ELES NÃO ENTENDERAM NADA
O Movimento Vem Pra Rua vem a público repudiar as tentativas
insistentes e já conhecidas do Governo Federal de distorcer as
manifestações históricas ocorridas em todo o país no domingo, 15 de
março de 2015.
Neste dia a população falou em alto e bom tom. Todos puderam assistir
e participar de uma manifestação democrática, patriota, pluralista,
apartidária – e ordeira. Cidadãos de todas as classes, orientações,
profissões, etnias e idades se fizeram presentes, em uma só voz, que
clama pelo fim do pesadelo em que se configurou a gestão do Governo
Federal, seja pela absoluta falta de competência na administração, pelos
descalabros associados à corrupção ou pela confusão que se faz na
cabeça de muitos membros do Governo entre o que é interesse do Brasil e o
que é interesse partidário. Já são 12 anos. Basta!
Em especial, sentimos a profunda irritação e indignação de todos os
que estiveram nas ruas no domingo (e de muitos mais, que certamente
estarão presentes nas próximas manifestações), quando percebem:
· A insistência em querer desqualificar os movimentos de 15 de março,
o que, em essência, desrespeita a população que se manifestou:
o As mais de 2,2 milhões de pessoas que se manifestaram por todo o Brasil são fascistas? São elite branca?
o Quantitativamente, como podemos admitir que os protestos do dia 13 de março sejam equiparados aos de 15 de março?
o
Qualitativamente, por que na opinião do governo protestar a favor
caracteriza democracia e protestar contra caracteriza golpismo?
o O que é mais importante? A vontade de um povo ou as diretrizes de um partido político?
o
A resposta do Governo à população brasileira que foi às ruas no domingo
foi mal orquestrada e estabanada, foi ofensiva e, possivelmente, mal
intencionada, na medida em que visa ocultar e minimizar a verdadeira
mensagem de milhoes de pessoas.
· A absoluta incapacidade deste Governo de admitir seus erros e fazer autocrítica:
o Quem está há 12 anos no poder?
o Quem indicou aqueles que são acusados de corrupção?
o
Quem presidia o Conselho de Administração da Petrobras quando parte
importante da corrupção que está sendo investigada foi praticada?
o Para quais partidos políticos foram desviados os recursos, de acordo com estas acusações?
o A situação econômica que vivemos foi causada por qual Governo? A crise internacional já acabou!
o O Brasil cresceu e cresce em media inferior à da maioria dos paises emergentes, antes e depois da crise de 2008.
· O discurso repetitivo, mas completamente ineficaz:
o Quantas vezes já se falou em medidas anti-corrupção, sem que nenhuma fosse tomada?
o Com que autoridade o governo fala em medidas anti-corrupção, quando:
§ O partido governista é protagonista no maior escândalo de corrupção da história da civilização moderna?
§
O Ministro Toffoli, com seu histórico de associação com o partido
governista, foi escalado para liderar o julgamento de ações associadas
ao Petrolão?
§ O PT não toma providências contra os seus membros acusados de corrupção, mas busca blindá-los e protegê-los escancaradamente?
§
O governo ataca o financiamento privado de campanhas políticas quando
dependeu fundamentalmente deste para se eleger por quatro vezes?
A conclusão é inequívoca. Ou o governo da Presidente Dilma não
entendeu aquilo que o povo nas ruas disse, de forma direta, no domingo,
ou se faz de desentendido.
Em ambas as hipóteses, só nos resta explicar novamente – para que não
pensem equivocadamente que a população não está atenta, que aceita
respostas vagas e inconsistentes às suas demandas, ou mesmo que o povo
não entende o que se passa, ou ainda, que ele é manipulável.
Continuaremos, dentro da mais perfeita ordem e constitucionalidade, manifestando nossa indignação.
Basta! É inaceitável esta situação. O povo brasileiro não merece esse desrespeito. Nós não vamos ficar parados.
Movimento Vem Pra Rua
www.VemPraRua.Net
Sobre o Movimento Vem Pra Rua
O Movimento Vem Pra Rua é um movimento espontâneo da sociedade civil,
suprapartidário, democrático, que pretende trazer para a rua todas as
pessoas que estão indignadas com a classe política brasileira.
É composto de trabalhadores assalariados, profissionais liberais, donas de casa, desempregados, empreendedores e empresários.
O Vem Pra Rua tem como objetivo resgatar a esperança seqüestrada pela
corrupção e pela impunidade, assim como exigir mais eficiência e
transparência no gasto público. Sua bandeira é a DEMOCRACIA, ÉTICA NA
POLÍTICA, COMBATE À CORRUPÇÃO e um ESTADO EFICIENTE e DESINCHADO.
Somos contra qualquer tipo de violência e condenamos qualquer tipo de
extremismo (separatismo, intervenção militar, golpe de Estado) e não
compactuamos com governos autoritários.
PAZ AMOR E VIDA NA TERRA " De tanto ver triunfar as nulidades, De tanto ver crescer as injustiças, De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". [Ruy Barbosa]
terça-feira, 17 de março de 2015
Hip, hip, urra! O petista Guimarães teve uma ideia; ele quer taxas fortunas; eu quero prender o chefe de gente que anda com dólares na cueca
Hip, hip, hip urra!Por Reinaldo Azevedo
Hip, hip, hip, urra!
Hip, hip, hip, urra!
José Guimarães, líder do governo na Câmara (PT-CE), irmão de José Genoino, uma das estrelas petistas que foram rés no mensalão, teve uma ideia. Sou obrigado a interromper de novo o pensamento: “Hip, hip, urra!”. José Guimarães diz ter uma ideia para responder às “exitosas” manifestações do dia 13 e do dia 15: taxar as grandes fortunas. Hip, hip… Chega!
Ele refletiu: “Eu penso que nós temos que avançar, é opinião minha, na taxação, algum tipo de tributo, para as grandes fortunas, as grandes heranças e aqueles grandes rentistas no exterior”. Huuummm… O PT quer ressuscitar o arranca-rabo de classes para ver se escapa da derrocada. Ele também quer o fim do financiamento de campanha por empresas. Vale dizer: quando todas as doações forem oficialmente proibidas, aí todas serão oficialmente paralelas; quando o caixa um for proibido, todo caixa será dois.
E a gente já viu que o PT lida muito bem com esse mundo das sombras, não é mesmo?
Eu tenho uma outra proposta: taxar severamente dinheiro encontrado em cuecas e valises sem origem conhecida. Sei que seria juridicamente polêmico, que ofendo um pouco os penalistas, mas hoje decidi, como Guimarães, recorrer ao direito criativo, uma categoria muito em voga em certos nichos da OAB e do próprio Supremo: no caso de se encontrar um assessor semialfabetizado, pobre, ferrado na vida, com US$ 100 mil na cueca e R$ 200 mil numa mala, a gente manda prender o seu chefe.
