segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Blog não discutirá com Moraes, um especialista!

Josias de Souza

Os ministros do Supremo, como se sabe, estão sentados do lado direito de Deus. Neste domingo, entretanto, Alexandre de Moraes desceu ao purgatório do Twitter para responder a um post veiculado aqui na última sexta-feira. Com a supremacia em riste, Moraes desancou o repórter: “Ignorância, burrice, apoio ao tráfico, ou tudo junto, que soma mais de 40% das mortes no país. É fácil criticar sem conhecer a realidade.” Na sequência, Moraes foi apresentado à realidade das redes sociais. Descobriu da pior maneira que todos são iguais perante as leis da internet. Atacado impiedosamente, o ministro chegou a ordenar a um internauta: “Vá trabalhar!”
Tudo começou na sexta-feira. Horas antes da exibição do último capítulo de ‘A Força do Querer’, Moraes reclamou numa palestra da suposta glamorização da personagem Bibi Perigosa, vivida por Juliana Paes. Declarou que a novela de Glória Perez “mostra aqueles bailes funk, fuzil na mão, colarzão de ouro, mulheres fazendo fila para os líderes do tráfico, só alegria. Aí mostra a Bibi, que se regenerou, ela tentando procurar emprego e não conseguindo. Qual é a ideia que é dada? Que é melhor você não largar. Enquanto você não larga, você tá na boa. É uma valorização. Aí podem dizer que essa é a realidade. Mas tá passando isso de uma forma glamorizada.”
O repórter sustentou que, no Supremo, a coisa é muito pior. Anotou que, não fosse uma senhora bem-posta, Glória Perez talvez dissesse a Moraes algo assim: a TV Justiça “mostra aquelas sessões plenárias do Supremo, Constituição na mão, toga sobre os ombros, poderosos fazendo fila à espera de sentenças que nunca chegam, só alegria. Aí mostra o Aécio, que se safou. A Primeira Turma tentando impor sanções e o plenário impedindo. Qual é a ideia que é dada? Que é melhor você não largar o foro privilegiado. Enquanto você não larga, você tá na boa. Aí podem dizer que essa realidade precisa mudar. Mas sempre haverá um ministro no Supremo para pedir vista do processo e declarar, com glamour: 'Tem que manter isso'!”
Ex-ministro da Justiça de Michel Temer, Moraes não se notabilizou pelo combate ao tráfico. Coordenou a elaboração de um plano nacional de segurança que a realidade vai convertendo em pó (com trocadilho!). No Supremo, porém, Moraes tornou-se notável rapidamente. Pediu vista do processo sobre a limitação do alcance do foro privilegiado. Com seu gesto, favoreceu ex-colegas de governo que respondem a inquéritos na Suprema Corte. Evitou, por exemplo, que ministros como Moreira Franco e Eliseu Padilha tivessem o mesmo destino do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso preventivamente na Papuda.
Na resposta ao blog, Moraes enquadrou o repórter: “A ignorância de Josias de Souza é tão grande que não sabe que a vista do foro foi devolvida em setembro. Estude mais. Criticar é fácil.” Embora reconheça que precisa estudar muito para alcançar a genialidade de Moraes, o signatário do blog não ignora que o ministro já devolveu o processo à presidência do Supremo. O problema é que permanece pendente de julgamento uma encrenca que poderia ter sido julgada há 143 dias, não fosse o providencial pedido de vista. De resto, Moraes renderia homenagens à transparência se explicasse por que ficou sentado sobre o processo por mais de 100 dias.
Ex-secretário de Segurança do governo tucano de São Paulo, Moraes compôs no Supremo a maioria de 6 a 5 que transferiu para o Legislativo a palavra final sobre sanções cautelares impostas a parlamentares. Graças a esse recuo, o Senado pôde restituir a Aécio Neves o mandato que a Primeira Turma do Supremo suspendera. Sobre isso Moraes não se animou a escrever uma mísera palavra no Twitter. Aos internautas que o criticaram, o ministro respondeu com uma interrogação: “Vocês concordam com o glamour do tráfico de drogas, banhado a sangue, contra o trabalho sério do povo brasileiro?”
O repórter, por ignorante, não etendeu a analogia que o ministro tentou estabelecer. No encerramento de ‘A Força do Querer’, Bibi estava regenerada. Rubinho, seu marido-traficante foi passado nas armas pelo comparsa Sabiá, que recebeu voz de prisão de Jeiza, uma policial militar de mostruário. Salvo melhor juízo, Glória Perez quis realçar a tese segundo a qual o crime não compensa. E a plateia, a julgar pela audiência, foi trabalhar no dia seguinte embevecida com o sucesso da novela.
É compreensível que Moraes não tenha gostado do que viu. A realidade que a ficção exibe só existe porque autoridades como o ministro fracassam em suas tentativas de combater o crime. De resto, Moraes está habituado com uma realidade que ultrapassa qualquer ficção. Os últimos movimentos do Supremo ensinam que não é que o crime não compensa. É que, quando compensa, ele muda de nome. Só não vê quem é ignorante e burro. Ou aliado do tráfico (de influência). O repórter, atento ao conselho supremo —“estude mais”—, não ousaria discordar de alguém que fala da ignorância e da burrice com tamanha supremacia. Trata-se, evidentemente, de um especialista.

