quinta-feira, 17 de abril de 2014

Astrônomos descobrem 1.º exoplaneta habitável semelhante à Terra

Agências internacionais
WASHINGTON - Cientistas anunciaram a descoberta do primeiro planeta fora do sistema solar de um tamanho similar ao da Terra e onde pode haver água em estado líquido em sua superfície, o que o faria ser habitável. A novidade reafirma a probabilidade de que haja planetas irmãos à Terra na nossa galáxia, a Via Láctea. O trabalho, conduzido por um cientista da agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, foi publicado nesta quinta-feira, 17, na revista científica Science.
O planeta recém-descoberto - REUTERS/NASA
REUTERS/NASA
O planeta recém-descoberto
"É o primeiro exoplaneta (planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol) do tamanho da Terra encontrado na zona habitável de outra estrela", explicou Elisa Quintana, astrônoma do centro de investigação da Nasa, que liderou as investigações. "A descoberta é algo particularmente interessante porque o planeta, batizado de Kepler-186f, orbita uma estrela anã vermelha (a Kelper-186), menos quente que o Sol, em uma zona onde pode haver água líquida."
De acordo com os cientistas, o planeta recém-descoberto tem 1,1 vez o tamanho da Terra, está na quinta posição contada a partir de seu sol e precisa de 129,9 dias terrestres para dar uma volta de torno de sua estrela - o que equivale a um ano.
Já a estrela anã possui aproximadamente metade do diâmetro do Sol terrestre e fica a 490 anos-luz da Terra. Essa zona é considerada habitável porque a vida, tal como conhecemos, tem possibilidade de se desenvolver no local, segundo os cientistas.
Para Fred Adams, professor de Física e Astronomia da Universidade de Michigan, "se trata de um passo importante na busca por um exoplaneta idêntico à Terra."
DO ESTADÃO