Gostou da minha proposta, Guimarães? 17/03/2015 DO R.DEMOCRATICA
Sibá Machado como líder do PT na Câmara dá noção da profundidade do abismo
Uma
crise da pesada não se faz apenas de uma conjugação de fatores
negativos. É preciso também contar com as pessoas certas no lugar certo
para produzir o desastre. Olhem os petistas do ministério de Dilma. Por
que são tão fracos? Porque é o que o partido tem a oferecer.
O agora
deputado Sibá Machado (PT-AC) sempre foi embalado no Congresso por certa
aura folclórica, dada, digamos assim, a pouca complexidade de seu
raciocínio. Sempre o consideraram, e faz sentido, mais engraçado do que
propriamente sagaz. Mas, reconheçamos, a política lhe reservou um lugar
de destaque: é nada menos do que líder do maior partido da Câmara. E
isso diz em que estado político miserável está o PT.
No
Facebook, Sibá não teve dúvida. Postou a seguinte mensagem: “SUSPEITA:
Que a CIA esteja coordenando a campanha pelo enfraquecimento dos
governos da América do Sul “não alinhados”, tal como fizeram para
instalar as Ditaduras militar (sic) nos anos 60. A Orquestra é
completa”.
É evidente
que eu não vou aqui me dedicar nem a destrinchar o pensamento profundo
de Sibá nem vou contestá-lo. Como gosto de dizer, repetindo um
cientista, isso nem errado está. Encontra-se abaixo da linha da crítica.
Mas eu
fico cá a me perguntar que diabos aconteceu com o próprio PT — por mais
que eu seja crítico ao partido — para ter como líder na Câmara alguém
com o equipamento intelectual e político de um Sibá Machado. Não! Minha
observação nada tem a ver com a sua origem. Lula, goste-se ou não do que
faz e diz — e eu detesto as duas coisas —, sempre foi um político muito
hábil.
Outro
importante cargo, o de líder do governo na Câmara, caiu no colo de um
irmão de José Genoino. Trata-se de José Guimarães (PT-CE), cujo assessor
foi flagrado, em julho de 2005, um mês depois de explodir o escândalo
do mensalão, com US$ 100 mil presos à cueca e R$ 200 mil numa valise. O
homem era um pobre-coitado. Tentou alegar que o dinheiro lhe pertencia.
Não colou. Nunca ninguém soube quem era o dono.
Entendam o
ponto: eu não vou me dar o trabalho de provar o tamanho da bobagem dita
por Sibá. O que me espanta é que tenha sido ele o escalado para a
tarefa de liderar a bancada. Imaginem alguém a passar a instrução para
seus liderados com esse padrão de análise e com esse apego aos fatos.
Uma das tarefas de um líder é disciplinar as eventuais besteiras que
façam ou digam os liderados.
Sibá deve
ter se achado o máximo. Mormente porque a sua ousadia teórica logo
recebeu 254 curtidas. Há quem curta o pensamento de Sibá Machado. Vocês
estão começando a entender a profundidade do abismo?
segunda-feira, 16 de março de 2015
Ex-diretor da Petrobras Renato Duque é preso no Rio na 10ª fase da Operação Lava-Jato
A prisão faz parte de nova ação da Polícia Federal, que cumpre 18 mandados de prisão preventiva e foi batizada de
“Que país é esse?”
Por O GLOBO
Os crimes investigados nesta etapa são associação criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e fraude em licitação. Duque foi preso em sua casa, na Barra da Tijuca, e não ofereceu resistência.
O empresário paulista Adir Assad, ligado à construtora Delta e investigado na CPI do Cachoeira, também foi preso. Ambas as prisões são preventivas, e os detidos serão levados para o Paraná. Entre outros presos está o filho do empresário Mário Góes, também investigado na operação.
Nesta segunda, o Ministério Público Federal apresenta às 15h a primeira denúncia contra Duque. Ele é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro. A denúncia está baseada nos depoimentos do delator Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços. Ele admitiu à força-tarefa que recebeu propina em 87 obras da Petrobras para ele, Duque e para o PT. Barusco disse que as empreiteiras pagaram de R$ 150 a 200 milhões ao partido. 16/03/2015
DO R.DEMOCRATICA
Mais de 2 milhões de pessoas estiveram nos atos de ao menos 160 cidades.
Em SP, participaram 1 milhão, segundo a PM, e 210 mil, para o Datafolha.
Do G1, em São Paulo -15-03-2015
A cidade de São Paulo teve o maior público: 1 milhão, segundo a polícia, e 210 mil, segundo o instituto Datafolha (há uma diferença de metodologia entre PM e Datafolha; entenda).
Grande parte dos manifestantes pedia a saída ou o impeachment da presidente Dilma e protestava contra a corrupção. Algumas manifestações isoladas defendiam a intervenção militar no Brasil (o pedido de intervenção militar é uma atitude ilegal e frontalmente contrária à Constitução; em seu artigo 5º, a Constituição diz que "constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático").
No início da noite, os ministros da Secretaria-Geral da República. Miguel Rosseto, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, deram uma entrevista coletiva sobre os protestos e afirmaram que a presidente anunciará medidas de combate à corrupção.
O G1 cobriu os protestos em tempo real, com as últimas notícias, fotos e vídeos.
Veja como foram os protestos em cada estado:
Rio Branco (Ac) (Foto: Veriana Ribeiro/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 5 mil, segundo a organização e a PM.
COMO FOI: Manifestantes começaram a se reunir às 15h (horário local), em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro da cidade. O ato seguiu para a frente da prefeitura, também no Centro.
Os manifestantes seguiam a pauta nacional de pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Também houve protesto em Cruzeiro do Sul, a 684 km da capital acreana. Leia mais
(Foto: Jonathan Lins/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 10 mil, segundo a PM e organizadores.
COMO FOI: Manifestantes ocuparam a orla de Maceió com faixas e cartazes defendendo mudanças políticas no país. Após concentração na Praça Vera Arruda, no Stella Maris, o protesto seguiu com trio elétrico, apitos e uma bandeira de 30 metros escrito "Fora Dilma" em direção ao Alagoinhas, na orla da Ponta Verde.
Os manifestantes defendiam o impeachment da presidente e disseram ser contra a intervenção militar. Integrantes do Movimento Brasil Livre colheram assinaturas dos manifestantes em um documento que pede a saída da presidente Dilma. Leia mais
(Foto: Abinoan Santiago/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 1,5 mil, segundo a PM; 5 mil, segundo a organização.
