quarta-feira, 3 de junho de 2015

Manifestantes indignados vaiam, hostilizam e mandam os petralhas Maria do Rosário e Paulo Pimenta de volta pra casa.


O grupo de manifestantes postou foto do entrevero com Maria do Rosário e Paulo Pimenta no Salão Verde. Os ânimos ficaram exaltados. 
O grupo de manifestantes postou foto do entrevero com Maria do Rosário e Paulo Pimenta no Salão Verde. Os ânimos ficaram exaltados. 
Da mesma forma que aconteceu com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (leia nota a seguir), os deputados Maria do Rosário e Paulo Pimenta PT do RS, foram alvo de hostilidades por parte de brasileiros que começaram a demonstrar tolerância zero em relação a petistas, seus aliados, o governo Dilma e o próprio PT. 
Na quinta-feira da semana passada, membros do grupo Revoltados Online, que participavam de protestos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, foram vaiados e intimidados no Salão Verde da Câmara.
Paulo Pimenta disse que entrará com representações na Polícia Federal, no Ministério Público e na Procuradoria da Câmara dos Deputados.
Deputados petistas tentavam conceder entrevista coletiva a jornalistas, mas foram impedidos por integrantes do movimento. 
De acordo com o PT, a repercussão do episódio nas redes sociais culminou em uma série de mensagens com críticas ferozes ao deputado Paulo Pimenta, em sua página no Facebook. A ação foi praticada por um "grupo reacionário", na opinião do petista.
Sem compreender que os protestos decorrem das roubalheiras e mentiras do governo Dilma e do PT, disse o deputado, completamente fora do eixo:
- Eles manifestam nas ruas pela volta a ditadura militar, são homofóbicos, racistas, contra direitos previdenciários para empregadas domésticas, contra o Prouni e a favor da redução da maioridade penal.
Os Revoltados On Line são de fato contra os governos corruptos do PT.
*Políbio Braga

sábado, 30 de maio de 2015

Mulher de Pimentel mantém empresa de fachada para Bené

A situação anda crítica lá pelas bandas do Palácio das Mangabeiras com as estrepolias da mulher do governador Fernando Pimentel. A PF acusa Carolina Pereira, que é jornalista, de manter empresa de fachada, usada pela quadrilha de Benedito Oliveira, o Bené, preso ontem na Operação Acrônimo. Sim, a empresa Oli Comunicação, da mulher do governador, é fantasma:
A Polícia Federal acusa a jornalista Carolina de Oliveira Pereira, mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, de manter empresa que é usada pela organização do empresário Benedito de Oliveira, um dos presos nesta sexta-feira pela Operação Acrônimo. Um dos relatórios da operação a que o GLOBO teve acesso afirma que Oli Comunicação e Imagens, que está em nome de Carolina, seria apenas uma empresa de fachada. A empresa teria sido usada pelo grupo de Benedito para movimentação financeira indevida.
A Polícia Federal concluiu que a Oli Comunicação é empresa fantasma depois de fazer uma visita ao endereço da empresa. No papel, a Oli funciona no mesmo endereço da PP & I Participações Patrimoniais, outra empresa supostamente usada em negócios nebulosos de Benedito Oliveira.
"Conforme item 3.1.1. da Informação 009/2015, embora a recepcionista do local tenha referido o funcionamento da empresa Oli, nos salas 1810 e 1881 (onde deveria funcionar a empresa) não foi encontrada qualquer indicação da existência da mesma", diz o procurador Ivan Marx ao pedir à Justiça Federal busca e apreensão de documentos em endereços de Caroline.
Segundo o procurador, "pode se concluir que, tanto a empresa PP & I Participações Patrimoniais e Imobiliárias, a empresa Oli Comunição e Imagens também seria uma empresa fantasma possivelmente utilizada para os fins Orcrim (organização criminosa) com a conivência de sua proprietária Caroline de Oliveira Pereira".
Antes de se casar com Fernando Pimentel, Carolina trabalhava como assessora de imprensa do petista no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ela era contratada por meio do BNDES, órgão vinculado ao ministério comandado por Pimentel. A ação da PF ocorreu no endereço onde Carolina vivia antes da eleição de Pimentel, em Brasília. Atualmente, a primeira-dama mora no Palácio dos Mangabeiras, em Belo Horizonte, residência oficial do governador do estado.
Procurado pelo GLOBO para comentar a ação na casa de Carolina, o governo de Minas informou, apenas, que “não é objeto de investigação neste processo”. Na tarde de ontem, a primeira-dama divulgou nota informando que “viu com surpresa a operação de busca e apreensão realizada em sua antiga residência, em Brasília” e que “acredita que a própria investigação vai servir para o esclarecimento de quaisquer dúvidas”.
A Operação Acrônimo apura o que a PF diz ser um esquema de montagem de empresas para lavar dinheiro. A maior parte das empresas é considerada, pela PF, como de fachada. Elas teriam movimentado mais de R$ 500 milhões desde 2005, só em contratos com o governo federal. A Gráfica Brasil — principal empresa da família de Benedito — faturou R$ 465 milhões nesse período. Isso chamou a atenção dos investigadores. Outra empresa do grupo, chamada Due, faturou R$ 65 milhões em eventos. Parte do dinheiro pode ter sido doação para campanhas.
Nas buscas, foram aprendidos R$ 98 mil e US$ 5 mil. A assessoria da PF informou que, durante a operação, teria sido constatado que o grupo investigado continuou a atuar e por isso foi feita prisão em flagrante. A PF não esclareceu em que circunstância isso ocorreu. Ao todo, 12 carros foram apreendidos e estão na superintendência da PF em Brasília.
Segundo a PF, o grupo fazia transações com pequenas quantias para ficar fora do radar do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A técnica é batida e ganhou um apelido “smurffing”. O nome deriva do desenho Smurfs: criaturinhas que vivem numa aldeia mágica e conseguem passar despercebidas dos humanos. (O Globo). DO ORLANDOTAMBOSI

