
sua oposição ferrenha e aberta à administração Dilma, e nas últimas
eleições, apoiou candidatos de oposição nos dois turnos.
“Um governo que engana o
povo nas eleições, [faz um] aumento absurdo da conta de luz e da carga
tributária para empresas, só podemos dizer: FORA DILMA! Nunca na
história desse país [houve] um governo cínico que não assume seus erros e
tanta roubalheira. Dia 15 de março manifestação fora DILMA, apoio”,
escreveu o pastor.
Para o pastor, um dos
principais motivos para cobrar a presidente é a diferença entre o
discurso apresentado durante a campanha eleitoral e as medidas adotadas
durante o início de mandato.
“Apenas 2 meses de
governo e todas as mentiras da campanha caíram por terra. VERGONHA!
Afronta ao povo brasileiro!”, criticou Malafaia.
A omissão do governo
brasileiro em relação ao terrorismo praticado pelo Estado Islâmico
também foi abordada pelo líder evangélico: “Milhares e milhares de
cristãos sendo massacrados esse governo de esquerdopatas não se
manifesta. Se fosse um homoxessual [sendo perseguido], já tinham
falado”, disparou o pastor, utilizando a retórica da simpatia do Partido
dos Trabalhadores pela militância homossexual.
Impopular
A
presidente Dilma enfrenta uma das maiores desaprovações de um chefe de
Estado em início de mandato. Pesquisas realizadas no começo deste ano
mostram que ela não seria reeleita se as eleições acontecessem entre o
final de 2014 e o início de 2015, época em que ela anunciou as medidas
econômicas que limitaram benefícios dos trabalhadores, como o
seguro-desemprego, e cortaram o aumento do valor do programa social
Bolsa-Família. Leia mais em site do GNotícias - DO MOVCC
O
Brasil já estava devagar, quase parando, antes da Operação Lava-Jato.
Agora, empacou de vez. E, à diferença do que supõe Lula, a saída não é
declarar a existência de uma grande conspiração, ignorar as
investigações, pôr o exército de João Pedro Stédile nas ruas, liberar o
financiamento público para as empreiteiras tocar as obras, xingar o FHC…
Por Reinaldo Azevedo
Nada
disso! Com ou sem Dilma no comando, o país continua. Seja ela impichada
ou não, existe amanhã. O transe em que vivemos já demitiu alguns
milhares de trabalhadores. Muitos outros vão se seguir a esses… E aí? O
que proponho aqui não é um caminho para Dilma se livrar do impeachment —
essa questão é, em primeiro lugar, jurídica e, em segundo, mas com
igual peso, política —, mas para o país se livrar do caos. O
Estadão informa que empresas investigadas pela Lava-Jato, ou suas
subsidiárias, têm pedidos de empréstimo no BNDES que somam R$ 31
bilhões. O banco, lembre-se, pode ser alvo de uma CPI; seu presidente,
Luciano Coutinho, em vez de tentar dar as explicações que lhe pedem,
dedica-se a conversas ao pé do ouvido para impedir a comissão… Que coisa! Não
para segurar o seu mandato, mas para o país não despirocar de vez, o
mais sensato que Dilma tem a fazer — e, por isso mesmo, ela não o fará —
é deixar o PT, instalar um gabinete de crise, estabelecer algumas
prioridades para a infraestrutura do país, submeter esses projetos a uma
comissão de notáveis — com o endosso do Congresso, da CGU, do TCU e do
Ministério Público — e tocar o que pode ser tocado. Em vez
disso, sabe-se lá sob qual inspiração e atendendo a que princípio de
economia política, a governante mobiliza o advogado-geral da União para
propor acordos de leniência que, dado o contexto, só intoxicam o
ambiente e criam dificuldades novas. De fato, tais acordos, se fossem
feitos, não isentariam o criminoso de nada nem impediriam a ação penal.
