quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

REVEILLON NO RIO DE JANEIRO ACONTECERÁ EM MEIO A ESGOTO A CÉU ABERTO! É O ESPLENDOR DA 6A. ECONOMIA MUNDIAL!

Esgoto a céu aberto na famosa Praia do Leme no Rio de Janeiro
O mau tempo e as chuvas provocam nas praias do Rio de Janeiro as conhecidas "líguas negras", como mostra esta foto do site de O Globo. Como em 99% das cidades brasileiras, o Rio de Janeiro também não possui esgoto tratado. Quando chove muito a água extravasa as galerias rasgando as areias de Copacabana e adjacências e formando ribeirões de esgoto a céu aberto.
É neste local que os cariocas curtem a praia e também o reveillon. Curiosamente é também aí que surgem os protestos dos ecochatos contra a construção de usinas, estradas e outras obras de infra-estrutura. Ecochato nunca defende o que é importante, ou seja, infra-estrutura sanitária. Gostam mesmo de chafurdar na podridão do lixo e dos dejetos.
O Brasil é uma cloaca. E o Rio de Janeiro é o emblema dessa grande nojeira denominada Brasil, o lixo ocidental!
Isto quer dizer que 99% dos brasileiros vivem sobre uma grande cloaca. Ao tolerarem silentes essa imundice que será maquiada com fogos de artifício na virada do ano, os brasileiros são os próprios dejetos deste país que, segundo se ufanam os petralhas, é a 6a. economia mundial.
DO  ALUIZIO AMORIM

Devolve ladrão!

TCU condena ex-dirigentes da Infraero a devolver R$ 19,5 milhões
Carlos Wilson, morto em 2009, e Fernando Brendaglia de Almeida teriam favorecido empresa

Vannildo Mendes, de O Estado de S. Paulo 

BRASÍLIA - O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o espólio do ex-senador e ex-presidente da Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) Carlos Wilson, morto em abril de 2009, a devolver aos cofres públicos, juntamente com o ex-diretor comercial da estatal, Fernando Brendaglia de Almeida, R$ 19,5 milhões por gestão "temerária e ruinosa". O dano total, pelos cálculos do tribunal foi de R$ 26,8 milhões, mas quando se trata de pessoa morta a lei prevê que o ressarcimento não ultrapasse o valor da herança.
Auditoria do TCU realizada em 2007 constatou que os dois favoreceram a empresa FS3 Comunicação e Sistemas, que explorava os serviços de mídia dos aeroportos brasileiros, num contrato sem licitação nem justificativa técnica, que "não produziu os resultados esperados e causou danos ao patrimônio da estatal", segundo anotou o relator do processo, ministro Raimundo Carreiro. A Infraero alegou que pareceres técnico e jurídico recomendaram a assinatura do contrato. Agora vai aguardar a notificação do TCU para recorrer.
O contrato entre a Infraero e a FS3, firmado em 2003, previa o fornecimento e instalação do software conhecido por Media Plus Advantage v.2, destinado a gerenciar e comercializar espaços publicitários nos 65 aeroportos brasileiros. Implantado em 2005, o sistema deveria produzir lucros, mas foi suspenso com menos de um ano, quando já acumulava prejuízos. Numa primeira inspeção, em 2007, o TCU já detectara vícios no contrato desde a origem, como ausência de licitação e prática de ato antieconômico.
Pelos termos do contrato, a empresa prometia alavancar os lucros da Infraero com a exploração dos espaços publicitários dos aeroportos. O Ministério Público considerou que havia vícios graves e vantagens excessivas à FS3, recomendando tomada de contas especial pelo TCU, que constatou a inexistência de estudos que justificassem a dispensa de licitação. A estatal, segundo o voto do relator, não pesquisou sequer a existência de similares do produto no mercado.
O TCU considerou que o contrato, além de nocivo economicamente, deixou a Infraero "refém da FS3, na condição de suposta fornecedora exclusiva". Para o tribunal, foi uma decisão temerária porque, em vez de firmar contrato com terceiros, a estatal deveria buscar o desenvolvimento de software por meios próprios, "visto que o sistema é de baixa complexidade" e a Infraero possui parceria com a CTIS para, entre outros objetivos, desenvolver e implantar sistemas desse tipo.
Ouvido em 2007, Carlos Wilson alegou ter assinado o contrato "respaldado em manifestações técnicas e jurídicas", uma vez que não detinha conhecimento da área da contratação. Brendaglia, por sua vez, negou favorecimento à empresa e vínculos pessoais com seus dirigentes. Alegou também que a aquisição recente de um software semelhante ao Advantage pela Infraero, "comprova o acerto da decisão" de contratar a FS3.
DDO GENTE DECENTE