Post do Leitor: FHC, no governo, foi estadista; Lula, chefe de facção

O que diferencia os dois ex-presidentes? (Fotos: Ana Araujo//Tasso Marcelo)
Fazia tempo que não acontecia, mas hoje tenho o prazer de publicar mais um Post do Leitor do amigo do blog Mauro Pereira, representante comercial em Itapeva (SP)
FHC É O FLAGELO DO LULOPETISMO
POST DO LEITORPor esses dias, tive o prazer de reler excelente artigo assinado por Carlos Alberto Sardenberg estabelecendo um comparativo entre os ex-presidentes do Brasil, General Ernesto Geisel e Luiz Inácio Lula da Silva. Com texto predominantemente didático e absoluto conhecimento do tema proposto, Sardenberg nos brindou com uma aula sobre as diferenças que tornaram Geisel e Lula iguais.
Ainda que louvando o fértil saber do articulista renomado, me permito a licenciosidade de percorrer a contramão do seu raciocínio e apontar algumas das diferenças que mantiveram Fernando Henrique Cardoso e Lula diferentes.
Talvez a única semelhança entre eles se expresse no fato de ambos terem desfrutado de dois períodos de quatro anos à frente do Executivo Federal, mas até essa igualdade, beneficiada pelo princípio da naturalidade, se esvai na decisão do então ministro da Educação, e atual prefeito de São Paulo inventado por Lula, proclamando que nem sempre o resultado de quatro mais quatro é oito.
Baseado nesse inovador conceito matemático, entendo ser perfeitamente honesto presumir que os próprios petistas se incumbiram de mantê-los diferentes, o que pode ser creditado como uma das maiores contribuições de Fernando Haddad para o enriquecimento da biografia de FHC.
As diferenças
Vou passar o mais distante possível de qualquer avaliação individualizando a produção intelectual ou a formação acadêmica, pois seria pura perda de tempo. Uma eternidade os separa. Acho menos acachapante iniciar este breve paralelo a que me propus invocando o respeito que devotaram à instituição Presidência da República.
Se FHC restituiu a esse símbolo nacional sua importância e sua dignidade depauperadas pelas passagens devastadoras de Geisel, Sarney e Collor com a postura de chefe de Estado, Lula, no entanto, o remeteu de volta àquele período sombrio vulgarizando-o com o comportamento de chefe de facção. As desigualdades poderiam muito bem ser sintetizadas apenas nesse episódio específico que por si só já seria cabal, mas o exemplo utilizado, como poderemos constatar, é só uma pequena amostragem.
Se FHC revolucionou as comunicações abrindo o caminho para a popularização do telefone, até então privilégio reservado aos ricos, e estruturou o país para ingressar na modernidade da internet que batia à porta, Lula, por sua vez, acenou com uma bolsa-banda larga que não saiu do papel e, em nome de uma estranha democratização da informação, buscou o tempo todo censurar a imprensa.
Se FHC deixou como legado os fundamentos de uma política econômica vitoriosa que derrotou a inflação estratosférica que prejudicava somente os mais pobres e cuja estabilidade propiciou a reintegração do Brasil ao convívio das nações desenvolvidas, além de garantir o retorno dos investimentos internacionais em praticamente todos os setores da produção, Lula, como contrapartida, legou à sua sucessora um buraco enorme nas contas federais que está inviabilizando a administração da presidente Dilma Rousseff e desacelerando as obras do PAC, festejadas, ressalte-se, somente nas propagandas oficiais e nos confins do Brasil Maravilha registrado em cartório, território este habitado apenas pelo lulopetismo delirante.
Se FHC, apesar de algumas derrapadas infelizes, destacando-se o advento da reeleição, que na minha opinião não deveria ter acontecido, registre-se, e a infeliz declaração de apoio à liberação do consumo da maconha, ainda assim é reconhecido até hoje por sua preocupação com os ditames constitucionais e pelo relacionamento respeitoso com os outros dois Poderes, Lula, por sua vez, ganhou notoriedade pelo pouco apego à Constituição, pelo descarado aparelhamento do Judiciário e pela determinação de suprimir o Legislativo. Se não conseguiu, andou bem próximo disso.
Se FHC se empenhou em criar uma malha de proteção social, Lula se incumbiu de instalar uma rede de servidão eleitoral.
Do comportamento humano à lisura no desempenho político
Concluindo, a diferença entre Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva se revela contundente em todos os aspectos passíveis de análise, desde o comportamento humano à lisura no desempenho político, passando pela celebração da ética até ao exercício da competência, culminando no estadista que FHC foi sem nunca ter reivindicado e que Lula, descartando-se a vassalagem, sempre quis ser sem jamais ser reconhecido.
Se FHC é criticado por seu muito ter sido pouco, Lula o contrapõe por seu pouco ter sido muito. Simplificando, é mais edificante saudar o pouco concreto e realizado do que recorrer à exuberância manipulada do muito, abstrato e malandro, que se materializa apenas no inferno improdutivo das boas intenções. Simples. Não para os petistas, é óbvio.
DO RICARDO SETTI-REV VEJA

O miliciano do PT que insultou Joaquim Barbosa culpa VEJA por ter acabado de perder o emprego e a pose de valentão

O site do Correio Braziliense divulgou há pouco uma boa notícia: O assessor parlamentar da deputada federal Érika Kokay que hostilizou o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, na saída de um bar na Asa Sul, Rodrigo Grassi pediu exoneração do cargo. Ao Correio, ele contou que tomou a decisão após o vídeo que ele postou na internet ter sido usado como forma eleitoreira nas redes sociais para prejudicar a deputada. Pilha, como é conhecido, vai se dedicar à militância e pode ainda abandonar o Partido dos Trabalhadores, ao qual é filiado desde a adolescência, para militar com isenção.
Confira a abertura e o primeiro tópico da nota produzida por Grassi para explicar a opção involuntária pelo desemprego. O colunista faz dois apartes entre parênteses e em negrito.
“Em atenção à notícia mentirosa e covarde veiculada pela revista Veja em 10/04/14 e propagada pela imprensa e redes sociais sobre a minha participação em ato de protesto contra o ministro Joaquim Barbosa, informo: (A notícia foi veiculada pelo site de VEJA.  Como atesta o vídeo que ilustrou o post, o que se vê não é um ato de protesto. É uma sequência de agressões verbais promovidas aos berros por um grupelho de boçais filiados ao PT)
1) Jamais fui procurado pelo repórter da Veja para falar a minha versão sobre tal manifestação, nem antes e nem após a matéria ser publicada; (Não foi necessário ouvir o meliante. Dias antes do berreiro insultuoso na rua de Brasília, o adorador de Dirceu tratou de incriminar-se em outro vídeo. Disse o suficiente para virar criminoso confesso)
Nos itens seguintes, a verdade, a lógica e a sensatez são submetidas a uma selvagem sessão de tortura. No fecho de duas linhas, o besteirol é besuntado com um pensamento de diário de debutante e uma bravata de soldado de videogame:
Não se volta quando a meta é a estrela!
Prefiro o risco e a dignidade da luta!
Com frequência, leitores da coluna afirmam que “tá tudo dominado”. Só estaria se a resistência democrática e o jornalismo independente tivessem capitulado. Há dias, uma reportagem de VEJA transferiu o deputado André Vargas para o noticiário policial, obrigou-o a renunciar à vice-presidência da Câmara e convidou-o a escolher entre a renúncia e a cassação. Agora, um fora da lei que se julgava condenado à impunidade perdeu o emprego e a pose de valentão por ter tropeçado no site de VEJA
O berreiro ambulante vai ficar longe das madrugadas de Brasília por algum tempo. O Brasil decente foi dormir um pouco melhor.
DO A.NUNES

