quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Frases sobre o funeral do PT

“O PT tem todo o direito de continuar existindo juridicamente, mas o partido que eu ajudei a construir já morreu. E só participo de debates sobre ressurreição e reencarnação no âmbito religioso.”
Senadora Heloísa Helena (ex-petista, hoje no PSOL-AL)
“Diante das denúncias, os petistas optaram por uma saída jurídica, em detrimento de uma explicação política. Isso só é possível para quem já decidiu abandonar a vida pública. Esse comportamento reduziu as chances de sobrevivência do PT.”Deputado federal Fernando Gabeira (ex-PT, hoje no PV-RJ
“O partido confundiu-se com o governo, tornou-se aparelho do Estado e acreditou que os fins justificavam os meios. Agora, só há salvação se os responsáveis por tudo isso forem punidos.”Deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP)
“O PT foi atingido de forma irremediável. Do ponto de vista do patrimônio da lisura e da ética, acabou jogado na vala comum. E essa situação é irrecuperável.”Deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ)
“O PT levará, no mínimo, dez anos para se recuperar. Nos anos 90, elegeu a ética como razão de existir, mas a ética deve ser intrínseca ao partido, e não uma causa.”Senador Cristovam Buarque (PT-DF)
“O PT errou: afastou a militância, pôs burocratas no governo e se entregou às vontades de Lula. E que vontades eram essas? Apenas a do poder pelo poder. Agora acabou. O castelo de areia ruiu.”
Economista e ex-militante petista Paulo de Tarso Venceslau, expulso do PT em 1997
“O PT cometeu o pecado original. Comemos a maçã proibida, o fruto da ambição. Foram muitas mentiras. E o pior é que o PT só está querendo achar culpados individuais. Não quer assumir o grande equívoco que cometeu com a nação.”
Deputado federal Paulo Delgado (PT-MG)
“Lula sempre compartilhou da intimidade do grupo e foi o principal beneficiário de suas ações. Garante, porém, que nada sabia. Respeito quem acredita nisso, assim como respeito quem acredita em duendes.”
Ex-dirigente petista César Benjamin, em artigo para aFolha de S.Paulo
 DO JORGE RORIZ

Lances pela virgindade de jovem catarinense já superam US$ 150 mil

A palavra "prostituição" tem várias definições. Uma delas, que retirei do Aulete Digital, a descreve como a "realização de ato sexual ou libidinoso em troca de dinheiro". Acho que este conceito está totalmente utrapassado, porque hoje se troca sexo não apenas por dinheiro, mas também por favorecimento profissional, bens materiais (e aí o dinheiro pode ser incluído), por informações privilegiadas e até mesmo pelo simples prazer que o sexo pode produzir.
Na prostituição tradicional, a troca de favores acontecia nos chamados bordéis, nas zonas de meretrício e nos bataclãs, definidos pelo Dicionário Informal como cabarés, puteiros, casas de luzes vermelhas, "lugar onde se vive os prazeres carnais". Mais modernos, confortáveis e discretos, os motéis, geralmente ponto de encontro de casais apaixonados, acabaram virando preferência nacional na prática da prostituição.
Atualmente, em qualquer lugar do Brasil, principalmente para os homens, basta chegar a um hotel que o "serviço" é logo oferecido.
A "venda do corpo" hoje inclui fotografias, filmes e até "apresentações" feitas pela internet com a utilização de câmeras acopladas ou embutidas em qualquer computador. É só uma questão de estilo.
Uma jovem catarinense, por exemplo, resolveu participar de um concurso para um documentário onde ela vai leiloar sua virigindade. A inscrição foi feita há cerca de dois anos e depois de um teste em vídeo, a moça foi escolhida para participar do projeto pelo australiano Justin Sisely, uma espécie de produtor de eventos.
Catarina Migliorini, natural de Itapema, no norte de Santa Catarina - SC, hoje com 20 anos, explica que decidiu tudo por puro impulso.
- Eu era novinha e por ser virgem decidi me candidatar. Era uma oportunidade de viajar, conhecer novas culturas, mas não esperava uma resposta. Quando o diretor me escolheu, fiquei super feliz e decidi ir até o fim - disse a menina.
As filmagens do "documentário" estão sendo feitas em Bali, na Indonésia. O vídeo vai mostrar a história de Catarina e toda a preparação para o leilão, até o instante que vai marcar sua primeira noite.
- Eles filmam meu dia a dia, meu novos amigos aqui, eu falando com a minha mãe, minhas reações - explica Catarina.
Página do site "Virgins Wantede" e os três maiores lances
Os interessados na virgindade da jovem fazem suas ofertas pelo site 'Virgins Wanted'. Até o meio dia de hoje (25/09), dez lances já tinham sido dados. O mais alto foi feito há exatos trinta dias: US$ 155 mil, cerca de R$ 310 mil.
Catarina vai ficar com todo o dinheiro arrecadado no leilão, cujo valor ninguém sabe onde vai chegar.
- Não sei mesmo, mas vou usar o dinheiro para interesses pessoais. Não vou ser hipócrita de falar que vou doar 100%, mas quero criar um projeto para construir lares. Eu acho muito importante ajudar o próximo. Tudo também vai depender de quanto eu ganhar - disse Catarina.
E sobre a sua primeira noite, Catarina não parece nem um pouco preocupada. Ela afirma que trata o leilão "como um negócio", por isso não pensa muito no assunto. O importante, segundo diz, é que ela está "em um lugar lindo, maravilhoso" e que "trouxe vários livros para ler". Além disso, ela tem o apoio da família.
- Minha mãe é minha melhor amiga. Ela me disse que ia ser difícil, que eu tinha que estar preparada para tudo. Mas eu sei que ela me ama incondicionalmente e sempre me deu muita liberdade para tomar minhas decisões - afirmou a jovem catarinense.
O dia 15 de outubro será o último do leilão e a primeira relação sexual de Catarina deve acontecer dez dias depois, em uma viagem de avião da Austrália até os Estados Unidos, decisão tomada para evitar problemas legais com qualquer dos países envolvidos.
O que você acha deste "leilão"? É ou não é uma modalidade de prostituição, só que mais sofisticada e lucrativa? Deixe o seu comentário.
DO DANDO PITACOS

