quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Governo Dilma em transe

Cobrei, num post de ontem, republicado nesta manhã, que as oposições se manifestem de modo organizado sobre o tal plano do governo de incentivo à indústria. Ponderei que a luta por uma CPI para apurar as denúncias de corrupção é importante, sim, mas que é preciso ir um pouco além disso — até porque os petistas se especializaram em a) impedir CPIs; b) não conseguindo impedi-las, desmoralizá-las. Considerei ainda que manifestar-se sobre tal plano é importante porque ele remete a alguns desacertos fundamentais do governo Dilma. Mas, como se nota, a oposição patina; é evidente a ausência de um eixo organizador do debate de políticas públicas. Já volto a este ponto. Vamos agora a uma digressão relativamente longa, que explicita o quadro.
No que concerne ao jogo político, à disputa própria das democracias entre governo e oposição, em que um ganha terreno quando o outro comete um erro, o cenário raramente foi tão propício para os adversários do PT. Os desacertos do Planalto são impressionantes. A maior base de sustentação de um governo da história republicana vive uma espécie de transe, e não há quem possa se apresentar como “o” articulador político do governo. Já disse que Nelson Jobim pode ter sido destrambelhado no método, mas foi exato no mérito: Ideli Salvatti  — das Relações Institucionais é “fraquinha”, e Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, mal conhece Brasília. Quem costurava os múltiplos interesses desse troço que chamam “presidencialismo de coalizão” era Antonio Palocci, o consultor defenestrado. O governo ficou politicamente acéfalo.
Não custa lembrar. Quem fazia a articulação política no governo Lula era… Lula, com aquela sua habilidade já lembrada num dos posts abaixo: “inspira uma espécie de sujeição voluntária mesmo entre os sabidos porque se aposta, de algum jeito, que sua sabedoria não é deste mundo”. Dilma não veio ao mundo com esse dom da natureza, burilado ao longo dos anos como líder sindical e líder da oposição. A dita “presidenta” não sabe fazer essa condução e comete o erro de se cercar de gente mais fraca do que ela erro que Lula, se vocês pensarem bem, nunca cometeu. Como era líder inconteste, podia ter auxiliares fortes.
É bem possível, não disponho de pesquisas, que as questões mais relevantes, com potencial para minar a credibilidade do governo, ainda não tenham chegado ao “povão”, mas provocam, como fica claro, uma bateção infernal de cabeças na base aliada. É bem provável que a dita “faxina” promovida no Ministério dos Transportes, por exemplo, tenha sido bem-recebida pelos setores do eleitorado mais atentos às coisas da política, mas restou um passivo enorme, que, tudo indica, o Planalto não sabe agora como administrar.