sexta-feira, 29 de maio de 2015

PF faz busca na casa da mulher do governador Fernando Pimentel (MG)

Residência da primeira-dama Carolina Oliveira foi vasculhada por agentes
Por Thiago Herdy
O Globo

SÃO PAULO - A casa da primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira Pimentel, mulher do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, foi um dos alvos na manhã desta sexta-feira da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, que tem como alvo empresários que doaram para partidos políticos na campanha de 2014.
No total, 30 endereços de pessoas físicas e 60 empresas de Minas, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal foram incluídas na operação.

Antes de se casar com Fernando Pimentel, Carolina trabalhava como sua assessora de imprensa do petista no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ela era contratada por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), órgão vinculado ao ministério liderado, na época, pelo petista.
O principal alvo da operação desta sexta, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, mais conhecido como Bené, atuava na produção de materiais de comunicação para campanhas e também para órgãos do governo federal.
A ação da PF ocorreu no endereço onde Carolina vivia antes da eleição de Pimentel. Atualmente, a primeira-dama mora no Palácio dos Mangabeiras, em Belo Horizonte, residência oficial do governador do estado.
Procurado pelo GLOBO para comentar a ação na casa da primeira-dama, o governo de Minas informou, apenas, que "não é objeto de investigação neste processo". A assessoria do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), no qual ela preside, informou que Carolina deve se pronunciar mais tarde. 29/05/2015 - DO R.DEMOCRATICA

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Câmara aprova em primeiro turno o fim da reeleição para cargos executivos

Todos os partidos orientaram a favor do fim da reeleição e emenda foi aprovada por 452 votos a favor e apenas 19 contra
por Isabel Braga
O Globo

BRASÍLIA - O plenário da Câmara aprovou no fim da noite desta quarta-feira o fim da releição para presidente da República, governadores e prefeitos. A medida não atinge os prefeitos eleitos em 2012 e os governadores eleitos no ano passado. Todos os partidos orientaram a favor do fim da reeleição e a emenda foi aprovada por 452 votos a favor e apenas 19 contra, a mais ampla vantagem até o momento na votação da reforma política.
A prática de deixar os vice-governadores e vice-prefeitos assumirem o cargo nos seis meses antes da eleição para que eles pudessem disputar o posto no cargo, também foi vetada. Quem ocupar o cargo nos seis meses antes do pleito estará inelegível.

