O Governador de Goiás, Marconi Perillo, (PSDB-GO), falou hoje a CPMI do Cachoeira e esclareceu a todos
por alvarodias45
12/06/2012
PAZ AMOR E VIDA NA TERRA " De tanto ver triunfar as nulidades, De tanto ver crescer as injustiças, De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". [Ruy Barbosa]
terça-feira, 12 de junho de 2012
Perillo esclareceu tudo
Odair Cunha, relator, ausenta-se da Mesa, toma bronca do PT e volta para mostrar as garras e tentar tumultuar a CPI
Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI, deixou a mesa por
algum tempo Levou uma carraspana de petistas dos bastidores por sua
postura supostamente cordata com o governador Marconi Perillo
Como escrevi nesta manhã,
a ala heavy metal do PT, comandada por Lula e José Dirceu, quer a
cabeça de Perillo para exibi-la na campanha eleitoral e para fazer
frente ao noticiário do mensalão. Muito bem, ao reassumir seu lugar na mesa, Cunha se atrapalhou todo no papel de falcão — ou de “Falcão”.
Meteu os pés pelas mãos, defendeu a quebra de todos os sigilos do governador e, quase aos berros, afirmou que Perillo estava ali como “investigado”.
Não estava!
A questão não é política; é jurídica também: o governador de Goiás falava à comissão como testemunha.
Os oposicionistas, obviamente, levantaram-se da cadeira também aos berros, com o dedo em riste, para acusar a parcialidade do relator e seu papel como procurador dos interesses do petismo.
O senador Vital do Rego, presidente da comissão, teve de restabelecer os fatos.
12/06/2012
DO R.DEMOCRATICA
Eduardo Campos abandona PT e lança candidato em Recife

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, usará um evento sobre desenvolvimento econômico do Estado, na tarde desta terça-feira (12), para anunciar que não deverá apoiar o candidato do PT à Prefeitura de Recife, Humberto CostaVERA MAGALHÃESSimultaneamente, apresentará quatro opções para concorrer na capital, todas de seu partido, o PSB.
EDITORA DO PAINEL
No final da semana passada, Campos exonerou quatro secretários de Estado, justamente para ter cartas na manga caso o impasse no PT permanecesse.
São eles: Geraldo Julio, ex-titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tadeu Alencar, ex-chefe da Casa Civil, Danilo Cabral, ex de Cidades, e Sileno Guedes, antes secretário de Articulação Social.
Campos dirá, na entrevista que concederá hoje, que deu todo o tempo possível para que o PT chegasse a uma solução de consenso que encerrasse a disputa interna do partido.
Como nem a intervenção nacional pacificou o partido, uma vez que o prefeito João da Costa, impedido de disputar a reeleição, resolveu recorrer da decisão, o governador se sente liberado para apresentar uma opção que unifique os demais partidos da chamada Frente Popular.
Os dois mais cotados entre os pré-candidatos do PSB são Geraldo Julio e Danilo Cabral, que é deputado federal licenciado.
Campos também dirá que o acirramento da crise com o PT na capital pernambucana não influirá na decisão do partido de apoiar Fernando Haddad em São Paulo, conforme antecipou a Folha na edição desta terça-feira.
O apoio a Haddad será anunciado ainda nesta semana por Campos, que deve se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.12/06/2012
DO R.DEMMOCRATICA
A VITÓRIA É DA INTELIGÊNCIA E DA VERDADE – DOC. Nº92 -2012
WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES
Enquanto nós, que defendemos a DEMOCRACIA, o DIREITO e a NAÇÃO, não nos convencermos que a nossa vitória será conquistada pela INTELIGÊNCIA E PELA VERDADE não seremos vitoriosos e a MENTIRA e a CANALHA de LADRÕES, de todos os tipos, irão avançando e levando o País ao desastre.
A MENTIRA tem perna curta e a VERDADE trás o sentimento da grandeza moral.
O mentiroso olha para o chão e o que diz a VERDADE olha para o horizonte da magnitude Divina.
Vejam que a VERDADE começa a ganhar corpo quando GABEIRA afirma que queriam implantar uma ditadura com isso confirmam HEITOR DE PAOLA E AARÂO REIS. Já a jornalista Mirian Macedo afirma que recebeu ordem para MENTIR, dizendo
inverdades como que teria, ela e sua irmã, sido torturadas pelos defensores da democracia.
Quem conhece o passado sabe como é triste a história da MENTIRA no comunismo e no nazismo. Ninguém sabe quem era mais mentiroso, se Hitler ou Stalin. Mentiram tanto que até ficaram amigos inseparáveis na assinatura do Pacto de Moscou, na madrugada de 24 de agosto de 1939 (mas datada de 23 de agosto) pelo então Ministro do Exterior Soviético Vyacheslav Molotov e pelo então Ministro do Exterior da Alemanha Nazista Joachim von Ribbentrop.