COMO ESTÁ: A concentração ocorreu à tarde na Praça da Bandeira, no centro de Macapá.
Vestidos de verde e amarelo e com faixas contra o governo da presidente Dilma Rousseff e a corrupção, os manifestantes percorreram as ruas do centro da capital. O ato terminou de forma pacífica por volta das 18h. Leia mais
(Foto: Marcos Dantas/G1 AM)
Capital
PARTICIPANTES: 13 mil, segundo a PM; 150 mil, segundo a organização.
COMO FOI: A manifestação no Centro de Manaus foi pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e pelo fim da corrupção. Os grupos também protestaram contra o aumento da gasolina e o reajuste de energia.
A concentração teve início por volta das 9h (hora local), na Avenida Eduardo Ribeiro. A manifestação terminou por volta das 13h (hora local), com os organizadores lendo – em português, inglês e espanhol – um manifesto contra o governo federal. Leia mais
Farol da Barra, em Salvador (Foto: Ruan Melo/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 11 mil, segundo a PM; 23 mil, segundo organizadores.
COMO FOI: Salvador teve dois protestos – um pela manhã e outrio à tarde.
Às 9h começou a concentração do primeiro ato, no Farol da Barra,que teve a participação de 8 mil pessoas, segundo a organização, e 5 mil, segundo a PM. Não houve registro de confusão. Durante o percurso, fizeram apitaço, gritaram "Fora PT" e cantaram o Hino Nacional. Por volta das 12h15, os manifestantes começaram a dispersar.
O segundo ato começou por volta das 16h, também no Farol da Barra, e terminou às 18h40 no bairro Ondina. Vestidos de verde e amarelo, os manifestantes pediam o combate à corrupção e criticavam o governo Dilma. Segundo a PM, do ato da tarde participaram 5 mil pessoas; 15 mil, segundo a organização. Leia mais
Interior
Também houve mobilização nas principais cidades do interior baiano: Feira de Santana, Serrinha, Vitória da Conquista, Jequié, Juazeiro, Itabuna, Teixeira de Freitas, Eunápolis, Ilhéus e Barreiras.
(Foto: Gabriela Alves)
Capital
PARTICIPANTES: 20 mil, segundo a PM e os organizadores.
COMO FOI: As pessoas começaram a chegar à Praça Portugal, em Fortaleza, às 9h. Os organizadores discursaram em cima de caminhões. O grupo já se dispersou.
Os participantes usaram roupas com as cores da bandeira brasileira e levaram cartazes com diferentes temas, como o pedido de reforma políca, defesa de direitos trabalhistas, fim da corrupção e "Fora Dilma''. Os manifestantes que estavam à frente do movimento pediram a "rigorosa investigação do escândalo de corrupção na Petrobras". Leia mais
PARTICIPANTES: 45 mil, segundo a PM; 80 mil, segundo organizadores.
COMO ESTÁ: A concentração começou por volta das 9h na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A polícia acompanhou a movimentação. Houve um princípio de confronto no início da noite, após o fim do protesto.
Grupos realizaram buzinaços e panelaços e se reuniram também no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, no Museu Nacional e na Rodoviária do Plano Piloto. A PM reforçou a segurança em prédios públicos.
Durante a manifestação em frente ao Congresso Nacional, um homem exibiu um cartaz em apoio à presidente Dilma Rousseff. Ele foi hostilizado e teve de pedir proteção à PM para deixar o local. Leia mais
em Vitória (Foto: Viviane Machado/ G1)
Capital
PARTICIPANTES: 100 mil, segundo a PM; 120 mil, segundo a organização.
COMO ESTÁ: Por volta das 15h30, começou a concentração de pessoas na Praça do Papa, em Vitória. A mobilização foi organizada pelos movimentos Vem Pra Rua e Brasil Livre.
Cerca de 15 mil pessoas cruzaram a terceira Ponte vindas de Vila Velha para participar do ato na capital. A manifestação terminou por volta das 18h20 sem ocorrência de tumulto. Também houve protestos em Cachoeiro de Itapemirim e Colatina. Leia mais
Capital
PARTICIPANTES: 60 mil, segundo a PM; 150 mil, segundo a organização.
COMO FOI: Os manifestantes se concentraram na Praça Tamandaré, na capital Goiânia. Integrantes do Movimento Brasil Livre Goiás, que são contra o governo da presidente Dilma Rousseff, instalaram um balcão para que pessoas assinem um “manifesto pró-impeachment”.
O ato começou às 14h e durou cerca de três horas, percorrendo um trajeto de 5 km. Segundo a PM, não houve registro de ocorrências. Um aeromodelo levando uma faixa com a frase "Fora Dilma" sobrevoou o protesto (veja vídeo acima). Também houve protesto em Rio Verde, Jataí, Itumbiara e Anápolis. Leia mais
(Foto: Lucas Vieira/G1 Maranhão)
Capital
PARTICIPANTES: 3 mil, segundo a PM; 5 mil, segundo a organização.
COMO FOI: O protesto ocorreu pela manhã na Avenida Litorânea. Os manifestantes pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff e o fim da corrupção. A manifestação foi convocada pelos movimentos sociais Brasil Livre, os Caras Pintadas e o Acorda Maranhão. Leia mais
Houve protestos em Imperatriz, a segunda maior cidade do estado, e Balsas, no interior maranhense. Leia mais
Cuiabá (Foto: André Souza/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 20 mil, segundo a PM; 35 mil, segundo a organização.
COMO FOI: O protesto contra a corrupção e contra o governo Dilma Rousseff começou no fim da tarde, em Cuiabá.
O ato aconteceu na Praça Alencastro, no Centro. Cerca de 1,6 mil veículos, entre carros e motos, saíram da região do Centro Político Administrativo para participar do protesto na capital.
Os manifestantes usaram camisetas verde e amarelo com o slogan 'Muda Brasil'. Eles defendem o impeachment da presidente. Leia mais
Também houve manifestações em Rondonópolis, Nova Mutum, Tangará, Sinop e Barra do Garças.
região central de Corumbá (MS)
(Foto: Laura Toledo/TV Morena)
Capital
PARTICIPANTES: 100 mil, segundo a organização; 32 mil, segundo a PM.
COMO FOI: Na Capital Campo Grande, os manifestantes se reuniram na avenida Afonso Pena. Também participaram motociclistas e produtores rurais a cavalo.
Os participantes foram até o Parque das Nações Indpigenas, onde cantaram o Hino Nacional e encerraram o ato por volta das 18h30 (hora local).
