quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

PT recebeu até US$ 200 mi em propina, diz delator

Pagamento envolveu 90 contratos de obras de grande porte entre a Petrobras, empresas coligadas e consórcios de empreiteiras, segundo Pedro Barusco
Laryssa Borges, de Brasília,
e Daniel Haidar
Veja.com
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras (Divulgação)
O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, afirmou à Justiça, em acordo de delação premiada, que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. As revelações de Barusco, ex-braço-direito de Renato Duque, que comandava a Diretoria de Serviços por indicação do ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu, colocam mais uma vez o caixa do PT no centro do escândalo do petrolão e devem respingar diretamente nas campanhas políticas do partido, incluindo a da própria presidente Dilma Rousseff. Vaccari foi levado na manhã desta quinta-feira para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo onde prestou esclarecimentos sobre a arrecadação de recursos para a legenda e foi liberado em seguida.
Ainda que tenha negado irregularidade no sistema de arrecadação de campanhas do PT, Vaccari agora é confrontado pela primeira vez com as informações do delator Pedro Barusco, que concordou em colaborar com a Justiça em troca de reduções de pena. Após firmar o acordo de delação, o ex-gerente confirmou, por exemplo, que iria devolver aos cofres públicos impressionantes 97 milhões de dólares recolhidos a partir do megaesquema de cobrança de propina na Petrobras.
“Durante o período no qual foi gerente executivo de Engenharia da Petrobras, subordinado ao diretor de Serviços, Renato de Souza Duque, de fevereiro de 2003 a março de 2011, houve pagamento de propinas em favor do declarante [Barusco] e de Renato Duque, bem como em favor de João Vaccari Neto”, diz trecho do depoimento de Barusco. “João Vaccari Neto representava o PT na divisão de propinas pagas no âmbito da diretoria de Serviços, nos contratos que ela executava para as diretorias de Abastecimento, Gás e Energia, Exploração e Produção e na própria diretoria de Serviços”, relatou.
Em seu depoimento, o ex-gerente não soube detalhar se o tesoureiro petista recebia a propina em dinheiro ou em transferências no exterior, mas deu revelações que complicam diretamente outro ex-diretor da Petrobras, Jorge Zelada (Área Internacional). Segundo o delator, Zelada também recolhia propina dentro da Petrobras e “negociava propinas diretamente junto a algumas empresas em contratos menores na Área de Exploração e Produção”. Para receber dinheiro do esquema de corrupção dentro da estatal, o ex-diretor Jorge Zelada fazia uma espécie de “encontro de contas” com os demais integrantes da companhia. Em alguns casos, a propina a Zelada foi entregue diretamente em sua casa, na rua Getúlio das Neves, no Rio de Janeiro.
O pagamento de propina no esquema envolveu noventa contratos de obras de grande porte entre a Petrobras, empresas coligadas e consórcios de empreiteiras. Os contratos estavam vinculados às diretorias de Abastecimento, Gás e Energia e Exploração e Produção. No rateio da propina, normalmente eram cobrados 2% do valor do contrato, sendo que 1% era administrado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, e o outro 1%, repartido entre o PT e diretores da Petrobras, incluindo Renato Duque e Jorge Zelada, da Área Internacional da petroleira.
Enquanto as projeções de Barusco apontam que o tesoureiro do PT embolsou até 200 milhões de dólares em nome do partido, no mesmo período o delator recebeu 50 milhões de dólares em dinheiro sujo. Em apenas um contrato de sondas de perfuração de águas profundas para exploração do pré-sal, Vaccari, em nome do PT, recebeu 4,5 milhões de dólares em propina.
Ao relatar em detalhes o esquema de pagamentos na Petrobras, Barusco deu um panorama da divisão do dinheiro recolhido do esquema criminoso e relatou que ele próprio era habitué da movimentação de propina na estatal. Segundo o próprio delator, ele começou a receber propina em 1997 ou 1998 da empresa holandesa SBM Offshore enquanto ainda ocupava o cargo de gerente de Tecnologia de Instalações da Petrobras. A propina entre a SBM e a Petrobras se tornou “sistemática” a partir do ano 2000, com uma espécie de parceria fixa entre Barusco e o executivo Julio Faerman, da empresa holandesa. Os pagamentos eram mensais, variando de 25.000 dólares a 50.000 dólares. Em um dos casos, quando já ocupava a gerência-executiva de Engenharia, recebeu 1% de propina de Faerman em um contrato entre a empresa Progress e a Transpetro.
Faerman é apontado como homem-chave para desvendar o escândalo de corrupção que envolve a Petrobras. Em uma denúncia feita por um ex-funcionário da companhia holandesa SBM Offshore, ele é citado como o lobista responsável por intermediar pagamentos de propina a funcionários da empresa.
Graça Foster – Em seu depoimento aos investigadores da Operação Lava Jato, Barusco não apontou a presidente demissionária da Petrobras Graça Foster como beneficiária direta de propina na estatal, mas afirma que parte dos contratos onde o rateio de dinheiro era feito estavam vinculados à diretoria de Gás e Energia, que já foi ocupada por Graça. Barusco indicou que Graça Foster não sabia do esquema de propina e ponderou que se ela e Ildo Sauer, ex-diretor de Gás e Energia, sabiam, “conservavam isso para si”.
O ex-gerente, porém, fez revelações que complicam diretamente outro ex-diretor da Petrobras, Jorge Zelada (Área Internacional). Segundo o delator, Zelada também recolhia propina dentro da Petrobras e “negociava propinas diretamente junto a algumas empresas em contratos menores na Área de Exploração e Produção”. Para receber dinheiro do esquema de corrupção dentro da estatal, o ex-diretor Jorge Zelada fazia uma espécie de “encontro de contas” com os demais integrantes da companhia. Em alguns casos, a propina a Zelada foi entregue diretamente em sua casa, na rua Getúlio das Neves, no Rio de Janeiro.
Quando Renato Duque deixou a Diretoria de Serviços, em 2012, ele fez uma espécie de acerto de contas com Barusco para receber parte da propina que havia sido direcionada inicialmente ao auxiliar. No acordo, Barusco destinou valores de futuras propinas para o ex-chefe – pelo acordo do Clube do Bilhão, as empresas precisavam confirmar o pagamento de dinheiro na trama criminosa. Apenas a Camargo Corrêa, por exemplo, devia 58 milhões de reais em propina na época.
Depoimentos – No fim de novembro, Barusco prestou diversos depoimentos reservados ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal após acordo de delação premiada. Nas palavras de um dos investigadores, foram "demolidores" no detalhamento da atuação de Renato Duque.
As revelações de Barusco foram a principal motivação da nova fase da Operação Lava Jato, na qual Vaccari e outros dez operadores da Diretoria de Serviços foram alvos. Com o cumprimento dos mandados, as informações não tinham mais necessidade de sigilo, na avaliação da Justiça, e os depoimentos foram disponibilizados em um dos processos contra executivos de empreiteiras. 05/02/2015DO R.DEMOCRATICA