Procurador-geral avisa que investigação do mensalão continua mesmo depois de terminado julgamento em curso. Há mais coisa! Lula é acusado de favorecer banco

Por Vinicius Sassine, no Globo:
O fim da ação penal número 470, no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), significará a conclusão de apenas uma etapa do julgamento do mensalão. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que pretende destravar outras frentes de investigação após o veredicto sobre os réus julgados pelos ministros do STF. O término do julgamento está previsto para o fim de outubro. “Do contexto da ação penal 470 surgiram diversas outras ações, em São Paulo, Minas Gerais e algumas coisas na Procuradoria-Geral da República. Assim que terminar esse julgamento, haverá um esforço para dar andamento a essas ações”, disse Gurgel ao GLOBO, no intervalo da sessão plenária no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A denúncia central do mensalão resultou em outro inquérito que tramita no próprio Supremo. O procedimento tem o número 2.474 e corre em segredo de Justiça. Com 77 volumes, está na fase de investigação policial e ainda não resultou em denúncia por parte do procurador-geral. O inquérito é um desdobramento da ação penal 470, e foi aberto para apurar novos sacadores de dinheiro das empresas de Marcos Valério, considerado o operador do mensalão.
(…)
As mesmas suspeitas levaram o Ministério Público Federal em Brasília a acionar na Justiça Federal, por improbidade administrativa, o ex-presidente Lula. Segundo a denúncia do MP, de 2011, Lula favoreceu o BMG e buscou a “autopromoção” quando enviou cartas a aposentados e pensionistas oferecendo crédito consignado. O ex-ministro da Previdência Amir Lando também é réu no processo.
Reportagem publicada pelo GLOBO no último dia 15 mostrou que a denúncia principal do mensalão resultou em mais 45 processos que tramitam no próprio STF (como é o caso do inquérito nº 2.474), na Justiça Federal no DF e em quatro estados — Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo — e no Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, em São Paulo. São mais 80 réus, que ficaram fora da denúncia formulada pela PGR e que passaram a ser investigados pelo MP em outras instâncias. Somados os 38 acusados que começaram a ser julgados pelo STF em agosto, o mensalão tem 118 réus país afora, como mostrou a reportagem.
Por Reinaldo Azevedo

"Fracasso Articulado"


Editorial do Estadão
Vai se desfazendo rapidamente a imagem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva construiu de si mesmo no poder, e que parecia indestrutível.
As dificuldades eleitorais que os candidatos por ele impostos ao seu partido enfrentam em várias capitais são uma demonstração de que, menos de dois anos depois de deixar o poder com índice inédito de popularidade, pouca valia tem seu apoio.
A isso se soma a substituição gradual, por sua sucessora Dilma Rousseff - também produto de sua escolha pessoal -, de práticas e políticas que marcaram seu governo.
Concretamente, o fracasso da gestão Lula está explícito no abandono, paralisia, atraso e dificuldades de execução de seus principais planos, anunciados como a marca de seu governo.
Eles vão, de fato, moldando a marca de seu governo - a do fracasso.
Trata-se - como mostrou reportagem do jornal Valor (24/9) - de um fracasso exemplar, articulado, minucioso, que quase nada deixa de positivo dos grandes projetos de Lula na região em que nasceu e onde ele e sua sucessora obtiveram suas mais estrondosas vitórias eleitorais - o Nordeste.
As deficiências desses projetos eram conhecidas.
O que a reportagem acrescenta é que, frutos do apetite político-eleitoral do ex-presidente e da sistemática incompetência gerencial de seu governo, essas deficiências são comuns aos vários projetos.
Ferrovias, rodovias, obras de infraestrutura em geral, transposição do Rio São Francisco, refinarias, tudo foi anunciado com grande estardalhaço, com resultados eleitorais espetaculares para o governo, mas com pouco, quase nenhum proveito para o País até agora.
Como se fossem partes de uma ação cuidadosamente planejada, essas obras têm atraso médio semelhante, enfrentam problemas parecidos e, todas, geram custos adicionais astronômicos para os contribuintes.
Os grandes empreendimentos do governo Lula para o Nordeste somam investimentos de mais de R$ 110 bilhões.
Excluídos os projetos cuja complexidade impede a fixação de novo prazo de conclusão, eles têm atraso médio de três anos e meio.
Isso equivale a sete oitavos de um mandato presidencial.
Obras que Lula prometeu inaugurar talvez não sejam concluídas nem na gestão Dilma.
Veja-se o caso das refinarias anunciadas para a região, a Premium I (no Maranhão) e a Premium II (no Ceará), que devem custar quase R$ 60 bilhões.
A do Maranhão, cujas obras foram "oficialmente" iniciadas em janeiro de 2010, deveria estar pronta em 2013, mas agora está classificada como "em avaliação" pela Petrobrás, ou seja, já não é nem mesmo certo que ela será construída.
A do Ceará, lançada em dezembro de 2010, deveria estar pronta em 2014, mas foi adiada.
A refinaria que está em obras, a de Abreu e Lima, em Pernambuco, transformou-se num poço de problemas e atrasos.
Resultado de um acordo que Lula fez com o venezuelano Hugo Chávez, a refinaria deveria ser construída em parceria pela Petrobrás e a estatal venezuelana PDVSA, mas esta, até o momento, não aplicou nenhum centavo.
O custo previsto atualmente para a obra equivale a cinco vezes o orçamento original.
Na área de infraestrutura, estão atrasadas as duas ferrovias em construção no Nordeste, a Nova Transnordestina, com 1.728 quilômetros, e a Oeste-Leste, que se estende de Ilhéus, no litoral da Bahia, até Figueirópolis, no Tocantins.
A primeira, que teve substituída a empreiteira, tem um trecho paralisado no Ceará e enfrentou problemas com o atraso na liberação de recursos, mas seu andamento, assim mesmo, é considerado "adequado" nos balanços periódicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do qual faz parte.
Pode-se imaginar a situação da segunda, considerada "preocupante" pelos gestores do PAC.
A transposição do São Francisco, cujos problemas têm sido apontados com frequência pelo Estado, faz parte desse conjunto.
O que ele exibe é uma sucessão de projetos incompletos, contratos mal elaborados, descuido da questão ambiental, fiscalização inadequada.
O resultado não poderia ser diferente: atrasos, paralisação de obras por órgãos ambientais, aumento de custos. É parte da herança deixada pelo governo Lula.