Temer rejeita ideia de trocar ministros palacianos

Josias de Souza

Michel Temer discute em privado os planos para a continuidade do seu governo após o provável sepultamento na Câmara da denúncia que o acusa de integrar organização criminosa e obstruir a Justiça. O presidente foi aconselhado a iniciar pelo Palácio do Planalto uma reformulação de sua equipe ministerial. Reagiu à sugestão com frieza. Depois, comentou com outro interlocutor: “Acha que tenho condições de mandar embora meus amigos da vida inteira?”
Temer referia-se aos ministros palacianos Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). Ambos foram acusados de integrar a organização criminosa estrelada pelo presidente. Mas nada parece abalar o prestígio de que desfrutam. Eles compõem, ao lado do tucano Antonio Imbassahy, ministro responsável pela coordenação política do governo, o seleto grupo de auxiliares com liberdade para virar a maçaneta da porta da sala do presidente.
A sugestão para que Temer reformulasse os quadros do Planalto teve inspiração mais operacional do que ética. Avalia-se que a equipe perdeu a funcionalidade. Imbassahy deveria gerenciar o balcão da fisiologia. Mas se indispôs com o grosso da clientela parlamentar do governo. Deputados de partidos do centrão —PP, PR, PSD e assemelhados— desligaram o coordenador político de Temer da tomada. Muitos abriram negociações paralelas com Padilha. Mas a maioria não sossega enquando não entrega as demandas diretamente a Temer.
Deve-se sobretudo ao escudo do foro privilegiado a apreensão de Temer com os “amigos” Moreira e Padilha. Afastados do ministério, os dois desceriam do Supremo Tribunal Federal para a primeira instância do Judiciário. Ficariam em situação análoga à do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso preventivamente no presídio brasiliense da Papuda. Os defensores da tese de que o Planalto precisa de caras novas não compram integralmente a desculpa de Temer, pois os amigos não precisariam ser enviados ao olho da rua. Bastaria transferi-los para outros ministérios, deslocando-os da vitrine do Planalto para os fundões do governo.
Travado longe dos refletores, o debate sobre os quadros do Planalto vem acompanhado de uma pregação em favor da reforma de toda a equipe ministerial. Excluindo-se Padilha e Moreira, que ainda não manifestaram a intenção de pedir votos em 2018, há na Esplanada algo como 17 ministros que cultivam o plano de disputar mandatos eletivos no ano que vem. A conta inclui Henrique Meirelles (Fazenda), que ensaia uma candidatura presidencial.
Temer não ignora que terá que realizar uma reforma ministerial. Mas vinha planejando as trocas para daqui a seis meses, já que o prazo legal para os candidatos deixarem seus cargos no Executivo é o início de abril. Haverá, no entanto, um pressão para que o presidente antecipe o calendário. O movimento deixa o PSDB em situação constrangedora. O partido entrou no governo meio envergonhado. Beliscou quatro ministérios. Um pedaço do tucanato passou a defender o desembarque. Mas o partido foi ficando. Agora, corre o risco de ser colocado para fora da Esplanada aos empurrões.

Cativo$

Josias de Souza

– Charge do Duke, via O Tempo.


domingo, 22 de outubro de 2017

CNBB do Ceará emite nota de repúdio contra exposições que vilipendiaram símbolos cristãos

Para a entidade ligada à Igreja Católica, há uma clara tentativa de destruir os valores cristãos

Para a entidade ligada à Igreja Católica, há uma clara tentativa de destruir os valores cristãos
Da Redação JM Notícia
Através de uma nota de repúdio, A CNBB do Ceará condenou as exposições de arte que se tornaram nacionalmente conhecidas por conta das polêmicas geradas por obras que faziam apologia à pedofilia, zoofilia, além de vilipendiar símbolos cristãos.
Para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, trata-se de “espetáculos de péssima qualidade” que fazem “ataques violentos à família e à religião cristã”, além de fazer “apologia a práticas de sexualidade pervertida e anormal”.
Como parte importante da Igreja Católica, a CNBB defende a denominação, dizendo que ela não pratica a discriminação contra nenhum grupo, mas “defende e promove valores humanos e cristãos, cumprindo assim, as exigências do Evangelho de Cristo”.
Diante disto, a entidade declara que tanto a exposição Queermuseu quanto o artista que, estando nu, destruiu uma imagem de Nossa Senhora, cometeram o crime de vilipêndio, ato esse condenado pelo Código Penal Brasileiro.
Além de ser um crime, a CNBB entende que essas exposições fazem parte de um projeto estrutural que visa destruir os valores humanos e cristãos, através da banaliza do patrimônio, da ideologia de gênero, legalização do aborto e das drogas e da relativização doas valores morais que estão diretamente ligados ao cristianismo.
 A nota denúncia e repudia: “o ataque explícito aos valores humanos e cristãos” que são seguidos pela maioria dos brasileiros, “o patrocínio, incentivo, promoção e doutrinação em massa” dessas ideias, e também “a colonização de ideológica”.