Ocorre que a questão não é só técnica: ela é também política. Notem:
ainda que o propósito fosse o mais legítimo, quem iria acreditar? Tanto
pior quando tal proposta é feita antes que o Ministério Público Federal
conclua a primeira etapa do seu trabalho, cujo desfecho é a chamada
“lista de Janot”. Ainda que Dilma e Luís Inácio Adams tivessem a melhor
das intenções, parecia evidente que a inciativa não iria prosperar. E
ainda acrescentaria, como aconteceu, a suspeita de que o governo está
tentando livrar a cara das empreiteiras, em vez de puni-las. Naquela
desastrada entrevista quebra-queixo que concedeu, em que culpou o
governo FHC, Dilma se estabacou ao falar sobre as empresas. Exercitando
aquela sua estranha língua, afirmou: “Nós iremos tratar as empresas
tentando principalmente considerar que é necessário criar emprego e
gerar renda no Brasil. Isso não significa de maneira alguma ser
conivente ou apoiar ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição
a quem quer que seja”. O que isso quer dizer? Não dá pra
entender. O país precisa de petróleo, de gás, de estradas, de
aeroportos, de portos, de hidrelétricas, de sondas… Refaço a frase: não é
o país, mero ente abstrato, que precisa disso; são as pessoas. E é
evidente que não se poderá esperar a conclusão da Lava-Jato, com as
devidas punições, para que financiamentos sejam concedidos, e obras,
retomadas. Mas como é que se dá operacionalidade a um país que
existe independentemente da cambada que o assalta? Uma recessão já
estava contratada, pelas razões conhecidas, antes dessa desordem. O que
estou dizendo é que é preciso achar um caminho, e ele existe, que leve a
investigação às últimas consequências, que honre o devido processo
legal, que meta na cadeia os culpados, mas que, de fato, não nos conduza
ao abismo. As ruas já começaram a dar o seu recado a Dilma. E se farão ouvir com clareza no dia 15 de março. Em
vez de passear num supermercado no Uruguai, a presidente tem de se dar
conta do tamanho da crise, livrar-se da canga petista e evitar o pior. Não para preservar o seu mandato, mas para que os brasileiros sofram menos. 02/03/2015 - DO R.DEMOCRATICA
Manifestação sai de controle em SC e população desafia a polícia a atirar
Com bandeiras do Brasil, população canta ‘Fora Dilma!’ e ‘Vem pra rua!’ em Santa CatarinaCaminhoneiros revoltados queimam veículo ‘Brasília’ com bonecos de Lula e Dilma Petista chama caminhoneiros e agricultores de ‘vagabundos’ e sofre as consequênciasMilhares de caminhoneiros se dirigem a Brasília para ‘caminhonaço’, afirmam lideranças Manifestantes se ajoelham e gritam ‘Fora Dilma!’ em apoio a caminhoneiros; veja vídeo
BRASÍLIA - A onda de delações de réus da Operação Lava-Jato,
que vem alimentando as investigações desde o ano passado, ainda não
terminou. Dois executivos da construtora Camargo Corrêa - o presidente
Dalton dos Santos Avancini e o vice-presidente Eduardo Leite - fecharam,
na noite desta sexta-feira, acordos de colaboração com a força-tarefa
que investiga fraudes em contratos de empreiteiras com a Petrobras. Já
João Ribeiro Auler, presidente do Conselho Administrativo da
construtora, ainda está negociando com os procuradores.
As
delações podem tornar as investigações ainda mais explosivas. A Camargo
Corrêa foi uma das primeiras empresas flagradas em transações
financeiras com o doleiro Alberto Youssef, operador do pagamento da
propina no esquema de desvios da Petrobras. A Camargo também é uma das
empresas com mais doações para campanhas políticas. Os executivos teriam
decidido colaborar por três motivos: prisão prolongada, dificuldade
para enfrentar as investigações e risco de condenação à prisão em regime
fechado.