Em seu discurso no Senado, Alfredo Nascimento riscou o chão com a faca; só não entendeu quem não quis muitos fingiram não ter entendido. Chamou a cumplicidade de ministros do estado para as suas ações, evocou a parceria com a própria Dilma e afirmou que o descontrole de gastos nos Transportes se deu em 2010, ano da eleição de… Dilma! Luiz Antonio Pagot disse estar louco para depor numa CPI. O governo se calou. Wagner Rossi, ministro da Agricultura, negou irregularidades em sua pasta, mas, quando menos, expôs o modo como foram preenchidos os cargos no ministério: Romero Jucá pediu para encaixarem lá o seu irmão (Oscar Jucá), e o homem, que já havia sido defenestrado da Infraero e repudiado como incompetente pela própria família, ganhou um cargo.
Acuado, o governo silencia. Faz sentido. Dilma se fez presidente porque foi essa a arquitetura de poder imaginada e realizada por Luiz Inácio Lula da Silva, o verdadeiro condestável do poder petista ainda hoje. Como ele é incontido; como, à diferença do que prometeu fazer, não desencarna de sua antiga função; como se considera o dono da bola, ele, então, fala pelos cotovelos, o que contribui para minar a autoridade de Dilma, não junto à opinião pública necessariamente, mas junto àquela “gente de Brasília” — nos EUA, Obama diria ser a “turma de Washington”. Na certeza de que têm um pacto firmado com Lula, não com Dilma, as lideranças políticas se assoberbam e vão fazendo e falando o que lhes dá na telha. No fim das contas, imagina-se que vão se entender com… Lula.
Dilma tenta emplacar desesperadamente uma agenda positiva, e as coisas não emplacam. Resta a imagem da mulher austera, pouco chegada a bravatas, que não gosta de jogar conversa fora, que a muitos agrada. Mas até quando isso vai? O ciclo da economia que vem pela frente não é dos mais auspiciosos. O discurso redentor de Lula, construído sobre uma base de impressionantes falsidades históricas, mesmerizou a inteligência de muitos e fez tabula rasa das divergências políticas. Ela já não conta com esse ativo. Não parece que o seu “Brasil Sem Miséria” resista como marca. Também o PAC vai ficando pelo caminho como peça de propaganda — ela ainda cuida dos restos a pagar da gestão do antecessor; mas foi aquele aporte publicitário que a elegeu, não é?
Não importa a tendência do interlocutor, uma avaliação está em quase todas as bocas: trata-se de um governo sem agenda, que parece viver à espera do retorno de um animador de auditório. Talvez, ao contrário do que pareça, reste mesmo a Dilma a veia da moralização da administração, o que não seria pouca coisa. É certo que isso criaria fraturas importantes na sua base de apoio. Mas, se vocês querem saber, um governo de fato sem agenda não precisa de uma base de apoio tão extensa. Como Dilma não sabe direito o que fazer, poderia prestar o favor de pôr para correr alguns corruptos. O problema é que todos eles sabem demais.
Volto ao começo para encerrar
A esta altura, sem prejuízo de denunciar o que há de errado no governo, seria o caso de as oposições começarem a estruturar, como posso chamar, a construção de um novo saber sobre a administração pública, apontando os erros estratégicos que estão sendo cometidos pelo governo. É preciso começar a evidenciar que o poder, como o estruturou Lula, está dando sinais de rachadura e consegue ser, a um só tempo, imoral e incompetente. Sem prejuízo, reitero, das denúncias dos malfeitos, é preciso ir além da agenda moralizadora.
Por Reinaldo Azevedo
REV VEJA