NOVAS DENÚNCIAS DE ROUBALHEIRAS: DIREÇÃO PETISTA DA PETROBRAS PERSEGUIU ENGENHEIRO QUE SE OPÔS À FRAUDE, REVELA VIÚVA.

O engenheiro Gesio Rangel de Andrade foi "colocado na geladeira" na Petrobras por se opor ao superfaturamento da obra do gasoduto Urucu-Manaus, na Amazônia. A afirmação é de Rosane França, viúva de Gesio, que morreu há dois anos, vítima de ataque cardíaco.
Segundo ela, pessoas da estatal tentaram constranger seu marido a aprovar aditivos para a obra. Ele não concordou e foi exonerado do cargo, permanecendo por dois anos sem qualquer função.
Os gastos com o gasoduto Urucu-Manaus estouraram todas as previsões. A área técnica estimou a obra em R$ 1,2 bilhão, mas o contrato foi fechado por R$ 2,4 bilhão, após pressão das construtoras.
O gasoduto demorou três anos para ficar pronto e o custo chegou a R$ 4,48 bilhões. A estatal aprovou um aditivo de R$ 563 milhões para um dos trechos, praticamente o valor daquele contrato.
Com 663 quilômetros, o gasoduto transporta gás natural produzido pela Petrobras em Urucu até as termelétricas da Amazônia. O gás substitui parte do óleo diesel queimado pelas usinas, reduzindo o custo da energia.
Gesio era o gerente-geral da obra do gasoduto. Segundo Rosane, seu marido alertou Graça Foster, que ocupou o cargo de diretora de gás e energia, dos problemas.
A viúva não cita nomes, mas em e-mails enviados aos seus superiores, aos quais a reportagem teve acesso, Gesio reclama da diretoria de engenharia, comandava por Renato Duque, que negociava com as empreiteiras.
A Petrobras informou em nota que o gasoduto é um "empreendimento lucrativo" e que foi preciso "alterar a metodologia de construção devido às condições adversas na Amazônia". As construtoras não se manifestaram.
O TCU investigou o caso, mas não encontrou indícios de superfaturamento por conta da dificuldade de compará-lo com obras semelhantes. O órgão detectou falhas graves no projeto feito pela engenharia da Petrobras. O caso ainda está em análise. Folha de S. Paulo desta quinta-feira
SEMPRE TINHA ALGUÉM RECEBENDO “HERANÇA” NA PETROBRAS
Rosane França, 56 anos, diz que não sabe de casos de corrupção na Petrobras, mas que "sempre tinha alguém recebendo alguma herança". A família move uma ação trabalhista contra a estatal.
Leia trechos da entrevista:
Qual é a relação da sua família com a Petrobras?
Entrei para a companhia em 1980 e o Gesio já trabalha lá desde 1976. Casamos em 1986 e tivemos três filhos. Gesio fez carreira na Petrobras e se tornou referência na área de gás natural. Até que foi convidado para ser o gerente do gasoduto Urucu-Manaus.
O que aconteceu?
Foram realizadas três licitações. Duas foram canceladas por preços excessivos cobrados pelas construtoras, e a terceira foi feita à revelia do Gesio. É claro que tinha a pressão das empreiteiras, mas quando profissionais da sua empresa dizem que você tem que aceitar, é pressão interna. Ele recebia recados de que o projeto não andava por causa dele e algumas decisões foram impostas.
Por que Gesio era contra aditivos para a obra?
O preço que a Petrobras aceitou já estava superfaturado. Era mais caro do que fazer gasoduto na Europa com alemão trabalhando. Como ele ia assinar algo que seria contestado pelo TCU?
Quem estava pressionando o Gesio dentro da Petrobras?
Não vou citar nomes.
Ele soube de corrupção?
É claro que eu ouvia desabafos. Nunca soubemos de um caso de corrupção, mas é lógico que você percebe que fulano viaja com os filhos para fora do país três vezes por ano. Sempre tinha alguém recebendo uma herança.
Gesio foi exonerado do comando da obra do gasoduto no fim de 2007. Por quê?
Ele foi exonerado no meio da noite, quando o diretor de gás e energia [Ildo Sauer] saiu e antes do sucessor [Graça Foster] entrar. Ele ficou como consultor informal da nova diretoria por alguns meses até que foi afastado de vez.
Gesio alertou seus superiores --Ildo Sauer e Graça Foster-- do que estava ocorrendo?
Sim. O primeiro fazia parte da tropa de choque que queria brechar o superfaturamento da obra. Depois, ele informou o que estava ocorrendo para a nova diretoria.
O salário dele caiu? O que aconteceu com o padrão de vida da família?
Foi muito duro. No final, ele recebia 50% a menos. Foi nessa época que entramos com um processo na Justiça do Trabalho. Morávamos num apartamento alugado, mas tivemos que voltar para o imóvel que ele vivia quando era solteiro. Não sobrava dinheiro para trocar de carro. Ele chegava no estacionamento da Petrobras e o pessoal ficava sacaneando. "E aí, Gesio? Não vai trocar de carro? Tá na hora."
Por que ele não preferiu ignorar os problemas?
Ele era honesto. Era um homem humilde, que foi educado para ser honesto e sofreu muito por isso. Encontrou muitas pessoas que não eram assim. Ele queria fazer as obras pelo menor preço e foi colocado na geladeira.
Você pretende mover outro processo contra a Petrobras?
Ele pretendia processar a empresa por danos morais quando se aposentasse. Como o caso começou a vir à tona, estamos estudando essa possibilidade. Da Folha de S. Paulo desta quinta-feira