Invadiram a Polônia e a URRS teve permissão para invadir a Filândia, também. Todos os comunistas do mundo receberam ordem de apoiarem a Alemanha, até 22 DE JUNHO de 1941, quando receberam ordem de serem inimigos dos alemães, pois a Alemanha invadiu a URSS. Os dois povos se mataram e nunca souberam a verdade do que ocorria na guerra. Seus ditadores só mentiam.
Aqui no Brasil os comunistas mentiam e mentem na propaganda, descaradamente. O PC do B diz que tem 69 anos. Mentira. Estão roubando a história de Prestes. Estão mentindo quando dizem que são democratas quando adoram CUBA e apoiam o regime comunista da Coréica do Norte.
A contra-revolução de 1964 lutou contra a MENTIRA e salvou A DEMOCRACIA BRASILEIRA. Os que a combatem gritam que foram torturados e estão sendo desmentidos por eles mesmo.
Quem torturou idoso e cuspiu na cara de velho indefeso na frente do Clube Militar? Foram os idosos que comemoravam pacificamente a VITORIA DA DEMOCRACIA ou os arruaceiros?
A nossa VERDADE fez o Brasil crescer, construindo-se as grandes obras de infraestrutura que temos. Os MENTIROSOS não apontam uma OBRA. As GRANDES OBRAS DOS MENTIROSOS SÃO AS GRANDES QUADRILHAS DE LADRÕES QUE CRIARAM.
Será que a “Comissão da Verdade” vai apurar as mortes realizadas NA HISTÓRIA DOS JUSTIÇAMENTOS revolucionária no Brasil que teve início nos anos 30 (caso Elza Fernandes) e nos 70. Em 35 assassinaram a amante de um colega preso e na luta de 1970 mataram os seguintes correligionários acusados e julgados por eles mesmos: Ary Rocha Miranda – Antônio Lourenço – Márcio Toledo Leite – Amaro Luiz de Carvalho – Carlos Alberto Cardoso – Jacques Moreira Alvarenga – Salatiel Teixeira Rolim – João Pereira – Osmar – Pedro Ferreira da Silva – Rosalindo de Souza e o assassinato bárbaro do marinheiro inglês David A. Cuthberg.
O ódio dos comunistas contra o povo brasileiro e as Forças Armadas é que falamos a VERDADE e eles mentem.
A NOSSA VERDADE TEM COMO SÍMBOLO A CRUZ QUE É O SÍMBOLO DO AMOR.
A “VERDADE –MENTIRA” DELES TEM COMO SÍMBOLO A FOICE QUE REPRESNTA A MORTE!
QUE DIFERENÇA!
AMOR E ÓDIO!
ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1ºregistro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos
1.807 civis – 49 da Marinha - 476 do Exército – 53 da Aeronáutica; TOTAL
2.385 Batistapinheiro30@yahoo.com.br. 13 de JUN DE 2012
1WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES
DO UPEC
O insensato
— "Não faço nada que não seja de comum acordo e determinado por ele [Lula]".
(José Dirceu, sobre o mensalão, em 13/6/2005)
(José Dirceu, sobre o mensalão, em 13/6/2005)
POR RICARDO NOBLAT
O GLOBO
Se
depender de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil de parte do primeiro
governo Lula, o bicho vai pegar antes, durante e, se necessário, depois
do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal
(STF). Nunca antes na história recente do país convocou-se o povo para pressionar um tribunal.
Pois bem: Dirceu começou a fazê-lo.
Rapaz ousado!
Mais certo seria chamá-lo de temerário, imprudente, perigoso, tresloucado, atrevido, insolente,afoito, demente, precipitado, desaforado, petulante, desajuizado, incauto, arrogante, desvairado, impulsivo, arrebatado, insensato – e mais o quê? Pense. E acrescente aí.
Quem se diz democrata respeita a independência do poderes da República.
Pode discordar de decisões da Justiça?
É claro que sim.
E até criticá-las com indignação.
Mas ao fim e ao cabo só lhe resta acatá-las.
Diga-me: que democrata de verdade insufla o povo para que constranja a Justiça a decidir como ele deseja?
De passagem por Brasília, em conversa com um amigo há um mês, Dirceu pareceu abatido e certo de que será condenado por ter chefiado "uma sofisticada organização criminosa" que tentou se apoderar de uma fatia do aparelho do Estado, segundo denúncia do Procurador Geral da República aceita pelo STF.
Não revelou ao amigo que cogitara exilar-se em Cuba ou na Venezuela.
Uma vez condenado, viajaria denunciando a injustiça de que fora vítima.
Arquivou a ideia.
Concluiu que seria difícil convencer os ouvintes de que era um perseguido político no país governado por seu próprio partido há quase dez anos.
Mas surpreendeu o amigo ao revelar que os chamados “movimentos sociais” não assistiriam inertes a sua eventual condenação.
Diz-se informado de que reagiriam por meio de manifestações de rua.
Não descartou a hipótese de que tais manifestações acabassem antecipadas.
Tudo dependeria da data do julgamento.
O STF marcou o julgamento para agosto e setembro próximos. Na tarde do último sábado, Dirceu aproveitou no Rio o 16º Congresso Nacionalda União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, e pediu aos estudantes que saiam às ruas em sua defesa.