Acabou o mito Lula 
DO R.DEMOCRATICA

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Dá para fazermos um. Que acham?

Essa vai para a "GALERA ORGANIZADA DO TWEETER, FACEBOOK E OUTRAS REDES SOCIAIS".

Leiam que depois eu volto.

Luiz Carlos Barreto colhe assinaturas de personalidades a favor de Dirceu
Manifesto, apoiado por 200 pessoas, pede que não haja prejulgamento dos réus do mensalão

MARCIO ALLEMAND - O GLOBO

RIO - Está para chegar às mãos dos ministros do Supremo Tribunal Federal um texto-manifesto pedindo que não haja um prejulgamento dos réus no caso do mensalão e que sejam resguardados os processos legais. A iniciativa partiu do cineasta Luiz Carlos Barreto, o Barretão - amigo do ex-ministro José Dirceu - que desde a semana passada tem enviado à classe artística um e-mail solicitando assinaturas para o documento que deve passar pelo crivo de alguns juristas antes de ser enviado ao STF.
- Não queremos que haja prejulgamento deste caso, pois já tem gente por aí dizendo quantos anos cada réu vai pegar de prisão. Não pode ser assim. Depois a gente reclama quando chega a ditadura - desabafa Barretão.
O e-mail enviado diz que a ação penal 470 vem sendo pejorativamente chamada de 'mensalão' e pede a confirmação urgente para que o nome do convidado possa ser incluído na lista de assinantes do manifesto.
- Eu mandei e-mail para uma série de pessoas, mas algumas têm fobia de divulgação. Até agora já colhi mais de duzentas assinaturas independentemente de tendências, credos e religiões.

Entre os que já confirmaram suas assinaturas no texto-manifesto estão Oscar Niemeyer, Alceu Valença, Luiz Carlos Bresser Pereira, Bruno Barreto, Jorge Mautner, Flora Gil, Emir Sader e Eric Nepomuceno.
Para o arquiteto Oscar Niemeyer, que foi um dos primeiros a assinar o texto-manifesto, há um exagero quanto ao mensalão.
- Assinei o manifesto porque acredito que desde o início há uma campanha contra o José Dirceu, um exagero.
Outro que assinou o documento foi o músico Jorge Mautner, com a convicção de que o procedimento do STF será isento de qualquer influência externa.
- Concordo que haja o julgamento e assinei o texto-manifesto porque vivevmos numa democracia e, como se trata de um julgamento político, não pode haver manipulação.
Tem gente que não tem vergonha de bancar o ridículo. Barretão, o cineasta petralha, é destes.
Tudo bem. É direito deLLes tentar defender seus bandidos de estimação, como também é nosso direito.
Leram a notícia? O mesmíssimo argumento vagabundo de sempre.
Sigamos:
Essa é uma encomenda para o NAS RUAS:
Organizem a comunidade do face, para assinarem um MANIFESTO CONTRA DIRCEU E À FAVOR DA PLENA JUSTIÇA.
ELLes estão com míseras 200 assinaturas ( deve estar sendo muito difícil achar quem queira colocar o jamegão para defender o vagabundo ).
Só o grupo do NAS RUAS pode recolher, em menos de 1 hora, pelo menos umas mil assinaturas.
Como é de Brasília, é só esperar a data da entrega do MANIFESTO DOS MENSALEIROS e entregar junto o MANIFESTO PELA DEMOCRACIA.
Fica aqui a idéia.

DO GENTE DECENTE

Adeus, Lula

Lula foi chamado de deus por Marta Suplicy
Nem na ditadura do Estado Novo alguém chegou a tanto na adulação
Por Marco Antonio Villa 
A presença constante no noticiário de Luís Inácio Lula da Silva impõe a discussão sobre o papel que deveriam desempenhar os ex-presidentes.
A democracia brasileira é muito jovem. Ainda não sabemos o que fazer institucionalmente com um ex-presidente.
Dos quatros que estão vivos, somente um não tem participação política mais ativa. O ideal seria que após o mandato cada um fosse cuidar do seu legado. Também poderia fazer parte do Conselho da República, que foi criado pela Constituição de 1988, mas que foi abandonado pelos governos — e, por estranho que pareça, sem que ninguém reclamasse.
Exercer tão alto cargo é o ápice da carreira de qualquer brasileiro. Continuar na arena política diminui a sua importância histórica — mesmo sabendo que alguns têm estatura bem diminuta, como José Ribamar da Costa, vulgo José Sarney, ou Fernando Collor.
No caso de Lula, o que chama a atenção é que ele não deseja simplesmente estar participando da política, o que já seria ruim.
Não.
Ele quer ser o dirigente máximo, uma espécie de guia genial dos povos do século XXI.
É um misto de Moisés e Stalin, sem que tenhamos nenhum Mar Vermelho para atravessar e muito menos vivamos sob um regime totalitário.

