segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Petistas classificam Rosemary como “mequetrefe”, mas querem blindar a “namorada do Lula”


Por admin
Ucho.info
Pano quente – Rosemary Nóvoa de Noronha, a vilã do momento na barafunda em que se transformou o Partido dos Trabalhadores, foi guindada ao governo Lula, em 2003, pelo próprio então presidente.
O tempo passou e Rosemary galgou posições, até ser nomeada chefe de gabinete do escritório da Presidência, em São Paulo, onde mandava e desmandava à sombra da afirmação explosiva de que “era a namorada de Lula”.
Por causa dessa intimidade que cada vez mais se confirma, Rosemary de Noronha foi contemplada com um cartão de crédito corporativo, exclusivo de altos funcionários da Presidência e do governo federal, além de ter conseguido um passaporte diplomático, enquanto seus companheiros de jornada oficial se limitavam a usar um passaporte de serviço.
Todas essas benesses não foram concedidas à toa e nem porque Lula achava Rosemary simpática ou qualquer outro adjetivo que se encaixe no caso.
Além do suposto romance entre ambos, havia algo muito mais sério e escuso nessa relação que justificasse tantos salamaleques a alguém que surgiu na cena política como um objeto voador não identificado.
O mistério do passaporte diplomático e da respectiva “mala diplomática, ou “bagagem diplomática, assunto aqui levantado com antecedência e exclusividade, deve ser investigado a fundo.
Desesperados com os desdobramentos da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, petistas ilustres agora circulam pelo País afirmando que Rosemary não passava de uma assistente mequetrefe, adjetivo que foi ressuscitado à fama durante o julgamento do Mensalão do PT.
Ora, se de fato Rosemary Nóvoa de Noronha era uma assistente mequetrefe de Lula, é injustificável a preocupação crescente do PT com a blindagem da “namorada de Lula”.
De igual maneira, não justifica escalar Paulo Okamotto, o trem-pagador de Lula, para cuidar de Rosemary e chamar às presas o criminalista Márcio Thomaz Bastos para comandar a defesa da ex-segunda-dama.
Fato é que dessa vez a casa caiu de vez, mas há um punhado de petistas tentando escorar as poucas paredes que sobraram em pé.
Enquanto isso, Lula prefere vestir a fantasia do fugitivo.

Diz a sabedoria popular que “quem não deve, não teme” e “quem cala consente”.
Por enquanto Lula está consentindo com a confusão.

DO R.DEMOCRATICA

Ex-diretor da ANA pagou dívida do carro do irmão de Rose

O grupo comandado por Paulo Vieira pagou uma dívida de licenciamento de R$ 2,3 mil de um carro do irmão de Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo. Relatórios da Operação Porto Seguro mostram que um irmão do diretor afastado da Agência Nacional de Águas (ANA) fez um pagamento em dinheiro para regularizar o Chevrolet Corsa 96/97 de Edson Lara Nóvoa.
O pagamento faz parte de uma série de favores que Vieira teria prestado a Rose em troca de reuniões com autoridades e indicações para cargos no governo. Ontem, o Estado revelou que o carro de Rose pertencia ao grupo.
Rose pediu o favor em 19 janeiro de 2009. Vieira entrou em contato por e-mail com a funcionária de um serviço de despachantes, com os dados do carro de Edson.
Segundo uma mensagem interceptada pela PF, a dívida para o licenciamento referente ao ano de 2008 era de R$ 2.335,36.
DO MARIO FORTES

Rose do Lula não pedia. Mandava.