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Prévia do PIB recua em fevereiro e mostra que o Brasil está afundado na crise e o governo, paralisado


crise_economica_12Marcha à ré – No afã de evitar que a campanha de Dilma Rousseff pela reeleição sofre novos baques, o Palácio do Planalto continua “vendendo” à opinião pública a falsa sensação de que no Brasil tudo vai muito bem. O Brasil está longe de ser o País de Alice, aquele das fabulosas maravilhas, mas os palacianos não abrem mão da mitomania oficial.
Ao contrário do que afirma a presidente e seus estafetas de plantão, a economia vive uma crise preocupante, sem que no horizonte surja ao menos uma solução para o problema. Desde que chegou ao principal gabinete do Palácio do Planalto, em janeiro de 2011, Dilma adotou 23 medidas de estímulo à economia, sendo que nenhuma surtiu efeito. Ao contrário, a situação continuou piorando sob o manto das equivocadas estratégias do governo.
Para confirmar a persistente má fase da economia nacional, o Banco Central divulgou, nesta quarta-feira (16), o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) referente ao mês de fevereiro, que registrou alta de 0,24% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, após ajuste sazonal. Em janeiro, a alta do IBC-Br, que é considerado uma “prévia do PIB”, alcançou a marca de 2,35%.
No acumulado de doze meses, até fevereiro, a prévia do PIB registrou alta 2,41%, de acordo com o Banco Central. No primeiro bimestre de 2014, a alta foi de 2,46%. A comparação do acumulado deste ano com o do mesmo período de 2013 foi realizada sem ajuste sazonal, pois, segundo os economistas, as variações positivas e negativas que impactam os índices econômicos normalmente se equiparam.
O mais novo resultado do IBC-Br mostra que o País está andando de lado, enquanto o governo petista de Dilma Rousseff permanece paralisado e perdido diante da crise. Nem mesmo os estapafúrdios investimentos nas obras destinadas à Copa do Mundo conseguiram minimizar a extensão da crise, que tem levado o brasileiro e perder a confiança no futuro.
Sempre a bordo do ufanismo e do populismo barato, marca registrada petista, o governo do PT conseguiu a proeza de arruinar a economia verde-loura em pouco mais de uma década, acreditando que consumo interno seria a fórmula mágica para o deslanche da economia. O Brasil padece de investimentos no setor de infraestrutura, mas nem mesmo nesse setor o desgoverno de Dilma foi capaz de mostrar doses mínimas de capacidade e competência.