As reuniões nestes quase dois anos com a presidente Dilma Rousseff são, no mínimo, constrangedoras. Lula fez questão de publicizar ao máximo todos os encontros. É um claro sinal de interferência.
E Dilma?
Aceita passivamente o jugo do seu criador.
Os últimos acontecimentos envolvendo as eleições municipais e o julgamento do mensalão reforçam a tese de que o PT criou a presidência dupla:
um, fica no Palácio do Planalto para despachar o expediente e cuidar da máquina administrativa, funções que Dilma já desempenhava quando era responsável pela Casa Civil;
outro, permanece em São Bernardo do Campo, onde passa os dias dedicado ao que gosta, às articulações políticas, e agindo como se ainda estivesse no pleno gozo do cargo de presidente da República.

Lula ainda não percebeu que a presença constante no cotidiano político está, rapidamente, desgastando o seu capital político.
Até seus aliados já estão cansados.
Deve ser duro ter de achar graça das mesmas metáforas, das piadas chulas, dos exemplos grotescos, da fala desconexa.
A cada dia o seu auditório é menor.
Os comícios de São Paulo, Salvador, São Bernardo e Santo André, somados, não reuniram mais que 6 mil pessoas.
Foram demonstrações inequívocas de que ele não mais arrebata multidões.
E, em especial, o comício de Salvador é bem ilustrativo.
Foram arrebanhadas — como gado — algumas centenas de espectadores para demonstrar apoio.
Ninguém estava interessado em ouvi-lo.
A indiferença era evidente.
Os “militantes” estavam com fome, queriam comer o lanche que ganharam e receber os 25 reais de remuneração para assistir o ato — uma espécie de bolsa-comício, mais uma criação do PT.
Foi patético.
O ex-presidente deveria parar de usar a coação para impor a sua vontade.
É feio.
Não faça isso.
Veja que não pegou bem coagir:
1. Cinco partidos para assinar uma nota defendendo-o das acusações de Marcos Valério;
2. A presidente para que fizesse uma nota oficial somente para defendê-lo de um simples artigo de jornal;
3. Ministros do STF antes do início do julgamento do mensalão.
Só porque os nomeou?
O senhor não sabe que quem os nomeou não foi o senhor, mas o presidente da República?
O senhor já leu a Constituição?
O ex-presidente não quer admitir que seu tempo já passou. Não reconhece que, como tudo na vida, o encanto acabou.
O cansaço é geral.
O que ele fala, não mais se realiza.
Perdeu os poderes que acreditava serem mágicos e não produto de uma sociedade despolitizada, invertebrada e de um fugaz crescimento econômico.
Claro que, para uma pessoa como Lula, com um ego inflado durante décadas por pretensos intelectuais, que o transformaram no primeiro em tudo (primeiro autêntico líder operário, líder do primeiro partido de trabalhadores etc, etc), não deve ser nada fácil cair na real.
Mas, como diria um velho locutor esportivo, “não adianta chorar”. Agora suas palavras são recebidas com desdém e um sorriso irônico.
Lula foi, recentemente, chamado de deus pela então senadora Marta Suplicy.
Nem na ditadura do Estado Novo alguém teve a ousadia de dizer que Getúlio Vargas era um deus.
É desta forma que agem os aduladores do ex-presidente.
E ele deve adorar, não?
Reforça o desprezo que sempre nutriu pela política.
Pois, se é deus, para que fazer política?
Neste caso, com o perdão da ousadia, se ele é deus não poderia saber das frequentes reuniões, no quarto andar do Palácio do Planalto, entre José Dirceu e Marcos Valério?
Mas, falando sério, o tempo urge, ex-presidente.
Note: “ex-presidente”.
Dê um tempo.
Volte para São Bernardo e cumpra o que tinha prometido fazer e não fez.
Lembra?
O senhor disse que não via a hora de voltar para casa, descansar e organizar no domingo um churrasco reunindo os amigos.
Faça isso.
Deixe de se meter em questões que não são afeitas a um ex-presidente.
Dê um bom exemplo.
Pense em cuidar do seu legado, que, infelizmente para o senhor, deverá ficar maculado para sempre pelo mensalão.
E lá, do alto do seu apartamento de cobertura, na Avenida Prestes Maia, poderá observar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, onde sua história teve início.
E, se o senhor me permitir um conselho, comece a fazer um balanço sincero da sua vida política.
Esqueça os bajuladores.
Coloque de lado a empáfia, a soberba.
Pense em um encontro com a verdade.
Fará bem ao senhor e ao Brasil.
MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade de São Carlos, em São Paulo
DO R.DEMOCRATICA

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

LuLLa está louco? Balela, está sendo o que sempre foi.

Cascata essa história de que LuLLa, o contumaz estuprador da verdade, esteja louco.
Louco não, desesperado sim.
Neste fim de semana, eLLe saiu a exercitar aquilo que mais gosta: tropeçar na verdade, enganar os trouxas, que estão diminuindo, assaltar a coerência, sequestrar os fatos e mentir.
LuLLa não está nem perto da loucura. Está sendo rigorosamente aquilo que sempre foi. A vida inteira.
Mas eLLe está desesperado a não dar conta.
Primeiro por deixar de ser o "Deus" que pensava ser e depois por estar diante da expectativa dos passos que serão dados por outro deseperado, que é Marcos Valério que, pelo andar da carruagem, vai enfiá-lo de cabeça no seu lugar de direito, que é o de CHEFÃO DE UMA QUADRILHA criada com a intenção de assaltar os cofres públicos e arrombar a democracia.
O que faz eLLe?
Apela para o joguinho imoral da mentira dita com método.
Apela para um câncer, apela para notórios políticos consagrados pela história e faz de si mesmo uma pantomima.
Não se assustem.
ELLe não está louco.
Está é se cagando de medo de que o "povão", que lhe reverenciava, passe a lhe atirar ovos, vaiá-lo e chamá-lo de LADRÃO.
Falta um tico só para isso.
E esse "tico" está escondido embaixo da língua afiada de Valério.