Artigo – Governo Dilma, balanço e perspectivas


Neste artigo para o Estadão desta quarta-feira (página A2), o cientista político Carlos Mello analisa o primeiro ano de Dilma Roussef. Mais do que o artigo, é a charge de Leo Martins que parece representar com mais fidelidade o que está acontecendo neste governo do PT. Perceba-se na charge ao lado que Dilma caminha para as férias, deixando atrás de si um Judiciário (o STF) em chamas – chamas que também permearam o seu governo de 12 meses.
. Carlos Mello reclama que a presdiente não tentou emplacar uma nova agenda, reformista, moderna e audaciosa, porque governou para não criar atritos e por isto não avançou nada.
. A verdade verdadeira é que muitos intelectuais e políticos ainda sustentam algum tipo de ilusão em relação a Dilma e ao PT, quando deveriam partir para uma crítica contundente sobre a absoluta falta de proposta de todos eles.
CLIQUE AQUI para examinar melhor o texto.
DO B. POLIBIO BRAGA

O ministério da saúde adverte:


 











Ser esquerdofrênico na Amérdica Latrina pode causar câncer.
E PHODA-SE!!! 
DO B. O MASCATE

A realidade, enfim, começa a aparecer.

Ahhhh, quantos avisos e quantas brigas.
Valeram a pena?
Claro que sim.
São registros históricos de nossa discordância ao chamar este bando de cretinos de incompetentes e, de sobra, sentar o cacete em uma oposição de titica.
Mais uma da BÔIA DO PINGUÇA:

Empresas listadas na Bovespa encolheram R$ 213,6 bilhões em 2011
Queda do valor de mercado foi mais acentuada para o setor de petróleo e gás

estadão.com.br
O valor de mercado das empresas brasileiras de capital aberto teve queda de R$ 213,6 bilhões em 2011 ante 2010, segundo estudo da Economática. O setor de petróleo e gás, que em dezembro do ano passado valia R$ 457,3 bilhões, registrou em 27 de dezembro de 2011 valor de mercado de R$ 360,5 bilhões, queda nominal de R$ 96,8 bilhões.

A Petrobrás, avaliada ontem em R$ 301,3 bilhões, apresenta a maior redução de valor dessa área - R$ 79 bilhões a menos que 2010. O ranking das maiores quedas segue com Vale, cujo valor de mercado neste ano foi de R$ 206,13 bilhões (R$ 68,9 bilhões a menos que a quantia de 2010) e banco Santander, que teve redução de R$ 26,4 bilhões no mesmo período. Banco do Brasil, OGX Petróleo, de Eike Batista, ItaúUnibanco, Companhia Siderúrgica Nacional, Gerdau, Usiminas e Hypermarcas aparecem na sequência das maiores quedas, nessa ordem.
Já o setor de alimentos e bebidas foi o que apresentou o maior crescimento no valor de mercado neste ano. Foram R$ 48,8 bilhões a mais que 2010. A maior responsável por esse aumento é a Ambev, que vale R$ 41,5 bilhões a mais que no ano passado.
Em segundo lugar no ranking dos setores que apresentaram maior crescimento no valor de mercado está o de energia elétrica, que valia R$ 183 bilhões em 2010 e registrou R$ 211 bilhões ontem. Os três setores seguintes que tiveram melhor variação no valor de mercado foram telecomunicações, software e dados, química e têxtil.
O estudo da Economática considerou 323 empresas. Quando analisada em 2010, elas valiam R$ 2,42 trilhões. Agora, elas têm o valor de mercado de R$ 2,21 trilhões. Nessa conta, a Economática considerou a adição dos IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) feitos em 2011.
 
Reparem só: 
PETROBRÁS COMANDADA DIRETAMENTE POR UM ILUSTRE ASNO DA QUADRILHA. Aquele mesmo que se meteu, e a Petrobrás também, na campanha passada.
Onde está a CUT que não vem para as ruas protestar?
Onde está o SINDIPETRO que não vem para as ruas para defender o tal PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO?

Depois a VALE que o governo foi lá e enfiou suas patas imundas alterando a direção da compania.

CAMBADA DE SAFADOS, LADRÕES DO BRASIL. 