O ano é 1997. Luiz Inácio Lula da Silva ainda sonha ser presidente. Os petistas se reúnem, em seu XI Encontro Nacional, no antigo Hotel Glória, no Rio. De calças justas e um cinto largo, com detalhes em metal, Rosemary Noronha cruza o saguão aos gritos. Vai ralhar com um repórter que, inadvertidamente, recolhera de uma mesa cópias das teses que seriam debatidas pelo partido.
Rose, como é conhecida, tinha a função de secretária da presidência do PT, na época exercida por José Dirceu, recém-condenado a dez anos e dez meses de prisão no escândalo do mensalão. Foi para Dirceu que ela ligou, na manhã do último dia 23, para pedir ajuda, quando a Polícia Federal amanheceu em sua casa para fazer uma busca ao deflagrar a Operação Porto Seguro.
Dirceu ficou furioso, contaram seus interlocutores. Rose ligou, também, para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para reclamar que os agentes da PF haviam entrado na residência e estavam recolhendo papéis, computadores e o que mais parecesse suspeito. Cardozo não atendeu. — O que ela esperava? Que nós fôssemos parar porque ela estava falando com o nosso chefe? — ironiza uma delegada da Polícia Federal.
Rose podia mesmo esperar que o ministro a ajudasse. Desde os tempos de secretária do PT, a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo coleciona desafetos porque reina, ou tenta reinar, absoluta nos bastidores do enclave petista. Tem relação muito próxima com o ex-presidente Lula. Em agosto de 1997, uma cena de gentileza explícita de Lula chamou a atenção em um ensaio da Mangueira, do qual participava a cúpula petista. Servido pelo garçom, Lula se levantou da mesa onde estava para levar uma bandeja de salgados até Rose.
Desde 2003, quando foi nomeada por Lula para trabalhar na Presidência, Rose fez 24 viagens ao exterior na comitiva presidencial. Ela tinha direito a passaporte diplomático. A volta ao mundo não impediu que quase brigasse com Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) acusado de chefiar a quadrilha de corrupção e tráfico de influência. O motivo da discussão foi simplório: ela queria fazer um cruzeiro entre Santos e Rio com a presença da dupla sertaneja Bruno e Marrone.
No gabinete da Presidência, Rose foi ganhando cada vez mais espaço. Gostava de ser chamada de “madame”, de dar ordens e de usar coisas que considerava chiques. A ex-bancária, hoje com 57 anos e duas filhas, adorava ostentar poder. Arrumava confusão com porteiros e seguranças do prédio do Banco do Brasil onde fica o escritório da Presidência.
Rose ganhou o cargo após a saída de um dos aliados de Lula, José Carlos Espinoza. Se, como secretária do PT, gritava com repórteres, como chefe de gabinete chegava até a passar pito em ministros. Em uma cena dessas, em que tentou impedir que um ministro próximo de Lula fizesse uma reunião em determinada sala, ouviu-se do ministro: — Ela acha que manda.
Se os petistas temiam Rose por sua proximidade com o poder, hoje temem falar sobre a ex-chefe de gabinete. — Ela é arrogante. Acha que manda mais do que manda. É insuportável — reclama antigo funcionário do PT, que prefere não se identificar.
Nos e-mails interceptados pela PF na operação Porto Seguro, Rose faz questão de mostrar influência a Paulo Vieira, que, segundo ela, é seu amigo há dez anos. Cita PR (presidente da República, como chama Lula mesmo depois do governo Dilma) e JD (José Dirceu). No prédio onde mora, no bairro Bela Vista, em São Paulo, os vizinhos a consideram uma pessoa discreta. Um deles diz que ela “se acha porque anda com o povo de Brasília”. Quando começou no cargo de secretária no PT, nos anos 1990, a ex-bancária era mais dócil.
Nos e-mails trocados pelos irmãos Vieira, indiciados pela PF, há muitas reclamações contra Rose. Ela é descrita como “uma máquina de gastar”. Em nota divulgada na quinta-feira, Rose afirmou que é inocente e que nunca fez nada ilegal ou irregular que favorecesse Lula ou Dirceu. A Revista Época deste sábado afirma que Rose frequentemente se apresentava como “namorada” do ex-presidente Lula para conseguir negociar assuntos de interesse privado. ( O Globo)

Rose desceu do avião presidencial do Lula, em Portugal, com quase R$ 70 milhões.

Blog do Garotinho
Na nota anterior dei a pista sobre a existência de uma conta na cidade do Porto (Portugal), na agência central do Banco Espírito Santo, onde foram depositados no 25 milhões de euros. Imediatamente comecei a receber muitas ligações de jornalistas pedindo mais informações a respeito do assunto. Recorri à minha fonte que me deu mais detalhes esclarecedores de como tudo teria ocorrido. Vocês vão cair para trás.  
Como já foi tornado público, Rosemary era portadora de passaporte diplomático, mas o que não foi revelado é que ela também era portadora autorização para transportar mala diplomática, livre de inspeção em qualquer alfândega do mundo, de acordo com a Convenção de Viena. Para quem não sabe esclareço que o termo "mala diplomática" não se refere específicamente a uma mala, pode ser um caixote ou outro volume.
Segundo a informação que recebi, Rosemary acompanhou Lula numa viagem a Portugal. Ao desembarcar foi obrigada a informar se a mala diplomática continha valores em espécie, o que é obrigatório pela legislação da Zona do Euro, mesmo que o volume não possa ser aberto.
Pasmem, Rose declarou então que havia na mala diplomática 25 milhões de euros. Ao ouvir o montante que estava na mala diplomática, por medida de segurança, as autoridades alfandegárias portuguesas resolveram sugerir que ela contratasse um carro-forte para o transporte.
A requisição do carro-forte está na declaração de desembarque da passageira Rosemary Noronha, e a quantia em dinheiro transportada em solo português registrada na alfândega da cidade do Porto, que exige uma declaração de bagagem de acordo com as leis internacionais. Está tudo nos arquivos da alfândega do Porto.
A agência central do Banco Espírito Santo na cidade do Porto já foi sondada sobre o assunto, mas a lei de sigilo bancário impede que seja dada qualquer informação. Porém a empresa que presta serviço de carros para transporte de valores também exige o pagamento por parte do depositário de um seguro de valores, devidamente identificado o beneficiário e o responsável pelo transporte do dinheiro.
Na apólice do seguro feito no Porto está escrito: "Responsável pelo transporte: Rosemary Noronha". E o beneficiário, o felizardo dono dos 25 milhões de euros, alguém imagina quem é? Será que ele não sabia? A coisa foi tão primária que até eu fico em dúvida se é possível tanta burrice.  
Esses documentos estão arquivados na alfândega do aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto. O dinheiro está protegido pelo sigilo bancário, mas os demais documentos não são bancários, logo não estão sujeitos a sigilo. A apólice para transportar o dinheiro para o Banco Espírito Santo é pública, e basta que as autoridades do Ministério Público ou da Polícia Federal solicitem às autoridades portuguesas.
Este fato gravíssimo já é do conhecimento da alta cúpula do governo federal em Brasília, inclusive do ministro da Justiça. Agora as providências só precisam ser adotadas. É uma bomba de muitos megatons, que faz o Mensalão parecer bombinha de festa junina.
DO R.DEMOCRATICA