Operação Lava Jato: Polícia Federal leva tesoureiro do PT para depor


João Vaccari Neto foi alvo de mandado de condução coercitiva.
Ele foi citado em depoimentos como participantes de esquema de corrupção.
Camila Bomfimda - TV Globo

João Vaccari Neto e Lula
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi alvo de um mandado de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar depoimento e depois é liberada) na manhã desta quinta-feira (5). O mandado para ouvir Vaccari é um dos que foram cumpridos como parte da nona etapa da Operação Lava Jato, deflagrada nesta manhã pela Polícia Federal. A PF também realizou busca e apreensão na casa do petista, em São Paulo.
A nona etapa da Lava Jato foi batizada de "My Way", numa referência ao modo como o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, chamava o ex-diretor da estatal Renato Duque. Ambos são investigados por suspeita de participação em esquema de corrupção na estatal.
Vaccari Neto foi citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef, delatores do esquema, como o operador de propina cobrada pelo PT nos contratos da estatal com outras empresas.
Ao todo, são 62 mandados na nona fase da operação: um de prisão preventiva, três de prisões temporárias, 18 de conduções coercitivas e 40 de busca e apreensão nos estados de SP, RJ, BA e SC.
Vaccari tem negado qualquer envolvimento com o esquema do doleiro Alberto Youssef e com as irregularidades na Petrobras. O G1 tenta contato com a defesa do doleiro nesta quinta-feira para obter uma resposta sobre a condução coercitiva, mas até a última atualização desta reportagem ainda não conseguiu conversar com os advogados de Vaccari.
Denúncia
Em dezembro, o Hora 1 da Notícia revelou com exclusividade documentos que citam a cunhada de Vaccari Neto como suposta destinatária de dinheiro do esquema de corrupção na estatal. O material faz parte das investigações da Operação Lava Jato.
O Hora 1 teve acesso a documentos que mostram uma negociação entre o doleiro Alberto Youssef e um funcionário da empresa OAS, em que o endereço da cunhada de Vaccari aparece como destino de uma entrega.
Um organograma feito pela Polícia Federal explica a suposta movimentação do dinheiro de Youssef para a empreiteira OAS. Segundo a PF, o funcionário da empresa José Ricardo Breghirolli, preso na operação, orienta Youssef a levar os valores para um endereço específico, o da cunhada de Vaccari, Marice Correa de Lima. O relatório dá detalhes da negociação.
Segundo os investigadores, o documento mostra entregas de dinheiro feitas por Youssef em várias cidades do país. - DO WELBI

Diretores da Petrobras se rebelaram contra acordo entre Graça e Dilma e anteciparam demissão