Também houve protestos em Corumbá, Três Lagoas, Dourados e Ponta Porã. Leia mais
em Belo Horizonte (Foto: G1)
Capital
PARTICIPANTES: 25 mil, segundo a PM e os organizadores.
COMO FOI: A manifestação na capital mineira foi pacífica e se concentrou na Praça da Liberdade no início da tarde deste domingo. Os manifestantes seguiram para a Praça Savassi.
Os manifestantes pediram o impeachment da presidente Dilma Rousseff e simularam o “enterro do PT” com um caixão em luto. Alguns manifestantes usavam nariz de palhaço e pintaram os rostos de verde e amarelo. Não houve registro de tumulto, segundo a PM.
O movimento Vem pra Rua, organizador do protesto, afirma que é contra qualquer tipo de golpe ou intervenção militar. Leia mais
Juiz de Fora
PARTICIPANTES: 2,5 mil, segundo a PM; 10 mil, segundo organizadores.
COMO FOI: Representantes dos Movimentos "Muda Brasil" e "Brasil Livre" se reuniram em Juiz de Fora, em protesto contra a corrupção, a falta de transparência do governo e por mais segurança, saúde e educação. Os participantes usaram adesivos contra o Congresso, camisas contra a presidente Dilma Rousseff e narizes de palhaço.
Vale do Aço
Foram registrados atos nas cidades de Coronel Fabriciano, Ipatinga e Timóteo. Leia mais
Sul
No Sul de Minas houve protestos em Pouso Alegre, Varginha, Poços de Caldas, Elói Mendes, Boa Esperança, Guaxupé, Lavras, Passos, São Lourenço e Santa Rita do Sapucaí. Leia mais
PARTICIPANTES: 1 mil, segundo a organização; 1,5 mil, segundo a PM.
COMO FOI: Manifestantes se reuniram por volta das 9h30, na praça do Santuário, com faixas e cartazes pedindo reforma política e a saída da presidente Dilma Rousseff. Por volta das 10h houve a passeata. Moradores de um prédio mostraram uma bandeira do PT e a multidão gritou em resposta.
O ato terminou em frente à Catedral de Divinópolis, onde os manifestantes cantaram o Hino Nacional. Leia mais
(Foto: Alexandre Yuri/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 30 mil, segundo a PM; 60 mil, segundo organizadores.
COMO FOI: Em Belém, os manifestantes fizeram uma caminhada da Avenida Visconde de Souza Franco, no Centro, até o Theatro da Paz.
Segundo a PM, o protesto foi pacífico, sem registro de tumultos. A passeata terminou por volta de 12h30. Uma manifestante, que não quis dar entrevista, carregava um cartaz que pedia intevenção militar. Leia mais
Também houve manifestação contra a presidente Dilma Rousseff em Santarém. Leia mais
Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 2,5 mil, segundo a PM; 7 mil, segundo a organização.
COMO ESTÁ: Os manifestantes se concentraram às 15h no Busto de Tamandaré, onde fez um panelaço e um apitaço. Por volta das 18h, eles seguiram em passeata pela Avenida Almirante Tamandaré. O grupo sae dispersou às 19h no Lago da Gameleira.
O protesto pedia o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas também havia pessoas com faixas pela intervenção militar no país. A intevenção militar contraria a Constituição Federal.
Campina Grande
PARTICIPANTES: 2 mil, segundo a PM; 5 mil, segundo a organização.
COMO FOI: A concentração aconteceu às 14h na Praça da Bandeira e a manifestação seguiu pelas ruas do Centro até o monumento Tropeiros da Borborema. O ato foi pacífico contra a presidente e o PT. Leia mais
(Foto: Andre Salustiano/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 80 mil, segundo a PM; 100 mil, segundo a organização.
COMO FOI: Os manifestantes se reuniram na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, perto das 14h.
A passeata seguiu pela Rua Marechal Deodoro até a Boca Maldita, também no Centro, onde o ato foi encerrado às 17h. Os manifestantes pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff e o fim da corrupção na política. Após a dispersão, um grupo seguiu para a sede do governo, onde protestou também contra o governador Beto Richa (PSDB).
Outras cidades
Também houve protestos em outras regiões do Paraná. Durante o domingo, aconteceram atos em Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Castro, Arapongas, Foz do Iguaçu, Paranavaí, Ponta Grossa e Umuarama. Leia mais
(Foto: Katherine Coutinho / G1)
Capital
PARTICIPANTES: 15,1 mil, segundo a PM; 50,5 mil, segundo organizadores.
COMO FOI: a concentração de manifestantes começou às 8h junto à padaria Boa Viagem, na orla da zona sul recifense. A caminhada começou às 10h30, acabou ao meio-dia e foi retomada à tarde.
Por volta das 14h, o protesto se concentrava na Praia da Boa Viagem. Não houve registro de tumulto. Os integrantes do Vem para a Rua levaram faixas, narizes de palhaço, cartazes e um boneco gigante representando um juiz, em alusão ao julgamento de ações da Lava Jato. Também houve atos em Caruaru e Petrolina. Leia mais
em Teresina (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 4 mil, segundo a PM; 5 mil, segundo a organização.
COMO FOI: Em Teresina, manifestantes com cartazes pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff se reuniram em frente à Assembleia Legislativa, na Avenida Marechal Castelo Branco.
Houve um enterro simbólico da presidente, do ex-presidente Lula e do governador do estado, Wellington Dias. Os caixões foram colocados no jardim da Assembleia. Leia mais
(Foto: Daniel Silveira/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 100 mil, segundo a organização; a PM não deu estimativa de participantes.
COMO FOI: Pela manhã, uma manifestação ocorreu na orla de Copacabana. Com apitos, camisetas do Brasil e faixas de “Fora Dilma” e “Fora o Supremo”, o grupo fez uma passeata na Avenida Atlântica.
Um carro de som trazia uma faixa pedindo o impeachment da presidente e tocou o Hino Nacional. Algumas pessoas exibiam cartazes e camisetas pedindo intervenção militar. Pessoas que mostraram apoio ao governo e à Petrobras e foram vaiadas, mas não houve registro de tumulto. À tarde, houve um novo protesto no Centro. Leia mais
Na Região Serrana, houve atos em Petrópolis e Nova Friburgo. Leia mais
As cidades de Barra Mansa, Volta Redonda e Resende também tiveram protestos.
(Foto: Fernanda Zauli/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 12 mil, segundo a PM; 40 mil, segundo a organização.
COMO FOI: Por volta das 16h15, os manifestantes começaram a caminhada pelas ruas de Natal aos gritos de "Fora PT". Muitas pessoas levam faixas pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff e contra a corrupção. Segundo a Polícia Militar, não houve tumultos.