CORJA DE INCOMPETENTES!
ELES ESTÃO FALINDO A PETROBRÁS. 
DO GENTE DECENTE

2012 SAIA DA INÉRCIA , MOBILIZE-SE

M O B I L I Z E - S E :


DIGA  NÃO  AO  PT  E AOS SEUS  ALIADOS.

O PROBLEMA  É  QUE ESTÃO  TODOS  CONTAMINADOS, ESTÃO  TODOS  DOMINADOS.
OPOSIÇÃO É  FALTA DE  OPÇÃO. ELA  EXISTE  APENAS  PARA  CUMPRIR   FORMALIDADES.
"Sic transit gloria mundi"
DO FERRA MULA

O STF e o Conselho Nacional de Justiça


É desejável a atuação firme do CNJ para punir e afastar o juiz que não honra a toga, respeitando o devido processo legal, garantia constitucional
Decisões do Supremo Tribunal que têm por objeto o Conselho Nacional de Justiça não vêm sendo corretamente interpretadas.
É o caso, por exemplo, de liminar recentemente deferida a respeito da competência do CNJ para instaurar investigações contra juízes e tribunais. As notícias são no sentido de que essas decisões esvaziariam o poder de fiscalização do Conselho.
Não é isso o que ocorre. Vejamos.
A Constituição, redação da emenda 45, estabelece a competência do CNJ: o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e o cumprimento dos deveres funcionais dos juízes (art. 103-B, § 4º). Essa competência é exercida, primeiro, sobre a legalidade dos atos administrativos do Judiciário.
Cabe ao CNJ zelar pela observância do artigo 37 da Constituição e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Judiciário, podendo desconstitui-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas.
Tem-se, no caso, conforme foi dito, o controle da legalidade dos atos administrativos praticados pelos órgãos do Judiciário.
Segue-se a competência correcional, nos incisos III, IV e V do § 4º do artigo 103-B: compete ao CNJ conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Judiciário, inclusive serviços auxiliares, serventias, órgãos notariais e de registro.
No ponto, todavia, o dispositivo constitucional ressalva a "competência disciplinar e correicional dos tribunais", podendo o CNJ avocar processos disciplinares em curso -nos casos de omissão por exemplo, das corregedorias- (§ 4º, III) e "rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano" (§ 4º, V). E mais: é competência do CNJ "representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a administração pública ou de abuso de autoridade" (§ 4º, IV).
Verifica-se, então, numa interpretação harmoniosa dos dispositivos constitucionais indicados, que a competência correicional do CNJ é subsidiária, porque a Constituição assegura autonomia administrativa aos tribunais-autonomia, aliás, pela qual deve o CNJ zelar (§ 4º, I)- estabelecendo que a eles compete, privativamente, além de outras questões, velar pelo exercício da atividade correicional respectiva (Constituição, artigo 96, I, "b").
É de elementar hermenêutica que o direito é um todo orgânico e que as normas legais devem ser interpretadas no seu conjunto.
Dir-se-á que há corregedorias de tribunais que não estariam cumprindo com o seu dever.
Nessa hipótese, que o CNJ não se omita, dado que pode avocar processos disciplinares em curso (§4º, III) e rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos de um ano (§4º, V), devendo representar ao Ministério Público no caso de crime contra a administração pública ou de abuso de autoridade (§4º, IV).
Assim há de ser posta a questão, que deve ser examinada sem "parti pris". E é bom lembrar que a Constituição vigente, a mais democrática das Constituições que tivemos, estabelece o devido processo legal e nesse se inclui autoridade administrativa e juiz competentes, independentes e imparciais (artigo 5º, LV), característica do Estado democrático de Direito.
Sem dúvida que é desejável a atuação firme do CNJ para punir e afastar o juiz que não honra a toga. Com observância, entretanto, do devido processo legal, garantia constitucional que ao Supremo Tribunal cabe assegurar.
CARLOS MÁRIO DA SILVA VELLOSO, 75, advogado, professor emérito da UnB e da PUC/MG, foi presidente do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.
FONTE:FOLHA

UNE recebe R$ 44,6 milhões e não presta contas. Onde está o dinheiro?

Hoje a Folha de São Paulo informa que o governo federal está pagando a última parcela dos R$ 44,6 milhões presenteados por Lula para a reconstrução da sede da UNE, queimada "pela ditadura". Até hoje a entidade estudantil não prestou contas dos valores recebidos. E já recebeu R$ 30 milhões. Só foi mostrado o projeto e Lula lançou a pedra fundamental, há um ano atrás. Como é dinheiro público, é obrigação da entidade estudantil mostrar onde está aplicando os recursos. Ainda existe Ministério Público Federal no Brasil? Ainda existe o dinheiro?
DO CELEAKS

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Senado Federal, um esgoto a céu aberto..