Eles ficaram irritados com o vazamento da informação de que o comando da estatal seria trocado
por Ramona Ordonez e Martha Beck
O Globo
Presidente da Petrobras, Graça Foster, deixa reunião do Palácio do Planalto - André Coelho / O Globo
RIO e BRASÍLIA — Fracassou a tentativa da presidente Dilma Rousseff de manter a presidente da Petrobras, Graça Foster, no cargo até o fim do mês. Numa reunião tensa com Graça na noite de terça-feira, cinco diretores da estatal se rebelaram e avisaram que estavam renunciando imediatamente aos cargos, contrariando o acordo que ela fizera horas antes com a presidente. Sem o apoio da equipe, Graça telefonou para Dilma por volta das 22 horas de terça-feira para comunicar que todos estavam de saída. Segundo interlocutores, Dilma ficou surpresa ao saber da renúncia coletiva.
Para piorar o quadro, na manhã desta quarta-feira a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Bolsa de Valores de São Paulo apresentaram à direção da Petrobras um pedido formal de esclarecimento sobre a permanência ou não de Graça à frente da empresa, devido ao efeito dos rumores da demissão no mercado. Graça então mandou que a Petrobras divulgasse uma nota de quatro linhas com o aviso de renúncia. Agora Dilma corre contra o tempo para escolher e anunciar a nova diretoria. A nota enviada à CVM diz apenas: “A Petrobras informa que seu Conselho de Administração se reunirá na próxima sexta-feira (amanhã), para eleger nova diretoria face à renúncia da presidente e de cinco diretores.”
Os diretores que não aceitaram o acordo que Graça tinha fechado com a presidente e tomaram a decisão de antecipar a entrega de seus cargos foram: José Formigli (Exploração e Produção), Almir Barbassa (Finanças), Alcides Santoro (Gás e Energia), José Figueiredo (Engenharia) e José Cosenza (Abastecimento). Permanecerão nos cargos o diretor Corporativo, José Eduardo Dutra, que está afastado por licença médica, e o recém-empossado diretor de Governança, João Elek.
— A diretoria se rebelou e não aceitou o acordo que Graça tinha fechado com Dilma (de esperar um pouco mais) — informou uma fonte do governo.
Ações da estatal sobem
Desgastada pelo esquema de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato há quase um ano, Graça já tinha pedido a Dilma para deixar o cargo várias vezes, mas vinha tendo o pedido de demissão recusado sistematicamente. O Palácio do Planalto queria que ela e os diretores ficassem nos cargos até a divulgação do balanço da empresa de 2014. Na terça-feira, em reunião com Dilma durante a tarde, a executiva voltou a pedir para sair e ouviu um apelo para esperar. Assim, haveria tempo para encontrar um substituto.
No entanto, o vazamento da informação das demissões, que levou as ações da Petrobras subirem 15% ao longo da terça-feira, irritou a cúpula da empresa. Eles afirmaram que não tinha mais sentido permanecerem nos cargos, principalmente com as pressões que a companhia estava sofrendo. E não quiseram mais esperar para tornar a saída oficial. Ontem, as ações da Petrobras chegaram a subir 7% logo após a nota da Petrobras, mas depois ficaram instáveis e o dia terminou com alta de apenas 1,12%.
Dilma não gostou de a Petrobras ter divulgado que 31 ativos da companhia estavam superavaliados em R$ 88,6 bilhões como reflexo da corrupção e ineficiência de projetos, o que acabou gerando mais desgaste com a diretoria da companhia. Durante o encontro com Dilma na terça-feira, Graça contou que os diretores estavam muito insatisfeitos com a situação e que queriam deixar os cargos. Depois de ouvir apelo de Dilma, que disse à dirigente da estatal que não poderia deixar a maior empresa do país “acéfala” e que antes precisaria encontrar um bom substituto que desse credibilidade à empresa num momento tão ruim, Graça aceitou esperar. Mas, ao chegar no Rio, recebeu um não como resposta. Um dos diretores chegou a dizer que a renúncia ocorreria mesmo que Graça decidisse permanecer na presidência.
— Graça chegou ao Planalto querendo ir embora e avisando que a situação entre os diretores da Petrobras era a mesma, ninguém mais queria ficar. Dilma não aceitou. O que aconteceu entre a reunião das duas e a volta de Graça para o Rio foi que os diretores não concordaram com o acordo feito. Somou-se a isso o documento da CVM, ele foi decisivo para a renúncia ser formalizada na manhã de ontem — disse um ministro ao GLOBO.
Com a saída de Graça da Petrobras, Dilma perde seu escudo na defesa das ações do governo junto à estatal. Qualquer executivo que assuma o cargo nesta semana fará questão de deixar claro que não responderá pelo passado, mas apenas pelo futuro da Petrobras. A avaliação de auxiliares da presidente da República é a de que, a partir da semana que vem, assuntos respondidos pela estatal atualmente, ligados à Operação Lava-Jato, acabarão caindo no colo do Planalto.
Na reunião do Conselho de Administração, que será realizada amanhã na sede da Petrobras em São Paulo, os integrantes do grupo também levarão sugestões de nomes para compor a nova diretoria da companhia. Inicialmente, o encontro de amanhã previa apenas a apresentação do novo diretor de Governança, João Elek, e uma discussão com os integrantes da comissão especial criada pela estatal para interlocução com os escritórios de advocacia contratados para apurar os casos de corrupção.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Crise institucional pode derrubar governo Dilma muito antes de eventual processo de impeachmen