"Será a batalha final", proclamou com ar grave.
— Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a
gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas.
É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês — suplicou
A Procuradoria Geral da República considera que há provas suficientes para condenar os 38 réus do mensalão.
Com ela concordou o STF ao acolher a denúncia.
São 11 os juízes.
Advogados com livre trânsito no STF apostam na condenação de Dirceu por dois a três votos de diferença.
Sabe de quem será um dos votos pela absolvição?
Está sentado?
Do ministro Gilmar Mendes.
Por que tanto espanto?
Se fosse menos mal agradecido, o PT reverenciaria Gilmar sempre que ele fosse citado.
E não valorizaria nem um pouco as suas explosões de temperamento.
Quem evitou a inclusão de Gushiken na lista dos mensaleiros?
E garantiu a Mercadante o direito de ser candidato ao Senado?
E salvou Palocci da acusação de ter quebrado o sigilo bancário de Francenildo dos Santos, testemunha de suas visitas a um reduto de amor e de negócios em Brasília? Gilmar, ora.
Dirceu sabe disso.
Como sabe que a força da mídia é declinante, a se acreditar no que apregoa Lula.
Como sabe que há provas de que o mensalão existiu.
A propósito, uma vez ele observou em entrevista à Folha de S. Paulo: "Eu falei para não fazer". Falou para quem? Por que não foi atendido?
— Não podemos deixar que esse processo se transforme no julgamento da nossa geração. Não permitam julgamentos fora dos autos — apelou Dirceu.
Os réus do mensalão são de várias gerações.
Os estudantes que ouviram Dirceu não são da geração dele.
Em nada ajudará Dirceu a suspeita de que o STF pode julgar fora dos autos. Junho 11, 2012
DO R.DEMOCRATICA
Por que Lula tem pavor do mensalão?
Os segredos do doleiro Antonio Oliveira Claramunt
(Toninho da Barcelona) O que sabe o doleiro Toninho da Barcelona?
(Toninho da Barcelona) O que sabe o doleiro Toninho da Barcelona?
Publicado Sábado, 20 de Agosto de 2005
Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE
ARQUIVO VIVO
Toninho da Barcelona afirma que o PT tem conta secreta no exterior e revela o caixa dois do partido
Toninho da Barcelona afirma que o PT tem conta secreta no exterior e revela o caixa dois do partido
Durante quatro horas, o doleiro procurou atiçar o apetite da CPI para negociar uma delação premiada, instituto pelo qual um criminoso conta o que sabe em troca de uma redução de sua pena.
Toninho da Barcelona cumpre 25 anos de prisão na penitenciária de Avaré, a 258 quilômetros de São Paulo. Aos parlamentares da CPI, ele contou que conhecia detalhes das operações financeiras do PT para o exterior, disse que sabia de remessas feitas pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e indicou que o MTB Bank, casa bancária de Nova York, era o epicentro da lavagem de dinheiro.
No depoimento, no qual chorou várias vezes, o doleiro disse ainda que a corretora Bônus Banval, de São Paulo, operava para o ex-ministro José Dirceu e era uma das fontes de pagamento do mensalão.
No dia seguinte, Toninho da Barcelona concordou em dar uma entrevista a VEJA, por escrito.
Ele recebeu uma lista com vinte perguntas da revista e levou duas horas para manuscrever as respostas, que ocupam treze folhas de ofício.
Suas revelações ajudam a desvendar o tesouro milionário do PT no exterior e mostram que:
• O PT tinha conta clandestina no exterior, operada pelo Trade Link Bank, uma offshore vinculada ao Banco Rural. Quando o PT queria sacar recursos do Trade Link para usá-los no Brasil, o doleiro acionado era Dario Messer, do Rio de Janeiro.
• Dario Messer recebia os dólares petistas em sua offshore no Panamá e entregava ao PT o correspondente em reais no Banco Rural, sediado em Belo Horizonte.
• Os cofres do PT viviam abarrotados de dólares. Em 2002, no auge da campanha presidencial, a casa de câmbio do doleiro, a Barcelona, chegou a fazer trocas de moeda em ritmo quase diário.
• As trocas, em valores que oscilavam entre 30.000 e 50.000 dólares, eram realizadas no gabinete do então vereador Devanir Ribeiro, ex-metalúrgico e petista histórico.
• A Bônus-Banval, de São Paulo – aquela corretora que recebeu um pagamento de Marcos Valério para Bob Marques, amigão do ex-ministro José Dirceu –, realizava operações de "esquenta-esfria". Por essas operações, um lado sempre ganha (e esquenta dinheiro de caixa dois) e outro sempre perde (e esfria dinheiro de caixa um, produzindo assim recursos para destinos escusos).
• Nas operações de esquenta-esfria, os prejuízos eram sempre de fundos de pensão de estatais – cujos recursos, esfriados, eram liberados para entrar no caixa dois do PT. Um dos atendidos pelo esquema da Bônus-Banval, diz o doleiro, era José Dirceu. Leia mais.