E no apagar das luzes de 2011, a esculhambação toma conta de vez da pocilga.
Mesmo em recesso paralamentar, o cãogresso fedemal, mais precisamente o senado, irá abrir uma sessão no dia de hoje para empossar o Senador ficha imunda Jader Barbalho.
Além do decrépito Sarney, ainda estarão presentes no minimo mais três bandoleiros de colarinho branco para legitimar a "posse" do rato paraense.
Para os que acompanham a política no Brasil, o ficha suja não precisa de maiores apresentações, e para os que não conhecem tem o GOOGLE. Eu é que não vou perder meu precioso tempo dando a "capivara" desse boçal.
O que acontece é que ele foi barrado pela lei do ficha limpa nas ultimas eleições, e conseguiu uma liminar para sair candidato e por incrível que pareça o povo do Pará, o mesmo povo que deu uma demostração de cidadania dando um sonoro NÃO para a divisão do estado no plebiscito de Novembro, deu a ele 1.8 milhões de votos e o elegeu ao senado fedemal.
O estado do Pará possui aproximadamente 3.8 milhões de eleitores e o Jader consegue 1.8 milhões de votos. Impressionante.
Bem, o STF que ajudou a enterrar o Ficha Limpa, uma das únicas demostrações de cidadania e seriedade que o povo brasileiro deu nas ultimas décadas, enfim, devolve o mandato a velha raposa Paraense.
Certamente não sei o que é pior, a volta do Jader ou a manutenção da Marinor Brito, uma PTralha daquelas bem malcomidas que estava ocupando a vaga do ficha imunda enquanto ele esperava o supremo cagar mais uma vez em nossas cabeças.
Agora cabe a nós brasileiros que ainda temos a capacidade de nos indignar com a bandalheira que está corroendo o Brasil, dizer PHODA-SE, já que é o que nos sobrou a fazer.
Uma vez que a imensa maioria do povo do estado do Pará votou nesse cidadão que até em cana passou um tempinho. Chego a conclusão que no Brasil é bandido votando em bandido, nossa população definitivamente não é composta de gente séria e honesta, tenho a mais absoluta certeza que uma boa parcela deste povo burro que vota em gente como Maluf, Sarney, Renan, Tiririca, Dilma, entre outros, tem algum desvio psicológico. 
Não dá para aceitar que parte da população ainda vote em gente do gabarito de um Jader Barbalho, é muita mediocridade.
E pensar que o Maluf é bandido procurado pela Interpol, e no Brasil é chamado de vossa excelência....Eita povinho de merda esse tal de brasileiro não?
E? 
  PHODA-SE!!
DO B. O MASCATE

Sponholz: Dilma na praia...

Férias de Dilma na Bahia vão custar R$ 650 mil

Iniciado na segunda-feira, o período de descanso da presidente Dilma Rousseff em uma base naval de Aratu, litoral baiano, deve custar pelo menos R$ 650 mil aos cofres públicos. O levantamento foi feito pela ONG Contas Abertas.
O valor, que equivale ao de 28 carros populares, foi gasto na reforma e compra de equipamentos eletrônicos e móveis para a base da Marinha, para a chegada da visitante ilustre. Em 2009, quando o local recebeu o ex-presidente Lula, já foram investidos R$ 800 mil.
Entre as compras para as férias da presidente estão oito TVs de LCD, sete DVDs, um home theater, R$ 37 mil em cortinas de tecido linho misto e blackouts, uma cama com dossel, espreguiçadeiras, uma chaise long dupla, três guarda-sóis e seis frigobares.
Na tarde de segunda, Dilma foi à praia com a filha, Paula. Ele está acompanhada da mãe, Jane, do neto, Gabriel, do genro, Rafael, do ex-marido, Carlos Araújo, e de uma tia.
Com os ministros de prontidão em Brasília, a presidente não quer que vazem informações sobre a esperada reforma ministerial do começo do ano, que deve ser mais enxuta que o previsto.
DO UPEC

Um começo medíocre

Imagem Silsaboia
O governo Dilma completa seu primeiro ano. O que pode ser dito sobre sua gestão até aqui?
De forma resumida, o governo não parece à altura dos 
desafios que o país enfrenta.