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

STF tende a impedir posse de Genoíno como suplente e deve “demitir” três deputados condenados no Mensalão

Uma apertada maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal tende a julgar que os mensaleiros sofrerão perda de mandato automaticamente. Uma decisão contra três deputados condenados — Valdemar Costa Neto (PR), João Paulo Cunha (SP) e Pedro Henry (PP-MT) – pode gerar um confronto institucional entre STF e o Congresso.
A Câmara dos Deputados se julga a única com competência para promover o afastamento de seus bem remunerados pares. Na tese do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), a decisão do STF teria de ser ratificada pelo Legislativo, por questões de soberania e independência entre os poderes republicanos. Se tal pensamento valer, a maioria governista no Congresso fará de tudo para embromar uma decisão contra os parlamentares.
Antes de se aposentar, o ministro Cézar Peluso já tinha votado a favor da perda automática dos mandados para os condenados. O entendimento dele tende a ser seguido pelo presidente Joaquim Barbosa e pelos ministros Luiz Fux, Celso de Mello e Gilmar Mendes. Já Marco Aurélio, Carmem Lúcia e Rosa Weber são incógnitas. Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli votariam contra. E, provavelmente, o novo ministro Teori Zavaski não votará tal questão.
O STF tem dois pepinos especiais para avaliar. Se José Borba deve perder imediatamente o mandato de prefeito de Jandaia do Sul (PR), pois já está proibido de exercer cargo, função ou atividade pública ou mandato eletivo como condenado no Mensalão. Outra decisão é a que impediria José Genoíno de assumir, como deputado, a suplência de Carlinhos Almeida (PT-SP), que foi eleito prefeito de São José dos Campos.
Decisões finais sobre a Ação Penal 470, que consumiu 49 sessões do STF desde 2 de agosto, ficam para dezembro. A tão esperada prisão de condenados é uma delas. Os mensaleiros não devem passar o Natal na cadeia. Na verdade, só devem ocorrer encarceramentos depois de publicados os acórdãos e analisados os recursos dos advogados de defesa. Tudo isso é coisa lá para o segundo semestre do ano de 2013. Assim, prisões só devem acontecer no começo de 2014.
Dos 37 réus do Mensalão, 25 foram condenados. Desses, 13 cumprirão pena em regime inicialmente fechado, Outros dez, em regime semiaberto. O detento pode sair durante o dia e voltar para a cadeia apenas para dormir. Dois réus, o ex-deputado José Borba e o ex-tesoureiro informal do PTB Emerson Palmieri, terão a sorte de cumprir pena alternativa. Melhor que eles só Luiz Gushiken – que foi absolvido logo no começo – e Sílvio Pereira, que usou o expediente da delação premiada em troca de uma condenação de prestação de serviços comunitários.
Em campanha?
13 na fita
Por ironia do destino jurídico, o Supremo Tribunal Federal condenou 13 dos 25 réus do Mensalão a cumprirem pena em regime prisional fechado.
O número cabalístico 13 é o número do PT.
Mas, também, é a carta da morte no Tarô.
Se isso significa alguma coisa que se manifestem os tarólogos e cabalistas...
Primeiro round
Joaquim Barbosa sofreu ontem sua oposição de estreia na presidência do STF.
Os ministros Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli não deixaram que ele decidisse sozinho uma questão de ordem proposta pelo advogado Alberto Toron – defensor de João Paulo Cunha.
Lewandowski chegou a alfinetar Barbosa:
“Tenho convicção de que as cortes trabalham em sistema parlamentarista, e não presidencialista”.
Insurgência?
Barbosa reagiu, enfurecido:
“Vossa Excelência está se insurgindo contra a figura do presidente”.
No que Lewandowski ironizou:
“Como? Pelo contrário. Tenho o maior respeito”.
DO ALERTATOTAL

ROSEMARY, O FALSO DIPLOMA E A SORDIDEZ DA MAIORIA DA GRANDE IMPRENSA BRASILEIRA.