DO R.DEMOCRATICA
PT, com telhado de vidro, promete "pedreira" contra Perillo na CPI
Vice-presidente da CPI do caso Cachoeira, o petista Paulo Teixeira (SP) afirmou nesta segunda-feira (11) que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deverá enfrentar um depoimento "pedreira" nesta terça-feira (12) na comissão.Embora o PSDB tenha proposto um pacto de não agressão aos petistas e peemedebistas em troca da blindagem de Perillo, Teixeira duvidou que a ideia seja aprovada na reunião que o PT realiza hoje para traçar a estratégia do partido.Por O EDITORPesou contra Perillo a declaração de que espera uma atitude de estadista do ex-presidente Luiz Inácio da Silva. Perillo disse à Folha ter a expectativa de que Lula não guarde contra ele ressentimentos da época do escândalo do mensalão.
A estratégia de se apresentar como vítima de revanchismo contrariou o PT. "Esse discurso não dura meia hora na CPI", afirmou Teixeira.Perillo irá prestar depoimento amanhã na comissão sobre sua relação com o empresário Carlinhos Cachoeira e se diz alvo de "perseguição política" por "episódios do passado".
Em 2005, no auge do mensalão, Perillo revelou que havia avisado Lula sobre a existência do esquema.
O governador disse que vai entregar e mostrar no Congresso os cheques de R$ 1,4 milhão que recebeu na venda de uma casa onde foi preso Cachoeira, em fevereiro.
"Fiz um negócio legítimo", afirmou o tucano. (Folha Poder)Observação: o deputado em questão, defensor da liberação da maconha e orador emérito dos blogs do esgoto, fala muito e, depois, amarela. O PT possui telhado de vidro e não tem moral para atirar pedras. Até porque, no dia seguinte, Agnelo estará depondo. O governador petista nem mesmo tem os cheques da super mansão subfaturada que comprou no Lago Paranoá. Muito menos das franquias que a sua família vem adquirindo,na maior laranjada da história deste país.
DO R.DEMOCRATICA
segunda-feira, 11 de junho de 2012
A covardia política de Fernando Haddad, que fugiu da miniparada gay.
Por Reinaldo Azevedo
Começo por uma das provocações
do título: “miniparada gay”. Por que “miniparada”? Pela primeira vez,
fez-se uma medição da presença de público segundo critérios científicos.Os alegados 4 milhões de pessoas eram, na verdade, no máximo, 270 mil, ou 1/15 do número que servia à propaganda, segundo o Datafolha.
Há aí uma questão conjuntural — o evento reuniu menos gente do que no ano passado — e uma histórica: nunca, em tempo nenhum, a parada deve ter reunido nem mesmo mesmo 500 mil pessoas (quase o dobro do que se viu ontem).
Falava-se em muitos milhões para tentar emprestar à parada uma importância e uma adesão popular que nunca teve — o que não quer dizer, atenção!, que seja pouca gente.
Noto, a título de ilustração, que não é de hoje que as coisas são assim. No dia 17 de abril de 1984, os que éramos favoráveis às eleições diretas para presidente alardeamos a presença de 1 milhão de pessoas num comício do Vale do Anhangabaú e imediações.
Ainda me lembro do ceticismo de um velho amigo, um comunista italiano que morava no Brasil havia alguns anos. Era matemático. Eu tinha, então, 22 anos; ele, mais de 70. Dávamos aula na mesma escola. “Vocês não sabem o que é um milhão de pessoas na rua; infelizmente, não havia lá mais de 100 mil. Um país que pusesse um milhão na rua por causa de uma reivindicação política seria outro…”
Pois é.
Sem contar que aquele milhão não caberia lá de jeito nenhum! Vocês sabem como a causa é capaz de produzir “mentiras decorosas”, não é mesmo? Tanto não havia um milhão que a emenda das Diretas foi derrotada, e nada aconteceu…
Quem sabe Zé Dirceu consiga reunir um milhão em sua defesa, não é mesmo?, sob a liderança da UNE. A entidade pode aproveitar e pegar uma graninha dos convênios e investir na patuscada pró-impunidade. Adiante com a questão da miniparada. Chegarei a Haddad.
Motivos para reflexão
A militância sindical gay deveria pensar um tantinho nos motivos que levaram à substancial e visível queda de público neste ano. Nunca como agora ela foi tão estridente e, em muitos aspectos, agressiva.
Ganhou maus prosélitos.
Os absurdos levados à avenida no ano passado — os modelos caracterizados como santos católicos em situações homoeróticas — e o debate às vezes virulento em defesa da tal lei de combate à homofobia podem ter concorrido para diminuir o que se esforçava para ter um caráter inclusivo, universalista.
Não só: seria o caso de avaliar a insistência em levar às escolas o tal “kit gay”.
Uma coisa é contar com a simpatia algo descompromissada da população (héteros, gays, tico-tico-fubá); outra, distinta, é querer convencê-la de que seus filhos devem ser submetidos a uma peça de propaganda bucéfala em sala de aula.
Preconceito?
Uma ova!
Os filmes foram tornados públicos e falam por si.