DO GENTE DECENTE

Presidente da Comissão de Ética da Presidência renuncia ao cargo

O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Sepúlveda Pertence, anunciou nesta segunda-feira (24) que deixará a comissão, mais de um ano antes do término de seu mandato. Ele citou como motivo da renúncia, que será encaminhada hoje à presidente Dilma Rousseff, a "mudança radical" na composição da comissão.
Pertence disse "lamentar" a não recondução, pela presidente Dilma, de dois conselheiros da comissão que haviam sido indicados por ele: Marília Muricy e Fábio de Sousa Coutinho. Segundo ele, a não recondução foi um "fato inédito".
"Lamento a não recondução, que, ao que me parece, é um fato inédito na história da comissão, dos dois nomes que eu tive a honra de indicar", disse Pertence, ao deixar a reunião da comissão, no Palácio do Planalto.
Um dos momentos críticos da relação da comissão com Dilma ocorreu em dezembro passado, quando o grupo decidiu recomendar a exoneração do então ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A decisão chegou ao conhecimento da Presidência pela imprensa, e num momento em que o Palácio do Planalto buscava contornar uma crise na pasta do Trabalho por conta de denúncias de irregularidades em convênios da pasta.
Na época, o Planalto recebeu criticamente o relatório, pelo fato de boa parte dele ter sido baseada em reportagens da imprensa. Autora do relatório, Marília Muricy, em entrevista à Folha na ocasião, cobrou de Dilma "respeito às regras do jogo democrático".
No último dia 3, a presidente nomeou três novos integrantes para comissão. Muricy e Coutinho poderiam ter sido reconduzidos, mas Dilma decidiu nomear novos conselheiros.
Pertence, que é ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), disse que deverá se dedicar à advocacia. Seu mandato terminaria apenas em dezembro de 2013.
DO UOL

Pressão e censura feitas pelos petralhas do governo forçam mudança no comando da Rede Globo

por Gustavo Maranhão
Exclusivo – O executivo Octávio Florisbal será substituído da Direção-Geral da Rede Globo porque cansou de suportar as pressões diretas e indiretas do governo, sempre que o jornalismo da emissora detonava matérias negativas contra os esquemas petralhas e de seus aliados. Alegando que a maior rede de telev…isão do País não pode aceitar se submeter à censura, Florisbal pediu aos irmãos Roberto Irineu e João Roberto Marinho para sair do cargo que será ocupado por alguém com sangue mais frio para suportar tentativas constantes de ingerências políticas: o jornalista Carlos Henrique Schroder – atual diretor-geral de Jornalismo e Esportes.
A versão de que a família Marinho preferiu se blindar contra as armações político-econômicas dos petralhas no poder vazou entre conversas de lobistas que trabalham para importantes afiliadas da Rede Globo. Os irmãos Marinho aceitaram a troca de Florisbal por Schroder porque as pressões sobre a Globo aumentaram, de forma insuportável, depois que o julgamento do Mensalão no STF ganhou os impensáveis desfechos de condenação para os principais réus políticos. Dirigentes globais foram “desaconselhados” por “emissários do governo” a não tentarem uma entrevista exclusiva com o publicitário Marcos Valério. Muito menos a Globo deveria cogitar de comprar e veicular o conteúdo das tais quatro bombásticas fitas que Valério teria mandado um famoso cineasta gravar e editar para comprometer o ex-presidente Lula da Silva e a cúpula do PT com os mafiosos esquemas do Mensalão. O comando das Orgnizações Globo preferiu acreditar nas ameaças e anunciou, depressa, a programada e futura substituição de Florisbal por Schroder. O ex-diretor-geral – que cansou de sofrer pressões – acabou “promovido” para um cargo no novo conselho da emissora, cujos sócios são os herdeiros do falecido Roberto Marinho.
Bronca maior
Além de neutralizar a televisão Globo, a máquina de censura petralha gostaria muito de atingir três jornalistas que operam a contra-ofensiva da família Marinho no jornal O Globo.
Merval Pereira, Ricardo Noblat e Miriam Leitão – que publicam artigos mais contundentes contra os esquemas mafiosos no governo federal – são os alvos preferenciais da petralhada.
Se a pressão sobre os controladores da Globo aumentar e se tornar insuportável, pode sobrar alguma malvadeza contra um dos três.
DO JORGE RORIZ

E Lula vai vivendo a sua decadência buliçosa sem dignidade. Agora compara a oposição ao câncer; nos comícios, cada vez menos gente…