Rosemary de Noronha
As trocas de favores entre a ex-chefe de gabinete da Presidência da República, Rosemary Nóvoa de Noronha, a Rose, e o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Rodrigues Vieira, foram muito além das indicações de cargos. Ela costumava usar os serviços de seus afilhados políticos para resolver problemas pessoais, como o divórcio e a pensão do atual marido e o diploma de curso superior para o ex-marido, José Cláudio Noronha, de quem ela ainda herda o sobrenome.
Segundo trechos obtidos por VEJA da investigação que deflagrou a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, Rose e Vieira trocaram dezenas de e-mails em 2009 sobre o tema identificado como "diploma para o JCN" – sigla que ela usava para se referir ao ex nas mensagens. A ex-chefe de gabinete queria indicar o pai de suas duas filhas a uma vaga na Aliança do Brasil Seguros – a seguradora do Banco do Brasil, posteriormente rebatizada como BB Seguros.
Noronha, que trabalha como assessor especial na Superintendência da Infraero em São Paulo, não cursou faculdade e, por proibição regimental, não poderia assumir cargo na empresa. Ciente do obstáculo, Rose não se intimidou. Procurou Vieira para conseguir um certificado falso que permitisse ao marido abocanhar a vaga de suplente no conselho de administração da Aliança, o que já lhe garantiria uma polpuda remuneração.
"Graças a Deus saiu o que eu esperava. Preciso do diploma urgente. Para adiantar, tenho que colocar no currículo a formação. Qual é o nome?”, questionou a ex-chefe de gabinete do governo petista em e-mail enviado a Paulo em 4 de maio de 2009. Segundo o inquérito, o que Rose tanto esperava era a vaga para seu ex-marido. Ela, aparentemente, demonstrava total desconhecimento do título que Claudio receberia – afinal o que lhe interessava era apenas o papel que lhe permitiria dar prosseguimento à negociação para sacramentar a indicação. No passo seguinte, coube ao ex-diretor da ANA não apenas forjar o diploma como também obter o reconhecimento oficial do Ministério da Educação (MEC). Leia TUDO AQUI e veja os documentos
MEU COMENTÁRIO: Notem que em diversas matérias que a grande imprensa publica sobre mais esse escândalo do governo do PT relativo à Operação Porto Seguro da Polícia Federal, refere-se a "uma quadrilha infiltrada no governo".
Neste caso, eu retruco indagando: Como infiltrada?, haja vista que os envolvidos fazem parte do governo e órgãos estatais.
Esta é uma forma solerte e mentirosa de desvincular essa roubalheira e tráfico de influência do governo da Dilma, ou seja, do governo do PT.
Não é infiltração nenhuma. Está dentro do próprio poder em mãos do PT, leia-se de Lula e seus sequazes que aparelharam todas as instâncias da administração pública.
Resta apenas a cereja do bolo, que é o Poder Judiciário, ou seja, o STF! 
Dado ao fato de que a Oposição está de férias ou de licença prêmio, não será de estranhar que Lula e seus sequazes atinjam esse objetivo de domínio total do Estado, reproduzindo o ambiente institucional hoje existente em republiquetas como a Venezuela chavista, o Equador, a Bolívia, a Argentina kircherista e o Uruguai sob o comando o tumaro da maconha.
A grande imprensa brasileira atingiu um nível de sordidez inimaginável.
NÃO HÁ NENHUMA INFILTRAÇÃO! A CORRUPÇÃO ESTÁ ENTRANHADA NO CORAÇÃO DO PODER! ESTA É A VERDADE QUE TEM DE SER DITA.
DO ALUIZIO AMORIM      

Compraram o passe da Rose.

Nota à Imprensa:
"A respeito das denúncias publicadas a partir da operação Porto Seguro, da Polícia Federal, minha cliente Rosemary Noronha repudia todas as acusações que têm sido divulgadas pela imprensa e tem certeza que sua inocência será provada em juízo. Desde a última sexta-feira, Rose se colocou à disposição do delegado Ricardo Hiroshi Ishida, responsável pelo caso, para prestar todos os esclarecimentos necessários fornecendo os contatos e endereços seus e de seus advogados. 
Sobre a operação da Polícia Federal, Rosemary Noronha tem a declarar: Do dia para a noite, tive minha vida devassada e apontada como pivô de um esquema criminoso que atrai a atenção de toda a mídia. Sou, portanto, a pessoa mais interessada em provar que não tive qualquer participação em supostas fraudes em pareces técnicos ou corrupção de servidores públicos para favorecimento a empresas privadas. 
Enquanto trabalhei para o PT ou para a Presidência da República, nunca fiz nada ilegal, imoral ou irregular que tenha favorecido o ex-ministro José Dirceu ou o ex-presidente Lula em função do cargo que desempenhavam. Nunca soube também de qualquer relação pessoal ou profissional deles com os irmãos Paulo e Rubens Vieira. 
Quero dizer que todas as viagens que fiz ao exterior foram por solicitação do cerimonial da PR, em decorrência de meu cargo e função e, para isso, fiz curso no Itamaraty, não havendo, portanto, nada de irregular ou estranho neste fato. Há mais de 10 anos, tenho com o senhor Paulo Vieira uma forte relação de amizade, hoje abalada por detalhes da operação da Polícia Federal. 
Mesmo perplexa com o caso, tenho absoluta certeza de minha inocência. Não cometi tráfico de influência nem qualquer ato de corrupção, como em breve ficará provado. 
São Paulo, 29 de novembro de 2012
Luiz José Bueno de Aguiar e Rosemary Novoa de Noronha" 
DO CELEAKS