A emenda ainda precisa passar por votação em segundo turno para seguir para o Senado. O texto do fim da reeleição é do relator, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e não altera o tempo atual de mandato, de quatro anos. No entanto, nesta quinta-feira, o plenário analisará a ampliação da duração do mandato para cinco anos.
Mais cedo, na votação de outra parte da reforma política e com uma manobra do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Câmara rejeitou o financiamento exclusivamente público e aprovou a doação de empresas para partidos nas campanhas. A emenda, de autoria do PRB, permite que as empresas doem apenas para os partidos, com a chamada doação oculta, quando os partidos centralizam o recebimento das doações, repassando-as aos candidatos, sem que se saiba que empresa financia a eleição de qual candidato. Pessoas físicas poderão doar aos partidos e aos candidatos. A emenda terá que ser votada ainda em segundo turno.
Na terça-feira, quando começaram as votações da reforma política, os deputados rejeitaram o chamado distritão, sistema pelo qual os partidos perderiam força e seriam eleitos os candidatos a deputado mais votados nos estados. Eram necessários 308 votos para aprovar o distritão, mas a proposta recebeu apenas 210 votos sim; 267 parlamentares votaram contra e cinco se abstiveram. O resultado deixou clara a rejeição da Casa à mudança do sistema eleitoral brasileiro.
Por decisão dos líderes partidários, cada ponto da proposta de emenda à Constituição (PEC) será votado individualmente, com necessidade de 308 votos para a aprovação de cada item. Ao final, todo o teor da proposta será votado em segundo turno. Em caso de aprovação nos dois turnos, a PEC segue para o Senado.
27/05/2015 DO R.DEMOCRATICA

Cunha vence, Câmara reverte decisão estúpida tomada na terça e vota a favor da constitucionalização das doações de empresas; esquerda sofre derrota fragorosa

A Câmara aprovou, por 330 votos a 141, a constitucionalização da contribuição de empresas privadas a campanhas eleitorais.
O resultado reverte a decisão absurda tomada nesta terça.
Vamos lá.

Por Reinaldo Azevedo

Durou pouco a festa dos que estavam comemorando “a derrota” de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Eu mesmo apanhei bastante de alguns leitores porque, num post de ontem, afirmei que Cunha havia logrado também uma vitória: ter dado início à votação da reforma política.
Nesta terça, como escrevi aqui, a Câmara havia tomado uma decisão estúpida, que empurrava o sistema político para a clandestinidade e o deixava à mercê de máfias.
Por quê?
Não se obtiveram os 308 votos necessários para constitucionalizar a doação de empresas privadas. Foram apenas 266. Maioria, sim, mas insuficiente. Ora, sem isso, ficaria valendo então a opinião da maioria do Supremo, contrária a esse tipo de doação.
É mesmo?
Então quem financiaria?

Chamei a decisão de absurda porque o “não” à contribuição das empresas implicava o financiamento público de campanha, automaticamente. Se o dinheiro não sai do setor privado, terá de sair do estado. Eventuais doações de pessoas físicas não dariam conta do custo. Pior de tudo: o caixa dois comeria solto.
De tal sorte a decisão de terça tinha sido cretina que, numa votação nesta quarta, a Câmara rejeitou também a constitucionalização do financiamento público. Nesse caso, não é que a proposta não tenha atingido os 308 votos necessários para mudar a Constituição; ela foi amplamente rejeitada: apenas 163 votos a favor, contra 240.
Notaram a barbaridade?
Nem financiamento público nem financiamento privado.
É?
E quem arrumaria o dinheiro?
O Espírito Santo?