dilma_rousseff_485Efeito dominó – Muito tem se falado nos últimos dias que o governo da presidente reeleita Dilma Rousseff está prestes a cair, mas por enquanto isso não deve acontecer, principalmente pela ausência de um fato determinado que respalde eventual pedido de impeachment. Juristas já consideram a possibilidade de impedimento da presidente no rastro do Petrolão, o maior escândalo de corrupção da história, mas ainda é cedo para cravar apostas. Foras isso, um processo dessa natureza demandaria tempo e turbinaria a crise econômica, que não é pequena.
O UCHO.INFO não está a firmar que o governo do PT tem respaldo institucional para seguir adiante, mas é preciso responsabilidade, pois do contrário os petistas ressuscitarão a cantilena da direita golpista. O que não interessa ao País e Às próximas gerações.
Sabem os leitores que este site faz jornalismo investigativo e opinativo com responsabilidade, portanto afirmamos que o governo de Dilma Rousseff cairá pro ele próprio não por causa de qualquer ação externa. A baixíssima credibilidade do governo vem colocando a petista reeleita em situação vexatória, o que compromete a imagem do Brasil como um todo, interna e externamente.
O maior exemplo da crise institucional que chacoalha o Palácio do Planalto está na relação do governo com o Congresso Nacional, mais precisamente com a Câmara dos Deputados. Por ordem expressa de Dilma, os palacianos jogaram sujo e pesado contra a candidatura do novo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conhecido por ser um desafeto do governo e que já deixou claro que não se submeterá às ordens da chefe do Executivo federal.
Vencida a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, Cunha reuniu-se com o vice-presidente Michel Temer, a quem disse que seu desejo não é comprometer a governabilidade, mas colaborar. Muitos entenderam a declaração de Eduardo Cunha como um recuo em sua postura combativa, mas o recado seguinte deu o tom dos próximos dois anos na Câmara.
Durante a campanha, Cunha disse que não reconheceria em Henrique Fontana a liderança do governo do PT, o que levou a presidente Dilma a escolher um novo representante, decisão que confirmou a fragilidade da gestão petista. A presidente convidou o deputado federal José Nobre Guimarães (PT-CE) para substituir Fontana. Guimarães é irmão do mensaleiro condenado José Genoino e esteve envolvido no escândalo que ficou nacionalmente conhecido como “Dólares na Cueca”. Não se trata de colocar em xeque a idoneidade de José Nobre, mas em momento de crise é preciso que prevaleça a teoria da mulher de César, que não basta apenas ser honesta, mas parecer como tal.
Avançando na questão das relações do governo com a Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha já deixou claro que não discutirá matérias do interesse do Palácio do Planalto com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Relações Institucionais). Cunha já sinalizou que só conversará sobre esses temas com a própria presidente da República. Ou seja, a pífia equipe ministerial de Dilma começa a apresentar fadiga material.
Para piorar ainda mais a situação do governo, o PT ficou sem representante na Mesa Diretora da Câmara, pois apostou todas as fichas na candidatura de Arlindo Chinaglia, protagonista de uma vergonhosa derrota que deixou os palacianos de cabelo em pé. O cenário torna-se ainda mais preocupante para o governo quando considerado o fato de que Dilma, ao escolher os novos ministros, alijou o PT e engessou o PMDB. Tanto é assim, que o PMDB já dá o troco, ao passo que alguns “companheiros” não pensam duas vezes antes de criticar o governo de Dilma Rousseff. É o caso da senadora Marta Suplicy e do ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, que já foi líder do governo na Câmara. Ambos não têm poupado o governo de críticas ácidas e recorrentes.
Reforçando a crise que se instalou na sede do governo, Dilma Rousseff enrola-se cada vez mais nos desdobramentos da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, que desbaratou o bilionário esquema de corrupção que funcionava na Petrobras. A demissão atrasa de Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, e de toda a diretoria da estatal colocou Dilma em situação de extrema dificuldade. Sem contar que a Lava-Jato já subiu a rampa do Palácio do Planalto, colocando a presidente da República e seu antecessor, o lobista Lula, na alça de mira. DO UCHO.INFO

O QUE MAIS É PRECISO PARA ABRIR O PROCESSO DE CANCELAMENTO DO REGISTO DO PT E O IMPEACHMENT DE DILMA ROUSSEFF?

Facsímile do site de O Globo. Clique sobre a imagem para vê-la ampliada.
Creio que O Antagonista, o jornal via internet editado e escrito por Diogo Mainardi e Mario Sabino, diz tudo o que teria de ser dito pelos jornalões e grandes redes de televisão. Por isso transcrevo na íntegra após este prólogo a nota de O Antagonista, que recomendo a leitura diária. Tanto Mainardi quanto Sabino são egressos da grande imprensa nacional. O primeiro articulista de Veja, o segundo chefe de redação da revista. Sempre foram dois estranhos no ninho das redações da grande mídia. Justa exceção à revista Veja que por isso mesmo os empregava. Ambos decidiram tocar outros projetos, incluindo O Antagonista que deve ser leitura obrigatória diária para conferir tudo aquilo que a grande imprensa costuma escamotear.
Seja como for, o fato é que o tamanho do escândalo do petrolão, pelas suas dimensões e agora desnudado pela operação Lava-Jato, obriga os veículos da grande mídia, dentre eles a Rede Globo, a veicular essas informações, ainda que de alguma forma tentem dourar a pílula para salvar o PT. Entretanto, como se vê pelos depoimentos dos envolvidos, já não é mais possível manter no ar essa peteca doida. 
O texto de O Antagonista está perfeito e por isso transcrevo. É também o inspirador para o título deste post. No mais, aqui está para quem desejar conferir o link para a matéria no site de O Globo. 
Eu fico com a nota de O Antagonista. Leiam:
É assombroso o depoimento dado à Justiça por Augusto Mendonça, executivo da Toyo Setal, cujo um dos videos foi obtido pelo Jornal Nacional: ele afirma -- atenção -- que Renato Duque, então diretor da Petrobras, solicitou que propinas a serem pagas pela Toyo Setal deveriam ser depositadas diretamente no caixa de campanha do Partido dos Trabalhadores, como "doação oficial". O que foi feito diligentemente, segundo Augusto Mendonça. No total, foram depositados aproximadamente 4 milhões de reais, entre 2008 e 2011.
O conteúdo do depoimento já era conhecido, mas uma coisa é ler, outra é ver e ouvir. Além disso, ele já havia dito que foram feitos pagamentos de propina a Renato Duque em contas no exterior e dinheiro em espécie.
O que é mais preciso para abrir o processo de cancelamento do registro do PT e o impeachment de Dilma Rousseff? Ah, sim, é preciso um país decente.
Nota: em compensação, o Jornal Nacional reproduziu, sem questionamento, a versão teatral de que Graça Foster pediu demissão -- pela terceira vez -- por "motivos emocionais". A verdade é que Dilma Rousseff a segurou enquanto pôde, também porque Graça Foster queria ficar a todo custo, para não sair como bode expiatório. Boa parte da reunião entre ambas, com a presença de Aloizio "Freddie Mercury" Mercadante, deve ter sido dedicada a como evitar que a atual ex-presidente da Petrobras fale demais -- e como blindá-la das investigações que seguem a toda velocidade na Justiça Federal do Paraná.Do site O Antagonista
DO ALUIZIOAMORIM