#BOMBA! PF revela que Rose ligou 5 vezes por dia para #LULA. 54 minu


Dessa vez Lula não pode dizer que não sabia de nada pois, a Corrupta que indicou para o Gabinete da Presidência, mantinha contato com ele pelo menos 5 vezes por dia. Pois é, esta mesma Rose, Rosinha, Rosemary ou Rosa para os íntimos, fez um grande estrago nos cofres públicos. Tanto na época que trabalhou para José Dirceu, como quando para Lula e por último para Dilma. Uma mulher como essa, acusada de corrupção até o pescoço e que passava o dia todo pendurada no telefone com o poderoso Chefão, não pode dizer que apenas era amiga do mesmo e que só ficava batendo papo. As 122 telefonemas que eles tiveram, ou era para tratarem assuntos sobre corrupção, ou era para planejarem a próxima lua de mel no país que visitariam juntinhos dentre os 30 por onde estiveram, ou apenas conversavam sobre a morte da bezerra. Não sei, só a PF sabe. A única coisa que sei é que perderam muito tempo e gastaram muito dinheiro público em tantas ligações. Só por isso já deveriam ter recebido justa causa pelo STF.

Vejam o babado...

E-mail mostra proximidade de Rose com Lula

Polícia Federal teria gravado também 122 telefonemas entre a ex-chefe de gabinete e Lula, de março a outubro de 2011 – uma média de cinco por dia

Rosemary Nóvoa de Noronha e Lula
Segundo PF, Rose e Lula se falavam ao telefone cerca de cinco vezes ao dia (AE e Reuters) A ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo indiciada por corrupção naOperação Porto Seguro, Rosemary Nóvoa de Noronha, afirmou, em e-mail interceptado pela Polícia Federal em março deste ano, que conversava "todos os dias" com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mensagem foi enviada por Rose a Paulo Vieira, diretor afastado da Agência Nacional de Águas (ANA), apontado por investigadores como chefe de uma quadrilha que comprava pareceres técnicos de órgãos públicos para beneficiar empresas. Paulo foi afastado da função.  "Mandei uma notícia de ultima hora sobre a alta do PR (presidente da República) e vc nao falou nada... Tenho falado com ele todos os dias, agora ele já está voltando a política e logo vou resolver se fico no Gabinete" (sic), escreveu Rose a Paulo Vieira. A sigla PR é usada no Palácio do Planalto para identificar presidentes. O e-mail foi enviado em 29 de março, um dia depois que a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês confirmou a remissão total de um tumor na laringe do ex-presidente. Na ocasião, Luladivulgou um vídeo em que dizia "voltar à vida política". Telefonemas – A operação da Polícia Federal também teria gravado 122 telefonemas entre o ex-presidente e Rose entre março de 2011 e outubro deste ano, segundo reportagem publicada pelo jornal Metro. A média seria de cinco ligações por dia.  A oposição cobrou explicações de Lula sobre a nomeação de Rose, e sobre os contatos entre ela e o ex-presidente. "Qual o motivo desses contatos, uma vez que ele não estava mais na Presidência?", indagou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). A assessoria do Instituto Lula, que representa o ex-presidente, não se manifestou sobre o caso. Os partidos também querem ouvir explicações dos diretores de agências nomeados por Rose. Os parlamentares ainda pedirão esclarecimentos ao advogado-geral da União, Luís Adams, sobre o envolvimento de seu subordinado José Weber Holanda, advogado-geral adjunto, no esquema. (Com Estadão Conteúdo)http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/e-mail-mostra-proximidade-de-rose-com-lula
DO #PROTESTABRASIL

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ah, meu Deus! Mais uma conspiração contra o Zé!!! Homem que delatou esquema de corrupção diz ter recebido suborno para atender a pedido de Dirceu