Nota de repúdio dos bispos do Regional CNBB NE1-Ceará diante do escárnio público contra os símbolos sagrados


Nota de repúdio
Nós, bispos do Regional CNBB NE1-Ceará, reunidos em Conselho Episcopal Regional, manifestamos a nossa indignação e repúdio diante do escárnio público contra os nossos símbolos mais sagrados (Crucifixo, hóstia, imagem da Padroeira do Brasil) e contra valores fundamentais da vida humana. Ataques violentos e explícitos à família e à religião cristã têm sido feitos através de espetáculos de péssima qualidade que visam à apologia de práticas de sexualidade pervertida e anormal.
A Igreja não prega nem defende discriminação ou preconceito de qualquer natureza. Mas, comprometida com a verdade, defende e promove os valores humanos e cristãos, cumprindo assim, as exigências do Evangelho de Cristo.
Seríamos ingênuos ao pensar que esses últimos episódios (Exposição Queermuseu no Santander Cultural em Porto Alegre – RS, o artista nu que rala a imagem de Nossa Senhora Aparecida durante ‘perfomance’, em Brasília), dada à sua natureza e à evidência dos seus objetivos, não são apenas verdadeiros crimes de vilipêndio, o que já seria muito grave, pois o próprio Código penal os tipifica assim (Artigo 208). Trata-se de um verdadeiro projeto estrutural, profundo e nefasto, de desmonte dos nossos mais preciosos valores humanos e cristãos, através da banalização do matrimônio, da ideologia de gênero, da legalização do aborto, da liberação das drogas, da relativização dos valores morais nascidos do Evangelho e ensinados pelo Magistério da Igreja.
Por isso, denunciamos e repudiamos:
O “ataque explícito” aos valores humanos e cristãos da imensa maioria do povo brasileiro. Pois em nome de uma “liberdade” de imprensa, cultural, intelectual, artística impõe o desejo de uma minoria a toda uma coletividade.
O incentivo, patrocínio, promoção e “doutrinação” em massa, realizada diuturnamente em novelas, programas de “entretenimento” e da imposição ilegal, por órgãos governamentais e organizações não-governamentais, muitas destas de âmbito internacional;
A colonização ideológica, como alerta o Santo Padre, o papa Francisco: “Na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina, na Africa, em alguns países da Ásia, existem verdadeiras colonizações ideológicas. E uma delas – digo-a claramente por nome e sobrenome” – é a ideologia de gênero (gender). Hoje às crianças às crianças -, na escola, ensina-se isto. O sexo, cada um pode escolhê-lo. E por que ensinam isto? Porque os livros são os das pessoas e instituições que lhes dão dinheiro”(Discurso aos Bispos da Polônia, 27.08.2015).
Portanto, convocamos todos os cristãos e pessoas de boa vontade a resistirem e protestarem contra todas as formas de destruição dos valores cristãos e da família, fazendo chegar a expressão do seu repúdio e indignação aos patrocinadores de tais campanhas e aos meios de comunicação que as veiculam.
Acreditamos numa sociedade justa e fraterna, possível apenas no compromisso com a vida, e vida em plenitude (Jo 10,10).
Que Deus nos fortaleça nessa árdua tarefa e a Querida Mãe Aparecida continue a interceder por todos nós.
Fortaleza, 18 de outubro de 2017
Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo da Arquidiocese de Fortaleza – CE
Dom Rosalvo Cordeiro de Lima
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Fortaleza – CE
Dom Ailton Menegussi
Bispo da Diocese de Crateús-CE
Dom Gilberto Pastana de Oliveira
Bispo da Diocese de Crato – CE
Dom Edson de Castro Homem
Bispo da Diocese de Iguatu – CE
Dom Antônio Roberto Cavuto
Bispo da Diocese de Itapipoca – CE
Dom André Vital Félix da Silva
Bispo de da Diocese Limoeiro do Norte
Dom Angelo Pignoli
Bispo da Diocese de Quixadá – CE
Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos
Bispo da Diocese de Sobral – CE
Dom Francisco Edimilson Neves Ferreira
Bispo da Diocese de Tianguá – CE
Segue carta em PDF com as assinaturas dos Bispos: Nota CONSER out – 17
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Regional Nordeste 1
Rua Felino Barroso, 405
Fátima- 60050-130- Fortaleza – Ceará –
Caixa Postal, 126 – CEP 60001-970
Fone: – (85) 3252.4046
Site: www.cnbbne1.org.br
E-mail: cnbbne1@veloxmail.com.br

Deputados querem acompanhar Bolsonaro na troca de partido

"O Bolsonaro é um candidato muito viável. Vejo a candidatura dele crescendo a cada dia e posso me alinhar com ela", disse parlamentar
Agência Brasil
Na Câmara, Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem uma "tropa de choque", com cerca de 15 deputados de diferentes partidos: DEM, PR, SD, PSD, entre outros. Parte do grupo está esperando uma decisão de Bolsonaro sobre qual partido vai para poder acompanhá-lo. Se ele confirmar a ida para o PEN com seus aliados, o partido vai conseguir ultrapassar a cláusula de desempenho, aprovada na reforma política.
Ainda assim, Bolsonaro enfrentaria um problema: a troca pela janela partidária, em março de 2018, garante a manutenção do mandato, mas não o tempo de TV e recursos do Fundo Partidário. Ou seja, ele faria campanha presidencial com menos dinheiro e menos tempo de TV.
Um dos parlamentares desse grupo é Major Olímpio (SD-SP), que diz já ter recebido um convite do PEN e pode disputar o governo paulista pela sigla. "O Bolsonaro é um candidato muito viável. Vejo a candidatura dele crescendo a cada dia e posso me alinhar com ela", disse.
Delegado Éder Mauro (PSD-PA) afirmou que o presidente da sua sigla, ministro Gilberto Kassab, já está ciente de sua movimentação para acompanhar Bolsonaro. Já Delegado Waldir (PR-GO) disse que é "100% Bolsonaro" e vai trabalhar até mesmo em sua campanha presidencial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. DO O POPULAR