Alguém poderia objetar: “Ah, mas isso não é matéria para estar na Constituição; nem uma coisa nem outra!” É mesmo? E por que a questão está hoje sendo decidida num tribunal constitucional? Não foi a OAB quem patrocinou uma Ação Direita de Inconstitucionalidade no Supremo, alegando que o financiamento de empresas agredia a isonomia e tornava a eleição passível da influência do poder econômico? Então que se mude a Constituição, Ora, quando mais não seja para que o tribunal se sinta contemplado.
A verdade é que, de fato, isso tudo seria desnecessário se o Supremo reconhecesse que não lhe cabe legislar sobre eleições — e é o que ele está fazendo, sob o absurdo patrocínio da OAB. Afinal, o Congresso já expressou a sua vontade: está clara na Lei 9.504, que permite o financiamento de empresas. Fosse o caso de mudar, alguém já teria proposto e aprovado lei com outro conteúdo.
Muito bem! O texto que foi rejeitado ontem permitia o financiamento de empresas e de pessoas físicas a partidos e candidatos tomados individualmente. Hoje, a emenda aglutinativa aprovada tem conteúdo diferente: constitucionaliza os financiamentos público (por intermédio do fundo partidário) e privado, com doações de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o texto aprovado, no entanto, as contribuições poderão ser feitas apenas aos partidos, não aos candidatos.
Não vejo motivos para a especificação — até porque é muito fácil burlá-la. Não vejo por que instituir uma restrição que, na prática, não será observada. E que se note: Cunha não recorreu a manobra regimental nenhuma. Se querem chamar de manobra política, vá lá. O fato é que o texto aprovado nesta quarta não tinha sido ainda submetido ao plenário. Logo, é mentira que tenha votado de novo o que já tinha sido rejeitado.
O resultado foi muito eloquente, reitero: 330 optaram pela constitucionalização das doações de empresas. Os 141 que votaram contra, quero crer, gostariam de cortar verbas dos investimentos, da saúde, da educação, da infraestrutura etc, para transferi-las para as campanhas. Ou é isso ou queriam, então, se entregar às máfias do caixa dois.
Se Cunha foi derrotado na terça, então ele saiu vitorioso na quarta. E, nesse caso, o país ganhou com ele.
E não posso encerrar sem esta nota: o partido mais entusiasmado com o financiamento público era o PT, justamente a legenda que caiu de boca no mensalão e no petrolão. E que, em 2013, ano não-eleitoral, arrecadou R$ 79 milhões junto a empresas privadas. Com quais argumentos? A evidência da anormalidade está no fato de que PSDB, PMDB e PSB arrecadaram, juntos, R$ 46,5 milhões. E é essa gente que vem falar contra doações privadas? Outros que também queriam, com muita energia, proibir a doação de empresas eram os representantes do PC do B, aquele partido que foi flagrado num conúbio incestuoso com ONGs que atuavam no Esporte.
Sempre que Jandira Feghali fala com tanta ênfase em defesa da moral e dos bons costumes, o meu alarme contra as transgressões à moral e aos bons costumes dispara.
Nota final – A PEC da reforma política tem de ser aprovada por três quintos de deputados (308) e senadores (49), em duas votações em cada Casa. O Senado pode, se quiser, mudar o texto da Câmara (desde que a questão volte a ser examinada por essa Casa) e restituir a contribuição também a candidatos. 27/05/2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

STF põe fim a sigilo de operação do BNDES com JBS; que o Congresso, agora, derrube um veto de Dilma

Uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal deve servir de inspiração ao Congresso Nacional para derrubar um veto absurdo imposto pela presidente Dilma Rousseff. Explico-me: emenda aprovada pela Câmara e pelo Senado proíbe o BNDES de alegar sigilo sobre empréstimos concedidos a empresas brasileiras ou a entes internacionais. Dilma decidiu vetar o texto.
E por que o Congresso tem de derrubar esse veto? Com base em decisão tomada pela primeira turma do STF. O Tribunal de Contas da União havia pedido ao banco informações sobre empréstimo concedido ao grupo JBS/Friboi. O TCU viu indícios de irregularidade e cobrou informações ao banco púbico de fomento sobre operações realizadas entre 2009 e 2014. A instituição, no entanto, alegou sigilo.
O relator do caso no Supremo, Luiz Fux, deixou claro que o sigilo é descabido quando uma operação envolve instituição pública e dinheiro igualmente público: “Quem contrata com o Poder Público não pode ter segredos, especialmente se a revelação for necessária para o controle da legitimidade do emprego dos recursos públicos”.
A fala é exata. Tratei do assunto aqui no dia 22. Leia trecho.
O dinheiro que o BNDES empresta a empresas nacionais e entes estrangeiros é captado no mercado pela Taxa Selic e passado adiante a juros subsidiados. O conjunto dos brasileiros arca com a diferença.
E que se note: não estou aqui a dizer que um banco de fomento não tem lugar no Brasil. Tem, sim! O que é descabido, como notou a maioria dos ministros, é o sigilo, derrubado com os votos dos ministros Fux, Marco Aurélio e Rosa Weber. A turma está com apenas quatro membros porque Dias Toffoli passou para a segunda turma, e Luiz Fachin ainda não tomou posse. Só Roberto Barroso votou pela manutenção do sigilo.
Como informa VEJA.com, “a investigação foi solicitada ao TCU pela Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) da Câmara, que acusa o BNDES de não cobrar uma multa de 500 milhões de reais do JBS por descumprimento de uma cláusula de internacionalização, negociada antes da entrada do BNDES como sócio da companhia. Contudo, para que a investigação seja levada adiante, é preciso que o Tribunal tenha acesso aos dados das operações entre o banco e a empresa.”
O BNDES quer desfrutar do mesmo sigilo de que desfrutam os bancos comerciais? Que se transforma, então, em um deles. Na condição de instituição pública de fomento, não se trata de saudável sigilo, mas de viciosa caixa preta.
Que o Congresso faça o que o STF já fez: derrubar o veto presidencial.
Por Reinaldo Azevedo-Rev Veja

Gandra Martins: Dilma foi imprudente, negligente e omissa. Para impedimento, é o que basta.

O jurista Ives Gandra Martins reafirma: há razões para afastar Dilma, envolvida num imenso processo de corrupção. No mínimo, foi omissa, negligente e imprudente. São razões jurídicas suficientes para afastar a presidente:

O jurista que deu parecer favorável ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff afirma a Joice Hasselmann que "tudo está errado no governo, Dilma cometeu todos os erros possíveis". Ives Gandra Martins comenta ainda a Marcha Pela Liberdade, organizada pelo Movimento Brasil Livre, que chegará à capital federal amanhã, quarta-feira: "Eles irão pressionar o Congresso Nacional". O jurista compara o desempenho do governo Dilma ao de Collor e sentencia: "Collor ao menos abriu o mercado brasileiro, Dilma fechou". Assista à entrevista  DO ORLANDOTAMBOSI

Charge - DUAS CABEÇAS... DOIS NEURÔNIOS

Ele nunca teve competência para tocar um simples carrinho de pipoca.
Ela conseguiu falir uma lojinha de 1,99.

Só podia dar no que deu.

Cesar Benjamin: Lula e Dirceu comandavam esquema em Santo André que resultou no assassinato de Celso Daniel

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   Felipe Moura Brasil

                                      
O sociólogo e editor Cesar Benjamin foi militante do PT de 1980 a 1995.
Foi ele que revelou na Folha, em 2009, o caso do “menino do MEP”, o preso que Lula se gabou de ter tentado subjugar sexualmente nos 30 dias em que ficara detido e “que frustrara a investida com cotoveladas e socos”.
Cesar Benjamin conhece bem as violações lulopetistas.
Em 2005, durante o escândalo do mensalão, ele já denunciava ao Estadão que “tinha havido uma série de financiamentos que desconhecíamos”, “de bancos e empreiteiras, para a campanha do Lula” de 1994(!) e que o processo de corrupção “talvez tenha começado antes”.
“Quando vejo essa situação atual, tenho consciência de que não começou agora e é a expressão de uma prática continuada e sistêmica, que foi introduzida através do Lula e do Zé Dirceu”.
Naquele ano, quase uma década antes de explodir o petrolão, Benjamin também disse à Época:
“Isso foi vivido como ascensão social para um grande número de quadros, de lideranças do PT, que mudaram individualmente de classe social. Passaram a ter um nível de vida que não tinham e viveram isso muito alegremente.”
Questionado se este processo gerou o cadáver de Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em 2002, o ex-militante petista respondeu:
“Eu não acho, tenho certeza. E houve muitos cadáveres morais. Este foi o físico.”
Não só este, diga-se. Sete outras pessoas ligadas ao caso morreram, inclusive o legista que atestara que o prefeito fora barbaramente torturado antes de ser assassinado.
Agora, Cesar Benjamin voltou a tratar do assunto no Facebook, por ocasião da morte no domingo (24) de um dos fundadores do PT.
Reproduzo seu post na íntegra, grifando os trechos sobre Lula e Dirceu:
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“Acabo de saber da morte de Antônio Neiva. Muito teria a dizer sobre ele: seu companheirismo, seu humor, sua lealdade, sua honestidade. Velho militante da época da ditadura, permaneceu no PT até o fim. Escolho apenas um momento das nossas vidas.