A sensação que fica é que a presidente deseja empurrar os problemas com a barriga, na expectativa de que cheguemos logo em 2014.
Por Rodrigo Constantino 
O GLOBO
Durante as eleições, foi vendida a imagem de que Dilma era uma eficiente gestora que atuava nos bastidores.
Deve ser uma atuação muito discreta mesmo, pois os resultados custam a aparecer.

O que vimos foi uma série de atrasos em importantes obras públicas, além do corte nos investimentos como meio para atingir as metas fiscais, já que o governo foi incapaz de reduzir os gastos correntes.
A privatização dos caóticos aeroportos nem saiu ainda!
A economia perdeu força e chega ao fim do ano com crescimento pífio.
O Ibovespa cai quase 20%.
A inflação deve romper o topo da já elevada meta, com o setor de serviços subindo mais de 9%.
Trata-se do resultado dos estímulos estatais do modelo “desenvolvimentista”, que olha apenas o curto prazo.
O BNDES, com seu “orçamento paralelo”, tenta compensar a ausência das reformas que dariam maior dinamismo à economia.
O país vive em um verdadeiro manicômio tributário, não apenas pela magnitude dos impostos, como por sua enorme complexidade.
O que o governo fez?
Tentou resgatar a CPMF.
A receita tributária sobe sem parar, fruto da gula insaciável do governo. Para piorar, há sinais de incrível retrocesso protecionista, como na elevação do IPI para carros importados.
Nossas leis trabalhistas são ultrapassadas, distribuindo privilégios demais aos que possuem carteira assinada à custa daqueles na informalidade. As máfias sindicais vivem do indecente “imposto sindical”.
O que fez o governo para reverter este quadro?
A demografia brasileira ainda permite algum tempo para reformar o sistema previdenciário antes de uma catástrofe nos moldes da Europa, lembrando que lá os países ao menos ficaram ricos antes de envelhecerem.
Mas o Brasil, mesmo com população jovem, apresenta um rombo previdenciário insustentável.
Onde está a reforma?
A educação pública no Brasil continua de péssima qualidade, e a presidente resolveu manter Fernando Haddad no ministério mesmo depois de seguidos tropeços.
O MEC está cada vez mais ideologizado.
Nada de concreto foi feito para enfrentar o corporativismo no setor e impor maior meritocracia.
Alguns podem argumentar que existe “vontade política”, mas a necessidade de preservar a “governabilidade” não permite grandes mudanças.

Ora, foi o próprio PT quem buscou este modelo de poder!
O presidente Lula teve oito anos para lutar por uma reforma política, mas o “mensalão” pareceu um atalho mais atraente.
O governo ficou refém de uma colcha de retalhos sem nenhuma afinidade programática. Tudo se resume à partilha do butim da coisa pública.

O resultado está aí: “nunca antes na história deste país” tivemos tantos escândalos de corrupção em apenas um ano de governo.

Seis ministros já caíram por conta disso, e outro está na corda bamba.
E aqui surge o grande paradoxo: a popularidade da presidente segue em patamar elevado. A classe média parece ter acreditado na imagem de “faxineira” intolerante com os “malfeitos”.
Se a gestora eficiente não convence mais em uma economia em franca desaceleração, então ao menos se tem a bandeira ética como refúgio.
Mas esta não resiste a um minuto de reflexão.
Todos os escândalos foram apontados pela imprensa, e a reação do governo sempre foi a de ganhar tempo ou proteger os acusados.
O caso mais recente, do ministro Fernando Pimentel, que prestou “consultorias” milionárias entre um cargo público e outro, derruba de vez a máscara da “faxina”.

O caso se assemelha bastante ao de Palocci, e a própria presidente Dilma declarou que este só saiu porque quis.
Não há intolerância alguma com “malfeitos”.
Ao contrário, este é um governo envolto em escândalos, cuja responsabilidade é, em última instância, sempre da própria presidente, que escolhe seus ministros.

É questão de tempo até a maioria perceber que esta “faxina ética” não passa de um engodo. 
O governo Dilma, em seu primeiro ano, não soube aproveitar o capital político fruto da popularidade elevada: não apresentou nenhuma reforma relevante; não cortou gastos públicos; reduziu os investimentos; ressuscitou fantasmas ideológicos como o protecionismo; não debelou a ameaça inflacionária; e entregou fraco crescimento.  
Isso tudo além dos infindáveis escândalos de corrupção.
Um começo medíocre, sendo bastante obsequioso. December 27, 2011
DO R.DEMOCRATICA