Governo de gente baixa.

Lá é tudo bandido, brada um irmão de senador, ao ser demitido de uma empresa pública por maracutaia, acusando diretamente o Ministro da Agricultura. Aquela ministra é muito fraquinha, declara o Ministro da Defesa, ofendendo a Ministra de Relações Institucionais com quem tem desavenças. Eu não sou lixo, discursa o Ministro dos Transportes demitido por corrupção. É baixaria em cima de baixaria no governo do PT. O mundo em crise e essa bagaceirada dando o maior espetáculo de baixo nível da história deste país. É desanimador ter que conviver debaixo do mesmo céu azul anil do meu Brasil com gente tão baixa.
DO B. DO CEL

FORA CORRUPTOS

De gerente de restaurante falido a cargos no governo, Jucazinho expõe males do loteamento

Por Letícia Lins, no Globo:
Noves fora delitos criminais, a crise nos Transportes e na Agricultura tem origem no loteamento político das funções do Estado, sustentado por compadrio, fisiologismo, nepotismo e interesses partidários inconfessáveis. E a carreira de Oscar Jucá Neto, o Jucazinho, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-PR), é a cara desse loteamento. Demitido dia 27 passado do cargo de diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sob suspeita de desvio de verba pública, Jucazinho ficou pouco mais de duas semanas no cargo, depois de ter sido nomeado pela presidente Dilma Rousseff após intensa pressão do líder do governo. Não foi o primeiro emprego que Jucá, o Romero, arrumou para o irmão Jucazinho no governo.
De 2006 a 2009, na gestão Lula, ele trabalhou na Infraero, e foi demitido em escândalo parecido com o de agora, quando a direção da companhia botou para fora afilhados de aliados do então presidente para tentar modernizar a empresa, provocando a ira do PMDB contra a “tesourada” na estatal que gere aeroportos. Demitido da Infraero, Jucazinho voltou em julho deste ano ao governo, onde comandava orçamento de R$ 5 bilhões como diretor financeiro da Conab. Apanhado em suposto desvio de R$ 8 milhões para uma empresa fantasma ligada à família, caiu e acusou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi - também indicado pelo PMDB -, de oferecer propina a ele em troca de silêncio, dizendo ainda que “só tem bandido” na Conab e que o órgão é pior que o Dnit, dos Transportes.
Mas, antes dos dois cargos no governo - que obteve tanto no governo Lula como no de Dilma por indicação de Romero Jucá -, Jucazinho não se dera bem com outro irmão, Álvaro Jucá. Isso porque teve atuação desastrosa no gerenciamento do restaurante Assucar, de comida regional, no Centro de Recife, montado por Álvaro. A empreitada acabou não dando certo por causa da má gestão de Jucazinho - ou Oscarzinho, como é chamado na família -, segundo três pessoas que trabalharam em três setores do restaurante, que funcionava no 1º andar do Paço Alfândega - o shopping center mais luxuoso do Centro de Recife, e que já foi administrado pela família Jucá.
Segundo essas pessoas, Jucazinho se revelou um “péssimo gerente”, e muitas vezes era a mulher dele (Taciana Canavarro) que dava as ordens, porque ele se mostrava sem capacidade para administrar. Também pouco entendia de cozinha, mas vez por outra ficava no local usando a indumentária dos chefs e dando ordens sobre o assunto que não dominava.
O Assucar era voltado à classe A e tinha cardápio contemporâneo, assinado pelo chef César Santos, proprietário do restaurante Oficina do Sabor, um dos mais criativos do estado. Sua inauguração foi precedida de pesquisa histórica e cada prato levava o nome de um engenho tradicional da Zona da Mata pernambucana. O chef não ficou muito tempo no Assucar, e também não quis falar sobre o assunto. Mas, segundo um auxiliar dele, Jucazinho era desorganizado com as compras, não administrava direito o estoque e tinha relação caótica com fornecedores.”O problema era de gestão mesmo. Chegamos ao Assucar e encontramos excesso de funcionários, contas atrasadas, falta de controle no estoque e compras e vendas totalmente desorganizadas. A casa, apesar de ser uma das preferidas do Centro para recepções, estava no vermelho”, lembrou nesta quarta-feira Ronas Vicente, o Tatu, que ficou no restaurante como maître e gerente entre 2005 e 2008.
Tatu tem 24 anos de atuação em restaurantes e espantou-se com a situação do Assucar na era Jucazinho:”A gente chegou com a função de uma auditoria, porque o que havia ali era falta de gestão mesmo: o restaurante gastava mais do que arrecadava. Tinha funcionários em excesso (40), reduzidos para 26. Também tinha chef demais para pouco índio, era gente demais querendo mandar na cozinha”.
Senador defendeu irmão em 2009
Segundo uma das pessoas ouvidas, que pediu para não se identificar e trabalhava no setor de contabilidade, a má gestão terminou induzindo os irmãos a uma briga familiar. O GLOBO procurou Álvaro Jucá no seu escritório, em Recife, mas funcionários informaram que ele estava viajando.
O restaurante fechou em 2005. Em 2006, Jucazinho ganhou o cargo na Infraero, mas trabalhava em Recife, no Aeroporto de Guararapes. Em maio de 2009, numa faxina que não fica muito atrás da que Dilma fez agora nos Transportes, a direção da Infraero desmontou um cabide de empregos no órgão - e, entre os mais de 20 demitidos, estava Jucazinho e sua mulher.
Também como agora - em que a crise, após atingir o PR nos Transportes, bateu à porta do PMDB com as denúncias na Agricultura, e Jucazinho caiu -, a faxina de então chegou ao maior aliado dos petistas. Como os demitidos da Infraero eram apadrinhados do PMDB e até parentes de parlamentares peemedebistas, o partido reagiu com ira ao desmonte, que tinha sido autorizado, porém, pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, da própria sigla. Em outra semelhança com os tempos atuais, aliados ameaçaram retaliar nas votações de interesse do governo no Congresso. Aqui
Por Reinaldo Azevedo

Ana dançou, Dilma apodreceu e a vaga do TCE é dos chantagistas.