É claro que José Dirceu não tem nada com isso. É claro que tudo não deve passar de uma tramoia das – como é mesmo, Rui Falcão? – “elites sujas e reacionárias”; é claro que devemos estar diante de mais um “golpe da mídia” contra patriotas como o próprio Dirceu, o Apedeuta, Paulo Vieira e até Rosemary Nóvoa Noronha, a “mulher de Lula” no escritório da Presidência da República em São Paulo. O fato, no entanto, é que Cyonil Borges, o que homem que primeiro delatou a mais nova sujeira conhecida da República, diz ter recebido grana para atender a interesses de José Dirceu.
O intermediário, segundo ele, foi Paulo Vieira, diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA). Pois é… O PT nem teve tempo ainda de deflagrar a sua campanha suja contra o STF, e eis que já surge um novo escândalo. E lá está o Zé no meio, o “consultor de empresas privadas”. Quando a PF chegou, Rose não teve dúvida: ligou para aquele que tinha sido seu chefe por 12 anos… Ô Zé! Assim as coisas ficam difíceis!
Quem pode estar profissionalmente satisfeito é José Luís de Oliveira Lima, o “Juca”, advogado de José Dirceu – ainda que, pessoalmente, possa estar com o coração partido. Uma coisa é certa: Dirceu não permite que a vida de “Juca” seja aborrecida.
Leiam o texto que vai na VEJA Online.
*
O delator do esquema de corrupção desarticulado pela Operação Porto Seguro afirmou nesta terça-feira ter recebido oferta de suborno de 300 000 reais para beneficiar o ex-ministro José Dirceu. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Cyonil da Cunha Borges afirmou que o pedido de Dirceu foi feito por intermédio de Paulo Vieira, diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA). Vieira, que está preso, é apontado pela Polícia Federal como chefe da quadrilha que se infiltrou em órgãos públicos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos, em nome de interesses privados.
Cyonil disse ter conhecido Vieira em 2002 e se tornado próximo dele em 2008, quando foi convidado a fazer uma palestra na Advocacia-Geral da União (AGU) sobre portos, sua área de especialização. Em 2010, Vieira convidou Cyonil a participar da festa de aniversário de José Dirceu. O auditor declinou o convite. Segundo Cyonil, o ex-ministro tinha interesse em um processo no TCU sobre a empresa Tecondi, no Porto de Santos (SP).
O auditor diz ter recebido, durante um almoço, uma oferta de propina de Vieira, em uma folha de papel. “Ele escreveu que o processo era de interesse de José Dirceu, escreveu 300 000 reais e passou para mim”, disse Cyonil. “Uma hora, ele dizia que o dinheiro vinha da empresa, em outra, que era interesse de José Dirceu e que o dinheiro vinha dele.”
Cyonil confirmou ter recebido dois pacotes de Vieira, com 50 000 reais cada. O montante, no entanto, foi posteriormente entregue à Polícia Federal, quando o auditor resolveu fazer a denúncia. O delator chegou a enviar e-mails a Vieira pedindo mais dinheiro, segundo Cyonil, uma tática para obter provas da corrupção a serem entregues para a PF. “Eu não tinha provas, eu não tinha nada. Se eu, naquele momento, levasse o caso à PF, seria a palavra de um servidor contra a do diretor de uma agência reguladora.”
Entenda o escândalo
Na sexta-feira da semana passada, a Polícia Federal deflagrou em São Paulo e em Brasília a Operação Porto Seguro. A ação desarticulou uma quadrilha que se infiltrou em órgãos federais para a obter pareceres técnicos fraudulentos, em nome de interesses privados.
O grupo era comandado pelos irmãos Paulo e Rubens Vieira, instalados em cargos de direção de agências reguladoras, e pela chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha – mulher de confiança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Seis pessoas foram presas e dezenove, indiciadas pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e corrupção ativa e passiva. A investigação partiu de denúncia feita por Cyonil da Cunha Borges.Texto publicado originalmente à 1h13
 Por Reinaldo Azevedo