Eu era da direção do PT quando percebi que o processo de corrupção se alastrava no partido. Tentei debater isso na direção, sem sucesso, pois àquela altura todos já temiam os dois comandantes da desagregação, Lula e José Dirceu.
Restou-me levar a questão ao Encontro Nacional do PT realizado em 1995 em Guarapari, no Espírito Santo. Fui à tribuna, que ficava numa quina do grande salão, de onde era possível ver, simultaneamente, o plenário e a mesa.
Logo depois de começar meu pronunciamento, vi José Dirceu se levantar, se colocar de frente para o plenário, de lado para mim, e fazer sinais na direção de um grupo que – depois eu soube – era a delegação de Santo André.
Pelo tom da minha fala, Dirceu achou que eu trataria do esquema de corrupção nesse município, que ele e Lula comandavam e que resultaria depois no assassinato de Celso Daniel.
Ele estava enganado. Eu não falaria disso, simplesmente porque desconhecia esse esquema. Minha crítica era à perda geral de referência ética e moral no partido, que nessa fala eu denominei de ‘ovo da serpente’.
Mobilizados por Dirceu, os bandidos de Santo André saltaram sobre mim, para interromper meu pronunciamento na base da porrada.
Foi Antônio Neiva quem se interpôs entre mim e eles, distribuindo safanões e impedindo a continuidade do massacre. Foi minha última participação no PT, que agora agoniza, engolido pela serpente que cultivou.
Descanse em paz Antônio Neiva, irmão, homem honrado.
Cesar Benjamin.”
Uma comentarista do post escreveu:
Captura de Tela 2015-05-26 às 10.32.12
Na verdade, eu achei que o espaço ainda era público, público de menos, e resolvi dar uma mãozinha para que se tornasse público, público demais.

O motivo é simples: os bandidos de Santo André também saltaram sobre o Brasil. 26/05/2015 - DO R.DEMOCRATICA

sexta-feira, 22 de maio de 2015

ESQUEÇA OS OVOS. REPORTAGEM-BOMBA DE VEJA REVELA "LULA (QUASE) LÁ". TESTEMUNHAS CONTAM A QUE CUSTO O APEDEUTA ESCAPOU DAS MALHAS DA LEI NO CRIME DO MENSALÃO.