Marta Suplicy, com o seu verbo de hábito ligeiro, acusa um retrocesso da causa em razão da militância obscurantista ou algo assim.
É o caminho para continuar errando.
Se os sindicalistas gays tiverem um mínimo de juízo, verão que sua causa minguou à medida que decidiu tratar com ligeireza estúpida alguns valores que estão na raiz da formação da cultura brasileira. Se a sua causa depende, em boa parte da adesão popular, então tem de haver diálogo.
“Santos gays” na avenida e tentativa de criminalizar opinião são coisa de quem quer confronto. Os supostos milhões da avenida sempre serviram como uma espécie de intimidação, inclusive dos políticos, que passaram a incluir o evento em sua agenda.
O parada de ontem deixou claro que a causa é muito menos popular do que parece. É bom lembrar que a parada EM São Paulo não é propriamente DE São Paulo; é a DO Brasil.
Haddad e a agenda secreta
José Serra e Fernando Haddad, tidos na imprensa como “os dois principais candidatos à Prefeitura”, não foram à parada.
Nota: até agora, não sei por que o petista, com algo entre 3% e 5% das intenções de voto, está entre os “principais”, mas vá lá… Serra tinha ido a Nova York e parece não ter conseguido voltar a tempo.
Já a ausência do petita foi planejada e obedeceu a uma estratégia de seu comando de campanha. Ainda que o tucano certamente tenha gays entre seus eleitores — foi o grande arquiteto do tratamento gratuito às vítimas da AIDS e do trabalho de conscientização sobre o contágio —, é fato que o PSDB não mantém com o que chamo “sindicalismo gay” os vínculos que mantém o PT, que se quer o partido das minorias.
O que tirou Haddad da avenida?
Várias coisas.
Em primeiro lugar, ele precisa se desvincular do chamado “kit gay”. De tal sorte era absurdo o material que a própria presidente Dilma Rousseff resolveu vetá-lo. Sim, evangélicos e católicos protestaram; os parlamentares cristãos reagiram, mas eles não decidem nada!
Especialistas em educação e comportamento com os meridianos ajustados sabem que aquele troço era lixo, proselitismo barato.
Em vez de entregar a questão a educadores, resolveram passá-la aos cuidados de militantes. Mas não era só isso, não!
A musa da causa — ao menos entre os que lideram paradas — é Marta Suplicy, que foi alijada do processo eleitoral pela brutalidade de Lula.
A chance de que Haddad fosse vaiado era grande.
O que fez, então, o petista?
Garantiu, nos bastidores, às lideranças do movimento que será um prefeito sensível à causa, mas não quis aparecer em público ao lado dos gays.
Assim, prefere tratar da questão como uma agenda secreta: se e quando eleito, então faz as vontades do sindicalismo gay; por ora, é bom se distanciar da causa para não provocar “os conservadores”, entenderam?
Haddad tenta fazer com o tema mais ou menos o que Dilma fez com o aborto: deu um truque no grande eleitorado e ficou longe do assunto — quase aprendeu a persignar-se; no poder, vai implementando a agenda dos abortistas.
A última do governo federal é estudar a implementação de um atendimento pré-aborto (!?) no Sistema Único de Saúde…
Haddad não foi à parada gay para manter parte de sua biografia e de suas intenções no armário.
11/06/2012
DO R.DEMOCRATICA
Procurador-geral recebe provas contra governador do DF

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recebeu os documentos com as provas obtidas na Operação Panacéia, da Polícia Civil de Minas, relacionadas com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT)
Agnelo era diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na época. O empresário Renato Alves da Silva, sócio da Hipolabor, tentou agilizar processos de interesse da empresa junto ao diretor-admunto de Agnelo na Anvisa, Rafael de Aguiar Barbosa, hoje secretário de Saúde do govenro do petista.
Escutas telefônicas feitas pela polícia mostram que Silva pediu a interferência do lobista Francisco Borges, ex-assessor de Agnelo na Câmara dos Deputados, para pressionar Barbosa. O deputado federal Fábio Ramalho (PV-MG) também foi acionado pelo grupo para marcar audiências na Anvisa.
Gurgel já está analisando os documentos e poderá pedir abertura de inquérito ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) se avaliar que as provas são contundentes.
Mais aqui.
11/06/2012 DO R.DEMOCRATICA
Prendam a imprensa e deixem José Dirceu solto! Por um Brasil mais decente! Ou: Márcio Thomaz Bastos lutou pela democracia na ditadura e luta por ditadura na democracia. Ou: Bastos pressiona o Supremo!
O advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, aderiu, no sábado à noite, à campanha contra a imprensa promovida pelo PT desde 2003, intensificada depois que veio à luz o escândalo do mensalão, em 2005, e tornada grito de guerra com a CPI do Cachoeira. É um tanto constrangedor ver uma das figuras mais estelares do direito, que tem uma história respeitável de defesa da democracia nos estertores da ditadura (foi presidente da OAB entre 1983 e 1985), aderir agora, em plena democracia, a uma forma velada de defesa da ditadura. Exagero? De modo nenhum! E vou demonstrar isso. O que fez Bastos, que é advogado de um dos 38 réus do mensalão? No programa “Ponto a Ponto”, da BandNews, no sábado, afirmou que a imprensa “tomou partido” contra os réus e tenta influenciar os ministros do Supremo com “publicidade opressiva”. Acusou ainda a imprensa de elevar “a um ponto muito forte o mensalão que vai ser julgado, deixando de lado os outros mensalões”. É uma fala indecorosa para o advogado que teve influência importante na indicação de pelo menos 8 dos 11 ministros do Supremo. E isso quer dizer, como vou demonstrar também, que Bastos parece considerar ilegítimo o trabalho da imprensa, mas legítima a pressão que ele próprio está fazendo sobre os ministros.
Note-se, de
saída, que o ex-ministro da Justiça, petista de escol, conselheiro de
todas as horas de Lula e hoje advogado de Carlinhos Cachoeira, está
repetindo as palavras de José Dirceu no encontro da Juventude Socialista. no mesmo sábado. Este
monumento moral da política brasileira cobrou que a UNE vá às ruas em
sua defesa e em protesto contra o que chamou “monopólio da mídia”. No
mesmo evento, lembro à margem, Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio,
“inocentou” a entidade de todas as acusações de malversação de recursos
públicos e atribuiu as denúncias — que são, na verdade, evidências — a
uma espécie de conspiração dos inimigos, atacando, por óbvio, ainda que
de maneira velada, Tribunal de Contas da União, Ministério Público e
imprensa. Paes recomendou a Daniel Iliescu, presidente da UNE, “casca
grossa” para suportar as injustiças… Pois é! Se a UNE, agora, não puder
mais pegar dinheiro público, comprar uísque e apresentar notas frias na
prestação de contas, onde é que fica a liberdade dos camaradas, não é
mesmo, prefeito?
Eis aí uma
das grandes contribuições à cultura democrática dos nove anos de poder
petista: a agressão ao trabalho da imprensa independente, a que Bastos
adere agora, muito à sua maneira, com a elegância de quem pretende, na
aparência ao menos, cultivar ideias que Musil chamaria “magras e
severas”, mas que, na essência, remetem aos regimes balofos, de
repúblicas bananeiras, pautadas pela impunidade, pela lambança, pelo
autoritarismo, pelo mandonismo, pela imposição da vontade dos donos do
poder. Cumpre não exagerar no papel de resistência de Bastos durante o
Regime Militar. Não foi flagrado em nenhum grande momento de heroísmo,
mas se alinhou, sem dúvida com a defesa da democracia quando o regime já
dava sinais de fraqueza. Hoje, em pleno regime democrático, nós o
flagramos com essa conversinha de cerca-lourenço, que busca pôr em
dúvida o papel da imprensa.
“Ah, então a
imprensa não pode ser criticada?” Pode, sim! Eu mesmo faço muito isso
aqui. Volta e meia, chamo alguém para o debate, para irritação de uns
tantos. O confronto de ideias se dá na prática, dado que os veículos de
comunicação não comungam de pontos de vista idênticos sobre os mais
variados assuntos. Nas universidades, o jornalismo é objeto constante de
análise e crítica. Ocorre que não é isso que Bastos está fazendo — nem
lhe caberia mesmo esse papel, já que ele é, sob muitos aspectos, parte
interessada no assunto. Lembremo-nos que foi da sua cabeça de
criminalista que saiu a principal tese de defesa do governo: o mensalão
teria sido apenas caixa dois de campanha. Ora, meus caros, não é por
acaso que Lula nomeou para a Justiça não um advogado constitucionalista,
mas um advogado… criminalista! Na impossibilidade de declarar a plena
inocência de seus clientes, sua estratégia de sempre é a chamada redução
de danos: “Cometeu um crime, sim, mas não esse que dizem, outro”. Ou
ainda: “Cometeu o crime, sim, mas é preciso ver que as circunstâncias…”
Um constitucionalista tende a lidar com essencialidades; um criminalista
é, antes de tudo, um pragmático. Num governo petista, saber lidar de
modo pragmático com ações criminosas é uma exigência profissional.
Intimidação
Bastos está tentando intimidar o trabalho da imprensa e do Supremo. Como é mesmo? “O diabo sabe porque é velho, não porque é sábio…” O advogado é experiente o bastante para saber que sua fala ganharia visibilidade — abre hoje uma página de política da Folha, por exemplo. O objetivo é despertar nas redações uma exigência ética, a saber: garantir aos mensaleiros o direito ao “outro lado”, como se cada reportagem que se fez e se faz a respeito desde 2005 não comportasse a versão dos acusados. Cria-se uma acusação falsa — a do suposto linchamento — para tentar induzir um resposta que transforme aqueles episódios numa guerra de versões.