Como sempre, nos antecipamos à grande imprensa, até mesmo a do Sul. Senti o cheiro e narrei com antecedência de 24 horas que João Durval Carneiro, senador baiano, corrupto de lá, que estava enterrado e saiu do túmulo por ordem de Lula, assinou a CPI, para depois retirar a assinatura na base da chantagem. Chantageou e levou. Dilma, verdinha até então, apodreceu antes de amadorecer para a função. Imaginem o que está fazendo a turma de Sarney e Renan.

Leia o que diz "O Estadão":

"Para abortar a CPI dos Transportes, o Planalto prometeu acelerar obras, apoiar um candidato ao Tribunal de Contas da União (TCU) e até garantir a presença de Dilma na inauguração de uma ponte. O senador João Durval (PDT-BA), o primeiro a retirar a assinatura, recuou em troca da promessa do governo e do PT de apoiar a candidatura de seu filho, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), para vaga de ministro do TCU. Até então, Dilma mostrava-se simpática à candidatura da deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Sérgio Carneiro conseguiu da bancada de 86 deputados do PT a promessa de que cada um buscará o voto de um colega a seu favor na disputa pelo TCU. O cargo de ministro do tribunal é vitalício. O PT nunca conseguiu pôr nenhum de seus integrantes no TCU. Todas as vezes que disputou, perdeu. Carneiro disse ter a certeza de que se contar com os votos de seus colegas, multiplicados por dois, será eleito".(O Estado de S.Paulo)
DO BLOG MEU ARARIPE

CARLOS LUPI - Presidente do PDT, que deve ter feito pacto com diabo pra continuar ministro, no horário politico gratuito(?) de ontem.

PRESTEM ATENÇÃO  NESTA NOTÍCIA:
04/08/2011 | 00:00

Ministério de Lupi desrespeita seus trabalhadores

Enquanto contas lorota na televisão, dizendo que seu PDT é “o partido que protege o trabalhador”, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) permite grave atentado aos direitos trabalhistas dos empregados da Captar, empresa prestadora de serviços em seu ministério: salários são pagos com atraso (julho está em aberto), mesmo depois de reduzidos, em clara afronta à lei trabalhista, além de sonegar até o ticket-refeição.
04/08/2011 | 00:00

Disse-me-disse

A Captar se diz vítima de calote e o ministério diz estar em dia. Vítimas da mentira, servidores já não têm vale-transporte para ir ao trabalho.
Fonte  Claudio  Humberto 
DO BLOG DO FERRA MULA

Mulher se confunde e manda torpedo para o marido pensando ser o amante

O Dia Online

Victoria confundiu os celulares | Foto: Reprodução

Bolton (Inglaterra) - A britânica Victoria Stacey passou por uma situação constrangedora - que levou ao seu divórcio - após mandar um torpedo romântico para o marido, pensando se tratar do celular de seu amante. "Que tal outro final de semana no hotel Marriott em Birmingham?", dizia a mensagem que deixou Simon Stacey furioso com a mulher.

O marido chegou a ameaçar - com um sapato - matar Victoria, que entrou com um processo contra o agora ex-marido, em Bolton na Inglaterra.

Victoria diz, na Justiça inglesa, que foi agredida várias vezes por Simon, que nega as acusações.

A corte de Bolton deve definir o futuro do processo ainda nesta semana. 