O ovo além de ser realmente um alimento completo, como comprova a ciência, tem outras utilidades, como por exemplo, ser atirado na cara de contumazes vagabundos, mentirosos e ladravazes, como os políticos brasileiros. Até porque o estoque de impropérios já foi todo gasto e não causa mais qualquer impacto.
A vergonha foi para o espaço catapultada pelo petrolão justamente no momento em que os predadores dos cofres públicos festejam uma década do mensalão!
Como se pode notar, a rapaziada da revista Veja anda meio contaminada pelo pensamento politicamente correto. Tanto é que na página da revista no Facebook os leitores estão atirando ovos contra o editor da revista inconformados com o fato de que a reportagem-bomba tem uma chamada minúscula na faixa preta acima, ao centro, com o título : Lula (quase) lá! Sim, porque a reportagem de peso da revista que chega às bancas neste sábado revela que nos dez anos do mensalão, testemunhas contam como e a que custo o Apedeuta escapou.
Outra matéria que também poderia ser destaque grandioso na capa de Veja,  ganha uma chamadinha no alto. Versa sobre corrupção oficial: quanto mais militantes do PT nos cargos públicos, maiores são os escândalos que diariamente enojam os brasileiros decentes e trabalhadores que, afinal, mantêm o país de pé. Há sem dúvida uma repulsa inaudita do povo brasileiro em relação aos governos do PT em qualquer esfera, com destaque evidente para o desgoverno federal.
Por conta da contaminação do deletério pensamento politicamente correto, desconfia-se que uma ativa patrulha zanza pela redação de Veja, a ponto de conseguir uma chamada de capa afirmando que a cada passagem pelas cadeias brasileiras, o criminoso fica mais letal. É o tipo de reportagem completamente descabida. A letalidade dos criminosos é um fato genético, inato, e a ciência já comprovou que os bandidos são perversos por natureza e a perversidade não tem cura. Para o perverso os mecanismos da culpa e do remorso não existem. Se existissem um criminoso não esfaqueava um médico, como ocorreu agora mesmo no Rio de Janeiro, para roubar um bicicleta. Esses tipos matam um ser humano como se mata um mosquito. Depois vão curtir a vida com o produto do crime como se nada demais tivesse acontecido.
O problema da criminalidade absurda existente no Brasil é a impunidade. Dia desses saiu na imprensa uma estatística mostrando que os Estados Unidos têm a maior população carcerária do planeta. É por isso que há um mês e pouco atrás estive nos Estados Unidos e verifiquei um excelente nível de segurança. E olhem que estive apenas em Miami. Mas há um detalhe: a Flórida tem pena de morte e as cadeias estão cheias. Acresce a isto, ou seja, o bom nível de segurança pública, ao fato de que os cidadãos possuem armas e os bandidos sabem que esses cidadãos não hesitarão em usá-las para se defender.
Por tudo isso, a revista Veja, que é o último bastião de resistência à nefasta engenharia social que imbeciliza e imobiliza os cidadãos, mormente através da mídia, não deve e não pode escorregar em ovos. Não é à toa que os leitores já estão cobrando pelas redes sociais. O feedback é imediato e a edição corre o risco de boiar nas bancas ocorrendo ainda notável retração de leitores online.
DO ALUIZIOAMORIM

quarta-feira, 20 de maio de 2015

O FALSO BALANÇO DA PETROBRAS, O ATAQUE DO LOBISTA LULA E MAIS UMA PEDALADA FISCAL DE DILMA

O balanço da Petrobras é falso como os atributos de Val Marchiori
Economia 20.05.15 14:25
É espantosa a notícia da Folha de S. Paulo de que a Petrobras inflou o lucro trimestral em 1,3 bilhão de reais, lançando mão de um ganho obtido em 7 de maio -- 37 dias depois, portanto, do fim do trimestre a que faz referência o balanço que acusou um lucro total de 5,3 bilhões de reais.
O jornal ainda se deu ao trabalho de ouvir especialistas para saber se isso era mesmo errado. Eu (Mario) apenas contei a história ao dono da padaria aqui da esquina. Ele respondeu "Pas possible!".
Pois no Brasil do PT tudo continua cada vez mais possível. O que esperar de uma empresa que tem como presidente Aldemir Bendine? Balanços fraudados -- com lucros inflados e, atenção, prejuízos e baixas contábeis artificialmente diminuídos.
O balanço da Petrobras é falso como os atributos de Val Marchiori.
O lobista Lula ataca procurador
Brasil 20.05.15 14:31
O lobista Lula resolveu atacar o procurador que o investiga por tráfico de influência em favor da Odebrecht, com financiamentos do BNDES. Segundo a Folha, ele entrou com uma reclamação disciplinar contra o procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.
Na queixa, o lobista Lula incluiu cópias de postagens do procurador nas redes sociais que manifestavam simpatia às candidaturas de Marina Silva e Aécio Neves. A representação foi levada ao Conselho Nacional do Ministério Público.
O lobista Lula alega que o procurador feriu a legislação ao manifestar posição político-partidária.
O lobista Lula só admite uma posição: a empreiteiro-partidária.
O lobista Lula, com esse ataque, só mostra o seu desespero.
Pedala, Dilma
Economia 20.05.15 15:33
Dilma Rousseff terá de dar uma pedalada fiscal de 5,35 bilhões de reais.
É o que o governo vai perder com o adiamento da votação do projeto de lei que reduz a desoneração da folha de salários, prevista para hoje e que, segundo o relator Leonardo Picciani, só ocorrerá em dezembro.
Prepare-se: vem mais imposto por aí. DO ESTÊNIO