Três presidentes para uma eleição

Gilmar, Fux e Rosa Weber presidirão o TSE em plano ano eleitoral

Por uma confluência de datas, o Tribunal Superior Eleitoral terá três presidentes diferentes em pleno ano eleitoral. Mais do que uma mera sucessão de cerimônias de posse e mudanças de nomes, a troca no comando da Justiça Eleitoral joga luz sobre a organização das primeiras eleições majoritárias sem doações por empresas e sobre possíveis variações na jurisprudência do TSE.
Diferentemente de outros ramos do Judiciário, a Justiça Eleitoral – essencialmente em ano de eleições – assume um forte caráter administrativo. Afinal, é o TSE quem organiza o pleito. E, como em qualquer lugar em que a administração seja essencial, a troca no posto de comando – ainda mais com perfis totalmente distintos de magistrados – pode ser um complicador.
A alteração na Presidência do TSE decorre dos prazos de mandato imposto aos juízes eleitorais pela Constituição. Gilmar Mendes, atual presidente, permanece no cargo até 14 de fevereiro. Fux assume o cargo, mas deixa a Presidência no dia 15 de agosto. E o TSE passará a ser comandado pela ministra Rosa Weber.
O impacto administrativo pode ser minorado com a manutenção de cargos chave. Além disso, a condução do processo eleitoral é detalhada pelas instruções do TSE, que estão sendo redigidas pelo min. Fux e provavelmente serão votadas até o fim do ano.
De qualquer forma, os futuros presidentes terão pela frente desafios espinhosos, como a implantação do voto impresso determinado pelo Congresso- sem orçamento para tanto – e a coordenação dos tribunais regionais, cada qual com suas circunstâncias locais e também com alterações nas composições.
Mas se a administração pode não sofrer descontinuidades, o mesmo não se pode dizer da jurisprudência. Especialmente por conta de uma alteração. Com a saída de Gilmar Mendes da presidência e do próprio TSE, passará a integrar a Justiça Eleitoral o ministro Luís Roberto Barroso. Ele se juntará num primeiro momento a Fux e Rosa Weber. E depois a Rosa e Luiz Edson Fachin – que substituirá Fux. Todos eles votaram no Supremo Tribunal Federal, por exemplo, contra o financiamento empresarial nas eleições e por aplicar a Lei da Ficha Limpa para fatos anteriores à vigência da lei. Ou seja, perde forca o garantismo que hoje tem prevalecido na Corte e aumenta o grau de intervencionismo e punitivismo.
Tudo isso, em meio ao processo de maior desgaste enfrentado pelos políticos e partidos diante do avanço da Operação Lava Jato.
Novos nomes
Além das cadeiras destinadas a ministros do Supremo, os representantes do Superior Tribunal de Justiça também se alternarão no TSE em 2018. Napoleão Nunes Mais, que assume a Corregedoria Eleitoral, deixa o cargo no dia 30 de agosto.
O ministro Jorge Mussi assume, às vésperas das eleições, a tarefa de fiscalizar a regularidade das eleições. E passará a integrar o TSE, com a saída de Maia, o ministro Og Fernandes.
Nessa rotatividade no TSE, dos sete ministros titulares que iniciarão a primeira sessão de 2018, apenas quatro (Rosa Weber, Jorge Mussi e os advogados Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira) estarão na última sessão do ano. Em um tribunal em que muitas questões são decididas por 4 votos a 3, a troca de três ministros pode mudar o equilíbrio nos julgamentos.
Felipe Recondo - De Brasília- DO JOTA