PS - Qualquer assunto em outros países, a justiça funciona de  maneira rápida. Aqui, demora anos. Se o assunto for referente  à corrupção levará séculos, assim, as futuras gerações não ficarão sabendo. Movcc/Gabriela

BANDALHA DO PT ESTUDA CRIAÇÃO DE NOVO IMPOSTO. QUEM NÃO É GRANDE EMPRESÁRIO OU BOLSA-FAMÍLIA ESTÁ FERRADO!


O coordenador geral de tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, informou nesta quarta-feira que o governo continuará a estudar a criação de um novo tributo para compensar a desoneração da folha de pagamentos das empresas.
Ele explicou que a decisão de não criar o novo imposto agora para compensar a desoneração da folha anunciada na terça-feira, no plano de política industrial Brasil Maior, para os setores de confecções, móveis, calçados e empresas de serviço de tecnologia da informação, não coloca em risco a política fiscal. "É um projeto piloto", disse Mombelli.
A compensação das perdas de arrecadação com a transferência da contribuição previdenciária sobre a folha para o faturamento será feita com recursos do Orçamento da União. Para 2011, o custo será de 200 milhões de reais e, em 2012, de 1,4 bilhão de reais. Ele rebateu as avaliações de que a medida foi adotada de forma açodada. O coordenador da Receita destacou que a medida tem como objetivo dar maior competitividade às empresas desses setores que estão sofrendo com o câmbio valorizado no País. Do site da revita Veja

MEU COMENTÁRIO: O governo não é 'atrapalhado', como afirmou o Nelson Jobim. É completamente incompetente. Tanto é que desonera de um lado e já estuda uma forma de garfar o cidadão contribuinte de outra maneira. Aumenta o IOF para inibir a profusão de empréstimos e fomenta a produção de automóveis suspendendo o IPI.
Moral da história: quem vai bancar todo esse troço é a classe média, aquele extrato da sociedade que sempre paga e pagou as contas do governo através do Imposto de Renda. Me refiro a classe média mesmo, não essa tipificada pelo IPEA das pesquisas idiotas do petralha sabujo Márcio Pochmann.
É a classe média que estudou, que trabalha, que tem razoável inteligência e que é esclarecida e visceralmente contra o PT.
Portanto, vem aí uma nova CPMF, ou algo parecido. É a verdadeira classe média que financia o empresariado sabujo do PT nutrido pelos generosos empréstimos a juros diminutos do BNDES de um lado e, de outro, banca também a bolsa-família. 
Assim, garante as doações das campanhas eleitorais milionárias do PT, já que financia os tubarões da era do lulopetismo de um lado, e de outro, sustenta os programas sociais do governo que rende os votos de cabresto para o PT.
Está na hora da criação do Tea Party brasileiro para botar essas bandalha do PT para correr!
DO BLOGDO ALUIZIO AMORM

Dilma avalia saída de Jobim após declarações polêmicas





Ministro da Defesa chama Ideli de 'fraquinha', diz que Gleisi 'não conhece Brasília' e que governo é 'atrapalhado'


Foto: AE


Nova entrevista reacendeu discussões sobre permanência do ministro




A presidenta Dilma Rousseff vai avaliar ao longo desta manhã se mantém ou não Nelson Jobim no cargo de ministro da Defesa.

Em uma entrevista à Revista Piauí, Jobim chama o governo Dilma de "atrapalhado", diz que a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, é "fraquinha", e que Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil, "não conhece Brasília".
Se a presidente decidir mesmo antecipar a demissão de Jobim, um dos nomes cotados é o do atual ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo.


Por conta de outras declarações, Jobim já estava na lista dos auxiliares de Dilma que ela deve tirar do governo na primeira reforma ministerial, no final deste ano ou no início de 2012.

Agora, com a entrevista à Piauí, que chega amanhã às bancas, a presidente pode decidir pela demissão imediata de Jobim, desistindo da ideia de não mexer no governo enquanto não assentar a poeira da base aliada levantada pela crise política no Ministério dos Transportes, no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na estatal Valec.