Para o PT a história sempre se repete

MARCO ANTONIO VILLA
Uma nova operação da Polícia Federal atingiu o Partido dos Trabalhadores. Não é a primeira vez. Mesmo com todo o estardalhaço causado pelo julgamento do mensalão, parece que nada detém a ânsia de saquear o Erário. Agora, uma das acusadas é a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, que teria negociado pareceres técnicos fraudulentos.
Os agentes da PF foram ao escritório chefiado por Rosemary para a devida busca e apreensão de documentos. Indignada, a funcionária não fez o que seria considerado plausível: entrar em contato com seu advogado. Não. Buscou algo superior: o sentenciado José Dirceu. Isto mesmo, leitor.
E veja como o Brasil continua de ponta-cabeça. A funcionária petista ligou para Dirceu, com quem tinha trabalhado durante 12 anos, em busca de proteção. O amigo, que, como é sabido, está condenado a dez anos e dez meses de prisão, nada pode fazer.
Em seguida, ela tentou falar com o ex-presidente Lula, de quem é amiga. Mas o antigo mandatário está fora do país. Restou Gilberto Carvalho, o onipresente para assuntos deste jaez, mas que também não pode ajudá-la.
A sequência dos contatos e a naturalidade são indicativas de como os petistas pouco estão se importando com o clamor popular em defesa da moralização. Continuam se considerando acima do bem e do mal. E, principalmente, acima da lei.
Para piorar ─ e reafirmar o desprezo pela ética na política e na administração pública ─ o segundo homem na hierarquia da Advocacia Geral da União, José Weber Holanda, está sendo acusado de fazer parte deste grupo (a expressão correta, claro, deveria ser outra). Fica a impressão de que na administração petista tudo pode, que o governo está à venda.
Frente às denúncias, a presidente Dilma Rousseff vai agir da forma já sabida: exonera o acusado da função, diz que não admite malfeitos e nada vai apurar. Foi este o figurino nestes quase dois anos de governo.
Isto explica a sucessão de escândalos. Se o procedimento tivesse sido o de apurar uma denúncia de corrupção, os casos não se sucederiam. Mas o governo sabe que conta com o tempo e o esquecimento. O leitor lembra da primeira denúncia de corrupção? Sabe se foi apurada? E o acusado foi processado? Alguém foi preso?
As últimas denúncias só reforçam o entendimento da lógica de poder do PT. O controle do Estado é um instrumento para se perpetuar no poder. Transformaram o exercício de uma função pública em meio de vida.
Vimos no processo do mensalão como o sentenciado José Dirceu resolveu o problema de uma das suas ex-mulheres. Ela queria porque queria um apartamento maior (e quem não quer?). O então todo-poderoso ministro da Casa Civil transferiu o clamor para Marcos Valério, que, prontamente, atendeu a ordem do chefe.
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, em um dos seus votos, destacou este ponto, de como uma “sofisticada organização criminosa” resolvia também problemas pessoais dos seus membros. A história se repetiu: a senhora Rosemary queria fazer uma cirurgia. Resolveu, de acordo com a denúncia, recebendo um suborno. Queria fazer uma viagem em um cruzeiro. E fez. Como? Da mesma forma como realizou a cirurgia.
Nada indica que os detentores do poder vão mudar sua forma de agir. Farão de tudo para manter este estilo ─ vamos dizer ─ despojado de tratar a coisa pública. É como se o Estado brasileiro fosse propriedade partidária. E pobre daquele que se colocar no meio deste caminho nada luminoso. Será atacado, vilipendiado, caluniado.
Porém, não podem controlar tudo, todos os poderes da República. Ainda bem. Hoje, o maior obstáculo para a transformação completa da coisa pública em coisa petista é o Poder Judiciário.
É sabido ─ e eu já escrevi sobre isso ─ que o Judiciário tem muitos problemas e defeitos. É verdade. Mas na quadra histórica que vivemos é o único poder que não é controlado plenamente pelo petismo. Daí o ódio manifestado diuturnamente pelos seus porta-vozes (e não faltam línguas de aluguel), como ainda é possível observar no julgamento do mensalão.
A sucessão de derrotas ─ com as condenações dos réus petistas ─ deixou transtornados os petistas. Basta ler declarações racistas contra o ministro Joaquim Barbosa, as pressões para a nomeação de um novo ministro “companheiro” ─ na vaga aberta pela aposentadoria de Ayres Brito ─ ou simplesmente ter observado o descaso da presidente Dilma Rousseff quando da posse do novo presidente do STF.
O novo passo para sufocar o Judiciário é o projeto, com apoio do PT, que está tramitando na Câmara dos Deputados que retira do Ministério Público o poder investigativo. É uma evidente retaliação.
Há uma relação direta entre o julgamento do mensalão, a brilhante denúncia apresentada pelo procurador Roberto Gurgel e a consequente condenação dos petistas e seus asseclas, e esta nova investida. É como se o Ministério Público tivesse cometido uma traição ao produzir provas que levaram a liderança petista de 2005 à cadeia.
Nada indica que o PT vai aceitar a prisão dos seus líderes, apesar do devido processo legal, do amplo direito de defesa, da transmissão de todas as sessões do julgamento pela televisão. Vai fazer de tudo para “melar o jogo”. Criar situações de desconforto político e até, se necessário, uma crise institucional.
Suas principais lideranças nunca admitiram a existência de qualquer obstáculo às suas pretensões de exercer o poder sem qualquer prurido. A máxima petista é a de que o bom poder é aquele que é exercido sem qualquer limitação legal.
DO B. DO  AUGUSTO NUNES-REV VEJA

CPI do Cachoeira – Relator admite que pode mudar alguns pontos de texto desvairado

O deputado Odair Cunha (PT-MG), o relator que entregou a radicais do PT a tarefa de redigir o relatório da CPI do Cachoeira, nem leu ainda seu texto, e outro escândalo já mesmeriza o noticiário. E por boas razões. A disposição do governismo de investigar as falcatruas é a mesma demonstrada pelo relator: nenhuma. Em seu texto escandaloso, como é sabido, Cunha se encarregou de proteger o amigos e alvejar os “inimigos” – imprensa e procurador-geral da República. Nesta terça, ele admitiu que pode fazer algumas mudanças… Sei, sei…
Deixo claro que mesmo o pedido de indiciamento de Fernando Cavendish é só o vício fingindo que homenageia a virtude. A comissão, na prática, se negou a investigar as relações da empresa com o governo federal e com o governo “na-boquinha-da-garrafa” do Rio. Leiam o que informa Tai Nalon na VEJA.com:
O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirmou nesta terça-feira que poderá fazer mudanças no relatório preliminar antes mesmo de tentar novamente ler o documento nesta quarta em reunião da comissão. Ele reuniu-se agora à noite com deputados da ala governista para discutir pontos controversos do texto – entre eles o pedido de investigação pelo Conselho Nacional do Ministério Público do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, cuja retirada do texto está, segundo Odair, sendo negociada. 
Questão de dissenso mesmo entre aliados, a justificativa oficial para a inserção do nome de Gurgel no texto é que o procurador não deu continuidade às investigações da Operação Vegas, da Polícia Federal. “Eu reafirmei [na reunião] as razões que me levaram a incluir este tema no relatório, por convicção sobre uma dúvida existente na conduta do procurador-geral. Mas isso não é uma questão central no debate do relatório”, disse Odair. 
As questões centrais, segundo ele, seriam a organização criminosa capitaneada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, o seu modus operandi e o seu sistema de financiamento. A retirada de nomes como o de Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções, e o de Marconi Perillo, governador de Goiás pelo PSDB, portanto, na avaliação dele, é inegociável. “Temas não centrais do nosso relatório podem sim ser negociados”, disse. “Eu quero usar o prazo que eu tenho [para negociar mudanças] até antes da leitura amanhã.”
As negociações, para Odair, no entanto, não devem incluir o pleito de parlamentares, que pedem sobretudo a inclusão do nome do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), que teve as investigações sobre sua relação com Cavendish barradas. Odair disse que, ao menos até agora, não houve qualquer sugestão de inclusão no texto que pudesse ser acatada. “A questão do governador é uma conduta que não foi investigada pela CPMI. Exatamente por isso não deve ser analisada sob ponto de vista de indiciamento”, afirmou.
Odair admitiu também que pode retirar do relatório o pedido de indiciamento de jornalistas, entre eles o do diretor da sucursal de Brasília de VEJA, Policarpo Júnior. Nota de esclarecimento de VEJA, publicada na última quinta-feira, mostra que o relatório, redigido sob pressão da ala radical do PT, suprimiu provas de que os contatos entre Policarpo e Cachoeira jamais extrapolaram os limites do trabalho de um repórter em busca de informações. Segundo Odair, o tema não é questão central no relatório.
A CPI do Cachoeira se reúne nesta quarta-feira para nova tentativa de leitura do relatório. Na semana passada, entre bate-bocas e questões de ordem, o relator pediu o adiamento da apreciação para negociar com parlamentares o conteúdo do documento.
Por Reinaldo Azevedo