No carro de som, foram tocadas paródias de músicas criticando o governo do PT. Também houve manifestação em Mossoró. Leia mais
pró-impeachment (Foto: Caetanno Freitas/G1)
Anti-Dilma
PARTICIPANTES: 100 mil, segundo a PM; 120 mil, organizadores.
COMO FOI: O pretesto pedindo o impeachment da presidente começou no Parcão, em Porto Alegre. Os manifestantes seguiram em caminhada pela cidade e encerraram o ato no mesmo parque, no fim da tarde.
Segundo a Brigada Militar, o ato foi pacífico e não houve registro de tumultos. A maioria dos cartazes e faixas pedia a saída da presidente Dilma Rousseff e o fim da corrupção, mas também havia manifestações pedindo a intervenção militar no país. Leia mais
(Foto: Felipe Truda/G1)
PARTICIPANTES: entre 100 e 150, segundo a PM; entre 600 e 700, segundo organizadores.
COMO FOI: Ao som de samba e com churrasco de coxa de galinha, um grupo organizou um ato pró-Dilma e contra o impeachment em frente ao Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção, em Porto Alegre, em contraponto a outra manifestação que ocorreu na cidade.
Outras cidades
Também houve protestos contra o governo em Caxias, Santa Maria, Santa Cruz, Pelotas, Erechim, Uruguaiana, Nova Hamburgo, Passo Fundo e Lajeado.
em Boa Vista (Foto: Marcelo Marques/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 2,5 mil, segundo PM e organização.
COMO FOI: Ato ocorreu no Centro Cívico da capital Boa Vista durante a tarde deste domingo. A manifestação começou em frente à Assembleia Legislativa e seguiu em passeata. Uma churrascada organizada por caminhoneiros encerrou o protesto por volta das 18h.
Os manifestantes pediam a saída da presidente Dilma Rousseff do governo. Segundo o governo do estado, o ato foi pacífico e sem ocorrência de tumultos. Leia mais
(Foto: Pâmela Fernandes / G1)
Capital
PARTICIPANTES: 15 mil, segundo a PM; 10 mil, segundo organizadores.
COMO FOI: A concentração em Porto Velho começou às 15h (hora local) na Praça Três Caixas D'Áágua e seguiu até a Estrada de Ferro Madeira Mamoré, onde o protesto foi encerrado por volta das 18h.
A maioria dos participantes vestia verde e amarelo, usava apitos e carregava faixas e cartazes com críticas ao governo. Também houve manifestações pedindo a intervenção militar. Leia mais
Outras cidades
Também foram registrados protestos em Vilhena, Cacoal, Ji-Paraná e Ariquemes. Leia mais
em Florianópolis (Foto: Antonio Neto/RBS TV)
Capital
PARTICIPANTES: 30 mil, segundo PM e organização.
COMO FOI: A mobilização começou na capital Florianópolis por volta das 14h em frente ao Terminal Integrado do Centro. Os manifestantes caminharam pela Avenida Beira-Mar Norte e fizeram uma moção de apoio às investigações da Lava-Jato em frente às sedes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Os manifestantes pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Também houve atos nas seguintes cidades: Chapecó, Palmitos, Lages, Canoinhas, Brusque, Campos Novos, Pomerode, Timbó, Blumenal, Lontras, Itajaí, Balneário Camboriú, Concórdia, Fraiburgo, Taió, Xanxerê, Criciúma, Joinville, Jaraguá do Sul, Tubarão, Canoinhas, Araranguá, Rio do Sul e Garopaba. Leia mais
(Foto: Reprodução/TV Globo)
Capital
PARTICIPANTES: 1 milhão, segundo a PM e a organização; 210 mil segundo o Datafolha.
COMO FOI: Os manifestantes se concentraram na Avenida Paulista, em frente ao Masp, no sentido Consolação. Logo, grande parte da avenida estava tomada, e o trânsito ficou interditado nos dois sentidos. Algumas estações de metrô tiveram que ser fechadas por medida de segurança.
Os participantes levavam cartazes com “Fora, Dilma” e cantaram o Hino Nacional. A polícia acompanhou o grupo. Houve detenções.
Uma jovem foi detida após tirar a roupa em cima de um caminhão. Um grupo com camisas onde se lia "Carecas do Subúrbio" foi detido e escoltado pela PM para um local seguro após uma ameaça de linchamento. A polícia afirmou que o grupo tinha material explosivo dentro de mochilas.
Por volta das 18h começou a dispersão dos manifestantes da Avenida Paulista. Um protesto de 30 caminhoneiros ocorreu na Ponte Estaiada, na Zona Sul da capital. Leia mais
Região metropolitana
Segundo a PM, perto de 14h, mil pessoas protestaram na Praça Getúlio Vargas, em Guarulhos; 300 pessoas, em São Caetano do Sul; 10 mil, em Santo André, e 40, em Osasco.
Outras cidades
Também houve protestos em Bauru, Jaú, Araras, Santo André, Guarulhos, Santos, Sertãozinho, Franca, Ribeirão Preto, Cubatão, Tatuí, Laranjal, Catanduva, Presidente Prudente, Praia Grande, Americana, Mogi das Cruzes, São José do Rio Preto, São João da Boa Vista, Araraquara, Limeira e Piracicaba.
protesto em Aracaju (Foto: Tássio Andrade/G1)
Capital
PARTICIPANTES: 5 mil, segundo organizadores; 900, segundo a PM.
COMO FOI: manifestantes se reuniram em frente aos Arcos da Orla da Atalaia, ponto turístico que simboliza Aracaju. A concentração estava prevista para as 9h30 deste domingo (14), mas atrasou por causa da chuva.
Por volta das 11h40 o grupo saiu em passeata sentido a Passarela do Caranguejo. A manifestação terminou por volta das 12h30. Leia mais
(Foto: Lucas Ferreira/TV Anhanguera)
Capital
PARTICIPANTES: 10 mil, segundo a PM; 18 mil, segundo organizadores
COMO FOI: Em Palmas, a manifestação teve início na Praça dos Girassóis, por volta das 15h, e terminou às 18h30.
Os manifestantes pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a saída do PT do governo federal, além do fim da corrupção e mais investimentos na saúde, educação e segurança.
Também houve manifestações em Araguaína e Gurupi. Leia mais
Nova York (Foto: Alan Severiano/TV Globo)
COMO FOI: Brasileiros também fizeram manifestações contra o governo federal e a corrupção em cidades ao redor do mundo.
Houve registro de protestos em Buenos Aires (Argentina), Nova York e Miami (Estados Unidos), Londres (Inglaterra), Sidney (Austrália) e Lisboa (Portugal).