Centrão quer salvar Temer com votação miúda

Josias de Souza

Marcada para quarta-feira, a votação da segunda denúncia da Procuradoria contra Michel Temer tornou-se um jogo jogado. O presidente está salvo. Mas um grupo de mágicos do centrão, com ascendência sobre partidos como PR, PP e PSD, discute a sério a hipótese de fazer sumir parte dos 263 votos que livraram Temer da primeira denúncia. A ideia é impor ao presidente uma vitória mixuruca, obrigando-o a remodelar o governo. A prioridade do grupo é lançar ministros do PSDB ao mar, para ocupar-lhes as poltronas.
Numa conta inicial, planejou-se o sumiço de algo como 40 votos. Lipoaspirado, o apoio a Temer seria reduzido à casa dos 220 votos. O suficiente para deixá-lo acima do mínimo necessário à rejeição da denúncia (172 votos), mas abaixo da maioria absoluta (257 votos), quórum exigido para a aprovação de projeto de lei complementar. E muito abaixo dos três quintos (308 votos), indispensáveis para a aprovação de emendas à Constituição.
Nas pegadas do sepultamento da primeira denúncia —por corrupção passiva—, Temer convocou a imprensa. Estufando o peito como uma segunda barriga, jactou-se de ter obtido a maioria absoluta dos votos dos 513 deputados. Declarou que o placar assegurava ao governo as condições políticas para fazer ''as demais reformas estruturantes que o país necessita.''
Se o plano de seus aliados der certo, Temer sairá tão moído da votação da segunda denúncia —por formação de organização criminosa e obstrução à Justiça—, que não terá como fingir que ainda faz e acontece. Nessa hora, o centrão exigirá do inquilino do Planalto algo que seus líderes chamam de “repactuação do governo” —leia-se submissão radical aos apetites fisiológicos do grupo.
De todas as ilusões normalmente associadas à Presidência da República, a mais comum é a de que o presidente preside os rumos do país. No caso de Temer, a ilusão foi levada às fronteiras do paroxismo. Incapaz de projetar as aparências do poder, sua voz de comando não ecoa muito além dos lilites do Palácio do Planalto. Fora da sede do governo, suas ordens se diluem num mar de interesses partidários. A máquina estatal foi, por assim dizer, inundada por práticas antirrepublicanas, numa escala jamais vista.
Ao farejar a fritura do centrão, Temer tenta saltar da frigideira antes de quarta-feira.  Vem daí as declarações de amor do presidente à bancada ruralista. Vem daí também o desmonte do programa de privatização do governo. Temer já retirou do pacote o aeroporto de Congonhas. Fez isso para adoçar os humores de Valdemar Costa Neto, o condenado do mensalão que manda no PR. O partido controla a Infraero. Manda e, sobretudo, desmanda nos negócios aeroportuários. E Temer não pode dar-se ao luxo de trocar Valdemar pela inciativa privada.

sábado, 21 de outubro de 2017

A “Intervenção” via Bolsonaro?


Entrevista de Jair Bolsonaro ao site O Antagonista
Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

“A Intervenção Militar poderá vir, mas através de um militar eleito”. Esta previsão de Jair Bolsonaro eletrizou ontem o mercado financeiro e as redes sociais. O presidenciável, que agora começa a ser levado a sério, antecipou ao jornalista Cláudio Dantas, do site O Antagonista, que pensa em contar com pelo menos cinco generais em seu eventual governo. Bolsonaro já escalou, de imediato, o General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão: “Não há dúvida de que ele terá uma vaga no meu governo. Ele é aquela figurinha carimbada”.

Essa nova tese de uma “Intervenção”, através da escolha pelo voto em Jair Bolsonaro para o Palácio do Planalto, tem tudo para botar fogo no fla-flu eleitoral de 2018. As pesquisas medem, porém não revelam, de propósito, que a intenção de votar em Bolsonaro cresce tanto quando a “tese da Intervenção”, em suas duas modalidades: a Militar (diretamente, o que é menos provável) ou a Constitucional (apoiada pelos Generais, porém tocada por imposição da vontade popular, cujas pré-condições estão sendo alimentadas para ocorrer). Agora, Bolsonaro antecipa, abertamente, que, se vencer, terá a legitimidade do voto para decretar a Intervenção.