Ou “menas”, para fazer homenagem a uma era que começa a entrar em declínio
Por Reinaldo Azevedo
“Otium cum dignitate.” Não, não se traduza por “ócio com dignidade”, mas “lazer com dignidade”.
Segundo Cícero, era a isso que deveria aspirar um patrício romano depois de se retirar da vida pública.
O “otium” não tinha, originalmente, o sentido só pejorativo em que é empregado hoje em dia: o inútil, o irrelevante, o desnecessário.
O “otium” era o tempo dedicado às coisas que fazem bem ao espírito: da boa mesa à filosofia, passando pela contemplação.
Era, assim, uma espécie de descanso pela obra realizada, quando então as paixões mais acesas cederiam lugar à fruição, inclusive do pensamento. É bem verdade que o próprio Cícero não teve tempo de gozar de seu ideal.
Antes disso, Marco Antônio mandou cortar-lhe cabeça e mãos…
Não é de hoje que os poderosos tentam se vingar da arrogância de quem escreve, né, Apedeuta?
Mas sigamos.
Lula poderia, depois de dois mandatos, dedicar-se ao “otium cum dignitate”. OK. Se não quer ler, já que confessou dormir até com Chico Buarque (e não se deve culpá-lo por isso), se não quer filosofar, se não quer contemplar a vida, tudo bem!
Ainda lhe sobrariam, por exemplo, os prazeres da mesa. Brincar com os netos também deve ser coisa boa. Até mesmo fazer política, por que não?, como conselheiro…
Mas quê!!!
Faz questão de viver a sua decadência, o seu ocaso, da pior maneira possível: vociferando (embora devesse se preservar), esperneando contra a história, dando murro na ponta dos fatos, entregando-se a metáforas que demonstram seu ódio essencial ao regime democrático.
Já escrevi ontem um post sobre o comício que fez em Santo André. Acusou, contra a história, os “conservadores” de ligar a morte de Celso Daniel ao PT.
Já apontei o que há de errado na sua afirmação. Mas ele estava mesmo impossível. Depois de ter tentado bater para si a carteira da estabilidade econômica — conquista do governo FHC —, o Apedeuta dedica-se agora a roubar para si a democratização do país. É estupendo!
Os traços patológicos da psique de Lula começam a sair do controle — e tanto mais se exacerbam quanto mais ele vai caindo.
Segundo disse, a criação do PT, em 1980, “foi praticamente o começo da conquista da democracia no país”.
É mentira!
Mentira daquelas cabeludas!
Em 1980, o Brasil já tinha uma Lei da Anistia, aprovada no ano anterior e longamente negociada com os militares.
Lula esconde que ele, ao contrário do que quer fazer crer, é fruto já da abertura que estava em curso — e só por isso foi possível criar o partido. O Apedeuta e seu PT são efeitos do processo de democratização, não causas.
E o país se democratizou, entre outros motivos, porque queria a pluralidade política, aquela mesma que ele não respeita. Em Diadema, disparou esta pérola da estupidez: “Estou feliz porque o câncer está derrotado, como estarão os nossos adversários”. As oposições agiram com correção, note-se, ao jamais fazer baixa exploração política do estado de saúde de Lula e Dilma. Mas os dois, sempre que puderam, levaram a doença para o palanque.
Só os tiranos compararam oposicionistas a um mal que tem de ser eliminado, que tem de ser extirpado.
Escrevi, certa feita, que Lula era o nome da doença do Brasil. Alguns vagabundos forçaram a mão para ler na frase o que ela nunca disse nem pretendeu dizer. Por mim, que ele viva mais 100 anos.
Mas que morra o que ele representa de entendimento tosco da política, de intolerância, de incapacidade de conviver com a divergência. As suas palavras valem por aquilo que são: adversário bom é adversário eliminado — como o câncer.
Em Santo André, onde seu candidato, Carlos Grana, está em segundo lugar, falou para não mais do que 1,2 mil pessoas. E não tem reunido em São Paulo mais do que 2 mil aonde quer que vá. Com a boca torta pelo uso do cachimbo, pediu em Diadema o boicote a candidatos do PSDB e do PPS.
O petista Mário Reali, que disputa a Prefeitura, lembrou que o último partido está com ele. Lula, então, se corrigiu. Já em São Bernardo, defendeu a aliança de Luiz Marinho (PT) com o DEM…
Para o Babalorixá de Banânia, o mundo se divide em dois: os bons estão com eles e os maus que estão contra e são como o… câncer.
Os tempos são outros, é verdade. Na era digital, os comícios de rua já não têm a mesma importância, mas parece estar em curso algo mais do que uma mudança cultural. O mito Lula começou a ser corroído pela realidade, já apontei aqui. Ainda é um político muito popular, mas ele nunca se contentou com isso. Precisa exercitar as suas supostas virtudes demiúrgicas; só sabe viver como um mito; não suporta a ideia de não ser adorado, cultuado e reverenciado como um totem; sua palavra precisa ser lei.
Não por acaso, em São Bernardo, será criado um “museu da greve” para cantar as suas glórias; em São Paulo, um tal “Memorial da Democracia”, com o mesmo propósito.
Lula será, claro!, por muito tempo uma referência e coisa e tal. Mas nada que satisfaça o ego de quem, agora, decidiu assumir a paternidade até daquela que o gerou: a democratização do país.
Lembro-me de uma imagem de “O Homem Sem Qualidades”, de Musil, quando ele fala do prenúncio de uma nova era e o compara à dispersão de um cortejo… Essa dispersão já é uma verdade dos comícios do PT. O povo começa a se dispersar.
Lula poderia experimentar o “otium cum dignitate”, mas se nega. Prefere vivenciar a sua decadência espalhafatosa, chamando para si méritos que jamais foram seus, acusando a imprensa e o STF de golpistas e comparando a oposição ao câncer. Insiste em ser o dono do povo porque sabe que o PT estará morto quando a maioria dos brasileiros decidir ser dona de si mesma.
É por isso que Fernando Haddad, seu mamulengo estouvado, não tem a menor vergonha em visitar uma favela que acabou de sofrer um incêndio para fazer proselitismo eleitoral. Lula e essa gente gostam de um povo dependente porque não conseguem viver sem a gratidão servil dos humildes.
Lula e os petistas se tornaram dependentes de seu câncer moral.
24/09/2012
DO R.DEMOCRATICA