Como se não bastasse a crise que se alastra a cada novo dia que surge, o PT se dedicou ao longo tempo, na esteira do banditismo político, a transformar a máquina federal em um calabouço da corrupção, o que tem garantido o avanço da ditadura branca que escorre das entranhas do Congresso Nacional, cada vez mais genuflexo diante das ordens do Executivo.
UCHO.INFO

VÍDEO FORTE: Major da PM reclama que, “de 10 anos para cá”, leis penais foram mudadas para beneficiar os bandidos



Ouçam no vídeo a franqueza do major da PM de Goiás Karison Sobrinho exprimindo a frustração de policiais militares diante da frouxidão da legislação criminal.
– Todo ladrão que você prende hoje tem quatro ou cinco passagens anteriores pela polícia. Estamos fazendo nosso trabalho quatro ou cinco vezes — reclama o major PM.
– De 10 anos para cá houve uma transformação na legislação criminal no Brasil para beneficiar os bandidos!
Melhor do que ler é ouvir o que diz o policial:

DO RICARDO SETTI

Processo de revalorização dos anos FHC leva ex-presidente a ser festejado publicamente, inclusive com pedidos de “volta, volta, volta!”



FHC ovacionado em convenção do PSDB: tem ocorrido em suas palestras, como a dos donos de postos de gasolina mencionados neste post (Foto: Ed Ferreira / Agência Estado)
Em foto de arquivo, FHC é ovacionado em convenção do PSDB: tem ocorrido em suas palestras, como a dos donos de postos de gasolina mencionados neste post (Foto: Ed Ferreira / Agência Estado)
O blog publicou pesquisa de opinião realizada por empresa do Paraná mostrando que, nos Estados do Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul –, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso agrega mais votos ao presidenciável tucano Aécio Neves do que faz Lula com a presidente Dilma Rousseff.
O processo de revalorização dos oito anos de governo do ex-presidente e da recuperação pública de sua imagem — que levará FHC a participar intensamente da campanha de Aécio, inclusive no horário eleitoral — não é novidade para quem vem testemunhando, em lugares públicos, manifestações espontâneas de simpatia para com o presidente de honra do PSDB.
FHC tem sido aplaudido em teatros, restaurante e shoppings que frequenta, não apenas em São Paulo, sua terra adotiva e sua base política, mas em vários outros Estados. Suas palestras em eventos a que comparece como conferencista vêm se revestindo de tom político por parte das plateias, que o aplaudem calorosamente.
Um dos casos mais recentes aconteceu no hotel Iberostar, em Salvador, durante convenção patrocinada pela Shell do Brasil para mais de 2.000 donos de posto de gasolina de todos os Estados — pequenos e médios empresários, portanto.
Convidado a proferir uma palestra no evento, FHC falou pouco mais de uma hora, expondo seus pontos de vista sobre como promover mudanças necessárias para o país crescer e melhorar seus padrões éticos, e ocupou apenas parte do tempo em fazer críticas pontuais ao desempenho do governo da presidente Dilma.
Ao terminar, foi ovacionado. Depois, os mais de 2.000 presentes começaram a aplaudir de pé. No final, o auditório pedia, em coro:
– Volta, volta, volta!
DO RICARDO SETTI

O New York Times descobre que a Ferrovia Transnordestina é outro fiasco produzido pelos gigolôs do ufanismo eleitoreiro