Está sendo negociada a possibilidade de revelações de
fraudes não só na Petrobras, mas também em outras áreas de atuação da
Camargo Corrêa. Na mira dos procuradores estão obras e serviços em
hidrelétricas, rodovias e ferrovias. Os executivos da empreiteira
resistiam à ideia de falar sobre outros assuntos fora do tema principal
da Lava-Jato.
Mas, nos últimos dias, o ambiente mudou e as partes já se entenderam sobre os pontos principais do acordo. BENEFÍCIOS SÃO DISCUTIDOS
Estão
sendo preparados acordos individuais. Os benefícios para os delatores
deverão ser estabelecidos em função da importância das informações a
serem fornecidas por eles. Nesta sexta-feira, as negociações giravam em
torno dos benefícios, que vão da redução de penas até a não aplicação do
regime fechado.
Nesta
sexta-feira, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, ouviu
funcionários da Camargo Corrêa arrolados como testemunhas de defesa dos
executivos Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler. Os
depoimentos de Alessandra Mendes da Silva, Eduardo Maghidman, Jorge
Yasbek, Enes Faria e Rodoal Schlemm foram feitos por videoconferência.
Segunda-feira, serão ouvidas as testemunhas de Eduardo Leite, outro
executivo da Camargo Corrêa.
Até o momento, a força-tarefa da Lava-Jato fechou 13 acordos
de delação premiada, entre eles as confissões do ex-diretor de
Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto
Youssef. Os executivos das empreiteiras estão presos desde a nona fase
da Lava Jato, deflagrada em 14 de novembro passado. DO O GLOBO
No
contexto da Operação Lava Jato, uma das perguntas que permanecem sem
resposta é por que Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras,
foi solto por ordem do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal
Federal -- e, depois, teve novo pedido de prisão preventiva negado por
obra do mesmo Teori, que convenceu Gilmar Mendes e Carmen Lúcia a
segui-lo na decisão. Afinal de contas, está mais do que provado que
Renato Duque, homem de José Dirceu e do PT, era um dos principais
engenheiros do propinoduto que sangrou a estatal. O Antagonista
apurou com três fontes diferentes, para chegar à resposta. Renato Duque
não está livre por falha de argumentação do juiz Sergio Moro e do
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como pensam alguns. Esse
foi apenas o pretexto. Renato Duque está livre por causa de Lula. A
prisão de Renato Duque, em novembro do ano passado, fez com que a sua
mulher entrasse em desespero. Sem poder contar com José Dirceu, pato
manco depois do mensalão, ela recorreu a Paulo Okamotto, o faz-tudo de
Lula. Para acalmá-la, Okamotto afirmou que a situação se arrumaria
num curto espaço de tempo, mas ela lhe disse que não cairia nessa
conversa. Que, se fosse necessário, teria como reunir provas suficientes
para provar que Lula sabia e participara do esquema do petrolão. Diante
da ameaça, Okamotto disse a Lula que ele deveria encarregar-se da
questão pessoalmente. Lula encontrou-se com a mulher de Renato Duque e
tentou persuadi-la de que o seu marido ficaria na prisão menos do que se
imaginava. Em vão. Ela voltou a afirmar que implicaria o ex-presidente
no escândalo, se Renato Duque não fosse libertado rapidamente. Acuado,
Lula pediu ajuda a um ex-ministro do STF de quem é muito amigo. Ele se
prontificou a socorrer o petista. O melhor caminho, disse o ex-ministro
do STF a Lula, era procurar Teori Zavascki. Foi o que o amigo de Lula
fez: marcou um encontro com Teori Zavascki, para lhe explicar como era
urgente que Renato Duque fosse solto, porque, caso contrário, Lula seria
envolvido "injustamente" num escândalo de proporções imprevisíveis para
a estabilidade institucional. Teori Zavascki aquiesceu. Avisado pelo
amigo ex-ministro do STF, Lula comunicou à mulher de Renato Duque que
tudo estava resolvido Foi assim que Renato Duque,
passados pouco mais de quinze dias após a sua prisão, viu-se do lado de
fora da carceragem da Polícia Federal em Curitiba.