O ministro viajou ontem à noite para São Gabriel da Cachoeira (AM). Hoje de manhã, ele partiu para Tabatinga (AM), onde, ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer, assina um plano de vigilância de fronteiras entre Brasil e Colômbia.

Pela agenda oficial, Jobim deixa a base do Cachimbo (AM) às 20h30, devendo chegar a Brasília perto da meia-noite.

Em recente entrevista concedida ao programa "Poder e Política", veiculado pelos portais do jornal Folha de S. Paulo e UOL, Jobim criou incomodo no Planalto ao fazer questão de revelar que, nas eleições do ano passado, votou no candidato tucano José Serra, o adversário da candidata vencedora, Dilma Rousseff.

DO BLOG RESIST.DEMOCRATICA

Big Mac e trem-bala.

José Serra está com dois novos artigos no seu Blog. É sempre bom ler o que o maior nome da oposição brasileira tem a dizer sobre o país. Clique aqui para o Big Mac. Clique aqui para trem-bala.
DO B. DO CEL

Dilma superfatura direção do DNIT para enterrar CPI.

O outro senador que havia retirado a assinatura da CPI da Corrupção era o tucano suplente de João Ribeiro (PR-TO), Ataídes Oliveira. A pressão de Ribeiro para que o reserva retirasse o apoio tinha uma poderosa razão: Dilma ofereceu ao seu protegido, Amauri Souza Lima, superintendente do DNIT no Tocantis, o cargo de Diretor Geral, substituindo Pagot. No entanto, o tucano amarelo não resistiu à pressão popular e voltou a apoiar a criação da CPI. Resta saber se o negócio foi fechado, o que será confirmado com a nomeação de Souza Lima, mantendo-se o DNIT nas mãos sujas de lama do Partido da Roubalheira.

Dilma superfatura vaga no TCU para impedir CPI.

A que ponto chegamos. Uma vaga aberta no TCU virou objeto de barganha de Dilma Rousseff para impedir a abertura da CPI da Corrupção. João Durval (PDT-BA), o primeiro a retirar a assinatura, recuou em troca da promessa do governo e do PT de apoiar a candidatura de seu filho, o deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), para vaga de ministro do TCU. Como todos sabemos, o TCU é quem levantou o superfaturamento das obras do DNIT. Se a Dilma coloca alguém dela lá dentro, este alguém dela lá dentro jamais vai deixar de aprovar licitações, oncorrências e tomadas de conta que possam prejudicar o seu governo e os seus aliados. É óbvio. Então, além de enterrar a CPI, a Dilma também enterrou ainda mais a transparência do seu governo. O futuro ministro do TCU tem o nome certo para o cargo. Barradas tem a ver com lama. Carneiro tem a ver com falta de independência. O Brasil está cada vez mais podre. Leia aqui no Estadão.
DO BLOG COTURNO NOTURNO

Jobim chama Ideli de "fraquinha". E Dilma chama Genoíno de inútil.


Da coluna da Mônica Bergamo, sobre entrevista de Nelson Jobim, ministro da Defesa, ou do Ataque, se preferirem, à revista Piauí que está chegando nas bancas...
CENSURA
O ministro Nelson Jobim, da Defesa, solta o verbo mais uma vez, agora na revista "Piauí" que chega às bancas amanhã. Ao se referir às negociações sobre o sigilo eterno de documentos, ele atira no núcleo do governo de Dilma Rousseff. "É muita trapalhada", afirma. "A [ministra] Ideli [Salvatti, das Relações Institucionais] é muito fraquinha". Já Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, "nem sequer conhece Brasília".

QUEM MANDA
Jobim conta também que, ao convidar José Genoino para trabalhar na Defesa, ouviu de Dilma: "Mas será que ele pode ser útil?". Jobim diz que respondeu: "Presidenta, quem sabe se ele pode ou não ser útil sou eu." O ministro diz ainda que FHC e Lula são sedutores. "Só que de maneiras diferentes. O Lula diz palavrão, o Fernando é um lorde".  
DO BLOG DO CEL