BRANCA NUNES
“Os trilhos da ferrovia Transnordestina abrem passagem para um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social na região nordeste”, orgulha-se a voz em off logo na abertura do vídeo institucional sobre os 1.728 quilômetros de trilhos projetados para ligar o Porto de Pecém, no Ceará, o Porto de Suape, em Pernambuco, e o município de Eliseu Martins, no Piauí. “Do início da operação, em dezembro de 2009, a dezembro de 2011, mais de 15 mil pessoas foram contratadas”.
A narrativa ufanista segue evocando números de matar de inveja noruegueses, suecos e alemães. “Foram realizados mais de 34 milhões de metros cúbicos de terraplanagem, construídos mais de 24 mil metros cúbicos de bueiros, 30 obras de arte especiais, entre pontes e viadutos, já estão concluídas, 280 mil metros cúbicos de concreto estrutural executados, foram adquiridas 170 mil toneladas de trilhos, mais de 200 milhões de reais investidos na compra de seis locomotivas e 480 vagões”.
Gravado em 2012, o vídeo garante que a obra descerá do palanque no máximo em dezembro de 2014 – segundo o cronograma original, a ferrovia seria inaugurada ainda no governo Lula. Em março de 2013, a conclusão dos trabalhos foi empurrada para 2016 e os preços subiram: só a gastança com a construção começou em R$ 5,4 bilhões, saltou para R$ 6,72 bilhões e acabou de chegar a R$ 7,5 bilhões. A conta não inclui os gastos com vagões e locomotivas, orçados (por enquanto) em R$ 1,5 bilhão. Nem as despesas com oficinas e portos.
Neste fim de semana, The New York Times descobriu que o colosso ferroviário só esbanja saúde no Brasil Maravilha registrado em cartório, e que os trens nunca apitaram fora dos vídeos institucionais. “A mais de mil milhas ao norte das praias do Rio e dos arranha-céus de São Paulo está a multimilionária Rodovia Transnordestina”, informa o jornalista Simon Romero na vídeoreportagem. “A longa e sinuosa estrada de ferro deveria transportar grãos de soja do empobrecido interior do Brasil para os locais de exportação. Há 18 anos em construção, é uma sequência de estradas de terra e pontes abandonadas – um dos muitos grandes projetos que foram abandonados com a desaceleração da economia brasileira”.
Depoimentos de moradores da região confirmam as desoladoras constatações feitas pelo jornal mais influente do mundo. “Juscélia e José Luiz são lavradores em Contente, uma remota cidade cortada pela rodovia”, exemplifica Romero. “Em nome do que chamaram de progresso, eles tiveram sacrificados seus campos, suas vilas e seu modo de viver”. Outros trechos expõem a incompetência do governo. ”Ninguém em Contente foi indenizado pelas terras destruídas”, denuncia Romero. “O campo era a principal fonte de frutas frescas e vegetais. Agora, está seco e se tornou inútil”.
Depois de enfatizar que ninguém sabe se e quando a obra será concluída, o correspondente do NYT desmonta as fantasias do vídeo institucional de 2012: “Cruzando as terras dos sertões ao litoral, a locomotiva do futuro vai transportar riquezas e criar novos sonhos para uma gente ansiosa em ser protagonista de uma nova história”. Pelo andar das obras, essa gente ansiosa em ser protagonista será novamente coadjuvante de mais um fiasco nascido da aliança entre a inépcia administrativa e a corrupção política.

Clique na imagem para assistir ao vídeo do The New York Times:
http://nyti.ms/Re9qs1
DO AUGUSTONUNES