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Onde estão as entidades que sempre se levantaram contra barbaridades de governos anteriores? Onde estão a OAB, a ABI, a CNBB?

(Foto: Arquivo Nacional)
Em 1968, estudantes se uniram contra a repressão; onde estão eles agora? O articulista não comentou este aspecto, mas eu comento: a UNE é um quintal do governo lulopetista, e os picaretas que a comandam não representam nada nem ninguém. Mandam na entidade sem eleição direta, à forma stalinista (Foto: Arquivo Nacional)
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR
Antigamente, a rapina ao patrimônio público era ação de indivíduos, solitária ou em pequenas quadrilhas. Hoje, é sistêmica e se dá na casa dos bilhões
Artigo de Ruy Fabiano publicado no jornal O Globo
ruy_fabiano_1A ruína do projeto político do PT – e o governo Dilma é sua mais eloquente síntese e tradução – dá-se em meio ao silêncio de entidades da sociedade civil, que, ao longo da história contemporânea, tiveram amplo protagonismo na cena pública.
Onde estão a OAB, a ABI, a UNE e a CNBB, entre outras siglas que se associaram à história da reação popular aos maus governantes? – eis a pergunta que não quer calar.
No momento em que a corrupção sistematizada, comandada de dentro do Estado, apresenta sua conta — Mensalão, quebra da Petrobras, violação da Lei de Responsabilidade Fiscal, falência da economia —, é no mínimo ensurdecedor o silêncio de quem sempre soube falar tão alto em momentos de crise e de má governança.
O final do governo militar deveu-se a uma conjunção de fatores, que se resumem na falência de seu modelo econômico e na falta de representatividade de seu modelo político.
Foram essas entidades que romperam a mordaça da repressão, articularam a sociedade e levaram às ruas o “basta” da população. Exerceram, naquela oportunidade, uma vigilância cívica decisiva para que o país se reencontrasse com a democracia.
Mas essa vigilância, que prosseguiu nos primeiros governos civis – os de Sarney, Collor, Itamar e FHC -, começou a minguar até desaparecer por completo desde a posse de Lula, festejada por elas como se o país, enfim, tivesse chegado ao Paraíso.
O que se constata é que, a exemplo do que aconteceu com o próprio Estado brasileiro, essas entidades foram mutiladas na sua essência. Transformaram-se em células partidárias, corresponsáveis pelo projeto político em curso, de índole revolucionária.
A lógica revolucionária, como se sabe, é a da ruptura, que começa por dividir a sociedade e a colocá-la em conflito. Promove o caos e depois acena com a ordem totalitária para consertar o que ela mesmo quebrou. O país está em meio a esse processo.
O projeto do PT postula uma “sociedade hegemônica”, que é o avesso de uma sociedade democrática, em que o poder se alterna entre os diversos partidos que se organizam para exercê-lo. Numa sociedade de pensamento único, não cabe a liberdade de imprensa, o que explica a obsessão petista por controlar a mídia.
Esse projeto de poder, gestado no Foro de São Paulo – entidade criada por Lula e Fidel Castro em 1990, para reunir as esquerdas do continente em torno de um projeto único de poder, a Grande Pátria -, já está em estágio mais avançado em países vizinhos, menos complexos que o Brasil.
Temos então a oportunidade de contemplar etapas pelas quais ainda não passamos, mas que, mantidas as ações em curso, fatalmente passaremos. E isso explica as dimensões estratosféricas da rapina petista ao Estado brasileiro.
Não foi o PT que inventou a corrupção, mas nada nem ninguém a elevou ao patamar em que se encontra. E o que temos corresponde apenas a um início de devassa numa única estatal. Como disse Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, o que lá se fez também se fez nas demais estatais, ainda não investigadas.
Antigamente, a rapina ao patrimônio público era ação de indivíduos, solitária ou em pequenas quadrilhas. Hoje, é sistêmica e se dá na casa dos bilhões. Para onde foi esse dinheiro, que se tem por irrecuperável? Se só um gerente, Pedro Barusco, braço direito do Renato Duque, operador do PT na estatal (e que está solto), se dispôs a devolver 100 milhões de dólares, quanto está em jogo?
*Ruy Fabiano é jornalista
(PARA CONTINUAR LENDO, CLIQUEM AQUI)
DO RICARDOSETTI