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Dono da UTC diz que ex-senador do PTB recebeu propina para atrapalhar CPI

Ao negociar delação, Ricardo Pessoa citou Gim Argello


BRASÍLIA — O dono das construtoras UTC e Constran, Ricardo Pessoa, afirmou nas tratativas para o acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República que o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) recebeu dinheiro para atrapalhar as investigações de CPI da Petrobras que funcionou em 2014, segundo fontes com acesso à apuração em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). Gim Argello, por indicação da base do governo no Senado, foi vice-presidente da CPI mista da Petrobras.
Ao longo de 2014, o senador desempenhou por diversas vezes um papel de protagonismo na comissão, presidindo reuniões e oitivas. A suposta ação de Gim Argello, um dos principais articuladores da base governista no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, teria envolvido recebimento de propina, conforme o relato inicial de Pessoa divulgado ontem pelo GLOBO. Procurado, Gim Argello não foi localizado.
Além da suposta ação do petebista na CPI da Petrobras, o empreiteiro relatou a atuação de um parente de um ministro do Tribunal de Contas da União, dizem fontes com acesso à investigação. A suspeita é de venda de informações privilegiadas. O acordo de delação tramita sob sigilo.
Pessoa é suspeito de chefiar o cartel de empreiteiras. Após ficar seis meses preso em Curitiba, está em prisão domiciliar. O acordo de delação premiada foi assinado na sede da PGR, em Brasília, na última quarta. Homologada a delação pelo STF, Pessoa começa a prestar os depoimentos e detalhar o envolvimento de cada citado.
Gim Argello participou das duas CPIs da Petrobras que funcionaram em 2014. Além de ter sido vice-presidente na comissão mista, formada por senadores e deputados, foi indicado para a comissão exclusiva do Senado. Na prática, apenas a primeira funcionou, entre maio e dezembro de 2014. As empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato acabaram blindadas na CPI: nenhum executivo foi convocado, nem sigilos foram quebrados.
— Em hora nenhuma tivemos condição para isso, quorum para isso. Acho que foi a eleição — disse Gim Argello em reportagem do GLOBO de 8 de dezembro.
O relatório final da CPI mista, do deputado Marco Maia (PT-RS), foi aprovado dia 17. O texto recomendou o indiciamento de ex-diretores da Petrobras e de executivos de empreiteiras investigadas na Lava-Jato. Gim Argello presidiu essa sessão. Outro delator da Lava-Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, também relatou pagamento de propina para interferência numa CPI. Uma comissão foi instalada em 2009 para investigar a Petrobras, e, diz Costa, o então presidente do PSDB, Sérgio Guerra, morto em 2014, recebeu R$ 10 milhões para dificultar os trabalhos.
Também investigado na Lava-Jato e citado na delação de Pessoa, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) é suspeito de ser sócio oculto de um grupo de empresas sediado nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal, segundo reportagem publicada ontem pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Um inquérito foi aberto no STF em fevereiro para investigar a suspeita de lavagem de dinheiro. A holding Diamond Mountain captaria, segundo o jornal, recursos de fundos de pensão de estatais, fornecedores da Petrobras e empresas privadas. O advogado de Lobão, Antônio Carlos de Almeida Castro, negou o envolvimento e qualquer relação de seu cliente com a empresa, e disse ser “incompreensível“ a ilação feita. Em nota, a Diamond Mountain afirmou não ter nenhuma relação com o senador e não existir “sociedade formal nem oculta entre a empresa e o político”. DO VINICIUS SASSINE O GLOBO