Ex-diretor da Petrobrás e mais 45 são indiciados pela Polícia Federal


Os relatórios finais referentes ao quatro inquéritos foram relatados e enviados à Justiça Federal
Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo
A Polícia Federal indicou 46 investigados da Operação Lava Jato, deflagrada em 17 de março para estancar esquema de lavagem de dinheiro que pode ter alcançado R$ 10 bilhões. Entre os indiciados estão dois personagens centrais do caso, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás.
A PF informou que os alvos da Lava Jato foram enquadrados por formação de organização criminosa, crimes contra o sistema financeiro nacional (operar instituições de câmbio sem autorização, falsa identidade em contrato de câmbio e evasão de divisas), falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Youssef e Costa estão presos desde o dia 17 de março em caráter preventivo, por ordem da Justiça Federal. A PF descobriu negócios entre o doleiro e o ex-executivo da estatal.
A suspeita é que Costa exerceu tráfico de influência para garantir contratos milionários de consultoria dentro da Petrobrás. Parte do dinheiro levantado teria sido destinada para custear campanhas políticas.
O engenheiro está sob suspeita de corrupção. Ele ganhou de Youssef, em maio de 2013, uma Range Rover Evoque, cujo valor de mercado é de R$ 250 mil. O advogado Fernando Fernandes, que defende Costa, rechaça as acusações e alega inocência de seu cliente.
A PF não indiciou o deputado André Vargas (PT-PR), ligado ao doleiro, porque ele detém prerrogativa de foro especial perante o Supremo Tribunal Federal.
Todos os dados relativos às ligações do parlamentar com Youssef foram separados pela PF e enviados pela Justiça Federal ao STF, a quem caberá decidir se abre ou não investigação específica sobre a conduta de Vargas.
Outros parlamentares são citados na investigação como destinatários de valores repassados pelo grupo de Youssef. Há menção nos autos a deputados do PP, ao próprio partido e também ao PMDB.
A PF encaminhou nesta terça à Justiça os relatórios finais referentes aos quatro inquéritos que compõem a operação Lava Jato. Segundo a PF, a investigação foi desencadeada para desarticular organizações criminosas que atuavam no mercado clandestino de câmbio no Brasil.
Cada inquérito policial investigou a atuação de uma dessas quatro organizações criminosas, que eram lideradas por doleiros. Esses grupos, embora fossem independentes entre si, possuíam negócios em comum relacionados à lavagem.
Tráfico. Dois doleiros – Youssef e Carlos Habib Chaper – também foram indiciados por financiamento ao tráfico de drogas diante de indícios da ligação deles com traficantes.
A elaboração dos relatórios finais neste momento decorre do término do prazo legal para a conclusão da investigação diante da existência de indiciados presos – entre eles Youssef e o ex-diretor da Petrobrás.
Operação. Em duas etapas a Lava Jato cumpriu 105 mandados de busca e apreensão, 19 de prisão preventiva, 12 de prisão temporária e 27 conduções coercitivas. A Justiça Federal autorizou o sequestro de três hotéis e seis residências de alto padrão.
Foram apreendidos 25 veículos com valores de mercado superior a R$ 100 mil cada. Aproximadamente R$ 6 milhões foram apreendidos em espécie, além de centenas de joias e várias obras de arte que serão destinadas nesta semana ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, para custódia.
Atualmente, 15 pessoas permanecem presas, sendo 14 em Curitiba (PR) e uma em São Paulo. Há duas pessoas foragidas.
A PF informou que poderá apresentar complementos aos relatórios finais a partir do estudo do material aprendido ainda não analisado, o que pode acarretar investigações autônomas dos seguintes crimes: fraude em licitação, desvio de recursos públicos, corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Veja a lista dos 17 indiciados no inquérito que envolve o doleiro Alberto Youssef: 
Alberto Youssef
Leonardo Meirelles
Leandro Meirelles
Carlos Alberto Pereira da Costa
Waldomiro de Oliveira
Raphael Flores Rodriguez
Pedro Argese Júnior
Esdra Arantes Ferreira
Antonio Almeida Silva
Matheus Oliveira dos Santos
João Procópio Junqueira Pacheco da Almeida Prado
Enivaldo Quadrado
Paulo Roberto Costa
Marcelo Hira Reckzeigel
Carlos Alexandre de Souza Rocha
Alexandre Teixeira
DO WELBI

terça-feira, 15 de abril de 2014

E se o SBT trocasse Cheherazade por Jandira Feghali, a comunista do Brasil?