Rui Falcão desautoriza relator petista da CPI: ‘Não pedi a você o indiciamento de jornalista’



O presidente do PT, Rui Falcão, reuniu-se com representantes do partido na CPI do Cachoeira. Relator da comissão, o deputado Odair Cunha (PT-MG) pediu socorro ao partido para salvar seu relatório. Em vez de palavras de apoio, ouviu críticas, sobretudo de Falcão.
O mandachuva do PT disse a Odair (na foto) que está “apanhando” da imprensa por ser o suposto mentor do texto final da CPI. Insinuou que só não respondeu às críticas para preservar o relator. Mas fez questão de desvincular-se da carapuça.
A certa altura, Falcão indagou: “Não te liguei pra pedir o indiciamento do Policarpo [Júnior], liguei?” Referia-se ao diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, acusado no relatório de manter com o bicheiro Carlinhos Cachoeira relações que, na visão de Odair, extrapolaram as fronteiras do jornalismo.
Odair reconheceu que, de fato, não recebera orientação direta de Falcão. Mas afirmou que o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), falara em nome do presidente do partido. Falcão retrucou. Negou que houvesse feito qualquer pedido. Ausente da reunião, Tatto foi desautorizado sem defesa.
No seu relatório, Odair citou 12 jornalistas. Pediu o indiciamento de cinco. Entre eles Policarpo. A investida contra a imprensa é um dos pontos que levaram as legendas governistas a tomar distância da peça produzida pelo relator do PT.
O que estava combinado, disse Falcão no encontro, é que o PT tentaria convocar o repórter de Veja para depor na CPI. Frustrada a iniciativa, o pedido de indiciamento não faria nexo. Falcão recordou conversa telefônica que tivera com Odair depois que tomou conhecimento do texto dele. “Eu disse pra você: como é que pode indiciar uma pessoa que não foi convocada a depor? Todo mundo estranha.”
Odair foi criticado também por não ter consultado o PT e seus aliados durante a produção do relatório. Ouviu apenas o líder Tatto e o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPI. Com isso, como que desabrigou todo mundo de apoiá-lo. A própria reunião do PT, realizada nesta segunda-feira (26), evidenciou o isolamento.
Nenhum dos senadores petistas com assento na CPI participou da conversa. Além de Falcão e de Paulo Texeira, apenas o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) deu as caras. À procura de uma saída, Odair esboçou um pedido de auxílio para vencer as resistências dos partidos aliados, principalmente o PMDB. E Falcão: “Eu não mando no PMDB.”
A cúpula do PT foi informada de que o PMDB já virou a página da CPI. Para trás. O sócio do PT planeja derrotar o relatório de Odair. Na sequência, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), nomearia um novo relator. A preferência parece recair sobre o deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF).
No novo relatório, o indicado de Vital se limitaria a fazer um histórico dos trabalhos da CPI, remetendo todo o material recolhido pela comissão ao Ministério Público Federal. Nada de indiciar jornalistas ou de pedir a abertura de investigação contra o procurador-geral da República Roberto Gurgel, como fez Odair.
Confirmando-se esse roteiro, a CPI terminará como começou: na estaca zero. Na prática, mandará de volta à Procuradoria os dados que recebeu da Polícia Federal e dos procuradores envolvidos na investigação da Operação Monte Carlo. De novidade, apenas um lote de depoimentos imprestáveis e informações bancárias que a maioria da comissão prefere não aprofundar.
Numa palavra, a CPI flerta com o fiasco. Um fiasco que, noves fora os salários dos pseudo-investigadores, custou à Viúva pelo menos R$ 200 mil. No encontro do PT, ficou entendido que o partido não quebrará lanças pelo relatório de Odair. Votará a favor do texto. Afagará o autor em discursos. E só.
POR JOSIAS DE SOUZA-UOL