Os membros da zelite tupiniquim insistem em fazer a leitura errada do fenômeno Bolsonaro. Eles insistem na burrice de tentar carimbar Bolsonaro como um personagem caricato e maluco de extrema direita. Os críticos sem noção da realidade não compreendem que Bolsonaro corporifica algumas das mais fortes vontades do eleitorado: a tentativa de apostar em um candidato corajoso e com honestidade para promover mudanças no Brasil. Mesmo que tal desejo seja ilusório, Bolsonaro leva vantagem sobre os demais adversários, justamente porque é deputado federal há vários anos, porém até agora não surgiram denúncias de participação em armações políticas ou esquemas de corrupção.
Até agora, Bolsonaro não tem falado besteira – ao contrário dos críticos emocionais dele. Bolsonaro é hoje um indivíduo perseguido pela máquina judiciária. O Ministério Público Federal o denunciou ao Supremo Tribunal Federal por aquela polêmica política idiota gerada pela deputada petista Maria do Rosário. Todo mundo sabe que Bolsonaro não fez “apologia ao estupro”, e todo mundo também viu que foi Maria do Rosário quem o xingou de estuprador. Injustamente, Bolsonaro se tornou réu no Supremo Tribunal Federal – só que não por crime de corrupção...
Do jeito que o filme do STF ficou queimado com o Caso Aécio Neves, qualquer punição injusta imposta a Bolsonaro tem tudo para provocar uma reação inimaginável de indignação na maioria da sociedade. É imprevisível qual será o ato de revolta a uma decisão política, ideológica e, porque não dizer, estúpida da Corte Suprema contra Bolsonaro. Imagina a interpretação legal permitir que o réu e condenado Lula da Silva possa disputar a Presidência da República, enquanto uma decisão suprema condena Bolsonaro e o tira da disputa?  
O sistema fará de tudo para sabotar Bolsonaro. Seu principal calcanhar de Aquiles é não ter uma base partidária confiável que lhe garanta a indicação para disputar a eleição. Apesar disto, o nome de Bolsonaro está popularmente consolidado como candidato com potencial para a vitória. Bolsonaro incorpora o tema da Segurança (na ordem do ano eleitoral). Muito corretamente, Bolsonaro tem dito que não basta combater a corrupção, mas sim definir mecanismos que impeçam a ação dos corruptos, preventivamente. Aí fica aberto o caminho para um debate sobre mudanças estruturais.
Bolsonaro levará seus adversários e inimigos ao desespero se entrar fundo no debate sobre mudanças na estrutura do Estado-Ladrão brasileiro. A reinvenção do Brasil, pela via da Intervenção Constitucional, é um assunto imprescindível. Começam a amadurecer as pré-condições para as mudanças desejadas. As lideranças das Forças Armadas clamam pelo amplo debate para a formulação de um Projeto estrutural de Nação para o Brasil.
O candidato Jair Bolsonaro tem a obrigação de marchar nesse sentido. O candidato Ciro Gomes, por iniciativa de seu ideólogo Roberto Mangabeira Unger, promete entrar no debate sobre o que chama de “Projeto Interno Forte”. Os segmentos pensantes da sociedade brasileira precisam ir além da mera futrica ideológica, polarizada na falsa batalha com os rótulos imprecisos de direita e esquerda. Já passou da hora de definirmos que Brasil queremos e podemos construir.
Felizmente, está sendo questionada a hegemonia institucional criminosa na máquina estatal brasileira. A maioria da sociedade não suporta mais o Estado-Ladrão. No entanto, ainda é preciso debater as soluções práticas e concretas para a afetiva implantação de um Estado Democrático, baseado na segurança do Direito, no respeito e obediência consciente a leis que tenham mais legitimidade que (a mera) legalidade.
Por isso é fundamental a formulação de uma nova Constituição. A tarefa não é para políticos profissionais. É uma missão para cidadãos que dominem conceitos políticos, econômicos e sociais corretos. Temos de ir muito além do mero fla-flu eleitoral... Do contrário, em 2018, vamos repetir o mais do mesmo.  
Quem lidera?
Abolição temerária
Bem chutado

BOLSONARO AVANÇA E INICIA FORMAÇÃO DE 'STAFF' TÉCNICO E DE ASSESSORAMENTO TENDO EM VISTA PLANO DE GOVERNO


sábado, outubro 21, 2017

 
Dando uma zapeada na internet pelos principais veículos de mídia nacionais  constata-se que no geral há mais do mesmo, ou seja, muitas notas e matérias plantadas cuja finalidade exclusiva é ressuscitar os zumbis da política nacional. Sim, os líderes da velha política nos seus extertores pululam na escuridão da noite feitos zumbis evocando os velhos filmes de terror. E, nesta sexta-feira 20 de outubro de 2017, esses seres das trevas acossados pelo fluir do tempo rumo a 2018 endoidaram, afinal, daqui a dois meses estaremos no Natal e em seguida inaugurando o ano novo. O fluir do tempo é implacável e a esmagadora maioria da população está quieta, mas está vendo tudo.
E nesta sexta-feira se viu coisas do arco da velha. Alguns desses Zumbis escaparam das catacumbas sinistras para anunciar - agora às claras e sem tergiversações - que esperam ardentemente que todas as desgraças que se abateram sobre a Nação sejam eternizadas. Por isso os alegres rapazes e raparigas da grande mídia voltaram a saçaricar animados espalhando por aí que zumbis graúdos desejam ressuscitar o fantasmagórico ogro de Garanhuns.
Essa situação de apavoramento geral do establishment das trevas decorre de um inusitado clarão que ilumina o caminho para o pleito presidencial de 2018. Segura esse potente facho de luz o presidenciável Jair Messias Bolsonaro. E quanto mais a grande mídia tenta desqualifica-lo, mais cresce a sua força, como se viu nessa quinta-feira na pujante Uberlândia, em Minas Gerais, onde Bolsonaro reuniu centenas de pessoas no aeroporto ao chegar e no auditório onde proferiu uma palestra seguida de debate em evento promovido pelo G7 Promovido pelo G7, grupo de entidades representativas de Uberlândia, incluindo Fiemg/Senai, Sociedade Médica, Sindicato Rural, Aciub, OAB e Maçonaria.
O tratamento dispensado pela grande mídia a Jair Bolsonaro é rigorosamente igual àquele que seus homólogos norte-americanos dispensaram a Donald Trump durante a campanha presidencial. O resultado todos conhecem.
No entanto, terçar armas contra os fatos é, no mínimo, chover no molhado e, no máximo isso se chama "anti-jornalismo". Há o mundo dos fatos concretos e a ficção. Um ponto fora dessa curva diabólica desenhada pela esmagadora maioria da grande mídia foi assinalado nesta sexta-feira pelo site O Antagonista que escalou o jornalista Cláudio Dantas para entrevistar Jair Bolsonaro. A entrevista está disponível no site de O Antagonista.
O vídeo que ilustra esta postagem é aquele comentário que Dantas oferece aos leitores ao final da jornada jornalística todos os dias. Desta feita o enfoque são os detalhes da entrevista com o presidenciável. De quebra, Cláudio Dantas acrescenta algumas informações exclusivas relativas à assessoria que se organiza e municia Bolsonaro no primeiro ensaio que deve resultar no seu staff consultivo e, mais do que isso, na produção de um plano de governo. Vale a pena conferir.
Fechando a postagem publico um banner com os resultados de uma pesquisa sobre presidenciáveis realizada pelo Instituto Paraná aqui em Santa Catarina. Para quem vive aqui em Santa Catarina o resultado dessa sondagem não surpreende. Basta ir ao Youtube e pesquisar por 'visita de Bolsonaro a Florianópolis e outras cidades do interior catarinense' realizadas há algum tempo. Os leitores irão se surpreender. Mas a performance de Jair Bolsonaro pode ser encontrada em vídeos de suas visitas a outros Estados brasileiros das mais diferentes regiões do país. Em todas elas se constata um extraordinário apoio popular ao presidenciável.
É imperioso acrescentar que o desempenho de Jair Bolsonaro, que tem crescido de forma extraordinária, acontece sem qualquer apoio da grande mídia. O presidenciável se comunica com os eleitores apenas pelas redes sociais. Aliás, os grandes veículos de comunicação e os seus esbirros esquerdistas que dominam as redações fazem de tudo para detoná-lo. Associados a eles estão as notórias figuras bundalelês do show business. É a velha cena: enquanto os cães ladram a caravana passa...
Nesse mar de fake news este vídeo de Cláudio Dantas é um alento e um exemplo de como o jornalismo deve ser exercido. Afinal, a ficção jamais será apanágio do exercício do jornalismo de verdade.
Clique sobre a imagem para vê-la ampliada