Bastos está tentando intimidar o trabalho da imprensa e do Supremo. Como é mesmo? “O diabo sabe porque é velho, não porque é sábio…” O advogado é experiente o bastante para saber que sua fala ganharia visibilidade — abre hoje uma página de política da Folha, por exemplo. O objetivo é despertar nas redações uma exigência ética, a saber: garantir aos mensaleiros o direito ao “outro lado”, como se cada reportagem que se fez e se faz a respeito desde 2005 não comportasse a versão dos acusados. Cria-se uma acusação falsa — a do suposto linchamento — para tentar induzir um resposta que transforme aqueles episódios numa guerra de versões.
Muitos farão
gostosamente o que Bastos quer. Outros, inocentes ou tontos, cairão no
truque de maneira miserável, a ponto de descaracterizar o tal “outro
lado”. Atenção! Ouvir as explicações das personagens envolvidas numa
notícia não muda a natureza dos fatos. Aproveito aqui para chamar a
atenção de vocês, desde já, para uma questão relevante: AINDA
QUE OS 38 ACUSADOS VENHAM A SER ABSOLVIDOS DAS ACUSAÇÕES CRIMINAIS — E
NÃO COLOQUEM ISSO NA CONTA DAS COISAS IMPOSSÍVEIS, PORQUE NÃO É — ISSO
NÃO SIGNIFICARÁ QUE AQUILO A QUE SE CHAMOU MENSALÃO NUNCA TERÁ EXISTIDO.
O delírio de Lula, Dirceu e, suponho, Bastos é este: inocentados todos,
então tudo aquilo terá sido uma farsa. A eventual absolvição terá o
condão de fazer sumir da história as lambanças com dinheiro de Delúbio
Soares e Marcos Valério, os saques da boca do caixa nos bancos Rural e
BMG, o pagamento feito a Duda Mendonça no exterior, o uso de dinheiro
público em benefício do partido? Digamos que a maioria dos ministros do
Supremo conclua que toda aquela safadeza se fez sem o conhecimento de
Delúbio Soares (o tesoureiro), José Genoino (o presidente do partido) e
José Dirceu (então chefe inconteste do PT). Isso a que chamarão
“inocência” fará sumir aqueles fatos no ralo da história? A propósito: o
STF livrou a cara de Antônio Palocci no episódio da quebra do sigilo do
caseiro Francenildo. ALGUÉM OUSARÁ NEGAR, POR ACASO, QUE O SIGILO TENHA
SIDO EFETIVAMENTE QUEBRADO? Acho que não…
Cinismo
A acusação de Bastos, ecoando a de Dirceu, tem, ademais, um aspecto de escandaloso cinismo. Como nunca antes na história destepaiz, o dinheiro público — da administração direta e das estatais — financia blogs, sites e revistas cuja tarefa é agredir o Supremo, a Procuradoria-Geral da República, a oposição e a imprensa independente. E se trata de uma ação que não encontra limite nem no crime: a difamação é empalidecida pela injúria, e ambas perdem para a calúnia. Não existe nada parecido em nenhum estado democrático do mundo. E, nesses veículos, à diferença do que se vê na imprensa criticada por Bastos, não existe espaço para o contraditório. O que se faz é o proselitismo mais descarado, mais abjeto, mais servil. ATENÇÃO! Não se trata de uma visão alternativa àquela da chamada grande imprensa. Trata-se do uso do dinheiro público para fazer a defesa de um partido. A maior parte da receita das empresas jornalísticas tem origem no setor privado. Aquela gente faz outra coisa: apropria-se de recursos públicos — que a todos pertencem, petistas e não-petistas — para defender… petistas! Que o Ministério Público jamais tenha se interessado por isso, eis um fato por si mesmo escandaloso.
A acusação de Bastos, ecoando a de Dirceu, tem, ademais, um aspecto de escandaloso cinismo. Como nunca antes na história destepaiz, o dinheiro público — da administração direta e das estatais — financia blogs, sites e revistas cuja tarefa é agredir o Supremo, a Procuradoria-Geral da República, a oposição e a imprensa independente. E se trata de uma ação que não encontra limite nem no crime: a difamação é empalidecida pela injúria, e ambas perdem para a calúnia. Não existe nada parecido em nenhum estado democrático do mundo. E, nesses veículos, à diferença do que se vê na imprensa criticada por Bastos, não existe espaço para o contraditório. O que se faz é o proselitismo mais descarado, mais abjeto, mais servil. ATENÇÃO! Não se trata de uma visão alternativa àquela da chamada grande imprensa. Trata-se do uso do dinheiro público para fazer a defesa de um partido. A maior parte da receita das empresas jornalísticas tem origem no setor privado. Aquela gente faz outra coisa: apropria-se de recursos públicos — que a todos pertencem, petistas e não-petistas — para defender… petistas! Que o Ministério Público jamais tenha se interessado por isso, eis um fato por si mesmo escandaloso.
Bastos é que pressiona o Supremo!
Ao citar o caso Nardoni como exemplo de julgamento injusto (não vou entrar no mérito, ou este texto não tem fim), Bastos foi indagado se o mesmo poderia ocorrer com o mensalão. Respondeu: “Não estou querendo dizer, mas tenho medo que ocorra. Será possível fazer um julgamento com uma publicidade opressiva em cima?” Advogado hábil, no entanto, ele resolveu dar um voto de confiança aos ministros do Supremo — ajudou a escolher 8 dos 11: disse acreditar que essa pressão da imprensa chegará ao tribunal “muito esbatida “.