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Aleluia tenta barrar propaganda enganosa da Petrobras


A tentativa da Petrobras de passar a imagem de uma empresa bem administrada em propaganda de televisão, tentando desviar a atenção do público para a pior crise da história da estatal, arrolada em bilionário esquema de corrupção, não passou despercebida pelo deputado federal José Carlos Aleluia (Democratas). Por meio de representação ao Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Comissão de Valores Mobiliários, ele tenta vetar a veiculação da propaganda enganosa que, desde a semana passada, está na mídia.
"Como uma empresa cheia de problemas de caixa e de gestão e com graves denúncias de corrupção faz uma publicidade como se tudo estivesse bem?", questiona o deputado democrata. Para Aleluia, a iniciativa é um ato criminoso feito com dinheiro público num momento completamente inoportuno e que só desinforma a opinião pública. "O desafio da Petrobras é explicar o petrolão e dar os nomes daqueles que se beneficiaram dos bilhões de reais desviados". A peça televisiva de um minuto diz: "Hoje, os desafios são outros. Por isso, estamos aprimorando a governança e a conformidade na gestão".
(Com informações da Assessoria de Imprensa) -DO DEMAIS

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Deus nos ajude


J.R. Guzzo
PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA
Ele continua entre nós, esse incomparável Velho do Restelo, mais vivo do que nunca 500 anos depois de criado pelo gênio de Camões, e sempre em forma para desafiar os poderosos de qualquer lugar e de qualquer época. Hoje, em vez de surgir no melhor da festa em volta da Torre de Belém para rogar sua praga sobre o Gama, na partida das caravelas que saíam da Lisboa de 1497 na esperança de descobrir o Caminho das Índias, nosso duríssimo Velho poderia estar diante da rampa do Palácio do Planalto.
Ali, dia sim, dia não, ou provavelmente todos os dias, teria excelentes oportunidades para dirigir à presidente Dilma Rousseff as palavras que dirigiu a Vasco da Gama e a El-Rei de Portugal. Ambos já tinham provocado muita pena e muito dano, pela “glória de mandar” e “vã cobiça”; o que mais queriam fazer de ruim? É o que os brasileiros têm o direito de perguntar à presidente neste começo de seu segundo mandato: depois de tudo o que fez no primeiro, que castigos ainda vai nos aplicar durante os próximos quatro anos?

É bom não contar com grande coisa. Em menos de um mês deste segundo governo, Dilma já escolheu aquele que pode ser o pior ministério brasileiro de todos os tempos. Começou a executar uma venenosa derrama que vai punir sobretudo quem vive com mais dificuldade. No momento em que o Brasil mais precisa de harmonia com o mundo desenvolvido, para aliviar as misérias criadas por quatro anos seguidos de decisões econômicas erradas, a presidente resolve ir à Bolívia; foi prestar homenagem ao chefe cocalero que inunda o Brasil com drogas pesadas, tomou propriedades da Petrobras sem pagar um centavo de indenização e transformou seu país num paraíso para a receptação de carros roubados aqui. Junto com tudo isso, como se comprovou na semana passada com a queda de energia elétrica em pelo menos dez estados, o governo deixa claro o que vem escondendo há anos: a população brasileira está sob ameaça real de um colapso na oferta de eletricidade. O resumo da obra é ruim. Se em poucos dias de seu novo mandato Dilma conseguiu aprontar tudo isso, que desastres vão cair até 2018 sobre esta terra e esta gente?
A crise do setor elétrico é uma tomografia perfeita da doença mais perigosa, talvez, das muitas que mantêm há doze anos na UTI a administração pública deste país – a pura e simples incapacidade dos governos do PT, e especialmente de Dilma Rousseff, de resolver problemas concretos. Na questão da energia, para ficar apenas no fracasso mais recente entre tantos outros – que tal a última prova do Enem, em que 500 000 estudantes da “Pátria Educadora” tiraram nota zero em redação? -, há todas as evidências possíveis de incompetência maciça, permanente e agressiva. Nos quatro primeiros anos de Dilma, houve 240 apagões de todos os tipos. O que mais seria preciso para o governo descobrir que existe um problema de energia elétrica no Brasil? Mas, como insistiu a presidente o tempo inteiro, só um ignorante poderia pensar em algo parecido. Toda a sua angústia é com o uso da palavra “apagão”. Quer que se diga “interrupção” no abastecimento; acha que assim o problema irá embora.
A arrogância, a irresponsabilidade e o egoísmo do poder público na gestão da energia elétrica, um exagero até para o “padrão Dilma” de governo, ficam claros quando se sabe que no primeiro semestre do ano passado técnicos do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) pediram que o governo organizasse um racionamento, pela óbvia falta de oferta. Impossível, respondeu Brasília; estamos em ano eleitoral. Logo depois da eleição, com Dilma instalada no poder para mais um mandato, o pedido foi feito de novo; a resposta foi um outro não. Os profissionais do ONS se espantam, agora, quando o ministro de Minas e Energia jura que não faltará luz elétrica em 2015. “Como o ministro pode dizer isso?”, pergunta um deles. “Ele sabe que os reservatórios estão secos e que nunca se consumiu tanto quanto agora, por causa do calor.” Nenhum discurso vai mudar o fato de que a crise está aí: o sistema simplesmente não fornece a energia no momento ou nos locais em que é solicitada, e a culpa por isso é de um governo que teve doze anos inteiros para fazer alguma coisa a respeito, mas não fez nada.
O ministro agora nos convida a contar “com Deus” para resolver a parada; nem ele acredita mais em Dilma. É muita pretensão. Deus dificilmente terá tempo, ou interesse, para resolver problemas que não criou.
31/01/2015 - DO R.DEMOCRATICA