domingo, 23 de setembro de 2012

Inteligência do Exército protege Barbosa

Exclusivo - O Exército escalou seus mais confiáveis e melhores oficiais de inteligência, lotados na Abin, para dar proteção ao ministro Joaquim Barbosa – relator do processo do Mensalão no Supremo Tribunal Federal. Ao montar esquema especial para dar segurança a Barbosa – que sempre foi avesso a isto -, empregando seus homens lotados na Agência Brasileira de Inteligência, o EB atropelou o Palácio do Planalto e a cúpula da Polícia Federal ligada aos esquemas petralhas de poder.
Apenas como contraponto: os ministros Ricardo Lewandowski e José Dias Toffoli também contam com proteção intensa. Só que de agentes da Polícia Federal – e não da turma verde-oliva lotada na Abin. A proteção a Barbosa não é só física. Tudo que se fala dele e sobre ele, nos ambientes de poder, também é monitorado. Além disso, todo o sistema telefônico da residência e de seu gabinete no STF foi alterado e passa por uma constante ação de pente fino.
A iniciativa de proteger Barbosa tão intensamente gera uma crise. A Presidenta Dilma Rousseff, como Comandante-em-chefe das Forças Armadas, sequer foi consultada sobre a medida. A blindagem ao Barbosa foi decidida entre alguns integrantes do Alto Comando do Exército e o General José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência. Aumentará em muito a guerra não-declarada e a insatisfação pessoal mútua entre Dilma e seu ministro Elito.
No fundo, a proteção especial a Barbosa é mais uma operação montada pela chamada “Comunidade de Informações” que sempre tenta agir de forma invisível – embora quase sempre não consiga em uma Brasília cercada de ouvidos eletrônicos em todos os buracos do poder. Em tempos passados, tal comunidade era famosa por vigiar e detonar a esquerda explicitamente. A turma do SNI botava medo. A turma da Abin ligada ao EB – onde a petralhada ainda não conseguiu se infiltrar explicitamente – tenta ser mais “light”.
Agora, pelo menos no reservado discurso da comunidade de informações, a ordem é não contribuir para ampliar um vácuo institucional que se desenha com o resultado do julgamento do Mensalão – que deve atingir em cheio a cúpula petralha, ainda com consequências imprevisíveis de um respingo escatológico no mito Luiz Inácio Lula da Silva (que ainda alimenta o sonho de voltar à Presidência da República).
A tensão entre Dilma e a caserna pode aumentar ainda mais com o Mensalão. Já era enorme por causa da Comissão da Verdade que tomou a decisão fora da lei de perseguir os agentes do Estado acusados de cometer crimes apenas na Era pós-1964. Apoiada por Dilma, a CV quebrou um acordo firmado com os militares, costurado quando Nelson Jobim era ministro da Defesa, de que os crimes de sequestro, terrorismo e assassinato cometidos pelos militantes de esquerda também seriam investigados.
Alguns Generais já se sentem traídos por Dilma. Mas se a traição vai gerar consequências institucionais é um desdobramento imprevisível. A cúpula militar na ativa é publicamente contrária a qualquer virada de mesa. Se os Generais pensam, sinceramente, da mesma forma, na intimidade, são outros quinhentos batalhões. Dilma e seus radicalóides estão provocando a onça com varinha curta.
Além disso, com o próprio Ministério da Defesa, a cúpula militar nunca se sentiu satisfeita por ficar simbolicamente subordinada ao ministro Celso Amorim que tem como assessor-especial José Genoíno – ex-guerrilheiro da luta armada pós-64 e com grandes chances de ser condenado no processo do Mensalão em que o agora protegido Joaquim Barbosa brilha como “grande herói” da República. Na ironia, os militares sõ não têm mais bronca de Genoíno porque alegam que ele entregou, sem qualquer tortura, todos os seus companheiros na Guerrilha do Araguaia...
Indo de uma cachorrice a outra cachorrada, a inteligência militar teme que a petralhada arme ilegalidades para obstruir o julgamento do Mensalão. A mais previsível já se tornou pública e, se acontecer, pode ser a senha para a abertura da portinha do vácuo institucional: que o novo ministro do STF, Teori Zavascki, indicado pelo ex-marido de Dilma Rousseff, tome posse e cometa a imprudência de pedir vistas do processo de mais de 50 mil páginas do Mensalão. Se tal manobra embromatória for adotada, para atrasar o resultado final do julgamento em até seis meses, nem Deus sabe o que poderá acontecer...
A leitura de nossa conjuntura atual é bem simples e roceira. A vaca já está no brejo. Se o Boi vai também... Aí são outros R$ 350 milhões de reais desviados e divididos pelos bandidos no esquema do Mensalão. Na avaliação mais tímida da comunidade de informações – que protege Barbosa e também vigia, cuidadosamente, todos os prováveis condenados na Ação Penal 470 -, o ex-presidente Lula da Silva teria pelo menos 35 milhões de motivos concretos para se preocupar – e muito – com as consequências de ter tantos companheiros e parceiros vendo o sol nascer quadrado...
Enquanto o mito Lula pode se desmantelar entre os segmentos esclarecidos (ou entre os menos ignorantes), o mito de Joaquim Barbosa começa a ser construído e lapidado. Resta aguardar para saber quem será beneficiado com a demolição de um e a edificação de outro. Enquanto isto, os militares ficam iguaizinhos àquele papagaio verde-oliva da piada do português. Nada falam... Mas prestam uma atenção...
“E sabem de absolutamente tudo que acontece no Brasil” – como fez questão de ressaltar um quatro estrelas numa certa noite estrelada de um jantar fechadíssimo na caserna, com todo mundo vestindo a pós-moderna farda de civil sem gravata - exceto o coronel da inteligência e das Forças Especiais, trajado feito um Rambo, para garantir a proteção na porta do salão...
O perigo é que aqueles que fingem não saber de nada continuam agindo no submundo do Governo do Crime Organizado... Até quando? Nem Deus deve saber mais... Ou será o Barbosa (um dos Deuses do Supremo e agora um togado blindado pelas fardas da inteligência) sabe?
Se souber, conta que a gente divulga por aqui... Até porque, neste mundo pontocom, nem a identidade do pobre do Batman é mais secreta... O verdadeiro endereço da Batcaverna, talvez...
DO ALERTA TOTAL

LULA À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS!