Ao citar o caso Nardoni como exemplo de julgamento injusto (não vou entrar no mérito, ou este texto não tem fim), Bastos foi indagado se o mesmo poderia ocorrer com o mensalão. Respondeu: “Não estou querendo dizer, mas tenho medo que ocorra. Será possível fazer um julgamento com uma publicidade opressiva em cima?” Advogado hábil, no entanto, ele resolveu dar um voto de confiança aos ministros do Supremo — ajudou a escolher 8 dos 11: disse acreditar que essa pressão da imprensa chegará ao tribunal “muito esbatida “.
Huuummm…
Como gosto
de escrever aqui (e com elas ganho a vida), “as palavras fazem sentido”.
Advogado de defesa de um dos réus, ele, obviamente, considera que o
tribunal agirá certo se absolver o seu cliente (e, suponho, os demais).
Ocorre que Bastos vê uma “publicidade opressiva” da imprensa e enxerga o
risco de que isso influencie o Supremo. Ora, essa influência que ele vê
como nefasta só acontecerá, então, se os ministros condenarem os réus,
certo? Mas ele é generoso, sabem? Acha que os membros da corte saberão
resistir, experientes que são, de modo que a pressão chegará já
“esbatida”, fraquinha, atenuada. Entendi. Bastos está dizendo, num
exercício elementar de lógica, que os ministros só provarão a sua
independência se absolverem os réus. Caso os condenem, então terá sido
um sinal de que se deixaram pautar por esta imprensa maligna.
Ora, meus
caros, por que, então, não podemos fazer, com igual — na verdade, com
muito mais — legitimidade o mesmo raciocínio, mas com conclusão
diametralmente oposta? “Se os ministros realmente forem independentes,
não se deixarão influenciar por gente como Bastos e vão condenar os
réus”. E por que digo que, no nosso caso, o raciocínio é mais legítimo?
Por dois motivos:
a) sejam os réus absolvidos ou condenados, o conjunto de crimes a que se chamou mensalão existiu, é fato documentado, inequívoco. Como são atos criminosos, o natural é que haja culpados e que eles sejam punidos;
b) não há um só ministro da corte que deva qualquer coisa à imprensa — e, portanto, não teriam de compensá-la com nada. Com Bastos, é diferente. Sabe-se que ele foi voz influente na indicação de pelo menos oito membros da corte.
a) sejam os réus absolvidos ou condenados, o conjunto de crimes a que se chamou mensalão existiu, é fato documentado, inequívoco. Como são atos criminosos, o natural é que haja culpados e que eles sejam punidos;
b) não há um só ministro da corte que deva qualquer coisa à imprensa — e, portanto, não teriam de compensá-la com nada. Com Bastos, é diferente. Sabe-se que ele foi voz influente na indicação de pelo menos oito membros da corte.
Atenção! As
palavras fazem sentido! Não estou assumindo esse ponto de vista. Estou
apenas demonstrando que, se o tema é independência dos ministros do
Supremo — e foi Bastos quem escolheu esse campo argumentativo —, mais
ele do que a imprensa ou a sociedade detém instrumentos de pressão. A
imprensa que se preza tomou partido, sim, senhor Márcio Thomaz Bastos! O
mesmo partido da esmagadora maioria dos brasileiros decentes: o fim da
impunidade. Não lhe parece bom?
Afirmei que
esse advogado lutou pela democracia na ditadura e agora luta pela
ditadura na democracia. Exagero? Não! Ao criticar de maneira leviana o
trabalho da imprensa, está engrossando o coro daqueles que querem
subordinar o jornalismo independente aos interesses de um partido
político. O petismo lutou para criar meios formais de controlar e
censurar a imprensa — ainda se esforça por isso. Como seu intento não
prospera, investe, de forma malsucedida, na tentativa de criar um clamor
público conta a liberdade de pensamento.
E Márcio Thomaz Bastos, agora, se alinha com eles. Porque, afinal, é um deles.
Texto originalmente publicado às 6h11
REV VEJA
Greve de servidores federais deve se intensificar amanhã
A greve que já abrange 51 instituições federais de ensino deve ganhar novos adeptos a partir de segunda-feira. Conforme a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que reúne 37 sindicatos em todo o País, amanhã entrarão em greve os trabalhadores técnico-administrativos em educação nas universidades federais e os funcionários federais do setor de geografia e estatística. Na quarta-feira, será a vez dos servidores do Judiciário Federal, do Ministério Público da União e dos servidores federais da educação básica, profissional e tecnológica.
A greve dos professores das universidades federais, que puxou a mobilização das outras categorias, completou mais de 20 dias e não tem data para terminar. Segundo a Condsef, a greve geral dos servidores federais deve começar em 18 de junho. Os profissionais reivindicam reajuste salarial, recebimento de gratificações e reestruturação de carreiras, entre outras demandas. As informações são da Agência Brasil.
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