sábado, 31 de janeiro de 2015

E o lulopetismo desestabilizou a Petrobras


 EDITORIAL O GLOBO
A maior crise na história da empresa é causada por um partido de esquerda e não pelos “neoliberais” tucanos, nem os ‘entreguistas’ de todos os matizes
Num enredo de realismo fantástico aplicado à política, o lulopetismo, corrente hegemônica do PT, partido de esquerda, é que se tornou o maior algoz da Petrobras, nas seis décadas de história da estatal, ícone da própria esquerda. Não foram o “neoliberalismo” da social-democracia tucana nem os “entreguistas” de todos os matizes o carrasco da companhia, como petistas sempre denunciaram. Bastaram 12 anos de administração comandada pelo PT para a maior empresa brasileira, situada também com destaque em rankings internacionais, chegar ao ponto de não ter acesso ao mercado global de crédito, devido ao alto risco que representa.
A maior crise da história da Petrobras tem começo, meio e ainda não se sabe o fim. É certo que ela será uma empresa menor, depois da baixa patrimonial que terá de fazer para refletir os efeitos dramáticos produzidos em seus ativos pelo lulopetismo: desde a rapina patrocinada por esquemas político-partidários — do PT, PP, PMDB, por enquanto — a decisões de investimento voluntaristas, sem cuidados técnicos, e também inspiradas por preferências políticas e ideológicas.
No mais recente fiasco da diretoria e Conselho de Administração — a divulgação do balancete do terceiro trimestre do ano passado sem auditoria e registro contábil da roubalheira do petrolão —, foi revelado que, da análise de 31 ativos da companhia, resultou a estimativa de que eles estariam superavaliados em astronômicos R$ 88,6 bilhões.
Não apenas pelos desvios do petrolão, mas por mau planejamento e mudanças de parâmeros como dólar e preço do petróleo. Sobre a corrupção em si, o Ministério Público do Paraná informa que a Operação Lava-Jato, a que está desbaratando a quadrilha da estatal, permitiu a denúncia contra responsáveis por desvios de R$ 2,1 bilhões, dos quais R$ 450 milhões foram recuperados e R$ 200 milhões, bloqueados na forma de bens de réus. Para comparar: no mensalão foram R$ 140 milhões.
O começo da hecatombe foi a entrega da estatal ao lulopetismo sindical, de que José Sérgio Gabrielli é símbolo. Ex-presidente da estatal, ele foi denunciado devido a evidências de superfaturamento em obras do centro de pesquisa da estatal.
Diretores passaram a ser apadrinhados por políticos/partidos, e assim abriram-se as portas do inferno. O próprio Lula fez uso político da estatal, ao impor a construção de refinarias inviáveis no Maranhão e no Ceará, para contentar os Sarney e os Gomes (Cid e Ciro). Elas acabam de sair dos planos da estatal, mas, só em projetos, desperdiçaram R$ 2,7 bilhões. A Abreu e Lima, por sua vez, um ícone do superfaturamento, surgiu de conversas entre Lula e o caudilho Hugo Chávez — sem que a Venezuela investisse na refinaria.
Na quinta, a agência Moddy’s rebaixou todas as notas de risco da estatal, colocando-a no limiar da perda do “grau de investimento”. Abaixo desse nível, os títulos da empresa entram na faixa do “junk”, “lixo”. Com méritos.
31/01/2015-DO R.DEMOCRATICA