SP: um oceano de indignados.
Antes de começar o protesto, PM já calcula mais de 1 milhão na Paulista.
ACABOU, DILMA! ACABOU PT! ACABOU LULLA!
Rio e Brasília: UM MAR DE REVOLTADOS.
FORA DILMA!
FORA PT!
FORA LULLA!
O 15 DE MARÇO 2 – A entrevista de um descontrolado e de um deprimido. E tome novo panelaço Brasil afora! PT nunca esteve tão perdido
Vejam esta
foto, que me foi enviada por um amigo. Desconheço o autor. Se quiser se
identificar, é só mandar uma mensagem para o blog.

Por Reinaldo Azevedo - Rev Veja
Não
poderia haver retrato maior da perdição em que se meteu o petismo. Desde
que o partido foi criado, nunca o vi cometer tantos erros em série. Com
essa tropa de trapalhões, Dilma está lascada. Mas como ignorar que é
ela a chefe? Como vocês veem acima, um grupo de negros — tudo indica se
tratar de uma família — faz troça da máxima veiculada nas redes sociais
pelo PT e por seus asseclas no subjornalismo: só a elite branca teria
disposição para ir às ruas. Bem, como eles são obviamente negros e como
estão protestando contra Dilma, então passam a ser, segundo critérios
petistas, elite branca.
O PT e o
governo demonstraram, mais uma vez, na noite de ontem, que não estão
entendendo nada. Isso, sim, é perigoso, não a população pacífica nas
ruas. Mal os protestos haviam terminado, os ministros José Eduardo
Cardozo, da Justiça, e Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da
Presidência, concederam uma entrevista coletiva. Não foi veiculada em
rede nacional. Mesmo assim, ouviu-se um várias cidades do país uma
panelaço semelhante àquele do dia 8 de março, quando Dilma foi a TV sob o
pretexto de homenagear as mulheres.
Apresento a Miguel Rossetto três perigosas golpistas da elite branca, de olho azul… Governo está perdido! (Foto: Beto Ribeiro)
Com ar deprimido, visivelmente perdido,
Cardozo anunciou que o governo pensa num pacote de medidas contra a
corrupção. Dilma prometeu o mesmo em 2013. Mas não ficou por aí: apontou
a reforma política como a cura dos males. Segundo os ministros, é
preciso acabar com a doação de empresas privadas a campanhas políticas —
talvez a ideia mais estúpida e malandra do petismo.
O tom de
Cardozo em relação às manifestações mudou. Segundo disse, não viu
golpismo, não. Aí foi a vez de Miguel Rossetto barbarizar. Para o
ministro, “os protestos ocorridos hoje são de setores críticos ao
governo, e seguramente essa participação parece ser de eleitores que não
votaram na presidente Dilma”. É a tese cretina do terceiro turno.
Rossetto, que certamente não estava nas ruas, chamou de golpista, sim, a
defesa do impeachment de Dilma. Membro de uma corrente de esquerda do
PT chamada “Democracia Socialista”, o ministro certamente nunca viu o
povo de verdade, sem o pedigree ideológico da sua turma.
Dia
desses, Renan Calheiros disse que o governo tinha envelhecido
precocemente. Pode ser. Mas velho mesmo, de verdade, é o PT. Nas ruas,
havia pobres, ricos, gente de classe média. Lá estavam negros, brancos,
mestiços. Protestavam mulheres e homens, homo e heterossexuais, adultos,
jovens e muitas crianças acompanhando os país. O repúdio ao governo
petista os unia a todos.
A
entrevista, que deveria servir como uma bandeira branca, uma tentativa
de aproximação, teve efeito contrário: panelaço, buzinaço, gritos de
“Foraaa!”. Ou por outra: Dilma ajudou a convocar a manifestação deste
domingo com o seu desastrado pronunciamento do dia 8. Os dois ministros
praticamente marcaram um novo protesto.
Pior: a
tese da reforma que os dois abraçaram na entrevista não conta com o
apoio do PMDB, seu maior aliado. Eu me pergunto que espírito soprou aos
ouvidos de Dilma e de seus homens fortes que a entrevista coletiva era
uma boa ideia. O bom senso estaria a indicar que o governo deveria, no
máximo, ter lido uma nota curta, parabenizando os brasileiros pela
manifestação ordeira e pacífica, reiterando que está empenhado em
combater a corrupção e reconhecendo que existem motivos para
descontentamento. E pronto.
Rossetto,
com cara e discurso de descontrolado, e Cardozo, o deprimido: a
entrevista serviu para piorar um pouco as relações com a população e
também com o PMDB. Obra de gênios. Não é fácil fazer as duas coisas ao
mesmo tempo.
Seria um
sinal de humildade no dia em que dois milhões tomaram as ruas, segundo
dados das Polícias Militares. Mas não! O que se viu foi um atestado de
prepotência e de hostilidade com os manifestantes — refiro-me a Rossetto
nesse particular. Pior: o governo, que também é do PMDB, oferece como
resposta uma saída que não conta — e ainda bem que não! — com o apoio
do… PMDB!
A Folha
informa que Dilma desabafou com um assessor: “Eu não contribuí para isso
tudo e levo a culpa”. Pois é… Digamos que assim fosse. Quem, então,
contribuiu, presidente? De quem é a culpa?
Está tudo
errado! Mas é evidente que a presidente não tem motivos para seguir os
meus conselhos, não é mesmo? Para piorar, a rede petralha, incluindo os
blogs sujos, faz uma pregação abjeta e odienta na Internet, como se isso
fosse resolver alguma coisa. Piora tudo.
O PT não
entendeu nada. Perdeu o discurso. Perdeu as ruas. Perdeu a hegemonia nas
redes sociais. Perdeu o rumo. Isso, sim, é um tanto perigoso. Nessas
condições, tende a fazer ainda mais bobagens. A entrevista da dupla
serviu para piorar um pouco mais a relação do governo com a população e
com o PMDB. É obra de gênios. Não é fácil fazer as duas coisas ao mesmo.
O 15 DE MARÇO 1 – Dois milhões saem às ruas de verde-e-amarelo contra a roubalheira. Em paz, manifestantes protestam contra o PT, pedem a punição dos culpados e o impeachment de Dilma. Ou: O movimento das pessoas direitas
Dois
milhões de pessoas foram às ruas nos 26 Estados do Brasil e no Distrito
Federal — um milhão só em São Paulo. O número decorre da soma de
estimativas feitas pelas PMs locais. O Datafolha, que vive sendo malhado
pelos blogs sujos, agora mereceu testemunho de fé da companheirada
porque assegura que 210 mil passaram pela Avenida Paulista. Considerada
só a área dessa via, talvez. Fui ao topo de um prédio muito alto. Todas
as perpendiculares estavam tomadas por uma massa compacta. A Rua da
Consolação também. A PM diz ter levado em conta essas áreas adjacentes,
considerando cinco pessoas por metro quadrado, mesmo critério empregado
para chegar aos 12 mil petistas que se concentraram na região no dia 13.