Alguém precisa defender Marisa do seu marido

Josias de Souza
Repentinamente, verifica-se que Lula e seus advogados perderam o respeito pela memória de Marisa Letícia. De mulher exemplar, a ex-primeira dama foi transformada numa doidivanas que pagou em dinheiro vivo, durante quase cinco anos, os aluguéis do apartamento malcheiroso de São Bernardo, vizinho à cobertura da família Silva. Nessa versão, a mulher de Lula foi acomodada pela defesa do homem com quem viveu por 43 anos, ao lado de personagens como Aécio Neves, outro inconsequente que tem uma predileção pelas formas mais primitivas e inseguras de transferência de valores: os envelopes, as malas, as mochilas.
No total, Marisa teria manuseado entre 2011 e 2015 algo como R$ 189 mil. Com esse dinheiro, teria quitado os aluguéis do apartamento que a Lava Jato sustenta que a Odebrecht comprou para Lula com dinheiro sujo desviado da Petrobras. No caso de Aécio, a Polícia Federal filmou as malas e mochilas utilizadas para transportar parte dos R$ 2 milhões que o senador tucano alega ter tomado emprestado do benfeitor Joesley Batista. Quanto a Marisa, ainda não foi explicado como a ela fazia chegar os envelopes, mês a mês, às mãos do locador.
Chama-se Glauco Costamarques o hipotético locador. Segundo a força-tarefa de Curitiba, trata-se de um laranja que o amigo José Carlos Bumlai providenciou para funcionar como proprietário de fachada do imóvel que a Odebrecht deu de presente a Lula. Reside em Campo Grande. Não há notícia de que Marisa tivesse o hábito de visitar amiúde a capital do Mato Grosso do Sul. Aécio confiou ao primo Frederico Pacheco a missão de buscar a grana provida pelo dono da JBS. Os advogados de Lula ficaram devendo o nome do portador dos aluguéis que Marisa mandou pagar.
Em depoimento a Sergio Moro, Lula disse que nunca teve tempo para cuidar do ordenamento das despesas da família. Delegou a tarefa a Marisa. Foi ela quem assinou o contrato de locação. Era ela a responsável pelos pagamentos. O juiz da Lava Jato cobrou os recibos. E a defesa anexou aos autos um papelório malcheiroso. Agora, mais essa: dinheiro vivo! Lula costuma dizer que seus investigadores mentem. E inventam novas mentiras para justificar as anteriores. O pajé do PT enxerga mentirosos em toda parte, menos no espelho.
Viva, Marisa talvez não se importasse de emprestar seu nome para ser usado na fábula que a defesa de Lula compõe para justificar os confortos do ex-mito. Mas não estava previsto no contrato de locação —ou na certidão de casamento— que a veneranda senhora, depois de recolhida à sepultura, deveria servir de álibi post-mortem para um marido indefeso.
Alguém precisa defender Marisa Letícia do marido dela. É pena que os filhos não se animem a convocar uma entrevista coletiva. Não seria preciso muita coisa para salvar a imagem da mãe. Bastaria uma declaração singela. Algo assim:
“Mamãe era honesta. E nunca foi uma mulher imbecil. Como qualquer criança de cinco anos, ela sabia o que é um DOC. Para realizar o pagamento de um aluguel de quase R$ 4 mil mensais, mamãe não trocaria o ‘Documento de Ordem de Crédito’, uma forma de pagamento e transferência de dinheiro disponível em qualquer agência bancária, devidamente regulamentada pelo Banco Central, por envelopes de dinheiro vivo. Em tempos tão inseguros, com tanto ladrão ao redor, mamãe não se atreveria a retirar o dinheiro do ambiente eletrônico para levá-lo até o meio da rua.”
De resto, convém aos filhos de Marisa mandar confeccionar uma lápide nova para colocar no túmulo dela. Sugere-se a seguinte inscrição: “Não contem mais comigo!”.