Empreiteiras querem Lula e Dilma no banco dos réus

Elas fazem o certo, aliás: os grandes  beneficiários da roubalheira na Petrobras foram Lula e Dilma, dizem os empresários. Eles estão "no topo da cadeia de comando". Matéria de capa da revista Veja desta semana:
Há quinze dias, os quatro executivos da construtora OAS, presos durante a Operação Lava-Jato, tiveram uma conversa capital na carceragem da polícia em Curitiba. Sentados frente a frente, numa sala destinada a reuniões reservadas com advogados, o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e os executivos Mateus Coutinho, Agenor Medeiros e José Ricardo Breghirolli discutiam o futuro com raro desapego. Os pedidos de liberdade rejeitados pela Justiça, as fracassadas tentativas de desqualificar as investigações, o Natal, o réveillon e a perspectiva real de passar o resto da vida no cárcere levaram-nos a um diagnóstico fatalista. Réus por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, era chegada a hora de jogar a última cartada, e, segundo eles, isso significa trazer para a cena do crime, com nomes e sobrenomes, o topo da cadeia de comando do petrolão. Com 66 anos de idade, Agenor Medeiros, diretor internacional da empresa, era o mais exaltado: “Se tiver de morrer aqui dentro, não morro sozinho”.
A estratégia dos executivos da OAS, discutida também pelas demais empresas envolvidas no escândalo da Petrobras, é considerada a última tentativa de salvação. E por uma razão elementar: as empreiteiras podem identificar e apresentar provas contra os verdadeiros comandantes do esquema, os grandes beneficiados, os mentores da engrenagem que funcionava com o objetivo de desviar dinheiro da Petrobras para os bolsos de políticos aliados do governo e campanhas eleitorais dos candidatos ligados ao governo. É um poderoso trunfo que, em um eventual acordo de delação com a Justiça, pode poupar muitos anos de cadeia aos envolvidos. “Vocês acham que eu ia atrás desses caras (os políticos) para oferecer grana a eles?”, disparou, ressentido, o presidente da OAS, Léo Pinheiro. Amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos tempos de bonança, ele descobriu na cadeia que as amizades nascidas do poder valem pouco atrás das grades.
Na conversa com os colegas presos e os advogados da empreiteira, ele reclamou, em particular, da indiferença de Lula, de quem esperava um esforço maior para neutralizar os riscos da condenação e salvar os contratos de sua empresa. Léo Pinheiro reclama que Lula lhe virou as costas. E foi dessa mágoa que surgiu a primeira decisão concreta do grupo: se houver acordo com a Justiça, o delator será Ricardo Breghirolli, encarregado de fazer os pagamentos de propina a partidos e políticos corruptos. As empreiteiras sabem que novas delações só serão admitidas se revelarem fatos novos ou o envolvimento de personagens importantes que ainda se mantêm longe das investigações. Por isso, o alvo é o topo da cadeia de comando, em que, segundo afirmam reservadamente e insinuam abertamente, se encontram o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff. (Veja.com).
DO ORLANDOTAMBOSI

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A ESCASSEZ BATERÁ ÀS PORTAS DO BRASIL SOB O PT ASSESSORADO POR TRABUCO E LEVY. NA VENEZUELA OS CIDADÃOS EMPOBRECEM E JÁ PASSAM BOA PARTE DOS DIAS EM BUSCA DE ALIMENTOS.



O receituário econômico do Foro de São Paulo já foi adotado pela Venezuela chavista. É o país onde o sistema de dominação comunista está mais avançado no continente sul americano. A escassez de alimentos, medicamentos e todos os gêneros de primeira necessidade já é uma realide. Essa escassez também já começa a se fazer sentir no âmbito dos bens duráveis, incluindo peças de reposição em automóveis e demais veículos.
A tendência da Venezuela é se transformar numa nova Cuba. Entretanto, cenas como as deste vídeo são escamoteadas do grande público por meio da edição seletiva e filtrada nas redações da grande mídia, sobretudo nas redes de televisão, a mostrar que o "controle da mídia" proposto por Lula e seus sequazes já está em funcionamento. O curioso é que a censura à imprensa no Brasil se dá por obra e graça dos próprios jornalistas, já que em sua maioria os jornalistas brasileiros apoiam o Foro de São Paulo e os partidos sob o controle dessa organização transnacional comunista,  como o PT, o PSUV na Venezuela, o peronismo de Kirchner na Argentina, por exemplo. No Chile e no Uruguay já há projeto de lei de controle a mídia para ser votado pelos respectivos parlamentos controlados pelo Foro de São Paulo.
Na Bolívia e no Equador a censura à imprensa já está em vigência há um bom tempo. Na Venezuela, restam poucos veículos de mídia imprensa resistindo. As redes de rádio e televisão já são controladas totalmente pels andróides comunistas controlados pela ditadura cubana, cujo títere obediente é o tiranete Nicolás Maduro.
Estou esperando para ver a dupla Trabuco e Levy, os homens do Bradesco a serviço do Foro de São Paulo, fazerem andar a máquina assassina comunista no Brasil. O objetivo é destruir a classe média verdadeira, ou seja, aqueles mais de 51 milhões de brasileiros que votaram na oposição na última eleição presidencial.
Destruindo a classes média, acreditam Trabuco e Levy, o Bradesco atinge o nirvana das finanças, quando então, na antessala da diretoria do portentoso Bradesco, haverá duas estátuas: uma de Lula e outra da Dilma, em tamanho natural.
E eu que pensava que nesta altura da vida não iria mais me surpreender...
DO ALUIZIOAMORIM

Agência de risco Moody’s rebaixa todos os ratings da Petrobras


RIO - A agência de classificação de risco Moody's rebaixou todos os ratings da Petrobras na noite de quinta-feira, citando preocupações com investigações sobre corrupção na estatal e possível pressão sobre a liquidez da companhia em função de atraso na divulgação de resultados financeiros auditados.
A ação cortou a nota da dívida sênior não securitizada da petroleira para Baa3 ante Baa2. Segundo a Moody's, os ratings permanecem em revisão para rebaixamento adicional. Com essa nota, a estatal está a um degrau de perder o chamado grau de investimento, espécie de chancela dada pelas agências, indicando que uma empresa cumpre seus compromissos com credores.
“Ações de rating adicionais vão considerar os desdobramentos da investigação sobre corrupção em curso e a passagem de tempo sem um claro progresso em direção a uma produção normal de comunicados financeiros”, disse a agência, em comunicado. DO OGLOBO