Quantos
estiveram nas ruas na cidade de São Paulo, afinal, neste domingo?
Participei ativamente dos comícios das Diretas e estive presente a
algumas manifestações pelo impeachment de Collor. É experiência pessoal e
memória, sei disto, mas nunca vi nada igual a este 15 de março. Se, no
lendário comício das Diretas do dia 17 de abril de 1984, no Anhangabaú,
havia 400 mil pessoas, parece-me difícil supor que, neste domingo, o
contingente se resumisse à metade daquele.
Mas
digamos, para efeito de pensamento, que o instituto esteja certo. Ainda
assim, quase um milhão de pessoas teriam marchado em protesto contra o
governo Dilma. Seja um número ou outro, já é a maior manifestação
política da história. Até porque os comícios das Diretas ocorriam em uma
determinada capital e pronto. Desta feita, houve protesto em todas elas
e em 185 outras cidades.
Uma imensidão verde e amarela
Este 15 de março marca ainda outro fato inédito. Nas campanhas das Diretas e em favor do impeachment de Collor, as esquerdas davam o tom do discurso — aliás, assim tem sido desde a redemocratização do Brasil. Nas ruas, os petistas passavam a impressão de ser a força hegemônica. O vermelho disputava o espaço com o verde-e-amarelo. Neste domingo, não! O PT não estava presente. Ainda que Dilma tenha mobilizado boa parte das palavras de ordem, a maioria delas, no tempo em que acompanhei a manifestação — e foi bastante — tinha o PT como alvo principal. Horas depois, ficaria claro, uma vez mais, por quê.
Este 15 de março marca ainda outro fato inédito. Nas campanhas das Diretas e em favor do impeachment de Collor, as esquerdas davam o tom do discurso — aliás, assim tem sido desde a redemocratização do Brasil. Nas ruas, os petistas passavam a impressão de ser a força hegemônica. O vermelho disputava o espaço com o verde-e-amarelo. Neste domingo, não! O PT não estava presente. Ainda que Dilma tenha mobilizado boa parte das palavras de ordem, a maioria delas, no tempo em que acompanhei a manifestação — e foi bastante — tinha o PT como alvo principal. Horas depois, ficaria claro, uma vez mais, por quê.
Enquanto governistas falavam em ódio, violência e golpe, manifestantes levavam seus filhos para a rua (Foto: Beto Ribeiro)
Ódio? Qual? Violência? Onde?
Desde que começou a ficar claro que o país poderia assistir à maior manifestação de sua história, o PT, ministros de Estado e a própria presidente evocaram a palavra “golpe”, como se o vocabulário terrorista fosse afastar as pessoas das ruas. Não funcionou. Perdidos, mudaram, então, a estratégia e passaram a fazer estranhas advertências sobre o risco de violência e a política do ódio.
Desde que começou a ficar claro que o país poderia assistir à maior manifestação de sua história, o PT, ministros de Estado e a própria presidente evocaram a palavra “golpe”, como se o vocabulário terrorista fosse afastar as pessoas das ruas. Não funcionou. Perdidos, mudaram, então, a estratégia e passaram a fazer estranhas advertências sobre o risco de violência e a política do ódio.
Nem
uma coisa nem outra. Hostilidade ao petismo? Ah, havia, sim. Ou os
petistas trataram com afeto, em suas pequenas manifestações do dia 13,
os que hoje se opõem ao governo Dilma? Violência? Exceção feita a
algumas escaramuças aqui e ali — especialmente no Distrito Federal e
depois de encerrado o protesto —, nunca se viu povo tão ordeiro. Em São
Paulo, a Polícia Militar, em trabalho exemplar, prendeu um grupo de
autointitulados “Carecas do Subúrbio”. Carregavam bombas caseiras e soco
inglês. Um deles conseguiu escapar e se escondeu no meio da multidão.
Acompanhei o momento em que foi identificado. As pessoas se agacharam,
colocaram-no em evidência e chamaram a Polícia. Funcionou.
Sem black blocs
As manifestações deste domingo provaram uma tese antiga deste blog. Os “black blocs” nunca foram um fenômeno urbano, uma estética, uma ética — ou seja lá que outro lixo subintelectual se tenha tentado inventar. Eram e são bandidos tolerados e protegidos por movimentos de ultraesquerda. Onde estavam no dia de ontem? Sabiam que não seriam nem abrigados nem protegidos. Sabiam que seriam expulsos da rua pela massa de, estes sim, trabalhadores!
As manifestações deste domingo provaram uma tese antiga deste blog. Os “black blocs” nunca foram um fenômeno urbano, uma estética, uma ética — ou seja lá que outro lixo subintelectual se tenha tentado inventar. Eram e são bandidos tolerados e protegidos por movimentos de ultraesquerda. Onde estavam no dia de ontem? Sabiam que não seriam nem abrigados nem protegidos. Sabiam que seriam expulsos da rua pela massa de, estes sim, trabalhadores!
Como esquecer que Gilberto Carvalho, em entrevista histórica concedida à Folha, confessou ter se reunido várias vezes com lideranças da canalha mascarada?
Eram
poucas as faixas porque praticamente não havia movimento organizado.
Também não se permitiu que o protesto fosse aparelhado por partidos
políticos — e, com isso, não estou rejeitando a política, não! Ao
contrário! Vi nas ruas um momento de tomada de consciência de pessoas
que já não aguentam mais a conversa mole e vigarista, segundo a qual, na
prática, uma suposta justiça social serve como compensação à
roubalheira descarada.
O
Brasil está mudando. Os reacionários do PT e suas franjas fascistoides
na subimprensa optam, agora, por atacar a população de trabalhadores que
vai às ruas. Perderam o eixo e a noção de tudo. Com satisfação, vi uma
frase de um texto deste blog estendida na Paulista: “Não somos de direita. Somos brasileiros direitos”.
Atenção!
A democracia nos reserva, sim, o direito de ser de direita. Mas, neste
domingo, as pessoas direitas é que estavam nas ruas, de direita ou não.
Resumo das declarações de José Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto

1) Disseram tacitamente que essas manifestações de hoje são fruto de golpismo de gente que não aceitou perder a eleição.