Sob Temer, 200 ruralistas presidem 200 milhões

Josias de Souza

Michel Temer adotou um novo modelo de administração. Governa o país seguindo o método conhecido como do ‘vai que cola’. Fraco e impopular, o presidente é refém de apoiadores arcaicos. Para se manter no Planalto, Temer faz qualquer negócio. No seu governo, as coisas não são certas ou erradas. Elas são absorvidas ou pegam mal. A portaria que dificulta o combate ao trabalho escravo pegou mal. Pegou muito mal. Ao perceber que a coisa não colou, Temer ensaia um ajuste na pose.
Aconteceu a mesma coisa com um decreto de Temer para a exploração mineral numa área de reserva na Amazônia. O presidente anunciou a novidade de sopetão. Pegou mal. Temer mandou refazer o decreto. Não colou. Submetido a uma gritaria internacional, Temer revogou o decreto e saiu de fininho.
O que assusta no governo Temer não é a sua crueldade. Se os primeiros meses da atual gestão ensinaram alguma coisa é que ninguém deve esperar qualquer tipo de hesitação altruísta do PMDB. Temer avança ou recua segundo a moral da sobrevivência. Assustadora mesmo é a sina dos brasileiros. Depois de serem despudoradamente assaltados por sucessivos governos, os mais de 200 milhões de brasileiros passaram a ser governados por 200 deputados da bancada ruralista da Câmara, cuja prioridade é escravizar Temer para levar o Brasil até o Século 16.
Alguém precisa defender Marisa do seu marido Comente Josias de Souza 21/10/2017 10:01 Compartilhe Imprimir Comunicar erro Repentinamente, verifica-se que Lula e seus advogados perderam o respeito pela memória de Marisa L... - Veja mais em https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/10/21/alguem-precisa-defender-marisa-do-seu-marido/?cmpid=copiaecola
Alguém precisa defender Marisa do seu marido Comente Josias de Souza 21/10/2017 10:01 Compartilhe Imprimir Comunicar erro Repentinamente, verifica-se que Lula e seus advogados perderam o respeito pela memória de Marisa L... - Veja mais em https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2017/10/21/alguem-precisa-defender-marisa-do-seu-marido/?cmpid=copiaecola

Segundo Roberto Jefferson, o PT comprava o apoio de 12 deputados do PSDB com “mensalinhos” de R$ 50 mil

A confirmação veio do próprio Roberto Jeferson, em entrevista ao Estadão durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Após explicar que as estatais servem de financiamento aos partidos mais corruptos e, por isso, mereciam ser privatizadas, o ex-deputado detalhou o envolvimento do PTB no esquema que viria a ser conhecido como Mensalão. Foi o próprio presidente Lula quem teria oferecido ao partido um diretoria de Furnas, onde estava Dimas Toledo, mas o plano sairia errado pois já havia um esquema de financiamento em curso.
 
A confirmação veio do próprio Roberto Jeferson, em entrevista ao Estadão durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Após explicar que as estatais servem de financiamento aos partidos mais corruptos e, por isso, mereciam ser privatizadas, o ex-deputado detalhou o envolvimento do PTB no esquema que viria a ser conhecido como Mensalão. Foi o próprio presidente Lula quem teria oferecido ao partido um diretoria de Furnas, onde estava Dimas Toledo, mas o plano sairia errado pois já havia um esquema de financiamento em curso.
Dimas conseguia arrancar um total de R$ 3 milhões por mês. Dois terços ficavam com o PT (o mineiro e o nacional), uma comissão de R$ 400 mil ficava com a própria diretoria, e os R$ 600 mil eram divididos em mensalinhos de R$ 50 mil para doze deputados do PSDB votarem com o governo Lula quando necessário:
“Eu soube disso quando indicamos doutor Francisco Spirandel para ocupar o lugar do Dimas. Recebi contato do Zé Dirceu para que eu fosse conversar com ele na Casa Civil. Ele disse ‘em vez de trocar o Dimas, por que a gente não faz um acordo, você mantém o Dimas e ele passa a ajudar o PTB?’ Eu disse ‘da minha parte, sem problema’. Dimas foi à minha casa conversar, foi quando conheci o Dimas. Dimas disse ‘minha diretoria rende de apoio R$ 3 milhões por mês, mas eu tenho comprometidos R$ 1 milhão com o PT de Minas, R$ 1 milhão com o PT Nacional, dou R$ 600 mil a 12 deputados do PSDB, R$ 50 mil a cada um, eles apoiam de vez em quando o Governo Federal. E R$ 400 mil para a diretoria.'”
Não se quebra um país como o PT quebrou o Brasil sem a conivência dos fiscais, em especial, a oposição e a imprensa. E conivência não vem de graça.
 O depoimento de Roberto Jefferson ajudou a esclarecer a conivência da oposição. Sim, ela foi paga, ainda que por uma ninharia diante do que o petismo consumiria dos cofres públicos. Mas isso não ameniza em nada o papel do PSDB. Pelo contrário, até piora. DO IMPLICANTE