Em lugar de Rachel Sheherazade, o SBT poderia contratar para fazer comentários a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Ela, sim, seria verdadeiramente imparcial e civilizada, não é mesmo? Cito seu nome porque ela decidiu recorrer até ao Ministério Público contra a jornalista.
Que pena que Sheherazade não é chefe de alguma ONG que atua no setor esportivo e recebe dinheiro dos cofres públicos, simula despesas que não existem, arruma alguns laranjas e torra a grana em programas que nunca saíram do papel!!! Se fosse assim, certamente encontraria em Jandira uma defensora implacável, com aquela fé inquebrantável que só uma verdadeira “comunista do Brasil” consegue ter.
Agora o SBT calou as opiniões da jornalista. Jandira está feliz. Está no seu elemento. Se é membro do PC do B e na hipótese de ser mesmo uma comunista tardia, não apenas uma oportunista, isso quer dizer que é ainda stalinista. E o stalinismo não reconhece, é evidente, a liberdade de expressão como um valor.
Sempre que alguém que vive do que outros produzem consegue calar quem ganha o seu próprio sustento, o meu senso de justiça se assanha, entendem?
Por Reinaldo Azevedo-Rev Veja

Ex-dono da Petroquímica Triunfo (Pólo do RS): "A entrega da Triunfo para a Odebrecht compromete Dilma mais do que Pasadena"



O vídeo do link a seguir traz uma fala devastadora do empresário paulista Caio Gorentzvaig, filho de Boris, o homem que criou a Petroquímica Triunfo e que acabou sendo apunhalado pelas costas por seus dois sócios, a Petroquisa e a Odebrecht.
. O editor conheceu Boris em Triunfo, no Polo Petroquímico, numa das vezes em que ele assumiu o comando, depois de dobrar seus sócios em juízo. Ele não durou ali. 
. No vídeo, Caio denuncia Dilma pela expropriação da sua companhia, numa ação inesperada de privatização decidida em 2009.
. As denúncias são espantosas.
. Personagens como Sérgio Gabrielli e Paulo Costa são tratados com crueza na fala. Ele revela que ambos foram até a casa dele com ameaças. 

DO POLIBIOBRAGA

Aécio pede que Dilma devolva limpo o macacão da Petrobras


O pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, respondeu às críticas de Dilma Rousseff, que acusou, nesta segunda, a existência de uma campanha contra a empresa: “Está na hora de a presidente da República devolver limpo o macacão dos funcionários da empresa. Quem está sujando a imagem da Petrobras é o PT, que estabeleceu o aparelhamento através da irresponsabilidade, que resulta na prisão de diretores em operações da Polícia Federal”.

Aécio certamente tinha em mente esta imagem:
Lula mãos sujas 4
No dia 21 de abril de 2006, durante a inauguração da Plataforma P 50, em Campos, Lula repetiu o gesto de Getúlio Vargas, em 1952, e sujou as mãos de petróleo. O populista do passado marcava o início da extração no Brasil; o petista comemorava a suposta autossuficiência do Brasil. Pois é… Autossuficiência? O déficit da conta petróleo em 2013 foi de US$ 20,277 bilhões. Lula só sujou as mãos daquele jeito porque não conseguiu resistir. Em 2014, deve ficar em torno de US$ 15 bilhões.
Nos 11 anos e quatro meses de gestão petista, muito especialmente nos oito em que Lula esteve à frente do governo, nenhuma área do governo — ou empresa estatal — teve uma gestão tão arrogante, tão autoritária e, ao mesmo tempo, tão ineficiente como a Petrobras — e olhem que não se está falando exatamente de uma estatal. Como se sabe, trata-se de uma empresa de economia mista. Os desacertos foram se acumulando. Em vez de dar explicações quando confrontado com os problemas, o petista José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da gigante, demitido pela presidente Dilma em janeiro de 2012, respondia com grosserias e desaforos.
No seu aniversário de 60 anos, em 2013, a Petrobras teve duas péssimas notícias: 1) a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou as notas de crédito da estatal de A3 para Baa1 em razão do elevado endividamento (e, nesse particular, o governo Dilma tem uma parcela enorme de responsabilidade); 2) segundo relatório do TCU, o atraso na entrega do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), no Rio, pode gerar um prejuízo para a empresa de R$ 1,4 bilhão.
A Petrobras encerrou 2010 devendo R$ 118 bilhões; no começo deste 2014, a dívida já se aproximava dos R$ 300 bilhões. Parte desse rombo decorre de a empresa importar gasolina a um preço superior ao de venda no mercado interno. Como a economia degringolou, é preciso segurar o preço dos combustíveis para que a inflação não dispare.
Até aí estamos falando de uma gestão incompetente, politiqueira e desastrada. Aí os casos de corrupção vieram à luz, aos borbotões.
Chegou a hora de lavar o macacão.
Por Reinaldo Azevedo