2) Citaram muito mais os pelegos alugados a 35,00 no dia 13/03 do que a multidão que foi às ruas hoje.
3) Advertiram que não aceitam uma tal "violência nas manifestações", algo que não houve.
4) Apresentaram novamente a reforma política bolivariana do PT que já tinha sido apresentada em 2013 e 2014 e que ninguém fora os puxa-sacos e sanguessugas lulopetistas quer.
5) Advertiram que "não admitem" que alguém peça impeachment, como se isso dependesse da autorização deles.
6) Prometeram que o governo vai lançar um "pacote contra a corrupção", como se colocar uma estrela de xerife no peito do bandido resolvesse o problema da criminalidade.
7) Praticamente afirmaram que hoje, 15/03, nas ruas só havia "insatisfeitos", "pessimistas de plantão" e "gente que já não gostava mesmo do governo".
8) Aconselharam todos a voltar calminhos para casa, porque vão ficar aí até 2018 (só faltaram avisar que depois tem Lula de novo).
Ao invés disso tudo me irritar, confesso que me deixou contente. Quanto mais se fizerem de surdos, quanto mais desqualificarem as pessoas insatisfeitas, quanto mais empurrarem a agenda de pelegos da CUT, vagabundos do MST, estudantes profissionais da UNE e sanguessugas de movimentos sociais, mais o PT e Dilma se enfiarão num buraco de onde só sairão para a lata do lixo da história a que pertencem.
A conclusão do pronunciamento dos ministros é: tudo vai continuar exatamente como está, até que Dilma e o PT não estejam mais ali.Fica a dica - DO R.DEMOCRATICA
domingo, 15 de março de 2015
Protestos contra corrupção Lula-Dilma reúnem mais de 1,7 milhão pelo Brasil, dizem PMs
Manifestantes se reúnem em ato para pedir o impeachment da presidente
Dilma Rousseff, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Diversas
cidades do país recebem neste domingo (15) manifestações organizadas
para criticar o governo Leia mais Sergio Lima/Folhapress
Ao menos 1,7 milhão de pessoas protestaram contra o governo federal
neste domingo (15) em todos os Estados do país, além do Distrito
Federal. O número de manifestantes em cada Estado foi divulgado pela
Polícia Militar local. São Paulo é o Estado com o maior número. A PM
informou que 1 milhão de pessoas se reuniram na região da avenida
Paulista, no centro da capital paulista. Segundo o Datafolha, porém,
foram 210 mil manifestantes. A cidade foi a única a registrar um
incidente até o momento. Cerca de 20 manifestantes de um grupo
denominado "Carecas do Subúrbio", conforme escrito em suas camisetas, foram detidos. Com eles, foram encontrados rojões, bombas caseiras e soco inglês. Em Ribeirão Preto (SP), outras 40 mil pessoas saíram às ruas. Em Campinas, foram dois atos: 10 mil e 25 mil. No Paraná, cerca de 80 mil pessoas protestaram no centro de Curitiba. Em Londrina, o ato reuniu entre 35 e 40 mil pessoas. Em Brasília,
o protesto ocupou o Eixo Monumental, com cerca de 45 mil pessoas
marchando em direção ao Congresso Nacional. A passeata saiu do Museu da
República e se concentrou diante da sede do legislativo. Um cordão de
policiais fez isolamento do Congresso para evitar invasões. Um carro de
som "proibia" bandeiras vermelhas e de partidos políticos. No Rio de Janeiro, 15 mil pessoas ocuparam a faixa de areia e a pista da orla de Copacabana e caminharam em direção ao Leme. Em uníssono, eles gritam frases como "Fora Dilma", "o PT roubou" e "a nossa bandeira jamais será vermelha". Na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte,
30 mil pessoas lotavam o local. Muitas usavam camisetas da seleção
brasileira, enquanto outras pintaram os rostos em verde e amarelo e
usavam apitos. O tráfego de veículos no entorno da praça foi fechado. Em Florianópolis, o protesto chegou a reunir 30 mil pessoas, mas a chuva forte espantou parte dos manifestantes. Em Goiás, cerca de 60 mil pessoas participaram do protesto em Goiânia. A concentração começou na praça Tamandaré e seguiu a avenida 85. Já em Porto Alegre,
a Polícia Militar estimou que cerca de 100 mil pessoas participavam do
protesto. Os manifestantes, que se concentraram no parque Moinhos de
Vento, marcharam rumo ao parque Farroupilha. Em Santa Maria, na região
central do Estado, foram 10 mil pessoas. Em Salvador, os manifestantes marcaram encontro no Farol da Barra,
onde 4.000 pessoas participaram do protesto pacífico. Boa parte usava
cartazes para demonstrar a insatisfação com os rumos políticos do país. No Recife, os manifestantes saíram em passeata pela avenida Boa Viagem.
O clima só esquentou quando algumas pessoas pediam uma intervenção
militar, mas não foram bem recebidas. Segundo a PM, cerca de 8.000
pessoas estavam presentes na manifestação. Em Fortaleza, cerca de 6.000 pessoas participaram do protesto na praça Portugal.
O protesto foi pacífico e contou com a presença de muitas crianças.
Manifestantes também usaram bicicletas. O trânsito nas ruas do entorno
foram fechadas para evitar problemas. Ao menos 3.500 manifestantes participaram de ato na avenida Marechal Castelo Branco, na zona central de Teresina. Em Manaus, cerca de 10 mil pessoas participaram do ato contra a presidente na praça Congresso,
no centro da capital amazonense. Os líderes do movimento recolheram
assinaturas para enviar aos legislativos cobrando o impeachment. Em Belém,
cerca de 7.000 pessoas se reúnem na praça da República, onde ocorre o
protesto contra o governo --o mesmo local onde manifestantes se reuniram
na sexta-feira (13) em ato de defesa da Petrobras. Em Maceió, o protesto reuniu 10 mil no corredor Vera Arruda,
na praia de Jatiúca. No local havia faixas com os dizeres "SOS
Militares", defendendo uma nova intervenção armada no país e dizendo que
os militares "são os únicos que podem fazer a verdadeira reforma
política." Em São Luís, cerca de 3.000 pessoas se concentraram na avenida Litorânea e fizeram um percurso de 6 km. Em Aracaju,
a manifestação ocorreu nos Arcos da Orla. As pessoas começaram a chegar
por volta das 9h30 apenas, já que choveu no início da manhã na capital.
Segundo a Polícia Militar, 600 pessoas participaram do movimento. Um
painel foi montado para que as pessoas gravassem as marcas das mãos em
verde e amarelo. Também foram registrados atos em cidades de Rondônia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amapá,Roraima, Mato Grosso e Acre. DO ROTA2014
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