Transcrevo na íntegra o artigo do jornalista José Roberto Guzzo, publicado na revista Veja desta semana que é demolidor. Ao mesmo tempo em que deixa implícito para o desassossêgo dos petistas a existência das fitas gravadas com o depoimento de Marcos Valério, denunciando Lula como o chefe do mensalão, faz um inventário dos desatinos do PT e seus sequazes e sua ridícula sua obsessão para "controlar mídia". Não é à toa que Lula esteja à beira de um ataque de nervos.
Por isso, ao final recomenda ao PT que contenha a sua ansiedade.
O título original do artigo é "Só com censura". Recomendo que leiam. Está mais do que perfeito. O mestre Guzzo não deixa escapar nada. Leiam:
Para o seu próprio sossego pessoal, o ex-presidente Lula, seus fãs mais extremados e os chefes do PT deveriam pôr na cabeça, o mais rápido possível, um fato que está acima de qualquer discussão: só existe um meio que realmente funciona, não mais que um, para governos mandarem na imprensa, e esse meio se chama censura.
Infelizmente para todos eles, essa é uma arma de uso privativo das ditaduras — e nem Lula, nem o PT, nem os “movimentos sociais” que imaginam comandar têm qualquer possibilidade concreta de criar uma ditadura no Brasil de hoje.
Podem, no fundo da alma, namorar a ideia. Mas não podem, na vida real, casar com ela. Só perdem seu tempo, portanto, e se estressam à toa quando ficam falando que a mídia brasileira é um lixo a serviço das “elites”; há dez anos não mudam de ideia e não mudam de assunto. Bobagem.
O que querem mesmo é impedir que esta revista, por exemplo, publique reportagens como a matéria de capa de sua última edição, com as declarações de Marcos Valério sobre o envolvimento direto de Lula no mensalão. Ficam quietos porque têm medo de que sejam publicadas as fitas gravadas com tudo aquilo que ele disse, e as coisas piorem ainda mais. Mas o seu único objetivo real é este: eliminar as informações que desejam esconder.
Até agora, o plano mais ambicioso que lhes ocorreu para chegar aonde querem foi propor algo que chamam de “controle social” da mídia: não conseguem explicar bem o que seria isso na prática, mas nem é preciso que expliquem. O problema do PT, nessa história toda, é simples: “controle social” é algo que não existe no mundo dos fatos. 
Na vida como ela é, só têm controle verdadeiro sobre um órgão de imprensa os seus proprietários ou, então, o departamento de censura. Todo o resto é pura tapeação. Mas é isso, exatamente, que o PT propõe. Já foi feita, de 2003 para cá, uma boa meia dúzia de tentativas para armar o tal controle, primeiro com projetos de lei que morreram antes de nascer, depois com “audiências públicas” e outras esquisitices. Não saiu, até agora, um único coelho desse mato.
Falou-se também da “mobilização de setores populares” para pressionar a mídia, mas não se conseguiu mobilizar ninguém. Manifestações de massa, para o PT de hoje, exigem ônibus fretados, lanches grátis, patrocínio de alguma estatal — e, francamente, não é assim que se faz uma revolução. Muito dinheiro do Erário tem sido gasto na compra do apoio de uma parte da imprensa, através de verbas publicitárias e outros tipos de ajuda: o problema, aí, é que o governo não consegue comprar os veículos que têm mais público. Foram criadas, também, brigadas de “blogueiros” que recebem uma espécie de “mensalinho” para falar a favor do governo e contra quem faz críticas a ele; ninguém parece prestar atenção no que dizem.
Inventou-se, ainda, uma “TV Brasil”, emissora que serve para apoiar as autoridades e é sustentada com dinheiro público em estado puro. Em cinco anos de funcionamento, sua audiência continua vizinha do zero; a esta altura, talvez tenha mais funcionários do que telespectadores. A questão, em todos esses casos, é que imprensa a favor não adianta nada — o que interessa a quem manda é não ter imprensa contra. Elogios não salvaram uma única cabeça, entre os doze ministros que a presidente Dilma Rousseff botou na rua até agora, nos casos em que foram denunciados por corrupção no noticiário. Não têm resolvido nada no julgamento do mensalão, também revelado integralmente pelo trabalho da imprensa; o STF vem sendo o flagelo de Deus para os réus, triturados um após o outro com sentenças de condenação.
Ditaduras entendem muito bem como se controla a imprensa. Não desejam aplausos: a única coisa que lhes importa é cortar tudo aquilo que não querem que seja publicado. Não podendo fazer isso, o PT fica na gritaria. Ainda há pouco, o presidente nacional do partido, deputado Rui Falcão, disse que a “mídia conservadora” é instrumento de uma “elite suja e reacionária”, e fez uma ameaça: “Não mexam com o PT”. E se mexerem — ele vai fazer o quê? As coisas que o deputado diz não chegam a obter a nota mínima necessária para ser levadas a sério: não há exemplo na história de situações em que a imprensa tenha mudado de linha por causa de discurseira desse tipo, ameaças vazias ou “pressões da sociedade”. Veículos independentes não têm medo de insultos, “setores populares” ou líderes políticos com popularidade de 80%; o que lhes quebra a espinha é a força armada, e só ela. É melhor, então, o PT segurar a ansiedade. Transcrito a partir do blog do Reinaldo Azevedo onde há mais coisa análogas para serem lidas
DO ALUIZIO AMORIM